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Bluetooth: A Revolução Sem Fios

O documento apresenta o microcontrolador COP8FLASH da National Semiconductors, destacando suas características como emulação de sinais analógicos e EEPROM com longa vida útil. Também discute a tecnologia Bluetooth, que promete eliminar a necessidade de cabos, permitindo comunicação sem fio entre dispositivos eletrônicos. O texto menciona a evolução da tecnologia Bluetooth e suas aplicações em diversas áreas, como telecomunicações e automação.
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Bluetooth: A Revolução Sem Fios

O documento apresenta o microcontrolador COP8FLASH da National Semiconductors, destacando suas características como emulação de sinais analógicos e EEPROM com longa vida útil. Também discute a tecnologia Bluetooth, que promete eliminar a necessidade de cabos, permitindo comunicação sem fio entre dispositivos eletrônicos. O texto menciona a evolução da tecnologia Bluetooth e suas aplicações em diversas áreas, como telecomunicações e automação.
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I" "

: ,BARRAMENTO EM MICROCOMPUTADORES
'I. ~ •
- PARTE 1
--~ ~ . --- ----- - .. ----- ---- -

ANO 36- N° 3391


ABRIU2001
_ . R$ 6,90

TECNDLDGIA -INFDRMATICA
~
- AUTOM Ç,AD
-

BLUETQOTH
O fiM DOS CABOS

.~

PARTEV ,-.
• '"~ ,',0

PROJETANDO
FILTROS

PROGRAMAÇÃO
DELPHIPARA
ELETRÔNICA
PARTE XIII

JUllr JlL IllU]


COP8FLASH

o MICROCONTROLADOR QUE
TRABALHA COM VOCÊ

o COP8FLASH é o novo chip da National Semiconductors


baseado em tecnologia Flash com qual você pode trabalhar. Ele
é o único que coloca rapidamente seu produto no mercado.

Além da emulação 100% precisa de sinais analógicos no próprio


chip e todas as vantagens que a tecnologia FLASH propor-
ciona,você adquire uma EEPROM de tamanho variável e
definível pelo usuário, projetada de modo a permitir uma vida
útil de 100.000 ciclos de gravar/apagar e 100 anos de retenção de
dados. E tem mais, o módulo interno de programação do sistema
não necessita de componentes externos ou lógica de controle.
Como parte integrante de um pacote de ferramentas de desen-
volvimento poderosas e fáceis de usar, o COP8FLASH se toma
muito mais do que um simples microcontrolador, quando ganha
o respaldo de nossa rede de suporte. Com ele, você tem à sua dis-
posição O componente certo, de um parceiro que está sempre a
seu lado - a National Semiconductor.

Conheça mais sobre o COP8FLASH vistando nosso web site:


[Link]/copBflash

National Semicondutores da América do Sul


email: [Link]@[Link]

Todas as novidades da família COPBFLASH estão aqui.

d
t-~ National
Semiconductor

IQ Natíonal Semiconductor Corporatíon, 2000. National Semíconüuctor and ti are regístered rrauemarxs of National
Semicondcctcr Ccrporetion. Ali rights reserved.
Editorial
SIII/IiI1 A
Editora Saber Ltda.
ELETRDnll:R Diretores
Hélio Fittipaldi
Thereza Mozzato Ciampi Fittipaldi

Revista Saber Eletrônica


Diretor Responsável
Hélio Fittipaldi

Diretor Técnico
A partir de agora começaremos a ouvir muito Newton C. Braga

sobre a nova tecnologia que irá tomar conta do mundo, Editor


Hélio Fittipaldi
a Bluetooth. Você já pensou em se livrar dos
Conselho Editorial
indesejáveis cabos do seu computador? Hélio Fittipaldi
João Antonio Zuffo
Newton C. Braga

Pois é, a Bluetooth está aí para nos ajudar. Impressão


Revista produzida sem o uso de
Poderemos nos comunicar micro a micro sem fio, ou fotolitos pelo processo de "pré-
impressão digital" por: [Link]
do micro para o laptop do seu colega de trabalho que (lI) 6436-3000

Distribuição
está a poucos metros, e também com sua Palm ... Brasil: DINAP
Portugal: ElectroLiber
Grandes empresas do ramo eletrônico como Philips,
SABER ELETRÔNICA
Ericsson, Nokia e outras se juntaram para desenvolver (ISSN - 0101 - 6717) é uma
publicação mensal da Editora Saber
esta tecnologia. Ltda. Redação, administração,
assinatura, números atrasados,
publicidade e correspondência:
R. Jacinto José de Araújo, 315 -
Nesta edição passamos a contar com um novo CEP.: 03087-020 - São Paulo - SP-
Brasil. Tel. (11) 296-5333
colaborador que escreve a seção "Tendências de
Atendimento ao assinante:
Mercado". Trata-se do engenheiro Marcelo Pelo telefone
(11) 296-5333,
Thalenberg, Gerente de Marketing da Avnet do Brasil, com Luciana.

uma das maiores distribuidoras de componentes do Matriculada de acordo com a Lei


de Imprensa sob n" 4764. livro A.
mundo. no 5° Registro de Títulos e
Documentos - SP.

Empresa proprietária dos direitos


Desenvolvedores que seguem a serre de reprodução:
EDITORA SABER LTDA.
Programação Delphi para Eletrônica. preparem-se 11
Associado da ANER - Associação
Na próxima edição, lançaremos as bases do concurso Nacional dos Editores de Revistas e
da ANA TEC - Associação
Nacional das Editoras de Publica-
de projetos de hardware que são gerenciados por um ções Técnicas. Dirigidas e
Especializadas.
PC. com um programa em Delphi.
ANER

[Link]
e-mail -rsel@[Link]
CAPA
BLUETOOTH - O FIM DOS CABOS 4

SOFTWARE
MINI-CURSO - PROGRAMAÇÃO DELPHI
PARA ELETRÔNICA - Parte XIII 33

FERRAMENTAS DE DESENVOLVIMENTO
SENSORES ÓPTICOS 68

HARDWARE INSTRUMENTAÇÃO
DSP - PARTE V - PROJETANDO FILTRO 22 RASTREADOR DE CABOS 56
BARRAMENTOS EM MICROCOMPUTADORES
- Parte I 47
ETAPA HORIZONTAL DE COMPONENTES
MONITORES DE VíDEO 65 UCC1817/18 - PRÉ-REGULADORES DE
FATOR DE POTÊNCIA 62

TELECOMUNICAÇÕES
RADIAÇÃO DE CELULARES 59

INDÚSTRIA
SEMICONDUTORES INDUSTRIAIS 8

SERVICE
PRÁTICAS DE SERVICE 72

SEÇÕES
USA EM NOTíciAS 18
ACHADOS NA
INTERNET .41
NOTíCIAS 44
TENDÊNCIAS DE
MERCADO 54
-.----------------------- ..--.--- -- -.------------ .. --.. --_._._ -•. -----------_._._---_ ----------.-.-.-_ -.-.------ -----.----.---.-_.--------- ._-------_.------ .. -.. -'---i
Os artigos assinados são de exclusiva responsabilidade de seus autores. É vedada a reprodução total ou parcial
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011010110011010011010111010

·~e.~
eficiência. Este padrão já está sendo
Você já imaginou diversos equipamentos eletrônicos de alta adotado pelas principais indústrias de
tecnologia em sua casa, escritório, carro ou estabelecimento co- equipamentos de telecomunicações,
mercial se comunicando sem a necessidade de fios? Você já pen- computadores, entretenimento e em
outras áreas, tais como na saúde,
sou na possibilidade de ter o seu PC se comunicando com seu automação, indústria automotiva, brin-
celular ou sua impressora; o telefone celular recebendo; informa- quedos, e em praticamente todos os
ções do seu carro; máquinas de venda, portas automáticas sem a setores da economia onde dados e
voz possam ser intercambiados entre
necessidade de fios? Isso é o que promete o novo padrão mundial
equipamentos.
Btuetooth que já está sendo adotado por fabricantes de muitos Na figura 1 temos alguns exemplos
equipamentos. Veja, neste artigo, o que é esse padrão e o que ele de aplicação desta tecnologia.
Em (a) observamos o telefone ce-
anuncia para os próximos anos.
lular comunicando-se diretamente
com computadores de modo a trans-
A idéia básica do padrão B/uetooth todo um software que deve ser usado ferir uma agenda ou informações que
é reservar uma faixa de freqüências para que os equipamentos possam se tenham sido registradas anteriormen-
do espectro (um pouco acima de 2 "entender" com a devida segurança e te, atualizando um banco de dados.
GHz) para ser usada no sentido de
que equipamentos eletrônicos se co-
muniquem trocando dados ou sinais Fig. 1 - Algumas aplicações da
analógicos (sons) sem a necessidade tecnologia Bluetooth.
de fios a curta distância, podendo ter
duas versões: uma com algo em tor-
no de 10 metros e outra próxima dos
100 metros.
Com a adoção deste novo padrão
vai ser possível:
· Eliminar a necessidade de fios e
cabos para interligação entre equipa-
mentos fixos e móveis.
· Facilitar a comunicação de dados
e de voz.
· Possibilitar redes de equipamen-
tos que Simplesmente seriam coloca-
dos um do lado do outro para que fun-
oionassem sem a necessidade de
interligações.
A idéia que envolve o padrão
B/uetooth tem por base não apenas
uma tecnologia sem fio, mas também

4 SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001


Em (b) temos o computador se comu- protocolo pode ser simplificado elimi- PC de mesa e atualizar as informa-
nicando com uma impressora em ou- nando as "linguagens" que falam com ções que ele contém automaticamen-
tra mesa sem a necessidade de fios. aqueles dispositivos. te, sem que você acione qualquer dis-
Em (c) vemos o computador se comu- Outro ponto é a "compliância", ou positivo.
nicando com uma estação Bluetooth seja, a capacidade dos equipamentos
conectada à Internet. se comunicarem independentemente OQUEMAISA
de quem os fabrique ou do país em TECNOLOGIA PROMETE:
que eles devam funcionar.
o INíCIO DA TECNOLOGIA SEM A partir da metade do ano passa-
FIO BLUETOOTH do diversas empresas começaram a
AVERSÃO 1 anunciar a incorporação da tecnologia
Tudo começou em 1994 quando a Bluetooth em seus produtos. Muitos
Ericsson Mobile Communications de- Na versão 1 das Especificações atrelaram o aumento do grau de sua
cidiu investigar a viabilidade de se Bluetooth foram levados em conta pro- presença nos seus produtos ao bara-
adotar interfaces sem fio de baixa po- tocolos para 3 tipos de aplicações: teamento dos chips usados para es-
tência para interligar telefones móveis sas aplicações.
e seus acessórios. a) Internet Bridge - Ponte para A utilização dos dispositivos
A idéia era a de que pequenos Internet - de modo a possibilitar um Bluetooth em equipamentos comuns
transceptores incorporados a esses acesso constante à Internet, principal- deverá ser feita em três ondas, as
equipamentos poderiam substituir os mente em relação aos telefones celu- quaiscomeçaram a partir do meio do
incômodos cabos de interligação. lares com o aumento da faixa ano passado:
Um ano mais tarde começou o tra- passante. Com os equipamentos Primeira onda - devendo ocorrer
balho visando o desenvolvimento des- Bluetooth você poderá simplesmente entre os anos 2000/2001 Uá estamos
sa tecnologia para que se tornasse aproximar o seu telefone celular ou nela) com produtos, tais como:
uma ponte universal entre dispositivos seu computador de uma "estação · Adaptadores para telefones celu-
destinados à comunicação. BluetootH' conforme mostra a figura 2, lares, para PC - Cards de notebooks
Em 1998 formou-se um SIG e usá-Ia para entrar na Internet. e PCs comuns.
(Special Interest Group) para estudar · Comunicação entre telefones
o assunto contando com as seguintes b) Ultimate Headset - permitindo móveis e notebooks.
empresas: 3Com, Ericsson, IBM, Intel, que o telefone seja usado mesmo · Telefones sem fio.
Lucent, Microsoft, Motorola, Nokia e quando colocado dentro de uma pas- · Equipamentos de mesa em geral.
Toshiba, além de milhares de outras ta, deixando as mãos livres para ou-
empresas secundárias que passariam tras tarefas importantes. O dispositivo Segunda onda - depois de 2001
a colaborar ou a adotar o padrão. fica em condição permanente de es- · PCs com circuitos Bluetooth na
Um ano depois, em 1999, foi di- pera detectando dispositivos próximos placa-mãe.
vulgado o primeiro documento espe- com que ele possa se comunicar · Impressoras, fax, câmeras digi-
cial, a primeira Bluetooth Specification. quando necessário. tais, produtos industriais e médicos.
Os leitores poderão obter mais in- · Carros a partir de 2002 deverão
formações sobre o Bluetooth SIG no c) Automatic Sinchronization - incorporar dispositivos com tecnologia
endereço [Link] Sincronismo automático de calendá- Bluetooth.
rios, agendas, etc. - com este recurso,
ao entrar no seu escritório, o seu tele- Terceira onda
OS OBJETIVOS fone, secretária eletrônica ou agenda · Telefones móveis de baixo custo
irá se comunicar com seu laptop ou e equipamentos portáteis. PCs de
o ponto de partida da tecnologia
sem fio Bluetooth é a inter-operabili-
Fig.2 - Comunicação
dade, ou seja, a capacidade de dis-
positivos de quaisquer tipos se comu- entre dispositivos.
nicarem utilizando uma "linguagem"
única. / Internet
É claro que ao definir esta inter-
operabilidade, alguns pontos devem
ser considerados para que não seja
necessário que todas os dispositivos
entendam todos as linguagens usadas Telefone
por outros que usem a mesma
tecnologia.
j celular

Por exemplo, um mouse precisa se


comunicar apenas com um computa- com Bluetooth
dor e não com uma geladeira ou um
fone de ouvido sem fio. Assim, o seu

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001 5


mesa também serão equipados com Na figura 3 temos o aspecto da ARQUITETURA DO HAROWARE
dispositivos Bluetooth. arquitetura desse sistema.
o diagrama de blocos de uma uni-
dade Bluetooth da Ericsson está ilus-
A ELETRÔNICA SEGURANÇA trado na figura 4.
Conforme podemos ver, a unida-
A especificação Bluetooth é defi- Sinais de rádio podem ser intercep- de é formada por uma parte digital e
nida como de curto alcance (em torno tados com facilidade. Assim, medidas uma analógica. A parte digital tem um
de 10 metros) e eventualmente médio especiais de segurança devem ser controlador hospedeiro capaz de pro-
alcance, da ordem de 100 metros. previstas visando evitar que a privaci- cessar o sinal digital. Ela possui uma
Através dela estabelece-se um link de dade de seus equipamentos possa ser interface externa, um núcleo com a
rádio capaz de transmitir voz ou da- violada e alguém possa acessar as CPU e um controlador link (LC). Este
dos numa velocidade de 720 kbps por informações nele contidas de forma controlado r Iink é um hardware que
canal. indevida. realiza as funções básicas de
A faixa destinada à operação é a O padrão Bluetooth prevê algumas processamento dos protocolos como
de aplicações científicas, médicas e medidas que devem ser adotadas para o ARO-protocol e a codificação FEC.
industriais (ISM) entre 2,4 e 2,48 GHz. se evitar este problema. Ele faz as transferências sincroni-
O espectro usado é do tipo espalha- Os principais itens de segurança zadas e não sincronizadas do sinal, a
do, full-duplex em até 1600 hops/s. O adotados são: codificação de áudio e também a
sinal escolhe uma entre 79 freqüên- · A existência de uma rotina de criptografia dos sinais. A CPU realiza
cias separadas de 1 MHz de modo a desafio para autenticação do acesso, todo o processamento do sinal sem
proporcionar um grau de interferência que previne contra o acesso envolver o dispositivo hospedeiro. Na
muito baixo. indesejado à informação. CPU roda um software denominado
A potência de saída é especificada · Uma seqüência encriptada que Link Manager (LM) que permite con-
em O dB (1 mW) na versão de 10 me- evita o acesso indevido. trolar os sinais recebidos e enviados.
tros de alcance e em -30 dBm (100 · Uma seqüência chave que é mo-
mW) para a versão de maior alcance. dificada a qualquer momento durante
Estas especificações vão possibi- a conexão. ARQUITETURA DO SOFTWARE
litar a integração de dispositivos em A chave de uso privado do usuário
tecnologia CMOS, reduzindo assim o é formada por 128 bits e é modificada Os quadros marcados em escuro
custo, consumo de energia e tamanho a cada transação. no diagrama de blocos da figura 5
do chip.
Para o canal de voz serão usados Scattemet
3 canais sincronizados ou um canal
apenas, o que permitirá a transmissão
sincronizada de dados e voz. A velo-
cidade de transmissão de cada canal
é de 64 kbps.
Para os dados a velocidade máxi-
ma no modo assimétrico é de 723,2
Piconet 2
kbps num sentido, e 57,6 kbps no re-
torno, podendo também operar com
433,9 kbps no modo simétrico.
Nesta modalidade de operação,
um dispositivo mestre pode comparti-
lhar um canal assíncrono com até 7
escravos ativos simultaneamente Interfece
numa rede do tipo Piconet. InterfaCfl H08pedeil'tl de rádio
Pela troca de escravos ativos e
estacionados na rede Piconet, até 255
Interlaces
escravos poderão ser conectados com
um
PM_ADDR.
dispositivo denominado
Externas -~
Para contatar mais escravos, o dis-
positivo BD_ADDR poosra ser usado,
caso em que não existirá mais a limi-
tação de seu número.
Os escravos podem participar de
diferentes Pioonets e ao mesmo tem- 2,4GH2
po podem ser mestres de outras re-
Fig. 4 - Diagrama de blocos de uma unidade Bluetooth.
des Piconets.

6 SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001


correspondem aos protocolos e aquelas para redes sem fio em 2,4 que você mora fazendo sua identifi-
Bluetooth. GHz e que são regidas pela norma cação e recebendo recados; sua im-
Os protocolos de alto nível como o IEEE 802.11. Se bem que esta tecno- pressora com seu computador ou
Service Discovery Protocol (SDP), logia seja eficiente e admita um gran- mesmo seu telefone celular, sem a
RECOMM (protocolo que emula uma de número de usuários, sua implanta- necessidade de qualquer meio físico.
porta serial) e o Telephony Control ção é considerada cara quando com- Mesmo em outros setores a
Protocol (TCS) são interfaceados com parada com as soluções Bluetooth. tecnologia Bluetooth deverá estar pre-
os serviços da baseband através do Outra tecnologia que opera na fai- sente fazendo com que seu carro se
Logical Link Adaption Protocol e do xa dos 2,4 GHz é a denominada Home comunique com um posto de pedágio
Adaption Protocol (L2CAP). Entre os RF e que tem algumas semelhanças quando você passa por ele, registran-
itens que o L2CAP se encarrega te- com a Bluetooth, mas destina-se ape- do seu veículo e debitando o valor da
mos a segmentação e reconstrução nas a dados. passagem numa conta de banco; equi-
de pacotes grandes de dados que pre.l pamentos médicos poderão monitorar
cisem ser transmitidos através de uma pacientes sem precisar de fios; e na
conexão Bluetooth. CONCLUSÃO indústria as máquinas se comunica-
O Service Oiscovery Protocol per- rão com equipamentos de controle
mite que as aplicações encontrem os Com a utilização de sistemas que sem qualquer fio de ligação.
serviços disponíveis e suas caracte- podem trocar dados de forma eficien- Este é o mundo do "sem fio" que já
rísticas como, por exemplo, os dispo- te empregando sinais de RF na faixa está se tornando realidade neste iní-
sitivos que tenham sido mudados ou dos 2,4 GHz, a necessidade de se cio do terceiro milênio.
desligados. usar fios para interligar dispositivos
inteligentes colocados a pequenas dis- Referências:Este artigo foi elabo-
tâncias uns dos outros desaparece. rado com base em material da
OS CHIPS Não mais teremos o embaralha- Ericsson, uma das empresas respon-
DA ERICSSON mento de fios que tanto dificulta a sáveis pela elaboração dos padrões
manutenção ou instalação de equipa- Bluetooth e fabricante de chíps e equi-
A tecnologia desenvolvida pela mentos ligados a um PC, ou qualquer pamentos que já usam esta
Ericsson e que é descrita neste arti- outro tipo de equipamento, e que são tecnologia.
go, não tem competidores cobrindo to- também as principais causas de falhas
das as suas capacidades, mas para de funcionamento.
certos segmentos de mercados há ou- Seu televisor poderá se comunicar
tras tecnologias. com seu videocassete; seu laptop com
Assim, existem as tecnologias IrDA seu telefone celular; seu telefone A Origem do Nome
para comunicações via infravermelho celular com a portaria do prédio em Bluetooth (dente azul):
Harald Bluetooth foi um
Fig.5 - Arquitetura
doSoftware vicking, que reinou na Dina-
Bluetooth.
marca entre 940 e 981. Uma
de suas habilidades foi a de
incentivar o diálogo entre as
pessoas e foi justamente du-
rante seu reinado que a Di-
namarca e a Noruega foram
convertidas para o Cristianis-
mo e unificadas.
O nome da tecnologia
Bluetooth sem fio veio clara-

Hei
.. ,
L2CAP -- mente

pessoas
da possibilidade
ser usada para fazer com que
equipamentos usados pelas
se comuniquem
se entendam por meio de um
dela

ou

sistema sem fio, de curto al-


cance. _

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU20011 7


SEMICONDUTORES
INDUSTRIAIS

A demanda de mercado vem exigindo um aumento significativo na


velocidade dos processos fabrís. Inversores vetoriais, redes Field Bus e
PLC's são apenas alguns exemplos das tecnologias desenvolvidas para
atender essas necessidades. Mas não importa o quão sofisticada seja a
tecnologia de controle desses processos, a etapa final precisa sempre
de um dríve de potência. Caso o drive de potência não possua uma
performance compatível, toda a tecnologia de controle estará
desperdiçada.

Esse "elo" entre controle e potência sofreu grandes avanços


tecnológicos nesta última década. Pensando nisso, elaboramos este ar-
tigo para mostrar o princípio de funcionamento dos semicondutores mais
importantes da área industrial.

Uma atenção especial (e que pode ser útil para o enge-


nheiro de desenvolvimento) foi dada aos SSR's (Solíd State
Relays), através de uma pequena comparação com os relés
eletromecânicos convencionais. Boa leitura!

ALEXANDRE CAPELLI

8
OIOOOS DE POTÊNCIA de poucos us, Apenas como compa-

t ReC rativo, os diodos mais antigos apresen-


Dizer que um diodo convencional parasitas tavam dezenas ou até centenas de us
é um semicondutor de estrutura P - de atraso na comutação.
N, cuja função é permitir a passagem = C
de corrente em um único sentido (di-
Diodo naprática
reto), e que para isso ocorrer é neces- TIRISTORES
sária uma tensão mínima aproximada Fig. 3 - Comportamento do diodo na prática.
de 0,7 V (para diodos de Si), não é Ao contrário do que muitos pen-
nenhuma novidade. Mas, para os Essas características não desejá- sam, tiristor não é o nome de um com-
diodos de potência, algumas das ca- veis podem "atrapalhar" a forma - de ponente, mas sim de uma grande fa-
racterísticas de funcionamento, des- - onda da comutação de um diodo de mília deles. Basicamente, qualquer
prezadas nos diodos de sinal, tornam- potência (figura 4), porém, como o semicondutor de quatro camadas, na
se siqnificativas. A figura 1 mostra um dispositivo acionado por ele geralmen- seqüência p - n - p - n, pode ser consi-
pequeno diodo da Semikron utilizado te é "robusto", isso não deverá afetar derado um tiristor. Existe uma infini-
em conversores CC_ Normalmente a o funcionamento. Mesmo assim, ve- dade de tipos e modelos de tiristores
aparência dos diodos de potência se- remos mais adiante algumas técnicas no mercado . Neste artigo estudare-
gue esse padrão, mudando apenas o de filtragem e amortecimento dos mos apenas os principais: SCR,
tamanho do encapsulamento, propor- transientes provocados pela comuta- TRIAC, GTO, e MCT.
cionalmente à potência. ção dos semicondutores de potência.
A resistência e a capacitância pa- - SCR (Retificador Controlado de
rasitas formadas em um diodo de po- Silício):
tência podem gerar sobretensões no O SCR é um dos "membros" da
circuito, principalmente quando família dos tiristores. Podemos definir
chaveamos cargas indutivas. Os no- esse componente como sendo um
vos diodos, denominados sott- diodo retificador, cuja condução pode
recovery, minimizam esses efeitos, ser controlada através de um terceiro
sendo que sua resposta é da ordem terminal denominado "gafe".
Na figura 2 temos a primeira "no- I
vidade" do diodo de potência: a ter- Fig. 4 - Forma de onda (comutação). , •• trr ~:
dir/dt -+: ,I+- 3', t
ceira camada. A camada N extra-in-
termediária é de baixa dopagem, e dif/dt'
~
t 1
~_",!",
---.,
--.~
', ,,
: : Orr
sua função é aumentar a capacidade
do componente quando aplicado em
~, i'" Vr/R ,

tensões elevadas. ,
I
I
I
I
---1---
10 pm Vfp t: ,
VD I
Depende I , Vrp
datsnsão - Vr , I

: ~ ~t2 :

250 pm
substrato vjr------II--+:
vr
' devido a R e C parasitas.

__

Catodo
- Vr
--=-
-...
Fig. 2 - Estrutura do diodo de potência.

Essa camada acrescenta uma parr


Fig_5-
Estrutura do
Anodo IAK
+Vcc
- li""

cela resistiva ao diodo quando em


condução. Além disso, a área da
seR e princípio
elementar de
disparo.
--L ! Dca.•,
A
secção transversal das junções é mai
r
or do que a de um dlodo normal, POiS N- sca Q
a corrente circulante também é maior.
e isso agrega uma parcela capacitiva
ao diodo quando em bloqueio. A fígur
Gate --t
----p
---r:r; K
~G

Ig .-=
~
nlDisparo

ra 3 ilustra o circuito elétrico equiva-


lente a esse modelo.

SABER ELETRÔNICA NQ339/ABRIU20011


Catodo

I
-- ~
~
"

I • j I IJ
• I
A estrutura
básica do SeR é lb, que, por ser uma corrente de base,
-1--41--+ mostrada na figura 5. Notem que te- não pode atingir valores altos.
-t~-+ mos 4camadas na seqüência p - n - Os invólucros dos SCR's utilizados
p - n. Para entender melhor o princí- na indústria raramente são do tipo TO
~I-t--+ pio de funcionamento de um SeR, a - 220. A figura 7 mostra um clássico
-I~I-"" figura 6 fornece a analogia de funcio- encapsulamento industrial do tipo ros- VBO
namento com a associação de dois ca. A própria rosca, além de servir de máxima tensão de bloqueio no
•.•.•
-t~+ transistores. fixação nos dissipadores de calor, é o sentido sentido direto quando não
Inicialmente, ambas as bases dos terminal de anodo. O catodo é o fio háIG (IG=O)
.•.•.•..•
~+ dois transistores (T1 e T2)estão aber- mais grosso, normalmente feito em
tas, isto é, sem polarização. Desse "malha" para facilitar seu manuseio.
modo, ambos estão em corte, portan- Podemos notar mais dois fios finos,
sendo um deles o gate e o outro o fio
IH
to não há corrente circulando entre A
corrente de
(anodo) e K (catodo). A partir do mo- adicional de catado. A intenção desse
manutenção
mento que "injetamos uma pequena fio extra de catado é a possibilidade
corrente de gate (Ig) na base de T2' de enviar os "sinais" presentes no
um processo de realimentação se ini- catodo para circuitos de controle.
cia. A corrente Ig, que está entrando
pela base do transistor NPN T2' faz
Como esses circuitos são de alta
impedância, não há necessidade des- VRSM
I IG de disparo

com que esse transistor entre em con- se fio ter uma grande seção transver- máxima
dução. Uma vez conduzindo, sua cor- sal ("grosso"). Caso os fios de gate e tensão reversa
rente de coletor (lc2) é a mesma cor- extra de catodo não estejam identifi-
rente que sai da base de T1. Por ser cados, basta confirmarmos com o Fig.10 - Curva característica de um SCR.
um transistor PNP, quando a corrente multímetro qual está ligado junto ao
sai da sua base, ele passa a conduzir. cabo do catodo. Logicamente, esse é dor normal. No sentido reverso, por
o extra, e o outro o gate. exemplo, é exatamente igual. Temos
Outra possibilidade de invólucro uma pequena corrente de fuga, e o
são os módulos de potência (Power ponto de ruptura (máxima tensão
Blocks). A figura 8 mostra um "power reversa).
blocf<' que comporta em seu interior Já no sentido direto, a única dife-
dois SCR's, ligados de acordo com o rença está na presença de Ig (corren-
circuito exposto no componente. Essa te necessária ao disparo), e VBO'
técnica facilita a manutenção dos equi-
pamentos industriais e, como veremos - Parâmetros básicos do SCR:
mais adiante, podemos encontrar uma De um modo geral, todos os parâ-
Corte Condução infinidade de modelos de tiristores na metros referentes ao SCR podem ser
forma de power blocks. aplicados aos demais tipos de
Fig. 6 - Modelo análogo ao SCR com 2
transistores tiristores. Para quem trabalha na área
de desenvolvimento esses parâmetros
Agora a corrente de coletor de T1 devem ser considerados no projeto.
é somada à corrente Ig, que já não é
mais necessária para assegurar o pro- a) T~nsão de disparo (VBO):
cesso. Mesmo com a retirada de Ig, E a tensão máxima que podemos
ambos os transistores permanecerão ter entre A e K para que o dispositivo
em condução indefinidamente. Ape- não conduza quando não há disparo.
nas quando cortarmos a alimentação Caso a tensão VBo exceda o limite, o
desse circuito, é que ambos voltarão Um outro tipo de invólucro, porém SCR conduzirá mesmo sem pulso no
ao estado inicial de corte. Cabe lem- bastante antigo, é do tipo disco de gate.
brar que esse é um modelo teórico. porcelana, ilustrado ria figura 9. A fi-
Na prática seria inviável utilizarmos gura 10 traz a curva caracterfstica do b) Tensão máxima reversa (V IIR)
esse circuito de modo útil, pois a cor- SeR onde se pode notar que é bas- E a tensão que pode ser aplicada
rente entre A e K seria a mesma de tante semelhante à do diodo retifica- entre A e K sem causar dano no com-
ponente.
Fig. 7 - SeR GE de potência.
c) Corrente máxima de condução
(lAK):
É a máxima corrente que o SeR
pode conduzir. Nesse caso, temos que
dividir esse parâmetro em outros três:
corrente máxima direta em RMS, cor-
rente média direta e corrente de pico;

10 SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001


d) Temperatura máxima de opera- f) Taxa máxima de crescimento da SCR). Esse fenômeno danificava o
ção (T max): tensão direta V Ak (dv I dt): componente. Atualmente, os SCR's
É a temperatura limite de opera- Quando o SCR atua no chavea- são construídos com uma estrutura
ção normal do SCR. Caso ela seja ul- mento de cargas indutivas, picos de denominada "interdigital" (figura 13),
trapassada, poderão ocorrer disparos tensão podem surgir nos terminais de isto é, o gafe é colocado no centro do
indevidos (não comandados), ou ain- anodo e catado. Ainda neste artigo cristal e ocupa uma área maior. Com
da ter início o processo de "avatanche", veremos como eliminar tais picos, po- essa técnica; os tiristores modernos
com a queima do componente. rém a amplitude da tensão de pico possuem uma taxa (di/dt) muito maior
{juntamente com a velocidade que que os antigos.
e) Pt: essa tensão surge (dv/dt)} podem da-
Essa característica descreve a ca- nificar o componente, caso esteja aci- h) Corrente de manutenção (I h):
pacidade máxima de corrente, num ma da especificação. Uma vez disparado, o SCR neces-
determinado intervalo de tempo, onde sita de uma corrente mínima para
o componente atinge a máxima potên- g) Taxa máxima de crescimento de manter seu estado de condução, após
cia dissipável. O I 2t é o resultado da (di/dt): a retirada do pulso de disparo. Essa
integral do quadrado da corrente de Analogamente, o SCR é sensível corrente é chamada "corrente de ma-
anodo nesse intervalo de tempo a variações de corrente assim como a nutenção".
(f i 2 dt). tensões. Esse é outro conceito que
Essa também é uma característi- vale a pena ser explorado mais deta- i) Corrente mínima de disparo (Igk):
ca fundamental para o técnico ou en- Ihadamente. Quando o SCR inicia o É a corrente mínima necessária,
genheiro de desenvolvimento, pois é processo de condução, a corrente sur- entre gafe e catodo, para levar o SeR
através dela que podemos dimensio- ge ao redor do gafe e, então, espa- ao estado de condução.
nar os dispositivos de proteção (fusí- lha-se radialmente até preencher toda
veis, disjuntores, etc.) do projeto. a área do catado. Nos SCR's (e tiristo- j) Tensão máxima entre gate e
Vamos explorar mais esse concei- res em geral) antigos, por facilidade catodo (V 9k):
to através de um exemplo prático. An- construtiva, o gafe era colocado na Esse é um parâmetro muito impor-
tes, porém, é bom saber que quando periferia da estrutura cristalina (figu- tante no desenvolvimento de circuitos
desenvolvemos projetos com SCR's ra 12). com SCR's, pois o excesso de tensão
(ou tiristores e chaves estáticas de um entre gafe e catodo pode danificar o
modo geral), devemos levar em con- componente. Normalmente a tensão
sideração que uma proteção somen- de disparo encontra-se entre 0,7 V e
te pode ser considerada eficaz, caso 2,0 V, e temos vários modos de prote-
ela atue em um tempo menor do que ger o SeR contra sobretensões de
meio ciclo de senóide (t < 8 ms). Na gatilho. A figura 14 mostra alguns de-
prática, o bom projetista ainda acres- Gate periférico circular. les;
centa um fator de segurança, limitan- Aquecimento demasiado antes da
do esse tempo em 6ms (tipicamente). corrente espalhar-se por
A figura 11 mostra o exemplo do sur- todo smnicondutor.

