0% acharam este documento útil (0 voto)
6 visualizações17 páginas

História do Calendário e Tempo

O documento aborda a definição de unidades de tempo como dia, mês e ano, explicando suas origens e evoluções históricas. Detalha a evolução dos calendários, desde o romano até o gregoriano, incluindo as reformas de Júlio César e Papa Gregório XIII. Também menciona a importância das estações do ano e o movimento dos astros na definição do calendário.

Enviado por

mirellegcoppi
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
6 visualizações17 páginas

História do Calendário e Tempo

O documento aborda a definição de unidades de tempo como dia, mês e ano, explicando suas origens e evoluções históricas. Detalha a evolução dos calendários, desde o romano até o gregoriano, incluindo as reformas de Júlio César e Papa Gregório XIII. Também menciona a importância das estações do ano e o movimento dos astros na definição do calendário.

Enviado por

mirellegcoppi
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

GAIA 30

Semestre 1 • Fase 1 • bloco fundamental • básico/fundamentos

DIA, MÊS, ANO, HORA


Um dia é uma unidade de tempo geralmente definida como um intervalo igual a 24 horas. O termo
também é utilizado para referir-se à parte do dia total na qual uma dada localidade encontra-se iluminada pela luz
do sol.
O período de tempo medido a partir de meio-dia local ao meio-dia seguinte — especificamente entre duas
passagens do sol pelo meridiano local — é chamado de dia solar.
A média desses valores fornece o dia solar médio, cuja duração é 24 horas.
Mês é o tempo aproximado da translação da Lua ao redor da Terra. corresponde a 1/12 de um ano.
Um Ano corresponde à translação da Terra para completar uma volta em torno do Sol.
Os anos têm uma duração de 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 48 segundos aproximadamente. Mas como
não pode haver todos os anos um 366º dia com as cerca de 6 horas que sobram, no calendário gregoriano realiza-
se, a cada quatro anos, um ajuste no calendário e adiciona-se mais um dia ao ano, sendo que este ano se
denomina bissexto.[1]

A hora foi definida originalmente pelas civilizações antigas (incluindo o Egito, Suméria, Índia e China) tanto
como um doze avos do tempo entre o nascer e o pôr do sol ou como um vinte e quatro avos de um dia. Em ambos
os casos a divisão refletia o amplo uso do sistema de numeração duodecimal e do costume de manter o padrão
entre diferentes grupos de informação (12 meses, 12 signos do zodíaco, uma dúzia).

GAIA • Escola de Astrologia


Rua Treze de Maio 733 • Bela Vista • SP • SP • 01327-000 - Fone: 11 5084-3256 • WhatsApp 11 94488-0911
email: gaiasp@[Link] [Link]
GAIA 31
Semestre 1 • Fase 1 • bloco fundamental • básico/fundamentos

GAIA • Escola de Astrologia


Rua Treze de Maio 733 • Bela Vista • SP • SP • 01327-000 - Fone: 11 5084-3256 • WhatsApp 11 94488-0911
email: gaiasp@[Link] [Link]
GAIA 32
Semestre 1 • Fase 1 • bloco fundamental • básico/fundamentos

