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Momento Linear e Colisões em Física

O documento aborda conceitos de momento linear, conservação do momento e colisões em sistemas de partículas. Inclui exercícios que exploram a relação entre forças, momentos e colisões, além de exemplos práticos como o movimento de um astronauta e a dinâmica de foguetes. Também discute a energia cinética em diferentes referenciais e a conservação de momento em colisões elásticas e inelásticas.

Enviado por

Chony Chucúlia
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Momento Linear e Colisões em Física

O documento aborda conceitos de momento linear, conservação do momento e colisões em sistemas de partículas. Inclui exercícios que exploram a relação entre forças, momentos e colisões, além de exemplos práticos como o movimento de um astronauta e a dinâmica de foguetes. Também discute a energia cinética em diferentes referenciais e a conservação de momento em colisões elásticas e inelásticas.

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Momento Linear ou Quantidade de Movimento

Momento de 1 partícula de massa m:

Lembre-se da segunda lei de Newton:

Equivalentemente

Impulso
Exercício
Em um referencial, uma partícula tem momento igual a 1,0 N s na direção positiva do eixo x.
Assinale a alternativa correta.

1) Existe um outro referencial em que esse momento é nulo.


2) Existe um outro referencial em que esse momento é de 1,0 N s na direção positiva do eixo y.
3) Todas as anteriores.
4) Como o momento está relacionado à força resultante, então o momento é o mesmo para todos os
referenciais inerciais.
5) Nenhuma das anteriores.
Momento total e força resultante total
Sistema de várias partículas:
2a lei para uma partícula:

j
Somando todas as forças: = 0 (3a lei, ação-reação)

i
Conservação do momento linear
Sistema de várias partículas:

Caso a força externa total seja nula, então


j

i
Exercício
Dois objetos colidem em uma superfície plana perfeitamente lisa. Sendo que a inércia do primeiro é o
dobro da do segundo, qual a relação entre as variações de suas velocidades?

1)
2)
3)
4)
5)
6)
Exercício
Dois objetos homogêneos e de massas distintas colidem em uma superfície plana perfeitamente lisa
como ilustrado abaixo. Sendo que eles permanecem grudados após a colisão, podemos concluir que

1) Eles giram e se propagam p/ direita.


2) Eles apenas giram.
3) Eles apenas se propagam p/ direita.
4) Eles giram e se propagam p/ direita e p/ baixo.
5) Eles giram e se propagam p/ baixo.
6) Eles giram e se propagam p/ direita e p/ cima.
7) Eles giram e se propagam p/ cima.
Centro de massa e o momento linear total
Definição:

0
Momento do CM:

Exemplo:
Logo, as forças internas não afetam o movimento do CM
Exercício
Um astronauta em sua nave e parados no espaço “pula” de um lado da nave para o lado oposto como
ilustra a figura abaixo. Ao chegar do outro lado, ele segura na parede oposta. Podemos afirmar que

1) Ao final, o sistema está girando e se propagando para direita.


2) A energia cinética é conservada durante todo o processo.
3) Após o pulo, o astronauta vai p/ direita, e a nave p/ esquerda girando. Ao final, tudo está parado.
4) Após o pulo, a energia cinética aumenta e, por conservação de momento, o sistema apenas gira ao
final.
5) A nave fica sempre parada. Ao final, o astronauta está do outro lado com tudo parado.
Centro de massa em sistemas contínuos

½ ´ densidade volumétrica de massa

Para objetos bidimensionais, então usa-se a densidade superficial de massa.


Para objetos unidimensionais, então usa-se a densidade linear de massa.
Centro de massa em sistemas contínuos
Ex: Uma barra homogênea muito fina de densidade linear ¸ e comprimento L está disposta
como ilustra a figura. Qual a massa da barra? Onde se localiza o seu centro de massa?

Observe que o CM sempre está sobre um eixo de simetria.


Centro de massa em sistemas contínuos
Ex: Uma barra muito fina de densidade linear ¸=®y (onde y é a distância a partir da extremidade
inferior e ® é uma constante) e comprimento L está disposta como ilustra a figura.
Qual a massa da barra? Onde se localiza o seu centro de massa?

Observe que o CM sempre está sobre um eixo de simetria.


Neste caso qual é o eixo de simetria?
Centro de massa em sistemas contínuos
Ex: Um aro muito fino de densidade linear constante ¸ e raio R está disposta como ilustra a figura.
Qual a massa do aro? Onde se localiza o seu centro de massa?

