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Classificações da Deficiência Visual

O documento aborda a deficiência visual, incluindo classificações clínicas e educacionais segundo a OMS, além de discutir a anatomia do olho e as condições que podem levar à cegueira ou baixa visão. Também menciona a importância de entender a visão funcional para a elaboração de materiais educacionais. Ressalta a evolução terminológica de 'visão reduzida' para 'baixa visão' para minimizar preconceitos.
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Classificações da Deficiência Visual

O documento aborda a deficiência visual, incluindo classificações clínicas e educacionais segundo a OMS, além de discutir a anatomia do olho e as condições que podem levar à cegueira ou baixa visão. Também menciona a importância de entender a visão funcional para a elaboração de materiais educacionais. Ressalta a evolução terminológica de 'visão reduzida' para 'baixa visão' para minimizar preconceitos.
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DEFICIÊNCIA VISUAL

Profª. Ma. Lilia Giacomini


Profª. Ma. Silvia Costa Andreossi
É vedada, terminantemente, a cópia do material didático sob qualquer
forma, o seu fornecimento para fotocópia ou gravação, para alunos
ou terceiros, bem como o seu fornecimento para divulgação em
locais públicos, telessalas ou qualquer outra forma de divulgação
pública, sob pena de responsabilização civil e criminal.
Deficiência visual

SUMÁRIO
Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4

Classificações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Classificação clínica segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) . . . . . . . . . . . 4
Classificação educacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .7
Classificação quanto ao surgimento da deficiência visual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8

O olho e suas estruturas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10

Problemas oculares mais frequentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13


Doenças oculares que causam a deficiência visual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15

A pessoa com baixa visão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19


Recursos ópticos e tecnológicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
Recursos ópticos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
Recursos tecnológicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
Recursos não ópticos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27

A pessoa com cegueira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31


Recursos para leitura e escrita . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32

Referências bibliográficas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
Deficiência visual

INTRODUÇÃO

CLASSIFICAÇÕES
Vamos iniciar o tema mostrando as classificações clínicas e educacionais da deficiência visual.

Classificação clínica segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)


Em 1981, em Genebra, a Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou uma reunião sobre
a prevenção da cegueira. O grupo consultivo, preocupado com a prevenção e o tratamento da
deficiência visual, teve por bem escrever uma definição que pudesse ser adotada em todo o mundo,
considerando a diferença entre cegueira e baixa visão. Assim, na Tabela 1, seguem as classificações:

TABELA 1 - Escala Optométrica Decimal de Snellen1

Grau de perda de visão Acuidade visual (com ambos os olhos e melhor correção óptica possível

Máxima menor que Mínima igual ou maior que

1. Visão subnormal 6/18 (metros) 6/60 (metros)


3/10 (0,3) 1/10 (0,1)
20/70 (pés) 20/200 (pés)

2. Visão subnormal 6/60 3/60


1/10 (0,1) 1/20 (0,05)
20/200 20/400

3. Cegueira 3/60 1/60 (Capacidade de contar dedos a um


1/20 (0,05) metro)
20/400 1/50 (0,02)
5/300

4. Cegueira 1/60 (capacidade de contar dedos a um metro) Percepção de luz (PL)


1/50 (0,02)
5/300

5. Cegueira Sem percepção de luz

6. Indeterminada ou não especificada

Fonte: Maisi et al. (2002).

1Trata-se de uma escala para medir a acuidade visual para longe, ou seja, a percepção de forma e posição a uma distância de seis metros; as figuras
E em negro, em diferentes posições, são alinhadas sobre uma carta branca, diminuindo seu tamanho de cima para baixo, numa proporção direta de
distância e tamanho baseados em uma escala decimal que varia de 0,1 a 1.

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FIGURA 1 - Tabela de Snellen

Fonte: [Link]

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FIGURA 2 - Tabela de Snellen com desenhos para crianças

Fonte: [Link]
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FIGURA 3 - Aplicação da Tabela de Snellen

Fonte: Africa Studio/ [Link]

De uma maneira mais simples, poderíamos assim definir a classificação clínica, como escrevem
Lima, Nassif e Felippe (2008, p. 7):

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Cegueira – acuidade visual igual ou menor que 0,05, no melhor olho, com a melhor
correção óptica.

Baixa Visão – Acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção
óptica; os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os
olhos for igual ou menor que 60º; ou a ocorrência simultânea de quaisquer das
condições anteriores.

A classificação da OMS proporcionou avanços nos estudos oftalmológicos. Os especialistas


começaram a dar atenção à visão funcional dos pacientes e sua influência na educação dos
deficientes visuais. Para quem trabalha no âmbito escolar, saber o diagnóstico clínico das pessoas
com deficiência visual auxilia na elaboração de materiais e na seleção de recursos.

