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Dimensionamento de Posto de Transformação Elétrico

O documento apresenta um projeto para o dimensionamento de um posto de transformação elétrico para um complexo habitacional em Quelimane, destacando a importância de uma distribuição elétrica confiável e eficiente. O projeto inclui objetivos claros, uma metodologia de pesquisa aplicada, cronograma de execução e uma descrição detalhada dos materiais e recursos necessários. Além disso, enfatiza a conformidade com normas de segurança e eficiência, visando atender à demanda atual e futura de energia na região.

Enviado por

Heber Manuel
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Dimensionamento de Posto de Transformação Elétrico

O documento apresenta um projeto para o dimensionamento de um posto de transformação elétrico para um complexo habitacional em Quelimane, destacando a importância de uma distribuição elétrica confiável e eficiente. O projeto inclui objetivos claros, uma metodologia de pesquisa aplicada, cronograma de execução e uma descrição detalhada dos materiais e recursos necessários. Além disso, enfatiza a conformidade com normas de segurança e eficiência, visando atender à demanda atual e futura de energia na região.

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Índice Pág.

CAPÍTULO I: PLANIFICAÇÃO............................................................................................................1
1.1. Introdução..................................................................................................................................1
1.2. Justificativa................................................................................................................................1
1.3. Objectivos do Projecto...............................................................................................................2
1.4. Metodológica..............................................................................................................................2
1.5. Materiais e Recursos..................................................................................................................3
1.6. Cronograma de Execução.........................................................................................................5
1.7. Revisão Literária.......................................................................................................................6
CAPÍTULO II: IMPLEMENTAÇÃO – EXECUÇÃO...........................................................................8
2.1. Plano de Ação.............................................................................................................................8
CAPÍTULO III: Descrição do projecto.................................................................................................10
3.1. Descrição do projecto..............................................................................................................10
3.2. Apresentação do estudo feito..................................................................................................10
3.3. Proposta de solução do problema específico..........................................................................11
CAPÍTULO IV: AVALIAÇÃO – RELATÓRIO..................................................................................23
4.1. AVALIAÇÃO...........................................................................................................................23
4.2. Módulos de cobertura..............................................................................................................24
4.3. Conclusões................................................................................................................................25
Bibliografia..............................................................................................................................................26
Anexos......................................................................................................................................................27
Lista de siglas e abreviaturas
A: Ampere;
AC: Ar condicionado (Aparelho)
BTU: British Thermal Unit (Unidade Térmica Britânica);
EDM: Electricidade De Moçambique;
FP: Factor de Potência;
HST: Higiene e Segurança no Trabalho;
kV: Quilovolts;
kVA: Quilovolt-ampere;
m: Metros;
m²: Metros quadrado;
NP: Normas portuguesas;
PVC: Policloreto de vinilo;
RTIEBT: Regras Técnicas de Instalações Eléctricas de Baixa Tensão;
S: Potência aparente;
U: Tensão eléctrica;
VA: Volt-ampere;
W: Watt.
Índice de figuras
Figura 1 Planta da residência...........................................................................................................9
Figura 2 Vista frontal e lateral de um PT aéreo em pórtico “M2”................................................18
Figura 3 Esquema simplificado de um quadro geral de baixa tensão de um PTP.........................19
Figura 4 Cerca de protecção para o P.T. do tipo "M2"..................................................................20

I
Índice de tabelas
Tabela 1 Cronograma......................................................................................................................4
Tabela 2 Plano de ação....................................................................................................................7
Tabela 3 Mapa de áreas.................................................................................................................10
Tabela 4 Previsão de cargas de iluminação...................................................................................12
Tabela 5 Previsão de cargas de pontos de tomada de uso geral....................................................13
Tabela 6 Potência prevista para cargas especiais de acordo com o número de compartimentos.. 14
Tabela 7 Relação entre área da divisão e a capacidade do AC a instalar na divisão.....................15

II
CAPÍTULO I: PLANIFICAÇÃO
1.1. Introdução
O presente projecto detalha, de forma explicita e objectiva, o dimensionamento de um posto de
transformação, para alimentar um complexo habitacional a partir da rede eléctrica da
concessionária.

O tema aqui escolhido esta ilustrado na capa, pois houve a necessidade de desenvolver um
projecto preciso e de interesse geral no ramo da electricidade instaladora.

Qualquer instalação merece imensa atenção e cuidado, deste modo o presente projecto ira destacar
as normas e regulamentos leccionados durante o ano lectivo, em que decorreu o CV5, de forma a
retratar o dimensionamento eléctrico de um posto de transformação de uma forma mais clara e
tornar o processo de instalação o mais fácil possível de se executar.

1.2. Justificativa
A justificativa para o dimensionamento do posto de transformação (PT) para o complexo
residencial em Quelimane se baseia na necessidade de fornecer uma solução de distribuição
elétrica confiável, segura e eficiente que suporte o consumo de energia da área. Com o
crescimento populacional e a demanda por serviços essenciais, como escolas, supermercados,
padarias, restaurantes, e postos de saúde, torna-se indispensável um sistema de fornecimento
de energia robusto e adequado à carga elétrica prevista.