;g=J
RG G
to. O valor da corrente eficaz é: Figura 12 K R GK torna-se um
I=W ou M R protetor contra
..J2 2 Dependendo da velocidade de ~ sobreccrrente de gate

I máximo 4---+ crescimento da corrente IAk (di/dt),


ocorria uma dissipação de potência
muito grande próxima ao gafe, antes
.J '- Ip da corrente ocupar toda a área dispo- RG G:t

;IJ
nível do anodo (seção condutora do
Fig. 11 - Parâmetro121. K CGK é um capacitor
K
~
CGK_ que evita disparos
:-
Suponha que o surto máximo pre- indevidos provocados -I-
visto seja 6 kA, isto é, Ip = 6000 A. I por ruído elétrico ou dV
dt
,-!-
O valor de I 21, adotando 6 rns como
N I 1- I N
tempo máximo admissível, será:
1= 6000 = 4255,3 A
..J2
p----+-I RG

.....,,..
C!q~ K
A associação em
Portanto: N- D.4 ~ ~, anti-paralelo de 01 e 02
I Zt = (4255,3)Z x6x 10 "=108645

Isso significa que esse valor devel


N.s.

ser superior ao I 2t do fusível a ser uti-


p
....--.. Fig. 13· GATE
centrale de maior
área ("Interdigitado").
..L..
1 -' Õ2
r--.--....•....
--'VGK
limita a tensão
em: 0,7 V, evitando
a queima do SCR por
sobretensão de gatilho
Fig. 14· Proteçõesde gatilho.
lizado como proteção nesse circuito.

