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Reabilitação da Escola Nhamatanda

O projeto visa a reabilitação da Escola Comunitária 1º e 2º Ciclo de Nhamatanda, com a construção de novas salas de aula e melhorias nas infraestruturas existentes, com o objetivo de aumentar o acesso e a qualidade do ensino. A iniciativa busca atender crianças e jovens desfavorecidos, promovendo um sistema educativo inclusivo e sustentável, e envolve a comunidade local em todas as etapas do projeto. A implementação será realizada em duas fases, com foco na recuperação imediata e na continuidade do ensino de qualidade.

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Dalton Homisio
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Reabilitação da Escola Nhamatanda

O projeto visa a reabilitação da Escola Comunitária 1º e 2º Ciclo de Nhamatanda, com a construção de novas salas de aula e melhorias nas infraestruturas existentes, com o objetivo de aumentar o acesso e a qualidade do ensino. A iniciativa busca atender crianças e jovens desfavorecidos, promovendo um sistema educativo inclusivo e sustentável, e envolve a comunidade local em todas as etapas do projeto. A implementação será realizada em duas fases, com foco na recuperação imediata e na continuidade do ensino de qualidade.

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UNIVERSIDADE TECNICA DE MOCAMBIQUE

FACULDADE DE CIENCIAS TECNOLOGICAS

Curso:

Licenciatura em Engenharia e Gestão de Tecnologias de Informação e Comunicação

Disciplina:

Elaboração e Gestão de Projectos

Trabalho:

Projecto de Reabilitação de Escola

Discentes:

Ayrton Matone Paulo Mandlate-201141807

Armenio Amalio Houane – 201143156

Dilson Nelson Duvane -

Edson Eugenio Pascoal Cuambe – 201143166

Ludivaldo Fernandes – 201143041

Ussama Bin Hamza – 201142078

Docente: Van Halle

Maputo, novembro de 2021


Indice
Introdução..........................................................................................................................3
Escola Nhamatanda...........................................................................................................4
Contextualização...............................................................................................................4
Justificativa........................................................................................................................4
Problematização................................................................................................................4
Objectivos Objectivo Geral..............................................................................................4
Objectivos Especificos......................................................................................................5
Visão Estratégica...............................................................................................................5
Missão Estratégica.............................................................................................................5
Valores Estratégica............................................................................................................5
Meta Estratégica................................................................................................................5
Estratégias..........................................................................................................................5
Actividades extracurriculares Exemplos:..........................................................................7
FASE I...............................................................................................................................7
FASE II..............................................................................................................................8
ANÁLISE SWOT..............................................................................................................8
MONITORIA E AVALIAÇÃO........................................................................................8
Visitas conjuntas trimestrais de monitoria........................................................................9
Avaliação...........................................................................................................................9
Financiamento...................................................................................................................9
Parceiros............................................................................................................................9
Conclusão........................................................................................................................10
Bibliografia......................................................................................................................10
Introdução

Este projecto tem como objectivo o melhoramento da condição de educação na Escola


Comunitária 1º e 2º Ciclo de Nhamatanda, através da reabilitação de quinze (15) salas
de aulas e acréscimos de dez (10) salas de aulas, reabilitação de dois (02) blocos
sanitários e acréscimo de quatro (4) blocos sanitários e doação de mobiliário escolar.
Com a implementação deste projecto, espera-se que o aproveitamento escolar melhore,
a assiduidade dos alunos aumente e as condições de higiene e saneamento escolar
melhorem significativamente. O Projecto promove padrões de construção de infra-
estruturas mais resilientes e princípios de antecipação, preparação, coordenação entre os
parceiros e prestação de contas, assegurando maiores níveis eficácia e eficiência na
implementação de projectos.
Escola Comunitária 1º e 2º Ciclo Nhamatanda

Construção de uma escola comunitária de acesso gratuito, destinada a crianças e jovens


desfavorecidos, em Nhamatanda. A escola compreenderá o ensino, primário e
secundário completos e apoiar-se-á numa visão holística e livre da educação.

O projecto arquitectónico assentará na sustentabilidade, no respeito pela natureza e


cultura local, com recurso a materiais e técnicas que integram a expressão e cultura
moçambicanas, capacitando e envolvendo a comunidade local desde a construção até ao
pleno funcionamento da escola.