Classificação educacional

Na classificação educacional, o mais importante é saber se a perda visual é total ou parcial,


congênita ou adquirida, e como vai variar com a acuidade visual. A deficiência visual constitui-se
em dois grupos, como na classificação clínica, a saber:

• Cegueira: situação das pessoas com ausência total da visão, algumas somente com percepção
de luz que as auxilia na locomoção, mas não para a leitura e escrita - para isso, vão usar o
sistema Braille. Em raríssimos casos, não há nem o resíduo de percepção de luz.

FIGURA 4 – Deficiente visual em sala de aula

Fonte: [Link]

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• Baixa visão: situação das pessoas que mesmo após o tratamento ou a melhor correção óptica
apresentam comprometimento visual em diferentes graus. No entanto, esses resíduos visuais
permitem a leitura de textos impressos ampliados ou com uso de recursos ópticos especiais.

FIGURA 5 – Aluna com baixa visão

Fonte: [Link]

Em sequência a essas classificações, segue a estrutura para saber como o olho funciona.

Classificação quanto ao surgimento da deficiência visual


Quanto ao surgimento da deficiência visual, há duas possibilidades:

a) Congênita: presente desde o nascimento do indivíduo é identificada logo ao nascer porque


teve causas pré-natais (durante a gestação do bebê). Como exemplos mais conhecidos
de doenças que podem causar deficiência visual, há a rubéola, a sífilis e a toxoplasmose.
Ainda na classificação das congênitas, há as que são hereditárias e as genéticas, que
não necessariamente estão presentes ao nascer. Como exemplo, pode-se citar a Retinose
Pigmentar, que normalmente se manifesta a partir dos oito anos, nos casos mais precoces,
e a doença de Stargardt, cujo aparecimento dá-se a partir da adolescência.

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FIGURA 6 – Criança

Fonte: [Link]

b) Adquiridas: causadas por diversos acometimentos ao longo da vida do indivíduo. Como


exemplo, citam-se o glaucoma, a retinopatia diabética, o descolamento de retina e
acidentes em geral.
FIGURA 7 – Idoso

Fonte: Jeroen van den Broek/ [Link]

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SAIBA MAIS

Estudos de Barraga (1965) comprovaram que a capacidade de ver é aprendida e depende de


habilidades assimiladas em cada estágio do desenvolvimento. A eficiência visual não depende
diretamente da acuidade visual, pois o uso e a estimulação da visão residual podem levar à sua
melhor utilização.

SAIBA MAIS

Na década de 70 passou-se a utilizar, no Brasil, o termo “visão reduzida”, mudando-se o eixo da


cegueira para a visão, quando os especialistas começaram a se preocupar, cada vez mais, com o uso
efetivo de qualquer resíduo visual existente. Embora tivesse havido mudança de foco − não era mais
o parcialmente cego mas o indivíduo com visão reduzida −, pode-se dizer que esta terminologia ainda
contém uma centralização na perda da visão e não na capacidade visual.

Com o passar do tempo, essa impropriedade do termo começou a incomodar alguns especialistas.
Argumentavam que na realidade não havia uma visão reduzida, mas um indivíduo que por problemas
orgânicos possuía uma capacidade limitada para perceber visualmente o mundo ao seu redor. A partir
daí o nome que, no Brasil, passou-se a usar foi “visão subnormal”, uma tradução do termo “low vision”
usado por BARRAGA (1965). Esse termo é, até o momento, bastante usado, inclusive em documentos
oficiais. […] Os especialistas têm agora procurado utilizar o termo “baixa visão”, acreditando que esse
tende a minimizar o preconceito que o termo “subnormal” pode provocar (AMIRALIAN, 2004, pp. 17-8).

O OLHO E SUAS ESTRUTURAS


Nosso olho está situado dentro de uma cavidade óssea e mede cerca de 24 mm de diâmetro e
12 mm de largura. É composto por cinco elementos que têm funções específicas, tal como podemos
verificar na figura a seguir:

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Deficiência visual

FIGURA 8 – O olho

Fonte: Lima, Nassif e Felippe (2008, p. 9).

• Sobrancelhas: barram o suor para não cair dentro dos olhos.


• Conjuntiva: película que recobre a parte interna das pálpebras e externa da esclera (ou parte
branca do olho).
• Cílios: impedem que poeira e partículas entrem nos olhos.
• Pálpebras: compostas pela superior e pela inferior. Sua função é proteger o globo ocular e
distribuir a lágrima durante o piscar.