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001 I iI


~.I I I
• • •• • • • •
-f-+!!!o-l k) Tempo de disparo (ton) e tempo disparo são retirados da própria placa dois SCR's ligados em anti - paralelo.
~~fo'!!"'-I de desligamento (toft): de controle (PLC, CPU, CNC, ete.) via A figura 16 mostra essa associação.
Quanto maior for a capacidade de uma interface analógica. Essa técni-
MT2
corrente elo SGR, maior a área das ca também inclui os SCR's. Por essa
~~~, suas junções (secção condutora). razão seria impossível analisar nesse ----,
Na mesma proporção, as mesmo artigo tais técnicas, portanto,
I
I
I
,
I

I
capacitâncias parasitas formadas por para que o leitor tenha uma idéia do I
I
I
-+-+-1 essa junções provocam um atraso, funcionamento dinâmico do SCR, re- Gate:
I
I
-+-+-1 tanto no tempo de condução quanto presentamos os circuitos de disparo I
I
____ I

_ ••••••••••• no desligamento. apenas em um diagrama de bloco.


Portanto, o tempo necessário para A figura 15 mostra um SCR sen- MT1
o SCR sair do estado desligado e atin- do disparado aos 30° da senóide. No- Fig. 16 - Estruturainterna
gir a condução (ton), e o tempo de tem que, por ser retificador, o SCR não e símbolodo TRIAC.
desligamento (toff) são fatores conduz o semiciclo negativo na car-
limitantes entre a velocidade do circui- ga, e necessitamos de um novo pulso O seu princípio de funcionamento
to de comando e a carga. de disparo a cada 30Q do sem i-ciclo e parâmetros pertinentes são iguais
positivo, pois quando a senóide pas- ao SCR. Como existem dois SCR's
- Circuitos de disparo de SCR'S: sa pelo ponto zero, o SCR é desliga- dentro da sua estrutura, cada um de-
Existem "n" maneiras de se dispa- do. les pode conduzir um semiciclo da
rar um SCR. Caso o leitor procure tais senóide (tanto positivo como negati-
circuitos em livros de Eletrônica Indus- - TRIAC (triodo AC): vo). A figura 17mostra a curva carac-
trial, irá deparar-se com circuitos for- O TRIAC é outro tiristor que foi terística desse componente, e a figu-
mados por RC (deslocamento ele muito aplicado na indústria em ra 18 ilustra seu comportamento di-
fase), transistor unijunção como gera- acionamento de motores de corrente nâmico através de um disparo de 30º.
dor de pulsos, e outros mais. Respei- alternada. Circuitos como esse foram muito utili-
tando todo o excelente conteúdo teó- Embora ainda possa ser encontra- zados no controle de potência para
rico prático dessas obras, que de- do em algumas etapas de potência cargas AC. Como veremos mais adi-
monstram tais técnicas com finalida- dessa natureza, esse componente já ante, o TRIAC atualmente é utilizado
de didática, atualmente eles não são está quase que totalmente substituí- (na sua grande maioria) como chave
utilizados na indústria. do por IGBT's. estática (SSR - Solid State Relay) e
Na verdade, até mesmo circuitos Hoje, entretanto, o modo mais usu- seu disparo, portanto, ocorre sempre
integrados dedicados à função de dis- al de encontrarmos os TRIAC's na in- imediatamente após o início de cada
paro de tiristores (tal como o TCA 785) dústria é no formato de "chaves está- semiciclo.
já estão totalmente ultrapassados. ticas".
Com a utilização dos transistores O TRIAC pode ser encontrado em I
MOSFET nas etapas de potência, e vários encapsulamentos (inclusive o
que evoluiu para os IGBT's (que se- TO - 220, e o "pequenino" TO - 92).
;:;I;;H'?fU=_=_~_~_
rão vistos neste artigo), os pulsos de

Vrede
Sua estrutura básica é constituída por

-----1
.: V~B;:O
VBo VMT1 MT2

I H '" corrente de manutenção


VBo '" tensão máxima de
bloqueio direto sem disparo.
Fig. 17 - Curvacaracterísticado TRIAC.
Circuito
de disparo - GTO (GateTurn - Oft thyristor):
300IL O GTO é um tiristor "contemporâ-
neo" ao SCR. Ambos foram criados no
final da década de 50 e início da dé-
cada de 60. Ao contrário do SCR, po-
rém, o GTO não foi (e nem é) muito
Comportamento oinarmco
utilizado. Sua principal caracterfstica
de um SeR quando disparado
é poder bloquear a condução através
a 30°em uma rede AC
de comando no terminal de gafe. En-
quanto que o SeR, uma vez dispara-
Fig. 15 - Comportamentodinâmico
do, somente pode ser desligado quan-
de um SeR quandodisparadoa 30°
em umaredeAC. do não fornecemos a corrente de ma-
nutenção mínima { I h (corte da ali-

12 SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIL/2001


Vrede ser atraídos pelo gafe provocando o
restabelecimento da barreira de poten-
cial na junção J2• Fisicamente, para
termos lacunas suficientes, essas jun-
ções teriam de ser muito grandes, o
que deixaria o GTO extremamente len-
to (devido às capacitâncias parasitas).
Rede A fim de evitar esse fenômeno, cris-
AC tais n+ são introduzidos na região p+
Circuito do anodo, criando uma região inter-
de disparo mediária n- e o terminal de anodo.
30°11. Essa técnica proporciona uma
baixíssima impedância na junção J1
quando o GTO é polarizado reversa-
mente, tornando - o muito mais rápi-
Fig. 18 - Comportamento dinâmico do no desligamento. O "efeito
do TRIAC quando disparado por colateral", entretanto, é que temos
30Q (sincronizados com a rede) em uma junção (J3) com regiões muito
uma tensão AC. dopadas, o que limita a capacidade
I I I
de bloqueio para tensões reversas.
I
I I I I
---------~_-------I
- MCT (MOS - ControJled Thyristor):
mentação, ou curto-circuito entre os A grande desvantagem do GTO, e A última tecnologia desenvolvida
terminais de anodo e catodo, por talvez o motivo pela sua baixa utiliza- nos tiristores foi o MCT (tiristor con-
exemplo)}, o GTO pode ser ligado e ção, é a capacidade muito limitada de trolado por MOS). Assim como o GTO,
desligado através de um único termi- bloquear tensões reversas. Geralmen- o MCT pode ser ligado e desligado via
nal de gafe. A figura 19 apresenta o te, quando o técnico ou engenheiro de comando de gafe, porém, conforme
símbolo do GTO, e a figura 20, a sua desenvolvimento emprega um GTO vemos na sua estrutura de funciona-
estrutura polarizada para o ligamento em determinado circuito, ele vem li- mento na figura 22, seu gafe deve ser
e desligamento. gado em série com um diodo retifica- excitado por tensão, e não corrente
dor normal, técnica que compensa (como o GTO). Cabe lembrar que essa
essa deficiência. A figura 21 explica é a diferença básica de funcionamen-
Fig. 19· Simbokl do GTO ~ a razão dessa baixa capacidade de to entre transistores MOS (efeito de
~K bloqueio. Como podemos notar, para campo) e bipolares, isto é, o transis-
.G
que o GTO entre em bloqueio após a tor MOS é polarizado através de uma
condução, portadores livres (Iacu- tensão (de gafe) e o bipolar através
,------------------------, nas), que estão nas de uma corrente (de base).
camadas centrais do O MCT pode ser de canal P (P-
dispositivo, devem MCT), ou N (N - MCT).

Placa do
contato do catodo

Entrada
em condução

p", N-
D8Sligamento

J1
Fig. 20 ~ "Mecanismo" estrutural p+
de disparo e corte do GTO. Fig. 21 - Estrutura intrínseca do GTO.

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001


transistor, interrompendo o processo
A - Ig (Pôlariza o ON-FEn
·-r-_-_--_°_°_°°_°_°_°°_°_°_°~o-~~o-------~ •• : de realimentação. O funcionamento
I para o N - MCT é análogo.
I

Gate : ,
I
Com a polarização do ONoFET O MCT, embora com limitada ca-
...• ------- ,
I
T2 entra em condução e leva pacidade de bloqueio em tensões
T 1 à condução, pois T 1 é reversas, faCilitou os mecanismos de
PNP (polarizado quando a corrente controle de disparo em relação ao
sai da base) GTO. Além disso, a estrutura intrínse-
ca do MCT (figura 23) é composta por
uma associação de milhares de "célu-
las" em paralelo em uma mesma pas-
tilha. A figura 23, portanto, mostra
apenas uma delas. Essa tecnologia
construtiva atribuiu a esse componen-
te um grande limite de di/dt.
0_0_0 0_0_0_0 0_0_0 0_0_0 ...,t.,--o_o o_o_o+~o~~
r';....O_O (Polariza o OFF-FET)

Com a polarização do OFF-FET FILTROS


Vbe de T 1 cai para zero.
T 1, então, entra em corte levando
a) Taxa de crescimento dv/dt
T2 também ao corte.
Qualquer componente que atua
como chave em cargas indutivas so-
fre o efeito da alta taxa de crescimen-
to de tensão, em um pequeno inter-
valo de tempo (dv/dt). Os tiristores, de
Fig. 22 - Modelo do MeT. um modo geral, não são exceção.
A figura 24 mostra um exemplo de
Analisando o funcionamento do levando o tiristor à condução. Como um TRIAC atuando como chave em
modelo da figura 22, vemos dois qualquer tiristor, caso haja uma cor- uma carga indutiva. Notem o Spike
MOSFETs, um de condução (ON- rente de manutenção suficiente, ele formado devido a grande dv/dt.
FET), e o outro de corte (OFF-FET). permanecerá nesse estado indefinida- O circuito típico para eliminar esse
No P - MCT o ON-FET também é mente. Para desligá-Io basta aplicar efeito é o Snubber, que nada mais é
de canal P Isso significa que ao apli- uma tensão positiva de gate, o que do que a associação de um resistor
carmos uma tensão negativa no gafe ativará o OFF-FET. Assim a tensão em série com um capacitor. O princí-
do dispositivo, ON-FET injeta uma ° Vbe do transistor PNP cai a zero, o pio de funcionamento é simples, pois
corrente de base no transistor NPN, que provoca o desligamento desse o capacitor opõe-se a variações de
tensão. Quando a tensão tende a su-
bir de modo rápido, ela é "amorteci-
da" pelo capacitar. O resistor em série
serve como limitador de corrente para

ONOFET
c;q\ o capacitor. Caso ele não estivesse
presente, o capacitor poderia ser
canal ~ Símbolo
destruído por excesso de corrente.
OFF-FET O cálculo do valor do resistor e do
t:::;=_~n~+~==l
OFFoFET
capacitar que formam o Snubber de-
canal
K
canal
I pende de muitas variáveis, porém, na
_Si02 indústria, esses componentes já vêm
_Metal Fig. 23 - Estrutura intrínseca de uma
_Condutor célulado MeT canalP. montados em um mesmo encapsu-
lamento (figura 25), e seu valor pode
ser facilmente determinado através de

I
• Carga
indutíva
l tabelas aplicativas .

~ r· r" Fig 25 - Snubber


v. ~ encapsulado.
,- '"
I-
~ I"
1-" Rede
~
I
.)
,
LIA

':..
~
I
-~

.:»:1../
t ..•..••• 1
AC

Disparo
"Spike"
Fig. 24 - Carga indutiva provoca "spikes" na senóide.

14 SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001


De qualquer modo, os valores mais
usuais são:

100Q:::: R s 1 kQ Típico: R = 100Q ~ ""'"


10 nf sC s 1 ~f C = 22nf /. :\. Rede
AC
I"X I~
A figura 26 mostra a diferença da ~ ~
senóide quando o Snubber é ligado.

b) Taxa de crescimento de corrente •.. ~-----' .


(di/dt) Snubber

Tanto a taxa de crescimento de Fig. 26 - "Spikes"eliminadospelo Snubber.


tensão (dv/dt) como a de corrente (di/
dt), além de deformarem o sinal, po-
dem comprometer a vida útil do com-
ponente "chaveador".
A taxa de crescimento de corrente
Indutor de filtro
(proteção contra *) Fig. 27 - Proteções simultâneas
contradv/dt e di/dI.

pode ser eliminada através de um pe-


queno indutor em série com a carga.
Obviamente ele somente se faz neces- Snubber
Rede
sário se a carga for resistiva (lâmpa- ( proteção contra ~ )
AC
das, resistências, etc.). O princípio de
funcionamento também é elementar, Disparo
pois o indutor opõe-se a variações de
corrente através do campo eletromag-
nético formado por ele. Nesse caso, o Gate
Para o técnico ou engenheiro de
indutor passa a ser um "amortecedor" desenvolvimento que necessitar de
de (di/dt).lnfelizmente se protegermos informações sobre os IGBT's, a revis-
Emissor
o circuito contra di/dt com indutor, tam- ta Saber Eletrônica n.º 326 (março de
bém estaremos aumentando o proble- 2000) publicou um artigo bastante
ma de (dv/dt), pois, antes, uma carga completo sobre o assunto.
puramente resistiva passa a ter uma ~N.;..- ...J J2
parcela indutiva (indutor de filtro). A
~N"""'+ -t J1 _ Si 02
solução definitiva está no uso simul- SSR (Solid State Relays) ,
tâneo das duas proteções, isto é, P+ _ Metal
Snubbere indutor de filtro (figura 27). Os SSRs (Relés de Estado Sóli-
Coletar do) diferem dos relés eletromecânicos
Fig. 28 - Estrutura do IGBT. pelo fato de não apresentarem partes
IGBT (Insulated Gafe Bipolar mecânicas móveis. Essa característi-
Transistor) se notar que a diferença é que a re- ca já atribui uma grande vantagem em
gião N- tem sua condutividade modu- relação ao relé eletromecânico, quanto
O IGBT (Transistor Bipolar de Gate lada por injeção de lacunas a partir a velocidade de operação. Como a
Isolado) não é da família dos tiristores. da região P-, visto que J1 está direta- estrutura interna de um relé de esta-
Embora possua quatro camadas, es- mente polarizada. Essa grande
sas estão na seqüência p - n - n - p, condutividade gera uma menor que- i Ic (A)
e não p - n - p - n como no tiristor. da de tensão em compa ração a um 30
I rlJ
Hoje, esse componente é o que há de
mais moderno no mercado, em termosl
de semicondutores, para médias po-
MOSFET.
A figura 29 apresent a um exem-
pio da resposta dinâmica do IGBT.
17V
I

15 V
- ~

~
v
v =-
tências (2 kV e 1000 A). O IGBT alia Um fato importante é que, na in- 20 13 V
== -
-
duas qualidades: pequena perda na dústria, os IGBT's rarame nte são em- 11 V~
condução (característica dos transis- pregados de forma individ ual. Normal- 9 V...•..
- ~~ ~
.JII
tores FET), e alta velocidade de ope- mente esses
compon entes vêm
ração (característica dos transistores sncapsuraoos na forma d e módulos 10 7."-\.
I 'I
bipolares). de potência, contendo se is IGBT's (fi-
Na verdade, esse componente é gura 30). Essa técnica é utilizada por-
um "híbrida" entre um transistor bípotar que, na grande maioria do s casos, os
e um FET. A sua estrutura básica está IGBT's são usados com o etapa de o ~
ilustrada na figura 28. potência da saída dos in versores de O 1 2 3 4 5
Comparando essa estrutura com a freqüência (acionamento de motores -+ Vce (V)
de um MOSFET convencional pode- CA). Fig. 29 . Curvadinâmicado IGBT.

SABER ELETRÔNICA N2 339/ABRIU2001 ,,,


I I I "
I I I I
Salda com Saída com Safdacom
Saída com
transistor bipolar transistor IGBT TRIAC
MOSFET

- Vcc Fig.31 - Tipos maiscomunsde saídados SSRs.


u v w
Fig.30 - Módulode potência suem um LED próximo aos terminais
IGBT para inversores. de comando em que a chave está li-
gada. Além da praticidade funcional,
do sólido é feita de semicondutores também podemos considerar como
(componentes estáticos), ele pode outra medida de segurança.
operar com velocidades bem mais al- A figura 34 mostra a estrutura de
tas que o relé eletromecânico. duas chaves estáticas trifásicas.
Há duas categorias de relés de Notem que ambas possuem o cir-
estado sólido: "módulos 1/0", e "cha- cuito Snubber já incorporado, dispen-
ves estáticas". Ambas são largamen- sando sua instalação externa. Além
te utilizadas na indústria, sendo a pri- disso, o circuito "detetor de cruzamen-
meira delas de baixa potência, e em- to de zero". Essa técnica é muito im-
pregada como interface entre o co- portante pois, quando utilizamos car-
mando digital e pequenas cargas gas AC, essa deve ser ligada apenas
(solenóides, lâmpadas, eletroválvulas, no cruzamento do ponto zero da ten- Fig.32 - Chaveestáticamonofásicapara25 A.
etc.). As chaves estáticas possuem o são da senóide, e desligada no cru-
mesmo princípio de funcionamento zamento do ponto zero da corrente. A primeira "dica" que damos ao
dos módulos I/O, porém são Com esse recurso, reduzimos as in- técnico ou engenheiro de desenvolvi-
projetadas para operar com alta po- terferências nos demais sistemas mento é quanto à proteção da chave
tência. (EMI) e aumentamos a vida útil da estática. Por ser um semicondutor,
Normalmente, as cargas de uma carga. necessariamente, o fusível associado
chave estática são grandes motores, Ainda com base nas figuras 33 e à chave deve ser do tipo ultra - rápi-
ou grandes bancos de resistores. 34, podemos notar que ambas tem do. A Siemens, por exemplo, tem a li-
Como em breve teremos um arti- suas saídas com TRIACs. Essa é a nha Silized de fusíveis ultra - rápidos.
go específico sobre relés, estudare- forma mais comum dos SSRs. É bom avisar ao pessoal da manuten-
mos apenas a segunda categoria, isto
é, as" chaves estáticas".
Os semicondutores que formam as Carga
chaves estáticas podem ser os mais
~ -0----.
diversos. A série LH da Siemens , por ~ Linha
<11 Detetorde
exemplo, oferece 21 versões, que in- ~ AC
cruzamento
cluem: MOSFETs, transistores
bipolares, ponte de SCR's, e outros
8 de zero

tantos mais. A figura 31 mostra as LED


~ -0-----'
quatro versões de saídas mais co- 8
muns. A figura 32 ilustra o aspecto de
uma chave estática monofásica, onde Fig.33 - Duaschavesestáeficas, sendoumacom comandoDC e outracom AC.
podemos notar uma tampa plástica Ambas,porém,têm a entradade comandoisoladaopticamenteda saída.
que é uma proteção contra choques
elétricos (safety covel). Os furos per-
Csrgs
mitem a medida das tensões sem a ~
necessidade de remoção da proteção.
As chaves estáticas podem ser
re
mono ou trifásicas. Também podem "'
al-<>-l---'
ser encontradas para aplicações em
~
DC e AC. A figura 33 mostra o diagra-
ma de blocos de duas chaves estáti-
cas, uma delas com comando AC.
Geralmente as chaves estáticas pos-
i
16 SABER ELETRÔNICA N2 339/ABRIU2001
Tabela 1 SSR x RELÉ or que a corrente nominal. Por esse
motivo, o parâmetro 12t das chaves
, SSR RELÉ estáticas Uá comentado em SCR's) é
Longa vida Disponível em uma infinidade de
muito importante em seu dimensiona-
Compatível com a lógica dos eis formatos mento.
Não há "repique" de contatos Alta imunidade a EMI e sobretensões
Ainda tentando ajudar os "desen-
cn Alta velocidade Alta isolação entre saídas volvedores", seguem duas tabelas. A
'o
11: Baixa EMI Baixo custo por contato
tabela 1 exibe uma breve compara-
A. Silenciosa Vários modos de alimentação ção entre prós e contras da utilização
Alta resistência mecânica Disponível com extrema alta de chaves estáticas ou relés eletrome-
Alta isolação entre tensão e corrente cânicos. A melhor escolha depende-
entrada e saída Baixa resistência no estado "on" rá de cada aplicação. Acreditamos que
Baixa capacitância na saída
essa tabela possa ajudar na decisão.
Necessita de dissipadcres Baixa expectativa de vida
! Alto preço de contato
••• Alta corrente residual
Tempo de atuação longo
"Repique" de contatos
Além disso, a tabela 2 mostra os
parãrnetros básicos a serem observa-
dos quando optamos em utilizar uma
~ Alta capacitância de saída Barulho chave estática.
. CJ 'Alta resistência no estado "on" Chaveamento gera EMI
Baixa resistência mecânica Tabela 2 Parâmetros dos SSRs
Tensãode isolaçãoentre ín e out
ção sobre esse detalhe, pois os fusí- são extremamente lentos. A segunda Presençade "zero crossiruf'
veis tipo Diazed são iguais em apa- "dica" é quanto à corrente de pico. 12t
rência aos Silized, porém, totalmente Como regra prática, ao escolher uma Tensãode isolaçãoda carcaça
inadequados como sistema de prote- chave estática, sua corrente de pico Snubber interno
ção para chaves estáticas, visto que deve ser (no mínimo) doze vezes mai- Correntede saída (RMS)
Correntede pico da saída
Tensãode controle
ControleDC (4 a 32 Vdc) Tensãoda saída
+ 7 ã Resistênciade "on"
Tensãode isolaçãoentre saídas
Capacitânciade saída

Observação:Na prática,é aconselhá-


vel dimensionaro SSR para funcionar,no
máximo,com 80% da sua potêncianomi-
nal (20% de sobra).Alémdisso.a corrente
de pico deve ser, no mínimo, 12 vezes a
nominal.

CONCLUSÃO
2 3 4 5 6
Vários tipos de tiristores e semicon-
Saídatrifásica
dutores industriais não foram aborda-
dos por este artigo. O que estudamos,
porém, é o que há de mais comum no
ControleAC ( 90 a 280 Vac)
meio industrial. Outros tipos de com-
7 8 ponentes (LASCR, SUS, SBS,
Quadrac, etc.) são de uso muito res-
RETIFICADOR trito, e difíceis de serem encontrados
em campo.
De qualquer forma, ter conheci-
mento dos principais semicondutores
utilizados na indústria é fundamental
ao técnico e ao engenheiro, tanto no
desenvolvimento como nas áreas de
Service, e vendas.
+-~
Para aqueles que necessitam dei-l-••••••.•..•
maiores informações, segueml~QI~'~I-"""'-4
sites muito interessantes:
3 4 5 6
1
[Link]. [Link]::m~p.~IiJ.;.r 4=00:1-4
-' ••••••.••••.••••
SaldatrifásiGa [Link]
Fig.34 - Duaschavesestáticastrifásicas.
Até a próxim ! •
SABER ELETRÔNICA NQ 339/ABRIU2001 I
;
EIVI Nc:JTICIA.S
JEFF ECKERT

TECNOlOGlAS AVANÇADAS agendados para o


2.º semestre deste
Nova "Prova Inteligente" ano.
Detecta Células Cancerosas Cada ano, aproxi-
madamente 800 000
o Lawrence Livermore National mulheres nos Esta-
Laboratory ([Link]) se associou dos Unidos se sub-
à empresa BioLuminate (www. metem a biópsias do
[Link]) para desenvolver seio com lesões que
uma "Prova Inteligente" que oferece as estão longe de ser
mais precisas e atualizadas formas de benignas. Além dis-
detecção de câncer do seio. O proces- so, 225 000 tumores
so não envolve a remoção de nenhum malignos permane-
tecido, mas espera-se que ele alcan- cem indetectados. O pesquisador
doSandiaLab.,MarcusKnoduson,manuseia
duas
ce uma precisão com o nível obtido Usando a Prova cita- placasvoadorasnamãodireitae câmarasdasuaarmadealta
pela biópsia cirúrgica para detectar da, cerca de muitas tecnologia
namãoesquerda - FotoporRandyMontoya.
células cancerosas. Os primeiros es- cirurgias desnecessárias podem ser nhas denominadas "placas voadoras"
tudos com seres humanos estão eliminadas, com uma economia de a uma velocidade de 20 km/s. Apenas
aproximadamente 2 bilhões de dóla- para referência, isso significa aproxi-
res por ano. madamente 20 vezes mais rápido que
Sensores na ponta de prova me- a bala de um rifle e mais de 3 vezes a
dem propriedades ópticas, elétricas e velocidade necessária para escapar
químicas, que se sabe serem diferen- da força gravitacional da Terra (veloci-
tes quando comparadas entre um te- dade de escape). O Acelerador Z usa
cido sadio e um canceroso. Parece 20 milhões de arnperes para criar um
que existem aproximadamente 7 indi- campo magnético que impulsiona as
cadores de câncer de seio. O disposi- placas e também as aquece a tempe-
tivo deverá estar disponível comerci- raturas de 2500 °K, o que é suficiente
almente em 2003. para liquefazer bolinhas de alumínio.
Teoricamente, o dispositivo pode ser
modificado para criar uma arma de
Arma Magnética Propulslona "morte cinética", um conceito que está
Bolinhas a 20 km/s sendo estudado. Aplicações não béli-
cas incluem a símutação dos efeitos
Karen Lauer, pesquisadora médica assistente O "Acelerador Z' construido pelo do lixo espacial batendo na carcaça
parao Programa deTecnologia Médicado Sandia National Laboratories (www. de veículos espaciais, e uma avalia-
LLNLexaminaa ProvaInteligente - Fotopor [Link]) usa um campo magnéti- ção generalizada dos efeitos da pres-
JulieKorhummel, cortesiaLLNI. co para propulsionar pequenas boli- são e temperatura em vários metais.

18 SABER ELETRÔNICA N2 339/ABRIU2001


Um artigo que vai sair no Journal of o projeto foi financiado por uma pela Sharp, Pioneer e a Universidade
Applied Physics deverá dar uma des- verba de 2,3 milhões de dólares da Waseda está fazendo exatamente
crição detalhada do processo. I National Science Foundation. A rede isso, com membros adicionais que in-
aumentou enormemente a capacida- cluem a Kenwood, Marantz, Teac,
de de comunicação do Centro de JVC, Yamaha e outros.
COMPUTADORES E REDES Aprendizado e os residentes estão cri- A técnica usada é a modulação
ando programas educacionais tanto Sigma-Oelta, que é uma versão me-
Internet Sem Fio Alcança Tribos para adultos quanto para crianças. lhorada da modulação Delta desenvol-
Americanas Nativas via Rede Mais informações podem ser obtidas vida em 1940 para aplicações em te-
Alimentada por Energia Solar I em [Link]. lefonia de voz. Melhor do que empre-
gar muitos bits para representar a re-
Pesquisadores da Universidade dJ lação entre a linha de referência (zero),
Colorado (San Diego - UCSD) cria- Aquisição de Dados um bit único representa a mudança
ram um tronco sem fio de 45 Mbps que Baseada em PC Grátis (delta) de um nível prévio (para expli-
conecta a linha costeira de San Diego cações detalhadas visite http://
com as áreas montanhosas da regiã6 Os computadores pessoais tem [Link]/-rostl/t-blt/). Isto requer
leste do Condado, a qual inclui as re- sido usados há vários anos em diver- uma velocidade muito maior de
servas nativas de La Jolla e Pala. A sas aplicações envolvendo aquisição amostragem, a qual deve ser feita a
Hígh Performance Wíreless Research de dados e controle, tais como teste 2 822,4 kHz, o que é 64 vezes mais
and Education Network (HPWREN) é elétrico e mecânico, monitoração, con- rápido do que a taxa usada pelo CD-
um link experimental alimentado por trole de processos, agricultura, player, que é de 44,1 kHz.
energia solar que se destina a possi- aquacultura, etc. Se você está curio- Existem diversas vantagens nesta
bilitar acesso de alta velocidade à so com a possibilidade de colocar seu abordagem, a qual é a base do for-
Internet para tribos remotas. cp PC em tais tarefas, deve entrar no site: mato SuperAudio-CD proposto pela
HPWREN também "Iinca" a UCSO [Link] e procurar por um kit Sony e Philips. Uma delas é que um
com diversas estações de campo. As de aquisição de dados para iniciantes amplificador de t-bit consome meta-
reservas indígenas estão localizadas grátis (starter kit). Este kit inclui o de da potência e produz 118 do calor
em áreas geográficas que vão desde software WinOaq da empresa e diver- quando comparado com um equipa-
picos com 5000 pés de elevação 1 sos catálogos e artigos sobre o assun- mento convencional. Também se afir-
vales de apenas 200 pés. Não é pos- to, fornecidos num CO. Você também ma que sua reprodução se aproxima
sível ter linhas diretas para as torres poderá obter o hardware de aquisição mais do som analógico tradicional.
de microondas existentes e a área da de dados 01-194, que possui 4 entra- Mais ainda, a tecnologia poderá ser
reserva de La Jolla não está ligada à das analógicas, duas entradas digitais usada para o processamento de sinais
rede de energia elétrica. Foi necessá- para controle remoto, uma saída digi- de vídeo e dados. O primeiro amplifi-
rio portanto instalar uma estação tal com um gerador de onda quadra- cador de 1-bit da Sharp, o SM-SX-1 00,
retransmissora alimentada por ener- da e uma velocidade de amostragem tem uma resposta de freqüência de 5
gia solar nas proximidades do Monte selecionável até 240 amostragens por Hz a 100 kHz , uma faixa dinâmica de
Palomar. segundo. Uma porta serial foi incluí- 105 dS e uma potência de 100 W por
da, a qual conecta o 01-194 à porta canal. O preço sugerido para a unida-
COM de seu computador e ele tam- de de 18,5 kg é terrível: 14 995 dóla-
bém tem um bloco terminal para co- res, mas a Sharp deverá apresentar
nexão a sensores remotos. outros modelos com custo tão baixo
quanto 500 dólares.

CIRCUITOS E COMPONENTES
Baterias que Podem Ser
Tecnologia de Um Bit: Recarregadas com Eletricidade
O Futuro do Áudio? ou Calor

A crença convencional é de que se o Laboratório de Propulsão a Jato


necessita de pelo menos 16 bits de da NASA patenteou um novo projeto
precisão na gravação digital para ter de baterias de armazenamento que
uma faixa dinâmica decente de 96 dB podem ser carregadas da maneira elé-
(6 dB por bit). Para desafiar essa lógi- trica convencional e também termica-
ca os maiores fabricantes de equipa- mente usando energia solar ou calor.
mentos de áudio estão desenvolven- Neste projeto, um anodo e um catodo,
do uma tecnologia de 1-bit, como o ambos feitos de grafite, são circunda-
formato que deverá melhorar a fideli- dos de brometo de silício que foi dis-
Instalação de um segmento de seis pés para b
dade da próxima geraçao de apare- solvido num solvente não aquoso. Os
link finaldo site de LaJalla,naPalamar lhos de som. Mas, o Consórcio de eletrodos são separados por uma
Mountain - cortesia UCSD. Áudio de t-Bit formado em fevereiro membrana para troca de íons, a qual

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU200~ 19


não é permeável ao brometo. No es- site para oferta de empregos de modo
tado de carga completa da bateria, o a expandir os serviços para seus
anodo é carregado com lítio, que for- membros no mundo inteiro.
nece cargas negativas à grafite. Os Os sócios podem submeter dados
átomos de bromo neste estágio são profissionais e suas exigências em
dissolvidos livremente no solvente. À termos de salário, tipo de trabalho e
medida que a bateria se descarrega, local.
o bromo se deposita no catodo en- Se houver retorno, os resultados
quanto que o Iítio é liberado do anodo. são enviados ao interessado por E-
Na bateria descarregada, o catodo mall, Apesar de ser aplicado só aos
estará carregado de bromo, enquan- membros, o serviço poderá ser
to que o anodo terá perdido quase acossado por todos em www/[Link]/
todo o seu lítio. A bateria poderá ser jobs.
E VOCÊ APRENDE recarregada aquecendo o catado a 49
graus Celsius ou próximo disso, o que
NA MELHOR
faz com que o bromo seja levado de Lucent Anuncia Perdas
ESCOLA DE PROFISSÕES volta ao solvente. Depois do catodo no Quarto Trimestre
PELO EXCLUSIVO esfriar à temperatura ambiente, a ba-
., SR - SYSTEM " teria estará pronta de novo para uso. A Lucent Technologies anunciou
( SELF REALlZATION ) É estimado que as baterias baseadas uma perda de 1,02 bilhões de dóla-
neste projeto podem produzir 4 V por res, o que traduz uma perda de 0,30
PROJETOS DE célula. dólares por ação. Esta é a maior que-
CIRCUITOS ELETR()NICOS (4pgtos.)
A NASA mantém a patente, mas da comparada ao mesmo período do
FORNOS MICROONDAS (3pgtos.) licenças exclusivas e não exclusivas ano passado, quando a empresa teve
ANTENAS COMUNS estão disponíveis para desenvolvi- uma perda de 1,08 bilhões de dólares
E PARABÓLICAS ( 4 pgtos.) mento comercial. Detalhes podem ser ou 0,33 dólares por ação. Em respos-
obtidos no [Link] (esco- ta, a Lucent planeja reduzir em 8% sua
ELETR()NICA INDUSTRIAL ( 5pgtos.)
lha a opção "Electronic Componentes força de trabalho de 10 000 emprega-
TV EM CORES (7 pgtos.) and Systems"). dos.
A empresa deverá ser reestru-
MINICOMPUTADORES E turada cortando 2 bilhões de dólares
MICROPROCESSADORES (7 'gtos.)
INDÚSTRIA E PROFISSÃO anuais de seu custo operacional, o que
ELETRtJN1CA DIGITAL ( 8pgtos.) envolve a eliminação de linhas de pro-
ELETRODOMÉSTICOS E Site Atualizado Para dutos não lucrativas, uma mudança de
lNSTALAÇ(jES ELÉTRICAS Quem Procura Emprego sua divisão de microeletrônica (e seus
BAsICAS ( 8pgtos.) 16 000 empregados) e a venda de
o Instituto de Engenheiros Elétri- suas instalações em Columbus, Ohio
pRATICAS DIGITAIS (10 pagtos.) cos e Eletrônicos (IEEE) atualizou seu e Oklahoma City. •

PROMOÇÕES VÁLIDAS ATÉ 30/07/2001 Load secaratcr Impermeable


...----VVV'-----, by Br3 or Br2
pRATICA DE CIRCUITO IMPRESSO Graphile Cathode
( somente à vista) /1~raPhite Anode

\+ I -I
1
IPDTEL
CEP.: 05049-970 Caixa Postal 11916
I,
Heat-ú' ~
Lapa- [Link]- F.: (011) 3641-8166 ,
PEÇO ENVIAR-ME PELO CORREIO ....•.
Br2/Br-
,,
INFORMAÇÕES GRATUITAS
,
CursO! •••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••
Nome:•••••••••••••••••••••••••.•..•••••••••••••••••••....••••••••••••• L.... , '-

Rua; ••.•••••••••••••••••••••...•••••••••••••••••••••••••••••••••••••••.• I
Nonaqucous Solvant ContainingL(lilr-
••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• N° ••••.•••••••••••• . I
Glllallll •••••••••••••••••••••••••..••••••••••••••••••..••••••...••••••••
Eatado
------------------------------------------------------------
CEP Uma bateria eletroquímica recarregável mostra a intercalação reversível
Anote Cartão Cosulta nO 1022
enne o Lítio e o Brometo na grafite - Cortesia NASA.

20 SABER ELETRÔNICA NQ 339/ABRIU2001


pt0gramas prontos disponibilizados pela nossa
rede de consultores agilizam a programação e
aceleram o desenvoMmento do projeto.

/
O sistema operacional DSP-BIOS viabiliza a
I
análise dos sinais em tempo real.

_OSPslllia
~D"" P
~
r"\ A Texas lnenumenta co~hece muito bem as dificuldades que você pode enfrentar ao iniciar o desenvolvimento
de um sistema
baseado em uma nova tecnologia E foi exatamente por compreender tão bem suas necessidades que disponibilizamos todos
mASINST~ os recursos necessários para que você comece a programar e implementar o seu sistema DSP de forma simples e rápida
noINOLOOY Assim nasceu o eXpressDSP, um conjunto de iniciativas revolucionárias envolvendo desde a padronização de sottware e
a1goritmos até a criação de ferramenta~ integradas de desenvoMmento, tudo isto visando facilitar a sua totallmersão na tecnologia DSP com
o que existe de melhor hoje no mercado de alta tecnologia:
• Ferramentas integradas de desenvoMmento: placas DSK (Starter kits) e EVM utilizadas em conjunto com o software Cade Composer
simplificam o desenvolvimento e tomam possfveí a completa visualização dos dados e sua analise em tempo-real, facilitando a ofmização
imediata do seu programa. I
! Famnia !IFeI=Mrr8lJ;mh;'
leI;;ntatãddeiêõoeaeneMmvolvlmento;õi;;i;;;;;;;---------! PlN Texas Instrumenta I
IC24x
___
I Slarl~ kit lMS32OLF2407 (placa eZdsp + Cada Composer)
EVM]'MS320LF2407(Placa EVM + COde composer
RTM)
I lMDS3P761119
TMDS3P701016
. I
IC540X
___
I Staner kit TM$32OVC5402 (PIiIca DSK + Code Composer StuclIo)
EVM lMS320VC5410 (Placa EVM + Code ~r Studlo)
IlMDX320005402
TMDS3P603121
I
C6000 I Starter kit Th1S32OC6711 (Placa DSK + CoOOcomposer Studo)
EVM Bundle TMS32OC62x (Placa EVM + Code Cornposer Studio)
I TMDS320006711
TMDS326006201
I
--
I I
EVM BundlG lMS320C67x (Placa EVM + Code COmposerStud1o) TMDX326000701

• Rede de consultores: um elevado número de empresas e consultores independentes disponibilízam programas e aplicações prontos
para a arquitetura DSP TMS320, riabilizandO a rápida lntsqraçâo de funções ao seu próprio programa.
• Paàronização dos algoritmos: ao seguir certas recomendações de paàronização na metoàologia àe C1esenvolvimento dos algorllmos,
você pode adicionar quaisquer m6dulos de sottware ao seu próprio programa o que garante a completa interoperabilidade e reutllização.
• Sistema operacional DSPIBIOS; ~sidente no próprio DSP,o DSPIBIOS viabiliza O processamento multi-tarefa e a análise em tempo
real dos dados do seu programa,
V9nna conferfr maiores detalhes sobre fi ib, ;c;iativa eXpressD8P em nossa [Link].u!com_Aflna/.aTexaslnstrumentsfaz de tudo para
qU9 v~ ponha lOl1a a gua cniltlvldade na ponta dos dedos!
T9xaS Ingtrom9nts T91:(11)!55fJ6.!5133, fax.:(11 )55Oti-0544 Web"ite;[Link].çomlbrasil E-mail: teXlllHlUporto@[Link]
Distribuidores: Avnet (11) 5079-2150, /ns/gnr (11) 5505-6501, PanlArrow (11) 3818-9800
I
v
PROJETANDO
FILTROS
5.1 - OS FILTROS crescente a partir da freqüência para
Aten. (db) ripple da
o qual ele é calculado, observe a fi- .Ifaix
........................•......
õ
r... a passan te
Os filtros são elementos
mentais dos circuitos
funda-
que utilizam
gura 2. .. ;·..·f·
~ faixa de
DSPs. Assim, tanto na entrada como Atenuação (dB) i transição
na saída de um DSP são necessários ~~I
filtro ideal
...
; ~ :! .
filtros, sendo que a própria função que 01----0.::.: ;
j ~..
eles exercem também pode ser a de
um filtro. Eles podem ser configura-
dos de modo a funcionar como exce-
lentes filtros em aplicações práticas de
todos os tipos.
-10 \~ filtro

"-faixa~
passante
to l rípple da
1 faixa
~faixa~
f (Hz)
bloqueada

bloqueada
-20 -t--o!---!o-!o'-~~
f (Hz)
Dessa forma, ao trabalhar com 10' 1i:1' Fig.4 - Ripplena respostade um filtro.
DSPs, um ponto de grande importân-
Fig. 2 - O filtro ideal e o real.
cia para o projetista é conhecer a teo- Outro problema que costuma ocor-
ria básica de funcionamento dos fil- rer é que componentes passivos como
tros. Para um filtro RC podemos aumen- resistores e capacitares alteram suas
De modo a ajudar aos leitores que tar sua eficiência obtendo uma atenua- características com a temperatura e
estão começando agora com os DSPs ção muito mais acentuada a partir da com o tempo, o que quer dizer que o
e mesmo àqueles que precisam freqüência para o qual ele é calcula- filtro muda sua resposta em função de
reciclar os seus conhecimentos sobre do (freqüência de corte) se associar- condições ambientais e mesmo com
filtros, vamos tratar um pouco deste mos diversas células em série, con- o passar do tempo.
tipo de configuração. forme ilustra a figura 3. Em muitas aplicações práticas é
O tipo mais comum de filtro, com necessário usar componentes variá-
que a maioria dos leitores está famili-
arizado, é o filtro analógico.
EO
R ..I.
• os veis nesses filtros de modo a se po-
der fazer sua sintonia.
Nele, componentes passivos como
resistores, capacitares e indutores são cI Na prática, além dos filtros RC
existem diversas outras configurações
interligados de modo a deixar passar que são muito usadas em projetos.
Fig.3 - FiltroRCcom três
sinais de determinadas característi-I Será interessante fazermos uma
células (passa-baixas).
cas, conforme mostra a figura 1. breve análise de algumas delas antes
No entanto, se analisarmos estes de entrarmos no ponto em que o DSP
filtros veremos que eles não são per- A quantidade de células que for- se torna importante.
feitos: eles não cortam todos os sinais ma o filtro é associada à sua "ordem".
de freqüências indesejáveis conforme Assim, quanto maior for a ordem de
seria de esperar, e além disso podem um filtro, maior será sua eficiência. 5.2 - TIPOS DE FILTROS
introduzir alterações de fase que de- Entretanto, filtros semelhantes que
pendem da freqüência. usam componentes passivos como a) Butterworth
Em suma, os filtros comuns não resistores e capacitores possuem di- Uma das configurações mais co-
apresentam uma linearidade total ao versas desvantagens práticas. nhecidas de filtro é a denominada
longo da faixa de freqüências em que Uma delas é que os componentes Butterworth, veja a figura 5.
devem operar. introduzem alterações de fase (confor-
Assim, um filtro passa-baixas, se me já falamos) que se modificam de
EO • oS
for feito da forma analógica tradicio- acordo com a freqüência dos sinais, o R J.
nal usando componentes
mesmo amplificadores
passivos e
operacionais,
dependendo de sua configuração slrn!
que nos leva a uma resposta como a
da figura 4, a qual pode ser um fator
de degradação importante em deter-
cI
plesmente apresenta uma atenuação minados tipos de projetos. Fig. 5 - FiltroButterworthde
I 3 células(3ª ordem)ou 6 elementos.

EO T~ o s EQ-JI~:t~-os Este tipo de filtro tem uma respos-


_0
J.. I
C ta plana em termos de amplitude
abrangendo toda a faixa de freqüên-
cias em que opera. Na figura 6 mostra-
Eol=T~S
R •• R..[Link].
mos sua curva de resposta onde des-

-r
tacamos que, dependendo da ordem,

I cI cI temos um aumento da eficiência com


um corte cada vez mais acentuado a
partir da freqüência para a qual ele é
I
Fig. 1 - Filtrosanalógicos. calculado. A desvantagem principal
deste filtro é que para se obter uma

SABER ELETRÔNICA N° 339/ABRIU2001/ 23


fazendo sua filtragem na forma digital
Atenuação (dB)
(através de um programa) obtemos
Ol--"""""","""",""~,,,,- uma série de vantagens em relação
-10 aos filtros analógicos, que justificam
-20 plenamente sua utilização.
-30 A primeira delas é que o processa-
-40 mento do sinal na forma digital permi-
5 3 te que ele funcione exatamente sem-
-50
, . f (Hz) pre da mesma forma, independente-
fe ac 5fe toro mente de alterações de valores de
Fig.8 - Comparando
filtros. componentes por questões de tempe-
Fig.6 - A atenuação
depende
donúmerodeelementos. ratura ou tempo, porque esses com-
No entanto, a grande vantagem em ponentes simplesmente não existem.
grande eficiência, é preciso que ele relação aos anteriores, observe a figu- A segunda vantagem é que é pos-
seja de ordem muito elevada (muitas ra 9, está na resposta de fase ali apre- sível alterar as características do filtro
células devem ser usadas, as quais sentada. a qualquer momento simplesmente fa-
também são responsáveis por uma for- zendo sua reprogramação. Para um
te atenuação no sinal que deve passar). Retardo (ns) filtro comum isso implica em ajustes e
troca de componentes, o que leva sem-
b) Chebyshev Butterworth pre a um trabalho não muito simples.
A principal característica deste tipo Um DSP programado como filtro
de filtro é apresentar uma certa ondu- passa-baixas, por exemplo, pode ser
lação de ganho na faixa de operação facilmente alterado para ser um filtro
(rípple), conforme mostra na figura 7. passa-altas pela simples reprograma-
ção. Na forma analógica isso exige não
Atenuação (dB) . . só a troca dos componentes, mas tam-
fe
1 2 f (Hz) bém mudanças na forma como eles são
Fig.9 - Alteração
defasenos ligados, conforme ilustra figura 10.
filtrosButterworth
e Bessel.

- 20

-40-l---!-.
1
---j---r.-+
10 f(Hz)
QUE FILTRO USAR?

A grande desvantagem do uso de


~ R
c....
..I.
~~

Passa-baixas
~}~

..I.
IR
Passa-altas
filtros analógicos providos de compo-
DSP DSP

1 "-r
Fig.7 - Ondulação
naresposta nentes passivos e mesmo com a adi-
deumfiltroChebyshev. ção de amplificadores operacionais
pro Programa
está na quantidade de componentes 2
Nele também notamos que a par- que devem ser empregados, no com-
