DIRETRIZES SEGURAS
PARA LIBERTAR-SE DA
CULPA
4º. ENCONTRO
CULPA E CONSCIÊNCIA
4º. ENCONTRO – CULPA E CONSCIÊNCIA
Objetivo – refletir sobre a
culpa como um processo de
ansiedade de consciência que
deve ser substituído pelas
virtudes do alerta
consciencial, da
autoconsciência e da ação
responsável.
CULPA E CONSCIÊNCIA
Meditando sobre a culpa:
Feche os olhos e entre em contato com você
mesmo(a) em essência, buscando sentir-se um
Espírito imortal em evolução. Você sente
ansiedade de consciência quando comete
algum erro, ruminando-a em culpa? Ou você
vê o erro com base no alerta consciencial,
arrependendo-se para poder repará-lo? Deixe
os seus pensamentos e sentimentos fluírem,
evitando qualquer mascaramento num
processo de autoengano. Seja verdadeiro(a)
com você, analisando-se com autenticidade.
CULPA E CONSCIÊNCIA
Reflexão doutrinária:
Existe alguma diferença entre
ansiedade de consciência e alerta
consciencial?
O culpismo e o desculpismo são
manifestações ligadas a uma fuga
das próprias Leis Divinas ínsitas
em nossas consciências?
CULPA E CONSCIÊNCIA
O Céu e o Inferno – Allan Kardec – capítulo – As
Penas Futuras – “O arrependimento, conquanto
seja o primeiro passo para a regeneração, não
basta por si só; são precisas a expiação e a
reparação.
“Arrependimento, expiação e reparação
constituem, portanto, as três condições
necessárias para apagar os traços de uma falta e
suas consequências. O arrependimento suaviza
os travos da expiação, abrindo pela esperança o
caminho da reabilitação; só a reparação, contudo,
pode anular o efeito destruindo-lhe a causa. Do
contrário, o perdão seria uma graça, não uma
anulação.”
CULPA E CONSCIÊNCIA
Momentos de Consciência – mensagem 7 –
“A culpa surge como forma de catarse
necessária para a libertação de conflitos.
“Encontra-se insculpida nos alicerces do
Espirito e manifesta-se em expressão
consciente ou através de complexos
mecanismos de autopunição inconsciente.
“Suas raízes podem estar fixadas no pretérito
- erros e crimes ocultos que não foram
justiçados - ou em passado próximo, nas
ações da extravagância ou da delinquência.
CULPA E CONSCIÊNCIA
“Geradora de graves distúrbios, a culpa
deve ser liberada a fim de que os seus
danos desapareçam.
“Arrepender-se de comportamentos
equivocados, de práticas mesquinhas,
egoístas e arbitrárias é perfeitamente
normal. A sustentação, porém, do
arrependimento, além de ser inoperante,
apenas proporciona prejuízos que
respondem por numerosos conflitos da
personalidade.
CULPA E CONSCIÊNCIA
“O arrependimento tem como finalidade
dar a perceber a dimensão do delito, do
gravame, de modo que o indivíduo se
conscientize do que praticou, formulando
propósitos de não-reincidência.
“A permanência na sua análise, a
discussão íntima em torno do que
deveria, ou não, ter feito naquela ocasião,
transforma-se em cravo perturbados
fincado no painel da consciência.
CULPA E CONSCIÊNCIA
“Há pessoas que se atormentam com a
culpa do que não fizeram, lamentando não
haverem fruído tudo quanto o momento
passado lhes proporcionou.
“Outras, amarguram-se pela utilização
indevida ou pelo uso inadequado da
oportunidade, todas, no entanto,
prosseguindo em ação negativa.
“Seja o que for que fizeste, ou deixaste de
fazer, a recordação, em culpa, daquele
instante, de maneira alguma te ajudará.
CULPA E CONSCIÊNCIA
“Não poderás apagar o erro lamentando-
o, por mais te demores nesta atitude,
tampouco experimentarás recompensa
reter-te na lembrança do que poderias ter
feito e deixaste de realizar.
“A aparente compensação que
experimentes, enquanto assim
permaneças, é neurótica, pois que
voltarás às mesmas reminiscências que
se transformarão em cáustico mental no
futuro.
CULPA E CONSCIÊNCIA
“Tudo quanto invistas para anular o passado,
removê-lo ou deixá-lo à margem, será inútil.
“O que está feito ou aquilo que ficou para
realizar, constituem experiências para futuras
condutas.
“Águas passadas não movem moinhos -
afirma o brocardo popular, com sabedoria.
“As lembranças negativas entorpecem o
entusiasmo para as ações edificantes, únicas
portadoras de esperança para a libertação da
culpa.
CULPA E CONSCIÊNCIA
“Há pequenas culpas que resultam da
educação deficiente, neurótica, do lar,
igualmente perturbadoras, mas de pequena
monta.