Seguem as estruturas internas do olho e suas funções, com base em Lima, Nassif e Felippe
(2008, pp. 10-1).

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FIGURA 9 – Estruturas oculares

Fonte: Lima, Nassif e Felippe (2008, p. 10).

• Córnea: membrana transparente localizada na porção anterior do globo ocular. Sua função é
permitir a entrada de raios de luz no olho e formar uma imagem nítida na retina.
• Esclera: é a parte branca do olho. Sua função é de proteção ocular.
• Íris: círculo pigmentado com uma abertura central, a pupila, que regula a luminosidade. Quando
exposta a muita luz, a pupila fecha; com pouca luz, abre.
• Cristalino: lente transparente, flexível e convexa de ambos os lados que fica atrás da íris e
ajusta o foco de raios de luz na retina.
• Humor vítreo: estrutura gelatinosa que preenche a cavidade posterior do olho. Sua função é
manter a forma e a tonicidade do olho.
• Humor aquoso: líquido transparente que ocupa o espaço entre a córnea e a íris e cuja função
é conservar a córnea e o cristalino e regular a pressão interna do olho.
• Retina: membrana formada por células nervosas (cones e bastonetes), localizada na porção
interna do olho. Sua função é transformar os estímulos luminosos em estímulos nervosos,
que são enviados ao cérebro pelo nervo óptico.
• Musculatura: responsável pela movimentação dos olhos. Cada olho possui seis músculos.

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• Coroide: é uma estrutura do olho que está situada entre a esclera e a retina. Sua função é
nutrir a retina.

Conhecer as estruturas auxilia a entender como se dá o processo visual que se inicia nos olhos.
As imagens e a luz atravessam todas essas estruturas e chegam à retina, que é a responsável por
transportar os impulsos nervosos, conduzindo-os pelas vias ópticas até o cérebro, onde se forma
a imagem.

Agora que foram demonstradas as estruturas do olho, é possível entender como ocorrem os
problemas oculares e as principais doenças que acometem a visão.

PROBLEMAS OCULARES MAIS FREQUENTES


FIGURA 10 – Consulta ao oftalmologista

Fonte: Delpixel/ [Link]

Na consulta de rotina com o oftalmologista, podemos nos deparar com alguns problemas
oculares mais frequentes. Neles, o uso de óculos comuns irá garantir uma boa visão. São eles:

• Hipermetropia: é a dificuldade de enxergar de perto.


• Miopia: é a dificuldade de enxergar de longe.
• Astigmatismo: é a imagem distorcida porque a córnea não é esférica.

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FIGURA 11 – Comparação

Fonte: [Link]

• Presbiopia: mais conhecida por “vista cansada”, costuma ocorrer por volta dos 40 anos pelo
endurecimento do cristalino, que traz a dificuldade de focalizar objetos próximos e ler letras
pequenas.
• Estrabismo: mais conhecido por “olho torto” ou “vesguice”. Nele, ocorre o desalinhamento dos
olhos, resultando em uma imagem dupla. Deve ser tratado o mais cedo possível.

FIGURA 12 - Exemplo de estrabismo

Fonte: Dmitry Kalinovsky/ [Link]

• Ambliopia: mais conhecida por “olho preguiçoso”. Caracteriza-se pela redução ou perda da
visão em um ou em ambos os olhos sem que eles apresentem anomalia estrutural, ou seja,
ela é puramente funcional.

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Deficiência visual

Nos casos de ambliopia e estrabismo, a oclusão do melhor olho é um tratamento eficaz para
estimular a visão, mas sempre com orientação médica.

Doenças oculares que causam a deficiência visual


Vamos relatar as doenças oculares mais frequentes que podem causar a deficiência visual e
que, provavelmente, serão os casos mais comuns no âmbito escolar.

• Doença de Stargardt: é uma doença hereditária que se caracteriza por alteração das células
da retina, com lesão da visão central. Sua manifestação ocorre por volta dos 10 aos 20 anos
de idade.
• Toxoplasmose ocular congênita: a mãe gestante entra em contato com a infecção, provocando
no feto uma cicatriz na mácula, que é a região central da retina. Os agentes transmissores estão
em fezes dos gatos, carne de aves ou de porco malcozida e, atualmente, falta de saneamento
básico adequado.
• Degeneração macular relacionada à idade: doença degenerativa que afeta a região central
da retina e se desenvolve em pessoas após os 50 anos de idade. Podemos encontrar alguns
casos nas salas de EJA.
FIGURA 13 - Visão normal e com uma lesão central

Legenda: A foto da esquerda mostra a visão normal, e a da direita, a de uma pessoa com uma lesão
central, que pode ocorrer em toxoplasmose, doença de Stargardt e degeneração macular.

