UNIVERSIDADE PÚNGUÈ
Faculdade de Ciências Exactas e Tecnológicas
Curso de Licenciatura em Ensino de Matemática
Disciplina: Conclusão do Curso
Reflexão sobre uso de Inteligência Artificial (Chatgtp e outros) por
alunos
Chimoio
Novembro, 2024
Zito Manuel Amadeu
Curso de Licenciatura em Ensino de Matemática
Reflexão sobre uso de Inteligência Artificial (Chatgtp e outros) por
alunos
Trabalho de carácter avaliativo a ser
apresentado no Departamento de Ciencias
Exactas e Tecnológicas, no curso de
Licenciatura em Matemática, 5º Ano, EAD,
II° Semestre de 2024, Disciplina: Conclusão
do curso, sob orientação do docente: Álvaro
Zacarias
Chimoio
Novembro, 2024
Índice
1. Introdução..............................................................................................................4
1.1. Objectivos da pesquisa..........................................................................................4
1.1.1. Objectivo geral......................................................................................................4
1.1.2. Objectivos específicos...........................................................................................4
2. Inteligência Artificial na Educação.......................................................................5
2.1. ChatGPT................................................................................................................6
2.2. Por que tanto alvoroço em torno do ChatGPT?.....................................................6
2.3. Como o ChatGPT pode impactar na Educação?...................................................8
2.4. Post do Blog do IFSC............................................................................................9
2.5. ChatGPT: inimigo ou aliado................................................................................10
2.6. Qual é o futuro da escola?...................................................................................12
2.7. O que pensa o ChatGPT?....................................................................................13
2.7.1. Qual você acha que será o impacto do ChatGPT nas escolas?............................13
2.8. Tipos de Inteligência Artificial............................................................................14
2.9. ChatGPT: a Inteligência Artificial do momento.................................................18
2.10. ChatGPT na Educação.........................................................................................18
2.11. O ChatGPT poderá gerar imagens para os alunos?.............................................20
2.12. Impacto do ChatGPT no Ensino à Distância.......................................................21
2.13. O professor será prejudicado pela Inteligência Artificial.............................21
2.14. Os alunos ficarão preguiçosos?.....................................................................22
2.15. Nem só de Inteligência Artificial se faz a Tecnologia na Educação.............22
3. Conclusão............................................................................................................23
4. Referencias Bibliográficas...................................................................................24
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1. Introdução
A partir da década de 1950, iniciaram estudos sobre a possibilidade de uma máquina ser capaz de
pensar e raciocinar como um ser humano. Alan Turing é considerado um dos principais nomes da
computação. Inteligência artificial é um tema em evidência crescente na sociedade (SOARES, 2023)
e o gatilho de impulsionamento sem dúvidas veio com o surgimento de modelos populares dele.
linguagem de grande dimensão (LLMs) como o GPT, inicialmente e o Bard, da Google, lançado
posteriormente. A combinação de algoritmos, desenvolvidos com a meta de imitar/mimetizar a
inteligência humana tem alcançados níveis de atenção sem precedentes na história da humanidade e a
consequência mais imediata disso tudo reside no fato de como as áreas de actuação humana estudam
adequarem-se a essa tecnologia cada vez presente nas relações sociais. A área da educação é foco
deste estudo. A ferramenta já está presentificada nos ambientes escolares e como atestam Sant’Ana et
al (2023) a IA já está pautada no planeamento e na execução de actividades de sala de aula, sob a
gerência de gestores e de docentes. Entretanto, paralelo a esse cenário está uma realidade bem
diferente, no que diz respeito ao fato de o ChatGPT ainda ser um “ilustre desconhecido” para
membros diversos de comunidades académicas, a exemplo de gestores, professores, alunos e equipe
pedagógica. Essa realidade que deixa o ambiente escolar desconectado dos avanços tecnológicos
tende a ampliar as estatísticas de não inclusão de membros chaves da escola no acesso às tecnologias
de informação e comunicação.