Observe que o CM sempre está sobre um eixo de simetria,


Colisões
Definição: Eventos onde há troca de momento entre as partículas. Não necessariamente há
conservação de energia. Usualmente, as forças externas são nulas (ou desprezíveis quando comparadas
com as forças internas no intervalo de tempo da interação) e o fenômeno pode ser analisado utilizando
a conservação de momento.
Colisão: Explosão: Conservação do momento total:

CM

Trajetória Trajetória
do CM do CM
Colisões e energia cinética
Definições:
Colisão elástica: conservam energia cinética.
Colisão inelástica: não conservam energia cinética.
Colisão perfeitamente inelástica: perda da energia cinética é máxima.
Colisão perfeitamente inelástica: Conservação do momento total:

REFERENCIAL DO LABORATÓRIO
Colisões e energia cinética
Definições:
Colisão elástica: conservam energia cinética.
Colisão inelástica: não conservam energia cinética.
Colisão perfeitamente inelástica: perda da energia cinética é máxima.
Colisão perfeitamente inelástica: Conservação do momento total:

Antes:

Toda energia cinética é perdida no Ref. Do CM:


Depois:

Essa é a perda de energia em qualquer referencial.


REFERENCIAL DO CM
Energia cinética de um sistema de partículas
Referencial energia cinética
i do CM: “interna”

Referencial
i genérico:

Somente a energia cinética relativa ao centro de


massa (energia cinética “interna”) pode mudar em
um sistema isolado.
Exercício
Um projétil é lançado obliquamente (como ilustrado abaixo) e explode quando alcança o ponto
mais alto se dividindo em duas partes de massas iguais. Sendo que, após a explosão, uma delas
cai a partir do repouso, onde cai a outra? Quanto de energia é liberada?

y Conservação do momento horizontal:

0 x

Energia liberada:
Exercício
Pêndulo balístico.
Conservação do momento horizontal:

Conservação de energia (na subida):


Colisões elásticas em 1D
Conservação do momento total:
Antes:

Conservação da energia:

Depois:

Solução trivial (sem colisão):

Manipulando as equações: Solução não-trivial:


Colisões elásticas em 1D
Casos especiais: (troca de velocidades)
Ex: bola de bilhar

Ex: Slingshot

Ex: Colisão com uma parede


Colisões inelásticas em 1D: coeficiente de restituição

Conservação do momento total:

1 equação e 2 incógnitas

Equação adicional: o coeficiente de restituição


Colisões inelásticas em 1D: fator Q

Conservação do momento total:

1 equação e 2 incógnitas

Equação adicional: o fator de qualidade


Se
a colisão libera energia,
a colisão aprisiona energia.
Colisões inelásticas em 2D: referencial do CM
Conservação do momento total:

1 equação e 3 incógnitas

Equação adicional: o fator Q

Equação adicional: o parâmetro de impacto b


e o tipo de interação
Colisões elásticas em 2D: referencial do CM
Conservação do momento total:

Conservação da energia:

O ângulo não é determinado por conservação de


momento e energia.
(A magnitude dos momentos
Equação adicional: o parâmetro de impacto b das partículas não muda)
e os detalhes da interação
entre as partículas.
Sistema de massa variável
Foguetes na ausência de forças externas:

instante t instante t+dt

Conservação do momento total:

Velocidade de exaustão
dos gases em relação ao
motor do foguete Variação do Impulso dos
momento do foguete gases do foguete
Sistema de massa variável
Foguetes na ausência de forças externas:

instante t instante t+dt

Equação do foguete M(t)


queima
lenta
t
Independe de quão rápido
queima
o combustível é queimado
rápida
Sistema de massa variável
Foguetes na presença de forças externas:

instante t instante t+dt

2a Lei:

Força sobre Força


o foguete Empuxo
do motor externa
Sistema de massa variável
Foguetes na presença de forças externas:

Ex: Foguete num campo gravitacional constante queimando


combustível a um taxa constante. (Considere a velocidade de exaustão
dos gases constante.)
Eq. do foguete:
Ou seja,

Integrando:
M(t)

(válida enquanto t<t*) t

(para que decole já de início) t*


Exercício
Uma corda homogênea de comprimento L e massa M cai no prato de
uma balança como ilustra figura abaixo. Faça o gráfico da força normal
como função do tempo.

Queda livre:

Força normal = Peso da corda sobre o prato + força para


desacelerar o elemento de corda que cai.

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