Fonte: [Link]

• Glaucoma: é caracterizado por aumento da pressão interna do olho e problema na eliminação


do humor aquoso. Podem ocorrer aumento do globo ocular, sensibilidade à luz, lacrimejamento,
coceira. Pode ser congênito ou adquirido ou estar associado a outros problemas oculares.

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FIGURA 14 - Glaucoma

Legenda: A imagem da esquerda mostra uma visão normal, e a da direita, a de uma pessoa que tem glaucoma.

Fonte: [Link]

• Retinose pigmentar: é a degeneração da retina, geralmente comprometendo mais a visão


periférica. Um dos sintomas iniciais é a cegueira noturna. É uma doença progressiva que
pode levar à cegueira.
FIGURA 15 – Retinose pigmentar

Legenda: Visão de pessoa com retinose pigmentar.

Fonte: [Link]

• Catarata congênita: ocorre quando o cristalino fica opaco. Esse problema pode estar presente
ao nascimento, geralmente ocasionado por infecção na gestação. A causa mais comum é o
vírus da rubéola.

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Deficiência visual

FIGURA 16 – Catarata congênita

Fonte: [Link]

FIGURA 17 – Visão de pessoa com catarata

Fonte: [Link]

• Descolamento da retina: podem ocorrer dilacerações, pequenos orifícios, em consequência


de traumatismos ou enfermidades.
• Retinopatia da prematuridade: ocorre geralmente em bebês prematuros que ficam expostos
à oxigenação nas incubadoras. Aparece uma massa fibrosa na região central da retina que
pode levar ao seu descolamento.
• Retinopatia diabética: é causada por danos aos vasos sanguíneos no tecido da retina. Os
níveis de glicose mal controlados no sangue são um fator de risco. Os primeiros sintomas
são moscas volantes, borrões, áreas escurecidas na visão e dificuldade de perceber as cores.
Pode causar cegueira.

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Deficiência visual

FIGURA 18 – Visão de uma pessoa com retinopatia diabética

Fonte: [Link]

• Albinismo: é uma condição genética que se caracteriza pela deficiência de melanina


(pigmentação). As pessoas apresentam pele, cabelos, cílios e sobrancelhas muito claros e
uma forte sensibilidade à luz (fotofobia) pela ausência de pigmentação na íris.

FIGURA 19 – Criança albina

Fonte: Dietmar Temps/[Link]

• Nistagmo congênito: movimento involuntário e descontrolado dos olhos em várias direções,


que dificulta focalizar a imagem. Podem ser horizontais, verticais ou rotatórios.

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Deficiência visual

FIGURA 20 – Tipos de nistagmo

Fonte: [Link]

• Atrofia do nervo óptico: é a desconexão das ligações nervosas que unem o olho ao cérebro.
Quando isso ocorre, a informação visual não se realiza.

Para entender melhor essas doenças, assista a um vídeo explicativo.

Vídeo: Simulación Baja Visión. Filmado em Madrid, 2002. Produzido por Baja Visión Angel
Barañano. Realización Javier Barañano.

Link do vídeo (em espanhol): [Link]

A PESSOA COM BAIXA VISÃO


FIGURA 21 – Criança com baixa visão

Fonte: [Link]

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Deficiência visual

O documento sobre atendimento educacional especializado (AEE) para deficiência visual (SÁ;
CAMPOS; SILVA, 2007, p. 18) diz:

Para isso, é necessário conhecer e identificar, por meio da observação contínua,


alguns sinais ou sintomas físicos característicos e condutas frequentes, tais como:
tentar remover manchas, esfregar excessivamente os olhos, franzir a testa, fechar
e cobrir um dos olhos, balançar a cabeça ou movê-la para frente ao olhar para um
objeto próximo ou distante, levantar para ler o que está escrito no quadro negro,
em cartazes ou mapas, copiar do quadro negro faltando letras, tendência de trocar
palavras e mesclar sílabas, dificuldade na leitura ou em outro trabalho que exija o
uso concentrado dos olhos, piscar mais que o habitual, chorar com frequência ou
irritar-se com a execução de tarefas, tropeçar ou cambalear diante de pequenos
objetos, aproximar livros ou objetos miúdos para bem perto dos olhos, desconforto
ou intolerância à claridade. Esses alunos costumam trocar a posição do livro e
perder a sequência das linhas em uma página ou mesclar letras semelhantes. Eles
demonstram falta de interesse ou dificuldade em participar de jogos que exijam
visão de distância.

