Estudo dos Profetas do Antigo Testamento
Estudo dos Profetas do Antigo Testamento
PROFETAS
MAIORES
1. ISAÍAS
2. JEREMIAS
3. EZEQUIEL
4. DANIEL
5. LAMENTAÇÕES
MENORES
1. OSEIAS
2. JOEL
3. AMÓS
4. OBADIAS
5. JONAS
6. MIQUEIAS
7. NAUM
8. HABACUQUE
9. SOFONIAS
10. AGEU
11. ZACARIAS
12. MALAQUIAS.
Aluno (a):______________________________________
2023
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IDB Central
Esse material foi organizado visando trazer mais conhecimento da Bíblia em si,
ou seja, temos como alvo o exame dos textos bíblicos para conhecer sua história, sua
formação, os principais assuntos das narrativas, os personagens e suas participações
no enredo bíblico, os pontos teológicos, proféticos, os estilos literários dos livros etc.
Tudo isso acompanhando no próprio texto das Escrituras.
O objetivo é trazer uma maior familiaridade com o próprio conteúdo da Bíblia.
Muitos estudos bíblicos dão grande enfoque aos comentários extras bíblicos e passam
por cima dos textos bíblicos, e isso dificulta a memorização e a compreensão do texto
na Bíblia. E como a Bíblia é o livro que sempre carregamos, seja em papel ou digital,
é preciso que a conheçamos de pronto o seu conteúdo para ser pregado, ensinado,
apresentado a quem ainda não a conhece.
E pensando nisso, fizemos esse material, com as transcrições dos textos bíblicos
que iremos examinar, fazendo com que você conheça não somente os comentários
dos estudiosos, mas principalmente, o próprio texto bíblico.
Vamos caminhar de Gênesis a Malaquias, com essa visão e com essa finalidade.
Os poucos comentários que são inseridos, transcritos também de vários estudiosos, te
ajudarão na compreensão das passagens bíblica estudadas.
Trindade
PROFETAS – PARTE I
1) INTRODUÇÃO
“E estendeu o Senhor a sua mão, e tocou-me na boca; e disse-me o Senhor: Eis que ponho as
minhas palavras na tua boca;..”.
Eram chamados de videntes (em hebraico, as palavras roch e chozeh podem ser traduzidas
como videntes). Esse título significava que o profeta possuía uma visão sobrenatural dos
acontecimentos presentes e futuros.
Homens de Deus – revelando que eles eram completamente entregues a Deus, separados para
o uso exclusivo dEle (1Sm 9: 6).
Servo de Deus – Homens completamente ocupados com o serviço de Deus, prontos para o
serviço do Senhor (Is 42: 19).
Procuravam salvar a nação da idolatria e impiedade. Falavam que a nação seria destruída,
porém não completamente, pois haveria um remanescente salvo. Do meio desse remanescente sairia
uma influência que se espalharia pela terra e traria à Deus todas as nações (conhecido como
“rebento”).
8) TEMAS ÉTICOS
A condenação da idolatria, imoralidade e injustiça, seguida do convite para o arrependimento.
Importante -2
Os profetas declaravam os oráculos de Deus, Sua Palavra, a profecia proclama a Palavra de
Deus.
Os profetas não se enquadravam num único molde. A Palavra de Deus vinha tanto ao nobre
ou ao homem simples. Isaías parecia pertencer à nobreza enquanto o seu contemporâneo Miquéias
era um homem do campo. O chamado atingia homens jovens, quanto homens com mais maturidade
no ministério.
Estes profetas eram escolhidos por escolha única de Deus, capacitados por Ele para uma
tarefa especial, consagrados a Ele. O Senhor conduzia o curso da vida deles, preparando-os para
quando estes seriam apontados entre o povo como aqueles que ouviam a Voz do Senhor e foram
chamados para essa vocação específica;
A fé que se fundamenta no propósito contínuo de Deus como foi anunciado pelos profetas é
forte, pois está construída sobre um alicerce inabalável.
“Pois tudo o que foi escrito no passado, foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da
perseverança e do bom ânimo procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança”
(Rm 15: 4 – NVI).
ISAÍAS
1) AUTOR
Isaías (significado do nome Isaías: “O Senhor é Salvação”).
2) DATA
Cerca de 700 – 690 a. C.
3) PROPÓSITO
Chamar a nação de Judá de volta e contar o propósito de Deus de salvar a humanidade por
meio do Messias.
4) TEMAS
Santidade, julgamento do pecado, salvação, vinda do Messias, esperança.
5) PALAVRAS CHAVE
Salvação, Redentor, justiça, paz, consolo.
1. Condenatória, contendo na maior parte repreensões pelos pecados de Israel (caps. 1- 35);
A unidade de Isaías é tema de grande controvérsia. Pelo fato de o profeta ter vivido no século
VIII, alguns estudiosos têm dificuldade em aceitar que ele tenha identificado Ciro, o persa,
nominalmente.
1. Unidade Autoral
2. Dois Isaías (cap. 40)
3. Três Isaías (cap. 40 e Cap. 47)
Não é possível provar que pertencia à linhagem real, embora sua forma de escrever revele
uma pessoa extremamente talentosa, com excelente formação acadêmica.
Isaías era um pregador extremamente talentoso, que empregava plenamente toda a riqueza da
língua hebraica. Sua imaginação poética e sua mensagem provocam uma reação.
Isaías era casado com uma “profetisa” (Is 8: 3). Não se sabe se ela era realmente uma
profetisa ou era chamada assim por ser esposa do profeta. Por meio desta união, tiveram dois filhos,
cujos nomes simbólicos refletiam toda a mensagem do livro. O primeiro recebeu o nome de Sear-
Jasube, que significa “(somente) um remanescente voltará” (Is 7: 3; veja adiante). O segundo
chamou-se Maer-Salal-Has-Bas, que significa “rápido-despojo-presa-segura” (Is 8:1.
Antigo Testamento – Resumo Comentado - Profetas
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Isaías ministrou ao povo de Deus durante uma época de grande instabilidade política.
Para se entender o livro de Isaías é necessário ter um conhecimento razoável sobre os reis que
reinaram e os eventos históricos durante a sua vida. Ele foi profeta durante os reinados de quatro
reis: Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias. E algumas referências indicam que ele viveu durante uns
poucos anos do reinado de Manassés.
No seu empenho de levar Judá ao arrependimento, Deus permitiu o despojo da sua terra por
estrangeiros. “Vinde, então, e argui-me” (1:18).
Deus não queria condenar e destruir o seu povo. Ele perdoaria tudo se eles tão somente se
arrependessem, cessassem de fazer o mal, cuidassem de fazer o bem e obedecessem à sua Palavra.
No capítulo 5, ele fala de uma vinha que foi plantada pelo próprio Deus, mas que produziu
uvas azedas, por isso seria destruída.
Neste trecho vemos que Deus fez todo o possível para fazer de Judá uma nação santa e
frutífera. Mas, como recusaram, Deus destruiu a vinha.
(Is.6:10 “No ano em que o rei Uzias morreu, eu vi o Senhor assentado num trono alto e exaltado,
e a aba de sua veste enchia o templo.”
Assim inicia o capítulo 6. Isaías teve uma visão de Deus, foi purificado e recebeu um
chamado específico de Deus para pregar a sua Palavra a um povo espiritualmente cego, surdo e
insensível. “Vai e dize a este povo” (6:9), disse o Senhor para Isaías. Deus envia Isaías para falar ao
povo, avisa-o de que iriam rejeitar a sua mensagem e que continuariam indiferentes, mas mesmo
assim ele teria que pregar fielmente a mensagem de juízo.
Os capítulos 7 a 12 tratam sobre Emanuel, o Deus Conosco. Embora esse título apareça
somente duas vezes, esses capítulos tratam do mesmo personagem. “Ó Emanuel” (8:8).
Em meio à profecia de destruição, o Espírito anuncia uma esperança futura. Emanuel seria a
garantia permanente do povo de Deus no decorrer da sua história, passado, presente e futuro.
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros;
e seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz...” .
O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.
O Filho que seria dado, a criança por nascer iria sentar-se no trono de Davi. Sim, Cristo irá
sentar-se no trono do seu pai Davi. As palavras do anjo a Maria foram:
“Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi,
seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó” (Lc 1:32,33).
Em Isaías 10 aparece uma estranha combinação: sofrimento presente e glória futura. Mas, em
Isaías 11, vemos o quadro da glória do reino futuro que Cristo virá estabelecer na terra. Um dia ele
virá a Jerusalém, a fim de sentar-se no trono de Davi e a paz irá cobrir a terra como as águas cobrem
o mar. Nesse reino o povo irá adorar ao Senhor Jeová. O profeta diz:
Já no capítulo 24 a 27, temos os eventos do fim dos tempos. “Eis que o Senhor esvazia a
terra”, diz Isaías (24:1). Falam do juízo divino sobre o mundo, por causa dos seus pecados, e
também das bençãos que Deus tem preparado para os seus.
“Ai de mim!”, exclama Isaías. Ele está aflito por causa de todo o pecado e falsidade ao seu
redor. “Naquele dia haverá uma vinha de vinho tinto; cantai-lhe” (27:2). Esse cântico profético
acentua a vontade de Deus em fazer de Israel uma vinha frutífera.
Nos capítulos 28 a 35, Isaías volta a profetizar a respeito de Israel (chamado Efraim) e de
Judá. Denuncia o seu pecado e apostasia e revela o juízo vindouro. Os avisos finais desses capítulos
tinham como objetivo dar a Jerusalém uma oportunidade de arrepender-se e retornar para Deus
antes que lhes sobreviesse o exército assírio.
"Assim diz o grande rei, o rei da Assíria: 'Em que você está baseando essa sua confiança?
(Is.36:7)
O rei Ezequias abriu a carta perante o Senhor e orou suplicando a intervenção divina. De
modo espetacular, seu pedido foi atendido mediante um grande milagre, pois numa só noite o anjo
do Senhor feriu 185 mil guerreiros assírios.
Não foi pela enfermidade, nem a guerra que derrubou o rei Ezequias, mas o orgulho motivado
por uma amizade imprópria.
Um grupo de emissários babilônicos vieram visitar Ezequias. Estes, usando de sutileza,
levaram o rei a mostrar orgulhosamente todos os tesouros do reino. Sem dúvida, a visita foi de seu
interesse, pois Ezequias ficou contente com a presença dos embaixadores (Is 39:2).
Os reinos de Judá e de Israel tinham enfraquecido tanto pela idolatria e pela corrupção que os
inimigos caíram sobre eles como lobos sobre um rebanho. Primeiro foi Israel que rolou no pó, sob o
exército assírio. Depois Judá caiu com os babilônicos trovejando às suas portas e derrubando as
suas muralhas. Os dois reinos acabaram-se e o povo foi levado cativo. Foi nessa época que Isaías
viveu e profetizou em Jerusalém. O profeta Isaías passou a vida procurando levar Israel a conhecer
a Deus e a sua Palavra.
O capítulo 40 inicia assim: “Consolai, consolai o meu povo diz o Senhor”. Deus exorta ao
profeta que console a Israel em vista do libertador vindouro (vv. 1-11), da grandeza de Jeová (vv.
12-26) e do seu poder em dar forças aos exaustos (vv. 13-31). No capítulo 41, o pensamento
principal é o poder de Jeová demonstrado pela sua habilidade de predizer acontecimentos futuros.
Mas, uma condição essencial à salvação é fome e sede espirituais por perdão e comunhão com
Deus. Então, Isaías convoca: “Buscai ao senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto
está perto” (55:6).
Os últimos 9 capítulos de Isaías contêm a derradeira etapa do plano de Deus para a redenção
do seu povo. Ele quer que o seu povo saiba que um dia reinará com Ele no Seu trono, em Jerusalém.
Sem dúvida, isso foi um grande encorajamento para os judeus na Babilônia, que presumiam que sua
nação jamais seria restaurada.
“Levanta-te, resplandece, porque já vem a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti”
(60:1).
Nos capítulos 65:17, Isaías encerra a sua profecia com uma gloriosa previsão do reino
milenial vindouro.
(Is.65:17) "Pois vejam!
Criarei novos céus
e nova terra,
e as coisas passadas não serão lembradas.
Jamais virão à mente!”
Isaías prevê o renascimento de Israel como o povo de Deus durante o reino messiânico; o
nascimento será singularmente rápido e trará alegria, paz e prosperidade (66:8).
O capítulo 66:18-21 profetiza que crentes de todas as nações serão reunidos em Jerusalém
para verem a glória de Deus. A seguir, serão enviados às nações a fim de trazerem ao Senhor, ao
Deus de Israel, os judeus remanescentes; isto ocorrerá no fim dos tempos.
18 "E, por causa dos seus atos e das suas conspirações, virei ajuntar todas as nações e línguas, e
elas virão e verão a minha glória.”
CONCLUSÃO
Concluindo o livro, Isaias fala dos novos céus e nova terra no final do reino messiânico.
Todos os salvos estarão com o Senhor para sempre, ao passo que os rebeldes, irão para o inferno
eterno.
JEREMIAS
1) INTRODUÇÃO
Jeremias foi um profeta que profetizou em Judá no final do século 7 e início do século 6 a.C.
Aquele foi o período de declínio do Reino do Sul, marcado pelos reinados de seus últimos
monarcas. O profeta Jeremias falou sobre o avanço inevitável da Babilônia que culminou no exílio
do povo judeu.
Jeremias era um sacerdote, além de ser um profeta. Ele viveu num dos períodos mais
conturbados da história do Oriente Antigo. Quando Jeremias nasceu, Israel, o Reino do Norte com
capital em Samaria, já havia caído há pelo menos 70 anos diante do Império Assírio.
2) AUTOR
Jeremias ou seus seguidores (significado do nome Jeremias: “O Senhor exalta” ou “O
Senhor lança”).
3) DATA
Cerca de 626 – 586 a. C.