“A existência terrena é toda uma
oportunidade para enriquecimento contínuo.
“Cada instante é ensejo de nova ação
propiciadora de crescimento, de
conhecimento, de conquista. Saber utilizá-lo
é desafio para a criatura que anela por novas
realizações.
CULPA E CONSCIÊNCIA
“Desse modo, quem se detém nas
sombrias paisagens da culpa ainda não
descobriu a consciência da própria
responsabilidade perante a vida,
negando-se a bênção da libertação.
“De alguma forma, quem cultiva culpa,
não deseja libertar-se, em tal postura
comprazendo-se irresponsavelmente.
“Sai da forma do arrependimento e age
de maneira correta, edificante.
CULPA E CONSCIÊNCIA
“Reabilita-te do erro, através de ações
novas que representem o teu atual estado
de alma.
“Detém a onda dos efeitos perniciosos com
a diluição deles nas novas fronteiras do
bem.
“A soma das tuas ações positivas quitará o
débito moral que contraíste perante a Divina
Consciência, porquanto o importante não é
a quem se faz o bem ou o mal, e sim, a ação
em si mesma em relação à harmonia
universal.
CULPA E CONSCIÊNCIA
“ALLAN KARDEC, interessado na questão
interrogou os Embaixadores Espirituais e
recebeu deles a segura resposta, conforme o
numero 835 de O Livro dos Espíritos:
“*Será a liberdade de consciência uma
consequência da de pensar?
“A consciência é um pensamento íntimo, que
pertence ao homem, como os outros
pensamentos.”
“Como consequência, a culpa deve ser superada
mediante ações positivas, reabilitadoras, que
resultarão dos pensamentos íntimos,
enobrecedores.”
CULPA E CONSCIÊNCIA
O Despertar do Espírito – item Necessidade
da culpa – “[...] ao invés de pecado ou
culpa, surge o conceito de
responsabilidade, mediante a qual a colheita
se deriva da semeadura, sem qualquer
expressão castradora do discernimento
nem fatalista do sofrimento.
“Não obstante a anuência com esse
contributo psicoterapêutico valioso, a culpa
lúcida, bem absorvida, transforma-se em
elemento positivo no que tange ao
acontecimento malsucedido.
CULPA E CONSCIÊNCIA
“A simplificação psicológica do ato
infeliz, diminuindo-lhe a gravidade e
não concedendo o valor que merece –
nem mais nem menos do seu conteúdo
legítimo – pode conduzir à
irresponsabilidade, à perda do
discernimento dos significados éticos
para o comportamento, gerando a
insensibilidade, desculpismo, falta de
esforço para a aquisição de equilíbrio
saudável.
CULPA E CONSCIÊNCIA
“Existe a culpa tormentosa, aquela que
se mascara e adormece no inconsciente
profundo, trabalhando transtornos de
consciência, ante a consideração do ato
ignominioso não dirigido. No entanto,
pode-se considerá-la numa outra
expressão, que seria um avaliação
oportuna sobre o acontecimento,
tornando-se necessidade reparadora,
que propele ao aloperdão, como ao
autoperdão.
CULPA E CONSCIÊNCIA
“Essa conscientização do gravame os
instrumentos morais da personalidade, no Eu
superior, para mantê-lo vigilante, precatando-o de
futuras flutuações comportamentais e deslizes
ético-morais. Por outro lado, desperta a
consciência para estar atenta ante as ocorrências
nos momentos infelizes, isto é, naqueles, nos
quais, o cansaço, o estresse, a saturação, o mal-
estar, a irritação estejam instalados no organismo.
Esse é o momento perigoso, a hora para tomar
decisões, assumir responsabilidade mais graves.
O seu significado terapêutico propõe limites
geradores de sensibilidade para perceber, orientar
e viver a conduta edificante.
CULPA E CONSCIÊNCIA
“Poderemos encontrar esse tipo de culpa não
perturbadora na primeira infância, quando
medra a faculdade de discernir nos seus
primórdios, favorecendo a criança com a
noção do que deve em relação àquilo que não
convém ser realizado, mais ou menos a partir
dos três anos.
"Se o indivíduo não possui interiormente,
nele insculpido, um código moral para o
comportamento, vagueia entre a
irresponsabilidade, as psicopatias pessoais e
as psicopatias no grupo no qual se encontra.
CULPA E CONSCIÊNCIA
“A culpa terapêutica evita que o paciente se
lhe agarre transformando-a em necessidade de
reparação do delito, assim derrapando em
situação patológica. Trata-se apenas de uma
plena conscientização de conduta, com vistas
à vigilância emocional e racional para os
futuros cometimentos.
"Identificada, surge o imperativo do
autoperdão, através do qual a racionalização
do ato abre campo para o entendimento do
fato menos feliz, sem punição, nem
justificação doentia, mas, simplesmente,
digestão psicológica do mesmo.