tir da freqüência de corte ocorre uma promisso da fase com a amplitude que Passa-baixas Passa-altas
certa ondulação que deve ser consi- deve ser muito bem analisado no que
Fig.10 - Bastatrocaro programa
derada em certos projetos. se refere à escolha do tipo e finalmen-
paramudaro filtroDSP.
te, na dificuldade em se manter os
c) Elíptico parâmetros fixos dentro de uma faixa
O filtro elíptico ou Cauer apresen- de temperatura e ao longo do tempo; Existem duas formas principais de
ta características semelhantes aos isso sem se falar na própria influência filtros digitais que são implementadas
anteriores, mas com a diferença de da tolerância dos componentes que com o uso de DSPs: o Filtro de Pul-
que sua resposta de fase ao longo da podem exigir ajustes com o uso de sos de Resposta Finita (FIR) e o Filtro
faixa de operação é extremamente componentes variáveis. de Pulsos de Resposta Infinita (IIR).
não linear. Uma alternativa muito importante Para que os leitores entendam
Seu uso limita-se, portanto, às apli- que se torna fácil de implementar com como eles funcionam tomamos como
cações em que a fase não é impor- o uso de DSPs é a dos filtros digitais. base para nossas explicações as con-
tante. figurações do tipo "passa-baixas", se
bem que o raciocínio envolvido possa
d) Bessel 5_3 - FILTROS DIGITAIS ser facilmente transferido para outros
O filtro de Beesel tem uma carac- tipos de filtros.
terística de atenuação a partir da fre- Uma das aplicações mais impor-
qüência de corte melhor do que oRe, tantes para os processadores digitais a) Filtro de Impulsos de Respos-
mas não tão acentuada como a dos de sinais (DSPs) é a que permite que ta Finita (FIR)
filtros de Chebyshev e Butterworth sejam programados para funcionar Na figura 11 mostramos um diagra-
conforme ilustra a figura 8. como filtros. Digitalizando um sinal e ma de blocos que representa este tipo

24 SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001


de filtro e a partir do qual daremos nos- temperatura(Oe) variação abrupta do sinal conforme
sas explicações. uma função previamente estabelecida,
o que justamente caracteriza a ação
de filtragem. Uma característica mui-
to importante deste tipo de filtro é que
ele pode ser adaptado para ter uma
resposta de fase linear.
10
y(n) b) Filtro de Impulsos de Respos-
tempo
ta Infinita (11R)
Fig. 11 - Filtro de Impulso de 12345678 Na figura 14 temos um diagrama
Resposta Finita (FI R). Fig. 12 - Valores da tabela plotados. de blocos que representa este tipo de
filtro.
Na entrada deste filtro é aplicada Vamos agora fazer um gráfico que
envolva em cada instante três y(n)
t-- ......•......••
uma série de valores digitais discre- x(n)O+[Link]--~
tos que representam as intensidades amostragens, sendo elas a do instan-
instantâneas do sinal analógico te considerado e duas anteriores (o
amostrado. O "z" nos blocos represen- coeficiente deste filtro, para maior fa-
ta a Transformada Z que é uma fun- cilidade de entendimento, será consi-
ção matemática usada neste tipo de derado unitário).
circuito (os leitores que desejarem ir Temos então:
além no entendimento da matemáti- a) Primeiro valor: (O+ O + 21)/3 = 7 Fig. 14 - O filtro de impulsos
ca que envolve este tipo de aplicação b) Segundo valor: (O+ 21 + 21 )/3 = 14 de resposta infinita.
podem procurar literatura mais com- c) Terceiro valor: (21 + 21 + 21)/3 = 21
pleta sobre o assunto - ver bibliogra- d) Quarto valor: (21 + 21 + 15)/3 = 19 Nele, em lugar da saída depender
fia no final desta ligação). e) Quinto valor: (21 + 15 + 35)/3 = 23,6 apenas de um número finito de amos-
O bloco Z-1 representa uma retar- f) Sexto valor: (15 + 35 + 21)/3 23,6 = tragens prévias. o sinal de saída de-
do para um ciclo de amostragem, o g) Sétimo valor: (35 + 21 + 21)/3 = 25,6 pende de todas as amostras previa-
que também é denominado "retardo mente obtidas. Como não se pode
unitário". Neste diagrama x(n-1) repre- Colocando estes valores num grá- determinar exatamente quantas amos-
senta o valor amostrado 1 período fico, temos o mostrado na figura 13. tragens serão feitas numa aplicação
antes e x(n-2) dois períodos antes. prática deste tipo de filtro, dizemos que
Isso significa que o sinal de saída temperatura(0C) ele se baseia num número infinito de
representado por y(n) é resultante da 40 r······:~Ori9inal pulsos de amostragem.
combinação das três últimas amostra- !! plotado
gens multiplicado por um determina- 30
do coeficiente de filtro, que determina ! i ~ 5.4 - IMPLEMENTANDO

rrr
o tipo de filtro a ser implementado. FILTROS DIGITAIS
Para efeito de entendimento vamos
imaginar que o sinal que varia e que Cada um dos diversos tipos de fil-
está sendo amostrado é a temperatu- tros que analisamos nesta fase de
ra de uma sala, tomada em intervalos ~ . . . ~ . . nosso curso tem características apro-
12345678
de tempo de 1 hora, conforme mostra priadas para um determinado tipo de
a tabela abaixo: Fig. 13 - Saída do filtro FIR. aplicação e podem ser encontrados
tanto em configurações anatóorcas
Hora/Período x(n) Valor
Neste mesmo gráfico fazemos a quanto digitais.
(graus DC) dos valores amostrados.
superposlção No entanto, quando trabalhamos
O x(O) 22 Conforme podemos ver. quando com DSPs que precisam operar com
1 x(1) 21 acontece uma variação grande do va- sinais na forma digital, a obtenção de
2 x(2) 21 lor do sinal amostrado, ela não tem funções que levem à representação de
3 x(3) 15 n uma resposta imediata exatamente funções dos filtros de Bessel e
4 x(4) 35 (**) Gomo ocorre no caso de um filtro ana- Buterworth não é muito simprss.
lógico comum. A resposta depende de Isso significa que para usar com
5 x(5) 21 I um número finito de amostragens, daí DSPs os filtros digitais são os mais
6 x(6) 21
o nome do filtro. Para termos a ação indicados.
(*) Abriram a porta de filtragem bastará então aplicar aos Assim, conforme vemos na figura
(**) Ligaram o aquecedor coeficientes de filtro valores que de- 15. podemos associar filtros FIR de di-
pendem da ação desejada. De acor- versas formas para obter o sinal da
Colocando estes valores num g~á- do com o valor amostrado poderemos forma que desejamos. Nesta figura
fico. obteremos o que é mostrado na modificar o coeficiente (que no nos- mostramos que podemos obter um fil-
figura 12. so caso é 1) de modo a atenuar uma tro FIR de segunda ordem.

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU20d1 25


Nas aplicações práticas os filtros y(n)
x(n)>-
FIR são preferidos nos casos em que
a resposta de fase do circuito é im-
portante. Tais filtros são estáveis e
permitem um elevado grau de contro-
le do sistema.
Por outro lado, os filtros de pulsos
de resposta infinita possuem uma res-
posta de fase muito pobre e são ex-
tremamente não-lineares no final da 2
faixa. Muitos softwares criados para Fig.15- Associando
filtrosFIR.
o desenvolvimento de filtros com
DSPs ignoram este tipo de filtro. tes erros são maiores nos filtros /IR 5.6 - CONCLUSÃO
Uma outra vantagem dos filtros FIR devido à presença de elementos de
em relação aos /IR é que o primeiro realimentação. Filtros de todos os tipos podem ser
tipo de filtro deixa passar o sinal ape- b) Quantização do sinal implementados com a utilização de
nas num sentido, enquanto que o se- Os conversores analógicos para DSPs. As vantagens no uso de DSPs
gundo possui componentes de feed- digital - ADCs introduzem erros na para essas funções são patentes: po-
beck (realimentação) que devem ser quantização do sinal em quantidade demos alterar as características do fil-
levados em conta num projeto e que, que depende do número de bits na tro a qualquer momento simplesmen-
dependendo do nível em que essa saída para os tipos comuns. Para os te mudando a programação, além do
realimentação estiver presente, ela tipos Sigma-Delta esses erros depen- que elas não são dependentes das in-
poderá instabilizar o circuito, exigindo dem apenas do projeto. fluências que normalmente afetam os
portanto muito mais cuidado por par- c) Coeficiente de quantização componentes dos filtros analógicos
te do projetista. Os efeitos do coeficiente de comuns. Para os leitores que preten-
quantização são maiores nos DSPs de dem trabalhar com DSPs o conheci-
ponto flutuante. Para os tipos de 32 mento das tecnologias que envolvem
5.5 - O QUE CONSIDERAR AO bits ou mais, esses efeitos podem ser o projeto de filtros é fundamental, re-
SE PROJETAR UM FILTRO desprezados. comendando-se, portanto, um apro-
d) Overflow Interno fundamento no assunto. Em especial,
Da mesma forma que ao se proje- Em alguns processadores quando destacamos a necessidade de se én-
tar filtros analógicos, deveremos ter a função matemática produz uma saí- tender bem os filtros digitais.
certos cuidados ao implementarfiltros da maior do que a capacidade do acu-
usando DSPs. mulador, o resultado pode ser trunca-
BIBLIOGRAFIA:
Diversos são os itens que devem do com a introdução de erros.
ser levados em conta, como: e) Efeitos da Faixa Dinâmica · A Sim pie Approach to Digital Signal
a) Ruídos A faixa dinâmica do DSP limita a Processing - Craig Marven & Gillian Ewers
- Texas Instruments
Os filtros digitais apresentam erros performance do filtro e depende do · Understanding Digital Signal Processing
inerentes e, por isso, consistem ape- número de bits que são utilizados. - R. G. Lyons - Addison Wesley
· Digital Filters - R.W. Hamming-
nas numa aproximação dos sistemas Para um DSP de 16 bits a faixa dinâ- Prentice Hall
analógicos originais. Os efeitos, des- mica é de 96 dB.

'"
PARTE PRATICA
Engo Rafael S. J. de Souza

TUTORIAL DO LABORATÓRIO importância para o desenvolvimento funções bastante comuns no preces-


de qualquer programa, além de todos samento digital de sinais e é escrita
Na edição passada foi apresenta- os passos para a construção de um totalmente em assemblerpara consu-
da uma aplicação de filtro digital bas- projeto. mir o mínimo de espaço de memória
tante utilizada no mundo do preces- Nesta parte do curso não será e de ciclos de processamento.
samento digital de sinais, além de al- apresentada nenhuma característica O projeto desta etapa é baseado
guns tópicos muito interessantes para adicional do Code Composor Studío, totalmente na DSPLlB e funcionará
avaliar o desempenho e corrigir even- mas sim uma maneira diferente de se como um analisador de espectro digi-
tuais erros de programação. A capaci- fazer os programas utilizando funções tal, que converte um sinal de entrada
dade gráfica, os breakpoints e os já prontas, a biblioteca DSPLlB. representado em um gráfico (amplitu-
probe points serão abordados nova- Esta biblioteca, já incluída no Code de x tempo) em um sinal represen-
mente neste capítulo, dada a sua Composer Studío, possui diversas tado no espectro de freqüências

26 SABER ELETRÔNICA NQ 339/ABRIU2001


(amplitude x freqüência). A implemen- iniciada em um endereço múltiplo de dos ".input". Observando o arquivo
tação é algo complexa, porém a 2048. Isso é necessário, pois o ([Link]), note que esta seção é
DSPLlB já possui uma função bas- algo ritmo da transformada rápida de uma das que se inicia em uma posi-
tante avançada e muito comum em Fourier trabalha intensivamente tro- ção de memória múltipla de 2048, que
processamento digital de sinais: a cando dados entre endereços de uma é uma condição das variáveis utiliza-
transformada rápida de Fourier (FFT maneira bastante especial, e sem das pela transformada rápida de
- "Fast Fourier Transform"). esse comando adicional certamente Fourier.
ele não irá funcionar (não tente isso Prosseguindo com a construção do
em casa!). projeto, ainda restam alguns arquivos
MONTANDO O PROJETO Agora você deve digitar a listagem bastante importantes como a bibliote-
3, salvá-Ia como (an_esp.c) e incluir ca de suporte em tempo real, neces-
o projeto a ser criado possui dois esse arquivo no seu projeto da mes- sária para os programas em lingua-
módulos principais: um gerador de ma maneira que os anteriores. Ape- gem C, e por fim o arquivo da bibliote-
ondas senoidais que utiliza funções da sar deste código-fonte ser completa- ca da DSPLlB, necessário para as fun-
DSPLlB e o módulo da transformada mente diferente do apresentado na ções especiais do analisador de es-
de Fourier propriamente dita. Para isso parte anterior do curso, é possível pectro. Estes arquivos são, respecti-
serão incluídos alguns arquivos em identificar algumas semelhanças, tais vamente, o ([Link]) presente no
nosso projeto, alguns velhos conheci- como a função principal "void rnain diretório (c:\ti\c5400\cgtools\lib) e já
dos como o arquivo de vetares de in- (void)" delimitada pelas chaves {}, a conhecido da etapa anterior do curso,
terrupção ([Link]), o arquivo de definição das variáveis utilizadas nas e o ([Link]) presente no diretório
configuração de memória do linker linhas iniciadas por DATA,int e long e (c:\ti\c5400\cgtools\dsplib) .
([Link]) e a biblioteca de supor- a chamada a funções auxiliares (nes- Certifique-se também de verificar
te em tempo real ([Link]), e os novos te caso: sine, cbrev, rfft e sqrt_16). As as opções do projeto para poder ob-
arquivos da DSPLlB e o arquivo de diferenças começam a aparecer aqui, servar melhor o funcionamento de to-
código-fonte em si. pois se o leitor observar o programa das as etapas do gerador de ondas
Crie um projeto em Project ~ New anterior verá que as duas funções senoidais, do analisador de espectro
de nome (an_esp) no diretório de auxiliares lá utilizadas (sinegen e filter) e também para poder utilizar as fun-
c:\ti\myprojects\an_esp - para ver em eram declaradas nas duas primeiras ções da DSPLlB. Verifique as seguin-
detalhes como fazer isso, veja os la- linhas de código. Além disso, as fun- tes opções no menu Eroiect -7
boratórios anteriores. Escreva as ções estão presentes ao final do pró- Options: na pasta Compiler escreva na
listagens 1 e 2 referentes aos arqui- prio arquivo, sendo possível ver e caixa "Include Search Path" o diretório
vos de configuração do linker e da ta- modificar o seu conteúdo. dos arquivos de header da DSPLlB
bela de vetores e inclua-os ao projeto O que mudou, então? Veja o início (c:\ti\c5400\cgtools\dsplib\include); na
(Project ~ Add Files to Project) - tam- da listagem 3 aonde aparecem as li- pasta Assembler marque a opção
bém disponíveis no site da Saber Ele- nhas "#include< ... .>" e cada arquivo "Enable Symbolic Debug Information"
trônica: (math.h, tms320.h e dsplib.h) possui e clique em OK. Pronto! Agora você
[Link] uma ou algumas declarações das fun- pode construir o projeto no menu
[Link]. Como estes arquivos são ções utilizadas no programa - estes Project-e Builo e carregar o programa
muito semelhantes aos da parte an- arquivos são chamados de arquivos na memória do simulador (menu Eile
terior do curso a tentação de simples- header. Já o código das funções pro- ~ Load Proçrarn, selecione o diretório
mente incluí-Ios no projeto é qranda, priamente dito é inacessível ao pro- do seu projeto e o arquivo an_esp.out).
mas para fazer isso esteja atento aos gramador e está no arquivo da biblio-
seguintes detalhes: não inclua arqui- teca de funções da DSPLlB (54xdsp.
vos de outro diretório, mas faça uma lib). SIMULANDO O
cópia destes arquivos ao diretório do Qual a vantagem, então, de se uti- ANALISADOR DE ESPECTRO
projeto e aí sim inclua-os; além disso lizar essa biblioteca para os projetos?
certifique-se de que foram feitas to- Como já foi dito, estas funções estão Com o programa carregado em
das as alterações no arquivo prontas e funcionando, e o programa- memória a parte mais interessante é
([Link]), senão o seu projeto dor não precisa saber de todas as visualizar a operação do gerador de
não irá funcionar! I operações internas. mas sim como ondas senoidais e também a saída da
O arquivo de configuração do linker utilizá-Ias no SQU programa - veja ao função "rfft" , que transforma o sinal
([Link]) foi alterado para poder final do tutorial o diretório que contém representado no tempo para a repre-
atender às necessidades da função da o manual, os arquivos e exemplos de sentação em freqüência. Para visua-
DSPLlB, om ospsciat da função prini utilização da DSPLlB. lizar isso crie três gráficos a fim de
cipal do analisa dor de espectro. As Um detalhe bastante importante é observar as variáveis "temp_ger",
seções de memória adicionadas a presença das linhas "#pragma "saida uer' e "dados_fft" da seguinte
(.input e .sintab) são alocadas no eSi DATA_SECTION ... " que definem a maneira:
paço de memória DARAM 1, porém seção de memória que a variável Coloque o cursor na linha
apresentam uma característica inte- especificada irá ocupar - neste caso, "potencia2 = potenciaz-oct", ctique
rsssants: o comando "align (2048)1' as variáveis "dados_fft" e "saida_ger" com o botão direito e selecione a
diz ao linkerque esta seção deve ser serão armazenadas na seção de da- opção Insert Graph, ajustando os se-

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU20011 27


guintes parâmetros: outro gráfico na última linha do progra- da em formato bit reverso, que é ne-
ma como feito anteriormente, mas cessário para que a FFT execute nor-
Display Type: Single Time observe uma coisa: a variável "da- malmente.
Graph Title: Senóide temporária dos_fft" é a mesma tanto na saída da Ao pressionar <F5> mais uma vez
Start Address: temp_ger função "cbrev" quanto no fim do note que o gráfico agora muda e apre-
Acquisition Buffer Size: 128 programa. senta uns dois ou três picos nos ex-
Index Increment: 1 Como já existe um gráfico asso- tremos da janela. Este é o resultado
Display Data Size: 128 ciado a essa variável não é necessário da transformada rápida de Fourier e
DSP Data Type: 16-bit integer criar outro com a mesma variável, por- cada pico representa a freqüência de
Q-value: 15 tanto você pode criar um ponto de pro- cada senóide do sinal, porém como
=
va (probe point) na linha "cont1 O;" e podemos verificar se isso está corre-
Clique em OK. Será aberta uma conectá-Io a esse gráfico. to? Amplie o gráfico clicando com o
janela gráfica e a linha corresponden- Se já não o fez, coloque o cursor botão direito na janela, selecione a
te ficará azul, indicando que foi colo- na linha "cont1 = O;", clique o botão opção Properties e mude a opção
cado um ponto de prova (probe poinO. direito e selecione Toggle Probe Point. Display Data Size para 16. Veja que
Nesta mesma linha adicione outro grá- Vá ao menu Qebug ~ Probe Points e existe um trapézio mais à esquerda e
fico (botão direito àà Insert Graph), será aberta uma janela que lista to- dois triângulos, e note que os picos
porém altere os parâmetros Graph dos os pontos de prova que foram co- estão nos pontos 1, 2, 4 e 8 do eixo
Title para Saída do gerador e Start locados no programa - três deles es- das abcissas, indicando o número de
Address para saida_ger. tão conectados aos gráficos e somen- ciclos de cada componente da onda
Nesta linha adicione um ponto de te um mostra a informação No senoidal contido no conjunto de amos-
parada (breakpoint) colocando o Connection. Selecione esta linha na tras do sinal de entrada. Para ajudar
cursor nela, clicando o botão direito caixa Probe Points (não desmarque o na contagem você pode mover o
e selecionando a opção Toggle quadrado à esquerda de cada linha) cursor do gráfico com as teclas de di-
Qreakpoint, o que faz com que a exe- e na caixa Connect To selecione a reção f- e~.
cução do programa pare obrigatoria- opção "Saída da FFT". Clique em Somente como uma verificação a
mente neste ponto e a linha fique Replace e depois em OK, fazendo mais c/ique com o botão direito no grá-
metade azul e metade púrpura. Esta com que o Code Composer Studio fico Saída do gerador e selecione a
parada é importante para poder atualize este gráfico ao passar por esta opção Properties. Ajuste os seguintes
visualizar cada passo da geração da linha do programa. Um ponto de pa- campos: Display Type para FFT Mag-
onda senoidal. rada (breakpoint) neste ponto não é nitude; FFT Framesize para 16; FFT
Adicione um ponto de parada (bo- necessário, pois o programa está no Order para 7. Clique em OK e compa-
tão direito ~ Toggle breakpoint) e de- fim e não há mais mudanças nos va- re os gráficos contando o número de
pois um terceiro gráfico (botão direito leres destas variáveis. passos no eixo das abcissas moven-
~ Insert Graph) na linha "rfft(dados Feito isto, pressione <F5> para ro- do o cursor com as teclas de direção
_fft, N_AMOSTRAS, 1);" com os se- dar o seu programa até o primeiro f-e ~.
guintes parâmetros: ponto de parada (breakpoint); devido Além de observar o funcionamen-
à complexidade desta operação pode- to da FFT, você poderá verificar tam-
Display Type: Single Time rá levar alguns minutos, seja pacien- bém o funcionamento da parte de
Graph Title: Saída da FFT te. Ao chegar a esse ponto veja que formatação dos dados para apresentá-
Start Address: dados_fft tanto o gráfico da Senóide temporária Ias no gráfico colocando pontos de
Acquisition Buffer Size: 128 quanto a Saída do gerador apresen- prova (probe points) em algumas li-
Index Increment: 1 tam um ciclo completo de uma senóide nhas e consctá-los ao gráfico "Saída
Display Data Size: 128 com a mesma amplitude (0,25). Pres- da FFT'. Somente como informação,
DSP Data Type: 16-bit integer sione <F5> novamente e veja que os este código realiza a função de extrair
Q-value: 15 dois gráficos agora são diferentes, a o valor absoluto dos números comple-
Senóide temporária apresenta dois xos na saída da função "rfft" . Isto é
Clique em OK. Será aberta a ter- ciclos completos e a Saída do gera- feito elevando ao quadrado a parte
ceira janela gráfica e a linha também dor apresenta a primeira senóide so- real e a parte imaginária de cada va-
ficará metade em púrpura e metade mada à ssçunoa. Ao pressionar <F5> lor, somando as duas e extraindo a raiz
em azul. Este ponto é importante para mais duas vezes observe atentamen- quadrada.
apresentar como a função ebrev con- te qual é a senóide que foi somada Como a saída desta função pos-
verte a forma de onda em formato li- em cada iteração e a forma de onda sui apenas a metade do número de
near para o formato bit reverso. pois a da sarda do gerador. amostras, o último passo foi copiar a
runçao "rfft" trabalha com os dados Ao pressionar <F5> mais uma vez metade inferior dos valores e espelhá-
dessa maneira. veja que o gráfico Saída da FFT mos- los na metade superior.
Além disso. é útil observar também tra um conjunto bastante estranho de Agora que o funcionamento está
a saída da FFT ao final do programa valores, apesar de apresentar uma compreendido você pode experimen-
para avaliar se tudo funcionou a con- certa regularidade. Este conjunto es- tar à vontade com o projeto, modifi-
tento. tranho é a forma de onda da janela cando os valores de N_AMOSTRAS
Para ver isso, você pode adicionar gráfica Saída do gerador representa- e de N_SENOS e recompilando o pro-

28 SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001


grama. Contudo, veja que qualquer al-
teração nessas constantes pode levar LISTAGENS DOS PROGRAMAS
a tempos de processamento maiores,
j***************************************************************************************
porém os resultados são interessan-
tes para analisar o comportamento e [Link] - arquivo de configuracao do LlNKER para o processador 5402
****************************************************************************************j
a complexidade das funções envolvi-
das. Veja também que N_AMOSTRAS MEMORY
pode assumir somente os valores de {
16,32,64,128,256,512 e 1024, pois =
PAGE O: EXT1: origin OOOOOhlength = 00080h /* externa */
a rotina de FFT trabalha somente com =
DARAM1: origin 00080h length = 01f80h r ext. ou DARAM (OVLY=1) */
potências de dois. DARAM2: origin = 02000h length = 02000h r ext. ou DARAM (OVLY=1) *j
Para aprender mais sobre a EXT2: origin = 04000h length = Obf80h /* externa "!
DSPLlB e sobre as funções utilizadas =
VECS: origin = Off80h length 00080h /* vetor de reset *j
veja o diretório que contém o manual,
arquivos e diversos exemplos de uso PAGE 1: SPRAM: origin = 00060h length = 00020h 1* scratch-pad */
desta biblioteca: c:\ti\c5400\cgtools\ DARAM1: origin = 00080h length = 01f80h r DARAM *j
dsplib e o manual está no subdiretório DARAM2: origin = 02000h length = 02000h /* DARAM *j
\doc\[Link]. Somente como um XRAM : origin = 04000h length = OcOOOh1* externa *j
desafio, tente converter o programa de }
filtro da edição anterior para utilizar as
funções da DSPLlB - a função de SECTIONS
filtragem é a "fir". {
vectors: D > VECS PAGE O
.text: D > DARAM2 PAGE O
.cinit: D > DARAM2 PAGE O
CONCLUSÃO .data: {} > DARAM2 PAGE 1
.bss: D > DARAM1 PAGE 1
Isto finaliza o nosso te cei- .stack: {} > DARAM1 PAGE 1
.const: {} > DARAM1 PAGE 1
ro laboratório. Neste po~o o
.sysmem: {} > DARAM1 PAGE 1
leitor deve estar se pen un- .input: D > DARAM1 PAGE 1,align(2048)
tando sobre qual a impo [tân- .sintab: D > DARAM1 PAGE 1,align(2048)
cia de implementar uma .cio: D > DARAM1 PAGE 1
}
transformada rápida de
Fourier (FFT), já que isso
pode ser feito alterando so- ; **********************************************************

mente uma opção na janela ; [Link] - vetor de reset para programas em C


: **********************************************************
gráficado Code Composer
Studio? Neste caso, onde .global _c_intOO ; declaracao do símbolo _c_intOO
estamos trabalhando somen- .sect "vectors" ; secao "vectors"
te com o simulador podemos
reset b _c_intOO ; vetor de reset em C
utilizar esse recurso, porém
nop
quando temos o nosso equi- nop
pamento trabalhando em
campo e em tempo real cer-
/******************************************************* *j
tamente teremos que utilizar
t: (C) Copyright Texas Instruments Inc. 2001 *j
tal função, independente do /******************************************************* *j
Code Composer stuato. r NOME DO MODULO: an_esp.c *j
Além disso, este laboratório 1* FUNCOES: *j

não implementou uma FFT, r Gerador de sinais senoidais *j


1* Analisador de espectro *j
mas utilizou uma função já
r Funcoes da DSPLlB utilizadas: *j
pronta da DSPLlB, disponí- /* sine: calcula o valor do seno de um veto r em formato Q15 *j
vel em todas as versões de /* cbrev: converte um vetor de modo linear para modo bit reverso *j
coae Composer Studío. t: rfft: calcula a FFT de um veto r em modo bit reverso "t
r .
e apresenta a salda em modo linear *j

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001 29


r sqrt_16: calcula a raiz quadrada de um vetor em formato Q15 */
Kit Didático 8051 /*****************************************************************************j
'~
#include «rnatn.n»
#include <1:ms320.h>
#include «dsplib.h»

#define N_AMOSTRAS 128


#define N_SENOS 4

DATA entrada[N_AMOSTRAS];
DATA temp_ger[N_AMOSTRAS];
Kit Didático para desenvo vimento de
microcontroladores 8051 família #pragma DATA_SECTION (dados_fft, ".input")
(MCS-51) com Porta Seria RS-232 e
DATA dados_fft[N_AMOSTRAS];
Display LCD, ótimo para in ciantes
#pragma DATA_SECTION (saida_ger, ".input")
aprenderem Hardware do 8051, C,
DATA saida_ger[N_AMOSTRAS];
Assembler, e desenvolvimento de
protótipos com microcontroladores e
Programadores para ATMEL void main(void)
AT89C2051 , 89C51 , 89C52 e 89C55 { int cont1;
<=> pronta entrega e ótimo preço. Para int cont2;
C\I
(f, catalogo e preços visite o site. int cont3;
m .
0':: Despachamos para todo int potencia2;
.$ o Brasil via Correio (SEDEX) long temp_fft;
:;
cn /* Zera os vetores utilizados *j
§ Desconto para pedido via Internet
'c; [Link] /* Nao e indispensavel mas ajuda a depurar o programa */
for(conti = O; cont1 < N_AMOSTRAS; cont1 ++) saida_ger[cont1] = O;
!ê Fone: (Oxx11) 9946-3627
(3 for(cont1 = O; cont1 < N_AMOSTRAS; cont1++) dados_fft[cont1] = O;
= O;
j AlmEL ABC microcontrolador
for(cont1 = O; cont1 < N_AMOSTRAS;
for(cont1 = O; contt < N_AMOSTRAS;
cont1++) temp_ger[conti]
cont1++) entrada[cont1] = O;
GANHE DINHEIRO /* Gerador de funções senoidais */
INSTALANDO potencia2 = 1;
BLOQUEADORES for (cont3 = 1; cont3 < (N_SENOS + 1); conta-r)
INTELIGENTES DE TELEFONE {
Através de uma senha, você for (cont2 = O; cont2 < potencia2; cont2++)
programa diversas funções, como: for (cont1 = O; cont1 < (N_AMOSTRAS/potencia2); cont1 ++)
- BLOQUEIO/DESBLOQUEIO de 1 entrada[cont2 * (N_AMOSTRAS/potencia2) + contt] =
a 3 dígitos -32768 + cont1 * ((65536 * potencia2)/N_AMOSTRAS);
- BLOQUEIO de chamadas a sine(entrada, temp_ger, N_AMOSTRAS); /* funcao sine da DSPLlB*/
cobrar for (cont1 = O; cont1 < N_AMOSTRAS; contt r-r)
- TEMPORIZA de 1 a 99 minutos as temp_ger[cont1] =
temp_ger[cont1]/4;
chamadas originadas for (cont1 = O; cont1 < N_AMOSTRAS; contt-e-)
- E muito mais ... saida_ger[cont1] += temp_ger[cont1];
Características: potencia2 = potencia2«1 ;
Operação sem chave }
Programável pelo próprio telefone /* Calculo da FFT */
Programação de fábrica: bloqueio cbrev(saida_ger, dados_fft, N_AMOSTRAS/2); /* funcao cbrev da DSPLlB*/
dos prefixos 900, 135, DDD e DOI rfft(dados_fft, N_AMOSTRAS, 1); /* funcao rfft da DSPLlB */
Fácil de instalar r Formatacao dos dados para apresentar no gráfico */
Dimensães: for(cont1 =0; cont1 < N_AMOSTRAS; cant1 ++)
43 x 63 x 26 mm { temp_fft = dados_fft[cont1] * dados_fft[cont1];
Garantia de um ano,
contra defeitos de
dados_fft[cont1] =
temp_ff1:»15; }
for(cont1 =0; cont1 < (N_AMOSTRAS/2); cont1 ++)
fabricação.
dados jtqcontt] = dados_m[2 * contl] + dadOs_m[2 * cont1 + 1];
APENAS ecrt.. 16(dados_ftt, dados_ftt, N_AMOSTRAS/2);
R$ 48,30 r funcao sqrt , 16 da DSPLlB */
for(cont1 =0; cont1 <= (N_AMOSTRAS/2); cont1 ++)
Pedidos: Disque e Compre dados_fft[N_AMOSTRAS - (cont1 + 1)] =
dados_ftt[cont1];
(11) 6942-8055 cont1 •• O; I" somente para depuracao */

Saber Marketing Direto Ltda. }

30 SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001


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E-mail: circuitoimpresso@[Link]
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_
Mini-Curso Parte XIII

Programação
alp
para Eletrônica Eduardo Divino Dias Vilela
eddv@[Link]

Na edição passada fizemos a mu- na paleta de componentes como tam- · Propriedades


dança do modelo de programação bém de operar em "Design-time". As propriedades fornecem ao
convencional para o modelo Orienta- O uso de componentes facilita usuário do componente um acesso
do a Objeto através da implementação muito a programação, pois é mais in- fácil para o mesmo e, ao mesmo tem-
de uma classe que, de forma concisa, tuitivo trabalhar com objetos gráficos po, permitem ao programador do com-
trazia em si mesma todas as caracte- que 'respondem' dinamicamente (mes- ponente esconder a complexidade da
rísticas e 'ações' pertinentes ao obje- mo em tempo de projeto), onde pode- estrutura de dados. Eis as vantagens
to - foi então fácil observar alguns dos mos arrastá-Ios, mudar suas proprie- de usar propriedades para acessar o
benefícios deste modelo de programa- dades e já visualizarmos o resultado, componente:
ção. sem mesmo precisar compilar e exe- . São alteráveis em design-time.
Nesta edição vamos dar o próxi- cutar o código. Provavelmente, se ti- Deste modo, o usuário do
mo passo: a implementação de um véssemos que fazer todo o trabalho componente pode inicializar os
componente que, além de ser uma utilizando apenas as classes, onde valores das propriedades sem
oportunidade de se desenvolver um não teríamos o retorno visual e todas nenhum código.
módulo totalmente integrável, graças as facilidades proporcionadas pelos . As propriedades fazem a valida-
ao comportamento dinâmico do am- componentes, seria bem mais traba- ção dos dados, o que previne
biente Delphi de programação, é tam- lhoso, demorado, e pior: muito propen- erros causados por valores
bém um meio de se compreender so a erros. inválidos.
melhor o comportamento e funciona- Se você consultar o help do Delphi,
mento de um objeto utilizado no am- verá que todos os componentes fazem · Eventos
biente, quer seja nativo ou desenvol- parte da hierarquia da Biblioteca de Os eventos mais comuns já são
vido por terceiros. Componentes de objetos denomina- parte dos próprios componentes do
Basicamente, o que iremos fazer da (VCL- Visual Component Library). Delphi (eventos do mouse, teclado ...),
será a migração para a forma de um Quando um componente novo é cria- mas também é possível definir even-
componente do código que, aos pou- do, ele é derivado de um componente tos novos.
cos, vem sendo trabalhado desde a existente - como o TComponent ou
lição XI. algum outro mais especializado - e é · Métodos
somado à VCL. Os métodos são utilizados para
obter uma certa ação ou um certo va-
COMPONENTES Iar que você não pode conseguir por
PROPRIEDADES, meio de uma propriedade. Uma vez
Como já vimos em lições anterio- MÉTODOS que eles requerem execução de códi-
res, os componentes são a base da E EVENTOS go, os métodos estão disponíveis ape-
linguagem Delphi, e podem ser clas- nas em run-time.
sificados em visuais e não visuais. Como podemos ver, um compo-
Todos os componentes Delphi são, em nente é um objeto e, como tal, consis-
última instância, descendentes (foram te em código e dados. Mas quando se O EXPERT EM
herdados) da classe Tcomponent, referindo a estes, nós não usaremos COMPONENTES
pois é esta classe que possui as ca- estas condições, mas falaremos bas-
racterísticas básicas de todo compo- tante de propriedades , métodos e Os Experts são 'funções' que nos
nente: a capacidade de ser mostrado eventos. guiam na realização de uma tarefa, e

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001 33


Mini-Curso Parte XIII
-
o Delphi possui um para o auxílio na New Component
criação de componentes.
New Component
Os passos necessários para criar ~====================~==~
um componente novo são os seguin-
tes: éncestor t'ype: T GraphicControl
1. Criar uma unidade para o compo-
nente novo. !;;Iass Name: TMeuComp
2. Derivar o componente novo a
partir de outro existente, o qual J:alette Page: e-como
servirá como base para somar as
características do novo compo- 1!nit file name: c:\arquivos de programas\borland\delphi4\Lib\
nente.
3. Somar as propriedades, eventos e .â earch path: $[0 ELPH 1)\Lib ;$[0 ELPH 1)\8 in;$[O ELPH 1)\1mports;c:
métodos necessários para o
componente novo.
4. Registrar o componente.
5. Instalar o componente novo na
lnstall ... Cance~ I. ~. !:!elp

paleta de componentes. Fig.1 - O expert.


De todos os passos mencionados,
há um que requer uma atenção espe- Aparecerá uma caixa de diálogo Uma vez introduzidos estes cam-
cial: a escolha do componente do qual (figura 1) na qual nós devemos pre- pos, quando pressionarmos OK você
vai se derivar. Este passo é crucial, encher os campos: verá o código de nossa unidade. Po-
com uma boa escolha do ascendente demos observar na figura 2 o código
nós podemos economizar muitos có- · Class Name: o nome do compo- gerado. A partir deste ponto, o traba-
digos e chegar facilmente ao nosso nente novo. lho consistirá em introduzir as proprie-
objetivo. · Ancestor Type: o ascendente aqui a dades e métodos necessários para a
partir do qual derivará o nosso operação do componente.
Como uma boa norma para esta componente.
escolha do objeto ascendente, temos: · Pallete page: indica a página da Alguns aspectos importantes:
· TComponent - O ponto de partida paleta aqui na qual nós queremos Na cláusula uses, o Delphi soma
para componentes não visuais. que o componente novo apareça. por padrão as units padrões do Delphi.
· TWinControl - O ponto de partida,
se for necessário que o componen-
te tenha "handles".
· TGraphicControl - Um ponto de
partida bom para componentes
visuais que não tenham "handles". uses
Esta classe tem os métodos Paint ~indows, Messages, SysUtils, Classes, Graphics,
e Canvas.
· TCustomControl - O ponto de type
THeuComp class(TGraphicControl)
partida mais comum. Esta classe private { Private declarations }
tem "handle" de janela, eventos e protected { Protected declarations
propriedades comuns e, principal- public { Public declarations }
mente, os métodos Canvas e Paint. published { Published declarations
end;

Determinado o ponto de partida, procedure Register;


passemos à criação da unidade que
abrigará o componente. Há duas op- implementation
ções: criar a unidade manualmente ou
procedure Register;
deixar que o Delphi faça o trabalho - begin
use o Expert de componentes. RegisterComponents('e-comp', [TMeuCompJ);
Se nós escolhermos a primeira end;

opção, temos que fazer tudo na mão,


end.
mas é aconselhável utilizar o expert
do Delphi.
Abrir o expert de componentes
s t
no menu Component e New
Component. .. Fig. 2 - O esqueleto de código gerado.

34 SABER ELETRÔNICA NQ 339/ABRIU2001


Mini-Curso Parte XIII
Se o componente não utiliza ne- E, por último, o Oelphi declara e - Aceitar dinamicamente o texto a
nhuma delas, podemos eliminá-Ias. define o registro de procedimento au- ser mostrado no display,
Da mesma maneira, se usarmos tomaticamente para registrar o com- - Decodificar este texto e exibí-Io no
algum procedimento ou função locali- ponente na paleta - a procedure formato 'digital';
zada em uma unidade não Register. - Possibilitar a escolha entre vários
especificada na cláusula, nós deve- tamanhos do ponto aceso;
mos adicioná-Ia. - Gerar alguns efeitos de apresenta-
As declarações das propriedades, o COMPONENTE TLCO ção do texto;
campos e métodos que vamos defi-
nir, os localizará na seção apropriada o componente deverá: Compare atentamente o código
da interface, isto é, veremos na próxi- - Ter uma matriz de caracteres fonte do componente e o código se-
ma lição como e porque utilizamos padrão de correspondência para a melhante quando foi implementado
priva te, protected, public ou published. decodificação; em uma classe.

LISTAGEM 1 - CÓDIGO DO COMPONENTE TLCD


unit LCD; type

interface TLCD = class (TGraphicControl)


private
uses FTimer : TTimer;
SysUti1s, Windows, WinProcs, WinTypes, Messages, vByteO : array [1 ..200] of byte;
Classes, Graphics, vByte : array [1 ..200] of byte;
Controls, Forms, Dialogs, Menus, StdCtrls, Movendo : Boolean;
Buttons, ExtCtrls; tStep : intéger;
FtarnDOT integer;
const FefeitoTipo integer;
FBa'ckGround TColor; I I LCD cor
Ii Vetor de definição da fonte - agora fixo. '1 I background
vFONTE : Array [1 ..476] of Byte = FPixOnColor TColor; Ii LCD cor pixel ON
($00,$00,$00,$00,$00,$00,$00,$00,$5F,$00,$00,$00,$07, FPixOffColor : TColor; I I LCD cor pixel OFF
$00,$07,$00,$24,$7E,$24,$7E,$24,$24,$6A,$2B,$12,$00,
$OA,$2D,$5A,$28,$00,$30,$4C,$52,$72,$40,$00,$00,$07, charbuf : Array[O ..256] of Char;
$00,$00,$00,$3C,$C3,$00,$00,$00,$00,$C3,$3C,$00,$02, procedure SetBkgColor (bcolor : TColor);
$OA,$07,$OA,$02,$08,$08,$7F,$08,$08,$00,$60,$30,$10, procedure SetPixOnColor (cor : TColor);
$00,$08,$08,$08,$08,$08,$00,$40,$40,$00,$00,$80,$60, ~rocedure SetPixOffColor(cor : TColor);
$18,$06,$01,$3E,$41,$41,$41,$3E,$40,$41,$7F,$40,$40, procedure SetTamDOT(parTamDOT: Integer);
$62,$51,$49,$45,$42,$22,$41,$49,$49,$36,$18,$14,$52, procedure SetEfeitoTipo(parEfeitoTipo:
$7F,$50,$20,$4F,$49,$49,$31,$3C,$4A,$49,$49,$31,$03, Integer) ;
$01,$61,$19,$07,$36,$49,$49,$49,$36,$46,$49,$49,$29, r procedure DesenhaPixel (Bi tMap : TBi tMap) ;
$1E,$00,$00,$44,$44,$00,$00,$60,$32,$12,$00,$08,$08, function GetCaption: TCaption;
$14,$14,$22,$14,$14,$14,$14,$14,$22,$14,$14,$08,$08, procedure SetCaption(const Value:TCaption) ;
$00,$02,$41,$59,$06,$3E,$41,$49,$55,$5E,$60,$1D,$13,
$1C,$60,$7F,$49,$49,$49,$36,$3E,$41,$41,$41,$23,$7F, Ii Propriedades internas
$41,$41,$22,$1C,$41,$7F,$49,$5D,$63,$41,$7F,$49,$1D, protected
$03,$3E,$41,$41,$51,$33,$7F,$08,$08,$08,$7F,$41,$41, procedure OnTimer(Sender : TObject);
$7F,$41,$41,$30,$41,$41,$3F,$01,$7F,$08,$08,$14,$63, procedure Decodificador(Texto : String);
$41,$7F,$41,$40,$70,$7F,$06,$18,$06,$7F,$7F,$07,$18,
$60,$7F,$3E,$41,$41,$41,$3E,$41,$7F,$51,$11,$OE,$1E, Ii Propriedades 'non-published' mas
$21,$61,$61,$5E,$41,$7F,$51,$11,$6E,$66,$49,$49,$4A, Ii disponíveis 'read-only'
$33,$03,$41,$7F,$41,$03,$3F,$40,$40,$40,$3F,$OF,$70, public
$40,$38,$07,$3F,$40,$3C,$40,$3F,$63,$14,$08,$14,$63, Ii Propriedades normais
$03,$44,$78,$44,$03,$63,$51,$49,$45,$63,$00,$7F,$41, Ii (disponíveis no Object Inspector)
$00,$00,$00,$01,$06,$18,$60,$00,$00,$41,$7F,$00,$04, published
$02,$01,$02,$04,$40,$40,$40,$40,$40,$00,$00,$01,$02, Ii Propriedades já conhecidas ...
$00,$68,$54,$54,$54,$78,$7F,$48,$44,$44,$38,$38,$44, property TarnDOT :integer read FtamDOT write
$44,$44,$4C,$38,$44,$44,$49,$7F,$38,$54,$54,$54,$58, SetTamDOT;
$44,$7E,$45,$45,$00,$OC,$52,$52,$54,$3E,$7F,$08,$04, property EfeitoTipo :integer read FefeitoTipo
$04,$78,$44,$44,$7D,$40,$40,$20,$40,$40,$44,$3D,$7F, write SetEfeitoTipo;
$10,$54,$6C,$44,$40,$41,$7F,$40,$40,$7C,$04,$78,$04, procedure ReIniciar;
$78,$7C,$08,$04,$04,$78,$38,$44,$44,$44,$38,$7E,$14,
$12,$12,$OC,$OC,$12,$12,$14,$7E,$44,$7C,$48,$44,$04, I I Texto do efei to através da propriedade 'Caption'
$48,$54,$54,$54,$24,$04,$3E,$44,$44,$44,$3C,$40,$40, property Caption: TCaption read GetCaption
$20,$7C,$1C,$60,$40,$30,$OC,$3C,$40,$30,$40,$3C,$44, write SetCaption;
$6C,$10,$6C,$44,$04,$48,$30,$08,$04,$4C,$64,$54,$4C, Ii Parâmetros de Cor
