Mecânica dos Solos
UNIDADE 4 - PLASTICIDADE E CONSISTÊNCIA DOS SOLOS
4.1 Introdução
Os solos que apresentam certa porcentagem da fração fina (silte e argila), não podem ser
adequadamente caracterizados pelo ensaio de granulometria. São necessários outros parâmetros tais
como: forma das partículas, a composição mineralógica e química e as propriedades plásticas, que
estão intimamente relacionados com o teor de umidade.
Define-se plasticidade como sendo a propriedade dos solos finos que consiste na maior ou menor
capacidade de serem moldados sob certas condições de umidade. A plasticidade é a propriedade de
solos finos, entre largos limites de umidade, de se submeterem a grandes deformações permanentes,
sem sofrer ruptura, fissuramento ou variação de volume apreciável.
As partículas que apresentam plasticidade são, principalmente, os argilo-minerais. Os minerais como
o quartzo e o feldspato não desenvolvem misturas plásticas, mesmo que suas partículas tenham
diâmetros menores do que 0,002mm.
A influência do teor de umidade nos solos finos pode ser facilmente avaliada pela análise da estrutura
destes tipos de solos. As ligações entre as partículas ou grupo de partículas são fortemente dependentes
da distância. Portanto, as propriedades de resistência e compressibilidade são influenciadas por
variações no arranjo geométrico das partículas. Quanto maior o teor de umidade implica em menor
resistência.
4.2 Composição mineralógica das argilas
A argila é a fração do solo, cujas partículas apresentam um diâmetro inferior a 0,002mm (NBR 7250)
e que, em contato com a água, adquire plasticidade. A fração argila, no entanto, não é constituída só
de partículas que apresentam plasticidade. É constituída de diversos tipos de partículas, que podem
ser classificadas de acordo com a Tabela 4.1.
Tabela 4.1 – Classificação em função do tipo de partícula (Lambe e Whittman, 1972).
Argilo minerais
Hidróxidos de Fe e Al
Substâncias inorgânicas Quartzo
Minerais não argílicos Micas
Feldspatos
Calcita e dolomita
Vegetal (húmus)
Substâncias orgânicas
Animal (microorganismos)
A plasticidade de um solo é devida aos argilo-minerais, às micas e ao húmus existentes. O teor de
argilo-minerais na fração argila dos solos é, quase sempre, muito superior aos de mica e de húmus e,
portanto, o estudo dos argilo-minerais deve merecer destaque.
4.2.1 Argilo-minerais
Os argilo-minerais são, fundamentalmente, silicatos hidratados de alumínio, que apresentam
plasticidade, permuta catiônica, dimensões geralmente inferiores a 2 mícron e forma lamelar e
alongada.
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Os argilo-minerais compreendem uma grande família de minerais, que podem ser classificados em
diversos grupos, conforme a estrutura cristalina e as propriedades semelhantes. Os principais grupos
de argilo-minerais são os das caulinitas, ilitas e montmorilonitas.
4.3 Estados de consistência
No inicio do século XX, um químico sueco Albert Atterberg, realizou pesquisas sobre as propriedades
dos solos finos (consistência). Segundo ele, os solos finos apresentam variações de estado de
consistência em função do teor de umidade. Isto é, os solos apresentam características de consistência
diferentes conforme os teores de umidade que possuem. Há teores de umidade limite que foram
definidos como limites de consistência ou limites de Atterberg.
O termo consistência refere-se primariamente ao grau de resistência e plasticidade do solo que
dependem das ligações internas entre as partículas do solo. Os solos ditos coesivos possuem uma
consistência plástica entre certos teores limites de umidade. Abaixo destes teores eles apresentam uma
consistência sólida e acima uma consistência liquida. Pode-se ainda distinguir entre os estados de
consistência plástica e sólida, uma consistência semi-sólida.
Uma massa de solo argiloso no estado líquido (por exemplo, lama) não possui forma própria e tem
resistência ao cisalhamento nula. Retirando-se água aos poucos, por secamento da amostra, a partir de
um teor de umidade esta massa de solo torna-se plástica, quando para um teor de umidade constante
poderá ter sua forma alterada, sem apresentar uma variação sensível do volume, ruptura ou
fissuramento. Continuando o secamento da amostra, atinge-se um teor de umidade no qual o solo
deixa de ser plástico e adquire a aparência de sólido, mas ainda apresentando uma variação de volume
para teores de umidade decrescentes, porém mantendo-se saturado, se encontrando no estado semi-
sólido. Finalmente, a partir de um teor de umidade, amostra começará a secar, mas a volume constante,
até o secamento total, tendo atingido o estado sólido. A Figura 4.6 mostra o descrito anteriormente,
lembrando que ∆V = Vo – Vf é igual ao volume de água da amostra, perdido por secamento, para se
passar do estado líquido ao sólido.
