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Projeto DiAtivo: Saúde na Diabetes Tipo 2

O projeto 'DiAtivo' visa capacitar indivíduos com Diabetes Mellitus Tipo 2 em Setúbal para a autogestão da doença através de um programa de exercício físico e educação em saúde. A prevalência de DM2 em Portugal é alarmante, com 14,1% da população afetada, e a falta de iniciativas de promoção da saúde na região reforça a necessidade do projeto. A educação e a prática de atividade física são fundamentais para melhorar o controle glicêmico e a qualidade de vida dos utentes.

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O projeto 'DiAtivo' visa capacitar indivíduos com Diabetes Mellitus Tipo 2 em Setúbal para a autogestão da doença através de um programa de exercício físico e educação em saúde. A prevalência de DM2 em Portugal é alarmante, com 14,1% da população afetada, e a falta de iniciativas de promoção da saúde na região reforça a necessidade do projeto. A educação e a prática de atividade física são fundamentais para melhorar o controle glicêmico e a qualidade de vida dos utentes.

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“DiAtivo”

Curso: Licenciatura em Fisioterapia


Unidade Curricular: Projeto Comunitário
Responsável pela UC: Cármen Caeiro
Tutora: Rubina Moniz

Discente: 200554051 - Margarida Sofia Cupido Sales


200554051@[Link]

Ano Letivo: 2024/2025


Índice
Lista de Abreviaturas.............................................................................2
Introdução.............................................................................................3
Justificação do Projeto...........................................................................4
Finalidade............................................................................................10
População-Alvo...................................................................................10
Critério de Inclusão:..........................................................................10
Critérios de Exclusão:.......................................................................10
Objetivos.............................................................................................11
Objetivos Específicos:......................................................................11
Objetivos Educacionais:...................................................................11
Referências Bibliográficas....................................................................13
Anexos................................................................................................18
Lista de Abreviaturas
1RM – 1 Repetição Máxima

30SSTS – 30 Seconds Sit to Stand

6MWT – 6 Minutes Walk Test

ADAPPC - American Diabetes Association Professional Practice Committee

CDC - Centers for Disease Control and Prevention

DGS – Direção Geral da Saúde

DM1 – Diabetes Mellitus Tipo 1

DM2/DMT2 – Diabetes Mellitus Tipo 2

HbA1c – Hemoglobina Glicada

HDL – High Density Lipoprotein

INSEF - Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico

IPAQ - Questionário Internacional de Atividade Física

MD – Diferença Média

OECD - Organisation for Economic Co-operation and Development

OMS – Organização Mundial de Saúde

PAD – Pressão Arterial Diastólica

PAS – Pressão Arterial Sistólica

PREF - prática regular de atividade física

PNS – Plano Nacional de Saúde

SPD - Sociedade Portuguesa de Diabetologia

UE – União Europeia

ULS – Unidade Local de Saúde

WHO - World Health Organization


Introdução
No contexto da Unidade Curricular Projeto Comunitário integrada no 1º
Semestre do 4º Ano da Licenciatura em Fisioterapia, foi-nos sugerido a
realização de um projeto comunitário direcionado para a população diabética,
em particular para indivíduos diagnosticados com Diabetes Mellitus Tipo 2
(DM2).

A DM2 é um dos distúrbios metabólicos mais comuns a nível mundial,


sendo o seu desenvolvimento causado principalmente pela combinação de dois
fatores principais: quando o corpo se torna resistente à ação da insulina e as
células β do pâncreas perdem gradualmente a capacidade de secretar a
insulina adequada (Galicia-Garcia et al., 2020; & Amanat et al., 2020).

A Diabetes Mellitus está entre as 10 principais causas de morte e


incapacidade a nível mundial, ocupando o 8º lugar e o 7º lugar em 2021
respetivamente (World Health Organization [WHO], 2021). De acordo com o
Plano Nacional de Saúde (PNS) 2021-2030, uma necessidade identificada em
Portugal será a redução dos fatores de risco de forma a gerir esta e outras
doenças crónicas (Direção Geral da Saúde [DGS], 2021). Entre esses fatores
de risco podemos identificar fatores de risco comportamental (consumo
excessivo de álcool, inatividade física, consumo excessivo de sal/sódio e
consumo de tabaco) e fatores de risco metabólico (hipertensão, aumento da
glicemia e obesidade) (Sousa & Bastos, 2021).

É importante ressaltar que a prevalência da Diabetes Mellitus em


Portugal no ano de 2021 em idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos
foi de 14,1%, o que equivale a cerca de 1,1 milhões de portugueses
(Sociedade Portuguesa de Diabetologia [SPD], 2023). Comparativamente ao
restante do mundo que apresenta uma prevalência equivalente a 10,5%,
Portugal apresenta uma prevalência superior, o que significa que a Diabetes é
um problema de saúde pública mais acentuado em Portugal que na média
mundial, indicando então o porquê de esta doença crónica ser considerada
pelo Sistema Nacional de Saúde uma das áreas de saúde prioritária
(International Diabetes Federation, 2021; Serviço Nacional de Saúde, 2022).
Além disto, que os níveis de prática de exercício físico entre a população
portuguesa são inferiores à média da União Europeia (UE) (Organisation for
Economic Co-operation and Development [OECD], 2024).

Em relação ao tratamento da DM2 é defendido que deve ser adotado um


estilo de vida mais saudável que inclua uma dieta equilibrada e prática regular
de exercício físico, de forma a existir um melhor controlo da doença (Magkos et
al., 2020; SPD, 2023). Se não for possível controlar a DM2 com estas
adaptações no estilo de vida, é necessário recorrer a medicação (SPD, 2023).
Para que esses comportamentos sejam mantidos a longo prazo, é essencial
que os utentes recebam educação focada na autogestão da doença, uma
abordagem que se mostra eficaz na melhoria dos resultados clínicos e
qualidade de vida, prevenindo hospitalizações e reduzindo as despesas em
saúde (Dias et al., 2024). Dentro desta abordagem destaca-se o programa
nacional "Diabetes em Movimento", que visa promover a saúde e prevenir
doenças crónicas. No entanto, em 2023, a sua implementação ainda não
abrangia o município de Setúbal, estando limitado ao Norte e algumas áreas
costeiras do Centro e Sul do país (DGS, 2022). Esse cenário reforça então a
importância de expandir iniciativas de promoção da saúde para a região de
Setúbal.

