0% acharam este documento útil (0 voto)
6 visualizações194 páginas

Leis do Jogo de Futsal: Guia Completo

O documento apresenta as Leis do Jogo de Futsal, abrangendo aspectos como a quadra de jogo, a bola, os jogadores, o equipamento, os árbitros e a duração do jogo. Inclui diretrizes sobre a aplicação das leis, modificações permitidas e a importância do respeito às decisões dos árbitros. O objetivo é garantir um ambiente justo e seguro para todos os participantes do futsal.

Enviado por

Iza fofi
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
6 visualizações194 páginas

Leis do Jogo de Futsal: Guia Completo

O documento apresenta as Leis do Jogo de Futsal, abrangendo aspectos como a quadra de jogo, a bola, os jogadores, o equipamento, os árbitros e a duração do jogo. Inclui diretrizes sobre a aplicação das leis, modificações permitidas e a importância do respeito às decisões dos árbitros. O objetivo é garantir um ambiente justo e seguro para todos os participantes do futsal.

Enviado por

Iza fofi
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

1

2
3
ÍNDICE PÁGINA
NOTAS SOBRE AS LEIS DO JOGO DE FUTSAL 07

LEI 1 – A QUADRA DE JOGO 11


1 Superfície da quadra de jogo 12
2 Marcações da superfície da quadra de jogo 12
3 Dimensões da superfície de jogo 13
4 A área de pênalti 14
5 A marca dos 10m 15
6 As zonas de substituição 15
7 A área do tiro de canto 16
8 A área técnica 16
9 As metas 17
10 Deslocamento das metas 19
11 Publicidade no piso da quadra de jogo 21
12 Publicidade nas redes das metas 21
13 Publicidade nas áreas técnicas 21
14 Publicidade ao redor da quadra de jogo 21

LEI 2 – A BOLA 22
1 Características e medidas 23
2 Publicidade na bola 23
3 Substituição de uma bola defeituosa 23
4 Bolas adicionais 24
5 Bolas extras na quadra de jogo 24
6 Gol obtido com uma bola defeituosa 24

LEI 3 – OS JOGADORES 25
1 Número de jogadores 26
2 Número de substituições e substitutos 26
3 Apresentação da relação de jogadores e substitutos 26
4 Procedimento de substituição 27
5 Aquecimento 27
6 Substituição e troca de goleiro 27
7 Infrações e sanções 28
8 Jogadores e substitutos expulsos 29
9 Pessoas extras em quadra 29
10 Gol marcado com uma pessoa a mais em quadra 30
4
ÍNDICE PÁGINA
11 Reingresso não autorizado de um jogador de fora da quadra 31
12 Capitão da equipe 31

LEI 4 – O EQUIPAMENTO DOS JOGADORES 32


1 Segurança 33
2 Equipamentos obrigatórios 33
3 Cores 34
4 Outros equipamentos 34
5 Slogans, declarações, imagens e publicidade 35
6 Infrações e sanções 37
7 Numeração dos jogadores 37

LEI 5 – OS ÁRBITROS 38
1 A autoridade dos árbitros 39
2 Decisões dos árbitros 39
3 Poderes e deveres 39
4 Responsabilidade dos árbitros 42
5 Jogos internacionais 43
6 Equipamento dos árbitros 43
7 Suporte de vídeo 44

LEI 6 – OS OUTROS MEMBROS DA EQUIPE DE ARBITRAGEM 45


1 Os árbitros assistentes 46
2 Poderes e deveres 46
3 Jogos internacionais 49
4 Quarto árbitro 49

LEI 7 – A DURAÇÃO DO JOGO 50


1 Períodos de jogo 51
2 Finalização dos períodos de jogo 51
3 Tempo técnico 52
4 Intervalo de jogo 52
5 Jogo suspenso definitivamente 53

LEI 8 – INÍCIO E REINÍCIO DO JOGO 54


1 Tiro de saída 55
2 Bola ao chão 56
5
ÍNDICE PÁGINA
LEI 9 – A BOLA DENTRO E FORA DO JOGO 58
1 Bola fora de jogo 59
2 Bola em jogo 59
3 Quadras cobertas 59

LEI 10 – DETERMINANDO O RESULTADO DE UM JOGO 60


1 Gol marcado 61
2 Equipe vencedora 61
3 Penalidades (desempate por tiros livres da marca de pênalti) 62
4 Gols fora de casa 64

LEI 11 – IMPEDIMENTO 65

LEI 12 – FALTAS E CONDUTAS INCORRETAS 67


1 Tiro livre direto 68
2 Tiro livre indireto 69
3 Medidas disciplinares 71
4 Reinício do jogo após faltas e condutas incorretas 79

LEI 13 – TIROS LIVRES 81


1 Tipos de tiros livres 82
2 Procedimento 82
3 Infrações e sanções 84
4 Faltas acumuladas 84
5 Tiro livre direto a partir da sexta falta acumulada por cada equipe em
cada período 85
6 Tabela de resumo 89

LEI 14 – O TIRO PENAL 91


1 Procedimento 92
2 Infrações e sanções 93
3 Tabela de resumo 95

LEI 15 – O TIRO LATERAL 97


1 Procedimento 98
2 Infrações e sanções 98
6
ÍNDICE PÁGINA
LEI 16 – O ARREMESSO DE META 100
1 Procedimento 101
2 Infrações e sanções 101

LEI 17 – O TIRO DE CANTO 103


1 Procedimento 104
2 Infrações e sanções 104

PROTOCOLO DO SUPORTE DE VÍDEO 106


1 Princípios 107
2 Decisões/incidentes passíveis de revisão 108
3 Aspectos práticos 109
4 Procedimentos 110

DIRETRIZES PRÁTICAS PARA ÁRBITROS DE FUTSAL E OUTROS


MEMBROS DA EQUIPE DE ARBITRAGEM DO JOGO 113

SINALIZAÇÃO 115

POSICIONAMENTO 129

INTERPRETAÇÕES E RECOMENDAÇÕES 143

TERMOS DO FUTSAL 162

TERMOS DO ÁRBITRO 170

DIRETRIZES PARA AS COMPETIÇÕES DA CBFS 2025 172


7

NOTAS SOBRE AS
LEIS DO JOGO
8
NOTAS SOBRE AS LEIS DO JOGO DE FUTSAL

Idiomas oficiais
A FIFA publica as Leis de Jogo do Futsal em inglês, árabe, francês e espanhol. Se
houver alguma divergência na redação, o texto em inglês é o que prevalece.

Outros idiomas
As Federações Nacionais que traduzem as Leis de Jogo do Futsal podem obter o
modelo do layout para a edição 2024/2025 da FIFA entrando em contato com:
rerefere-eing@[Link]. As Federações Nacionais que produzem uma versão traduzida
das Leis de Jogo do Futsal usando este formato, são convidadas a enviar uma cópia à
FIFA (declarando claramente na capa que é a tradução oficial da Federação Nacional)
para que possa ser publicada em [Link] para uso de outros.

Aplicando as Leis do Futsal


Que as mesmas Leis de Futsal se apliquem a todas as partidas em todas as
confederações, países, cidades e vilas do mundo sendo uma força considerável que
deve ser preservada. Esta também é uma oportunidade que deve ser aproveitada
para o bem do futsal em todos os lugares.

Aqueles que instruem e participam na formação dos árbitros e outros participantes


devem enfatizar que:
• Os árbitros devem aplicar as Leis do Futsal dentro do “espírito” do jogo para ajudar
a produzir partidas justas e seguras;

• Todos devem respeitar os árbitros e suas decisões, lembrando e respeitando a


integridade das Leis do Futsal.

Os jogadores têm uma grande responsabilidade pela imagem do jogo e o capitão da


equipe deve desempenhar um papel importante para ajudar a garantir que as Leis do
Futsal e as decisões dos árbitros sejam respeitadas e protegidas.

Modificações nas Leis do Futsal


A universalidade das Leis do Jogo do Futsal significa que o jogo é essencialmente o
mesmo em todas as partes do mundo e em todos os níveis. Além de criar um
ambiente “justo” e seguro no qual o jogo é jogado, as Leis do Futsal também devem
promover a participação e o prazer.

Historicamente, a FIFA permitiu às federações nacionais alguma flexibilidade para


modificar as Leis do Futsal “organizacionais” para categorias específicas do futsal. No
entanto, a FIFA acredita fortemente que as federações nacionais devem ser capazes
de modificar alguns outros aspectos da forma como o futsal é organizado se isso
beneficiar o futsal em seu próprio país.

O modo como o jogo é jogado e arbitrado deve ser o mesmo em todas as quadras de
futsal do mundo. No entanto, as necessidades nacionais do futsal de um país devem
determinar qual o tempo de jogo, quantas pessoas podem participar e como alguns
comportamentos incorretos são punidos.
9
NOTAS SOBRE AS LEIS DO JOGO DE FUTSAL

Consequentemente, as federações nacionais, confederações e a FIFA têm a opção de


modificar todas ou algumas das seguintes áreas organizacionais das Leis do Jogo do
Futsal pelas quais são responsáveis:

Para jovens, veteranos, pessoa com deficiência e futsal de base:

• O tamanho da superfície do jogo;

• O tamanho, peso e material da bola;

• A largura entre as traves e a altura do travessão em relação ao solo;

• Requisitos específicos para a braçadeira obrigatória do capitão;

• A duração dos dois períodos iguais do jogo e dois períodos iguais de prorrogação;

• Limitações no lançamento da bola pelo goleiro.

Além disso, para permitir que as federações nacionais maior flexibilidade para
beneficiar e desenvolver o futsal a nível nacional, são permitidas as seguintes
alterações relativas às "categorias" do futsal:

• As federações nacionais, confederações e a FIFA têm flexibilidade para decidir as


restrições de idade para o futsal de base e veterano.

• Cada federação nacional determinará quais competições nos níveis mais baixos
do futsal são designadas como futsal “de base”.

A CBFS e as Federações estaduais têm a opção de aprovar algumas dessas


modificações para diferentes competições e não há exigência para aplicá-las
parcialmente ou universalmente. No entanto, nenhuma outra modificação é permitida
sem a permissão da FIFA.

Limitações ao lançamento da bola pelo goleiro


A FIFA aprovou certas limitações ao lançamento de bola por goleiros para futsal
jovens, veterano, portadores de deficiências e de base, sujeito à aprovação da CBFS
ou da Federação que organiza a competição ou da FIFA, o que for apropriado.

As referências às limitações são encontradas em:

Lei 12 - Faltas e condutas incorretas


“Um tiro livre indireto também é concedido se um goleiro cometer qualquer uma das
seguintes infrações: […]

• Quando isso é proibido pelas regras nacionais para jovens, veterano, portadores
de deficiências e de base, quando o goleiro lançar a bola com as mãos
diretamente ultrapassando a linha do meio da quadra, o tiro livre indireto deve ser
cobrado do local onde a bola ultrapassou a linha do meio da quadra.
10
NOTAS SOBRE AS LEIS DO JOGO DE FUTSAL

Lei 16 – Arremesso de meta


“Quando isto é proibido pelas regras nacionais para jovens, veterano, portadores de
deficiências e de base, se o goleiro lançar a bola com as mãos diretamente
ultrapassando a linha do meio da quadra, um tiro livre indireto é concedido à equipe
adversária, a ser cobrado do local onde a bola ultrapassou a linha do meio da quadra”.

A filosofia por trás dessa limitação é promover o futsal criativo e incentivar o


desenvolvimento técnico.

Solicita-se às federações nacionais que informem a FIFA sobre o uso de todas as


modificações mencionadas acima e em que níveis, como essas informações, e
especialmente o(s) motivo(s) pelo qual as modificações estão sendo usadas, podem
identificar ideias ou estratégias de desenvolvimento que a FIFA pode compartilhar
para auxiliar o desenvolvimento do futsal por outras federações nacionais.

A FIFA também estaria muito interessada em conhecer outras possíveis modificações


nas Leis do Jogo de Futsal, que poderiam aumentar a participação, tornar o futsal
mais atraente e promover seu desenvolvimento mundial.

Gerenciando alterações nas Leis de Jogo do Futsal


Para cada emenda proposta, o foco deve ser na justiça, integridade, respeito,
segurança, no prazer dos participantes e em como a tecnologia pode beneficiar o
jogo. As Leis do Futsal também devem encorajar a participação de todos,
independentemente da origem ou habilidade.

Embora acidentes ocorram, as Leis do Futsal devem tornar o jogo o mais seguro
possível. Isso requer que os jogadores mostrem respeito pelos seus adversários e os
árbitros devem criar um ambiente seguro lidando fortemente com aqueles cujo jogo é
muito agressivo e perigoso. As Leis do Futsal incorporam a inaceitabilidade do jogo
inseguro em suas frases disciplinares, por exemplo, "jogada temerária" (aplicação do
cartão amarelo) e "colocar em risco a segurança de um adversário" ou "usar força
excessiva" (expulsão = cartão vermelho).

O futsal deve ser atraente e agradável para os jogadores, árbitros e treinadores, bem
como para os espectadores, torcedores, administradores, etc. Estas alterações devem
ajudar a tornar o jogo atraente e agradável para que as pessoas, independentemente
de idade, raça, religião, cultura, etnia, gênero, orientação sexual ou deficiência, etc.
queiram participar e aproveitar seu envolvimento no futsal.

Essas alterações buscam simplificar o jogo e alinhar muitos aspectos das Leis do
Futsal com as do futebol, mas, como muitas situações são “subjetivas” e os árbitros
são humanos (e, portanto, cometem erros), algumas decisões inevitavelmente
causarão debate e discussão.

As Leis do Futsal não podem lidar com todas as situações, então, onde não há uma
disposição direta aqui, a FIFA espera que os árbitros tomem uma decisão dentro do
"espírito" do jogo, utilizando o "entendimento do futsal", isso geralmente envolve fazer
a pergunta: "o que seria do melhor interesse do futsal?”
11

Lei 1
A QUADRA
DE JOGO
12
LEI 1 – A QUADRA DE JOGO

1 Superfície da quadra de jogo


A superfície da quadra deve ser plana e lisa, e ser composta por superfícies não
abrasivas, preferencialmente feitas de madeira ou material artificial, de acordo com os
regulamentos da competição. Superfícies perigosas para jogadores, comissões
técnicas de equipes e arbitragem do jogo não são permitidas.

Para jogos de competição entre equipes representativas de associações nacionais


afiliadas à FIFA ou partidas de competições internacionais de clubes, é recomendado
que o piso de futsal seja produzido e instalado por uma empresa oficialmente
licenciada pelo Programa de Qualidade da FIFA para Superfícies de Futsal e que
possua um dos seguintes selos de qualidade:

Em casos excepcionais, mas apenas em competições nacionais, podem ser


autorizadas superfície com grama sintética.

2 Marcações da superfície da quadra de jogo


A quadra de jogo deve ser retangular e marcada com linhas contínuas (linhas
tracejadas não são permitidas), que não devem ser perigosas, ou seja, devem ser
antiderrapantes. Essas linhas pertencem às áreas das quais são limites e devem ser
claramente distinguíveis da cor da marcação da quadra de jogo.

Somente as linhas indicadas na Lei 1 devem ser marcadas na quadra de jogo.

Quando for utilizada uma quadra poliesportiva, outras linhas serão permitidas, desde
que sejam de cor diferente e claramente distinguíveis das linhas de futsal.

Se um jogador fizer marcas não autorizadas na quadra, o jogador deve ser advertido
por comportamento antidesportivo. Se os árbitros perceberem que isso está sendo
feito durante a partida, o jogo deve ser interrompido, se eles não puderem aplicar a
vantagem, e o jogador infrator deve ser advertido com cartão amarelo por
comportamento antidesportivo. O jogo deve ser reiniciado com um tiro livre indireto
para a equipe adversária no local onde a bola se encontrava quando o jogo foi
interrompido, a menos que a bola estivesse dentro da área de pênalti (ver Lei 13).

As duas linhas de limite mais longas são linhas laterais. As duas linhas mais curtas
são linhas de meta.
13
LEI 1 – A QUADRA DE JOGO

A quadra é dividida em duas metades por uma linha intermediária, que une os pontos
médios das duas linhas laterais.

A marca central, com um raio de 6cm, é indicada no ponto médio da linha do meio de
quadra.

Um círculo com um raio de 3m é marcado em torno dele.

Uma marca deve ser desenhada fora da quadra, a 5m de cada tiro de canto, em
ângulos retos com a linha de meta e separada da linha de meta por um espaço de
5cm, para garantir que os jogadores da equipe defensora recuem a distância mínima
de 5m quando um tiro de canto for executado. Esta marca tem 8cm de largura e 40cm
de comprimento.

3 Dimensões da superfície de jogo


O comprimento da linha lateral deve ser maior que o comprimento da linha de meta.
Todas as linhas devem ter 8cm de largura.

Para os jogos não internacionais, as dimensões são as seguintes:


Comprimento (linha lateral): Mínimo: 25m
Máximo: 42m

Largura (linha de meta): Mínimo: 16m


Máximo: 25m

Para os jogos internacionais, as dimensões são as seguintes:

Comprimento (linha lateral): Mínimo: 38m


Máximo: 42m
14
LEI 1 – A QUADRA DE JOGO

Largura (linha de meta): Mínimo: 20m


Máximo: 25m

O regulamento da competição pode determinar o comprimento da linha de meta e da


linha de lateral dentro dos requisitos acima.

As medições são feitas nas partes externas das linhas, pois elas fazem parte da área
que elas delimitam.

A marca de pênalti é medida do centro da marca até a borda posterior da linha de gol.

A marca de 10m é medida do centro da marca até a borda posterior da linha de gol.

A marca de 5m na área de pênalti, que indica a distância a ser observada pelo goleiro
em um tiro livre direto começando com uma sexta falta acumulada, é medida do
centro da marca de 10m até a borda posterior da marca de 5m, ou seja, o limite mais
próximo da linha de gol.

4 A área de pênalti
Duas linhas imaginárias de 6m de comprimento são traçadas do lado de fora de cada
trave e perpendicularmente à linha de gol. No final dessas linhas, um quarto de círculo
desenhado na direção da linha lateral mais próxima, cada uma com um raio de 6m do
lado exterior da trave. A parte superior de cada quarto de círculo é unida por uma
linha de 3,16m de comprimento, paralela à linha de gol entre os postes. A área
delimitada por essas linhas e a linha de gol é a área de pênalti:
15
LEI 1 – A QUADRA DE JOGO

Dentro de cada área de pênalti, uma marca de pênalti é feita a 6m do ponto médio
entre as traves e equidistantes delas. Esta é uma marca circular com raio de 6cm.

Uma marca adicional, uma linha, deve ser feita na área de pênalti, a 5m da marca de
10m, para garantir que o goleiro defensor observe essa distância quando um tiro livre
sem direito a formação de barreira estiver sendo executado da marca dos 10m. Esta
marca tem 8cm de largura e 40cm de comprimento.

5 A marca dos 10m


Uma segunda marca é feita a 10m do ponto médio entre as traves e equidistante a
elas. Esta é uma marca circular com raio de 6cm.

Duas marcas adicionais, respectivamente a uma distância de 5m de cada lado da


marca dos 10m, devem ser feitas na quadra de jogo para indicar a distância mínima
que os jogadores devem observar quando um chute está sendo executado da marca
dos 10m. Essas são marcas circulares com um raio de 4cm cada.

Uma linha imaginária que passa por essas marcas, a 10m e paralela à linha de meta,
marca o limite da área onde, se uma infração começando com uma 6ª falta acumulada
for cometida nela, as equipes podem escolher entre cobrar essa falta na marca de
10m ou no local onde a infração foi cometida.

6 As zonas de substituição
As zonas de substituição são as áreas na linha de lateral em frente aos bancos das
equipes:
16
LEI 1 – A QUADRA DE JOGO

• Elas estão situadas em frente às áreas técnicas das respectivas equipes, a 5m da


linha do meio da quadra e têm 5m de comprimento. Elas são marcadas em cada
extremidade com uma linha de 80cm de comprimento, dos quais 40cm é traçado
dentro da quadra de jogo e 40cm fora da quadra de jogo, e 8cm de largura.

• A zona de substituição de uma equipe está situada na metade da quadra


defendida por essa equipe. A zona de substituição de cada equipe muda no
segundo tempo do jogo e nos períodos de prorrogação, caso exista.

Mais detalhes sobre substituições e o respectivo procedimento encontram-se na Lei 3.

7 A área do tiro de canto


Um quarto de círculo com raio de 25cm é desenhado dentro da quadra de jogo a partir
de cada canto. A linha (o arco) do quarto de círculo tem uma largura de 8cm.

8 A área técnica
A área técnica refere-se a um espaço com bancos para a comissão técnica e
jogadores substitutos de cada equipe. Considerando as diferentes dimensões e
posição das áreas técnicas, consoante as instalações, devem ser seguidas as
orientações seguintes:

• A área técnica deve se estender apenas 1m de cada lado da área designada para
os assentos e para a frente até uma distância de 75cm da linha lateral.

• As marcações devem ser usadas para definir a área.

• O número de pessoas autorizadas a ocupar a área técnica é definido pelo


regulamento da competição.

• Os ocupantes da área técnica:

➢ são identificados antes do início do jogo de acordo com o regulamento da


competição;

➢ deve comportar-se de maneira responsável;

➢ deve permanecer dentro de seus limites, exceto em circunstâncias especiais, por


exemplo, um fisioterapeuta/médico entrando em quadra, com a permissão de um
dos árbitros, para avaliar um jogador lesionado.

• Apenas uma pessoa por vez está autorizada a ficar de pé e transmitir as instruções
táticas da área técnica;
17
LEI 1 – A QUADRA DE JOGO

• Os substitutos e o preparador físico podem se aquecer durante o jogo na zona


prevista para esse propósito atrás da área técnica. Se tal zona não estiver
disponível, eles podem se aquecer perto da linha lateral, desde que não obstruam
o movimento dos jogadores e árbitros e se comportem de forma responsável.

Zona de substituição e área técnica

Segurança
O regulamento da competição deve estabelecer a distância mínima entre as linhas de
limite da quadra (linhas laterais e linhas de meta) e as distâncias que separam os
espectadores, incluindo as distâncias com publicidade, etc., sempre de forma a
garantir a segurança dos participantes.

9 As metas
Uma meta deve ser colocada no centro de cada linha de meta.

Uma meta consiste em dois postes verticais equidistantes dos cantos da quadra de
jogo e unidos no topo por uma barra horizontal (travessão). Os postes e a barra
transversal (travessão) devem ser feitos de material aprovado e não devem ser
perigosos.

As traves e o travessão de ambos os gols devem ter o mesmo formato, que pode ser
quadrado, retangular, redondo, elíptico ou um híbrido dessas opções.

A distância, medida interna, entre os postes é de 3m e a distância da borda inferior da


barra transversal (travessão) até o solo é de 2m.
18
LEI 1 – A QUADRA DE JOGO

Tanto as traves quanto o travessão têm a mesma largura e profundidade que as linhas
de gol, 8cm. As redes devem ser feitas de um material adequado e fixadas na parte de
trás das traves e do travessão com um meio de suporte adequado. Elas devem ser
adequadamente apoiadas e não devem interferir com o goleiro.

É recomendado que todas as metas utilizadas em uma competição oficial organizada


sob os auspícios da FIFA ou confederações não incluam nenhuma estrutura estranha
(ou seja, exceto os postes e travessões – por exemplo, barras de apoio) que possam
impedir que a bola entre na meta.

Se a trave for deslocada ou quebrada, o jogo é interrompido até que ela seja reparada
ou recolocada na posição. Se não for possível reparar a trave, o jogo deve ser
interrompido. Não é permitido o uso de corda para substituir a trave. Se a trave puder
ser reparada, o jogo é reiniciado com uma bola ao chão da posição da bola quando o
jogo foi interrompido, a menos que isso tenha sido dentro da área de pênalti da equipe
defensora e a última equipe a tocar na bola foi a equipe atacante (ver Lei 8).

As traves e os travessões devem ser de cor diferente da cor da quadra de jogo.

As metas não devem ser fixadas ao solo, pois isso pode colocar em risco a segurança
dos participantes. No entanto, elas devem ter um sistema de estabilização adequado,
como um peso colocado na parte de trás da meta, para evitar que elas tombem.
19
LEI 1 – A QUADRA DE JOGO

As metas portáteis só podem ser usadas se atenderem a esse requisito.

10 Deslocamento das metas


Os árbitros são obrigados a utilizar as seguintes diretrizes em relação à colocação das
metas ao longo da linha do gol e à marcação de um gol:

Meta posicionada corretamente

A B
Meta deslocada

C
20
LEI 1 – A QUADRA DE JOGO

A = Gol marcado.

B= Se ambas as traves estiverem tocando a linha de gol, os árbitros devem


confirmar o gol se a bola ultrapassou completamente a linha de gol.

C= Uma meta é considerada deslocada quando pelo menos uma das traves não
está tocando a linha de gol.

No caso de um jogador da equipe defensora, incluindo o goleiro, mover ou derrubar


deliberadamente ou acidentalmente sua própria meta antes que a bola ultrapasse a
linha de gol, o gol deverá ser validado se a bola tiver ultrapassado na meta entre a
posição normal das traves.

Se um jogador da equipe defensora move ou derruba seu próprio gol e:

• a bola não entra ou toca na meta, o jogo é interrompido e:

➢ se for acidental, o jogo é reiniciado com uma bola ao chão;

➢ se for deliberado, o jogo é reiniciado com um tiro livre indireto e o jogador infrator
deve ser advertido com cartão amarelo.

• a bola toca, mas não entra na meta, o jogo é interrompido e:

➢ se for acidental, o jogo é reiniciado com uma bola ao chão;

➢ se foi deliberado, o jogo é reiniciado com um pênalti e o jogador infrator deve ser
expulso por impedir à equipe adversária um gol ou uma oportunidade clara de gol.

• a bola entra na meta (passando completamente pela linha do gol) entre a posição
normal das traves, com ou sem tocar na meta, o gol é validado e o jogador infrator
deve ser advertido com cartão amarelo se foi deliberado.

Se um jogador da equipe atacante mover ou derrubar a meta do adversário acidental


ou deliberadamente, um gol não deve ser validado, e:

➢ se for acidental, o jogo é reiniciado com uma bola ao chão;

➢ se foi deliberado e a meta fez contato com a bola, um tiro livre direto é concedido à
equipe adversária e o jogador deve ser advertido com cartão amarelo;

➢ se foi deliberado e a meta não fez contato com a bola, um tiro livre indireto é
concedido à equipe adversária e o jogador deve ser advertido com cartão amarelo.
21
LEI 1 – A QUADRA DE JOGO

Marcas adicionais podem ser feitas sob as traves para ajudar os árbitros a garantir
que uma meta movida retorne à posição correta.

11 Publicidade no piso da quadra de jogo


Se os regulamentos das competições não proibirem, a publicidade no piso da quadra
e nas áreas técnicas é permitida, desde que não distraia ou confunda os jogadores ou
os árbitros. Toda essa publicidade deve estar a pelo menos 0,75m de distância das
linhas limítrofes e nenhuma publicidade é permitida em nenhuma marcação da
quadra.

12 Publicidade nas redes das metas


Se os regulamentos das competições não o proibirem, a publicidade nas redes das
metas é permitida, desde que não confunda ou obstrua a visão dos jogadores ou
árbitros.

13 Publicidade nas áreas técnicas


Se os regulamentos das competições não o proibirem, é permitida a publicidade no
piso das áreas técnicas, desde que não distraia ou confunda os ocupantes das
referidas áreas ou qualquer outro participante.

14 Publicidade ao redor da quadra de jogo


A publicidade vertical deve ter no mínimo:

• 1m das linhas laterais, exceto nas áreas técnicas e zonas de substituição, nas
quais é proibida toda publicidade vertical;

• a mesma distância da linha de meta que a profundidade da rede de gol;

• 1m da rede do gol.
22

Lei 2
A
BOLA
23
LEI 2 – A BOLA

1 Características e medidas
A bola deve ser:

➢ Esférica;

➢ Feita de material adequado;

➢ Ter uma circunferência entre 62cm e 64cm;

➢ Pesar entre 400g e 440g no início do jogo;

➢ Ter uma pressão igual a 0,6-0,9 atmosferas (600-900g/cm2) ao nível do mar.

A bola não deve quicar mais baixo que 50cm ou mais alto que de 65cm no primeiro
rebote quando lançada de uma altura de 2m.

Todas as bolas utilizadas em jogos disputados em competições oficiais organizadas


sob a coordenação da FIFA ou de confederações devem atender aos requisitos e ter
uma das marcas do Programa de Qualidade da FIFA para as bolas.

Cada marca indica que a bola foi oficialmente testada e atende aos requisitos técnicos
específicos para aquela marca, que são adicionais às especificações mínimas
estipuladas na Lei 2 e devem ser aprovadas pela FIFA.

2 Publicidade na bola
Em jogos disputados em uma competição oficial organizada sob os auspícios da FIFA,
confederações ou associações nacionais de futsal, nenhuma forma de publicidade
comercial é permitida na bola, exceto para o logotipo/emblema da competição, o
organizador da competição e a marca registrada do fabricante autorizado. Os
regulamentos das competições podem restringir o tamanho e o número de tais
marcações.

3 Substituição de uma bola defeituosa


Se a bola ficar defeituosa enquanto está em jogo, o jogo é interrompido e reiniciado
com uma bola ao chão com a bola substituta onde a bola original se tornou defeituosa,
a menos que o jogo tenha sido interrompido com a bola original dentro da área de
pênalti da equipe defensora e a última equipe a tocar a bola original foi a equipe
atacante (ver Lei 8). A única exceção é quando a bola se torna defeituosa como
resultado de bater em uma das traves ou no travessão e, em seguida, entra
diretamente na meta (ver seção 6 desta Lei).

Se a bola apresentar defeito em um tiro de saída, arremesso de meta, cobrança de


tiro de canto, tiro livre, pênalti, tiro lateral, ou bola ao chão, o reinício será repetido.
24
LEI 2 – A BOLA

Se a bola ficar com defeito durante uma cobrança pênalti, uma disputa por pênalti ou
um tiro de 10m, enquanto ela se move para a frente e antes de tocar em um jogador,
travessão ou traves, a cobrança será repetida.

A bola não pode ser trocada durante o jogo sem a permissão de um dos árbitros.

4 Bolas adicionais
Bolas adicionais que atendam aos requisitos da Lei 2 podem ser colocadas ao redor
da quadra. Todas as bolas estão sujeitas ao controle dos árbitros.

5 Bolas extras na quadra de jogo


Se uma bola extra entrar na quadra de jogo enquanto a bola estiver em jogo, os
árbitros devem interromper o jogo somente se a bola extra interferir no jogo. O jogo
deve ser reiniciado com uma bola ao chão da posição da bola original quando o jogo
foi interrompido, a menos que isso tenha sido dentro da área de pênalti da equipe
defensora e a última equipe a tocar a bola original foi a equipe atacante (ver Lei 8).

Se uma bola extra entrar na quadra de jogo enquanto a bola original estiver em jogo
sem interferir com o jogo, os árbitros permitirão que o jogo continue e deverão
remover a bola extra o mais rápido possível.

6 Gol obtido com uma bola defeituosa


Se a bola ficar com defeito após bater em uma das traves ou travessão e entrar
diretamente na meta, os árbitros devem validar o gol.
25

Lei 3
OS
JOGADORES
26
LEI 3 – OS JOGADORES

1 Número de jogadores
Um jogo é disputado por duas equipes, cada uma com no máximo cinco jogadores,
um dos quais deve ser o goleiro. Um jogo não pode começar ou continuar se qualquer
uma das equipes tiver menos de três jogadores.

Se uma equipe tiver menos de três jogadores porque um ou mais jogadores deixaram
a quadra deliberadamente, os árbitros não são obrigados a interromper o jogo, e a lei
da vantagem pode ser aplicada, mas o jogo não deve ser reiniciado após a bola ter
saído de jogo se uma equipe não tiver o número mínimo de três jogadores.

Se o regulamento da competição determinar que todos os jogadores e substitutos


devem ser relacionados antes do início do jogo e uma equipe iniciar o jogo com
menos de cinco jogadores, somente os jogadores e substitutos relacionados nas listas
das equipes poderão participar do jogo após sua chegada.

2 Número de substituições e substitutos


Um número ilimitado de substituições pode ser feito durante um jogo.

Competições oficiais
Um máximo de nove substitutos pode ser usado em um jogo disputado em uma
competição oficial organizada pela FIFA, confederações ou associações membro. As
regras da competição devem estabelecer quantos substitutos podem ser relacionados.

Outros jogos
Em jogos não oficiais da seleção nacional “A”, podem ser utilizados no máximo de dez
substitutos.

Em todos os outros jogos, um maior número de substitutos poderá ser relacionado e


utilizado, desde que:
➢ as equipes envolvidas cheguem a um acordo sobre um número máximo;

➢ os árbitros devem ser informados antes do jogo.

Se os árbitros não forem informados, ou se não houver acordo entre as equipes antes
do jogo, não serão permitidos mais de dez substitutos.

3 Apresentação da relação de jogadores e


substitutos
Em todos os jogos, os nomes dos jogadores e substitutos devem ser fornecidos aos
árbitros antes do início do jogo, estejam eles presentes ou não. Qualquer jogador ou
substituto cujo nome não seja fornecido aos árbitros neste momento não pode
participar no jogo.
27
LEI 3 – OS JOGADORES

4 Procedimento de substituição
Uma substituição pode ser feita a qualquer momento, esteja a bola em jogo ou não,
exceto durante um tempo técnico. Para substituir um jogador por um substituto, o
procedimento é o seguinte:

➢ O jogador que está sendo substituído sai de quadra pela zona de substituição de
sua própria equipe, exceto conforme previsto nas Leis do Jogo de Futsal.

➢ O jogador que está sendo substituído não precisa obter permissão de nenhum dos
árbitros para deixar a quadra.

➢ Os árbitros não precisam autorizar o substituto a entrar em quadra.

➢ O substituto só entra em quadra após o jogador substituído ter saído.

➢ O substituto entra em quadra pela zona de substituição de sua própria equipe.

➢ A substituição é considerada completa quando o substituto entra totalmente em


quadra pela zona de substituição de sua própria equipe após entregar o colete ao
jogador que está sendo substituído, a menos que este último jogador tenha tido
que sair a quadra por outra zona por qualquer motivo previsto nas Leis do Jogo de
Futsal, caso em que o substituto entrega o colete ao terceiro árbitro.

➢ A partir desse momento, o substituto se torna um jogador e o jogador que foi


substituído se torna um substituto.

➢ A permissão para prosseguir com uma substituição pode ser recusada em certas
circunstâncias, por exemplo, se o equipamento do substituto não estiver em
ordem.

➢ Um substituto que não tenha completado o procedimento de substituição não pode


reiniciar o jogo cobrando um tiro lateral, pênalti, tiro livre, um tiro de canto,
arremesso de meta ou recebendo uma bola ao chão.

➢ O jogador substituído poderá continuar participando do jogo.

➢ Todos os substitutos estão sujeitos à autoridade e jurisdição dos árbitros, sejam


chamados para jogar ou não.

5 Aquecimento
No máximo cinco substitutos por equipe podem fazer o aquecimento ao mesmo
tempo.

6 Substituição e troca de goleiro


28
LEI 3 – OS JOGADORES

• Qualquer dos substitutos pode trocar de lugar com o goleiro sem informar os
árbitros ou esperar a paralização do jogo;

• Qualquer jogador que esteja dentro da quadra pode trocar de lugar com o goleiro,
no entanto, este jogador deve fazê-lo durante uma interrupção do jogo e deve
informar os árbitros antes que a mudança seja feita.