4) PROPÓSITO
Exortar o povo para que se arrependa dos seus pecados e se volte novamente para Deus.
5) TEMAS
Antigo Testamento – Resumo Comentado - Profetas
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Consequências do pecado, juízo iminente, a soberania de Deus, novo coração, restauração.
6) PALAVRAS CHAVE
Arrependimento, restauração.
O chamado do profeta Jeremias ocorreu no décimo terceiro ano do reinado de Josias (627
a.C.), um ano depois do começo da reforma feita por este rei. Aos vinte e um anos, Jeremias
começou a tomar consciência de que Deus o tinha separado antes do nascimento para ser profeta.
“Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre,
te consagrei, e te constituí profeta às nações” (1:5).
Entretanto, Jeremias teve de ser encorajado a aceitar essa honra, ser profeta de Deus. Sua
resistência era baseada em sentimentos de incapacidade. Ouvimos Jeremias exclamar:
“Ah! Senhor Deus! Eis que não sei falar; porque não passo de uma criança” (1:6).
Ele protesta e se esquiva da tarefa que Deus lhe dera e pede que seja recusado. Mas Deus sabe
como vencer a sua hesitação. Dá ao jovem Jeremias a consciência de um chamado divino. Leva-o a
ver que a obra para a qual fora comissionado não era sua. Enquanto Jeremias está refletindo, alguém
lhe toca a boca e ele ouve uma voz que diz:
“Olha que hoje te constituo sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares e
derribares, para destruíres e arruinares, e também para edificares e para plantares” (1:10).
A missão de Jeremias era de alcance mundial. Incluía não só o seu próprio país, mas também
as nações e reinos do Egito, Amom, Moabe, Tiro e Sidom. Sua missão era arrancar e derrubar,
destruir e arruinar. Ele precisava arrancar a idolatria e o orgulho, mas devia também edificar e
plantar.
Por haver-lhe sido imposta uma tarefa tão desagradável, anos mais tarde ele exclamou:
“Ai de mim, minha mãe! Pois me deste à luz homem de rixa e homem de contendas para
toda a terra!” (15:10).
“Não temas diante deles; porque eu sou contido para te livrar” (1:8).
No momento do seu chamado, o jovem Jeremias teve duas visões. A primeira foi um ramo de
amendoeira (1:11). Amendoeira é a primeira árvore que brota na primavera. Essa visão subentendia
duas coisas:
(1) a palavra de Deus através de Jeremias cumprir-se-ia rapidamente, e
(2) o povo reconheceria que Deus estava em ação e controlando o curso da história para
cumprir seus propósitos.
A segunda foi uma panela a ferver, cuja face está para a banda do norte (1:13). Refere -se aos
ataques da Babilônia contra Judá. Uma invasão viria do Norte, porque o povo de Deus o
abandonara, oferecia sacrifícios a outros deuses e adorava as obras das suas próprias mãos.
Junto com o chamado, Deus deu a Jeremias duas promessas encorajadoras.
“Porque eis que te ponho hoje por cidade forte, e por coluna de ferro, e por muros de
bronze, (...). E pelejarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti;
porque eu sou contigo, diz o Senhor, para te livrar” (1:18,19).
O ministério de Jeremias foi dirigido a Judá (reino do sul), durante os últimos 40 anos de sua
história (626-586 a.C.). Ele viveu para ser testemunha das invasões babilônicas a Judá, que
resultaram na destruição de Jerusalém e do templo.
Jeremias foi chamado para ser profeta no décimo terceiro ano do reinado de Josias. Ele foi
contemporâneo da profetisa Hulda, de Habacuque, Sofonias, Ezequiel, Daniel e talvez mesmo de
Naum.
Era filho de Hilquias, um sacerdote de Anatote na Terra de Benjamim. Mais tarde, foi para
Jerusalém por causa de perseguição. Durante os reinados de Josias e Jeoacaz, foi-lhe permitido
continuar seu ministério sem dificuldades, mas nos reinados de Jeoaquim, Joaquim e Zedequias,
sofreu perseguição severa. No reinado de Joaquim foi aprisionado pela audácia em profetizar a
destruição de Jerusalém. No reinado de Zedequias, foi preso como desertor e permaneceu na prisão
até a tomada da cidade, época em que foi posto em liberdade por Nabucodonosor que lhe permitiu
voltar a Jerusalém. Quando retornou, procurou impedir o povo de ir para o Egito. Porém, recusaram
os seus apelos e emigraram para lá, indo Jeremias com eles. No Egito, continuou seus esforços para
levar o povo de volta ao Senhor.
9) DADOS DO LIVRO
Depois de profetizar durante vinte anos a Judá, Jeremias foi ordenado por Deus a deixar a sua
mensagem por escrito. Assim o fez, ao ditar suas profecias a seu fiel secretário, Baruque. Visto que
Jeremias estava proibido de comparecer diante do rei, enviou então Baruque para ler as profecias no
templo. Depois disso, Jeudi as leu diante do rei Joaquim. O monarca demonstrou desprezo a
Jeremias e à palavra de Deus ao cortar e queimar o rolo. Jeremias voltou a ditar suas profecias a
Baruque, e dessa vez incluiu até mais do que estava no primeiro rolo.
O livro é uma coletânea de profecias dirigidas principalmente a Judá, mas também às nações
estrangeiras.
É quase impossível esboçar o livro de Jeremias cronologicamente. Algumas das primeiras
mensagens encontram-se na parte final do livro e algumas das últimas, no princípio. Ele as escreveu
num grande rolo. Sem dúvida tinha pregado suas mensagens muitas vezes ao povo e as tinha
repetido outras tantas antes de começar a escrevê-las.
Parte do livro está escrito em linguagem poética, ao passo que outras têm a forma de prosa ou
narrativa. Suas mensagens estão entrelaçadas com os seguintes aspectos históricos:
Jeremias também usa símbolos dados a ele por Jeová, a fim de ensinar ao povo. Certa ocasião
usou um cinto apodrecido; em outra, colocou um jugo no pescoço, como um boi; quebrou uma
botija na presença dos anciãos; comprou um campo e enterrou a escritura; etc.
Sua mensagem resume-se nas palavras “arrancares”, “derribares”, “destruíres” e
“arruinares”, no aspecto negativo, com relação a repreensão do pecado e predição da destruição da
cidade de Jerusalém; e pelo aspecto positivo se define nas palavras “edificares” e “plantares”, as
quais dizem respeito às promessas de Deus de restauração de Israel.
11) MENSAGEM
Este livro profético revela que Jeremias, era um homem com uma mensagem severa, mas de
coração sensível e quebrantado. Seu espírito sensível tornou mais intenso o seu sofrimento, à
medida que a palavra de Deus ia sendo repudiada por seus familiares e amigos, pelos sacerdotes e
reis, e pela totalidade do povo de Judá. Sua mensagem nunca foi popular.
“Arvorai a bandeira para Sião, fugi para vossa salvação, não pareis; porque eu trago um mal do
Norte, uma grande des- truição” (4:6).
Disse que os vingadores viriam como um leão que ruge, subindo da ramada. Assolariam a
terra com carros semelhantes ao redemoinho e com cavalos mais velozes que águias, espalhando
terror diante deles e deixando ruínas em seu rastro.
Jeremias incorreu no desagrado dos profetas que tinham ido para a Babilônia porque, numa
carta aos exilados, ele se opôs diretamente à predição deles de um breve retorno do cativeiro. Os
profetas de Jerusalém também não gostaram disso, porque pensavam que não demorariam a
libertar-se do jugo de Nabucodonosor. Os conselheiros de Zedequias eram favoráveis à quebra
desse jugo e a que se buscasse ajuda no Egito, mas Jeremias continuou a insistir que os caldeus com
certeza iriam capturar a cidade (37:3-10). Finalmente, Zedequias quebrou o pacto com o rei da
Babilônia. Nabucodonosor rapidamente marchou contra Jerusalém e começou o cerco final.
CONCLUSÃO
À medida em que o cerco aumentava, mais se intensificava a hostilidade dos inimigos de
Jeremias. Acusaram-no de deserção e o lançaram no cárcere. Chegaram a pedir ao rei que o profeta
fosse morto (38:4). Fraco como era, Zedequias entregou Jeremias nas mãos dos príncipes. Mas por
alguma razão eles se esquivaram de matá-lo. Todavia, desceram-no com cordas numa cisterna
lamacenta e ali o deixaram para morrer. Contudo, Deus estava com ele e suscitou um amigo para
livrá-lo. Um etíope, Ebede-Meleque, soube da situação e conseguiu permissão do rei para retirá-lo
de lá (38:6-13). E assim Jeremias foi salvo.
Finalmente, todos os que foram deixados em Jerusalém fugiram para o Egito, apesar da
advertência de Deus em contrário (43). Pediram a Jeremias que orasse solicitando orientação, mas
quando lhes foi dada, recusaram-se a obedecer.
Ao mesmo tempo em que Jeremias clamava contra a Babilônia pelo hediondo crime de
destruir os filhos de Deus, ele anunciava que a Babilônia seria arrasada e ficaria em ruínas para
sempre (51:37-43). Isso aconteceu literalmente com essa cidade maravilhosa do mundo antigo. No
tempo de Cristo, a poderosa Babilônia havia desaparecido e no primeiro século da era cristã estava
quase que toda em ruínas.
A vida de Jeremias foi cheia de nuvens que se avolumavam. Teve de ver o povo e a cidade
que amava cair de pecado em pecado. E o tempo todo não alimentara esperança de que as coisas
mudassem. Ele pregou a ouvidos surdos e parece ter colhido somente ódio em retribuição ao amor
que nutria pelo povo.
LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS
1) INTRODUÇÃO
O povo de Judá foi capaz de pensar que eles eram a única raça escolhida por Deus. Como tal,
eles sentiram que poderiam sempre experimentar boas coisas. Deus tinha feito um concerto de
bênçãos com eles, mas isto tudo era condicional. Uma descarada desobediência poderia significar
que os bons aspectos das bênçãos poderiam ser substituídos por um castigo. O cumprimento das
promessas de bênção podia sempre pular algumas gerações de israelitas que eram desobedientes.
Os poemas deste livro parecem ter sido compostos durante e após o tempo no qual tudo isso
estava acontecendo. Esses poemas se tornam especialmente penetrantes quando contrastam as
antigas bênçãos e forças de Judá com o caos e o sofrimento que seus pecados haviam levado sobre
si.
O povo escolhido e protegido tinha perdido tudo e estava numa situação de desesperança. Tudo
que tinha significado para esse povo havia sido destruído. Mas os poemas também descrevem o
Antigo Testamento – Resumo Comentado - Profetas
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ministério de Jeremias, mandado novamente como profeta para falar a respeito das circunstâncias
modificadas do povo de Deus. Ele ajudou o povo a dar a expressão necessária para as suas aflições
e também deu conforto para ele.
Ele também os ajudou a pensar a respeito da mão de Deus sobre eles em forma de castigo e
ajudou para se submetessem penitentemente ao julgamento que eles mereceram até que isso tivesse
passado (3.28-33) Somente após uma completa humilhação é que o povo estaria em condições de
pensar sobre uma restauração.
2) AUTOR
O autor não é mencionado, mas tradições que vêm de muito antes de Cristo sustentam que
Jeremias o tenha escrito. Existe muitas semelhanças entre os textos de Lm. e Jeremias
3) DATA
Cerca de 587 - 556 a. C.
4) PROPÓSITO
Registrar as consequências do pecado e registrar o lamento pela queda de Jerusalém.
5) TEMAS
Destruição de Jerusalém, consequências do pecado, misericórdia de Deus.
6) PALAVRAS CHAVES:
Dificuldades, angústia, pecado, oração.
7) MENSAGEM
As cinco lamentações de Jeremias:
• A humilhação de Jerusalém;
• A ruína de Jerusalém;
• A tristeza de Jeremias;
• As grandes aflições;
• Tristes recordações.
CONCLUSÃO
Poderia ser chamado também o livro “das lágrimas de Jeremias”, pois é uma referência os
seus prantos. Embora este livro seja pouco conhecido pelos cristãos, é muito popular entre os
judeus.
EZEQUIEL
1) INTRODUÇÃO
(Ez.1:3) A palavra do Senhor veio ao sacerdote Ezequiel, filho de Buzi, junto ao rio
Quebar, na terra dos caldeus.
O Livro de Ezequiel de um modo geral, pode ser dividido em duas seções, na primeira vemos
a justiça de Deus retribuindo o pecado e na segunda temos a Esperança de uma Restauração.
O tema central do livro de Ezequiel é a “glória do Senhor”, o livro mostra que apesar da
bondade de Deus Israel e Judá desobedecem ao Senhor.
O contraste do pecado de Judá com a glória do Senhor revela o caráter de Deus que é Santo e
Soberano.
2) AUTOR
Ezequiel (significado do nome Ezequiel: “Deus Fortalece”).
3) DATA
Cerca de 593 – 573 a. C.
4) PROPÓSITO
Anunciar a destruição de Jerusalém e sua restauração.
Ezequiel era filho de Buzi e pertencia à família sacerdotal, ou seja, ele era um sacerdote. Na
verdade, nada se sabe sobre quem foi Ezequiel além das informações que são encontradas no livro
que leva seu nome.
Ezequiel foi levado cativo para o exílio na Babilônia em 597 a.C., logo após o rei
Nabucodonosor ter tomado Jerusalém. Na ocasião foram deportados o rei de Judá, Joaquim, toda a
família real, os artesãos habilidosos e os cidadãos mais proeminentes (2 Reis 24:14).
(2Rs.24:14) “Levou para o exílio toda Jerusalém: todos os líderes e os homens de combate, todos
os artesãos e artífices. Era um total de dez mil pessoas; só ficaram os mais pobres.”
O profeta Ezequiel era casado, porém sua esposa acabou falecendo repentinamente durante o
cativeiro. Isso aconteceu pouco antes da cidade de Jerusalém ser destruída pela ofensiva do Império
Babilônico em 586 a.C. Não é feita qualquer menção na Bíblia sobre possíveis filhos de Ezequiel.