Contextualização

A localidade escolhida é a de Nhamatanda, foi escolhida devido às características


socioeducativas do público-alvo da Escola Comunitária 1º e 2º Ciclo de Nhamatanda
(crianças/jovens desfavorecidos entre o s 3 e 18 anos). Trata-se de uma comunidade
rural, com cerca de 22.050 habitantes que pertence ao município da Nhamatanda.
Justificativa

Na zona de Nhamatanda existe uma escola primária completa (da 1ª à 7ª classe) e nas
proximidades existem mais três, porém, não existe nenhuma ou secundária. Não
obstante a necessidade do nível secundário, a maioria dos adolescentes deixa de estudar
e os restantes migram para Maputo. Em ambos os casos, acabam por não regressar.

Problematização

As escolas presentes na zona de Nhamatanda não dispõem de ensino secundário.

Objectivos
Objectivo Geral
 Expandir o acesso e melhorar a qualidade de ensino

Objectivos Específicos
 Promover um sistema educativo inclusivo, eficaz e eficiente.
 Assegurar a qualidade da aprendizagem;
 Fortalecer a capacidade da escola.
 Contribuir para a capacitação técnica da comunidade local;
 Garantir o acesso ao ensino secundário;
 Diminuir a desigualdade social no acesso ao ensino de qualidade;
 Contribuir para a diminuição da taxa de abandono escolar e de analfabetismo;
 Promover o desenvolvimento integral do indivíduo;
 Contribuir para a diminuição dos comportamentos desviantes;
 Criar oportunidades de emprego a partir da contratação de mão-de-obra local.
Visão Estratégica

Promover o acesso e a qualidade ensino livre e holístico que contribua para o


desenvolvimento de uma sociedade inclusiva e equitativa em direitos e a continuidade
da educação de qualidade, inclusiva e segura

Missão Estratégica

Promover a igualdade no acesso ao ensino. Inspirar as crianças e jovens a se tornarem


cidadãos livres, criativos, conscientes e autónomos nas relações interpessoais e com o
meio. Contribuir para elevados níveis de eficácia e eficiência na educação

Valores Estratégica

Desenvolvimento humano sustentável; felicidade e sabedoria; apreciação da beleza;


saúde holística; harmonia com a natureza; liberdade e pensamento global.

Meta Estratégica

“Até 2024, garantir que 100% das meninas e meninos em idade escolar tenham acesso a
educação de qualidade, inclusiva e segura na zona de Nhamatanda”

Estratégias
 Entendimento da comunidade escolar (pais, alunos, profissionais de educação e
outros agentes educativos) como uma equipa coesa e harmoniosa.
 Dinamização de actividades que envolvam a comunidade familiar, local e
estrangeira, promovendo a interculturalidade e valorização da cultura local.
 Realização de actividades de intervenção na comunidade.
 Realização de eventos culturais organizados entre toda a comunidade escolar e
convidados externos.
 Promoção dos valores inerentes à visão da escola entre toda a comunidade
escolar.
 Aposta em métodos de ensino e de avaliação diversificados elaborados em
conjunto com os alunos.
 Transdisciplinaridade.
 Ensino individualizado através do entendimento do aluno como um ser humano
único e irrepetível.
 Respeito pelos diferentes ritmos de aprendizagem dos alunos através do trabalho
conjunto, entre estes e os orientadores educativos.
 Valorização da construção da identidade pessoal de cada aluno.
 Criação de grupos de trabalho e de estudo heterogéneos.
 Harmonia entre os valores, objectivos e arquitectura da escola.
 Criação de espaços de partilha de conhecimento e de convívio, interiores e
exteriores, que promovam o contacto e respeito com o meio envolvente.
Modelo de Ensino

Esta escola quer promover a liberdade e criatividade inerentes ao desenvolvimento


integral do ser humano. Quer dar a oportunidade a estas crianças de terem acesso a um
ensino de qualidade, onde poderão escolher as disciplinas e/ou temas que querem
aprender e estudar, assim como conviver e brincar, em que espaços e momentos.

Os valores da escola constituem os alicerces de todo o projecto. Estarão presentes em


todas as actividades, desde o projecto arquitectónico, à construção, elaboração do plano
curricular, práticas pedagógicas adoptadas até às normas de convivência escolar.