O CALENDÁRIO
rápida e resumida história
O calendário atual foi uma evolução do calendário romano e os nomes utilizados vieram dos deuses.
Janeiro: O nome vem do deus romano Jano com duas faces que era um "porteiro celestial". A palavra ianua
significa porta e o mês de janeiro representa justamente a entrada do ano.
Fevereiro: O termo vem da palavra februum que significa purificar; mês dos rituais de purificação romana.
Março: O nome vem do deus da guerra Marte; neste mês começa a primavera no hemisfério norte, que é uma
ótima época para iniciar campanhas militares.
Abril: Neste mês existem duas versões aceitas. Uma delas é que o nome do mês vem de aprire que significa
abrir, que lembraria o desabrochar das flores na primavera. Na outra o nome vem de aprilis, uma comemoração
feita para a deusa Vênus.
Maio: Era uma homenagem a duas deusas, Maia e Flora, que acreditavam serem responsáveis pela primavera e
o crescimento das flores.
Junho: Era uma homenagem a deusa Juno que era protetora da família e dos partos. Também pode ter derivado
do clã romano junius.
Julho: No calendário romano, o primeiro, esse mês era chamado quintilis, porque era o quinto mês. Séculos
depois foi rebatizado em homenagem ao imperador Julius Caesar que tinha sido assassinado.
Agosto: No primeiro calendário ele se chamava sextilis, porque era o sexto mês. Também foi rebatizado em
homenagem ao imperador Augusto.
Setembro a Dezembro: Setembro vem da palavra septem, que significa sete, outubro vem de octo, que significa
oito e assim por diante. Hoje o nome conserva a mesma posição que o mês tinha no calendário romano.
Há muitas controvérsias nos registros antigos, mas esses tempos estavam associados às estações do ano
e ao movimento dos astros que definiam os signos astrológicos.

Calendário Romano
O primeiro calendário romano era um calendário lunar com dez meses, começando no equinócio da
Primavera, implantado, segundo a lenda, por Rômulo, o fundador de Roma aproximadamente em 753 a.C.
Inicialmente considerou-se esses meses com 28 dias, referente ao ciclo da Lua de 28 dias, somando 280
dias num ano
1 Martius 28 / Primavera
2 Aprilis 28
3 Maius 28
4 Junius 28
5 Quintilis 28
6 Sextilis 28
7 Septembris 28
8 Octobris 28
9 Novembris 28
10 Decembris 28

Com o passar do tempo percebeu-se a necessidade de ajustar a duração dos meses para conciliar-se com a
translação do Sol, perfazendo um ano com 305 dias
1 Martius 31 / Primavera
2 Aprilis 30
3 Maius 31
4 Junius 30
5 Quintilis 31
6 Sextilis 30
7 Septembris 31
8 Octobris 30
9 Novembris 31
10 Decembris 30

GAIA • Escola de Astrologia


Rua Treze de Maio 733 • Bela Vista • SP • SP • 01327-000 - Fone: 11 5084-3256 • WhatsApp 11 94488-0911
email: gaiasp@[Link] [Link]
GAIA 33
Semestre 1 • Fase 1 • bloco fundamental • básico/fundamentos

Calendário Juliano
Em 46 a.C., Júlio César, percebendo que as festas romanas marcadas para Março, primeiro mês do ano,
ocorriam em pleno Inverno, por volta de Aprilis, Julio César promoveu uma profunda reforma do calendário,
seguindo de forma prática o modelo do calendário egípcio com o conselho do astrônomo e astrólogo Alexandrino
Sosígenes, com um ano de 365 dias e ajuste de um dia no último mês do ano, corrigido de 4 em 4 anos
1 Martius 31 / Primavera
2 Aprilis 30
3 Maius 31
4 Junius 30
5 Quintilis 31
6 Sextilis 30
7 Septembris 31
8 Octobris 30
9 Novembris 31
10 Decembris 30
11 Januarius 31
12 Februarius 29 ou 30

Com estas mudanças, o calendário passou a ter doze meses que somavam 365 dias ou 366 dias com o
ajuste de 1 dia a mais a cada 4 anos no último mes do ano.
O mês de Martius, que era o primeiro mês do ano, continuou sendo a marcação do equinócio de
Primavera no Hemisfério Norte. Foi abandonado o formato luni-solar do calendário romano se fixando para um
calendário predominantemente solar.
Os anos bissextos definidos no calendário juliano para ocorrer de 4 em 4 anos resultavam num valor
médio do ano de 365 dias e 4 horas que se aproximava muito bem do valor do ano trópico
Dentre essas mudanças foi alterada a ordem do calendário, terminando no mês com termo decimal
1 Januarius 31
2 Februarius 29 ou 30
3 Martius 31 / Primavera
4 Aprilis 30
5 Maius 31
6 Junius 30
7 Julius 31
8 Sextilis 30
9 Septembris 31
10 Octobris 30
11 Novembris 31
12 Decembris 30

