O Jogo das
Instituições
Smart Money: Seu caminho para
o sucesso no Daytrade.
Trading Academy | Taynã Cavalcante
Sumário
Conceitos
Introdutórios
Tipos de mercado
Tipos de Análise
Gerenciamento
Emocional
Análise
gráfica
Introdução
Suporte e Resistência
Linhas de tendência
Pullback/Throwback
Fibonacci
Triangulos Análise
Padrões de Técnica
continuidade
Padrões de reversão Introdução
Volume Financeiro
Volume profile
Índice de força relativa
(RSI)
VWAP
Tipos de candle
Gatilhos de Entrada
Teoria de
Dow
Introdução ao
módulo
Os 8 Principios
de Dow
Nesta primeira etapa, você vai compreender como o mercado se
movimenta e aprender a utilizar ferramentas essenciais que irão
potencializar suas operações.
Na segunda fase, exploraremos como o preço reage às ações
institucionais e como os algoritmos movimentam o mercado em
busca de liquidez.
Teoria de
Elliott
Introdução
Movimento das Ondas
Entendendo cada onda
Regras
Princípios
Extensões Teoria de
Alvos
Tipos de ondas
Wyckoff
corretivas Introdução
Tipos de ondas Leis
complexas Ciclo do mercado
Acumulação e
reacumulação
Distribruição e
redistribuição
Smart Money
Fases do diagrama
Concepsts Tipos de Capturas
Introdução Importância do Volume
Oferta e Demanda Estratégias
Estrutura do mercado
Imbalance
Golden Zone
Orderblocks
Inner Circle
Liquidez Trading
Macro e Micro
Introdução
Ponto de Interesse (POI)
Swing Points
EQH e EQL
Premiun e Desconto
Hierarquia de PD
Fair Value gaps
Viés Diário
Power of Three (AMD)
Na terceira e última fase, você irá adaptar seu operacional com
base nos ensinamentos adquiridos e verá, na prática, como o
mercado realmente se comporta.
Crie o seu
operacional
SMC/ICT e análise
gráfica
SMC/ICT e análise
técnica
Alinhe Elliott ao seu
operacional
Alinhe Wyckoff ao seu
operacional
Tipos de Mercado
Forex - é um mercado descentralizado
voltado para transações de câmbio,
sendo o maior mercado financeiro
global, com movimentações diárias que
ultrapassam 5 trilhões de dólares.
O Mini Índice - consiste em contratos
futuros baseados na oscilação do
índice Ibovespa, permitindo
especulações sobre sua variação.
Futuros - é focado especialmente no
setor de criptomoedas, permite
operações alavancadas, onde
podemos multiplicar nosso capital
através de um "empréstimo"
temporário da corretora, maximizando
os ganhos (ou perdas) com o
movimento dos preços.
Corretoras
É de extrema importância entender que para fazer
Daytrade você precisa de uma corretora. A
corretora que você vai escolher depende do tipo de
mercado que você escolheu para iniciar.
Futures Indice
Binance
Bybit Rico
Bingx Clear
KuCoin XP
BTG Pactual
Forex
Ic Markets
Exness
XTB
Eightcap
Operacionais
Análise técnica
Utiliza indicadores como
médias móveis, volume, RSI e
outros para identificar
padrões e tendências nos
preços dos ativos, auxiliando
na tomada de decisões de
investimento.
Análise Gráfica
Foca na interpretação dos
movimentos de preços nos
gráficos, buscando identificar
pontos de entrada e saída em
operações, sem a
dependência exclusiva de
indicadores.
Teoria de Mercado
Baseia-se em teorias clássicas
como Dow, Elliott e Wyckoff
para entender os ciclos de
mercado, as ondas de preços e
o comportamento dos
investidores.
Operacionais
Institucional
Busca identificar os grandes players
do mercado (instituições, fundos) e
seus possíveis impactos nos preços
dos ativos, através da análise de
grandes volumes e movimentos de
preços.
Fundamentalista
Avalia os fundamentos de uma
empresa (resultados
financeiros, perspectivas de
crescimento, setor de atuação)
para identificar seu valor
intrínseco e oportunidades de
investimento a longo prazo.
Sentimento
Examina o sentimento dos
investidores em relação a um
determinado ativo ou mercado,
buscando identificar possíveis
desequilíbrios entre a oferta e a
demanda.
Gerenciamento
O day trade, modalidade de investimento em
que as operações são abertas e fechadas no
mesmo dia, exige um planejamento e disciplina
rigorosos. Dentre os diversos aspectos a
serem considerados, o gerenciamento de
risco se destaca como um dos mais
importantes para o sucesso do trader.
Por que o gerenciamento de risco é tão crucial no
day trade?
Proteção do capital: Ao limitar as perdas em
cada operação, o trader preserva seu capital
para futuras oportunidades, evitando que uma
única negociação comprometa todo o
investimento.
Controle emocional: O estabelecimento de
limites de perda e de lucro ajuda a controlar as
emoções, como a ganância e o medo, que
podem levar a decisões impulsivas e prejudiciais.
Disciplina: O gerenciamento de risco exige
disciplina e adesão a um plano pré-definido,
evitando que o trader se desvie de sua
estratégia.
Otimização dos resultados: Ao alocar o capital
de forma inteligente e controlar os riscos, o
trader aumenta as chances de obter resultados
consistentes a longo prazo.
Risco x Retorno
Para seguir um bom gerenciamento, nós temos duas
ferramentas no gráfico muito úteis, que se chamam Long
Position e Short Position ou Posição Comprada e Posição
Vendida. Essas ferramentas são muito boas pois nós
conseguimos ver a porcentagem no nosso stop e do nosso
take, e também nos mostra como está o nosso risco e o nosso
retorno na operação. Um exemplo na imagem, é que utilizando
as ferramentas conseguimos notar na região em vermelho o
nosso Stop e na região verde nosso Take e sempre mostrando
nossas porcentagens como estão.
Já o risco x retorno aparece próximo a linha de região de
entrada, sempre nos mostrando o quanto compensa entrar na
operação, por exemplo: Se o risco/retorno estiver em 2,
significa que caso você atinja todos seus alvos, você ganhará 2
vezes mais do que perderia.
Sabendo disso nós utilizamos a ferramenta para entrar
somente em operações que compensam, um número aceitável
e que eu aconselho utilizar é 3 vezes risco/retorno, pois dessa
forma cada acerto que você tiver, poderá errar 3 vezes e
assim não terá saído negativo no dia/semana.
Com um risco/retorno em 3 sua assertividade não precisa ser
tão boa para obter lucros no mercado pois se você tem 50%
de assertividade ainda assim você terá bons resultados pois
quando acertar ganhará 3 vezes mais do que perderia.
Take
Entrada
Stop
Emocional
O day trade é uma atividade que exige não
apenas conhecimento técnico, mas também
um alto nível de controle emocional. Afinal,
as oscilações do mercado financeiro podem
desencadear uma série de emoções, como
medo, euforia, ansiedade e frustração. A
capacidade de lidar com essas emoções de
forma equilibrada é fundamental para o
sucesso no trading.
Por que a inteligência emocional é tão importante no
day trade?
Decisões mais racionais: Quando dominamos
nossas emoções, somos capazes de tomar
decisões mais racionais e baseadas em nossa
análise técnica, evitando que o medo de perder ou
a euforia de ganhar nos levem a cometer erros.
Prevenção de erros: Emoções como a ganância e o
medo podem nos levar a realizar operações
impulsivas e sem planejamento, aumentando o
risco de perdas.
Melhora do desempenho: Traders com alta
inteligência emocional tendem a ter um
desempenho mais consistente e a alcançar seus
objetivos de longo prazo.
Preservação da saúde mental: O day trade pode
ser uma atividade estressante, e o controle
emocional é fundamental para preservar a saúde
mental e evitar o burnout.
Autoconfiança
Você é tudo que você acredita ser.
Aceite-se como você é: comece a valorizar suas
qualidades e habilidades, ao invés de focar em seus
defeitos ou falhas.
Defina objetivos realistas: estabeleça metas que sejam
desafiadoras, mas alcançáveis. Quando você atinge
essas metas, você aumenta sua autoconfiança.
Desafie-se: experimente coisas novas, saia da sua zona
de conforto e enfrente seus medos. Quanto mais você
enfrenta seus medos, mais você se fortalece e se torna
mais confiante.
Cerque-se de pessoas positivas: rodeie-se de amigos e
familiares que o apoiam e encorajam. Isso pode ajudá-lo
a se sentir mais confiante e apoiado.
Pratique a autocompaixão: seja gentil consigo mesmo
quando enfrentar dificuldades ou cometer erros.
Lembre-se de que ninguém é perfeito e que o fracasso
faz parte do processo de aprendizado.
Lembre-se de que a autoconfiança é algo que pode ser
desenvolvido com o tempo e a prática. Comece pequeno e
dê um passo de cada vez. Com o tempo, você se sentirá
mais confiante e capaz.
Controle Mental
Aprenda a dominar sua mente e você será capaz de
conquistar o sucesso em qualquer área da vida.
Mantenha-se calmo e focado: negociações podem ser
emocionantes e estressantes, mas manter a calma e
se concentrar nas informações relevantes é crucial
para tomar boas decisões de negociação.
Mantenha um diário de negociações: anote suas
decisões e os resultados das negociações para
analisar e aprender com os sucessos e fracassos. Isso
pode ajudá-lo a identificar padrões de
comportamento e melhorar seu desempenho.
Defina metas realistas: estabeleça metas de
negociação realistas e alcançáveis e mantenha o foco
nelas. Isso pode ajudá-lo a manter-se motivado e
disciplinado durante o processo de negociação.
Evite o excesso de confiança: o excesso de confiança
pode levar a decisões imprudentes e a perdas
financeiras significativas. Esteja sempre aberto a
aprender e se adaptar às mudanças no mercado.
Gerencie suas emoções: as emoções podem afetar
as decisões de negociação. É importante gerenciar
as emoções e manter a mente clara e objetiva. Evite
negociações impulsivas e tome decisões baseadas
em dados e análises.
Desenvolva um plano de negociação: desenvolva um
plano de negociação claro e consistente com regras
para entrada e saída do mercado. Isso pode ajudá-lo
a manter a disciplina e evitar decisões impulsivas.
Pratique a paciência: a paciência é uma virtude
importante na negociação. Espere as oportunidades
certas e não se apresse em tomar decisões
impulsivas.
Lembre-se de que o controle da mente durante as
negociações é um processo contínuo que requer prática
e dedicação. Com o tempo e a experiência, você pode
desenvolver habilidades mais avançadas para controlar
sua mente durante as negociações.
Análise Gráfica
A análise gráfica, baseada na identificação
de padrões visuais nos gráficos de preços,
tem suas raízes no final do século XIX.
Charles Dow, foi um dos pioneiros nessa
área, desenvolvendo a Teoria de Dow, que
ainda hoje serve como base para muitos
analistas técnicos.
Com o passar dos anos, a análise gráfica
evoluiu, incorporando novas ferramentas e
técnicas. O advento dos computadores e
softwares de análise gráfica permitiu uma
análise mais rápida e precisa dos dados,
popularizando o uso de figuras gráficas no
mercado financeiro.
O que são Figuras Gráficas?
Figuras gráficas são padrões visuais que se
formam nos gráficos de preços,
representando o comportamento dos
investidores e a psicologia do mercado. Elas
podem indicar reversões de tendência,
continuidade de um movimento ou
oportunidades de compra e venda.
Suporte e Resistência
Níveis de suporte e resistência são como barreiras invisíveis em
um gráfico de ações. Eles indicam áreas onde o preço de um
ativo tem mais dificuldade em ultrapassar.
Suporte: É como um chão. Quando o preço toca o suporte,
ele tende a subir novamente. É uma área vista como
oportunidade de compra.
Resistência: É como um teto. Quando o preço toca a
resistência, ele tende a cair. É vista como uma área de venda
ou para abrir posições vendidas.
Em resumo:
Ao entender os níveis de suporte e resistência, os investidores
podem tomar decisões mais informadas e aumentar suas
chances de sucesso no mercado financeiro. No entanto, é
importante lembrar que o mercado é dinâmico e esses níveis
podem mudar com o tempo.
Suporte e Resistência
Resistência: O preço
respeita essa região
sempre retornando
para o canal e quando
ultrapassa cria um
Suporte: O preço novo suporte.
respeita essa região
sempre retornando para
o canal e quando
ultrapassa cria uma nova
resistência.
Utilizar esse conceito lhe ajuda a encontrar niveis mais fortes do
preço, porém ao decorrer do material irei explicar que existem
métodos mais eficientes e que evita a captura de liquidez.
Linhas de Tendência
Linhas de tendência são marcações gráficas utilizadas para
identificar a direção geral que o preço de um ativo está tomando.
Elas nos ajudam a visualizar se o mercado está subindo, descendo
ou se movendo lateralmente.
Tendência de alta: Quando os preços estão subindo e formando
topos e fundos cada vez mais altos, indica um mercado
otimista, com os compradores dominando.
Tendência de baixa: Quando os preços estão caindo e
formando topos e fundos cada vez mais baixos, indica um
mercado pessimista, com os vendedores dominando.
Tendência lateral: Quando os preços se movem dentro de uma
faixa, sem uma direção clara, indica um período de consolidação
ou indecisão no mercado.
Em resumo: As linhas de tendência são como guias visuais que nos
ajudam a entender o comportamento do mercado e tomar
decisões de investimento mais informadas. Ao identificar a
tendência, podemos nos posicionar de acordo com o movimento
esperado do preço do ativo.
Linhas de Tendência
Assim que o preço rompe nosso canal
de baixa, temos uma reversão de preço
e ele troca a tendência.
O preço respeita frequentemente a
parte inferior, nesta região é muito
comum que aconteçam capturas de
liquidez
Utilizar esse conceito lhe ajuda a encontrar a tendência do ativo,
porém ao decorrer do material irei explicar que existem métodos
mais eficientes e que evita certas manipulações gráficas.
Pullback e Throwback
Pullback e Throwback são conceitos importantes na análise
gráfica que descrevem movimentos de retração temporários em
uma tendência de mercado. Essas retrações ocorrem quando o
preço de um ativo se afasta momentaneamente da direção
principal da tendência, para logo em seguida retornar a ela.
Tanto o pullback quanto o throwback são movimentos de
correção temporários que ocorrem dentro de uma tendência
maior. Eles podem ser considerados como oportunidades de
entrada para os traders, pois ao identificar um pullback ou
throwback, o trader pode entrar em uma posição na direção da
tendência principal a um preço mais favorável.
Pullback
O preço rompe o suporte criando
uma nova resitência e após o
rompimento o preço corrige para
testar essa região fazendo o
Pullback.
Pullback:
O que é: Um movimento de retração
em uma tendência de baixa.
Como funciona: O preço cai, faz uma
pausa e sobe um pouco, mas não
consegue romper a resistência
anterior, retornando então à
tendência de queda.
Exemplo: Imagine uma bola rolando
ladeira abaixo. Durante a descida, ela
pode quicar algumas vezes antes de
continuar rolando. Cada quique seria
um pullback.
Utilizar esse conceito lhe ajuda fazer entradas com um risco mais
baixo e um retorno maior, porém ao decorrer do material irei explicar
que existem gatilhos mais eficientes e lucrativos.
Trowback
O preço rompe a resistência
criando um novo suporte e após
o rompimento o preço corrige
para testar essa região fazendo
o Throwback e dando uma
oportunidade de entrada.
Throwback:
O que é: Um movimento de retração
em uma tendência de alta.
Como funciona: O preço sobe, faz
uma pausa e cai um pouco, mas não
consegue romper o suporte anterior,
retornando então à tendência de alta.
Exemplo: Pense em um foguete sendo
lançado. Durante a ascensão, ele pode
ter pequenas oscilações antes de
continuar subindo. Cada oscilação
para baixo seria um throwback.
Utilizar esse conceito lhe ajuda fazer entradas com um risco mais
baixo e um retorno maior, porém ao decorrer do material irei explicar
que existem gatilhos mais eficientes e lucrativos.
Fibonacci
A sequência de Fibonacci é uma série numérica infinita onde
cada número é a soma dos dois anteriores. Essa sequência,
iniciada por 0 e 1, apresenta uma proporção única entre
seus números, que se repete em diversos fenômenos
naturais e, surpreendentemente, também nos mercados
financeiros.
No universo do day trade, a sequência de Fibonacci é
utilizada como uma ferramenta de análise. Os traders
utilizam os níveis de Fibonacci (38,2%, 50%, 61,8%, etc.) para
identificar potenciais zonas de suporte e resistência em um
gráfico de preços.
Fibonacci de Retração
Utilizamos zonas de confluência fortes no gráfico para confirmar
regiões durante a análise. As principais zonas de retração da
Fibonacci são: 0.382 (zona média), 0.5 (forte) e 0.618 e 0.786 (zonas
muito fortes). A Fibonacci de retração é usada para identificar
pontos de reversão no preço.
Como traçar uma Fibo de retração?
Em uma tendência de alta, traçamos da base ao topo; em uma
de baixa, do topo ao fundo. Assim, identificamos as regiões de
interesse.
Como operar com Fibo de retração?
A operação é feita buscando reversões nas zonas fortes,
como a 0.618. Lembre-se: a Fibonacci sozinha não é suficiente.
Sempre combine com outras análises para maior precisão.
Essa ferramenta é uma das mais importantes quando se trata em
confirmar pontos de interesse e encontrar gatilhos, mais a frente irei
mostrar como utilizar para encontrar a Golden Zone e OTE.
Fibonacci de Projeção
A Fibonacci interna de projeção é uma ferramenta utilizada para
projetar possíveis alvos de preço com base em movimentos
anteriores. Diferente da retração, que busca zonas de correção, a
projeção indica até onde o preço pode ir após uma reversão.
Ela é traçada entre dois pontos importantes (um fundo e um topo,
por exemplo), e as principais zonas de projeção são: 1.0, 1.618 e
2.618, que indicam alvos de continuação de tendência.
Esse recurso é muito útil para prever onde o preço pode encontrar
resistência ou suporte, e é mais eficiente quando combinado com
outras análises.
OBS: Sempre configuramos ambas as Fibonacci’s com escala
logaritma, pois senão o gráfico fica divergente.
Essa ferramenta é ótima para projetar alvos e iremos utilizar bastante nas aula
de Ondas de Elliott.