Agora que vimos as principais causas da deficiência visual, vamos entender como identificar
e auxiliar as pessoas com baixa visão no âmbito escolar.

Desde muito cedo, devemos encorajar as crianças a se movimentar e a usar muito a coordenação
visomotora (olho-mão) para conhecer pessoas, tocar objetos, além de incentivar o brincar com as
outras crianças de uma forma geral. Podemos facilitar a visualização de objetos usando cores
contrastantes, adaptando jogos com formas e cores que possam ser visualizadas a uma pequena
distância. Com livros e revistas. Esperar o tempo necessário para que a criança localize e faça
“varredura e seguimento visual” (horizontal e vertical) para encontrar personagens, objetos ou
mesmo palavras sugeridas como novos desafios.

Na sala de aula, deve-se permitir que a criança se aproxime da lousa para ler melhor e, em alguns
momentos, que algum colega possa ditar o que está escrito. Deve-se colocar o aluno sentado nas
carteiras da frente e observar a iluminação da sala, para facilitar o processo de leitura na lousa ou
em cartazes.

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FIGURA 22 – Criança de óculos escrevendo

Fonte: Carlos Caetano/ [Link]

Sempre que a criança apresentar certa resistência a realizar alguma tarefa, devemos fazer junto
para que ela perceba como se realiza determinado movimento ou atividade. Ela se sentirá mais
confiante da próxima vez.

Ver é um ato de aprendizagem. A visão normal só se iguala à visão de um adulto por volta dos
sete anos. Se uma criança apresentar sinais ou sintomas já descritos, a tarefa do professor é atribuir
funcionalidade a essa visão para a criança se sentir capaz de usá-la.

Recursos ópticos e tecnológicos

Recursos ópticos

As pessoas com baixa visão podem necessitar de ampliação de imagens para perto e longe
para conseguir enxergar melhor. Sob orientação de especialistas oftalmológicos, É possível utilizar
recursos ópticos, como lentes especiais, com o objetivo de adequar o tamanho da imagem para
sua necessidade.

Segue a lista dos recursos ópticos mais usuais nesses casos:

• Para perto: lupas manuais de apoio, de pescoço e iluminadas; óculos esferoprismáticos; óculos
com lentes microscópicas.

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FIGURA 23 - Lupa iluminada

Fonte: [Link] e [Link]

FIGURA 24 - Modelos de óculos esferoprismáticos e outros

Fonte: [Link]

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FIGURA 25 – Lupa de apoio

Fonte: [Link]
jpg e [Link]

Para longe: telelupas ou telescópios de aumentos variados, usados na leitura a distância; Max
TV – óculos que ampliam a imagem e sua nitidez para assistir à televisão.

FIGURA 26 – MaxTV

Fonte: [Link]
jpg?t=635417323962961818 e [Link]

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Deficiência visual

FIGURA 27 – Telelupa

Fonte: [Link]
[Link] e [Link]

Recursos tecnológicos

Cada vez mais, a tecnologia vem contribuindo para a realização de atividades nas áreas
educacional, profissional e social da pessoa com deficiência visual. Para isso, contamos com:

• Recursos eletrônicos: os mais usados são o CCTV (closed-circuit television – circuito fechado
de televisão) e a lupa eletrônica, que são constituídos por uma câmera, um sistema óptico e
um monitor.
FIGURA 28 – CCTV

Fonte: [Link]

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Deficiência visual

FIGURA 29 – Lupa eletrônica

Fonte: [Link]

• Sistema de Leitura Portátil (SLP): de custo acessível, esse projeto foi desenvolvido pela
Fundação Dorina Nowill e pela Escola Paulista de Medicina/Universidade Federal de São
Paulo (Unifesp), com a finalidade de ampliar e melhorar a qualidade da imagem e da escrita.

FIGURA 30 – SLP

Fonte: [Link]

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Deficiência visual

• Livros digitais: disponibilizados em CD, oferecem às pessoas com deficiência visual a


possibilidade de acessar o áudio ou fazer a leitura em tipos ampliados.

FIGURA 31 – Lendo livro digital

Fonte: [Link]
[Link]/jo/g1/f/original/2015/05/26/aparelho_leitura_ufrr.png.

• Lida (Livro Digital Acessível): desenvolvido pela Fundação Dorina Nowill, é um material de
acesso em áudio e letras ampliadas com conteúdo destinado ao estudo e à pesquisa.