O Ano Bissexto
O dia adicional do ano bissexto foi atribuído ao mês de fevereiro, por determinação de Júlio César: “ante
diem bis sextum Kalendas Martias”, expressão em latim que quer dizer algo como “a repetição do sexto dia antes
das calendas de março”. O mês era dividido: Calendas (primeiros dias do mês), Nonas (meio do mês) e Idos
(últimos dias do mês). Assim, “repetiu-se” o dia 24 de fevereiro, que era o sexto dia antes de 1º de março. O termo
bissexto veio daí, já que quer dizer duas vezes seis ou “o sexto dia antes das calendas de março”.

Homenagem a Júlio César


Em 44 a.C., poucos meses depois da morte de Júlio César o senado romano mudou o nome do mês
Quintilis para Julius (mês de 31 dias), em sua homenagem, por ser o mês em que tinha nascido.

Homenagem a Augusto
Também o senado romano, em homenagem ao imperador Augusto, modificou o mês Sextilis (mês de 30
dias) para Augustus, em homenagem ao seu título, mas para que o mês não ficasse menor que o dedicado a Júlio
César foram feitos acertos no tamanho dos meses finais do ano e passando um dia de fevereiro para agosto. O

GAIA • Escola de Astrologia


Rua Treze de Maio 733 • Bela Vista • SP • SP • 01327-000 - Fone: 11 5084-3256 • WhatsApp 11 94488-0911
email: gaiasp@[Link] [Link]
GAIA 34
Semestre 1 • Fase 1 • bloco fundamental • básico/fundamentos

mês de Februarius passou de 29 para 28 dias, e agosto passou de 30 para 31 dias, com mudança também nos
demais meses
1 Januarius 31
2 Februarius 28 ou 29
3 Martius 31 / Primavera
4 Aprilis 30
5 Maius 31
6 Junius 30
7 Julius 31
8 Augustus 31
9 Septembris 30
10 Octobirs 31
11 Novembris 30
12 Decembris 31

Com o decorrer do tempo acumulou-se uma defasagem no início da Primavera que iniciava em 01 de Abril
1 Januarius 31
2 Februarius 28 ou 29
3 Martius 31
4 Aprilis 30 / Primavera
5 Maius 31
6 Junius 30
7 Julius 31
8 Augustus 31
9 Septembris 30
10 Octobirs 31
11 Novembris 30
12 Decembris 31

Calendário Gregoriano
Por volta de 1580 o Papa Gregório XIII reuniu um grupo de especialistas para corrigir erros acumulados no
Calendário Juliano. O objetivo da mudança era ajustar o erro de 10 dias existente na época, o que deslocava a
data do início da Primavera natural para 10 dias antes do dia 01 de Abril, onde já estava essa data.
Para adequar a data da Páscoa com o equinócio de primavera no Hemisfério Norte, o papa Gregório XIII
ordenou que o dia seguinte a 4 de outubro de 1582 passasse a ser o dia 15 de outubro, suprimindo 10 dias do
calendário.
Para diminuir a defasagem, os dias bissextos não ocorreriam nos anos seculares (terminados em 00), a
não ser que fossem divisíveis por 400.
Oficialmente o primeiro dia deste novo calendário foi 15 de Outubro de 1582.
Sendo assim o Equinócio de Primavera iniciaria 10 dias antes do dia marcado anteriormente, em 01 de
Abril, passando a ser em 21 de Março, primeiro dia de Áries, Equinócio de Primavera no Hemisfério Norte
1 Januarius 31
2 Februarius 28 ou 29
3 Martius 31 / Primavera / 21/03
4 Aprilis 30
5 Maius 31
6 Junius 30
7 Julius 31
8 Augustus 31
9 Septembris 30
10 Octobirs 31
11 Novembris 30
12 Decembris 31

