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Introdução à Contabilidade e Normas

A contabilidade é a ciência que estuda a administração econômica, focando na orientação, controle e registro de atos e fatos, com o objetivo de fornecer informações úteis aos usuários. O patrimônio é composto por ativos, passivos e patrimônio líquido, e a contabilidade segue normas específicas, como a Lei 6.404/76 e os Pronunciamentos Contábeis. O Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício são as principais demonstrações contábeis que evidenciam a posição patrimonial e financeira da entidade.

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Introdução à Contabilidade e Normas

A contabilidade é a ciência que estuda a administração econômica, focando na orientação, controle e registro de atos e fatos, com o objetivo de fornecer informações úteis aos usuários. O patrimônio é composto por ativos, passivos e patrimônio líquido, e a contabilidade segue normas específicas, como a Lei 6.404/76 e os Pronunciamentos Contábeis. O Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício são as principais demonstrações contábeis que evidenciam a posição patrimonial e financeira da entidade.

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Contabilidade (Aspectos Introdutórios)

 Contabilidade → ciência que estuda a prática das funções de orientação, de controle e


de registro dos atos e fatos de uma administração econômica.
 Finalidade: Fornecer informações úteis aos seus usuários (principalmente os
primários, ou seja, investidores e credores que não podem solicitar mais
informações diretamente).
 Escrituração → técnica contábil que reúne todos os documentos que contenham
fatos contábeis, lançando-os nos livros contábeis respectivos, que darão suporte
para a elaboração e publicação das demonstrações contábeis (resumos).
Obs.: Livros comerciais ou contábeis → livro diário e razão.
Obs.: Elaboração das DCs é outra técnica contábil.
 Objeto de Estudo: Patrimônio (bens, direitos e obrigações).

 Principais Normas de Contabilidade para Concursos:


 Lei 6.404/76 → Lei das sociedades por ações. Artigo 175 a 204.
 Lei 11.638/07 e 11.941/09 → principais alterações promovidas por essas leis na Lei
6.404/76.
 Pronunciamentos Contábeis (CPCs) → necessários para os concursos de AFRFB,
ATRFB, ICMS SP, ICMS RJ, outros ICMS, ISS diversos, Agente da Polícia Federal,
Auditor Fiscal do Trabalho, Perito da PF, Tribunais de Contas.
 Princípio da Autonomia Patrimonial (Direito Empresarial) → Autonomia da Pessoa
Jurídica (Contabilidade)
 Pessoa dos sócios ≠ Pessoa Jurídica
 Capital Social → valor que os sócios entregam para a sociedade, para que a
entidade possa ter início ou para ingressarem posteriormente no quadro
societário.
Obs.: No campo do Direito Empresarial (aplicado à contabilidade), trata-se de um
dos requisitos para constituição de uma sociedade.
 Patrimônio: Componentes Patrimoniais (Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido)
 Ativos → bens e direitos da empresa.
o Bens (avaliados em termos monetários)
 Bens Corpóreos (Tangíveis)
Exemplo: caixa, terrenos, estoques, veículos, ferramentas, máquinas.
 Bens Incorpóreos (Intangíveis)
Exemplo: software, patentes, marcas, propriedade intelectual.
o Direitos → quantias que nossa entidade tem a receber ou a recuperar em
negócios jurídicos celebrados com terceiros.
Exemplo: venda a prazo realizada, adiantamento feito a um fornecedor,
cheque a receber.
 Receita → decorre de ganhar dinheiro. Quando a empresa usa uma máquina
(ativo) para produzir produtos e vende esses produtos, está ganhando receita.
 Passivos → Capital de Terceiros → obrigações da empresa.
o Obrigações → valores que a minha empresa deve a terceiros.
Exemplo: impostos a pagar, salários a pagar, financiamentos a pagar,
empréstimos a pagar.
 Despesas → gastos que a empresa incorre para conseguir ganhar as receitas.
Exemplo: despesas de salários (pagamento aos funcionários), despesa de
administração, despesa de aluguel, etc.
 Patrimônio Bruto ou Patrimônio Total → total do ativo.
 Patrimônio líquido → Capital Próprio → ativo – passivo (diferença matemática).
 Situação Líquida e Equação Fundamental do Patrimônio

 Capital de Terceiros → recursos que os terceiros empregam nas atividades da


empresa.
 Situação Líquida (Patrimônio Líquido) → é o capital próprio empregado na
empresa.
 Equação Fundamental da Contabilidade → Ativo = Passivo + Situação Líquida

Obs.: O quadro representa o Balanço Patrimonial (principal demonstração


contábil), onde o lado esquerdo sempre deve ser igual ao lado direito (Método das
Partidas Dobradas = Método Veneziano).
Obs.: O lado do ativo é o lado da aplicação de recursos. Já o lado do passivo e do
PL é o lado da origem de recursos.
Quadro Resumo:

 Tipos de Situações Líquidas Existentes


 Ativo maior do que o Passivo.
o SL = R$1.500
 Ativo > Passivo exigível
 Situação líquida > 0
 Ativo menor do que o Passivo.

o É denominado de Passivo a Descoberto.


o O passivo não fica com valores negativos, é o PL que fica.

o SL = - R$2.000
 Ativo < Passivo
 Patrimônio Líquido < 0
(CESPE/Auditor de Controle Externo/TCE/ES/2012)
Denomina-se passivo a descoberto a situação em que o total de exigibilidades
supera o total de bens e direitos, implicando na inexistência de patrimônio líquido.
Gabarito: Errado (o PL existe e é negativo).
 Ativo igual ao Passivo.
o Não possui capital próprio.

o Situação Líquida é nula.


 Ativo = Passivo
 Patrimônio Líquido = 0
 Ativo igual à Situação Líquida.
o Caso típico da constituição de sociedade.

o SL = R$100
 Ativo = PL
 Passivo = 0
o Pode ser o caso também de uma entidade que somente trabalhe com recursos
próprios.
 Apuração de Resultados
 Princípio Contábil da Entidade → tudo o que a entidade “ganhar ou perder”, como
resultado de suas operações, deverá ser computado para a sociedade.
 Os valores de lucros ou prejuízos acumulados que a entidade obtém no decorrer
de suas operações devem figurar no patrimônio líquido (origem).
 No ativo da empresa, o lucro ou prejuízo figurará provavelmente na conta caixa ou
bancos (aplicação).
 A apuração do lucro ou prejuízo da entidade é feita em uma demonstração à
parte, chamada Demonstração do Resultado do Exercício (DRE).
 Balanço Patrimonial
 Evidencia, seja de forma qualitativa, seja de forma quantitativa, a posição
patrimonial e financeira da entidade.
 Apresenta bens, direitos e obrigações da empresa. Esta informação é estática.
 Regras Sobre a Elaboração e Publicação das Demonstrações Contábeis
 O exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término será fixada no
estatuto (LSA, art. 175).
Obs.: Na constituição da companhia e nos casos de alteração estatutária o
exercício social poderá ter duração diversa (LSA, art. 175, parágrafo único).
Obs.: A lei não determinou se o primeiro exercício social deverá durar mais ou
menos de 1 (um) ano.
 Não há exigência de que o exercício social se inicie em 01 de janeiro e termine em
31 de dezembro.
Obs.: Cuidado com questões que dizem ser a duração do exercício social de 12
meses. Juridicamente falando, 12 meses e 1 ano são termos distintos.
 As demonstrações de cada exercício serão publicadas com a indicação dos valores
correspondentes das demonstrações do exercício anterior.
 Contas semelhantes poderão ser agrupadas, desde que indicada a sua natureza e
não ultrapassem 0,1 (um décimo) do valor do respectivo grupo de contas.
Obs.: É vedada a utilização de designações genéricas, como "diversas contas" ou
"contas-correntes".
 As demonstrações financeiras registrarão a destinação dos lucros segundo a
proposta dos órgãos da administração, no pressuposto de sua aprovação pela
assembleia-geral.
Obs.: Os administradores pressupõem, pois a assembleia-geral só ocorre 4 meses
após o término do exercício social.
 As demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros
analíticos ou demonstrações contábeis, necessários para esclarecimento da
situação patrimonial e dos resultados do exercício.
 As demonstrações financeiras serão assinadas pelos administradores e por
contabilistas legalmente habilitados.
 Estrutura do Balanço Patrimonial
 Grupos Patrimoniais
 Ativo – as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos
elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:
o Ativo Circulante
Art. 179, da Lei 6.404. As contas serão classificadas do seguinte modo:
I - no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do
exercício social subsequente e as aplicações de recursos em despesas do
exercício seguinte;