Dada a necessidade de atuar nesta população, surge então o


desenvolvimento e continuação do projeto “DiAtivo”, que tem como objetivo
capacitar os utentes com DM2 inscritos nos Cuidados de Saúde Primários da
ULS Arrábida para a autogestão da sua condição, promovendo a adoção de um
estilo de vida saudável através da implementação de um programa de exercício
físico e educação.

Justificação do Projeto
O diagnóstico da DM2 geralmente ocorre após os 40 anos de idade,
embora possa surgir mais cedo, especialmente em casos associados à
obesidade, inclusive houve um aumento crescente de crianças diagnosticadas
com DM2 (SPD, 2023).

Em 2021, a incidência de 680 novos casos de Diabetes por cada


100 000 habitantes em Portugal Continental reflete um aumento significativo na
carga da doença, especialmente comparado aos 377 novos registados em
2000. Esta tendência crescente na incidência contribui diretamente para a
elevada prevalência de Diabetes no país que alcançou 14,1% da população
portuguesa na faixa etária dos 20 aos 79 anos (SPD, 2023). Assim, o aumento
da incidência ao longo dos anos não só indica um maior número de novos
casos diagnosticados, como também sugere que há um maior número de
pessoas a viver com Diabetes, reforçando então a necessidade urgente de
intervir com esta população. Em termos de mortalidade, em 2021, foram
verificados 3 474 óbitos por Diabetes em Portugal, representando 2,8% do total
de óbitos no país. Embora este número tenha vindo a diminuir desde 2016,
quando se verificaram 4355 óbitos, a mortalidade associada à Diabetes
continua a ser preocupante (Vale et al., 2022). Esta redução, embora positiva,
não diminui a gravidade da situação, reforçando a necessidade de atuar com
esta população.

A DM2 é um problema de saúde pública significativo, influenciado por


uma combinação de fatores modificáveis e não modificáveis. Entre os fatores
modificáveis, destacam-se a obesidade, a alimentação inadequada e o estilo
de vida sedentário, enquanto os fatores não modificáveis incluem a
predisposição genética e o envelhecimento (García-Molina et al., 2020; Ismail
et al., 2021; SPD, 2023). Embora o estilo de vida desempenhe um papel
importante, é a interação de todos esses fatores que contribui para o
desenvolvimento da doença. Em relação à obesidade, esta é uma
característica comum em indivíduos com Diabetes, sendo que a gordura
corporal está localizada maioritariamente na região abdominal (Galicia-Garcia
et al., 2020). Em Portugal, o excesso de peso e a obesidade atingem 67,6% da
população adulta. Sendo a prevalência do excesso de peso 38,9% e da
obesidade 28,7%. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS),
Portugal, assim como os outros países da região europeia, está a seguir uma
trajetória de evolução que dificilmente irá cumprir o objetivo relativo ao não
crescimento do número de pessoas com excesso de peso e obesidade em
2025, indicando uma tendência preocupante que pode aumentar a prevalência
de diabetes no país. (DGS, 2021; Ministério da Saúde, 2023).
A atividade física regular é algo fundamental para a gestão e controlo da
DM2 pois reduz as taxas de mortalidade por doença cardiovascular e os
indicadores de progressão da doença (Direção Geral da Saúde [DGS], 2022).
Ao serem aumentados os níveis de atividade física o controlo glicémico vai
melhorar, os fatores de risco cardiovascular são reduzidos e o peso corporal é
regulado, reduzindo a percentagem de gordura corporal e aumentando a
massa magra (Amanat et al, 2020).

Os níveis de prática de exercício físico na população portuguesa


encontram-se ligeiramente inferiores à média da União Europeia (UE), sendo
que em 2019 apenas 17% dos adultos portugueses referiram que faziam pelo
menos 150 minutos de exercício físico por semana, e em 2022 apenas 14%
dos jovens referiram que faziam algum exercício físico diariamente
(Organisation for Economic Co-operation and Development [OECD], 2024).

Todos os fatores de risco acima mencionados dificultam o controlo da


DM2, o que pode levar a um controlo glicémico insuficiente, e que por sua vez
podem causar lesões nos tecidos. Advindo surgem então as comorbilidades
associadas à DM2, sendo as mais frequentes as doenças macrovasculares
como o Enfarte Agudo do Miocárdio ou o Acidente Vascular Cerebral, a
Retinópatia Diabética como uma das principais causas de cegueira, a
Nefropatia e o Pé Diabético, que quando não tratado de forma adequada, pode
ter que ser amputado dependendo do nível de infeção (Direção Geral da Saúde
[DGS], 2023; Kelsey et al., 2022).

Segundo esta abordagem, foram desenvolvidos alguns programas pela


Direção Geral de Saúde (DGS) direcionados para a DM2. Entre eles temos o
Programa de Promoção da Atividade física, em que um dos seus objetivos visa
aumentar a literacia, a valorização e a participação da população relativamente
às diferentes formas de atividade física. Dentro deste programa temos a
iniciativa “Diabetes em Movimento” que se mostrou a “Best Practice” de
promoção da saúde e de combate às doenças crónicas. Apesar disto, a sua
implementação em 2023 ainda não abrangeu todos os municípios do país,
concentrando-se mais no Norte de Portugal e nas regiões costeiras do Centro e
Sul do país, totalizando 22 municípios. Entre estes municípios Setúbal não é
abrangido, pelo que demonstra a importância e a necessidade de implementar
estas boas práticas para a população de DM2 nesta região (DGS, 2022).
Existem também outros programas que foram desenvolvidos fora de Portugal,
como o Diabetes Self-Management Education and Support, que foi
desenvolvido nos Estados Unidos, tendo como objetivo ajudar a controlar a
Diabetes de forma a prevenir ou a retardar as comorbilidades associadas
(Centers for Disease Control and Prevention [CDC], 2024).

Ainda dentro do Programa Nacional de Atividade Física, é referido a


importância da capacitação dos utentes com DM2 através a adoção de estilos
de vida saudáveis (DGS, 2023). Daqui surge então a necessidade de educar
essas pessoas para a autogestão. A educação e a autogestão são
fundamentais para prevenir complicações agudas e reduzir o risco de
complicações a longo prazo. Conforme os resultados obtidos no Inquérito
Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF), foi possível verificar que
quanto mais baixo o nível de escolaridade, maior a prevalência de diabetes,
excesso de peso e obesidade e baixa atividade física (DGS, 2021). Posto isto,
é bastante importante incluir ações educativas que aumentem a literacia em
saúde dos indivíduos (DGS, 2023).