Os teores de umidade correspondentes aos limites de consistência entre sólido e semi-sólido; semi-
sólido e plástico; e plástico e líquido são definidos como limite de contração, limite de plasticidade e
limite de liquidez.
Vf
Sr < 100% Sr = 100%
Vi
Estado
líquido
Estado
V0 plástico
Estado
Estado
semi-sólido
sólido
0 LC LP LL
Teor de umidade (w%)
Figura 4.6 - Estados e limites de consistência.
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A plasticidade de um solo argiloso está relacionada à forma de suas partículas, e que é característica
do argilo-mineral existente no solo. Diversos autores vêm procurando correlacionar os limites de
consistência com os aspectos mineralógicos das argilas. A Tabela 4.2 mostra os valores dos limites de
consistência de alguns argilo-minerais.
Tabela 4.2 - Limites de consistência (Mitchell, 1976).
Argilo-minerais Limite de Liquidez Limite de Plasticidade Limite de Contração
LL (%) LP (%) LC (%)
Montmorilonita 100 - 900 50 - 100 8,5 - 15
Ilita 60 - 120 35 - 60 15 - 17
Caulinita 30 - 110 25 - 40 25 - 29
4.4 Determinação experimental dos limites de consistência
Ainda que, os limites de liquidez e de plasticidade possam ser obtidos através de ensaios bastante
simples, a interpretação física e o relacionamento quantitativo dos seus valores, com os fatores de
composição do solo, tipo e quantidade dos minerais, tipo de cátion adsorvido, forma e tamanho das
partículas, composição da água é difícil e complexo.
4.4.1 Limite de liquidez (LL)
No ensaio de limite de liquidez mede-se, indiretamente, a resistência ao cisalhamento do solo para
um dado teor de umidade, através do número de golpes necessários ao deslizamento dos taludes da
amostra; para um teor de umidade igual ao limite de liquidez foram encontrados valores iguais a 2,5
kPa, valores estes muito baixos, indicando a proximidade do estado líquido e sendo a maior parte desta
resistência devida às forças atrativas entre as partículas que por sua vez estão relacionadas a atividade
superficial dos argilo-minerais.
O limite de liquidez de um solo é o teor de umidade que separa o estado de consistência líquido do
plástico e para o qual o solo apresenta uma pequena resistência ao cisalhamento. O ensaio utiliza o
aparelho de Casagrande, onde tanto o equipamento quanto o procedimento são normalizados
(ABNT/NBR 6459/82).
O aparelho de Casagrande, mostrado na Figura 4.7 é formado por uma base dura (ebonite), uma
concha de latão, um sistema de fixação da concha à base e um parafuso excêntrico ligado a uma
manivela que movimentada a uma velocidade constante, de duas rotações por segundo, elevará a
concha a uma altura padronizada para a seguir deixá-la cair sobre a base. Um cinzel (gabarito), com
as dimensões mostradas na mesma figura completa o aparelho. O solo utilizado no ensaio é a fração
que passa na peneira de 0,42mm (# 40) de abertura e uma pasta homogênea deverá ser preparada e
colocada na concha; utilizando o cinzel, deverá ser aberta uma ranhura, conforme mostrado na Figura
4.8. Conforme a concha vai batendo na base, os taludes tendem a escorregar e a abertura na base da
ranhura começa a se fechar. O ensaio continua até que os dois lados se juntem, longitudinalmente, por
um comprimento igual a 10,0 mm, interrompendo-se o ensaio nesse instante e anotando-se o número
de golpes necessários para o fechamento da ranhura.
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Figura 4.7 - Aparelho de Casagrande.
Retirando-se uma amostra do local onde o solo se uniu determina-se o teor de umidade, obtendo-
se assim um par de valores, “teor de umidade x número de golpes”, que definirá um ponto no gráfico
de fluência. A repetição deste procedimento para teores de umidade diversos, permitirá construir o
gráfico apresentado na Figura 4.9. Convencionou-se, que no ensaio de Casagrande, o teor de umidade
correspondente a 25 golpes, necessários para fechar a ranhura, é o limite de liquidez.
Figura 4.8 - Ensaio de limite de liquidez.
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Gráfico - Limite de Liquidez
100
25
10
25 26 27 28 29 30 31
Umidade (%)
Figura 4.9 – Gráfico de limite de liquidez
4.4.2 Limite de plasticidade (LP)
Uma explicação para o limite de plasticidade não é tão simples, como a do limite de liquidez,
podendo-se citar, entre outras, a que sugere que o limite de plasticidade corresponde a um teor de
umidade do solo que para valores menores do que ele, as propriedades físicas da água não mais se
igualam às da água livre ou de que o limite de plasticidade é o teor de umidade mínimo, no qual a
coesão é pequena para permitir deformação, porém, suficientemente alta para garantir a manutenção
da forma adquirida. Independentemente, das explicações sugeridas, o limite de plasticidade é o
extremo inferior do intervalo de variação do teor de umidade no qual o solo apresenta comportamento
plástico.