1.1. Objectivos da pesquisa
1.1.1. Objectivo geral
Para a presente pesquisa pretende-se Reflexão sobre uso de Inteligência Artificial (Chatgtp e outros)
por alunos
1.1.2. Objectivos específicos
Caracterizar Reflexão sobre uso de Inteligência Artificial (Chatgtp e outros) por alunos;
Descrever Reflexão sobre uso de Inteligência Artificial (Chatgtp e outros) por alunos
Conhecer a Reflexão sobre uso de Inteligência Artificial (Chatgtp e outros) por alunos.
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2. Inteligência Artificial na Educação
A Inteligência Artificial (IA) está transformando a educação de várias maneiras. Ela está ajudando a
personalizar o ensino, oferecendo feedback imediato aos alunos e avaliando o progresso de maneira
mais eficiente. Além disso, a IA está permitindo aos professores economizarem tempo ao automatizar
tarefas repetitivas e liberando-os para se concentrar nas necessidades individuais dos alunos. A IA
também está ajudando a aumentar a inclusão, pois pode proporcionar acesso a recursos educacionais
a alunos com necessidades especiais ou com dificuldades de aprendizagem. No entanto, é importante
que sejam tomadas medidas para garantir que a IA seja usada de maneira responsável e ética na
educação. Você deve ter percebido que a abertura deste texto é bastante optimista em relação ao
impacto da Inteligência Artificial na educação. E talvez o motivo seja simples: o parágrafo acima foi
escrito por uma ferramenta de Inteligência Artificial. Lançado em Novembro de 2022,
o ChatGPT vem causando furor e anunciando grandes transformações na indústria de tecnologia. A
plataforma que responde a perguntas e demandas diversas simulando a linguagem humana está em
sua terceira versão e alcançou cerca de 100 milhões de usuários em dois meses – para se ter uma ideia
da rapidez, o TikTok, rede social do momento, levou nove meses para atingir esta marca.
Se a comoção em torno da ferramenta é exagerada ou não, o fato é que o gigante Google, que até hoje
hegemoniza os serviços de busca, acabou anunciando que também está trabalhando em um chatbot
baseado em IA, o Bard, que pode fazer frente ao ChatGPT. A Microsoft renovou a parceria com a
OpenAI para um "investimento multibilionário" na plataforma e já anunciou, entre as novidades,
que deve integrar seu buscador Bing ao ChatGPT, transformando a ideia por trás das ferramentas
de busca, e incorporar o sistema ao Microsoft Teams, que permite a realização de reuniões virtuais:
o ChatGPT poderá "escutar" a reunião, redigir notas e o que foi encaminhado na conversa. O assunto
é tão impactante que repórteres de tecnologia do jornal norte-americano The New York Times, Cade
Metz e Karen Weise compararam o surgimento do ChatGPT com outros momentos disruptivos
da história da internet.
O que há de novo no ChatGPT e que transformações esta ferramenta - e outras relacionadas à
Inteligência Artificial - podem provocar especialmente na educação? É o que vamos discutir no post
deste mês do IFSC Verifica. Para isso, conversamos com os professores Mario de Noronha Neto, do
Câmpus São José, Michele Alda Rosso Guizzo, do Câmpus Criciúma, com o pró-reitor de
Desenvolvimento Institucional, Jesué Graciliano da Silva, com o pró-reitor de Ensino, Adriano
Larentes, e com o pedagogo do Câmpus Criciúma, Fabrício Spricigo.
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2.1. ChatGPT
Ele é um robô virtual capaz de responder a perguntas e atender a demandas que vão desde compor
uma canção a escrever um artigo académico sobre um tema determinado. É possível resolver
problemas matemáticos, desenvolver códigos de programação e até pedir sugestões de ideias para
projectos ou questões pessoais, ainda que o próprio ChatGPT avise que não possa emitir opiniões.