A educação para a autogestão tem um efeito positivo nos utentes com


DM2, melhorando a autogestão da condição, o bem-estar psicossocial, o
controlo glicémico e lipídico, a hemoglobina glicada (HbA1c) e as medidas
antropométricas (Chowdhury et al., 2024; Chrvala et al., 2016).

A Entrevista Motivacional foi vista como uma das abordagens mais


efetivas na mudança comportamental na população com DM2 apresentando
vários benefícios significativos como melhorar o estilo de vida dos utentes,
melhorar a autogestão da condição, reduzir os níveis de HbA1c (MD = -0,27;
IC95%, -0,46, -0,09, p = 0,004), melhorar os níveis de glicemia plasmática pós-
prandial, melhorar a Pressão Arterial Sistólica (PAS) e ainda melhorar a
autoeficácia (Berhe, et al., 2020; Bilgin et al., 2022; Kazemi & Rahmati, 2021).

As estratégias utilizadas na educação dos utentes com DM2 são muito


importantes na adesão e sucesso dos tratamentos como também numa melhor
qualidade de vida e numa redução das complicações associadas (Dias et al.,
2024). De acordo com Lopes (2014), a educação em grupo é uma abordagem
mais eficaz para promover a adoção de novos hábitos. Isto ocorre porque essa
dinâmica permite que os participantes partilhem e reflitam sobre as suas
decisões, facilitando um ambiente de apoio mútuo e aprendizado coletivo, o
que aumenta a predisposição para a implementação de mudanças positivas no
estilo de vida. As estratégias de educação utilizadas devem ainda incutir
autoconfiança aos utentes e fortalecer a sua autonomia, tendo sempre
presente que uma boa comunicação com o utente favorece a adesão (Dias et
al., 2024).

As recomendações de planos de exercício para a população com DM2


são consensuais entre as evidências atuais. Tanto a American College of
Sports Medicine como a American Diabetes Association, recomendam que a
duração de um programa de exercícios combinados deve ser de pelo menos 12
semanas para serem evidentes efeitos positivos (Kanaley et al., 2022;
American Diabetes Association Professional Practice Committee [ADAPPC],
2022).

O Treino Aeróbico (Anexo 1), deve ter uma intensidade moderada


(40%-59%) a vigorosa (60-89%), sendo realizado 3 a 7 dias por semana, não
ultrapassando os 2 dias consecutivos. Em relação à duração semanal a mesma
deve variar entre 150-300 minutos, se moderada, ou entre 75-150 minutos se
vigorosa. O tipo de exercícios realizados pode ser muito variado, podendo
variar entre caminhada, corrida, bicicleta, natação, atividades aquáticas, remo,
dança ou treino intervalado (Kanaley et al., 2022).

O Treino de Força (Anexo 1), deve ser realizado numa intensidade


moderada (50%-69% de 1 Repetição Máxima (1RM)) a vigorosa (70%-85% de
1RM), durante 2 a 3 dias por semana, mas nunca em dias consecutivos.
Devem ser realizadas 1 a 3 séries de 10 a 15 repetições. Este tipo de treino
pode ser realizado com pesos livres, máquinas, faixas elásticas ou peso
corporal e deve envolver 8 a 10 exercícios para os principais grupos
musculares (Kanaley et al., 2022).

De forma a complementar o Treino Aeróbico e o Treino de Força, é


recomendado também realizar o Treino de Equilíbrio e o Treino de Flexibilidade
(Kanaley et al., 2022).
Assim, o Treino de Flexibilidade (Anexo 1) deve ser realizado pelo
menos 2 a 3 vezes por semana e geralmente é realizado nos dias do Treino de
Força. Cada alongamento deve ser realizado 2 a 4 vezes até ao ponto de
tensão ou leve desconforto durante 10 a 30 segundos. Podem ser incluídos
alongamentos estáticos ou dinâmicos (Kanaley et al., 2022).

E por fim, o Treino de Equilíbrio (Anexo 1) deve ser realizado também


pelo menos 2 a 3 vezes por semana, conforme tolerado pelo utente com o
objetivo de reduzir o risco de quedas (Kanaley et al., 2022).

Além do programa de exercícios, também é recomendado evitar o


sedentarismo nesta população. Sugere-se interromper os longos períodos
sentado com pausas ativas, como com caminhadas de baixa intensidade ou
atividades simples de resistência. Deve realizar-se essas atividades durante 3
minutos a cada 30 minutos, ao longo de 8 horas. Essas pausas contribuem
para a redução dos níveis de glicose pós-prandial, insulina, peptídeos C e
triglicéridos (Kanaley et al., 2022).

Ao ser cumprido o programa combinado de 12 semanas, os


participantes apresentaram uma redução de peso de pelo menos 5% e foram
também observadas melhorias significativas nos fatores de risco
cardiovascular, em que os participantes relataram uma diminuição dos níveis
de triglicerídeos e de colesterol “High Density Lipoprotein” (HDL) (Kanaley et
al., 2022).

A combinação de exercício aeróbio com exercícios de força é mais


eficaz para o controlo glicémico, no aumento da massa muscular, ao nível dos
membros inferiores, superiores e tronco, e na oxidação dos ácidos graxos.
Além disto, estes programas combinados oferecem uma maior estabilidade dos
níveis de glicose durante e após os exercícios, reduzindo o risco de
hipoglicemia (Amanat et al., 2020).