O equipamento necessário à realização do ensaio é muito simples tendo-se, apenas, uma placa de
vidro com uma face esmerilhada e um cilindro padrão com 3mm de diâmetro, conforme esta
representado na Figura 4.10. O ensaio inicia-se rolando, sobre a face esmerilhada da placa, uma
amostra de solo com um teor de umidade inicial próximo do limite de liquidez, até que, duas condições
sejam, simultaneamente, alcançadas: o rolinho tenha um diâmetro igual ao do cilindro padrão e o
aparecimento de fissuras (inicio da fragmentação). O teor de umidade do rolinho, nesta condição,
representa o limite de plasticidade do solo. O ensaio é normalizado pela NBR 7180/82.
Figura 4.10 - Determinação do limite de plasticidade.
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4.4.3 Limite de contração (LC)
O limite de contração é o teor de umidade que separa o estado semi-sólido do sólido. Uma argila,
inicialmente saturada e com um teor de umidade próximo do limite de liquidez, ao perder água sofrerá
uma diminuição do seu volume igual ao volume de água evaporada, até atingir um teor de umidade
igual ao limite de contração. A partir deste valor a amostra secará a volume constante. A Figura 4.11
mostra o descrito, onde no esquema central estão indicados os valores das fases líquida e sólida que
possibilita calcular o limite de contração. O esquema à esquerda indica as condições iniciais da
amostra e à direita as condições, após a secagem.
(a) (b) (c)
Figura 4.11 - Limite de contração
O limite de contração é igual a:
LC = Ww/Ws
quando se conhece o peso específico dos sólidos, o peso de água, poderá ser calculada por:
Ww = (Vf - Ws/γ s) . γ w
que são grandezas facilmente determináveis em laboratório, resultando:
LC = γ w . (Vf/Ws - 1/γ s)
Se o peso específico dos sólidos não é conhecido, o limite de contração pode ser determinado pela
expressão:
LC = w0 - γ w . (V0 - Vf)/Ws
onde w0 é o teor de umidade de moldagem do corpo de prova.
A determinação do limite de contração, em laboratório, segue os esquemas da Figura 4.11 utilizando-
se do equipamento mostrado na Figura 4.12. Inicialmente deverá ser preparada uma pasta, com teor
de umidade próximo do limite de liquidez e que será colocada em recipiente próprio e extraído o ar
contido na amostra. A seguir esta é deixada secar, no inicio ao ar e depois em estufa. O volume da
pastilha seca é obtido imergindo-a em mercúrio e determinando o peso do mercúrio extravasado,
Vf = Whg/γ hg
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Figura 4.12 - Ensaio de contração
No final desta unidade são apresentados dois exemplos de determinações dos limites físicos.
4.5 Índice de plasticidade (IP)
Dos diversos índices, relacionando os limites de liquidez, de plasticidade e às vezes o teor de umidade
do solo, o mais utilizado atualmente é o índice de plasticidade. Fisicamente representaria a quantidade
de água que seria necessário a acrescentar a um solo, para que ele passasse do estado plástico ao
líquido. Sendo definido como a diferença entre o limite de liquidez e o limite de plasticidade, portanto,
temos:
IP = LL – LP
Este índice determina o caráter de plasticidade de um solo, assim, quando maior o “IP”, tanto
mais plástico será o solo.
Sabe-se, ainda, que as argilas são tanto mais compressíveis quando maior for o “IP”. Segundo
Jenkins, os solos poderão ser classificados em:
- fracamente plásticos 1 < IP ≤ 7
- medianamente plásticos 7 < IP ≤ 15
- altamente plásticos IP > 15
4.6 Índice de consistência (IC)
Quanto à consistência os solos finos podem ser subdivididos em muito moles (vazas), moles, médias,
rijas e duras. Busca situar o teor de umidade do solo no intervalo de interesse para a utilização na
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prática, ou seja, entre o limite de liquidez e o de plasticidade. As argilas moles, médias e rijas situam-
se no estado plástico; as muito moles no estado líquido e as duras no estado semi-sólido.
Quantitativamente, cada um dos tipos pode ser identificado quando se tratar de argilas saturadas, pelo
seu índice de consistência, IC = (LL - w)/IP, do seguinte modo:
- muito moles IC < 0
- moles 0 < IC < 0,50
- médias 0,50 < IC < 0,75
- rijas 0,75 < IC < 1,00
- duras IC > 1,00
O índice de consistência é a relação entre a diferença do limite de liquidez para umidade natural e o
índice de plasticidade.