• Um jogador ou substituto substituindo o goleiro deve usar uma camisa de goleiro


com o próprio número do jogador ou do substituto nas costas. O regulamento da
competição também pode estipular que um jogador que atua como goleiro linha
deve usar exatamente a mesma cor da camisa do goleiro principal.

7 Infrações e sanções
Se um substituto entrar em quadra antes que o jogador substituído tenha saído ou se,
durante uma substituição, um substituto entrar em quadra por um local diferente da
zona de substituição de sua própria equipe:

• Os árbitros param o jogo, embora não imediatamente se puderem aplicar a


vantagem;

• Os árbitros advertem com cartão amarelo o substituto por entrar em quadra


infringindo o procedimento de substituição e ordenam que o substituto deixe a
quadra.

Se os árbitros interromperem o jogo, este será reiniciado com um tiro livre indireto
para a equipe adversária. Se este substituto ou sua equipe também cometer outra
infração ou interferir no jogo, o jogo é reiniciado de acordo com a seção dedicada à
Lei 3 inserida em Interpretações e Recomendações das Diretrizes Práticas para
Árbitros de Futsal e Outros Membros da Equipe de Arbitragem do Jogo.

Se, durante uma substituição, o jogador que está sendo substituído sair da quadra por
um local diferente da zona de substituição de sua equipe por motivos não previstos
nas Leis do Jogo de Futsal, os árbitros interrompem o jogo, embora não
imediatamente se puderem aplicar a vantagem, e adverte com cartão amarelo o
jogador por sair da quadra infringindo o procedimento de substituição.

Se os árbitros interromperem o jogo, o jogo é reiniciado com um tiro livre indireto para
a equipe adversária.

Para quaisquer outras infrações:


• Os jogadores em questão são advertidos com cartão amarelo;

• O jogo é reiniciado com um tiro livre indireto para a equipe adversária.

Em casos especiais, o jogo é reiniciado de acordo com a seção dedicada à Lei 3


inserida em Interpretações e Recomendações nas Diretrizes Práticas para Árbitros de
Futsal e Outros Membros da Equipe de Arbitragem do Jogo.
29
LEI 3 – OS JOGADORES

8 Jogadores e substitutos expulsos


Um jogador que é expulso:
• Antes da entrega da relação nominal da equipe não pode ser relacionado na lista
da equipe em qualquer função;

• Depois de ser entregue a relação nominal da equipe e antes do tiro inicial ser
executado, pode ser substituído por um substituto relacionado, que não pode ser
substituído.

Um substituto relacionado que é expulso, seja antes ou depois do tiro inicial, não pode
ser substituído.

Um substituto pode substituir um jogador que é expulso após o tiro inicial e entrar em
quadra após decorridos dois minutos de tempo de jogo após a expulsão, ou seja, após
a sua equipe ter cumprido a punição da expulsão temporária de dois minutos, desde
que o substituto tenha a autorização do cronometrista ou do terceiro árbitro, a menos
que um gol seja marcado antes de decorridos dois minutos, caso em que se aplicam
as seguintes condições:

• Se houver cinco jogadores contra quatro ou quatro contra três e a equipe com o
maior número de jogadores marcar um gol, a equipe com menos jogadores pode
incluir um jogador.

• Se ambas as equipes estiverem jogando com três ou quatro jogadores e um gol for
marcado, nenhuma das equipes pode incluir um jogador até que tenha cumprido o
procedimento correto respectivo ao tempo da expulsão de seu jogador de dois
minutos.

• Se houver cinco jogadores jogando contra três e a equipe com cinco jogadores
marcar um gol, a equipe com três jogadores pode incluir apenas um jogador.

• Se a equipe com menos jogadores marcar um gol, o jogo continua sem nenhuma
alteração no número de jogadores até que os dois minutos tenham decorridos, a
menos que a equipe com o maior número de jogadores marque um gol nesse
período.

9 Pessoas extras em quadra


O técnico e os membros da comissão técnica relacionados na lista de equipes são
membros da comissão técnica de equipe. Qualquer um que não seja relacionado na
lista da equipe como jogador, substituto ou membro da comissão técnica da equipe é
considerado um agente externo.

Se um membro da comissão técnica de equipe, substituto, exceto como parte do


procedimento de substituição, jogador expulso ou agente externo entrar em quadra, os
árbitros devem:
30
LEI 3 – OS JOGADORES

• Interromper o jogo somente se houver interferência no jogo;

• Faça com que essa pessoa seja retirada quando o jogo estiver interrompido;

• Tomar as medidas disciplinares adequadas.

Se o jogo for interrompido e a interferência tiver sido causada por:

• Um membro da comissão técnica de equipe, jogador substituto ou jogador expulso,


o jogo recomeça com um tiro livre direto ou pênalti e uma falta é acumulada;

• Um agente externo, o jogo recomeça com uma bola ao chão.

Os árbitros devem relatar o incidente às autoridades competentes.

10 Gol marcado com uma pessoa a mais em


quadra
Se a bola estiver indo para o gol e a interferência não impedir que um jogador da
equipe defensora toque a bola, o gol é validado se a bola entrar no gol, mesmo que
tenha havido contato com a bola, a menos que a interferência tenha sido da equipe
atacante.

Se, após um gol ser marcado e o jogo recomeçar, os árbitros perceberem que havia
uma pessoa extra em quadra quando o gol foi validado, o gol não pode ser anulado.
Se a pessoa extra ainda estiver em quadra, os árbitros devem:
• Interromper o jogo;

• Retirar a pessoa extra;

• Recomeçar o jogo com uma bola ao chão ou um tiro livre, conforme apropriado.

Os árbitros devem relatar o incidente às autoridades competentes.

Se, após um gol ser marcado e antes do reinicio do jogo, os árbitros perceberem que
havia uma pessoa extra em quadra quando o gol foi marcado:

• Os árbitros devem anular o gol se a pessoa extra for:

➢ Um jogador, substituto, jogador expulso ou membro de comissão técnica da equipe


que marcou o gol e essa pessoa interferiu no jogo, o jogo é reiniciado com um tiro
livre direto na posição da pessoa extra ou um pênalti se a interferência foi na área
de pênalti, e uma falta é acumulada;

➢ Um agente externo que interferiu na jogada desviando a bola para o gol ou


impedindo um jogador da equipe defensora de jogar a bola, o jogo é reiniciado
com uma bola ao chão.
31
LEI 3 – OS JOGADORES

• Os árbitros devem validar o gol se a pessoa extra for:

➢ Um jogador, substituto, jogador expulso ou membro da comissão técnica da equipe


que sofreu o gol;

➢ Um agente externo que não interferiu no jogo.

Em todos os casos, os árbitros devem remover a pessoa extra da quadra de jogo.

11 Reingresso não autorizado de um jogador


de fora da quadra
Se um jogador que necessitar de autorização de um dos árbitros para retornar a
quadra o fizer sem essa autorização, os árbitros devem:

• Interromper o jogo, não imediatamente se o jogador não interferir no jogo ou em


um árbitro ou se a vantagem puder ser aplicada;

• Advertir com cartão amarelo o jogador por entrar em quadra sem permissão.

Se os árbitros interromperem o jogo, ele deverá ser reiniciado:

• Com um tiro livre direto do local da interferência ou um pênalti se a interferência foi


na área de pênalti e uma falta é acumulada;

• Com um tiro livre indireto se não houver interferência.

Um jogador que cruza uma linha limítrofe como parte de um movimento de jogo não
comete uma infração.

12 Capitão da equipe
Cada equipe deve ter um capitão que use uma braçadeira de identificação. O Capitão
da equipe não tem status ou privilégios especiais, mas tem um grau de
responsabilidade pelo comportamento de sua equipe.
32

Lei 4
O
EQUIPAMENTO
DOS JOGADORES
33
LEI 4 – O EQUIPAMENTO DOS JOGADORES

1 Segurança
Um jogador não deve usar ou vestir nenhum equipamento ou outro item que seja
perigoso.

Todos os itens de joalheira (colares, anéis, pulseiras, brincos, faixas de couro,


elásticos, etc.) são proibidos e devem ser retiradas antes do início do jogo. Não é
permitido usar fita adesiva para cobrir as joias.

Os jogadores e substitutos devem ser inspecionados antes do início do jogo. Se um


jogador estiver usando uma peça de vestuário, joia ou usando equipamentos não
autorizados ou perigosos, os árbitros devem ordenar que o jogador:
• Retire o item em questão;

• Deixar a quadra de jogo na próxima interrupção se o jogador não puder ou não


quis obedecer.

Um jogador que se recusar a obedecer ou usar o item novamente deverá ser


advertido com cartão amarelo.

2 Equipamentos obrigatórios
O equipamento obrigatório de um jogador compreende os seguintes itens separados:
• Uma camisa com mangas;

• Calções;

• Meias – fita ou qualquer material aplicado ou usado externamente deve ser da


mesma cor da parte da meia em que é aplicada ou a cobre;

• Caneleiras – estas devem ser feitas de material adequado e ter tamanho


apropriado para fornecer proteção razoável e ser cobertas pelas meias. Os
jogadores são responsáveis pelo tamanho e adequação de suas caneleiras.

• Calçados.

O capitão da equipe deve usar a braçadeira emitida ou autorizada pelo organizador da


competição, ou uma braçadeira de uma única cor que também pode ter a palavra
“capitão” ou a letra “C” ou uma tradução delas, que também deve ser de uma única
cor.

Um jogador cujo calçado ou caneleira for perdido acidentalmente deve substituí-lo o


mais rápido possível e no máximo, quando a bola sair de jogo. Se, antes de fazê-lo, o
jogador marca um gol ou estiver envolvido na marcação de um gol ao jogar a bola na
construção da jogada, o gol será validado.
34
LEI 4 – O EQUIPAMENTO DOS JOGADORES

3 Cores
• As duas equipes devem usar cores que as diferenciem entre si e também dos
árbitros do jogo.

• Cada goleiro deve usar cores que sejam distinguíveis daquelas dos outros
jogadores e dos árbitros.

• Se as camisas dos dois goleiros forem da mesma cor e nenhum deles tiver outra
camisa para vestir, os árbitros autorizam que o jogo seja disputado.

As camisas térmicas devem ser de uma única cor, igual à cor principal da manga da
camisa ou conter um padrão/cores que reproduzam exatamente a manga da camisa.

Os shorts térmicos/calças devem ser da mesma cor da cor principal do calção ou da


parte mais baixa do calção – jogadores da mesma equipe devem usar a mesma cor.

O regulamento da competição pode obrigar que os membros das comissões técnicas,


exceto os substitutos, a usar cores de roupa diferentes daquelas utilizadas pelos
jogadores e árbitros.

4 Outros equipamentos
Equipamentos de proteção não perigosos tais como: luvas, protetores de cabeça,
máscaras faciais, protetores de joelhos e braços feitos de material acolchoado leve e
macio, são permitidos, assim como óculos especiais de proteção. Os goleiros podem
usar calças.

Coletes
Um colete deve ser usado sobre a camisa para identificar os substitutos. O colete
deve ser de uma cor diferente das camisas de ambas as equipes e dos coletes da
equipe adversária.

Protetores de cabeça
Quando forem usados protetores de cabeça, eles devem:

• Ser preto ou da mesma cor principal da camisa, desde que os jogadores da


mesma equipe usem a mesma cor;

• Estar de acordo com a aparência profissional do equipamento do jogador;

• Não estar preso à camisa;

• Não ser perigoso para o jogador que o estiver usando ou qualquer outro jogador,
por exemplo, devido a um mecanismo de abertura ou fecho ao redor do pescoço;

• Não ter nenhuma parte que se estenda para fora da superfície (elementos
salientes).
35
LEI 4 – O EQUIPAMENTO DOS JOGADORES

Protetores de joelho e braço


Quando forem usados protetores de joelho e braço, eles devem ser da mesma cor da
manga da camisa (protetores de braço) ou dos calções/calças (protetores de joelho), e
não podem ser excessivamente salientes.

Quando não for possível combinar essas cores, protetores pretos ou brancos podem
ser utilizados com mangas/calções, ou calças, quando aplicável, de qualquer cor.
Quando protetores que não combinem com as mangas/calções, ou calças, são
usados todos esses protetores devem ser da mesma cor (preto ou branco).

Comunicação eletrônica
Jogadores, incluindo substitutos e jogadores expulsos, não estão autorizados a usar
qualquer tipo de equipamento eletrônico ou de comunicação, exceto quando sistemas
eletrônicos de desempenho e rastreamento forem permitidos.

O uso de equipamentos eletrônicos ou de comunicação por membro da comissão


técnica de equipe é permitido quando estiver diretamente relacionado ao bem-estar ou
à segurança dos jogadores ou por razões táticas/de treinamento, mas apenas
equipamentos pequenos, móveis e portáteis, por exemplo, microfones, fones de
ouvido, celulares/smartphones, smartwatches, tablets, laptops, podem ser usados.

O membro da comissão técnica da equipe que usar equipamento não autorizado ou


que se comportar de maneira inadequada como resultado do uso de equipamento
eletrônico ou de comunicação será expulso da área técnica.

Sistemas eletrônicos de desempenho e sistemas de rastreamento (EPTS)


Quando for usada a tecnologia vestível (Wearable Technology) como parte do EPTS
em jogos disputados em uma competição oficial organizada sob a coordenação da
FIFA, confederações ou associações nacionais de futsal, o organizador da competição
deve garantir que a tecnologia acoplada ao equipamento dos jogadores não seja
perigosa e atenda aos requisitos para EPTS vestível sob o Programa de Qualidade da
FIFA para EPTS.

Quando os EPTS são fornecidos pelo organizador do jogo ou competição durante


jogos disputados em uma competição oficial, é responsabilidade do organizador do
jogo ou da competição garantir que as informações e dados transmitidos do EPTS
para a área técnica sejam confiáveis e precisos.

O Programa de Qualidade da FIFA para EPTS oferece suporte aos organizadores de


competições no processo de aprovação de EPTS confiáveis e precisos.

5 Slogans, declarações, imagens e


publicidade
36
LEI 4 – O EQUIPAMENTO DOS JOGADORES

O equipamento não deve conter slogans, declarações ou imagens políticas, religiosas


ou pessoais. Os jogadores não devem mostrar roupas íntimas que mostrem slogans,
declarações ou imagens políticas, religiosas ou pessoais, ou publicidade que não seja
o logotipo do fabricante. Por qualquer infração, o jogador e/ou a equipe serão
sancionados pelo organizador da competição, federação nacional de futsal ou FIFA.

Princípios
A Lei 4 se aplica a todos os equipamentos, incluindo roupas, usados por jogadores e
substitutos. Seus princípios também se aplicam a todos os membros das Comissões
Técnicas.
• Os seguintes casos são geralmente permitidos:
➢ O número do jogador, nome, brasão/logotipo da equipe, slogans/emblemas de
iniciativa que promovem o jogo de futsal, respeito e integridade, bem como
qualquer publicidade permitida pelos regulamentos da competição ou federação
nacional, confederação ou regulamentos da FIFA.

➢ Os dados de um jogo: equipes, data, competição/evento, local.

➢ Slogans, declarações ou imagens permitidas devem ficar limitados à frente da


camisa e/ou braçadeira.

➢ Em alguns casos, o slogan, a declaração ou a imagem pode aparecer apenas na


braçadeira do capitão.

Interpretando a Lei
Ao interpretar se um slogan, declaração ou imagem é permitido, deve-se levar em
consideração a Lei 12 (Faltas e Condutas Incorretas), que exige que os árbitros
tomem medidas contra um jogador que é culpado de:
• Usar linguagem e/ou ação ofensiva, insultuosa, grosseira ou abusiva;

• Agindo de forma provocativa, irrisória ou inflamatória.

Qualquer slogan, declaração ou imagem que se enquadre em qualquer uma dessas


categorias não é permitido.

Embora "religioso" e "pessoal" sejam relativamente fáceis de definir, "político" é menos


claro, mas slogans, declarações ou imagens relacionadas ao seguinte não são
permitidos:
• Qualquer pessoa, viva ou morta, a menos que faça parte do nome oficial da
competição;

• Qualquer partido/organização/grupo político local, regional, nacional ou


internacional, etc.;

• Qualquer governo local, regional ou nacional ou qualquer um de seus


departamentos, escritórios ou funções;

• Qualquer organização que seja discriminatória;


37
LEI 4 – O EQUIPAMENTO DOS JOGADORES

• Qualquer organização cujos objetivos/ações possam ofender um número


considerável de pessoas;

• Qualquer ato/evento político específico.

Ao comemorar um evento nacional ou internacional significativo, as sensibilidades da


equipe adversária, incluindo seus torcedores, e do público em geral devem ser
cuidadosamente consideradas.

Os regulamentos da competição podem conter outras restrições/limitações adicionais,


particularmente em relação ao tamanho, número e posição dos slogans, declarações
e imagens permitidas. É recomendado que disputas relacionadas a slogans,
declarações ou imagens sejam resolvidas antes da realização de um jogo/competição
ocorrer.

6 Infrações e sanções
Para qualquer infração que não envolva o uso de equipamento perigoso, o jogo não
precisa ser interrompido e o jogador infrator:
• É instruído pelos árbitros a deixar a quadra para corrigir o equipamento;

• Deixe a quadra de jogo na primeira interrupção a menos que o equipamento já


tenha sido corrigido.

Um jogador que deixa a quadra para corrigir ou trocar de equipamento deve:


• Ter o equipamento verificado por um dos membros da equipe de arbitragem do
jogo antes de ser autorizado a entrar novamente na quadra de jogo;

• Só volte a entrar na quadra de jogo com a permissão de um dos árbitros.

Em tal caso, um jogador que retornar a quadra sem permissão deve ser advertido com
cartão amarelo e, se o jogo for interrompido para aplicar a advertência, será reiniciado
com um tiro livre indireto. No entanto, se houve interferência, um tiro livre direto é
concedido no local da interferência, ou um pênalti, se a interferência foi na área de
pênalti, e uma falta é acumulada.

7 Numeração dos jogadores


O regulamento da competição deve estipular a política relativa à numeração dos
jogadores, que normalmente é de 1 a 15, sendo o número 1 reservado a um goleiro.

O organizador deve ter em mente que é muito difícil e inapropriado que os árbitros
façam a sinalização de números maiores que 15.

O número de cada jogador deve estar visível nas costas e ser distinguível da cor
principal da camisa. O regulamento da competição deve determinar o tamanho dos
números e sua obrigatoriedade, bem como seu tamanho em outros itens do
equipamento básico dos jogadores.
38

Lei 5
OS
ÁRBITROS
39
LEI 5 – OS ÁRBITROS

1 A autoridade dos árbitros


Cada jogo é controlado por dois árbitros, o árbitro principal e o segundo árbitro, que têm
total autoridade para fazer cumprir as Leis do Jogo de Futsal em relação ao jogo.

2 Decisões dos árbitros


As decisões dos árbitros sobre os fatos relacionados ao jogo, incluindo se um gol foi
marcado ou não, e o resultado do jogo, são finais.

As decisões dos árbitros e de todos os outros membros da equipe de arbitragem


devem ser sempre respeitadas.

Os árbitros não podem alterar uma decisão de reinício de jogo ao perceberem que ela
está incorreta ou por orientação de outro membro da equipe de arbitragem do jogo se
o jogo tiver reiniciado ou os árbitros tiverem sinalizado para confirmar o fim do primeiro
ou segundo período (incluindo prorrogação) e deixado a quadra e suas proximidades
após o cronometrista ter soado o sinal acústico, ou o jogo tiver sido suspenso.

Às vezes, um dos membros da equipe de arbitragem indica/comunica uma infração


sancionada com cartão amarelo ou cartão vermelho, mas os árbitros não veem a
indicação ou ouvem a comunicação até que o jogo tenha reiniciado. Os árbitros ainda
podem tomar a ação disciplinar apropriada, mas o reinício associado à infração não se
aplica.

As decisões do árbitro principal prevalecem sobre as do segundo árbitro sempre que


houver discordância entre eles.

Em caso de interferência indevida ou conduta imprópria, o árbitro principal poderá


substituir o segundo árbitro ou os outros membros da equipe de arbitragem de suas
funções, providenciará sua substituição e fará um relatório às autoridades
competentes.

3 Poderes e deveres
Os árbitros:
• Fazer cumprir as Leis do Jogo de Futsal;

• Controlar o jogo em cooperação com os outros membros da equipe de arbitragem,


quando aplicável;

• Garantir que qualquer bola usada atenda aos requisitos da Lei 2;

• Garantir que o equipamento dos jogadores atenda aos requisitos da Lei 4;

• Manter um registro dos incidentes do jogo;


40
LEI 5 – OS ÁRBITROS

• Interromper o jogo, a seu critério, por quaisquer infrações às Leis do Jogo de


Futsal;

• Interromper, suspender temporariamente ou definitivamente o jogo devido a


qualquer outro problema, como por causa de interferência externa, por exemplo,
se:

➢ A iluminação artificial for inadequada;

➢ Um objeto arremessado ou chutado por um espectador atinge um membro da


equipe de arbitragem do jogo, jogador, substituto ou membro da comissão técnica
da equipe, o árbitro pode permitir que o jogo continue ou interrompê-lo
temporariamente ou definitivamente, dependendo da gravidade do incidente;

➢ Um espectador apita e interfere no jogo, o jogo é interrompido e reiniciado com


uma bola ao chão.

• Se uma bola extra, outro objeto ou animal entra em quadra durante o jogo, os
árbitros devem:

➢ Interromper o jogo e reiniciá-lo com uma bola ao chão se interferir com o jogo, a
menos que a bola esteja indo para o gol e a interferência não impeça um jogador
da equipe defensora de jogar a bola. Nesses casos o gol é validado se a bola
entrar no gol, mesmo que tenha havido contato com a bola, a menos que a
interferência tenha sido da equipe atacante;

➢ Permitir que o jogo continue, se não tiver havido interferência no jogo e removê-lo
o mais rápido possível;

• Interromper o jogo se, na opinião deles, um jogador estiver gravemente ferido e


garantir que o jogador seja removido da quadra. Um jogador lesionado, incluindo
um goleiro, não pode ser medicado dentro da quadra, só pode retornar a quadra
após o reinício do jogo e deve entrar novamente em quadra pela zona de
substituição de sua equipe. As únicas exceções à exigência de deixar a quadra
são quando:

➢ Jogadores da mesma equipe se chocaram e precisam de atendimento;

➢ Ocorreu um ferimento grave;

➢ Um jogador se machuca como resultado de uma infração física pela qual o


adversário é advertido com cartão amarelo ou expulso, por exemplo, uma falta
temerária ou falta grave, se a avaliação ou atendimento for concluído rapidamente;

➢ Um pênalti foi marcado e o jogador lesionado será o cobrador;

➢ Um pênalti foi marcado e o jogador lesionado seja o goleiro.


41
LEI 5 – OS ÁRBITROS

• Garantir que qualquer jogador sangrando deixe a quadra. O jogador só pode voltar
a entrar na quadra ao receber um sinal dos árbitros, que devem estar convencidos
de que o sangramento parou e não há sangue no equipamento;

• Garantir que, se os médicos e/ou maqueiros tiverem sido autorizados a entrar em


quadra, o jogador saia em uma maca ou a pé. Um jogador que não obedecer deve
ser advertido com cartão amarelo por comportamento antidesportivo;

• Mostrar o cartão amarelo ou o vermelho pertinente, caso tenham decidido advertir


ou expulsar um jogador que esteja lesionado e tenha que deixar a quadra para
tratamento, antes que o jogador deixe a quadra;

• Nos casos em que o jogo tenha sido interrompido, reinicie o jogo com uma bola ao
chão se o jogo não tiver sido interrompido por outro motivo ou se uma lesão sofrida
por um jogador não for o resultado de uma infração;

• Permitir que o jogo continue até que a bola esteja fora de jogo se um jogador
estiver, na opinião deles, apenas levemente machucado;

• Permitir que o jogo continue quando a equipe contra a qual uma infração foi
cometida estiver apta a se beneficiar de tal vantagem e penalizar a infração
original se a vantagem aplicada não ocorrer naquele momento ou dentro de alguns
segundos;

• Punir a infração mais grave quando mais de uma infração ocorrer ao mesmo
tempo;

• Tomar medidas disciplinares contra jogadores culpados de infrações passíveis de


cartão amarelo ou expulsão. Os árbitros não são obrigados a tomar esta ação
imediatamente, mas devem fazê-lo quando a bola sair de jogo;

• Tomar medidas contra os membros das comissões técnicas das equipes que não
se comportam de maneira responsável e avisá-los, adverti-los verbalmente, com
cartão amarelo ou expulsá-los da quadra e suas imediações, incluindo a área
técnica. Se o infrator não puder ser identificado, o treinador presente na área
técnica receberá a sanção. Um médico membro da comissão técnica de equipe
que comete uma infração de expulsão pode permanecer se a equipe não tiver
outro médico disponível e agir se um jogador precisar de atendimento médico;

• Tomar uma decisão com a ajuda dos outros membros da equipe de arbitragem
sobre incidentes que os árbitros não viram;

• Garantir que nenhuma pessoa não autorizada entre na quadra de jogo;

• Indicar o reinício do jogo após uma interrupção;

• Dar os sinais descritos na seção intitulada Sinais do Árbitro de Futsal e Outros


Membros da Equipe de Arbitragem do Jogo;
42
LEI 5 – OS ÁRBITROS

• Posicionar-se dentro e ao redor da quadra conforme descrito nas Diretrizes


Práticas para Árbitros de Futsal e Outros Membros da Equipe de Arbitragem do
Jogo, quando necessário;

• Fornecer às autoridades competentes um relatório do jogo, que inclua informações


sobre quaisquer sanções impostas aos jogadores e/ou membros da comissão
técnica de equipe e quaisquer outros incidentes ocorridos antes, durante ou depois
do jogo.

O árbitro:
• Atua como cronometrista e terceiro árbitro no caso de estes dois outros árbitros
não estarem presentes;

• Suspende temporariamente ou definitivamente o jogo, a seu critério, por quaisquer


infrações às Leis do Jogo de Futsal;

• Suspende temporariamente ou definitivamente o jogo, a seu critério, devido a


interferência externa de qualquer tipo.

O segundo árbitro:
• Substitui um árbitro que se lesione ou fique indisposto.

4 Responsabilidade dos árbitros


Os árbitros, ou quando aplicável, os outros membros da equipe de arbitragem do jogo,
não são responsáveis por:

• Qualquer tipo de lesão sofrida por um jogador, membro de comissão técnica ou


espectador;

• Qualquer dano à propriedade de qualquer tipo;

• Qualquer outra perda sofrida por qualquer indivíduo, clube, empresa, associação
ou outro órgão, que seja devido ou que possa ser devido a qualquer decisão que
eles possam tomar sob os termos das Leis do Jogo de Futsal ou em relação aos
procedimentos normais necessários para realizar, jogar e controlar um jogo.

Tais decisões podem incluir:


• Uma decisão de que a condição da quadra ou de seus arredores é tal ou que as
condições climáticas são tais que permitem ou não a realização de um jogo;

• Uma decisão de suspender definitivamente um jogo por qualquer motivo;

• Uma decisão quanto à adequação dos acessórios, da bola e equipamentos


utilizados durante o jogo;

• Uma decisão de interromper ou não um jogo devido à interferência do espectador


ou qualquer problema nas áreas de espectadores;
43
LEI 5 – OS ÁRBITROS

• Uma decisão de interromper ou não o jogo para permitir que um jogador lesionado
seja retirado da quadra para tratamento;

• Uma decisão de exigir que um jogador lesionado seja retirado da quadra para
tratamento além das exceções listadas anteriormente;

• Uma decisão de permitir ou não que um jogador use determinada vestimenta ou


equipamentos;

• Uma decisão, quando tiverem autoridade, de permitir ou não que qualquer pessoa,
incluindo funcionários da equipe ou do local, agentes de segurança, fotógrafos ou
outros representantes da mídia, esteja presente nas proximidades da quadra;

• Qualquer outra decisão que eles possam tomar de acordo com as Leis do Jogo de
Futsal ou em conformidade com seus deveres sob os termos das regras ou
regulamentos da FIFA, confederação, associação membro ou competição sob o
qual o jogo é disputado.

5 Jogos internacionais
Um segundo árbitro é obrigatório para jogos internacionais.

6 Equipamento dos árbitros


Equipamento obrigatório
Os árbitros devem ter o seguinte equipamento:
• Pelo menos um apito;

• Cartões vermelhos e amarelos;

• Um caderno ou outro meio de manter um registro do jogo;

• Pelo menos um relógio.

Outros equipamentos
Os árbitros podem ser autorizados a usar:
• Equipamento para comunicação com outros árbitros – fones de ouvido, etc;

• Sistemas eletrônicos de monitoramento de desempenho ou outro tipo de


dispositivo de monitoramento de desempenho físico.

Os árbitros estão proibidos de usar qualquer outro equipamento eletrônico, incluindo


câmeras.

Árbitros e outros membros da equipe de arbitragem do jogo também estão proibidos


de usar joias, embora o árbitro tenha permissão para usar um relógio ou dispositivo
similar para cronometrar o jogo se o cronometrista estiver ausente.
44
LEI 5 – OS ÁRBITROS

7 Suporte de vídeo
O uso de suporte de vídeo (SV) só é permitido quando os organizadores do
jogo/competição cumprirem todos os requisitos de protocolo e implementação do SV
(conforme estabelecido pela FIFA) e receberem permissão por escrito da FIFA.

Os árbitros usam o SV quando o treinador principal de uma equipe ou, na ausência do


treinador principal, outro membro designado da comissão técnica, contesta uma
decisão em relação às seguintes situações:
• Gol/não gol;

• Pênalti/não pênalti;

• Cartões vermelhos diretos;

• Erro de identificação.

Além disso, o SV pode ser usado a critério dos árbitros quando houver um desacordo
entre os dois árbitros em relação a uma tomada de decisão em uma das situações
mencionadas acima.

O SV também pode ser usado a critério dos árbitros nas seguintes situações:
• Se o cronômetro apresentar mau funcionamento;

• Se o cronômetro for reiniciado/parado incorretamente pelo cronometrista de acordo


com as disposições das Leis 6 e 7;

• Para verificar se um gol foi marcado;

• Para confirmar se a bola entrou no gol antes do sinal acústico de fim de período.

O suporte de vídeo envolve uma ou mais repetições do lance. Os árbitros revisarão as


imagens da repetição diretamente e o árbitro tomará a decisão final. A decisão inicial
não muda a menos que as imagens da repetição mostre que um "erro claro e óbvio"
foi cometido ou um "incidente grave não percebido" ocorreu.
45

Lei 6
OS OUTROS
MEMBROS DA EQUIPE
DE ARBITRAGEM
46
LEI 6 – OS OUTROS MEMBROS DA EQUIPE DE
ARBITRAGEM

1 Os árbitros assistentes
Podem ser nomeados três árbitros assistentes, sendo um terceiro árbitro, um quarto
árbitro e um cronometrista, que devem desempenhar as suas funções de acordo com
as Leis do Jogo de Futsal. Eles são posicionados fora da quadra, nivelados com a
linha de meio de quadra e do mesmo lado das zonas de substituição. O cronometrista
permanece sentado junto à mesa do cronometrista, enquanto as funções do terceiro e
quarto árbitros podem ser desempenhadas sentado ou em pé.

O cronometrista e o terceiro e quarto árbitros estão equipados com um cronômetro


adequado e o equipamento necessário para o registro das faltas acumuladas, que são
fornecidos pela federação ou clube sob cuja jurisdição o jogo está sendo disputado e
eles podem auxiliar os árbitros com infrações quando tiverem uma visão mais clara do
que os árbitros.

Dispõem de uma mesa de cronometragem para desempenhar suas funções


corretamente.

2 Poderes e deveres
O terceiro árbitro:
• Auxilia os árbitros e o cronometrista;

• Mantém um registro dos jogadores que participam do jogo;

• Monitora a reposição de bolas a pedido dos árbitros;

• Verifica o equipamento dos substitutos antes que eles entrarem em quadra;

• Registra os números dos artilheiros;

• Informa os árbitros em quadra sobre qualquer infração, má conduta ou


comportamento antidesportivo de qualquer participante do jogo, que os árbitros
podem decidir levar em consideração ou não;

• Informa o cronometrista sobre uma solicitação de tempo técnico quando um


membro da comissão técnica de equipe solicitar;

• Dá o sinal obrigatório de tempo técnico após o cronometrista ter feito soar o sinal
acústico, para informar os árbitros e as equipes que o tempo técnico foi concedido;

• Mantém um registro dos tempos técnicos solicitados;

• Mantém um registro das faltas acumuladas por cada equipe sinalizadas pelos
árbitros em cada período de jogo;
47
LEI 6 – OS OUTROS MEMBROS DA EQUIPE DE ARBITRAGEM

• Dá o sinal obrigatório de que uma equipe cometeu cinco faltas acumuladas em um


período de jogo;

• Coloca sobre a mesa do cronometrista, do lado da defesa da equipe uma


bandeirinha vermelha indicativa que a equipe cometeu cinco faltas acumuladas em
um período de jogo;

• Registra os nomes e números de todos os jogadores advertidos com cartão


amarelo ou expulsos;

• Entrega uma plaqueta ao membro da comissão técnica de cada equipe antes do


início de cada período de jogo com o qual eles podem solicitar tempo técnico, e
recolhe essa plaqueta no final de cada período se nenhum tempo técnico tiver sido
solicitado;

TEMPO TÉCNICO

• Entrega um documento ao membro da comissão técnica de cada equipe que


indica quando um substituto pode entrar em quadra para substituir um jogador que
foi expulso;

O SUBSTITUTO PODE ENTRAR NA QUADRA DE JOGO QUANDO O


CRONÔMETRO ESTIVER MARCANDO ____ MINUTO (S) E ____
SEGUNDO(S) PARA O TÉRMINO DO PERÍODO

• Sob a supervisão dos árbitros, verifica a reentrada de um jogador que saiu da


quadra para corrigir seu equipamento;

• Sob a supervisão dos árbitros, verifica a reentrada de um jogador que tenha saído
da quadra devido a uma lesão de qualquer tipo;

• Supervisiona a conduta das pessoas situadas na área técnica e nos bancos, e


informa os árbitros sobre qualquer comportamento inapropriado;

• Sinaliza aos árbitros quando uma infração foi cometida passível de cartão amarelo
ou expulsão de um jogador ou se um ato de conduta violenta foi cometido fora do
campo de visão dos árbitros. Em todos os casos, os árbitros decidem sobre
quaisquer fatos conectados com o jogo;

• Auxilia os árbitros fornecendo qualquer outra informação relevante sobre o jogo;

• Mantém um registro das interrupções no jogo devido a interferência externa e as


razões para elas;
48
LEI 6 – OS OUTROS MEMBROS DA EQUIPE DE ARBITRAGEM

• Assume uma posição em quadra conforme descrito nas Diretrizes Práticas para
Árbitros de Futsal e Outros Membros da Equipe de Arbitragem do Jogo, quando
solicitados;

• Substitui o segundo árbitro no caso do árbitro principal ou segundo árbitro se


lesionarem ou ficarem indispostos.