GAIA • Escola de Astrologia


Rua Treze de Maio 733 • Bela Vista • SP • SP • 01327-000 - Fone: 11 5084-3256 • WhatsApp 11 94488-0911
email: gaiasp@[Link] [Link]
GAIA 35
Semestre 1 • Fase 1 • bloco fundamental • básico/fundamentos

LOCAL: O PLANETA TERRA

GAIA • Escola de Astrologia


Rua Treze de Maio 733 • Bela Vista • SP • SP • 01327-000 - Fone: 11 5084-3256 • WhatsApp 11 94488-0911
email: gaiasp@[Link] [Link]
GAIA 36
Semestre 1 • Fase 1 • bloco fundamental • básico/fundamentos

GAIA • Escola de Astrologia


Rua Treze de Maio 733 • Bela Vista • SP • SP • 01327-000 - Fone: 11 5084-3256 • WhatsApp 11 94488-0911
email: gaiasp@[Link] [Link]
GAIA 37
Semestre 1 • Fase 1 • bloco fundamental • básico/fundamentos

EIXOS TRÓPICOS

GAIA • Escola de Astrologia


Rua Treze de Maio 733 • Bela Vista • SP • SP • 01327-000 - Fone: 11 5084-3256 • WhatsApp 11 94488-0911
email: gaiasp@[Link] [Link]
GAIA 38
Semestre 1 • Fase 1 • bloco fundamental • básico/fundamentos

AS ESTAÇÕES DO ANO

MOVIMENTO DE NUTAÇÃO

GAIA • Escola de Astrologia


Rua Treze de Maio 733 • Bela Vista • SP • SP • 01327-000 - Fone: 11 5084-3256 • WhatsApp 11 94488-0911
email: gaiasp@[Link] [Link]
GAIA 39
Semestre 1 • Fase 1 • bloco fundamental • básico/fundamentos

A PRECESSÃO DOS EQUINÓCIOS

GAIA • Escola de Astrologia


Rua Treze de Maio 733 • Bela Vista • SP • SP • 01327-000 - Fone: 11 5084-3256 • WhatsApp 11 94488-0911
email: gaiasp@[Link] [Link]
GAIA 40
Semestre 1 • Fase 1 • bloco fundamental • básico/fundamentos

ZODÍACO SIDERAL E TROPICAL

GAIA • Escola de Astrologia


Rua Treze de Maio 733 • Bela Vista • SP • SP • 01327-000 - Fone: 11 5084-3256 • WhatsApp 11 94488-0911
email: gaiasp@[Link] [Link]
GAIA 41
Semestre 1 • Fase 1 • bloco fundamental • básico/fundamentos

EQUINÓCIOS E SOLSTÍCIOS

GAIA • Escola de Astrologia


Rua Treze de Maio 733 • Bela Vista • SP • SP • 01327-000 - Fone: 11 5084-3256 • WhatsApp 11 94488-0911
email: gaiasp@[Link] [Link]
GAIA 42
Semestre 1 • Fase 1 • bloco fundamental • básico/fundamentos

PRECESSÃO DOS EQUINÓCIOS

GAIA • Escola de Astrologia


Rua Treze de Maio 733 • Bela Vista • SP • SP • 01327-000 - Fone: 11 5084-3256 • WhatsApp 11 94488-0911
email: gaiasp@[Link] [Link]
GAIA 43
Semestre 1 • Fase 1 • bloco fundamental • básico/fundamentos