A morte súbita de sua esposa foi anunciada por Deus, e o profeta foi proibido expressamente
(Ez.24:16) "Filho do homem, com um único golpe estou para tirar de você o prazer dos seus
olhos. Contudo, não lamente nem chore nem derrame nenhuma lágrima.
Após ter sido levado cativo, o profeta Ezequiel se estabeleceu junto ao rio Quebar, na vila de
Tel-Abibe, perto de Nipur, na Babilônia. Após cinco anos vivendo no Exílio, ele recebeu sua
chamada profética. O profeta vivia em sua própria casa, onde os anciãos vinham consultá-lo.
(Ez. 1:2,3) “Foi no quinto ano do exílio do rei Joaquim, no quinto dia do quarto mês.
3 A palavra do Senhor veio ao sacerdote Ezequiel, filho de Buzi, junto ao rio Quebar, na terra
dos caldeus. Ali a mão do Senhor esteve sobre ele.”
A chamada do profeta Ezequiel para exercer o ministério profético é uma das mais
espetaculares registradas nas Escrituras. Esse chamamento é descrito em detalhes nos capítulos 1, 2
e 3 de seu livro. Nessa ocasião o profeta teve uma visão da glória divina.
Os quatros seres viventes, querubins, vistos pelo profeta Ezequiel na ocasião de sua
convocação, também lembram o chamamento de Isaías, onde ele viu os serafins que ministravam
diante de Deus (Isaías 6:2). Além disso, existe uma semelhança muito grande com a visão do trono
de Deus que o apóstolo João teve (Apocalipse 4:16).
Quando o profeta Ezequiel caiu com o rosto na terra diante da visão tão gloriosa que teve, ele
escutou as conhecidas palavras: “Filho do homem, põe-te em pé e falarei contigo” (Ezequiel 2:1).
Nesse momento ele foi capacitado pelo Espírito a tornar-se um canal da revelação divina e
proclamar a Palavra de Deus ao povo.
O profeta Ezequiel frequentemente é chamado por Deus pela expressão “filho do homem”.
Nesse contexto essa expressão significa basicamente “ser humano”, e enfatiza a insignificância
humana diante do poder e da majestade de Deus.
(Ez.2:1-3) “Ele me disse: "Filho do homem, fique em pé, pois eu vou falar com você".
2 Enquanto ele falava, o Espírito entrou em mim e me pôs em pé, e ouvi aquele que me falava.
3 Ele disse: "Filho do homem, vou enviá-lo aos israelitas, nação rebelde que se revoltou contra
mim; até hoje eles e os seus antepassados têm se revoltado contra mim.”
8) A MENSAGEM DO PROFETA
9) O SIMBOLISMO DE EZEQUIEL
A mensagem do profeta Ezequiel é a que contém mais elementos simbólicos entre todas as
outras mensagens dos profetas escritores. Também é possível perceber que a mensagem proclamada
por ele era claramente representada por suas próprias experiências pessoais. Isso significa que Deus
fez com que o profeta fosse um tipo de “sinal vivo” para o povo judeu.
Assim, o profeta precisou enfrentar grandes provações e suportar terríveis sofrimentos, a fim
de que sua vida servisse de sinal para incitar a nação a buscar o arrependimento. Além de muita
simbologia, o profeta Ezequiel também usou parábolas e provérbios (Ezequiel 12:21,22; 15-19).
No início do ministério do profeta Ezequiel sua mensagem não foi muito bem recebida
(Ezequiel 3:5). Porém, com o passar do tempo, o profeta foi sendo identificado numa posição mais
honrosa (Ezequiel 8:1; 14:1; 20:1).
De qualquer forma, durante seu comissionamento como profeta o Senhor o avisou de que a
casa de Israel não lhe daria ouvido, isso porque os judeus não queriam ouvir o próprio Deus. Por
isso Deus disse que fortaleceria o profeta contra o povo, numa frase que talvez contenha um jogo de
palavras que faz referência ao significado de seu nome (Ezequiel 3:7,8).
(Ez. 37:1,2) “A mão do Senhor estava sobre mim, e por seu Espírito ele me levou a um vale cheio
de ossos.
2 Ele me levou de um lado para outro, e pude ver que era enorme o número de ossos no vale e
que os ossos estavam muito secos”.
Ezequiel vê um vale imenso, cheio de ossos secos e esqueletos. E Deus diz a ele que essa
imagem é uma metáfora para o estado espiritual de Israel.
A rebelião deles contra Deus havia resultado em um exílio e na morte literal de muitas
pessoas. Mas também era uma morte metafórica, espiritual e estava ligada com a aliança.
Deus diz a Ezequiel que o Seu Espírito está vindo para trazer o povo de volta à vida.
Então um vento vem, o Espírito faz com que todos esses ossos se levantem, e Ele enche-os
com o sopro e a vida.
E quando todo o mal é finalmente tratado entre as nações, a última seção do livro descreve
como a presença de Deus irá um dia retornar ao Seu povo e ao Seu templo para trazer restauração
cósmica.
Então, primeiro, Ezequiel tem essa longa e elaborada visão de um novo templo e uma nova
O significado dessas visões do templo tem sido a fonte de debate por muito tempo.
Alguns cristãos e judeus acreditam que essa visão se cumprirá literalmente um dia. E que
esses capítulos oferecem o atual diagrama do novo templo que será construído quando o Messias
retornar e trazer o reino de Deus.
Mas muitos outros leitores judeus e cristãos acham que essa visão, como todas as outras
visões de Ezequiel, está cheia de simbolismos. Elas descrevem a realidade da presença de Deus
retornando para o Seu povo no Reino Messiânico, mas não necessariamente, na forma de um edifício atual.
Ezequiel vê esse pequeno córrego fluindo da entrada e dos degraus do templo e rapidamente
se torna esse rio caldaloso.
E flui para longe do templo e da cidade rumo ao deserto, para um dos lugares mais desolados
do planeta Terra, o vale do Mar Morto.
E o rio deixa para trás um rastro de árvores e vida.
E então o Mar Morto é transformado em um mar vivo, que é abundante de plantas e animais.
Toda essa imagem vem do Jardim do Éden nos capítulos 1 e 2 de Gênesis.
E nós vemos o quão cósmica a visão de Ezequiel realmente é.
Os planos de Deus sempre foram restaurar toda a humanidade e toda a criação de volta a Sua
presença que dá vida.
E então o livro termina com o nome dessa cidade-jardim:
“O Senhor está lá.”
O profeta Ezequiel foi contemporâneo de outros dois profetas escritores: o profeta Jeremias e
o profeta Daniel. Os três viveram durante a época do cativeiro.
Embora Ezequiel, Jeremias e Daniel fossem contemporâneos, eles não estavam próximos uns
dos outros. Jeremias profetizava em Judá. Daniel servia na corte do rei Nabucodonosor. Já o profeta
Ezequiel pregava entre os judeus cativos na Babilônia.
DANIEL
1) INTRODUÇÃO
Daniel é um profeta do Antigo Testamento, e que possui um livro que leva seu nome. Sua
3) DATA:
Cerca 605 – 535 a. C.
4) PROPÓSITO:
Demonstrar que Deus é soberano sobre toda a terra e encorajar os judeus a permanecerem
fiéis a Deus apesar da perseguição.
5) TEMAS
Deus controla o destino de todas as nações.
6) PALAVRAS CHAVE:
Reis, reino, visões, sonhos.
Daniel foi deportado enquanto adolescente, no ano de 605 a.C., para a Babilônia, onde viveu
mais de sessenta anos. Possivelmente fosse de uma família da classe alta de Jerusalém. Isaías e
Ezequias (Is 39: 7) haviam profetizado a deportação para a Babilônia dos descendentes da família
real. Inicialmente, Daniel serviu como estagiário na corte de Nabucodonosor. Mais tarde, tornou-se
conselheiro dos reis estrangeiros. A importância de Daniel como profeta foi confirmada por Jesus
no evangelho de Mateus 24:15.
O livro de Daniel foi escrito por volta de 530 a.C. enquanto Daniel vivia na Babilônia.
Supondo que ele era um adolescente quando foi levado para a Babilônia, Daniel talvez tivesse 90
anos quando escreveu esse livro.
Ao longo de doze capítulos, o livro de Daniel registra as ações, profecias e visões, que se
recolhia em seu quarto e, diante de sua janela, dobrava os joelhos e orava e adorava o seu Deus três
vezes ao dia.
Algumas dessas visões se relacionam aos últimos dias e à Segunda Vinda de Jesus Cristo.
Uma das principais contribuições do livro é a interpretação do sonho do rei Nabucodonosor.
No sonho, o reino de Deus nos últimos dias é representado por uma pedra cortada de uma
montanha. A pedra rolará até encher toda a Terra.
Capitulo -1:
Daniel e seus companheiros são fiéis à lei de Moisés e Deus os abençoa com conhecimento e
sabedoria. Eles recebem posições para servir na corte do rei Nabucodonosor.
Não se contaminar. A recusa de Daniel em comer da porção do manjar do rei não estava
relacionada com o consumo de comidas gordas ou vinho. Havia dois problemas com o cardápio
real:
(1) certamente ele incluía alimentos proibidos pela lei judaica e alimentos que não eram
preparados de acordo com as estipulações mosaicas (Lv. 11);
(2) Provavelmente a carne era dedicada a ídolos, como era costume na Babilônia. Participar
da mesa real seria como reconhecer os ídolos como divindades.
Deus honrou esses jovens por causa de seu firme propósito de fazer o que era certo. Para eles,
a aprovação de Deus era mais estimada do que o favor do homem mais poderoso da terra; mais
estimada que a própria vida. Essa firme resolução não nasceu com a pressão das circunstâncias
imediatas. Desde a infância, esses jovens foram treinados com hábitos de estrita temperança.
É mais fácil resistir à tentação se você firmou suas convicções bem antes da chegada da
tentação. Daniel e seus amigos tomaram a decisão de serem fiéis às leis de Deus antes de se
depararem com as iguarias do rei, então eles não hesitaram em manter suas convicções. Nós
teremos problemas se não tivermos decidido previamente onde está o limite. Antes que tais
situações surjam, firme suas convicções. Então, quando a tentação vier, você estará pronto para
dizer não.
(Dn.1:8) “Daniel, contudo, decidiu não se tornar impuro com a comida e com o vinho do rei, e
pediu ao chefe dos oficiais permissão para se abster deles.”
Capitulo - 2:
Por revelação Daniel interpreta o sonho do rei Nabucodonosor, que diz respeito ao destino dos
reinos da terra e ao reino de Deus nos últimos dias.
(Dn.2:1) “No segundo ano de seu reinado, Nabucodonosor teve sonhos; sua mente ficou tão
perturbada que ele não conseguia dormir.”
O problema é que ele não lembrava o que sonhou. Daí ele pede que seus magos, os
encantadores, os feiticeiros e os astrólogos digam o que ele sonhou e também a interpretação. Os
Quando Daniel soube do ocorrido, pediu ao executor da ordem, permissão para falar com o
rei, e pedir um pouco mais de tempo. Isto lhe foi concedido.
Daniel voltou para casa e pediu que seus amigos orassem com ele sobre o caso. A noite
enquanto dormia, todo o mistério lhe foi revelado.
(Dn.2:5) O rei respondeu aos astrólogos: "Esta é a minha decisão: se vocês não me disserem
qual foi o meu sonho e não o interpretarem, farei que vocês sejam cortados em pedaços e que as
suas casas se tornem montes de entulho.
(Dn.2:17-19) “Daniel voltou para casa, contou o problema aos seus amigos Hananias, Misael e
Azarias,
18 e lhes pediu que rogassem ao Deus dos céus que tivesse misericórdia acerca desse mistério,
para que ele e seus amigos não fossem executados com os outros sábios da Babilônia.
19 Então o mistério foi revelado a Daniel de noite, numa visão. Daniel louvou o Deus dos céus..”
(Dn.2:30,31) Quanto a mim, esse mistério não me foi revelado porque eu tenha mais sabedoria
do que os outros homens, mas para que tu, ó rei,
saibas a interpretação e entendas o que passou pela
tua mente.
31 "Tu olhaste, ó rei, e diante de ti estava uma grande
estátua: uma estátua enorme, impressionante, de
aparência terrível.
A estátua de ouro
(Dn.3:1) “O rei Nabucodonosor fez uma imagem de ouro de vinte e sete metros de altura e dois
metros e setenta centímetros de largura, e a ergueu na planície de Dura, na província da
Babilônia.”
(Dn.3:12) “Mas há alguns judeus que nomeaste para administrar a província da Babilônia,
Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que não te dão ouvidos, ó rei. Não prestam culto aos teus
Antigo Testamento – Resumo Comentado - Profetas
26
IDB Central
deuses nem adoram a imagem de ouro que mandaste erguer".
O que houve é que quando todos deveriam prostrar-se diante da estátua, Sadraque, Mesaque e
Abede-Nego permaneceram de pé.
Isto desagradou e muito, ao rei que deu ordem para que a fornalha fosse sete vezes mais
aquecida. Sadraque, Mesaque e Abede-nego foram lançados dentro dela. Contudo, um quarto
“homem” apareceu dentro dela, e era semelhante “um filho dos deuses”.
As chamas saltando pela boca superior da fornalha mataram os homens que jogaram os jovens
no fogo.
Nabucodonosor encontrava-se observando os procedimentos atentamente de uma distância
segura. Ao mesmo tempo que olhava para dentro da fornalha, certamente pela boca inferior, o que
viu o surpreendeu.
Capítulos – 4-5:
Daniel interpreta outro sonho do rei Nabucodonosor e depois interpreta os escritos em uma
parede a respeito da queda iminente da Babilônia diante dos Medos e dos Persas.
(Dn.4:8) Por fim veio Daniel à minha presença e eu lhe contei o sonho. Ele é chamado
Beltessazar, em homenagem ao nome do meu deus; e o espírito dos santos deuses está nele.