O cronometrista:
Assegura que a duração do jogo esteja em conformidade com o disposto na Lei 7,
mediante:
• Iniciar o cronômetro após o primeiro tiro inicial de cada período ter sido feito
corretamente;

• Parar o cronômetro quando a bola estiver fora de jogo;

• Reiniciar o cronômetro após o jogo ter sido corretamente reiniciado após um tiro
lateral, um arremesso de meta, um tiro de canto, um tiro de saída, um tiro livre, um
tiro penal ou uma bola ao chão;

• Parar o cronômetro após um gol ter sido marcado, após um pênalti ou de um tiro
livre ter sido marcado, ou após a contusão de um jogador;

• Parar o cronômetro sempre que os árbitros sinalizarem para fazê-lo;

• Registrar os gols, as faltas acumuladas e os períodos de jogo no placar eletrônico,


se houver;

• Indicar o pedido de tempo técnico de uma equipe com um apito ou sinal acústico
diferente daquele usado pelos árbitros, após ser informado do pedido pelo terceiro
árbitro ou por um dos árbitros em quadra;

• Cronometrar a redução numérica de dois minutos de uma equipe;

• Cronometrar o tempo técnico de um minuto;

• Indicar o fim do tempo técnico de um minuto com um apito ou sinal acústico


diferente daquele usado pelos árbitros;

• Indicar a quinta falta acumulada de uma equipe com apito ou sinal acústico
diferente daquele utilizado pelos árbitros, após ser informado pelo terceiro árbitro;

• Sinalizar o fim do primeiro período, o fim do jogo e o fim dos períodos de


prorrogação, se houver prorrogação, com apito ou sinal acústico diferente daquele
utilizado pelos árbitros;

• Posicionar-se junto a quadra, conforme descrito nas Diretrizes Práticas para


Árbitros de Futsal e Outros Membros da Equipe de Arbitragem do Jogo;
49
LEI 6 – OS OUTROS MEMBROS DA EQUIPE DE ARBITRAGEM

• Desempenhar as funções específicas do terceiro árbitro no caso de ausência


deste, se não for nomeado um quarto árbitro;

• Fornecer qualquer outra informação relevante sobre o jogo.

3 Jogos internacionais
Para jogos internacionais, a presença de um terceiro árbitro e de um cronometrista é
obrigatória.

Para jogos internacionais, o cronômetro utilizado deve incorporar todas as funções


necessárias como uma cronometragem precisa e um dispositivo para cronometrar
uma ou mais reduções numéricas de dois minutos simultaneamente e monitorar o
acumulo de faltas de cada equipe durante cada período de jogo.

4 Quarto árbitro
Um quarto árbitro pode ser nomeado de acordo com as regras da competição. O seu
papel e deveres devem estar de acordo com as disposições estipuladas nas Leis do
Jogo de Futsal.

O quarto árbitro:
• Substitui o terceiro árbitro se qualquer um dos árbitros ou o terceiro árbitro não
puder iniciar ou continuar a arbitrar o jogo e também pode substituir o
cronometrista, se necessário;

• Auxilia os árbitros e o terceiro árbitro em todos os momentos, incluindo quaisquer


tarefas administrativas antes, durante e depois do jogo, conforme exigido pelos
árbitros;

• Registra todos os incidentes ocorridos antes, durante e depois do jogo;

• Envia um relatório após o jogo às autoridades competentes sobre qualquer má


conduta ou qualquer outro incidente que tenha ocorrido fora da visão dos árbitros,
e também informa os árbitros sobre qualquer relatório feito;

• Dispõe de um cronômetro manual alternativo, caso seja necessário devido a um


incidente de qualquer tipo;

• Posiciona-se próximo ao cronometrista, para poder auxiliar os árbitros e o terceiro


árbitro, fornecendo qualquer informação relevante sobre o jogo.
50

Lei 7
A DURAÇÃO
DO JOGO
51
LEI 7 – A DURAÇÃO DO JOGO

1 Períodos de jogo
O jogo tem a duração de dois períodos iguais de 20 minutos de jogo, que só podem
ser reduzidos se permitido pelos regulamentos das competições.

2 Finalização dos períodos de jogo


Cada período, incluindo os períodos de prorrogação quando disputados, termina
quando o tempo de jogo designado tiver decorrido.

O cronometrista sinaliza o fim de cada período, e de cada período de prorrogação,


quando jogado, com um sinal acústico diferente do apito usado pelos árbitros.

➢ O período termina quando o sinal acústico soa, mesmo que os árbitros não
sinalizem o fim com seu apito, a menos que nenhum cronometrista esteja presente
ou o sinal do cronometrista não possa ser emitido devido a falha do equipamento.
Se nenhum sinal do cronometrista for emitido, os árbitros confirmam que os 20
minutos de tempo de jogo ou o tempo de jogo designado para prorrogação se
passaram e sinalizam o final de cada período com seu próprio apito.

➢ Se um tiro livre direto começando com a sexta falta acumulada ou um tiro de


pênalti for concedido quando um período estiver prestes a terminar, o período será
considerado encerrado assim que o tiro for concluído. Qualquer chute é
considerado concluído quando, após a bola estar em jogo, uma das seguintes
situações ocorrer:

➢ A bola para de se mover ou sai de jogo;

➢ A bola é jogada por qualquer jogador, incluindo o chutador, que não seja o goleiro
defensor;

➢ Os árbitros interrompem o jogo por uma infração cometida pelo chutador ou por
um companheiro de equipe do chutador.

Se um jogador da equipe defensora cometer uma infração antes que o chute seja
concluído, os árbitros continuam o jogo ordenando uma repetição ou marcando um
novo tiro livre ou pênalti conforme apropriado, de acordo com as Leis do Jogo de
Futsal.

➢ Um gol marcado de acordo com as Leis 1 e 10, mas após o final do período,
conforme indicado pelo cronometrista com o sinal acústico, só será permitido nas
situações acima.

Os períodos de jogo não serão prorrogados em nenhum outro caso.


52
LEI 7 – A DURAÇÃO DO JOGO

3 Tempo técnico
As equipes têm direito a um minuto de tempo técnico em cada período.

As seguintes condições se aplicam:

➢ Os membros da comissão técnica de cada equipe estão autorizados a solicitar um


tempo técnico de um minuto ao terceiro árbitro, ou ao cronometrista se não houver
terceiro árbitro, usando o documento fornecido.

➢ O cronometrista concede um tempo técnico usando um apito ou sinal acústico


diferente daquele usado pelos árbitros quando a bola está fora de jogo e quando a
equipe que o solicitou reiniciar ou receber uma bola ao chão de acordo com as
Leis do jogo do Futsal.

➢ Durante um tempo técnico:

➢ Os jogadores podem permanecer dentro ou fora da quadra. Porém para se


hidratar, os jogadores devem sair da quadra de jogo;

➢ Os substitutos devem ficar fora da quadra de jogo;

➢ Os membros de comissões técnicas das equipes não estão autorizados a dar


instruções dentro da quadra de jogo.

➢ As substituições só poderão ser feitas após o sinal acústico ou apito soar para
indicar o fim do tempo técnico.

➢ Uma equipe que não solicitar um tempo técnico no primeiro período do jogo ainda
terá direito a apenas um tempo técnico durante o segundo período.

➢ Se não houver um terceiro árbitro nem um cronometrista, um membro da comissão


técnica da equipe pode pedir um tempo técnico aos árbitros.

➢ Não são permitidos tempos técnicos durante a prorrogação, se jogada.

4 Intervalo de jogo
Os jogadores têm direito a um intervalo entre o primeiro e segundo período de jogo,
não superior a 15 minutos. Se a prorrogação for jogada, não há intervalo entre os dois
períodos: as equipes simplesmente trocam de lado na quadra de jogo e o mesmo
acontece com os integrantes dos bancos de reservas. No entanto, um pequeno
intervalo para hidratação, que não deve exceder um minuto, é permitido no intervalo
na prorrogação.

Os regulamentos das competições devem estabelecer a duração do intervalo entre o


primeiro e segundo período de jogo, e ele só pode ser alterado com a permissão dos
árbitros.
53
LEI 7 – A DURAÇÃO DO JOGO

5 Jogo suspenso definitivamente


Um jogo suspenso definitivamente deve ser repetido, a menos que os regulamentos
das competições ou os organizadores determinem o contrário.
54

Lei 8
INÍCIO E
REINÍCIO
DE JOGO
55
LEI 8 – INÍCIO E REINÍCIO DO JOGO
Um tiro inicial inicia ambos os períodos de um jogo e ambos os períodos de
prorrogação, e reinicia o jogo após um gol ter sido marcado. Tiros livres diretos ou
indiretos, tiros penais, tiros laterais, arremesso de meta e tiros de canto são outros
reinícios.

Uma bola ao chão é o reinício quando os árbitros interrompem o jogo e a Lei não
exige um dos reinícios acima.

Se uma infração ocorrer quando a bola não estiver em jogo, isso não altera a forma
como o jogo é reiniciado.

1 Tiro de saída
Procedimento
➢ O árbitro lança uma moeda e a equipe que vencer o cara e coroa decide se dará o
tiro inicial no primeiro ou segundo período, e no primeiro ou segundo período da
prorrogação quando houver.

➢ Salvo disposição em contrário no regulamento da competição, a equipe da casa


escolhe qual gol atacar no primeiro período, e no primeiro período da prorrogação
quando disputado.

➢ A equipe que não deu o tiro inicial no primeiro período dá o tiro inicial para iniciar o
segundo período.

➢ No segundo período, as equipes trocam de lado e atacam os gols opostos.

➢ No intervalo, cada equipe troca de banco de forma que seu banco fique do lado
defensivo da quadra.

➢ Depois que uma equipe marca um gol, o tiro inicial é dado pela outra equipe.

Para cada tiro inicial:


➢ Todos os jogadores, exceto o jogador que dará o tiro inicial, devem estar em sua
própria meia quadra.

➢ Os adversários da equipe que dá o tiro inicial devem estar a pelo menos 3m da


bola até que ela entre em jogo.

➢ A bola deve estar parada na marca central.

➢ Qualquer um dos árbitros em quadra que estiver no lado do banco indica que o tiro
de saída pode ser dado sinalizando com o apito.

➢ A bola está em jogo quando é chutada e se move claramente.

➢ Um gol pode ser marcado diretamente contra os adversários no tiro de saída. Se a


bola entrar diretamente na meta do cobrador, é concedido um tiro de canto aos
adversários.
56
LEI 8 – INÍCIO E REINÍCIO DO JOGO

Infrações e sanções
Se o jogador que executa o tiro de saída tocar na bola novamente antes que ela tenha
tocado em outro jogador, será concedido um tiro livre indireto ou, no caso de uma
infração por mão na bola, um tiro livre direto.

No caso de qualquer outra infração do procedimento de tiro inicial, o tiro inicial é


repetido.

2 Bola ao chão
Procedimento
A bola ao chão é dada para um jogador da equipe que tocou a bola pela última vez na
posição da bola quando o jogo foi interrompido ou onde ela tocou pela última vez em
um jogador, um agente externo ou um árbitro, a menos que tenha sido na área de
pênalti da equipe defensora e a última equipe a tocar na bola tenha sido a equipe
atacante. Nesse caso, a bola é dada para um dos jogadores da equipe atacante na
linha da área de pênalti, no ponto mais próximo da posição da bola quando o jogo foi
interrompido ou onde ela tocou pela última vez em um jogador, um agente externo ou
um árbitro, seguindo uma linha imaginária paralela à linha lateral, conforme ilustrado
abaixo.

• Todos os outros jogadores, de ambas as equipes, devem permanecer a pelo


menos 2m da bola até que ela entre em jogo.

➢ A bola está em jogo quando toca a quadra, momento em que qualquer jogador, de
qualquer equipe, pode jogá-la.

Infrações e sanções
• A bola ao chão é dada novamente se:

➢ Um jogador tocar na bola antes que ela toque na quadra;

➢ A bola sai da quadra de jogo depois de tocar na quadra, sem tocar em um jogador.
57
LEI 8 – INÍCIO E REINÍCIO DO JOGO

➢ Se uma bola ao chão entrar na meta sem tocar em pelo menos dois jogadores, o
jogo é reiniciado com:

➢ Um arremesso de meta se entrar na meta adversária;

➢ Um tiro de canto se entrar na meta do jogador para quem a bola foi lançada.

Entretanto, se uma bola ao chão entrar em qualquer meta sem tocar em pelo menos
dois jogadores devido a circunstâncias alheias do controle do jogador para quem ela
foi lançada, como as condições da instalação ou a bola ter sido lançada
indevidamente, a bola ao chão deve ser repetida.
58

Lei 9
A BOLA
DENTRO E FORA
DO JOGO
59
LEI 9 – A BOLA DENTRO E FORA DE JOGO

1 Bola fora de jogo


A bola está fora de jogo quando:

➢ Ultrapassou totalmente a linha de meta ou a linha lateral no chão ou no ar;

➢ O jogo foi interrompido pelos árbitros;

➢ Bate no teto.

A bola também está fora de jogo quando toca em um árbitro, permanece em quadra e:

➢ Uma equipe inicia um ataque promissor; ou

➢ A bola entra direto na meta; ou

➢ A equipe com a posse da bola muda.

Nestes três casos envolvendo a bola tocando um árbitro, o jogo é reiniciado com uma
bola ao chão.

2 Bola em jogo
A bola está em jogo em todos os outros momentos em que toca num árbitro, bem
como quando rebate em uma das traves ou travessão e permanece em quadra.

3 Quadras cobertas
A altura mínima dos tetos será estipulada no regulamento de competição.

Se a bola atingir o teto durante o jogo, o jogo é reiniciado com um tiro lateral, a ser
executado pelos adversários da equipe que tocou a bola por último. O tiro lateral é
cobrado do ponto da linha lateral mais próximo do local onde a bola atingiu o teto.
60

Lei 10
DETERMINANDO
O RESULTADO
DE UM JOGO
61
LEI 10 – DETERMINANDO O RESULTADO DE
UM JOGO

1 Gol marcado
Um gol é marcado quando a bola ultrapassar totalmente a linha do gol, entre os
postes e sob o travessão, desde que nenhuma infração tenha sido cometida pela
equipe que marcou o gol.

Se a meta for deslocada ou derrubada por um jogador da equipe defensora, incluindo


o goleiro, seja acidentalmente ou deliberadamente, e os árbitros confirmarem que a
bola ultrapassou a linha do gol e teria entrado no gol entre a posição normal dos
postes, conforme estipulado na Lei 1, os árbitros devem confirmar o gol. Se a meta foi
deslocada ou derrubada deliberadamente, os árbitros devem aplicar o cartão amarelo
ao jogador infrator.

Se um jogador da equipe atacante, incluindo o goleiro, move ou derruba a meta, os


árbitros anulam o gol. Se foi deliberado, o jogador deve ser advertido com cartão
amarelo.

Se o goleiro lançar (com as mãos) a bola diretamente para a meta adversária e a


mesma entrar, será concedido um arremesso de meta, exceto quando as regras
nacionais proíbam o lançamento da bola (com as mãos) diretamente ultrapassando a
linha do meio de quadra para veteranos, pessoa com deficiência e/ou categoria de
base. Nesse caso, é concedido um tiro livre indireto à equipe adversária, a ser
executado no local onde a bola cruzou a linha de meia quadra.

Não é gol
Se um dos árbitros assinalar um gol antes que a bola tenha ultrapassado totalmente a
linha de gol, entre as traves, conforme estipulado na Lei 1, e perceber imediatamente
que um erro foi cometido, o jogo será reiniciado com uma bola ao chão.

2 Equipe vencedora
A equipe que marcar o maior número de gols durante um jogo é a vencedora. Se
ambas as equipes marcarem um número igual de gols, ou se nenhum gol for marcado,
o jogo está empatado.

Quando os regulamentos das competições exigirem que haja uma equipe vencedora
após um empate ou empate em casa e fora, os únicos procedimentos permitidos para
determinar a equipe vencedora são:
• A regra dos gols fora de casa;

• Dois períodos iguais de prorrogação, não superior a cinco minutos cada. O


regulamento da competição deve estipular a duração dos dois períodos iguais de
prorrogação;

• Tiros livres da marca do pênalti.


62
LEI 10 – DETERMINANDO O RESULTADO DE UM JOGO

Uma combinação dos procedimentos acima pode ser usada.

3 Penalidades (desempate por tiros livres da


marca de pênalti)
As penalidades (disputa de pênaltis) são executadas após o fim do jogo e, salvo
indicação em contrário, aplicam-se as Leis do Jogo de Futsal.

Os tiros livres da marca de pênalti não fazem parte do jogo.

Um jogador que tenha sido expulso durante o jogo não pode participar. Os cartões
amarelos e as advertências verbais aplicadas aos jogadores, substitutos e membros
das comissões técnicas das equipes durante o jogo e antes do cara e coroa para
decidir qual equipe dará o primeiro chute não são levados para as penalidades
(disputa de pênaltis).

Procedimento
Antes do início da disputa dos pênaltis
• A menos que haja outras considerações, por exemplo, condições das instalações,
segurança, posicionamento das câmeras, etc., ou o regulamento da competição
especifiquem o contrário, o árbitro joga uma moeda para decidir a meta em que os
tiros serão executados.

• O árbitro lança novamente uma moeda e a equipe que vencer o cara e coroa
decide se fará o primeiro ou o segundo tiro.

➢ As posições dos bancos das equipes não mudam em relação às do segundo


período ou do segundo período da prorrogação quando disputado.

➢ Todos os jogadores e substitutos podem cobrar os tiros, exceto aqueles jogadores


que, quando o jogo ou a prorrogação terminarem, tiverem se retirado do jogo por
lesão ou por terem sido expulsos.

➢ Cada equipe é responsável por selecionar dentre os jogadores elegíveis e


substitutos, bem como a ordem em que eles farão os chutes. Os árbitros não
precisam ser informados da ordem.

➢ Se, no final do jogo ou da prorrogação, e antes do início da disputa de pênaltis,


uma equipe tiver um número maior de jogadores, incluindo substitutos, do que
seus adversários, ela pode escolher manter o número de jogadores como está no
final do jogo ou reduzir seu número para o mesmo número de seus adversários e
os árbitros devem ser informados do nome e número de cada jogador excluído, se
houver. Qualquer jogador excluído não é elegível para participar das disputas de
pênaltis, seja como chutador ou como goleiro, exceto conforme descrito abaixo.

➢ Um goleiro que não puder continuar antes ou durante a disputa de pênaltis pode
ser substituído por um jogador ou substituto excluído para igualar o número de
jogadores, mas o goleiro substituído não participa mais e não pode cobrar nenhum
tiro.
63
LEI 10 – DETERMINANDO O RESULTADO DE UM JOGO

➢ Se o goleiro já tiver cobrado um tiro, o substituto não poderá cobrar nenhum tiro
até a próxima rodada de tiros.

Durante os pênaltis
➢ Somente jogadores e substitutos qualificados, árbitros e os outros membros da
equipe de arbitragem estão autorizados a permanecer em quadra.

➢ Todos os jogadores e substitutos elegíveis, exceto o jogador que cobrará o pênalti


e os dois goleiros, devem permanecer dentro do círculo central ou na linha do meio
de quadra ou logo atrás dela.

➢ O goleiro da equipe do cobrador deve permanecer em quadra, fora da área de


pênalti, aproximadamente alinhado, mas a pelo menos 5m de distância da marca
de pênalti e no lado oposto da quadra aos bancos e ao segundo árbitro.

➢ Qualquer jogador ou substituto elegível pode trocar de lugar com o goleiro.

➢ O chute é completado quando a bola parar de se mover ou sai de jogo ou quando


os árbitros interromperem o jogo por qualquer infração. O chutador não pode tocar
a bola uma segunda vez.

➢ Os árbitros mantêm um registro dos chutes.

➢ Se o goleiro cometer uma infração e, como resultado, o chute for repetido, o


goleiro é advertido verbalmente pela primeira infração. Se o mesmo jogador
cometer qualquer infração subsequente, ele será advertido com cartão amarelo.

➢ Se o chutador for penalizado por uma infração cometida após os árbitros terem
sinalizado para a o chute ser executado, esse chute será registrado como perdido
e o chutador será advertido com cartão amarelo.

➢ Se tanto o goleiro quanto o chutador cometerem uma infração ao mesmo tempo, o


chute será registrado como perdido e o chutador será advertido com cartão
amarelo.

➢ Se, durante os pênaltis, o número de jogadores de uma equipe for reduzido, a


equipe com mais jogadores pode escolher manter o número de jogadores como
está ou reduzir seu número para o mesmo número de seus adversários, e os
árbitros devem ser informados do nome e número de cada jogador excluído, se
houver. Qualquer jogador excluído não é elegível para participar dos chutes, seja
como chutador ou como goleiro, exceto conforme descrito acima.

Sujeito às condições explicadas abaixo, ambas as equipes executam cinco


chutes:
➢ Os chutes são executados alternadamente pelas equipes.

➢ Cada chute é executado por um chutador diferente, e todos os jogadores e


substitutos qualificados devem executar um chute antes que qualquer jogador ou
substituto possa executar um segundo chute.
64
LEI 10 – DETERMINANDO O RESULTADO DE UM JOGO

➢ O princípio acima continua para qualquer sequência subsequente de chutes, mas


uma equipe pode alterar a ordem dos chutadores.

➢ Se, antes de ambas as equipes terem dado cinco chutes, uma delas tiver marcado
mais gols do que a outra poderia marcar, mesmo que completasse seus cinco
chutes, não serão dados mais chutes.

➢ Se o placar estiver empatado depois que ambas as equipes tiverem feito cinco
chutes, os chutes continuam até que uma equipe tenha marcado um gol a mais
que a outra com o mesmo número de chutes.

➢ Os pênaltis não devem ser atrasados para um jogador que saia da quadra. O
chute do jogador será anulado, não marcado, se o jogador não retornar a tempo de
executar o chute.

Substituições e expulsões durante os pênaltis


➢ Um jogador, substituto ou membro da comissão técnica de equipe pode ser
advertido com cartão amarelo ou expulso.

➢ Um goleiro expulso deve ser substituído por um jogador elegível ou substituto.

➢ Um jogador ou substituto que não seja o goleiro e que não possa continuar não
pode ser substituído.

➢ Os árbitros não devem encerrar o jogo se uma equipe estiver reduzida a menos de
três jogadores.

4 Gols fora de casa


Os regulamentos das competições podem determinar que, quando as equipes jogam
entre si em casa e fora, se o placar agregado for igual após o segundo jogo, quaisquer
gols marcados na quadra da equipe adversária contarão em dobro.
65

Lei 11
IMPEDIMENTO
66
LEI 11 – IMPEDIMENTO
Não existe impedimento no futsal.
67

Lei 12
FALTAS E
CONDUTAS
INCORRETAS
68
LEI 12 – FALTAS E CONDUTAS INCORRETAS
Os tiros livres diretos e indiretos e pênaltis só podem ser marcados para infrações
cometidas com a bola em jogo.

1 Tiro livre direto


Um tiro livre direto é marcado se um jogador cometer qualquer uma das seguintes
infrações contra um adversário de uma maneira considerada pelos árbitros como
temerária, imprudente ou com uso de força excessiva:
➢ Carregar;

➢ Saltar sobre;

➢ Dar ou tentar dar um chute;

➢ Empurrar;

➢ Atingir ou tentar atingir/agredir, incluindo cabeçadas;

➢ Bater ou tentar bater;

➢ Calçar o adversário.

Se uma infração envolver contato, ela será penalizada com um tiro livre direto ou
pênalti.
➢ “Imprudente” é quando um jogador demonstra falta de atenção ou consideração
ao jogar contra seu adversário ou age sem precaução. Nenhuma sanção
disciplinar é necessária;

➢ “Temerário” é quando um jogador age sem se importar com o perigo ou as


consequências para um adversário e deve ser advertido com cartão amarelo;

➢ “Uso de força excessiva” é quando um jogador excede o uso necessário de


força e/ou coloca em risco a segurança de um adversário e deve ser expulso.

Um tiro livre direto também é marcado se um jogador cometer qualquer uma das
seguintes infrações:
➢ Uma infração de mão na bola que é deliberada e/ou envolve a mão/braço tornando
o corpo do jogador anormalmente maior, exceto para o goleiro dentro de sua área
penal;

➢ Segurar um oponente;

➢ Impedir um oponente com contato;

➢ Morder ou cuspir em alguém que esteja na lista das equipes ou em um membro da


equipe de arbitragem;
69
LEI 12 – FALTAS E CONDUTAS INCORRETAS

➢ Atirar/chutar um objeto na bola, em adversário ou em um membro da equipe de


arbitragem, tocar na bola com esse objeto que está segurando nas mãos ou mover
deliberadamente a meta de forma que a meta faça contato com a bola.

Todas as infrações relacionadas acima contam como faltas acumuladas.

Tocar na bola com a mão


Para fins de determinação de infrações de mão na bola, o limite superior do braço está
alinhado com a parte inferior da axila.

Nem todo toque da mão/braço de um jogador com a bola é uma infração.

É uma infração de tiro livre direto se um jogador:


➢ Toca deliberadamente a bola com a mão/braço, por exemplo, movendo a
mão/braço em direção à bola.

➢ Toca a bola com a mão/braço quando isso fez seu corpo anormalmente maior. Um
jogador é considerado como tendo feito seu corpo anormalmente maior quando a
posição de sua mão/braço não é uma consequência de, ou justificável por, o
movimento do corpo do jogador para aquela situação específica. Ao ter sua
mão/braço em tal posição, o jogador corre o risco de sua mão/braço ser atingido
pela bola e ser penalizado.

O goleiro tem as mesmas restrições sobre como manusear a bola como qualquer
outro jogador fora da área de pênalti. Se o goleiro tocar na bola com a mão dentro da
sua área de pênalti quando não for permitido fazê-lo, um tiro livre indireto é concedido,
mas não há sanção disciplinar. No entanto, se a infração for tocar a bola uma segunda
vez, utilizando qualquer parte do seu corpo inclusive a mão/braço, após haver
colocado a bola em jogo antes que a bola toque em outro jogador, o goleiro deve ser
sancionado se a infração interromper um ataque promissor ou se evitar um gol ou uma
oportunidade clara de gol.

2 Tiro livre indireto


Um tiro livre indireto será concedido se um jogador:
➢ Joga de maneira perigosa, conforme definido abaixo;
70
LEI 12 – FALTAS E CONDUTAS INCORRETAS

➢ Impede o progresso de um adversário sem que qualquer contato seja feito;

➢ É culpado de discordar, usando linguagem e/ou ação ofensiva, injuriosa ou


abusivas ou outras ofensas verbais;

➢ Impede que o goleiro solte ou lance a bola com as mãos ou chute ou tenta chutar a
bola quando o goleiro está no processo de soltá-la ou lançá-la;

➢ Inicia deliberadamente um meio ilegal para que a bola seja passada, inclusive em
uma cobrança de tiro livre, para o goleiro com a cabeça, peito, joelho, etc. para
burlar a Lei, independentemente de o goleiro tocar ou não a bola com as mãos. O
goleiro é advertido com cartão amarelo se for responsável por iniciar a jogada
deliberada;

Marcar um gol na meta adversária:


➢ Diretamente de sua mão/braço, inclusive pelo goleiro, desde que seja acidental e
que a mão/braço não tenha tornado o seu corpo anormalmente maior;

➢ Após tocar acidentalmente a bola com a mão/braço, sem que nenhum outro
jogador a tenha jogado deliberadamente depois disso, desde que a mão/braço não
tenha tornado seu corpo anormalmente maior.

Se um jogador não marcar um gol imediatamente após tocar acidentalmente na bola


com a mão/braço, o jogo deve continuar, desde que a mão/braço não tenha tornado o
seu corpo anormalmente maior.

• Comete qualquer outra infração não mencionada nas Leis do Jogo de Futsal que
implique a interrupção do jogo para advertir ou expulsar um jogador.

Um tiro livre indireto também é concedido se um goleiro comete qualquer uma


das seguintes infrações:
• Controla a bola com as mãos, braços ou pés na sua meia quadra por mais de
quatro segundos;

• Depois de ter jogado a bola em posse controlada, em qualquer parte da quadra,


tocá-la novamente na sua própria metade da quadra após esta ter sido
deliberadamente jogada para o goleiro por um companheiro de equipe sem que
um adversário a tenha jogado ou tocado. Não há sanção disciplinar;

• Toca a bola com as mãos ou braços dentro de sua própria área de pênalti após
esta ter sido deliberadamente chutada para o goleiro por um companheiro de
equipe, inclusive em uma cobrança de tiro lateral;

• Quando isso é proibido pelas regras nacionais para jovens, veterano, portadores
de deficiências e de base, quando o goleiro lançar a bola com as mãos
diretamente ultrapassando a linha do meio da quadra, o tiro livre indireto deve ser
cobrado do local onde a bola ultrapassou a linha do meio da quadra.
71
LEI 12 – FALTAS E CONDUTAS INCORRETAS

Em relação a contagem de controle de bola por quatro segundos, considera-se


que o goleiro está com o controle de bola quando:
• A bola está entre as mãos ou os pés ou entre a mão ou o pé e qualquer superfície,
por exemplo, o solo, o próprio corpo, ou quando toca a bola com qualquer parte
das mãos, braços ou pés;

• Segurando a bola com a mão aberta e estendida;

• Quicando a bola no solo ou jogando a mesma para o alto;

• Driblando a bola com a mão ou com o pé.

Os jogadores adversários não podem disputar uma bola com o goleiro que estiver com
o controle da bola com as mãos.

Jogando de maneira perigosa


Jogar de maneira perigosa é qualquer ação que, ao tentar jogar a bola, ameaça ferir
alguém, incluindo os próprios jogadores e inclui impedir que um adversário próximo de
jogar a bola por medo de se lesionar.

Um chute de tesoura ou de bicicleta é permitido desde que não seja perigoso para o
adversário.

Impedir o progresso de um adversário sem contato


Impedir o progresso de um adversário significa entrar no caminho do adversário para
obstruir, bloquear, desacelerar ou forçar uma mudança de direção quando a bola não
estiver ao alcance de qualquer um dos jogadores.

Todos os jogadores têm direito à sua posição em quadra. Estar no caminho de um


adversário não é o mesmo que se colocar no caminho de um adversário.

Um jogador pode proteger a bola ao se posicionar entre o adversário e a bola se a


bola estiver dentro da distância de jogo e o adversário não for segurado com os
braços ou o corpo. Se a bola estiver dentro da distância de jogo, o jogador pode ser
carregado (pressionado), de forma legal, por um adversário.

Bloqueando um adversário
Bloquear um adversário pode ser considerado uma tática legítima no futsal, desde que
o jogador que bloqueia o adversário esteja parado no momento de qualquer contato e
não cause contato deliberadamente movendo ou estendendo o corpo no caminho do
adversário, e o adversário tenha a oportunidade de escapar do bloqueio. Um bloqueio
pode ser realizado contra um adversário que pode ou não ter a bola.

3 Medidas disciplinares
Os árbitros têm autoridade para tomar medidas disciplinares desde a entrada na
quadra para a inspeção pré-jogo até a saída da quadra após o término do jogo,
incluindo os pênaltis.
72
LEI 12 – FALTAS E CONDUTAS INCORRETAS

Se, antes de entrar em quadra no início do jogo, um jogador ou membro de comissão


técnica de equipe cometer uma infração que resulte em expulsão, os árbitros têm
autoridade para impedir que o jogador ou membro da comissão técnica de equipe
participe do jogo. Os árbitros relatarão qualquer outra má conduta.

Se os árbitros precisarem advertir um jogador, substituto ou membro da comissão


técnica de equipe antes do início do jogo, eles devem fazê-lo verbalmente, em vez de
mostrar um cartão amarelo, e relatar o fato às autoridades competentes após o jogo.

Se a mesma pessoa cometer outra infração passível de advertência com cartão


amarelo durante o jogo, os árbitros a advertem mostrando um cartão amarelo. No
entanto, isso não conta como infração de expulsão, pois é o primeiro cartão amarelo
mostrado à pessoa infratora durante o jogo.

Um jogador ou membro de comissão técnica de equipe que cometer uma infração que
resulte em advertência com cartão amarelo ou expulsão, dentro ou fora da quadra,
contra qualquer outra pessoa ou contra as Leis do Jogo de Futsal, será punido de
acordo com a infração.

O cartão amarelo comunica uma advertência e o cartão vermelho comunica uma


expulsão.

Somente um jogador, substituto ou membro de comissão técnica de equipe pode


receber o cartão vermelho ou amarelo.

Jogadores e substitutos
Atrasar o reinício do jogo para mostrar um cartão
Quando os árbitros decidem aplicar um cartão amarelo ou expulsar um jogador, o jogo
não deve ser reiniciado até que a sanção tenha sido aplicada, a menos que a equipe
não infratora execute rapidamente o tiro livre, tenha uma oportunidade clara de gol e
os árbitros não tenham iniciado o procedimento da sanção disciplinar. A sanção é
aplicada na próxima paralisação. Se a infração original tiver impedido uma
oportunidade clara de gol, o jogador é advertido com cartão amarelo. Se a infração
interferiu ou interrompeu um ataque promissor, o jogador não é advertido com cartão
amarelo.

Vantagem
Se os árbitros aplicarem a vantagem por uma infração para a qual uma advertência
com cartão amarelo ou expulsão teria sido aplicada se o jogo tivesse sido
interrompido, esta advertência com cartão amarelo ou expulsão deve ser aplicada
quando a bola estiver fora de jogo. No entanto, se a infração original foi impedir a
equipe adversária uma oportunidade clara de marcar um gol, o jogador é advertido
com cartão amarelo por comportamento antidesportivo. Se a infração foi interferir ou
interromper um ataque promissor, o jogador não é advertido com cartão amarelo.
73
LEI 12 – FALTAS E CONDUTAS INCORRETAS

A vantagem não deve ser aplicada em situações que envolvam jogo brusco grave,
conduta violenta, uma segunda infração passível de advertência ou uma sexta, ou
subsequente, falta acumulada, a menos que haja uma oportunidade clara de marcar
um gol. Os árbitros devem expulsar o jogador quando a bola estiver fora de jogo, mas
se o jogador tocar a bola ou disputar ou interferir com um adversário, os árbitros
interromperão o jogo, expulsarão o jogador e reiniciarão com um tiro livre indireto, a
menos que o jogador tenha cometido uma infração mais grave.

Se a vantagem for aplicada e um segundo cartão amarelo ou vermelho for aplicado


após a marcação de um gol, a equipe sancionada continua com o mesmo número de
jogadores, com um substituto substituindo o jogador expulso. Se um gol não for
marcado, a equipe continua com um jogador a menos.

Se um jogador da equipe defensora começar a segurar um jogador da equipe


atacante fora da área de pênalti e continuar a fazê-lo dentro da área de pênalti, os
árbitros devem assinalar um pênalti.

Infrações passíveis de advertências


Um jogador é advertido com cartão amarelo se for culpado de:
• Atrasar o reinício do jogo;

• Manifestar desacordo por palavra ou ação;

• Entrar ou sair da quadra sem a permissão de um dos árbitros ou em violação do


procedimento de substituição;

• Não respeitar a distância exigida quando o jogo for reiniciado com uma bola ao
chão, tiro de canto, tiros livres e tiro lateral;

• Infringir persistentemente as Leis do Jogo de Futsal (nenhum número específico


ou padrão de infrações constitui "persistente");

• Comportamento antidesportivo.

Um substituto é advertido com cartão amarelo se for culpado de:


• Atrasar o reinício do jogo;

• Manifestar desacordo por palavra ou ação;

• Entrar em quadra violando o procedimento de substituição;

• Comportamento antidesportivo.