 Disponibilidades;
 Direitos Realizáveis no Curso do Exercício Social Subsequente;
 Aplicações de Recursos em Despesas do Exercício Seguinte.
o Ativo Não Circulante
 Ativo realizável a longo prazo;
 Investimentos;
 Imobilizado;
 Intangível.
 Passivo
o Passivo Circulante e Passivo Não Circulante
Art. 180, da Lei 6.404. As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para
aquisição de direitos do ativo não circulante, serão classificadas no passivo
circulante, quando se vencerem no exercício seguinte, e no passivo não circulante,
se tiverem vencimento em prazo maior, observado o disposto no parágrafo único
do art. 179 desta Lei.
Exemplo: Impostos a pagar, provisão para contingências, salários a pagar, ICMS a
recolher, provisão para IR, FGTS a recolher, duplicatas a pagar, fornecedores.
o Resultados de Exercícios Futuros e Receitas Diferidas.
 REF foi extinto. Deve ser usada a conta receitas diferidas, que fica no
passivo não circulante.
Exemplo: uma empresa tenha um imóvel para alugar. Ela aluga o imóvel por 2
anos, recebendo R$ 24.000 adiantados. Se o inquilino desocupar o imóvel, a
empresa deverá devolver o aluguel recebido antecipadamente? Se sim,
configura um passivo (obrigação) e fica classificado conforme o prazo. Se não,
então temos uma receita diferida, que vai para a demonstração do resultado
do exercício de acordo com o regime de competência.
 Ativo Circulante
 Disponibilidades → elementos que representam dinheiro ou nele possam ser
convertidos de forma imediata, como a conta caixa e equivalentes.
Exemplo: Caixa, conta bancária, numerário em trânsito, aplicações financeiras de
curto prazo (conversíveis e sujeitas a insignificante risco de mudança de valor).
 Direitos Realizáveis no Curso do Exercício Social Subsequente → podem ser reais
ou pessoais.
o Reais: representam os bens (estoques de matérias-primas, produtos acabados,
em elaboração);
o Pessoais: representam os direitos (clientes, adiantamentos a fornecedores,
ICMS a recuperar). Se tenho um valor a receber dentro de 12 meses, ele será
considerado um ativo circulante.
 Ativo Não Circulante
 Ativo realizável a longo prazo
Art. 179. II, da Lei 6.404 - No ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis
após o término do exercício seguinte, assim como os derivados de vendas,
adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas (artigo
243), diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não
constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia;

o Direitos realizáveis após o término do exercício seguinte (também podem ser


reais ou pessoais);
 Reais: animais em criação ou bens que exijam longo período de produção.
 Pessoais: duplicatas a receber.
o Direitos realizáveis derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a
sociedades coligadas ou controladas, diretores (administradores em geral),
acionistas (ou sócios), ou participantes no lucro da companhia, que não
constituírem negócios usuais na exploração do objeto (atividade) da
companhia.
 Deve-se ficar atento para que os três requisitos sejam atendidos, a espécie
do direito, a operação ser não usual e pessoa ligada (devedor).
Exemplo 1: Uma rede de supermercados realiza venda de produtos de seu
estoque para determinado diretor. O pagamento por parte do diretor à
companhia se dará dentro de 10 meses. Classificação: Ativo Circulante (venda
usual no prazo inferior a 12 meses).
Exemplo 2: A companhia oferece um empréstimo para um diretor. O
pagamento se dará em 10 meses. Classificação: Ativo Não Circulante (o
negócio é não usual e é classificado no ANC mesmo que o recebimento seja
em menos de 12 meses).
 Investimentos
Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:
III - em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os
direitos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se
destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa;
o Participações permanentes em outras sociedades (investimentos de caráter
não especulativo).
o Direitos não classificáveis em outros grupos.
Exemplo: obras de arte, casas e edificações mantidas para aluguel e terrenos.
 Imobilizado
Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:
IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos
destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou
exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que
transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens; (Redação
dada pela Lei nº 11.638,de 2007)
o Bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia.
Exemplo: terrenos, edificações, máquinas e equipamentos, móveis e utensílios,
veículos.
Obs.: Em regra, são bens de propriedade da companhia. Bens locados não
satisfazem, a não ser que sejam classificados como Arrendamento Financeiro.
Definição de ativo imobilizado prevista no CPC 27:
Ativo imobilizado é o item tangível que:
(a) é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços,
para aluguel a outros, ou para fins administrativos; e
(b) se espera utilizar por mais de um período.

 Intangível
Art. 179, da Lei 6.404. As contas serão classificadas do seguinte modo:
VI – no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à
manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de
comércio adquirido. (Incluído pela Lei nº 11.638, de 2007)
Exemplo: direitos de exploração de serviços públicos mediante concessão ou
permissão do Poder Público, marcas e patentes, fundo de comércio adquirido.

 Classificação de acordo com o Ciclo Operacional


Art.179, Parágrafo Único, da Lei 6.404. Na companhia em que o ciclo operacional da
empresa tiver duração maior que o exercício social, a classificação no circulante ou
longo prazo terá por base o prazo desse ciclo.

Obs.: O exercício social continua a ser de 1 (um) ano.


Exemplo: Se estamos em 31 de dezembro de 2011 (data de término do exercício
social) e temos uma fábrica de navios cujo ciclo operacional seja de 2 anos, teremos
que todas as obrigações e direitos que vencerem até 31 de dezembro de 2013 serão
consideradas como de curto prazo.
 Patrimônio Líquido
Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do
patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise
da situação financeira da companhia.
III – patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital, ajustes de
avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados.
(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

 Capital Social – é dividido em capital social e capital social a realizar


Art. 182. A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por
dedução, a parcela ainda não realizada.

 Regime de Competência
 Apropria receitas e despesas ao período de sua realização, independentemente do
efetivo recebimento das receitas ou do pagamento das despesas.
 Contrapõe-se ao regime de caixa, que é o regime contábil que apropria as receitas
e despesas no período de seu recebimento ou pagamento, respectivamente,
independentemente do momento em que são realizadas.
 O regime a ser utilizado na contabilidade é o de competência.
Art. 177. A escrituração da companhia será mantida em registros permanentes, com
obediência aos preceitos da legislação comercial e desta Lei e aos princípios de
contabilidade geralmente aceitos, devendo observar métodos ou critérios contábeis
uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o regime de
competência.
Exemplo: Recebimento da fatura de luz em dezembro de 2009, referente ao mês de
novembro de 2009, para pagamento em janeiro de 2010. Se a prestação do serviço foi
em novembro, deve-se lançar a despesa em novembro.
 Quando realizo a venda de uma mercadoria e procedo à sua entrega, devo
reconhecer simultaneamente a receita de vendas e todas as despesas que
correspondam a essa venda.
Art. 9º. Parágrafo único. O Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade da
confrontação de receitas e de despesas correlatas. (Redação dada pela Resolução CFC
nº. 1.282/10)
 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) → objetiva evidenciar a situação
econômica da entidade.
 Integra o chamado capital próprio, ou seja, o lucro ou prejuízo auferido ao término
do exercício deverá compor o patrimônio líquido (conta: lucro acumulado ou
prejuízo acumulado). Por isso, as contas que integram a demonstração do
resultado são zeradas ao fim do exercício.
 As sociedades não podem permanecer com a conta lucros acumulados ao final do
exercício. O que isso significa? Temos lucro (na DRE), ok! Transferimos para o
balanço, ok! Mas essa conta “lucros acumulados” vai ter que ser zerada. Todavia,
se for prejuízo, ele fica acumulado no balanço, até que posteriormente seja
compensado com lucros posteriores.
 Modelo de DRE

 Principais Contas Utilizadas (Aspectos Iniciais) (decorar!)


 Sempre que houver uma conta com a denominação a receber, podemos dizer que
é uma conta do ativo.
 Sempre que houver uma conta com a denominação a pagar, a recolher, podemos
dizer que é uma conta do passivo.
 Sempre que uma conta começar com reserva será uma conta do patrimônio
líquido.
 Sempre que disser que uma conta retifica o respectivo grupo, significa que ela
diminui o valor daquele grupo. Exemplo: depreciação acumulada.
Veículos XX,XX
(-) Depreciação acumulada (ZZ,ZZ) ← Conta retificadora.
 Capital Aplicado → é o ativo total.
 Capital a Realizar ou Capital a Integralizar → é o valor previsto no estatuto para o
Capital. A empresa pode aumentar o capital até o valor do Capital Autorizado, sem
necessidade de alterar o Estatuto.
 Capital Circulante ou Capital De Giro → é o Ativo Circulante.
 Capital Circulante Líquido ou Capital De Giro Líquido → é o Ativo Circulante
menos o Passivo Circulante (CCL = AC – PC).
 Capital Circulante Próprio ou Capital De Giro Próprio → é a diferença positiva
entre o Ativo Circulante e o Passivo Circulante (CCP = AC – PC) > 0.
 Capital de Terceiros ou Capital Alheio → é o passivo exigível (recursos de
terceiros).
 Capital Próprio → é o patrimônio líquido.
 Capital Realizado ou Capital Integralizado → é a parcela do capital social subscrito
que já foi realizada (integralizada) pelos sócios. Capital Realizado = Capital
Subscrito – Capital a Integralizar.
 Capital Social ou Capital Social Subscrito → é o capital social fixado no estatuto ou
contrato social. Também chamado de Capital Nominal ou Capital Declarado.
 Capital Total à Disposição → é a soma do capital próprio com o capital de
terceiros.
 Contas de Resultado pertencem ao Patrimônio Líquido
 Receitas
o Receita de Vendas
o Receitas Financeiras
o Receitas de aluguel
o Receitas de comissão
o Receitas de serviços
 Custos
o Custo das mercadorias vendidas
o Custo dos produtos vendidos
o Custo dos serviços prestados
 Despesas
o Despesas Administrativas
o Salários e ordenados
o Depreciação
o Despesas de Frete
o Despesas de Aluguel
 Contabilidade Gerencial → parte desta ciência (Contabilidade) que auxilia na tomada
de decisão por parte da administração das empresas.

(CESGRANRIO/Petrobrás/Administração/2015)
De acordo com as normas de Contabilidade vigentes no Brasil, um terreno adquirido por uma
entidade e mantido para valorização é classificado no Balanço Patrimonial como
a) investimento
b) ativo circulante
c) ativo imobilizado
d) ativo realizável a longo prazo
e) ativo não circulante mantido para venda

Gabarito: Letra a (subgrupo: propriedade para investimento).


(CESGRANRIO/Petrobrás/Administração/2014)
Uma entidade tem $320.000 de ativo total ao final de um exercício, no qual obteve lucro de
$25.000. Se essa entidade tem 55% de participação do capital de terceiros, o seu patrimônio
líquido ao final do exercício é
a) $ 25.000,00
b) $ 119.000,00
c) $ 144.000,00
d) $ 176.000,00
e) $ 295.000,00

Gabarito: Letra c.