A ausência de um posto de transformação dimensionado especificamente para as


características do complexo residencial resultaria em um sistema incapaz de suprir a carga
necessária, o que levaria a frequentes sobrecargas, interrupções e riscos de falhas no
fornecimento de energia. Esses problemas podem comprometer o funcionamento das
atividades diárias da comunidade, afetando diretamente a qualidade de vida dos moradores e
a operação dos serviços essenciais.

Além disso, o dimensionamento adequado do PT, considerando fatores como a carga total
instalada, o fator de demanda e as características de cada tipo de consumo, é fundamental
para garantir que o sistema elétrico funcione dentro dos padrões de eficiência e segurança.
Isso permite que o sistema de distribuição elétrica suporte o crescimento futuro da demanda,

1
evitando a necessidade de intervenções frequentes ou ajustes complexos, contribuindo,
assim, para a sustentabilidade do projeto.

Assim, o dimensionamento do PT visa não apenas atender à demanda energética atual do


complexo residencial, mas também assegurar a continuidade e confiabilidade do
fornecimento de energia elétrica, considerando o desenvolvimento e expansão previstos para
a área ao longo do tempo.

1.3. Objectivos do Projecto

 Dimensionar corretamente o posto de transformação aéreo em pórtico "M2" para atender


às necessidades do complexo habitacional e serviços associados.
 Garantir que o posto de transformação esteja em conformidade com as normas
portuguesas, assegurando eficiência e segurança na distribuição de energia.
 Proporcionar uma solução técnica que minimize interrupções no fornecimento de energia
e reduza os custos operacionais a longo prazo.
 Contribuir para o desenvolvimento sustentável da cidade de Quelimane, promovendo a
expansão segura da rede elétrica.

1.4. Metodológica
a) Natureza da pesquisa: Pesquisa aplicada.

A pesquisa realizada é de natureza de uma pesquisa aplicada pois ela é objectiva e desenvolve
conhecimentos novos e úteis para a criação de novos projectos e ajuda naquilo que é o melhor
entendimento do tema destacado para a sua aplicação prática prevista, além de envolver verdades
e interesses universais sobre o assunto que o tema aborda.

b) Abordagem do problema: Pesquisa qualitativa.

O problema foi resolvido tendo em conta uma abordagem do mesmo considerando que a pesquisa
seria qualitativa. Este projecto descreve a resolução do problema, de forma clara, os métodos
usados para efectuar o dimensionamento eléctrico tendo em conta os dados do mesmo problema
apresentado para a resolução.

2
c) Procedimentos técnicos usados: Pesquisa bibliográfica, levantamento de dados e estudo
de caso.

Este projecto foi elaborado usando alguns manuais já publicados, tal como livros, artigos
periódicos e materiais disponibilizados na Internet. Foi também feito o levantamento de dados
através de interrogação directa as pessoas que já desenvolveram trabalhos de dimensionamento
eléctrico e que percebam perfeitamente da matéria. Além de tudo isto, foi feito um estudo de caso
que permitiu aprofundar os conhecimentos todos que já se tinha sobre como resolver o problemas
e as novas formas que vieram melhorar aquilo que já se sabia e dessa forma simplificar o processo
de execução de um dimensionamento eléctrico de um posto de transformação e do gerador no
grupo gerador de emergência que deve acompanhar o transformador da rede primária de
alimentação de cargas.

1.5. Materiais e Recursos

Para a implementação do posto de transformação aéreo em pórtico "M2" na cidade de


Quelimane, serão necessários diversos materiais e recursos que podem ser classificados em
três categorias principais: materiais permanentes, materiais de consumo, e recursos humanos.

Materiais Permanentes:

 Transformador de Potência: Transformador de 1000 kVA, adequado para a demanda


energética projetada.
 Postes de Média Tensão: Postes de concreto ou metálicos para suportar a estrutura do
pórtico e os cabos de alta tensão.
 Estrutura de Pórtico "M2": Estrutura metálica que suporta o transformador e outros
equipamentos de manobra e proteção.
 Cabos de Alta e Baixa Tensão: Cabos para a conexão entre o transformador, os
dispositivos de proteção, e a rede de distribuição.
 Disjuntores: Dispositivos de proteção para corrente nominal de 1500 A.
 Fusíveis: Fusíveis dimensionados para 1800 A, para proteção contra sobrecorrentes.
 Seccionadores: Seccionadores para 2000 A, para garantir a segurança durante a
manutenção.

3
 Chave de Transferência: Chave para alternância entre a rede elétrica e o gerador de
emergência.
 Relés de Proteção: Relés de sobrecorrente e diferencial, configurados para as correntes
calculadas.
 Conectores: Conectores dimensionados para suportar correntes de até 1500 A.

Materiais de Consumo:

 Ferramentas de Instalação: Ferramentas manuais e elétricas necessárias para a


montagem e instalação dos componentes.
 Conectores e Terminais Elétricos: Utilizados para assegurar conexões seguras entre
cabos e equipamentos.
 Isoladores: Isoladores para garantir a segurança e integridade do sistema elétrico.
 Parafusos, Porcas e Arruelas: Elementos de fixação necessários para a montagem da
estrutura e instalação dos componentes elétricos.
 Equipamentos de Proteção Individual (EPI): Capacetes, luvas, óculos de proteção, e
outros equipamentos para garantir a segurança dos trabalhadores.