Quando o mesmo jogador comete duas infrações passíveis de advertência com cartão
separadas, mesmo que sucessivas, elas devem resultar em duas advertências. Por
exemplo: se um jogador não entrar em quadra através da sua zona de substituição e
cometer uma entrada temerária ou interrompe um ataque promissor com uma falta ou
toque na bola com a mão, etc.
74
LEI 12 – FALTAS E CONDUTAS INCORRETAS

Advertência com cartão amarelo por comportamento antidesportivo


Existem diferentes circunstâncias em que um jogador deve ser advertido com cartão
amarelo por comportamento antidesportivo, incluindo se um jogador:
• Tenta enganar os árbitros, por exemplo, fingindo lesão ou fingindo ter sofrido uma
falta (simulação);

• Comete uma infração de tiro livre direto de maneira temerária;

• Manuseia a bola para interferir ou interromper um ataque promissor, exceto


quando os árbitros marcam um pênalti por uma infração não deliberada de toque
de mão na bola;

• Impede a equipe adversária um gol ou uma oportunidade clara de gol e os árbitros


marcam um pênalti por uma infração não deliberada de toque de mão na bola;

• Comete qualquer outra infração que interfira ou impeça um ataque promissor,


exceto quando os árbitros marcam um pênalti por uma infração que foi uma
tentativa de jogar a bola ou uma disputa pela bola;

• Impede a um adversário uma oportunidade clara de marcar um gol ao cometer


uma infração que foi uma tentativa de jogar a bola ou uma disputa pela bola e os
árbitros marcam um pênalti;

• Manuseia a bola com a mão na tentativa de marcar um gol, independentemente se


a tentativa for bem-sucedida ou não, ou em uma tentativa frustrada de evitar um
gol;

• Impede que a bola entre na meta por meio de uma infração deliberada de mão na
bola quando a meta é defendida pelo goleiro;

• Faz marcações não autorizadas na quadra;

• Joga a bola ao sair da quadra depois de receber ordem para sair;

• Demonstra falta de respeito pelo jogo;

• Inicia deliberadamente um meio ilegal para que a bola seja passada, inclusive em
uma cobrança de tiro livre, para o goleiro com a cabeça, peito, joelho, etc. para
burlar a Lei, independentemente de o goleiro tocar ou não a bola com as mãos. O
goleiro é advertido com cartão amarelo se for responsável por iniciar a jogada
deliberada;

• Distrai verbalmente um adversário durante o jogo;

• Deliberadamente move ou derruba a meta, sem impedir a equipe adversária um


gol ou uma oportunidade clara de fazer gol.
75
LEI 12 – FALTAS E CONDUTAS INCORRETAS

Comemoração de um gol
Os jogadores podem comemorar quando um gol é marcado, mas a comemoração não
deve ser excessiva. As comemorações coreografadas não são incentivadas e não
devem causar perda excessiva de tempo.

Sair da quadra para comemorar um gol não é uma infração passível de advertência,
mas os jogadores devem retornar o mais rápido possível.

Um jogador deve ser advertido com cartão amarelo, mesmo se o gol for anulado, por:

• Abordar os espectadores de uma forma que cause problemas de segurança;

• Agir de forma provocativa, agressiva ou desafiadora;

• Cobrir a cabeça ou rosto com uma máscara ou outro item semelhante;

• Tirar a camisa ou cobrir a cabeça com a camisa.

Infrações punidas com expulsão


Um jogador ou substituto que cometer qualquer uma das seguintes infrações
será expulso:
• Impedir à equipe adversária um gol ou uma oportunidade clara de gol ao cometer
uma infração deliberada de toque de mão na bola, exceto um goleiro dentro de sua
própria área de pênalti, ou ao mover ou tombar a meta deliberadamente, como
quando isso impede a bola de ultrapassar a linha de gol;

• Impedir à equipe adversária um gol ou uma oportunidade clara de gol, ao cometer


uma infração de toque de mão na bola não deliberada fora de sua própria área de
pênalti;

• Impedir um gol ou uma oportunidade clara de gol, desde que o gol não esteja
sendo defendido pelo goleiro defensor, a um adversário cujo movimento geral é
em direção a meta do infrator, cometendo uma infração que não foi uma tentativa
de jogar a bola ou disputar a bola e é punível com um tiro livre ou pênalti;

• Ser culpado de falta grosseira;

• Morder ou cuspir em alguém;

• Ser culpado de conduta violenta;

• Usar linguagem e ou ação ofensiva, insultuosa ou abusiva;

• Recebendo uma segunda advertência com cartão amarelo no mesmo jogo.

Um jogador ou substituto que tenha sido expulso deve deixar as proximidades da


quadra e da área técnica.
76
LEI 12 – FALTAS E CONDUTAS INCORRETAS

Impedir uma oportunidade clara de marcar gol


Quando um jogador impede à equipe adversária de marcar um gol ou de ter uma
oportunidade clara de gol cometendo uma infração deliberada de toque de mão na
bola, o jogador é expulso onde quer que a infração ocorra, exceto um goleiro dentro
de sua área de pênalti.

Quando um jogador impede à equipe adversária de marcar um gol ou de ter uma


oportunidade clara de gol cometendo uma infração de toque de mão na bola não
deliberada e os árbitros marcam um pênalti, o infrator é advertido com cartão amarelo.

Quando um jogador comete uma infração contra um adversário dentro de sua própria
área de pênalti, o que impede o adversário uma oportunidade clara de marcar um gol
e os árbitros marcam um pênalti, o infrator é advertido com cartão amarelo se a
infração foi uma tentativa de jogar a bola ou disputar a bola. Em todas as outras
circunstâncias, por exemplo, segurar, puxar, empurrar, sem possibilidade de jogar a
bola, etc., o jogador infrator deve ser expulso.

Um jogador, jogador expulso, substituto ou membro da comissão técnica de equipe


que entra em quadra sem a autorização necessária de um dos árbitros ou violando o
procedimento de substituição e interfere no jogo, cometendo uma infração ao impedir
à equipe adversária um gol ou uma oportunidade clara de gol, é culpado de uma
infração de expulsão.

As seguintes circunstâncias devem ser consideradas ao determinar a existência


de uma oportunidade clara de gol:
• A distância entre o ataque e o gol;

• A direção geral da jogada;

• A probabilidade de manter ou ganhar o controle da bola;

• A localização e o número de jogadores de defesa, incluindo o goleiro;

• Se a meta está ou não "desprotegida"

Se um goleiro impedir à equipe adversária um gol ou uma oportunidade clara de gol


por meio de uma infração de toque de mão na bola fora da área de pênalti quando seu
gol estiver desprotegido ou apenas defendido por um jogador da equipe defensora
atrás do goleiro, o goleiro será considerado culpado de uma infração passível de
expulsão.

Se o número de jogadores ativos da equipe atacante for igual ou maior que o número
de jogadores ativos da equipe defensora, exceto o jogador infrator, quando o gol não
for defendido pelo goleiro e outros critérios para determinar a existência de uma
oportunidade clara de gol forem atendidos, isso pode ser considerado uma situação
de oportunidade clara de gol.
77
LEI 12 – FALTAS E CONDUTAS INCORRETAS

Se um jogador da equipe defensora comete uma infração sem tentar jogar a bola ou
disputar a bola, por exemplo, segurando, puxando, empurrando, sem possibilidade de
jogar a bola, etc.) e o número de jogadores atacantes ativos é maior que o número
dos jogadores defensores ativos, exceto o jogador infrator, isso deve ser considerado
uma situação de oportunidade clara de gol, mesmo que a meta seja defendida pelo
goleiro.

Se um substituto, jogador expulso ou membro da comissão técnica da equipe impede


a equipe adversária um gol ou uma oportunidade clara de gol cometendo uma infração
punível com tiro livre, o número de jogadores é reduzido de acordo com a Lei 3.

Jogo brusco grave


Uma infração ou uma disputa de bola que coloque em risco a segurança de um
oponente ou use força excessiva ou brutalidade deve ser sancionada como jogo
brusco grave.

Qualquer jogador que investe contra um adversário com força excessiva ao disputar a
bola pela frente, pelo lado ou por trás, usando uma ou ambas as pernas, ou que
coloca em risco a integridade física de um adversário é culpado de jogo brusco grave.

Conduta violenta
Conduta violenta ocorre quando um jogador usa ou tenta usar força excessiva ou
brutalidade contra um adversário quando não está disputando a bola, ou contra
qualquer outra pessoa, independentemente de haver contato.

A conduta violenta pode ocorrer dentro ou fora dos limites da quadra, esteja a bola em
jogo ou não.

A vantagem não deve ser aplicada em situações que envolvam conduta violenta, a
menos que haja uma oportunidade subsequente clara de marcar um gol. Nesse caso,
os árbitros devem expulsar o jogador culpado de conduta violenta quando a bola
estiver fora de jogo.

Os árbitros são lembrados de que a conduta violenta muitas vezes leva a confrontos
em massa entre os jogadores. Portanto, eles devem tentar evitar isso com uma
intervenção rigorosa.

Um jogador ou substituto que seja culpado de conduta violenta deve ser expulso.

Membros da comissão técnica


Quando uma infração for cometida por alguém da área técnica (substituto, jogador
expulso ou membro da comissão técnica da equipe) e o infrator não puder ser
identificado, o técnico principal da equipe presente na área técnica receberá a sanção.

Advertência verbal
As seguintes infrações geralmente devem resultar em advertência verbal. As infrações
repetidas ou ostensivas devem resultar em uma advertência com cartão amarelo ou
expulsão:
• Entrar em quadra de maneira respeitosa e pacífica;
78
LEI 12 – FALTAS E CONDUTAS INCORRETAS

• Não cooperar com um membro da equipe de arbitragem do jogo, por exemplo,


ignorar uma instrução ou solicitação de um árbitro assistente;

• Discordância ou ligeiro protesto, por palavra ou ação, contra a decisão da


arbitragem;

• Ultrapassar ocasionalmente os limites da área técnica sem cometer outra infração.

Advertência com cartão amarelo a membros da comissão técnica


As infrações passíveis de advertência com cartão amarelo por parte dos
membros da comissão técnica de equipe incluem, mas não estão limitadas a:
• Não respeitar de forma clara e persistente os limites da área técnica de sua
equipe;

• Atrasar o reinício do jogo por sua equipe;

• Entrar deliberadamente na área técnica da equipe adversária, mesmo que sem


provocar conflitos;

• Protestar por palavra ou ação, incluindo:


➢ Jogando, chutando garrafas de bebidas ou outros objetos;

➢ Realizar gesto(s) ou ação(ões) que demonstrem uma clara falta de respeito pela
equipe de arbitragem do jogo, por exemplo, palmas sarcásticas.

• Gesticular excessivamente, persistentemente pedindo um cartão vermelho ou


amarelo;

• Agir de maneira provocativa ou exaltada;

• Ter comportamento inaceitável persistente, incluindo infrações de advertência


repetidas;

• Demostrar falta de respeito pelo jogo.

Expulsão
As infrações que podem resultar em expulsão incluem, mas não estão limitadas
a:
• Atrasar o reinício do jogo pela equipe adversária, por exemplo, segurar a bola,
chutá-la para longe, obstruir o movimento de um jogador;

• Sair deliberadamente da área técnica para:


➢ Mostrar discordância ou protestar contra um membro da equipe de arbitragem do
jogo;

➢ Agir de maneira provocativa ou exaltada.

• Entrar na área técnica adversária de forma agressiva ou de confronto;


79
LEI 12 – FALTAS E CONDUTAS INCORRETAS

• Atirar, chutar deliberadamente um objeto para a quadra;

• Entrar em quadra para:


➢ Confrontar um árbitro do jogo, inclusive no intervalo ou ao término do jogo;

➢ Interferir no jogo, em jogador adversário ou em um árbitro do jogo.

• Comportamento físico ou agressivo, incluindo cuspir ou morder, em relação a


qualquer outra pessoa;

• Receber um segundo cartão amarelo no mesmo jogo;

• Usar linguagem e ou ações ofensivas, insultuosas ou abusivas;

• Usar equipamento eletrônico ou de comunicação não autorizados e ou comportar-


se de maneira inadequada como resultado do uso de equipamento eletrônico ou
de comunicação;

• Conduta violenta.

Infrações em que um objeto é jogado ou chutado (incluindo a bola)


Em todos os casos, os árbitros tomam as medidas disciplinares adequadas:

• Temerária – adverte com cartão amarelo o infrator por comportamento


antidesportivo.

• Uso excessivo de força – expulsar o infrator por conduta violenta.

4 Reinício do jogo após faltas e condutas


incorretas
Se a bola estiver fora de jogo, o jogo é reiniciado de acordo com a decisão anterior.

Os seguintes reinícios se aplicam se a bola estiver em jogo e um jogador


cometer uma infração física na quadra:
• Contra um adversário: um tiro livre indireto ou direto ou pênalti;

• Contra um companheiro de equipe, substituto, jogador expulso, membro da


comissão técnica de equipe ou membro da equipe de arbitragem do jogo: um tiro
livre direto ou pênalti.

Todas as infrações verbais são penalizadas com um tiro livre indireto.

Se, quando a bola estiver em jogo:


• Um jogador comete uma infração contra um membro da equipe de arbitragem ou
um jogador adversário, substituto, jogador expulso ou membro da comissão
técnica de equipe fora de quadra; ou
80
LEI 12 – FALTAS E CONDUTAS INCORRETAS

• Um substituto, jogador expulso ou membro de comissão técnica de equipe comete


uma infração ou interfere com um jogador adversário ou membro da equipe de
arbitragem fora da quadra:

O jogo é reiniciado com um tiro livre no ponto da linha limítrofe mais próximo de onde
ocorreu a infração ou interferência. Um pênalti é marcado se esta for uma infração de
tiro livre direto e o ponto da linha limítrofe mais próximo estiver na parte da linha de
meta que pertence à área de pênalti do infrator.

• Um substituto, jogador expulso ou membro de comissão técnica de equipe comete


uma infração contra um substituto, jogador expulso ou membro de comissão
técnica de equipe de qualquer equipe, o jogo é reiniciado com uma bola ao chão
(ver Lei 8).

Mesmo que um substituto, um jogador expulso ou um membro da comissão técnica de


equipe cometa uma infração de tiro livre direto, isso conta como uma falta acumulada
contra sua equipe.

Se uma infração for cometida fora da quadra por um jogador contra um jogador,
substituto ou membro de comissão técnica de sua própria equipe, o jogo é reiniciado
com um tiro livre indireto na linha limítrofe mais próxima de onde ocorreu a infração.

Se um jogador que está segurando um objeto, tocar na bola utilizando esse objeto (um
calçado, caneleira, etc.) que está segurando em sua mão, o jogo será reiniciado com
tiro livre direto ou pênalti.

Se um jogador que está dentro ou fora da quadra arremessa ou chuta um objeto, que
não seja a bola do jogo, em um jogador adversário, ou arremessa ou chuta um objeto,
incluindo uma bola, em um substituto adversário, jogador expulso, membro da
comissão técnica da equipe ou um membro da equipe de arbitragem ou a bola do
jogo, o jogo será reiniciado com um tiro livre direto no local onde o objeto atingiu ou
teria atingido a pessoa ou a bola, ou com um pênalti se isso for dentro da área de
pênalti do infrator. Se esta posição for fora da quadra, o tiro livre será executado no
ponto mais próximo da linha limítrofe. Um pênalti é concedido se o ponto da linha
limítrofe mais próxima estiver na parte da linha de meta que pertence à área de pênalti
do infrator.

Se um substituto, jogador expulso, jogador temporariamente fora da quadra ou


membro da comissão técnica da equipe atirar, arremessar ou chutar um objeto para
dentro da quadra e ele interferir no jogo, em um adversário ou membro da equipe de
arbitragem, o jogo será reiniciado com um tiro livre direto onde o objeto interferiu
durante o jogo ou atingiu ou teria atingido o adversário, árbitro ou bola, ou com um
pênalti se estiver dentro da área de pênalti do infrator.

Se os árbitros interromperem o jogo por uma infração cometida por um jogador, dentro
ou fora da quadra, contra um agente externo, o jogo será reiniciado com uma bola ao
chão, a menos que um tiro livre indireto seja marcado por deixar a quadra sem a
autorização dos árbitros. O tiro livre indireto é cobrado do ponto da linha limítrofe onde
o jogador deixou a quadra.
81

Lei 13
TIROS
LIVRES
82
LEI 13 – TIROS LIVRES

1 Tipos de tiros livres


Os tiros livres diretos e indiretos são concedidos à equipe adversária de um jogador,
substituto, jogador expulso ou membro de comissão técnica de equipe culpado de
uma infração.

A contagem de quatro segundos deve ser mostrada claramente por um dos árbitros
quando um tiro livre direto ou indireto for cobrado.

Sinal de tiro livre indireto


Os árbitros indicam um tiro livre indireto levantando um braço acima da cabeça. Este
sinal é mantido até que o tiro seja executado e a bola toque em outro jogador ou saia
da quadra de jogo.

Um tiro livre indireto deve ser repetido se um ou ambos os árbitros não sinalizarem
que o tiro é indireto e a bola for chutada diretamente e ultrapassa a linha do gol.

Bola entra na meta


• Se um tiro livre direto for cobrado diretamente na meta do adversário, um gol será
concedido.

• Se um tiro livre indireto for cobrado diretamente na meta do adversário, um


arremesso de meta será concedido aos adversários, a menos que o sinal de tiro
livre indireto não tenha sido feito por um ou ambos os árbitros.

• Se um tiro livre direto ou indireto for cobrado diretamente na própria meta do


cobrador, será concedido um tiro de canto aos adversários.

2 Procedimento
Todos os tiros livres devem ser cobrados:
• Dentro de quatro segundos;

• Do local onde ocorreu a infração, exceto:

➢ Cobranças de tiros livres para a equipe defensora em sua área de pênalti, que
podem ser cobradas de qualquer lugar daquela área;

➢ Cobranças de tiros livres indiretos para uma infração cometida pela equipe
defensora dentro de sua própria área de pênalti ou para uma infração aplicável
quando o jogo foi interrompido com a bola dentro da área de pênalti da equipe
defensora, que são cobrados da linha da área de pênalti no ponto mais próximo do
local onde a infração foi cometida ou a bola estava localizada, seguindo uma linha
imaginária paralela à linha lateral, conforme ilustrado na imagem abaixo:
83
LEI 13 – TIROS LIVRES

• Cobranças de tiros livres indiretos para infrações envolvendo um jogador entrando,


retornando ou saindo da quadra sem permissão, que são cobrados da posição da
bola quando o jogo foi interrompido, a menos que o jogo tenha sido interrompido
com a bola dentro da área de pênalti, caso em que o tiro livre deve ser cobrado da
linha da área de pênalti, no ponto mais próximo do local onde a bola estava
localizada quando o jogo foi interrompido, seguindo uma linha imaginária paralela
à linha lateral (veja a imagem acima). No entanto, se um jogador cometer uma
infração fora da quadra, exceto contra um agente externo, o jogo será reiniciado
com um tiro livre cobrado do ponto da linha limítrofe mais próxima de onde a
infração ocorreu. Um tiro de pênalti é concedido se esta for uma infração de tiro
livre direto e o ponto da linha limítrofe mais próximo estiver na parte da linha de
meta que pertence à área de pênalti do infrator;

• Onde a lei determina outra posição para a cobrança do tiro livre.

A bola:
• Deve estar parada e o chutador não deve tocá-la novamente até que ela tenha
tocado em outro jogador;

• Está em jogo quando é chutada e se move claramente.

Até que a bola esteja em jogo, todos os adversários devem permanecer:


• A pelo menos 5m da bola;

• Fora da área de pênalti para cobranças de faltas dentro da área adversária.

Quando dois ou mais jogadores da equipe defensora formam uma “barreira”, todos os
jogadores da equipe atacante devem permanecer a pelo menos 1m da “barreira” até
que a bola esteja em jogo.

Um tiro livre pode ser executado levantando a bola com um pé ou com ambos os pés
simultaneamente.

Fazer fintas para bater um tiro livre é permitido como parte do futsal.
84
LEI 13 – TIROS LIVRES

Se um jogador, ao cobrar corretamente um tiro livre, chuta a bola deliberadamente em


um adversário para jogá-la novamente, mas não de maneira imprudente ou temerária
ou usando força excessiva, os árbitros permitem que o jogo continue.

3 Infrações e sanções
Se, quando um tiro livre é executado, um adversário estiver mais perto da bola do que
a distância necessária, o tiro é repetido, a menos que a vantagem possa ser aplicada.
Não obstante, se um jogador executar um tiro livre rapidamente e um adversário que
está a menos de 5m da bola o interceptar, os árbitros permitem que o jogo continue.
No entanto, um adversário que deliberadamente impede que um tiro livre seja
executado rapidamente deve ser advertido com cartão amarelo por atrasar o reinício
do jogo.

Se, quando um tiro livre é executado, um jogador da equipe atacante estiver a menos
de 1m da “barreira” formada por dois ou mais jogadores da equipe defensora, um tiro
livre indireto será concedido à equipe defensora.

Se, quando um tiro livre for executado pela equipe defensora dentro de sua área
penal, algum adversário estiver dentro da área penal por não ter tido tempo de sair, os
árbitros permitem que o jogo continue.

Se um adversário que estiver na área de pênalti quando o tiro livre for cobrado, ou que
entrar na área de pênalti antes da bola estar em jogo, tocar ou disputar a bola antes
que ela esteja em jogo, o tiro livre será repetido.

Se, depois que a bola estiver em jogo, o cobrador tocar na bola novamente antes que
ela tenha tocado em outro jogador, um tiro livre indireto será concedido. Se o chutador
cometer uma infração de mão:
• É concedido um tiro livre direto;

• Um pênalti é marcado se a infração ocorreu dentro da área de pênalti do cobrador,


a menos que o cobrador seja o goleiro, caso em que um tiro livre indireto é
marcado.

Se o tiro livre não for executado dentro de quatro segundos, um tiro livre indireto será
concedido à equipe adversária no local onde o tiro deveria ser executado, exceto
quando uma equipe cometer tal infração dentro de sua própria área penal, neste caso,
o tiro livre indireto é concedido à equipe adversária na linha da área penal no ponto
mais próximo do local onde a infração foi cometida, seguindo uma linha imaginária
paralela à linha lateral (ver a imagem na seção 2 desta Lei).

4 Faltas acumuladas
• Faltas acumuladas são aquelas penalizadas com um tiro livre direto ou pênalti,
conforme especificado na Lei 3, Lei 4 e Lei 12.

• As faltas acumuladas cometidas por cada equipe em cada período são registradas
na súmula do jogo.
85
LEI 13 – TIROS LIVRES

• Os árbitros podem permitir que o jogo continue aplicando a vantagem se a equipe


infratora não tiver cometido cinco faltas acumuladas anteriormente e a equipe
adversária não tiver sofrido um gol ou uma oportunidade clara de gol.

• Caso apliquem a vantagem, os árbitros deverão utilizar os sinais obrigatórios para


indicar uma falta acumulada ao cronometrista e ao terceiro árbitro assim que a
bola estiver fora de jogo.

• Se houver prorrogação, as faltas acumuladas do segundo período do jogo


continuarão a contar durante a prorrogação.

5 Tiro livre direto a partir da sexta falta


acumulada por cada equipe em cada
período
Um tiro livre direto começando com a sexta falta acumulada é concedido para a sexta
falta acumulada e todas as faltas subsequentes cometidas por uma equipe em cada
período. No entanto, se a sexta ou subsequente falta acumulada for cometida dentro
da área de pênalti do infrator, um tiro de penalidade é concedido em vez disso.

Um gol pode ser marcado diretamente de um tiro livre sem direito a formação de
barreira e o chutador deve tentar fazer isso.

Os jogadores da equipe defensora não podem formar uma “barreira” para defender
um tiro livre sem direito a formação de “barreira”.

Procedimento
• A bola deve estar parada com parte dela tocando ou podendo estar sobre o centro
da marca de 10m ou no local onde a infração do tiro livre sem direito a formação
de “barreira” foi cometida, desde que tenha sido na área entre a linha do gol da
equipe defensora e a linha imaginária fora da área de pênalti, a 10m e paralela a
linha de meta.

• Se a infração do tiro livre sem direito a formação de “barreira” foi cometida nesta
área, o chutador pode escolher entre executar o tiro livre sem direito a formação de
“barreira” da marca de 10m ou do local onde a falta foi cometida.

• As traves, travessão e a rede da meta não devem se mover.

• O jogador que cobra o tiro livre sem direito a formação de “barreira” deve ser
claramente identificado.

• O goleiro defensor deve estar a pelo menos 5m de distância da bola até que ela
seja chutada e não deve se comportar de maneira que distraia o chutador, por
exemplo, atrasando a execução do chute ou tocando nas traves, no travessão ou
na rede do gol.
86
LEI 13 – TIROS LIVRES

• Os jogadores, exceto o chutador e o goleiro defensor, devem estar:


➢ Em quadra;

➢ A pelo menos 5m da bola;

➢ Atrás da bola;

➢ Fora da área de pênalti.

Marca adicional

a 5m da

marca de 10m

A posição de um jogador no reinício é determinada pela posição de seus pés ou de


qualquer parte do seu corpo que esteja tocando a quadra (ver Termos do Futsal
nas Diretrizes Práticas para Árbitros de Futsal e Outros Membros da Equipe de
Arbitragem do Jogo).

• Após os jogadores terem tomado posições de acordo com esta Lei, um dos
árbitros sinaliza para que o tiro livre sem direito a formação de “barreira” seja
cobrado.

• O jogador que executa o tiro livre sem direito a formação de “barreira” deve chutar
a bola em direção ao gol adversário e com a intenção de marcar um gol
diretamente. O chute de calcanhar é permitido desde que a bola se mova em
direção a meta do adversário e seja uma tentativa de marcar um gol diretamente.

• A bola está em jogo quando é chutada e se move claramente em direção a meta


do adversário.

• O chutador não deve tocar a bola novamente até que ela tenha tocado em outro
jogador.

• Se um tiro livre sem direito a formação de “barreira” for concedido quando um


período estiver prestes a terminar, o período será considerado encerrado quando o
tiro livre sem direito a formação de “barreira” for concluído. O chute é considerado
concluído quando, após a bola estar em jogo, ocorrer uma das seguintes
situações:
87
LEI 13 – TIROS LIVRES

➢ A bola para de se mover ou sai de jogo;

➢ A bola é jogada por qualquer jogador, incluindo o chutador, que não seja o goleiro
defensor;

➢ Os árbitros interrompem o jogo por uma infração cometida pelo chutador ou por
um companheiro de equipe do chutador.

Infrações e sanções
• Uma vez que os árbitros tenham sinalizado para um tiro livre sem direito a
formação de “barreira” ser executado, o chute deve ser executado dentro de quatro
segundos. Se o chute não for executado dentro de quatro segundos, um tiro livre
indireto é concedido à equipe adversária no local onde o chute deveria ser
executado.

Invasão de jogadores (exceto o goleiro da equipe defensora)


• Um companheiro de equipe do jogador que está sendo penalizado com o tiro livre
sem direito a formação de “barreira” é penalizado por invasão somente se:

➢ a invasão impactou claramente o goleiro; ou

➢ o jogador invasor joga ou disputa a bola com um adversário e então marca, tenta
marcar ou cria uma oportunidade de gol.

• Um companheiro de equipe do goleiro é penalizado por invasão somente se:


➢ a invasão impactou claramente o chutador; ou

➢ o jogador invasor joga ou disputa a bola com um adversário e isso impede que os
adversários marquem, tentem marcar ou criem uma oportunidade de gol.

Se um companheiro de equipe do goleiro for penalizado por invasão, ele será


advertido verbalmente pela primeira infração no jogo e advertido com cartão amarelo
por qualquer infração subsequente no jogo.

Se, antes da bola estar em jogo, ocorrer uma das seguintes situações:

• O jogador que executa o tiro livre sem formação de “barreira” ou um companheiro


de equipe comete uma infração:
➢ Se a bola entrar na meta, o tiro é repetido;

➢ Se a bola não entrar na meta, os árbitros param o jogo e reiniciam com um tiro
livre indireto para a equipe adversária;

Exceto nas seguintes situações, quando o jogo será interrompido e reiniciado com um
livre tiro livre indireto para a equipe adversária, independentemente de um gol ser
marcado ou não:
➢ Um tiro livre sem direito a formação de “barreira” não é chutado em direção ao gol
adversário e com a intenção de marcar um gol diretamente;
88
LEI 13 – TIROS LIVRES

➢ Um companheiro de equipe do chutador identificado executa o tiro: os árbitros


advertem com cartão amarelo o jogador que executou o tiro;

➢ O chutador pode fintar na corrida, no entanto se o chutador fintar após ter


completado a corrida os árbitros advertem com cartão amarelo o chutador.

• O goleiro defensor comete uma infração:


➢ Se a bola entrar na meta, o gol é validado;

➢ Se a bola não entrar no gol ou rebater no travessão ou nas traves, o tiro só será
repetido se a infração do goleiro tiver impactado claramente o cobrador;

➢ Se a bola for impedida de entrar na meta pelo goleiro, o tiro é repetido.

Se a infração do goleiro resultar na repetição do tiro, o goleiro será advertido


verbalmente pela primeira infração no jogo e advertido com cartão amarelo por
qualquer infração subsequente no jogo.

• Um companheiro de equipe do goleiro defensor comete uma infração:


➢ Se a bola entrar na meta, o gol é validado;

➢ Se a bola não entrar na meta, o chute é repetido. O infrator é advertido


verbalmente pela primeira infração no jogo. Se o mesmo jogador cometer qualquer
infração subsequente no jogo, ele será advertido com cartão amarelo.

➢ Um jogador de ambas as equipes comete uma infração, o chute é repetido, a


menos que um jogador cometa uma infração mais grave, por exemplo, finta ilegal.
Os infratores são advertidos verbalmente pela primeira infração no jogo. Se os
mesmos jogadores cometerem qualquer infração subsequente no jogo, eles são
advertidos com cartão amarelo. Se um jogador comete uma infração mais grave,
um tiro livre indireto é concedido aos adversários e o infrator é advertido com
cartão amarelo sem advertência prévia.

➢ Tanto o goleiro defensor quanto o chutador cometem uma infração ao mesmo


tempo, o chutador é advertido com cartão amarelo e o jogo reinicia com um tiro
livre indireto para a equipe defensora.

Um adversário que obstrua o movimento do chutador em direção à bola quando um


tiro livre sem direito a formação de “barreira” estiver prestes a ser executado deve ser
advertido com cartão amarelo, mesmo que o infrator esteja respeitando a distância
mínima de 5m.

Se, após o tiro livre sem direito a formação de “barreira” for cobrado:
• O chutador toca na bola novamente antes que ela tenha tocado em outro jogador:
➢ Um tiro livre indireto, ou um tiro livre direto para uma infração de mão, é concedido
à equipe adversária.
89
LEI 13 – TIROS LIVRES

• A bola é tocada por um agente externo enquanto se move em direção a meta do


adversário:
➢ O chute é repetido, a menos que a bola esteja indo para a meta e a interferência
não impeça o goleiro defensor ou um jogador da equipe defensora de jogar a bola,
caso em que o gol é validado se a bola entrar na meta, mesmo que tenha havido
contato com a bola, a menos que a interferência seja da equipe atacante.

• A bola retorna para a quadra vinda do goleiro, do travessão ou das traves e é


então tocada por um agente externo:
➢ Os árbitros interrompem o jogo;

➢ O jogo é reiniciado com uma bola ao chão na posição onde a bola tocou no agente
externo.

6 Tabela de resumo
Resultado do tiro livre direto começando com a sexta falta acumulada
Infração A bola entra na meta A bola não entra na meta
Impacto: o tiro livre é Impacto: tiro livre indireto
Invasão por jogador da
repetido para a equipe defensora
equipe atacante
Sem impacto: gol Sem impacto: segue o jogo
Impacto: tiro livre é repetido
e adverte verbalmente o
jogador e a equipe
Impacto: gol defensora;
Invasão por jogador da
Na reincidência adverte
equipe defensora
Sem impacto: gol com cartão amarelo para
qualquer outra(s)
infração(ões)
Sem impacto: segue o jogo
Impacto: o tiro é repetido e Impacto: o tiro é repetido e
é aplicada uma advertência é aplicada uma advertência
verbal aos jogadores verbal aos jogadores
Invasão por jogador da
infratores. Na reincidência infratores. Na reincidência
equipe defensora e
aplica cartão amarelo para aplica cartão amarelo para
atacante
qualquer infração(ões) qualquer infração(ões)
posterior(es) posterior(es)
Sem impacto: gol Sem impacto: segue o jogo
90
LEI 13 – TIROS LIVRES

6 Tabela de resumo (continuação)


Resultado do tiro livre direto começando com a sexta falta acumulada
Infração A bola entra na meta A bola não entra na meta
O goleiro não defende: o
tiro livre não é repetido, a
menos que o chutador é
claramente impactado.
Infração do goleiro Gol O goleiro defende: o tiro
livre é repetido e o goleiro é
advertido verbalmente. Na
reincidência adverte com
cartão amarelo
Tiro livre indireto para a Tiro livre indireto para a
O goleiro e o chutador
equipe defensora e adverte equipe defensora e adverte
cometem uma infração ao
com cartão amarelo o com cartão amarelo o
mesmo tempo
chutador chutador
A bola não é chutada em
direção a meta adversária Tiro livre indireto para a Tiro livre indireto para a
com a intenção de marcar equipe defensora equipe defensora
diretamente

Chute não dado dentro dos Tiro livre indireto para a Tiro livre indireto para a
quatro segundos equipe defensora equipe defensora

Tiro livre indireto para a Tiro livre indireto para a


equipe defensora e adverte equipe defensora e adverte
Finta ilegal
com cartão amarelo o com cartão amarelo o
chutador chutador
Tiro livre indireto para a Tiro livre indireto para a
equipe defensora e adverte equipe defensora e adverte
Execução por um
com cartão amarelo o com cartão amarelo o
jogador não identificado
chutador infrator que não chutador infrator que não
estava identificado estava identificado
91

Lei 14
O
TIRO
PENAL
92
LEI 14 – O TIRO PENAL
Um pênalti é marcado se um jogador cometer uma infração de tiro livre direto dentro
de sua área de pênalti ou fora da quadra como parte do jogo, conforme descrito na Lei
12.

Um gol pode ser marcado diretamente de um pênalti.

1 Procedimento
A bola tem de estar parada, com parte da bola a tocar ou podendo estar sobre o
centro da marca do pênalti, e as traves, o travessão e a rede da meta não podem
estar em movimento.

O jogador que executa o pênalti deve estar claramente identificado.

O goleiro defensor deve permanecer na linha de gol, de frente para o chutador, entre
as traves, até que a bola tenha sido chutada. O goleiro não deve se comportar de
forma que distraia o chutador, por exemplo, atrasar a execução do chute ou tocar nas
traves, travessão ou rede do gol.

Os jogadores, exceto o chutador e o goleiro devem estar:


• Dentro da quadra;

• A pelo menos 5m da marca do pênalti;

• Atrás da marca do pênalti;

• Fora da área de pênalti.

Após os jogadores terem tomado posições de acordo com esta Lei, um dos árbitros
sinaliza para que o pênalti seja cobrado.

O jogador que cobra o pênalti deve chutar a bola para a frente. O chute de calcanhar é
permitido desde que a bola se mova para a frente.

