0% acharam este documento útil (0 voto)
11 visualizações4 páginas

Materialidade e Risco em Auditoria

O documento aborda a definição e a importância da materialidade na auditoria das demonstrações financeiras, destacando que a materialidade deve ser avaliada em relação a erros e distorções que possam influenciar decisões econômicas. Também discute a relação entre materialidade e risco de auditoria, enfatizando que um nível mais alto de materialidade reduz o risco de auditoria e vice-versa. Além disso, o auditor deve avaliar o efeito de distorções não corrigidas e considerar ajustes nas demonstrações financeiras quando necessário.

Enviado por

reinaldosaranga
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
11 visualizações4 páginas

Materialidade e Risco em Auditoria

O documento aborda a definição e a importância da materialidade na auditoria das demonstrações financeiras, destacando que a materialidade deve ser avaliada em relação a erros e distorções que possam influenciar decisões econômicas. Também discute a relação entre materialidade e risco de auditoria, enfatizando que um nível mais alto de materialidade reduz o risco de auditoria e vice-versa. Além disso, o auditor deve avaliar o efeito de distorções não corrigidas e considerar ajustes nas demonstrações financeiras quando necessário.

Enviado por

reinaldosaranga
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

SUMÁRIO TEMÁTICO:

-DEFINIÇÕES
-MATERIALIDADE
-O RELACIONAMENTO ENTRE MATERIALIDADE E RISCO DE REVISÃO
.A materialidade e o risco de auditoria na avaliação de prova de auditoria

-A AVALIAÇÃO DO EFEITO DE DISTORÇÕES

1. DEFINIÇÕES

 A Estrutura Conceptual para a Preparação e Apresentação das Demonstrações


Financeiras define materialidade nos seguintes termos:

"A informação é (de relevância) material se a sua omissão ou inexactidão influenciarem as


decisões económicas dos utentes tomadas na base das demonstrações financeiras. A
materialidade depende da dimensão do elemento ou do erro, julgado nas circunstâncias
particulares da sua omissão ou inexactidão. Por conseguinte, a materialidade proporciona
um patamar ou ponto de corte, não sendo uma característica qualitativa primária que a
informação deva ter para ser útil."

2. MATERIALIDADE

 O objectivo da auditoria das demonstrações financeiras é o de habilitar o auditor


a expressar uma opinião sobre se as demonstrações financeiras estão
preparadas, em todos os aspectos materialmente relevantes, de acordo com uma
estrutura de relato financeiro identificada.

 A avaliação do que é materialmente relevante é uma questão de julgamento


profissional.

 Ao conceber o plano de auditoria o auditor estabelece um nível de materialidade


aceitável de forma a detectar quantitativamente as distorções materialmente
relevantes. Contudo tanto a quantia (quantidade) e a natureza (qualidade) das
distorções necessitam de ser consideradas. Exemplos de distorções qualitativas
serão a descrição inadequada ou indevida de uma política contabilísticas quando for
provável que um utilizador das demonstrações financeiras seria confundido pela
descrição, e a falha em divulgar a quebra de requisitos regulamentares quando for
provável que a imposição consequente de restrições regulamentadoras poderá reduzir
significativamente a capacidade operacional.

1
 O auditor necessita de considerar a possibilidade de distorções de quantias
relativamente pequenas que, cumulativamente possam ter um efeito materialmente
relevante sobre as demonstrações financeiras. Por exemplo, um erro num procedimento
de final de mês pode ser um indício de uma distorção potencialmente material se esse
erro se repetir todos os meses.

 O auditor toma em consideração a materialidade tanto a nível global de demonstração


financeira como em relação aos saldos de contas individuais, às classes de transacções
e às divulgações.

 A materialidade pode ser influenciada por considerações tais como:

 requisitos legais e regulamentares


 considerações relacionadas com saldos e relacionamentos
individuais de contas de demonstração financeira (riscos de
distorções).

Este processo pode resultar em níveis de materialidade diferentes


dependendo do aspecto da demonstração financeira que está a se
considerada.

 A materialidade deve ser considerada pelo auditor quando:

a) determinar a natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria; e


b) avaliar o efeito das distorções.

3. O RELACIONAMENTO ENTRE MATERIALIDADE E RISCO DE AUDITORIA

 O auditor deve tomar em consideração a materialidade e o seu relacionamento


com o risco de auditoria ao conduzir a auditoria.

