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Controle Estatístico de Processos: Ferramentas

O Controle Estatístico de Processos (CEP) é uma coleção de ferramentas que visa estabilizar processos e melhorar a qualidade através da redução da variabilidade. As principais ferramentas incluem gráficos de controle, que monitoram a qualidade e ajudam a identificar causas atribuíveis de variação. O uso eficaz do CEP requer envolvimento gerencial e a criação de uma cultura organizacional voltada para a melhoria contínua.

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Bruna Oliveira
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Controle Estatístico de Processos: Ferramentas

O Controle Estatístico de Processos (CEP) é uma coleção de ferramentas que visa estabilizar processos e melhorar a qualidade através da redução da variabilidade. As principais ferramentas incluem gráficos de controle, que monitoram a qualidade e ajudam a identificar causas atribuíveis de variação. O uso eficaz do CEP requer envolvimento gerencial e a criação de uma cultura organizacional voltada para a melhoria contínua.

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Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Curso de Engenharia de Produção

Ferramentas Aplicadas a
Engenharia de Produção I

Profa. : Alessandra Lopes Carvalho, Dra


Capítulo 5
Métodos e Filosofia do Controle
Estatístico do Processo

PUC Minas- Disciplina FAP I - Profa: Alessandra Lopes Carvalho, Dra


Introdução
O Controle Estatístico de Processos (CEP) é uma poderosa
coleção de ferramentas de resolução de problemas útil na
obtenção da estabilidade do processo e na melhoria da
capacidade através da redução da variabilidade.

O CEP pode ser aplicado a qualquer processo.


Suas sete principais ferramentas são:

1-Apresentação em histograma ou ramo-e-folhas


2-Folha de Controle
3-Gráfico de Pareto
4-Diagrama de causa e efeito
5-Diagrama de concentração de defeito
6-Diagrama de Dispersão
7-Gráfico de Controle
PUC Minas- Disciplina FAP I - Profa: Alessandra Lopes Carvalho, Dra
Suas sete ferramentas englobam apenas os aspectos técnicos.

O CEP constrói um ambiente no qual todos os indivíduos da


organização desejam a melhoria continua da qualidade e
produtividade.

Necessário o envolvimento da gestão e criação


de uma cultura organizacional favorável

Considerando todas as ferramentas, o gráfico de Controle de


Shewhart é o mais sofisticado tecnicamente.

PUC Minas- Disciplina FAP I - Profa: Alessandra Lopes Carvalho, Dra


Causas Aleatórias e Atribuíveis da Variação da Qualidade

Em qualquer processo de produção sempre existirá uma pequena


variabilidade natural e inevitável. Quando um processo opera
apenas com as causas aleatórias de variação (inevitáveis), diz-se
que está sob controle estatístico.

Outros tipos de variabilidade podem estar presentes na saída do


processo:
- Máquinas ajustadas ou controladas inadequadamente;
- Erros do operador;
- Matéria prima defeituosa.

Causas atribuíveis Variabilidade geralmente muito grande


quando comparada à variabilidade natural.

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Exemplo: Causas Aleatórias e Atribuíveis

PUC Minas- Disciplina FAP I - Profa: Alessandra Lopes Carvalho, Dra


Causas atribuíveis e aleatórias da variabilidade

t3

t2 Causas atribuível 3 presente;


o processo está fora de controle
3 > 0 ; µ3< µ0

t1 Causas atribuível 2presente;


o processo está fora de controle
2 = 0 ; µ2> µ0

Causas atribuível 1presente;


o processo está fora de controle
1 > 0 ; µ1= µ0
0
Apenas causas aleatórias presentes;
o processo está sob controle

LIE µ0 LSE Característica da qualidade do processo, x

PUC Minas- Disciplina FAP I - Profa: Alessandra Lopes Carvalho, Dra


O maior objetivo do Controle Estatístico do Processo é detectar
rapidamente a ocorrência de causas atribuíveis das mudanças
do processo de forma que a investigação do problema e posterior
ação corretiva possam ser realizadas antes que muitas peças não
conformes sejam fabricadas.

Gráfico de Controle:
- Técnica de monitoramento online;
- Pode ser utilizado para estimar os parâmetros e posterior
determinação da capacidade de um processo;
- Contribui para o objetivo final do CEP: eliminação da variabilidade.

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Base Estatística do Gráfico de Controle

Princípios Básicos
Onde:
Vm
LSC Vm é a variável a ser medida
LC
nl é o número de leituras
LC é a média geral de todas as leituras
LIC LSC é o limite superior de controle
nl LIC é o limite inferior de controle

Apresentação gráfica de uma característica de qualidade que foi


medida ou calculada a partir de uma amostra versus o número de
amostras;
- um ponto fora dos limites de controle é interpretado como
evidência que o processo está fora de controle;

- mesmo que todos os pontos estejam entre os limites de


controle, um comportamento sistemático (não aleatório)
pode indicar processo fora de controle.
PUC Minas- Disciplina FAP I - Profa: Alessandra Lopes Carvalho, Dra
Exemplo:
Em uma fábrica de anéis de pistão para automóveis, uma característica
crítica de qualidade é o diâmetro interno do anel. O processo pode ser
controlado considerando um diâmetro interno médio de 74mm e desvio
padrão de 0,01 mm. A cada hora extrai-se uma amostra aleatória de 5
aneis, e calcula-se a média para “plotar” no gráfico.