FIGURA 32 – Lida (Livro Digital Acessível)

Fonte: [Link]

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Deficiência visual

• Softwares: incluem ampliadores de tela, dos quais os mais conhecidos são os programas
JAWS e Magic. Hoje, contamos também com as ferramentas de acessibilidade disponíveis
nos principais sistemas operacionais de computadores e aparelhos móveis (smartphones e
tablets).
FIGURA 33 – Software

Fonte: [Link] e http://


[Link]/images/categorias_produtos/softw/jaws15/jaws%[Link].

Recursos não ópticos


São os recursos que podemos confeccionar para uso no cotidiano para propiciar o acesso do
aluno com deficiência visual à leitura e à escrita. Podemos citar os seguintes exemplos:

• Uso de lápis 6B ou 4B, caneta hidrográfica preta, cadernos com pautas escurecidas e mais
largas (pauta ampliada).
FIGURA 34 – Lápis e seus traçados

Fonte: [Link]

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Deficiência visual

FIGURA 35 – Caneta hidrográfica

Fonte: [Link]
78eab33525d08d6e5fb8d27136e95/c/a/caneta_ponta_porosa_faber_castell_preta.jpg.

FIGURA 36 – Caderno de pauta ampliada

Fonte: [Link]

• Ampliação de textos: é possível ampliar à mão quando não houver acesso ao computador,
escrevendo em letra bastão com os lápis mencionados ou a caneta hidrográfica, observando

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os espaços entre as palavras e a uniformidade da letra. A guia de escrita também pode ser
um bom recurso quando não se tem um caderno com pautas ampliadas. Caso possa ampliar
no computador, o uso de fontes como Arial ou Verdana, tamanho 24, atende à maioria das
pessoas com baixa visão. Mas você pode personalizar, não excedendo a necessidade visual
da pessoa.
• Utilizar o tiposcópio ou uma guia de leitura em acetato amarelo pode auxiliar no momento da
leitura.
FIGURA 37 – Recursos não óticos

Fonte: [Link]
[Link]?cb=1415794528.

• Uso do plano inclinado para leitura e escrita: além de facilitar a aproximação visual, pode
prevenir problemas posturais no futuro.

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FIGURA 38 – Plano inclinado

Fonte: [Link]
da6f2c8d51506a28e578e1009234fa5e/p/l/[Link].

Vamos recapitular esses conceitos assistindo ao vídeo do MEC A inclusão do aluno com baixa
visão no ensino regular:

Link para a parte 1: [Link]

Link para a parte 2: [Link]

Link para a parte 3: [Link]

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A PESSOA COM CEGUEIRA


FIGURA 39 – Estudantes

Fonte: [Link]
Joven%20em%20Brailer_Cr%C3%A9d%20Ademar%20Filho%20(50).JPG.

A aprendizagem ocorre na interação da criança, do jovem ou do adulto com as pessoas e os


objetos que o rodeiam. Quando a visão não está presente, isso se dá por meio dos outros sentidos,
como audição, olfato, tato e paladar, pela movimentação do corpo (cinestesia), pela propriocepção
(consciência corporal), pelos sentimentos e pela motivação frente a novas experiências. Para uma
pessoa com cegueira, o que não chega às suas mãos não é conhecido realmente, daí a importância
da estimulação desde pequena para formação de conceitos e de mundo.

Em relação ao tato, além de pegar, abrir, fechar, colocar, tirar, bater, acariciar, entre outras ações,
há um processo de desenvolvimento e aprendizagem tátil que necessita ser constantemente
estimulado. Segundo Amorim e Alves (2008, pp. 17-8), maneiras de fazer isso são:

• Consciência de qualidade tátil (despertar o tato ativo e usá-lo com intencionalidade).


• Conhecimento de estruturas e formas básicas (exploração e manuseio de objetos concretos,
de conhecimento de formas tridimensionais).
• Relação das partes com o todo (manuseio e exploração de objetos compostos, jogos de
encaixe, montagem).
• Interpretação e representação dos objetos em forma bidimensional (objetos planos, formas
geométricas e relevos, que constituirão as representações gráficas).
• Simbologia (refinamento maior do tato, conhecimento de símbolos até chegar ao braille).

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A audição é um sentido de distância bastante importante nesse processo de aprendizagem,


possibilitando um conhecimento melhor e maior do ambiente. É por meio dela que se desenvolve a
atenção e a consciência sonora, a discriminação e o reconhecimento de vários sons, por exemplo,
da voz humana e de objetos. Também é possível o reconhecimento do som e a associação à palavra,
por exemplo, o som do miado ser relacionado ao animal gato. O desenvolvimento das habilidades
auditivas, ou seja, escutar para aprender, é muito importante, pois muito da aprendizagem ocorre
por meio de instruções verbais, das pistas sonoras do ambiente para se localizar no espaço ou da
escuta de um livro falado.