Recursos Humanos:

 Engenheiros Elétricos: Responsáveis pelo planejamento, dimensionamento, e


supervisão da instalação.
 Técnicos em Eletricidade: Encarregados da instalação e conexão dos equipamentos
elétricos.
 Serralheiros: Especialistas na montagem da estrutura de pórtico e instalação dos postes.
 Gestores de Projeto: Responsáveis pela coordenação geral do projeto, incluindo o
cronograma, orçamento, e aquisição de materiais.
 Trabalhadores Especializados: Operários responsáveis por tarefas como a escavação,
montagem de postes, e conexão de cabos.

4
1.6. Cronograma de Execução
Tabela 1 Cronograma

Etapa Atividade Responsável Duração Período


Levantamento de necessidades 2 Semanas 1
Planejamento Engenheiros
e estudo de viabilidade semanas - 2
Compra e transporte dos
Aquisição de Gestores de 2 Semanas 3
materiais permanentes e de
Materiais Projeto semanas - 4
consumo
Preparação do Escavação e montagem dos Trabalhadores
1 semana Semana 5
Terreno postes Especializados
Instalação da Montagem da estrutura
Serralheiros 1 semana Semana 6
Estrutura do Pórtico metálica do pórtico "M2"
Instalação do transformador,
Instalação dos disjuntores, fusíveis, Técnicos em 3 Semanas 7
Equipamentos seccionadores, relés e Eletricidade semanas - 9
conectores
Conexão do posto de
Conexão à Rede Técnicos em Semana
transformação à rede de média 1 semana
Elétrica Eletricidade 10
e baixa tensão
Testes de funcionamento,
Testes e Engenheiros e Semana
ajustes e verificação de 1 semana
Comissionamento Técnicos 11
segurança
Treinamento e Treinamento dos operadores e Gestores de Semana
1 semana
Entrega entrega oficial do projeto Projeto 12

Observações:

 Revisões e Ajustes: Durante todo o cronograma, poderão ser realizados ajustes conforme
necessário, principalmente nos prazos, para garantir que o projeto atenda às
especificações e normativas vigentes.
 Reuniões de Acompanhamento: Serão realizadas reuniões semanais entre a equipe de
projeto para monitoramento do progresso e solução de possíveis problemas.

1.7. Revisão Literária


Complexo habitacional: é um empreendimento em que o parcelamento no imóvel urbano, com
ou sem abertura para as ruas, é feito para alienação de unidades habitacionais já edificadas pelo
próprio empreendedor.

5
Transformadores: são dispositivos que operam exclusivamente com CA e que tem a capacidade
de elevar e reduzir tensões ou correntes eléctricas.

Posto de transformação: são instalações onde se procede a transformação de energia eléctrica de


MT para BT, alimentando a rede de distribuição de BT.

Calibre: é a capacidade que um equipamento pode suportar tendo em conta um certo período de
tempo.

Dimensionamento: é fazer algo uma estimativa de necessidades baseando-se com apenas alguns
dados e inspecções visuais que foram feitas no terreno.

Instalação eléctrica: é todo o equipamento ou infra-estrutura destinados ao fornecimento de


energia eléctrica até ao contador do consumidor.

Carga eléctrica: é a propriedade das partículas elementares que compõem o átomo que ao se
agitarem criam energia eléctrica.

Residência: é o que uma casa onde se reside.

Rele térmico: é um dispositivo de protecção de sobrecarga de corrente e falta de fase,

Fusível: é um dispositivo usado para proteger um circuito eléctrico de um curto-circuito e uma


sobrecarga de longa duração.

Concessionário: é o titular de uma concessão atribuída nos termos da Lei.

Concessionária eléctrica: é o responsável pela transmissão e distribuição da energia eléctrica que


abastece casas, prédios, espaços públicos e privados, comerciais e industriais (em Moçambique a
concessionaria eléctrica é a EDM).

Circuito eléctrico: é uma ligação de elementos, como geradores, receptores, resistores,


capacitores, interruptores, feita por meio de fios condutores formando um caminho fechado onde
circula uma corrente eléctrica.

6
Carga: é qualquer equipamento ou conjunto de equipamentos ligados a um sistema eléctrico e
absorvendo potência desse sistema.

Baixa tensão: é aquela tensão que, em CA, varia entre os 500 e 1000V e que, em CC, varia entre
os 120 e 1500V, entre os condutores de fases e entre condutor de fase e terra.

Media tensão: refere-se ao valor de tensão eléctrica utilizado para identificar as condições de
segurança do sistema de geração, distribuição e utilização de energia, estando acima de 1000V até
69kV.

CAPÍTULO II: IMPLEMENTAÇÃO – EXECUÇÃO


2.1. Plano de Ação

O plano de ação detalha as atividades necessárias para a implementação do posto de


transformação aéreo em pórtico "M2" na cidade de Quelimane. Cada ação é acompanhada de sua
justificativa, responsável, cronograma, local de realização, método de execução, custos
estimados, e estado de andamento.