De acordo com Rijal et al. (2024), intervenções com a duração média de


12 semanas melhoram significativamente a capacidade aeróbia. A diferença
média (DM) correspondeu a um aumento significativo de 42,5 metros no 6
Minutes Walk Test (6MWT), sendo que o intervalo de confiança correspondeu a
IC95%, 34,95 a 50,06; p < 0,01. White et al. (2024), concluíram que
intervenções de exercícios em grupo baseadas na comunidade melhoram
significativamente a HbA1c (MD = -0,62; IC95%, -0,94 a -0,30; p = 0,0001). A
diminuição de 1% neste parâmetro está associada a uma redução de 37% em
complicações microvasculares, de 14% nos enfartes do miocárdio e uma
diminuição em 21% da mortalidade relacionada à DM2 (Syeda et al., 2023).
Estes autores referem ainda que estas intervenções reduziram
significativamente o perímetro abdominal (MD = -2,99; IC95%, -4,27, -1,70; p <
0,00001), sendo este aspeto importante para a diminuição do risco
cardiovascular. Em relação à Pressão Arterial, White et al. (2024) concluíram
que existem melhorias, mas, no entanto, só estão comprovadas para a Pressão
Arterial Diastólica (PAD) uma vez que o seu intervalo não cruza o “zero” (MD =
-4,46; IC95% -6,53, -2,38; p < 0,0001), mas o mesmo já não acontece para a
PAS (MD = 5,90; IC95% -13,99, 2,19; p = 0,15). Foram também verificadas
melhorias ao nível da força dos membros inferiores através do 30 Seconds Sit
to Stand (30SSTS) (MD = 3,80; IC95% 2,92, 4,67; p < 0,00001). De acordo
com Dong et al. (2023), intervenções de exercício baseadas na autogestão são
eficazes no controlo glicémico, reduzindo a glicemia em jejum (MD = − 1,17;
IC95, − 1,67 a − 0,68; p < 0,00001). Sabag et al. (2023) concluíram que
exercícios combinados melhoraram a qualidade de vida em pessoas com DM2
(MD = 0,363; IC95%, 0,179 a 0,548; p < 0,001) em comparação ao exercício de
força ou exercício aeróbio isolados.

Em resumo, e com base nas evidências mencionadas, o


desenvolvimento de um projeto comunitário que integre programas de exercício
estruturado juntamente com sessões educativas mostra-se uma estratégia
eficaz para o tratamento da DM2, além de promover uma melhoria da
autogestão e da autoeficácia dessa população.

Finalidade
Capacitar os utentes com DM2 inscritos nos Cuidados de Saúde
Primários da ULS Arrábida para a autogestão da sua condição, promovendo a
adoção de um estilo de vida saudável através da implementação de um
programa de exercício físico e educação.
População-Alvo
Critério de Inclusão:
 Indivíduos diagnosticados com DM2 inscritos nos Cuidados de Saúde
Primários da ULS Arrábida;
 Indivíduos sedentários.
Critérios de Exclusão:
 Indivíduos diagnosticados com Diabetes Mellitus 1 (DM1);
 Indivíduos diagnosticados com Diabetes Gestacional;
 Indivíduos diagnosticados com défices cognitivos a verificar com o Mini
Mental State Examination
 Indivíduos com risco de queda a verificar com a TUG
 Indivíduos já fisicamente ativos a verificar com o IPAQ

Objetivos
Objetivos Específicos:
É esperado que os participantes, com a implementação do projeto:
 Aumentem a tolerância ao esforço, aumentando pelo menos 42,5 metros no
6MWT face à Baseline, ao fim de 12 semanas (Rijal et al., 2024);
 Aumentem a força muscular dos membros inferiores em 4 repetições no
30SSTS, ao fim de 12 semanas (White et al., 2024);
 Aumentem a força muscular ao nível dos membros superiores de acordo
com os valores normativos, no teste Arm Curl (Anexo 3), ao fim de 12
semanas (Chien et al., 2022; Marques et al., 2014);
 Aumentem a força muscular ao nível do tronco de acordo com os valores
normativos, nos testes Trunk Flexor Endurance Test e Side Plank (Anexos 4
e 5), ao fim de 12 semanas (American Council on Exercise, 2015);
 Reduzam o valor de HbA1c em pelo menos 0,62%, ao fim de 12 semanas
(White et al., 2024);
 Apresentem uma média dos valores de glicémia em jejum, na última
semana, dentro do intervalo de valores padrão (entre 70 mg/dl e 100 mg/dl)
(World Health Organization, 2024; O'Donoghue et al., 2021);
 Apresentem uma média de valores da Pressão Arterial em repouso, na
última semana, inferior ao 140/90 mmHg (Direção Geral da Saúde, 2013;
White et al., 2024);
 Diminuam o perímetro abdominal em, pelo menos, 2,99 cm, ao fim de 12
semanas (White et al., 2024);
 Sejam fisicamente ativos, apresentando um nível de atividade física pelo
menos moderado no Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ),
ao fim de 12 semanas (Kanaley et al., 2022);
 Melhorem a sua qualidade de vida, através da escala EQ-5D-3L, ao fim de
12 semanas (Sabag et al., 2023).

Objetivos Educacionais:
É esperado que os participantes com as sessões educacionais:
 Identifiquem os benefícios da prática regular de exercício físico (PREF) ao
fim da 12ª semana;
 Identifiquem as medidas para uma prática segura de exercício físico, ao fim
da 2ª semana;
 Identifiquem as medidas para uma prática segura de exercício físico, ao
final da 12ª semana;
 Demonstrem como parametrizar a intensidade do treino, antes de iniciarem
as sessões autónomas;
 Identifiquem estratégias para superar as próprias barreiras à PREF, antes
de iniciarem as sessões autónomas;
 Melhorem o seu nível de autoeficácia para a PREF, através da Escala de
Autoeficácia para o Exercício, ao fim da 12ª semana (Ghisi et al., 2020).