$64,$00,$08,$3E,$41,$00,$00,$00,$3F,$00,$00,$00,$41, property BackGround TColor read
$3E,$08,$00,$10,$08,$18,$10,$08) ; FBackGround write SetBkgColor;

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001 35


Mini-Curso Parte XIII
property pixelOn TColor read FPixOnColor for k:;1 to 100 do
write SetPixOnColor; vByteO [k] :; $00;
property PixelOff TColor read FPixOffColor for k:;1 to length(Texto) do
write SetPixOffColor; begin
Ii Proprieades herdadas do iBase .- 5*(Ord(Texto[k])-$20)+1;
Ii componente TGraphicControl for j:;1 to 5 do
property Enabled; begin
property Visible; vByteO[iV] .- vFONTE[iBase+j];
property Hint; Inc (iV) ;
property ShowHin t; end;
vByteO[iV] .- $00;
I I Eventos ... Inc (iV);
Ii (apenas para exemplificar - mas funciona!) end;
property OnClick; end;

public procedure TLCD. OnTimer;


constructor Create (AOwner TComponent) ; var
override; i, j : Integer;
destructor Destroy; override; begin
procedure Paint; override; Movendo :; False;
end; case efeitoTipo of
l:begin
procedure Register; if tStep ; O then
for i:;l to 100 do
implementation vByte[i] :; $FF;
for j:;1 to 3 do
uses if tStep < 50 then"
DsgnIntf; begin
Movendo .- True;
Ii 'Create' do componente Inc (tStep) ;
constructor [Link](AOwner: TComponent); for i:;50-tStep to 50+tStep do
var vByte [i] .- vByteO [il:
i : integer; end;
begin end;
FtamDOT :; 1; 2:begin
FefeitoTipo :; 1; for j:;1 to 3 do
Ftimer := [Link](Self); if tStep < 99 then
[Link] :; OnTimer; begin
[Link] :; True; Movendo :; True;
[Link] :; 50; . Inc(tStep);
inherited Create(AOwner); vByte[100] :; vByteO[tStep] ANO $AA;
FBackGround .- clBlack; for i:;1 to 99 do
FPixOnColor .- clYellow; vByte[i] .- vByte[i+1];
FPixOffColor .- clOlive; end
end; else
begin
Ii Remove componente Movendo .- True;
destructor TLCD. Des troy; Inc (tStep) ;
begin ·.rByte[tStep-100] :; vByteO[tStep-100];
[Link]; end;
inherited Destroy; if tStep > 200 then Movendo :; False;
end; end;
3:begin
procedure [Link]; for j:;1 to 1 do
var i: Integer; if tStep < 100 then
begin begin
Decodificador(Caption) ; Movendo :; True;
Movendo :; True; Inc (tStep) ;
tStep :; O; vByte[tStep] :; NOT vByteO[tStep];
for i:;1 to tStep do
for i:;1 to SizeOf(vByte) do vByte[2*tStep-i] .- NOT vByte[i];
vByte [i]:; $ O O ; end;
[Link] .- True; end;
end; end;

procedure [Link](Texto String) ; Paint;


Var if NOT Movendo then [Link] :; False;
iBase,j,k,iV : Integer; end;
begin procedure [Link] (BitMap : TBitMap);
iv :; 1; var
x,y, Dist, TamDOT : Integer;

36 SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001


Mini-Curso , Parte XIII
begin Ii Altera o texto do caption
for y:=l to 100 do procedure TLCD. SetCaption (const Value
for x:=O to 7 do TCaption) ;
Begin var
if ((vByte[y] SHR x) ANO $01) = 1 then Buffer: Array[O ..255] of Char;
begin begin
[Link].Co1or .- FPixOnColor; if GetCaption <> Value then
[Link] .- FPixOnColor; begin
end SetTextBuf(StrPCopy(Buffer, Value));
else StrCopy(charbuf", Buffer);
begin Decodificador(charbuf) ;
[Link] .- FPixOffColor; Paint; Ii Redesenha o componente
[Link] .- FPixOffColor; ReIniciar; Ii Reinicia o efeito
end; end;
Dist := (FTarnDOT+l); end;
[Link](y*Dist,l+x*Dist,
y*Dist+FTarnDOT,l+x*Dist+FTarnDOT) Ii Atribui cor de fundo
End; procedure [Link](bcolor TColor) ;
end; begin
if bcolor <> FBackGround then
Ii Redesenha o componente begin
procedure TLCD. Paint; FBackGround .- bcolor;
var Paint;
BitMap : TBitMap; end;
T_Rect : TRect; end;
f1ag : boolean;
begin Ii Atribui cor pa~ pixe1 'ON'
Width := 101* (FTarnDOT+1)+1; procedure TLCD. ;:;etPixOnColor (cor TColor) ;
Height:= 8* (FTamDOT+1) +1; begin
with Canvas do if cor <> FPixOnColor then
begin begin
BitMap := [Link]; FPixOnColor .- cor;
[Link] := Height; Paint;
[Link] := Width; end;
with [Link] do end;
begin Ii Atribui cor para pixel 'OFF'
Ii Desenha apenas se 'visible=True' procedure TLCD. SetPixOffColor (cor TColor) ;
if Visible then begin
begin if (cor <> FPixOffColor) then
T_Rect := Rect(O, O, Width, Height); begin
[Link] := FBackGround; FPixOffColor .- cor;
Ii Background Paint;
FillRect(T_Rect) ; end;
Ii Matriz end;
if Enabled then Ii Atribui novo tamanho para o 'dot'
DesenhaPixel(BitMap); procedure TLCD. SetTamDOT (parTamDOT: Integer);
end begin
else if (parTamDOT >= 1) ANO (parTamDOT <= 6) then
begin begin
Ii Invisível - desenha apenas um retângulo FTamDOT := parTarnDOT;
[Link] := clBtnFace; Pa i n t :
Fi1lRect(ClipRect); end;
end; end;
end; Ii Atribui novo tipo de efeito
procedure [Link](parEfeitoTipo:
Ii Copia o desenho para a janela do componente Integer) ;
BitBlt([Link], O, O, Width, Height, begin
[Link], O, O, srcCopy); if (parEfeitoTipo >= 1) ANO (parEfei toTipo
[Link]; <= 3) then
end; begin
end; FEfeitoTipo .- parEfeitoTipo;
paint;
Ii Função que retorna o caption end;
function [Link] : TCaption; end;
var
Buf: Array[O ..256] of Char; Ii Registro do componente - na aba 'e-comp'
begin procedure Register;
GetTextBuf(Buf, 256); begin
StrCopy(charbuf, Buf); Regis terComponents ('e-comp', [TLCD]);
Result .- StrPas(Buf); end;
end; end.

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001 37


Mini-Curso . Parte XIII
Como vínhamos fazendo, ao criarmos o com-
ponente TLCO, ele deverá se comportar de modo
• I: I , " . , . x
••••• 0.00.0 ••••

semelhante ao funcionamento da matriz utilizada


na primeira versão do programa, com melhorias,
obviamente.
Note que o procedimento 'CarregaFonte' foi eli-
minado, uma vez que utilizaremos um veto r cons-
tante que agora faz parte do código do compo-
nente.
Na figura 3 é mostrado o form em tempo de
projeto, e na listagem 2 o sua descrição textual.

Fig. 3 - O Form.

LISTAGEM 2 - DESCRIÇÃO TEXTUAL DO FORM

object Form1: TForm1 object LCD4: TLCD


Caption = 'ProjB_03 - COMPONENTE Display vir- TamDOT = 2
tual de mensagens ' EfeitoTipo = 1
[Link] = 'MS Sans Serif' Caption = 'LCD4'
OnCreate = FormCreate BackGround = clBlack
pixelOn = clRed
object btnEfeito: TSpeedButton PixelOff = clMaroon
Caption 'Efeito' end
OnClick = btnEfeitoClick
end object LCD5: TLCD
TamDOT = 3
object btnOK: TSpeedButton EfeitoTipo = 1
Caption 'OK' Caption = 'LCD5'
OnClick = btnOKClick BackGround = clBlack
end pixelOn = clBlue
PixelOf~ = clNavy
object btnPixel: TSpeedButton end
Caption 'Tam pixel'
OnClick = btnPixelClick object edTexto: TEdit
end [Link] = clBlue
[Link] = 'Courier'
object LCD1: TLCD MaxLength = 16
TamDOT = 2 Text = '0123456789abcdef'
EfeitoTipo = 1 end
Caption = 'LCD1'
BackGround = clBlack object rgEfeito: TRadioGroup
PixelOn = clYellow Caption = 'Efeito'
pixelOff = clOlive Columns = 3
end Itemlndex =
[Link]
°
object LCD2: TLCD '1 r
TamDOT = 2 '2 t
EfeitoTipo = 1 '3' )
Caption = 'LCD2' OnClick rgEfeitoClick
BackGround = clBlack end
PixelOn = clLime
PixelOff = clGreen object cmbPIXEL: TComboBox
end [Link] = (
'1 t

object LCD3: TLCD '2 '


TamDOT = 1 '3 t

EfeitoTipo = 1 '4'
Caption = 'LCD3' t5'
BackGround = clBlack '6' )
pixelOn = clYellow Text '1'
PixelOff = clOlive end
end end

38 SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001


Mini-Curso Parte XIII
LISTAGEM 3 - o CÓDIGO DA UNIT - O PROGRAMA PRINCIPAL

unit Unit1; procedure TForm1. FormCrea te (Sender: TObj ec t) ;


begin
11 Mini Curso - Parte XIII [Link] ._
11 Saber Eletrônica - Editora Saber [Link](IntToStr([Link])) ;
11-------------------- end;
11 Autor: Eduardo Divino Dias Vilela
11 Projeto: Comp. display virtual de mensagens 11 Atribui o texto do edit
11 Versão: 1.0 procedure TForm1. btnOKClick (Sender: TObj ect) ;
11 Fim: Aplicação de técnicas de 00 - parte3 begin
/I Data: Abr/2001 [Link] :; [Link];
[Link];
11 Veja código fonte do componente na unit TLCD [Link] :; [Link];
[Link];
interface end;

uses 11 Atribui novo efeito e redesenha o controle


Windows, Messages, SysUtils, Classes, Graphics, procedure [Link](Sender: TObject);
Controls, begin
Forms, Dialogs, LCD, StdCtrls, Buttons, ExtCtrls; [Link] .- [Link] +1;
[Link];
type [Link] .- [Link] +1;
TForm1 ; class(TForm) [Link];
btnEfeito: TSpeedButton; end;
btnOK: TSpeedButton;
edTexto: TEdi t; 11 Atribui novo tamanho de ponto
rgEfeito: TRadioGroup; procedure [Link](Sender: TObject);
btnPixel: TSpeedButton; begin .
cmbPIXEL: TComboBox; if [Link][[Link]] ; " then
LCD1: TLCD; [Link] :; O;
LCD2: TLCD;
LCD3: TLCD; LCD1.'l:'amDOT
LCD4: TLCD; StrTolnt([Link][[Link]]) ;
LCD5: TLCD; [Link];
procedure btnOKClick(Sender: TObject); [Link]
procedure rgEfeitoClick(Sender: TObject); StrTolnt([Link][[Link]]) ;
procedure btnPixeIClick(Sender: TObject); [Link];
procedure btnEfeitoClick(Sender: TObject); end;
procedure FormCreate(Sender: TObject);
private 11 Repete o processo do efeito
{ Private declarations } procedure [Link](Sender: TObject);
public begin
{ Public declarations } [Link];
end; [Link];
end;
var end.
Form1: TForm1;

implementation

{$R * .DFM}
..;.~ ~~ o... ,no. ~"'# ~~ ••• .u~ ''>' ,." •

. ..~~ . ~~......
5 'l
11 Inicializa o Combo de
.. ."", . ~,~....
•••••••••• '~ ~ ••••• r •• ~ •.• ~ •••••• ~ • ~,~

11 tamanho de ponto
••

.."
,.
••
.••
..,. It

..•.. •. .••. ... "...


••
•••••
10_.'"

....
_
"'.

.. ~
•.•• ~

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. .. ,....
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• •. "....

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••
f .."

. ~.'~
.••

"
,,~

.<
<
>


.
,~

••••••••••• ".~, "4> •• ~ • ." , ' ,

Na próxima lição entrare-


mos em detalhes sobre as di-
ferenças entre o código do
componente TLCD e a clas-
se TLCD.

Fig. 4 - Em run-time.

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001 39


I Eletrônica
Mini-Curso Parte XIII

selTl CONCLUSÃO NOTA IMPORTANTE:


Na versão 5 do Oelphi ocorre um
Choques!!! Com mais esta parte, vamos para erro generalizado quando se tenta
a finalização do tópico a respeito de compilar um programa que utiliza a
OS MAIS MODERNOS técnicas de programação orientada. a biblioteca 'Osgnlntf'. A compilação é
CURSOS PRÁTICOS objetos, que será complementada na interrompida e o seguinte erro é mos-
próxima lição. Vimos que a cada pas- trado:
A DISTÂNCIA so que se dá no rumo desta metodo-
logia, maior é a compreensão que se
Aquí está a grande chance de você tem da linguagem e isto faz com que, File not found: '[Link]'
aprender todos os segredos da com uma simples observação do có-
eletroeletrônica e da informática digo fonte de um componente, pode-
mos extrair informações valiosas a res- Trata-se de uma falha na indicação
Preencha, recorte e envie hoje mesmo o cupom peito da abordagem utilizada pelo pro- do caminho (path), o que faz com que
abaixo. Se preferir, solicite-nos através do telefone ou I

fax (de segunda à sexta-feira das 08:30 às 17:30 h) I


gramador, e assim enriquecer as nos- o compilador não consiga encontrar o
sas próprias estratégias de desenvol- arquivo. Existem duas maneiras de se
-Eletrônica Básica vimento de algo ritmos, bem como pos- resolver o problema:
-Eletrônica Digital sibilitar a criação de módulos de
-Rádio -Áudio -Televisão software, concisos e funcionais, o que a) Acrescentar o caminho
«compect Disc representa maior clareza no desenvol- $(OELPHI)\source\Toolsapi:
- Vídeocassete vimento e até mesmo possibilita a Abra o Oelphi, vá no menu 'Tools/
-Forno de Microondas comercialização deles, o que já é co- Environment Options' e clique na aba
-Eletrônica, Rádio e Televisão I mum neste tipo de linguagem modu- 'Library',
- Eletrotécnica lar. Clique no botão '&' à direita de
-Instalações Elétricas Na próxima edição, faremos tam- 'Ubrary Path' e adicione o caminho.
-Enro/amento de Motores bém uma abordagem mais generali-
-Refrigeração e Ar Condicionado
zada de outros recursos importantes b)Outro modo de resolver o proble-
do Oelphi, que podem ser emprega- ma: copie o respectivo arquivo da
-Microprocessadores
dos de forma muito proveitosa no cam- pasta 'Source' para a pasta 'Lib'.
-Software de Base
po da Eletrônica.
»tntormetics Básica - DOS/WINDOWS
-Montagem e Manutenção de Micro

Em todos os cursos você tem uma ~ C:\WINDOWS\Desktop\OO\lixo\Unitl_pas "~13


CONSULTORIA PERMANENTE! x Unit1
L J rtl-4 .
é·C] Variables!Constants Forml: TForml;
Occidental SchoolSID ffiD Uses
Av. Ipiranga, 795 - 42 andar implern.Émtation
Fone: (11) 222-0061
Fax: (11) 222-9493 {SR ~.DFM~
01039-000 - São PaulO - SP
x ~ [Fatal Errar] [Link](17): File not found: '[Link]'
~-------------
I À
I Occidental Schools®
Caixa Postal 1663 46: 6
I 01059-970 - São Paulo - SP I
I Fig 5 - Erro de compilação "File no! found: '[Link]'"
Solicito, GRÁ TIS I i
I
II Nome:
I O Catálogo Geral de cursos I

_
ATENÇÃO:
Alertamos aos leitores que tem acompanhado estes artigos para
I End:
I ----------------- que se preparem, pois já na próxima edição será lançado um concurso
de projetos integrando Oelphi e Eletrônica. É sem dúvida uma oportuni-
I Bairro:
dade ímpar de você, prezado leitor, mostrar suas idéias a todos da área
I CEP: -----------

I Cidade _======-- Est.: _


e ainda concorrer a prêmios. Fique atento e comece já a esboçar seu
projeto! -

40 SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001


Como Conseguir Data-Books Applications -Notes) está no formato precisamos, e é justamente aí que
PDF (Portable Document File). Esse entra nossa seção de Achados na
Uma das grandes dificuldades que formato permite reduzir bastante o ta- Internet.
todos os profissionais de Eletrônica e manho de um documento. Um manu- Nas próximas linhas daremos os
mesmo os estudantes encontram, é al de 400 páginas pode ser reduzido endereços onde o leitor poderá obter
como conseguir informações detalha- a 4 Mbytes, mas para lê-Ias é preciso 'informações sobre componentes,
das sobre componentes. Os Data- ter o Acrobat Reader. data-books, data-sheets, applícations-
books e Applícation-Notes impressos O Acrobat Reader pode ser obtido notes e muitas outras importantes
em papel são caros, não são forneci- gratuitamente por download no ende- para projetos, a maioria em formato
dos facilmente pelos fabricantes e, por reço [Link] Será PDF, para ser arquivada e usada.
isso, não são encontrados em muitos muito importante ter no computador
lugares. esse software, pois ele será útil para
Como obter um Data-book que te- muitas outras aplicações como, por ON Semiconductor
nha todas as informações que preci- exemplo, na leitura de CDs de catálo-
samos sobre um componente para um gos que contenham documentação A ON Semiconductor é um dos
projeto? Como conseguir um Data- nesse formato. Os próprios CDs das mais importantes fabricantes de
book de uma família de componentes Edições Especiais da Revista Saber semicondutores dos Estados Unidos,
de modo que possamos escolher Eletrônica contêm informações nesse com 14 000 empregados espalhados
aquele que melhor se adapta a um formato. por sucursais em todo o mundo. A ON
projeto? Semiconductor é resultante do
A Internet é a grande solução de b) Data-books são documentos desmembramento da divisão de
nossos dias. grandes e por isso será importante ter semicondutores da Motorola, que se
A maioria dos fabricantes de com- uma boa conexão para a Internet. Se tornou uma empresa Independente.
ponentes eletrônicos disponibiliza hoje bem que os modems tradicionais de Dessa forma, no site da ON Semicon-
informações completas sobre todos os 33 e 56 kbps sejam satisfatórios para ductor podemos encontrar todas as
seus componentes em seus portais na o download de documentos até uns 2 informações sobre os componentes
Internet. ou 3 megabytes, eles já se tornam in- tradicionalmente fabricados pela
Data-books completos contendo convenientes para arquivos maiores. Motorola, como toda a série bem co-
centenas de páginas, data-sheets de Aqueles que possuem uma linha nhecida com as siglas "MC", "M" e
componentes individuais e applica- ADSL como o Speedy da Telefônica outras que identificam o tradicional
tions-notes podem ser acessados ao têm a vantagem de poderem fazer o fabricante. Exemplos: MC771,
simples toque de um "ente r" depois de download de documentos maiores ra- MCR106, MOC3020, etc.
se digitar o endereço correto. pidamente. Recentemente, fizemos o Todos os Data-books da Motorola
No entanto, para acessar tais in- download de um databook de circui- podem ser acessados em formato
formações importantes para o profis- tos integrados CMOS (do qual falare- PDF no site da ON, com tamanhos
sional, são necessários alguns recur- mos mais adiante) com 5 Mbytes em que variam entre 1 e 20 Megabytes.
sos básicos que enumeramos a se- menos de 5 minutos, usando o aces- Para isso, entre em:
guir: so por linha ADSL.
[Link]
a) A maioria das informações c) Endereços - é necessário sa- 0,1824,productsm_Literatura,[Link]
técnicas (Data-books, Data-sheets e ber onde estão as informações que

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001 41


~fAl~'!.;.a,."'l,.~'~12n~J'~'" , ' \t;''''ft;lh\~~:-'-~'~~\~~ 1, ,< tidade de informações que ele contém,
• i ' ••
alguns leitores podem ter dificuldades
,1,"
;, ~
ON Somlcnnductor ~ON M u'! O
11 I
tec hnoloqy
r ' I, r " Y( Ir
W: I
ar d em encontrar exatamente o que de-
·<"ifl~t:.II __ :'
sejam.
Sales & Dlstrlhutlon A Texas Instruments inventou o cir-
AboutUs
DocumentaUon
Quality cuito integrado e o TIL. Assim, nada
SMPS Sel1'linar
Trede Shows mais justo que ao precisar de informa-
~I
Investol
eot
RelaUons
c===Jln
Searchfor
IAlIDocuments • Sfomh How 19 Refinn Searçh ções sobre componentes da família
~Oocumentatjon
OmS""to
ON-Une OQcumenta!jon
CQnlaCllnformalioo
Ordenng
TIL o leitor pense na Texas Instru-
t>.t~lIo.
Applle,tlonHot"
o •••••
~. OI4.~n Data Boob
ments.
Pois bem, o leitor poderá encon-
Anafog SWitches B8CHlJ71P - 47MB
Analogllnterface ICs Qt 1281Q. 35 2 MB
trar essas informações com facilidade
Bipolar Pewer DUl1/Q-198MB fazendo o download de data-sheets de
CMOS logic Data OL13110 - 5.0 MB
ECUnP8T" Plus Oevice Data BR15131Q. 14MB qualquer dos membros da família TIL.
Fael Data DL138/Q _58MB
High Pertcrmence ECL Data PU". 43MB
O endereço é:
High-Spsed CMOS Data pL129!O - 43MB
LCXOata 8Rl339/P - 44MB
is [Link], pL1211P _ 24MB [Link] ocs/
LVXData BR1492IP - 2 Q MB
products/logic/techfam/[Link]
MECl Data 0L122/0 - 51 MB
One-Gatalogic QLQ®UQ. 1 7 Me
Rectitier Device Data DL151/D· 104MB
Small-Signal 0L126/D-266MB
Clicando em cada componente o
n~os Qll351Q - 18.9 MB leitor poderá acessar informações bá-
lVSllenar DLl5OJI)-34MB
sicas ou ter a opção de fazer o
download, ou simplesmente abrir suas
Na lista de Data-books importan- AN-236 - An Introduction to folhas de dados em formato PDF
tes destacamos os seguintes (com os Sampling Theorem
tamanhos entre parênteses): AN-263 - Sinewave Generation
Techniques Intersil
- Analog Switches/Chaves AN-266 - Circuit Applications of
Analógicas (4,7 MB) Sample-Hold Amplifiers Uma enorme linha de semicondu-
- CMOS (5 MB) AB-10 - Fluid Levei Control System tores é encontrada no site da Intersil,
- TIL (2,4 MB) LB-5 - High Q Notch Filter tais como circuitos integrados lineares,
- TMOS (18 MB) conversores analógico-digitais, etc.
- TVS/Zener (3,4 MB) Existem duas formas de acessar
- ThyristorslTiristores (7,4 MB) Texas Instruments as informações completas sobre com-
ponentes no portal da Intersil, cujo
A Texas Instruments mantém na endereço é:
National Semiconductor Internet um dos portais mais comple-
tos para todos os que praticam eletrô- [Link]
Outro grande fabricante de com- nica. Entretanto, dada a grande quan-
ponentes eletrônicos que disponibiliza
uma grande quantidade de informa- dNational
ções em seu portal na Internet é a ~ Semicon ductor
ih. Sight & Sound of Inform8t1on
National Semiconductor.
Estas informações normalmente
estão disponíveis na forma da Data- Search: Order Parts:
1"';"'-"';"'-"';----'601
sheets e Applicatíon-Notes. A maioria L'-:=-==-- ...•001
destes últimos leva a sigla AN, o que Oesign Engineer Product lnformation
atienal Reports Earnings of
facilita bastante sua localização quan- 21 Cents per Share On
evenues of $475.6 million Praduct Tree: Datasheets 8<Parametric Selection
do se usa o Search. for Third Quarter of Fiscal Application Notes. Packaging . Technical Suppert
O endereço da National é: goo 1 IDQ!:l!
Oesign communlties
ational Semiconductor
:>emonstrates the Warld af
[Link] tnformation Appliances at
~ , Information Appliances . Wireless
Other Analo9 Featured Communities
cserr 2001 J:!lll[g

Procure a opção de application- ~ational and praim Continue Purchasing Information


to Drive Growth of Thin-
notes ou, se quiser, digite diretamen- :Iient Market in Italy JllQ!li. Master Selection Guide . Pricing/lnventory . X-Ref
Distributors . Evaluation Boards . Obsoleta products
te no search o nome do componente Previous Press Releases

ou ainda uma palavra-chave (sempre Company tnformetton

em inglês). illr!li . Press Roam. Investor Infarmatjon . .lll.!l.>

,bout Lanauages . Website Gujde . About "Cookies" . National is OS 9000 Certified . Prjy"cy/Securjty Statement
Alguns application-notes interes- :jte Terms &. Conditions of Use, Copyright 2001 © National Semiconductor Corporation , HY: ~ , Feedback

santes:

42 SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001


a) Em primeiro lugar podemos Hitachi
digitar diretamente no "search" o com-
ponente que desejamos acessar. o acesso a informações sobre
Um exemplo pode ser dado com o componentes japoneses, principal-
conhecido conversor NO de 3 % dígi- mente às linhas 28A, 28B, 28C, 280,
tos (ICL7106 ou ICL7107) que excita 28K e 28J, traz muitas dores de ca-
mostradores de cristal líquido e LEOs. beças aos profissionais que não pos-
Este componente é usado em ins- suem manuais de equivalências com-
trumentos digitais tais como termôme- pletos, o que, como já dissemos, não
tros, voltímetros, amperímetros e mui- é algo barato.
tos outros em que se deseja ter uma No entanto, mais uma vez a
solução simples para a excitação de Internet oferece a solução para um
um display empregando apenas um acesso imediato a uma quantidade
circuito integrado. enorme de componentes japoneses
Com a digitação deste componen- no site da Hitachi.
te, não só temos acesso a todo o fo- O endereço na Internet é:
lheto de dados como também aos
applications-notes (aplicativos) impor- [Link] i cd/
tantes. Uma excelente ajuda para [Link]
quem está fazendo projetos.
Neste endereço temos opções de
b) Uma segunda opção é ir direta- acesso às informações completas de
mente à relação de componentes, pois componentes como:
podemos não ter certeza da existên-
cia do componente desejado e pode a) Transistores das linhas japonesas
ser que na lista de disponíveis haja fabricados pela Hitachi
um que tenha as mesmas caracterís- b) Circuitos integrados lineares
ticas. Para isso na "home page" (pági- c) Circuitos lógicos digitais das famíli-
na de abertura) vamos à opção as CM08 eTTL
"products", e nela escolhemos d) Memórias
products and applications. e) muitos outros.
Ao abrir esta página optamos pelo
tipo de componente desejado, por
exemplo, "analog linear". Observação Final
Abre-se então uma página com as
opções tais como amplificadores, Os endereços dados nesta seção
operacionais, R8232, etc. Bastará foram acessados na primeira semana
então ir ao tipo de componente dese- de março sem problemas. Como a
jado e clicar. No caso de amplificado- Internet é dinâmica, não podemos pre-
res operacionais, por exemplo, encon- ver se algum deles será alterado ou
tramos a linha tradicional de compo- simplesmente retirado da rede quan-
nentes com o CA741 , CA3140 e mui- do da publicação da revista ou mes-
tos outros que ainda são muito utiliza- mo no momento em que o leitor pre-
dos em projetos. tenda fazer o seu acesso. -

SEARCH I
TleH S oor ( KNOWUWO'.'S<) (U'WO'.SPACE) (rl&ME)

TTL Technology Family


.1 Go to Product Overview I

~ B•.•fF.~ M\d Ori ••••••

>[Link];lSuff,,, .•ndOriue •• ~ P,[Link].,bl.

> [Link] Buff." ••nd Ori~." ~ [Link]'crfbl.

> Counters

> Bin.r~ [Link] ~ P".[Link].

:> O.,c,d •• Count'rl ~ [Link]çTtbl.

> Oec:ode ••••


fEncod ••.• fMultiplex..., ~ p ••• [Link].

~~ [Link],

> Multipl,x'rI ~ Ptr,[Link]çT,b!.

:>PriorityEncod.r. ~ pa,.[Link].
>flip-FIop.o;

> D-Tvp. (3-Sbt.) Flip-Flop:s ~p.r.m·triç[Link].


:> O-Typ. Flip-FloP5 ~P.!.[Link].b!,

:> Oth.r fllp-Flopl ~P.t'[Link]!çT.b!'

• [Link] •••nd In••.•I"bI •••

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001 43


Notícias
NOVA TECNOLOGIA IRC EXPANDE LINHA DE bateria química incluindo os de NiCd,
PARA DRAMs de 4Gb CONVERSORES DC-DC NiMH, Li-Ion e Li-Polímero.
Este componente combina um
Foi anunciada recentemente a pri- A International Rectifier Corpora- contador de carga e descarga de pre-
meira tecnologia confiável para fabri- tion expandiu sua linha de circuitos cisão com um sensor de temperatura,
car memórias DRAM de 4 Gb usando para gerenciamento de energia e e mais memória flash, memória RAM
o projeto de 0,1 mícron. Com esta conversores DC-DC com a aquisição e memória ROM de modo a proporci-
tecnologia o custo de produção pode da empresa Unisem, Inc. em janeiro onar um monitoramento de alto de-
ser reduzido em 60% quando aplica- último. Com esta aquisição uma linha sempenho para baterias. O que o
do a memórias de 128 Mb e 256 Mb. completa de produtos como Cls de bq2019 faz é medir a carga e descar-
A memória DRAM de 4 Gb da controle e reguladores com baixa que- ga lendo a tensão sobre um resistor
Samsung tem capacidade para 4,29 da de tensão (LDO) tornam a IR a pri- sensor de baixo valor (20 miliohms) em
bilhões de bits, o que quer dizer que meira fonte de soluções para o série com a bateria. A tensão neste
num único chip pode-se armazenar a gerenciamento de energia para resistor é aplicada a um conversor ten-
informação equivalente a 32 000 pá- conversores DC-DC de muitas saídas são-freqüência (VFC) que, então, for-
ginas comuns de jornal, 1600 fotos ou em sistemas de arquitetura de ener- nece os dados para o processamento
ainda 64 horas de áudio gravado. gia distribuída (DPA) usados em apli- correspondente das correntes de car-
Com a aplicação da tecnologia de cações de tecnologia de informação. ga e descarga.
0,1 mícron os circuitos podem chegar Dentre os novos produtos desta- Mais informações sobre ele podem
a um milésimo da espessura de um camos os circuitos de controle de ser obtidas no site da Texas Instru-
fio de cabelo. chaveamento e os reguladores LDO. ments em: [Link]
A elaboração de chips com estas
dimensões exige um processo de
litografia de alta resolução e a capaci- AMPLlACADORDEÁurnOSEM INTEL POCKET
dade de evitar problemas de eletrici- TRANSIENTES DE SAíDA CONCERT - AUDIO PLAYER
dade estática.
A National Semiconductor apre- Este é o nome do novo Player de
senta o LM4867, um amplificador de MP3 (e para outros formatos também,
CHIP PARA CONVERSÃO áudio de ponte dupla que, quando co- como o WMA) lançado pela Intel e
DIRETA DE RF nectado a uma fonte de alimentação que, além disso, combina um rádio
de 5 V pode fornecer uma potência de digital de FM com 10 estações pré-
A Infineon Technologies anunciou 2,1 W a uma carga de 4 ohms ou 2,4 sintonizadas.O novo Player da Intel
recentemente um novo chip de W a uma carga de 3 ohms com uma tem uma potência de saída de 11 mW
transceptor para aplicações em tele- distorção harmônica inferior a 1%. para fones de ouvido (duas vezes mais
fones sem fio na faixa de 2 GHz e 2.5 O LM4867 emprega um circuito de que a maioria dos players comuns) e
GHz. O SMARTiDC (Single-Chip Multi última geração para eliminar todos os uma distorção harmônica total de ape-
Advanced Radio Transceiver IC Direct traços de "cliques" e "pops" que ocor- nas 0,4%. A curva de resposta vai de
Conversion) permite a elaboração de rem quando a alimentação é ligada. 20 Hz a 20 000 Hz com graves mais
terminais sem fio com uma redução O circuito possui uma saída espe- potentes.
sensível do custo do material. cial para fones de ouvido que elimina Os leitores podem obter mais in-
O SMARTi DC é um transceptor de a necessidade de capacitores exter- formações sobre este produto no site
banda tripla totalmente integrado para nos de acoplamento. Um pino de Mux da Intel em: [Link] comi
os padrões GSM900/1800/1900 para é disponível de modo a selecionar dois home/audio/[Link]
transmissão de dados e voz. A arqui- modos de sinais estéreo de entrada.
tetura de conversão direta é particu-
larmente indicada para o mercado de PROJETO SIMPLIFICADO
GSM hoje e no futuro como evolução MONITORAMENTO DE FONTES
das redes de 2 GHz e 2.5GHz. PRECISO DE BATERIAS
O chip inclui transmissor, receptor, O NCP1200 é um novo controlado r
PLL, oscilador controlado por tensão O bq2019 da Texas Instruments é para fontes de alimentação de baixa
para RF (RF VCO) , filtros e um oscila- um circuito integrado que monitora a potência, do tipo PWM, que consta de
dor de 26 MHz de referência. carga e descarga de todos os tipos de um Modulador de Largura de Pulso

44 SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001


• . s Notícias .Not
o c as
/

num único chip. O novo componente V e ajustáveis com uma queda de ten- .PLACA PCI ACOMODA
permite a implementação de fontes de são de apenas 115 mV sob corrente QUALQUER TIPO DE CÂMERA
42 V a 500 V com um mínimo de com- de 500 mA. OU SINAL DE VíDEO
ponentes externos, sendo ideal para A tensão máxima de entrada é de
aplicações onde o número de compo- 15 V e o ruído de saída é de apenas A National Instruments anunciou
nentes e a potência são elementos 33 uvrrns. Mais informações podem recentemente uma placa PCI para
críticos. O NCP1200 é um dispositivo ser obtidas no site da Texas lnstru- medidas de alta qualidade em ima-
que não precisa de transformador com ments em: [Link] gens, com um conversor AIO de 10
enrolamento auxiliar e os componen- bits. Capaz de trabalhar com nada me-
tes passivos associados. Além disso, nos do que 16 Mbytes de memória
ele possui oscilador incorporado para O MENOR SUPERVISOR TRIPLO buffer de vídeo, o esquema 1409 de
40 kHz, 60 kHz e 100 kHz, o que per- DE TEMPERATURA DO MUNDO digitalização de vídeo da National
mite o controle direto de dispositivos Instruments proporciona uma faixa di-
de comutação de potência, tais como O MIC384 é o novo supervisor tri- nâmica de 60 dB. Isso significa que
MOSFETs ou IGBTs. plo de temperatura da Micrel, que você pode usá-Ia com as melhores
possui diodos sensores embutidos se- câmaras que estão disponíveis no
melhantes aos encontrados nas CPUs mercado de modo a obter medidas
REGULADORES do Pentium II da Intel. seguras. O seu trabalho pode ser con-
COM BAIXO "DROPOUT" O MIC384 faz parte de uma famí- figurado para operar com câmeras
COM TECNOLOGIA DMOS lia de gerenciamento térmico e de sis- monocromáticas padrão RS-170 ou
temas disponível em invólucros MSOP CCIR, ou ainda com tipos de baixa var-
REG 103 é uma nova fam ília de e SOIC de 8 pinos. Com este compo- redura ou pixeis variáveis.
reguladores lineares de tensão com nente é possível supervisionar uma Como características principais
baixa queda de tensão e para corren- zona de temperatura onde está o pró- desta placa destacamos a filtragem
tes de até 500 mA, da Texas lnstru- prio componente e duas zonas remo- anti-crominância que remove a infor-
ments. tas com sensores apropriados. mação de cor de um sinal de vídeo,
Empregando a nova tecnologia O dispositivo é compatível com o sendo disponíveis softwares para si-
DMOS e um projeto inovativo, estes barramento 12C/SMBus e possui saí- nais PAL ou NTSC e um filtro de 9 MHz
reguladores podem operar sem a ne- da de interrupção programável e uma que elimina sinais indesejáveis.
cessidade de um capacitor de saída. entrada de seleção de endereços. A Uma chave externa permite a var-
Dessa forma, podem ser eliminados corrente de operação do dispositivo é redura variável para aquisição de ima-
os capacitores de tântalo normalmen- de apenas 0,35 mA e a corrente gens de microscópios e outras fontes
te exigidos por reguladores equivalen- quiescente no modo shutdown é de que geram suas imagens no próprio
tes para uma operação estável. Esta apenas 1 [Link] informações podem ritmo com clock, varredura horizontal
família de reguladores é encontrada ser obtidas em: [Link] micrel. e vertical próprias.
com tensões de 2,5 V, 2,7 V, 3,3 V, e 5 com.

COMPUTADORES PARA
PROCESSAMENTO DE
IMAGENS USAM DSP

A VISION BOX é uma família de


computadores processadores de ima-
gens de alta performance, da Stramps
Systemelektronik, baseada em plata-
formas de DSPs.
Desenvolvidos para uso industrial,
pesquisa, segurança e aplicações
automotivas, os VISION BOX utilizam
os DSPs da Texas TMS320C6201,
TMS320C6202 e TMS320C6203.
Mais informações podem ser obtidas

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001 45


cias Notíc·
SISTEMA PARA GERENCIAMENTO DE BANCO DE DADOS
no site da empresa em: [Link]
[Link].
Um software especialmente para publicações de eletrônica
Uma ferramenta para os profissionais da área
COMPARADORES DE Características:
NANOPOTÊNCIA PROLONGAM Cadastrado uma parte da coleção de sua revista Saber Eletrô-
A VIDA DAS BATERIAS nica. (do número 276 jan/96 ao 329 jun/OO)
Classificado por assunto, título, seção, componentes, palavras-
A Texas Instruments apresentou chaves e autor.
seus novos comparadores de ultrabai- Permite acrescentar novos dados das revistas posteriores.
xo consumo denominados TLV340x e Requisitos mínimos:
TLV370x, que precisam de apenas PC 486 ou superior, Windows 95 ou mais atual,16 Mbytes
500 nA para a sua alimentação sen- de RAM, 9 Mbytes disponíveis no Disco rígido e CD com o
do, por isso, ideais para aplicações demo da revista especial nº 1.
que envolvam baterias como fonte de
alimentação. Esses comparadores R$ 59,00.
drenam 97% menos corrente que os
populares TLC393 da Texas Instru-
ments, o que os torna ideais para apli-
cações que exijam consumo ultrabaixo
de energia. Dentre as suas principais
características destacamos a faixa de
tensões de operação entre 2,5 e 16 V, . , ,

uma tensão offset de entrada de ape-


KIT PARA MICROCOI\ITROLADORE!i.
nas 250 IJV , uma CMMR de 88 dB
(tip) e uma baixíssima corrente de '" 805·1' .• .•' .' ',' ..••.•. .,
polarização de entrada, de apenas 80
,,,';p •

KiT PARA dESENvolviMENTO ds PROTÓTipos


COM MicROCONTROlAdoRES
.
dA ATMEl
pA. Mais informações no site da Texas
Instruments em: [Link] COMPATível COM 8O~1/80R
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, USA o MicROCONTROlAdoR AT89S32~2 (ATMEl) 100% COMPATíVELCOM A fAMíliA 80R
NOVOS Cls DA LINHA TYNELOGIC , PROGRAMÁVEl NO psôpeío ciRCUÍTO ViA INTERfACE PA'RAlEIA.
, SAídA SERiAI RS2}2.
, ENTRAdA COM CkAVES Push BUTTON.
Utilizando invólucros US8 de 8 pi-
, 8K ds MEMÓRiA FlAsk.
nos, a Fairchild apresentou diversas
, 2K ds MEMÓRiA E2PROM
funções lógicas para sua linha de ultra- , 2~6 ByTES ds MEMÓRIA RAM
alta velocidade, empregando tecnolo- , :n PORTS dr l/O
gia avançada CMOS denominada
o
kl~ é cDmpD.~Dde:
, POdE SE.R usado COMO PROGRAMAdoR.
TyneLogic. Estes componentes possu- + Placa programadora
em tempos típicos de subida e desci- + Display LCD 2 linhas
da da ordem de 5 a 20 nsN quando + Documentação em 2 disquetes
alimentados com tensões de 1,8 a 5 (Inglês), com exemplos de
V . Dentre os novos componentes lan- programas emassembler e
çados destacamos: Linguagem C
NC7WZ32, formado por duas por- .• Cabo de programação (ISP)
tas OR de 2 entradas; + Instruções para instalação
NC7WZ08, formado por duas por-
tas AND de 2 entradas;
NC7WZ86, formado por 2 portas
Exclusive-OR, e
NC7WZ132, formado por 2 portas
NAND de 2 entradas. -

46 SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001


BARRAMENTOS EM
MICROCOMPUTADORES
Parte I

Aquilino R. Leal
Professor da Universidade Estácio de Sá
e do Instituto de Tecnologia ORT

situações associa-se a essas setas um


o propósito desta publicação é apresentar uma noção do número que diz quantas vias (fios, li-
que é um barramento e das principais características dos nhas, etc.) o barramento em questão
barramentos típicos da atualidade, assim como dos padrões disponibiliza para o tráfego de infor-
mações (usualmente binárias). Na re-
mais antigos e a respectiva evolução. alidade, o barramento de um sistema
de computação é o elemento respon-
sável pela interligação dos componen-
DEFINiÇÕES E CLASSIFICAÇÃO inseridas as placas inerentes a dispo- tes conduzindo, de modo sincroniza-
DOS BARRAMENTOS sitivos de EIS (1/0)1. do, o fluxo de informações (dados,
Os barrarnentos destinam-se tam- endereços e controle) de uns para
Um barramento (omníbus) é um bém a outras funções elou aplicações, outros de acordo com uma programa-
conjunto de fios, condutores, etc., que tais como interligar um microproces- ção de atividades previamente defini-
operam em paralelo tal qual as pistas sador (CPU - Unidade Central de Pro- da pela unidade de controle (UC -
de uma grande avenida cuja função é cessamento) a um ou mais coproces- em inglês CU) do microprocessador.
interligar duas localidades ou regiões sadores ou a memórias locais, etc., Conforme mencionado acima, existem
geográficas. A exemplo das avenidas, conforme ilustrado na Figura 1. basicamente dois tipos de barramen-
os barramentos são utilizados para Não se pode ignorar também que tos:
interligar os componentes de um com- dentro da própria pastilha do micropro- . barramento externo: interliga os
putador - Figura 1. cessador existem vários barramentos diversos componentes de um
Na verdade, um barramento nada para interligar os componentes inter- sistema computacional tais como
mais é do que uma coleção de fios nos que o constituem. Uma aplicação UCP ou CPU, memória, unidades
utilizada para transmitir sinais em pa- típica é possibilitar que o conteúdo de de entrada/saída, etc. (Figura 1) e
ralelo, ou seja, simultaneamente. Em um reqlstrador" possa ser copiado . barramento interno: interliga
uma linguagem simples: um para um outro registrador e vice-ver- elementos no interior de um
barramento é um caminho elétrico sa. componente (pastilha) como, por
comum entre múltiplos dispositivos. Na literatura, os barramentos cos- exemplo, os registradores ou
Um exemplo típico é o barramento de tumam ser representados por setas registros de um microprocessador.
sistema presente em todos os grossas, bidirecionais ou unidirecio-
microcomputadores, o qual consiste nais indicando o sentido do fluxo dos Além da classificação acima, os
em umas poucas dezenas de fios de dados ou informações; em algumas barramentos também podem ser or-
cobre paralelos gravados na placa-
1 - Entrada/Saída, em inglês Input/Output.
mãe (motherboard), com conectores 2 - Unidade de armazenamento que faz parte do hardware interno da CPU, funcionando à mesma
regularmente espaçados onde serão velocidade que esta.

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001 47


I

L Barramento

---------------'
(omnibus)
----/
Figura 1
Barramento
(omnibus)

denados quanto ao tipo de informa- ção, de sincronização, de recicia- . barramento unidirecional: só


ções que neles fluem. A saber: gem (reeeti, entre outros. pode transferir dados em um
sentido, sendo tipicamente utiliza-
· barramento de dados (data bus): Algumas publicações mencionam do para interligar dois dispositivos,
o barramento transporta as instru- a existência do barramento de ener- um dos quais é sempre a origem e
ções e os valores (numéricos ou gia (em inglês power bus) , cuja cole- o outro é sempre o destino;
não) manipulados pelas instru- ção de fios é usada para distribuição . barramento bidirecional: pode
ções; de energia para os vários componen- transferir dados nos dois sentidos,
· barramento de endereços tes de um sistema cornputacional. mas não em ambos simultanea-
(address bus): este tipo de Outras publicações, ainda que não se mente; eles são utilizados tipica-
barramento transporta valores que concorde com elas, referem-se ao mente quando qualquer um dos
indicam a localização dos dados barramento de dados como bus de dispositivos pode ser a origem e
ou dispositivos de E/S, etc. e direções (Figura 2). melhor seria qualquer outro pode ser o destino.
· barramento de controle (control barramento de direções ou utilizar de
bus): responsável pela transferên- uma vez por todas o termo em inglês. À guisa de ilustração, a Figura 3
cia de sinais (de controle) como Quanto ao sentido do fluxo das in- apresenta a estrutura básica de um
READ, WRITE, HOLD, de início de formações pelas vias, os barramentos sistema computacional fundamentado
operação aritmética, de interrup- classificam-se em: em uma CPU composta essencial-
mente por uma unidade de controle
(UC), responsável pela busca das ins-
truções na memória de programa, in-
terpretação dessas instruções e ge-
ração dos sinais de controle e de
sincronismo necessários para tornar
o processo automático; registradores
(dispositivos de armazenamento tem-
porário, onde a informação pode ser
colocada em um determinado instan-
te e de lá copiada quando isso se fi-
zer necessário) e uma unidade lógi-
co/aritmética (ULA) responsável pela
execução de operações lógicas (E,
OU, NOT, etc.) e aritméticas (adição,
Figura 2
--------------~-----------------------------~ subtração, etc.) - cabe à unidade de

-- -, r
~~~~-:.~~====~~~~~-----.
REGISTRADORES
Barramento de endereços (ADDRESS BUS)