Quando a bola é chutada, o goleiro defensor deve ter pelo menos parte de um pé em
contato direto com a linha de meta, ou sobre ela ou atrás da linha de meta.

A bola está em jogo quando é chutada para a frente e se move claramente.

O chutador não deve tocar a bola novamente até que ela tenha tocado em outro
jogador.

Se um pênalti for concedido quando um período estiver prestes a terminar, o período


será considerado encerrado quando o pênalti for concluído. O pênalti é considerado
concluído quando, após a bola estar em jogo, qualquer uma das seguintes situações
ocorrer:
• A bola para de se mover ou sai de jogo;
93
LEI 14 – O TIRO PENAL

• A bola é jogada por qualquer jogador, incluindo o chutador, que não seja o goleiro
defensor;

• Os árbitros interrompem o jogo por uma infração cometida pelo chutador ou por
um companheiro de equipe do chutador.

2 Infrações e sanções
Assim que os árbitros tenham sinalizado para um pênalti ser cobrado, o chute deve
ser cobrado. Se não for cobrado, um dos árbitros pode tomar medidas disciplinares
antes de sinalizar novamente para que o chute ser cobrado.

Invasão de jogadores (exceto o goleiro da equipe defensora)


• Um companheiro de equipe do jogador que cobra o pênalti é penalizado por
invasão somente se:

➢ a invasão impactou claramente o goleiro; ou

➢ o jogador invasor joga ou disputa a bola com o adversário e então marca, tenta
marcar ou cria uma oportunidade de gol.

• Um companheiro de equipe do goleiro é penalizado por invasão somente se:

➢ a invasão impactou claramente o chutador; ou

➢ o jogador invasor joga ou disputa a bola com o adversário e isso impede que os
adversários marquem, tentem marcar ou criem uma oportunidade de gol.

Se um companheiro de equipe do goleiro for penalizado por invasão, ele será


advertido verbalmente pela primeira infração no jogo e advertido com cartão por
qualquer infração subsequente no jogo.

Se, antes da bola entrar em jogo, ocorrer uma das seguintes situações, será seguido o
seguinte procedimento:
• O jogador que cobra o pênalti ou um companheiro de equipe comete uma infração:
➢ Se a bola entrar na meta, o tiro é repetido;

➢ Se a bola não entrar na meta, os árbitros param o jogo e reiniciam com um tiro
livre indireto para a equipe adversária.

Exceto ao acima exposto, nas seguintes situações, quando o jogo será interrompido e
reiniciado com um livre tiro livre indireto para a equipe adversária, independentemente
de um gol ser marcado ou não:
• Um pênalti é cobrado para trás;

• Um companheiro de equipe do chutador identificado executa o tiro: os árbitros


advertem com cartão amarelo o jogador que executou o chute;
94
LEI 14 – O TIRO PENAL

• O chutador finge chutar a bola após ter completado a corrida (é permitido fintar
durante a corrida): os árbitros advertem com cartão amarelo o chutador.

O goleiro defensor comete uma infração:


• Se a bola entrar na meta, um gol é validado;

• Se a bola não entrar na meta ou rebater no travessão ou nas traves, o tiro só será
repetido se a infração do goleiro tiver impactado claramente o cobrador;

• Se a bola for impedida de entrar na meta pelo goleiro, o tiro é repetido.

Se a infração do goleiro resultar na repetição do tiro, o goleiro será advertido


verbalmente pela primeira infração no jogo e advertido com cartão amarelo por
qualquer infração subsequente no jogo.

• Um companheiro de equipe do goleiro defensor comete uma infração:


➢ Se a bola entrar na meta, um gol é validado;

➢ Se a bola não entrar na meta, o chute é repetido. O infrator é advertido


verbalmente pela primeira infração no jogo. Se o mesmo jogador cometer qualquer
infração subsequente no jogo, ele será advertido com cartão amarelo.

• Um jogador de ambas as equipes comete uma infração, o chute é repetido, a


menos que um jogador cometa uma infração mais grave, por exemplo, finta ilegal.
Os infratores são advertidos verbalmente pela primeira infração no jogo. Se os
mesmos jogadores cometerem qualquer infração subsequente no jogo, eles são
advertidos com cartão amarelo. Se um jogador cometer uma infração mais grave,
um tiro livre indireto é concedido aos adversários e o infrator é advertido com
cartão amarelo sem aviso prévio.

• Tanto o goleiro defensor como o chutador cometem uma infração ao mesmo


tempo, o chutador é advertido com cartão amarelo e o jogo reinicia com um tiro
livre indireto para a equipe defensora.

Um adversário que obstrua o movimento do cobrador em direção à bola quando um


pênalti estiver prestes a ser cobrado deve ser advertido com cartão amarelo, mesmo
que o infrator esteja respeitando a distância mínima de 5m.

Se, após a cobrança do pênalti:


• O chutador toca na bola novamente antes que ela tenha tocado em outro jogador:
➢ Um tiro livre indireto, ou um tiro livre direto em caso de infração de mão na bola, é
concedido à equipe adversária.

• A bola é tocada por um agente externo enquanto se move para a frente:


➢ O chute é repetido, a menos que a bola esteja indo para a meta e a interferência
não impeça o goleiro defensor ou um jogador da equipe defensora de jogar a bola,
caso em que o gol é validado se a bola entrar na meta, mesmo que tenha havido
contato com a bola, a menos que a interferência tenha sido da equipe atacante.
95
LEI 14 – O TIRO PENAL

• A bola retorna para a quadra vinda do goleiro, do travessão ou das traves e é


então tocada por um agente externo:
➢ Os árbitros param o jogo;

➢ O jogo é reiniciado com uma bola ao chão na posição onde a bola tocou no agente
externo.

3 Tabela de Resumo
Resultado do pênalti
Infração A bola entra na meta A bola não entra na meta
Impacto: o pênalti é Impacto: tiro livre indireto
Invasão por jogador da repetido para a equipe defensora
equipe atacante
Sem impacto: gol Sem impacto: segue o jogo.
Impacto: pênalti é repetido
e adverte verbalmente o
jogador e a equipe
Impacto: gol
defensora;
Invasão por jogador da Na reincidência adverte
equipe defensora com cartão amarelo para
qualquer outra(s)
Sem impacto: gol
infração(ões)

Sem impacto: segue o jogo.


Impacto: pênalti é repetido Impacto: pênalti é repetido
e adverte verbalmente o e adverte verbalmente o
jogador e a equipe jogador e a equipe
defensora; defensora;
Invasão por jogador da
Na reincidência adverte Na reincidência adverte
equipe de defesa e de
com cartão amarelo para com cartão amarelo para
ataque
qualquer outra(s) qualquer outra(s)
infração(ões) infração(ões)

Sem impacto: gol Sem impacto: segue o jogo.


96
LEI 14 – O TIRO PENAL

3 Tabela de Resumo (continuação)


Resultado do pênalti
Infração A bola entra na meta A bola não entra na meta
O goleiro não defende: o
pênalti não é repetido, a
menos que o chutador é
claramente impactado.
Infração do goleiro Gol
O goleiro defende: o pênalti
é repetido e o goleiro é
advertido verbalmente. Na
reincidência adverte com
cartão amarelo.
Tiro livre indireto para a Tiro livre indireto para a
Infração simultânea do equipe defensora e equipe defensora e
goleiro e do chutador adverte com cartão adverte com cartão
amarelo o chutador amarelo o chutador
Tiro livre indireto para a Tiro livre indireto para a
Bola chutada para trás
equipe defensora equipe defensora
Tiro livre indireto para a Tiro livre indireto para a
equipe defensora e equipe defensora e
Finta ilegal
adverte com cartão adverte com cartão
amarelo o chutador amarelo o chutador
Tiro livre indireto para a Tiro livre indireto para a
equipe defensora e equipe defensora e
Execução por um adverte com cartão adverte com cartão
jogador não identificado amarelo o chutador infrator amarelo o chutador infrator
que não estava que não estava
identificado identificado
97

Lei 15
O
TIRO
LATERAL
98
LEI 15 – O TIRO LATERAL
Um tiro lateral é concedido aos adversários do jogador que tocou na bola por último
quando a bola passa completamente pela linha lateral no solo ou no ar, ou quando a
bola atinge o teto durante o jogo.

Um gol não pode ser marcado diretamente de uma cobrança de tiro lateral:
• Se a bola entrar na meta do adversário, será concedido um arremesso de meta.

• Se a bola entrar na meta do cobrador, será concedido um tiro de canto.

1 Procedimento
No momento da cobrança do tiro lateral:
• A bola deve estar parada na linha lateral no ponto onde saiu da quadra ou no
ponto mais próximo de onde tocou o teto;

• Somente o cobrador pode estar fora da quadra, exceto se de outra forma previsto
nas Leis do Jogo de Futsal, consulte a seção sobre saída autorizada da quadra em
Interpretações e Recomendações nas Diretrizes para Árbitros de Futsal e Outros
Membros da Equipe de Arbitragem do Jogo;

• Todos os adversários devem ficar a pelo menos 5m do ponto na linha de lateral


onde o tiro lateral será cobrado.

A bola está em jogo quando é chutada e se move claramente.

A bola deve ser colocada em jogo dentro de quatro segundos após a equipe estar
pronta para colocá-la em jogo ou o árbitro sinalizar que a equipe está pronta para
colocá-la em jogo.

Se o tiro lateral for cobrado e, depois de ter entrado em jogo, a bola sair da quadra por
qualquer linha lateral sem tocar em nenhum outro jogador, um tiro lateral será
concedido à equipe adversária, a ser cobrado do ponto onde a bola saiu da quadra.

Se um jogador, ao cobrar corretamente um tiro lateral, chuta a bola deliberadamente


em um adversário para jogá-la novamente, mas não de maneira imprudente, temerária
ou usando força excessiva, os árbitros permitem que o jogo continue.

O chutador não deve tocar na bola novamente até que ela tenha tocado em outro
jogador.

2 Infrações e sanções
Se, depois que a bola estiver em jogo, o cobrador tocar na bola novamente antes que
ela tenha tocado em outro jogador, um tiro livre indireto será concedido. Se o cobrador
cometer uma infração de mão na bola:
• É concedido um tiro livre direto;
99
LEI 15 – TIRO LATERAL

• Um pênalti é marcado se a infração ocorreu dentro da área de pênalti do cobrador,


a menos que o cobrador seja o goleiro, caso em que um tiro livre indireto é
marcado.

Qualquer adversário que distraia, impeça ou obstrua o cobrador de forma ilegal (o que
inclui estar a menos de 5m de distância do local onde o tiro lateral será cobrado) é
advertido com cartão amarelo por comportamento antidesportivo e, se o tiro lateral
tiver sido cobrado, um tiro livre indireto será concedido.

Se um companheiro do cobrador estiver fora da quadra quando o tiro lateral for


cobrado, um tiro lateral será concedido à equipe adversária. Se isso foi uma tentativa
de enganar um adversário ou tomar uma posição vantajosa, o jogador infrator é
advertido com cartão amarelo.

Para qualquer outra infração, inclusive se o tiro lateral não for executado dentro de
quatro segundos, um tiro lateral será concedido à equipe adversária.
100

Lei 16
O
ARREMESSO
DE META
101
LEI 16 – O ARREMESSO DE META
Um arremesso de meta é concedido quando a bola ultrapassa inteiramente a linha de
meta, no solo ou no ar, tendo tocado por último em um jogador da equipe atacante, e
o gol não é marcado.

Um gol não pode ser marcado diretamente de uma cobrança de arremesso de meta.
Se a bola entrar diretamente na meta da equipe cujo goleiro fez o arremesso de meta,
será concedido um tiro de canto aos adversários. Se a bola entrar diretamente na
meta da equipe que não cobrou o arremesso de meta, será concedido a essa equipe
um arremesso de meta.

1 Procedimento
• A bola é lançada ou solta de qualquer ponto dentro da área de pênalti pelo goleiro
da equipe defensora.

• A bola está em jogo quando é lançada ou solta e se move claramente.

• A bola deve ser colocada em jogo dentro de quatro segundos após a equipe estar
pronta para colocá-la em jogo ou o árbitro sinalizar que a equipe está pronta para
colocá-la em jogo.

• Os adversários devem estar fora da área de pênalti até que a bola esteja em jogo.

2 Infrações e sanções
Se, após a bola estar em jogo, o goleiro que cobrou o arremesso de meta tocar
novamente na bola antes que ela tenha tocado em outro jogador, será concedido um
tiro livre indireto. Se o goleiro cometer uma infração de toque de mão na bola:
• É concedido um tiro livre direto;

• Será concedido um tiro livre indireto se a infração tiver ocorrido dentro da área de
pênalti do goleiro.

Se, no momento da cobrança do arremesso de meta, algum adversário estiver dentro


da área de pênalti porque não teve tempo de sair, os árbitros permitem que o jogo
continue. Se um adversário que está na área de pênalti quando o arremesso de meta
é cobrado, ou que entra na área de pênalti antes da bola estar em jogo, toca ou
disputa a bola antes que ela esteja em jogo, o arremesso de meta é repetido.

Se um jogador entrar na área de pênalti antes da bola estar em jogo e cometer uma
falta ou sofrer uma falta de um adversário, o arremesso de meta é repetido e o infrator
poderá ser advertido com cartão amarelo ou expulso, dependendo da infração.

Se um arremesso de meta não for executado dentro de quatro segundos, um tiro livre
indireto será concedido à equipe adversária.
102
LEI 16 – O ARREMESSO DE META

Quando isto é proibido pelas regras nacionais para jovens, veterano, portadores de
deficiências e de base, se o goleiro lançar a bola diretamente ultrapassando a linha do
meio da quadra, um tiro livre indireto é concedido à equipe adversária, a ser cobrado
do local onde a bola ultrapassou a linha do meio da quadra.

Para qualquer outra infração, o arremesso de meta é repetido.


103

Lei 17
O
TIRO
DE CANTO
104
LEI 17 – O TIRO DE CANTO
Um tiro de canto é marcado quando a bola ultrapassar completamente a linha de meta
no solo ou no ar, tendo tocado por último em um jogador da equipe defensora, e o gol
não é marcado.

Um gol pode ser marcado diretamente da cobrança de um tiro de canto, mas apenas
contra a equipe adversária. Se a bola entrar diretamente na meta do cobrador, um tiro
de canto é concedido aos adversários.

1 Procedimento
• A bola deve ser colocada na área do tiro de canto mais próxima do ponto onde a
bola ultrapassou a linha de gol.

• A bola deve estar parada e ser chutada por um jogador da equipe atacante.

• A bola deve ser colocada em jogo dentro de quatro segundos após a equipe estar
pronta para colocá-la em jogo ou o árbitro sinalizar que a equipe está pronta para
colocá-la em jogo.

• A bola está em jogo quando é chutada e se move claramente. Ela não precisa sair
da área do tiro de canto.

• No momento em que a bola é colocada em jogo, somente o cobrador pode estar


fora da quadra, exceto se de outra forma previsto nas Leis do Jogo de Futsal,
consulte a seção sobre saída autorizada da quadra em Interpretações e
Recomendações nas Diretrizes Práticas para Árbitros de Futsal e Outros Membros
da Equipe de Arbitragem do Jogo.

• Os adversários devem permanecer a pelo menos 5m da área do tiro de canto até


que a bola esteja em jogo.

2 Infrações e sanções
Se, depois que a bola estiver em jogo, o cobrador tocar na bola novamente antes que
ela tenha tocado em outro jogador, um tiro livre indireto é concedido. Se o cobrador
cometer uma infração de mão:
• É concedido um tiro livre direto;

• Um pênalti é marcado se a infração ocorreu dentro da área de pênalti do cobrador,


a menos que o cobrador seja o goleiro, caso em que um tiro livre indireto é
marcado.

Se um jogador, ao cobrar corretamente um tiro de canto, chuta a bola


deliberadamente em um adversário para tocá-la novamente, mas não de forma
temerária ou imprudente ou usando força excessiva, os árbitros permitem que o jogo
continue.
105
LEI 17 – O TIRO DE CANTO

Se um companheiro de equipe do chutador estiver fora da quadra quando o tiro de


canto for cobrado, um arremesso de meta é concedido a equipe adversária. Se isso foi
uma tentativa de enganar um adversário ou tomar uma posição vantajosa, o jogador
infrator é advertido com cartão amarelo.

Para qualquer outra infração, incluindo se um tiro de canto não for cobrado em quatro
segundos ou da área do tiro de canto, o arremesso de meta será concedido à equipe
adversária.
106

PROTOCOLO
DO SUPORTE
DE VÍDEO
107
PROTOCOLO DO SUPORTE DE VÍDEO
1 Princípios
Os árbitros fazem uso do SV quando o técnico principal de uma equipe (ou, na
ausência do técnico principal, um membro da comissão técnica designado da equipe,
conforme estipulado na relação da comissão técnica da equipe) contesta uma decisão
em relação às seguintes situações:
1. Gol/não gol

2. Pênalti/não pênalti

3. Cartões vermelhos diretos (não segundas advertências)

4. Identidade equivocada

Além disso, o SV pode ser utilizado a critério dos árbitros quando houver um
desacordo entre os dois árbitros em relação a um incidente numa das situações acima
mencionadas.

O SV também pode ser usado a critério dos árbitros nas seguintes situações:

5. Se o cronômetro apresentar mau funcionamento

6. Se o cronômetro for reiniciado/parado incorretamente pelo cronometrista de acordo


com as disposições das Leis 6 e 7

7. Para verificar se um gol foi marcado

8. Para verificar se a bola entrou na meta antes do sinal acústico no final de um


período (sem prejuízo de períodos prolongados para permitir a realização de tiros
penais ou tiros livres diretos a partir da sexta falta acumulada)

Um desafio bem-sucedido significa que a decisão inicial dos árbitros é alterada,


enquanto um desafio malsucedido significa que a decisão inicial é confirmada. A
decisão inicial não muda, a menos que a filmagem da repetição mostre que um “erro
claro e óbvio” foi cometido ou ocorreu um “incidente grave não percebido”.

Não há limite para o número de desafios bem-sucedidos disponíveis para cada


equipe.

Além disso, cada equipe tem direito a um desafio malsucedido em cada metade do
jogo. Desafios não utilizados durante o primeiro tempo do jogo não podem ser levados
para o segundo tempo.

Se a prorrogação for disputada para determinar os vencedores do jogo, cada equipe


terá direito a um desafio adicional malsucedido durante a prorrogação. Desafios não
utilizados durante a segunda parte do jogo não podem ser levados para a
prorrogação.
108
PROTOCOLO DO SUPORTE DE VÍDEO

Se os tiros de pênaltis (disputa de pênaltis) forem cobrados para determinar os


vencedores do jogo, cada equipe terá direito a um desafio adicional malsucedido
durante os pênaltis (disputa de pênaltis). Desafios não utilizados durante o jogo não
podem ser transferidos para os pênaltis (disputa de pênaltis).

Os árbitros revisarão as imagens da repetição diretamente (revisão dos árbitros – RA)


e o árbitro tomará a decisão final.

Os árbitros devem permanecer “visíveis” durante a RA para garantir a transparência.

Se o jogo continuar após um incidente que será então revisado, qualquer ação
disciplinar tomada/exigida durante o período pós-incidente não será cancelada,
mesmo que a decisão inicial seja alterada (exceto uma aplicação de cartão amarelo
por interromper ou interferir em um ataque promissor ou uma expulsão por evitar uma
oportunidade clara de gol).

O período de jogo antes e depois de um incidente que pode ser revisto é determinado
por este protocolo.

2 Decisões/incidentes passíveis de revisão


As categorias de decisão/incidente que podem ser revisadas por meio de um desafio
são:
1. Gols

1.1 Infrações da equipe atacante na preparação ou marcação do gol (por exemplo,


mão na bola, falta, etc.);

1.2 Bola fora de jogo antes do gol;

1.3 Situações de gol/não gol.

2. Incidentes na área de pênalti

2.1 Infração de pênalti não marcado

2.2 Pênalti concedido incorretamente

2.3 Infração da equipe atacante na preparação para o possível pênalti (por exemplo,
mão na bola, falta, etc.)

2.4 Localização da infração (dentro ou fora da área de pênalti)

2.5 Bola fora de jogo antes da infração

3. Cartões vermelhos diretos (não segundas advertências)

3.1 Evitar uma oportunidade clara de gol;


109
PROTOCOLO DO SUPORTE DE VÍDEO

3.2 Jogo brusco grave (uso excessivo de força);

3.3 Conduta violenta, morder ou cuspir em outra pessoa;

3.4 Ações ofensivas, insultantes ou abusivas.

4. Identidade equivocada (cartões vermelhos ou amarelos)

Se os árbitros penalizarem uma infração e depois aplicarem um cartão amarelo ou


vermelho ao jogador errado da equipe infratora (penalizada), a identidade do infrator
pode ser revisada. A infração em si não pode ser revisada a menos que esteja
relacionada a um gol, pênalti ou cartão vermelho direto.

O SV também pode ser usado a critério dos árbitros quando houver um desacordo
entre os dois árbitros em relação a um incidente em uma das categorias acima
mencionadas e em relação aos seguintes incidentes:
1. Se o cronômetro apresentar mau funcionamento, para determinar como o tempo
deve ser corrigido;

2. Se o cronômetro for reiniciado/parado incorretamente pelo cronometrista, de


acordo com as disposições das Leis 6 e 7;

3. Para verificar se um gol foi marcado;

4. Para verificar se a bola entrou na meta antes do sinal acústico no final de um


período (salvo a exceção dos períodos prolongados para permitir a conclusão de
pênaltis ou tiro livre a partir da 6ª falta acumulada).

3 Aspectos práticos
O uso do SV durante um jogo de futsal envolve os seguintes aspectos práticos:
1. Em princípio, as câmeras a serem usadas devem ser capazes de cobrir toda a
quadra, o relógio principal, os gols e ambas as áreas de pênaltis. Isso significa que
pelo menos quatro câmeras são necessárias: uma para cada área de pênalti
(incluindo a linha de gol), uma para o relógio principal e uma para toda a quadra.

2. O operador de repetição (OR) tem acesso independente e controle de reprodução


de todas as imagens transmitidas de TV.

3. A área de revisão do árbitro (ARA) é onde os árbitros revisam as imagens da


repetição antes que a decisão final seja tomada. Ela deve estar localizada perto da
quadra e sua localização deve ser claramente identificada.

4. Dois monitores devem estar disponíveis dentro da área de revisão do árbitro


(ARA):

• Um monitor para o OR, que auxilia os árbitros durante a revisão das imagens da
repetição;
110
PROTOCOLO DO SUPORTE DE VÍDEO

• Um monitor voltado para a quadra para os árbitros revisarem as imagens da


repetição.

5. O OR auxilia os árbitros durante a revisão, mostrando as imagens solicitadas pelos


árbitros (por exemplo, diferentes ângulos de câmera, ajustando a velocidade do
replay, etc.) no monitor dos árbitros.

6. O OR deverá passar por treinamento especial, incluindo familiarização com as Leis


do Jogo do Futsal, e obter a certificação necessária.

7. Se a tecnologia apresentar mau funcionamento e não houver equipamento


sobressalente aprovado disponível, o SV não poderá ser usado. Ambas as equipes
devem ser informadas imediatamente.

8. Como a certificação é necessária para atuar como OR, um OR que não puder
começar ou continuar o jogo só pode ser substituído por alguém qualificado para a
função. Se nenhum substituto qualificado for encontrado, o jogo deve ser
disputado/continuar sem o uso de SV e ambas as equipes devem ser informadas
imediatamente.

4 Procedimentos
Decisão inicial
Os árbitros devem sempre tomar uma decisão inicial (incluindo tomar qualquer ação
disciplinar necessária) como se não houvesse SV (exceto em casos de incidentes
graves perdidos).

Desafio ou decisão dos árbitros para realizar uma revisão


1. Para contestar uma decisão, o treinador principal (ou, na sua ausência, um
membro da comissão técnica designado conforme estipulado na relação da
equipe) deve imediatamente:
• Girar o dedo no ar; e

• Informar o terceiro ou quarto árbitro sobre sua solicitação de revisão.

2. O terceiro árbitro ou quarto árbitro informará os árbitros do desafio através do


sistema de comunicação e levantando uma “placa”.

3. Alternativamente, quando aplicável, os árbitros podem decidir realizar uma revisão


a seu critério.

4. Se o jogo já tiver parado, os árbitros atrasam o reinício para realizar a revisão.

5. Se o jogo ainda não tiver parado, os árbitros interrompem o jogo quando a bola
estiver em uma zona/situação neutra, ou seja, quando nenhuma das equipes tiver
uma boa oportunidade de ataque.

6. Em todos os casos, os árbitros devem indicar que uma revisão ocorrerá mostrando
claramente o “sinal de TV” (contorno de uma tela de TV).
111
PROTOCOLO DO SUPORTE DE VÍDEO

Revisão
1. Os árbitros vão a ARA para ver as imagens da repetição. A revisão será realizada
por ambos os árbitros, mas o árbitro principal tomará a decisão final.

2. Durante o RA, os demais árbitros supervisionarão o que está acontecendo na


quadra e dentro da área técnica.

3. Jogadores, substitutos ou membros de comissões técnicas que entrarem na ARA


ou tentarem influenciar a RA ou a decisão final será advertido com cartão.

4. Os árbitros podem solicitar diferentes ângulos de câmera/velocidades da repetição,


mas, em geral, repetições em câmera lenta devem ser usadas apenas para fatos,
por exemplo, a posição de uma infração ou jogador, o ponto de contato para
infrações físicas e toque de mão, ou se a bola estava fora de jogo (inclusive em
situações de gol/não gol). A velocidade normal deve ser usada para a intensidade
de uma infração ou para decidir se foi uma infração de toque de mão.

5. Para decisões/incidentes relacionados a gols, pênalti/não pênalti e cartões


vermelhos para oportunidade clara de gol, pode ser necessário revisar a fase de
ataque do jogo (FAJ) que levou diretamente à decisão/incidente. Isso pode incluir
como o time atacante ganhou a posse de bola em jogo.

6. Para outras infrações sancionadas com cartão vermelho (jogo brusco grave ou
conduta violenta), incidentes de cronômetro e identidade equivocada, apenas o
incidente é analisado.

7. As Leis do Jogo de Futsal não permitem que decisões de reinício sejam alteradas
se o jogo tiver reiniciado. No entanto, para efeitos do sistema SV, após uma
contestação imediata, um incidente ainda pode ser revisado e a decisão inicial
alterada, mesmo se o jogo já tiver sido reiniciado.

8. O processo de revisão deve ser concluído da forma mais eficiente possível, mas a
precisão da decisão final é mais importante do que a velocidade. Por esse motivo,
e porque algumas situações são complexas, com várias decisões/incidentes
passíveis de revisão, não existe limite de tempo para o processo de revisão.

Decisão final e reinício


1. O árbitro principal é a única pessoa que pode tomar a decisão final.

2. Quando a RA for concluída, o árbitro principal deve mostrar o sinal de TV e


comunicar a decisão final em frente à mesa do cronometrista e, se necessário, aos
treinadores de ambas as equipes.

3. O árbitro então tomará/alterará/revogará qualquer ação disciplinar (quando


apropriado) e reiniciará o jogo de acordo com as Leis do Jogo de Futsal.

4. Se a decisão inicial for anulada ou um incidente grave não identificado for


detectado, o jogo será reiniciado de acordo com as Leis do Jogo de Futsal.
112
PROTOCOLO DO SUPORTE DE VÍDEO

5. Se a decisão inicial não for anulada, o jogo será reiniciado:


• de acordo com a decisão inicial se o jogo já estivesse parado; ou

• com uma bola ao chão se o jogo foi interrompido pelos árbitros para realizar a RA.

6. Se a decisão inicial for anulada ou um incidente grave não registrado for


identificado, o momento em que o incidente ocorreu é relevante. O árbitro deve
informar ao cronometrista o tempo correto para que o cronômetro possa ser
ajustado.

7. Se a RA estiver relacionado a um incidente com cronômetro, o árbitro deve


informar ao cronometrista o tempo correto para que o cronômetro possa ser
ajustado.

8. Quando os árbitros estiverem prontos para reiniciar o jogo, o cronometrista pode


reiniciar o cronômetro a partir do tempo recém-ajustado.

Validade do jogo
Em princípio, um jogo não é anulado por causa de um ou mais motivos:
1. Mau funcionamento da tecnologia;

2. Decisões erradas envolvendo o SV;

3. Decisões de não rever um incidente; ou

4. Revisões de uma situação não passível de revisão.


113

DIRETRIZES
PRÁTICAS PARA
ÁRBITROS DE FUTSAL
E OUTROS MEMBROS
DA EQUIPE DE
ARBITRAGEM
DO JOGO
114
ÍNDICE PÁGINA

SINALIZAÇÃO 115

POSICIONAMENTO 129

INTERPRETAÇÕES E RECOMENDAÇÕES 143

TERMOS DO FUTSAL 162

TERMOS DO ÁRBITRO 170


115

SINALIZAÇÃO
116
SINALIZAÇÃO
Sinais do árbitro e dos outros membros da equipe de arbitragem do jogo
Os árbitros devem dar os sinais detalhados abaixo, tendo em mente que a maioria dos
sinais precisa ser feito apenas por um dos árbitros, mas um sinal deve ser feito por
ambos os árbitros ao mesmo tempo.

Os árbitros assistentes devem dar os sinais para um tempo técnico e a quinta falta
acumulada.

1. Sinais de pelo menos um dos árbitros

Início/reinício do jogo

Tiro livre direto/pênalti (Opção 1) (Opção 2)


117
SINALIZAÇÃO

Tiro lateral (Opção 1) (Opção 2)

Tiro de canto (Opção 1) (Opção 2)

Arremesso de meta (opção 1) (Opção 2)


118
SINALIZAÇÃO

CONTAGEM DE QUATRO SEGUNDOS

(Etapa I) (Etapa II)

(Etapa III) (Etapa IV)

(Etapa V)
119
SINALIZAÇÃO

Pelo menos um dos árbitros deve mostrar claramente a contagem de quatro


segundos:
• Nas seguintes reinicializações:
➢ Tiro de canto;

➢ Tiro lateral;

➢ Arremesso de meta;

➢ Cobranças de falta direta ou indireta, incluindo a sexta falta acumulada;

• Quando o goleiro controla a bola em sua própria metade da quadra.

Os árbitros não contam quatro segundos para os seguintes reinícios:


• Tiros de saída;

• Pênaltis.

Quinta falta acumulada

Tempo técnico
120
SINALIZAÇÃO

Vantagem após falta Vantagem após falta


para tiro livre direto para tiro livre indireto

Advertência (cartão amarelo) Expulsão (cartão vermelho)


121
SINALIZAÇÃO

Falta acumulada: sinal a ser feito ao cronometrista e ao terceiro árbitro após a


vantagem ter sido aplicada e a bola ficar fora de jogo.

(Etapa I) (Etapa II)


Rodando os antebraços, 3 voltas completas
um sobre o outro

(Etapa III: duas opções)


Indicando o número de faltas a registrar e o lado
da área técnica da equipe infratora
122
SINALIZAÇÃO

Número de jogadores – 1 Número de jogadores – 2

Número de jogadores – 3 Número de jogadores – 4

Número de jogadores – 5 Número de jogadores – 6


123
SINALIZAÇÃO

Número de jogadores – 7 Número de jogadores – 8

Número de jogadores – 9 Número de jogadores – 10

Número de jogadores – 11 Número de jogadores – 12


124
SINALIZAÇÃO

Número de jogadores – 13 Número de jogadores – 14

Número de jogadores – 15
125
SINALIZAÇÃO

Número de jogadores – 30 (Etapa 1) (Etapa 2)

Número de jogadores – 52 (Etapa 1) (Etapa 2)

Número de jogadores – 60 (Etapa 1) (Etapa 2)


126
SINALIZAÇÃO

Número de jogadores – 84 (Etapa 1) (Etapa 2)

Número de jogadores – 90 (Etapa 1) (Etapa 2)

Número de jogadores – 96 (Etapa 1) (Etapa 2)


127
SINALIZAÇÃO

Número do jogador autor (Etapa II)


do gol contra (Passo I)

Um dos árbitros indica primeiro o número do jogador que fez o gol contra e na
sequência aponta para a área técnica da equipe que sofreu o gol.

2. Sinal a ser executado por ambos os árbitros, em simultâneo

Tiro livre indireto

Apenas um dos árbitros deve fazer os sinais característicos quando um tiro livre
é marcado
128
SINALIZAÇÃO

3. Sinais dos árbitros assistentes

Tempo técnico Quinta falta acumulada

O terceiro ou quarto árbitro sinaliza após um gol ser marcado quando eles estão
monitorando a linha de gol da equipe atacante

(Etapa I) (Etapa II)


129

POSICIONAMENTO
130
POSICIONAMENTO
1. Posicionamento com bola em jogo
Recomendações:
• O jogo deve ser entre o árbitro e o segundo árbitro.

• Os árbitros devem usar um sistema diagonal.

• Ficar do lado de fora e paralelo à linha lateral da quadra torna mais fácil manter a
jogada e o outro árbitro dentro do campo de visão de cada árbitro.

• O árbitro mais próximo da jogada, a "área de ação", ou seja, o local onde a bola
está localizada em um dado momento, deve estar dentro do campo de visão do
outro árbitro, e este último deve se concentrar em controlar a "área de influência",
o local onde a bola não está localizada naquele momento, mas onde é provável
que ocorra uma infração ou falta.

• Um dos árbitros deve estar perto o suficiente para ver o jogo sem interferir nele.

• Os árbitros só entram na quadra para ter uma visão melhor da jogada.

• “O que precisa ser visto” nem sempre está nas proximidades da bola. Os árbitros
devem prestar atenção a:
➢ confrontos individuais agressivos entre jogadores sem a bola;

➢ possíveis infrações na área de pênalti para onde o jogo se dirige;

➢ infrações ocorridas após a bola ter sido jogada;

➢ a próxima fase do jogo.

2. Posicionamento geral durante o jogo


É recomendado que um dos árbitros esteja alinhado com, ou atrás do penúltimo
jogador da equipe defensora ou da bola, se ela estiver mais próxima da linha de meta
do que o penúltimo jogador da equipe defensora.

Os árbitros devem sempre ficar de frente para a quadra. Um dos árbitros deve
controlar a área de ação e o outro árbitro deve controlar a área de influência.

3. Goleiro liberando a bola


Um dos árbitros deve posicionar-se alinhado com o goleiro e verificar se este não toca
na bola uma segunda vez após colocá-la em jogo ou com as mãos ou braços fora da
área de pênalti, cronometrando também o número de segundos em que o goleiro fica
de posse da bola.

A mesma posição deve ser tomada por um dos árbitros para um arremesso de meta.
A contagem de quatro segundos começará se o goleiro estiver dentro de sua própria
área de pênalti. Um goleiro que estiver fora de sua própria área de pênalti pode ser
advertido com cartão amarelo por atrasar o reinício do jogo.
131
POSICIONAMENTO

Após o goleiro soltar a bola, os árbitros assumem posições adequadas para controlar
o jogo.

4. Situações de “gol/não gol”


Quando um gol for marcado e não houver dúvidas sobre a decisão, o árbitro e o
segundo árbitro devem fazer contato visual e o árbitro mais próximo da mesa do
cronometrista deve aproximar-se do cronometrista e do terceiro árbitro para comunicar
o número do jogador que marcou o gol com o sinal obrigatório.