Metodologia
Estratégias e Atividades
Estratégia 1: Envolvimento dos participantes
Atividade 1: Entrevista estruturada a dois utentes que participaram em edições
anteriores do programa - Realização de entrevistas a dois utentes com DMT2
que participaram em edições anteriores do programa, com o intuito de ajustar a
metodologia de implementação. O objetivo será recolher informação acerca
dos pontos fortes e fracos do mesmo e se o que foi realizado estava adequado
às suas necessidades. Estas entrevistas serão realizadas por via telefónica,
seguindo um guião semiestruturado (Apêndice 1). Será necessário o
consentimento informado por parte dos utentes, neste caso, dado
verbalmente (Apêndice 2). As entrevistas serão transcritas para análise da
informação (Apêndice 3 e 4).
Atividade 2: Entrevista estruturada a dois utentes com DMT2 que nunca
participaram em programas de exercício - Realização de entrevistas a dois
utentes com DMT2 que nunca participaram no projeto, com o intuito de ajustar
a metodologia de implementação. O objetivo será perceber quais as principais
dificuldades na adoção de um estilo de vida ativo e como é que nós
poderíamos ajuda a reverter esta situação. Estas entrevistas serão realizadas
nas salas de espera dos centros de saúde da ULS Arrábida, em dias de
consulta diabética, seguindo um guião semiestruturado (Apêndice 5). Será
necessária a assinatura de consentimento informado por parte destes
indivíduos (Apêndice 6). As entrevistas serão transcritas para análise da
informação (Apêndice 7 e 8).
Estratégia 2: Divulgação/ recrutamento de utentes
Atividade 1: Criação de um fluxograma - Criação de um fluxograma do
projeto (Apêndice 9). Este será uma representação esquemática detalhada e
clara de todas as fases do nosso projeto, incluindo a fase de recrutamento e
referenciação médica. Esta será uma ferramenta essencial para a colaboração
com outros profissionais de saúde.
Atividade 2: Reunião com médicos de família de duas unidades da ULS
Arrábida - Nestas duas reuniões, uma realizada em cada local, serão entregues
o fluxograma do projeto e feita uma breve apresentação do mesmo. O nosso
objetivo será a requisição da referenciação de utentes e a divulgação do
nosso projeto nas suas redes sociais. Também será aproveitado o momento
para a apresentação dos estudantes, a equipa de trabalho e apresentação do
espaço.
Atividade 3: Distribuição de folhetos - Distribuição de folhetos informativos
sobre o projeto (Apêndice 10) nas salas de espera das duas unidades da ULS
Arrábida, onde se irá realizar o projeto. Tal será feito durante as consultas de
diabetes, como o objetivo de cultivar interesse pela participação. Estes folhetos
têm informação acerca da constituição do programa, os seus benefícios e
como podem requisitar a referenciação para a participação.
Atividade 4: Divulgação em redes sociais - Divulgação de um poster digital
(Apêndice 11) nas redes sociais da ULS Arrábida, com o intuito de dar a
conhecer o nosso projeto a um maior número de pessoas, tentando recrutar
assim mais participantes. Também será divulgado um poster semelhante
(Apêndice 12) na newsletter da ULS, sendo o público-alvo deste os
profissionais de saúde. (Fero vai mandar poster outra vez)
Atividade 5: verificação dos critérios de elegibilidade
TUG, MMSE, (Mariana Rodrigues vai enviar texto)
Existem critérios responsáveis pelos médicos. No que diz respeito à fisio
existem estares 3…
Estratégia 3: Implementação da componente educacional
Atividade 1: Sessões educacionais - Realização de 4 sessões educacionais,
que estarão integradas em sessões de exercício, com os seguintes temas:
medidas para a prática segura de exercício físico, benefícios da PREF,
parametrização do treino e barreiras pessoais para a prática de exercício físico.
Estas sessões serão realizadas, segundo esta ordem, nas duas primeiras
semanas do projeto, tendo cada uma duração média de 30 minutos
(Apêndice 13).
Atividade 2: Entrevista motivacional - Realização de uma entrevista
motivacional em grupo, que estará inserida na última sessão educacional
(sessão com o tema da identificação de barreiras e estratégias para as
ultrapassar). Será promovido o diálogo entre os participantes, com o objetivo
de entreajuda na identificação de possíveis estratégias para ultrapassagem de
dificuldades.
Estratégia 4: Implementação de um programa estruturado de exercício
Atividade 1: Programa estruturado de exercício - Aplicação de um programa
estruturado de exercício, com duração de 12 semanas. A componente de
treino aeróbio consiste em 48 sessões ao longo deste período, iniciando com
frequência semanal de 3 sessões presenciais no 1 microciclo, acrescentado a
estas 1 sessão autónoma durante o 2 e 3 microciclos e finalizando com 3
sessões presenciais e 2 autónomas no 4 microciclo. A intensidade progride de
leve para moderada do 2 para o 3 microciclo. O treino de força é composto por
30 sessões, sempre com uma frequência semanal de 3 sessões. Temos um
total de 5 microciclos, em que as progressões serão sempre feitas em termos
de volume. Serão trabalhados os membros superiores, inferiores
e core fazendo também a progressão da complexidade dos exercícios
escolhidos (Apêndice 14).
Estratégia 5: Monitorização e acompanhamento dos utentes
Atividade 1: Caderno individual do utente - Distribuição do caderno do utente a
cada participante, onde estará compilada toda a informação sobre a sua
avaliação e registo das atividades propostas – registo da realização das
sessões autónomas, dos objetivos semanais individuais e das aprendizagens
das sessões educativas. Tal servirá para encorajar a autogestão da sua
condição e monitorização da sua evolução (Apêndice 15).
Atividade 2: Chamadas de acompanhamento - Possibilidade de realização de
vídeo chamadas/ chamadas telefónicas para esclarecimento de dúvidas e
acompanhamento das sessões autónomas. Serão disponibilizados os
contactos das estudantes para a realização deste acompanhamento.