PRECESSÃO DOS EQUINÓCIOS


“Atribui-se também a Hiparco, em 139 a .C., o estabelecimento do primeiro grau de
Áries (o zero ainda não existia) para o Equinócio de Primavera e o começo do Zodíaco.
Certamente, o objetivo de Hiparco era facilitar o cálculo da posição dos astros e das estrelas
no sistema equatorial. Contudo, isto não foi levado imediatamente em conta pelos
astrólogos. Historicamente, os primeiros a adotarem a proposta de Hiparco foram
Posidonius ( 80 a .C.) e seu discípulo Gemino ( 70 a .C.), mas segundo Manilius, século I
d.C., até Theón de Alexandria, século IV d.C., o grau 8 continuou sendo adotado pelos
astrólogos como início do zodíaco”.
Celisa Beranger ([Link]

Com o Movimento de Nutação efetuado pela Terra em torno de seu eixo ocorre o fenômeno da Precessão dos
Equinócios, que é o efeito do movimento retrógrado do ponto vernal, ou Equinócio de Primavera para o
Hemisfério Norte localizado originalmente a 0º de Áries ao passo aproximadamente de 50"26"' por ano.
Este movimento completa o caminho de 1º em aproximadamente 72 anos, sendo que percorre um signo
inteiro, ou 30º, em aproximadamente 2.160 anos.
Tomando-se como base a posição original do ponto vernal a 0º de Áries por volta do início da Era Cristã,
no ano zero D.C., no ano 2000 o Sol estaria exatamente no Equinócio de Primavera H.N. em 2º 50' de distância,
para trás, de seu início, o que corresponderia a uma posição a 2º da constelação de Peixes.
Estabelece-se assim dois tipos de "Zodíaco": o Zodíaco Tropical e o Zodíaco Sideral.
O Zodíaco Tropical é o que considera a posição dos astros por signo zodiacal, com base no ponto vernal
em 0º de Áries. O Zodíaco Sideral é a que considera a posição por constelação. Esta é a divergência que existe
entre os astrólogos e astrônomos, pois estes consideram que quando um astrólogo vê, por exemplo, o Sol a 0º de
Áries, ele está na realidade, em 2000, a 2º de Peixes.
O que ocorre é que o Zodíaco Tropical considera a faixa celeste de onde vem a expressão daquele signo,
causando efeitos sobre os homens e os acontecimentos mundiais, o que pode ser observado na prática da
Astrologia.
Entretanto o Zodíaco Sideral é usado pelos hindus e por algumas correntes que estudam a astrologia
esotérica ou cármica.
Este movimento retrógrado dos Equinócios é que nos revela as Eras Astrológicas vividas pela
humanidade.
De tempos em tempos é trazida à tona essa polêmica com relação aos signos, tanto quanto à sua
visualização quanto à existência de um 13º signo.
Quando falamos dos signos em Astrologia estamos nos referindo ao Zodíaco Tropical, que está associado
aos trópicos do planeta e associados também às estações do ano, em seus equinócios e solstícios, e não ao
Zodíaco Sideral, esse sim o que é visível no céu.
Os movimentos da Terra são vários, dentre eles os mais conhecidos como a rotação e a translação. Outro
importante movimento é o da Nutação, movimento que a Terra faz em torno do Eixo perpendicular ao plano do
sistema solar.
Esse movimento chamado de Nutação, que faz o eixo da Terra se movimentar como um peão, faz ocorrer
o Precessão dos Equinócios, um movimento que tem um ciclo completo em torno de 26.000 anos.
Aproximadamente no ano Zero esse equinócio, que marca o início da Primavera no Hemisfério Norte e o
Outono no Hemisfério Sul, apontava para o ponto Zero da constelação de Áries, marcando as estações do ano
coincidentes com o início do Zodíaco no signo de Áries.
Com esse movimento de Precessão, com um passo de aproximadamente 1º a cada 72 anos, atualmente o
início das estações não coincide mais com esse ponto Zero da constelação de Áries.
A visualização do céu por esse ponto Zero da constelação de Áries é o que chamamos de Zodíaco
Sideral.
Como referência temos um outro Zodíaco, o chamado Zodíaco Tropical, que marca o início das estações
do Ano, esse sim a base para os signos em Astrologia, que se manifesta em funções da Terra, com esse
referencial celeste.
Aproximadamente no ano Zero, então, os dois zodíacos eram coincidentes, e o que era visível
correspondia ao que era percebido na Terra pelas estações do ano.