CULPA E CONSCIÊNCIA
“Após o autoperdão, surgem os valores de
reabilitação, que facultam o enfrentamento
das consequências desencadeadas pelo ato
praticado.
"Necessário seja entendido que o
autoperdão, de forma alguma anula a
responsabilidade do feito perturbador.
Antes faculta avaliação equilibrada da sua
dimensão e dos recursos que podem e
devem ser movimentados para minimizar-
lhe ou anular-lhe as consequências.
CULPA E CONSCIÊNCIA
“Considerada a ação sob a ótica da culpa
saudável, não será factível de introjetá-la,
evitando que se transforme em algoz
interior, que ressurgirá quando menos seja
esperado.
"Ademais, esse trabalho de identificação da
culpa contribuirá para a compreensão da
própria fragilidade do ego, dos fatores que
propelem às condutas doentias, assim
como à lucidez de como pode autoamar-se
e amar as demais pessoas e expressões
vivas da Natureza.
CULPA E CONSCIÊNCIA
“Quando se foge a esse compromisso de
avaliação do erro, estagiando-se no patamar
transitório da culpa terapêutica, o
inconsciente elabora instrumentos punitivos
que estabelecem os meios cruéis para a
regularização, a recomposição do quadro
alterado pelos danos que lhe foram impostos.
"Assim trabalhada, a culpa não se converte
em ressentimento contra a vítima que foi
ferida, nem se traveste de necessidade de
serem exteriorizadas a raiva e a animosidade
contra as demais pessoas.
CULPA E CONSCIÊNCIA
“Aqueles que se não conscientizam do erro e
preferem ignorá-lo, soterram-no no
inconsciente, que o devolve de maneira
inamistosa, irônica, quase perversa contra
tudo e contra todos.
"O ato de perdoar não leva, necessariamente, à
ideia de anuência com aquilo que fere o
estatuto legal e o código moral da vida, mas
proporciona a compreensão exata da
dimensão do gravame e dos comportamentos
a serem adotados para que ele desapareça,
devolvendo à vida a harmonia que foi
perturbada com aquela atitude.
CULPA E CONSCIÊNCIA
“É inevitável o arrependimento que a
culpa proporciona, mas também
faculta o sofrimento expiatório em
relação ao engano, fase inicial do
processo de reparação. Não será
necessário que se prolongue por um
largo período esse fenômeno
emocional, a fim de que não se
transforme em masoquismo
desnecessário e perturbador, gerando
autocompaixão, autopunição.
CULPA E CONSCIÊNCIA
“As fronteiras entre uma culpa lúcida e
aqueloutra punitiva são muito sutis, e
quando não recebem uma análise honesta,
confundem-se em um tumulto entre o
desejo de ser livre e de ficar aprisionado
até a extinção do mal praticado.
"Tem ela o objetivo de proporcionar o
exercício da honestidade com o Si,
evitando autojustificação, transferência de
responsabilidade, indiferença diante do
acontecimento.
CULPA E CONSCIÊNCIA
“O Eu superior é o fiel para
delimitar as linhas de
comportamento entre uma e
outra conduta, por ter um
caráter universalista, que
trabalha pela harmonia
geral."
CULPA E CONSCIÊNCIA
Avaliação reflexiva: Feche os olhos e
entre em contato com você mesmo(a) em
essência, buscando sentir o conteúdo
estudado neste encontro:
O que você entendeu do conteúdo que se
aplique à sua vida?
O conteúdo estudado mudou a forma
como você ouve as vozes-alerta da sua
consciência? Caso positivo, que
mudança foi essa?
CULPA E CONSCIÊNCIA
Neste encontro refletimos sobre os
sinais de alerta consciencial que temos
todas as vezes que tentamos defraudar
as Leis Divinas, especialmente a de
Amor, Justiça e Caridade. Busque
sentir-se transformando todos os
alertas de sua consciência em ação
responsável, aprendizado e reparação
dos débitos. Como é para você realizar
esforços para agir assim?
CULPA E CONSCIÊNCIA
Como você sente a sua vida
aplicando o conteúdo
estudado? Você sente que
ele pode melhorar a sua vida
em sua busca de
autotransformação e nas
suas atividades na prática do
Bem?
CULPA E CONSCIÊNCIA
Sinta-se, agora, um Espírito imortal que traz
em si mesmo a determinação divina de evoluir
até à perfeição relativa, pelo conhecimento
pleno e cumprimento das Leis Divinas, pela
prática das virtudes e pela busca da unidade
com Deus. Mergulhe profundamente nessa
verdade espiritual. Sinta-a, veja-se
desenvolvendo todas as virtudes essenciais da
Vida ao longo do tempo, buscando o poder
real em si mesmo, sentindo as possibilidades
que se abrem para você em virtude do
desenvolvimento de suas potencialidades.