Áreas Educativas:

 Educação Sociocultural- exemplos: português, inglês, changana e/ou outras


línguas moçambicanas, ciências naturais, sociais e humanas;
 Educação Ambiental- exemplos: machambas biológicas, jardinagem,
reciclagem;
 Educação Física- exemplos: desportos colectivos e individuais;
 Educação para a cidadania- exemplos: questões de género; educação
sentimental; noções de empreendedorismo; saúde;
 Educação Artística- exemplos: carpintaria e design de produto, artes
performativas: dança, teatro e canto, tradicionais - artes plásticas: desenho,
pintura, escultura e noções de arquitectura;
 Educação Espiritual- exemplos: desafios interpessoais.

Actividades extracurriculares Exemplos:

 Actividades regulares de intervenção social (instalação de lixeiras comunitárias;


criação de uma horta para doação de alimentos para os alunos levarem para casa;
plantio de árvores; resgate das próprias raízes culturais com entrevistas e ou
produção de textos; restauração de mobiliário);
 Salões de pesquisa: escolha dos temas, equipas e tutores;
 Actividades em conjunto entre alunos mais velhos e mais novos em que ambos
ensinam algo uns aos outros;
 Oficinas de culinária;
 Assembleias gerais, constituídas pelos alunos, para discutir as regras de
convivência da escola
 Parcerias com diversos atores sociais, de universidades, de organizações não-
governamentais, de empresas, etc.

Instrumentos principais de operacionalização do Projecto

A operacionalização do PEE é realizada por meio do desdobramento dos seguintes


instrumentos de médio e curto prazo:
 Plano Operacional (PO) - o Plano Operacional é um documento orientador, de
dois anos, rolante, que operacionaliza o Projecto, sendo actualizado anualmente
com base nas realizações do ano anterior. O Plano Operacional é estruturado de
acordo com os Programas Sectoriais, nomeadamente: Ensino Primário (EP);
Ensino Secundário (ES); Educação de Adultos (EA); Educação e Formação de
Professores (EFP); e Desenvolvimento Administrativo e Institucional (DAI).
Contempla matrizes operacionais, com respectivos indicadores, metas e
actividades que sustentam a elaboração dos Planos Anuais.
 Plano Económico e Social (PES) - é um documento que orienta a
operacionalização anual das políticas governamentais e dos planos estratégicos
sectoriais. As propostas de PES e respectivo Orçamento são elaboradas,
anualmente, pelo Órgão Central, Órgãos Executivos de Governação
Descentralizada Provincial e Órgãos Distritais e, posteriormente, são submetidas
à aprovação pela Assembleia da República, Assembleias Provinciais e Distritais,
conforme o escalão.
 Programa de Actividades (PdA) - é um instrumento mais detalhado de
operacionalização do PES e PO. Este instrumento já indica o programa e
subprograma em que as actividades se enquadram, a fonte de recurso, a rúbrica
para o financiamento das actividades, o responsável pela execução, entre outros
aspectos.

O projecto será implementado em 2 fases

FASE I
Constituem prioridade as seguintes acções nesta fase:

 Recolha de dados sobre as áreas, alunos, professores e infra-estrutura afectados e


populações em necessidade;
 Mobilizar os doadores para apoio técnico e financeiro
 Reparar as salas de aula, a escola e sanitários parcialmente afectadas e
destruídas;
 Estabelecer os mecanismos para garantir que a aprendizagem seja retomada com
a brevidade possível para todos os alunos e a todos os níveis de ensino;
 Adoptar uma abordagem de salas provisorias com o uso de tendas que podem
durar 6 a 12 meses com intervenção e manutenção da comunidade local;
 Reabilitar ou iniciar a reconstrução de salas de aula, a escola e sanitárias
inclusivas destruídas

FASE II
 Garantir que todas as crianças e estudantes continuem entrar e a participar nas
salas da aula, recebendo um ensino da qualidade e inclusivo e sendo bem
preparados para os seus exames;
 Dissolver salas de aula temporárias e espaços de aprendizagem onde as salas de
aula foram reabilitadas ou manter o uso como centro comunitário;
 Continuar a manter as novas salas de aula e outra infra-estrutura escolar;
 Integrar a educação sobre saúde e nutrição saudável no currículo local da escola;
 Garantir que todos os professores oferecem um ensino da qualidade, dão atenção
a todos os alunos e fazem as avaliações do progresso com os seus alunos e/ou os
alunos são bem preparados para os seus exames;
 Garantir uma quantidade de materiais de ensino e aprendizagem adequada,
armazenado e distribuído para todos os alunos;

A escola será construída faseadamente. À medida que a construção for avançando,


abrir-se-ão novos níveis de ensino e a escola receberá cada vez mais alunos.