Esse sonho de Nabucodonosor ocorreu 30 anos após o sonho descrito no capítulo 2. Turbaram
significa aterrorizaram.
No capítulo 2, Nabucodonosor teve um sonho sobre uma grande imagem, da qual ele fazia
parte. O segundo sonho dizia respeito a uma árvore, que representava o rei (v. 22). Arvores
geralmente eram símbolos de grande força, que fornece sombra, alimento, combustível, beleza e
matéria-prima para determinadas construções.
O sonho seja contra os que te têm ódio. Daniel desejava que a terrível mensagem de
julgamento fosse de alguma maneira destinada aos inimigos do rei e não ao próprio rei.
(Dn.4:25) “Tu serás expulso do meio dos homens e viverás com os animais selvagens; comerás
capim como os bois e te molharás com o orvalho do céu. Passarão sete tempos até que admitas
que o Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e os dá a quem quer.”
(Dn.4:30,31) disse: "Acaso não é esta a grande Babilônia que eu construí como capital do meu
reino, com o meu enorme poder e para a glória da minha majestade?"
31 As palavras ainda estavam nos seus lábios quando veio do céu uma voz que disse: "É isto que
está decretado quanto a você, rei Nabucodonosor: Sua autoridade real foi tirada.
Até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens. Nabucodonosor
ficaria louco como um animal em seus hábitos e sentidos. Entretanto, naquela condição, aprenderia
mais a respeito de Deus do que em toda sua vida.
(Dn.4:37) “Agora eu, Nabucodonosor, louvo, exalto e glorifico o Rei dos céus, porque tudo o que
A escrita na parede
Em Daniel 5, o rei Belsazar o sucessor de Nabucodonosor, profana os utensílios do Templo de
Deus com bebidas e concubinas, e isso desagradou muito a Deus. No meio da festa, aparece uma
mão que escreve na parede algo que ninguém ali consegue decifrar. O rei desesperado pede aos
seus sábios que decifrem o enigma, mas nenhum deles é capaz. A rainha por sua vez, já conhecia a
história de Daniel e sugeriu ao rei que o convocasse.
(Dn. 5:2) “Enquanto Belsazar bebia vinho, deu ordens para trazerem as taças de ouro e de prata
que o seu predecessor, Nabucodonosor, tinha tomado do templo de Jerusalém, para que o rei e os
seus nobres, as suas mulheres e as suas concubinas bebessem nessas taças.”
(Dn.5:5) Mas, de repente apareceram dedos de mão humana que começaram a escrever no
reboco da parede, na parte mais iluminada do palácio real. O rei observou a mão enquanto ela
escrevia.
Ao ouvir o caso, Daniel dá a interpretação que é uma sentença contra o governo de Belsazar
por ter profanado os utensílios do Templo de Deus.
Capitulo - 6:
Daniel é livrado da cova dos leões. Ele foi lançado na cova por orar ao Senhor em vez de
obedecer ao decreto do rei Dario proibindo petições a qualquer deus ou homem que não fosse o rei.
(Dn.6:1) Dario achou por bem nomear cento e vinte sátrapas para governar todo o reino,
Passado o poder de Babilônia para os medos e os persas, foi estabelecida uma estrutura
política de governo na qual Daniel recebeu o encargo de ser um dos três presidentes. Como um fiel
servo de Deus, logo ganhou prestígio diante do rei Dario, que “pensava em estabelecê-lo sobre todo
o reino”, “porque nele havia um espírito excelente” (v.3). Contudo, isto despertou nos demais
chefes do governo a inveja. E, guiados por tal sentimento, “procuravam ocasião para acusar a
Daniel a respeito do reino”.
(Dn.6:3,4) “Ora, Daniel se destacou tanto entre os supervisores e os sátrapas por suas grandes
qualidades, que o rei planejava tê-lo à frente do governo de todo o império”.
4 Diante disso, os supervisores e os sátrapas procuraram motivos para acusar Daniel em sua
administração governamental, mas nada conseguiram. Não puderam achar nele falta alguma,
pois ele era fiel; não era desonesto nem negligente.
A inveja dos colegas de trabalho de Daniel era algo intenso. Ao perceber que não conseguiam
incriminá-lo pelas vias normais da corrupção, eles pensaram: “precisamos envolver o Deus dele”.
O plano era, falar com o rei Dario para que ele emitisse um decreto proibindo qualquer pessoa
de orar a qualquer divindade pelo período de trinta dias, caso desobedecesse a ordem, que fosse
atirado na cova dos leões. Sem refletir sobre, Dario assinou o decreto.
(Dn.6:13,14) “Então disseram ao rei: "Daniel, um dos exilados de Judá, não te dá ouvidos, ó rei,
nem ao decreto que assinaste. Ele continua orando três vezes por dia".
14 Quando o rei ouviu isso, ficou muito contrariado e decidiu salvar Daniel. Até o pôr do sol, fez
o possível para livrá-lo.”
O rei Dario não conseguiu dormir, após ter ordenado que prendessem Daniel na cova dos
leões. Ele não quis comer, beber e nem mesmo ouvir música.
(Dn.6:19-21) Logo ao alvorecer, o rei se levantou e correu para a cova dos leões.
“Quando ia se aproximando da cova, chamou Daniel com voz que revelava aflição: "Daniel,
servo do Deus vivo, será que o seu Deus, a quem você serve continuamente, pôde livrá-lo dos
leões?"
21 Daniel respondeu: "Ó rei, vive para sempre!”
Após testemunhar o livramento de Daniel, o rei Dario emitiu um decreto, onde em todos os
domínios do império, o Deus de Daniel deveria ser reverenciado (Daniel 6:25-28).
(Dn.6:26,27) "Estou editando um decreto para que em todos os domínios do império os homens
temam e reverenciem o Deus de Daniel.
"Pois ele é o Deus vivo
e permanece para sempre;
o seu reino não será destruído;
o seu domínio jamais acabará.
27Ele livra e salva;
faz sinais e maravilhas
nos céus e na terra.
Ele livrou Daniel
do poder dos leões".
Capítulos - 7-12:
Daniel têm visões proféticas dos acontecimentos logo após sua época até os últimos dias.
Esses acontecimentos incluem conquistas de reinos da terra, a vinda do Messias, o sofrimento e a
libertação do povo de Deus nos últimos dias e a ressurreição dos mortos.
Nesse trecho do livro de Daniel encontra-se uma série de visões que ensinam a mesma
verdade explicitada nas experiências dos seis primeiros capítulos. Nos capítulos de 1 a 6, Deus é
descrito como quem controla o presente. Já nos capítulos de 7 a 12, Ele é visto como aquele que
controla o futuro também.
(Dn.7:3) Quatro grandes animais, diferentes uns dos outros, subiram do mar.
A interpretação do sonho
(Dn.7:17) “Os quatro grandes animais são quatro reinos que se levantarão na terra.”
A oração de Daniel
“No primeiro ano de seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros, que o número de anos, de que
falara o Senhor ao profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de
registrou a mensagem de Deus de que a terra de Judá permaneceria desolada sob o domínio
babilônico durante 70 anos.
As setenta semanas
(Dn.9:21,22) “enquanto eu ainda estava em oração, Gabriel, o homem que eu tinha visto na
visão anterior, veio voando rapidamente para onde eu estava, à hora do sacrifício da tarde.”
22 “Ele me instruiu e me disse: "Daniel, agora vim para dar a você percepção e entendimento.”
(D.9:24-27) "Setenta semanas estão decretadas para o seu povo e sua santa cidade a fim de
acabar com a transgressão, dar fim ao pecado, expiar as culpas, trazer justiça eterna, cumprir a
visão e a profecia, e ungir o santíssimo.
25 "Saiba e entenda que, a partir da promulgação do decreto que manda restaurar e reconstruir
Jerusalém até que o Ungido, o príncipe, venha, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas.
Ela será reconstruída com ruas e muros, mas em tempos difíceis.
26 Depois das sessenta e duas semanas, o Ungido será morto, e já não haverá lugar para ele. A
cidade e o Lugar Santo serão destruídos pelo povo do governante que virá. O fim virá como uma
inundação: guerras continuarão até o fim, e desolações foram decretadas.
27 Com muitos ele fará uma aliança que durará uma semana. No meio da semana ele dará fim
ao sacrifício e à oferta. E numa ala do templo será colocado o sacrilégio terrível, até que chegue
sobre ele o fim que lhe está decretado".
(Dn.12:1-4) "Naquela ocasião Miguel, o grande príncipe que protege o seu povo, se levantará.
Haverá um tempo de angústia como nunca houve desde o início das nações até então. Mas
naquela ocasião o seu povo, todo aquele cujo nome está escrito no livro, será liberto.
2 Multidões que dormem no pó da terra acordarão: uns para a vida eterna, outros para a vergo-
nha, para o desprezo eterno.
3 Aqueles que são sábios reluzirão como o fulgor do céu, e aqueles que conduzem muitos à
justiça serão como as estrelas, para todo o sempre.
4 Mas você, Daniel, feche com um selo as palavras do livro até o tempo do fim. Muitos irão por
todo lado em busca de maior conhecimento".
CONCLUSÃO
O livro de Daniel é um livro que contém um conteúdo grande de escatologia, por isso,
também, é chamado de Apocalipse do AT.
As profecias de Daniel estão estreitamente relacionadas às do livro do Apocalipse. Na
verdade, o Apocalipse trata do mesmo tema, mas dá ênfase especial ao papel da igreja cristã como
povo escolhido de Deus. Dessa forma, detalhes que parecem obscuros no livro de Daniel são em
geral esclarecidos quando observados no livro de Apocalipse.
1) INTRODUÇÃO
Agora estudaremos os Profetas Menores que totalizam 12 livros, que vão de Oséias até
Malaquias no Antigo Testamento. São assim chamados pois abordaram os fatos ocorridos com o
povo de Deus, Israel (Reino do Norte) e Judá (Reino do Sul), de forma sucinta. Muitos deles foram
contemporâneos e algumas profecias proferidas ao mesmo tempo.
Os temas abordados por esses homens têm relação com o Dia do Senhor e com os Atributos
de Deus. Suas mensagens eram dirigidas ao povo de Israel, contudo, notamos que essas mensagens
são ainda para os nossos dias.
OSÉIAS
1) AUTOR
Oseías (significado do nome Oséias: “Salvação” ou “Libertação”).
2) DATA
Cerca de 753 – 715 a. C.
3) PROPÓSITO
O amor incondicional de Deus pelo seu povo pecador.
4) TEMAS
A infidelidade de Israel, o juízo de Deus, o amor de Deus, a restauração.
5) PALAVRAS CHAVES
Pecado, julgamento, amor.
6) INTRODUÇÃO
Antigo Testamento – Resumo Comentado - Profetas
32
IDB Central
O contexto histórico do ministério de Oséias é situado nos reinados de Jeroboão II, de Israel, e
de quatro reis de Judá (Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias) entre 755-715 a.C. As datas comprovam que
o profeta era contemporâneo de Amós, como de Isaías e Miquéias.
Devido a Oséias se referir aos quatros reis de Judá, e não aos últimos seis reis de Israel, indica
que o profeta teria fugido do Reino do Norte a fim de se instalar em Judá, um pouco antes de
Samaria ser destruída pela Assíria (722 a.C.). Neste período, ele escreveu suas profecias.
Pouco sabemos a respeito desse profeta, além do fato de ter tido uma vida familiar muito
triste. O livro de Oséias apresenta-o como um homem bondoso, franco e afetuoso.
7) MENSAGEM
O casamento trágico de Oséias e sua palavra profética, ensejam a mensagem de Deus a Israel
durante esses anos de caos. A profecia de Oséias foi uma última tentativa de Deus com o intuito de
levar o povo de Israel ao arrependimento. Deus queria que deixassem a idolatria e a iniquidade
dominante, antes que Ele entregasse a nação ao seu pleno juízo.
8) A INFIDELIDADE DE ISRAEL
No capítulo 1, Deus ordena a Oséias que se case com uma meretriz.
(Os.1:2) Quando o Senhor começou a falar por meio de Oseias, disse-lhe: "Vá, tome uma mulher
adúltera e filhos da infidelidade, porque a nação é culpada do mais vergonhoso adultério por
afastar-se do Senhor".
Sem dúvida, foi uma ordem estranha do Senhor ao seu servo. Mas, quando cremos em Deus
precisamos aceitar e estudar qual o propósito da ordem, assim como, qual o alvo a ser atingido.
Há diferentes interpretações para esta parte do livro de Oséias. Alguns pensam que ele
recebeu ordem de Deus para casar-se com uma mulher decaída, o que ele fez; outros acham que
Deus mandou Oséias desposar uma mulher que só caiu em pecado depois de casada; ainda outros
acham que tudo foi uma mera visão, e não uma experiência real. Qualquer que seja o caso, é
revelado esse amor indestrutível de um marido fiel, a quem Deus se assemelha; também se revela a
estranha, triste e persistente apostasia de Israel.
Quanto à frase “terás filhos de prostituição” é ainda mais difícil de entender o seu
significado. Não é fácil chegar a uma conclusão final, pode ser que seus filhos eram ilegítimos; ou
eram legítimos, mas foram assim chamados por causa de sua mãe. Não encontramos razão para não
crer que eram filhos do profeta, pois o Senhor deu instruções claras sobre como dar nomes a cada
um deles. A intenção do Senhor era através dos significados dos seus nomes, revelar a sua intenção
para com o seu povo. Vejamos:
Antigo Testamento – Resumo Comentado - Profetas
33
IDB Central
(1) Jezreel: “Deus espalha” (1:4,5);
(2) Lo-Ruama: “Não é compadecida” (1:6);
(3) Lo-Ami: “Não é meu povo” (1:9).