O sistema foi criado pela OpenAI, empresa norte-americana fundada em 2015. Abastecido com um
volume muito grande de textos e informações disponíveis na internet e treinado por técnicas de
aprendizado de máquina, o modelo de linguagem usado dá ao robô a capacidade de prever palavras e
frases que são escritas em um contexto específico a partir do "prompt" feito pelo usuário, ou seja, as
perguntas - ou os comandos. É como um corretor automático do celular, que deduz estatisticamente
qual a próxima palavra que você usaria, mas com essa capacidade turbinada com um volume muito
grande de informações lidas previamente pelo robô.
GPT é uma sigla para "Generative Pre-Trained Tranformers". "Em termos menos técnicos, a técnica
Tranformers consegue entender como cada palavra está relacionada com todas as outras da frase. A
técnica identifica as palavras mais importantes e as coloca em ordem, em um processo de tradução",
afirma o professor da área de Telecomunicações Câmpus São José Mário de Noronha Neto, que
pesquisa questões relacionadas à tecnologias de comunicação sem fio, análise de dados e Inteligência
Artificial. Generative significa que o modelo pode gerar textos semelhantes aos que foram utilizados
no treinamento prévio, ou seja, Pré-Trained, realizado com uma grande quantidade de dados.
"O fato do ChatGPT gerar textos parecidos com os de humanos vem do processo de treinamento não
rotulado, ou seja, dados sem um propósito específico que foram utilizados para o modelo identificar a
estrutura e as especificidades do idioma em que está sendo treinado, que faz o modelo aprender
estrutura e especificidades de um idioma, sendo capaz de gerar textos com muita similaridade aos que
foram utilizados em seu processo de treinamento", explica Noronha, que já foi chefe do
Departamento de Inovação do IFSC e Pró-Reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação.
2.2. Por que tanto alvoroço em torno do ChatGPT?
"Hoje existe uma quantidade muito grande de aplicações da Inteligência Artificial. Antes de falar
delas, é legal entender o conceito de IA", sugere "Uma forma de classificar IA é se referenciando à IA
estreita ou específica, e à IA geral. Tudo que ouvimos falar sobre IA hoje está relacionado à IA
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específica, que é implementada por técnicas de aprendizado de máquina e por aprendizado de
máquina profundo. A IA geral vai na linha da Inteligência Artificial reproduzir a inteligência humana,
capaz de realizar uma ampla variedade de tarefas cognitivas, e não há, pelo menos que eu saiba,
exemplos de aplicações", explica.
Muitas pessoas já estão acostumadas a usar assistentes como a Alexa para actividades do cotidiano.
Gostamos quando o YouTube gera legendas automaticamente para vídeos ou o Google nos ajuda com
traduções. Nas grandes empresas, a Inteligência Artificial pode ajudar a prever questões como o
comportamento do consumidor e a falta de produtos no depósito. Até mesmo a medicina caminha
cada vez mais para o uso de Inteligência Artificial para aumentar a precisão de diagnósticos. Sistemas
de reconhecimento facial vêm sendo utilizados para aumentar a segurança de dados, controlar acesso
a grandes eventos ou para operações e investigações policiais
A Inteligência Artificial faz parte inclusive de projectos de pesquisa desenvolvidos no IFSC.
Recentemente, uma formanda do curso de Engenharia Mecatrônica do Câmpus
Criciúma desenvolveu um equipamento treinado para identificar, por imagens, a presença de
um insecto que ataca a lavoura de maçã. Ana Cristina Castro fotografou a praga em diferentes
estágios, gerou um banco de imagens e treinou o equipamento para identificar o insecto quando
capturado na plantação.
