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Exame Ginecológico: Procedimentos e Avaliações

O documento aborda o exame ginecológico, incluindo inspeção da genitália externa e interna, palpação vaginal e bimanual, além de técnicas de propedêutica como colposcopia, ultrassom, laparoscopia, mamografia e histeroscopia. Detalha procedimentos, contraindicações e indicações para cada método, enfatizando a importância de uma avaliação cuidadosa e sistemática. O exame é fundamental para a detecção de anormalidades e condições ginecológicas.

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maria.bezerra
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Exame Ginecológico: Procedimentos e Avaliações

O documento aborda o exame ginecológico, incluindo inspeção da genitália externa e interna, palpação vaginal e bimanual, além de técnicas de propedêutica como colposcopia, ultrassom, laparoscopia, mamografia e histeroscopia. Detalha procedimentos, contraindicações e indicações para cada método, enfatizando a importância de uma avaliação cuidadosa e sistemática. O exame é fundamental para a detecção de anormalidades e condições ginecológicas.

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TH3 - EXAME GINECOLÓGICO

- EF geral + exame das mamas + palpação abodminal e pélvica. Só depois disso, começa o
exame ginecológico. Antes, confira se tem todo o material e coloque luvas.

- INSPEÇÃO DA GENITÁLIA EXTERNA

 INSPEÇÃO ESTÁTICA: olhar anatomia, distribuição de pelos, fissuras do períneo, lesão de


pequenos lábios, fúrcula (principalmente lesão ulcerada ou vegetante); rotura do períneo
(geralmente decorrente do trabalho de perto)
- graus de rotura perineal:
o I – mucosas
o II – fascia, plano muscular
o III – esfíncter retal
o IV – mucosa retal
 INSPEÇÃO DINÂMICA: pede a paciente para fazer manobra de valsalva. Vê se tem perda
voluntária de urina e se tem algum prolapso (avalia de acordo com a carúncula himenal)

- INSPEÇÃO DA GENITÁLIA INTERNA: precisa fazer o exame especular, espõe o introito,


intruduz o espéculo fechado, com a borboleta para baixo, depois vai abrindo, procurando o
colo do útero. Descrever parede vaginal, avaliar seu pregreamento, presençã de secreções,
apescto do colo do útero, verificar se há lesões ou mesmo ectrópio.

 Contraindicações: estenosa vulvar, atresia vaginal, virgindade e algia intensa.


o Secreções suspeitas: teste microscópico a fresco; teste amnínico (KOH); pH
o Coleta da citologia oncótica: remover excesso de muco cervical com solução salina,
colher material da ectocérvice com espátula de Ayre e endocérvice com Cytobrush,
ambos com rotação 360°. Dividir a lâmina em duas metades e colocar num frasco
contendo álcool ou spray apropriado.
o Limpar colo com ácido acético.
o Teste de Schiller: Aplica a solução de lugol, se houverem áreas iodo-negativas (áreas
que tem depleção de glicogênio), o teste de Schiller é positivo.

- PALPAÇÃO:

 Palpação vaginal: só com uma das mãos, são avaliadas amplitude, consistência,
temperatura, comprimento e superfície vaginal, analisar parede anterior (permite
avaliação indireta da sensibilidade vesical) e posterior (pode ser sentidos blocos de fezes),
tocar o colo uterino (avaliar comprimento, posição, direção, volume, forma, regularidade
da superfície, consistência, abertura do seu orificio externo e mobilidade do útero).
 Palpação bimanual:
- Útero: colocar outra mão sob abdome inferior e tentar palpar corpo uterino. Avalia-se
tamanho, forma, volume, consistência, regularidade, versão e flexão uterina.
- Tuba e ovários: os dedos introduzidos na vagina devem ser deslocados para o fórnix
lateral e a mão abdominal deslocada lateralmente em direção às fossas ilíacas. Ovários
normais podem ser palpados e podem estar aumentados em decorrência de processo
inflamatório ou neoplásico. As tubas geralmente não são paláveis. Paramétrios podem ser
palpáveis na presença de processo inflamatório ou neoplásico.

PROPEDÊUTICA GINECOLÓGICA

COLPOSCOPIA

 Método ópctico para exame do trato genital inferior (microscópio)


 Aumenta de 10 a 40x o tamanho normal.
 Indicações: avalia pacientes com citologia anormal (lesões de alto grau, lesões de baixo
grau e ASCUS); controle de NIC na gestação; mapeamento de lesões.
 ótimo para exame de trato genital inferior, auenta até 40x o tamanho. Faz o exame
especular, passa ácido acético. Indicado para pacientes com citologia anormal.

ULTRASSOM EM GINECOLOGIA

 Exame de imagem – “fotografia” dos órgãos pélvicos


 Exame de avaliação transversal
 Complementar; inócuo; baixo custo; disponível na maioria dos centros médicos
 Operador-dependente
 É pélvico  via abdominal ou via endovaginal (transvaginal).
 Indicado para avaliação anatômica do útero: mal formações, miomas, DIU; hipertrofia;
endometriose.
 Indicações de avaliação funcional: longitudinal, fases do endométrio, folículo ovariano
(rastreamento de ovulação), corpo lúteo.

LAPAROSCOPIA

 Visão direta do útero e dos ovários


 Avaliar tubas e detectar endometriose
 Verificar adesões na cavidade abdominal
 Avaliar ovulação recente
 Miomas uterinos ou defeitos congênitos
 Propedêutica infertilidade
 Terapêutica

MAMOGRAFIA

 MS: indica screening após 50 anos.


 SBM, CBR e FEBRASGO: rastreio aos 35 anos  dos 40 aos 50 anos de 2/2 anos  após 50
anos anualmente.
 Padrão-ouro diagnóstico de lesões pré-clínicas.
 Nódulos, densidade assimétrica, distorção e microcalcificações.
 Alguns tumores tem expressão mamográfica.
 BIRADS: sistema de classificação dos achados mamográficos.
- Mamografias positivas: 0,4,5.
- Mamografias negativas: 1,2 e 3.
 Mamografia digital: tem como vantagem a equalização (processamento de imagem
digital); maior detalhe da mama, sem perda de contraste e definição; reduz os artefatos da
imagem e custo operacional.
 Mamografia digital x analógica: mulheres com idade maior ou igual a 50 anos tem acurácia
diagnóstica similar; a acurácia da mamografia digital é superior em relação as mamas
densas.

HISTEROSCOPIA DIAGNÓSTICA

 Indicações: abortamento habitual; infertilidade; SUA; pólipos; miomas; aderências;


espessamento do endométrio; adenocarcinoma de endométrio.

HISTEROSCOPIA CIRÚRGICA

 Indicações: retirada de miomas, retirada de pólipos, retirada de sinéquias ou de septos,


ablação do endométrio nas hemorragias, remoção de corpo estranho.
 Biópsia dirigida.

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