DE USO GERAL

Barramento de dados (DATA BUS)

UNIDADE
LÓGICA E
ARITMÉTICA
:~ Unidade central de processamento

---- Figura 3

48 SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001


controle estabelecer o tipo de função A largura, ou tamanho, de um formações só podem fluir uma de cada
que a ULA deve desenvolver em cada barramento é uma unidade de medi- vez, senão haverá colisão entre os si-
momento. da que caracteriza a quantidade de nais elétricos e o resultado, obviamen-
Esses três blocos constituintes da informações (bits de uma forma ge- te, será ininteligível qualquer que seja
CPU comunicam-se através de ral) que pode fluir simultaneamente o destinatário.
barramentos internos: um unidire- por ele. Em outras palavras, se a memória
cional e outro bidirecional, conforme No caso de fiação, conforme visto, principal está enviando dados para a
indicam as setas apresentadas na fi- consiste, a priori, na quantidade de memória secundária (componente de
gura. fios paralelos existentes no barra- EIS como disco magnético, por exem-
A comunicação da CPU, com o mento ao passo que, em circuitos im- plo),.os demais componentes têm de
restante do sistema está sendo feita pressos (placas), consiste nos traços esperar a liberação do barramento
através de um barramento de dados impressos na placa com material con- para utilizá-to.
bidirecional e de um barramento de dutor (filetes de cobre) por onde flui a Este compartilhamento (um cami-
endereços unidirecional (saída) - por corrente elétrica, em última instância, nho para vários usuários) implica na
questão de simplificação neste diagra- as informações. necessidade de definição de regras
ma em blocos não foi representado o Esta largura, maior ou menor, tam- bem explícitas de acesso ao
barramento de controle. bém se constitui em um dos elemen- barramento por um usuário (quando
A título de ilustração a Figura 4 tos que afetam a medida de desem- e como terminar o acesso) e de co-
mostra, de forma bastante simples, a penho de um sistema, juntamente com municação entre eles (como interro-
estrutura interna de uma CPU típica, a duração (largura) de cada bit ou si- gar um componente destinatário, que
interligada à memória do sistema atra- nal - a taxa de transferência, 'veloci- resposta deve ser enviada, .quanto
vés de um barramento específico dade' do fluxo de informações, é ge- dura a comunicação, etc.). Estas re-
(barramento local) aí designado, um ralmente especificada em bits (ou kbits gras são denominadas protocolos,
tanto impropriamente, por 'bus do sis- ou Mbits, etc.) por segundo e depen- sendo, no caso, protocolos de barra-
tema'. de, fundamentalmente, da largura do mento, os quais são usualmente im-
Como a CPU, a memória e os dis- barramento: quanto maior esta, maior plementados através de sinais de con-
positivos de entrada e saída podem será a taxa. trole e exata sincronização entre eles.
colocar, ou retirar, informações no O intervalo de tempo requerido Portanto, o barramento não se
barramento de dados, há a necessi- para mover um grupo de bits (tantos constitui tão somente na tal fiação já
dade desses dispositivos conectarem- quanto a quantidade de bits definida mencionada, mas também na unida-
se e desconectarem-se eletricamen- pela largura do barramento) ao longo de de controle do barramento que ad-
te dos barramentos aos quais estão do barramento, é denominado ciclo ministra o acesso e as transferências.
fisicamente ligados. de tempo do barramento ou, simples- Mas isso não é tudo. Devem existir
Um barramento cujos dispositivos mente, ciclo de barramento (bus especificações mecânicas e elétricas
possuem essa capacidade (conexão cyc/e), analogamente ao que enten- de modo que placas de terceiros cai-
ou não) é chamado barramento tri- demos para o ciclo do processador e bam no bastidor e tenham conectores
state, pois cada linha pode assumir o para o ciclo de memória. que encaixem naqueles da placa-mãe,
valor lógico 0, 1 ou estar desco- tanto em termos mecânicos quanto
nectada (três estados, daí a designa- em termos elétricos.
ção fri-state). OPERAÇÃO DE UM Os fabricantes têm procurado cri-
Esses barramentos são comu- BARRAMENTO E PROTOCOLOS , ar uma padronização na definição
mente usados quando os dispositivos desses protocolos e produtos visan-
ligados ao barramento potencialmen- Para entender o funcionamento do do com isso que componentes fabri-
te podem colocar informações neste barramento de um computador é pre- cados por qualquer um deles não te-
último, ou seja, têm a capacidade de ciso enfatizar o aspecto de comparti- nham dificuldade de se conectar à
"tomá-to" - essas conexões normal- Ihamento que caracteriza aquele com- CPU; infelizmente o sucesso total ain-
mente são feitas ou desfeitas em pou- ponente, ou seja, como ele interliga da está longe, ou seja, um só padrão
co tempo, algo em torno de uns pou- diversos componentes, seja um em todo o mercado, o que é mais do
cos nanossegundos ou menos. barramento externo ou interno, as in- que desejável.
Até há pouco tempo vários produ-
Figura4 tos e protocolos de barramento já es-
Memória
tavam definidos, alguns tiveram pou-
ca aceitação, outros não, alguns são
proprietários (são definidos por uma
única empresa que cobra roya/fies
l~Buses pelo seu licenciamento de uso) e ou-
internos tros não. Para informação seguem al-
guns tipos de barramento entre os
Registros muitos existentes:
. UNIBUS -7 definido pela Digital
Equipament Co. (DEC);

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001 49


· ISA ~ /ndustry Standard OMA (por exemplo entre a memória rior, que pode ter duração em tempo
Arehiteeture, definido pela IBM principal e a memória secundária), diferente, ou não, da duração do pró-
para o PC-AT e adotado por toda a requer maior complexidade nos circui- ximo evento; deste modo os ciclos de
indústria, tendo sido um dos mais tos de controle do barramento e nos barramento podem ter qualquer dura-
difundidos e utilizados; componentes do sistema para admi- ção requerida e não precisam ser os
· MCA ~ Miero Channe/ nistrar as diversas solicitações simul- mesmos entre todos os pares de dis-
Arehiteeture, definido pela IBM tâneas de acesso ao barramento, bem positivos.
para os sistemas PS-2; como os correspondentes sinais de Na prática, o barramento síncrono
· EISA ~ Extended ISA, definido por controle que são mais complexos. é simples de implementar e testar jus-
um grupo de fabricantes para se Um outro elemento a considerar- tamente devido à sua natureza infle-
opor ao MCA da IBM; se no aspecto de projeto de barramen- xível (periodicidade) quanto ao tem-
· SBI ~ Synehronous Baekp/ane tos, refere-se ao modo pelo qual os po; em conseqüência, qualquer ativi-
/ntereonneet, definido pela OEC; eventos são coordenados no barra- dade entre mestre e escravo somente
· PCI ~ Periphera/ Component mento, isto é, a sua temporização. pode realizar-se em quantidades fixas
/ntereonneet, Existem duas técnicas: operação de tempo, o que acaba tornando-se
· USB ~ Universal Seria/ Bus; síncrona (barramento síncrono) e uma desvantagem porque o barra-
· AGP ~ Aeee/erated Graphies Port, operação assíncrona (barramento mento pode ter problemas como, por
· VLB ~ VESN Local Bus; assíncrono). exemplo, ao trabalhar com dispositi-
· IrOA ~ /nfrared Developers Na operação síncrona, os pulsos vos que tenham tempos de transferên-
Assoeiation. emitidos pelo relógio regem o cias diferentes - nesta situação há
surgimento/desaparecimento dos si- necessidade da inserção de estados
o método de controle do acesso nais nas diversas linhas do barramen- de espera (wait states), que nada
ao barramento pode ser feito utilizan- to, ou seja, o relógio sincroniza o fun- mais são do que ciclos de barramento
do o método mestre/escravo cionamento do barramento e a ocor- extras.
(master/slave) que é um dos mais uti- rência e duração de todos os eventos. Esse inconveniente não ocorre
lizados. Um dos componentes, em Para tal, o barramento disponibiliza com o barramento assíncrono que, por
geral a CPU, é o mestre", sendo o úni- uma linha para o relógio mestre por não depender de relógio com interva-
co que pode acessar o barramento, onde circulam os pulsos gerados por los fixos de tempo, pode conviver com
seja para colocar informações (escri- aquele dispositivo, sendo cada pulso dispositivos de velocidades baixa e
ta) para um determinado componen- denominado ciclo de relógio ou ci- alta que utilizam tecnologia antiga e
te (periférico), seja para obter informa- cio de barramento, o qual correspon- avançada, tirando vantagens das
ções (leitura) de outro componente. Os de ao inverso do valor da freqüência melhorias na tecnologia. Em contra-
demais componentes são os escravos. do relógio (c/oek) de modo que todas partida, requer sinais adicionais para
Esse método tem a vantagem de as atividades gastam um número in- prover a devida sincronização dos
ser simples e barato de ser implemen- teiro desses ciclos. eventos.
taco, mas possui uma grande desvan- Exemplificando: um relógio (c/ock) Para ''fechar'' o protocolo completo
tagem: toda a comunicação é reali- de 6,144 MHz produz um ciclo de (handshake)5nesta técnica assíncrona
zada via mestre (CPU); se há volume barramento de aproximadamente é utilizado o par de sinais a seguir, os
de dados envolvido nas transferênci- 162,8 ns (1/6,144) e se a escrita de quais são ativados em nível baixo:
as poderá surgir um gargalo no funcio- um byte na memória utiliza três ciclos • MSYN ~ Master SYNchronization -
namento do barramento como, por de barramento, esse acesso tem a sincronização do mestre e
exemplo, na transferência de dados duração de 488,3 ns (3 x 162,8 ns). • SSYN ~ Slave SYNchronization -
entre a memória secundária (discos, Na operação do tipo assíncrona sincronização do escravo.
fitas, etc.) e a memória principal (me- não há relógio sincronizador nem
mória RAM). Uma alternativa consis- eventos com duração certa de um ci- Esses dois sinais operam segun-
te em dispor-se de múltiplos mestres cio de barramento, pois não há reló- do um processo que consiste basica-
no sistema e não somente um. Esse gio (no sentido de não haver pulso de mente de quatro eventos:
novo método utiliza um dispositivo relógio para o barramento). Nesta • inicialmente MSYN é ativado pelo
controlado r denominado Acesso Di- modalidade cada evento depende so- mestre para pedir uma ação a um
reto à Memória ou OMA (Direct mente da ocorrência do evento ante- escravo;
Memory Access), o qual é utilizado
pela maioria dos modernos sistemas.
3 . Video Eletronics Standards Association
Ele se caracteriza pela possibilidade 4 . Em verdade, alguns dispositivos que se conectam a um barramento são ativos e podem iniciar
de um dos componentes que compar- transferências pelo barramento, enquanto outros são passivos e esperam por solicitações. Os ativos
tilham o barramento poder ganhar o são chamados mestres e os passivos escravos. Quando, por exemplo, a CPU ordena que um
controle deste para transmitir/receber oontrolador de disco leia ou escreva um bloco, a CPU está agindo como um mestre e o controlador
informações. de disco está agindo como escravo; entretanto, mais tarde o controlador de disoo poderá agir como
mestre quando ele comanda que a memória aceite as informações que ele está lendo da unidade de
Esse último processo, ainda que disco.
libere o microprocessador para reali- S . Deve estar claro que os handshakes completos são independentes do tempo. Cada evento é
zar outras tarefas enquanto uma trans- causado por um anterior e não por um pulso de relógio. Se um par mestre-escravo é lento, isto não
ferência esteja sendo realizada pelo afeta de forma alguma um par mestre-escravo subsquente que seja muito mais rápido.

50 SABER ELETRÔNICA NQ 339/ABRIU2001


• o escravo ativa o sinal SSYN em Por outro lado um barramento típi- Entretanto, esse barramento não
resposta ao MSYN, informando que co terá uma linha para leitura de me- é padronizado: cada processado r de-
ele está disponível; mória, uma segunda linha para escri- verá utilizar o seu próprio modelo, de
• ao encerrar a tarefa, o sinal MSYN é ta em memória, uma terceira para lei- acordo com as suas características;
desativado pelo mestre e, finalmente, tura de EIS; uma quarta para escrita aliás, é por este motivo que cada
• o sinal SSYN é desativado pelo es- de EIS e assim por diante. Portanto, processador necessita de um modelo
cravo em resposta à desativação do faz-se necessário um circuito de placa-mãe diferente.
sinal MSYN originário do mestre. decodificador entre essa CPU e tal Como o barramento local é utiliza-
barramento para converter o sinal co- do na comunicação do processador
dificado, no caso de três bits, em si- com os circuitos básicos e que reque-
INTERFACEAMENTO nais separados que possam acionar rem velocidade (especialmente a me-
as linhas do barramento. mória RAM e o cache de memória),
Os sinais digitais oriundos da CPU A Figura 5 mostra um circuito esse barramento é totalmente trans-
freqüentemente não têm energia sufi- decodificador comercial (C1674LS138, parente ao usuário. Pode-se dizer sim-
ciente para alimentar um barramento, tecnologia TTL) com uma tríade de plesmente que o barramento local está
em especial se ele for relativamente entradas (A, B e C) em que apenas na placa-mãe e ... nada mais.
longo e possuir muitos dispositivos a uma das oito saídas fica ativa (em ní- Assim como ocorre com uma CPU
ele conectados. vel baixo) de acordo com binário apli- típica, o barramento local (e a maioria
Por esse motivo a maioria dos cado a essas entradas (as entradas dos barramentos de expansão) pode
mestres de barramento estão interli- Ei são utilizadas para selecionar a ser dividido em três grupos, a saber:
gados a ele, barramento, através de pastilha, possibilitando o seu
pastilhas específicas chamadas aci- cascateamento) . · barramento de dados;
onadores de barramentos (bus · barramento de endereços e
drivers), essencialmente amplificado- · barramento de controle.
res digitais. BARRAMENTO LOCAL
De forma similar, a maioria dos O processado r Pentium, por exem-
escravos estão conectados ao Em um microcomputador de uso plo, apresenta um barramento de da-
barramento através de receptores de pessoal o seu principal barramento é dos de 64 bits (oito bytes"), o que quer
barramento (bus receivers). Já para o barramento local, ou seja, a via de dizer que o barramento local terá o seu
os dispositivos que podem agir tanto comunicação que possibilita a comu- barramento de dados de 64 bits. Como
como mestre quanto como escravo, é nicação do processado r aos circuitos conseqüência, o acesso à memória
utilizada uma pastilha chamada primordiais da placa-mãe como a será feito a 64 bits por vez. Da mesma
transceptor de barramento (bus memória RAM, a memória cache e o forma, quando se diz que o processa-
transceivei) . chipseF - dentre os diversos circuitos dor trabalha externamente a 66 MHz
Todas essas pastilhas de interfa- presentes no chipset merecem desta- (como o Pentium 200, por exemplo),
ceamento com o barramento são fre- que o controlador de memória RAM, isso significa que é esta a freqüência
qüentemente dispositivos tri-state para o controlador de cectte", além do de operação do barramento local.
permitir que elas flutuem (sejam des- controlador de barrarnento no caso de No caso do barramento local típi-
conectadas - alta impedância) quan- existirem outros barramentos no micro, co de 64 bits a 66 MHz, a taxa de
do não é necessária a sua ação; em o que na prática certamente ocorre. transferência máxima entre o proces-
alguns casos também são usadas O barramento local é o mais rápi- sador e memória (RAM e cache) será
pastilhas do tipo coletor aberto que do, pois os circuitos se comunicarão de 528 MB/s'o, que é o resultado da
atingem efeito similar. com o processado r com seu desem- expressão [64 bits x 66 MB/s]/8 bíts".
O hardware , no entanto, não pára penho máximo. Na situação do barramento operar a
por aí. 75 MHz, a taxa de transferência será
74LS138
Assim como em uma CPU, um de 600 MB/s (simplesmente 75 x 8
barramento também tem linhas de A o MB/s). Já com um barramento operan-
B 1
endereço, dados e controle. Todavia, do a 83 MHz (no caso de um
C 2
não existe necessariamente uma cor- overclock), a taxa passará a ser 664
3
respondência um-para-um entre os MB/s. E, finalmente, no caso dos
4
sinais do microprocessador e os sinais processadores que operam externa-
E1 5
do barramento. mente a 100 MHz, a taxa de transfe-
E2 6
Por exemplo, um microprocessador E3 7 rência é de 800 MB/s.
pode ter três pinos, ou terminais, cujos Essa é uma ótima oportunidade
níveis lógicos codificam se ele está Figura 5 para entender como um 6x86-PR200,
realizando uma leitura de memória,
uma escrita na memória, uma leitura 6 - Circuito Integrado.
7 - Chipset é o conjunto de circuitos integrados de apoio existentes na placa-mãe.
de EIS, uma escrita de EIS ou algu-
8 - Memória estática de rápido acesso comparativamente à velocidade de funcionamento da CPU.
ma outra operação, permitindo a 9 - Aqui considerado como sendo um agrupamento de 8 bits.
codificação de até um máximo de oito 10 - Lê-se" 528 megabaites por segundos".
possibilidades (23 = 8). 11 - A divisão por 8 se justifica para obter o resultado em bytes.

SABER ELETRONICA Ng 339/ABRIU2001 51


que trabalha internamente somente a cos rígidos e interfaces para rede lo- microprocessador capaz de manipu-
150 MHz, consegue ser mais rápido cal. lar internamente dados de 16 bits,
que um Pentium 200: este, por operar A princípio, pode parecer que, se comunica-se com o meio externo atra-
a 66 MHz, "conversa" com a memória o micro tiver esses periféricos integra- vés de palavras de 8 bits). O barra'
(RAM e cache) a 528 MB/s, enquanto dos à própria placa-mãe, eles traba- mento do IBM PC tornou-se padrão
o 6x86-PR200, por operar a 75 MHz, lharão à mesma velocidade da placa- porque praticamente todos os vende-
"conversa" com a memória a mãe (isto é, à mesma velocidade do dores de clones de PC o copiaram
600 MB/s. barramento local). Isso, porém, não é para permitir que muitas placas exis-
Da mesma forma, não é recomen- verdade. tentes de EIS de terceiros pudessem
dado o uso hoje em dia de processa- No projeto da placa-mãe integra- ser utilizadas em seus sistemas.
dores com barramento local abaixo de da, como em micros de arquitetura O barramento possui 62 linhas,
66 MHz - como o Pentium-120; fechada, normalmente os periféricos sendo ele fisicamente fixado na pla-
Pentium-150, K5-PR120 e 6x86- integrados comunicam-se com o ca-mãe que possui cerca de meia dú-
PR150+ por apresentarem baixo de- processador através de uma extensão zia desses conectores espaçados %"
sempenho e um gargalo considerável do barramento de expansão, chama- um do outro, nos quais podem ser in-
- na realidade 'isso' nem mais existe!! do barramento X (eXtension bus) , ou seridos cartões. Cada cartão possui
É válido ressaltar aqui que o ter- seja, mesmo o periférico estando in- uma borda que encaixa no conector.
mo usual s/ot e barramento não são tegrado na placa-mãe ele é tratado Esta borda tem 31 faixas (cobertas
sinônimos. como se estivesse conectado a um com ouro) de cada lado, que fazem o
Assim como o barramento passa dos s/ots de expansão. contato elétrico com o conector (para
por todos os circuitos existentes no registro: a IBM chama-o barramento
microcomputador, ele passa também de l/O channel).
por este s/ot (conector). l/O CHANNEL Na Figura 7 estão representados
O s/ot tem entradas e saídas para quatro gesses s/ots vistos por cima.
o caminho de dados, para o caminho O surgimento do PC (Figura 6) deu
de endereços e para o caminho de início a uma era de padronizações e
controle. uniformizações.
Todos os s/ots do microcomputador Na época do seu lançamento
são absolutamente iguais (em termos (1981) o mercado era caracterizado
de função) e, portanto, não há s/ots por uma grande variedade de compu-
especiais para esta ou aquela tadores pessoais e com eles diversos
interface: qualquer interface periférica e incompatíveis barramentos, isso
pode ser encaixada em qualquer um sem contar a incompatibilidade entre
dos s/ots desde que, é obvio, ela es- periféricos.
Figura 7
teja vaga e seja mecânica e eletrica- A arquitetura aberta do PC e a uti-
mente compatível. lização de componentes comerciais É interessante salientar que na
Para que uma simples placa de permitiram uma proliferação de clones, época do primeiro PC e do PC XT, o
vídeo ou um disco rígido possam ser tornando o mercado variado e com- s/ot era conectado diretamente ao
utilizados em qualquer micro, indepen- petitivo e o melhor, relativamente com- barramento local do micro uma vez
dentemente do processador instalado patível. Tudo isso graças à Big B/ue que esses computadores utilizavam
(ou seja, independentemente do mo- (IBM). microprocessadores com baixos valo-
delo de barramento local usado), são O s/ot de expansão existente no res de freqüência para os atuais pa-
empregados diversos modelos de "velho" IBM PC e IBM PC-XT tem a drões de freqüências de operação.
barramentos de expansão, conforme característica de ser um s/ot de 8 bits
visto anteriormente. por utilizar somente 8 bits de dados Principais características:
Todos esses modelos de barra- (esse primeiro PC12fundamentava-se · barramento de dados de 8 bits
mento são disponibilizados na placa- no 8088 que, apesar deste ser um · barramento de endereços de 20
mãe do micro através de conectores bits
chamados s/ots. A exceção fica por · freqüência de operação de 8MHz13.
conta dos barramentos USB, Firewire
e IrOA que são externos ao micro.
O grande inconveniente apresen-
tado pelos barramentos de expansão Nas próximas edições ve-
é a velocidade.
remos os tipos de barra-
Embora a maioria dos periféricos
utilizados no micro seja lenta (como a mentos que existem de for-
impressora, o mouse, a unidade de ma detalhada.
disquete, a unidade de CO-ROM e o
teclado), existem, a priori, três clas-
ses de periféricos bastante prejudica-
das pela baixa velocidade: vídeo, dis- 12 - Personal Computer.

