TH3 - EXAME GINECOLÓGICO
- EF geral + exame das mamas + palpação abodminal e pélvica. Só depois disso, começa o
exame ginecológico. Antes, confira se tem todo o material e coloque luvas.
- INSPEÇÃO DA GENITÁLIA EXTERNA
INSPEÇÃO ESTÁTICA: olhar anatomia, distribuição de pelos, fissuras do períneo, lesão de
pequenos lábios, fúrcula (principalmente lesão ulcerada ou vegetante); rotura do períneo
(geralmente decorrente do trabalho de perto)
- graus de rotura perineal:
o I – mucosas
o II – fascia, plano muscular
o III – esfíncter retal
o IV – mucosa retal
INSPEÇÃO DINÂMICA: pede a paciente para fazer manobra de valsalva. Vê se tem perda
voluntária de urina e se tem algum prolapso (avalia de acordo com a carúncula himenal)
- INSPEÇÃO DA GENITÁLIA INTERNA: precisa fazer o exame especular, espõe o introito,
intruduz o espéculo fechado, com a borboleta para baixo, depois vai abrindo, procurando o
colo do útero. Descrever parede vaginal, avaliar seu pregreamento, presençã de secreções,
apescto do colo do útero, verificar se há lesões ou mesmo ectrópio.
Contraindicações: estenosa vulvar, atresia vaginal, virgindade e algia intensa.
o Secreções suspeitas: teste microscópico a fresco; teste amnínico (KOH); pH
o Coleta da citologia oncótica: remover excesso de muco cervical com solução salina,
colher material da ectocérvice com espátula de Ayre e endocérvice com Cytobrush,
ambos com rotação 360°. Dividir a lâmina em duas metades e colocar num frasco
contendo álcool ou spray apropriado.
o Limpar colo com ácido acético.
o Teste de Schiller: Aplica a solução de lugol, se houverem áreas iodo-negativas (áreas
que tem depleção de glicogênio), o teste de Schiller é positivo.
- PALPAÇÃO:
Palpação vaginal: só com uma das mãos, são avaliadas amplitude, consistência,
temperatura, comprimento e superfície vaginal, analisar parede anterior (permite
avaliação indireta da sensibilidade vesical) e posterior (pode ser sentidos blocos de fezes),
tocar o colo uterino (avaliar comprimento, posição, direção, volume, forma, regularidade
da superfície, consistência, abertura do seu orificio externo e mobilidade do útero).
Palpação bimanual:
- Útero: colocar outra mão sob abdome inferior e tentar palpar corpo uterino. Avalia-se
tamanho, forma, volume, consistência, regularidade, versão e flexão uterina.
- Tuba e ovários: os dedos introduzidos na vagina devem ser deslocados para o fórnix
lateral e a mão abdominal deslocada lateralmente em direção às fossas ilíacas. Ovários
normais podem ser palpados e podem estar aumentados em decorrência de processo
inflamatório ou neoplásico. As tubas geralmente não são paláveis. Paramétrios podem ser
palpáveis na presença de processo inflamatório ou neoplásico.
PROPEDÊUTICA GINECOLÓGICA
COLPOSCOPIA
Método ópctico para exame do trato genital inferior (microscópio)
Aumenta de 10 a 40x o tamanho normal.
Indicações: avalia pacientes com citologia anormal (lesões de alto grau, lesões de baixo
grau e ASCUS); controle de NIC na gestação; mapeamento de lesões.
ótimo para exame de trato genital inferior, auenta até 40x o tamanho. Faz o exame
especular, passa ácido acético. Indicado para pacientes com citologia anormal.
ULTRASSOM EM GINECOLOGIA
Exame de imagem – “fotografia” dos órgãos pélvicos
Exame de avaliação transversal
Complementar; inócuo; baixo custo; disponível na maioria dos centros médicos
Operador-dependente
É pélvico via abdominal ou via endovaginal (transvaginal).
Indicado para avaliação anatômica do útero: mal formações, miomas, DIU; hipertrofia;
endometriose.
Indicações de avaliação funcional: longitudinal, fases do endométrio, folículo ovariano
(rastreamento de ovulação), corpo lúteo.
LAPAROSCOPIA
Visão direta do útero e dos ovários
Avaliar tubas e detectar endometriose
Verificar adesões na cavidade abdominal
Avaliar ovulação recente
Miomas uterinos ou defeitos congênitos
Propedêutica infertilidade
Terapêutica
MAMOGRAFIA
MS: indica screening após 50 anos.
SBM, CBR e FEBRASGO: rastreio aos 35 anos dos 40 aos 50 anos de 2/2 anos após 50
anos anualmente.
Padrão-ouro diagnóstico de lesões pré-clínicas.
Nódulos, densidade assimétrica, distorção e microcalcificações.
Alguns tumores tem expressão mamográfica.
BIRADS: sistema de classificação dos achados mamográficos.
- Mamografias positivas: 0,4,5.
- Mamografias negativas: 1,2 e 3.
Mamografia digital: tem como vantagem a equalização (processamento de imagem
digital); maior detalhe da mama, sem perda de contraste e definição; reduz os artefatos da
imagem e custo operacional.
Mamografia digital x analógica: mulheres com idade maior ou igual a 50 anos tem acurácia
diagnóstica similar; a acurácia da mamografia digital é superior em relação as mamas
densas.
HISTEROSCOPIA DIAGNÓSTICA
Indicações: abortamento habitual; infertilidade; SUA; pólipos; miomas; aderências;
espessamento do endométrio; adenocarcinoma de endométrio.
HISTEROSCOPIA CIRÚRGICA
Indicações: retirada de miomas, retirada de pólipos, retirada de sinéquias ou de septos,
ablação do endométrio nas hemorragias, remoção de corpo estranho.
Biópsia dirigida.