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Esquemas de Rimas em Poemas

O documento apresenta uma série de poemas de diferentes autores, cada um com um esquema de rimas específico. Os poemas abordam temas como amor, solidão, natureza e a passagem do tempo. Cada estrofe é seguida por um espaço para preenchimento, sugerindo uma atividade de identificação de rimas.

Enviado por

Vitória Thomé
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Esquemas de Rimas em Poemas

O documento apresenta uma série de poemas de diferentes autores, cada um com um esquema de rimas específico. Os poemas abordam temas como amor, solidão, natureza e a passagem do tempo. Cada estrofe é seguida por um espaço para preenchimento, sugerindo uma atividade de identificação de rimas.

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ESQUEMA DE RIMAS

“O meu amor não tem ( ) “O meu amor não tem ( )


importância nenhuma.( ) importância nenhuma.( )
Não tem o peso nem ( ) Não tem o peso nem ( )
de uma rosa de espuma!”( ) de uma rosa de espuma!”( )
(Cecília Meireles) (Cecília Meireles)
ESQUEMA DE RIMAS

“Vagueio campos noturnos ( ) “Vagueio campos noturnos ( )


Muros soturnos ( ) Muros soturnos ( )
Paredes de solidão ( ) Paredes de solidão ( )
Sufocam minha canção.” ( ) Sufocam minha canção.” ( )

(Ferreira Gullar) (Ferreira Gullar)


ESQUEMA DE RIMAS
“O sulmonense Ovídio, desterrado ( ) “O sulmonense Ovídio, desterrado ( )
na aspereza do Ponto, imaginando ( ) na aspereza do Ponto, imaginando ( )
ver-se de seus parentes apartado, ( ) ver-se de seus parentes apartado, ( )
sua cara mulher desamparando, ( ) sua cara mulher desamparando, ( )
seus doces filhos, seu contentamento, ( ) seus doces filhos, seu contentamento, ( )
de sua pátria os olhos apartando; ( ) de sua pátria os olhos apartando; ( )
não podendo encobrir o sentimento, ( ) não podendo encobrir o sentimento, ( )
aos montes e às águas se queixava ( ) aos montes e às águas se queixava ( )
de seu escuro e triste nacimento.” ( ) de seu escuro e triste nacimento.” ( )

(Luís Vaz de Camões) (Luís Vaz de Camões)


ESQUEMA DE RIMAS
Uma Criatura Uma Criatura
Sei de uma criatura antiga e formidável, ( ) Sei de uma criatura antiga e formidável, ( )
Que a si mesma devora os membros e as entranhas,( ) Que a si mesma devora os membros e as entranhas,( )
Com a sofreguidão da fome insaciável.( ) Com a sofreguidão da fome insaciável.( )
Habita juntamente os vales e as montanhas;( ) Habita juntamente os vales e as montanhas;( )
E no mar, que se rasga, à maneira do abismo,( ) E no mar, que se rasga, à maneira do abismo,( )
Espreguiça-se toda em convulsões estranhas.( ) Espreguiça-se toda em convulsões estranhas.( )
Traz impresso na fronte o obscuro despotismo;( ) Traz impresso na fronte o obscuro despotismo;( )
Cada olhar que despede, acerbo e mavioso,( ) Cada olhar que despede, acerbo e mavioso,( )
Parece uma expansão de amor e egoísmo.( ) Parece uma expansão de amor e egoísmo.( )

(Machado de Assis) (Machado de Assis)


ESQUEMA DE RIMAS

Numa vida anterior, fui um xeque macilento ( ) Numa vida anterior, fui um xeque macilento ( )
E pobre… Eu galopava, o albornoz solto ao vento, ( ) E pobre… Eu galopava, o albornoz solto ao vento, ( )
Na soalheira candente; e, herói de vida obscura, ( ) Na soalheira candente; e, herói de vida obscura, ( )
Possuía tudo: o espaço, um cavalo, e a bravura.( ) Possuía tudo: o espaço, um cavalo, e a bravura.( )

(Olavo Bilac) (Olavo Bilac)


ESQUEMA DE RIMAS

Somos dois. Cada qual mais triste e mais calado. ( ) Somos dois. Cada qual mais triste e mais calado. ( )
Anda lá fora o luar garoando no jardim… ( ) Anda lá fora o luar garoando no jardim… ( )
Tenho pena da sombra imóvel a meu lado, ( ) Tenho pena da sombra imóvel a meu lado, ( )
possuída da expressão de um silêncio sem fim.( ) possuída da expressão de um silêncio sem fim.( )