52 SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001


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VDC. pilhas to, Gravações etc. 12 V - 12
te em funcionamento: 30 mA
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zadas em conjunto com multí- Número de transistores: 2 - Com tampa plástica circulares - 3 esmeris em
metros para aferir, medir e lo- Tipo de microfone: eletreto PB112-123x85x52 mm ... R$ 4,10 formatos diferentes (bola, tri-
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sível e uma etapa amplificadora que o torna o mais eficiente do
mercado para ouvir conversas à distância. De grande autonomia
Contém: placa de fenolite,
funciona com 4 pilhas comuns e pode ser escondido em objetos
como vasos, livros falsos, gavetas, etc. Você recebe ou grava con- cortador de placa, caneta, per-
versas à distância, usando um rádio de FM, e carro ou aparelho furador de placa, percloreto de
de som. ferro, vasilhame para corro-
NÃO ACOMPANHA GABINE =__
F-J'---. são, suporte para placa
R$ 39,50 R$ 37,80
•••
TENDENCIAS DE
MERCADO
Engo Marcelo Thalenberg
evento@[Link]

o mercado global de componen- EMPRESAS NO BRASIL der financeiro consome com muito pra-
tes eletrônicos esteve altamente aque- zer, muitos milhões de dólares ao ano
cido no ano 2000 com muitos fabri- Vishay - Sergio Eckhardt (diretor (de amplificadores à válvulas) existin-
cantes não aceitando pedidos com para a América Latina) informa que do aqui no Brasil espaço para este tipo
prazo de entrega de até um ano (52 com a entrada de novas fábricas de de produtos, mas o componente que
semanas). Capacitores, memórias capacitores de tântalo do grupo, hoje, permite trabalhar com áudio digital é
flash, displays e até diodos de sinal já existem itens para entrega imedia- o OSP; fabricantes como AO, Texas,
faltaram no mercado mundial. ta ou com prazo de poucas semanas. Motorola, ST entre outros, competem
O desaquecimento do mercado neste mercado com aplicações de
americano aponta em 2001 para um Burr-Brown - A empresa foi ad- consumo como OVOs, reprodutores
ano estável com faltas localizadas de quirida no ano passado pela Texas MP3 ~qualizadores e, na área profis-
poucos itens, sendo que os preços de Instruments e desde janeiro os distri- slonal, em URAs, telefones celulares,
capacitores de tântalo continuam ex- buidores Texas estão comercializando voz sobre IP e outros. Qual o melhor
plosivos devido a alta do insumo pó essa linha no Brasil. OSP para sua aplicação? Suporte lo-
de tântalo, que está em torno de cal ao seu desenvolvimento, prazo de
US$1000,00 por onça. Emerson Electronic Connector - entrega, ferramentas adequadas e
Em compensação, os preços e pra- A empresa nomeou Elcio Lacroce di- preço são os fatores de decisão que
zos de memórias flash estão melho- retor comercial para o Brasil iniciando devem ser levados em conta em seus
rando, especialmente da Mícron. Aqui o atendimento local para suas linhas novos projetos.
no Brasil algumas ofertas momentâ- Cambridge , Johnson e Aim . Uma nova geração de produtos de
neas (spot) de componentes de pra- áudio com projetos locais tem sido
teleira (commodities) poderão apare- Intel - Reiniciou a distribuição de lançada de forma crescente e silencio-
cer com desconto. seus componentes industriais através sa, inclusive por grandes fabricantes
Veja em anexo tabela de preços no da Hitech e distribuidores, e está em Manaus, onde hoje o grande fato
mercado (USA) em janeiro. apresentando a tamília de micros é a fundação Genius [Link].
Strong Arm. 32 bits feitos para o am- [Link] focada em design de produ-
OPTO-ELETRÔNICOS biente industrial e que integram todos tos no Brasil.
os periféricos necessários para um sis-
Sua empresa utiliza acopladores tema em um único chip, roda Linux e
óticos das famílias TIL, MOC , 4N ? Windows CE, visite http:// REPRESENTANTES DE
As principais marcas atuais muda- [Link]/strongarm. FABRICANTES DE
ram por aquisição ou fusão. COMPONENTES ELETRÔNICOS
Telefunken hoje é Vishay e, en- Dallas está se fundindo com a
tre seus produtos, destacamos os Maxim e nomeou a Naticom como Os representantes locais estão
transceiversTFOT4500 com alta imu- representante para o Brasil, além de ajustando a forma de atuação ao mo-
nidade a interferência. veja em mais distribuidores locais. delo norte-americano. Isto significa
[Link] que os mesmos trabalham em parce-
International Rectifier (IR) desde ria com os canais autorizados de dis-
HP hoje é Agilent. E entre seus o ano passado é representada pela tribuição e não mantém mais estoques
produtos destacamos a nova família Artimar e nova rede de distribuidores. ou vendas no Brasil.
de acopladores óticos com tensão de
3,3 V e com opção de saídas lógicas
(Iogic gates), veja em [Link] ITENS OBSOLETOS
[Link] PROJETOS DE ÀUDIO
DA VÁLVULA AO DSP O portal [Link] pos-
QT (que adquiriu linhas de outros sui um serviço de informação sobre
fabricantes), hoje é da Fairchild, veja Válvula em 2001? Não é loucura itens obsoletos (componentes que
em [Link] não. O mercado de audiófilos com po-. deixaram de ser fabricados).

54 SABER ELETRÓNICA Nº 339/ABRIU2001


e Preco atual Prev. DI 3 meses Prazo de entroem semanas Prev.o/3 meses
'ã> _ Op Amp & Comparators $0.83 Estável 6 Estável ,
lij 8~ Interface $1.08 Diminuindo 12 Estável
= <i ~ Voltage Regulator
~ ~::J Power Management
$0.43
$0.97
Estável
Estável
10
8
Estável
Estável MODULOS
,
~ Switches & Multiplexers $1.43 Estável 10 Estável
'iB
~
E
Small Signal 0035
Small Signal SOT23
Small Signal T092
$0.020
$0.035
$0.04
Estável
Estável
Estável
6·8
6·16
8
Estável
Estável
Estável
HIBRIDOS
o
c:
.g
Zener Diode 0035
Zener Diode 0041
Zener Diode SOT23
$0.03
$0.045
$0.04
Estável
Estável
Estável
8
8
6+
Estável
Estável
Estável
(Telecontroll i)
~ Bipolar Transistors T0218 $1.15 Aumentando 16 Diminuindo
Cll Bipclar Transistors T0220 $0.32 Aumentando 16 Diminuindo
E Bipolar Transistors Dpak $0.25 Aumentando 14+ Estável
~ Power Mosfet DPAK $0.40 Aumentando 15+ Aumentando
(/) ~ Power Mosfet S08
§O a: Power Mosfet T0220
a. ~ Power Mosfet T0247
.:g C5 Power Mosfet D2PAK
$0.62
$1.20
$1.85
$1.00
Aumentando
Aumentando
Aumentando
Estável
6
12
20+
20+
Diminuindo
Diminuindo
Aumentando
Aumentando
T---
rn ~ Thyristor T0220 $0.42 Estável 12·20 Diminuindo
~ C§ Thyristor T092 $0.07 Estável 12·20 Diminuindo
~ Z Schottky Rectifier 5MB $0.08 Estável 2·8 Diminuindo
~ Schottky Rectifier SMC $0.15 Estável 2·8 Diminuindo Utilidades:
Schottky Rectifier T0220 $0.24 Estável 2·10 Diminuindo
Schottky Rectifier T0247 $2.75 Estável 6·8 Estável controle remoto
Fast Rectifier 5MB $0.10 Estável 12·20 Estável
Fast Rectifier SMC $0.19 Estável 12·20 Estável sistemas de segurança
Fast Rectifier T0220 $0.28 Estável 6-12 Estável
Fast Rectifier T0247 $1.20 Estável 6-8 Estável alarme de veículos
TVS P6KE $0.10 Estável 6·12 Estável
TVS 5MBJ $0.12 Estável 6·12 Estável etc.
Varistor Radial LA $0.18 Diminuindo 7·14 Estável
Varistor Radial ZA I $0.12 Diminuindo 7·10 Estável
co 3MM LED $0.10 Estável 4·5 Estável
ü 5MM LED $0.10 Estável 4·5 Estável
~ ChipLED $0.15 Estável 8 Estável Obs: Maiores detalhes, leiam
g: Rect LED $0.32 Estável 4 Estável artigo nas revistas Saber
&3 Optocoupler, 4 Pin DIP $0.50 Estável 28 Estável
Eletrônica nº 313 e 314
;:d Optocoupler, 6 Pin DIP $0.18 Estável 4·24 Estável
1-0...0 Optocoupler, 8 Pin DIP $0.70 Estável 4·30 Estável
Optocoupler, SO·8 $0.45 Estável 42 Estável
° Ootocouoler 16 Pin DIP 1$1.75 Estável 25 Diminuindo
uJ (/) USB, Series A, 4 Position, RIA Recept. 0.99 Estável 2 Estável
~ gs USB, Series B, 4 Position, RIA Recept. 1.12 Estável 2 Estável
°
()
0 IEEEI394, PCB Recept. 6 poso
Modular Jack RJ45 Sinnle Porto
2.99
0.7
Estável 2 Estável
Estável 2 Estável
ALVCI ALVCH 16 bit TSSOP 1.58 Estável 18 Estável
LCXI LVCOOSOIC 0.46 Estável 12 Estável
LCXI LVCOOTSSOP 0.46 Estável 12 Estável
LCXI LVC244 SOIC 0.90 Estável 12 Estável
LCXI LVC244 TSSOP 0.90 Estável 12 Estável
8 FCT244 SOIC 1.06 Estável 14 Diminuindo
:::;; FCT244 TSSOP 1.02 Estável 14 Diminuindo
~ FCT 16 Bit SOIC 1.37 Estável 14 Diminuindo CARACTERíSTICAS:
° F-CT 16 Bit TSSOP 1.37 Estável 14 Diminuindo
* Frequência de 315, 418 ou
9HC/HCTOODIP 0.15 Estável 8 Estável
HC/HCTOOSOIC 0.16 Estável 12 Estável 433,92 MHz
HC/HCT244 DIP 0.23 Estável 8 Estável
HC/HCT244 SOIC 0.23 Estável 12 Estável * Ajuste de frequência a LASER
4049, DIP 0.20 Estável 7 Estável * Montagem em SMD
4049 SOIC 0.20 Estável 8 Estável
256K 32K X 8 Slow Bytewlde $3.50 Estável 12-14 Diminuindo
* Placa de cerâmica
11::::;; lMEG 128K X 8 Slow Bytewide $6.00 Estável 12-14 Diminuindo
~ êi§ 4MEG 512K X 8 Slow Bytewide $11.00 Diminuindo 12-14 Diminuindo
~ (/) lMEG 128K X 8 Fast Asynchronous $5.25
4MEG 512K X 8 Fast Asvnchronous ~18.00
Estável
Estável
10
10
Diminuindo
Diminuindo
Preço:
4 MEG 3 V TSOP $5.00 Diminuindo Em alocação Diminuindo
11: I 8 Meg 3V TSOP $9.00 Diminuindo Em alocação Diminuindo
RR3 (2,5 mA)
~ ~ 16 MEG 3V TSOP $15.50 Diminuindo Em alocação Diminuindo R$ 45,90 - 2 pçs
UJ Li 32 MEG 3V TSOP $28.00 Diminuindo Em alocação Diminuindo
:::;; 32K X 36 Svnch FIFO $106.00 Estável 4·6 Estável
~ 4Bit $2.93 Diminuindo 14 Diminuindo RR5LC (0,8 a 1,2 mA)
~ 8Bit $3.50 Estável 12 Estável R$ 55,80 - 2 pçs
~
d 16Bit $9.25 Estável 12 Estável
::;:g: 32Bit $15.89 Estável 10 Estável
16B!t $3.50 + Aumentando 6 a 12 Aumentando
fu 24Bit $30.00 + Estável 6 a 12 Estável
o 32Bit 33.00 + Estável 12 a 24 Estável Pedidos:
Ceramic Chip 0402 .01 X7R 0.0220 Diminuindo 10 Diminuindo
o» Ceramic Chip 0603 .01 X7R 0.0180 Diminuindo 12 Diminuindo Disque e Compre
a: Ceramic Chip 0805 .1 X7R 0.0260 Diminuindo 12 Diminuindo
g Ceramic Chip 1206 .1 X7R 0.0320 Estável 12 Estável (11) 6942-8055
~ High CV Ceramic Chip 10uf 0.2780 Estável 12 Estável
o...
« Tantalum Chip A case 1uf 25V 0.1850 Diminuindo 60 Estável
Saber Marketing
() Tantalum Chip B case 10uf 20V 0.3500 Diminuindo 60 Estável Direto Ltda.
Tantalum Chip C case 10uf 16V 0.4100 Diminuindo 60 Estável
Para saber mais de outras familias visite o site: [Link]
SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001 55
RASTREADOR DE CABOS

facilidade em qualquer lugar, e como


Quantas vezes em uma instalação industrial ou comercial, na o sinal tem uma potência razoável, ele
sua casa ou mesmo em um terreno você precisou localizar exata- possibilita a detecção de cabos, mes-
mente por onde passava um cabo embutido numa parede, piso ou mo daqueles que estejam enterrados
a urna certa profundidade no solo.
forro e teve dificuldades enormes para fazer isso? Se esse proble-
ma é freqüente no seu trabalho ou na sua atividade dentro da ele- Características:
trônica, um rastreador de cabos é um equipamento indispensável. Tensão de alimentação: 6 V
Consumo: ·10 a 20 mA
Veja como fazer isso usando para detecção um rádio AM comum.
Alcance: 40 em (típico)
Faixa de operação: 530 a
Como localizar exatamente por na faixa de ondas médias, de peque- 1600 kHz
onde passa um cabo embutido numa na potência. O cabo atua então como Modulação: 1 kHz (aprox)
parede, piso ou forro? Como ter cer- uma antena irradiando o sinal, que Tipo de receptor: Rádio de
teza de que o local onde você preten- pode ser captado por um rádio portá- ondas médias portátil
de quebrar uma parede ou cavar no til de ondas médias, conforme mostra
chão não é justamente aquele por a figura 1.
onde passam os cabos de uma insta- Assim, basta usar o rádio para fa- COMO FUNCIONA
lação elétrica, telefônica ou de dados? zer o rastreamento do cabo, pois nos
A solução para esse problema está pontos em que temos a sua presença Um transistor 80135 funciona
no uso de um equipamento que qual- o sinal é mais forte. como oscilador de alta frequência
quer pessoa poderá montar: um Outra aplicação interessante é que gerando sinais na faixa de ondas
rastreador de cabos. podemos aplicar o aparelho para acu- médias.
O circuito que descrevemos é bas- sar o ponto em que um cabo está in- A frequência deste sinal é deter-
tante eficiente, de uso portátil e tem terrompido: nele, o sinal desaparece minada por Ll e CV1• CVl possibilita o
ainda a vantagem de seu detecto r ser e não segue pelo cabo adiante. ajusta fino desta frequência de modo
um pequeno rádio AM. O que ele faz Como o rastreador é alimentado que o aparelho opere num ponto livre
é injetar no cabo um sinal modulado por pilhas, ele poderá ser usado com da faixa de ondas médias.
Esta etapa é modulada por um tom
Rádio de áudio que é gerado por um timer
555 operando na configuração astável.
Rastreador ~ AM/OM
Neste circuito, a frequência de ope-
ração é dada por Rl' R2 e Cl. Se o

I ~_------'--/--L-/_~'---: /_--.f7_~t~ leitor quiser, poderá substituir H, por


um trimpot de 100kQ em série com o
resistor de modo a ter um ajuste des-
te tom; ou então trocar C, por
//1
Sinais irradiados
capacitores na faixa de 10 nF a 470
nF.
A saída do sinal de alta frequência
Fig.1 - O caborastreado
irradiasinaisquepossibilitam
sualocalização.
a ser injetado no cabo é feita por uma

56 SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001


bobina (L2) para isolar o circuito de um bastão de ferrite de 10 a 15 cm de veite para também retirar, sem que-
corrente contínua do rastreador. comprimento e com 0,5 a 1 cm de diâ- brar, o botão desse componente.
metro. L2 consta de 10 espiras do mes- Se usar um variável de um rádio
mo fio, no mesmo bastão, ao lado da AM/FM, tenha cuidado para não ligar
MONTAGEM bobina L1· Os capacitores C2, C3 e C4 as seções de FM que são de menor
devem ser cerâmicos, mas C1 poderá capacitância e podem impedir que o
Na figura 2 temos o diagrama com- ser de poliéster. circuito atinja a parte de baixa
pleto do rastreador. O capacitor variável pode ser de frequência do espectro de ondas mé-
A disposição dos componentes em qualquer tipo com capacitância máxi- dias onde, justamente, o aparelho fun-
uma placa de circuito impresso é mos- ma de 120 a 400 pF. Uma idéia para ciona melhor.
trada na figura 3. se obter este componente é retirá-Io O transistor 80135 admite equiva-
A bobina L1 é formada por 40+40 de algum rádio de ondas médias ve- lentes como o 2N2222 ou 80137, e
espiras de fio esmaltado AWG 28 em lho, que já não funcione mais. Apro- não precisa de radiador de calor.
O conjunto pode ser montado fa-
cilmente numa caixinha de plástico,
conforme ilustra a figura 4, tendo na
parte externa o botão que liga e desli-
ga a unidade e o ajuste de frequência.

~C4
.J.!00 nF

Fig.2 - Circuitocompleto
dorastreador. G2
Fig.4 - Instalação
emcaixaplástica.

Para a conexão ao cabo temos


duas garras. Uma deve ser ligada ao
próprio cabo e a outra eventualmente
à terra. Nas aplicações normais, bas-
ta ligar apenas uma das garras ao
I cabo.

PROVA E USO

Para provar o aparelho sintonize


nas proximidades um rádio de ondas
médias (AM) numa frequência livre no
extremo inferior da faixa (entre 530 e
700 kHz), de preferência.
CV Ligue o rastreador e ajuste CV1 até
captar um apito forte no receptor.
Para testar, ligue a garra num dos
condutores da rede de energia (não
precisa desligar a força neste caso),
conforme indica a figura 5.
Com o rastreador você pode en-
tão rastrear os cabos de força da ins-
talação de sua casa usando para isso
o rádio portátil.
Para utilizá-Io, é interessante pro-
ceder sempre da seguinte forma:
Desligue a alimentação e a
-º1 outra extremidade do cabo que deve
Fig.3 - Placadecircuitoimpresso
dorastreador ser rastreado, caso ele faça parte de
uma instalação complexa e você

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001 57


íC'" Fio embutido
Um outro emprego
I -------------------------------------- importante para este
I
,/
I
I
I \ rastreador é como

Tomada
O
~G1
Sinais

[;]
--=-
_
Rádio
de ondas
médias
injetar de sinais para re-
paro de aparelhos de
som, rádios e intercomu-
nicadores. O sinal de
Rastreador áudio puro, retangular,
G, - para provas de áudio
Desligada pode ser retirado do pino
3 do circuito integrado
Fig.5 - Rastreandoum
cabode força. 555 através de um
capacitar de 10 nF onde
deseje rastrear apenas um cabo. Em gada ao cabo é suficiente para se fa- é ligada uma ponta de
alguns casos, não será preciso desli- zer a detecção. prova, veja a figura A.
gar o cabo, se ele estiver ligado à rede Ligue o rastreador e sintoni-
de 11OV ou 220 V. ze o receptor na sua frequência. Faça
Se o cabo estiver enterrado
profundamente e você precisar de
o acompanhamento do sinal ao longo
do cabo, observando sempre a posi-
I I Fig.A
maior alcance, ligue a garra G2 à ção em que o sinal é mais forte. 3
terra. Se o sinal desaparecer em 555 aC3
Para situações em que os cabos determinado ponto, isso significa que
10nF
são superficiais ou embutidos em pa- o cabo pode ter uma interrupção jus-
redes, apenas uma das garras (G1) li- tamente nesse local. I 4. c::-ponta
de prova

LISTA DE MATERIAL Os sinais retangula-


res possuem harmôni-
Semicondutores: Cs - 1 nF - cerâmico
Cl1 - 555 - circuito integrado, timer cas que se estendem
O, - 8D135 ou equivalente - transistor Diversos: até o espectro de alta
NPN de média potência L1 / L2 - bobinas com núcleo de ferrite -
frequência possibilitan-
ver texto
Resistores: (1/8W, 5%) CV1 - capacitor variável de rádio de do o trabalho mesmo
Rl' R2 - 10 kQ ondas médias com circuitos de RF, tais
R3 - 22 kQ G1, G2 - garras jacaré
81 - Interruptor simples como os encontrados
Capacitores: 81 - 6 V - 4 pilhas pequenas em intercomunicadores
C1 - 47 nF - cerâmico ou poliéster Placa de circuito impresso, suporte
C2 - 10 nF - cerâmico para 4 pilhas pequenas, botão para o sem fio, receptores e
C3 - 4n7 - cerâmico variável, caixa para montagem, fios, sintonizadores de FM e
C4 - 100 nF - cerâmico solda, etc.
até nas etapas de RF de
um televisor. Ligado à
antena de um TV de
Ao trabalhar com cabos o cabo que se pretende
VHF, este circuito gera
energizados tenha sempre rastrear. Também observa-
sinais de barras horizon-
em mente as regras de se- mos que se forem rastreados
tais.
gurança. Isso é válido mes- cabos blindados, ou aplica-
Para provas de RF
mo para os cabos de baixa mos o sinal na blindagem
poderá ser usada a saí-
tensão da rede local de ener- (que deve estar desligada) ou
da da garra, que se tor-
gia. nos cabos internos (caso em
na ideal para ajuste de
No entanto, o melhor pro- que a blindagem também
Fls de rádios de AM.
cedimento é desligar sempre deve estar desligada).

58 SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001


de 5 a 10 W, conforme o tipo de ante-
A instalação de ERBs (Estações Rádio-Base) em diversos pon-
na. Mas, isso não significa que quem
tos de áreas densamente povoadas não apenas têm trazido a pú- mora perto dessas estações corra
blico o problema estético com uma poluição visual algo elevada, perigo. As antenas possuem um pa-
como também o da própria radiação emitida, que pode ser danosa drão de irradiação que focaliza a emis-
são num feixe estreito na direção do
para as pessoas que vivem nas proximidades. O que há de verda- horizonte como uma "fatia de torta",
deiro no segundo caso é o que certamente mais interessa aos veja a figura 2.
leitores desta revista. Neste artigo comentamos um texto de 1998 Está claro que, mesmo dentro do
setor de irradiação máxima, a intensi-
emitido pela FCC (Federal Communications Commision) que, jus- dade do sinal cai rapidamente (segun-
tamente, aborda o assunto de uma forma bastante clara. do a lei do inverso do quadrado da dis-
tância) à medida que nos afastamos
A telefonia celular (bandas A e B) cia máxima efetiva (ERP) prevista para da antena.
usa uma faixa de frequências que está uma ERB é de 500 watts· por canal, Fora do setor a intensidade do si-
entre 800 MHz e 900 MHz, enquanto dependendo de diversos fatores como nal é muito menor ainda. Medidas fei-
que serviços de comunicações pesso- a altura da torre, etc. A maioria das tas pelo FCC em estações desse tipo,
ais (PCS) usam a faixa de frequências estações em áreas povoadas densa- mostram que no pé das torres as in-
entre 1850 e 1990 MHz. mente opera com potências de 100 W tensidades de sinal encontradas estão
As antenas desses serviços são ERP ou menos. O típico está na faixa muito abaixo dos mínimos recomenda-
normalmente instaladas em torres, dos pelas normas de segurança.
caixas d'água, edifícios e outros locais Em 1996 o FCC adotou procedi-
elevados. Essas antenas são forma- mentos atualizados para avaliar a ex-
das por varetas ou conjuntos de 3 a 5 posição humana a campos de
varetas ou ainda painéis retangulares radiofrequência de antenas fixas como
de aproximadamente 30 cm x 1,2 m, as usadas em telefonia celular.
organizados em grupos de três, con- As recomendações do NCRP
forme mostra a figura 1. (National Council on Radiation
A potência irradiada por uma es- Protection and Measurements) são
tação desse tipo depende de diversos semelhantes às fornecidas em 1992
fatores, tais como a cobertura e o nú- pelo ANSI/IEEE (American National
mero de canais. Uma estação típica Standards Institute e Institute of
(ERB) utiliza 21 canais por setor, cada Electrical and Electronics Engineers)
qual usando 3 antenas transmissoras, e fixam a potência máxima a que pode
o que nos dá um total máximo de 3 estar exposta uma pessoa em um
transmissores por síte. É importante campo de RF sem perigo.
observar que esses transmissores não No caso dos telefones celulares,
ficam em operação simultaneamente considerando-se a frequência mínima
o tempo todo, o que significa uma po- de 860 MHz, as recomendações do
tência total menor que a máxima pre- FCC são para um nível máximo de
Fig. 1 . Uma antena de ERB típica.
vista na maioria dos casos. A potên- exposição em ambientes públicos, de

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001 59


I
sageiros. Estudos feitos nos laborató-
rios da AT&T Bel! Labs, na Universi-
dade de Washington, mostram que
nas "piores condições" (quando o pas-
sageiro está próximo do vidro) os ní-
veis de potência podem atingir valo-
I .J_ - - - - - - - .... _ , res elevados .
/

/
/
A experiência mostrou que um
Antena
" manequim a uma distância de 9,7 cm
~ "
do vidro ficou exposto a um nível de
radiação de 1900 IJW/cm2 quando um
) transmissor de 3 W foi usado. A
Fig. 2 - Padrão de irradiação de uma antena de estação - celular. Motorola recomenda que a instalação
da antena seja feita de modo a se
580 IJWpor centímetro quadrado, para dores que visam aumentar a potência aproveitar ao máximo a estrutura do
um tempo médio de 30 minutos. de emissão. Mesmo assim, a potên- veículo como blindagem para evitar
Este valor é muitas vezes mais alto cia emitida neste caso é da ordem de que a radiação atinja os passageiros.
do que o encontrado na base de tor- apenas 3 watts, mas ainda exigindo Isso significa que a antena deve ficar
res de estações de celulares. Dados alguns cuidados. Quando a antena é sempre no centro do teto do veículo.
de diversas fontes, por exemplo, mos- montada no centro do teto, conforme E, se a antena for colocada no por-
traram que no "pior caso" a intensida- ilustra a figura 3, este serve como pia- ta-malas, ela deverá ficar de 30 a 60
de medida no nível da base da torre no-terra e os sinais são emitidos to- cm do vidro para evitar que a radia-
foi de apenas 1 IJW por centímetro dos num padrão que não afeta os pas- ção atinja os passageiros do banco
quadrado. sageiros no interior do veículo. traseiro em níveis maiores do que os
Verifica-se que para chegar ao li- Entretanto, quando a antena é considerados como timite.
mite de 580 IJW/cm2 seria preciso que montada na borda do teto ou ainda Em suma, se a antena for instala-
a pessoa ficasse diante da antena a sobre o porta-malas, de acordo com da corretamente, se o transmissor ti-
poucos metros dela. a figura 4, podemos ter uma certa po- ver no máximo 3 W, e ainda conside-
Um caso importante que deve ser tência irradiada na direção dos pas- rando-se que o tempo 'médio de uso
considerado é quando as antenas fi-
cam no teto de construções e as pes- Antena~ '.
Emissão
~I/
=>:
soas podem se aproximar delas mais
do que no caso de torres, quando en- Teto
tão os campos podem ser superiores
a 1 IJW/cm2. De qualquer forma, as
pessoas mais expostas nestes locais
são os técnicos que vão trabalhar nas
antenas, os quais sabem das normas
de segurança que devem ser adotadas
para se evitar a exposição excessiva.
Em suma, considerando-se a in-
tensidade do campo emitido por es-
sas estações vemos que elas estão
muito abaixo do limite que poderia tra-
zer perigo e que, antes disso, as aten-
ções deveriam ser voltadas para emis-
sões muito mais perigosas, tais como Fig. 3 - O teto do veículo serve como plano-terra.
as de emissoras de FM e TV de regi-
ões densamente povoadas, como a Radiação para
nossa Avenida Paulista em São Pau- dentro do veículo
lo, onde diversos transmissores com
mais de 50 000 W de potência per-
manecem em operação contínua.

ANTENAS EM VEíCULOS

Um outro tipo de emissão a ser


considerada é quando se utilizam an-
tenas para celulares nos tetos de veí-
Fig. 4 - Montagem não recomendada - porta-malas.
culos, que estão ligadas a amplifica-

60 SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001


do equipamento seja curto, os níveis tos da radiação seriam ainda perigo-
de radiação para os ocupantes do veí- sos, o que levou várias entidades a De qualquer forma, o es-
culo estarão muito abaixo dos conside- fazerem uma pesquisa mais profun- tudo dos padrões de irradia-
rados perigosos. da. ção e o projeto de antenas
que não permitam uma con-
Nos Estados Unidos, enti-
TELEFONES DE MÃO centração maior de energia
dades como a Wireless
na direção da cabeça do usu-
A proximidade da antena do tele- Technology Research, LLC ário, e mesmo a recomenda-
fone celular da cabeça do usuário, (WTR) e a Motorola iniciaram ção de que o telefone celular
mesmo considerando-se que a potên-
uma série de programas de seja usado de modo contro-
cia do sinal é muito baixa, pode levar
a níveis preocupantes que foram abor- pesquisa no sentido de de- lado (apenas para conversas
dados na documentação do FCC. terminar exatamente os curtas, deixando-se as lon-
As recomendações do FCC, ANSI/ riscos a que estariam expos- gas conversas para o telefo-
IEEE e NCRP especificam os limites
tos os usuários de telefones ne comum - o que também
de absorção de energia de RF em ter-
mos de taxa de absorção específica celulares. seria um procedimento bem
ou SAR. Para telefones celulares e saudável para o bolso do
PCs o limite é de 1,6 W/kg medidos o resultado das pesquisas levaram usuário), e finalmente, que se
em um grama de tecido. à emissão de documento que, em dê preferência ao uso do te-
Na prática, os níveis constatados princípio, afirma que se existem riscos
lefone no carro com a ante-
têm sido muito menores que esse li- para os usuários "provavelmente eles
mite. são pequenos", mas estes estudos na externa, são alguns dos
No entanto, nos últimos anos têm têm sido aprofundados com a revela- - pontos em destaque atual-
aumentado as especulações de que, ção de que o problema não é tão sim-
mente. -
mesmo com níveis menores, os efei- ples.

MANUTENÇÃO EM EQUIPAMENTOS HOSPITALARES


O OBJETIVO deste curso é preparar técnicos para reparar equipamentos da área hospitalar, que utilizem
princípios da Eletrônica e Informática, como ELETROCARDIÓGRAFO, ELETROENCEFALÓGRAFO, APARE-
LHOS DE RAIO-X, ULTRA-SOM, MARCA-PASSO ete. .

Válidoaté 10/05/2001
Programa: _
Aplicações da [Link]ógica/digital nos equipamentos médicos/hospitalares
Instrumentação baseados na Bioeletricidade (EEG,ECG,ETc.)
Instrumentação para estudo do comportamento humano
Dispositivos de segurança médicos/hospitalares
Aparelhagem Eletrônica para hemodiálise
Instrumentação de laboratório de análises
Amplificadores e processadores de sinais
Instrumentação eletrônica cirúrgica
Instalações elétricas hospitalares
Radiotelemetria e biotelemetria
Monitores e câmeras especiais
Sensores e transdutores
Medicina nuclear
Ultra-sonografia
Eletrodos Curso composto por 5 fitas de vídeo
Raio-X (duração de 90 minutos cada) e 5
apostilas, de autoria e responsabilidade
do prof. Sergio R. Antunes.

PREÇO: R$ 297,00 (com 5% de desc. à vista + R$ 5,00 despesas de envio) ou 3 parcelas, 1 + 2 de R$ 99,00 (neste caso o
curso também será enviado em 3 etapas + R$ 15,00 de desp. de envio, por encomenda normal ECT.) - PEDIDOS: Utilize a
solicitação de compra da última página, ou DISQUE e COMPRE pelo telefone: (11) 6942-8055
SABER MARKETING DIRETO LTDA.