Triangulos
O triângulo é uma das figuras gráficas mais populares na análise
técnica e é utilizado para identificar períodos de consolidação no
preço de um ativo. Ele ocorre quando a volatilidade diminui e o
preço começa a se mover dentro de uma faixa cada vez mais
estreita, formando linhas de tendência convergentes. O triângulo
serve para prever rompimentos iminentes e a direção que o
preço pode seguir após esse período de compressão.
Existem três tipos principais de triângulos:
Triângulo ascendente: Pressão compradora crescente, com
potencial rompimento para cima.
Triângulo descendente: Pressão vendedora crescente, com
tendência de rompimento para baixo.
Triângulo simétrico: Indecisão no mercado, com rompimento
possível em qualquer direção.
Esses padrões ajudam a antecipar movimentos futuros e auxiliar
na tomada de decisões de compra ou venda.
Triangulo Ascendente
O triângulo ascendente normalmente se forma durante uma
tendência de alta, quando o preço respeita uma região de
resistência, mas os fundos se tornam cada vez mais altos. Isso
indica uma pressão compradora crescente, até que
eventualmente a resistência é rompida, dando continuidade à
alta.
A melhor entrada nesse padrão é no rompimento da resistência
ou no pullback após o rompimento. Para definir alvos, a Fibonacci
pode ser usada para projetar o fechamento do triângulo, com a
região de 50% da projeção servindo como alvo intermediário,
ajudando a otimizar a operação.
Essa figura é bastante conhecida no mundo da análise gráfica,
porém mais a frente irei mostrar como as instituições a utilizam para
fazer capturas de liquidez. Sabendo disso não a opere cegamente.
Triangulo Descendente
O triângulo descendente é o oposto do triângulo ascendente.
Nesse padrão, ao invés de termos uma resistência, o foco é
uma região de suporte, enquanto o preço segue uma linha de
tendência de baixa. O padrão reflete pressão vendedora, com
topos cada vez mais baixos empurrando o preço para romper o
suporte.
A entrada ideal ocorre no rompimento do suporte ou no
pullback, confirmando a expectativa de queda. Assim como no
triângulo ascendente, a Fibonacci pode ser utilizada para
projetar o fechamento do triângulo, com a região de 50% da
projeção servindo como alvo intermediário.
Essa figura é bastante conhecida no mundo da análise gráfica, porém mais a
frente irei mostrar como as instituições a utilizam para fazer capturas de
liquidez. Sabendo disso não a opere cegamente.
Triangulo Simétrico
Diferente dos triângulos anteriores, o triângulo simétrico não
indica uma direção clara para o movimento do preço. Ele reflete
uma zona de acumulação, onde o gráfico pode romper tanto
para cima quanto para baixo.
A entrada ideal ocorre no pullback da região "X" (ponto onde a
marcação se encontra), já que muitas vezes o preço rompe a
figura, mas retorna para dentro antes de seguir uma tendência.
O pullback oferece uma pista importante sobre a futura
direção do mercado. Para projetar essa figura, utilizamos o
fechamento do triângulo e a projeção da Fibonacci, como nos
outros padrões.
Essa figura é bastante conhecida no mundo da análise gráfica,
porém mais a frente irei mostrar como as instituições a utilizam para
fazer capturas de liquidez. Sabendo disso não a opere cegamente.
Padrões de Continuidade
Os padrões de continuidade são formações gráficas que indicam
uma pausa temporária no movimento do preço de um ativo
financeiro, sugerindo que a tendência predominante deve
continuar após essa interrupção. Ao contrário dos padrões de
reversão, que indicam uma possível mudança de direção no
preço, os padrões de continuidade reforçam a ideia de que o
ativo está apenas consolidando antes de retomar seu
movimento original.
Entre os padrões de continuidade mais comuns estão:
Bandeiras: Representam uma leve correção no preço,
seguida pela continuação da tendência.
Retângulos: Refletem uma fase de consolidação em que o
preço oscila dentro de uma faixa definida antes de romper.
Flâmulas: Sugerem uma breve pausa no mercado, antes de
uma retomada da tendência.
Cunhas: Indicam uma desaceleração temporária, preparando
o caminho para um rompimento.
Esses padrões são ferramentas valiosas para traders
identificarem momentos propícios para seguir a tendência e
maximizar seus ganhos.
Bandeira
A bandeira é uma figura gráfica que surge após um movimento
forte de alta ou baixa, seguida por uma pausa e um movimento
lateral ou diagonal. Para identificá-la, procure um canal que se
forma após uma grande movimentação, onde o preço corrige
antes de seguir em frente.
As entradas podem ser feitas no rompimento ou no pullback,
sendo este último geralmente mais eficaz. Para projetar um alvo,
meça o mastro da bandeira e coloque essa medida após o
rompimento. Outra abordagem é utilizar a Fibonacci, que muitas
vezes aponta alvos que se confluem.
Essa figura é bastante conhecida no mundo da análise gráfica, porém
mais a frente irei mostrar como realizar entradas mais assertivas
utilizando as ondas de Elliott ao seu favor.
Cunha de Continuidade
Existem dois tipos de cunha no mercado: a de continuação e a
de reversão. As cunhas de continuação são mais assertivas,
pois podem ser combinadas com as contagens de ondas
corretivas de Elliott (ondas 2 e 4).
Essas cunhas têm um formato semelhante ao das cunhas de
reversão, mas apresentam um mastro, assim como as
bandeiras. Para projetar alvos, podemos utilizar a base da
cunha, seu mastro e a Fibonacci interna.
Além disso, assim como nos triângulos, podemos aplicar
contagens ABCDE dentro da cunha, o que nos ajuda a filtrar e
nos preparar para possíveis rompimentos.
Essa figura é bastante conhecida no mundo da análise gráfica,
porém mais a frente irei mostrar como realizar entradas mais
assertivas utilizando as ondas de Elliott ao seu favor.
Flâmula
A flâmula é um padrão de continuidade que pode ocorrer tanto
em movimentos de alta quanto de queda. Sua identificação é
simples: assim como na bandeira, o gráfico realiza uma longa
movimentação seguida por uma fase de descanso, formando
um triângulo simétrico.
Para projetar alvos, usamos a mesma abordagem da bandeira:
medimos o tamanho do mastro e aplicamos a Fibonacci para
definir um alvo. Além disso, a projeção do triângulo pode nos
ajudar a identificar um alvo intermediário.
Os melhores pontos de entrada ocorrem no rompimento ou no
pullback, sempre operando a favor da tendência.
Essa figura é bastante conhecida no mundo da análise gráfica,
porém mais a frente irei mostrar como as instituições a utilizam para
fazer capturas de liquidez. Sabendo disso não a opere cegamente.
Retângulo
O retângulo é um padrão que sinaliza um período de estabilidade
nos preços de um ativo após uma tendência anterior. Durante
essa fase, o preço lateraliza, acumulando antes de romper na
direção da tendência predominante. Algo bem semelhante ao
que acontece com a estratégiad e Darvas Box
As melhores entradas ocorrem no rompimento da região ou em
um pullback. Para projetar alvos, utilizamos a expansão do
retângulo e a projeção do último fundo até o topo do padrão.
Dessa forma, conseguimos definir dois alvos distintos.
Essa figura é bastante conhecida no mundo da análise gráfica, porém
mais a frente irei mostrar como utilizar ela com mais sabedoria em
cima dos conceitos dos Diagramas de Wyckoff.
Padrões de Reversão
Os padrões de reversão são formações gráficas que indicam
uma possível mudança na tendência do preço de um ativo
financeiro. Diferente dos padrões de continuidade, que sinalizam
apenas uma pausa, os padrões de reversão sugerem uma
alteração na direção do preço.
Entre os mais conhecidos, temos:
Topo Duplo: dois picos em níveis semelhantes, indicando
reversão de alta para baixa.
Fundo Duplo: dois vales, sinalizando reversão de baixa para
alta.
Ombro-Cabeça-Ombro (OCO): três picos, com o do meio
mais alto, sugerindo reversão de alta para baixa.
Ombro-Cabeça-Ombro Invertido: inverso do OCO,
sinalizando reversão de baixa para alta.
Cunha: pode indicar reversões, dependendo do rompimento.
Deriva: reflete uma fase de consolidação antes de uma
reversão.
Identificar esses padrões é crucial para traders que buscam se
antecipar a mudanças de tendência e otimizar seus lucros.
Cunha
A cunha é uma formação gráfica composta por duas linhas de
tendência convergentes: uma linha de resistência inclinada para
baixo na cunha de alta e uma linha de suporte inclinada para cima
na cunha de baixa. Essa figura se destaca no gráfico pelo seu
formato triangular.
A cunha de alta pode sinalizar que uma tendência de baixa está
perdendo força, sugerindo uma possível reversão para alta. Por
outro lado, a cunha de baixa indica que uma tendência de alta
pode estar enfraquecendo, indicando uma reversão em baixa.
Para projetar o alvo, consideramos o fechamento da cunha e
aplicamos essa medida após o rompimento. Outra alternativa é
usar a projeção de Fibonacci. As melhores entradas ocorrem no
rompimento da figura ou em seu pullback.
Essa figura é bastante conhecida no mundo da análise gráfica, porém
mais a frente irei mostrar como utilizar ela com mais sabedoria em cima
dos conceitos dos Diagramas de Wyckoff.
Deriva
A Deriva é um padrão de reversão raro, frequentemente
confundido com a bandeira, que surge após uma grande
movimentação do mercado. É identificável quando, após uma
forte impulsão ou repulsão, o gráfico forma uma cunha
apontando na direção da tendência atual. No entanto, isso
geralmente indica uma reversão drástica.
Para projetar os alvos, podemos utilizar duas abordagens: medir o
fechamento da cunha para um alvo mais curto ou considerar o
mastro da Deriva para um alvo mais longo. As melhores entradas
ocorrem no rompimento da figura ou em seu pullback.
Essa figura é bastante conhecida no mundo da análise gráfica,
porém mais a frente irei mostrar como utilizar ela com mais
sabedoria em cima dos conceitos dos Diagramas de Wyckoff.
Ombro Cabeça Ombro
O padrão Ombro-Cabeça-Ombro (OCO) está frequentemente
associado às Ondas de Elliot e é uma das figuras mais fáceis de
identificar em gráficos, aparecendo após uma forte impulsão de
alta ou baixa. A entrada ideal ocorre no rompimento da base,
conhecida como "pescoço", ou em seu pullback.
Para projetar alvos, medimos a extensão da "cabeça" e a
aplicamos na base, obtendo um alvo. Também podemos usar a
projeção de Fibonacci para determinar um segundo alvo.
Esse padrão também está ligado a alguns conceitos de Smart
Money que iremos ver mais adiante.
Essa figura é bastante conhecida no mundo da análise gráfica,
porém mais a frente irei mostrar como utilizar ela com mais
sabedoria em cima dos conceitos dos Diagramas de Wyckoff.
Análise Técnica
Na análise técnica, os indicadores
desempenham um papel fundamental na
tomada de decisões, ajudando os traders a
identificar padrões e tendências no
mercado. No entanto, confiar
exclusivamente neles pode ser arriscado.
Embora os indicadores sejam eficazes para
confluenciar regiões e antecipar entradas, é
essencial integrar outras informações e
ferramentas para uma análise mais
abrangente e precisa.
Além de utilizar indicadores técnicos, como
Médias Móveis, RSI e MACD, a análise deve
ser complementada por uma avaliação
fundamentalista, que considera fatores
econômicos, notícias e eventos que podem
impactar os preços dos ativos. Ao combinar
diferentes abordagens, os traders podem
obter uma visão mais clara do mercado,
aumentando a probabilidade de decisões
informadas e seguras. A prática de análise
holística promove uma melhor compreensão
das dinâmicas do mercado, essencial para o
sucesso a longo prazo nas operações
financeiras.
Volume Financeiro
O indicador de volume financeiro é uma ferramenta crucial na
análise técnica, pois mede a quantidade de capital negociado
em um ativo durante um período específico. Ele ajuda os
traders a entenderem a força por trás dos movimentos de
preço, oferecendo insights sobre o comportamento dos
participantes do mercado. Um aumento no volume, por
exemplo, pode indicar que uma tendência está se
fortalecendo, enquanto um volume baixo pode sinalizar
fraqueza ou indecisão.
Além disso, o volume financeiro pode ser usado para
identificar possíveis armadilhas de mercado, como falsas
quebras de estruturas. Quando combinado com outros
indicadores, como VWAP e RSI, o volume oferece uma visão
mais completa do mercado, ajudando a validar tendências e a
aumentar a assertividade nas decisões de compra ou venda.
Volume
Um exemplo de aplicação é o uso do volume
em conjunto com a figura da Cunha. Essa
figura geralmente aparece dentro de uma
tendência até que atinge seu limite,
indicando uma possível reversão de preço.
Para aproveitar o volume ao nosso favor,
uma estratégia eficiente é analisar o gráfico
em um tempo maior, como M15, mas
observar o volume em um período menor,
como M5. Isso ajuda a detectar mudanças
sutis na força do mercado e antecipar uma
reversão com maior precisão.
Neste exemplo, podemos observar que,
conforme o preço estava em queda, o
volume se mantinha elevado, indicando a
força vendedora. No entanto, no momento
em que o preço começou a reverter, o
volume diminuiu significativamente. Essa
redução no volume durante a reversão
pode ser um sinal de enfraquecimento da
tendência anterior e uma possível
desaceleração dos vendedores, o que
aumenta a probabilidade de uma mudança
de direção no mercado.
Esforço versus Resultado
Absorção (muito esforço para pouco resultado)
Se o preço está em uma tendência forte, mas o
volume começa a cair e o preço sofre absorção,
é comum que essa tendência reverta. Isso
acontece porque os participantes do mercado
perdem o interesse em negociar o ativo naquele
momento, sinalizando uma possível exaustão do
movimento. A absorção é quando grandes ordens
são colocadas de forma a segurar o avanço do
preço.
Neste exemplo, observamos que, apesar da alta
inicial, o preço reverteu no meio do caminho. O
volume, por sua vez, indicava a perda de força do
movimento, sugerindo que a alta não tinha mais
sustentação.
Exaustão (pouco esforço para muito resultado) 1
3
Quando vemos um crescimento forte nas velas, mas o volume
começa a se comportar de forma diferente, isso pode indicar 2
um esforço inicial grande, seguido por uma perda de força
nas próximas velas. Esse comportamento é conhecido como
exaustão do movimento. 3
No exemplo, podemos observar claramente essa exaustão. A
Segunda vela apresentou um volume desproporcional em
2
relação às demais. Apesar de seu corpo ser pequeno, o
volume foi alto. Já a primeira e a terceira vela, com corpos
maiores, tiveram volumes muito menores, sinalizando que o 1
mercado estava perdendo força.
Volume Profile
O Volume Profile é uma ferramenta que permite visualizar a
quantidade de volume negociado em diferentes níveis de preço
durante um período específico, ao invés de observar o volume
apenas por candle, como fazemos com o volume financeiro
tradicional. Ele é essencial para identificar zonas de interesse,
como pontos institucionais, onde há maior concentração de
ordens.
Para utilizá-lo, basta traçar o perfil de volume desde o início até
o fim de uma movimentação (horizontalmente). Pode ser
aplicado tanto em tendências de alta quanto de baixa, ajudando
a identificar áreas onde o preço pode ter dificuldades para
avançar ou retroceder, devido ao volume negociado naquela
faixa de preço.
Volume Profile
Com a ferramenta Volume Profile, podemos identificar faixas de
volume que atuam como suportes e resistências, pois são áreas
de grande interesse dos participantes do mercado. Em uma
tendência de baixa, por exemplo, podemos usar essas faixas para
encontrar possíveis pontos de reversão.
O Point of Control (PoC) é a linha vermelha que indica o nível de
preço com o maior volume negociado, sendo um ponto-chave
para monitorar reversões. No entanto, é importante lembrar que
o PoC nem sempre será respeitado, especialmente quando
próximo a ele não há outras faixas significativas de volume. Nesse
caso, o preço pode atravessar essa região sem reagir.
Por isso, é crucial usar outras confluências, como o Value Area
High (VAH) e o Value Area Low (VAL), que representam regiões de
volume relevantes dentro do Volume Profile, aumentando a
assertividade na leitura do gráfico.
Essa ferramenta foi criada baseada nos conceitos de Wyckoff, utilizar
ela junto dos diagramas de Wyckoff potencializa muito o seu
operacional, nos próximos módulos iremos ver como combinar ambos.
Indice de força relativa
(RSI)
O RSI (Índice de Força Relativa) é um indicador técnico que mede
a velocidade e a mudança dos movimentos de preço.
Geralmente, ele acompanha a direção do mercado. Isso significa
que, quando o preço do ativo atinge um topo, o RSI também
tende a atingir valores elevados, indicando uma possível área de
sobrecompra. Da mesma forma, quando o mercado atinge um
fundo, o RSI pode sinalizar uma área de sobrevenda. O uso do
RSI ajuda a identificar potenciais reversões de tendência ou
correções, mas é sempre importante combiná-lo com outros
indicadores para aumentar a precisão da análise.
RSI
Utilizando o RSI (Índice de Força Relativa), é possível antecipar
toques e entradas em rompimentos no mercado financeiro. Por
exemplo, em uma operação envolvendo uma cunha, podemos
programar nossa entrada no rompimento da figura gráfica. O
RSI é especialmente útil, pois pode sinalizar um rompimento antes
das velas no gráfico, permitindo que ajustemos nossas entradas e
posicionemos melhor nossas operações.
Contudo, é crucial lembrar que o uso do RSI deve ser combinado
com outras ferramentas de análise técnica para garantir uma
avaliação mais completa e assertiva do mercado. Além disso,
considerar fatores como volume, tendências de preço e padrões
gráficos pode aumentar a eficácia de suas decisões. A
confluência de múltiplos indicadores proporciona um cenário mais
robusto e confiável para a realização de operações.
Divergências
Nem sempre será possível utilizar a antecipação de entrada
pelo RSI. É fundamental observar divergências e
convergências no indicador. No caso de convergências,
podemos aplicar o exemplo anterior. Já ao identificar
divergências, devemos considerar três tipos principais:
divergências regulares, exageradas e ocultas, cada uma
oferecendo diferentes sinais de possível reversão ou
continuidade da tendência.