Fase 1 – Secundário, Início de actividade da escola com ensino secundário.

Fase 2 – Educação sociocultural, Introdução do ensino primário.

Fase 3 – Artes plásticas e anfiteatro. As aulas de artes performativas serão realizadas no


anfiteatro, até a construção do espaço específico.

Fase 4 – Zona alimentar

Fase 5 – Administração

Fase 6 – Educação física

Fase 7 – Educação ambiental

Fase 8 – Biblioteca

Fase 9 – Artes Performativas

Fase 1 – Ensino

Prevê-se iniciar o funcionamento do nível do secundário com 8 turmas (de 3 e 4 anos)


em Fevereiro de 2023, recorrendo a estruturas provisórias de contentores metálicos,
reciclados e adaptados ao contexto escolar - fase 1.

Previsão de construção: Janeiro a Fevereiro 2023

Com vista a melhorar a eficácia e a eficiência dos programas de construção escolar


serão introduzidas mudanças estruturais no sector das construções e equipamentos
escolares, a nível administrativo, de gestão e de políticas, obedecendo particularmente
aos seguintes princípios:

 Diversificação de estratégias construtivas, introduzindo novos, mais rápidos e


eficazes sistemas construtivos nomeadamente, sistemas pré-fabricados, sistemas
industrializados de construção rápida, padronização de elementos construtivos,
diversificação de materiais de construção e aplicação de materiais locais e
técnicas alternativas de construção e gestão dos projectos de construção;
 Doseamento mais eficaz no recurso a grandes e pequenos empreiteiros, de modo
a agrupar as obras em lotes diversificados, de acordo com a sua complexidade,
acessibilidade, extensão no terreno e garantia da qualidade pretendida;

Espaços a reabilitar e construir:

 20 Salas de aula
 1 Secretaria/direcção
 1 Sala dos Professores
 2 Cantinas
 6 Blocos Sanitários
 1 Biblioteca
 1 Sala de Informática
 1 Campo de Futebol
 1 Pista de Corrida
 2 Campos de Basquete
 1 Laboratório de Física e Química
 2 Salas de Desenho
 1 Sala de Arquivos
 1 Ginásio
 1 Anfiteatro

Materiais:

 Contentores metálicos
 Pedra
 Mobiliário escolar (Carteiras, Computadores, Quadros, Projectores)
 Madeira
 Chapas
 Areia
 Ferro
 Cimento
 Janelas
 Carteiras Escolares
 Secretarias
 Pavês
 Relva

ANÁLISE SWOT

Pontos Fortes Pontos Fracos


 Doadores interessados na  Baixa qualidade de ensino;
mobilização de fundos  Infra-estruturas escolares
 Existência de regulamentos e inadequadas;
normas de qualidade para o sector  Distâncias entre SDEJT e a escola;
da Educação acesso difícil à escola e
comunidades;
 Fraca capacidade dos conselhos da
escola.

Oportunidades Ameaças
 Atracção de novos investimentos  Corrupção;
para educação  Retracção do investimento;
 Melhoria de infra-estruturas
escolares;
 Desenvolvimento e crescimento
rápido do sector de Educação;

Riscos e pressupostos da implementação do Projecto

Gestão dos riscos

A implementação do Projecto está sujeita a riscos externos e internos que podem


comprometer o alcance dos objectivos almejados, nomeadamente:
Riscos externos:

I. As percepções das comunidades sobre o valor e utilidade da educação;


II. Os conflitos militares (que afectam a segurança da comunidade escolar e local);
III. A acção de desestabilização e terrorista de grupos de malfeitores;
IV. Os desastres naturais (que destroem infra-estruturas, equipamentos, mobiliário e
recursos didácticos);
V. As pandemias e epidemias com os seus impactos sociais e económicos;
VI. A falta de recursos financeiros;

Riscos internos:

I. A mobilidade de pessoal qualificado para fora do Sector;


II. Fraquezas na capacidade técnica e de gestão dos processos, que induz à
sobreposição de tarefas, sobretudo a nível local, situação que pode ser agravada
com o aumento de responsabilidades, no âmbito dos processos de
descentralização;
III. Corrupção.

