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Inclusão na Educação Infantil: Práticas e Desafios

O documento aborda a importância da inclusão social na educação, enfatizando a necessidade de uma abordagem pedagógica que respeite e acolha as diferenças. Destaca a evolução do conceito de necessidades educacionais especiais e propõe estratégias práticas para promover a inclusão de alunos com deficiências nas salas de aula. Além disso, enfatiza a colaboração entre escola, família e comunidade como essencial para o sucesso da educação inclusiva.

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Shirlei Souza
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Inclusão na Educação Infantil: Práticas e Desafios

O documento aborda a importância da inclusão social na educação, enfatizando a necessidade de uma abordagem pedagógica que respeite e acolha as diferenças. Destaca a evolução do conceito de necessidades educacionais especiais e propõe estratégias práticas para promover a inclusão de alunos com deficiências nas salas de aula. Além disso, enfatiza a colaboração entre escola, família e comunidade como essencial para o sucesso da educação inclusiva.

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CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI

ELANIA CONCEIÇÃO DA SILVA TEIXEIRA

PRÁTICA PEDAGÓGICA
PROFISSIONAL

SETE LAGOAS/MG
2025
ELANIA CONCEIÇÃO DA SILVA TEIXEIRA

PRÁTICA PEDAGÓGICA
PROFISSIONAL

Trabalho apresentado à disciplina Prática


Profissional, do Centro Universitário
FAVENI, no Curso de 2ª Licenciatura em
Educação Especial, como pré-requisito para
aprovação
.

SETE LAGOAS/MG
2025
1. TÍTULO

Sabe-se que a Inclusão Social na Escola é um fenômeno que tem como


consequência o surgimento de uma sociedade que trata todos como iguais. No entanto,
esse momento histórico de luta por direitos iguais, por dignidade humana, por qualidade
de vida, revela uma crise, uma ruptura de paradigmas, vivida pela maioria das nações,
nas quais uma cultura segregada a impede o crescimento da pessoa com deficiência
enquanto cidadão com direitos e deveres iguais a todos, respeitando suas diferenças.

2. APRESENTAÇÃO

O conceito de necessidades educacionais especiais tem sido muito questionado


nos últimos anos em decorrência de ser um termo amplo e vago, não se restringindo
aos sujeitos com deficiência, mas às minorias excluídas socialmente, e, ainda, a todos
àqueles que necessitem de qualquer apoio para realizar suas atividades regularmente.
Construir uma sociedade inclusiva é um processo de suma importância para o
desenvolvimento e preservação de um Estado democrático. Entende-se por inclusão o
direito, a todos, do alcance continuado ao lugar comum da vida em comunidade,
comunidade essa que deve estar orientada por ações de acolhimento à diversidade
humana, de aceitação das diferenças individuais, de esforço coletivo na equiparação de
oportunidades de desenvolvimento, com qualidade, em todas as dimensões da vida
(Diretrizes Nacionais de Educação Especial para Educação Básica-BRASIL, 2001,
p.13).
Segundo MARCHESI E MARTIN (1995), essa terminologia, contudo, surgiu na
década de 70 e foi divulgada a partir do Informe WARNOCK, publicado na Inglaterra,
em 1974, com o objetivo de deixar para trás termos pejorativos que rotulavam as
pessoas deficientes. Esse documento adotou o conceito de necessidades educacionais
especiais e teve grande repercussão internacional. A esse respeito, MARCHESI E
MARTIN (1995, p. 13), afirmam:
Ao passo que a concepção baseada na deficiência considerava mais normal à
escolarização destes alunos em centros específicos de educação especial, a
concepção baseada nas necessidades educacionais especiais vê a integração
como a opção normal, sendo extraordinárias as decisões mais segregadas.