Divergência Regular
Divergência Regular: Indica uma possível reversão de
tendência, sugerindo perda de força no movimento atual. O
preço pode estar subindo, mas o RSI mostra uma quebra na
tendência, apontando para baixo. Esse desalinhamento é um
sinal de que a força compradora está enfraquecendo,
aumentando as chances de uma mudança de direção no
mercado.
Divergência Exagerada
Divergência Exagerada: Indica uma possível reversão, sendo
mais visível e comum em padrões de reversão, como o Topo
Duplo e Fundo Duplo. Essa divergência ocorre quando o preço
forma dois topos ou fundos semelhantes, enquanto o RSI
mostra uma perda de força mais evidente. Por ser mais fácil
de identificar, é um sinal claro de que a tendência pode estar
perto de mudar.
Divergência Oculta
Divergência Oculta: Indica uma possível continuação da
tendência, aparecendo em áreas de sobrecompra (acima de
70) ou sobrevenda (abaixo de 30) no RSI. Esse tipo de
divergência sugere que, apesar de o preço estar perto de uma
exaustão, a tendência ainda pode continuar. Quando o RSI
rompe esses níveis críticos, é comum vermos o mercado
manter sua direção, reforçando o cenário de continuidade.
Configuração
A configuração da RSI você pode utilizar a padrão do TradingView
com a upper band em 70 e a lower band e 30.
VWAP
O VWAP (Volume Weighted Average Price), ou Preço Médio
Ponderado pelo Volume, é um indicador técnico amplamente
utilizado no mercado financeiro para medir o preço médio de
um ativo ao longo de um período, ponderado pelo volume
negociado.
Ele é uma ferramenta popular entre traders institucionais e de
varejo, pois ajuda a identificar o preço justo de um ativo em
determinado momento.
O VWAP é usado principalmente para confirmar tendências e
identificar pontos de entrada e saída. Quando o preço está
acima da linha do VWAP, indica uma tendência de alta, e
quando está abaixo, sugere uma tendência de baixa. Além
disso, pode ser utilizado como suporte ou resistência em
operações de curto prazo.
VWAP
Por ser uma ferramenta baseada em volume, a VWAP se
torna extremamente poderosa. Ela funciona de forma
semelhante a uma média móvel, mas leva em consideração o
volume negociado, o que a torna mais precisa para identificar
o preço médio ponderado pelo volume do ativo.
Utilizar a VWAP em pontos de interesse reforça ainda mais
sua análise, ajudando a identificar gatilhos de entrada. Quando
as entradas coincidem com áreas em que a VWAP está
presente, isso aumenta a probabilidade de uma operação
bem-sucedida, já que essas regiões refletem um equilíbrio de
preço importante.
Utilize essa ferramenta em conjunto dos gatilhos de Smart Money e
ICT que veremos mais a frente.
Tipos de Candle
Os candles são uma das ferramentas mais importantes na
análise técnica e fornecem uma visão clara do comportamento
do preço em um determinado período de tempo. A leitura
correta dos diferentes tipos de candles permite identificar a
força ou fraqueza de uma tendência, além de oferecer pistas
sobre possíveis reversões ou continuidades de movimento.
Saber interpretar esses padrões é essencial para tomar
decisões mais informadas e assertivas no mercado financeiro.
Nós possuímos três principais tipos de candles: ignição, rejeição
e indecisão. Cada um desses padrões revela informações
valiosas sobre a pressão compradora e vendedora, e quando
utilizados em conjunto com outros indicadores e ferramentas,
podem melhorar significativamente suas análises e estratégias
de trading.
Indecisão
Também conhecidos como Dojis, esses candles
mostram equilíbrio entre compradores e vendedores.
Eles têm corpos pequenos e sombras tanto para cima
quanto para baixo, refletindo incerteza no mercado.
Candles de indecisão geralmente surgem em zonas de
consolidação ou em momentos de grande expectativa
antes de um rompimento, servindo como um alerta
para possíveis mudanças no movimento de preço.
Rejeição
Os candles de rejeição aparecem quando o preço tenta
avançar em uma direção, mas encontra forte resistência,
revertendo o movimento. Eles possuem sombras longas e
corpos pequenos, evidenciando a falha em sustentar o preço
em determinado nível. Esses candles indicam que os
participantes do mercado não estão dispostos a negociar a
preços extremos, o que pode sugerir reversão de tendência.
Ignição
Esses candles indicam o início de um movimento forte no
preço, seja de alta ou de baixa. Geralmente, possuem corpos
longos e pouca ou nenhuma sombra, mostrando que houve
uma grande pressão compradora ou vendedora. São usados
para confirmar rompimentos e mudanças significativas de
tendência. Eles sinalizam uma direção clara no mercado.
Gatilhos com Candles
Os candles desempenham um papel fundamental nessa análise,
fornecendo informações detalhadas sobre a ação do preço em
um determinado período. Ao entender a formação e o
comportamento dos candles, é possível reconhecer gatilhos de
entrada, que são sinais ou confirmações de que uma tendência
pode estar prestes a se mover em uma direção específica.
Esses gatilhos são essenciais para traders que buscam otimizar
suas entradas no mercado, minimizando riscos e maximizando
potenciais ganhos. Eles surgem em padrões de candles como
ignição, rejeição e indecisão, que, quando bem interpretados,
podem indicar o início de um novo movimento ou a continuidade
de uma tendência já estabelecida.
1, 2, 3 de compra ou venda
A estratégia de 1, 2, 3 é uma técnica eficaz para identificar
potenciais pontos de entrada em operações de compra ou
venda, aproveitando padrões específicos de candles. Este
método se concentra em observar três candles consecutivos em
um possível topo ou fundo, onde o candle do meio é crucial para
a confirmação da entrada.
1. Identificação do Padrão: Para que a configuração seja
válida, o candle do meio (candle 2) deve ter a máxima mais
alta entre os três candles. Essa característica indica que há
um potencial de reversão, pois sugere uma perda de força na
tendência atual.
2. Candle 1: O primeiro candle deve ter um fechamento que
sugira uma continuação da tendência atual, seja de alta ou
baixa.
3. Candle 2: O segundo candle, sendo o que possui a maior
máxima, representa uma tentativa de movimento ascendente
(no caso de um topo) ou descendente (no caso de um fundo).
4. Candle 3: A entrada ocorre na violação do candle 3, que deve
se mover na direção oposta ao que foi observado no candle
2. Isso sinaliza que o mercado pode estar revertendo,
oferecendo uma oportunidade de compra ou venda.
1, 2, 3 de compra ou venda
Máxima
Violação
Entrada na violação do
terceiro candle.
Violação
Minima
Esses gatilhos são os principais para que não seja necessário decorar padrões
de candles, lembrando que mais a frente irei ensinar gatilhos instituicionais que
são bem mais confiáveis e contextualizados.
Troca de Polaridade
A troca de polaridade é uma estratégia que se baseia na análise
de candles grandes, que geralmente indicam movimentos
significativos no mercado. Essa abordagem é utilizada para
identificar possíveis reversões de tendência, aproveitando a força
dos candles que rompem níveis importantes de suporte ou
resistência.
1. Identificação de Candles Grandes: A estratégia começa com
a observação de candles que possuem corpos longos e
expressivos. Esses candles podem ser indicativos de forte
pressão compradora ou vendedora, e são essenciais para a
análise da troca de polaridade.
2. Violação do Candle Maior: A entrada na operação ocorre na
violação do candle maior. Isso significa que, quando o preço
ultrapassa o fechamento ou a máxima (ou mínima, dependendo
da tendência) desse candle grande, é um sinal de que o
movimento de reversão pode estar em andamento.
3. Volume como Confirmação: É fundamental observar o volume
associado ao candle que está rompendo. Um volume crescente
durante essa violação reforça a validade do movimento e
aumenta a probabilidade de sucesso da operação. Um volume
baixo pode indicar falta de convicção, o que sugere cautela.
4. Relação com o Engolfo: A troca de polaridade pode ser
comparada à violação de um padrão de engolfo, onde um
candle de corpo maior "engole" o anterior. Neste caso, a troca
de polaridade indica uma mudança na dinâmica do mercado,
refletindo a transição de um sentimento de alta para baixa, ou
vice-versa.
Troca de Polaridade
Entrada na violação do
da troca de polaridade.
Violação
Violação
Esses gatilhos são os principais para que não seja necessário decorar padrões de
candles, lembrando que mais a frente irei ensinar gatilhos instituicionais que são
bem mais confiáveis e contextualizados.
Absorção
A absorção é um conceito crucial na análise de candles e volume,
indicando uma possível reversão de tendência. Esse padrão é
identificado quando os candles apresentam longos pavis e um volume
significativo, sugerindo que a força de compra ou venda está se
esgotando.
1. Identificação do Padrão: Candles com longos pavis indicam que,
apesar de um movimento inicial forte na direção da tendência,
houve uma recusa do preço em continuar nesse movimento,
resultando em uma significativa absorção da pressão de compra
ou venda.
2. Volume como Indicador: A presença de um alto volume durante
esse padrão é essencial. Um volume crescente durante a
formação dos candles de absorção indica que muitos
participantes do mercado estão se posicionando, sugerindo que
uma mudança de direção pode estar se aproximando.
3. Entrada na Violação: A estratégia de entrada é feita na violação
do candle de absorção. Quando o preço rompe o nível do candle
que sinalizou a absorção, isso pode ser um forte sinal de que a
tendência anterior está perdendo força e uma reversão está
prestes a ocorrer.
4. Utilizando Divergências: Para aumentar a eficácia da entrada, é
importante observar divergências entre o preço e indicadores
como o RSI ou Volume. Essas divergências podem reforçar a ideia
de que a força de tendência está se esgotando, oferecendo uma
oportunidade mais confiável para a entrada.
Absorção
Violação
Entrada na violação do
da troca de polaridade.
Violação
Esses gatilhos são os principais para que não seja necessário decorar
padrões de candles, lembrando que mais a frente irei ensinar gatilhos
instituicionais que são bem mais confiáveis e contextualizados.
Teoria de Dow
A Teoria de Dow, formulada por Charles Henry
Dow, é uma das bases fundamentais da análise
técnica e do entendimento dos mercados
financeiros. Dow, um influente jornalista e
cofundador do The Wall Street Journal,
introduziu conceitos que ainda são
amplamente utilizados por traders e
investidores ao redor do mundo. Sua visão
pioneira sobre a movimentação dos mercados
financeiros e o comportamento dos preços
estabeleceu princípios que continuam a
influenciar a maneira como analisamos e
interpretamos as flutuações do mercado.
Charles Henry Dow (1851-1902) foi um
jornalista americano que deixou um legado
duradouro no campo da economia. Ele co-
fundou o renomado The Wall Street Journal e a
Dow Jones Company, além de ter criado o
Dow Jones Industrial Average, o segundo índice
de mercado mais antigo dos Estados Unidos,
que mede a média das cotações das 30
maiores empresas de capital aberto do país.
A Teoria de Dow é fundamental para o estudo
de movimentos de mercado e serve como a
base para outras teorias, incluindo a Teoria de
Elliott. A compreensão de suas premissas é
essencial para qualquer trader que deseje
aprofundar-se na análise técnica e na
dinâmica dos mercados financeiros.
Os principios de Dow
Charles Dow nunca escreveu um livro reunindo os fundamentos
de sua teoria. Ele compartilhava suas conclusões sobre Análise
Técnica através de editoriais no The Wall Street Journal. Após
sua morte, o colunista William Hamilton deu continuidade a seus
princípios, organizando-os e refinando-os ao longo de 27 anos.
A Teoria de Dow, também conhecida como chartismo, tornou-
se essencial para traders, pois se baseia em estudos sobre
tendências de mercado. Esses estudos consideram eventos
passados, como preços de fechamento, volume de negociação
e padrões gráficos.
Das anotações de Dow, Hamilton desenvolveu 8 principios
fundamentais que são respeitados até os dias de hoje no
mercado.
Os índices e preços
descontam tudo
O princípio fundamental da Teoria de Dow é que os índices e
preços já descontam tudo, ou seja, eles refletem todas as
informações conhecidas pelo mercado, como notícias,
decisões corporativas e resultados financeiros. Novos eventos
são rapidamente absorvidos pelos preços, fazendo-os subir ou
descer.
No entanto, entre os traders, costuma-se dizer que os preços
não descontam “Atos de Deus”, referindo-se a eventos
inesperados que causam grande impacto no mercado, como o
ataque ao World Trade Center, a crise de 2008 e a pandemia
de 2020.
O mercado se move em
ondas e apresenta 3
tendências
O segundo pilar da Teoria de Dow é o estudo das tendências
de mercado. Segundo Dow, o mercado se move em ondas e
apresenta três tipos de tendências principais: a primária, que é
a mais duradoura e comparável às marés do mar; a
secundária, que corresponde às ondas de médio prazo; e a
terciária, que são as flutuações de curto prazo.
Mais adiante, exploraremos cada uma dessas tendências com exemplos práticos
dentro da teoria de Elliott e seus fractais.
As tendências de Alta
possuem 3 fases
Nas tendências primárias de alta, Dow
identificou três fases distintas:
Acumulação: Um grupo de investidores
mais bem informados, chamados
"insiders", começa a comprar quando o
mercado está abaixo do valor justo ou
dá sinais de melhora. Nesse estágio, o
público ainda não percebe o potencial
de alta.
Subida sensível: Os preços começam a
subir de forma estável à medida que os
resultados das empresas melhoram.
Embora haja uma elevação clara, o
público ainda pode estar cauteloso e
não investir com força total.
Estouro ou excesso: Nesta fase, a
maioria dos investidores se convence
da tendência de alta e passa a comprar
agressivamente. O mercado se aquece
rapidamente, impulsionado por boas
notícias, lucros corporativos e
crescimento econômico.
Essas fases ilustram como o mercado
passa da incerteza ao otimismo, muitas
vezes culminando em preços inflados.
As tendências de Baixa
possuem 3 fases
Nas tendências primárias de baixa, Dow também identificou
três fases:
1. Distribuição: Esse estágio marca o fim da alta, com insiders
começando a vender suas posições. O mercado pode
parecer estável ou cair levemente, mas os primeiros sinais
de reversão começam a aparecer.
2. Pânico: Os compradores perdem força e os vendedores
dominam. Surge um sentimento generalizado de pessimismo,
e os investidores correm para se desfazer de seus ativos,
acelerando a queda com volume crescente.
3. Baixa lenta: Após quedas intensas, os preços atingem níveis
muito baixos, e quem ainda possui ativos não está motivado
a vendê-los. Com isso, o volume de negociações diminui,
resultando em uma queda mais lenta.
Essas fases demonstram a transição de um mercado otimista
para um estado de pessimismo, com destaque para o efeito
emocional que agrava a queda durante o pânico.
O volume deve
confirmar a tendência
Na Teoria de Dow, o volume financeiro é crucial para
confirmar a força de uma tendência. Segundo Dow, uma
tendência é considerada mais confiável quando acompanhada
por um aumento de volume. Ou seja, à medida que a tendência
se desenvolve, o volume deve crescer, mostrando que há um
maior interesse dos participantes do mercado.
Da mesma forma, quando o volume diminui, pode ser um sinal
de que a tendência está perdendo força e se aproximando de
uma possível reversão. Portanto, o volume age como um
indicador secundário que reforça ou alerta sobre o fim de um
movimento.
Duas médias se
confirmam multuamente
Na Teoria de Dow, um dos princípios mais desafiadores é a
ideia de que duas médias (geralmente a industrial e a de
transportes) devem se confirmar mutuamente para validar
uma tendência. Segundo Flávio Lemos, autor de Análise
Técnica dos Mercados Financeiros, se uma média não confirma
a direção da outra, isso deve ser visto como um sinal de
alerta para uma possível mudança na tendência
predominante.
Além disso, Dow enfatiza que as análises devem ser feitas
com base nos preços de fechamento, pois o preço de
abertura não tem relevância para a avaliação da tendência.
Esse principio é bem dificil de trabalhar, porém ele ajudou na criação de alguns
conceitos que veremos adiante.
Uma tendência é válida
até haver uma reversão
Na Teoria de Dow, um princípio fundamental é que uma
tendência permanecerá em vigor até que ocorra um sinal
claro de reversão. Isso significa que, independentemente de
ser uma tendência de alta ou de baixa, ela continuará até que
forças opostas se manifestem. Esses sinais de reversão
podem se manifestar de várias formas, como padrões
gráficos, formações de candlesticks, cruzamentos de médias
móveis e outros indicadores técnicos. É importante estar
atento a esses sinais para identificar o momento exato em
que a tendência pode mudar de direção.
O mercado pode se
mover lateralmente
O mercado também pode entrar em períodos de consolidação
ou movimentação lateral, em que não há uma tendência
claramente definida. Durante esses momentos, os preços
oscilam dentro de uma faixa limitada, sem que os topos e
fundos sejam claramente ascendentes ou descendentes. Isso
ocorre quando as forças de oferta e demanda estão
equilibradas, criando uma espécie de indecisão no mercado.
Nesse cenário, os traders devem ter cautela, pois pode ser
difícil prever o próximo movimento até que uma nova
tendência de alta ou baixa se estabeleça.
Teoria de Elliott
Ralph Nelson Elliott (1871-1948) foi um
contador americano que revolucionou a
análise do comportamento do mercado
financeiro com a introdução do Princípio das
Ondas. Observando os gráficos dos ativos na
bolsa de valores, Elliott identificou padrões
que se repetiam ao longo do tempo, o que o
levou a formular a Teoria de Ondas de Elliott.
Essa teoria sugere que o movimento do
mercado é impulsionado pelo comportamento
das massas, refletindo emoções coletivas que
variam entre euforia e pânico.
Elliott argumentou que os ciclos de mercado
não são apenas aleatórios, mas sim reações
estruturadas dos investidores a fatores
externos, como eventos econômicos, políticos
e sociais. Ele descreveu que o mercado se
movimenta em padrões de ondas, alternando
entre fases de avanço e correção. A teoria
propõe que esses movimentos podem ser
classificados em ondas impulsivas, que seguem
a tendência principal, e ondas corretivas, que
se opõem a ela. Essa estrutura de ondas
permite que traders e analistas identifiquem
potenciais pontos de reversão e direções
futuras do mercado, oferecendo uma
abordagem estratégica para a análise
técnica.