Para a gestão dos riscos externos, o Grupo usará como suporte, o Sistema de Informação
e Comunicação, o qual se auxiliará das TIC, para alertas e intervenções de emergência
entre outras. Continuará o estabelecimento da interacção com as comunidades através
dos Conselhos de Escola, líderes comunitários e outros mecanismos para garantir o
acesso à educação bem como a protecção das crianças, comunidades e infra-estruturas
escolares.

Para a gestão dos riscos internos o Grupo deverá fortalecer a capacidade técnica e de
liderança a todos os níveis, promovendo mecanismos de gestão transparentes e uma
cultura de prestação de contas, tornando o Grupo atractivo para investimentos. Deverá
ainda privilegiar mecanismos de retenção de pessoal qualificado e maximizar a
utilização da assistência técnica para reforçar a capacidade do sistema, a todos os níveis.

Pressupostos

Para o sucesso da implementação do Projecto são considerados os seguintes


pressupostos:

 Um ambiente estável e de paz em todo o País;


 O compromisso contínuo do Governo com a reforma do sector público,
permitindo: i) a descentralização, ii) o combate à corrupção e iii) a
profissionalização do sector público;
 O compromisso nacional e internacional com a Educação, enquanto área-chave
de combate à pobreza e factor determinante para o desenvolvimento do País;
 O apoio coerente e complementar de todos os intervenientes (o Governo, através
do Órgão que superintende a área da Educação, as autoridades locais, as famílias
e as comunidades, os parceiros de cooperação nacional e internacional) na
procura e oferta de educação.

MONITORIA E AVALIAÇÃO

Monitoria mensal de implementação de actividades. A monitoria mensal irá permitir o


MINEDH obter informações actualizadas referentes a:

1. Necessidades actuais (dados de avaliação do MINEDH, SDEJT, parceiro);

2. Tipo e localização das actividades dos parceiros;

3. Metas e resultados alcançados por actividades de MINEDH e parceiros.

Os parceiros deverão usar o questionário de 5Ws (5 questões), desenvolvido pelo


MINEDH para a colecta de informação e todas as actividades reportadas devem aderir
estritamente aos padrões do quadro de preparação, resposta e recuperação.

O gestor da informação produzirá um resumo mensal da informação sobre o impacto do


trabalho feito nas áreas afectadas. As informações serão partilhadas com todos os
membros do MINEDH.
Visitas conjuntas trimestrais de monitoria

O MINEDH irá reportar os resultados e o impacto da preparação, e reportar se as


normas acordadas para a reabilitação, construção e treinamentos foram observadas, bem
como se as actividades foram entregues com qualidade. Para aprofundar o
conhecimento sobre os resultados, a qualidade e o impacto, o MINEDH organizará
visitas conjuntas e trimestrais de monitoria com os parceiros. Equipas constituídas por
delegados do MINEDH e SDEJT e parceiros visitarão locais diferentes onde as
actividades forem implementadas.

Avaliação

A avaliação final do impacto da reabilitação será feita por uma equipa global
anualmente. As recomendações do relatório deverão ser utilizadas na programação da
reabilitação no futuro.

Durante a vigência do Projecto estão previstos três tipos de avaliação, nomeadamente:

 Avaliação anual;
 Avaliação de meio-termo, com alguma profundidade, possibilitando a revisão do
Projecto no ano 2023, para melhor ajustamento das prioridades e metas ao ciclo
de governação e quadro económico, político e administrativo vigente;
 Avaliação externa e independente, para verificar o grau da sua implementação e
a eficácia das estratégias desenvolvidas, com o objectivo principal de nortear a
elaboração do plano estratégico seguinte.

Financiamento

O sector da Educação, tal como outros sectores prioritários ou não, obedecem à


modalidade de financiamento, composta por contribuição de recursos internos e
externos (por sua vez, usando diferentes modalidades de desembolso e/ou
implementação), podendo ou não ser canalizados por via do Orçamento do Estado.