(CESGRANRIO/LIQUIGÁS/Administração/2014)
De acordo com a nova redação da Lei das Sociedades Anônimas em vigor, os direitos
realizáveis de uma Sociedade Anônima, decorrentes das suas transações com sociedades
coligadas e controladas, deverão ser classificados no Balanço, no Ativo
a) Circulante e Realizável a Longo Prazo, sempre em decorrência do prazo de realização desses
direitos e do ciclo operacional da companhia.
b) Circulante e Realizável a Longo Prazo, sempre em decorrência do prazo de realização desses
direitos e do exercício social da companhia.
c) Circulante, sempre, independente do prazo de realização desses direitos.
d) Realizável a Longo Prazo, sempre, independente do prazo de realização esses direitos.
e) Realizável a Longo Prazo, sempre que não constituírem negócios usuais na exploração do
objeto da companhia.

Gabarito: Letra e.

Contabilidade Gerencial

 A principal função da contabilidade é a de fornecer informações úteis para a tomada


de decisão. Podemos dividir os usuários em dois grandes grupos: usuários externos e
usuários internos.
 Contabilidade Financeira → elabora, através das demonstrações contábeis, as
informações destinadas aos usuários externos.
Usuários externos: Investidores atuais, investidores potenciais, empregados,
credores, fornecedores, clientes, governo e agências, público.
o As demonstrações contábeis destinadas aos usuários externos precisam ter
credibilidade, por isso devem seguir princípios contábeis.
 Contabilidade Gerencial → processo de identificação, mensuração, acumulação,
preparação, interpretação e comunicação de informações financeiras utilizadas
pela administração para planejamento, avaliação e controle dentro de uma
organização e para assegurar e contabilizar o uso apropriado de seus recursos.
o Destinada a usuários internos (administração), não se prende à nenhuma
convenção ou princípio contábil.
o Pode ser caracterizada, superficialmente, como um enfoque especial conferido
a várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na
contabilidade financeira, na contabilidade de custos, na análise financeira e de
balanços etc., colocados numa perspectiva diferente, num grau de detalhe
mais analítico ou numa forma de apresentação e classificação diferenciada, de
maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo decisório.

 Contabilidade de Custos → fornece informações tanto para a Contabilidade Financeira


(apuração dos estoques e do custo das vendas, elaborado a partir dos princípios
contábeis) quanto para a Contabilidade Gerencial (custo-padrão, custos para decisão,
para controle, etc).

 Gasto → compra de um produto ou serviço qualquer, que gera sacrifício financeiro


para a entidade (desembolso), sacrifício esse representado por entrega ou promessa
de entrega de ativos (normalmente dinheiro).
 Desembolso → pagamento resultante da aquisição do bem ou serviço.
 Investimento → gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios
atribuíveis a futuro(s) período(s).
o Gastos que ficam “estocados” nos ativos da empresa.
Exemplo: matéria-prima (investimento circulante), máquina (investimento
permanente), ações de outras empresas (investimento financeiro).
 Custo → gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou
serviços.
 Despesa → bem ou serviço consumido diretamente ou indiretamente para a
obtenção de receitas.

Compra de Utilizado na
Ativado
equipamento produção
(Investimento)
(Gasto) (Custo)

Produto
Venda acabado em
(Despesa) estoque
(Investimento)

Obs.: o nome “Custo das Mercadorias Vendidas”, que aparece na DRE, é a


denominação mais comum, mas não é a mais correta tecnicamente.
o As despesas são itens que reduzem o Patrimônio Líquido e que têm essa
característica de representar sacrifícios no processo de obtenção de receitas.
(AFR/ICMS/SP) Julgue as afirmações a seguir.
I. Na sua aquisição, a matéria-prima é um gasto que imediatamente se transforma em
investimento; no momento de sua utilização, transforma-se em custo integrante do
bem fabricado; quando o produto é vendido, transforma-se em despesa.
II. Muitos gastos são automaticamente transformados em despesas; outros passam,
primeiro, pela fase de custos; outros, ainda, passam pelas fases de investimento,
custo, investimento, novamente e, por fim, despesa.
III. Cada componente que foi custo no processo de produção torna-se, na baixa,
despesa; no Resultado, existem receitas e despesas - às vezes ganhos e perdas, mas
não custos.
Gabarito: Todas estão corretas.
 Perda → bem ou serviço consumidos de forma anormal e involuntária.
 Perdas normais no processo de produção: são consideradas parte do custo dos
produtos.
 Perdas anormais: vão diretamente para o resultado do período.
CPC 16 – Estoques:
13. A alocação de custos fixos indiretos de fabricação às unidades produzidas deve ser
baseada na capacidade normal de produção. A capacidade normal é a produção média
que se espera atingir ao longo de vários períodos em circunstâncias normais; com isso,
leva-se em consideração, para a determinação dessa capacidade normal, a parcela da
capacidade total não utilizada por causa de manutenção preventiva, de férias coletivas
e de outros eventos semelhantes considerados normais para a entidade. O nível real de
produção pode ser usado se aproximar-se da capacidade normal. Como consequência,
o valor do custo fixo alocado a cada unidade produzida não pode ser aumentado por
causa de um baixo volume de produção ou ociosidade. Os custos fixos não-alocados
aos produtos devem ser reconhecidos diretamente como despesa no período em que
são incorridos. Em períodos de anormal alto volume de produção, o montante de custo
fixo alocado a cada unidade produzida deve ser diminuído, de maneira que os estoques
não sejam mensurados acima do custo. Os custos indiretos de produção variáveis
devem ser alocados a cada unidade produzida com base no uso real dos insumos
variáveis de produção, ou seja, na capacidade real utilizada.
Exemplo: Uma empresa possui custos fixos indiretos de fabricação de $10.000 e
volume normal de produção de 1.000 unidades (Custo Fixo Unitário: $10/unidade).
Se em determinado período a produção for de apenas 800 unidades, o custo da
produção seria de $8.000 e $2.000 (10.000 - $8.000) seria de custos não apropriados
aos produtos e deve ser reconhecido diretamente como despesa no período em que é
incorrido.
Resumo: Quando a produção aumenta, reduz-se o custo fixo unitário, e quando a
produção diminui, apropria-se o custo fixo unitário da produção “normal” e o custo
fixo não alocado aos produtos vai para a despesa (Resultado).
(ESAF) No processo produtivo da empresa Desperdício S.A., no mês de julho de 2005,
ocorreram perdas com rebarbas decorrentes do corte de tecidos da linha de produção.
Em virtude da contratação de funcionário sem experiência houve a perda de 100 itens
por mau uso de equipamentos. De acordo com os conceitos contábeis, devem ser
registradas essas perdas:
a) ambas como custo dos produtos vendidos.
b) respectivamente, como despesa operacional e custo.
c) ambas como despesas não-operacionais no resultado.
d) ambas como despesas operacionais no resultado.
e) respectivamente, como custo e despesa operacional.
Gabarito: letra e (perdas normais entram no custo do produto vendido).
Obs.: atualmente não há mais o conceito de resultado Operacional e Não Operacional.
 Custo de Produção do Período (CPP) → soma dos custos incorridos no período dentro
da fábrica (CPP= material direto + mão de obra direta + custos indiretos de fabricação).
 Custo da Produção acabada (CPA) → soma dos custos contidos na produção acabada
do período.
 Pode conter Custos de Produção também de períodos anteriores existentes em
unidades que só foram completadas no presente período.
 Custo dos Produtos Vendidos → soma dos custos incorridos na produção dos bens e
serviços que só agora estão sendo vendidos.
 Pode conter custos de produção de diversos períodos, caso os itens vendidos
tenham sido produzidos em diversas épocas diferentes.
 Custo Primário (≠ Custos Diretos) → Matéria Prima + Mão de Obra Direta.
 Classificação dos Custos e Despesas
 Custos Diretos → podem ser diretamente apropriados aos produtos.
Exemplo: Matéria-prima, mão de obra, embalagens, etc.
 Custos Indiretos → não podem ser diretamente apropriados aos produtos. A sua
alocação é feita de maneira estimada e muitas vezes arbitrária.
 Custos Variáveis → variam de acordo com o volume de produção.
 Custos Fixos → não sofrem variação em função da quantidade.
o Custos semifixos → são custos fixos, mas com o aumento da produção, ocorre
um aumento em tais custos. Depois que se ajustam à nova posição, voltam a
apresentar características de custo fixo.
 Custos semivariáveis → possuem em seu valor uma parcela fixa e outra variável.
Isto é, têm um comportamento de custo fixo até certo momento e depois se
comportam como custo variável.
Exemplo: conta de luz.
 Método de Custeio
 Custeio por Absorção
o Método resultante da aplicação dos Princípios de Contabilidade.
o Todos os custos vão para os produtos fabricados.
 Custeio Variável (ou Custeio Direto)
o Apenas os custos variáveis são atribuídos aos produtos. Os custos fixos são
tratados como despesas do período, sendo lançados diretamente na DRE.
o Pode ser usado para fins gerenciais, mas não na contabilidade oficial, pois fere
o princípio da Competência.
 Avaliação de Estoques
CPC 16 – Estoques:
6. Os seguintes termos são usados neste Pronunciamento, com os significados
Especificados:
Estoques são ativos:
(a) mantidos para venda no curso normal dos negócios;
(b) em processo de produção para venda; ou
(c) na forma de materiais ou suprimentos a serem consumidos ou transformados
no processo de produção ou na prestação de serviços.
Valor realizável líquido é o preço de venda estimado no curso normal dos negócios
deduzido dos custos estimados para sua conclusão e dos gastos estimados
necessários para se concretizar a venda.
Valor justo o é o preço que seria recebido pela venda de um ativo ou que seria
pago pela transferência de um passivo em uma transação não forçada entre
participantes do mercado na data de mensuração. (Alterada pela Revisão CPC
03)
7. O valor realizável líquido refere-se à quantia líquida que a entidade espera
realizar com a venda do estoque no curso normal dos negócios. O valor justo
reflete o preço pelo qual uma transação ordenada para a venda do mesmo estoque
no mercado principal (ou mais vantajoso) para esse estoque ocorreria entre
participantes do mercado na data de mensuração. O primeiro é um valor específico
para a entidade, ao passo que o segundo já não é. Por isso, o valor realizável
líquido dos estoques pode não ser equivalente ao valor justo deduzido dos gastos
necessários para a respectiva venda. (Alterado pela Revisão CPC 03)
8. Os estoques compreendem bens adquiridos e destinados à venda, incluindo, por
exemplo, mercadorias compradas por um varejista para revenda ou terrenos e
outros imóveis para revenda. Os estoques também compreendem produtos
acabados e produtos em processo de produção pela entidade e incluem matérias-
primas e materiais aguardando utilização no processo de produção, tais como:
componentes, embalagens e material de consumo. No caso de prestador de
serviços, os estoques devem incluir os custos do serviço, tal como descrito no item
19, para o qual a entidade ainda não tenha reconhecido a respectiva receita (ver o
Pronunciamento Técnico CPC 30 - Receita).
9. Os estoques objeto deste Pronunciamento devem ser mensurados pelo valor de
custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o menor.
10. O VALOR DE CUSTO DO ESTOQUE DEVE INCLUIR TODOS OS CUSTOS DE
AQUISIÇÃO E DE TRANSFORMAÇÃO, BEM COMO OUTROS CUSTOS INCORRIDOS
PARA TRAZER OS ESTOQUES À SUA CONDIÇÃO E LOCALIZAÇÃO ATUAIS.
 O custo de aquisição dos estoques compreende:
o Preço de compra.
o Impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis). Os tributos
recuperáveis são:
 Matéria prima: IPI, ICMS, PIS e COFINS (os dois últimos na modalidade não
cumulativa).
 Mercadorias para revenda: ICMS, PIS e COFINS (os dois últimos na
modalidade não cumulativa).
o Custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à
aquisição.
11. O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos
de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como
os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à
aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais,
abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação do
custo de aquisição. (NR) (Nova Redação dada pela Revisão CPC nº. 1, de
8/01/2010)
Obs.: Descontos comerciais ou incondicionais são aqueles que são negociados no
momento da compra, sem nenhuma condição.
Obs.: Abatimento ocorre num momento posterior à compra, devido a alguma
condição diferente do que foi combinado na compra.
Exemplo: Material entregue na cor diferente (o valor do estoque será menor que o
valor da Nota Fiscal).
 Estoques de Produtos Acabados (Fabricação Própria)
o Os custos dos produtos fabricados incluem a alocação sistemática de todos os
custos, diretos e indiretos de produção, fixos e variáveis, que sejam incorridos
para transformar os materiais em produtos acabados.
o A alocação de custos fixos indiretos de fabricação às unidades produzidas deve
ser baseada na capacidade normal de produção. Ou seja, as perdas normais de
produção são apropriadas aos custos; as perdas excepcionais devem ser
apropriadas diretamente no resultado do período.
 Mercadorias Fungíveis → são as commodities, ou seja, soja, suco de laranja, café,
etc. Possuem cotação na bolsa de mercadoria. Não há necessidade de negociação.
 PEPS, UEPS e Preço Médio
1ª compra: 10 unidades a 10 reais = R$ 100
2ª compra: 20 unidades a 12 reais = R$ 240
Venda de 15 unidades x $ 20 = R$ 300 (receita de venda)
o PEPS/FIFO (Primeiro que Entra é o Primeiro que Sai)
Custo das 15 unidades:
10 unidades a 10 reais = $ 100
5 unidades a 12 reais = $ 60
Resultado:
Receita vendas 300
(-) CMV (160)
Lucro Bruto 140
Estoque final: 15 unidades a 12 reais = 180
o UEPS/LIFO (Último que Entra é o Primeiro que sai)
Custo das 15 unidades:
15 unidades a 12 reais = R$ 180
Resultado:
Receita vendas 300
(-) CMV (180)
Lucro Bruto 120
Estoque final: 160
10 unidades a 10 reais = 100
5 unidades a 12 reais = 60
o Preço Médio
1ª compra: 10 unidades a 10 reais = R$ 100
2ª compra: 20 unidades a 12 reais = R$ 240
Custo médio: R$ 340 / 30 unidades = R$ 11,3333 por unidade.
Custo das vendas:
15 unidades x $ 11,33 = 170
Resultado:
Receita vendas 300
(-) CMV (170)
Lucro Bruto 130
Estoque final: 15 unidades x R$ 11,3333 = R$ 170
Obs.: Para calcular o custo médio, pode-se usar a média ponderada fixa ou a
média ponderada móvel.
o Média Ponderada Fixa