Movimento das Ondas
A Teoria de Ondas de Elliott descreve o movimento dos
preços no mercado em ciclos que podem ser divididos
em duas partes principais: os ciclos impulsivos e os
ciclos corretivos.
I – Ciclo Impulsivo: Este ciclo é composto por cinco
ondas, sendo três delas direcionais (ondas 1, 3 e 5) e
duas não direcionais (ondas 2 e 4). As ondas direcionais
representam a força da tendência, enquanto as ondas
de correção indicam períodos de consolidação. Essa
estrutura é sempre marcada por números, refletindo o
movimento principal do mercado na direção da
tendência predominante.
II – Ciclo Corretivo: Após o ciclo impulsivo, ocorre um
ciclo corretivo que consiste em três ondas,
identificadas por letras (A, B e C). Este ciclo reflete uma
correção na tendência anterior, onde o preço se move
de forma oposta ao movimento impulsivo. A onda A
inicia a correção, a onda B geralmente apresenta um
retrocesso, e a onda C completa a correção,
frequentemente se estendendo para além da onda A.
Movimento das Ondas
III – Ciclo Completo: Quando combinamos um ciclo
impulsivo e um ciclo corretivo, temos um ciclo completo
dentro da Teoria de Ondas de Elliott. Essa estrutura
revela a dinâmica do mercado, onde a alternância entre
movimentos de avanço e correção é fundamental para
compreender as expectativas futuras de preço.
Compreender essa sequência permite que traders
identifiquem pontos de entrada e saída estratégicos,
tornando a análise de mercado mais eficaz e
fundamentada.
Movimentos Fractais
A proposta central é que o mercado
opera segundo uma estrutura
fractal, onde padrões se repetem
em várias escalas, desde as mais
diminutas até as mais amplas. A
análise fractal pode ser utilizada em
diferentes períodos, permitindo que
os traders identifiquem tanto as
tendências de longo prazo quanto
os movimentos de curto prazo do
mercado. Esse conceito se alinha ao
princípio de Dow, que também
classifica as tendências em
primárias, secundárias e terciárias.
Movimentos Fractais
No primeiro
exemplo temos
um ciclo olhando
no timeframe
diário, uma visão
de um ciclo
macro.
Ja neste ciclo
estamos olhando
no tempo gráfico
de 4 horas, este
ciclo formou
nossa onda 1 do
diário
Entendendo cada Onda
Para compreender o funcionamento das ondas de Elliott, é
fundamental reconhecer que cada onda é impulsionada por
interesses externos no gráfico.
Onda 1: Representa o início do ciclo, quando grandes instituições
começam a movimentar o ativo. Nesse estágio, é quase impossível
para os traders de varejo se posicionarem, pois eles carecem de
informações privilegiadas.
Onda 2: As grandes instituições iniciam testes, realizando vendas
parciais para permitir uma correção no preço e verificar se os
traders de varejo demonstram interesse em entrar no mercado.
Onda 3: Aqui, o varejo começa a se posicionar ativamente.
Geralmente, essa é a maior onda, pois atrai um número significativo
de investidores, representando um momento de euforia no
mercado.
Onda 4: Esta onda é caracterizada pela geração de liquidez, mas
também é a mais desafiadora para operar, devido à manipulação
intensa que ocorre. Assim, a Onda 4 tende a ser complexa na sua
formação.
Onda 5: Neste ponto, os grandes players começam a realizar lucros,
já que estão posicionados desde a Onda 1. Com isso, o varejo pode
sofrer perdas, pois a correção subsequente se inicia, levando às
ondas A, B e C.
Entendendo cada Onda
Na onda 1 o institucional começa a fazer compras e assim que
chega em um certo ponto eles realizam pequenas partes do
seu lucro, criando a onda 2, neste ponto é ideal para outros
traders experientes abrir ordens.
Assim que novos traders começam a comprar o preço tem
uma grande impulssão e nesse ponto os traders de varejo
começam a entrar no ativo e com isso temos uma onda muito
grande.
Na onda 4 é onde mais ocorrem manipulações para que o
preço suba um pouco mais criando a onda 5, assim que a onda
5 chega em um bom ponto as instituições realizam seu lucro
levando o preço para as ondas corretivas.
Este ciclo se repete diariamente em todos os timeframes.
Regras
Existem três regras fundamentais que devem ser
rigorosamente seguidas. Caso haja divergências, a contagem
das ondas poderá estar incorreta. Essas regras são:
Onda 2: Esta onda nunca deve ultrapassar o início da Onda
1. É crucial que haja um pivô nesse ponto. Na abordagem
moderna, a Onda 2 não pode ser menor que 61% da Onda
1, assegurando assim uma correção significativa.
Onda 3: Esta onda não pode ser a menor dentre as cinco
ondas do ciclo impulsivo. Se isso ocorrer, é necessário
reavaliar os movimentos fractais para garantir a precisão
da contagem.
Onda 4: Esta onda não deve ultrapassar o território da
Onda 1. Embora possa realizar um pullback, é essencial que
não ultrapasse a extremidade da Onda 1 para manter a
integridade da estrutura da contagem de ondas.
Seguir essas regras é vital para uma análise eficaz e precisa
dentro da Teoria de Elliott.
Validando as Regras
Neste exemplo temos um ciclo saudável,
onde todas as regras foram respeitadas.
A onda 2 não foi maior que a onda 1, a onda
3 não é a menor das ondas e a onda 4 não
invadiu o território da onda 1.
Tendo todas essas regras validadas você
possui um ciclo saudável de Elliott.
Principios
Na Teoria de Elliott, existem dois princípios fundamentais que
orientam a análise das ondas, lembrando que princípios não
são regras rígidas, mas padrões que geralmente se observam:
Alternância: Este princípio sugere que as ondas de
correção (2 e 4) costumam apresentar complexidade.
Normalmente, a Onda 4 é a mais complexa, mas, em
algumas situações, a Onda 2 pode também se manifestar
de forma complexa. Essa alternância ajuda a identificar
padrões e a prever comportamentos futuros do mercado.
Equidade: Este princípio estabelece que, se a Onda 3 for
maior que a Onda 1, a Onda 5 tende a ter um tamanho
semelhante ao da Onda 1. Essa relação permite que os
traders antecipem o movimento da Onda 5 e busquem
oportunidades de retração, melhorando suas estratégias
de entrada e saída no mercado.
Compreender esses princípios é crucial para uma análise mais
aprofundada e eficaz dentro da Teoria de Elliott.
Equidade
Para validar este principio você pode utilizar a Fibonacci
interna de projeção e projetar a onda 1.
O valor de 100% é o tamanho exato da onda 1, caso a onda 3
seja estendida, provavelmente a onda 5 terá o mesmo
tamanho da onda 1.
Com isso você pode tirar vantagem validando um gatilho de
entrada ou utilizando essa região como alvo.
Alternância
Você pode utilizar essa informação para prever o próximo ciclo corretivo.
Falaremos mais sobre as ondas complexas mais adiante.
Extensões
O movimento de ondas estendidas é um fenômeno
impulsivo que se destaca pela sua amplitude e velocidade.
Dentro das ondas de impulsão, é comum que uma, ou no
máximo duas, ondas sejam estendidas. Quando
identificamos ondas estendidas, a análise de fractais se
torna útil, pois frequentemente essas extensões se
repetem nos níveis menores de fractal.
Onda 1: Em alguns casos, a Onda 1 pode apresentar
uma extensão, indicando um forte movimento inicial
de compra e o preço vai se afunilando criando uma
cunha.
Onda 3: Quando a Onda 3 se estende, ela tende a
romper os limites do canal de preço. Esse rompimento
pode ser uma oportunidade para os traders, pois
permite que utilizemos a progressão do preço para
antecipar e capturar a correção subsequente.
Extensões
Onda 5: Normalmente, se a Onda 5 se estende, é
possível utilizar a projeção de 161% da retração de
Fibonacci ou observar os fractais menores para
antecipar a correção. Essas ferramentas ajudam a
identificar pontos de entrada e saída, maximizando o
potencial de lucro.
Compreender essas extensões e como elas se
manifestam no comportamento do mercado é
fundamental para aprimorar a análise e a execução das
operações.
Extensões
O mais normal é termos uma
onda 3 estendida nos ciclos, e
quando isso acontece temos a
possibilidade de aplicar o
principio da equidade.
Normalmente quando a onda 1
se estende o gráfico vai se
afunilando formando uma Cunha.
A onda 5 estendida acontece
quando temos muita
movimentação do varejo
fornecendo liquidez para o
institucional.
Alvos caracteristicos
Para projetar os alvos das ondas de Elliott, utilizamos
ferramentas como a projeção de Fibonacci, a retração
de Fibonacci e canais. Cada onda possui características
distintas que podem nos ajudar na análise:
Onda 2: O alvo da Onda 2 costuma ser identificado
através da retração de Fibonacci, com frequência
tocando os níveis de 50% ou 61,8%.
Onda 3: A Onda 3 geralmente toca a linha de
tendência (LT), mas muitas vezes a rompe. Para
projetar seu alvo, podemos utilizar a projeção de
Fibonacci nos níveis de 161,8% e 100%.
Onda 4: Para determinar o alvo da Onda 4,
utilizamos a retração de Fibonacci, desde o final da
Onda 2 até o final da Onda 3. Normalmente, o preço
tende a retrair em 38,2% ou 50%, embora essa não
seja uma regra fixa. A Onda 4 é frequentemente
mais complexa.
Alvos caracteristicos
Onda 5: Na maioria dos casos, a Onda 5 tende a ter
o mesmo tamanho da Onda 1, permitindo que
utilizemos o tamanho da Onda 1 como base para a
projeção. Um cenário mais raro ocorre quando a
Onda 5 é estendida; neste caso, a projeção de
Fibonacci, que vai do início da Onda 1 até o final da
Onda 3, costuma indicar um alvo de 161%. Além
disso, podemos empregar canais e a progressão do
preço para ajudar na identificação dos alvos.
Alvos caracteristicos
Utilize a fibonacci para
devinir o alvo da onda 2.
Você pode utilizar desde
a 50% até a 79%.
Para a onda 3 utilizamos
a projeção da Fibonacci
interna, variando entre a
100% e 161%.
Alvos caracteristicos
Para projetar a onda 4
utilizamos a retração
da Fibonacci e
observamos os niveis
38 e 50%.
Para a onda 5
podemos utilizar o
principio da equidade
para termos uma
projeção, utilizando o
mesmo tamanho da
onda 1.
Tipos de ondas corretivas
As ondas corretivas de Elliott podem variar
significativamente de um caso para o outro. As ondas A
e C, em particular, apresentam diversas possibilidades, o
que torna crucial observar essas movimentações para
aumentar a assertividade nas análises.
A onda B é sempre formada por fractais das ondas A, B
e C. Já as ondas A e C podem ser compostas tanto por
ondas impulsivas (1, 2, 3, 4 e 5) quanto por ondas
corretivas (A, B e C). Isso nos leva a diferentes
formações corretivas dentro da Teoria de Elliott,
incluindo:
5-3-5: 5 ondas impulsivas, seguidas de 3 ondas
corretivas, e finalizando com 5 ondas impulsivas.
3-3-3: 3 ondas corretivas em A, B e C.
5-3-3: 5 ondas impulsivas, seguidas por 3 ondas
corretivas em A e C.
3-3-5: 3 ondas corretivas em A e B, seguidas de 5
ondas impulsivas em C.
Essas diferentes combinações oferecem uma
flexibilidade na análise das ondas corretivas, permitindo
que os traders reconheçam padrões e tomem decisões
informadas. A visualização dessas formações em
gráficos facilita a compreensão e aplicação prática da
Teoria de Elliott.
Tipos de ondas corretivas
Tipos de ondas
corretivas
5-3-5
3-3-3
Tipos de ondas corretivas
5-3-3
3-3-5
Ondas Complexas
As ondas complexas ocorrem sempre dentro das ondas
corretivas na Teoria de Elliott e recebem esse nome devido à
sua complexidade, tornando-as desafiadoras para operar.
Embora o princípio da alternância possa auxiliar na tomada de
decisão, conhecer os tipos mais comuns de ondas complexas
pode facilitar ainda mais a análise. Entre os mais reconhecidos,
temos seis tipos principais: Triangular, Expansivo, Retangular,
Cunha, ABCDE, Onad X.
Conhecer esses padrões pode ajudar traders a identificar e
operar com mais confiança durante as ondas corretivas,
apesar de sua complexidade inerente.
Ondas Complexas
Triangular: Formado por
ondas ABCDE, este padrão
é caracterizado por uma
estrutura de movimento
lateral, com ondas
corretivas alternando-se e
criando uma forma
triangular.
Retangular: Assim como o
nome sugere, as ondas
retangulares formam uma
estrutura lateral, onde os
preços se movem dentro de
uma faixa definida,
refletindo um equilíbrio
entre compradores e
vendedores.
Expansivo: Este padrão envolve
ondas que se estendem, muitas
vezes caracterizando uma série
de ondas de impulso que se
desdobram em várias direções,
criando um movimento mais
amplo.
Ondas Complexas
Cunha: Este padrão é
caracterizado por uma
convergência de linhas de
tendência, onde as ondas se
estreitam à medida que
progridem, muitas vezes
indicando uma reversão
potencial.
ABCDE: Esse tipo de onda
complexa envolve uma série de
movimentos corretivos que se
desdobram em uma sequência
de ondas, refletindo as
correções do movimento
inicial.
Onda X: A onda X é uma onda
que liga os ciclos corretivos.
Muitas das ondas complexas
possuem mais de uma onda
corretiva (muita ads vezes
quando formam diagramas de
wyckoff) e para ligar as ondas
corretivas utilizamos a onda X.
Teoria de Wyckoff
Richard Demille Wyckoff foi um trader,
educador, investidor e empresário de
grande destaque no mundo financeiro.
Reconhecido como um dos cinco “Titãs da
Análise Técnica” ao lado de figuras como
Charles Dow, Wyckoff se notabilizou pelo
seu pioneirismo no estudo do volume, o que
permitiu a detecção de grandes
manipulações de mercado.
Entre suas contribuições mais significativas
estão os conceitos de acumulação e
distribuição, que ajudam a entender como
as instituições movimentam os preços. Ele
também desenvolveu técnicas inovadoras
de análise gráfica, incluindo o gráfico de
ponto e figura, que continua a ser
amplamente utilizado.
Além disso, criou uma variedade de
indicadores de volume que permanecem em
uso por traders e gestores de fundos
renomados até hoje. A abordagem de
Wyckoff não apenas influenciou a análise
técnica, mas também deixou um legado
duradouro que ainda orienta estratégias de
trading contemporâneas.
Teoria de Wyckoff
A teoria de Wyckoff enfatiza que os Big Players, como bancos
e instituições, operam com informações privilegiadas que
influenciam o mercado. Ele formulou três leis fundamentais:
1. Lei da Oferta e Demanda: Os preços são determinados
pela relação entre oferta e demanda; quando a demanda
supera a oferta, os preços sobem, e vice-versa.
2. Lei da Causa e Efeito: Movimentos de preço significativos
(causas) geram resultados correspondentes; por exemplo,
acumulação pode levar a alta e distribuição a baixa.
3. Lei do Esforço x Resultado: O volume de negociação
(esforço) deve resultar em movimentos de preço
(resultado); se não, pode indicar perda de força na
tendência.
Essas leis ajudam traders a identificar oportunidades de
investimento com base nas ações dos grandes players.
As Leis de Wyckoff
As três leis da teoria de Wyckoff oferecem
uma estrutura valiosa para entender o
comportamento do mercado. Compreender a
relação entre oferta e demanda, identificar as
causas de movimentos de preços e avaliar a
relação entre volume e preço são habilidades
essenciais para traders que desejam operar de
maneira informada e eficaz. Esses princípios
permitem que os investidores se alinhem com
as ações dos grandes players, aumentando
suas chances de sucesso no mercado
financeiro.
Lei da Oferta e
Demanda
Esta lei afirma que os preços das ações são diretamente
influenciados pela relação entre oferta e demanda. Quando a
demanda por um ativo supera sua oferta, os preços tendem a
subir. Por outro lado, quando a oferta supera a demanda, os
preços caem.
Demanda em alta: Um aumento na demanda pode ser
causado por notícias positivas, lucros acima das expectativas
ou eventos que atraiam o interesse dos investidores. Isso
resulta em um aumento de preços.
Oferta em alta: A oferta pode aumentar devido a vendas
massivas por parte de insiders, desinteresse do público ou
notícias negativas, resultando em uma queda nos preços.
Compreender essa lei ajuda os traders a identificar potenciais
pontos de reversão no mercado, permitindo que eles compitam
contra os grandes players.
Mais a frente no material de Smart Money iremos abordar com mais detalhes
como funciona essa lei de Oferta e Demanda no Gráfico.
Lei da Causa e do Efeito
Esta lei sugere que para cada movimento de preço significativo
no mercado (o efeito), há uma causa subjacente que o precede.
Essa causa geralmente se manifesta na forma de acumulação
ou distribuição de ações.
Acumulação: Antes de uma alta, um período de acumulação
ocorre quando os grandes players compram ações a
preços baixos. Essa causa se reflete em um movimento
ascendente dos preços.
Distribuição: Antes de uma queda, a distribuição ocorre
quando esses mesmos players vendem suas ações a preços
altos. Essa ação resulta em uma queda nos preços.
Identificar a causa de um movimento ajuda os traders a
antecipar o efeito e a tomar decisões informadas sobre
quando comprar ou vender.
UTAD
BC Resistencia
ST
PSY
Suporte
Essa é a lei que iremos focar em profundidade neste módulo.
Lei do Esforço x
Resultado
Esta lei relaciona o volume de negociação (o esforço) com o
movimento do preço (o resultado). A ideia é que um aumento
significativo no volume deve resultar em um movimento
proporcional no preço.
Concordância: Se um aumento de volume resulta em um
movimento ascendente significativo no preço, isso indica
que a tendência é forte.
Divergência: Se o volume aumenta, mas o preço não se
move significativamente, isso pode indicar que a tendência
está perdendo força, e os traders devem ser cautelosos.
Essa lei é crucial para avaliar a validade de uma tendência. Os
traders podem usar essa análise para decidir se devem entrar
ou sair de uma posição.
Essa Lei esta ligada no conceito que foi explicado no módulo de análise técnica.
Quando temos indicadores em concordância com o preço possuimos uma boa
tendência, quando estão em divergência significa que o preço está perdendo
força.