O povo de Israel é avisado que sofreria uma grande assolação. Deus declara ter chegado a
hora de cessar a sua longanimidade e acionar a sua justiça. Deus estava usando este fato como um
sinal para o seu povo, de que continuavam sendo objeto do seu amor, apesar da sua
pecaminosidade. Oséias obedeceu a Deus. Foi-se, e tomou a Gômer como esposa. Deu a ela o seu
nome, um lar, consolo e as bênçãos de Deus. Mas, Gômer fugiu de casa, deixando o jovem marido,
Oséias, com dois filhos e uma filha para cuidar. Seduzida pelo pecado ao seu redor, ela caiu na
degradação moral, e, por fim, foi levada como escrava.
Apesar de tudo isso, Oséias permaneceu-lhe fiel. Visto como ainda a amava, fez tudo para
trazê-la de volta.
(Os.3:2) Por isso eu a comprei por cento e oitenta gramas de prata e um barril e meio de cevada.
Assim como Oséias estava casado com uma mulher infiel, Gômer, também Deus estava
casado com a nação infiel, Israel. Essa experiência de Oséias ajudou-o a entender o coração
amoroso de Deus que suspira pela volta de Israel. Sem dúvida, havia um tom triste em sua voz, por
causa da tragédia em sua vida. Ele dedicou-se inteiramente à sua missão.
Deus tinha sido fiel à sua esposa, o povo judeu. Ele o tinha amado, protegido, e sobre ele
tinha derramado dádivas generosas. Mas Israel tinha abandonado a Deus e andado após outros
deuses.
Desobedeceu à sua lei. Como a esposa de Oséias, quebrou os seus votos matrimoniais e caiu
na escravidão, no pecado. Israel, como Gômer, esquecera-se de quem lhe dera no passado bênção
em abundância.
“Ela, pois, não reconhece que eu lhe dei o grão, e o mosto, e o óleo e lhe multipliquei a
prata e o ouro, que eles usaram para Baal” (2:8).
9) CAPÍTULO 6
Inicia com uma chamada de Oséias.
“Vinde tornemos para o Senhor, porque ele despedaçou e nos sarará, fez a ferida e a ligará”
(6:1).
O povo está aflito, e reconhece que Deus o tem ferido, mas que pode também curá-lo. O
“aparente” desejo é de voltar ao Senhor. Entretanto, no versículo 2, falam:
“Depois de dois dias, nos dará a vida; e no terceiro dia, nos ressuscitará, e viveremos diante
dele”.
O Senhor está dizendo que a mudança expressada é passageira como o orvalho. Deus queria
uma mudança completa e permanente.
CONCLUSÃO
Oséias alcança o apogeu de sua mensagem no capítulo 11. As palavras deste capítulo vinham
das profundezas de uma alma ferida. O Senhor relembra o tempo em que Israel era jovem.
“Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho” (11:1).
JOEL
1) INTRODUÇÃO
O profeta Joel anunciou a mensagem de Deus ao povo de Judá, no Reino do Sul. Nada se sabe
a respeito dele ou do tempo em que ele profetizou.
2) AUTOR
Não há nenhuma informação a respeito de Joel, filho de Petuel (1.1). No AT, há doze outros
homens chamados Joel, mas nenhum deles parece ser este profeta.
3) DATA
Cerca de 835 – 796 a. C.
4) PROPÓSITO
Chamar o povo de Deus ao arrependimento para que pudessem escapar do juízo e desfrutar
das bênçãos trazidas com a chegada do Dia do Senhor.
5) TEMAS
Julgamento, perdão, graça de Deus, promessa do Espírito Santo.
6) PALAVRAS CHAVE
O grande e temeroso Dia do Senhor.
7) CONTEÚDO
A primeira parte do Livro de Joel fala sobre a terrível praga de gafanhotos e sobre a seca que
arrasaram a terra de Judá.
(Jl.1:2) "Ouçam isto, anciãos;
escutem, todos os habitantes do país.
Já aconteceu algo assim nos seus dias?
Ou nos dias dos seus antepassados?
Para o profeta essas desgraças são sinais do Dia em que o SENHOR Deus julgará os povos de
todas as nações e castigará os pecadores.
(Jl.1:15) Ah! Aquele dia!
Sim, o dia do Senhor está próximo;
como destruição poderosa
da parte do Todo-poderoso,
ele virá.
A segunda parte do livro apresenta um quadro bem diferente: Deus abençoa novamente a terra
(2:18-27), e o Espírito do SENHOR será derramado sobre todos. Nesses tempos difíceis, em que
Deus julgará as nações e fará com que o povo de Judá prospere de novo, “aquele que pedir a ajuda
do SENHOR será salvo”.
Chamado ao arrependimento.
(Jl.21:2) "Agora, porém", declara o Senhor,
"voltem-se para mim
de todo o coração,
com jejum, lamento e pranto."
A resposta de Deus
(Jl.2:28) "E, depois disso,
derramarei do meu Espírito
sobre todos os povos.
Os seus filhos e as suas filhas
profetizarão,
os velhos terão sonhos,
Antigo Testamento – Resumo Comentado - Profetas
36
IDB Central
os jovens terão visões.
As duas partes do Livro de Joel têm um tema comum: a vinda do Dia do SENHOR (2.1).
8) MENSAGEM
Que todos de Judá voltem para Deus, pois ele sempre está pronto para receber e perdoar a
pessoa cujo arrependimento é sincero (2.13).
A última palavra de Deus não é castigo, mas amor (2.32), e ele morará para sempre com o seu
povo.
32 E todo aquele que invocar
o nome do Senhor será salvo,
pois, conforme prometeu o Senhor,
no monte Sião e em Jerusalém
haverá livramento
para os sobreviventes,
para aqueles a quem o Senhor chamar.
Deus promete derramar o seu Espírito sobre todas as pessoas do seu povo, não somente sobre
os poderosos, os profetas e os sacerdotes, mas também sobre homens e mulheres do povo, sobre
pessoas jovens e velhas e até sobre escravos e escravas. Essa promessa teve seu início no dia de
Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu sobre todos os seguidores de Jesus reunidos em
Jerusalém (At 2.1-42).
9) POSIÇÃO HISTÓRICA
O livro de Joel não cita nenhum rei, ou evento histórico, por isso não se pode determinar o
período de seu ministério. Acredita-se que tenha ocorrido durante os primeiros dias do rei Joás
(835-830 a.C.). Este rei subiu ao trono com sete anos de idade e estava sob a orientação do
sacerdote Joiada (II Reis 11:21). Isso explicaria o destaque dos sacerdotes neste período e a
O capítulo 3 - trata da futura restauração de Israel e do juízo de Deus sobre todas as nações
do mundo. Joel trata do fim das nações adversárias de Judá.
A fúria de Deus recai sobre eles porque roubaram o ouro e os tesouros do Senhor e os
colocaram em templos pagãos (v.5); dividiram a terra do Senhor entre si (v.2); venderam os filhos
dos judeus e os espalharam pelo mundo afora (v. 6). Seriam por isso duramente castigados.
CONCLUSÃO
O livro de Joel termina (3:17-21) com a promessa de que Jerusalém seria libertada de seus
inimigos, e a benção divina haveria de ser derramada sobre o povo de Israel.
“E vós sabereis que eu sou o Senhor, vosso Deus, que habito em Sião, o monte da minha
santidade; estranhos não passarão por ela” (v. 17).
AMÓS
1) AUTOR
Amós (significado do nome Amós: “Aquele que Suporta o Jugo”).
2) DATA
793 – 750 a. C.
3) PROPÓSITO:
Pronunciar o juízo de Deus sobre Israel, idolatria e opressão dos pobres.
4) TEMA
O julgamento de Deus está por vir sobre Israel.
5) PALAVRAS CHAVE
Julgamento e justiça.
6) INTRODUÇÃO
(Am.1:1) Palavras que Amós, criador de ovelhas em Tecoa, recebeu em visões, a respeito de
Israel, dois anos antes do terremoto. Nesse tempo, Uzias era rei de Judá e Jeroboão, filho de
Jeoás, era rei de Israel.
“Amós”, que significa “um portador de carga” era um humilde pastor de ovelhas em Tecoa,
na Judéia, no século VIII a.C. Ele não era nem filho de profeta, nem havia sido treinado para ser
profeta (7:14). No entanto, ele foi chamado por Deus para profetizar contra Israel a respeito do
Foi uma época de grande prosperidade. Amós e Oséias profetizaram para Israel (Reino do
Norte) e Isaías para Judá (Reino do Sul).
Deus procurou despertar o seu povo para o perigo, por isso mandou duas testemunhas, Oséias
e Amós.
Durante o ministério de Amós, o Reino do Norte achava-se em seu apogeu quanto à expansão
territorial, à paz política e à prosperidade nacional. Internamente, porém, estava podre. A idolatria
estava no auge. O povo preocupava-se somente com os prazeres mundanos. A hipocrisia e a
imoralidade reinavam. Amós levanta-se para proclamar a justiça, a retidão e a retribuição divina
pelo pecado.
7) MENSAGEM
A prosperidade de Israel servia apenas para aprofundar a corrupção da nação. Ao ser enviado
a Betel, Amós proclamou a seguinte mensagem: “Arrependam-se ou pereçam”. Com isso o profeta
foi expulso da cidade, e proibido de ali profetizar. Sua mensagem era advertir ao povo sobre o
juízo divino, a não ser que se arrependessem da idolatria, imoralidade e injustiça.
Amós começou a pregar às multidões reunidas em Betel, porque era dia de festa sagrada.
Proclamava o juízo do Senhor sobre seis nações vi- zinhas: Damasco (Síria), Gaza (Filístia), Tiro
(Fenícia), Edom, Amom e Moabe. Depois chegou mais perto e pronunciou juízo contra Judá e
contra o próprio Israel. Amós foi hábil na transmissão da mensagem.
Amós foi chamado para anunciar o castigo que viria com certeza.
Se os homens rejeitam as contínuas advertências de Deus, terão de ser punidos.
Amós acusou a Israel de ser ganancioso, impuro e profano; de defender-se e desculpar-se por
ser o povo escolhido de Deus.
A primeira série de punições relacionava-se com os pecados das seis nações que cercam
Israel. Depois o profeta passa para Judá e Israel.
Amós condenou a Israel, nação escolhida. Conheciam a lei de Deus, por isso o seu pecado era
maior. Ele fala da sua injustiça na administração da lei: “Vendiam o justo por dinheiro”. Os ricos
eram cruéis e desejavam ver os pobres oprimidos.
Nesses capítulos, 3 a 6, Amós entrega três mensagens ousadas, iniciando cada uma delas com
a expressão: “Ouvi esta palavra”. Na primeira, Deus julga Israel como um povo privilegiado, a
quem Ele livrara do Egito:
“De todas as famílias da terra a vós somente conheci; portanto, todas as vossas injustiças
visitareis sobre vós” (3:2).
Na segunda mensagem começa tratando as mulheres ricas de Israel de “Vacas de Basã (...)
que oprimis os pobres, que quebrantais os necessitados, que dizei a seus senhores: dai cá e
bebamos” (4:1).
Esse era o quadro, traçado pelo profeta, dessas mulheres cruéis e impiedosas. Amós profetiza
que elas seriam levadas ao cativeiro com anzóis de pesca, como o justo juízo de Deus requeria.
Quando faziam suas peregrinações de Gilgal a Betel, aumentavam o seu pecado, porque era
uma forma exterior de devoção, misturada à idolatria (5:4-6). Deus requer uma conduta digna dele,
e não meros sacrifícios vazios. Amós chama a atenção ao fato de Deus ter mandado seca, praga e
terremotos. Ainda assim não se arrependeram.
“Ai dos que repousam em Sião” (6:1), pois a ruína estava prestes a se abater sobre eles.
(Am.7:10,11) “Então o sacerdote de Betel, Amazias, enviou esta mensagem a Jeroboão, rei de
Israel: "Amós está tramando uma conspiração contra ti no centro de Israel. A nação não
suportará as suas palavras.
11 Amós está dizendo o seguinte:
'Jeroboão morrerá à espada,
e certamente Israel irá para o exílio,
para longe da sua terra natal' ".
(Am.7:12,13) “Depois Amazias disse a Amós: "Vá embora, vidente! Vá profetizar em Judá; vá
ganhar lá o seu pão.”
13 Não profetize mais em Betel, porque este é o santuário do rei e o templo do reino".
Para Javé e o povo empobrecido Amós é um profeta, porta voz do Deus da vida para todos e
tudo.
(Am.7:14,15) Amós respondeu a Amazias: "Eu não sou profeta nem pertenço a nenhum grupo
de profetas, apenas cuido do gado e faço colheita de figos silvestres.
15 Mas o Senhor me tirou do serviço junto ao rebanho e me disse: 'Vá, profetize a Israel, o meu
povo'.
CONCLUSÃO
O livro de Amós termina com a promessa de que Israel não seria totalmente destruída. O
profeta prevê um dia em que a nação seria restaurada à sua terra e abençoaria a todas as nações. O
Senhor será o seu Deus!
(Am.9:11) "Naquele dia, levantarei
a tenda caída de Davi.
Consertarei o que estiver quebrado,
e restaurarei as suas ruínas.
Eu a reerguerei,
para que seja como era no passado,
OBADIAS
1) AUTOR
Obadias (significado do nome Obadias: “Servo ou Adorador do Senhor”).
2) DATA
Cerca de 726 - 586 a. C. (alguns estudiosos dizem após 586 a. C.).
3) PROPÓSITO
Deus se revela contra a autossuficiência e o orgulho. Temas: Traição, justiça, orgulho.
4) PALAVRAS CHAVE
6) INTRODUÇÃO
O livro do profeta Obadias mostra a indignação Deus contra o reino de Edom, pela crueldade
feita a Judá e Jerusalém. Os edomitas são os descendentes de Esaú. Ele era o irmão gêmeo de Jacó.
Mesmo após a reconciliação dos filhos de Jacó, os descendentes de Esaú viviam em guerra contra
os filhos de Jacó.