 O custo médio que será usado para todas as saídas do mês, logo ele é de
$12,92 ($8.400,00/650).
 Custo total do mês (em vendas): $ 1.292,00 + $ 3.230,00 = $ 4.522,00
o Média Ponderada Móvel
 Será usado custo médio vigente na data de cada venda, logo no dia 10 ele
é de $12 ($5.400,00/450) e no dia 20 ele é de $13,09 ($7.200/550).
 Custo total do mês (em vendas): $ 1.200,00 + $ 3.272,50 = $ 4.472,50
Obs.: O custo dos estoques deve ser atribuído pelo uso do critério PEPS ou Custo
Médio. O critério UEPS, apesar de funcionar para fins gerenciais, não é aceito na
contabilidade oficial.
 Custo Específico
Exemplo: Suponha que uma agência de automóveis possua 10 unidades de um
determinado modelo em estoque. Três foram comprados há 6 meses, por
R$20.000,00. Seis foram comprados na última semana, por R$ 22.000,00. O último
é um carro usado, que foi aceito como parte de pagamento de um veículo novo,
pelo custo de R$ 12.000,00.
A empresa realiza a venda de quatro veículos: um que foi comprado há 6 meses,
dois comprados na última semana e o veículo usado. Nesse caso, a empresa pode
atribuir o custo específico de cada item vendido.
 Método do Varejo
o Se a empresa costuma usar uma margem fixa sobre o custo para formar o
preço de venda, ela pode valorar o seu estoque final a partir do preço de
venda e calcular o custo usando a fórmula:
CMV = estoque inicial + compras – estoque final.
22. O método de varejo é muitas vezes usado no setor de varejo para mensurar
estoques de grande quantidade de itens que mudam rapidamente, itens que têm
margens semelhantes e para os quais não é praticável usar outros métodos de
custeio. O custo do estoque deve ser determinado pela redução do seu preço de
venda na percentagem apropriada da margem bruta. A percentagem usada deve
levar em consideração o estoque que tenha tido seu preço de venda reduzido
abaixo do preço de venda original. É usada muitas vezes uma percentagem média
para cada departamento de varejo.
o Era muito útil quando não havia computadores, mas atualmente as empresas
podem apurar os custos de estoque de forma mais adequada.
 Margem de Contribuição → quantia com a qual o produto contribui para amortizar os
custos fixos mais as despesas fixas, e para formar o lucro.
Margem de Contribuição = Preço de Venda – Custos Variáveis – Despesas Variáveis
 Margem de Contribuição Unitária (MCU) → aplicada a cada produto.
 Margem de Contribuição Total → MCU multiplicada pela quantidade.
 Quando surge a oportunidade de vendas adicionais, a empresa deve decidir pela
Margem de Contribuição. Se a Margem de Contribuição for positiva, a venda
adicional irá aumentar o resultado da empresa, pois os custos fixos já terão sido
cobertos pelas vendas normais.
 Limitações na Capacidade de Produção – deve-se calcular a margem de
contribuição de cada produto e dividir pela quantidade de fator de restrição que o
produto utiliza.
(CESGRANRIO/Petrobrás/Contador/2011) A Indústria Santa Maria Ltda. fabrica 5
produtos. Para realizar essa produção, a empresa utiliza, habitualmente, 178.000
horas/máquina. Entretanto, em julho de 2010, ocorreu um defeito em uma das
máquinas operadoras, reduzindo tal capacidade em 15%.