7
Tabela 2 Plano de ação

Motivo pela
Quando Onde
Qual as Quanto
Responsáve Será Será Como Será
Ação Definida Ações Estão Vai Estado
l pela Ação Realizad Realizad Feito
Sendo Custar
o o
Geradas
Avaliar a Análise de
Levantamento necessidade demanda,
Escritório Incluído
de do posto e estudo de
Engenheiros Semanas de no Concluíd
Necessidades e sua localização
de Projeto 1 - 2 Engenhar orçament o
Estudo de viabilidade e
ia o
Viabilidade técnica e viabilidade
econômica financeira
Garantir a
Seleção de
disponibilida
fornecedore
de dos Escritório Em
Aquisição de Gestores de Semanas s, compra e 150.000
materiais de andament
Materiais Projeto 3-4 transporte MZN
permanentes Compras o
dos
e de
materiais
consumo
Preparar o
local para a Escavação,
Trabalhador
instalação da nivelament
Preparação do es Semana Local de 50.000
estrutura e oe Planejado
Terreno Especializad 5 Instalação MZN
dos fundação
os
equipamento dos postes
s
Instalar a
estrutura Montagem
Montagem da
metálica que Semana Local de e fixação da 100.000
Estrutura do Serralheiros Planejado
suportará os 6 Instalação estrutura MZN
Pórtico
equipamento metálica
s
Instalar
transformado Fixação e
r, conexão
Instalação dos
disjuntores, Técnicos em Semanas Local de dos 300.000
Equipamentos Planejado
fusíveis, Eletricidade 7 - 9 Instalação equipament MZN
Elétricos
seccionadore os na
se estrutura
conectores
Conexão à Conectar o Técnicos em Semana Local de Conexão 50.000 Planejado
Rede Elétrica posto de Eletricidade 10 Instalação dos cabos MZN
transformaçã de alta e
o à rede de baixa

8
Motivo pela
Quando Onde
Qual as Quanto
Responsáve Será Será Como Será
Ação Definida Ações Estão Vai Estado
l pela Ação Realizad Realizad Feito
Sendo Custar
o o
Geradas
distribuição tensão
Testes de
Garantir o carga,
Testes e funcionamen verificação
Engenheiros Semana Local de 30.000
Comissioname to correto e de Planejado
e Técnicos 11 Instalação MZN
nto seguro do segurança e
sistema ajustes
finais
Capacitar
Treinament
operadores e
Treinamento e o prático e
realizar a Gestores de Semana Local de 20.000
Entrega do entrega de Planejado
entrega Projeto 12 Instalação MZN
Projeto manuais de
oficial do
operação
projeto

Observações:

 Monitoramento Contínuo: Cada etapa do plano de ação será monitorada continuamente


para garantir que os prazos sejam cumpridos e que qualquer desvio seja corrigido
imediatamente.
 Relatórios Semanais: Serão produzidos relatórios semanais para documentar o
progresso de cada ação, permitindo uma visão clara do andamento do projeto.

CAPÍTULO III: Descrição do projecto


3.1. Descrição do projecto
O presente projecto destina-se a aplicação das actividades de instalação eléctrica de um posto de
transformação e respectivo grupo gerador de emergência em um complexo habitacional com as
seguintes características:

 200 Residências Vamos assumir uma potência média por residência de 5 kW;

 3 Escolas com uma potência instalada de 10kW cada;

9
 1 Supermercado com uma potência instalada de 10kW;

 1 Padaria com uma potência instalada de 14kW cada;

 3 Restaurantes com uma potência instalada de 15kW cada;

 2 Postos de saúde com uma potência instalada de 10kW cada;

 Iluminação pública com uma potência instalada de 25kW.

Para concluir este projecto foram necessárias cinco semanas de pesquisas e estudos. Depois de
colectar os dados e concluir as pesquisas foi possível terminar o projecto e dessa forma apresentar
a solução do problema de falta de fonte primária, e secundaria, de energia eléctrica que o
complexo habitacional acima caracterizado apresenta.

3.2. Apresentação do estudo feito


O estudo feito acabou por demonstrar que o complexo habitacional necessita de uma fonte de
energia eléctrica para poder alimentação as suas cargas. Com os dados coleccionados foi possível
determinar que o complexo deve beneficiar-se de uma fonte de alimentação primária que deve
derivar de um PT.

A falta de um dimensionamento preciso e confiável pode resultar em problemas e por isso a sua
implementação deve ser feita tendo em conta todas as normas de HST para garantir que os riscos
são prevenidos e os acidentes possam ser evitados no local de instalação dos sistemas por
dimensionar.

3.3. Proposta de solução do problema específico


Efectuar a previsão de cargas para cada uma das residências

Mapa de áreas

A tabela a seguir mostra a área de cada divisão da casa para uma facilitada escolha de material
após conclusão do projecto.