Obadias é um dos profetas mencionados por Deus a dirigir uma mensagem quase que,
exclusivamente, a uma nação gentia (os outros profetas são Jonas e Naum).
Obadias profetiza o resultado final da atuação de Deus para os edomitas - destruição; e para
Israel, o povo de Deus - livramento no futuro Dia do Senhor.
CONCLUSÃO
O juízo de Deus contra Edom, inimigo declarado de Israel, serve de advertência para as
nações de hoje. Deus não abandona seu povo, e as nações que o oprimem trarão sobre si mesmas o
seu santo juízo.
JONAS
1) AUTOR
Jonas (significado do nome Jonas: “Pomba” ou “Pombo”).
2) DATA
Por volta de 760 a. C. ou após 612 a. C.
3) PROPÓSITO
Mostrar que Deus quer que todos o conheçam, Ele se importa com o ímpio.
4) TEMAS
Antigo Testamento – Resumo Comentado - Profetas
42
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A compaixão de Deus por todos os seres humanos.
5) PALAVRAS CHAVE:
Levanta, preparado, arrependimento.
6) O CHAMADO DE JONAS
O livro começa com Deus dando esta ordem a Jonas:
“Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu
até a mim” (1:2).
7) JONAS FOGE
3 “Mas Jonas fugiu da presença do Senhor, dirigindo-se para Társis. Desceu à cidade de
Jope, onde encontrou um navio que se destinava àquele porto. Depois de pagar a passagem,
embarcou para Társis, para fugir do Senhor.”
Jonas sabia que a Assíria era terrível inimiga de Israel. Justamente nessa época da História,
esta nação encontrava-se enfraquecida. Foi quando Deus o mandou ir à capital daquele país hostil e
ali anunciar juízo contra ela, por causa da sua grande iniquidade. Jonas receava que Nínive se
arrependesse e fosse poupada da condenação iminente. Se ela caísse, Israel de Jonas escaparia das
suas investidas e ataques.
Logo que Jonas fugiu, tomando um navio para Társis, Deus começou a agir:
(Jn. 1:4) “O Senhor, porém, fez soprar um forte vento sobre o mar, e caiu uma tempestade tão
violenta que o barco ameaçava arrebentar-se.
Enquanto isso, Jonas, que tinha descido ao porão e se deitara, dormia profundamente.”
Medo e pavor tomaram conta dos tripulantes, eles procuravam por todos os meios amenizar a
situação.
Jonas, encontrava-se no porão do navio dormindo, e o capitão o desperta perguntando-lhe
porque estava preso ao sono (1:6). Como ele dormia enquanto os outros enfrentavam o temporal e
clamavam aos seus deuses pedindo livramento? Neste mesmo versículo, Jonas é admoestado a
clamar ao seu Deus também.
8) MENSAGEM
(1:14,15) “Eles clamaram ao Senhor: "Senhor, nós suplicamos, não nos deixes morrer por
tirarmos a vida deste homem. Não caia sobre nós a culpa de matar um inocente, porque tu, ó
Senhor, fizeste o que desejavas".
15 “Em seguida, pegaram Jonas e o lançaram ao mar enfurecido, e este se aquietou.”
Deus providenciou um grande peixe para salvar a vida de Jonas; conservou-o vivo por três
dias no ventre do peixe. No auge do seu desespero, Jonas clama ao Senhor, com sinceridade e
contrição, pedindo o livramento da morte. O Senhor em sua grande misericórdia, poupa-lhe a vida.
(Jn. 3:1,2) “A palavra do Senhor veio a Jonas pela segunda vez com esta ordem:
2 "Vá à grande cidade de Nínive e pregue contra ela a mensagem que eu lhe darei".
Embora Nínive fosse ímpia e má, quando ouviu a Palavra de Deus por meio de Jonas, ela
creu.
(Jn.3:5) “Os ninivitas creram em Deus. Proclamaram um jejum, e todos eles, do maior ao menor,
vestiram-se de pano de saco.”
CONCLUSÃO
A irritação de Jonas.
Jonas ficou insatisfeito com o milagre que transformou Nínive. Estava desgostoso,
aborrecido. Ele pregou com unção, salvou uma nação, entretanto, não aprendeu, a importância de se
ter compaixão. Ele preferia que Deus não tivesse sido misericordioso com os ninivitas.
5 Jonas saiu e sentou-se num lugar a leste da cidade. Ali, construiu para si um abrigo, sentou-se
à sua sombra e esperou para ver o que aconteceria com a cidade.
Jonas fica indignado com o fato de o Senhor cancelar o juízo sobre a nação arrependida e
demonstrar misericórdia. Em seguida fica ainda mais indignado com o fato de o Senhor ter enviado
uma lagarta para matar a planta que lhe serviu de sombreiro no dia anterior.
9 Mas Deus disse a Jonas: "Você tem alguma razão para estar tão furioso por causa da planta?"
Respondeu ele: "Sim, tenho! E estou furioso ao ponto de querer morrer".
10 Mas o Senhor lhe disse: "Você tem pena dessa planta, embora não a tenha podado nem a
tenha feito crescer. Ela nasceu numa noite e numa noite morreu.
11 Contudo, Nínive tem mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem nem distinguir a mão
direita da esquerda, além de muitos rebanhos. Não deveria eu ter pena dessa grande cidade?"
O Senhor poderia ter destruído os ninivitas sem alertá-los. O próprio fato de enviar Jonas
mostra que ele estava aberto à possibilidade de reverter seu veredito contra a cidade.
Deus poupou os marinheiros quando pediram por piedade. Deus salvou Jonas quando este
orou de dentro do peixe. Deus salvou as pessoas de Nínive quando responderam à pregação de
Jonas.
Antigo Testamento – Resumo Comentado - Profetas
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MIQUEIAS
1) INTRODUÇÃO
(Mq.1:1) A palavra do Senhor que veio a Miqueias de Moresete durante os reinados.
O profeta Miqueias era natural de Moresete, uma cidade de Judá. Por isto ele é designado
como “morastita”. Isso significa que Miqueias era um estrangeiro em Jerusalém. Acredita-se que
Moresete ficava cerca de pouco mais de 30 quilômetros de Jerusalém.
Ele dirigiu sua mensagem tanto ao reino do sul quanto ao reino do norte. Por isto sua profecia
contempla as cidades de Jerusalém, de Judá, e Samaria, de Israel.
No tempo do ministério do profeta Miqueias havia um grande contraste social. A classe rica e
poderosa oprimia e explorava os pobres que muitas vezes viviam na linha da miséria. Os grandes
proprietários de terras contavam com o apoio dos políticos e religiosos corruptos de Israel para
obter vantagem sobre os que nada tinham. O resultado disso é que toda a nação se tornou
moralmente corrompida
2) AUTOR
Miquéias (significado do nome Miquéias: “Quem, ó Deus, é semelhante a Ti”).
3) DATA
Cerca de 750 – 696 a. C.
4) PROPÓSITO
Advertir o povo de Deus de que o juízo estava próximo e oferecer perdão a todos os que se
arrependessem. A justiça é superior ao sacrifício.
5) TEMAS
Líderes perversos, injustiça, a vinda do Messias, restauração, compaixão do Senhor.
6) PALAVRAS CHAVE
Pecado, Filha de Sião, compaixão.
7) MENSAGEM
A mensagem de Miquéias era de denúncia dos pecados sociais praticados nos seus dias. Ele
viu o modo injusto de os ricos tratarem os pobres. Os pecados deles clamavam aos céus. Nenhuma
classe estava livre de influências corruptas: os príncipes, os sacerdotes e o povo indistintamente
estavam afetados. Todos sofreram a sua reprovação.
Miquéias queria que o povo soubesse que todo ato de crueldade para com o semelhante era
um insulto a Deus. Apesar da situação, o povo procurava manter as observâncias religiosas.
Miquéias mostra a inutilidade de tudo isso.
O Reino do Norte (Israel) foi levado para o cativeiro durante o tempo de Miquéias. Judá foi
poupada por cento e cinquenta anos, porque ouviu as mensagens dos profetas. O profeta sabia que
os pecados nacionais levariam ao desastre nacional.
A mensagem de Miquéias consistia, então, em procurar alertar o povo de Deus a desistir da
corrupção moral e espiritual; e a voltar ao Supremo Pastor, antes que a mão de disciplina os ferisse.
Deus conhece a triste condição do seu povo. Ele vinha para chamar Israel a juízo por causa
dos seus erros.
Samaria e Jerusalém foram declaradas culpadas perante o grande juiz do universo. Cativeiro e
exílio eram o seu destino.
Deus repreendeu-as por sua injustiça social, infidelidade, desonestidade e idolatria.
Miquéias disse-lhes que Samaria, capital de Israel, iria cair (1:6,7). Juízo idêntico sobreviria a
Judá, cujo pecado é descrito como ferida incurável.
Então apesar do julgamento divino por causa de seu pecado, o povo da aliança seria libertado,
restaurado e abençoado. Mas o cumprimento pleno da profecia de Miqueias sobre um tempo de
restauração, libertação e paz é alcançado somente em Cristo.
CONCLUSÃO
Miquéias, faz uma oração de súplica, rogando a Deus. O seu desejo era que Deus voltasse a
cuidar de Israel, assim como o pastor cuida de suas ovelhas.
Miqueias profetizou que a casa de Davi seria erguida mais uma vez depois do cativeiro, e
reinaria sobre o mundo inteiro, trazendo paz para o povo de Deus. Esses acontecimentos tiveram
início na primeira vinda de Jesus Cristo e alcançará sua completude com seu retorno.
NAUM
1) INTRODUÇÃO
Este breve livro sobre a destruição de Nínive foi escrito por um profeta cujo nome significa
“consolo”. Nada se sabe a respeito de Naum, a não ser que era natural de Elcós, cuja localização é
incerta. O mais provável é que Naum fosse profeta de Judá, pois o Reino do Norte (Israel) já fora
dissolvido quando este livro foi escrito.
2) AUTOR
Naum (significado do nome Naum: “consolo ou “Conforto”).
3) DATA
Pouco antes de 612 a. C.
4) PROPÓSITO
Pronunciar o juízo de Deus que promove a justiça.
5) TEMAS
Juízo, justiça.
6) PALAVRAS CHAVE
Mal, exterminar, “eis que estou contra ti”.
7) RESUMO
Nos três capítulos de Naum, encontramos estas mensagens principais:
Capítulo 1 - declara a sentença contra Nínive. A primeira metade do capítulo afirma a justiça do
Deus que traz vingança contra seus inimigos, e os últimos versículos falam especificamente do
extermínio de Nínive nas mãos do Senhor.
Justiça
(Na.1:3) O Senhor é muito paciente,
mas o seu poder é imenso;
o Senhor não deixará impune o culpado.
O seu caminho está no vendaval
e na tempestade,
e as nuvens são a poeira de seus pés.
Juízo
Preparo inútil.
O castigo do Senhor
Capítulo 3 - frisa alguns dos motivos que levaram a este julgamento. Entre os crimes citados estão
a violência, as mentiras, o roubo, a prostituição (muitas vezes usada pelos profetas como figura da
idolatria) e a feitiçaria. Deus deixa bem claro que nem alianças militares nem poder econômico
seriam suficientes para salvar esta nação. E os líderes, descritos como príncipes, chefes, pastores e
nobres, seriam incapazes de proteger a cidade condenada.
Nínive e seu império fora construído na base da violência. Os assírios eram grandes
guerreiros. Construíram sua nação com o espólio de outros povos. Faziam tudo para inspirar terror.
Diziam fazer isso em obediência ao seu deus Assur. Deus iria condenar Nínive a perecer de maneira
violenta também.
CONCLUSÃO
O livro de Naum foi escrito 150 anos após o despertamento trazido por Jonas, quando aquela
cidade foi levada a arrepender-se em “pó e cinza”. Mas a misericórdia desprezada traz, afinal, o
HABACUQUE
1) INTRODUÇÃO
Habacuque foi um profeta que provavelmente viveu nos anos antes do exílio na Babilônia. A
Bíblia não nos revela muito sobre Habacuque.
A Bíblia apenas diz que ele era um profeta que se sentia muito indignado com toda a injustiça
que via acontecendo. Habacuque claramente tinha uma relação muito especial com Deus porque ele
fazia perguntas e Deus respondia diretamente.
O ministério de Habacuque como profeta durou por tempo indeterminado, antes de o povo de
Judá ser conquistado pelo império babilônico. Na sua época, a injustiça e a maldade reinavam em
Judá. Isso provavelmente indica que Habacuque profetizou depois do reinado de Josias, o último rei
de Judá temente a Deus, poucos anos antes da conquista do país.
2) AUTOR
Habacuque (significado do nome Habacuque: “Abraço” ou “Abraçado por Deus”).
3) DATA
Cerca de 622 – 589 a. C.
4) PROPÓSITO
Mostrar a soberania de Deus apesar do aparente triunfo do mal.
5) TEMAS
Questionando Deus, soberania de Deus, paciência nas provações, esperança. Palavras Chave:
Fé, ai.
6) MENSAGEM
Habacuque não profetiza à desviada Judá. Ele lança a sua mensagem para ajudar o
remanescente piedoso a compreender os caminhos de Deus para uma nação pecaminosa e o seu
castigo. Ele parece conter uma queixa contra Deus por destruir a sua própria nação por causa da
Antigo Testamento – Resumo Comentado - Profetas
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maldade, servindo-se de um povo ainda pior do que ela. O profeta queixa-se até da falta de justiça
no modo de Deus dirigir o mundo. Ele questiona: Porque Deus fica silencioso em tempos de
tribulação? Em todas as suas dificuldades, entretanto, Habacuque ia a Deus em oração e aguardava
pacientemente pela resposta. Ele subia à torre de vigia e escutava a Deus.