Sabendo-se que os custos fixos montam a R$ 3.300.000,00 por mês, o produto que
deve ter sua produção reduzida em função do defeito ocorrido, visando a
maximizar o resultado da empresa, é o denominado
Gabarito: Beta (MCU = 130; 130/2h = 65)
 Relação Custo/Volume/Lucro
 Ponto de Equilíbrio → ponto em que o lucro da empresa é zero, ou seja, é o ponto
no qual a receita total é igual aos custos e despesas totais. Também chamado de
Break-even Point ou Ponto de Ruptura ou Ponto Crítico.
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜𝑠 𝐹𝑖𝑥𝑜𝑠 + 𝐷𝑒𝑠𝑝𝑒𝑠𝑎𝑠 𝐹𝑖𝑥𝑎𝑠
𝑃𝑜𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝐸𝑞𝑢𝑖𝑙í𝑏𝑟𝑖𝑜 (𝑐𝑜𝑛𝑡á𝑏𝑖𝑙) =
𝑀𝑎𝑟𝑔𝑒𝑚 𝑑𝑒 𝐶𝑜𝑛𝑡𝑟𝑖𝑏𝑢𝑖çã𝑜 𝑈𝑛𝑖𝑡á𝑟𝑖𝑎
 Ponto de Equilíbrio Financeiro não leva em conta a Depreciação, Amortização e
Exaustão (que diminuem o lucro, mas não representam saída de caixa).
𝑃𝑜𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝐸𝑞𝑢𝑖𝑙í𝑏𝑟𝑖𝑜 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑛𝑐𝑒𝑖𝑟𝑜
(𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜𝑠 𝑒 𝐷𝑒𝑠𝑝𝑒𝑠𝑎𝑠 𝐹𝑖𝑥𝑜𝑠) − (𝐷𝑒𝑝𝑟𝑒𝑐𝑖𝑎çã𝑜, 𝐴𝑚𝑜𝑟𝑡𝑖𝑧𝑎çã𝑜 𝑒 𝐸𝑥𝑎𝑢𝑠𝑡ã𝑜)
=
𝑀𝐶𝑈
 Ponto de Equilíbrio Econômico considera o Custo de Oportunidade no cálculo do
ponto de equilíbrio.
𝑃𝑜𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝐸𝑞𝑢𝑖𝑙í𝑏𝑟𝑖𝑜 𝐸𝑐𝑜𝑛ô𝑚𝑖𝑐𝑜
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜𝑠 𝑒 𝐷𝑒𝑠𝑝𝑒𝑠𝑎𝑠 𝐹𝑖𝑥𝑜𝑠 + 𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑂𝑝𝑜𝑟𝑡𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒
=
𝑀𝑎𝑟𝑔𝑒𝑚 𝑑𝑒 𝐶𝑜𝑛𝑡𝑟𝑖𝑏𝑢𝑖çã𝑜
(FGV/Auditor Fiscal/ICMS RJ/2011)
- Gasto Fixo Total: $ 1.000
- Custo Variável Unitário: $ 5
- Preço de Venda Unitário: $ 10
- Gasto com Depreciação: $ 200
- Custo de Oportunidade: $ 200
Os Pontos de Equilíbrio Contábil, Financeiro e Econômico, considerando os dados
acima, serão, respectivamente,
Gabarito: 200, 160 e 240 unidades.
 Margem de Segurança → indica a quantidade em que a empresa está operando
acima do ponto de equilíbrio, ou seja, indica o quanto as vendas podem cair antes
de a empresa entrar em prejuízo.
Exemplo: Se uma empresa possui ponto de equilíbrio de 900 unidades e vende
atualmente 1.000 unidades, então a sua margem de segurança é de 100 unidades.
Pode também ser indicada em percentual. Nesse caso, a margem de segurança
seria de 10% (100/1.000 = 10%).
(CESGRANRIO/Técnico de Contabilidade/Transpetro/2011) A Indústria Vala informou
que, na venda de 1.000 unidades de um de seus produtos, auferiu uma receita líquida
de R$ 6.850.000,00. Trabalhando nesse volume de atividade tem uma margem de
segurança física de 80 unidades. Considerando-se que a Indústria Vala pratica uma
margem de contribuição de 40%, o valor dos custos e das despesas fixas desse
produto, em reais, é
(A) 1.096.000,00
(B) 2.520.800,00
(C) 2.740.000,00
(D) 3.781.200,00
(E) 4.110.000,00
Gabarito: Letra b (R$ 6.850.000,00/1000und. = 6.850; 40%*6.850 = R$2.740/und;
920und*R$2.740 = 2.520.800,00)
 Alavancagem Operacional (ou Grau de Alavancagem Operacional) → indica o
aumento no lucro resultante de um determinado aumento no Volume.
% 𝑑𝑒 𝑎𝑐𝑟é𝑠𝑐𝑖𝑚𝑜 𝑛𝑜 𝑙𝑢𝑐𝑟𝑜
𝐴𝑙𝑎𝑣𝑎𝑛𝑐𝑎𝑔𝑒𝑚 𝑂𝑝𝑒𝑟𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑙 =
% 𝑑𝑒 𝑎𝑐𝑟é𝑠𝑐𝑖𝑚𝑜 𝑛𝑜 𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒
O Grau de Alavancagem Operacional (GAO) ou simplesmente Alavancagem
Operacional também pode ser calculado assim:
𝑀𝑎𝑟𝑔𝑒𝑚 𝑑𝑒 𝐶𝑜𝑛𝑡𝑟𝑖𝑏𝑢𝑖çã𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
𝐺𝐴𝑂 =
𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
(FCC/Economista da Infraero - 2009/FCC) Uma companhia apresenta os seguintes
dados de custos:
Custos e Despesas Fixas: R$ 100.000,00
Custos e despesas variáveis unitárias: R$ 200,00
Preço unitário de venda do produto: R$ 300,00
O grau de alavancagem operacional correspondente à produção de 1.200 unidades é:
(A) 9
(B) 8
(C) 7
(D) 6
(E) 5
Gabarito: Letra d (100*1.200/20.000)

(CESGRANRIO/Termomacaé/Técnico de Contabilidade/2010) Em 31/03/2009, foram


extraídos os seguintes dados da contabilidade da Indústria Groenlândia Ltda.

Informações adicionais:
• 60% da conta Salários da Fábrica representam mão de obra direta;
• 50% da conta de energia elétrica é custo direto.
Considerando-se as informações acima, o total dos custos diretos constantes da tabela, em
reais, é de
A) 205.000,00
B) 330.000,00
C) 340.000,00
D) 350.000,00
E) 410.000,00

Gabarito: Letra c (Despesa, Custos dir e ind, custo dir, despesa, custo ind, despesas, despesa,
custo dir e ind, custo ind, despesa, custo ind, despesa, custo ind, despesa).
(CESGRANRIO/LIQUIGÁS/Ciências Contábeis/2014) Uma indústria fez as seguintes anotações
na produção do modelo J de um dos produtos de sua linha:
• Produção em quantidade de unidades 10.000
• Matéria-prima consumida por unidade, em reais 11,00
• Mão de obra direta consumida por unidade, em reais 4,00
• Custo fixo unitário, em reais (30.000,00 / 10.000) 3,00
• Despesa fixa unitária, em reais (24.000,00 / 10.000) 2,40
Face à demanda pelo modelo, a empresa estima aumentar a produção em 50%, mas
mantendo a mesma estrutura de todos os custos apontados na produção atual.
Nesse contexto do novo nível de produção do modelo J, se a indústria adotar o método de
custeio por absorção e vender 80% da nova produção, por 25,00 a unidade, o lucro bruto
apurado, em reais, será de
A) 55.200,00
B) 76.800,00
C) 84.000,00
D) 96.000,00
E) 120.000,00

Gabarito: Letra d (para lucro bruto não entram as despesas)

(CESGRANRIO/PETROBRAS/Contador Júnior/2015) A Indústria N, na produção e


comercialização de um dos produtos da sua linha, fez as seguintes anotações:

Considerando somente as informações recebidas e a boa prática contábil do custeio variável, a


margem de contribuição unitária do produto, em reais, é
A) 49,75
B) 50,00
C) 51,80
D) 60,00
E) 61,80

Gabarito: Letra d (entram as despesas variáveis sobre o volume de vendas).

(CESGRANRIO/RECAP/Técnico de Contabilidade/2007) A Indústria Nordestina Ltda.


apresentou, em janeiro de 2007, o estoque inicial e o final de matérias-primas, com saldo igual
a zero. Sabendo-se que a Indústria registra como custos variáveis somente a matéria-prima e a
mão-de-obra direta, sendo os demais fixos, o custo direto apurado no mês de janeiro de 2007
correspondeu à (ao):
a) diferença entre o estoque final de matérias-primas e o valor da mão-de-obra direta.
b) soma das compras de matérias-primas com o valor da mão-de-obra direta.
c) valor da mão-de-obra direta, somente.
d) valor das compras de matérias-primas, somente.
e) valor zero.

Gabarito: Letra b (Estoque final = Estoque inicial + entradas – saídas; CMV = MP+MAO).
 Alterações na Lei 6404 / 76
 Antiga estrutura do balanço patrimonial

