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Subjetividade e Cultura na Psicologia

O documento explora a subjetividade humana, destacando a diferença entre aspectos intrapsíquicos e extrapsíquicos, e como a cultura molda a individualidade. Discute também a importância da prática clínica na psicologia, enfatizando a necessidade de equilibrar pensamento mediato e calculante, além da relevância da escuta e da interação terapeuta-paciente. Por fim, aborda críticas à técnica na psicologia e questões éticas relacionadas ao determinismo genético na sociedade.
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Subjetividade e Cultura na Psicologia

O documento explora a subjetividade humana, destacando a diferença entre aspectos intrapsíquicos e extrapsíquicos, e como a cultura molda a individualidade. Discute também a importância da prática clínica na psicologia, enfatizando a necessidade de equilibrar pensamento mediato e calculante, além da relevância da escuta e da interação terapeuta-paciente. Por fim, aborda críticas à técnica na psicologia e questões éticas relacionadas ao determinismo genético na sociedade.
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1.

A Subjetividade é aquilo que permite a individualidade de cada ser humano,


onde as ações, interações sociais, estados de vida, culturas, nível econômico e
outros fatores irão definir aquele ser como Indivíduo com mentalidade própria,
e como, dentro das suas experiências, o mesmo irá reagir, atuar e opinar-se
diante dessas situações. Quanto os aspectos Intrapsíquico e Extrapsíquico,
eles se diferenciariam por se tratar de formas diferentes de que o sujeito
adquire, compartilha e atua em sua Subjetividade, onde o Intrapsíquico, se
trata dos processos pessoais em que o ser humano reage, pensa, opina e
reflete sobre questões que lhe chegam, como pensamentos e memórias; já a
Extrapsiquica, trata-se daquelas que se obtém de fontes externas, por meio do
ambiente que o sujeito interage, como cultura, linguagem ou símbolos.
2. A Cultura desde o começo da sociedade como um todo, vem a partir dos
costumes e ações sociais que são realizadas pelas populações, de forma que
ao se tornarem interligadas ao convívio, história e passado de uma população,
ela se transforma em um aspecto que serve tanto para identificação como para
a definição das singularidades dos sujeitos. Ver-se, portanto, várias formas de
cultura, mas que vemos na atualidade que a cultura capitalística, se encontra
como principal no mundo, sendo o foco do consciente populacional, e que
define as formas com que são ditadas normas sociais, leis e conceitos.
3. É visto a partir dessas 3 definições de cultura ele se definem como diferentes
perspectivas e classificações, por mais que ainda sejam tipos de cultura,
possuem diferentes tipos de contexto. O ‘’Tipo A’’, é aquele que define como a
‘’cultura da alma’’, o conhecimento, separando aqueles que o possuem dos que
não; A ‘’Tipo B’’ é aquela cultura que pode ser associada e ‘’adquirida’’ por
todos, como a crença em uma fé, por exemplo; já a ‘’Tipo C’’ é aquela que é
nasce com o mercado e chega ao conhecimento do sujeito pelo capitalismo,
sendo classificado como o conhecimento de marcas, até a definição/desejo de
possuir itens. Importante também conferir que essas culturas são manipuladas,
e que o próprio capital possui controle sobre o mesmo e influência sobre como
os mesmos são vistos e como será feito a interação entre o sujeito e os
mesmos, criando uma separação entre eles, e o que o sujeito e capaz de
internalizar ou pensar sobre essas formas de cultura.
4. É de maneira explícita conseguir associar a prática com a teoria e
comprovação com os atos clínicos da psicologia com a ciência, tendo em vista
a necessidade da subjetividade para que ocorra esse encontro e, por conta
disso, a dificuldade de se estabelecer um espaço que se enquadre nos
parâmetros da ciência, tendo em vista que para poder realizar ou haver uma
teoria cientifica de forma que possa ser identificada nas características dos
mesmos, é necessário haver um distanciamento que não se é possível dentro
do atendimento clínico da Psicologia, de maneira ética. Por isso, existe tantas
vertentes diferentes da psicologia, tendo em vista que as subjetividades e
singularidades de seus criadores, foram as responsáveis por permitir a criação
de suas teorias diferentes, mostrando os seus resultados e avaliando os
padrões que encontravam. É importante também informar a diferença entre a
Modalidade da Clínica Psicológica e Teorias base da psicologia, onde a
primeira se trata da forma que o profissional irá atuar, seja como clínico,
educacional, organizacional ou outros, enquanto o segundo se trata da forma
como o mesmo irá realizar o seu trabalho, por meio de que técnicas,
conhecimentos e especializações, como por exemplo a Teoria Psicanalista,
Humanista ou Cognitivo-Comportamental.
5. É importante em primeiro ponto, informar como os pensamentos mediantes e
calculantes, de maneira equilibradas, são importantes para a psicologia clínica,
tendo em vista que é necessária uma quantidade suficiente das duas, para que
aja um diagnóstico verídico, onde com a calculante se é capaz de realizar
testes, detectar padrões e definir tópicos importantes, os mediantes são os
responsáveis por identificar os sentimentos e fluxos da terapia, captar atos
falhos e a linguagem corporal do paciente, assim como compreende as fontes
do mesmo.
6. O outro como espelho implica que nós somos capazes de enxergar nós
mesmos, nos outros. Isso pode nos ajudar a compreender características e