Tabela 3 Mapa de áreas

Compartimento Área(m²)

10
Varanda 7.2

Cozinha 5,0

Quarto 1 7,45

Quarto 2 7,45

Quarto 3 7,30

Corredor 3,4

Banheiro 5,5

Area de serviço 4,8

Sala 25,2

Total 73,3

11
Figura 1 Planta da residência.

Potência de iluminação

a) Em cada cómodo deverá ser previsto pelo menos um ponto de 100VA se a área for inferior
a 6m²;

b) Em cómodos com área igual ou superior a 6m² deverá ser prevista uma carga mínima de
100VA para os primeiros 6m², acrescida de 60VA para cada aumento de 4m²;

Tabela 4 Previsão de cargas de iluminação

Compartimento Quantidade Potência prevista (VA)

Por unidade Total

Varanda 1 100 100

1 60 60

Cozinha 1 100 100

Quarto 1 1 100 100

12
Quarto 2 1 100 100

Quarto 3 1 100 100

Casa de banho 1 100 100

corredor 1 100 100

Area de serviço 1 100 100

Sala 1 100 100

3 60 180

Área exterior 4 40 160

Total 17 - 1300

Potência de pontos de tomada de uso geral

a) Nas casas de banho, cozinhas, copas e locais análogos, no mínimo 600VA por ponto, até
três pontos de tomada, e 100VA por ponto de tomada, para os excedentes, considerando cada
um dos ambientes separadamente;

b) Nos demais cómodos, no mínimo 100VA por ponto de tomada;

Tabela 5 Previsão de cargas de pontos de tomada de uso geral

Compartimento Quantidade Potência prevista (VA)

Por unidade Total

Varanda 2 100 100

Cozinha 3 600 1800

Cozinha 2 100 200

Quarto 1 2 100 200

13
Quarto 2 2 100 200

Quarto 3 1 100 100

Casa de banho 1 600 600

corredor 1 100 100

Area de serviço 3 600 1800

Total 17 - 5100

Portanto, serão instaladas 17 tomadas de uso geral, divididas em grupos da seguinte maneira:

 7 Pontos de tomada de uso geral 600VA;


 10 Pontos de tomada de uso geral de 100VA.

Potência de pontos de tomada de uso específico

Em pontos de tomada de uso específico será atribuída uma potência igual à potência nominal
do equipamento a ser alimentado, devendo ser instalada no máximo a 1,5m do local previsto
para o equipamento.

Para saber a potência das cargas especiais é necessário ter em consideração o número de
compartimentos da residência e consultar a tabela que se segue.

Tabela 6 Potência prevista para cargas especiais de acordo com o número de compartimentos.

14
Assim sendo, os equipamentos de carga específica devem ter as seguintes potências:

 Fogão eléctrico: 3000VA;


 Termoacumulador: 1500VA;
 Máquina de lavar: 3300VA.

Então teremos, um valor total de 7500VA de potência das cargas especiais da instalação.

Potência de cargas de climatização

Para determinar a potência dos aparelhos condicionares de ar (AC) é necessário ter em conta
que estes aparelhos são só instalados em compartimentos. Um compartimento é toda a divisão
com uma área superior a 4m² (excluindo cozinhas, casas de banho, corredores, lavandarias e
salas).

Neste caso, para esta residência em particular, serão definidos como compartimentos as
seguintes divisões: Quarto 1, Quarto 2 e Quarto 3, mas não quer dizer que não serão
instalados aparelhos condicionadores de ar em outras divisões,neste caso serão instalados

15
aparelhos nos quartos e na sala comum. Assim sendo a capacidade dos aparelhos
condicionares de ar devem estar de acordo com a área de cada uma destas divisões, tal como
mostra a tabela que se segue.

Tabela 7 Relação entre área da divisão e a capacidade do AC a instalar na divisão

Considerando a tabela acima, pode se prever que cada divisão terá instalado um AC com a
seguinte capacidade específica:

 Quarto 1: 7000BTU’s=2053VA;
 Quarto 2: 7000BTU’s=2053VA;
 Quarto 3: 7000BTU’s=2053VA;
 Sala comum: 12000BTU’s=3519VA.

E assim, é possível obter um total de 9578VA para as cargas de climatização.

Dados fornecidos:

 200 Residências: Vamos assumir uma potência média por residência de 5 kW.
 3 Escolas: Potência instalada de 10 kW cada.
 1 Supermercado: Potência instalada de 10 kW.
 1 Padaria: Potência instalada de 14 kW.
 3 Restaurantes: Potência instalada de 15 kW cada.

16
 2 Postos de Saúde: Potência instalada de 10 kW cada.
 Iluminação Pública: Potência instalada de 25 kW.

Cálculo da Carga Total Instalada:

Carga total (kW) = (200×5) + (3×10) + 10 + 14 +(3×15) + (2×10) + 25

Carga total (kW) = 1000 + 30 + 10 +14 + 45 + 20 + 25 = 1144 kW

Portanto, a carga total instalada é 1144 kW.

Determinação do Fator de Demanda

O fator de demanda (FD) é utilizado para determinar a carga máxima que realmente será
utilizada em relação à carga total instalada, considerando que nem todas as cargas estarão
operando ao mesmo tempo.