 Nova estrutura do balanço patrimonial

 O Ativo Realizável a Longo Prazo foi agrupado com o antigo Ativo Permanente para
compor o Ativo Não Circulante. Porém os índices que usam o Ativo Realizável a
Longo Prazo não tiveram qualquer alteração.
Exemplo: Índice de Imobilização do Capital Próprio (IICP).
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑃𝑒𝑟𝑚𝑎𝑛𝑒𝑛𝑡𝑒 𝐴𝑁𝐶−𝑅𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧á𝑣𝑒𝑙 𝑎 𝐿𝑃
Era: 𝐼𝐼𝐶𝑃 = e ficou: 𝐼𝐼𝐶𝑃 =
𝑃𝑎𝑡𝑟𝑖𝑚ô𝑛𝑖𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 𝑃𝑎𝑡𝑟𝑖𝑚ô𝑛𝑖𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜
𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠+𝐼𝑚𝑜𝑏𝑖𝑙𝑖𝑧𝑎𝑑𝑜+𝐼𝑛𝑡𝑎𝑛𝑔í𝑣𝑒𝑙
Ou seja: 𝐼𝐼𝐶𝑃 =
𝑃𝑎𝑡𝑟𝑖𝑚ô𝑛𝑖𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜
 O Passivo Exigível a Longo Prazo virou Passivo Não Circulante, logo deve-se
adaptar as fórmulas.
 O Grupo Receita de Exercício Futuro foi extinto. Mas o saldo contábil existente
neste grupo passou para a conta Receita Diferida, no Passivo Não Circulante.
o Quando aparecer a conta Receita Diferida, a mesma deve ser diminuída do
saldo do Passivo Não Circulante.
Exemplo: Índice de Liquidez Geral (LG).
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 + 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑅𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧á𝑣𝑒𝑙 𝑎 𝐿𝑃
𝐿𝐺 =
𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 + (𝑃𝑁𝐶 − 𝑅𝑒𝑐𝑒𝑖𝑡𝑎 𝐷𝑖𝑓𝑒𝑟𝑖𝑑𝑎)
 Terminologia Contábil
 Ativo Fixo ou Bens Fixos → é o ativo imobilizado. Todavia, alguns autores
entendem que é o ativo permanente total.
 Ativo Líquido ou Capital Líquido → é o ativo total menos o passível exigível. É
equivalente ao Patrimônio Líquido.
 Ativo Médio ou Ativo Total Médio → é a média aritmética do ativo num
determinado período. Pode ser anual, semestral, mensal, etc.
 Ativo Oculto → a expressão pode ser utilizada para indicar um elemento do ativo
que não foi reconhecido contabilmente ou a subavaliação do ativo. O ativo oculto
representa os bens de titularidade da entidade que não foram lançados em seus
registros contábeis.
 Ativo Operacional → corresponde aos elementos do ativo aplicados nas atividades
usuais da empresa. É o ativo total menos os investimentos temporários e
permanentes, adiantamentos, empréstimos e demais ativos não usuais à
exploração das atividades da sociedade.
 Ativo Real → são os elementos do ativo que efetivamente representam moeda ou
que nela possam ser convertidos. Normalmente, é o ativo total menos as despesas
antecipadas e diferidas, uma vez que essas, em regra, não são conversíveis em
dinheiro.
 Bens de Renda → são os ativos destinados a atividades não usuais da empresa que
podem gerar renda. É o caso dos imóveis destinados à locação e das participações
no capital de outras sociedades.
 Bens de Venda → são os ativos destinados à comercialização. É o caso das
matérias-primas, dos produtos em elaboração, dos produtos acabados e das
mercadorias.
 Bens Numerários → são as disponibilidades financeiras (meios de pagamento).
Exemplo: dinheiro em tesouraria, depósitos bancários de livre movimentação,
aplicações de liquidez imediata, cheques em cobrança.
 Capital Aplicado → é o ativo total.
 Capital a Realizar → é a parte do capital social subscrito que os sócios ainda não
realizaram.
 Capital Autorizado → no caso das sociedades anônimas, é um limite previsto no
estatuto para novas subscrições de capital sem a necessidade de alteração
estatutária. É uma autorização prévia para novas subscrições de capital dentro de
certo limite.
 Capital Circulante ou Capital De Giro → é o ativo circulante, vale dizer, os bens e
direitos realizáveis a curto prazo.
 Capital Circulante Líquido ou Capital De Giro Líquido → é a diferença entre o ativo
circulante e o passivo circulante. (CCL = AC – PC)
 Capital Circulante Próprio ou Capital De Giro Próprio → é a diferença positiva
entre o ativo circulante e o passivo circulante.
 Capital de Terceiros ou Capital Alheio → o mesmo que recursos de terceiros. É o
passivo exigível. No balanço patrimonial, corresponde à soma do passivo circulante
(dívidas de curto prazo) com o passivo exigível a longo prazo (dívidas de longo
prazo).
 Capital Fixo → é o ativo permanente. Para alguns autores, porém, o capital fixo é
formado apenas pelo ativo imobilizado.
 Capital Imobilizado → é o ativo permanente imobilizado, quer dizer, são os bens
de uso de valor relevante e, cumulativamente, vida útil superior a 1 ano.
 Capital Nominal ou Capital Declarado → é o capital social fixado no estatuto ou
contrato social. Também é conhecido como capital social ou capital social
subscrito.
 Capital Próprio → o mesmo que recursos próprios. É representado pelo
patrimônio líquido.
 Capital Realizado → é a parte do capital social subscrito que os sócios já
realizaram, em dinheiro, outros bens ou créditos. É calculado pela diferença entre
o capital subscrito e o capital social a realizar:
Capital Realizado = Capital Subscrito – Capital a Realizar
 Capital Social ou Capital Social Subscrito → é o capital social fixado no estatuto ou
contrato social. Os sócios devem subscrever (assumir o compromisso de realizar)
todas as ações ou cotas em que se divide o capital social, ainda que seja realizada
apenas uma parte do capital subscrito.
 Capital Total à Disposição → é a soma do capital próprio com o capital de
terceiros.
 Créditos de Financiamento → são as contas a receber, os adiantamentos
concedidos e os valores a compensar decorrentes das operações estranhas às
atividades da empresa. É o caso dos empréstimos a diretores e dos adiantamentos
a acionistas.
 Créditos de Funcionamento → são as contas a receber, os adiantamentos
concedidos e os valores a compensar decorrentes das atividades usuais da
entidade.
Exemplo: duplicatas a receber por vendas a prazo de mercadorias, dos
adiantamentos a fornecedores de mercadoria, do ICMS e IPI a recuperar.
 Passivo Fictício → expressão utilizada para indicar o valor registrado no passivo
exigível que não corresponde efetivamente a uma obrigação.
Exemplo: um valor registrado como empréstimo bancário quando de fato não
existiu o empréstimo.
 Passivo Não Exigível → é o Patrimônio Líquido. O passivo não exigível são os
recursos do passivo total que não representam obrigações efetivas.
 Passivo Real → é o passivo total menos o patrimônio líquido. Corresponde ao
passivo exigível, representando as obrigações efetivas da empresa.
 Patrimônio Bruto → é o ativo total.
 Subscrição → ato pelo qual os sócios assumem o compromisso de realizar
determinado valor a título de capital social. A subscrição pode ser relativa a
compromisso de realização do capital social ou a aumento do capital.
 Padronização das Demonstrações Contábeis para Análise
 A preparação das demonstrações contábeis para análise envolve:
o Padronização das contas, no que se refere à denominação;
o Agrupamento de pequenos saldos; e
o Reclassificação das seguintes contas:
 Despesas antecipadas ou Despesas a vencer ou Despesas pagas
antecipadamente – despesas que empresa já pagou, mas que, por
competência, ainda não podem ser classificadas no resultado.
Exemplo: Pagamento antecipado de R$12mil de aluguel referente a 1 ano.
As despesas são reclassificadas para o Patrimônio Líquido mês a mês.
 Receitas diferidas –receitas que a empresa já ganhou (não precisa
devolver), mas que não podem ir para o resultado por competência.
Obs.: Também são reclassificadas para o PL.
Obs.: para questões de concurso, as reclassificações apenas são efetuadas se
forem mencionadas expressamente.
 Análise Econômico-Financeira
 Compara-se informações principalmente do Balanço Patrimonial e da
Demonstração dos Resultados na elaboração de índices.
 Índices de Liquidez (Índices Financeiros)
 Mostram a capacidade da empresa de pagar suas dívidas. São índices do tipo
“quanto maior melhor”, embora alguns autores alertem que índices altos podem
significar má gestão financeira.
Obs.: Os índices de rentabilidade e de atividade têm, ao longo dos anos, muita
influência sobre os índices de liquidez. Assim, uma situação de pouca liquidez pode
ser revertida com alguns anos de lucro alto ou melhoria nos índices de rotação.
 Na apuração dos índices de liquidez, devem ser eliminados os valores que não
serão realizados, ou seja, que não se converterão em dinheiro. É o caso das
Despesas Antecipadas e do extinto grupo Ativo Diferido.
o Ativo Real = ativo total - despesas antecipadas - diferido
1. Índice de Liquidez Corrente ou Liquidez Comum
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒
𝐿𝐶 =
𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒
o Indica a capacidade de a empresa pagar suas dívidas de curto prazo (passivo
circulante) com os recursos de curto prazo (ativo circulante).
o Quanto maior for o ciclo operacional, maior será a necessidade de um alto
índice de Liquidez Corrente.
2. Índice de Liquidez Seca ou Acid Test (Teste Ácido)
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 − 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒𝑠
𝐿𝑆 =
𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒
o Mais adequado para as empresas que operam com estoques de difícil
realização financeira.
3. Índice de Liquidez Imediata ou Instantânea
𝐷𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛𝑖𝑏𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠
𝐿𝐼 =
𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒
o As empresas que efetuam muitas operações à vista necessitam de mais
disponibilidades.
4. Índice de Liquidez Geral ou Liquidez Total
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 + 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑅𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧á𝑣𝑒𝑙 𝑎 𝐿𝑃
𝐿𝐺 =
𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 + (𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝑁ã𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 − 𝑅𝑒𝑐𝑒𝑖𝑡𝑎 𝐷𝑖𝑓𝑒𝑟𝑖𝑑𝑎)
o Indica a capacidade da empresa de pagar suas dívidas de curto e longo prazo,
usando os recursos do Ativo Circulante e do Ativo Realizável a Longo Prazo.
Obs.: PC (+) PNC - Rec. Diferida = Passivo Exigível.
5. Índice de Solvência Geral
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
𝑆𝐺 =
𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 + (𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝑁ã𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 − 𝑅𝑒𝑐𝑒𝑖𝑡𝑎 𝐷𝑖𝑓𝑒𝑟𝑖𝑑𝑎)