GAIA • Escola de Astrologia


Rua Treze de Maio 733 • Bela Vista • SP • SP • 01327-000 - Fone: 11 5084-3256 • WhatsApp 11 94488-0911
email: gaiasp@[Link] [Link]
GAIA 44
Semestre 1 • Fase 1 • bloco fundamental • básico/fundamentos

Com esse período de 2.000 ocorreu, como sempre ocorrerá, um deslocamento entre os efeitos da Terra o
que é visível no céu.
Atualmente esse deslocamento, essa diferença entre os dois zodíacos, é de aproximadamente 28º,
chamado de Ayanamsa, o que faz com que a constelação visível não corresponda à estação do ano
correspondente.
Por exemplo: Em torno do dia 21 de Março, quando o dia e a noite têm a mesma duração, o Equinócio,
marcando o início da Primavera no Hemisfério Norte e o Outono no Hemisfério Sul, a Terra, a natureza e todos os
seres vivos, responde à expressão que os astrólogos chamam de Áries, apesar de que olhando o Sol neste dia
veremos a Constelação de Peixes, com esse deslocamento de aproximadamente 28º para trás.
Isso explica o porquê de afirmarmos que quem nasce no dia 21 de Março tem o Sol no SIGNO de Áries, a
0º, mas está localizado na CONSTELAÇÃO de Peixes.

Signo não é a mesma coisa que constelação.


A Astrologia se baseia em ciclos que a Terra responde em termos naturais, através da marcação das
estações, e não no que é visível em constelações.
Por observação contínua, percebe-se que essas manifestações e estímulos que a Terra e os seres vivos
responde são 12, distribuídas a partir do início das estações.
Ao visualizarmos o céu observamos as constelações zodiacais que se encontram na rota aparente do Sol,
do ponto de vista da Terra. Em sua trajetória é estimulado um tipo de atividade através dos 12 setores definidos
pelo Zodíaco Tropical, o que está associado às estações do ano.
Nessa mesma trajetória ele se movimenta pelo Zodíaco Sideral, o que é visível da Terra, com a diferença
de deslocamento da precessão dos equinócios.
Nessa trajetória vemos o Sol passar pelas constelações zodiacais, que têm os mesmos nomes dos signos
da Astrologia em seu zodíaco tropical.
Os signos astrológicos, os sinais que a Terra responde junto à natureza, são 12.
Entretanto nessa trajetória o Sol percorre 13 constelações, sendo uma mais além do Zodíaco Tropical: a
constelação do Serpentário, Ofiúcos, que se encontra entre Escorpião e Sagitário.
Como a Astrologia não se baseia no Zodíaco visível, Sideral, mas sim no Tropical, que se estabelece em
efeitos na Terra, essa constelação não é considerada, já que não tem esse efeito sobre a Terra.

GAIA • Escola de Astrologia


Rua Treze de Maio 733 • Bela Vista • SP • SP • 01327-000 - Fone: 11 5084-3256 • WhatsApp 11 94488-0911
email: gaiasp@[Link] [Link]
GAIA 45
Semestre 1 • Fase 1 • bloco fundamental • básico/fundamentos