Quanto ao Plano de Financiamento do projecto, o grupo ira financiar o projecto com o


capital próprio de [Link] Mzn. Contanto, o custo total do projecto está avaliado
em [Link] Mzn, onde o valor restante será obtido através dos nossos parceiros
de cooperação.

Na implementação dos Planos Estratégicos destacou-se a existência de um mecanismo


de financiamento directo ao Sector, norteado num Memorando de Entendimento
subscrito pelo Governo, Sector e Parceiros de Cooperação e que tomou o nome FASE-
Fundo de Apoio ao Sector da Educação. Esta modalidade de financiamento encontra-se
inscrita e identificada no Orçamento do Estado e contém um conjunto de requisitos dos
Parceiros que o Grupo observa, para que a recepção do financiamento seja elegível.
Existem regras igualmente para a área de aquisições, prestação de contas, auditorias
entre outros aspectos.

O financiamento externo também provém de ONG nacionais e internacionais, que


apoiam directamente as escolas, com doações de material, construção e reabilitação de
salas de aulas, capacitação dos professores em exercício

Tabela de projecção de despesas do projecto

Resumo de custo por programa Valor


SUPPORTE ADMINISTRATIVO 700,365
ENSINO PRIMARIO 2,129,874
ENSINO SECUNDARIO 3,408,598
Resumo de custo por actividade
A01 - REMUNERAÇÕES 1,000,000
A02 - CONSTRUÇÃO, 12,156,418
REABILITAÇÃO E MANUTENÇÃO
A03 - LIVROS ESCOLARES, 760,845
MATERIAIS DE ENSINO E
EQUIPAMENTO
A04 - ALIMENTAÇÃO ESCOLAR E
SUPORTE EDUCACIONAL AOS
ORFÃOS
A05 - DESENVOLVIMENTO DE 31,256
RECURSOS HUMANOS
A06- FUNCION. ADMINIST. 401,542
CENTRAL/Prov./DISTRI/ESCOLAS
A07 - OUTRAS ACTIVIDADES 2,684,365
Resumo de custo por classificação
económica
DESPESAS CORRENTES 900,452
do qual: Pessoal 350,781
do qual: Bens e serviços 549,671
DESPESAS DE CAPITAL 625,354
Total 25,000,000

Parceiros
Para assegurar uma gestão participativa e desenvolver sinergias para o sucesso da
implementação, o Grupo conta com diversas parcerias, sendo de destacar: as famílias,
comunidade, sociedade civil, sector privado e parceiros internacionais. Neste âmbito, o
Grupo vai mapear as parcerias existentes, em todo o território nacional, e coordenar as
actividades destes parceiros, a todos os níveis.

Participação das famílias e comunidades


As famílias e comunidades desempenham um papel importante na implementação do
Projecto na medida em que participam na gestão da escola, através dos Conselhos de
Escola, com vista a garantir uma melhor articulação entre a escola, as famílias e a
comunidade.

Alguns Parceiros:

 ADE (Apoio Directo as Escolas)


 SDJET (Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia)
 MINEDH (Ministério de Educação e Desenvolvimento Humano)
 Instituições e organizações locais

Conclusão

Bibliografia

Bassi, M., Medina, O. e Nhampossa, L. (2019) Education Service Delivery in


Mozambique: A Second Round of the Service Delivery Indicators Survey. World Bank:
Washington

Comissão Nacional do Plano (1985). Informação Estatística: 1975 – 1985 (Maputo:


Direcção Nacional de Estatística).
DIEE (2018) Novo Documento Orientador para o Programa de Construção Acelerada
de Infra-estruturas Escolares (PCA). KFW. SWECO. Direcção de Infra-estruturas e
Equipamentos Escolares. MINEDH,

Governo de Moçambique (2015) Programa Quinquenal de Governo 2015-2019.


Maputo, Fevereiro de 2015.

MINEDH (2012) Plano Estratégico da Educação 2012-2016. Maputo.

MINEDH (2015a) Exame nacional 2015 da Educação para Todos. Moçambique.


Maputo.

MINEDH (2016) Estratégia de género do sector de educação e desenvolvimento


humano para o período 2016 – 2020. Maputo.

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