A educação infantil passou a ser analisada como direito social relevante no


histórico da política brasileira. Constituiu-se através de lutas dos movimentos sociais no
final da década de 1980, a partir da Constituição Federal de 1988, quando foi garantido
o direito ao acesso a todas as crianças a creches e pré-escolas em suas comunidades.
O constituinte dá uma definição política de educação: é um direito de todos e
dever do Estado e da Família. Porém é de extrema significância observar um detalhe
interessante: na passagem do artigo 205, proclamada em 1988, em que fica
subentendido que a tarefa de educação é primeiramente do Estado ou Poder Público e
em segunda instância, a família.
Para a construção de uma verdadeira sociedade inclusiva é importante, também,
que se tenha preocupação e cuidado com a linguagem que se utiliza, afinal, através da
linguagem é possível expressar, voluntariamente ou involuntariamente, aceitação,
respeito ou preconceito e discriminação em relação às pessoas ou grupos de pessoas,
conforme suas características.
Segundo SASSAKI, (2005) se, desejamos falar ou escrever construtivamente,
numa perspectiva inclusiva, sobre qualquer assunto de cunho humano, é imprescindível
conhecer e usar corretamente os termos técnicos, pois a terminologia correta é
especialmente importante quando abordamos assuntos tradicionalmente carregados de
preconceitos, estigmas e estereótipos.
Sabemos que os termos podem ser considerados corretos ou incorretos, em
função de diferentes valores e conceitos vigentes em cada sociedade e em cada época.
Assim, com o decorrer do tempo, mudam-se os valores, mudam-se os conceitos e,
mudam-se também, os termos. Estas outras palavras podem já existir na língua falada
e escrita, mas, neste caso, passam a ter novos significados. Ou então são construídas
especificamente para designar conceitos novos.
A preocupação com a terminologia está no fato de que o uso incorreto de um
determinado termo ou palavra pode reforçar e perpetuar ideias e informações
equivocadas, e conceitos ultrapassados.
Este fato pode, muitas vezes, ser a causa da dificuldade ou da demora com que
as pessoas em geral e até mesmo os profissionais mudam seus conceitos,
comportamentos, raciocínios e conhecimentos em relação às pessoas ou grupos de
pessoas consideradas ‘diferentes’.
SASSAKI (2005) ressalta ainda que isto pode, também, causar resistências
contra mudanças de paradigmas como o que aconteceu, por exemplo, com os termos
‘integração’ e ‘inclusão’ em todos os sistemas sociais comuns.

A prática de segregar as pessoas com deficiências foi constituída


historicamente a partir das necessidades de sobrevivência de um meio hostil,
mais se efetivou, de fato entre as comunidades que adotaram uma estrutura de
classes, privilegiando alguns de seus membros considerados mais eficientes no
acumulo de bens materiais. (FERNANDES, 2007, p.37).

O interesse nesse tema está provocando a revisão de numerosos sistemas


educacionais, que, por consequência, delinearam ações harmônicas, como fazer o
possível para que a educação chegue a todos os alunos em contextos regulares e não
segregados.

3. OBJETIVOS

Objetivo geral: analisar o processo de inclusão dos alunos com necessidades


especiais em sala de aula.

Objetivos Específicos:
- Conhecer as possíveis dificuldades dos professores em relação ao processo de
ensino;
- Verificar se a adequação curricular dos alunos especiais comtempla suas
necessidades;
- Apresentar os aspectos positivos no ambiente escolar relacionado ao processo de
ensino e aprendizagem

4. METODOLOGIA
A inclusão na Educação Infantil é uma ação social e cidadã muito importante,
pois ajuda diretamente as crianças com necessidades especiais e também promove um
aprendizado valiosíssimo para todos os alunos, que é o respeito às diferenças.
Para trabalhar a inclusão na Educação Infantil na prática, é essencial que a
equipe pedagógica faça um planejamento das atividades que são significativas para os
alunos e que promovam a integração. Também é importante considerar o ritmo de cada
estudante e as suas peculiaridades, somente assim a educação será realmente
inclusiva.
Outro passo importante é agrupar os alunos na maioria das atividades
desenvolvidas. O trabalho conjunto incentiva a cooperação, a construção do espírito
solidário e a troca de conhecimentos. Não importa que o aluno, em alguns momentos,
copie do outro. O que vai lhe impedir que ele faça isso em todos os momentos é o fato
de você elaborar atividades cujos desempenhos sejam obrigatoriamente diferentes.