questões nossas, visto que torna capaz de comparar tais características em
nós e em outros.
O outro como autoridade nos permite perceber e reconhecer diferenças entre
nós e o outro, e respeitar tais características de um indivíduo singular.
O outro como alteridade nos faz valorizar tais diferenças e potencialmente
aprender com elas, diante de uma troca de vivências e respeito mútuo
7. A fala é o principal mecanismo utilizado pelo paciente para se expressar
durante as sessões, manifestar seus sentimentos, pensamentos e desejos; é
para ela que a escuta do terapeuta se volta, a fim de captar nuances e validar o
paciente, para formular uma relação e dar prosseguimento ao processo.
Também se faz importante o uso da observação, o terapeuta deve ser capaz
de observar atentamente questões internas ao paciente, como emoções
implícitas e comportamentos durante a sessão, e também externas como o
ambiente em que se encontram e suas condições.
8. A entrevista psicológica é uma via de mão dupla, visto que inclui a
participação de, comumente, dois indivíduos: paciente e terapeuta. Por se
tratar de duas pessoas, com crenças, conhecimentos e vivências diferentes,
ambas participam de maneira ativa no diálogo, cumprindo seus papéis dentro
da sessão.
Por conta disso, é crucial que o terapeuta tenha um certo conhecimento de si,
para compreender de maneira limpa o outro, livrando-se de preconceitos e
julgamentos que possam existir, além de melhor processar as próprias
emoções, para eventualmente auxiliar e voltar a terapia ao paciente.
9. Esses três momentos da escuta se tratam da escuta, cujo é como se fosse
um terá fértil que germina a semente da fala, do outro, e por fim gera um broto,
a intervenção, que será o resultado dado ao paciente.
10.
A. Podemos considerar que foi um exemplo de técnica bem executada,
cumpriu o objetivo, porém faltou tato, compreensão. O entrevistador, após
estabelecer uma suposta relação de confiança com a entrevistada, ele
prosseguiu a "desmascarar" o delírio da paciente sem se preocupar com as
consequências de sua fala, simplesmente preocupado em cumprir o papel da
técnica.
B. É possível dizer que a técnica, há muito tempo, busca suprimir a téchne, o
tato, a sensibilidade. Existem profissionais que se escondem detrás do escudo
do conhecimento para descredibilizar a vivência de pessoas "comuns" que são
tidas como "ignorantes", assumindo um papel de "dominadores e dominados".
A natureza humana busca incessantemente seguir os pensamentos
calculantes, como visto anteriormente, mas por vezes esquecem de mesclar o
pensamento meditante, a sensibilidade e adaptação, para obter melhores
resultados.
C. Observamos na cena que não há nenhuma atitude violenta de Dr. Ethan
antes do momento em que os guardas florestais começam a hostilizar e matar
os gorilas que, naquele momento, eram a família de Ethan. Ele agiu como
autodefesa, para defender aqueles que eram importantes para ele, após um
ataque sem motivação clara e com execuções exageradas. Esse episódio
desencadeou em Ethan uma hostilidade direcionada aos dominadores
(guardas, policiais, doutores, pessoas em posições de poder), como foi
observado na cena do aeroporto, em que ele teve uma crise sensorial devido
aos barulhos e movimentos repetitivos de um dos guardas, o que o levou a
querer fugir daquele ambiente, consequentemente agredindo os guardas.
D. O psiquiatra Theo Caulder, no início do filme, demonstra o uso quase que
exclusivo de técnicas e pensamentos calculantes, desenvolvidos pelo homem e
pela ciência, para lidar com seus pacientes e as diversas situações em que se
encontram. Isso é observado por seus colegas de trabalho como um excelente
trabalho, visto que ele cumpre seu papel, de certa forma, descobrindo
informações ocultas dos pacientes, seja por delírios ou por outros motivos.
Porém, ao se deparar com Dr. Ethan, que é um ex-acadêmico que possui tanto
conhecimento das técnicas como Caulder, e vai além experienciando os
instintos selvagens dos animais que estão presentes nos seres humanos, ele
percebe que precisa se utilizar de outras ferramentas.
Neste momento, Caulder passa a se utilizar de informações da família de
Ethan, com fotos de sua casa, filha e gorilas da floresta que ele estudava, a fim
de tentar estabelecer uma relação forçada com Ethan. É somente no momento
em que Caulder passa a de fato querer compreender a mente de Ethan, seus
gostos e seus motivos, que as sessões passam a fluir e a se conectarem como
profissional-paciente. Caulder precisa se adaptar e utilizar do pensamento
meditante para reconhecer Ethan como uma pessoa como ele, para conseguir
dar prosseguimento ao tratamento.
E. O cenário do filme se utiliza do mapeamento genético para calcular e supor
as capacidades físicas e intelectuais dos indivíduos ainda durante a gestação,
o que permite a sociedade predeterminar quais funções serão desempenhadas
por cada indivíduo antes mesmo de seu nascimento. Trazendo para o mundo
real, sabemos que existem diversas questões a serem consideradas no
desenvolvimento humano, e que habilidades são desenvolvidas muitas vezes
de forma independente à genética, e que características são manifestadas a
depender do ambiente e sociedade em que o indivíduo se encontra. Essa
forma de pensar e de atuar, como no filme, vai totalmente contra a ética
profissional não somente do psicólogo, como de muitas sociedades como um
todo, uma vez que rotula as pessoas e as discrimina antes mesmo de terem
qualquer chance de se provarem ou se desenvolverem.

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