A queixa de Habacuque
Por que uma nação corrupta como a Babilônia deveria conquistar uma nação como Judá, que
era menos má? Que bem adviria daí? Deus tinha de mostrar-lhe seu plano final. Judá precisava ser
castigada. Deus estava usando a Babilônia para corrigir Judá, mas viria a vez da mesma. Ela seria
completamente destruída. Quanto ao povo de Deus, ainda haveria um futuro glorioso e um reino no
qual o próprio Jeová prevaleceria.
Pior que tudo, porém, era ver a sua própria terra, Judá, sem lei e cheia de tirania. O povo vivia
em pecado aberto. Adoravam ídolos. Oprimiam os pobres. Habacuque sabia que o dia era
tenebroso. Sabia que esse pecado estava levando Jerusalém a sofrer uma invasão por um inimigo
forte.
Ele questiona: Como é que um Deus de absoluta santidade pode usar da violência para punir o
seu povo? No versículo 17, ele preocupado, pergunta a Deus se a matança continuará sem piedade e
por muito tempo.
(Hc.1:17) Mas continuará ele
esvaziando a sua rede,
destruindo sem misericórdia as nações?
O profeta sabia que o povo tinha entristecido muito a Deus, que precisava de disciplina, mas
não queria que eles sofressem muito sob o jugo da Babilônia.
7) A RESPOSTA DE DEUS
Neste capitulo Habacuque enfrenta o grande momento da sua vida. Ele sobe à torre de vigia
para ali esperar por Deus. Ele aguarda uma resposta de Deus;
O Senhor admite a perversidade dos caldeus, mas declara que, por fim, os destruirá pelo seu
próprio mal.
A pergunta que Habacuque fez no início - “Até quando, Senhor?” - foi esclarecida na revelação
dada por Deus em Hb 2:3:
“Porque a visão é ainda para o tempo determinado, e até ao fim falará, e não mentirá; se tardar,
espera-o, porque certamente virá, não tardará”.
Em outras palavras, Deus fala para o profeta ter paciência, que Ele estava cumprindo os seus
juízos e ninguém, nem nada impediria de ser cumpridos.
CONCLUSÃO
A oração de Habacuque
O profeta inicia o capítulo 3 assim:
(Hc.3:1) Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no
meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia.
Habacuque dos versículos 17 a 19, testifica que servia a Deus não por causa das suas dádivas,
mas porque o Senhor é Deus. Pelos olhos da fé o profeta viu além das carências naturais e avistou
um futuro resplandecente quando o Senhor faria tudo novo. Estava certo de que as promessas do Pai
iriam se cumprir.
(Hc.3:17-19) Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que
decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas
da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado;
Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação.
O Senhor Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as
minhas alturas. (Para o cantor-mor sobre os meus instrumentos de corda).
SOFONIAS
1) INTRODUÇÃO
A mensagem de Sofonias é curta, objetiva e forte. Ele usa linguagem que tem um tom de
castigo final e universal para descrever o fim do mundo como os judeus o conheciam. Apesar desta
linguagem no capítulo um, o último capítulo do livro deixa claro que teria uma restauração de
sobreviventes. A destruição prevista aqui não foi universal nem total.
2) AUTOR
Sofonias (significado do nome Sofonias: “O Senhor Escondeu”).
3) DATA
Cerca de 640 – 621 a. C.
4) PROPÓSITO
O Dia do Senhor é retomado e insistir no retorno da humanidade a Deus.
8) RESUMO
O conteúdo do livro se divide conforme os capítulos:
Capítulo 1- prediz a destruição de Jerusalém devido à sua rebeldia, especialmente a idolatria.
Aviso de destruição
(Sf.1:1,2) “Palavra do Senhor que veio a Sofonias, filho de Cuchi, neto de Gedalias, bisneto de
Amarias e trineto de Ezequias, durante o reinado de Josias, filho de Amom, rei de Judá:
2 "Destruirei todas as coisas
na face da terra";
palavra do Senhor.
Capítulo 2 - olha para os povos ao redor e fala do castigo que Deus traria contra os filisteus, os
moabitas, os amonitas os etíopes e os assírios.
Antigo como no Novo Testamento - claramente ensina que Deus castiga e destrói as pessoas e
as nações que persistem na rebeldia contra ele.
Capítulo 3 - reforça a profecia contra Jerusalém, mas encerra com uma mensagem de esperança e
restauração de um povo espiritual que andaria em comunhão com Deus.
9) MENSAGEM
Sua mensagem era que a apóstata Judá receberia a justa retribuição por sua iniquidade. O
mesmo acontecendo com as nações pagãs em derredor, mencionadas nominalmente pelo profeta.
Sofonias escreveu, também, para encorajar os fiéis com a mensagem de que Deus um dia
haveria de restaurar o seu povo.
Depois de condenar as nações pagãs, Sofonias volta a atenção aos pecados de Jerusalém e do
povo de Deus, por terem se oposto ao Senhor e à sua lei. Os seus príncipes, juízes, profetas e
sacerdotes foram condenados por não serem santos e justos. Os príncipes e juízes pervertiam a Lei e
abusavam de seus cargos para obter dinheiro e propriedades.
CONCLUSÃO
O profeta conclui o livro com as mais maravilhosas promessas de restauração futura de Israel
e de uma situação feliz do povo de Deus nos últimos dias. O remanescente dos remidos voltará a
Sião purificado, humilhado, confiante e exultante, com suas ofertas. Eles se estabelecerão em sua
terra e Deus estará em seu meio (3:15,17). Sião será então uma alegria entre as nações e uma
bênção para toda a terra, conforme a promessa feita por Deus originalmente a Abraão.
O júbilo de Sofonias 3:14-20 deve referir-se a algum acontecimento além do dia em que o
remanescente voltará depois do cativeiro da Babilônia.
“Canta, alegremente, ó filha de Sião; rejubila, ó Israel; regozija-te e exulta de todo o coração, ó
filha de Jerusalém” (v.14).
Esta profecia será abençoadamente cumprida no tempo em que Cristo vier à terra para reinar
em poder e grande glória.
(Sf.3;20) Naquele tempo vos farei voltar, naquele tempo vos recolherei; certamente farei de vós
um nome e um louvor entre todos os povos da terra, quando fizer voltar os vossos cativos diante
dos vossos olhos, diz o Senhor.
Sofonias nos ajuda a entender o conceito do Dia do Senhor, uma expressão que identifica um
dia no qual Deus acerta as contas, salvando os obedientes e humildes e castigando os rebeldes e
orgulhosos.
AGEU
1) INTRODUÇÃO
Ageu, Zacarias e Malaquias são os últimos livros proféticos. Cada um deles pertence a um
período do pós-exílio. Profetizaram aos judeus depois que voltaram a Jerusalém. Nabucodonosor
havia capturado Jerusalém e destruído totalmente o seu templo.
Pelo livro de Esdras, ficamos sabendo que quando Ciro, rei da Pérsia, expediu o decreto
permitindo que todos os cativos retornassem a Jerusalém para reconstruir o templo, apenas uns
cinquenta mil regressaram. Eram na sua maioria sacerdotes e levitas, e os mais pobres dentre o
povo. Embora os judeus crescessem em força e número, nunca estabeleceram sua independência
política. A partir dessa época foram um povo sujeito a governadores gentios.
Aproximadamente dezesseis anos antes, os judeus haviam retornado à sua própria terra sob o
governo de Zorobabel, e dado início à construção do templo (Neemias 12). Mas o seu entusiasmo
2) AUTOR
Ageu. (significado do nome Ageu: “Festivo”).
3) DATA
Por volta de 520 a. C.
4) PROPÓSITO
Chamar o povo para completar a reconstrução do templo.
5) TEMAS
As prioridades certas, acabamento do templo.
6) PALAVRAS CHAVE
A Casa do Senhor, considerai, glória.
7) MENSAGEM
Esse livro é uma coleção de quatro breves mensagens escritas entre os meses de agosto a
dezembro.
O livro tem um propósito central. Ageu está decidido a persuadir o povo a reconstruir o
templo. Ele exortou Zorobabel (o governador) e a Josué (sumo sacerdote) a mobilizarem o povo
para esta tarefa.
(Ag.1:1,2) No primeiro dia do sexto mês do segundo ano do reinado de Dario, a palavra do
Senhor veio por meio do profeta Ageu ao governador de Judá, Zorobabel, filho de Sealtiel, e ao
sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, dizendo:
2 "Assim diz o Senhor dos Exércitos: Este povo afirma: 'Ainda não chegou o tempo de
reconstruir a casa do Senhor' ".
(Ag.1:4) "Acaso é tempo de vocês morarem em casas de fino acabamento, enquanto a minha
casa continua destruída?"
Deus não permitiria que tal situação continuasse, e por essa razão, castigou-os.
Colheitas escassas, secas, comércio fraco, miséria e agitações abateram-lhe o espírito.
“Semeais muito e recolheis pouco; comeis, mas não vos fartais; bebeis, mas não vos
saciais” (1:6).
Estavam trabalhando intensamente, mas não sentiam alegria real (1:6, 9- 11).
O desafio de Ageu surtiu efeito. Seu severo chamado ao cumprimento do dever revelou-se um
tônico de valor. Zorobabel, o governador de Jerusalém, Josué, o sumo sacerdote, e o povo,
ergueram-se e deram início à reedificação do templo.
(Ag.1:12) Zorobabel, filho de Sealtiel, o sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, e todo o
restante do povo obedeceram à voz do Senhor, o seu Deus, por causa das palavras do profeta
Ageu, a quem o Senhor, o seu Deus, enviara. E o povo temeu o Senhor.
Enquanto o povo edificava, novo desânimo apoderou-se dele. Os mais velhos, lembrando-se
do esplendor do templo de Salomão, mostravam-se grandemente decepcionados com o novo
templo. Era inferior no tamanho e na suntuosidade da alvenaria. Os próprios alicerces eram bem
menores em extensão. Os seus recursos eram muito limitados. Além disso, esse templo não teria as
coisas que tornaram o primeiro tão glorioso, a arca e tudo o que se relacionava com as funções do
sumo sacerdote. Esses pessimistas esfriaram o entusiasmo dos edificadores.
Mas Ageu veio com uma palavra de ânimo, dizendo que Deus iria derramar seus recursos
naquele edifício.
1) Ele próprio estava com eles para garantir o cumprimento de todas as suas promessas
segundo o concerto:
(Ag.2:5) "Esta é a aliança que fiz com vocês quando vocês saíram do Egito: Meu espírito está
entre vocês. Não tenham medo".
3) A glória do último templo seria maior que a do primeiro por causa da demonstração do
poder de Deus que nele haverá:
(Ag.2:9) "A glória deste novo templo será maior do que a do antigo", diz o Senhor dos Exércitos.
"E neste lugar estabelecerei a paz", declara o Senhor dos Exércitos.
(AG.2:15) "Agora prestem atenção; de hoje em diante reconsiderem. Em que condições vocês
viviam antes que se colocasse pedra sobre pedra no templo do Senhor?
16Quando alguém chegava a um monte de trigo procurando vinte medidas, havia apenas dez.
Quando alguém ia ao depósito de vinho para tirar cinquenta medidas, só encontrava vinte.
(Ag.2:21) "Diga a Zorobabel, governador de Judá, que eu farei tremer o céu e a terra.
CONCLUSÃO
O profeta encoraja a Zorobabel, governador, garantindo-lhe que, um dia, o Senhor destruirá o
poder dos reinos e nações em toda a terra. Este dia se dará quando Jesus estiver reinando sobre
todos.
Diante das mensagens do profeta Ageu registradas em seu livro, também aprendemos que
como servos de Deus, devemos estar comprometidos com a obra do Senhor. Esse comprometimento
deve ser de tal modo que o reino de Deus deve ter prioridade sobre nosso conforto pessoal.
A própria reconstrução do Templo também aponta para Cristo e sua Igreja. O Templo na
antiga dispensação era o local onde a presença de Deus se revelava de forma especial; ali era onde o
santo nome de Deus habitava (1 Reis 8:27-30). O Templo era um local de oração, adoração, perdão
e comunhão de Deus com seu povo.
ZACARIAS
1) INTRODUÇÃO
Motivação e esperança são os temas principais da profecia de Zacarias. Com Ageu e
Malaquias, Zacarias foi um dos profetas que exerceram seu ministério junto aos ex-exilados da
Babilônia, regressos a Jerusalém. Esses ex-exilados passaram a conviver com a ruína daquela que
fora um dia uma esplêndida cidade, dotada de um templo glorioso. Muito havia com o que se
entristecer, mas Zacarias encorajaria os israelitas com visões do juízo sobre os inimigos de Israel e a
restauração total da cidade de Jerusalém. Sua visão mais extraordinária de todas, no entanto, foi a
que se encontra em sua profecia sobre a futura vinda de um rei, o Messias, que traria a salvação e o
Reino eternos que haviam sido prometidos ao povo de Deus.
2) AUTOR
Zacarias = “O Senhor se lembra”.
3) DATA
Cerca de 520 – 475 a. C.
4) PROPÓSITO
Dar esperança ao povo de Deus com a vinda do Messias, o Renovo Messiânico.
5) TEMAS
Reconstrução do templo, restauração, a vinda do Messias.
6) PALAVRAS CHAVE
Jerusalém, Dia do Senhor, Aquele Dia.
8) MENSAGEM
O livro de Zacarias contém muitas profecias sobre a primeira e a segunda vindas de Jesus.
O profeta traz também uma mensagem que se refere a promessa de salvação messiânica para
Israel e revela que o Messias seria primeiramente rejeitado e ferido. Zacarias foi o profeta da
restauração e da glória. Nascido na Babilônia, profetizou durante três anos.
(Zc.11:12) Eu lhes disse: Se acharem melhor assim, paguem-me; se não, não me paguem. Então
eles me pagaram trinta moedas de prata.
(Zc.12:10)...Olharão para mim, aquele a quem traspassaram, e chorarão por ele como quem
chora a perda de um filho único e se lamentarão amargamente por ele como quem lamenta a
Antigo Testamento – Resumo Comentado - Profetas
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perda do filho mais velho.