AS ERAS ASTROLÓGICAS

Como a cada 2.160 anos, os Equinócios percorrem um signo completo, a aproximadamente 25.920 anos
completa-se uma volta completa no Zodíaco, que tem 12 signos.
A uma volta completa dos Equinócios pelo Zodíaco denominamos o Grande Ano, que dura
aproximadamente 25.920 anos, e a cada setor zodiacal, que corresponde a 30º, ou um Signo, denominamos de o
Grande Mês, ou, como é mais conhecido, uma ERA ASTROLÓGICA.
O Grande Mês, ou ERA ASTROLÓGICA, corresponde a uma época marcante para a civilização humana,
cujo caráter concerne à natureza do signo que a caracteriza.
A ERA ASTROLÓGICA mais antiga da qual nos chegam resquícios históricos concretos foi marcada pela
Era de Leão (+/- 10.800 A.C. a 8.640 A.C.), do homem das cavernas, na chamada Idade da Pedra.
Hoje, cerca de 12.000 anos após esta Era, nos encontramos no polo oposto, às vésperas da entrada da
Era de Aquário, a Idade Espacial e da Mente Superior, que tecnicamente, tomando-se por base o início da Era de
Peixes no Ano Zero da Era Cristã, ocorrerá por definitivo, aproximadamente, no ano 2.160 D.C.

ERA DE LEÃO (+/- 10.800 A.C. a 8.640 A.C.)


O homem não reconhece sua existência oficial em tempos anteriores aos últimos 12.000 anos. O Grande Relógio
do Zodíaco nos informa que era a constelação de Leão que regulava, naqueles tempos, o Equinócio de
Primavera. E o astro Sol regia a vitalidade, a intuição e o ímpeto dos seres, sendo o homem então levado a se
posicionar e reconhecer como habitante e senhor de sua região, surgindo o sentido de Domínio. As pinturas
rupestres, esculturas em pedra, utensílios e armas rudimentares são exemplos da arte desse período.

ERA DE CÂNCER (+/- 8.8.640 A.C. a 6.6.480 A.C.)


Datam dessa época as notícias oficiais sobre a organização do homem em comunidades, suas incursões iniciais
pela agricultura e a construção civil. Corresponde ao desenvolvimento de férteis culturas na Mesopotâmia, Egito,
Índia, China, e as civilizações onde hoje se encontra o México (todas na direção do Trópico de Câncer). A Lua
regulava os ritmos e era percebida pelo homem, e a constelação de Câncer guardava o ponto vernal do Equinócio

GAIA • Escola de Astrologia


Rua Treze de Maio 733 • Bela Vista • SP • SP • 01327-000 - Fone: 11 5084-3256 • WhatsApp 11 94488-0911
email: gaiasp@[Link] [Link]
GAIA 46
Semestre 1 • Fase 1 • bloco fundamental • básico/fundamentos

da Primavera. Em termos de manifestação artística desenvolveu-se uma sensível e delicada preocupação em


retratar a mulher fecundada, que tinha analogia com o solo, a origem, as tribos e a família.

ERA DE GÊMEOS (+/- 6.6.480 A.C. a 4.320 A.C.)


Por esta época deslancha a razão humana, que se organiza formalmente em escolas e religiões, expressando-se
nos primeiros símbolos gráficos: é a fase em que se desenvolve a escrita. Mercúrio manifesta sua influência
através de Gêmeos, mentor desse período sideral. O homem descobriu-se então habilidoso, engenhoso,
inteligente, prático e começa a questionar e racionalizar o mundo em que vive, e se torna SAPIENS.

ERA DE TOURO (+/- 4.320 A.C. a 2.160 A.C.)


Período fecundo e próspero da experiência humana, assinalando, entre outras coisas, o advento da civilização
egípcia, a evolução sólida e perseverante das primeiras ciências e a abundância da matéria. A arte se mostrou
bela e consistente, os rituais ganham pompa e requinte, e o próprio corpo humano foi embalsamado e sepultado
com seus tesouros, demonstrando o apego do homem à matéria. O touro foi um animal adorado em vários
lugares: no Egito, como o boi Ápis, a deusa Hathor na Índia, com as vacas sagradas (Krishna foi chamado de
vaqueiro, e Jesus, na Era e Peixes foi conhecido como pescador).

ERA DE ÁRIES (+/- 2.160 A.C. ao ano Zero D.C.)