O olfato é outro sentido de distância que geralmente está mais presente nas atividades de vida
diária, como a alimentação, a higiene e os cuidados pessoais. Ele também exerce grande importância
na orientação espacial, por exemplo, os odores característicos de uma feira livre, uma mecânica,
uma farmácia, entre outros.

Já o paladar está mais restrito à alimentação. Quando sentimos o gosto, imediatamente


associamos com as texturas, as consistências, as temperaturas e as várias formas que o alimento
pode ser apresentado (inteiro, cortado, cru, cozido).

Quanto aos sentidos cinestésicos e proprioceptivos, devemos proporcionar condições para o


conhecimento do próprio corpo e de como se utiliza o espaço. Atividades de correr, pular, puxar,
empurrar, bem como atividades aquáticas, sempre são bem-vindas para adquirir esses conceitos
corporais.

IMPORTANTE

É importante lembrar que a ausência da visão não impõe limitações para estabelecer relações e é
possível responder a todos os estímulos recebidos, ocorrendo assim a aprendizagem por meio de
vários canais sensoriais.

Recursos para leitura e escrita


Para o aprendizado da leitura e escrita, a pessoa com cegueira irá utilizar o sistema Braille,
criado por Louis Braille em 1825, na França.

O Braille é um sistema universal, conhecido em todo o mundo como o código de leitura e escrita
das pessoas cegas. Ao se combinar 63 pontos, são formadas as letras do alfabeto, os números

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e outros símbolos gráficos. É possível também representar sinais de matemática, física, biologia,
química, bem como partituras de músicas, que constituem o ensino da musicografia Braille.

A cela Braille tem o formato de um retângulo, e os seis pontos que a compõem são distribuídos
em duas filas verticais, com três pontos à direita e três à esquerda. A localização dos pontos é
referenciada como sendo acima, no meio e abaixo. Portanto, a numeração de cada ponto segundo
sua posição na cela seria: 1, acima à esquerda; 2, no meio à esquerda; 3, abaixo à esquerda; 4, acima
à direita; 5, no meio à direita; 6, abaixo à direita.

FIGURA 40 – Cela Braille básica

Fonte: [Link]

FIGURA 41 – Alfabeto Braille

Legenda: Disposição universal do alfabeto Braille.

Fonte: [Link]

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Para se trabalhar com as crianças antes da produção real do Braille, podemos confeccionar
materiais de fácil acesso para aprender primeiro as combinações que formam as letras para, em
seguida, usar os recursos da reglete e da máquina de escrever Braille.

Veja algumas sugestões:

Cela Braille: confeccionada com caixas de papelão, frascos de desodorantes e embalagem de


ovos.

FIGURA 42 – Sugestão de cela Braille confeccionada com caixas de papelão

Fonte: [Link]

Outra sugestão com potes de Danoninho:

FIGURA 43 – Sugestão com potes de Danoninho

Fonte: [Link]

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Cela Braille vazada: confeccionada em vários tamanhos com acetato usado em radiografias
ou papelão.

FIGURA 44 – Cela braille vazada

Fonte: [Link]

Celinha Braille: feitas com caixas de chicletes, botões, cartelas de comprimidos, caixa de fósforo,
emborrachado.

FIGURA 45 – Modelos de cela Braille feitos com materiais diversos

Fonte: [Link]

Após um trabalho de coordenação motora mais ampla com o uso desses recursos, podemos
passar para o uso dos materiais que confeccionam a escrita Braille no padrão adequado à leitura.

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A escrita Braille pode ser realizada por dois meios: com uma reglete e um punção ou com uma
máquina de escrever Braille.

A reglete é um instrumento que tem formato de duas réguas sobrepostas, que podem ser de
madeira, metal ou plástico. A primeira, que fica embaixo, é um conjunto de linhas horizontais de
celas Braille dispostas umas sobre as outras em baixo relevo; a segunda são celas Braille vazadas,
sobrepostas às da base, que servem de guia para formar os pontos com o auxílio do punção. Por
sua vez, o punção é um instrumento em madeira ou plástico no formato de pera ou anatômico, com
ponta metálica, utilizado para a perfuração dos pontos na cela Braille.

A escrita na reglete é feita da direita para a esquerda para poder perfurar o papel e depois
proceder à leitura da esquerda para a direita.

FIGURA 46 - Conjunto de reglete e punção

Fonte: [Link] e [Link]


[Link]/salgueiro/images/eventos/EDUBASC/_mg_8040.jpg.