Recursos:
 5 estudantes do 4º ano do Curso de Licenciatura em Fisioterapia da Escola
Superior de Saúde – Instituto Politécnico de Setúbal;
 Ginásio para a realização das sessões de exercício físico;
 Sala para a realização das sessões educacionais;
 Dossier “DiAtivo” para apoio às sessões educacionais, com computador e
projetor;
 Caderno do utente “DiAtivo”;
 Consentimento informado;
 Folhas de registo diário das sessões de exercício físico e educacionais;
 Folha de presenças;
 Instrumentos de avaliação, como questionário (impressora, tinteiros, folhas);
 Fita métrica;
 Esfignomanómetros/tensiómetros;
 Glicosímetros.
 PEDIR À MARGARIDA QUITÉRIO
Indicadores de sucesso
Objetivos Indicadores de Sucesso
1. Aumentem a tolerância ao esforço, % de participantes que aumentaram
aumentando pelo menos 42,5 metros a tolerância ao esforço, em pelo
no 6MWT face à baseline, ao fim de menos 42,5 metros no 6MWT face à
12 semanas. Baseline, ao fim de 12 semanas.
% de participantes que aumentaram
2. Aumentem a força muscular dos
a força muscular ao nível dos
membros inferiores em 4 repetições
membros inferiores em 4 repetições
no 30SSTS, ao fim de 12 semanas.
no 30SSTS, ao fim de 12 semanas.
3. Aumentem a força muscular ao % de participantes que aumentaram
nível dos membros superiores de a força muscular dos membros
acordo com os valores normativos, superiores de acordo com os valores
no teste Arm Curl, ao fim de 12 normativos, no teste Arm Curl, ao fim
semanas. de 12 semanas.
% de participantes que aumentaram
4. Aumentem a força muscular ao
a força muscular do tronco ao nível
nível do tronco de acordo com os
do tronco de acordo com os valores
valores normativos, nos testes Trunk
normativos, nos testes Trunk Flexor
Flexor Endurance Test e Side Plank,
Endurance Test e Side Plank, ao fim
ao fim de 12 semanas.
de 12 semanas.
% de participantes que aumentaram a força muscular em todos os grupos
musculares de acordo com os valores normativos ao fim de 12 semanas.
5. Reduzam o valor de HbA1c em % de participantes que reduziram a
pelo menos 0,62%, ao fim de 12 HbA1c em pelo menos 0,62%, ao fim
semanas. de 12 semanas.
6. Apresentem uma média dos % de participantes que apresentaram
valores de glicémia em jejum, na uma média dos valores de glicémia
última semana, dentro do intervalo de em jejum na última semana, dentro
valores padrão. do intervalo de valores padrão.
% de participantes que apresentaram
7. Apresentem uma média de valores
uma média dos valores da pressão
da pressão arterial em repouso, na
arterial em repouso, na última
última semana, inferior ao 140/90
semana, inferior a 140/90 mmHg na
mmHg.
última semana.
8. Diminuam o perímetro abdominal % de participantes que diminuíram o
em, pelo menos, 2,99 cm, ao fim de perímetro abdominal em pelo menos
12 semanas. 2,99 cm, ao fim de 12 semanas.
9. Sejam fisicamente ativos, % de participantes que apresentaram
apresentando um nível de atividade um nível de atividade física pelo
física pelo menos moderado no menos moderado no IPAQ, ao fim de
IPAQ, ao fim de 12 semanas 12 semanas.
10. Melhorem a sua qualidade de % de participantes que aumentaram
a qualidade de vida , através da
vida, através da escala EQ-5D-3L, ao
escala EQ-5D-3L, ao fim de 12
fim de 12 semanas.
semanas.
11. Identifiquem os benefícios da % de participantes que indicaram os
prática regular de exercício físico benefícios da PREF, ao fim da 12ª
(PREF) ao fim da 12ª semana. semana.
% de participantes que identificaram
12. Identifiquem as medidas para
as medidas para uma prática segura
uma prática segura de exercício
de exercício físico, ao fim da 2ª
físico, ao fim da 2ª semana.
semana.
% de participantes que identificaram
13. Identifiquem as medidas para
as medidas para uma prática segura
uma prática segura de exercício
de exercício físico, ao fim da 12ª
físico, ao final da 12ª semana.
semana.
% de participantes que
14. Demonstrem como parametrizar
demonstraram como parametrizar a
a intensidade do treino, antes de
intensidade do treino antes de
iniciarem as sessões autónomas.
iniciarem as sessões autónomas.
15. Identifiquem estratégias para % de participantes que identificaram
superar as próprias barreiras à PREF, estratégias para superar as próprias
antes de iniciarem as sessões barreiras à PREF, antes de iniciarem
autónomas. as sessões autónomas.
16. Melhorem o seu nível de
% de participantes que aumentaram
autoeficácia para a PREF, através da
o nível de autoeficácia para a PREF,
Escala de Autoeficácia para o
ao fim de 12 semanas.
Exercício, ao fim da 12ª semana.

Indicadores de Processo
 % de utentes referenciados que cumprem os critérios de referenciação
estipulados que iniciaram o programa
 % de sessões educacionais realizadas face às previstas
 % de utentes que foram assíduos em pelo menos 80% das sessões
educacionais face às realizadas
 % de utentes que foram assíduos em pelo menos 80% das sessões de
exercício face às realizadas
 % utentes que se mostraram satisfeitos após as sessões educacionais
 % utentes que se mostraram muito satisfeitos após sessões educacionais
 Nº de cadernos do utente preenchidos/utilizados pelo utente sobre o
número total distribuídos
 entrevistas
 % reunião com médicos de família
 % utentes que se mostraram satisfeitos com o programa face ao numero
total de utentes
 % utentes que se mostraram muito satisfeitos com o programa face ao
número total de utentes
 % utentes que se mostraram satisfeitos após as sessões de exercicio
 % de utentes que desistiram do programa face aos que iniciaram (pensar –
desistência – não comparacer nas primeiras 8 semanas por exemplo ou
pessoas que verbalizam que não vão continuar no programa e não chegou
a cumprir o número de sessões correspondentes a 8 semanas…
 % de utentes que completaram o programa face aos que iniciaram
 % divulgação nas redes sociais - Taxa de comprimento das atividades
previstas (existiu ou não existiu) . fluxogramas, folhetos incluídos nas
atividades previstas
 % de utentes que cumpriu todas as sessões autónomas??
 N de utentes que (ouvir áudio?
 Fazer outra com taxa assiduidade de grupo 40%, 60%… (ouvir áudio)

Fazer equação para cada

Avaliação
Outcome Instrumento de Avaliação/Reavaliação
avaliação
Tolerância ao esforço 6MWT Início e fim do programa
30SSTS
Arm curl
Força muscular Trunk Flexor Endurance Início e fim do programa
Test
Side Plank
Primeira e última
Glicémia em jejum Glicosímetro
semana do programa
Primeira e última
Tensão arterial Esfigmomanómetro
semana do programa
HbA1c Análises Clínicas Início e fim do programa
Perímetro abdominal Fita métrica Início e fim do programa
Nível de atividade física IPAQ Início e fim do programa
Qualidade de vida EQ-5D-3L Início e fim do programa

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details/2380
Apêndices
Apêndice 1 - Guião semiestruturado das entrevistas por chamada
telefónica

Utentes que já participaram no programa:

1. Participou na edição anterior do projeto DiAtivo, consegue destacar 2


aspetos positivos que tenha identificado no decorrer do projeto? E 2
aspetos menos positivos? (desenvolver possíveis tópicos
positivos/negativos. Exemplo – horário, pertinência das sessões educativas,
ajudou a tornar-me mais fisicamente ativo)
2. Consegue dar-nos, pelo menos, 1 sugestão de melhoria face ao projeto do
ano anterior? (Se não responderem logo especificar: alguma sugestão de
exercícios ou atividades que gostaria que fossem incluídos no programa?)
3. Recomendaria este programa a outras pessoas? Porquê?

Sessões Educacionais:

4. Acha que as sessões educacionais foram suficientes, poucas ou


demasiadas? Se poucas o que achava importante incluir, se foi demasiado
porquê?
5. Que tipo de apoio (informação, orientação, caderno do utente, folhetos) foi
mais útil para si nesta fase? O que deveríamos acrescentar?