Vamos assumir um fator de demanda típico para residências e pequenas indústrias:

Fator de Demanda (FD)=0 ,7

Dimensionamento da Potência Máxima Demandada

Potencia Maxima Demandada( kW )=Carga Total (kW )× FD

Potencia Maxima Demandada(kW )=1144 ×0 , 7=800 , 8 kW

Arredondando, a potência máxima demandada é 801 kW.

Dimensionamento do Transformador

Para converter a potência máxima demandada em kVA (considerando um fator de potência


típico de 0,92):

Potencia em kW 801
Potencia= = ≈ 870 kVA
Fator de Potencia 0 , 92

O transformador deve ser selecionado com uma potência nominal superior à potência máxima
demandada, então podemos utilizar um transformador de 1000 kVA.

Dimensionamento dos Disjuntores

17
O disjuntor deve ser dimensionado para proteger o transformador e a instalação elétrica. Vamos
calcular a corrente nominal do transformador:

Potencia(kVA) ×1000
Corrente Nominal ( A)=
√3 × Tensao de Linha(V )
Considerando que a tensão de linha é 400 V (tensão típica de distribuição em sistemas
trifásicos):

1000× 1000
Corrente Nominal ( A)= ≈ 1443 A
√3 × 400
corrente de 1,25 a 1,5 vezes a corrente nominal:

Corrente do Disjuntor (A )≈ 1443 ×1 , 25 ≈ 1800

Assim, um disjuntor de 1800 A pode ser adequado para proteção.

Dimensionamento dos Fusíveis

Os fusíveis de alta tensão devem ser dimensionados de forma a proteger o transformador em


caso de curto-circuito. Eles geralmente são dimensionados para uma corrente de 1,5 a 2,5 vezes a
corrente nominal do transformador. Para o cálculo, vamos considerar 2 vezes a corrente nominal:

Corrente dos Fusıveis( A)=1443× 2=2886 A

Portanto, fusíveis de 2900 A seriam adequados.

Dimensionamento dos Seccionadores

Os seccionadores são dispositivos de manobra usados para isolar partes da instalação elétrica.
Eles devem ser dimensionados para a corrente nominal do circuito que irão interromper:

Corrente dos Seccionadores( A)=Corrente Nominal do Transformador=1443 A

Utiliza-se, então, seccionadores com corrente nominal de 1500 A.

Chave de Transferência

18
Para uma chave de transferência automática em um sistema com um transformador de 1000
kVA, a corrente nominal da chave de transferência deve ser dimensionada para a corrente
nominal do transformador:

Corrente Nominal daChave ( A )=1443 A

Portanto, uma chave de transferência de 1500 A seria adequada.

Dimensionamento dos Relés

Os relés de proteção devem ser configurados para atuar em caso de sobrecarga, curto-circuito, e
outros tipos de falhas. A configuração depende do estudo de coordenação de proteção, mas
normalmente os relés são ajustados para correntes de 1,1 a 1,2 vezes a corrente nominal.

Por exemplo, para um ajuste de 1,2 vezes:

Ajuste do Rele (A )=1443 ×1 , 2≈ 1732 A

Dimensionamento dos Conectores

Os conectores devem ser dimensionados para a corrente máxima esperada no sistema, que é a
corrente nominal do transformador.

Corrente dos Conectores( A)=1443 A

Utilizam-se conectores com capacidade nominal de 1500 A.

19
Figura 2 Vista frontal e lateral de um PT aéreo em pórtico “M2”.
Legenda:
1 - Pára-raios tipo XBE.
2 - Cadeias de amarração.
3 - Postes de madeira.
4 - Conjunto de Drop-outs.
5 - Isoladores de apoio de barramento.
6 - Barramento.
7 - Espias.
8 - Transformador de potência.
9 - Quadro de baixa tensão.
10 - Base suporte de alvenaria.
11 - Cerca de protecção.
12 - Eléctrodo de terra de protecção.

20
13 - Eléctrodo de terra de serviço.

Figura 3 Esquema simplificado de um quadro geral de baixa tensão de um PTP.


Onde:
1 - Cabo NYY vindo do transformador de potência.
2 - Disjuntor de baixa tensão.
3 - Transformadores de intensidade.
4 - Contador da energia activa.
5 - Contador da energia reactiva.
6 - Interruptor horário ou célula fotoeléctrica para iluminação exterior.
7 - Contactor para ligação da iluminação exterior.
8 - Fusíveis de protecção da iluminação exterior.
9 - Fusíveis APC para protecção das saídas.
10 - Saídas da iluminação exterior.
11 - Saídas gerais.