E recordo, em voz alta, o meu tempo passado, ( ) E recordo, em voz alta, o meu tempo passado, ( )
e a sombra chega mais para perto de mim. ( ) e a sombra chega mais para perto de mim. ( )

(Olegário Mariano) (Olegário Mariano)


ESQUEMA DE RIMAS

Como no palco o ator que é imperfeito ( ) Como no palco o ator que é imperfeito ( )
Faz mal o seu papel só por temor, ( ) Faz mal o seu papel só por temor, ( )
Ou quem, por ter repleto de ódio o peito ( ) Ou quem, por ter repleto de ódio o peito ( )
Vê o coração quebrar-se num tremor, ( ) Vê o coração quebrar-se num tremor, ( )

William Shakespeare William Shakespeare


ESQUEMA DE RIMAS

Lá na úmida senzala, ( ) Lá na úmida senzala, ( )


Sentado na estreita sala, ( ) Sentado na estreita sala, ( )
Junto ao braseiro, no chão, ( ) Junto ao braseiro, no chão, ( )
Entoa o escravo o seu canto, ( ) Entoa o escravo o seu canto, ( )
E ao cantar correm-lhe em pranto ( ) E ao cantar correm-lhe em pranto ( )
Saudades do seu torrão… ( ) Saudades do seu torrão… ( )

Castro Alves Castro Alves


ESQUEMA DE RIMAS

No rio caudaloso que a solidão retalha, ( ) No rio caudaloso que a solidão retalha, ( )
na funda correnteza na límpida toalha, ( ) na funda correnteza na límpida toalha, ( )
deslizam mansamente as garças alvejantes;( ) deslizam mansamente as garças alvejantes;( )
nos trêmulos cipós de orvalho gotejantes...( ) nos trêmulos cipós de orvalho gotejantes...( )

(Fagundes Varela) (Fagundes Varela)


ESQUEMA DE RIMAS

Mais de mil anos-luz já separado, ( ) Mais de mil anos-luz já separado, ( )


Naquela hora, do meu pensamento. ( ) Naquela hora, do meu pensamento. ( )
O filme de uma vida, ínfimo momento, ( ) O filme de uma vida, ínfimo momento, ( )
O derradeiro instante havia impregnado. ( ) O derradeiro instante havia impregnado. ( )

(Ferraz) (Ferraz)
ESQUEMA DE RIMAS

A cobra foi cobrar as contas ( ) A cobra foi cobrar as contas ( )


Que ela tinha que cobrar ( ) Que ela tinha que cobrar ( )
Eram tantas, tantas contas, ( ) Eram tantas, tantas contas, ( )
Todas contas de um colar. ( ) Todas contas de um colar. ( )
ESQUEMA DE RIMAS

Mas onde andará ( ) Mas onde andará ( )


Que não o vi? ( ) Que não o vi? ( )
Nas águas de Lambari ( ) Nas águas de Lambari ( )
Nos reinos de Canadá? ( ) Nos reinos de Canadá? ( )
ESQUEMA DE RIMAS

O tempo corre sem parar, ( ) O tempo corre sem parar, ( )


Levando os dias sem piedade. ( ) Levando os dias sem piedade. ( )
O ontem insiste em me chamar, ( ) O ontem insiste em me chamar, ( )
Mas sigo em frente, sem saudade. ( ) Mas sigo em frente, sem saudade. ( )
As folhas dançam pelo chão, ( ) As folhas dançam pelo chão, ( )
São rastros vivos de outono. ( ) São rastros vivos de outono. ( )
O vento sopra em solidão, ( ) O vento sopra em solidão, ( )
Trazendo histórias sem seu dono. ( ) Trazendo histórias sem seu dono. ( )
ESQUEMA DE RIMAS
O mar me chama lá do cais, ( ) O mar me chama lá do cais, ( )
Com ondas feitas de canção. ( ) Com ondas feitas de canção. ( )
Os barcos vêm e vão, fugaz, ( ) Os barcos vêm e vão, fugaz, ( )
Levando sonhos pelo chão. ( ) Levando sonhos pelo chão. ( )
A espuma beija minha pele, ( ) A espuma beija minha pele, ( )
Sussurra histórias no areal. ( ) Sussurra histórias no areal. ( )
O vento dança e se revele, ( ) O vento dança e se revele, ( )
Num movimento tão real. ( ) Num movimento tão real. ( )

Common questions

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Water emerges as a multifaceted symbol of life's passage, emotional flow, and existential reflection in the poems. In Cecília Meireles, water's insubstantiality parallels fleeting love; in Gullar's solemn walk and Fagundes Varela's flowing rivers, it embodies solitude's continuity and nature's silent witness. Castro Alves uses water in tears, linking sorrow and memory, while in Ferraz, life's transience is highlighted by cosmic distances. Across these works, water's symbolism extends from emotional and temporal transience to a medium connecting personal and universal experiences.