o Indica a capacidade de a empresa pagar suas dívidas de curto e longo prazo,
usando todos os seus recursos, inclusive Investimentos Permanentes,
Imobilizado e Intangível.
o Um índice inferior a 1 indica a existência de Passivo a Descoberto.
 Estrutura (Índices de Endividamento)
 Mostram a relação entre o capital próprio (Patrimônio Líquido) e o capital de
terceiros (passível exigível). Indicam a política de obtenção de recursos da
empresa, e também a dependência da empresa com relação a capital de terceiros.
1. Endividamento Total ou Debt Ratio
𝐸𝑥𝑖𝑔í𝑣𝑒𝑙 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 𝐸𝑥𝑖𝑔í𝑣𝑒𝑙 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
𝐸𝑇 = =
𝐸𝑥𝑖𝑔í𝑣𝑒𝑙 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 + 𝑃𝐿 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
o Indica a porcentagem que o endividamento representa sobre os recursos
totais.
Obs.: Exigível Total = Passivo Circulante + (Passivo Não Circulante – Receitas
Diferidas – Antigo Resultado de Exercício Futuros).
Obs.: O grupo Receita de Exercícios Futuros foi extinto. Seu saldo passou para o
Passivo Não Circulante, na conta Receita Diferida.
2. Índice de Garantia do Capital de Terceiros ou Grau de Endividamento
𝐸𝑥𝑖𝑔í𝑣𝑒𝑙 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
𝐺𝐶𝑇 =
𝑃𝐿
o Indica a garantia proporcionada ao capital de terceiros em função da
existência de capital próprio.
3. Composição de Endividamento
𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒
𝐶𝐸 =
𝐸𝑥𝑖𝑔í𝑣𝑒𝑙 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
o Indica a participação das dívidas de curto prazo em relação ao endividamento
total.
 Quocientes de Imobilização de Capital
1. Imobilização do Capital Próprio
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑁ã𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 − 𝑅𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧á𝑣𝑒𝑙 𝑎 𝐿𝑃
𝐼𝐶𝑃 =
𝑃𝐿
o Se o ICP for menor que 1, significa que, além de financiar o Ativo Permanente,
os recursos próprios financiam parte do Ativo Realizável.
o Se o ICP for maior que 1, significa que há recursos de terceiros financiando o
Ativo Permanente.
Obs.: Ativo Diferido = Investimentos + Imobilizado + Intangível
2. Índice de Imobilização do Investimento Total
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑁ã𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 − 𝑅𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧á𝑣𝑒𝑙 𝑎 𝐿𝑃
𝐼𝐼𝑇 =
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
3. Imobilização do Capital Próprio
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑁ã𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒𝑠 − 𝑅𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧á𝑣𝑒𝑙 𝑎 𝐿𝑃
𝐼𝐶𝑃 =
𝑃𝐿 + 𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝑁ã𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒
o Antigo Imobilização dos Recursos Não Correntes (IRNC), hoje também
chamado de Imobilização dos Capitais Permanentes.
o Se o IRNC for menor que 1, significa que os recursos não circulantes (recursos
de longo prazo) financiam totalmente o Ativo Permanente e sobra para
financiar o Ativo Realizável a Longo Prazo e/ou parte do Ativo Circulante.
o Se o IRNC for maior que 1, significa que há recursos circulante financiando o
Ativo Permanente.
 Rentabilidade (Índices Econômicos)
 Relacionam o lucro obtido com os recursos utilizados para obtê-lo. O lucro pode
ser relacionado com as vendas totais, com os ativos utilizados na sua geração, ou
com os recursos dos sócios (Patrimônio Líquido).
 Margem de Lucro sobre Vendas
1. Margem Operacional
𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑂𝑝𝑒𝑟𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑙
𝑀𝑂 =
𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎𝑠
2. Margem Líquida
𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜
𝑀𝐿 =
𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎𝑠
o Estes índices são calculados quando da elaboração da Análise Vertical.
Exemplo: DRE:
MO = LO/VL = 67.500/487.500 = 13.8%
ML = LL/VL = 50.800/487.500 = 10,42%
Obs.: Esses Índices são de Lucratividade, mas entram na composição principal
do Índice de Rentabilidade.
 Giro do Ativo
3. Giro do Ativo Total
𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎𝑠
𝐺𝐴𝑇 =
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑀é𝑑𝑖𝑜
o Ativo Total Médio é a média do ativo do início e do fim do exercício. Mas se a
questão fornecer apenas o ativo final, a fórmula fica assim:
𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎𝑠
𝐺𝐴𝑇 =
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
Obs.: Vendas Líquidas = Receitas Líquidas
o Este índice já foi considerado como indicador de atividade. Mas deve ficar com
os quocientes de rentabilidade, devido à sua importância para compor o
retorno sobre o investimento.
o As empresas com alto giro normalmente têm margem pequena.
Exemplo: supermercado.
 Retorno sobre o Investimento ou Retorno sobre o Ativo ou Retorno sobre o Capital
Empregado ou Índice Du-pont
𝑅𝐶𝐸 = 𝑀𝑎𝑟𝑔𝑒𝑚 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎 ∗ 𝐺𝑖𝑟𝑜 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
Obs.: Retorno = Rentabilidade
o O resultado vai dar o Lucro Líquido sobre o Ativo Total Médio. Em caso de
baixa rentabilidade, pode-se atacar a margem ou o giro.
o O retorno do Ativo Total é também chamado de ROI (Return On Investiment),
ou ROA (Return On Assets).
Obs.: Pode-se calcular também o Retorno Operacional sobre o Ativo, substituindo
a Margem Líquida pela Margem Operacional.
 Retorno sobre o Patrimônio Líquido ou Retorno sobre o Capital Próprio
𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜
𝑅𝑃𝐿 =
𝑃𝑎𝑡𝑟𝑖𝑚ô𝑛𝑖𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜
o Também conhecido por ROE (Return On Equity), este índice indica o retorno
que os acionistas estão obtendo pelo seu investimento na empresa. Deve
superar o custo de oportunidade, ou os investidores poderão mudar de
investimento.
o Segundo José Pereira da Silva:
𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜
𝑅𝑃𝐿 =
𝑃𝑎𝑡𝑟𝑖𝑚ô𝑛𝑖𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 − 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜
o RPL = Retorno sobre Vendas (ML)*Giro do Ativo(GAT)*Estrutura de Capitais →
RPL = LL/VL*VL/ATm*ATm/PL. Portanto o retorno sobre o Patrimônio Líquido
pode ser aumentado de 3 formas diferentes:
 Aumentando o Giro do Ativo Médio;
 Aumentando a Margem; e
 Estabelecendo a estrutura de capital ótima.
o É possível melhorar o Retorno sobre o PL substituindo o uso de capital próprio
por capital de terceiros (empréstimos), desde que a margem de lucro seja
maior que o custo dos empréstimos.
 Alavancagem Financeira
 Consiste em aumentar o retorno para o acionista, nos casos em que a
rentabilidade da empresa seja maior que o custo de empréstimos de terceiros.
 O fator fundamental é a comparação entre a Taxa de Retorno do Ativo e o Custo
do Empréstimo. Quando a alavancagem ou o grau de alavancagem é maior que 1,
o endividamento tem um efeito de alavanca sobre o lucro que sobra para o
acionista.
1. Grau de Alavancagem Financeira
𝐿𝐿
𝑃𝐿 𝑅𝑃𝐿
𝐺𝐴𝐹 = =
𝐿𝐿 + 𝐷𝐹 𝐿𝐿 + 𝐷𝐹
𝐴 𝐴
Onde: DF = Despesa Financeira
o Alguns autores usam a seguinte fórmula:
𝐿𝐿
𝐺𝐴𝐹 = 𝑃𝐿 𝑚é𝑑𝑖𝑜
𝐿𝐿 + 𝐷𝐹
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑚é𝑑𝑖𝑜
Obs.: Ativo = PL + Passivo Exigível
(NCE/BNDES/Contador/2005) Com base nos dados abaixo calcule o grau de
alavancagem financeira da Empresa X.
Descrição Valor ($)
Ativo Operacional 100.000
Patrimônio Líquido 60.000
Lucro Antes das Despesas Financeiras 20.000
Lucro Líquido 15.000
(A) 2,20;
(B) 1,25;
(C) 0,45;
(D) 0,80;
(E) 1,00.
Gabarito: Letra b (GAF = (LL/PL)/[(LL+DF)/A] =
(15.000/60.000)/[(15.000+5.000)/100.000] = 0,25/0,20 = 1,25).
 Indicadores de Lucratividade
1. Margem Operacional
𝐿𝑂
𝑀𝑂 =
𝑉𝐿
2. Margem Líquida
𝐿𝐿
𝑀𝐿 =
𝑉𝐿
3. Margem Bruta
𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐵𝑟𝑢𝑡𝑜
𝑀𝐵 =
𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎𝑠
 Análise do Ciclo Operacional e do Ciclo Financeiro
 Índices de rotação indicam a velocidade com que os elementos patrimoniais se
renovam durante um certo período de tempo. Acabam influindo bastante na
posição de liquidez e rentabilidade. Normalmente, envolvem itens do balanço e da
DRE, simultaneamente.
1. Rotação de Estoque
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑎 𝑀𝑒𝑟𝑐𝑎𝑑𝑜𝑟𝑖𝑎 𝑉𝑒𝑛𝑑𝑖𝑑𝑎
𝑅𝐸 =
𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝑀é𝑑𝑖𝑜
Estoque Médio = (Ei + Ef)/2
o Indica quantas vezes o estoque se renovou por causa das vendas.
2. Prazo Médio de Rotação de Estoque
360
𝑃𝑀𝑅𝐸 =
𝑅𝐸
Obs.: Deve-se considerar o ano como 360 dias, a não ser que a questão diga
365 dias.
Obs.: Se não for informado o estoque médio (ou tiver como calcular), pode-se
usar o estoque final.
3. Rotação de Duplicatas a Receber (ou de Clientes ou de Contas a Receber)
𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 𝑎 𝑃𝑟𝑎𝑧𝑜
𝑅𝐷𝑅 =
𝑀é𝑑𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝐷𝑢𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎𝑡𝑎𝑠 𝑎 𝑅𝑒𝑐𝑒𝑏𝑒𝑟
Obs.: Pode ser usado apenas o saldo final de duplicatas a receber, caso a
questão não informe o saldo inicial.
4. Prazo Médio de Rotação de Duplicatas a Receber
360
𝑃𝑀𝑅𝐷𝑅 =
𝑅𝐷𝑅
 Ciclo Operacional (COP)
 Período que a empresa leva para comprar estoque, vender e receber.
 COP = PMRE + PMRDR
 O Ciclo Operacional de uma indústria, leva em conta o PMRE de matéria-prima, de
produtos em elaboração e de produtos acabados (soma-se os 3).
(ICMS SP – 2006 – FCC) Uma Empresa tem Prazo médio de renovação dos
estoques 74 dias; Prazo médio de recebimento de vendas 63 dias; Prazo médio de
pagamento de compras 85 dias e Ciclo de caixa 52 dias. Considerando essas
informações, o Ciclo Operacional é de:
A) 128 dias.
B) 137 dias.
C) 140 dias.
D) 142 dias.
E) 145 dias.
Gabarito: Letra b.
1. Rotação de Fornecedores ou Duplicatas a Pagar
𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠 𝑎 𝑃𝑎𝑔𝑎𝑟
𝑅𝐹 =
𝑀é𝑑𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝐹𝑜𝑟𝑛𝑒𝑐𝑒𝑑𝑜𝑟𝑒𝑠
Obs.: se a questão mencionar apenas o saldo final, usa-se este valor.
o Indica que, durante o exercício de X, a empresa girou a conta de fornecedores,
em média, n vezes.
2. Prazo Médio de Rotação de Fornecedores
360
𝑃𝑀𝑅𝐹 =
𝑅𝐹
o Indica quantos dias, em média, a empresa leva para pagar suas compras a
prazo. É do tipo “quanto maior, melhor”.
3. Ciclo Financeiro ou Ciclo de Caixa
𝐶𝐹 = 𝐶𝑂𝑃 − 𝑃𝑀𝑅𝐹