A máquina de escrever tem seis teclas básicas correspondentes aos pontos da cela
braille. O toque simultâneo de uma combinação de teclas produz os pontos que
correspondem aos sinais e símbolo desejados. É um mecanismo de escrita mais
rápido, prático e eficiente (SÁ; CAMPOS; SILVA 2007, p. 24).

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FIGURA 47 - Máquina de escrever Braille

Fonte: [Link] e [Link]


galeriaFoto/thumbMedio/[Link].

Quem deve ensinar a grafia Braille será o professor especializado da sala de recursos, mas os
professores em geral podem aprender rapidamente a ler essa escrita, já que a leitura se dá por meio
da visão. Pode-se aprender o Braille por meio de um curso online oferecido pela Universidade de
São Paulo (USP).

SAIBA MAIS

Entre no link a seguir e acesse o site do curso online da USP para aprender Braille:

[Link]

Os desenhos e as ilustrações podem ser descritos oralmente de maneira a relatar clara e


objetivamente o que se vê, sem julgamentos e sem interferências. Já símbolos, mapas, diagramas e
outros esquemas gráficos presentes em diversas disciplinas escolares podem ter suas representações
adaptadas em relevo.

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FIGURA 48 - Adaptação para exercícios de gráficos matemáticos

Fonte: Arquivo pessoal Giacomini (2001).

A imagem da figura 48 é um exemplo para se usar em exercícios de gráficos. O zero está bem
destacado em azul no centro, e as ordenadas x e y têm texturas diferenciadas. Os pares ordenados
podem ser marcados com alfinetes (ao lado, no fundo amarelo) seguindo os espaços tracejados e
de bolinhas. Depois, com um elástico, tipo lastex, pode-se unir os alfinetes e mostrar ao professor
a reta ou a parábola resposta da resolução do problema. Assim, a pessoa com deficiência visual
fica em igualdade com os outros colegas que estão desenhando em seus cadernos.

Para o ensino da Matemática, podemos contar com o uso do Soroban, que, para as pessoas com
cegueira, é diferenciado em relação aos vendidos no mercado. Ele é adaptado com uma borracha
embaixo das contas para não deslizar enquanto se estiver fazendo os cálculos.

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FIGURA 49 - Soroban adaptado

Fonte: [Link] e [Link]


[Link]/bancoImagens/albuns/7364/_d31926.jpg.

CURIOSIDADE

Você sabia que cada letra Braille cabe exatamente na falange do nosso dedo? Por isso, a leitura tátil é
um exercício diário para as pessoas com cegueira.

FIGURA 50 - Leitura Braille

Fonte: Isaravut/ [Link]

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMIRALIAN, M. L. T. M. Sou cego ou enxergo? As questões da baixa visão. Educar, Curitiba: Editora
UFPR, n. 23, p. 15-28, 2004.

AMORIM, Célia Maria Araújo de; ALVES, Maria Glicélia. A criança cega vai à escola: preparando para
a alfabetização. São Paulo: Fundação Dorina Nowill para Cegos, 2008.

BARRAGA, N. C. Increased visual behavior in low vision children. New York: American Foundation
for the Blind, 1965.

FELLIPE, J. A. M.; FELLIPE, V. L. R. Orientação e mobilidade. São Paulo: Laramara, 1997. 13 p.

GIACOMINI, Lilia. Análise de um programa: “passo a passo” orientação e mobilidade para pessoas
surdocegas. 2008. Dissertação (Mestrado em Psicologia da Educação), Faculdade de Psicologia,
Universidade de São Paulo, São Paulo. 125 p.

GIACOMINI, Lilia; SARTORETTO, Mara Lúcia; BERSCH, Rita de Cássia Reckziegel. A educação especial
na perspectiva da inclusão escolar: orientação e mobilidade, adequação postural e acessibilidade
espacial. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial; [Fortaleza]: Universidade
Federal do Ceará, 2010. Coleção A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar, v. 7.

LIMA, Eliana Cunha; NASSIF, Maria Christina Martins; FELIPPE, Maria Cristina Godoy Cruz. Convivendo
com a baixa visão: da criança à pessoa idosa. São Paulo: Fundação Dorina Nowill para Cegos, 2008.
Ilustrações Cássia Alves e Marcelo Fuhrmann.

MAISI, Ivete et al. Formação de professor: deficiente visual - educação e reabilitação. Brasília: MEC/
SEESP, 2002.

SÁ, Elizabet Dias de; CAMPOS, Izilda Maria de; SILVA, Myriam Beatriz Campolina. Atendimento
educacional especializado em deficiência visual. Brasília: Ministério da Educação, 2007.

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