Time in these poems is captured through structural elements such as rhyme schemes, imagery, and pacing. In Ferraz's poem, the past is reflected upon with the metaphor of life as a film, capturing transient moments, while Olavo Bilac speaks to the timeless nature of identity and macro-lives with his portrayal of past glory. The use of consistent rhyme and rhythm punctuates temporal flow and memory, creating a cadence that mirrors life's rhythms. This structural manifestation of time enables a layering of experiences, where poetic form becomes a vessel for temporal exploration and memory.

Nostalgia in Olegário Mariano's poem is expressed through the imagery of moonlight and the silent shadow that moves closer as the speaker recalls their past aloud. It creates a sense of longing for past times shared with the silent presence beside them. In contrast, Ferraz encapsulates nostalgia with the metaphor of a life film impregnated in the last moment, connoting a fleeting reflection on past experiences over cosmic distances, highlighting nostalgia's enduring presence. In both poems, nostalgia is tied to memory and the passage of time, but Mariano's is more intimate, whereas Ferraz's is cosmic and contemplative.

Ferreira Gullar's depiction of solitude centers around the oppressive nature of loneliness, characterized by 'walls of solitude' that suffocate his song, reflecting an internal struggle with isolation. In contrast, Fagundes Varela portrays solitude through the natural imagery of a flowing river and gentle birds, suggesting a more serene and peaceful acceptance of solitude as part of the natural world. While Gullar emphasizes solitude's suffocating and silent oppression, Varela presents it as a quiet accompaniment to life's flow.

Machado de Assis uses metaphor, imagery, and paradox in 'Uma Criatura' to convey existential complexity. The creature devouring itself symbolizes the self-destructive aspects of human nature. Imagery such as 'convulsions estranhas' and 'a maneira do abismo' creates a vivid, tumultuous depiction of existence as both alluring and consuming. The paradox in 'amor e egoísmo' suggests the duality of human motives, capturing the contradictory nature of life where beauty and turmoil coexist. These devices create a rich tapestry illustrating the intricate and often contradictory essence of existence.

Environmental imagery in Castro Alves' poem, such as 'úmida senzala' and 'pranto,' creates a somber setting that enhances the theme of longing and memory. The oppressive environment reflects the slave's yearning for freedom and his homeland, as he remembers his past through song. The imagery of tears and the hearth evoke warmth and loss, contrasting with the harshness of captivity. This use of natural elements underscores the emotional depth of the slave's longing, making the memory of lost freedom vivid and poignant.

Cecília Meireles' poem portrays love as something that holds no tangible importance or weight, akin to 'a rose of foam.' This metaphor suggests that love, while beautiful and delicate, lacks substance and permanence. The use of the foam rose signifies the fleeting and ethereal nature of love, highlighting how it may appear significant but ultimately lacks a strong foundation or impact.

Olavo Bilac's poem reflects identity and belonging by exploring the nostalgia and romanticism of a past life as an Arabic sheikh. The themes emerge through the description of the sheikh's valor and possessions (space, a horse, bravery) as his true wealth, despite poverty. This portrayal suggests a deeper connection to freedom and identity, emphasizing the sheikh's belonging to an unbounded world defined by his spirit and experiences rather than material wealth. This establishes a narrative of identity rooted in personal valor and belonging to the boundless desert landscape.

In William Shakespeare's sonnet, internal struggles are represented through the imagery of an imperfect actor and a person filled with hatred. The actor's incompetence due to fear symbolizes how internal doubts and anxieties can hinder one's abilities. Similarly, the imagery of a heart breaking under the weight of hatred underscores the destructive impact of unresolved emotions. This reflective exploration of internal conflict is heightened by the striking contrast between external actions and internal turmoil, thus illustrating the profound impact of internal psychological struggles on one's outward life.

In Olegário Mariano's poetry, the interplay of sound and silence is pivotal in portraying companionship. The soft 'garoando' of moonlight outside creates a tranquil soundscape, contrasting with the profound silence of the shadow beside the speaker. This juxtaposition emphasizes presence and absence within companionship, with sound representing external comfort and silence symbolizing internal solitude and connection. The shifting dynamic between the two evokes a deeper companionship that transcends spoken words, creating an intimate communion celebrated through shared quietness.

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