Sessões de Exercício:

6. Nas sessões de exercício, sente que a realização de exercício de forma


autónoma promoveu a sua adesão? Seria mais fácil se tivesse um maior
acompanhamento não presencial (chamada, videochamada)?
7. O programa ajudou-o a ser mais fisicamente ativo? Qual das componentes
o influenciou mais, a educativa ou a prática? Se não ajudou, o que ajudaria?

Recrutamento:

8. Ao recrutar participantes, de que forma poderíamos divulgar o programa ou


suscitar interesse para que mais pessoas queiram participar nas edições
futuras?
Apêndice 2 - Consentimento informado das entrevistas por chamada
telefónica
Apêndice 3 – Entrevista a LF

1. Uma vez que participou na edição anterior do projeto DiAtivo, consegue


destacar 2 aspetos positivos que tenha identificado no decorrer do projeto?

Resposta: “O convívio e os exercícios realizados, por exemplo as


caminhadas.”

2. E 2 aspetos menos positivos?

Resposta: “Não tenho nada negativo a apontar”

3. Consegue dar-nos, pelo menos, 1 sugestão de melhoria face ao projeto do


ano anterior?

Resposta: “Não sei. Mas seria bom convidarem os mesmos participantes do


ano passado.”

4. Por exemplo, não gostaria que fossem incluídos outros tipos de exercícios e
atividades?

Resposta: “Não, está tudo bom.”

5. Recomendaria este programa a outras pessoas? Porquê?

Resposta: “Sim. Pelo convívio e os exercícios que fazemos que ajudam a


baixar a Diabetes.”

6. Acha que as sessões educacionais foram suficientes, poucas ou


demasiadas?

Resposta: “Acho que foram suficientes.”

7. Que tipo de apoio (informação, orientação, caderno do utente, folhetos) foi


mais útil para si nesta fase? Acha que deveríamos acrescentar mais algum
tipo de apoio?

Resposta: “Se calhar os cadernos que nos deram foi o mais útil. Acho que não
é preciso acrescentar mais nada.”

8. Nas sessões de exercício, sente que a realização de exercício de forma


autónoma promoveu a sua adesão?
Resposta: “Uns dias que sim outros dias que não.”

9. Seria mais fácil se tivesse um maior acompanhamento não presencial


(chamada, videochamada)?

Resposta: “Não.”

10. O programa ajudou-o a ser mais fisicamente ativo?

Resposta: “Sim.”

11. Qual das componentes o influenciou mais, a educativa ou a prática de


exercício físico?

Resposta: “As caminhadas.”

12. Relativamente ao recrutamento de participantes, de que forma poderíamos


divulgar o programa ou suscitar interesse para que mais pessoas queiram
participar nas edições futuras?

Resposta: “Não sei. Talvez telefonando às pessoas que participaram o ano


passado e perguntar a essas pessoas se conhecem mais alguém.”

13. Estaria interessado em participar novamente no projeto “DiAtivo” este ano?

Resposta: “Sim sim, pode ser.”


Apêndice 4 – Entrevista a MF

1. Gostava de participar novamente no projeto este ano?

Resposta: “Sim, sim, gostava muito.”

2. Uma vez que participou o ano passado, consegue destacar dois aspetos
positivos do projeto?

Resposta: “As caminhadas, a parte toda do exercício físico e o seguimento


que nos foi dado pelas monitoras.”

3. E dois aspetos menos positivos?

Resposta: “Sinceramente, não achei nenhum menos positivo.”

4. Conseguia dar-nos, pelo menos, uma sugestão, melhoria, face o projeto do


ano passado?

Resposta: “Olhe é que, sinceramente, a minha opinião foi tão boa e de


momento, para já, não vejo assim nada. Correu tudo muito bem, foi o variado,
houve música, houve coisas diferentes e sempre procuraram variar bastante.
Eu gostei muito, não tenho assim para já nenhuma sugestão.”

5. Recomendaria este programa a outras pessoas?

Resposta: “Sim, sim. Aliás até já falei disto a outras pessoas que eu conheço
que são diabéticas.”

6. E porque o recomendaria? Para além das razões que já disse?

Resposta: “Porque, no meu caso pessoal, os níveis de diabetes diminuíram


bastante. Apesar de eu até não ligar muito e achar que secalhar isso não ia
acontecer, mas notei melhorias. Muito mais energia, que no dia a dia secalhar
tenho pouca e com aquilo era uma motivação para sair, para fazer exercício e
os níveis baixaram.”

7. Agora em relação às sessões educacionais, acha que foram poucas,


suficientes ou demasiadas?
Resposta: “Secalhar suficientes porque eu de alguma forma já estava
informada do que eu ouvi lá. Dado a ter diabetes já há muitos anos já tinha
conhecimento. Mas qualquer delas também foram interessantes.”

8. Que tipo de apoio acha que foi mais útil para si?

Resposta: “Honestamente para mim foi a parte física, que é a que eu faço
menos e não tenho vontade de fazer mas se for com outras pessoas e
companhia a pessoa acaba por se motivar.”

9. Acha que a informação que foi transmitida, como os folhetos, foi tudo útil?

Resposta: “Foi tudo útil, tiveram sempre muita atenção quer nas explicações
quer no seguimento. Foi muito bom.”

10. Acha que devíamos acrescentar alguma coisa?

Resposta: “Como disse, neste momento não vejo isso. Não senti falta de
nada.”

11. Agora em relação às sessões mesmo de exercício, sente que a realização


das sessões autónomas promoveu a sua adesão ao projeto?

Resposta: “Honestamente posso-lhe dizer que nunca na minha vida comprei


um par de ténis, nem fatos de treino. Mas nessa altura com o apoio e a
motivação senti que realmente era bom para mim fazer. Depois com a
preguicite, enfim é mais difícil.”

12. Em relação a esse apoio que teve durante todo o projeto achas que seria
mais fácil se tivesse também um acompanhamento não presencial, por
exemplo, por chamada ou vídeo chamada?

Resposta: “No meu caso não senti muito essa falta. Acho que prefiro num sítio
com outras pessoas, porque sempre me desloco.”

13. Qual das componentes do projeto, o exercício ou a educação, é que a


ajudou a ser mais fisicamente ativa?