 Quando planear a auditoria, o auditor deve considerar aquilo que tornaria as


demonstrações financeiras distorcidas de forma materialmente relevante.

 A avaliação pelo auditor da materialidade, relacionada com saldos de contas e classes


de transacções específicas, auxilia o auditor a decidir questões tais como:

 quais rubricas a examinar;


 usar ou não a amostragem e procedimentos analíticos.

Isto dá a ao auditor a possibilidade de relacionar os procedimentos de auditoria que, em


combinação, se possa esperar que reduzam o risco de auditoria a um nível
aceitavelmente baixo.

2
 Existe uma relação inversa entre a materialidade e o nível de risco de auditoria, que é
quanto mais elevado o nível de materialidade, menor o risco de auditoria e vice-
versa.

 O auditor toma em conta a relação inversa entre materialidade e risco de auditoria


quando determinar a natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos de
auditoria. Por exemplo, se após planear procedimentos de auditoria específicos, o
auditor determinar que o nível de materialidade aceitável é mais baixo, o risco de
auditoria está aumentado. O auditor poderá fazer a compensação desta situação, ou

a) reduzindo o nível de risco de distorção material até onde for praticável levando a
efeito testes de controlo alargados ou adicionais; ou

b) reduzindo o risco de detecção através da modificação de natureza, oportunidade e


extensão dos procedimentos substantivos planeados.

3.1. A materialidade e o risco de auditoria na avaliação de prova de auditoria

 A avaliação do auditor sobre a materialidade e o risco de auditoria pode ser diferente no


momento do planeamento inicial da do momento de avaliar os resultados dos
procedimentos de auditoria. Isto podia ser devido a uma alteração nas circunstâncias ou
devido a uma alteração no conhecimento do auditor em consequência da auditoria.

 Por exemplo, se a auditoria for planeada antes do final do período, o auditor antecipará
os resultados das operações e a posição financeira. Se os resultados reais das
operações e da posição financeira forem substancialmente diferentes a avaliação da
materialidade e do risco de auditoria pode também mudar. Adicionalmente, o auditor
pode, ao planear o trabalho de auditoria, fixar intencionalmente o nível de materialidade
aceitável a um nível inferior daquele que se destina a ser usado para avaliar os
resultados de auditoria. Isto pode ser feito para reduzir a probabilidade de ficarem
distorções por descobrir e para proporcionar ao auditor uma margem de segurança
quando avaliar o efeito de distorções descobertas durante a auditoria.

4. AVALIAÇÃO DO EFEITO DE DISTORÇÕES

 Ao avaliar a apresentação apropriada das demonstrações financeiras o auditor


deve avaliar se é ou não materialmente relevante o agregado de distorções não
corrigidas que tenham sido identificadas durante a auditoria.

 O agregado de distorções não corrigidas compreende:

a) distorções específicas identificadas pelo auditor incluindo o efeito líquido de


distorções não corrigidas identificadas durante a auditoria de períodos
anteriores;

b) a melhor estimativa do auditor de outras distorções que não possam ser


especificamente identificadas (designadamente, erros projectados).

3
 O auditor necessita de considerar se é ou não materialmente relevante o agregado de
distorções não corrigidas.

 Se o auditor concluir que as distorções possam ser materialmente relevantes o


auditor necessita de considerar a redução do risco de auditoria alargando os
procedimentos de auditoria ou pedindo à gerência para ajustar as demonstrações
financeiras.

 Se a gerência recusar ajustar as demonstrações financeiras e os resultados dos


procedimentos de auditoria alargados não dêem possibilidade ao auditor de
concluir que não é materialmente relevante o agregado de distorções não
corrigidas, o auditor deve considerar a apropriada modificação do parecer.

 Se o agregado de distorções não corrigidas que o auditor identificou se aproxima do


nível de materialidade, o auditor considerará se é possível que distorções não
detectadas, quando tomadas com distorções não corrigidas agregadas podem exceder
o nível de materialidade. Assim, à medida que distorções não corrigidas agregadas se
aproximam do nível de materialidade o auditor considerará a redução do risco através
da execução de procedimentos de auditoria adicionais ou pedindo à gerência para
ajustar as demonstrações financeiras relativamente às distorções identificadas.

Você também pode gostar