Ciclo de Mercado
A Teoria de Wyckoff oferece uma visão estruturada sobre os
ciclos do mercado, explicando como os grandes players, como
instituições e bancos (chamados de Composite Man ou Homem
Composto), controlam o movimento dos preços. Wyckoff
dividiu o ciclo do mercado em quatro fases principais:
acumulação, tendência de alta, distribuição e tendência de
baixa. Essas fases se repetem ciclicamente e são movidas pela
interação entre oferta e demanda, que é manipulada pelos
grandes players.
1. Acumulação: Nessa fase, as instituições compram ativos a
preços baixos, gerando uma fase lateral no gráfico. O
público em geral ainda não percebe a oportunidade, e os
preços não mostram grandes variações.
2. Tendência de Alta: Após a acumulação, a demanda supera
a oferta, e os preços começam a subir. A alta é
impulsionada pela entrada do público, que começa a
perceber a oportunidade.
3. Distribuição: Aqui, os grandes players começam a vender
suas posições a preços altos, aproveitando o aumento da
demanda gerada pelo público. Essa fase geralmente é
marcada por volatilidade, com o preço começando a
lateralizar.
4. Tendência de Baixa: Depois que a fase de distribuição
termina, a oferta supera a demanda, levando a uma queda
dos preços. Nesse ponto, o público que entrou tarde no
mercado acaba sofrendo perdas.
Entender essas fases é essencial para antecipar as reversões
e operar de forma alinhada com as instituições, que possuem
maior poder de influência no mercado.
Ciclo de Mercado
O preço se inicia lateralizando, onde as instituições
abrem várias ordens pequenas mantendo o preço
lateral.
Após a acumulação o preço entra em uma tendência de
alta que é impulsionada pelo varejo.
Quando o preço atinge uma região interessante os
BigPlayers criam ordens de venda causando muita
volatilidade no ativo.
Em seguida o preço entra em uma tendência de baixa
levando as pessoas que entraram atrasadas ao prejuizo.
Iremos explorar detalhadamente o ciclo de mercado mais a frente
Ciclo de Mercado
Iremos explorar detalhadamente o ciclo de mercado mais a frente
Acumulação
A fase de acumulação na Teoria de Wyckoff ocorre após uma
tendência de baixa, marcada por um período de consolidação,
onde grandes players, como instituições financeiras, começam
a comprar ativos de forma gradual e discreta. O mercado
apresenta uma faixa de negociação estreita, indicando que a
oferta está sendo absorvida pelos compradores.
Esse processo inclui padrões de preço específicos, como a
redução da pressão vendedora e volumes crescentes de
compra, sugerindo uma preparação para uma inversão de
tendência. O objetivo é criar uma base sólida para um novo
movimento de alta.
A Teoria de Wyckoff também introduz o conceito do
"Composite Man", representando os grandes players que
manipulam os preços, comprando ativos a preços baixos e
empurrando o mercado para cima após absorverem toda a
oferta. Testes de suporte garantem que a oferta foi
absorvida antes de um novo movimento de alta.
Acumulação
A acumulação de Wyckoff acontece no inicio de toda
movimentação, na base do preço.
Reacumulação
A reacumulação na Teoria de Wyckoff ocorre após uma
tendência de alta, caracterizando um período de consolidação
onde grandes players continuam acumulando ativos para
sustentar a próxima fase de valorização. Diferente da
acumulação inicial, esse processo acontece em um mercado já
em alta.
Durante essa fase, o preço oscila em uma faixa estreita,
refletindo a absorção da oferta restante e o aumento da
demanda. Padrões de volatilidade reduzida e testes de
suporte sugerem que o mercado está se preparando para um
novo impulso de alta.
A reacumulação também funciona como uma pausa
estratégica, permitindo que grandes players ajustem suas
posições e garantam que a oferta foi absorvida antes de um
novo movimento de valorização.
Reacumulação
A recumulação de Wyckoff ocorre no meio de uma movimentação de
alta, normalmente nas ondas 2 e 4 de Elliott.
Distribuição
A fase de distribuição na Teoria de Wyckoff ocorre após uma
tendência de alta e marca um período de consolidação em que
grandes players, como instituições financeiras, vendem ativos
de forma gradual. Durante essa fase, a demanda enfraquece
e a oferta aumenta discretamente, preparando o mercado
para uma possível inversão e início de uma fase de baixa.
O processo é caracterizado por uma faixa de negociação
estreita, onde o preço oscila de forma estável, indicando que
os compradores perdem força enquanto os vendedores
assumem o controle. Padrões como falsos rompimentos e
testes de resistência são comuns, usados pelos grandes
players para distribuir ativos aos menores investidores,
criando a ilusão de continuidade da alta.
A distribuição é crucial para que grandes investidores realizem
lucros sem causar quedas abruptas. Testes de resistência e
movimentos laterais ajudam a enganar o varejo, enquanto os
grandes players vendem, estabelecendo a base para uma
nova tendência de baixa.
UTAD
BC Resistencia
ST
PSY
Suporte
Distribuição
A distribuição de Wyckoff acontece no fim de toda
movimentação, no topo do preço.
Redistribuição
A redistribuição, segundo Wyckoff, ocorre após uma
tendência de baixa e marca um período de consolidação em
que grandes players continuam a vender ativos para
compradores ainda presentes. Esse processo prepara o
mercado para uma nova fase de desvalorização, com a
oferta sendo gradualmente absorvida.
Caracterizada por uma faixa de negociação estreita, a
redistribuição revela padrões como falsos rompimentos e
testes de suporte, sinalizando o enfraquecimento da
demanda e o domínio da oferta. Grandes investidores
manipulam o mercado para distribuir ativos sem provocar
quedas acentuadas, criando a ilusão de recuperação antes
de uma nova queda. O objetivo é formar uma base sólida
para um movimento de baixa contínuo.
Resistencia
Suporte
Redistribuição
A redistribuição de Wyckoff ocorre no meio de uma movimentação de baixa,
normalmente nas ondas 2 e 4 de Elliott.
Fases do mercado em uma
acumulação
Fase A: Parada da Tendência de Baixa
PS (Preliminary Support): Primeira tentativa de interromper
a queda, geralmente falha.
SC (Selling Climax): Ação climática que marca o fim da
queda.
AR (Automatic Rally): Movimento ascendente que define o
alcance máximo.
ST (Secondary Test): Testa o nível de oferta, encerrando a
Fase A e iniciando a Fase B.
Fase B: Construção da Faixa de Negociação
UA (Upthrust Action): Rompimento temporário da
resistência, seguido de retorno à faixa.
ST (Secondary Test): Teste da fraqueza, com rompimento
temporário do suporte.
Fase C: Teste Final
SP (Spring): Teste dos mínimos das Fases A e B para
verificar o comprometimento dos vendedores.
LPS (Last Point of Support): Movimento de baixa que não
atinge os mínimos anteriores.
TSO (Terminal Shakeout): Queda abrupta com rápida
recuperação.
Fase D: Início da Alta
SOS (Sign of Strength): Movimento de alta que atinge o
topo da faixa.
LPS (Last Point of Support): Suportes ascendentes no
movimento de alta.
BU (Backup): Última correção antes da alta definitiva.
Fase E: Alta Sólida
Sucessão de SOS e LPS, formando uma dinâmica de topos
e fundos ascendentes.
Fases do mercado em uma
acumulação
Exemplo:
Fases do mercado em uma
acumulação
Exemplo Real:
Este é um exemplo mais comum que aparece no gráfico, porém em alguns
casos o diagrama de acumulação irá aparecer de forma diferente, podendo
até mesmo se formar na diagonal
Fases do mercado em
uma distribuição
Fase A: Interrupção da Tendência Ascendente
PSY (Preliminary Supply): Primeira resistência que tenta conter
a alta, mas falha.
BC (Buying Climax): Ponto de clímax de compras que interrompe
a tendência ascendente.
AR (Automatic Reaction): Movimento de correção que
estabelece a faixa mínima.
ST (Secondary Test): Teste do nível de demanda que sinaliza o
fim da Fase A e o início da Fase B.
Fase B: Formação da Causa
UT (Upthrust): Quebra temporária da resistência, testando o
máximo gerado pelo BC.
mSOW (Minor Sign of Weakness): Sinal de fraqueza menor que
interrompe temporariamente o suporte e reentra na faixa,
testando o mínimo criado pelo AR.
Fase C: Teste
UTAD (Upthrust After Distribution): Quebra dos máximos das
Fases A e B como um teste.
Teste de UTAD: Movimento ascendente que verifica o
compromisso dos compradores.
Fase D: Movimento Descendente na Faixa
MSOW (Major Sign of Weakness): Movimento bearish após o
teste da Fase C que atinge o fundo da faixa, indicando uma
mudança de caráter.
LPSY (Last Point of Supply): Último nível de suporte à demanda,
refletindo altas decrescentes no movimento de baixa.
Fase E: Queda Fora da Faixa de Negociação
Dinâmica de SOW e LPSY: Sequência que gera uma diminuição
contínua de máximos e mínimos.
Fases do mercado em
uma distribuição
Exemplo:
UTAD
BC UT UT
ST
LPSY
PSY
AR
mSOW
SOW
A B C D E
Fases do mercado em
uma distribuição
Exemplo Real:
Este é um exemplo mais comum que aparece no gráfico, porém em alguns casos
o diagrama de distribuição irá aparecer de forma diferente, podendo até
mesmo se formar na diagonal
Tipos de Manipulações
Sutil
O preço captura a liquidez de
forma sutil sem se
movimentar tanto com o
preço fechando fora da
estrutura.
Sweep
O preço deixa um candle
com o pavio bem grande,
fechando dentro da
estrutura. Chamamos desse
movimento de sweep
(varredura).
Forte
O preço captura a liquides de
forma abrupta sendo bem
perceptivel com candles bem
grandes fechando fora da
estrutura.
Existem 3 tipos diferentes de manipulações (Spring e Upthrust).
A importância do Volume
A Teoria de Wyckoff destaca a relevância do volume como
um dos principais indicadores na análise do comportamento
do mercado. Richard Wyckoff, pioneiro na análise técnica,
acreditava que o volume fornece insights valiosos sobre a
intenção dos grandes players, como instituições financeiras
e investidores institucionais. A interação entre preço e
volume é fundamental para entender as fases de
acumulação e distribuição, permitindo identificar mudanças
nas dinâmicas de oferta e demanda.
Quando o volume aumenta em um movimento de alta, por
exemplo, isso sugere que há um forte interesse de compra,
confirmando a tendência. Por outro lado, um aumento de
volume durante uma queda pode indicar que a pressão
vendedora está se intensificando. Através da observação
cuidadosa do volume, os traders podem discernir entre
movimentos genuínos e falsas quebras,
ajudando-os a tomar decisões mais
informadas e a operar com maior taxa de
acerto. Em suma, o volume é uma ferramenta
crucial na Teoria de Wyckoff, servindo como
um termômetro para as ações dos grandes
investidores e um guia para os participantes
do mercado.
Estratégias com
Wyckoff
Com base nos conceitos de Wyckoff, temos uma ampla gama
de estratégias que podem ser implementadas. Ao final deste
módulo, ficará evidente que tanto Wyckoff quanto Elliott nos
ensinaram que o mercado opera em ciclos, que se repetem ao
longo do tempo. São mais de 100 anos de estudos que
fundamentam essas teorias.
Wyckoff foca na análise do volume e na dinâmica entre oferta
e demanda, permitindo identificar pontos de entrada e saída
com maior precisão. Por outro lado, a Teoria de Elliott oferece
uma estrutura para compreender as movimentações de preço
em ondas, ajudando a prever possíveis reversões e
continuações de tendência.
Ao integrar esses conhecimentos, você fortalecerá
significativamente sua abordagem operacional. Vou
demonstrar como combinar ambas as teorias, utilizando
padrões de preço e volume para uma análise mais robusta,
possibilitando decisões mais informadas e eficazes no
mercado.
Alinhando Wyckoff com
Elliott
Neste exemplo, também observamos um ciclo de alta de Elliott,
com o princípio da alternância sendo respeitado: a onda 2 foi
simples e a onda 4 foi complexa.
No entanto, na onda 4, ocorreu uma redistribuição de
Wyckoff, caracterizada por duas capturas de liquidez — uma
acima e outra abaixo — antes de o preço retomar sua
tendência de alta.
Ao alinhar esses conceitos com a análise de SMC, podemos
identificar zonas de liquidez e pontos de entrada ideais,
aumentando a precisão da operação e garantindo uma
relação risco-retorno mais favorável. Essa combinação
permite uma leitura mais refinada do mercado e uma tomada
de decisão mais segura.
Alinhando Wyckoff com
SMC/ICT
Combine a leitura dos ciclos de Wyckoff com os conceitos de
SMC, como order blocks e liquidez. Durante a fase de
redistribuição ou redistribuição de Wyckoff, busque por
mitigações e CHoCH (Change of Character) que confirmem
que os grandes players estão manipulando o preço. Isso te
permitirá identificar entradas institucionais em áreas onde o
preço ainda não fez sua movimentação principal.
No exemplo ao lado, utilizamos o mesmo exemplo anterior,
poré utilizando conceitos de SMC para procurar nosso gatilho
de entrada, e tivemos 2 gatilhos, sendo o Fair Value Gap e o
Orderblock, e junto deles tivemos nossa mudança de
caracteristica após a captura de liquidez. Dessa forma
teriamos um pouco mais de contexto ao fazer nossa entrada.
Smart Money
Os Smart Money Concepts (SMC) emergem
como uma abordagem poderosa, centrada na
análise das ações dos grandes players do
mercado, como instituições financeiras e
investidores profissionais. Esses participantes,
frequentemente referidos como "smart
money", possuem informações privilegiadas e
capital significativo, o que lhes permite
influenciar o mercado de maneira eficaz.
Ao adotar os conceitos de smart money, os
traders podem identificar áreas de
acumulação e distribuição, entender os
pontos de controle de preço e captar os sinais
de manipulação que esses grandes players
exercem. Esse enfoque permite que os
traders posicionem-se de maneira mais
assertiva, antecipando movimentos de preço
que podem não ser visíveis apenas através da
análise técnica tradicional.
Através da observação cuidadosa do volume,
da estrutura do mercado e das zonas de
liquidez, os traders podem alinhar suas
operações com as intenções dos grandes
investidores, maximizando suas oportunidades
de lucro e minimizando riscos. Neste módulo,
exploraremos como aplicar os Smart Money
Concepts no day trade, fornecendo uma base
sólida para uma estratégia de operação bem-
sucedida.
Oferta e Demanda
A dinâmica de oferta e demanda é o fundamento central que
movimenta os preços no mercado financeiro. Esses dois
conceitos estão no coração de toda negociação e são
responsáveis por determinar a direção dos preços. A teoria
básica sugere que quando a demanda por um ativo excede sua
oferta, os preços tendem a subir, e quando a oferta supera a
demanda, os preços caem. No contexto do trading, entender
como a oferta e demanda interagem é essencial para
identificar zonas de interesse onde os grandes players, como
instituições financeiras, posicionam suas ordens.
No day trade, especialmente com base em conceitos como
Smart Money e análise institucional, a identificação de áreas
de oferta e demanda permite que o trader preveja possíveis
pontos de reversão ou continuação de tendências. Agora,
vamos detalhar o que é a oferta, a demanda e o conceito de
equilíbrio entre elas.
Oferta
A oferta refere-se
à quantidade de
um ativo que está
disponível para
venda a um
determinado
preço. Em termos
simples, quanto
mais vendedores
houver dispostos a
vender um ativo,
maior será a
oferta.
No gráfico, as zonas de oferta aparecem tipicamente após
movimentos de alta, onde os vendedores institucionais
começam a distribuir suas posições. Essas áreas são
marcadas por uma resistência, onde a pressão de venda é
maior, sugerindo que o preço tende a cair ao atingir essa zona.
A oferta reflete o desejo dos participantes do mercado de se
desfazerem de seus ativos em troca de liquidez.
Demanda
A demanda
representa o
interesse dos
compradores em
adquirir um ativo.
Quanto mais
pessoas ou
instituições
estiverem
dispostas a
comprar a um
determinado
preço, maior será
a demanda.
Zonas de demanda no gráfico surgem geralmente após
movimentos de baixa, onde os grandes players começam a
acumular posições, esperando que o preço suba novamente.
Esses pontos são tipicamente vistos como zonas de suporte,
pois indicam um equilíbrio favorável para os compradores, que
injetam liquidez no mercado, fazendo o preço subir. A demanda
é, portanto, o motor que impulsiona o preço para cima quando
supera a oferta.
Equilibrio
O equilíbrio ocorre quando a oferta e a demanda estão em
perfeita harmonia, ou seja, quando o número de compradores
e vendedores é igual, resultando em uma estabilidade de
preços. Nesse estado, o preço tende a se mover lateralmente,
em uma faixa de negociação estreita, sem grandes oscilações
para cima ou para baixo. Este equilíbrio é temporário, já que o
mercado, eventualmente, será desequilibrado por uma maior
pressão de compra ou venda, levando a uma nova tendência.
No day trade, identificar momentos de equilíbrio pode ajudar a
prever a próxima grande movimentação, à medida que a
balança inclina em favor da oferta ou da demanda.
Estrutura do mercado
A estrutura do mercado é um conceito fundamental para
qualquer trader, especialmente para aqueles que seguem
metodologias baseadas no SMC e na análise institucional. A
estrutura do mercado é o padrão ou ciclo de comportamento
que o preço segue ao longo do tempo. Ela se alterna entre
fases de tendência e consolidação, formando topos e fundos
que indicam a direção predominante do movimento de preço.
Entender e identificar essa estrutura é essencial para
reconhecer oportunidades de entrada e saída no mercado.
Dentro da análise da estrutura de mercado, dois conceitos
são particularmente importantes para identificar mudanças
de direção e continuidades de tendência: o Breaking of
Structure (BoS) e o Change of Character (CHOCH).
Breaking of Structure
O Breaking of
Structure (BoS)
ocorre quando o
preço ultrapassa ou
rompe um ponto
chave da estrutura
de mercado
anterior, seja ele um
topo ou fundo. Esse
rompimento
confirma a
continuação de uma
tendência
predominante.