Se um gol foi marcado, mas o jogo continuou porque a situação não estava clara, o
árbitro mais próximo do gol apita para chamar a atenção do outro árbitro e, então o
árbitro mais próximo da mesa do cronometrista se aproxima do cronometrista e do
terceiro árbitro para comunicar o número do jogador que marcou o gol com o sinal
obrigatório.

Quando uma equipe estiver jogando com um goleiro linha, o terceiro árbitro deve
auxiliar os árbitros em quadra, posicionando-se na linha de meta da equipe que estiver
jogando com o goleiro linha, para ter uma melhor visão das situações de gol ou não.

5. Posicionamento em situações de bola fora de jogo


A melhor posição é aquela da qual os árbitros podem tomar a decisão certa e ter a
visão ideal do jogo e dos jogadores. Todas as recomendações sobre posicionamento
são baseadas em probabilidades, que devem ser ajustadas usando informações
específicas sobre as equipes, os jogadores e outros acontecimentos do jogo até
aquele momento.

6. Posicionamento em cenários específicos

1. Posicionamento – tiro de saída


Em cada tiro inicial, um dos árbitros deve estar situado na mesma linha lateral onde
estão localizadas as zonas de substituição, a 1m da linha do meio de quadra do lado
da equipe que executa o tiro inicial, para verificar se o tiro inicial é executado de
acordo com o procedimento estabelecido.

O outro árbitro deve estar na outra linha lateral, alinhado com o penúltimo jogador da
equipe que não executa o tiro de saída.
132
POSICIONAMENTO

2. Posicionamento – arremesso de meta


1. Um dos árbitros deve primeiro verificar se a bola está dentro da área de pênalti. Se
a bola não estiver dentro da área, os árbitros podem iniciar a contagem dos quatro
segundos se considerarem que o goleiro está pronto para cobrar o arremesso de
meta ou está atrasando para pegar a bola por razões táticas.

2. Quando a bola está dentro da área de pênalti, um dos árbitros deve posicionar-se
em linha com o goleiro para verificar se este está pronto para colocar a bola em
jogo e se os jogadores da equipe adversária estão fora da área de pênalti. Os
árbitros então sinalizam a contagem de quatro segundos, a menos que ela já tenha
começado de acordo com o ponto anterior.

3. Por fim, qualquer dos árbitros em quadra que supervisionou cobrança do


arremesso de meta deve assumir uma posição adequada para controlar o jogo, o
que é prioritário em todos os casos.

3. Posicionamento – tiro de canto (1)


Em um tiro de canto, o árbitro mais próximo do local do chute se posiciona na linha
lateral, a uma distância de aproximadamente 5m do arco do tiro de canto onde o chute
será feito. Dessa posição, esse árbitro deve verificar se a bola está corretamente
posicionada dentro da área do tiro de canto e se os jogadores da equipe defensora
estão a pelo menos 5m de distância do arco do tiro de canto. O outro árbitro se
posiciona na mesma extremidade da quadra, mas do outro lado, na interseção da
linha lateral com a linha de meta. Dessa posição, este árbitro observa a bola e o
comportamento dos jogadores.
133
POSICIONAMENTO

4. Posicionamento – tiro de canto (2)

5. Posicionamento – tiro livre (1)


Em um tiro livre, o árbitro mais próximo se posiciona em linha com o local de onde o
tiro deve ser executado e verifica se a bola está posicionada corretamente, além de
observar os jogadores para a invasão enquanto o tiro está sendo executado. O outro
árbitro deve se posicionar em linha com o penúltimo jogador da equipe defensora ou
na linha de meta, o que é uma prioridade em todos os casos. Ambos os árbitros
devem estar prontos para seguir a trajetória da bola e correr ao longo das linhas
laterais em direção aos cantos da quadra, se um tiro livre direto for executado em
direção ao gol e eles não estiverem alinhados com a linha de meta.

6. Posicionamento – tiro livre (2)


134
POSICIONAMENTO

7. Posicionamento – tiro livre (3)

8. Posicionamento – tiro livre (4)

9. Posicionamento – tiro penal


Um dos árbitros se posiciona em linha com a marca de pênalti a uma distância
aproximada de 5m e verifica se a bola está posicionada corretamente, identifica o
chutador e observa os jogadores para verificar se há invasão enquanto o chute está
sendo executado. Este árbitro não ordena que o chute seja executado até que tenha
sido verificado se as posições de todos os jogadores estão corretas, e pode ser
auxiliado pelo outro árbitro, se necessário. O outro árbitro deve estar posicionado na
interseção da linha de meta com a área de pênalti e verificar se a bola entra na meta.
Se o goleiro defensor cometer uma infração relevante de acordo com a Lei 14 e um
gol não for marcado, este árbitro deve apitar para ordenar que o pênalti seja repetido.
135
POSICIONAMENTO

10. Posicionamento – tiro livre direto da marca de 10m


Um dos árbitros se posiciona em linha com a marca de 10m, identifica o chutador e
observa os jogadores para verificar se há invasão enquanto o chute está sendo
executado. Este árbitro não ordena que o chute seja executado até que tenha sido
verificado se as posições dos jogadores estão corretas e a bola está devidamente
colocada, e pode ser auxiliado pelo outro árbitro, se necessário. O outro árbitro deve
posicionar-se na interseção da linha de meta com a área de pênalti e verificar se a
bola entra na meta. Se o goleiro defensor cometer uma infração relevante de acordo
com a Lei 13 e um gol não for marcado, este árbitro deve apitar para ordenar a
repetição do tiro livre sem direito a formação de “barreira”.

O terceiro árbitro posiciona-se alinhado com a marca dentro da área de pênalti


indicando a distância mínima de 5m da marca de 10m que deve ser respeitada pelo
goleiro, conforme mencionado na Lei 1.

11. Posicionamento – tiro livre sem “barreia” fora da marca de 10m (1)
Um dos árbitros se posiciona em linha com a bola, verifica se a bola está posicionada
corretamente, identifica o chutador e observa os jogadores para ver se há invasão
enquanto o chute está sendo dado. Este árbitro não ordena que o chute seja dado até
que tenha sido verificado se as posições dos jogadores estão corretas e pode ser
auxiliado pelo outro árbitro, se necessário.

O outro árbitro deve estar posicionado na interseção da linha de meta com a área de
pênalti e verificar se a bola entra na meta. Se o goleiro defensor cometer uma infração
relevante de acordo com a Lei 13 e um gol não for marcado, este árbitro deve apitar
para ordenar a repetição do tiro livre sem direito a formação “barreira”.
136
POSICIONAMENTO

12. Posicionamento – tiro livre sem “barreia” fora da marca de 10m (2)

13. Posicionamento – tiro lateral (1)

14. Posicionamento – tiro lateral (2)


137
POSICIONAMENTO

15. Posicionamento – tiro lateral (3)

16. Posicionamento – tiro lateral (4)

17. Posicionamento – tiro lateral (5)


Em um tiro lateral próximo ao arco do tiro de canto a favor da equipe atacante, o
árbitro mais próximo do ponto onde o tiro lateral deve ser executado permanece a
uma distância aproximada de 5m. Desta posição, este árbitro verifica se o tiro lateral é
executado de acordo com o procedimento e se os jogadores da equipe defensora
estão a pelo menos 5m do ponto de onde o tiro lateral deve ser executado. O outro
árbitro se posiciona na mesma extremidade da quadra, mas do outro lado, na
interseção da linha lateral e da linha de meta. Desta posição, este árbitro observa a
bola e o comportamento dos jogadores.
138
POSICIONAMENTO

18A. Posicionamento – pênaltis (disputa de pênaltis) para determinar os


vencedores de um jogo ou um empate em casa e fora (sem quarto árbitro)
O árbitro principal deve estar localizado na linha de meta a aproximadamente 2m do
gol. Sua função principal será verificar se a bola ultrapassou a linha de meta e se o
goleiro cumpre os requisitos da Lei 14.

Quando estiver claro que a bola ultrapassou a linha de meta, o árbitro deve fazer
contato visual com o segundo árbitro para verificar se nenhuma infração foi cometida.

O segundo árbitro se posiciona em linha com a marca do pênalti, a uma distância


aproximada de 3m, para verificar se a bola e o goleiro da equipe do chutador estão
posicionados corretamente. O segundo árbitro apita para que o tiro seja dado.

O terceiro árbitro se posiciona no círculo central para controlar os demais jogadores


elegíveis restantes e os substitutos de ambas as equipes.

O cronometrista se posiciona na mesa do cronometrista e garante que todos os


jogadores excluídos da cobrança de pênalti e os membros das comissões técnicas
das equipes se comportem corretamente, além de zerar o placar para 0 X 0 e registrar
o resultado dos pênaltis no placar.

Todos os árbitros anotam os pênaltis executados e o número dos jogadores que os


executaram.

18 B. Posicionamento – tiros livres da marca de pênalti para determinar os


vencedores de um jogo ou empate em casa e fora (com um quarto árbitro)
Se um quarto árbitro for nomeado, as posições dos árbitros do jogo são as seguintes:

O árbitro principal se posiciona na linha de meta a aproximadamente 2m da meta. A


principal função do árbitro é verificar se a bola ultrapassa a linha de meta e se o
goleiro cumpre os requisitos da Lei 14.

Quando estiver claro que a bola ultrapassou a linha de meta, o árbitro deve fazer
contato visual com o segundo e o terceiro árbitros para verificar se nenhuma infração
foi cometida.
139
POSICIONAMENTO

O segundo árbitro se posiciona em linha da marca do pênalti, a uma distância


aproximada de 3m, para verificar se a bola e o goleiro da equipe do chutador estão
posicionados corretamente. O segundo árbitro apita para que o tiro seja dado.

O terceiro árbitro se posiciona na linha de meta a aproximadamente 2m da meta, do


lado oposto ao árbitro. A principal função do terceiro árbitro é verificar se a bola
ultrapassa a linha de meta e auxiliar o árbitro se necessário.

O quarto árbitro se posiciona no círculo central para controlar os jogadores elegíveis


restantes e os substitutos de ambas as equipes.

O cronometrista ocupa uma posição na mesa do cronometrista e assegura que os


jogadores excluídos de executar um tiro e os membros da comissão técnica de equipe
se comportem corretamente, além de repor o marcador em 0-0 e registar o resultado
dos pontapés no marcador.

Todos os árbitros anotam os pênaltis executados e o número dos jogadores que os


executaram.

19. Posicionamento – troca de lado pelos árbitros em quadra


Os árbitros podem mudar os lados da quadra se considerarem que isso impactará
positivamente no jogo. No entanto, os árbitros devem ter em mente o seguinte:
• Eles não devem mudar de lado quando a bola estiver em jogo.

• Em princípio, eles só devem mudar de lado quando o árbitro do lado do banco


mostra um cartão amarelo ou vermelho ou tomar qualquer outra decisão crucial
que pode levar a críticas ou divergências por parte de uma ou mais das equipes.

• O árbitro que mostra o cartão amarelo ou vermelho normalmente decide se muda


de lado ou não.

• O árbitro que está do lado do banco após a troca de lado sempre sinaliza o
reinício.
140
POSICIONAMENTO

• Os árbitros podem retornar aos seus lados “normais” quando o jogo permitir.

Exemplos:

1. O árbitro próximo ao banco apita uma falta.

2. O árbitro que apitou dirige-se ao local onde a falta foi cometida para mostrar
um cartão amarelo ou vermelho.

3. O outro árbitro vai até o local onde foi cometida a falta para ajudar a
controlar a situação (os jogadores e a bola).
141
POSICIONAMENTO

4. O árbitro que mostrou o cartão amarelo ou vermelho vai em direção à mesa


do cronometrista para informar aos demais árbitros o número do jogador
infrator. O sinal deve ser feito da linha do meio da quadra, a
aproximadamente 5m da mesa do cronometrista.

5. Os árbitros reiniciam o jogo mudando de lado. O jogo é reiniciado pelo


árbitro que agora está do lado do banco apitando.

20. Posicionamento – terceiro ou quarto árbitro quando uma ou mais equipes


jogam com um goleiro linha
Quando uma equipe joga com um goleiro linha, o terceiro ou quarto árbitro controla a
linha de meta dessa equipe quando ele está atacando. Se um gol for marcado no gol
do goleiro linha, o terceiro ou quarto árbitro informa os outros árbitros usando o sinal
aprovado.
142
POSICIONAMENTO

Se ambas as equipes jogarem com um goleiro linha e um terceiro árbitro e um quarto


árbitro estiverem disponíveis, o terceiro árbitro deverá controlar a linha de meta de
uma equipe e o quarto árbitro deverá controlar a outra linha de meta.
143

INTERPRETAÇÕES
E
RECOMENDAÇÕES
144
INTERPRETAÇÕES E RECOMENDAÇÕES
LEI 3 – Os jogadores
Se um jogador que está fora da quadra com a permissão de um dos árbitros, e que
não tenha sido substituído, entra novamente na quadra sem a permissão de um dos
árbitros e comete outra infração passível de advertência com cartão amarelo, o
jogador deve ser expulso por duas infrações passíveis de advertência, por exemplo,
se o jogador entra sem a permissão de um dos árbitros e, em seguida, derruba um
adversário de maneira temerária. Se essa infração for cometida com uso de força
excessiva, o jogador é expulso diretamente.

Um jogador que acidentalmente ultrapassa uma das linhas limites da quadra e/ou que
deixa a quadra como parte de um movimento de jogo não é considerado como tendo
cometido uma infração.

Suplentes
Se um substituto entrar em quadra violando o procedimento de substituição ou fizer
com que uma equipe jogue com um jogador extra, os árbitros, auxiliados pelos outros
árbitros do jogo, devem seguir às seguintes diretrizes:
• Pare o jogo, embora não imediatamente, se a vantagem puder ser aplicada.

• Advertir o substituto por comportamento antidesportivo se a equipe jogar com um


jogador a mais ou por violar o procedimento de substituição se a substituição não
tiver sido feita corretamente.

• O substituto deve deixar a quadra na próxima interrupção do jogo, caso não o


tenha feito antes, seja para completar o procedimento de substituição, se a
infração foi por esse motivo, seja para se deslocar para a área técnica, se a equipe
estava jogando com um jogador a mais.

• Se os árbitros aplicarem a vantagem:


➢ devem interromper o jogo quando a equipe do substituto estiver na posse da bola
e reiniciá-lo com um tiro livre indireto para a equipe adversária, a ser executado na
posição em que a bola estava quando o jogo foi interrompido, salvo se o jogo tiver
sido interrompido com a bola dentro da área de pênalti (ver Lei 13);

➢ se a equipe do substituto cometer uma infração punível com um tiro livre indireto,
um tiro livre direto ou um pênalti, ou o substituto interferir no jogo, eles devem
sancionar a equipe do substituto concedendo o reinício para a equipe adversária.
Se necessário, eles também tomam as medidas disciplinares correspondentes à
infração cometida;

➢ e então parar o jogo porque os adversários da equipe do substituto cometeram


uma infração ou porque a bola saiu de jogo, eles devem reiniciar o jogo com um
tiro livre indireto para os adversários da equipe do substituto. Se necessário, eles
também tomam as medidas disciplinares correspondentes à infração cometida.

• Se um substituto designado entrar em quadra em vez de um jogador designado no


início do jogo e os árbitros ou outros árbitros do jogo não forem informados desta
mudança:
145
INTERPRETAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

➢ os árbitros permitem que o substituto designado continue o jogo;

➢ nenhuma ação disciplinar poderá ser tomada contra o substituto designado;

➢ os árbitros relatam o incidente às autoridades competentes.

• Se um substituto cometer uma infração que pode resultar em expulsão antes de


entrar em quadra, o número de jogadores da equipe não será reduzido e outro
substituto ou o jogador que seria substituído poderá entrar em quadra.

Saída autorizada da quadra


Além de uma substituição normal, um jogador pode deixar a quadra sem a permissão
do árbitro ou do segundo árbitro nas seguintes situações:
➢ como parte de um movimento de jogo em que o jogador retorna imediatamente a
quadra, ou seja, para jogar a bola ou driblar um adversário. No entanto, não é
permitido sair da quadra e se mover para trás de uma das metas ou ao longo da
linha lateral antes de entrar novamente em quadra com o objetivo de enganar os
adversários ou assumir uma posição vantajosa. Se isso acontecer, os árbitros
param o jogo se não puderem aplicar a vantagem. Se ele pararem o jogo, eles
devem reiniciá-lo com um tiro livre indireto. O jogador é advertido com cartão
amarelo por comportamento antidesportivo.

➢ devido a lesão. O jogador precisa da permissão de um dos árbitros para retornar a


quadra caso o jogador não tenha sido substituído. Se o jogador estiver com
sangramento, ele só poderá voltar a entrar em quadra após cessar o sangramento,
e o jogador deve ser inspecionado pelos árbitros ou um dos outros árbitros do
jogo.

➢ para corrigir ou recolocar seu equipamento. O jogador precisa da permissão de um


dos árbitros para retornar a quadra se o jogador não tiver sido substituído, e os
árbitros ou um dos outros árbitros do jogo devem verificar o equipamento antes
que o jogador retorne à partida.

Saída não autorizada da quadra


Se um jogador deixar a quadra sem a permissão de um dos árbitros e por motivos não
permitidos pelas Leis do Jogo de Futsal, o cronometrista ou o terceiro árbitro soa o
sinal acústico para informar aos árbitros se a vantagem não pode ser aplicada. Se for
necessário interromper o jogo, os árbitros sancionam a equipe do jogador infrator
concedendo um tiro livre indireto à equipe adversária. Se a vantagem for aplicada, o
cronometrista ou o terceiro árbitro deve soar o sinal acústico na próxima interrupção
do jogo. O jogador é advertido com cartão amarelo por deixar a quadra sem a
permissão de um dos árbitros.

Número mínimo de jogadores


Embora um jogo não possa começar se qualquer uma das equipes tiver menos de três
jogadores, o número mínimo de jogadores, incluindo substitutos, necessário para um
jogo fica a critério das associações nacionais de futsal.
146
INTERPRETAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

Um jogo não pode ser reiniciado se qualquer uma das equipes tiver menos de três
jogadores. No entanto, se uma equipe tiver menos de três jogadores porque um ou
mais jogadores deixaram a quadra deliberadamente, os árbitros não são obrigados a
interromper o jogo imediatamente e a vantagem pode ser aplicada. Em tais casos, os
árbitros não devem reiniciar o jogo após o jogo ter sido interrompido se uma equipe
não tiver o número mínimo de três jogadores.

Bebidas hidratantes
Os árbitros permitem que os jogadores se hidratem durante os tempos técnicos ou
durante uma paralização do jogo, mas somente fora da quadra, para não molhar o
piso. Não é permitido jogar bolsas ou qualquer outro recipiente contendo líquidos para
dentro da quadra.

Jogadores expulsos
Se um jogador de quadra cometer uma infração que resulte em expulsão durante o
intervalo ou antes do início de qualquer período da prorrogação, o time infrator inicia o
próximo período com um jogador a menos em quadra.

LEI 5 – Os árbitros
Poderes e deveres
O futsal é um esporte competitivo e os árbitros devem entender que o contato físico
entre os jogadores é normal e uma parte aceitável do jogo. No entanto, se os
jogadores não respeitarem as Leis do Jogo de Futsal e o espírito do fair play, os
árbitros devem tomar as medidas adequadas para garantir que as mesmas sejam
respeitadas.

Os árbitros têm o poder de advertir ou expulsar jogadores ou membros de comissão


técnica de equipe durante o intervalo e após o término do jogo, bem como durante a
prorrogação e os pênaltis.

Vantagem
Os árbitros podem usar a vantagem sempre que ocorrer uma infração e as Leis do
Jogo de Futsal não proíbem explicitamente que a vantagem seja aplicada. Por
exemplo, se o goleiro decidir executar rapidamente um arremesso de meta com os
adversários dentro da área de pênalti, a vantagem pode ser aplicada. No entanto, a
vantagem não pode ser aplicada quando um tiro lateral é executado incorretamente.

A aplicação da vantagem não é permitida para uma infração de acordo com a regra
dos quatro segundos, a menos que a infração seja cometida pelo goleiro em sua
própria meia quadra, quando a bola já está em jogo e a equipe do goleiro perder a
posse imediatamente. Nos demais casos que envolvam esta regra, em tiros livres,
tiros laterais, arremesso de meta e tiro de canto, os árbitros não podem aplicar a
vantagem.

Os árbitros devem considerar os seguintes fatores ao decidir se devem aplicar a


vantagem:
• A gravidade da infração: se a infração justificar uma expulsão, os árbitros devem
interromper o jogo e expulsar o jogador, a menos que haja uma oportunidade clara
de gol.
147
INTERPRETAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

• A posição onde a infração foi cometida: quanto mais próximo do gol adversário,
mais efetiva pode ser a vantagem.

• As chances de um ataque imediato e promissor.

• A infração cometida não deve ser a sexta ou maior falta acumulada de uma
equipe, a menos que haja uma oportunidade clara de gol.

• O ambiente do jogo.

A decisão de penalizar a infração original deve ser tomada em poucos segundos, mas
não é possível voltar atrás se o sinal correspondente não tiver sido dado
anteriormente ou se uma nova jogada tiver sido permitida.

Se a infração justificar uma advertência com cartão amarelo, ela deve ser aplicada na
próxima interrupção. No entanto, a menos que haja uma vantagem clara, é
recomendado que os árbitros parem o jogo e apliquem a sanção ao jogador
imediatamente. Se a advertência não for aplicada na próxima interrupção, ela não
poderá ser aplicada posteriormente.

Se a infração estiver impedindo à equipe adversária uma oportunidade clara de gol, o


jogador será advertido com cartão amarelo por comportamento antidesportivo. Se a
infração foi interferir ou impedir um ataque promissor, o jogador não é advertido com
cartão amarelo (ver Lei 12 – Vantagem).

No entanto:
➢ Se a infração foi uma jogada temerária ou uma infração tática como imobilizar um
adversário por razões táticas, o jogador infrator deve ser advertido com cartão
amarelo (veja a seção dedicada à Lei 12 abaixo).

➢ Se a infração envolver o uso de força excessiva, o jogador infrator deverá ser


expulso.

Se uma infração exigir que o jogo seja reiniciado com um tiro livre indireto, os árbitros
devem aplicar a vantagem para garantir que o jogo flua, desde que isso não leve a
nenhuma retaliação e não seja prejudicial à equipe contra a qual a infração foi
cometida.

Mais de uma infração ocorrendo ao mesmo tempo


Quando mais de uma infração é cometida ao mesmo tempo, os árbitros punem a
infração mais grave em termos de sanção, reinício, severidade física e impacto tático.

Se as infrações cometidas forem puníveis com tiro livre direto, os árbitros ordenam
que as faltas acumuladas correspondentes sejam anotadas.
148
INTERPRETAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

Interferência externa
Os árbitros param o jogo se um espectador apita e eles consideraram que essa ação
interfere no jogo, por exemplo, se um jogador pega a bola com as mãos. Se o jogo for
interrompido, ele deve ser reiniciado com uma bola ao chão da posição da bola
quando o jogo foi interrompido, a menos que isso tenha sido dentro da área de pênalti
da equipe defensora e a última equipe a tocar na bola tenha sido a equipe atacante
(ver Lei 8).

Contagem de quatro segundos quando a bola está em jogo


Cada vez que o goleiro de uma equipe estiver com a posse da bola, enquanto ela
estiver em jogo e na própria meia quadra do goleiro, um dos árbitros deve realizar
visivelmente a contagem de quatro segundos.

Reinício do jogo
Os árbitros devem garantir especialmente, que os reinícios do jogo sejam realizados
rapidamente e não devem permitir que os reinícios, tiro lateral, arremesso de meta,
tiro de canto ou tiros livres, sejam atrasados por razões táticas. Quando os reinícios
são realizados legalmente, inicia-se a contagem de quatro segundos e não é
necessário usar o apito. Se os árbitros acreditarem que o reinício está sendo atrasado
por razões táticas, devem apitar e depois iniciar a contagem de quatro segundos,
independentemente se jogador que irá efetuar o reinício está pronto ou não. Nos
casos em que a contagem de quatro segundos não se aplica (tiros de saída e tiro
penal) quaisquer jogadores que atrasarem o reinício serão advertidos verbalmente e
na reincidência receberão o cartão amarelo.

Pessoas segurando bolas podem se posicionar ao redor da quadra para facilitar o


reinício e o desenvolvimento do jogo.

Uso do apito
O uso do apito é obrigatório para:
• Tiro de saída:
➢ para iniciar o jogo (primeiro e segundo períodos e primeiro e segundo períodos da
prorrogação, se necessário);

➢ para reiniciar o jogo após um gol;

• Parar o jogo:
➢ conceder um tiro livre ou pênalti;

➢ suspender ou dar o jogo por encerrado ou confirmar o sinal acústico do


cronometrista ao finalizar o período de jogo;

• Reiniciar o jogo para:


➢ cobranças de falta para garantir que os jogadores da equipe defensora observem a
distância exigida;

➢ tiros livres sem “barreira”;

➢ cobranças de pênaltis
149
INTERPRETAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

• Reiniciar o jogo após ter sido interrompido devido a:


➢ aplicação de uma advertência com cartão amarelo ou expulsão por conduta
incorreta;

➢ lesão a um ou mais jogadores.

O uso do apito não é necessário para:


• Parar o jogo por:
➢ um arremesso de meta, tiro de canto ou cobrança de tiro lateral, mas é obrigatório
se a situação não estiver clara;

➢ um gol, mas é obrigatório se a bola não tiver entrado claramente no gol;

• Reiniciar um jogo a partir de:


➢ um tiro livre se a distância mínima de 5m não tiver sido solicitada ou a equipe
adversária do chutador não tiver cometido seis faltas acumuladas;

➢ um arremesso de meta, tiro de canto ou tiro lateral se a distância mínima de 5m


não tiver sido solicitada;

• reiniciar o jogo com uma bola ao chão.

Usar o apito com muita frequência resultará na diminuição do impacto quando for
realmente necessário. Quando a equipe que cobra um tiro livre, um tiro lateral ou tiro
de canto solicita que os jogadores da equipe defensora observem a distância
necessária, ou o posicionamento correto na cobrança no arremesso de meta, os
árbitros informarão claramente aos jogadores que o jogo não pode ser reiniciado antes
do apito. Se, nestes casos, um jogador reiniciar o jogo antes do apito dos árbitros, o
jogador será advertido com cartão amarelo por atrasar o reinício do jogo.

Se, durante o jogo, um dos árbitros apitar por engano, os árbitros devem parar o jogo
se considerarem que essa ação interferiu no jogo. Se os árbitros pararem o jogo, eles
devem reiniciar o jogo com uma bola ao chão da posição da bola quando o jogo foi
interrompido, a menos que isso tenha sido dentro da área de pênalti da equipe
defensora e a última equipe a tocar na bola tenha sido a equipe atacante (ver Lei 8).
Se o som do apito não interferir no jogo, os árbitros dão sinais claros para continuar o
jogo.

Linguagem corporal
A linguagem corporal é uma ferramenta que os árbitros usam para:
• ajudar a si mesmos a controlar o jogo;

• mostrar autoridade e autocontrole.

A linguagem corporal não é um meio de justificar uma decisão.


150
INTERPRETAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

Lesões
A segurança dos jogadores é de suma importância e os árbitros devem facilitar o
trabalho da equipe médica, especialmente no caso de uma lesão grave e/ou uma
avaliação de uma lesão na cabeça. Isso incluirá respeitar e auxiliar com os protocolos
de avaliação e os tratamentos estabelecidos.

No entanto, como orientação geral, o reinício não deve ser atrasado por mais de 20 a
25 segundos além do ponto em que todos estavam prontos para o reinicio do jogo,
exceto no caso de uma lesão grave e/ou uma avaliação de uma lesão na cabeça.

LEI 6 – Os outros membros da equipe de arbitragem


Deveres e responsabilidades
O terceiro árbitro e o cronometrista ajudam os árbitros a controlar o jogo de acordo
com as Leis do Jogo de Futsal. Eles também auxiliam os árbitros em todos os outros
assuntos que envolvem a execução jogo a pedido e sob a direção dos árbitros. Isso
geralmente inclui questões como:
• inspecionar a quadra, as bolas usadas e o equipamento dos jogadores;

• verificar se os problemas com o equipamento ou sangramento foram resolvidos;

• monitorar o procedimento de substituição;

• manter registros de tempo, gols, faltas acumuladas e condutas incorretas.

Posicionamento dos árbitros assistentes e trabalho em equipe


1. Tiro de saída
O terceiro árbitro está situado na mesa do cronometrista e verifica se os substitutos,
membros de comissões técnicas das equipes e outras pessoas autorizadas estão
posicionados corretamente.

O cronometrista está situado na mesa de cronometragem e verifica se o tiro de saída


foi dado corretamente.

2. Posicionamento geral durante o jogo


O terceiro árbitro verifica se os substitutos, membros de comissões técnicas das
equipes e outras pessoas autorizadas estão nas posições corretas. Para fazer isso, o
terceiro árbitro pode se mover ao longo da linha lateral, se necessário, mas sem entrar
em quadra.

O cronometrista fica posicionado na mesa de cronometragem e garante que o


cronômetro seja parado e iniciado de acordo com o desenvolvimento do jogo.

3. Substituições
O terceiro árbitro verifica se o equipamento dos substitutos está correto e se as
substituições foram feitas corretamente. Para isso, o terceiro árbitro pode se mover ao
longo da linha lateral, se necessário, mas sem entrar em quadra.
151
INTERPRETAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

4. Penalidades (disputa por pênaltis)


Quando não houver um quarto árbitro no local, o terceiro árbitro deve ser posicionado
na metade da quadra onde as penalidades (disputa de pênaltis) não estão sendo
cobradas, junto com os jogadores elegíveis e substitutos. Dessa posição, o terceiro
árbitro observa o comportamento dos jogadores e garante que nenhum jogador faça
outro chute antes que todos os outros jogadores elegíveis e substitutos da sua equipe
tenham feito um chute.

Se um quarto árbitro for nomeado, as posições dos árbitros são as seguintes:


• O árbitro principal deve estar posicionado na linha de gol a aproximadamente 2m
da meta. A principal função do árbitro é monitorar se a bola ultrapassa a linha de
gol e se o goleiro avança da linha.

• Quando estiver claro que a bola ultrapassou a linha de gol, o árbitro deve fazer
contato visual com o segundo e o terceiro árbitros para garantir que nenhuma
infração foi cometida.

• O segundo árbitro deve estar posicionado em linha com a marca do pênalti, a uma
distância aproximada de 3m, para garantir que a bola e o goleiro da equipe do
chutador estejam posicionados corretamente. O segundo árbitro apita para que o
chute seja executado.

• O terceiro árbitro deve estar posicionado na linha de gol a aproximadamente 2m


da meta, no lado oposto ao árbitro.

• A principal função do terceiro árbitro é monitorar se a bola ultrapassa a linha e


auxiliar o árbitro, se necessário.

• O quarto árbitro deve estar posicionado no círculo central para controlar todos os
jogadores elegíveis e substitutos.

O cronometrista deve estar posicionado na mesa do cronometrista para:


• garantir que todos os jogadores e substitutos excluídos de fazer um chute e os
membros da comissão técnica da equipe se comportem corretamente;

• redefinir o placar para 0 X 0 e registrar o resultado dos chutes no placar.

Todos os árbitros anotam os chutes feitos e os números dos jogadores que os


fizeram.

Sinais obrigatório do árbitro assistente


Os árbitros assistentes devem dar os sinais para a quinta falta acumulada de uma
equipe e para um pedido de tempo técnico, indicando com seus braços o banco da
equipe que cometeu sua quinta falta acumulada ou solicitou o tempo técnico.

Se o terceiro árbitro estiver observando a linha de gol quando uma ou ambas as


equipes estão jogando com um goleiro linha e a bola entrar na meta sob sua
observação, o terceiro árbitro levanta um braço e imediatamente aponta para a marca
central para informar aos árbitros que um gol foi marcado.
152
INTERPRETAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

Sinal acústico
O sinal acústico é um sinal essencial num jogo, devendo ser utilizado somente quando
necessário para chamar a atenção dos árbitros.

Situações em que o sinal acústico é obrigatório:


• Fim dos períodos de jogo;

O cronometrista pode indicar o início de um período de jogo com o sinal acústico após
um dos árbitros ter sinalizado com o apito.

• Na comunicação de um pedido de tempo;

• Na comunicação do fim de um tempo;

• Na comunicação da quinta falta acumulada por uma equipe;

• Na comunicação de comportamento incorreto por substitutos ou membros da


comissão técnica de equipe;

• Na comunicação de uma violação do procedimento de substituição;

• Na comunicação de um erro disciplinar cometido pelos árbitros;

• Na comunicação de interferência externa.

Se, durante o jogo, o cronometrista fizer soar o sinal acústico por engano, os árbitros
devem parar o jogo se considerarem que essa ação interferiu no jogo. Se os árbitros
pararem o jogo, eles devem reiniciar o jogo com uma bola ao chão da posição da bola
quando o jogo foi interrompido, a menos que isso tenha sido dentro da área de pênalti
da equipe defensora e a última equipe a tocar na bola tenha sido a equipe atacante
(ver Lei 8). Se o som do sinal acústico não interferir no jogo, os árbitros dão sinais
claros para continuar a jogar.

Se uma equipe que cometeu quatro faltas acumuladas comete outra e os árbitros
decidem aplicar a vantagem, o terceiro árbitro coloca um sinal bem visível para a
quinta falta acumulada no local correto da mesa do cronometrista.

Cronômetro
Se o cronômetro não funcionar corretamente, o cronometrista informa os árbitros
adequadamente. O cronometrista deve então cronometrar o jogo usando um
cronômetro manual. Em tal situação, os árbitros assistentes convidam um membro da
comissão técnica de cada equipe para informá-los sobre quanto tempo resta para ser
jogado.

Se, após uma interrupção do jogo, o cronometrista esquecer de acionar o cronômetro,


os árbitros ordenam que o cronometrista adicione o tempo decorrido no cronômetro.

Para reiniciar um jogo, o cronômetro é acionado da seguinte forma:


➢ Tiro de saída: após a bola ser chutada e se mover claramente, de acordo com o
procedimento;
153
INTERPRETAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

➢ Arremesso de meta: após o goleiro soltar a bola das mãos, de acordo com o
procedimento;

➢ Tiro de canto: após a bola ser chutada e se mover claramente, de acordo com o
procedimento;

➢ Tiro lateral: após a bola ser chutada e se mover claramente, de acordo com o
procedimento;

➢ Tiro livre direto fora da área de pênalti: após a bola ser chutada e se mover
claramente, de acordo com o procedimento;

➢ Tiro livre indireto fora da área de pênalti para qualquer uma das equipes ou
cobrado pela equipe atacante da linha da área de pênalti: após a bola ser chutada
e se mover claramente, de acordo com o procedimento;

➢ Tiro livre direto ou indireto dentro da área de pênalti para a equipe defensora: após
a bola ser chutada e se mover claramente, de acordo com o procedimento;

➢ Tiro de pênalti: após a bola ser chutada para a frente e se mover claramente, de
acordo com o procedimento;

➢ Tiro livre direto começando com a sexta falta acumulada: após a bola ser chutada
com a intenção de marcar um gol se move direta e claramente, de acordo com o
procedimento;

➢ Bola ao chão: após a bola ser liberada das mãos de um dos árbitros e tocar a
quadra, de acordo com o procedimento.