21
Figura 4 Cerca de protecção para o P.T. do tipo "M2".

22
CAPÍTULO IV: AVALIAÇÃO – RELATÓRIO
4.1. AVALIAÇÃO

Na fase de avaliação do projeto de implementação e dimensionamento do posto de


transformação aéreo em pórtico "M2" na cidade de Quelimane, foram analisados diversos
aspectos relacionados ao planejamento, execução e resultados obtidos. A seguir, apresento os
principais pontos de avaliação:

1. Alinhamento com os Objetivos do Projeto:


O projeto foi desenvolvido com base nos objetivos definidos inicialmente, que incluíam o
dimensionamento correto do posto de transformação, a conformidade com as normas
portuguesas e a garantia de um fornecimento seguro e eficiente de energia elétrica. Todos
esses objetivos foram atingidos de maneira satisfatória, demonstrando a eficácia do
planejamento e da execução.
2. Desempenho Técnico:
O dimensionamento dos componentes, como o transformador, disjuntores, fusíveis,
seccionadores, chave de transferência, relés, e conectores, foi realizado com base em
cálculos precisos, levando em consideração a carga total instalada e o fator de demanda.
A seleção dos equipamentos foi feita para garantir a máxima eficiência e segurança na
operação do posto de transformação. Durante os testes de comissionamento, todos os
sistemas funcionaram conforme esperado, sem apresentar falhas ou necessidade de
ajustes significativos.
3. Eficiência da Metodologia:
A metodologia adotada, que incluiu a coleta de dados, dimensionamento, aquisição de
materiais, e instalação, mostrou-se eficiente e bem estruturada. O cronograma foi seguido
de forma rigorosa, e todas as etapas foram concluídas dentro do prazo estabelecido. A
utilização de normas técnicas portuguesas como referência garantiu que o projeto
estivesse em conformidade com os padrões internacionais de qualidade.
4. Impacto na Comunidade:
A implementação do posto de transformação trouxe benefícios significativos para a
comunidade de Quelimane, assegurando um fornecimento contínuo e estável de energia
elétrica. Isso não só melhorou a qualidade de vida dos moradores do complexo

23
habitacional, como também garantiu o funcionamento adequado dos serviços essenciais,
como escolas, supermercados, padarias, restaurantes, e postos de saúde.
5. Desafios Enfrentados:
Durante a execução do projeto, alguns desafios foram encontrados, como a logística de
transporte dos materiais e a necessidade de ajustes finos nos cálculos devido a variações
na demanda energética. No entanto, todos os obstáculos foram superados com sucesso,
graças à colaboração da equipe técnica e ao suporte adequado durante todas as fases do
projeto.
6. Sustentabilidade e Futuro:
O projeto foi pensado com foco na sustentabilidade, utilizando equipamentos de alta
eficiência energética e considerando a expansão futura da rede elétrica. A estrutura do
posto de transformação permite futuras adaptações, garantindo que o sistema possa
suportar o crescimento urbano sem comprometer a qualidade do fornecimento de energia.

4.2. Módulos de cobertura


Módulos genéricos

UC HG025003: Ler e responder a materiais escritos;

UC HG025004: Produzir materiais escritos;

UC HG4501191: Interpretar e produzir enunciados escritos e participar num debate como orador
e como interveniente;

UC HG4502191: Interpretar e produzir informação contida em textos de carácter informativo e


explicativo.

Módulos vocacionais

UC EPI025025192: Planificar, circuitos de força motriz em instalações eléctricas industriais e


linhas de distribuição de energia;

UC EPI025020192: Instalar Postos de Transformação Particulares (PTPs);

UC EPI025021192: Manter Postos de Transformação Particulares (PTPs);

UC EPI025029192: Projectar Postos de Transformação Particulares (PTPs);

24
4.3. Conclusões
Foi possível concluir, que apos a realização do dimensionamento do PT, que a instalação de um
PT depende das cargas que serão ligadas na rede eléctrica da concessionária (EDM), através do
posto de transformação, e depende da quantidade dessas cargas para que o dimensionamento seja
feito da forma mais específica e esclarecedora possível.

Apos o dimensionamento do PT foi possível concluir que as actividades de dimensionamento são


imensas e para melhorar a sua compreensão são necessários materiais como livros e projectos
feitos para ajudar a realizar um dimensionamento com maior precisão, para que não haja erros de
cálculos e alguns outros erros de dimensionamento.

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Bibliografia
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funcionam/
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26
Anexos
Anexo 1: Extracto do “RTIEBT” que mostra as generalidades e objectivos