- Gincana entre alunos e famílias


A integração é a palavra-chave para a inclusão na Educação Infantil, por isso,
nada melhor do que envolver as famílias em atividades que unem aprendizado e muita
diversão. Por meio de gincanas ou jogos simbólicos (Super-herói, fadas, princesas,
unicórnio, mundo de doces, ou seja, tudo aquilo que não existe, que vem da
imaginação), a comunidade se aproxima, as crianças começam a colaborar umas com
as outras e os pequenos com necessidades especiais se sentem parte do todo, e isso é
fundamental para estimulá-los dentro e fora do ambiente escolar.

- Atividades que colocam os alunos em movimento


Por meio de músicas e cantigas populares, os educadores podem desenvolver
atividades que ajudam a estimular o movimento das crianças, melhorando também a
socialização. O clássico "Dona Aranha", por exemplo, pode guiar uma brincadeira com
barbantes na qual o educador monta uma rede e os alunos têm que passar por ela para
concluir a atividade. É uma dica interessante para professores da Educação Infantil que
tenham alunos com necessidades especiais que não estejam ligadas a redução de
movimentos físicos.
- Planejamento coletivo das atividades
Essa dica não é especificamente sobre uma atividade, mas sim sobre como
montar um planejamento coletivo, visando à inclusão na Educação Infantil. Os gestores,
os professores e todos os membros da equipe pedagógica podem se unir para
reformular objetivos do plano de atendimento educacional inclusivo da criança com
necessidades especiais. Quanto mais pessoas abertas e dedicadas a oferecer o melhor
para os alunos, maiores serão as chances de promover um ensino de qualidade, justo e
acessível.

5. CRONOGRAMA

O QUE FAZER? QUANDO FAZER? RESPONSÁVEIS


Planejamento das Datas: Professora regente e
atividades em reunião Entrega do projeto início pedagoga
pedagógica do ano letivo

6. RECURSOS NECESSÁRIO

Recursos Humanos: crianças e professores

Recursos Materiais: jogos simbólicos (Super-herói, fadas, princesas, unicórnio, mundo


de doces, ou seja, tudo aquilo que não existe que vem da imaginação), aparelho de
som e CDs com cantigas populares.

7. RESULTADOS ESPERADOS

Incluir os alunos com necessidades especiais nas salas de aulas e em todos os


segmentos é uma forma de aceitá-los como eles são. Não importa que tipo de
deficiência eles carreguem, o importante é dar a eles oportunidades para que se sintam
valorizados. O trabalho de inclusão não poderá ser finalizado enquanto existir
necessidade de aprimoramento tanto das práticas de ensino como também dos
sistemas educacionais.
A inclusão é uma realidade que não pode mais esperar melhores preparos por
parte das instituições de ensino, como também dos responsáveis em promover a
dignidade humana, buscando com isso os valores éticos para que todos tenham lugar e
vez nos demais segmentos da sociedade.
Não obstante, a inclusão também pressupõe um maior envolvimento entre a
família e a escola e entre a escola e a comunidade, onde todos buscam uma educação
de qualidade para todas as crianças com necessidades especiais.
Assim, ao atentar-se aos grupos marginalizados e vulneráveis, a educação
inclusiva de qualidade busca desenvolver todo o potencial de cada pessoa, objetivando
erradicar todas as modalidades de discriminação e fomentar a coesão social.
A educação inclusiva desde que bem estruturada em todos os níveis da escola, é
um processo viável, pois favorece a aprendizagem e promoção dos alunos com
deficiência e demais alunos, contribuindo para a formação de todos, ambos aprendem a
conviver com as diferenças e também a superar os obstáculos por elas impostos.