LEI 7 – A duração do Jogo


Tempo técnico
É recomendado que as regras da competição estipulem soar um sinal acústico entre
10 a 15 segundos antes do sinal que indica o fim do tempo técnico para que os
jogadores e os membros das comissões técnicas das equipes saibam que o fim do
tempo técnico é eminente. No entanto, quaisquer substituições devem ser feitas após
o fim do tempo técnico, não após o primeiro sinal acústico.

LEI 8 – Início e Reinício do Jogo


Tiro de saída
Os árbitros não precisam solicitar a confirmação dos goleiros ou de qualquer outro
jogador antes de ordenar que o tiro de saída seja dado.

LEI 12 – Faltas e Condutas Incorretas


Disputa de espaço com um adversário
É permitida a disputa pelo espaço usando contato físico dentro da distância de jogo da
bola sem usar os braços ou cotovelos. É uma infração se um adversário agir:
➢ de uma maneira imprudente;

➢ de forma temerária;
154
INTERPRETAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

➢ usando força excessiva.

Segurando um oponente
Segurar um adversário inclui o ato de impedir que o jogador se mova livremente
usando as mãos, os braços ou o corpo.

Os árbitros devem intervir cedo e lidar com firmeza com as infrações de segurar,
especialmente dentro da área de pênalti e quando um tiro de canto, tiro lateral ou tiros
livres estão sendo cobrados.

Para lidar com essas situações, os árbitros devem:


➢ advertir verbalmente qualquer jogador que esteja segurando um adversário antes
que a bola esteja em jogo;

➢ advertir com cartão amarelo o jogador se ele continuar segurando seu adversário
antes que a bola esteja em jogo;

➢ conceder um tiro livre direto ou pênalti e advertir com cartão amarelo o jogador se
isso acontecer depois que a bola estiver em jogo.

Se um jogador da equipe defensora começar a segurar um jogador da equipe atacante


fora da área de pênalti e continuar segurando o jogador dentro da área de pênalti, os
árbitros concederão um pênalti.

Sanções disciplinares
➢ Uma advertência com cartão amarelo por comportamento antidesportivo deve ser
aplicada quando um jogador segura um adversário para evitar que o adversário
ganhe a posse da bola ou assuma uma posição vantajosa.

➢ Um jogador que impeça uma oportunidade clara de gol segurando um adversário


deve ser expulso.

➢ Nenhuma outra ação disciplinar deve ser tomada em outras situações envolvendo
um jogador segurando um adversário.

Reinício do jogo
➢ Tiro livre direto da posição onde a infração ou pênalti se a infração ocorreu dentro
da área de pênalti.

Tocar na bola com a mão ou braço


Se um jogador marcar no gol do adversário após tocar acidentalmente na bola com a
mão/braço, sem que a bola tenha sido jogada deliberadamente por qualquer outro
jogador depois disso (um desvio não conta como jogar a bola deliberadamente) o gol
deve ser anulado e um tiro livre indireto é concedido aos adversários. No entanto:

➢ Se um gol não for marcado e a mão/braço não tiver tornado o corpo do jogador
anormalmente maior, o jogo deve continuar.

➢ Se a bola sair da quadra sobre a linha de meta, um arremesso de meta é


concedido aos adversários.
155
INTERPRETAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

Se um jogador marcar um gol depois que um companheiro de equipe acidentalmente


tocar na bola com a mão/braço, inclusive imediatamente depois, o gol será validado.

Sanções disciplinares
Há circunstâncias em que uma advertência com cartão amarelo por comportamento
antidesportivo é necessária quando um jogador toca a bola, por exemplo:
➢ tenta marcar um gol tocando com as mãos deliberadamente na bola;

➢ tenta impedir ao time adversário um gol ou uma oportunidade clara de gol através
de uma infração de mão na bola quando o goleiro não está dentro de sua própria
área de pênalti, e falha na tentativa;

➢ impede uma bola de entrar na meta por uma infração deliberada de mão na bola
quando a meta é defendida pelo goleiro;

➢ interfere ou interrompe um ataque promissor da equipe adversária, exceto quando


os árbitros concedem um pênalti por uma infração não deliberada de toque de
mão;

➢ impede a equipe adversária um gol ou uma oportunidade clara de gol e os árbitros


concedem um pênalti por uma infração não deliberada de toque de mão.

No entanto, um jogador que impede um gol à equipe adversária ou uma oportunidade


clara de fazer gol ao tocar a bola deliberadamente com as mãos é expulso. Essa
punição não surge do ato do jogador tocar deliberadamente na bola com as mãos,
mas da intervenção inaceitável e desleal que impediu a marcação de um gol.

Reinício do jogo
➢ Tiro livre direto da posição onde ocorreu a infração ou pênalti se a infração ocorreu
dentro da área de pênalti.

Fora de sua própria área de pênalti, o goleiro tem as mesmas restrições ao manusear
a bola com as mãos que qualquer outro jogador. Dentro de sua própria área de
pênalti, o goleiro não pode ser punido com um pênalti por uma infração de mão na
bola, exceto se a infração foi de arremessar um objeto na bola ou fazer contato com
esse objeto que está preso em suas mãos com a bola. O goleiro pode, no entanto, ser
culpado de várias infrações que incorrem em um tiro livre indireto.

Infrações cometidas por goleiros


Posse de bola significa que o goleiro tem o controle da bola. O goleiro é considerado
em controle da bola ao tocá-la com qualquer parte do corpo, exceto se a bola rebater
no goleiro.

Um goleiro não tem a permissão para estar em posse da bola dentro de sua própria
meia quadra por mais de quatro segundos, seja:
➢ com as mãos ou braços, dentro de sua área penal;

➢ com os pés, em qualquer parte da sua própria meia quadra.


156
INTERPRETAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

Em tais casos, qualquer um dos árbitros que estiver mais próximo do goleiro deve
fazer a contagem de quatro segundos de forma clara e visível.

Se o goleiro estiver com a posse da bola e entrar na quadra do adversário, os árbitros


param a contagem de quatro segundos. Se o goleiro então retornar a sua própria
quadra sem ter perdido o controle da bola, os árbitros reiniciam a contagem do zero.

Se o goleiro estiver com a posse da bola na sua própria quadra e for substituído, os
árbitros continuam a contagem de quatro segundos enquanto o goleiro que entra em
quadra toma posse da bola e permanece na sua própria quadra.

Além disso, após jogar a bola em qualquer lugar da quadra, o goleiro não tem
permissão para tocá-la novamente em sua própria metade da quadra após ela ter sido
deliberadamente jogada para ele por um companheiro de equipe sem que um
adversário a tenha jogado ou tocado. Se o goleiro jogar a bola em qualquer lugar da
quadra e for então substituído, o goleiro que entra em quadra também não tem
permissão para tocar a bola em sua própria metade da quadra após ela ter sido
deliberadamente jogada para ele por um companheiro de equipe, a menos que um
adversário a tenha jogado ou tocado desde a substituição do goleiro.

Além disso, o goleiro não pode, em nenhuma circunstância, tocar na bola com as
mãos ou braços dentro de sua própria área de pênalti após ela ter sido chutada para
ele por um companheiro de equipe, inclusive diretamente de um tiro lateral.

Reinício do jogo
➢ Tiro livre indireto

Nenhuma sanção disciplinar é tomada. No entanto, se o goleiro deliberadamente


impedir que a bola vá em direção ao seu próprio gol com sua(s) mão(s) ou braço(s)
fora de sua própria área de pênalti, ele será expulso. Isso se aplica mesmo se a bola
vier de um passe deliberado de volta para ele (incluindo um tiro lateral) ou se ele tocar
nela novamente após ela ter sido deliberadamente jogada para ele por um
companheiro de equipe sem que um adversário a tenha tocado ou jogado.

Infrações cometidas contra goleiros


Um adversário não pode disputar a bola com um goleiro, depois que o goleiro tiver
obtido a posse da bola com as mãos.

É uma infração:
➢ impedir que um goleiro solte a bola das mãos, por exemplo, ao quicar a bola;

➢ jogar a bola ou tentar fazê-lo quando o goleiro a estiver segurando na palma da


mão;

➢ um jogador que chuta ou tenta chutar a bola quando o goleiro está no processo de
soltá-la deve ser penalizado por jogar de maneira perigosa;

➢ impedir de maneira desleal o movimento do goleiro, por exemplo, ao cobrar um de


tiro de canto.
157
INTERPRETAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

Um jogador da equipe atacante entrar em contato físico com um goleiro dentro da


área de pênalti deste último não significa necessariamente que qualquer infração foi
cometida, exceto se o jogador da equipe atacante pular, saltar ou empurrar o goleiro
de forma imprudente, temerário ou usando força excessiva.

Reinício do jogo
Se o jogo foi interrompido porque uma infração foi cometida contra o goleiro, conforme
especificado acima, e os árbitros não puderam aplicar a vantagem, o jogo será
reiniciado com um tiro livre indireto, exceto se o jogador da equipe atacante saltou,
pulou ou empurrou o goleiro de forma imprudente ou temerária ou usando força
excessiva, caso em que os árbitros, independentemente da ação disciplinar que
tomarem, devem reiniciar o jogo com um tiro livre direto da posição onde a infração
ocorreu.

Jogar de maneira perigosa


Jogar de maneira perigosa não envolve necessariamente contato físico entre os
jogadores. Se houver contato físico, a ação se torna uma infração, punível com tiro
livre direto ou pênalti. No caso de contato físico, os árbitros devem considerar
cuidadosamente a probabilidade de que, no mínimo, má conduta também tenha sido
cometida.

Sanções disciplinares
➢ Se um jogador agir de maneira perigosa em uma disputa “normal”, os árbitros não
administram nenhuma ação disciplinar. Se a ação implicar um risco claro de lesão,
os árbitros devem advertir com cartão amarelo o jogador por prática de uma
jogada temerária a um adversário.

➢ Se um jogador impedir uma oportunidade clara de gol jogando de forma perigosa,


os árbitros devem expulsar o jogador.

Reinício do jogo
➢ Tiro livre indireto

Se houver contato ou os árbitros considerarem que a disputa foi efetuada de forma


imprudente, temerária ou com uso de força excessiva, uma infração diferente foi
cometida, punível com tiro livre direto ou tiro penal.

Demonstrando discordância por palavra ou ação


Um jogador ou substituto que seja culpado de discordância ao protestar (verbalmente
ou não verbalmente) contra as decisões dos árbitros ou árbitros assistentes deve ser
advertido com cartão amarelo.

O capitão de uma equipe não tem status ou privilégios especiais sob as Leis do Jogo
de Futsal, mas tem um grau de responsabilidade pelo comportamento da sua equipe.

Qualquer jogador ou substituto que investir contra um árbitro do jogo ou for culpado de
usar ações ou linguagem ou gestos ofensivos, injuriosos ou grosseiros ou obscenos
deverá ser expulso.
158
INTERPRETAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

Atrasar o reinício do jogo


Os árbitros advertem com cartão amarelo os jogadores que atrasam o reinício do jogo
usando táticas como:

➢ cobrar um tiro livre da posição errada com a única intenção de forçar os árbitros a
ordenar uma repetição;

➢ chutar ou levar a bola para longe depois que os árbitros pararam o jogo;

➢ atrasar a saída da quadra depois que a equipe médica é chamada para entrar na
quadra para avaliar uma lesão;

➢ provocar um conflito tocando deliberadamente na bola depois que os árbitros


pararam o jogo.

Simulação
Qualquer jogador que tentar enganar os árbitros fingindo lesão ou fingindo ter sofrido
uma infração será culpado de simulação e será punido por comportamento
antidesportivo. Se o jogo for interrompido como resultado dessa infração, o jogo será
reiniciado com um tiro livre indireto.

Conflitos generalizados
Em situações de conflitos generalizados:
➢ os árbitros devem identificar e lidar de forma rápida e eficiente com o(s)
iniciador(es) do conflito;

➢ os árbitros devem assumir uma boa posição em quadra ao redor do conflito para
que todos os incidentes possam ser vistos e as infrações possam ser identificadas;

➢ o terceiro e o quarto árbitros devem entrar em quadra, se necessário, para auxiliar


os árbitros;

➢ após o conflito, uma ação disciplinar deve ser tomada.

Infrações persistentes
Os árbitros devem estar alertas o tempo todo para jogadores que cometem infrações
persistentes contra as Leis do Jogo de Futsal. Em particular, eles devem estar cientes
de que, mesmo que um jogador cometer uma série de infrações diferentes, o jogador
ainda deve assim ser advertido com cartão amarelo por infringir persistentemente as
Leis do Jogo de Futsal.

Não há um número específico de infrações que constituem “persistência” ou a


presença de um padrão, isso é inteiramente uma questão de julgamento e deve ser
determinado no contexto de gerenciamento eficaz do jogo.

Usar a meta ou um companheiro de equipe como apoio


Não é permitido jogar a bola enquanto deliberadamente usa a meta ou um
companheiro de equipe como apoio, incluindo:
• ficar dependurado no travessão;
159
INTERPRETAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

• chutar/empurrar o gol para ficar em uma posição vantajosa;

• usar o ombro de um companheiro de equipe ou qualquer outra parte do corpo para


ganhar altura;

• ser empurrado por um companheiro de equipe para ficar em uma posição


vantajosa.

Se um jogador cometer este tipo de infração, ele deve ser advertido com cartão
amarelo e um tiro livre indireto será concedido à equipe adversária (ver Lei 13). Se um
jogador cometer este tipo de infração para impedir um gol aos adversários ou uma
oportunidade clara de gol, ele deve ser expulso e um tiro livre indireto será concedido
à equipe adversária (ver Lei 13).

Evita um gol ou uma oportunidade clara de gol (OCG)


Para determinar se uma situação é oportunidade clara de gol (OCG) ou não quando a
meta é defendida pelo goleiro defensor, os seguintes fatores devem ser levados em
consideração:

• A distância entre o local onde a infração foi cometida e o gol;

• A direção geral da jogada;

• A probabilidade do jogador manter ou ganhar o controle da bola;

• A localização e o número de jogadores de defesa ativos, bem como o goleiro;

• O número de jogadores defensores ativos, incluindo o goleiro defensor ativo, mas


excluindo o jogador infrator, bem como o número de jogadores atacantes ativos:
➢ os jogadores defensores devem ser considerados ativos se eles tivessem tido a
oportunidade de intervir no ataque, incluindo a possibilidade de disputar a bola
com o jogador atacante para exercer pressão ou interceptando a bola;

➢ os jogadores atacantes devem ser considerados ativos se eles tivessem tido uma
oportunidade clara de participar do ataque.

Se o jogador infrator tentou jogar ou disputar a bola (agarrar, segurar, puxar, empurrar
ou deixar de disputar a bola não são considerados tentativas legítimas de jogar ou
disputar a bola).

Jogo brusco grave


Um jogador que é culpado por infração de jogo brusco grave deve ser expulso e o
jogo deve ser reiniciado com um tiro livre direto, a ser cobrado da posição onde a
infração ocorreu, ou com um pênalti, se a infração ocorreu dentro da área de pênalti
do infrator.

A vantagem não deve ser aplicada em situações que envolvam jogo brusco grave, a
menos que haja uma oportunidade subsequente clara de marcar um gol. Nesse caso,
os árbitros devem expulsar o jogador culpado de jogo brusco grave quando a bola
estiver fora de jogo.
160
INTERPRETAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

LEI 13 – Tiros livres


Distância
Se um jogador decide cobrar um tiro livre rapidamente e um adversário que esteja a
menos de 5m da bola interceptá-la, os árbitros permitem que o jogo continue.

Se um jogador decidir cobrar um tiro livre rapidamente e um adversário que esteja


perto da bola impedir deliberadamente o chutador de chutar, os árbitros devem
advertir o adversário com cartão amarelo por atrasar o reinício do jogo.

Se a equipe defensora decidir cobrar um tiro livre rápido dentro de sua própria área de
pênalti e um ou mais adversários permanecerem dentro da área de pênalti porque não
tiveram tempo de sair da área, os árbitros permitem que o jogo continue.

LEI 14 – O Tiro Penal


Procedimento
➢ Se a bola ficar defeituosa após bater numa das traves ou no travessão e entrar na
meta, os árbitros confirmam o gol.

➢ Se a bola ficar defeituosa após bater em uma das traves ou travessão e não entrar
na meta, os árbitros não ordenam que o pênalti seja repetido, mas interrompem o
jogo, que é reiniciado com uma bola ao chão.

➢ Se os árbitros ordenarem que o pênalti seja repetido, o novo pênalti não precisa
ser cobrado pelo cobrador original.

➢ Se o cobrador cobrar o tiro penal antes que os árbitros deem o sinal, eles ordenam
que o pênalti seja repetido e advertem com cartão amarelo o cobrador.

LEI 15 – O Tiro lateral


Procedimento para infrações
Os árbitros devem lembrar aos jogadores da equipe defensora que eles devem estar a
pelo menos 5m do ponto de onde o tiro lateral será executado.

Quando necessário, os árbitros advertem verbalmente qualquer jogador que não


respeitar a distância mínima antes que o tiro lateral ser executado e advertem com
cartão amarelo qualquer jogador que posteriormente não recue para a distância
correta. O jogo é reiniciado com um tiro lateral e a contagem de quatro segundos é
reiniciada se já tiver sido iniciada.

Se um tiro lateral for executado incorretamente, os árbitros não podem aplicar a


vantagem mesmo que a bola vá diretamente para um adversário, mas devem ordenar
um tiro lateral à equipe adversária.

LEI 16 – Arremesso de meta


Procedimento para infrações
Se um adversário entrar na área de pênalti ou ainda estiver nela antes da bola entrar
em jogo e sofrer uma falta por um jogador da equipe defensora, o arremesso de meta
é repetido e o jogador da equipe defensora pode ser advertido com cartão amarelo ou
expulso, dependendo da natureza da infração.
161
INTERPRETAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

Se, quando o goleiro faz o arremesso de meta, um ou mais adversários ainda


estiverem dentro da área de pênalti porque o goleiro decidiu efetuar o arremesso de
meta rapidamente e o(s) adversário(s) não tiveram tempo de sair da área, os árbitros
permitem que o jogo continue.

Se o goleiro, ao efetuar corretamente um arremesso de meta, deliberadamente lançar


a bola em um adversário, mas não de forma imprudente, temerária ou usando força
excessiva, os árbitros permitem que o jogo continue.

Se, ao cobrar o arremesso de meta, o goleiro não soltar a bola de dentro da sua área
de pênalti, os árbitros ordenam que o arremesso de meta seja repetido, embora a
contagem de quatro segundos continue a partir do ponto onde foi interrompido, desde
que o goleiro esteja pronto para repetir o arremesso.

Os árbitros iniciam a contagem de quatro segundos sempre que o goleiro estiver com
o controle da bola, seja com as mãos ou com os pés.

Se um goleiro que fez uma cobrança de um arremesso de meta corretamente e então


deliberadamente toca a bola com a mão ou braço fora de sua área de pênalti depois
que ela estava em jogo e antes que outro jogador a tocasse, os árbitros, além de
conceder um tiro livre direto para a equipe adversária, tomam medidas disciplinares
contra o goleiro de acordo com as Leis do Jogo de Futsal.

Se o goleiro fizer uma cobrança do arremesso de meta com o pé, os árbitros advertem
verbalmente o goleiro e ordenam que ele repita a cobrança usando a mão, mas a
contagem de quatro segundos continua a partir do ponto em que foi interrompida
quando o goleiro estiver pronto para repetir o arremesso.

LEI 17 – O Tiro de canto


Procedimento para infrações
Os árbitros devem lembrar aos jogadores da equipe defensora que eles devem
permanecer a pelo menos 5m do arco do tiro do canto até que a bola esteja em jogo.
Quando necessário, os árbitros advertem verbalmente qualquer jogador que não
respeitar a distância mínima antes do tiro de canto ser cobrado e advertem com cartão
amarelo qualquer jogador que posteriormente não recue para a distância correta.

A bola deve ser colocada dentro da área do tiro de canto e está em jogo quando é
chutada. Portanto, a bola não precisa sair da área do tiro de canto para estar em jogo.

Se um goleiro, como parte de um movimento de jogo, acabar fora de sua própria área
de pênalti ou fora da quadra, a equipe adversária poderá cobrar o tiro de canto
rapidamente.
162

TERMOS
DO
FUTSAL
163
TERMOS DO FUTSAL
A
Advertência com aplicação de cartão
Sanção disciplinar que resulta em um relatório a uma autoridade disciplinar, indicada
pela exibição de um cartão amarelo. Duas advertências em um jogo resultam na
expulsão de um jogador, substituto ou membro da comissão técnica da equipe.

Agarrar
A infração de agarrar ocorre apenas quando o contato de um jogador com o corpo ou
equipamento de um adversário impede o movimento do adversário.

Agente externo
Qualquer pessoa que não seja um árbitro do jogo ou esteja na lista da equipe
(jogadores, substitutos e membros da comissão técnica da equipe) ou qualquer
animal, objeto, estrutura, etc.

Área de ação
Área da quadra onde a bola está e a jogada está ocorrendo.

Área de influência
Área da quadra onde a bola não está sendo jogada, mas pode ocorrer uma disputa
entre jogadores.

Área técnica
Área definida para os membros da comissão técnica da equipe e substitutos que inclui
assentos.

Avaliação de jogador lesionado


Exame rápido de uma lesão, geralmente por um médico, para ver se o jogador precisa
de tratamento.

B
Bloqueio
Ação pela qual um jogador assume ou se move para uma posição para distrair um
adversário ou impedir que um adversário alcance a bola ou uma área específica da
quadra, mas sem causar contato deliberadamente.

Bola ao chão
Um método “neutro” de reiniciar o jogo. Os árbitros deixam a bola cair para um jogador
da equipe que tocou na bola por último. A bola está em jogo quando toca a quadra.

Brutalidade
Um ato que é selvagem, implacável ou deliberadamente violento.
164
TERMOS DO FUTSAL

C
Camisa
Uma vestimenta usada sobre a parte superior do corpo de um jogador como parte do
uniforme de uma equipe. Além do comprimento das mangas, as camisas de todos os
jogadores de uma equipe são as mesmas, exceto o goleiro, cuja camisa os distingue
dos outros jogadores e dos árbitros da partida.

Caneleira
Um equipamento usado para ajudar a proteger a canela de um jogador contra lesões.
Os jogadores são responsáveis por usar caneleiras feitas de um material adequado e
de um tamanho apropriado para fornecer proteção razoável, e elas devem ser
cobertas pelas meias.

Carga (um adversário)


Disputa com contato físico contra um adversário, geralmente usando o ombro e a
parte superior do braço (que é mantido próximo ao corpo).

Chute
A bola é chutada quando um jogador faz contato com ela usando o pé e/ou o
tornozelo e ela se move claramente.

Colocar em perigo a integridade física de um adversário


Colocar um adversário em perigo ou em risco (de lesão).

Comportamento antidesportivo
Ação/comportamento contrário ao espírito de fair play e desporto: punível com cartão
amarelo.

Conduta violenta
Uma ação, que não é uma disputa pela bola, que usa ou tenta usar força excessiva ou
brutalidade contra um adversário ou quando um jogador deliberadamente atinge
alguém na cabeça ou no rosto, a menos que a força usada seja insignificante.

Critério
Poder que permite aos membros da equipe de arbitragem tomar o que é, na sua
opinião, a decisão mais acertada.

D
Deliberado
Uma ação que o jogador pretendia/pretendia fazer. Não é um “reflexo” ou reação não
intencional.

Descuidado
Qualquer ação (geralmente uma falta ou disputa) de um jogador que demonstre falta
de atenção, consideração ou precaução.
165
TERMOS DO FUTSAL

Desafio
Uma ação quando um jogador compete/disputa com um adversário pela bola.

Discrição
Julgamento usado por árbitros ou outros oficiais de partida ao tomar uma decisão.

Desacordo
Protesto público ou desacordo (verbal e/ou físico) com a decisão de um árbitro da
partida. Punível com advertência (cartão amarelo)

Disputa de bola
Ação em que um ou mais jogadores competem com um ou mais jogadores
adversários pela bola.

Disputa legal
Uma disputa pela bola com o pé (no chão ou no ar).

Distância de jogo
Distância até a bola que permite que um jogador toque a bola estendendo o pé/perna
ou pulando ou, para goleiros, pulando com os braços estendidos. A distância depende
do tamanho físico do jogador.

Distrair
Perturbar, confundir ou chamar a atenção (geralmente de forma injusta)

E
Enganar
Agir para enganar ou induzir os árbitros para que tomem uma decisão técnica ou
disciplinar incorreta que beneficie o enganador e/ou sua equipe.

Encerrar um jogo definitivamente


Encerrar ou dar por encerrado um jogo sem que esteja cumprindo o disposto na Lei 7,
quanto ao tempo de jogo.

Espírito do jogo
Os princípios essenciais do futsal (ethos = ética) como esporte, mas também dentro
de um jogo específico.

Expulsão
Ação disciplinar quando um jogador é obrigado a deixar a quadra pelo restante do
jogo tendo cometido uma infração de expulsão (indicada por um cartão vermelho). Um
membro de comissão técnica de equipe também pode ser expulso.

F
Falta
Uma ação que quebra ou viola as Leis do Jogo de Futsal.
166
TERMOS DO FUTSAL

Falta acumulada
Uma falta cometida por um jogador que é penalizada por um tiro livre direto ou pênalti.
A contagem de cada equipe é somada, começando do zero, no primeiro e segundo
períodos do jogo. Se for necessária a prorrogação, as faltas acumuladas do segundo
período do jogo são adicionadas às cometidas durante a prorrogação.

Falta tática
Quando um jogador comete falta deliberadamente contra um adversário como
estratégia para evitar um provável contra-ataque ou quando o adversário tem tempo e
espaço para atacar o gol.

Finta
Uma ação que tenta confundir um adversário. As Leis do Futsal definem fintas
permitidas e “ilegais”.

Força excessiva
Usar mais força/energia do que o necessário.

G
Goleiro linha
Um goleiro que (temporariamente) joga como um jogador de quadra, geralmente
posicionado na quadra adversária e deixando o gol desprotegido. Esta função pode
ser desempenhada pelo goleiro titular do time ou outro jogador trazido para substituir o
goleiro titular especificamente para este propósito.

I
Impedir
Atrasar, bloquear ou impedir a ação ou movimento de um oponente.

Imprudente
Qualquer ação (geralmente uma falta ou disputa) de um jogador que desconsidera
(ignora) o perigo ou as consequências para o adversário.

Insignificante
Insignificante, mínimo

Interceptar
Para evitar que a bola chegue ao seu destino pretendido.

Interferência indevida
Ação/influência desnecessária

Irresponsável
Qualquer ação, geralmente uma disputa, por um jogador que desconsidera, ignora o
perigo ou as consequências para o adversário.
167
TERMOS DO FUTSAL

J
Jogar
Ação de um jogador que faz contato com a bola.

Jogadores ativos de ataque e/ou defesa


Jogadores envolvidos na jogada ou com grande possibilidade de se envolverem nela.

Jogo brusco grave


Uma falta ou disputa pela bola que coloca em risco a segurança de um adversário ou
usa força excessiva ou brutalidade: punível com expulsão (cartão vermelho).

L
Lesão de extrema gravidade
Uma lesão que é considerada tão grave que o jogo deve ser interrompido e é
necessário que a equipe médica realize tratamento ou uma avaliação na quadra antes
de remover o jogador lesionado, como em casos potenciais de contusão, convulsão,
fraturas ou lesões na coluna.

Lesão grave
Uma lesão que é considerada grave o suficiente para que o jogo seja interrompido,
mas para a qual a equipe médica deve remover rapidamente o jogador da quadra para
tratamento ou avaliação, se necessário, para que o jogo possa ser retomado.

Linguagem e/ou ação(ões) ofensiva(s), insultuosa(s) ou abusiva(s)


Comportamento (verbal e/ou não verbal) que seja rude, ofensivo ou desrespeitoso:
punível com expulsão (cartão vermelho).

M
Membro da comissão técnica da equipe
Qualquer jogador não listado na lista oficial da equipe, por exemplo, treinador,
fisioterapeuta, médico, atendente.

O
Obstrução
Ato de dificultar, bloquear ou impedir o movimento ou ação de um adversário.

P
Penalizar
Punir, geralmente interrompendo o jogo e concedendo um tiro livre ou pênalti para a
equipe adversária.
168
TERMOS DO FUTSAL

Pênaltis (desempate por pênaltis)


Método de decidir o resultado de um jogo por cada equipe chutando alternadamente
até que uma equipe tenha marcado mais um gol e ambas as equipes tenham chutado
o mesmo número de vezes (a menos que durante os primeiros cinco chutes de cada
equipe, uma equipe não consiga igualar a pontuação da outra equipe, mesmo que
tenha marcado em todos os chutes restantes).

Posição de reinício
A posição de um jogador em um reinício é determinada pela posição de seus pés ou
qualquer parte de seu corpo que esteja tocando a quadra.

Prorrogação
Um método de tentar decidir o resultado de um jogo, envolvendo dois períodos
adicionais iguais de jogo não excedendo cinco minutos cada.

Q
Quadra
A área de jogo delimitada pelas linhas laterais e linhas de gol, bem como as redes de
gol, onde usadas.

R
Reiniciar
Qualquer método para reiniciar o jogo após ele ter sido interrompido.

Redução numérica de dois minutos


Uma situação em que uma equipe tem seu número de jogadores reduzido por dois
minutos de tempo de jogo após ter um jogador expulso. O número de jogadores pode,
em certas circunstâncias, ser aumentado antes que os dois minutos tenham decorrido
se o time adversário marcar um gol.

Regra dos gols fora de casa


Método de decidir uma classificação quando ambos os times marcaram o mesmo
número de gols. Gols marcados fora de casa contam em dobro.

Relação de equipe
Documento oficial da equipe geralmente listando os jogadores, substitutos e membros
da comissão técnica da equipe.

S
Sanção disciplinar
Ação disciplinar tomada pelos árbitros.

Segurar o adversário
Uma falta por segurar o adversário ocorre somente quando o contato de um jogador
com o corpo ou equipamento de um oponente impede o movimento do oponente.
169
TERMOS DO FUTSAL

Simulação
Uma ação que cria uma impressão errada/falsa de que algo ocorreu quando não
ocorreu (veja também “enganar”), cometida por um jogador para obter uma vantagem
injusta.

Sinal
Indicação física dos árbitros ou de qualquer árbitro do jogo. Geralmente envolve
movimento da mão ou braço, ou uso do apito.

Sistema eletrônico de desempenho e rastreamento (EPTS)


Sistema que registra e analisa dados sobre o desempenho físico e fisiológico de um
jogador.

Suspender um jogo
Parar um jogo por um período de tempo com a intenção de eventualmente reiniciar o
jogo, por exemplo, devido a goteiras na quadra ou lesão grave.

T
Tempo de jogo
O tempo durante o qual a bola está em jogo, conforme cronometrado usando o
cronômetro. O cronometrista para o cronômetro quando a bola sai de jogo ou o jogo é
interrompido por qualquer outro motivo.

Tempo técnico
Um intervalo de um minuto solicitado por uma equipe em cada um dos dois períodos.

Tiro livre direto


Um tiro livre do qual um gol pode ser marcado chutando a bola diretamente para o gol
do adversário sem que ela tenha que tocar em outro jogador.

Tiro livre indireto


Um tiro livre do qual um gol só pode ser marcado se outro jogador (de qualquer time)
tocar na bola depois que ela foi chutada.

Tiro livre rápido


Um tiro livre cobrado (com a permissão de qualquer árbitro) muito rapidamente após o
jogo ter sido interrompido.

V
Vantagem
Os árbitros permitem que o jogo continue quando uma infração ocorreu, se isso
beneficiar a equipe não infratora.
170

TERMOS
DO
ÁRBITRO
171
TERMOS DO ÁRBITRO
Equipe de Arbitragem do jogo
Termo geral para pessoa ou pessoas responsáveis por controlar um jogo de futsal em
nome de uma associação ou Federação ou competição sob cuja jurisdição o jogo é
jogado

Oficiais do jogo “em quadra”

Árbitro
O Árbitro principal do jogo que atua na quadra. Os demais membros da equipe de
arbitragem do jogo atuam sob o controle e a direção do árbitro principal. O árbitro
principal é o que toma a decisão final.

Segundo árbitro
O segundo árbitro do jogo que atua na quadra. Os demais membros da equipe de
arbitragem do jogo atuam sob o controle e a direção do árbitro. O segundo árbitro está
sempre sob a supervisão do árbitro.

Outros membros da equipe de arbitragem do jogo


As competições podem nomear outros árbitros para auxiliar os árbitros:

Terceiro árbitro
Um árbitro assistente que auxilia particularmente os árbitros a controlar os membros
da comissão técnica da equipe e substitutos, registrando dados do jogo, como faltas
acumuladas e tomando decisões.

Quarto árbitro
Um árbitro assistente que, junto com o terceiro árbitro, auxilia os árbitros a controlar os
membros das comissões técnicas das equipes e substitutos, registrando dados da
partida, como faltas acumuladas e tomando decisões, e que substitui um terceiro
árbitro ou cronometrista que não pode continuar

Cronometrista
Um árbitro da equipe de arbitragem do jogo cuja principal função é controlar o tempo
de jogo.
172

DIRETRIZES
PARA AS
COMPETIÇÕES DA
CONFEDERAÇÃO
BRASILEIRA DE
FUTSAL 2025
173
ÍNDICE PÁGINA

LEI 1 – A QUADRA DE JOGO 174

LEI 2 – A BOLA 177

LEI 3 – OS JOGADORES 178

LEI 4 – O EQUIPAMENTO DOS JOGADORES 179

LEI 5 – OS ÁRBITROS 180

LEI 6 – OS OUTROS MEMBROS DA EQUIPE DE ARBITRAGEM 181

LEI 7 – A DURAÇÃO DO JOGO 183

LEI 8 – INÍCIO E REÍNICIO DE JOGO 184

LEI 10 – DETERMINANDO O RESULTADO DE UM JOGO 185

LEI 12 – FALTAS E CONDUTAS INCORRETAS 185

LEI 13 – TIROS LIVRES 187

LEI 14 – O TIRO PENAL 187

LEI 15 – O TIRO LATERAL 187

LEI 16 – O ARREMESSO DE META 188

LEI 17 – O TIRO DE CANTO 189

MODELO DE RELATÓRIO DE EXPULSÕES 190


174
DIRETRIZES PARA AS COMPETIÇÕES DA CBFS 2025

As Diretrizes para as competições complementam as Leis do Jogo para os eventos


nacionais, sendo, portanto, parte integrante do mesmo e seu estudo, compreensão e sua
aplicação é de suma importância para as competições realizadas pela Confederação
Brasileira de Futsal. A cada complemento de Lei temos que seguir a numeração para a
sequência do Livro.