Resposta: “As duas, mas com um peso muito maior para a parte física.”
14. De que forma é que acha que poderíamos divulgar o programa com o
objetivo de suscitar mais interesse para outras pessoas que queiram
participar?

Resposta: “Isto também depende um bocadinho da faixa etária, porque não


será muita gente que vai para a net e enfim. Se for publicitado na internet e as
pessoas forem à página do centro, eu não sei se será lá publicitado ou não.
Talvez para as pessoas mais novas mas eu confesso que não ando muito na
internet, mas para quem anda acho que hoje em dia tem muita saída. Não sei
até que ponto é que o ponto tem alguma página própria ou até criar uma
mesmo só para diabetes.”
Apêndice 5 - guião semiestruturado das entrevistas presenciais

1. Atualmente, pratica algum tipo de exercício? Se sim, o que pratica? Acha


que praticar exercício traz benefícios para a sua condição de diabético? Se
não, quais as suas dificuldades para não praticar? Porque é que não
pratica?

2. Sente que tem conhecimentos suficientes sobre a relação entre a prática


regular de exercício físico e o controlo da diabetes?

3. Na sua opinião, como é que os profissionais o poderiam ajudar a ser mais


ativo? (ex. saber mais sobre o assunto, maior acompanhamento numa fase
inicial…)

4. Acha que o acompanhamento presencial por parte de um profissional de


saúde através da disponibilização de um programa de exercícios,
complementado com um acompanhamento via telefone ou videochamada
poderia ser útil para promover a sua adesão?

5. O que acha que conseguiria atingir se praticasse mais exercício físico? (ex.
melhor controlo da diabetes, mais força, melhor tolerância ao esforço…)
Apêndice 6 – Consentimento informado das entrevistas presenciais
Apêndice 7 – Entrevista a JF

1. Atualmente, pratica algum tipo de exercício? Se sim, o que pratica?

Resposta: “Não.”

2. Acha que praticar exercício traz benefícios para a sua condição de


diabético?

Resposta: “Sim, reconheço que traz benefícios. “

3. Se não, quais as suas dificuldades para não praticar? Porque é que não
pratica?

Resposta: “Não acho que tenha dificuldades, mas tenho falta de visão.”

4. Na sua opinião, como é que os profissionais o poderiam ajudar a ser mais


ativo? (ex. saber mais sobre o assunto, maior acompanhamento numa fase
inicial…)

Resposta: “Saber mais sobre o assunto seria bom, informação temos muito
pouca.”

5. Acha que o acompanhamento presencial por parte de um profissional de


saúde através da disponibilização de um programa de exercícios,
complementado com um acompanhamento via telefone ou videochamada
poderia ser útil para promover a sua adesão?

Resposta: “Prefiro apenas o acompanhamento presencial.”

6. O que acha que conseguiria atingir se praticasse mais exercício físico? (ex.
melhor controlo da diabetes, mais força, melhor tolerância ao esforço…)

Resposta: “Acho que ajudaria a queimar calorias.”


Apêndice 8 – Entrevista a ? (Cristiana)

1. Atualmente pratica algum tipo de exercício físico?

Resposta: “Não.”

2. Consegue identificar quais são as suas dificuldades para não praticar


(exercício físico)?

Resposta: “É assim, neste momento sinto uma dormência muito grande nos
pés e pernas e também não posso fazer muitas coisas porque estou a perder a
visão devido aos diabetes, então sinto me um bocado “apanhada” em todos os
aspetos; já trabalhar às vezes se torna difícil…”

3. E identificando aqui a parte prática como sendo mais difícil para si, sente
que tem os conhecimentos suficientes sobre a relação do exercício físico
com os benefícios na diabetes?

Resposta: “Sim, até porque eu sei que se fizer exercício os diabetes


controlam-se melhor, gastam mais calorias.”

4. E na sua opinião como acha que os profissionais a conseguiriam ajudar a


tornar-se mais ativa?

Resposta: “Primeiro que tudo a pessoa (com diabetes) tem de deixar que a
ajudem; foi o meu problema durante muitos anos; descobri com 18 anos e só
por volta dos 32 comecei a aceitar que tinha diabetes, portanto só a partir
dessa altura em que comecei a ficar mal percebi o problema que tinha, ou seja
estive vários anos sem tomar sequer medicação, com os diabetes a 400 e 500.
Portanto a pessoa tem de aceitar, isso é o princípio e eu nunca aceitei, achava
que se escondesse não tinha.”

5. (…) E atualmente, em que refere que já aceitou o diagnóstico, como acha


que os profissionais a poderiam ajudar?

Resposta: “Neste momento aceito as ajudas todas. Já sou seguida nos


diabetes oculares (…)”
6. E em termos de lhe dar mais conhecimento acerca do exercício físico na
diabetes ou acompanhar mais a fase inicial da prática de exercício?

Resposta: “Neste momento não sei, porque não conheço muito bem o que
pode ser feito, como nunca quis ajudas de ninguém, neste momento só quero
ajuda a reverter o que fiz.”

7. Então dar-lhe conhecimento acerca do que poderá ser feito seria uma
ajuda?

Resposta:: “Talvez.”

8. E em termos de acompanhamento tem preferência entre o


acompanhamento presencial ou presencial complementado com uma parte
online?

Resposta:: “Presencial é melhor, eu acho. Conjugado com online só mais para


a frente.”

9. Para terminar, o que acha que conseguiria atingir ao integrar um programa


desta natureza?

Resposta: “Talvez mais mobilidade, por exemplo, eu tenho receio de andar,


com os pés dormentes sinto-me tonta, sinto que vou perder o equilíbrio, ou
tenho medo de colocar o pé em falso e cair; talvez ganhasse mais mobilidade e
mais confiança em simplesmente andar e, pronto.”
Apêndice 9 - fluxograma do projeto
Apêndice 10 - Folheto Informativo
Apêndice 11 - poster digital para divulgar nas redes sociais da ULS Arrábida,
Apêndice 12 - poster semelhante para divulgar na newsletter da ULS
Apêndice 13 – Sessões Educacionais
Apêndice 14 – Programa de Exercício
Apêndice 15 – Caderno do utente

Anexos
Anexo 1 – Recomendações dos tipos de treino para adultos com DM2
Anexo 2 – Valores Normativos do 30SSTS
Anexo 3 – Valores Normativos do Arm Curl

Anexo 4 – Valores Normativos do Trunk Flexor Endurance Test

Anexo 5 – Valores Normativos do Side Plank

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