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Jogos Tradicionais no Ensino Teatral

O relatório reflete sobre a disciplina de Jogos Tradicionais, destacando a diferença entre esses jogos e os Jogos Teatrais, conforme a classificação de Johan Huizinga e Roger Caillois. A análise das brincadeiras revelou categorias que ajudam a entender suas características e funções, além de mostrar como os Jogos Tradicionais podem ser utilizados como indutores de encenação em sala de aula. O estudo enfatiza a importância de vivenciar a prática presencial para um aprendizado mais profundo.

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Jogos Tradicionais no Ensino Teatral

O relatório reflete sobre a disciplina de Jogos Tradicionais, destacando a diferença entre esses jogos e os Jogos Teatrais, conforme a classificação de Johan Huizinga e Roger Caillois. A análise das brincadeiras revelou categorias que ajudam a entender suas características e funções, além de mostrar como os Jogos Tradicionais podem ser utilizados como indutores de encenação em sala de aula. O estudo enfatiza a importância de vivenciar a prática presencial para um aprendizado mais profundo.

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Estudo sobre o Jogo Tradicional no Teatro

06 de outubro de 2020

Discente: Eugênio Tadeu Pereira

Alunas: Branda Sol de Andrade

Giovanna Paula Nunes Barbosa

Relatório reflexivo sobre a disciplina

Um dos aspectos mais interessantes de cursar essa disciplina foi quebrar o paradigma

antes fixado em nossa mente sobre o conceito de Jogos Tradicionais. Ao falar esse termo, logo

vinha em nossa mente os tão conhecidos Jogos Teatrais e consequentemente Viola Spolin, que é

conhecida pelo seu conceito de Jogo, “caracteriza-se como uma abordagem da improvisação

teatral cercada por regras precisas”, muito utilizado em sala de aula. E durante as aulas ficou

claro que o conceito de Jogos Tradicionais nada tem a ver com Jogos Teatrais. Johan Huizinga e

Roger Caillois classifica o termo “como sendo uma atividade livre, gratuita, regrada, de caráter

incerto, que cria ordem e é ordem, estabelecendo intervalos na vida cotidiana, ao mesmo tempo

em que abre espaços para a metáfora e para a ficção”.

Durante a disciplina tivemos a oportunidade de analisar as brincadeiras com uma

profundidade e olhar que não tínhamos antes. Uma das características que achamos interessante

sobre os Jogos Tradicionais é o fato do anonimato, não se sabe quem inventou o jogo e também

que existem categorias para facilitar o entendimento das brincadeiras! As categorias do jogo,

segundo Caillois podem ser: Agôn (competição, luta, desafio); Mimicry (simulacro, ilusão, faz de

conta, é uma forma de se apropriar de outra realidade que não a sua); Aléa (sorte, acaso, a
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imprevisibilidade); Ilinx (vertigem, perturbação, desequilíbrio) e, encontramos uma quinta

categoria, criada pelo nosso professor Eugênio Tadeu Pereira, 2019, conhecida como Aenigma

(ação de conhecer, adivinhar, investigar de forma cognitiva, imaginativa e intelectual), classificar

os jogos de acordo com suas categorias nos fez ir além do jogo em si, mas pensar também em

suas características, funcionalidade e objetivo.

Outro aspecto interessante sobre os Jogos Tradicionais é a utilização do mesmo em sala

de aula como indutor da encenação. Podemos perceber a importância do Jogo na sala de aula a

partir da leitura do artigo “O Jogo como indutor da encenação: uma experiência de sala de aula”

de Andrea Pinheiro da Silva, onde ela relata uma experiência de sala de aula, desenvolvida no

Colégio Aplicação da UFRJ (CAp-UFRJ) onde os alunos de Artes Cênicas encenaram um

espetáculo que partiu não do texto dramático, mas do jogo. Foi interessante perceber outras

possibilidades de criação de cena que não seja somente a partir do texto dramático, que também

a partir de Jogos Tradicionais ou Jogos Teatrais, podemos sim construir um espetáculo. Como

exemplo o professor nos mostrou o vídeo “Lagarta Pintada” do Grupo Serelepe, onde eles

construíram a cena a partir de um Jogo Tradicional.

Outro ponto foi levantado durante a leitura do texto “O Lúdico e a Construção do

Sentido”, de Maria Lúcia de Souza Barros Pupo, a autora nos deixou uma incógnita: se era

possível existir signos dentro dos jogos e brincadeiras, quando diz em seu texto que: “no que diz

respeito, por exemplo, à duração da sua presença, os signos teatrais são bastante variáveis” e,

durante um momento de discussão das dúvidas em uma aula síncrona, o discente e alguns

colegas nos fez observar que há sim a presença desses signos e eles podem ser notados de uma

maneira simplória, como por exemplo, na brincadeira rouba-bandeira onde há a presença de um

signo material que é a “bandeira”. E durante o nosso processo de aprendizado nosso discente nos
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disse que dentro dos jogos e das brincadeiras é possível que um signo possa ter diferentes

significantes e no mesmo texto citado acima a autora expõe exatamente isso: “Assim, um mesmo

significado, ponte, pode ser concretizado em cena através de diferentes significantes: telão

pintado, dispositivo de tipo praticável, postura do jogador no espaço, música, etc.”

Foi enriquecedor estudar essa matéria e entender os conceitos de Jogos, Brincadeiras,

Brinquedos e perceber a profundidade e particularidade de cada um deles. E esse semestre só nos

deixou uma certeza, que precisamos fazer essa matéria presencial pois com certeza vamos

aprender ainda mais, com a possibilidade de não só conhecer e estudar os conceitos, mas também

de praticar em sala de aula.

Referências Bibliográficas

PUPO, Maria Lúcia de Souza Barros .O lúdico e a construção do sentido.São Paulo: Sala Preta

USP,2001.

SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro. São Paulo: Perspectiva, 1992.

PEREIRA, Eugênio Tadeu. Situação lúdica. In ALVES de SOUZA, João Valdir et GUERRA,

Rosângela(Org.). Dicionário crítico da Educação. Belo Horizonte: Dimensão, 2014 p.

248-251.

DA SILVA, Andrea Pinheiro. O Jogo como indutor da encenação: Uma experiência de sala de

aula.

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