LEI 1 – A QUADRA DE JOGO

3 Dimensões da superfície de jogo

COMPRIMENTO LARGURA
CATEGORIA ÁREA DE ESCAPE
MÍNIMO MÍNIMA

Adultas, Sub 20 e
Sub19 38 metros 18 metros 1,5 metros
Masculinas

Adultas e Sub 20,


Sub 17,
36 metros 18 metros 1,5 metros
Sub 15 e Sub 13
Femininas

Sub 18, Sub 17,


Sub 16, Sub 15,
36 metros 18 metros 1,5 metros
Sub 14 e Sub 13
Masculinas

Sub 12, Sub 11 e


Sub 10 Masculinas 34 metros 16 metros 1,5 metros

Sub 09, Sub 08 e


Sub 07 Masculinas 32 metros 16 metros 1,5 metros

• Para as competições estaduais, as dimensões das quadras podem ser


regulamentadas pelas Federações locais.
175
DIRETRIZES PARA AS COMPETIÇÕES DA CBFS 2025

7 A área do tiro de canto


Marcação do tiro de canto:

Marcação completa de uma quadra de jogo


176
DIRETRIZES PARA AS COMPETIÇÕES DA CBFS 2025

10 Deslocamento das metas


Tabela de Resumo
SANÇÃO
COMETIDO POR DEFENSOR DEFINIÇÃO
DISCIPLINAR

ACIDENTAL SEM GOL E A BOLA


NÃO ENTRA E BOLA AO CHÃO SEM CARTÃO
NEM TOCA NA META

INTENCIONAL SEM GOL E A TIRO LIVRE


CARTÃO AMARELO
BOLA NÃO TOCA NA META INDIRETO

ACIDENTAL SEM GOL


E A BOLA TOCA NA META BOLA AO CHÃO SEM CARTÃO
E NÃO ENTRA NO GOL

INTENCIONAL SEM GOL E A


BOLA TOCA NA META TIRO PENAL CARTÃO VERMELHO
OPORTUNIDADE CLARA DE GOL

ACIDENTAL E A BOLA ENTRA NA


POSIÇÃO NORMAL DA META GOL SEM CARTÃO
TOCANDO OU NÃO NA META

INTENCIONAL E A BOLA ENTRA


NA POSIÇÃO NORMAL DA META GOL CARTÃO AMARELO
TOCANDO OU NÃO NA META

COMETIDO POR ATACANTE DEFINIÇÃO SANÇÃO


DISCIPLINAR

ACIDENTAL COM GOL BOLA AO CHÃO SEM CARTÃO

ACIDENTAL SEM GOL BOLA AO CHÃO SEM CARTÃO

INTENCIONAL TIRO LIVRE


CARTÃO AMARELO
E A META TOCA NA BOLA DIRETO

INTENCIONAL TIRO LIVRE


CARTÃO AMARELO
E A META NÃO TOCA NA BOLA INDIRETO
177
DIRETRIZES PARA AS COMPETIÇÕES DA CBFS 2025

• No deslocamento da meta, quando for ocasionado acidentalmente pelo atacante e


a bola ficar de posse do defensor a arbitragem dará continuidade ao jogo. Se um
dos árbitros, o goleiro, algum jogador, o 3º ou 4º árbitro, etc... reposicionar a meta
no local original, o jogo segue normal. Enquanto a bola estiver de posse do
defensor o jogo tem sequência podendo até fazer um gol. Assim que a bola sair de
jogo ou o defensor perder a posse da bola, a arbitragem paralisa imediatamente o
jogo se a meta ainda estiver fora do local original. Se a arbitragem paralisar o jogo
este será reiniciado com bola ao chão a favor da equipe que por último estava com
a posse de bola. Os demais casos continuam inalterados.

LEI 2 – A BOLA

1 Características e medidas

A bola oficial das


competições nacionais
sempre é definida pela CBFS

Referências das bolas usadas nas competições nacionais Masculino e Feminino

CATEGORIA PESO CIRCUNFERÊNCIA

Adultas, Sub 21, Sub 20,


Sub 19, Sub 18, Sub 17, 400g a 440g 62cm a 64cm
Sub 16, Sub 15 e Sub 14

Sub 13, Sub 12,


350g a 380g 55cm a 58cm
Sub 11 e Sub 10

Sub 09, Sub 08


300g a 330g 52cm a 55cm
e Sub 07
178
DIRETRIZES PARA AS COMPETIÇÕES DA CBFS 2025

LEI 3 – OS JOGADORES

1 Número de jogadores
Nas competições nacionais, no banco de reservas de cada equipe podem ficar até
09(nove) jogadores e 05(cinco) membros da Comissão Técnica em uma das
seguintes funções: 01(um) Treinador, 01(um) Auxiliar Técnico, 01(um) Preparador
Físico, 01(um) Médico ou 01(um) Fisioterapeuta e 01(um) Atendente, todos
devidamente credenciados e identificados;

3 Apresentação da relação de jogadores e


substitutos
O técnico ou treinador e o capitão de ambas as equipes devem, obrigatoriamente,
assinar a súmula antes do início do jogo, o que atesta que todos os jogadores e
membros da comissão técnica de suas equipes que estão relacionadas em súmula,
são exatamente os que vão participar do jogo;

Somente o técnico, treinador ou auxiliar técnico podem dar instruções a sua equipe,
os demais membros da comissão técnica e jogadores no banco de reservas não
podem manifestar-se. Quando um estiver em pé dando instrução o outro deve
permanecer sentado.

4 Procedimento de substituição
• Quando a arbitragem for punir um jogador por realizar um erro no procedimento da
substituição primeiro deverá desfazer a substituição para após aplicar a sansão
disciplinar. Se a vantagem não puder ser aplicada e o jogo for paralisado para a
aplicação dessa sanção o jogo será reiniciado com um tiro livre indireto a favor da
equipe adversária.

8 Jogadores e substitutos expulsos


• Se um jogador de uma equipe for expulso e antes que essa equipe sofra um gol ou
que tenha transcorrido os 02 (dois) minutos da expulsão, um jogador da equipe
adversária for expulso, enquanto as equipes estiverem com o mesmo número de
jogadores expulsos, não podem incluir outros jogadores para se recomporem,
antes de transcorridos os 02 (dois) minutos de cada expulsão, mesmo no caso das
equipes sofrerem gols;

12 Capitão da equipe
Quando o capitão tiver que deixar a quadra por uma contusão grave, ou qualquer
outro motivo, cabe-lhe determinar o novo capitão, entregando-lhe a braçadeira. O
capitão da equipe não necessita estar na quadra de jogo para o início do jogo.
Não é permitido o uso da braçadeira com esparadrapo, fitas, etc... Quando não for
cumprido este item deve ser relatado e o jogo realizado.
179
DIRETRIZES PARA AS COMPETIÇÕES DA CBFS 2025

LEI 4 – O EQUIPAMENTO DOS JOGADORES

2 Equipamentos obrigatórios
O equipamento obrigatório de um jogador compõe-se dos seguintes itens:
• Camisa de manga curta ou longa sem botões ou zíper. Os jogadores podem se
apresentar alguns usando manga curta e outros usando manga longa;

• Meia – as meias obrigatoriamente de cano longo, que fiquem na altura do joelho;

• Tênis para Futsal – Confeccionado com lona, pelica ou couro macio, com solado e
revestimento lateral de borracha ou material similar, ficando terminantemente
proibido o uso de tênis com solado de couro ou pneu ou que contenham travas;

3 Cores
• Excepcionalmente o árbitro principal em caso de impossibilidade, pode permitir
que as camisas dos goleiros sejam da mesma cor das camisas dos árbitros;

• Quando da utilização do goleiro linha, este deve usar camisa igual e da mesma cor
dos goleiros de sua equipe, mantendo-se a sua mesma numeração de linha. Isso se
aplica também na disputa de pênaltis, caso ocorra.

4 Outros Equipamentos
• “Manguito” – Os jogadores podem se apresentar alguns usando “manguito” e
outros não. Quando forem usados os “manguitos”, eles devem ser da mesma cor
predominante da manga da camisa de todos os jogadores.

• “Canelito” – Os jogadores podem se apresentar alguns usando “canelito” e outros


não. Quando forem usados os “canelitos” as meias por baixo desses terão que ser
da mesma cor e designer de todos os jogadores.

6 Infrações e sanções
Quando qualquer jogador entrar na função de goleiro linha, com colete ou camisa
vazada, camisa da mesma cor ou semelhante à de sua equipe ou da equipe
adversária, número diferente do que estava usando, os árbitros devem paralisar o jogo
e advertir com cartão amarelo por estar indevidamente uniformizado, anulando
qualquer vantagem obtida, por infringir a regra.
180
DIRETRIZES PARA AS COMPETIÇÕES DA CBFS 2025

7 Numeração dos jogadores


Nas costas e na frente das camisas, serão colocados números podendo ser de 01 a 99. Os
números das costas terão o tamanho de 15 (quinze) a 20 (vinte) centímetros de altura e os
números da frente terão o tamanho de 08 (oito) a 10 (dez) centímetros de altura. Os
calções ou calças de agasalhos dos goleiros e os calções dos jogadores de linha
também devem ser numerados em uma das pernas mantendo o mesmo da camisa do
jogador.

Somente permitir a troca de camisas dos jogadores, quando a camisa for danificada
durante o transcorrer do jogo. Os jogadores devem iniciar e terminar o jogo com o
mesmo número de camisa.

LEI 5 – OS ÁRBITROS

3 Poderes e deveres
Os árbitros:
• Não permitir o reinício de um jogo com um jogador caído na quadra;

• Devem observar se as camisas dos jogadores possuem número na frente e nas


costas e em uma das pernas do calção ou calça no caso do goleiro;

• Ao entrarem na quadra de jogo, devem conferir se todas as marcações estão


corretas e se não estiverem, solicitar a imediata correção, se as redes das metas e
redes de proteção em volta da quadra estão em condições e registrar em seu
relatório as incorreções;

• Não devem permitir que o Preparador Físico, Massagista ou Atendente, Médico,


Fisioterapeuta e jogadores, estes quando no banco de reservas, possam orientar
as suas equipes, pois esta não é a sua função;

• Conferir os equipamentos de todos os jogadores antes do início do jogo, no início


do 2º período, possíveis prorrogações e durante todo o jogo;

• Quando a equipe não apresentar técnico ou treinador e massagista ou atendente,


deve ser informado no relatório da súmula e no relatório do árbitro principal;

• Os árbitros não devem intervir junto às equipes durante os pedidos de tempo


técnico;

• Os membros da equipe de Arbitragem devem permitir que o técnico ou treinador


ou ainda o auxiliar técnico possa orientar seus jogadores durante o transcorrer do
jogo, em pé dentro da sua área técnica em frente à zona de substituição, desde
que não atrapalhe o deslocamento de árbitros e jogadores e desde que seja um de
cada vez;
181
DIRETRIZES PARA AS COMPETIÇÕES DA CBFS 2025

• O jogo que for interrompido, por falta de energia elétrica, de segurança ou


qualquer outro motivo, deve ter continuidade com o tempo que faltava para ser
jogado. A súmula deve ficar em aberto e o árbitro relata em seu relatório o
ocorrido;

• Na continuação de um jogo, somente podem participar os jogadores e membros


das comissões técnicas, que estavam relacionados em súmula;

• Quando o jogo estiver paralisado, o treinador pode dar orientações aos seus
jogadores, desde que o treinador permaneça dentro de sua área técnica;

• Quando for o caso de abrir contagem dos 04 (quatro) segundos, sempre deve ser
feito pelo árbitro mais próximo da jogada;

O árbitro principal
• O árbitro principal deve fazer antes do início do jogo, juntamente com o segundo
árbitro, 3º árbitro/anotador e cronometrista, e quando houver o 4º árbitro uma
planificação sobre a maneira que irão atuar no jogo;

Uniforme da Arbitragem
• O uniforme dos oficiais de arbitragem é composto de camisa de manga curta
ou longa, bermudas e meiões, nas cores determinadas e aprovadas por sua
entidade e tênis totalmente preto. Devem usar cores diferentes das equipes, em
especial dos jogadores de linha;

• Aqueles que usarem uniformes em desacordo com os previstos nesta regra, não
podem usar os escudos da FIFA e CBFS;

• Usarão na camisa, à altura do peito e no lado esquerdo, o escudo da entidade a


que estiverem vinculados;

• No caso das competições estaduais em que os árbitros e anotadores CBFS forem


escalados e que o escudo da Federação está afixado do lado esquerdo da camisa,
excepcionalmente o escudo CBFS poderá ser usado do lado direito da camisa na
mesma altura do estadual.

• No caso das competições estaduais em que os árbitros FIFA forem escalados o


escudo FIFA sempre será usado do lado esquerdo.

• Nas competições nacionais os árbitros CBFS poderão usar o escudo de sua


Federação do lado direito da camisa.

LEI 6 – OS OUTROS MEMBROS DA EQUIPE


DE ARBITRAGEM

2 Poderes e deveres
182
DIRETRIZES PARA AS COMPETIÇÕES DA CBFS 2025

O 3º árbitro/anotador:

• Usa tempestivamente seu apito para comunicar qualquer substituição de jogador


feita irregularmente, mesmo com a bola em jogo, quando as circunstâncias o
exigirem;

• Deve observar também as substituições feitas tentando ludibriar os adversários e


a equipe de arbitragem e informar aos árbitros;

• Sinaliza para os árbitros o número dos jogadores que foram penalizados com
cartões e os que marcaram gols e aguarda a sua confirmação através deste
gestual:

Para dezenas entre 16 e 29

Número 16 Número 17 Número 18


(passo 1 e 2) (passo 1 e 2) (passo 1 e 2)

Número 19 Número 20 Número 29


(passo 1 e 2) (passo 1 e 2) (passo 1 e 2)

• Faz o relatório do jogo na súmula, quando não tem Representante;

• Deve ter o controle dos jogadores que estão participando em cada momento do
jogo;

• Ao término do jogo, entrega uma cópia da súmula e os documentos dos


participantes do jogo a cada uma das equipes, solicitando que confiram todas as
anotações registradas e também os documentos recebidos;

• Deve solicitar aos técnicos ou treinadores que permaneçam em seus locais


permitidos para instruir as suas equipes;
183
DIRETRIZES PARA AS COMPETIÇÕES DA CBFS 2025

• Deve portar as plaquetas de pedidos de tempo técnico, de controle do tempo de


expulsões, numeração de faltas e bandeiras vermelhas indicativas da quinta falta.

O Cronometrista tem como atribuições:


• Deve estar sempre atento ao tempo de jogo para que em caso de pane no placar
eletrônico ou falta de energia elétrica, saber o tempo que ainda faltava para o
encerramento do jogo. Deve usar sempre um cronômetro auxiliar;

• Quando os capitães não solicitarem tempo técnico aos árbitros, ou os membros da


comissão técnica ao 3º árbitro/anotador ou cronometrista, juntamente com a
plaqueta de pedido de tempo técnico, não deve ser autorizado o tempo técnico;

• Deve alertar aos árbitros, quando faltar 01 (um) minuto para o encerramento do
jogo e aquele árbitro que estiver na lateral ao lado da mesa de anotações, procura
ficar próximo desta, onde o cronometrista irá informar o tempo que ainda resta
para o término do jogo, para que possa encerrá-lo simultaneamente com o toque
da campainha do placar eletrônico ou o apito do cronometrista, desde que não
ocorra um tiro penal ou tiro livre direto após a 5ª (quinta) falta acumulativa;

LEI 7 – A DURAÇÃO DO JOGO

1 Períodos de jogo
Referente ao tempo de jogo nas competições nacionais:

CATEGORIA SEXO TEMPO INTERVALO PRORROGAÇÃO

Adultas, Sub 20, Masculina 2 tempos


Sub 19, Sub 18, e 40 minutos Até 10 minutos de
Sub 17 e Sub 16. Feminina 5 minutos

Masculina 2 tempos
Sub 15, Sub 14,
e 30 minutos Até 10 minutos de
Sub 13.
Feminina 5 minutos

Masculina 2 tempos
Sub 12, Sub 11
e 26 minutos Até 10 minutos de
e Sub 10.
Feminina 4 minutos

Masculina 2 tempos
Sub 09, Sub 08
e 20 minutos Até 10 minutos de
e Sub 07.
Feminina 3 minutos
184
DIRETRIZES PARA AS COMPETIÇÕES DA CBFS 2025

• Para as outras categorias, faixas etárias menores, as entidades estaduais devem


determinar ou homologar a fixação de tempo especial de duração do jogo.

2 Finalização dos períodos de jogo


Além do que já está na primeira parte desse livro um jogo quando prorrogado para a
execução de um tiro livre sem direito a formação de barreira ou um tiro penal vai ser
considerado encerrado quando:

• O goleiro realizar uma defesa parcial e a bola com seu efeito entrar na meta o gol
é válido;

• A bola tocar em uma ou nas duas traves ou ainda no travessão e após bater
no goleiro entrar na meta, o gol é valido;

• A bola tocar em uma ou nas duas traves ou ainda no travessão e entrar na meta,
o gol é valido;

• Somente será válido o gol contra a equipe defensora;

• O jogo só será encerrado quando a bola terminar sua trajetória.

3 Tempo técnico
• Se uma equipe solicitar tempo técnico e antes que seja concedido resolver desistir,
essa equipe pode retirar a plaqueta de pedido de tempo técnico desde que ainda
não tenha sido sinalizado;

• Se ambas as equipes solicitarem tempo técnico, quando o jogo for interrompido,


deve ser fornecido tempo técnico para a equipe que tem a posse de bola e a outra
equipe pode desistir do tempo e a plaqueta devolvida para ser usado mais adiante.

LEI 8 – INÍCIO E REINÍCIO DE JOGO

1 Tiro de saída
• Quando a equipe da casa não estiver envolvida no jogo será do mandante
que sempre estará à esquerda da tabela, a opção da escolha.

Infrações e sanções
Na bola de saída, depois de autorizado pelo árbitro, o jogador adversário que invadir o
círculo central ou a quadra adversária, antes que a bola esteja em jogo, será advertido
verbalmente e na reincidência penalizado com cartão amarelo. Os árbitros mandam
repetir o lance.
185
DIRETRIZES PARA AS COMPETIÇÕES DA CBFS 2025

LEI 10 – DETERMINANDO O RESULTADO DE


UM JOGO

1 Gol marcado
Se ao segurar ou arremessar a bola, estando ela em jogo, o goleiro permitir que a bola
entre e ultrapasse inteiramente a sua própria meta, entre as traves e sob o travessão,
o gol é válido, o árbitro valida como gol contra.

3 Penalidades (desempate por tiros livres da


marca de pênalti)
Procedimento
Durante os pênaltis
Além do que já está na primeira parte desse livro na disputa de penalidades
(desempate por tiros livres da marca de pênalti) se a bola bater em uma ou nas duas
traves ou travessão e entrar no gol tocando ou não no goleiro e entrar na meta, ou
ainda se o goleiro realizar uma defesa parcial e a bola ao tocar na quadra e com o
efeito entrar na meta, o gol será válido. O árbitro deve aguardar o final da trajetória
da bola;

LEI 12 – FALTAS E CONDUTAS INCORRETAS

1 Tiro livre direto


Será concedido também um tiro livre direto se um jogador comete uma das seguintes
faltas:
• Dar uma entrada, deliberada, de maneira deslizante, e com uso dos pés tentar tirar
a bola que esteja sendo jogada ou de posse do adversário, levando perigo para o
mesmo;

• Praticar qualquer jogada, sem visar o adversário, e involuntariamente atingi-lo.

2 Tiro Livre Indireto


É concedido um tiro livre indireto em favor da equipe adversária quando um jogador
cometer uma infração contra jogador adversário, jogador de sua própria equipe ou
membros das comissões técnicas.
• Obstruir jogada, prender a bola com os pés ou evitar com o corpo sua
movimentação, estando caído, exceto se for o goleiro, dentro de sua área penal;

• Ficar parado ou se movimentar na frente do goleiro adversário dentro de sua área


penal com a intenção de obstruir sua visão e dificultar a sua ação ou movimentos
interferindo diretamente na jogada;
186
DIRETRIZES PARA AS COMPETIÇÕES DA CBFS 2025

• Deliberadamente quando de posse de bola buscar a troca excessiva de passes,


sem objetividade, em flagrante falta de Fair Play com os adversários, público,
arbitragem e com o Futsal;

• No momento da cobrança de qualquer infração, bola de posse do goleiro ou


colocação da bola em jogo, passar por traz da meta adversária para ludibriar a
arbitragem e adversários. Deve ser penalizado por sair da quadra de jogo sem
autorização da arbitragem:

➢ Se no momento em que foi executada a cobrança o jogador já estava fora da


quadra, o árbitro paralisa o jogo, aplica cartão amarelo e manda repetir o lance;

➢ Se no momento em que foi executada a cobrança o jogador estava dentro da


quadra e depois saiu, o árbitro paralisa o jogo, aplica cartão amarelo e marca
um tiro livre indireto contra sua equipe, o jogo é reiniciado com a bola sendo
colocada no local que se encontrava no momento da paralisação.

É concedido um tiro livre indireto em favor da equipe adversária quando o


goleiro cometer uma das seguintes infrações:

• O ato de receber a bola uma segunda vez de um companheiro na quadra


adversária e conduzi-la para sua meia quadra é considerada como segunda
devolução sendo punida com tiro livre indireto. Na quadra de ataque o goleiro pode
receber normalmente a bola. Porém:

➢ O ato de receber a bola a primeira vez de um companheiro na quadra de


ataque e conduzi-la para sua meia quadra é considerado como primeiro toque e
não é falta, somente abre contagem dos 04 (quatro) segundos;

• Na regra nacional para o masculino e feminino nas categorias Sub 07, Sub 08,
Sub 09, Sub 10, Sub 11, Sub 12, Sub 13, Sub 14 e Sub 15, é proibido que o
goleiro com a bola em jogo de maneira deliberada lance a mesma com as mãos
além da sua meia quadra sem que a bola toque em sua meia quadra ou em
qualquer jogador colocado nessa meia quadra. Quando isso ocorrer, a equipe do
goleiro infrator é penalizada com um tiro livre indireto, sendo a bola colocada
sobre a linha divisória da quadra, no local mais próximo de onde a bola
ultrapassou, vedada a aplicação da Lei da Vantagem;

• Se o goleiro defender a bola parcialmente, não é considerado como primeiro toque


e os companheiros podem passar essa bola ao goleiro, sem que tenha sido jogada
ou tocada em um jogador adversário. Entretanto se esse passe for deliberado com
os pés o goleiro não poderá tocar na bola com as mãos. Se isso acontecer será
punido com um tiro livre indireto;

3 Medidas Disciplinares
Infrações sancionadas com cartão amarelo (advertência)
187
DIRETRIZES PARA AS COMPETIÇÕES DA CBFS 2025

Advertência com cartão amarelo por comportamento antidesportivo


Existem diferentes ações nas quais um jogador é advertido com cartão amarelo por
conduta antidesportiva, entre as quais:

• Entrar na quadra de jogo para recompor sua equipe antes de transcorridos os


02(dois) minutos de expulsão temporária ou de sua equipe ter sofrido um gol;

• Trocar seu número de camisa sem avisar o 3º árbitro/anotador e o árbitro;

LEI 13 – TIROS LIVRES


Bola entra na meta
Não será considerado um gol contra quando na cobrança de um tiro livre direto ou
indireto a bola entrar na própria meta do executante sem que tenha tido um segundo
toque de outro jogador. Nessa situação mesmo que a bola venha de um rebote da
trave ou travessão e não tocar em nenhum outro jogador e entrar na meta do
executante deve ser marcado um tiro de canto para a equipe adversária.

LEI 14 – O TIRO PENAL

1 Procedimento
• Durante o jogo na cobrança do pênalti é permitido fazer um passe a um
companheiro desde que a bola seja chutada para frente e o companheiro esteja
a uma distância mínima de cinco metros até que a bola esteja em jogo;

Além do que já está na primeira parte desse livro quando se prorroga um jogo para
a cobrança de um pênalti, enquanto a bola estiver na sua trajetória o jogo não é
encerrado. Se a bola bater em uma ou nas duas traves ou travessão e entrar no
gol tocando ou não no goleiro e entrar na meta, ou ainda se o goleiro realizar uma
defesa parcial e a bola ao tocar na quadra e com o efeito entrar na meta, o gol
será válido. O árbitro deve aguardar o final da trajetória da bola;

LEI 15 – O TIRO LATERAL


É válido o gol marcado de tiro lateral, se a bola em sua trajetória tocar ou for tocada
por qualquer jogador.

Quando a bola sair pela linha lateral, imediatamente o árbitro mais próximo deve
indicar para que lado vai ser cobrado, apontando com o braço num ângulo de 45º
acima de sua cabeça.

1 Procedimento
Ao executar o tiro lateral:
• O jogador que executar a cobrança pode pisar fora da linha lateral, em cima ou
dentro da quadra.
188
DIRETRIZES PARA AS COMPETIÇÕES DA CBFS 2025

• Quando a bola sair da quadra de jogo em qualquer local da linha lateral e houver
uma substituição nesse momento, o jogador substituto para executar essa
cobrança primeiro tem que entrar na quadra.

2 Infrações e sanções
• Se o jogador cobrar um tiro lateral sem ter entrado na quadra, um dos árbitros
paralisa o jogo, adverte verbalmente este jogador, determina que o mesmo entre
na quadra, depois saia da quadra e execute a cobrança. A bola permanece de
posse da mesma equipe e não se aplica cartão.

• Na reincidência do mesmo jogador, na mesma cobrança, um dos árbitros paralisa


o jogo, aplica cartão amarelo e reverte o tiro lateral para a equipe adversária. Esse
procedimento tem que ser adotado em cada cobrança do tiro lateral em que o
jogador não entrou na quadra.

• Se o jogador adversário estiver a menos de 05 (cinco) metros de distância, mas


não atrapalhar a execução, a cobrança pode ser autorizada.

LEI 16 – O ARREMESSO DE META

1 Infrações e sanções
• Quando a execução do arremesso de meta coincidir com a substituição do goleiro
e este lançar ou soltar a bola dentro de sua área a mesma estará em jogo, se o
substituto ao entrar na quadra tocar na bola antes de um adversário deverá ser
sancionado com um tiro livre indireto por ter cometido um bitoque.

• Quando a execução do arremesso de meta coincidir com a substituição do goleiro


e este lançar ou soltar a bola dentro de sua área a mesma estará em jogo, se o
substituto ao entrar na quadra recebê-la em devolução de jogador de sua equipe
deverá ser sancionado com um tiro livre indireto por uma devolução.

• Quando a execução do arremesso de meta com a bola em condição de ser jogada


coincidir com a substituição do goleiro, se o substituto demorar mais de 4
segundos para realizar o arremesso de meta deverá ser sancionado com um tiro
livre indireto.

• Quando da execução do arremesso de meta, o goleiro não pode ultrapassar com a


mão a linha da área de pênalti, pode ultrapassar parcialmente com o corpo. No
arremesso de meta vale sempre a posição da bola. Esse mesmo entendimento
prevalece para todo e qualquer arremesso do goleiro, com as mãos. Ele pode sair
com qualquer outra parte do corpo fora da área de pênalti.
189
DIRETRIZES PARA AS COMPETIÇÕES DA CBFS 2025

• Na regra nacional para o masculino e feminino nas categorias Sub 07, Sub 08,
Sub 09, Sub 10, Sub 11, Sub 12, Sub 13, Sub 14 e Sub 15, é proibido que o
goleiro lance o arremesso de meta de maneira deliberada diretamente além da
linha divisória da sua meia quadra sem que a bola toque em sua meia quadra ou
em qualquer jogador colocado nessa meia quadra. Quando isso ocorrer, a equipe
do goleiro infrator é penalizada com um tiro livre indireto, sendo a bola colocada
sobre a linha divisória da quadra, no local mais próximo de onde a bola
ultrapassou, vedada a aplicação da Lei da Vantagem;

LEI 17 – O TIRO DE CANTO

1 Procedimento
O executor do tiro de canto pode ter o pé de apoio em cima da linha lateral ou de
meta.
190

MODELO DE
RELATÓRIO DE
EXPULSÕES
191
MODELO DE RELATÓRIO DE EXPULSÕES

1. POR PRATICAR FALTA


Ao 00 minuto de jogo, expulsei o jogador camisa nº, Sr. (nome completo do jogador),
Registro nº, da equipe XXX, por ter cometido uma falta na disputa (ou sem a disputa)
da bola, atingindo o jogador adversário de camisa nº, Sr. MM na altura do
tornozelo direito, derrubando-o, tendo que ser atendido pelo massagista/médico de
sua equipe (ou não necessitando de atendimento) e retirado da quadra,
retornando posteriormente ao jogo (ou não retornando mais ao jogo). A referida falta
era passível de cartão amarelo (ou vermelho). O jogador faltoso já possuía cartão
amarelo (qual o motivo) e retirou-se normalmente da quadra (ou tomou alguma
outra atitude antes de sair da quadra ou ainda após ter saído da quadra).

2. POR AGRESSÃO
Ao 00 minuto de jogo, expulsei o jogador de camisa nº, Sr. (nome completo do
jogador), Registro nº, da equipe XXX por desferir um soco no jogador de camisa
nº, Sr. (nome completo do jogador), da equipe YYY, atingindo-o na face do lado
direito. Em ato contínuo o jogador atingido revidou desferindo um pontapé, atingindo
o jogador na perna direita na altura da coxa. Após estes fatos ambos se retiraram
para os respectivos vestiários normalmente.

OBS. Citar sempre quem iniciou a agressão, mas nunca usar o termo “AGRESSÃO”
no relatório e sim desferiu um soco, um pontapé, uma cotovelada, etc.

3. POR INFRAÇÕES MORAIS


Ao 00 minuto de jogo, expulsei o treinador Sr. (nome completo do treinador ou
membro da comissão técnica), da equipe XXX, por reclamar da marcação de uma
falta contra a sua equipe dizendo as seguintes palavras: (dizer textualmente as
palavras pronunciadas pelo treinador, sem usar o termo “ofendeu”).

4. POR IMPEDIR UM GOL


Ao 00 minuto de jogo, expulsei o goleiro ou jogador camisa nº 00, Sr. (nome completo
do jogador), Registro nº, da equipe XXX, por ter interceptado a bola com a mão ou
cometido uma falta, fora ou dentro da área penal, quando a bola ia em direção a meta,
impedindo com meios ilegais a marcação de um tento contra a sua equipe. Após a
expulsão o referido jogador retirou-se normalmente da quadra, ou relatar alguma outra
reação por parte deste.

5. POR PRATICAR FALTA EM SITUAÇÃO DE OCG EXCEÇÃO


Ao 00 minutos de jogo, expulsei diretamente o jogador camisa nº, Sr. (nome completo do
jogador), Registro nº, da equipe XXX, tendo em vista que o referido jogador ao ver que a
equipe adversária com a posse da bola, contava com número maior de jogadores ativos
do que sua equipe indo em direção a sua meta, deliberadamente, por trás e em nenhum
momento tentando disputar a bola "agarrou" (calçou/empurrou/chutou etc.) (citar em que
parte do corpo teve o impacto) seu adversário de camisa nº, Sr. MM, derrubando-o,
sendo necessário o atendimento médico devido a contusão ocasionada pela queda (citar
a parte do corpo que teve a contusão) (ou não necessitando de atendimento) e retirado
da quadra, retornando posteriormente ao jogo (ou não retornando mais ao jogo). O
jogador expulso retirou-se normalmente da quadra (ou tomou alguma outra atitude antes
de sair da quadra ou ainda após ter saído da quadra).
192
MODELO DE RELATÓRIO DE EXPULSÕES

6. PARALIZAÇÃO DO JOGO
Ao 00 minuto de jogo, paralisei o jogo por 00 minuto tendo em vista que um
torcedor da equipe XXX, identificado pelo seu uniforme jogou um copo com líquido
dentro da quadra, ou por falta de energia elétrica, ou por qualquer outro problema. O
jogo esteve paralisado por 00 minuto. É importante sempre colocar o tempo de
jogo, o tempo que esteve paralisado, o motivo ou qualquer outra observação que
achar relevante.

7. W X O
A equipe XXX não compareceu à quadra no horário previsto para o jogo, sendo
aguardados 00 minutos de tolerância conforme previsto no Art. 00 do Regulamento e
mesmo assim a equipe não compareceu. Caso a equipe tenha comparecido após o
horário previsto para tolerância, citar no relatório inclusive quais os motivos alegados.

8. REPRESENTANTES
Os Representantes devem fazer um relatório minucioso de tudo que ocorreu antes,
durante e após os jogos, relatando inclusive, em separado, a atuação da equipe
de arbitragem, principalmente em lances polêmicos do jogo, fazendo o seu relato e
não copiando o relatório dos árbitros, dificultando a tomada de decisões pela
comissão disciplinar para punições de jogadores e comissão técnica.

9. POR AGRESSÃO A ARBITRAGEM


Ao 00 minuto de jogo, expulsei o jogador de camisa nº, Sr. (nome completo do
jogador), Registro nº, da equipe XXX, por haver me atingido ou meu auxiliar com
(soco, pontapé, etc...) na altura do (citar o local atingido), quando da marcação de
(citar a penalidade contra a sua equipe). Esclareço que o (soco, pontapé, etc...)
causou-me (citar se houve ferimento, hematoma, etc.) fato constatado pelo (citar
nomes de quem o socorreu e hospital que o tenha atendido). Em anexo, os
documentos comprobatórios para que possam servir de subsídio para a Comissão
Disciplinar.

10. EQUIPAMENTOS
Os árbitros devem observar as instalações dos ginásios colocadas à disposição,
vestiário da equipe visitante, vestiário dos oficiais de arbitragem, quadra de jogo,
marcações da quadra, redes, gols, mesa para anotações, placar eletrônico, redes
de proteção da quadra, iluminação (nº de lâmpadas queimadas). Relatar tudo que
esteja em desacordo com a regra.

11. PÚBLICO
Observar o comportamento do público com a equipe adversária e arbitragem e
qualquer anormalidade relatar todos os fatos ocorridos.
193
MODELO DE RELATÓRIO DE EXPULSÕES

12. RECOMENDAÇÕES
Quando o atleta ou membro da comissão técnica for expulso deverá ser relatado se
foi expulsão direta ou em decorrência do segundo cartão amarelo.
Os relatórios devem ser claros e escritos de maneira de fácil interpretação, em letra de
forma legível (quando o relatório for físico), relatando todos os acontecimentos na
ordem que foram ocorrendo, sem omitir fatos ocorridos e sem relatar fatos que não
tenha presenciado. Se o 3º árbitro/anotador, cronometrista ou representante,
presenciou algum fato ocorrido e trouxe ao seu conhecimento, deve relatar e
dizer quem presenciou o ocorrido. Os relatórios devem ser bem claros de forma
que a Comissão Disciplinar possa interpretar como ocorreu o fato fazendo um
julgamento correto, evitando punir com severidade ou abrandando penas, por
relatórios mal redigidos. Muitos relatórios são difíceis de entender a letra.
Vamos lembrar aos oficiais de arbitragem que um relatório mal feito ou de difícil
interpretação pode culminar com o indiciamento do próprio oficial de arbitragem.
Sempre que um jogador cometer uma falta, um jogador sofreu esta falta.
Sempre que alguém cometeu uma agressão, alguém foi agredido.
Sempre dizer o local que foi atingido, se foi na disputa de bola ou não, se teve que ser
atendido pelo departamento médico ou não, se teve que ser substituído ou não, se
retornou a quadra ou não, etc.

Na sequência a transcrição de parte da orientação recebida do Superior Tribunal de


Justiça Desportiva do Futebol de Salão:
(...)
“O objetivo desta solicitação é garantir que os relatos fornecidos pelos árbitros sejam
suficientemente detalhados, possibilitando assim uma análise precisa dos eventos
para a aplicação justa e adequada das normas disciplinares previstas no Direito
Desportivo. Ao detalhar os fatos com precisão, assegura-se que os órgãos julgadores
possam tomar decisões mais informadas, com base em uma compreensão plena das
ocorrências durante as competições.
Objetiva-se com a orientação contribuir para uma gestão disciplinar mais eficaz e
transparente, fortalecendo o compromisso com a integridade e a justiça no esporte.”
194

Você também pode gostar