No contexto de uma tendência de alta, o BoS é validado quando
o preço rompe acima de um topo anterior, confirmando a força
dos compradores e a continuidade da tendência. Da mesma
forma, em uma tendência de baixa, o rompimento de um fundo
confirma o domínio dos vendedores e a continuidade da queda.
A identificação do BoS é essencial para traders que desejam
operar a favor da tendência, uma vez que o rompimento indica
que o mercado está pronto para continuar na mesma direção.
O BoS ajuda a estruturar operações de entrada, posicionando-
se logo após a quebra da estrutura com a expectativa de que o
movimento continuará na direção da tendência.
Change of Character
O Change of
Character
(CHOCH) sinaliza
uma mudança
potencial na
direção do
mercado. Ao
contrário do BoS,
que confirma a
continuidade de
uma tendência, o
CHOCH indica que
uma reversão pode
estar prestes a
ocorrer.
O CHOCH acontece quando o mercado rompe tanto um nível de
suporte quanto um nível de resistência dentro de um curto
período, sugerindo uma transição de uma fase de tendência
para uma fase de consolidação ou o início de uma nova
tendência na direção oposta.
Esse rompimento de topos e fundos indica que o equilíbrio entre
compradores e vendedores está mudando, geralmente
sugerindo que os institucionais estão reposicionando suas
ordens. No day trade, o CHOCH é uma ferramenta importante
para antecipar pontos de reversão e ajustar o posicionamento a
favor da nova direção do mercado. Detectar esse "cambio de
caráter" a tempo pode ser crucial para evitar entrar ou
permanecer em uma posição desfavorável quando o mercado
muda de direção.
Imbalances (desequilibrio)
O conceito de Imbalance é
essencial para traders que
seguem a metodologia baseada
em SMC e análise institucional. O
Imbalance se refere a uma área
no gráfico onde há uma forte
discrepância entre compradores e
vendedores, resultando em
movimentos rápidos e
desbalanceados de preço.
Esse fenômeno é visto quando o mercado se move de forma
tão brusca em uma direção que não há uma distribuição
equitativa de ordens de compra e venda, criando um "vácuo"
ou "lacuna" que, geralmente, o mercado busca preencher
posteriormente.
Para day traders que operam com base no comportamento
dos institucionais, a identificação e o uso correto dos
Imbalances pode fornecer oportunidades valiosas de entrada
e saída, além de ajudar a compreender o comportamento do
preço. Vamos detalhar a seguir os principais elementos desse
conceito: o que é um Imbalance, como ele se forma e como
utilizá-lo na prática.
O que é um Imbalance?
Um Imbalance
ocorre quando há
uma falta de
liquidez em uma
zona de preço,
criando um desnível
entre ordens de
compra e venda.
Isso geralmente acontece após movimentos explosivos no
mercado, como uma forte tendência de alta ou baixa, onde
grandes volumes de ordens institucionais desequilibram
temporariamente o mercado. No gráfico, o Imbalance aparece
como uma área onde o preço não foi capaz de formar candles
com corpo completo em ambas as direções, deixando um “gap”
ou “lacuna” visível entre a máxima de um candle e a mínima do
próximo, ou vice-versa.
Esse desequilíbrio sinaliza que a liquidez foi retirada de forma
abrupta, sem que houvesse uma troca de ordens equilibrada
entre compradores e vendedores. O mercado, em sua natureza
cíclica, tende a voltar a esses níveis desbalanceados para
preencher o Imbalance, buscando a liquidez que ficou pendente.
Como um Imbalance se
forma?
O Imbalance é formado durante
movimentos rápidos e agressivos, onde
grandes instituições ou investidores
institucionais executam ordens
significativas em um curto espaço de
tempo, levando o preço a "pular" certas
áreas de negociação. Esse salto cria
uma lacuna na estrutura de preço, pois
não houve liquidez suficiente para
atender todas as ordens de compra ou
venda na transição entre os níveis.
Por exemplo, em um movimento de alta
acelerada, as ordens de compra
podem empurrar o preço para cima
tão rapidamente que não há
vendedores suficientes para preencher
as ordens ao longo do caminho. Como
resultado, o gráfico mostra um espaço
vazio entre a mínima de um candle e a
máxima do próximo, indicando que o
preço "saltou" essa área sem
negociações completas.
Uso Prático
Os Imbalances são áreas de grande interesse para os
traders porque, em muitos casos, o mercado tende a
retornar a essas zonas para buscar liquidez. Isso acontece
porque os grandes players, como instituições financeiras,
deixam ordens não preenchidas que precisam ser
equilibradas. Assim, o preço frequentemente revisita essas
áreas, fornecendo oportunidades para traders se
posicionarem a favor de um movimento de correção ou
continuação.
Na prática, um trader pode usar o Imbalance como
referência para entradas ou saídas de posições, esperando
que o preço retorne à zona de desequilíbrio antes de
continuar sua trajetória.
A entrada é
frequentemente feita
quando o preço retorna ao
Imbalance e se estabiliza
antes de retomar a
tendência anterior. Também
pode ser usado como uma
ferramenta de confirmação
para fortalecer decisões de
compra ou venda com base
em outros fatores técnicos,
como zonas de suporte e
resistência ou Breaking of
Structure (BoS).
Golden Zone
A Golden Zone é o intervalo entre os níveis de 61,8% e 79% na
ferramenta de retração de Fibonacci. Esses níveis não são
escolhidos ao acaso, mas são derivados da sequência de
Fibonacci e da "Proporção Áurea", conhecida por sua presença
em padrões naturais e matemáticos. Dentro do contexto de
trading, essa área representa um ponto onde o preço, após
um movimento significativo de alta ou baixa, tende a recuar
antes de continuar sua trajetória original ou reverter
completamente.
Essa zona é especialmente relevante porque, historicamente,
grandes players institucionais utilizam essa faixa para
reposicionar suas ordens, aproveitando a liquidez e criando
movimentos de mercado em torno desses níveis. Por isso, o
preço geralmente encontra suporte ou resistência nessa
região, tornando-a um ponto de interesse para traders
institucionais e de varejo.
Como utilizar a Golden
Zone
Para aplicar a Golden Zone de Fibonacci na sua estratégia
de trading, a primeira etapa é identificar um movimento
impulsivo claro, seja de alta ou de baixa. Em seguida, a
ferramenta de retração de Fibonacci é traçada do início ao
final desse movimento, destacando os níveis de 61,8% e
79%. É dentro dessa faixa que os traders buscam
oportunidades de entrada, pois essa região tende a agir
como suporte em uma tendência de alta ou como
resistência em uma tendência de baixa.
Na prática, muitos traders institucionais aguardam o preço
alcançar essa zona antes de abrir posições, pois isso
maximiza o potencial de um bom ponto de entrada com o
mínimo de risco.
Se outros fatores de
confluência, como padrões
de velas ou zonas de
liquidez, também estiverem
alinhados, a probabilidade
de uma reversão ou
continuação da tendência é
ainda maior. Além disso,
essa zona é amplamente
utilizada como parte de
estratégias de order blocks,
imbalance, e outras
técnicas da análise
institucional.
Orderblocks
Os Orderblocks são uma ferramenta fundamental na análise
institucional, representando áreas onde grandes players do
mercado, como bancos e instituições financeiras, posicionam
suas ordens de compra ou venda. Esses blocos de ordens
indicam regiões onde há concentração de liquidez e,
consequentemente, uma maior probabilidade de reversão ou
continuação de tendência. Compreender os diferentes tipos
de Orderblocks é essencial para operar de forma eficiente
com base nos conceitos de Smart Money.
Existem sete principais tipos de Orderblocks, cada um com
características e usos específicos. A seguir, exploraremos
detalhadamente cada um deles.
Extreme Orderblock
O Extreme Orderblock é o
ponto mais distante de um
movimento de alta ou
baixa antes de uma
mudança significativa de
direção. Ele é formado
após uma sequência de
velas que marca o fim de
uma tendência e o início de
uma correção ou reversão.
Esse bloco costuma ser o
último ponto de liquidez,
onde os institucionais
colocam suas ordens
finais, esperando uma
grande reversão de
tendência.
Identificar o Extreme Orderblock permite entrar em operações de reversão logo
no início da nova tendência, com menor risco e maior potencial de recompensa.
Propulsion Block
O Propulsion Block ocorre quando o
mercado apresenta uma forte
movimentação impulsiva após um
período de consolidação. É o ponto
onde uma grande injeção de liquidez
provoca um movimento rápido e
decisivo. Esse tipo de Orderblock
reflete áreas de alta probabilidade
para o mercado continuar se
movendo na mesma direção.
O Propulsion Block é usado para identificar zonas onde os institucionais
impulsionam o mercado com grande volume, aproveitando a continuação da
tendência.
Fair Value Orderblock
O Fair Value Orderblock é
identificado quando o preço retorna
a uma área de preço justo após um
movimento desequilibrado. Ele
representa um ponto de equilíbrio
entre oferta e demanda, e os
institucionais tendem a usar essas
zonas para reposicionar suas ordens,
corrigindo distorções anteriores.
Este Orderblock é ideal para operações de reversão, pois indica que o preço
está voltando a um ponto onde compradores e vendedores concordam sobre
o valor do ativo.
Breaker Block
O Breaker Block ocorre
após o rompimento de
um Orderblock anterior,
onde o mercado volta
para testar essa área,
antes de continuar seu
movimento na nova
direção. Esse
rompimento muitas vezes
confirma que os
institucionais
abandonaram o nível
anterior e estão
direcionando o preço
para uma nova
tendência.
O Breaker Block é útil para confirmar a mudança de tendência após um
rompimento significativo. Ele oferece boas oportunidades de entrada no
reteste da área rompida.
Mitigation Block
O Mitigation Block surge
quando os institucionais
precisam mitigar ou
reduzir suas perdas em
uma posição. Ele
representa áreas onde há
reposicionamento de
ordens para equilibrar ou
compensar movimentos
anteriores. Isso é comum
após movimentos
inesperados que não
seguiram a direção inicial
dos grandes players.
Identificar o Mitigation Block permite capturar movimentos de correção que
ocorrem enquanto os institucionais ajustam suas posições, oferecendo boas
oportunidades de reversão. Diferente do Breaker ele não precisa de um
CHoCH.
Institutional Funded
Candle
A Institutional
Funded Candle é
uma vela única e
forte,
frequentemente
associada a
grandes volumes
institucionais.
Esse tipo de vela representa a
entrada massiva de ordens
institucionais e geralmente
marca o início de um
movimento de alta ou baixa. As
IFCs são velas amplas e com
volume significativo, que
quebram níveis importantes de
suporte ou resistência.
As Institutional Funded Candles fornecem pontos claros de entrada para
traders, pois indicam com precisão onde os institucionais estão movendo o
mercado. No IFC marcamos somente o pavio.
Cluster
Um Cluster é uma
concentração de
vários Orderblocks em
uma área próxima,
indicando uma região
de extrema liquidez e
interesse institucional.
Essas zonas
geralmente atraem
muitas ordens e são
áreas chave para
reversões ou grandes
movimentos de preço.
Os Clusters são zonas de grande importância, pois oferecem uma visão
clara de onde o preço pode encontrar resistência ou suporte, com base no
acúmulo de ordens institucionais.
Liquidez Externa e
Interna
No contexto da análise institucional e Smart Money Concepts,
os conceitos de liquidez interna e liquidez externa são
fundamentais para entender como os grandes players
(instituições financeiras) posicionam suas ordens no mercado,
manipulando os preços para capturar a liquidez disponível.
Liquidez, nesse caso, refere-se à facilidade de compra e venda
de ativos em determinadas regiões de preço, onde há uma
alta concentração de ordens de compra ou venda.
Compreender os conceitos de liquidez interna e liquidez
externa ajuda os traders a identificar áreas de interesse
institucional e evita que caiam em armadilhas comuns, como
rompimentos falsos. As instituições manipulam o preço para
capturar a liquidez disponível e mover o mercado na direção
que lhes favorece. Saber onde essas zonas de liquidez estão
localizadas oferece uma vantagem significativa para quem
deseja operar com base nos princípios de Smart Money.
Liquidez Externa
A liquidez externa é a
liquidez mais visível para
os traders, geralmente
encontrada nas áreas
onde os traders menores
(varejo) colocam suas
ordens de proteção,
como stops e take
profits. Ela está
localizada acima de
máximas e mínimas
importantes do mercado
e representa um alvo
para os institucionais.
AIsso porque, quando o preço atinge esses pontos, ele provoca
uma "caça" à liquidez, executando ordens de stop e disparando um
movimento brusco na direção oposta.
Quando o preço rompe uma máxima significativa (por exemplo, o
topo de uma resistência), ele aciona ordens de stop loss de traders
que estavam vendidos e também ordens de compra de breakout
traders. Os institucionais frequentemente utilizam essa liquidez
para vender a preços mais altos, criando uma falsa sensação de
continuação de alta, antes de reverter o mercado.
A liquidez externa é o alvo principal dos institucionais, pois representa áreas
onde tem mais liquidez. Eles movimentam o preço para capturar essa liquidez
e, em seguida, reposicionam suas ordens ao favor da nova direção do
mercado.
Liquidez Interna
A liquidez interna, por
outro lado, está dentro
da estrutura de
mercado e é menos
visível para os traders
comuns. Ela está
localizada nas áreas de
consolidação, ou em
pontos intermediários
de máximas e mínimas.
Nesse cenário, o mercado se move dentro de uma faixa,
acumulando liquidez, antes de fazer um movimento mais expressivo.
A liquidez interna se concentra em zonas de equilíbrio, onde grandes
players estão acumulando ou distribuindo suas posições sem
quebrar níveis externos.
Durante uma fase de consolidação, o preço oscila entre suportes e
resistências menores. Nesses momentos, grandes players podem
estar colocando ordens de compra e venda para absorver o volume
do mercado, sem provocar um rompimento. Assim, eles preparam o
terreno para futuros movimentos de liquidez externa.
A liquidez interna é crucial para entender o momento de acumulação e
redistribuição dos institucionais. Quando eles têm a certeza de que
acumularam liquidez suficiente, movem o preço rapidamente para capturar a
liquidez externa, levando o mercado para a próxima fase de tendência.
Captura e Corrida de
liquidez
Na análise institucional e nas estratégias baseadas no conceito
de Smart Money, os termos corrida de liquidez e captura de
liquidez são essenciais para entender como os grandes players
do mercado manipulam o preço para obter vantagem sobre
os traders de varejo. Ambos os conceitos estão ligados à
forma como a liquidez é buscada e utilizada para mover o
mercado, mas possuem diferenças sutis e importantes.
Corrida de Liquidez
A corrida de liquidez
ocorre quando o
mercado, impulsionado
por ordens
institucionais,
rapidamente busca
regiões onde há uma
alta concentração de
ordens de stop loss ou
ordens pendentes de
compra/venda, seja
em máximas ou
mínimas significativas.
Essas áreas são consideradas “pontos de liquidez” porque é
onde os traders de varejo geralmente colocam suas ordens,
acreditando que o rompimento desses níveis sinalizará uma nova
tendência.
Imagine que o preço está próximo de uma resistência forte,
onde muitos traders colocam stops curtos e ordens de venda
acima desse nível. A corrida de liquidez acontece quando o
preço é impulsionado rapidamente para quebrar essa
resistência, ativando essas ordens e criando um pico de
volatilidade, muitas vezes gerando um movimento rápido e
curto.
O principal objetivo da corrida de liquidez é ativar essas ordens pendentes,
provocando uma rápida movimentação de preços. Esse movimento
geralmente é feito para enganar os traders de varejo, criando a ilusão de um
rompimento. Após capturar essas ordens, o mercado pode reverter a direção.
Captura de Liquidez
A captura de
liquidez, por outro
lado, refere-se ao
momento em que
os institucionais
efetivamente
tomam vantagem
das ordens
ativadas durante a
corrida de liquidez.
Ao mover o preço para uma área onde há um grande número de
ordens, as instituições estão na realidade "capturando" essa
liquidez, executando suas próprias ordens em volume, comprando
ou vendendo de forma significativa, com base nas ordens de
mercado menores (como as de varejo).
Depois de uma corrida de liquidez, em que o preço rompe uma
máxima e aciona várias ordens de stop loss de traders vendidos,
as instituições podem então "capturar" essa liquidez vendendo suas
próprias posições em grande volume. Isso faz com que o mercado
reverta rapidamente após a captura da liquidez, causando perdas
para aqueles que foram pegos no falso rompimento.
O objetivo da captura de liquidez é aproveitar a liquidez disponível nos pontos
de rompimento e usá-la para executar ordens em grande volume. As
instituições fazem isso de forma eficiente, muitas vezes gerando reversões
significativas após o preço atingir esses níveis.
Diferença entre Captura
de Liquidez e Corrida de
Liquidez
Propósito:
Corrida de liquidez tem como objetivo buscar zonas onde há
concentração de ordens pendentes, geralmente com o
objetivo de criar uma falsa sensação de rompimento.
Captura de liquidez ocorre quando as instituições aproveitam
o movimento provocado pela corrida de liquidez para
executar suas próprias ordens em volume, causando uma
reversão.
Momento do Mercado:
A corrida de liquidez ocorre no início do movimento, quando o
preço está correndo para buscar as zonas de liquidez.
A captura de liquidez acontece logo após a corrida, quando
as instituições absorvem as ordens ativadas no movimento
inicial.
Direção do Mercado:
Durante a corrida de liquidez, o preço se move rapidamente
em direção às máximas ou mínimas para ativar ordens.
Na captura de liquidez, o preço muitas vezes reverte após
atingir essas zonas, movendo-se na direção oposta ao
rompimento inicial.
Ação Institucional:
Na corrida de liquidez, as instituições buscam ativamente
mover o preço para atrair as ordens de stops ou breakout.
Na captura de liquidez, as instituições estão executando suas
ordens, aproveitando a liquidez recém-criada pela corrida, e
preparando o mercado para o próximo movimento.
Macro e Micro
Saber analisar os gráficos em
diferentes timeframes é
essencial para alcançar
consistência no mercado.
Operar em apenas um
timeframe te torna vulnerável
às manipulações institucionais,
limitando sua visão e
dificultando a tomada de
decisões mais informadas.
Pense assim: quando você compra um carro, não avalia
apenas o exterior, certo? Você verifica o motor, a
manutenção, o interior e o estado de conservação. Da
mesma forma, ao operar no mercado, é fundamental
observar o contexto completo. Analisar o gráfico em
múltiplos tempos permite entender tanto a visão macro
quanto a micro, fornecendo uma perspectiva mais sólida
para suas operações. Por isso, defina alguns tempos
gráficos e se familiarize com cada um deles para operar
com mais clareza.