Qualitativamente, cada um dos tipos pode ser identificado do seguinte modo:
- muito moles: as argilas que escorrem com facilidade entre os dedos, se apertadas nas mãos;
- moles: as que são facilmente moldadas pelos dedos;
- médias: as que podem ser moldadas pelos dedos;
- rijas: as que requerem grande esforço para serem moldadas pelos dedos;
- duras: as que não podem ser moldadas pelos dedos e que, ao serem submetidas o grande
esforço, desagregam-se ou perdem sua estrutura original.
A consistência das argilas e siltes argilosos é correlacionada com o índice de resistência à penetração
obtido no ensaio de SPT, como mostra a Tabela 4.3.
Tabela 4.3 – Correlação entre SPT e a consistência das argilas e siltes argilosos
Índice de resistência à penetração
Designação
N (SPT)
→ R< 0,5 Kg/cm2 ≤2 muito mole
a5 mole
a 10 média (o)
→ R > 4,0 Kg/cm2
a 19 rija (o)
> 19 dura (o)
4.7 Índice de liquidez (IL)
Esse índice é unitário para solos com teor de umidade natural igual ao limite de liquidez, e zero para
solos que tem umidade natural igual ao limite de plasticidade.
O índice de liquidez é indicativo das tensões vividas pelo solo ao longo de sua história geológica.
Argilas normalmente adensadas têm índices de liquidez próximos da unidade ao passo que argilas pré-
adensadas têm índices próximos de zero. Valores intermediários para o índice de liquidez são
freqüentemente encontrados. Excepcionalmente pode exceder a unidade, como no caso das argilas
extra-sensíveis ou pode ser negativo, como no caso das argilas excessivamente pré-adensadas.
O índice de liquidez de um solo, IL, é expresso por:
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onde,
w = umidade natural
LL = limite de liquidez
LP = limite de plasticidade
4.8 Atividade coloidal (Ac)
É a relação entre o índice de plasticidade e a porcentagem da fração argilosa menor que 2 microns
(0,002mm).
Ac = IP / (% fração de partículas < 2µ)
A atividade coloidal serve como indicação da maior ou menor influência das propriedades
mineralógicas e químico-coloidal, da fração argila, nas propriedades geotécnicas de um solo argiloso.
Segundo Skempton, os solos finos poderão ser classificados em:
- argilas de atividade baixa Ac < 0,75
- argilas de atividade normal 0,75 < Ac < 1,25
- argilas de atividade alta Ac > 1,25
4.9 Grau de contração (C)
É a razão da diferença entre os volumes inicial (Vo) e final (Vf) após a secagem da amostra, para o
volume inicial (Vo), expressa em porcentagem:
C = (Vo - Vf)/ Vo
Segundo Scheidig, a compressibilidade de um solo cresce com o grau de contração, tem-se:
- solos bons C < 5%
- solos regulares 5% < C < 10%
- solos sofríveis 10% < C < 15%
- solos péssimos C > 15%
4.10 Gráfico de plasticidade
Resultados de pesquisas realizados por Arthur Casagrande permitiram a elaboração de um gráfico
(Figura 4.13), que serve para a classificação de um solo segundo as suas propriedades plásticas.
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baixa compressibilidade mediana compressibilidade
e siltes orgânicos
Figura 4.13 - Gráfico de plasticidade.
A partir do gráfico de plasticidade, obtém-se indicações de algumas características dos solos
conforme a Tabela 4.4 e a Figura 4.14.
Tabela 4.4 - Características dos solos em função da razão de variação dos limites de Atterberg.
LL = constante LL = crescente
Características
IP = crescente IP = constante
Compressibilidade praticamente nula cresce
Permeabilidade decresce cresce
Plasticidade cresce decresce
Resistência no estado seco cresce decresce
Os limites de Atterberg e os índices associados são empregados na identificação e classificação dos
solos. Freqüentemente os limites são utilizados para controlar os solos e em métodos semi-empíricos
de projeto.
Os limites não fornecem características referentes a estrutura do solo, pois esta é destruída no
preparo da amostra para a determinação destes valores.
O gráfico de plasticidade de Casagrande foi proposto a partir de um grande número de ensaios em
solos pertencentes, na sua maioria, a regiões não tropicais. Portanto para solos residuais e tropicais o
gráfico é muitas vezes inadequado. IP (%)
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LL (%)
Figura 4.14 - Direção da variação de permeabilidade, compressibilidade, tenacidade
(plasticidade) e resistência no estado seco dos solos no gráfico de plasticidade.