Nessa fase de sua experiência o homem se lança decididamente à conquista e à guerra. Emerge a civilização
grega e a romana e proliferam o espírito belicoso, a inteligência impetuosa, a sabedoria das pirâmides. Áries
animava esses tempos violentos, sob a égide de Marte, o deus da guerra. A Arte que chega até nós, das ruínas
arquitetônicas aos papiros escolásticos, reflete o homem em ativa expansão pelo planeta. Nessa época vê-se a
adoração do carneiro, sacrificado pelos povos judeus. A cultura grega baseava-se no indivíduo. O espírito
conquistador de Roma, em que César era o deus, o chefe temporal da armada, aquela a quem se devia, sem
alternativas ("Dar a César o que é de César"). Já existindo civilizações, começaram as guerras com a finalidade de
conquistar mais terras. Era o espírito pioneiro, conquistador, corajoso e agressivo de Áries, que deseja impor sua
personalidade como uma pessoa distinta das demais a fim de dominar o ambiente. Todas essas aventuras foram
contadas em diversas histórias e mitos como a Ilíada e a Odisséia.

ERA DE PEIXES (+/- ano Zero D.C. a 2.160 D.C.)


Marcada pelo nascimento de Jesus, cujo nome vem do grego ICHTHYIOS (peixe em grego, sigla de "Iesous
CHristos THeou YIOS Soter" ou "Jesus Cristo Filho de Deus Salvador") e do hebreu YESHUA (salvador), trazia
em si ideia de uma fraternidade universal, abrindo as portas para todos - todos eram iguais, sem distinção e
discriminação. Traz a figura do deus bondoso e compassivo que servia à humanidade (não mais o deus violento
da Era de Áries) e que desejava unir o homem a uma realidade espiritual - como a experiência mística interior. E
trouxe também o sacrifício e o martírio como meio de ganhar os céus. Daí o martírio dos cristãos, depois a
Inquisição e a perseguição dos judeus. Nesta época surgiram várias religiões, e foi criado o Estado do Vaticano.
Esse período é marcado pela busca espiritual, a evolução do homem por caminhos de sensibilidade e emoção, as
grandes descobertas e as navegações, a transcendência do corpo pela purificação da matéria. Traz também a
inversão dos valores espirituais pelos materiais, que se confundem na visão capitalista do homem, que tenta
através dos seus valores mais impuros conquistar a glória dos céus.

ERA DE AQUÁRIO (+/- 2.160 D.C. a 4.320 D.C.)


Essa Era já vem se fazendo sentir. Nota-se o desenvolvimento da tecnologia, das máquinas, das invenções, dos
meios de comunicação, das redes sociais, da globalização e da conquista do espaço. E do uso das faculdades
extrassensoriais, que propõe o homem cósmico, trans-hermético e supra planetário. Aquário, movido por Urano e
Saturno, adicionam elementos fraternais e universais, que transcendem o espírito, mas com regras que devem ser
respeitadas. Todas essas coisas já trazem a influência da Era que se aproxima. É o comportamento original,
reformador e progressista de Aquário. Manifestou-se primeiramente com a Revolução Francesa, e continuou com
as revoluções na Rússia, China, na América Latina e na África. Começa-se a ver a liberdade de pensamento, a
exploração de métodos alternativos, tais como a Astrologia, a Física Quântica, a dimensões suprafísicas e
multidimensionais, o vegetarianismo e modalidades associadas ao conectar-se com o Planeta, que já existiram e
retornam com mais evidência. Mas não é só o progresso e a ciência, são as diversas ideologias, a ideia da
distribuição dos recursos da sociedade, de uma comunidade global, dos direitos humanos.

GAIA • Escola de Astrologia


Rua Treze de Maio 733 • Bela Vista • SP • SP • 01327-000 - Fone: 11 5084-3256 • WhatsApp 11 94488-0911
email: gaiasp@[Link] [Link]

Você também pode gostar