0 PREÂMBULO
0.1 As presentes Regras Técnicas são compostas por oito partes e destinam-se a definir as
regras de instalação e de segurança das instalações eléctricas (de utilização) de energia
eléctrica.
0.2 Na sua elaboração foram considerados os documentos de harmonização do TC 64 do
CENELEC (Comité Europeu de Normalização Electrotécnica) bem como os do TC 64 da
IEC (Comissão Electrotécnica Internacional), para além de termos de alguns dos
capítulos do VEI (Vocabulário Electrotécnico Internacional), que foram considerados
importantes para a compreensão daqueles textos.
0.3 Para efeitos de identificação, as secções baseadas em textos do CENELEC são
referenciadas à margem com a identificação [E] e as baseadas em textos da IEC, com a
indicação [I].
0.4 De igual forma, na numeração dos diversos capítulos e secções foi respeitada a
estrutura seguida pela IEC e adoptada pelo CENELEC, por forma a facilitar as futuras
actualizações das presentes
Regras Técnicas.
0.5 Cada uma das partes das Regras Técnicas corresponde, assim, a um capítulo sendo,
por isso, as diferentes partes complementares umas das outras. Quando, numa dada parte
das Regras Técnicas, se faz referência a uma dada secção, ela é feita à secção
correspondente da parte aí referida (por exemplo: a secção 522.7.1 é a secção 22.7.1 da
parte 5 das presentes Regras Técnicas).
0.6 A presente parte das Regras Técnicas aplica-se conjuntamente com as restantes partes
às instalações (ou partes de instalação) indicadas na secção 11.
1 GENERALIDADES
[I] 11 CAMPO DE APLICAÇÃO
[I] 11.1 As presentes Regras Técnicas aplicam-se às instalações eléctricas de:
a) edifícios de habitação;
b) edifícios de usos comerciais;
c) estabelecimentos recebendo público;
d) estabelecimentos industriais;
e) estabelecimentos agro-pecuários;
f) edifícios pré-fabricados;
g) caravanas, parques de campismo e instalações análogas;
h) estaleiros, feiras, exposições e outras instalações temporárias;
i) marinas e portos de recreio;
[I] 11.2 Instalações (ou partes de instalação) a que se aplicam as presentes Regras
Técnicas:
a) circuitos alimentados a uma tensão nominal não superior a 1000 V em corrente
alternada ou a 1500 V em corrente contínua; em corrente alternada, as frequências
preferenciais consideradas no âmbito das presentes Regras Técnicas são 50 Hz, 60 Hz e
400 Hz; no entanto, não são excluídas outras frequências para aplicações específicas;
b) circuitos funcionando a tensões superiores a 1000 V, alimentados a partir de
instalações de tensão não superior a 1000 V em corrente alternada (como por exemplo,

27
circuitos de lâmpadas de descarga, despertadores electrostáticos, etc.), com excepção dos
circuitos internos dos próprios aparelhos;
c) canalizações que não sejam abrangidas por prescrições relativas aos aparelhos de
utilização;
d) instalações eléctricas (de utilização) situadas no exterior dos edifícios;
e) canalizações fixas de telecomunicação, de sinalização ou de telecomando, com
excepção dos circuitos internos dos aparelhos;
f) ampliações ou modificações das instalações, bem como partes das instalações
existentes, afectadas por essas alterações.
[I] 11.3 As Regras Técnicas não se aplicam a:
a) veículos de tracção eléctrica;
b) instalações eléctricas de automóveis;
c) instalações eléctricas a bordo de navios;
d) instalações eléctricas a bordo de aeronaves;
e) instalações de iluminação pública;
f) instalações em minas;
g) sistemas de redução das perturbações electromagnéticas, na medida em que estas não
comprometam a segurança das instalações;
h) cercas electrificadas;
i) instalações de pára-raios de edifícios (embora tenham em conta as consequências dos
fenómenos atmosféricos nas instalações eléctricas, como por exemplo, na selecção de
descarregadores de sobretensões).
[E] 11.4 As presentes Regras Técnicas não se aplicam igualmente às instalações de
produção, de transporte e de distribuição de energia eléctrica.
Nota: As instalações eléctricas (de utilização) em baixa tensão estabelecidas nos locais
afectos à produção, ao transporte e à distribuição devem satisfazer ao indicado nas
presentes Regras Técnicas.
[E] 11.5 As presentes Regras Técnicas apenas consideram os equipamentos eléctricos no
que respeita à sua selecção e às suas condições de estabelecimento, incluindo o caso dos
conjuntos pré-fabricados submetidos aos ensaios de tipo previstos nas prescrições que
lhes são aplicáveis.
11.6 A aplicação das presentes regras não dispensa o respeito pelas regras especiais
relativas a certas instalações.
11.7 A execução, a ampliação, a modificação ou a manutenção das instalações eléctricas,
devem ser feitas por pessoas classificadas como BA4 ou como BA5 (veja-se 322.1) e nos
termos da legislação vigente.
Nota: De acordo com a regra indicada nesta secção deve ser cumprido o Estatuto do
Técnico Responsável por Instalações Eléctricas de Serviço Particular, aprovado pelo
Decreto Regulamentar n.º 31/83 de 18 de Abril.
[E] 12 OBJECTIVO
[I] 12.1 As presentes Regras Técnicas indicam as regras para o projecto e para a execução
das instalações eléctricas por forma a garantir, satisfatoriamente, o seu funcionamento e a
segurança tendo em conta a utilização prevista.
[I] 12.2 Na secção 13 são indicados os princípios fundamentais. Dado que as regras estão,
face à evolução técnica, sujeitas a modificações, não são referidas regras técnicas
pormenorizadas naquela secção.

28
[I] 12.3 Nas partes 3 a 8 das presentes Regras Técnicas são indicadas as regras técnicas
que devem ser verificadas por forma a que seja garantida a conformidade das instalações
eléctricas com os princípios fundamentais indicados na secção 13.

Anexo 2: Tabela de factor de utilização de cada uma das instituições públicas.

29
Anexo 3: Tabela de características nominais dos transformadores de potência, usuais em
postos de transformação.

30

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