Exemplo: (ICMS SP – 2006 – FCC) Uma Empresa tem Prazo médio de renovação
dos estoques 74 dias; Prazo médio de recebimento de vendas 63 dias; Prazo
médio de pagamento de compras 85 dias e Ciclo de caixa 52 dias.
COP: PMRE + PMRV = 74 + 63 = 137 dias.
CF: COP – PMRF = 137 – 85 = 52 dias (a questão já havia informado).
 Análise Horizontal
 O objetivo é demonstrar o comportamento de itens do Balanço e da
Demonstração do Resultado através do tempo.
o Na sua elaboração, considera-se o primeiro período como base 100, e apura-se
o percentual de evolução dos períodos seguinte.
 Base Fixa – todos os anos são comparados com o primeiro ano.
 Base Móvel – um ano é comparado ao ano anterior.
Obs.: Se a questão não mencionar nada, considera-se a base fixa.
Obs.: Normalmente, o símbolo % é omitido, na análise Horizontal.
 Análise Vertical
 Indica a estrutura das demonstrações contábeis, através de coeficientes de
participações, bem como a sua evolução no tempo.
o No balanço Patrimonial, os coeficientes são calculados em função do total do
Ativo e total do Passivo + PL.
o Na Demonstração do Resultado, usa-se a Receita Líquida como base (Índice
100).
 Análise de Tendências
 A principal utilidade das Análises Horizontal e Vertical está na identificação de
tendência. Para isso, os dois tipos de análise devem ser utilizados em conjunto.
Exemplo:

A receita líquida, o CMV e o lucro bruto aumentaram, em valores absolutos.


Mas, quando se efetua a Análise Horizontal:
Percebe-se que o CMV está aumentando num ritmo maior que a Receita Líquida.
Se esta tendência permanecer, o Lucro Bruto será cada vez menor, o que poderá
levar a empresa a ter prejuízos.
Esta tendência de aumento maior do CMV é confirmada pela Análise Vertical:

O CMV passou de 55,0 % da Receita Líquida, no primeiro ano, para 56,3 % no


segundo e depois aumentou novamente, para 58,2 % da Receita Liquida, o que
confirma a tendência de aumento do CMV maior que o aumento da Receita
Líquida.
Pode-se observar, também, a diminuição do índice referente ao Lucro Bruto.
 Grupos de Comparação (Indicadores de Mercado)
 Foram criados índices padrão e através de técnicas estatísticas, os índices das
diversas empresas são agrupados, formando uma curva Normal. A partir da Média,
há uma distribuição relativamente homogênea dos dados, para mais e para
menos.
 A curva Normal pode ser dividida em Decis. Cada Decil representa 10% da
população. Ou seja, se estivermos construindo índice-padrão para 300 empresas,
em cada Decil haverá 30 empresas. As 30 com índices mais baixo ficarão no 1º.
Decil, as 30 seguintes no segundo Decil, e assim por diante.
 Tem-se que escolher ramos que permitam a melhor comparação possível dos
índices, assim, é conveniente estabelecer padrões para pequenas, médias e
grandes empresas.
Obs.: Índice-Padrão não se refere ao índice ideal. Refere-se à padronização dos índices
de diversas empresas.
 Limitações da Análise por Indicadores
 É impossível pretender que os dados sejam absolutamente precisos, porque os
próprios fatos que refletem não podem ser determinados com precisão (estão
sujeitos a convenções, princípios e juízos).
 As demonstrações não revelam todos os fatos relativos à condição financeira da
empresa, ignorando fatos sem expressão monetária.
 O valor contabilizado dos ativos não reflete com veracidade o valor de mercado da
empresa.
Obs.: se a informação contábil fosse perfeita, as limitações citadas acima não
existiriam.
 Não utilização de informações sobre quantidades físicas
 A análise dos demonstrativos contábeis apresenta também a limitação de não
utilizar quantidades físicas, juntamente com os valores. É importante conhecer
essas limitações para poder superá-las com a evolução da técnica contábil.
Exemplo de Análise Horizontal
Exemplo de Análise Vertical

(CESGRANRIO/BNDES/Contabilidade/2011) Uma empresa, inicialmente com um indicador de


liquidez corrente igual a 1, fez caixa adiando os pagamentos aos fornecedores. Sua dívida de
curto prazo aumentou de R$50.000,00, e seu caixa aumentou também de R$ 50.000,00.
O novo valor do indicador de liquidez corrente é
A) 0,95
B) 1,00
C) 1,05
D) 1,10
E) 1,50

Gabarito: Letra b.
Comentário: se aproximam do centro.
Se LC>0 o resultado diminuiria (Exemplo: 100/50 = 2; 150/100 =1,5.
SE LC<0 o resultado aumentaria (Exemplo: 50/100 = 1,5; 150/200 = 0,75.

(CESGRANRIO/BNDES/Engenharia/2013) Uma empresa possui em seu Balanço Patrimonial,


mais especificamente em seu Ativo Circulante, registros de valores financeiros maiores que
zero em cada uma das seguintes contas: “Disponível”, “Clientes” e “Estoque”. Em seu Passivo
Circulante, encontram-se valores financeiros maiores que zero nas contas: “Salários e Encargos
Sociais”, “Fornecedores” e “Obrigações Fiscais”. Sendo assim, a relação entre o seu índice de
liquidez corrente (ILC), o seu índice de liquidez seca (ILS) e o seu índice de liquidez imediata
(ILI) será
A) ILC > ILS > ILI
B) ILC ≥ ILS = ILI
C) ILI > ILS > ILC
D) ILI ≥ ILS ≥ ILC
E) ILS > ILC > ILI

Gabarito: Letra a. (Obs.: ILC também é chamado de Índice de Liquidez de Curto Prazo).

(CESGRANRIO/LIQUIGÁS/Ciências Contábeis/2014) Considere os dados a seguir para


responder à questão. Ao fazer a análise das demonstrações contábeis de uma companhia, num
exercício social, um contador/analista fez as seguintes anotações:
- Índice de liquidez corrente = 1,84
- Composição do endividamento = 40%
- Valor do estoque = 240.000,00
- Dívidas de curto prazo = 500.000,00
- Ativos realizáveis a longo prazo = 180.000,00
- Ativo investimento = 450.000,00
Pela técnica de análise de balanços, a liquidez geral dessa companhia é de
A) 0,880
B) 1,096
C) 1,240
D) 1,480
E) 2,200

Gabarito: Letra a.
Comentário: PC = 500.000,00
ILC = AC/PC → 1,84 = AC/500.000,00 → AC = 920.000,00
CE = PC/Exigível Total → 40% = 500.000,00/Exigível Total → Exigível Total = 1.250.000,00
LG = (AC + Realizável a LP)/(Exigível Total) = (920.000,00 + 180.000,00)/(1.250.000,00) = 0,88.

(CESGRANRIO/EPE/Contabilidade/2012) Dados extraídos da contabilidade da Cia. Geração


S/A:

Considerando-se exclusivamente as informações acima, o índice de liquidez corrente da Cia.


Geração S/A, em 2010, é
A) 0,82
B) 1,01
C) 1,16
D) 1,23
E) 1,30

Gabarito: Letra e (CCL-Capital Corrente Líquido = AC – PC).

(CESGRANRIO/BR/Engenheiro Jr./2012) Considere as informações a seguir para responder à


questão.

O Período Médio de Cobrança da Empresa XisY é, em dias, aproximadamente,


A) 20,5
B) 23,6
C) 35,4
D) 42,8
E) 53,85

Gabarito: Letra c (PMRDR = 360/RDR; RDR = Vendas a Prazo/Média de Duplicatas a receber,


mas a questão deu apenas Receita de Vendas e Duplicatas a receber, logo RDR = 2.540/250 e
PMDR = 360/10,16).

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