1"Naquele dia, uma fonte jorrará para os descendentes de Davi e para os habitantes de
Jerusalém, para purificá-los do pecado e da impureza.
(Zc.1:3) “Por isso, diga ao povo: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Voltem para mim, e eu me
voltarei para vocês", diz o Senhor dos Exércitos.”
(Zc.3:4) O anjo disse aos que estavam diante dele: "Tirem as roupas impuras dele".
Depois disse a Josué: "Veja, eu tirei de você o seu pecado e coloquei vestes nobres sobre você".
9) AS VISÕES DE ZACARIAS
Zacarias recebeu uma série de oito visões.
• Primeira visão: os cavalos – Zc. 1:7-17
• Segunda visão: os quatros chifres e os quatro ferreiros. 1:18-21
• Terceira visão: Jerusalém é medida – Zc. 2:1-13
• Quarta visão: o sumo sacerdote, Josué – zc. 3;1-10
• Quinta visão: O castiçal de ouro e as sete lâmpadas – zc. 4:1-4
• Sexta visão: o rolo voante – Zc. 5:1-4
• Sétima visão: a mulher e o efa – Zc. 5:5-11
• Oitava visão: os quatro carros – Zc. 6:1-8
CONCLUSÃO
O profeta descreve não uma cidade reedificada sobre os seus antigos alicerces, mas uma
cidade gloriosa cujo muro é Deus.
Não é fortificada para a guerra, porém cheia de paz porque o Príncipe da Paz reina. Ele virá
da primeira vez como Varão humilde cavalgando um humilde animal (9:9).
Mas esse humilde Varão torna-se poderoso soberano (14:8-11). O Messias em toda a sua
glória e poder porá todos os inimigos debaixo de seus pés, estabelecerá seu reino em Jerusalém e
sentar-se-á no trono de Davi.
(Zc.9:10) “O seu domínio se estenderá de mar a outro mar e desde o rio até as extremidades
da terra”.
O capítulo 11 revela o Pastor que procura salvar Israel, mas é rejeitado. É vendido por trinta
moedas de prata, o preço de um escravo. Isso prefigura Cristo e a traição de Judas.
O capítulo 12 dá-nos a profecia do cerco de Jerusalém pelo anticristo e seus exércitos nos
últimos dias. Depois vemos o arrependimento dos judeus (v.12), quando eles verão Aquele a quem
transpassaram.
A fonte purificadora do pecado e da impureza estará aberta para a casa de Davi (13:1). Então
virá a volta do Messias ao Monte das Oliveiras, que se partirá por um terremoto (14:4), lembrando-
nos o dia em que deixou a terra naquele mesmo lugar, dando-nos a promessa da sua volta.
Finalmente, ele será Rei de toda a terra e todo o povo lhe será povo santo.
(Zc.14:4) Naquele dia, os seus pés estarão sobre o monte das Oliveiras, a leste de Jerusalém, e o
monte se dividirá ao meio, de leste a oeste, por um grande vale; metade do monte será removido
para o norte, e a outra metade para o sul.
MALAQUIAS
1) AUTOR
Malaquias - significado do nome Malaquias: “O Mensageiro de Deus”.
2) DATA
Cerca de 450 - 430 a. C.
3) PROPÓSITO
Confrontar o povo com seus pecados, adoração fingida e corrupção, restaurar sua comunhão
com Deus.
4) TEMAS
Reafirmação do amor e da justiça de Deus.
5) PALAVRAS CHAVE
Mensageiro, sacerdotes, Sol da Justiça, Dia do Senhor.
6) INTRODUÇÃO
Um silêncio de 400 anos estende-se entre a voz de Malaquias e a voz do que clamava no
deserto: “Endireitai o caminho do Senhor”. Mt.3:3
7) HISTÓRIA
Quando Malaquias escreve, cem anos ou mais, já haviam decorrido desde a volta dos judeus a
Jerusalém, após o cativeiro da Babilônia.
Malaquias é o último dos profetas que fala a Israel em sua própria terra. Aqui Israel significa
todo o remanescente de Israel e de Judá que tinha voltado do exílio. O primeiro entusiasmo do
retorno havia passado. Depois de um período de avivamento (Neemias 10:28-39), o povo tornara-se
frio em matéria de religião e descuidado moralmente
8) MENSAGEM
cap. 1
• O amor de Deus pelo seu povo
E a primeira coisa que o Senhor diz a um povo rebelde, desobediente e ingrato, por
intermédio de Malaquias, é: “Eu vos tenho amado”
O profeta estava no meio de um povo extremamente religioso, mas completamente cego. Não
existe coisa pior do que tentar corrigir aquele que não reconhece o seu erro.
• Sacrifícios imundos
Eles queriam a bênção do Senhor, choravam pela bênção do Senhor, buscavam por ela, mas
não reconheciam que precisavam se arrependerem de seus pecados. Chamam a Deus de Pai e de
Senhor, mas não O honram e não O temem.
(ML.1:6-8) "O filho honra seu pai, e o servo, o seu senhor. Se eu sou pai, onde está a honra que
me é devida? Se eu sou senhor, onde está o temor que me devem?", pergunta o Senhor dos
Exércitos a vocês, sacerdotes. "São vocês que desprezam o meu nome!
"Mas vocês perguntam: 'De que maneira temos desprezado o teu nome?'
7 "Trazendo comida impura ao meu altar!
"E mesmo assim ainda perguntam: 'De que maneira te desonramos?'
"Ao dizerem que a mesa do Senhor é desprezível.
8" Na hora de trazerem animais cegos para sacrificar, vocês não veem mal algum. Na hora de
Antigo Testamento – Resumo Comentado - Profetas
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trazerem animais aleijados e doentes como oferta, também não veem mal algum. Tentem oferecê-
los de presente ao governador! Será que ele se agradará de vocês? Será que os atenderá?",
pergunta o Senhor dos Exércitos.
Deus estava falando com um povo que dizia honrá-Lo enquanto oferecia do pior ou do resto
que tinha. E a estes são dirigidas as duras palavras:
(ML.1:10) "Ah, se um de vocês fechasse as portas do templo! Assim ao menos não acenderiam o
fogo do meu altar inutilmente. Não tenho prazer em vocês", diz o Senhor dos Exércitos, "e não
aceitarei as suas ofertas.
(ML.1:10) “E ainda dizem: 'Que canseira!' e riem dela com desprezo", diz o Senhor dos
Exércitos.
"Quando vocês trazem animais roubados, aleijados e doentes e os oferecem em sacrifício, deveria
eu aceitá-los de suas mãos?", pergunta o Senhor.”
O povo não entendeu nem gostou das exigências de Deus; parecia estarem muito ocupados
com seus trabalhos para dar atenção a isso.
A apostasia do sacerdócio israelita foi um dos processos mais tristes no Antigo Testamento. A
tribo de Levi, separada como se fossem vasos consagrados ao serviço do Senhor, estava sendo
representada agora por homens cujo coração tinha se afastado do Senhor.
(Ml.2:7,8) " Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca todos
esperam a instrução na Lei, porque ele é o mensageiro do Senhor dos Exércitos.
8 Mas vocês se desviaram do caminho e pelo seu ensino causaram a queda de muita gente; vocês
quebraram a aliança de Levi", diz o Senhor dos Exércitos.
O papel do sacerdote
Os sacerdotes haviam abandonado o seu chamado em relação tanto ao ensino como à prática
da verdade.
O povo procurou justificar seus atos dizendo que todos, ele e os outros povos, eram da mesma
família originária na criação do mundo.
(Ml.2:10) Não temos todos o mesmo Pai? Não fomos todos criados pelo mesmo Deus? Por que
será, então, que quebramos a aliança dos nossos antepassados sendo infiéis uns com os outros?
(Ml.2:13) “ ...Enchem de lágrimas o altar do Senhor; choram e gemem porque ele já não dá
atenção às suas ofertas nem as aceita com prazer.”
O fato estranho era que eles enchiam de lágrimas o altar do Senhor com suas preces e
súplicas, passando-se por vítimas por que o Senhor não lhes dava atenção, nem respondia suas
orações.
• O divórcio e violências:
(ML.2:15) “Não foi o Senhor que os fez um só? Em corpo e em espírito eles lhe pertencem. E por
que um só? Porque ele desejava uma descendência consagrada. Portanto, tenham cuidado:
Ninguém seja infiel à mulher da sua mocidade.”
(Ml.2:16) "Eu odeio o divórcio", diz o Senhor, o Deus de Israel, "e também odeio homem que se
cobre de violência como se cobre de roupas", diz o Senhor dos Exércitos.
Deus, porém, lhe assegura que tal pecado não será tolerado.
Qualquer um, quer seja sacerdote, príncipe, profeta, todos pagarão o justo preço por sua
infidelidade.
Esse cenário fez com que o povo deixasse de lado o zelo pela obra do Senhor, e o culto a
Deus acabou prejudicado.
Malaquias enfatiza a certeza na vinda do Messias. Antes, porém que o Messias chegasse, Ele
enviaria um mensageiro para preparar-lhe o caminho. Esta profecia foi cumprida com João Batista.
João atacava a decadência moral e a formalidade religiosa vazia, preparando assim o caminho
para a ênfase de Cristo sobre a regeneração e o culto espiritual. Ele também foi o arauto da vinda de
Cristo.
(Ml.3:1) "Vejam, eu enviarei o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim.
E então, de repente, o Senhor que vocês buscam virá para o seu templo; o mensageiro da aliança,
aquele que vocês desejam, virá", diz o Senhor dos Exércitos.
O Senhor virá subitamente para assentar em juízo e separar o mau do bom. Seu juízo será
penetrante e eficiente:
(Ml.3:2) “Mas quem suportará o dia da sua vinda? Quem ficará em pé quando ele aparecer?
Porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão do lavandeiro.”
(Ml.3:8) "Pode um homem roubar de Deus? Contudo vocês estão me roubando. E ainda
perguntam: 'Como é que te roubamos?' “Nos dízimos e nas ofertas.”
O profeta os admoesta que quem assim procede seria amaldiçoado. Dos versículos 10 ao 12
ele discorre que se eles começassem novamente a contribuir para a obra do Senhor, as bênçãos de
cima seriam imensuráveis.
(Ml.3:10) “Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento em minha casa.
Ponham-me à prova", diz o Senhor dos Exércitos, "e vejam se não vou abrir as comportas dos
céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guardá-las”.
Todos os dízimos. Antes, todo o dízimo. Ao que parece os israelitas fingiam conformar-se à
Lei, oferecendo alguns dízimos a Deus, mas não todos os exigidos pela Lei.
Os dízimos deviam ser trazidos e recolhidos em salas especiais do Templo.
O dízimo fornecia o sustento dos levitas (Nm. 18:24).
(Ml.3:11) “Impedirei que pragas devorem suas colheitas, e as videiras nos campos não perderão
o seu fruto", diz o Senhor dos Exércitos.”
(Ml.3:13) "Vocês têm dito palavras duras contra mim", diz o Senhor. "Ainda assim perguntam:
'O que temos falado contra ti?'
(Ml.3:14) "Vocês dizem: 'É inútil servir a Deus. O que ganhamos quando obedecemos aos seus
preceitos e ficamos nos lamentando diante do Senhor dos Exércitos?
Servir ao Senhor foi colocado na base comercial: Se não resultasse em prosperidade material,
podia-se deixar de adorar a Deus.
(Ml.3:15) “Por isso, agora consideramos felizes os arrogantes, pois tanto prosperam os que
praticam o mal como escapam ilesos os que desafiam Deus!' "
Contudo, contrastando com a maioria, ainda havia uns poucos que honravam ao Senhor.
Sobre esses Deus promete:
(Ml.3:16) “Depois, aqueles que temiam o Senhor conversaram uns com os outros, e o Senhor os
ouviu com atenção. Foi escrito um livro como memorial na sua presença acerca dos que temiam
o Senhor e honravam o seu nome.”
(Ml.3:17,18) "No dia em que eu agir", diz o Senhor dos Exércitos, "eles serão o meu tesouro
pessoal. Eu terei compaixão deles como um pai tem compaixão do filho que lhe obedece.”
18 “Então vocês verão novamente a diferença entre o justo e o ímpio, entre os que servem a Deus
e os que não o servem.”
CONCLUSÃO
O último capítulo do livro de Malaquias deixa de lado a discussão dos capítulos anteriores
para falar da certeza da vinda do dia do Senhor e de seu precursor, semelhante ao profeta Elias.
(Ml.4:1) "Pois certamente vem o dia, ardente como uma fornalha. Todos os arrogantes e todos os
malfeitores serão como palha, e aquele dia, que está chegando, ateará fogo neles", diz o Senhor
dos Exércitos. "Não sobrará raiz ou galho algum.
2 Mas, para vocês que reverenciam o meu nome, o sol da justiça se levantará trazendo cura em
suas asas. E vocês sairão e saltarão como bezerros soltos do curral.”
Malaquias profetiza que Elias viria ministrar antes que chegasse o dia do Senhor. O Novo
testamento revela que esta profecia se refere a João Batista.
3Depois esmagarão os ímpios, que serão como pó sob as solas dos seus pés, no dia em que eu
A Lei nos veio diretamente do Deus vivo. A lei de Moisés. Tendo a Lei sua origem no
Senhor, Moisés foi divinamente designado como aquele que deveria transmitir a vontade e a
Palavra de Deus ao Seu povo.
(Ml.4:5) "Vejam, eu enviarei a vocês o profeta Elias antes do grande e temível dia do Senhor.
As Escrituras afirmam de modo consistente que aquele dia vem, o dia em que Deus virá como
Juiz e confrontará os ímpios.
O conceito de alguns, que consideravam bem-aventurados os soberbos, é exposto como um
grande erro.
Esse é o remanescente dos justos que conhece e teme o Senhor, sujeitando-se a Ele em
obediência e vivendo para Ele com fé inabalável.
(Ml.4:6) “E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para
que eu não venha, e fira a terra com maldição.”
Bibliografia