Macro e Micro
Sempre baseie suas análises na
tendência macro, pois ela é a
dominante no mercado. Utilize a
visão macro para definir a
direção principal e a micro para
identificar regiões de entrada e
gatilhos. Essa abordagem
permite que você tenha um alvo
maior e um stop loss bem curto,
otimizando o risco-recompensa.
Por exemplo, se a macro está em
tendência de alta, evitar operar
vendido na micro é crucial, pois o
risco de ser stopado é muito
maior. Seguir a direção da
tendência macro garante
operações mais seguras e
alinhadas com os grandes
movimentos do mercado.
O objetivo da captura de liquidez é aproveitar a liquidez disponível nos pontos
de rompimento e usá-la para executar ordens em grande volume. As
instituições fazem isso de forma eficiente, muitas vezes gerando reversões
significativas após o preço atingir esses níveis.
Ponto de Interesse
Um ponto de interesse é uma região no gráfico que reúne
diversos rastros institucionais, gerando um elevado interesse
dos investidores no ativo. Identificar esses pontos pode ser
desafiador, mas, seguindo o passo a passo que vou te
mostrar, essa tarefa se tornará mais simples.
Localizar essas regiões é crucial para a sua lucratividade no
mercado, pois elas representam os melhores e mais seguros
pontos de entrada. Esses locais costumam ser onde a liquidez
é maior e onde as instituições realizam suas operações,
tornando-os fundamentais para um trading eficaz e
estratégico.
Como encontrar um POI
Para encontrar seu Ponto de
Interesse você pode utilizar o
checklist que utilizo para
validação. Ele é composto por
5 coisas; Estrutura do
mercado, Zonas Prêmio e
Desconto, Rastro institucional,
Padrão e Confirmação.
Estrutura do Mercado: O
primeiro passo é determinar a
tendência atual do ativo, se é
lateral, alta ou baixa. O
conceito de Quebra de
Estrutura (BoS) e Mudança de
caráter (CHoCH) pode ser
utilizado para essa
identificação.
Zonas Prêmio e Desconto: Após determinar a tendência, você
deve localizar as zonas de prêmio e desconto. Para isso, utilize a
região de 50% a 100% da Fibonacci, que ajuda a identificar áreas
de desconto, evitando a compra de ativos a preços elevados.
De preferência identifique a tendência macro e alinhe com a tendência
micro, trace sua fibonacci e encontre a região de Premiun ou Desconto, se
está buscando vendas só entre na região Premiun, se está procurando
compras só entre na região de de Desconto.
Como encontrar um POI
Rastro Institucional: Para
encontrar o rastro
institucional, aplique
conceitos previamente
discutidos, como CHOCH
(Change of Character), que
muitas vezes são gerados
por grandes players. Em
seguida, procure por
desbalanceamentos de
preço, como um imbalance,
além de observar volumes
institucionais em áreas
específicas do gráfico.
Padrão: Com os três primeiros elementos em mãos, você
precisa identificar um padrão que servirá como seu ponto de
entrada. Para isso, utilize um Order Block combinado com um
Fair Value Gap, que pode sinalizar boas oportunidades de
entrada.
Confirmação: Para validar seu padrão, você pode utilizar a
ferramenta de Volume Profile ou a Golden Zone da sua
Fibonacci, que indica regiões propensas a reversões e onde a
liquidez é maior.
Capturas de liquidez também são ótimos indicadores de restro institucional.
Inner Circle
Trading
O Inner Circle Trading (ICT) é uma abordagem de
análise de mercado que se concentra em entender
as dinâmicas e estratégias utilizadas pelos grandes
players, como instituições financeiras e investidores
de grande porte. Esta metodologia, desenvolvida
por Michael J. Huddleston, busca desvendar os
segredos por trás das manipulações de preços e
das movimentações de mercado, permitindo que
traders e investidores individuais operem de forma
mais informada e estratégica.
O Inner Circle Trading baseia-se na ideia de que,
para ser bem-sucedido no mercado financeiro, é
fundamental compreender não apenas a análise
técnica e fundamental, mas também a psicologia do
mercado e o comportamento dos participantes
institucionais. Através da identificação de padrões
e estruturas de mercado, o ICT capacita os traders
a antecipar movimentos e a identificar
oportunidades de entrada e saída com maior
precisão.
Ao incorporar conceitos como oferta e demanda,
liquidez e pontos de interesse, o Inner Circle Trading
se destaca como uma ferramenta poderosa para
quem busca não apenas operar, mas compreender
profundamente a mecânica do mercado. Essa
abordagem permite aos traders alinhar suas
estratégias com os movimentos institucionais,
aumentando significativamente suas chances de
sucesso.
Swing Points
No contexto da análise ICT,
entender o conceito de Swing
Points é essencial para qualquer
trader que deseja identificar
oportunidades de entrada e
saída no mercado. Esses pontos
são marcos importantes para
mapear a estrutura de
mercado, e são utilizados pelos
grandes players para
determinar onde a liquidez está
concentrada.
Eles ajudam a definir a direção da tendência e guiam as tomadas
de decisão, proporcionando uma visão clara sobre como o preço
pode reagir em determinadas áreas.
Compreender e identificar swing points permite que você leia a
estrutura de mercado com clareza, ajudando a prever
movimentos de preço e a evitar armadilhas de manipulação. Eles
também ajudam a manter a perspectiva da tendência macro,
fornecendo insights valiosos sobre o comportamento do preço em
diferentes prazos de tempo.
Ao dominar os swing points na análise ICT, você ganha uma
vantagem estratégica ao operar, aproveitando a liquidez e se
posicionando com mais precisão dentro das estruturas de
mercado.
O que são Swing Points
Os Swing Points são áreas específicas no
gráfico de preços que representam pontos
de reversão ou mudança temporária na
direção do mercado. Eles são divididos em
dois tipos principais:
Swing Highs (Topo): É formado quando há
uma alta temporária no preço, onde o
nível mais alto é cercado por preços mais
baixos em ambos os lados. Isso indica que
o preço atingiu um pico e começou a
recuar.
Swing Lows (Fundo): O oposto do swing
high, onde o preço atinge um nível mais
baixo temporariamente, com dois candles
subsequentes com preços mais altos em
ambos os lados. Isso sugere que o preço
encontrou suporte e está prestes a subir.
Na análise ICT, os swing points são usados para mapear a
estrutura de mercado e identificar áreas de liquidez. Eles ajudam
a reconhecer quando há uma possível reversão de tendência, ou
quando o preço está prestes a buscar liquidez em pontos
críticos.
Como utilizar os swing
points
Os Swing Points são ferramentas poderosas para identificar
Breaks of Structure (BoS) e Changes of Character (CHOCH).
Quando o preço ultrapassa um swing high ou swing low
significativo, isso pode indicar que o mercado está pronto para
uma mudança de tendência ou um movimento de continuidade.
Aqui está como eles são utilizados:
Identificação de Tendências: Se os swing highs e swing lows
estão em uma sequência de máximas e mínimas ascendentes,
isso sugere uma tendência de alta. Já uma sequência de
mínimas e máximas descendentes sinaliza uma tendência de
baixa.
Pontos de Liquidez: Swing points são locais de concentração
de ordens stop-loss, tornando-se alvos naturais para
grandes players que buscam capturar essa liquidez. Quando
o preço atinge um swing high ou low importante, os grandes
players podem aproveitar essa liquidez para gerar novos
movimentos.
Entrada e Saída de Operações: Traders ICT utilizam swing
points para decidir onde entrar ou sair de uma operação.
Eles podem buscar romper ou testar esses pontos para
validar se a tendência vai continuar ou se o preço está
prestes a inverter.
Como utilizar os swing
points
Equal High e Equal Low
No universo da análise ICT, dois conceitos fundamentais para
entender a dinâmica de liquidez e manipulação de mercado
são os Equal Highs e Equal Lows. Esses padrões são indicativos
de áreas onde a liquidez está acumulada, e compreender
como eles funcionam pode fornecer vantagens estratégicas
para identificar movimentos futuros do preço.
Os equal highs e equal lows representam muito mais do que
simples zonas de suporte e resistência. Eles são áreas
estratégicas de acumulação de liquidez, onde grandes players
buscam capturar ordens de stop antes de mover o mercado
em uma nova direção. Ao dominar o entendimento dessas
formações e como elas funcionam, você pode melhorar suas
entradas e saídas, evitando armadilhas de manipulação e se
posicionando de forma mais eficaz no mercado.
O que são Equal Highs e
Equal Lows
Equal Highs (Altas Iguais):
Ocorrem quando dois ou
mais picos consecutivos no
gráfico atingem níveis de
preço muito próximos ou
idênticos, criando um "teto"
horizontal. Isso sugere que o
preço encontrou uma
resistência clara, e muitos
traders colocam ordens de
venda ou stop-loss logo
acima dessa zona.
Equal Lows (Baixas Iguais):
São formados quando dois
ou mais fundos consecutivos
atingem praticamente o
mesmo nível de preço,
criando um "suporte"
horizontal. Isso indica uma
área onde o preço foi
repetidamente sustentado,
levando muitos traders a
colocar ordens de compra ou
stop-loss logo abaixo desse
nível.
Por este motivo operar em topos e fundos duplos é
completamente arriscado.
Como os Equal Highs e
Equal Lows influenciam as
estratégias de trading?
Caça à Liquidez: Um dos conceitos mais utilizados na
análise ICT é a manipulação de liquidez. Os equal highs e
equal lows são alvos perfeitos para essa manipulação, já
que atraem muitos traders que confiam nesses níveis
como resistência e suporte. Saber identificar essas áreas
e como os grandes players agem ao redor delas pode
evitar que você seja "caçado" e, ao contrário, pode
permitir que você se posicione ao lado do institucional.
Pontos de Reversão Potenciais: Quando o preço rompe
equal highs ou equal lows e reverte rapidamente, isso
pode sinalizar uma reversão iminente, especialmente se
houver outros sinais, como a formação de um order block
ou um desequilíbrio (imbalance) no gráfico.
Quebra ou Retenção: É importante observar o
comportamento do preço ao redor desses níveis. Se os
equal highs ou equal lows forem quebrados e o preço não
reverter, isso pode sinalizar uma continuação da
tendência. Se o preço falhar em ultrapassar esses níveis,
pode ser indicativo de um falso rompimento e reversão.
Como os Equal Highs e
Equal Lows influenciam as
estratégias de trading?
Premiun e Discount
No contexto da análise ICT, os conceitos
P
de Premium e Discount são essenciais
para determinar zonas ideais de
compra e venda dentro de um
movimento de preço. Esses conceitos
ajudam os traders a identificar áreas de
maior probabilidade de reversão ou
continuidade, usando a relação de
preço atual em comparação a uma
faixa de negociação. D
Os conceitos de Premium e Discount oferecem uma visão
valiosa para traders que desejam melhorar sua precisão nas
entradas e saídas. Com eles, você consegue alinhar suas
operações com os movimentos dos grandes players, evitando
comprar quando o preço está caro e vender quando está
barato. Na análise ICT, operar com esses conceitos em mente
ajuda a se posicionar de forma mais eficiente, aumentando a
probabilidade de sucesso.
Hierarquia de PD
A hierarquia de Premium e Discount é fundamental para
identificar pontos de entrada precisos e evitar perder
oportunidades valiosas no mercado. Ela segue uma estrutura
bem definida, baseada em 7 níveis cruciais que o preço tende a
respeitar com grande frequência. Muitas vezes, ao perder
uma entrada, a razão principal está relacionada ao
desconhecimento dessa hierarquia, pois ela oferece uma
lógica clara para entender o movimento do preço em
diferentes zonas de valor.
Essa hierarquia considera tanto o contexto macro quanto
micro do mercado, o que permite uma visão mais ampla e
detalhada das zonas de sobrecompra (Premium) e sobrevenda
(Discount). Ao ignorar essa estrutura, o trader
frequentemente acaba operando contra a tendência ou
entrando em zonas onde o risco de reversão é maior.
Compreender e aplicar esses 7 pontos ajuda a minimizar esse
erro, melhorando tanto a precisão das suas entradas quanto o
gerenciamento do risco.
Ordem da Hierarquia
1. Mitigation Block
2. Breaker Block
3. Gap de Liquidez
4. Fair Value Gap
5. Orderblock
6. Rejection Block
7. Antigo High/Low
Ao respeitar essa hierarquia, você não apenas aumenta
suas chances de sucesso, mas também adquire uma
compreensão mais profunda sobre o comportamento
dos institucionais no mercado.
Muitas das vezes você perde entradas por não entender essa matriz.
Fair Value Gaps
Um Fair Value Gap representa uma
lacuna criada quando o mercado faz um
movimento rápido, sem que tenha
havido uma negociação equilibrada
entre compradores e vendedores. Isso
significa que, em determinada região,
houve um desequilíbrio de ordens, e o
preço se movimentou com força em
uma direção, deixando um espaço ou
"gap" entre a oferta e a demanda. Essas
lacunas costumam ocorrer em
momentos de alta volatilidade ou
eventos de impacto no mercado, como
notícias importantes ou ordens
institucionais sendo executadas.
A identificação de Fair Value Gaps é essencial para traders que
utilizam o conceito de ICT, pois essas áreas tendem a ser
revisitadas pelo preço para preencher a lacuna. Essa é a
oportunidade onde o preço retorna ao "valor justo" (Fair Value),
corrigindo o desequilíbrio (Imbalance) de ordens.
Como identificar um
Fair Value Gap
Um Fair Value Gap pode ser observado ao examinar três
candles consecutivos no gráfico:
1. O primeiro candle é o que inicia o movimento de alta ou
baixa, criando o desequilíbrio.
2. O segundo candle é o candle de continuação do movimento,
e é onde o gap se torna visível, entre a máxima ou mínima do
primeiro candle e a mínima ou máxima do terceiro candle.
3. O terceiro candle marca o momento em que o preço
continua o movimento, mas deixa um espaço vazio entre os
preços, o que cria o Fair Value Gap.
O preço tende a preencher esses vazios, pois como foi explicado
nos Imbalances, o preço não pode ficar desequilibrado.
Importância do Fair
value Gap
Os FVGs são importantes
porque indicam áreas em
que o mercado ainda não
"liquidou" adequadamente as
ordens de compra ou venda,
ou seja, existe um
desequilíbrio que o preço
pode corrigir mais tarde.
Essas áreas atuam como
potenciais pontos de
reversão ou continuação,
oferecendo boas
oportunidades de entrada
para os traders que
identificam esses gaps
corretamente.
Traders que utilizam ICT buscam por esses gaps como áreas de
interesse, porque sabem que o preço tende a retornar para
preencher essas lacunas antes de continuar seu movimento
original. Essa abordagem permite que você opere junto com as
grandes instituições, aproveitando os pontos onde elas
possivelmente entrarão no mercado para reequilibrar suas
posições.
Utilize essas regiões como gatilhos de entrada, ou ponto de saida da
operação.
Aplicação do Fair Value
Gap
Ao identificar um FVG, você pode utilizar a estratégia de
aguardar o retorno do preço a essa área para uma entrada
de alta probabilidade. Quando o preço preenche o gap, há
uma alta chance de que o movimento anterior continue na
direção da tendência.
Com isso, os FVGs se tornam uma ferramenta valiosa na
análise institucional, permitindo que você opere com mais
confiança, sabendo que o mercado tende a corrigir esses
desequilíbrios, oferecendo pontos claros de entrada e saída
com risco controlado.
Viés Diário
O viés diário envolve a análise do
movimento esperado do mercado em
um determinado dia, seja ele de alta ou
baixa, com base em diversos fatores,
como a tendência macro, o
comportamento institucional e os
pontos de liquidez. Em outras palavras,
entender o viés diário ajuda os traders a
prever se o mercado tende a subir ou
descer, o que direciona suas operações
para aproveitar o movimento mais
provável do preço.
Na abordagem de ICT, identificar o viés correto é
fundamental para operar com o fluxo dos grandes
players, como bancos e fundos de hedge, que são os
verdadeiros responsáveis por mover o mercado. Esse
alinhamento com o fluxo institucional oferece uma
vantagem competitiva, permitindo que os traders evitem
operar contra a maré e, assim, diminuam as chances de
serem "stopados" e também conseguimos enxergar que
nem todo dia vale a pena operar.
Como marcar o Viés
Diario
Fechamento do dia
anterior foi acima
da máxima anterior
Tivemos um Viés de
Alta
Para Identificar o Viés diário do mercado sempre iremos utilizar
os dois últimos candles, iremos marcar a máxima e a mínima do
penúltimo candle. Para identificarmos o viés é necessário que o
último candle feche acima ou abaixo da máxima ou mínima do
candle anterior.
Se fechar abaixo temos um viés de baixa pro próximo dia, se
fechar acima temos um víes de alta para o mercado. Caso
feche entre a máxima e a minima não operamos pois o
mercado irá se consolidar.
Observe o exemplo ao lado.
Saber o viés do mercado pro dia é de extrema importância, respeite ele
para evitar perdas. Lembre-se que nem todos os dias é bom de se operar.
Como marcar o Viés
Diario
Fechamento do dia
anterior foi abaixo
da mínima anterior
Tivemos um Viés de
Baixa
O preço fechou
entre a máxima e a
mínima anterior
Tivemos um Viés de
Indecisão
Saber o viés do mercado pro dia é de extrema importância, respeite
ele para evitar perdas. Lembre-se que nem todos os dias é bom de se
operar.
Power of Three (AMD)
O Padrão AMD (Accumulation, Manipulation, Distribution),
também conhecido como Power of Three, é uma
abordagem que descreve a sequência de fases pelas quais o
preço passa durante um determinado período,
especialmente no intraday. Esse padrão reflete as
estratégias institucionais de manipulação e redistribuição de
ordens no mercado, permitindo que os traders identifiquem
com mais clareza as áreas ideais para entrada e saída.
O Padrão AMD é um dos conceitos mais eficazes da análise
ICT, pois revela como os grandes players manipulam o
mercado para acumular e distribuir ordens. Ao entender
esse ciclo, os traders conseguem prever melhor os
movimentos de preço e ajustar suas estratégias para
operar com a institucional, não contra ela. Assim, você evita
armadilhas de liquidez e maximiza suas chances de sucesso
no mercado.