-
74,0180-
74,0135- LSC
74,0090-
74,0045-
74,0000-
73,9955-
73,9910-
LIC
73,9865-
73,9820-
-
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16

PUC Minas- Disciplina FAP I - Profa: Alessandra Lopes Carvalho, Dra


Como os limites de controle foram determinados?
_
x  74 mm Media do processo

Desvio padrão
  0,01 mm
Tamanho da amostra
n5
 0,01 Desvio padrão da amostra
     0,0045
x n 5
Limite de controle “três-sigma”
_
LSC  x  Z  / 2     74  3(0,0045)  74,0135
 x
_
LIC  x  Z / 2     74  3(0,0045)  73,9865
 x

Constante escolhida arbitrariamente

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Modelo geral para um gráfico de controle

Seja um conjunto amostral w representativo de alguma característica


de qualidade de interesse. A media de w é xw e o desvio padrão de
xw é w.

A linha central LC, limite superior de controle LSC e o limite inferior


de controle LIC são dados por:

LSC   w  L  w onde:

LC   w 
  
x n
LIC   w  L  w
L: distância dos limites de controle
à linha central expressa em
unidades de desvio padrão

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O mais importante é melhorar o processo!
- A maior parte dos processos não opera sob controle estatístico;

- O uso rotineiro e atento dos gráficos de controle identificará


causas atribuíveis diminuindo a variabilidade e
conseqüentemente melhorando o processo;

- O gráfico de controle apenas detectará causas atribuíveis


sendo necessária uma ação em nível gerencial.

Uma parte importante do processo de ação corretiva associada ao uso do


Gráfico de controle é o Plano de Ação para Fora-de-Controle

Fluxograma ou descrição textual da sequência de atividades que devem


ser realizadas em seguida à ocorrência de um evento ativador

Documento vivo

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Melhoria do processo com o uso do gráfico de controle

Entrada Saída
Processo

Sistema de Medição

Verificar e Detectar causa


acompanhar atribuível

Implementar Identificar a causa


ação corretiva raiz do problema

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Exemplo indústria alimentícia

15
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Os gráficos de controle podem ser utilizados como dispositivo
de estimação.

A partir de um gráfico de controle que exibe controle estatístico


É possível estimar média, desvio padrão, fração de itens não
conformes

Determinar a capacidade do processo

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Tipos de Gráficos de Controle

Gráfico de Controle Para Variáveis

Característica da qualidade é expressa por um número em


uma escala contínua de medidas.

Gráfico de Controle Para Atributos

Característica da qualidade não é expressa por uma escala


contínua de medidas.

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_
LSC  x  Z  / 2     74  3(0,0045)  74,0135

_
 x

LIC  x  Z / 2     74  3(0,0045)  73,9865


 x
} Limites de controle

_
LSA  x  Z / 2     74  2(0,0045)  74,0090

_
 x

LIA  x  Z  / 2     74  2(0,0045)  73,9910


 x
} Limites de alerta

-
74,0180-
74,0135- LSC
74,0090- LSA
74,0045-
74,0000-
73,9955-
73,9910- LIA
LIC
73,9865-
73,9820-
-
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16

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Subgrupos Racionais

Subgrupos ou amostras devem ser selecionados de tal modo que,


se estiverem presentes causas atribuíveis, a chance de diferenças
entre os grupos será maximizada, enquanto a chance de diferenças
devido a essas causas atribuíveis dentro de um subgrupo será
minimizada.

A base lógica para a formação de subgrupos racionais é obedecer a


ordem temporal da produção.

Mesmo que a ordem temporal seja respeitada podem ocorrer


problemas. Exemplo:
algumas observações são tomadas ao final de um turno
e inicio do turno seguinte.

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Análise de Padrões em Gráficos de Controle

- Padrão não aleatório


- 19 dos 25 pontos são localizados abaixo da linha central, enquanto
somente 6 estão acima;
-Pode ser observado também que, em seguida ao quarto ponto,
cinco pontos em fila aumentam magnitude (formam uma sequência)

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Comportamento cíclico

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O Western Electric Handbook (1956) sugere um conjunto de regras
de decisão para detecção de padrões não aleatórios:

1- um ponto fora dos limites de controle 3 sigma


2- dois pontos, em três consecutivos, além dos limites de alerta 2 sigma
3- quatro pontos, em cinco consecutivos, a uma distância de 1 sigma ou
mais em relação à linha central
4- oito pontos consecutivos se localizam de um mesmo lado da linha central

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Exemplos de padrões não aleatórios

Pontos fora dos limites 3 sigmas

Fonte: [Link]

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Exemplos de padrões não aleatórios

Deslocamento da média

Fonte: [Link]

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Tendências

Fonte: [Link]

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Seqüência de pontos fora dos limites 2 sigma

Fonte: [Link]

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Referência Bibliográfica

MONTGOMERY, D.C.
Introdução ao Controle Estatístico da Qualidade.
Rio de Janeiro: LTC, 2016, 549p

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