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001 61


UCC1817/18
Pré-reguladores de
Fator de Potência

CAOUT - Current Amplífíer Out -


Existem atualmente muitos circuitos integrados projetados para Saída do amplificador de corrente
funções específicas bastante especializadas como, por exemplo, CT - Oscíllator Tímíng Capacitor -
Capacitor de tempo do oscilador
o controle do fator de potência para cargas alimentadas a partir da
DRVOUT - Gate Dríve - Saída do
rede elétrica de corrente alternada. Um destes componentes é jus- dríve do tipo totem-pole MOSFET
tamente o UCC1817/18 da Texas Instruments, que abordamos GND - Ground - terra
IAC - Input AC Current - Entrada
neste artigo.
de corrente AC
MOUT - Multíplíer Output and
Além dos circuitos integrados abor- 250 !-IA,baixa dissipação de potência, Current Sense Invertíng Input - Saída
dados neste artigo, a Texas Instru- proteção contra sobretensão, além de multiplicadora e entrada sensora de
ments conta com diversos outros cujas outras. corrente inversora.
características diferenciadas podem Na figura 1 temos o diagrama de OVP/EN - Over voltage/enable -
atender a aplicações específicas. blocos correspondente a estes circui- Sobretensão/Habilitação
Sugerimos aos leitores que neces- tos integrados. PKLMT - PFC peak corrent límít -
sitarem de mais informações sobre Este componente pode ser encon- Limitador de corrente de pico PFC
esta família de integrados que visitem trado tanto em invólucro PLCC-20 ou RT - Oscíllator Chargíng Current -
o síte da Texas Instruments em http: LCC-20 quanto SOlC16 ou DIL-16 com Resistor de carga do capacitor do
I/www. [Link] e digitem no search as pinagens mostradas na figura 2. oscilador
"Power Factor Preregulator". SS - Soft Start - Partida suave
VAOUT - Voltage Amplífíer Output
MÁXIMOS ABSOLUTOS: - Saída do amplificador de tensão
OSCI's VCC - Posítívesupply voltage - Ten-
UCC1817118 Tensão de alimentação 18 V são positiva de alimentação
Corrente de excitação de compor- VFF - Feed-forward Sígnal - Sinal
Estes dois circuitos integrados con- ta contínua:0,2 A RMS gerado para servir de referência
têm todas as funções necessárias à Corrente de excitação de compor VSENSE - Voltage Amplífíer
correção do fator de potência. O ta com 50% de ciclo ativo: 1 A Invertíng Input - Entrada inversora do
controlado r permite chegar a um fator Tensão de entrada: CAI,MOUT . amplificador de tensão.
de potência próximo de 1,0 a partir da .................................................. 8V VREF - Voltage Reference Output
modificação da forma de onda da cor- PKLMT 5V - Saída de referência de tensão.
rente alternada de entrada de modo VSENSE, OVP/EN 10 V
que ela corresponda à tensão. Um Dissipação de potência 1W
controle de corrente faz com que a APLICAÇÃO TíPICA
forma de onda senoidal se mantenha
estável com uma baixa distorção. DENOMINAÇÃO DOS PINOS: Na figura 3 apresentamos um cir-
Construídos pelo processo cuito típico de aplicação destes com-
BICMOS Unitrode, eles oferecem ca- CAI - Current Amplífíer Non- ponentes.
racterísticas importantes como uma Invertíng Input - Entrada não inversora Este circuito é um pré-regulador de
baixa corrente de partida da ordem de do amplificador de corrente. 250 W PFC usando o UCC3817, indi-

62 SABER ELETRÓNICA NQ 339/ABRIU2001


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ID
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I HREF 7,5 V I I VREF
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16 V (VCC 1817)
somente
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ID
JJ
ON/ENI10] I
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~ 16 V/10 V (UCC1817)
10,5 V/10 V (UCC 1818)
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MOUT 15 M+t MT
CLK
I
I
I
I
I

'---------------------------------QD-----UD m----1.!1
CAI CAOUT RT CT
(J)
(,)
\.J cado para ser empregado em fontes corrente em fase com a tensão, o fa-
GNO 1 16 ORVOUT
de alimentação de alto rendimento tor de potência se aproxima do ideal,
PKLMT 2 15 VCC
com elevado fator de potência. ou seja, fica bem próximo de 1.
CAOUT 3 14 CT
4 13
Como a entrada de tensão deste Na prática, este circuito consegue
CAI SS
MOUT 5 12 RT
tipo de circuito é senoidal, mas a cor- chegar a um fator de potência de 0,999
IAC 6 11 VSENSE rente é drenada em pulsos com ele- com uma taxa de distorção harmôni-
VAOUT 7 10 OVP/EN vados picos de intensidade, existem ca menor que 3%.
VFI 8 9 VREF problemas a serem considerados num Mais informações sobre o projeto
I-
projeto deste tipo. deste circuito com o cálculo etapa por
I- 5 O primeiro deles é justamente for- etapa podem ser obtidas no Data-
:500:>ü
;:.::zza:ü
çar o circuito a responder aos pulsos Sheet da Texas Instruments aces-
o..(!)(!)o> de corrente em fase com a tensão, sando em seu site ou tirando manual
comportando-se desta forma como Power Supply Control Products (PS)
CA OUT 43 2 1 20 1~8 CT uma carga resistiva. Com os pulsos de do ano 2000. •
CAI 5 17 SS
NC 6 16 NC
MOUT 7 15 RT
Fig. 3 - Circuito de aplicação do UCC3817.
IAC 8 9 10 11 12 1314 VSENSE
l-LL.üLL.Z
::[Link]
O> a:ã: R16
< » 100 O
::> O
Figura - 2.

R13 Vout
760kO
600 V/8A 350VOC

IV C13
85-270 Vac 470 nF
R14
630 V 0,250

2
R10
3 15
40
4
5
C1
720pF 100 pF
C9
1,3 nF 14
,..
"- 13
06 IAC
6
~ C4
O R1 10 nF
(opcional)
g 12
10 kO

7
11 VOUT

R7
98kO R4
600kQ
10
8 R5
10kO
R6 9
20kO

64 SABER ELETRÔNICA NQ339/ABRIU2001


ETAPA HOAIZONTAL
DE mONITOAES
DE VIDEO

CIRCUITO TíPICO
A etapa de saída horizontal dos monitores de vídeo não é muito
diferente das encontradas em televisores comuns. No entanto, pelo Na figura 2 temos o circuito de saí-
modo de operação nas condições limites de potência e tensão dos da horizontal do monitor de vídeo
Philips monocromático 7BM749/48T.
componentes usados, ela é igualmente uma etapa crítica sujeita a Observamos que não existe dife-
problemas de funcionamento. Veja, neste artigo, como são as eta- rença sensível entre as etapas hori-
pas típicas de saída horizontal dos monitores e quais os procedi- zontais de monitores em cores ou
monocromáticos, apenas em relação
mentos que devemos adotar para sua reparação.
à potência.
Nos dois tipos de aparelhos os si-
Analogamente aos televisores co- a) gerar o sinal dente-de-serra de nais e as funções são as mesmas, já
muns, as etapas de saída horizontal varredura horizontal que esta etapa não trabalha com os
dos monitores de vídeo empregam um b) gerar a alta tensão para o sinais de vídeo.
transformador de saída horizontal (f/y- cinescópio O sinal de sincronismo é obtido a
back) para gerar a alta tensão que ali- c) gerar tensões auxiliares que partir do circuito integrado de sincro-
menta o cinescópio. podem ser usadas por outras etapas. nismo 74012 e entra no processado r
Na figura 1 temos um transforma- Analisaremos a seguir uma etapa de sinal 7502 (um MC1391 C) pelo
dor de saída horizontal típico como o típica encontrada num monitor de pino 4.
usado nos monitores de vídeo e tele- vídeo para discutirmos eventuais pro- Neste circuito integrado encontra-
visores. blemas que podem ocorrer. mos os blocos necessários à geração
As configurações e o princípio de de um sinal dente-de-serra para exci-
funcionamento das etapas horizontais tar as etapas seguintes do bloco hori-
dos monitores de vídeo são semelhan- zontal.
tes, exceto pelas freqüências de var- Nele destacamos dois controles
redura que não são as mesmas dos importantes: o controle de desloca-
televisores. mento da imagem, que determina a
Diferentemente dos televisores posição da imagem na tela conforme
onde os sinais de varredura horizon- mostra a figura 3 e que é feito pelo
tal são gerados na estação, separa- trimpot 3309, e o controle de
dos no televisor pelo separador de linearidade que ajusta a imagem da
sincronismo e têm sempre a mesma forma ilustrada na mesma figura. Este
freqüência, nos monitores de vídeo os ajuste é feito pelo trimpot 3510.
sinais são gerados no computador O sinal gerado por este circuito
(placa de vídeo ou vídeo on-board) e sai pelo pino 1 do circuito integrado
podem ter distintas freqüências, con- excitando uma etapa de média po-
forme o formato da imagem que está tência, que tem por base o transis-
sendo reproduzida. tor BC637.
A etapa de saída horizontal de um Fig. 1 . Transformador de saída horizontal A carga do coletor deste transistor
monitor de vídeo tem basicamente as (flyback) de monitor de vídeo. é um transformador que está ligado
seguintes finalidades: diretamente à base do transistor de

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001 65


+ 13 A + 13

+
3303

?o.i
Sinc. 100 nF

3304
+-e:J--I
3504
2V
2513
4
10nF

3,2V T502 3518


5 3533
MC1339P 1500

3534

+45V

~505

1 7nF
~2,2nF 2536
:t 22pF

1 2506
1 pF
Fig. 2 - Saídahorizontaldo monitor7BM749 - Philips.

Observe que, dada a forma de ficando se existe a tensão de alimen-


Ajustado em 3510 Ajustado em 3309
onda do sinal, este ajuste é feito no tação do transistor de saída.
núcleo de uma bobina (5531). O trans- Este componente, por trabalhar
formador de saída horizontal é o com- com alta corrente num regime de alta
ponente indicado como 5534 no dia- potência, é o elo sensível da etapa po-
grama e possui diversos enrolamentos dendo queimar com facilidade quan-
Fig.3 - Ajustesjunto ao CI 7502.
que geram, além da alta tensão para do então entra em curto.
o cinescópio, diversas tensões auxili- Se isso ocorrer, a fonte de alimen-
alta potência (saída horizontal)
ares como, por exemplo, a tensão de tação poderá também apresentar pro-
BUT12AF.
foco de 500 V que é ajustada no blemas.
No coletor dele temos um enrola-
trimpot 3714. Assim, na ausência da tensão que
mento do transformador de saída ho-
Outra tensão gerada nesta etapa alimenta este setor, o técnico precisa-
rizontal e encontramos também o ajus-
e usada por outros setores do monitor rá inicialmente verificar se o proble-
te da largura de imagem que atua so-
é de -60 V, que é obtida junto ao diodo ma deve-se à falha deste circuito, ou
bre a amplitude do sinal dente-de-ser-
6535 e filtrada pelo capacitor 2538. da fonte de alimentação.
ra, conforme mostra a figura 4.
A freqüência do sinal deverá estar Constatando que o defeito é nesta
entre 15 kHz e 40 kHz, dependendo etapa, então o técnico terá que verifi-

~-1Ll21: L AJuste
do monitor, e as altas tensões entre
12 e 35 kV.

MANUTENÇÃO
car as tensões nos diversos pontos do
circuito.
Em seguida, deverá observar se o
sinal de sincronismo está presente e
entra no circuito integrado que o pro-
Fig. 4 - Ajustesna bobina5531 ligada cessa.
em sériecomo Yoke. Diante da falha de uma etapa des- Se o sinal existir, mas não sair, o
te tipo, o técnico deverá começar veri- problema deverá estar nos componen-

66 SABER ELETRÔNICA NQ 339/ABRIU2001


tes associados ao circuito integrado ou saída horizontal. Problemas associa-
no próprio circuito integrado. Fig. 6 - Ponta de
dos a este componente são espiras
Em muitos diagramas, como o do em curto, fugas, ou ainda interrupção. alta tensão para
monitor analisado, além das tensões A interrupção, dependendo do teste em monitores
em cada pino do circuito integrado enrolamento, se manifesta com a au- e televisores.
existem ainda informações sobre as sência de determinadas tensões ou a
formas de onda que devem ser visua- própria inoperância do transistor de
lizadas num osciloscópio. saída, que não recebe a alimentação.
Este tipo de informação facilita Neste circuito esta alimentação é de
bastante o trabalho do técnico de 45 V e passa pelo capacitor 2536.
manutenção. As fugas devidas a problemas de
Lembramos que a existência de umidade se manifestam com estalidos
capacitores eletrolíticos que podem ter ou ainda crepitação que, normalmen-
seus valores alterados, ou ainda abrir, te, culmina com problemas mais séri-
são uma fonte de problemas neste cir- os no circuito. Os estalidos são acom-
cuito, alterando a imagem gerada ou panhados de bruscas reduções da
ainda impedindo que os ajustes atu- imagem.
em da forma esperada. O curto-circuito entre espiras é
Se o sinal estiver presente na base mais difícil de ser detectado, pois não
do transistor excitador, mas não em pode ser usado o multímetro para esta
seu coletor, deveremos analisar este finalidade. CONCLUSÃO
componente e os componentes pas- Uma espira em curto carrega o cir-
sivos associados. cuito de saída e pode causar a quei- o leitor que possua um co-
Alterações de valor dos componen- ma do transistor de potência. Ao mes-
nhecimento básico da manu-
tes passivos podem causar modifica- mo tempo, temos a redução das ten-
ções na intensidade e forma de onda sões de saída ou mesmo sua ausên- tenção de televisores não
do sinal, afetando assim a imagem cia. terá muitas dificuldades em
gerada. Um problema que surge nesta eta-
trabalhar Ç;omas etapas de
Estas alterações podem ser cons- pa é que a alta tensão atrai facilmen-
tatadas com a ajuda de um osci- te partículas de pó que se acumulam saída horizontal dos monito-
loscópio, conforme indica a figura 5. no cinescópio e em todos os compo- res de vídeo.
Passamos a seguir para o transis- nentes que estejam submetidos a al- Será importante possuir
tor de saída horizontal. Muitos técni- tas tensões.
cos costumam iniciar sua análise por A camada de poluição que se for- recursos para esta finalidade,
este componente, uma vez que ele é ma (poeira e outras substâncias em os quais incluem desde um
responsável pela maioria dos proble- suspensão no ar) ao absorver umida- computador que possa gerar
mas deste circuito justamente por ope- de se torna condutora, causando en-
rar em condições limites de tensão e tão os problemas de faiscamento e
os sinais padrões para even-
potência. fugas de alta tensão. tuais ajustes que se façam
O teste é simples podendo ser fei- A limpeza do setor é importante necessários caso algum
to com o osciloscópio ou ainda com a sempre que se mexa nesta etapa do
componente seja trocado até
medida das tensões em seus elemen- circuito.
Para se trabalhar com o setor de os instrumentos apropriados
Osciloscópio alta tensão existem as chamadas pon- aos testes e medidas, tais
tas de alta tensão, semelhantes à ilus-
como: um multímetro, um
trada na figura 6.
Esta pontas permitem medir de osciloscópio e uma ponta de
forma precisa as altas tensões que prova de alta tensão. Mais
alimentam o cinescópio sem perigo. informações sobre esta e
Fig. 5 . Verificando o sinal de varredura outras etapas dos monitores
com o osciloscópio. CUIDADO! de vídeo, assim como proce-
dimentos de manutenção,
tos, o que é normalmente informado As altas tensões encontradas
pode ser encontradas no li-
pelos manuais de serviço ou pelos dia- nesta etapa de um monitor de vídeo
gramas. vro "Manutenção de Monito-
são extremamente perigosas.
Finalmente, se tudo estiver bem res de Vídeo" de Newton C.
O técnico que pretender traba-
neste ponto, mas ocorrer ainda a ma-
lhar com este setor do circuito com Braga, a ser lançado breve-
nifestação de problemas, o próximo
componente que pode ser causa de o monitor ligado deverá estar pre- mente •
defeitos é o próprio transformador de parado para este tipo de tarefa.

SABER ELETRÔNICA NQ 339/ABRIU2001 67


Uma grande quantidade de dispositivos de controle em máqui-
nas industriais, automação predial e mesmo de equipamentos de
consumo utiliza sensores ópticos. Sem a necessidade de contatos
mecânicos este tipo de dispositivo não sofre desgaste e está sujei-
to a um número muito menor de falhas, sendo por isso preferido
pelos projetistas. Veja, neste artigo, como funcionam os sensores
ópticos e guarde no seu arquivo os circuitos práticos que o acom-
panham, pois eles podem ser de grande utilidade.

,
SENSORES OPlICOS

A disponibilidade de diversos tipos corrente em ambos os sentidos. vadas simplificando os projetos dos
de sensores ópticos sensíveis e rápi- Todavia, a maior desvantagem no circuitos em que eles operam.
dos permite ao projetista de controles uso dos LDRs como sensores é sua Um outro tipo de senso r importan-
eletrônicos de todos os tipos a elabo- velocidade de resposta, que é muito te é o fotodiodo cujo símbolo, aspecto
ração de circuitos de grande eficiên- lenta. Acima de uns 10kHz ele deixa e curva característica são ilustrados
cia. Estes circuitos podem ser usados de responder eficientemente às vari- na figura 2.
para detectar o fim de curso de partes ações de luz. O fotodiodo funciona baseado no
móveis de uma máquina, controlar a Isso significa que esse tipo de fato de que a corrente numa junção
velocidade de rotação de um volante sensor funciona bem como um PN polarizada no sentido inverso va-
ou ainda detectar a passagem de um detector de passagem de baixa velo- ria com a luz que nela incide. Esta luz
objeto por um determinado local. cidade, uma chave de fim de curso ou libera portadores de carga que se so-
Para estudar estes sensores de- ainda como elemento de segurança mam à corrente de fuga.
vemos partir inicialmente dos disposi- impedindo o acionamento de uma As correntes que se obtém dos
tivos utilizados para esta finalidade, máquina quando alguém está num fotodiodos quando iluminados são
passar pelas tecnologias e depois ir determinado local de, perigo. Ele não muito baixas, exigindo circuitos de
aos circuitos aplicativos. É o que fare- serve, entretanto, como senso r de ve- grande amplificação para o
mos. locidade de uma peça que gira em alta acionamento de dispositivos de potên-
rotação. cia.
A) OS SENSORES Os LDRs, contudo, podem traba- A principal vantagem dos
Existem diversos tipos de disposi- lhar com correntes relativamente ele- fotodiodos, entretanto, está na sua
tivos sensores que podem ser utiliza-
dos no controle óptico de máquinas.
O primeiro é o LDR ou Light
Fig. 1 - OLOR. v (v)
Dependent Resístor(foto-resistor) que
consiste numa célula de Sulfeto de
Cádmio com símbolo, forma e curvas
características mostradas na figura 1.
O LDR é um dispositivo cuja resis-
tência depende da intensidade de luz Aspecto
que incide numa superfície sensível. _____ ~~ii::;:!![Link].'ii!I!IiI=:::::::=* I (A)
A resistência é mais elevada no escu-
ro, caindo rapidamente à medida que
Curvas para
a intensidade luminosa aumenta.
diversos
Os LDRs comuns podem ter uma
graus de
resistência maior que 1 MQ no escu- iluminação (X)
Simbolo
ro e menor que 100Q com iluminação
total. Sua sensibilidade é, portanto,
muito grande e ele pode conduzir a

68 SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001


Fig. 2 - O Fotodiodo. v (v) bilidade temos uma redução na velo-
cidade de resposta. Na configuração
Darlington, a capacitância entre emis-
sor e base dos transistores influi na
resposta de frequência de modo acen-
tuado, reduzindo assim a velocidade
máxima de operação.
Outros dispositivos igualmente im-
Aspecto
portantes, mas de utilização menos
comum, podem ser encontrados em
Curvas algumas aplicações como os foto-
características SCRs e os foto-TRIACs, cujos símbo-
para diversos
los são observados na figura 4.
graus de
Basicamente eles consistem em
iluminação (X)
SCRs e TRIACs que são disparados
Simbolo pela luz. Podemos também incluir nes-
ta categoria os foto-DIACs.

m ~TmM_~
FONTES DE LUZ

Para excitar os sensores analisa-


dos são usadas as mais diversas fon-
tes de luz. O principal ponto a ser ob-
Aspecto servado na escolha da fonte de luz que
vai excitar um determinado sensor é
a sua curva espectral de emissão, que
deve "casar" com a curva espectral de
Curvas para resposta do sensor. De nada adianta
diversos graus iluminar o sensor sensível à luz visí-
de iluminação vel com uma fonte infravermelha que
ele não consegue "ver".
Na figura 5 temos as curvas
Símbolo Fig. 3 - O Fototransistor.
espectrais de algumas fontes de luz e

elevadíssima velocidade de resposta,


o que torna esse tipo de sensor ideal
para medir rotação de peças em alta Foto- Opto-acoplador
--+ com
velocidade, ler códigos de barras e até --+ j TRIAC
\..z ..••••.
mesmo contar objetos que passem opto-DIAC

com muita rapidez por um local.


A seguir, temos os fototransistores Foto-SCR
Fig. 4 - Outros sensores de luz.
cujo símbolo, aspecto e curvas carac-
terísticas são mostrados na figura 3.
Os fototransistores funcionam se- Intensidade
gundo o mesmo princípio dos relativa

fotodiodos, ou seja, aproveitando a Fototransistor

corrente de fuga entre coletor e emis- ;/' Fotodiodo Lâmpada


sor que depende da luz incidente nas ~ incandescente
junções.
Embora os transistores sejam mais
sensíveis que os fotodiodos, já que
podemos aproveitar o fato de que eles
podem ser ligados de modo a amplifi-
car as correntes de fuga, sua veloci-
••••~=-~••~mE~==~==~==~~·(n~
400 600 SÔO 1000 1200 1400 1600
À

LJ
dade é um pouco menor. 111I Infravermelho
Existem tipos de fototransistores
montados na configuração Darlington
que podem fornecer intensidades de vermelhO} Fig. 5 - Curvas
Azul Visível
sinal maiores. No entanto, nesta con- espectrais de sesnsores.
figuração, ao lado do ganho de sensi-

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001 69


também dos sensores que estamos o funcionamento de modo "inver- ópticos para aumentar a sensibilida-
analisando. tido" para o sensor também é possí- de. O rnc.s comum é o uso de lentes
É interessante observar que a vel, quando em lugar de se produzir convergentes que podem ser
maioria dos sensores analisados pode um pulso pela interrupção da luz, este acopladas ao sensor, ao emissor ou a
"ver" radiação tanto da faixa do pulso é gerado pela passagem de um ambos, conforme mostra a figura 9.
infravermelho quanto do ultravioleta, "gap" ou ainda por um furo numa roda A lente convergente pode operar
o que permite que a fonte de luz, nos ou outro dispositivo móvel, conforme de duas formas:
casos em que isso seja importante, indica a figura 8. a) Concentrando a luz que incide
seja invisível aos olhos humanos. na sua superfície sobre a superfície
do sensor.
AS TECNOLOGIAS b) Alterando a emissão do feixe de
luz de modo que ele se torne mais
Para usar um senso r óptico numa paralelo, e portanto fique mais concen-
aplicação qualquer existem diversas trado na direção em que o sensor está
tecnologias que podem ser emprega- localizado.
das. A mais comum é a que faz uso
da interrupção de um feixe de luz que Um outro modo de se operar os
incide num sensor, conforme ilustra a sensores é o denominado "refletivo",
figura 6. que pode ser visto na figura 1O.
Fig. 8 - Sensoreamentopor furo. Nesta modalidade de operação a

peça,.----....
Sensor d./ J\Jl
ÇJJ . É muito importante nas aplicações
fonte de luz ilumina uma área da peça
móvel e o senso r é focalizado de modo
giratória ••' Sinal em que esses tipos se sensores se- a receber a luz dessa área.
Emissor jam usados verificar se o pulso de luz A produção do pulso no sensor
(ou sombra) gerado tem duração sufi- pode ser obtida de duas formas:
ciente para que o sensor responda a) Pintando-se numa peça negra
com um pulso elétrico na saída. pontos ou faixas brancas que vão ser
Observe pela forma de onda que, detectadas pela passagem diante do
mesmo sendo a interrupção de luz um sensor/emissor.
pulso retangular, dada a velocidade de b) Pintando-se numa peça branca
resposta do sensor, na saída não te- faixas ou pontos pretos que vão ser
mos uma forma de onda igual. detectados pela sua passagem dian-
Este tipo de comportamento exige te do sensor/emissor.
Fig.6 - Sensoreamentopor interrupção. que nas aplicações onde o pulso ex-
cita circuitos digitais, faça-se uso, de
Quando um dente de uma engre- disparadores ou outros circuitos que CIRCUITOS PRÁTICOS
nagem, um ressalto ou ainda uma melhorem a forma de onda para que
peça interrompe o feixe de luz que ela possa ser trabalhada com conta- Apresentamos, a seguir, diversos
incide no sensor, temos uma variação dores e outros circuitos utilizados. circuitos práticos usando sensores
de sua condição de condução e a pro- É importante observar também ópticos. Começamos pelo circuito para
dução de um pulso de saída. que, nos casos em que a fonte emis- fotodiodo com amplificador operacio-
É comum encontrarmos sensores sora e o sensor ficam muito longe um nal, sugerido pela Texas Instruments
já prontos ou chaves ópticas industri- do outro, devem ser usados recursos (*) e que é mostrado na figura 11.
ais, que são componentes que já con-

[7~"&< -----rc
3 :1 ~r~\C
têm no invólucro um emissor (normal-
mente um LED infravermelho) e um
receptor que pode ser qualquer um
dos estudados no item anterior.
Na figura 7 mostramos um desses
sensores que pode ser usado com
Luz l Lente
Lente

uma roda denteada. Fig.9 - Usandolentes.

Fig. 10-
Detecção
~ por
Terminais reflexão.
'Terminais
do receptor
do emissor
Fig. 7 - Umachaveóptica.

70 SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001


Neste circuito o ganho é determi- .--------.------------~------------~~_o+15V
nado pelo resisto r R, enquanto que o
trimpot entre os pinos 1 e 5 é um ajuste
de nulo para a tensão de saída. Deve
100 nF .I: Ri
47kO
1-1--------,
100 pF .I:
ser alimentado por fonte simétrica e a
frequência máxima dependerá justa-
mente do operacional, sendo inferior
a 1 MHz. :>''---+---------0 Sarda
Na figura 12 temos outra configu-
ração sugerida pela Texas Instruments
(*), que inclui um disparador de modo
100 pF
a se obter um tempo de variação me-
nor para o sinal. .r:--D--~~----------------~O-15V
Na figura 13 temos um circuito de
opto-acoplador que usa uma lâmpa- Fig. 11 - Circuito para fotodiodo.
da comum de 12 V como fonte, suge-
rido pela Texas Instruments (*). r-----------~~------------------_o+12V
Nele, o relé deve ter uma corrente
de acionamento de no máximo 50 mA.
Para fornecer um sinal a partir de
um sensor para um circuito digital TIL,
temos a configuração ilustrada na fi-
gura 14.
NC
Esta configuração também é
sugerida pela Texas Instruments (*) e t----o Sarda
funciona com diversos disparadores
da família TIL.
Um circuito mais sensível, ainda Fig. 12 - Circuito com transistores.
fornecido pela Texas Instruments (*),
é apresentado na figura 15. + 12V
Este circuito excita disparadores
Schmitt-TIL, como o anterior.
"o
t.,
CONCLUSÃO
BC183 90 O

Para o projetista ou mesmo o téc-


nico de manutenção de equipamen-
tos industriais que, eventualmente,
precise de alternativas ou circuitos
de sensores ópticos, os que mos-
tramos neste artigo são apenas al- r------------.----~--------------~+5V
guns dos muitos que existem.
O importante na escolha de uma 2700 7413
configuração ou de um sensor é )0----0() Sarda 330 O 7414
levar em conta tanto a sensibilida- TIL 2400 74131
de quanto a velocidade do disposi-
Fig. 14 - Configuração para TIL.
tivo usado. Eventualmente, o espec-
tro é importante dependendo do
~-----------.------------.---~~------~+5V
tipo de fonte luminosa que será
1 kO
usado na sua excitação. -
--+
--+ )0---0 Sarda
TIL
(*) A Texas Instruments publicou um ex-
celente manual de opto-eletrônicos conten- 2N3707

do teoria básica e circuitos de aplicação. Tra-


ta-se do livro "Optoelectronics" - Theory and
Fig. 15 - Circuito para TIL sensível.
Practice, de Alan Chappell.

SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001 71


,-
p ATI S SERVICE
APARELHOIMODELO: MARCA: REPARAÇÃO n°
TV em cores - modo2006 Sharp
OOlj:J:JU
DEFEITO: AUTOR: PAULO ARTUR DE ARAÚJO
Sem trama, com som Rio de Janeiro - RJ

RELATO:
Como havia som, tudo indicava que ________________________ ~_T~~i:.ador com defeito
a saída da fonte primária atuava sem
problemas. Parti então para a etapa de
saída horizontal constatando que havia
saída para o triplicador que eleva a MAT
para alimentação do anodo do Entrada
cinescópio, mas não havia tensão algu- de alta R3
ma nele. Ao substituir o triplicador apro- 200 MO
veitei para trocar também o f/yback, pois
ele apresentava sinais de desgaste Ao pino 5
C1 C2 R2
embora estivesse funcionando. Com es- doTRC

T
40 MO
sas substituições o aparelho voltou a 5,5kVDC
-------- -----------------
funcionar normalmente. GND ao controle
automático do feixe VR

APARELHOIMODELO: MARCA: REPARAÇÃO n°


Toca-fitas estéreo 06AC060 Philips

DEFEITO: AUTOR: PAULO ARTUR DE ARAÚJO


Um canal mudo Rio de Janeiro - RJ

RELATO: A +3

Logo que abri o aparelho, notei a


presença de componentes destruídos
por eventuais curto-circuitos provocados
por uma instalação indevida feita pelo
usuário (provavelmente ligou em tensão
errada). Passei então a procurar a que
etapa pertenciam esses componentes
usando o esquema. Feita a localização,
fiz a substituição deles.
Os componentes trocados foram os
seguintes: TS 432a, TS 432b, C760 e
R606. Com a troca desses quatro com-
ponentes o aparelho voltou a funcionar
normalmente.

* Componentes danificados

72 SABER ELETRÔNICA Nº 339/ABRIU2001


,-
PRATICAS· DE ERVICE
APARELHO/MODELO: MARCA: REPARAÇÃO n"
TV P&B Chassi 396 Modelo B269 (*) Philco

DEFEITO: AUTOR: ANTONIO B. DE SOUZA


Vertical fechado Salto do Itararé - PR

RELATO:
Analisei a saída vertical medindo a TR402
tensão no coletor do transistor T 404 (FLY-BACK)
onde encontrei 15,8 V em lugar dos 28
V esperados. Pela linha que vinha a ali-
mentação, pude chegar ao resisto r R437
7Jr' MAl
de 2,2 ohms. Retirei o resistor do circui- ~
to e medi sua resistência encontrando C421 4 • 0405
Vertical fechado
298 ohms em lugar de 2,2 ohms (alte- 220pF
rado). Troquei o resistor por outro em
bom estado e o televisor voltou a funcio- R437
2,2 n
nar novamente.

C420 '- 0401 6 o--t-___...


1000
PF -. ,-----08

1 40 V Resistor
alterado

(*) Muitos leitores podem estranhar que às vezes indi- dade para saber analisá-Ios (que pela idade devem estar
camos modos de reparação de aparelhos bastante anti- sempre dando problemas). Assim, justifica-se a inclusão
gos. Isso, porém, tem uma justificativa. Uma pesquisa re- destas fichas que, certamente, serão de grande utilidade
cente mostrou que no interior do Brasil, principalmente no para os leitores técnicos daquelas regiões. E mesmo para
Nordeste, mais de 40% dos televisores ainda em funcio- o leitor que tem sua oficina: quem pode afirmar que ama-
namento são do tipo branco e preto com mais de 20 anos nhã aquela senhora que tem um televisor "de estimação"
de uso, muitos deles ainda valvulados! Nas localidades que comprou há 30 anos e não troca de jeito nenhum por
pobres principalmente, uma manutenção intensa destes um moderno (pois acha as coisas antigas melhores), não
aparelhos continua sendo feita, exigindo do técnico habili- , resolva entrar na sua oficina para você fazer um reparo!

APARELHO/MODELO: MARCA: REPARAÇÃO n°


Compact Oisc Player - modo COP/AT3 Gradiente
( OOLV:J:l!) )
DEFEITO: AUTOR: JÚLIO CESAR FAIS
Não funciona o toca - COs Varginha - MG

RELATO: Conector para o motor ORIVE


O toca-CO acusava "No-Disc", mesmo com o
CO colocado. Cheguei à conclusão de que deve- I Conector
ria ser a cabeça de leitura e/ou o motor drive do
CO. Medi as tensões no motor constatando que
.•.• I .•.• verde (+)

~Conector
não havia tensão alguma. Troquei o CI dedicado Jt" verde (+)
que controla o motor (TOA 7073A) e o motor vol-
tou a girar, mas o problema de reconhecimento II I I I I I
Philipsl
do CO não foi resolvido. Substituí então a cabeça TDA
idem aoCI do
de leitura (sistema de leitura óptica) e com isso o 7073A
Coil ORIVE
aparelho voltou a funcionar normalmente.
Obs: COM 121.1/15 com defeito. 11 I I I I I I 81

SABER ELETRÔNICA NQ 339/ABRIU2001 73


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cias, Proto-board, Circuitos Integrados (NAND, NOR, Contador, Decodificador, F/ip-
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