O que é o padrão AMD
O Padrão AMD divide o movimento do preço em três fases
principais: Acumulação, Manipulação, e Distribuição. Cada
uma dessas fases está ligada ao comportamento dos
grandes players (bancos, fundos de hedge, etc.), que
atuam para capturar liquidez e mover o mercado de
forma controlada. Entender esse padrão é crucial para
prever o fluxo do preço ao longo do dia e se posicionar de
maneira estratégica, aproveitando os pontos em que
ocorre a verdadeira movimentação.
Este conceito nos ajuda a entender o ciclo de um candle, você pode
observar essa movimentação acontecendo em todos os timeframes.
Fases do padrão AMD
Acumulação (A):
Essa é a primeira fase do dia,
geralmente no início da sessão
de mercado. Durante a
acumulação, o preço fica
relativamente estável,
oscilando dentro de uma faixa
estreita, enquanto grandes
players começam a acumular
suas posições.
A acumulação pode ser
interpretada como uma fase
de preparação, onde o preço
é mantido dentro de uma zona
de liquidez interna para atrair
ordens antes do movimento
real acontecer.
É nesse momento que os
players institucionais criam
falsas percepções de direção
para manipular a liquidez dos
traders menores.
Fases do padrão AMD
Manipulação (M):
Após a fase de acumulação,
ocorre a manipulação, onde o
preço é "movido" de forma
rápida e significativa em uma
direção específica. Esta fase visa
enganar traders menos
experientes, gerando
rompimentos falsos ou
armadilhas de liquidez.
Muitas vezes, o preço rompe
uma área de suporte ou
resistência, capturando stops e
ordens de breakout, antes de
reverter ou se mover na direção
real planejada pelas instituições.
A manipulação é a fase onde se
cria a volatilidade necessária
para ativar ordens de grandes
volumes.
Como utilizar o padrão
AMD
Para utilizar o Padrão AMD de maneira eficiente, é importante
prestar atenção nos seguintes aspectos:
1. Volume: Acompanhar o volume ajuda a identificar a
acumulação e a manipulação. Um aumento súbito no volume
pode indicar o início da manipulação.
2. Estrutura do Preço: Monitorar padrões como rompimentos
falsos e pullbacks ajuda a confirmar a fase de manipulação.
3. Liquidez: Verifique áreas de liquidez (máximas e mínimas
anteriores) para identificar onde as instituições podem
manipular o mercado.
O preço trabalha de
forma cíclica, isso
significa que você
frequentemente verá
esse movimento
acontecer no gráfico,
principalmente se você
opera no intraday.
Crie sua
estratégia de
Sucesso!
Desenvolver sua própria estratégia de
negociação é essencial para alcançar o
sucesso no mercado. É importante
entender que não existe um setup ou
método milagroso; tudo depende do
contexto em que você aplica seu
operacional.
Outro aspecto crucial é o gerenciamento
de risco. Ele deve ser adaptado à sua
realidade financeira. Se você está
começando com pouco capital, é
fundamental respeitar essa condição,
lembrando que cada pessoa tem uma
situação diferente.
Agora, vou mostrar como você pode
ajustar seu próprio operacional com
base nos conceitos que discutimos até
agora, criando uma estratégia
personalizada e eficaz.
Alinhe Institucional com
Análise Gráfica
A análise gráfica é, sem dúvida, um dos métodos mais
populares no mercado financeiro. Ela se baseia na
identificação de regiões de suporte, resistência e padrões
gráficos. No entanto, justamente por ser tão amplamente
utilizada, os grandes players costumam explorar essa
previsibilidade, capturando a liquidez dos traders que operam
exclusivamente com essa abordagem.
Mas isso não significa o fim para quem utiliza a análise gráfica.
A chave está em contextualizar melhor sua visão do mercado,
compreendendo como o preço realmente se movimenta.
Incorporando conceitos de Smart Money Concepts (SMC) e
Inner Circle Trader (ICT), você pode identificar gatilhos mais
precisos e entender as manipulações de preço, aumentando
suas chances de sucesso.
Veja como alinhar
ambas análises
Veja essa cunha de continuidade: operar em um padrão como
este é possível, mas o ideal é evitar operar diretamente no
rompimento. Em vez disso, busque uma região de contexto no
gráfico que te dê mais confiança na entrada.
No exemplo, tínhamos uma região de liquidez e, após sua
captura, o preço deixou um Fair Value Gap dentro da figura.
Logo em seguida, ocorreu um CHoCH, confirmando uma
entrada mais sólida e contextualizada.
Para completar, colocamos o stop logo abaixo da liquidez e o
alvo na liquidez externa, resultando em uma excelente relação
risco e retorno.
Veja como alinhar
ambas análises
Nesse segundo exemplo, temos uma bandeira de queda.
Embora você possa abrir uma ordem de venda no
rompimento, isso aumentaria o risco da operação.
Ao utilizar SMC, é possível filtrar melhor sua análise e
entrar antes mesmo do rompimento. Nesse caso, havia
um gatilho institucional logo acima, ativado após a
captura de liquidez.
Para definir o alvo,
você poderia utilizar
o Swing Low ou o
mastro da bandeira,
maximizando sua
eficiência e
reduzindo o risco da
operação.
Conclusão
Você pode utilizar figuras gráficas a seu favor ao operar, mas
é essencial fazê-lo de forma consciente e estratégica. Como
vimos ao longo de todo o material, as instituições manipulam o
preço constantemente, e grande parte dessas manipulações
ocorre justamente sobre as figuras clássicas da análise
gráfica, como triângulos, bandeiras e ombro-cabeça-ombro.
Sabendo disso, você pode evitar ser capturado como liquidez.
Em vez de operar cegamente no rompimento dessas figuras,
busque contextos mais profundos, como a presença de
gatilhos institucionais, zonas de liquidez e confirmações de
Smart Money Concepts (SMC) ou Inner Circle Trader (ICT). Isso
não significa abandonar a análise gráfica, mas sim utilizá-la
com um olhar mais refinado, entendendo que os movimentos
do preço geralmente escondem intenções institucionais por
trás das formações gráficas.
Ao estar ciente dessas manipulações, você se posiciona
estrategicamente, antecipando movimentos e evitando ser
pego em armadilhas comuns que atingem traders menos
experientes. Dessa forma, você opera com maior segurança e
consistência, sempre um passo à frente do mercado.
Alinhe Institucional com
Análise Técnica
A análise técnica é excelente para fornecer contexto às suas
operações e é amplamente utilizada por traders diariamente.
No entanto, operar cegamente apenas com indicadores
pode ser extremamente arriscado, já que esses indicadores
muitas vezes refletem apenas o comportamento passado do
preço e não levam em conta as manipulações institucionais.
Por isso, é fundamental não depender exclusivamente deles.
Em vez disso, combine sua análise técnica com conceitos de
SMC ou ICT. Isso permite que você entenda melhor a
dinâmica do mercado e identifique regiões de liquidez e
manipulações. Utilizar os indicadores como suporte para
validar gatilhos de entrada dentro desse contexto melhora
significativamente a qualidade e segurança das suas
operações, trazendo maior precisão e confiança nas
decisões.
Veja como alinhar
ambas análises
Aqui o preço segue uma
tendência macro de alta,
e, na micro, ele se alinha
formando um mitigation
block. Sabemos que,
dentro da hierarquia da
matriz de Premium e
Discount (PD), o
mitigation block é um dos
gatilhos mais fortes que
podemos utilizar.
Como contexto, temos a VWAP servindo como suporte para
o preço, junto com o mitigation block. A VWAP, sendo uma
média ponderada pelo volume, traz ainda mais confiabilidade
à análise, pois reflete o verdadeiro comportamento do
mercado em relação ao volume negociado.
Para estruturar a operação, o ideal seria posicionar o stop
logo abaixo do mitigation block, e definir o alvo na região de
liquidez mais próxima, maximizando a relação risco-retorno
da sua estratégia.
Veja como alinhar
ambas análises
Aqui está um exemplo de
como o volume pode ser
usado para validar uma
tendência saudável junto
ao conceito de estrutura
de mercado do SMC.
Um volume que
acompanha a tendência é
crucial, pois indica que a
movimentação é
sustentada, permitindo
operar com mais
confiança a favor da
tendência.
Por outro lado, um volume divergente pode ser um forte
sinal de que uma mudança de caráter (CHoCH) está
próxima, sugerindo uma possível reversão do ativo, onde
você pode aproveitar para operar na direção oposta.
Conclusão
Os indicadores técnicos, quando usados em conjunto com os
conceitos de SMC (Smart Money Concepts) e ICT (Inner Circle
Trader), podem se tornar ferramentas poderosas para validar
suas análises e melhorar a precisão das suas operações.
Indicadores como RSI, Volume, Volume Profile e VWAP
oferecem insights adicionais sobre a dinâmica do mercado e o
comportamento dos players institucionais.
O RSI, por exemplo, pode ajudar a identificar zonas de
sobrecompra e sobrevenda, fornecendo mais contexto em
momentos de possível reversão ou entrada em regiões de
liquidez. Já o Volume e o Volume Profile revelam a intensidade
das movimentações e onde a maior parte das ordens está
concentrada, permitindo que você identifique áreas de
interesse institucional e valiosas zonas de suporte e
resistência.
A VWAP, sendo uma média ponderada pelo volume, ajuda a
observar pontos de equilíbrio entre compradores e
vendedores e costuma servir como suporte ou resistência
dinâmica. Quando combinada com blocos de ordens, mitigação
ou outros gatilhos institucionais, aumenta ainda mais a
confiabilidade das suas entradas.
Portanto, ao unir esses indicadores com a leitura precisa do
SMC e ICT, você não apenas refina seu timing de entrada e
saída, mas também fortalece seu entendimento do
comportamento do preço, aumentando suas chances de
operar com sucesso e consistência.
Utilize Elliot com qualquer
operacional
A Teoria das Ondas de Elliott, como já mencionado, ajuda a
entender o ciclo do mercado e prever de forma lógica para
onde o preço deve seguir. Isso permite que você alinhe
qualquer estratégia operacional com Elliott, pois, ao saber a
direção do mercado, o próximo passo é apenas encontrar um
gatilho de entrada.
Para isso, contamos com os outros métodos ensinados
anteriormente, como SMC e ICT, que, sem dúvida, são os mais
eficazes. No entanto, você também pode combinar Wyckoff
com Elliott ou até utilizar figuras gráficas explicadas na Análise
Gráfica, criando um contexto ainda mais forte para suas
entradas.
Alinhe Elliott com
Análise Gráfica
Nesse exemplo, observamos um ciclo de Elliott em tendência
de alta, e durante a onda 4, um triângulo simétrico se formou.
Conforme explicado anteriormente, a entrada poderia ser
feita no rompimento, mas é recomendável utilizar um gatilho
com mais contexto para garantir uma relação risco-retorno
mais favorável.
Sabemos que as ondas de correção tendem a ser complexas
(princípio da alternância). Como a onda 2 foi simples, era
esperado que a onda 4 fosse mais complexa, o que se
confirmou com a formação do triângulo.
Assim, conseguimos antecipar o movimento do mercado e nos
preparar para a onda 5. Além disso, você pode usar a
contagem ABCDE dentro de triângulos e cunhas para prever
a próxima direção do preço, aumentando a precisão de suas
operações.
Alinhe Elliott com
Wyckoff
Neste exemplo, também observamos um ciclo de alta de Elliott,
com o princípio da alternância sendo respeitado: a onda 2 foi
simples e a onda 4 foi complexa.
No entanto, na onda 4, ocorreu uma redistribuição de
Wyckoff, caracterizada por duas capturas de liquidez — uma
acima e outra abaixo — antes de o preço retomar sua
tendência de alta.
Ao alinhar esses conceitos com a análise de SMC, podemos
identificar zonas de liquidez e pontos de entrada ideais,
aumentando a precisão da operação e garantindo uma
relação risco-retorno mais favorável. Essa combinação
permite uma leitura mais refinada do mercado e uma tomada
de decisão mais segura.
Alinhe Elliott com Smart
Money
Neste exemplo, observamos um ciclo completo se formando
no timeframe de 4 horas. Logo após o término desse ciclo,
inicia-se um novo, conforme explicado pela Teoria de Elliott,
onde os fractais menores se encaixam para formar estruturas
maiores ao longo do tempo. Isso nos permite prever que um
novo ciclo está para se formar, mantendo a tendência de alta.
Com essa percepção, podemos refinar nossa análise,
ajustando as entradas em timeframes menores, sempre
alinhando nossa operação com a tendência principal. Dessa
forma, é possível otimizar a relação risco-retorno,
aproveitando a continuidade do movimento enquanto nos
antecipamos ao novo ciclo.
Alinhe Elliott com Smart
Money
Refinando a análise no timeframe de 15 minutos, identificamos
um Equal Low (EQL) que resultou na captura de liquidez. Após
essa captura, o institucional deixou um orderblock e provocou
uma mudança de característica no mercado (CHOCH),
exatamente como foi ensinado sobre pontos de interesse.
Ao voltar para o timeframe de 4 horas (H4), poderíamos definir
nosso alvo na liquidez externa macro. Isso nos proporcionaria
um retorno muito maior em relação ao risco assumido.
Logo em seguida, o preço formou um novo ciclo de Elliott, e
nosso alvo teria sido atingido no meio da onda 5, com nossa
entrada estrategicamente posicionada no início da onda 3.
Alinhe Elliott com Smart
Money
Utilize Wyckoff com
qualquer operacional
Os ciclos de Wyckoff deixam claro que grandes instituições
manipulam o mercado em busca da liquidez do varejo. Essa
compreensão foi a base para o desenvolvimento do método
Smart Money, que mais tarde foi aprimorado por Michael
Huddleston no conceito de ICT (Inner Circle Trader).
Podemos utilizar a teoria de Wyckoff em conjunto com a
análise institucional, mas é importante não se limitar apenas ao
SMC. A análise técnica e gráfica pode ser perfeitamente
integrada aos ciclos de Wyckoff, e como demonstrado
anteriormente, também é possível combinar a Teoria de Elliott
com Wyckoff, criando um operacional mais robusto e
completo.
Wyckoff e Análise
Técnica
Utilize o Volume Profile para identificar zonas de interesse
institucional, conhecidas como Value Areas, onde ocorre a
maior concentração de negociações. Essas áreas indicam
onde os grandes players estão posicionando suas ordens com
maior intensidade. Ao combinar essa análise com a
metodologia de Wyckoff, você pode detectar fases cruciais
de acumulação ou distribuição. Quando essas zonas de alto
volume coincidirem com fases de Wyckoff, como uma
acumulação antes de uma alta ou uma redistribuição antes de
uma queda, você obtém uma confirmação mais robusta da
manipulação institucional no mercado. Isso não só aumenta a
precisão de suas entradas e saídas, mas também ajuda a
prever mudanças de tendência com maior confiança,
permitindo operar em sintonia com o comportamento dos
grandes players. Além disso, a sobreposição entre a zona de
valor e a estrutura de Wyckoff pode oferecer oportunidades
de risco-retorno mais favoráveis, uma vez que você estará
alinhado à direção que o mercado está mais propenso a
seguir.
Wyckoff e Análise
Técnica
Wyckoff e Smart
Money
Combine a leitura dos ciclos de Wyckoff com os conceitos de
SMC, como order blocks e liquidez. Durante a fase de
redistribuição ou redistribuição de Wyckoff, busque por
mitigações e CHoCH (Change of Character) que confirmem
que os grandes players estão manipulando o preço. Isso te
permitirá identificar entradas institucionais em áreas onde o
preço ainda não fez sua movimentação principal.
No exemplo ao lado, utilizamos o mesmo exemplo anterior,
poré utilizando conceitos de SMC para procurar nosso gatilho
de entrada, e tivemos 2 gatilhos, sendo o Fair Value Gap e o
Orderblock, e junto deles tivemos nossa mudança de
caracteristica após a captura de liquidez. Dessa forma
teriamos um pouco mais de contexto ao fazer nossa entrada.
Smart Money e Inner
Circle
Utilizar SMC e ICT em conjunto oferece uma abordagem poderosa
e precisa para operar no mercado financeiro. Ambos os métodos
são baseados na ideia de que grandes players, como instituições
financeiras, manipulam o preço para capturar a liquidez do varejo,
e entender como esses movimentos acontecem é crucial para
tomar decisões de entrada e saída com confiança.
Ao combinar SMC e ICT, você une o melhor de ambos os mundos:
as bases técnicas do SMC e a profundidade analítica do ICT. Isso
resulta em uma compreensão mais refinada do comportamento
do preço, permitindo que você:
1. Encontre Zonas de Reversão com Precisão: Usando order
blocks e fair value gaps, você identifica pontos de virada no
mercado com mais precisão.
2. Entenda a Manipulação de Preço: Conceitos de liquidez e
CHoCH permitem que você entenda quando os grandes
players estão manipulando o preço, evitando cair em
armadilhas.
3. Aumente sua Relação Risco-Retorno: Ao operar em zonas de
premium e discount com a matriz ICT, você entra em
operações mais seguras e com menor risco, mirando alvos
maiores com stops mais curtos.
4. Alinhe-se com os Institucionais: Saber como as instituições
operam dá a você uma vantagem sobre o mercado varejista,
ajudando a operar junto dos grandes movimentos e não contra
eles.
5.
Em resumo, o uso de SMC e ICT juntos dá uma vantagem
estratégica e tática no mercado, permitindo que você opere como
os profissionais, com entradas e saídas mais seguras e precisas.
Sobre Nós
A Trading Academy nasceu em agosto de 2023 com a missão
de proporcionar um ensino inteligente e eficaz para quem
deseja operar no mercado financeiro. Utilizamos conceitos
comprovados, como Smart Money Concepts (SMC) e Inner
Circle Trader (ICT), para garantir que nossos alunos tenham as
melhores ferramentas e estratégias ao seu alcance.
Com mais de 3.000 alunos já capacitados, temos orgulho em
dizer que a maioria deles já alcançou resultados consistentes
aplicando esses métodos. Agradecemos sua confiança em
nossa equipe e estamos sempre à disposição para ajudar você
a navegar com sucesso no mercado.
Taynã Denilson Membro da
Cavalcante Júnior equipe
Auxiliar
Fundador Marketing
Administrativo