8. REFERÊNCIAS

ANACHE, A. A. MACIEL; C. E. MACIEL (Org.) Educação Especial. Campo Grande,


MS – 2011. Acesso em 10/12/24.

BRASIL. Lei n. 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Estabelece normas gerais e


critério básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de
deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. Diário Oficial da
União, Brasília, DF, 20 dez. 2001. Acesso em Acesso em 10/12/24.

BRASIL. Ministério da Educação. Plano Nacional de Educação (PNE). Brasília, DF:


MEC/INEP, 1997. Acesso em Acesso em 10/12/24.

FERNANDES, E. M. Educação para todos, saúde para todos: a urgência da adoção


de um paradigma multidisciplinar nas políticas públicas de atenção a pessoas
portadores de deficiências. Benjamim Constant, Rio de Janeiro, 2007. Acesso em
10/12/24.

FREIRE, Paulo. Educação como prática da Liberdade. 23ª ed. Rio de Janeiro, Paz e
Terra, 1999. Acesso em 10/12/24.
MANTOAN, M.T.É. Caminhos pedagógicos da Inclusão. São Paulo. Memnon, 2001,
p. 115. Acesso em 10/12/24.

MARCHESI, Á. MARTIN, E. Da terminologia do distúrbio às necessidades


especiais. In: COLL. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995. Acesso em 10/12/24.

SASSAKI, R. K. Inclusão - Construindo uma Sociedade para Todos. 3. ed. Rio de


Janeiro: WVA, 2005. Acesso em 10/12/24.

SÁNCHEZ, Pilar Arnaiz. Inclusão. Revista da Educação Especial. Outubro de 2005.


Acesso em 10/12/24.

SAVIANI, D. Educação brasileira: estrutura e sistema. Campinas: Editores


Associados, 1995. Acesso em 10/12/24.

ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998. Acesso
em 10/12/24.
RELATÓRIO FINAL DO PROJETO DE INTERVENÇÃO

A vivência da prática permitiu adquirir algumas competências práticas que


complementam a repertório teórico adquirido ao longo desta Licenciatura. Depois da
aquisição das noções e conceitos teóricos fundamentais, houve a necessidade
experimentar a sua aplicação prática no sentido de atribuir aos conceitos adquiridos o
carácter utilitário que lhes era reconhecido.
Por entre as dificuldades encontradas, geraram-se oportunidades para evoluir e
de aprender algo de novo, assumindo esses mesmos obstáculos como testes para
reforçar as nossas potencialidades e superar limitações. Foram desenvolvidos esforços
para que, apesar da pressão inerente à realização da prática devido à falta de traquejo,
conseguíssemos propiciar a aquisição de conhecimento por parte dos Alunos e do
desenvolvimento de aptidões que possibilitassem a formação e transformação dos
Alunos.
Todo o planeamento elaborado na prática profissional foi analisado à posteriori, e
ao contrário do que é costume dizer-se, é possível planear o futuro através do passado,
através da assunção e reconhecimento das potencialidades e das limitações.
Foi procurada a concretização prática princípios pedagógicos e didáticos
essenciais com o objetivo de aumentar progressivamente a eficácia do ensino, a
qualidade de intervenção do Professor e consequentemente promover as condições de
aprendizagem ideais para os Alunos.
Neste sentido, verifica-se que o processo de ensino, para além de ser o processo
de aprendizagem para os Alunos, foi simultaneamente o processo de aprendizagem do
Professor Estagiário.
As atividades organizadas no âmbito extracurricular, constituíram igualmente
uma mais-valia para o processo educativo dos Alunos, através do desenvolvimento e
complementação de conteúdos e competências próprios, não só da Educação Física,
mas também multidisciplinares.

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