Se a Inteligência Artificial já está presente em nosso quotidiano, trazendo praticidade em alguns casos
e levantando preocupações importantes em outros, por que este alvoroço específico em torno do
ChatGPT? Além do grandioso número de usuários alcançado rapidamente e da interface simples de
usar mesmo por pessoas leigas, o ChatGPT chama a atenção principalmente pela sofisticação de suas
respostas e porque simula muito bem uma conversa com um humano.
Por mais que o ChatGPT incorra em erros de informação, tenha um estilo textual mais genérico, não
saiba responder a algumas perguntas e possa gerar discussões sobre o viés ideológico de suas
respostas, é inegável sua habilidade em emular a linguagem usada em conversações, oferecendo
textos coerentes, com razoável percentual de acerto, que podem ser usados em diferentes situações do
quotidiano.
As funções vão além do texto: a aplicabilidade da ferramenta descortina muitas possibilidades - e as
próximas actualizações devem aperfeiçoá-la ainda mais. O ChatGPT é capaz de escrever códigos de
programação, resolver equações matemáticas e ajudar com ideias para projectos ou solução de
problemas. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) apresentou uma ferramenta baseada no
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Chat GPT para gerar textos comuns às actividades administrativas do tribunal, como e-mails,
portarias e resoluções.
Para a pesquisa deste texto, por exemplo, solicitamos que o ChatGPT sugerisse alternativas para a
automatização do controle de qualidade de pisos cerâmicos. As respostas estavam condizentes com
projectos existentes, conforme atestado por professores da área no Câmpus Criciúma. Em
comparação com sistemas como Alexa e Siri, o ChatGPT teria a desvantagem de não dar respostas
sobre a previsão do tempo no dia ou sobre acontecimentos a partir de 2021, uma vez que suas
respostas não são pesquisas instantâneas no Google, mas baseadas em tudo que aprendeu até aqui.
Por outro lado, é capaz de gerar respostas sofisticadas por escrito, com estrutura coerente e de acordo
com o formato, o tom e o objectivo solicitados pelo usuário.
Com muitos usos possíveis, vêm os riscos e temores. E o primeiro deles, como acontece quando
surgem grandes inovações tecnológicas, diz respeito à possível extinção de empregos. "É importante
lembrar que a IA é uma ferramenta e como tal, pode ser usada para melhorar ou simplificar o trabalho
humano, mas também para substituí-lo", respondeu o ChatGPT quando perguntado sobre a questão.
2.3. Como o ChatGPT pode impactar na Educação?
A questão do emprego e do papel dos educadores também se torna um debate quando falamos da
presença da Inteligência Artificial na educação. Fabrício Spricigo, pedagogo do Câmpus Criciúma do
IFSC e doutor em Educação pela Udesc com uma tese sobre as transformações da educação no
contexto da sociedade 4.0, lembra que algumas instituições de ensino já adoptam, por exemplo, robôs
para a correcção de provas de estudantes, o que pode reduzir postos de trabalho e prejudicar a
qualidade do ensino. "Outra questão que assusta os professores é a questão do próprio plágio e da
fonte. Se o estudante consulta suas produções textuais somente a partir dessa base de dados, como já
temos o Google, o Chat GPT vem nesta mesma linha mas de modo mais aperfeiçoado, porque a
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Inteligência Artificial já faria esse trabalho [de conexão dos conteúdos], o que poderia ser utilizado de
forma a burlar o sistema educativo, a forma como a avaliação é realizada hoje", afirma.
2.4. Post do Blog do IFSC
"O ChatGPT põe em xeque questões de autoria e produção de conhecimento, e esses são os principais
resultados que o professor espera obter com uma boa aula. Assim, a utilização de uma ferramenta que
‘pensa’ pelo aluno assusta com a ideia de que não será mais possível observar no dia a dia a evolução
da aprendizagem dos nossos estudantes", explica a professora do Câmpus Criciúma Michele Alda
Rosso Guizzo, doutora em Informática na Educação pela UFRGS. Algumas soluções parecem estar
sendo usadas para driblar o uso do ChatGPT. Outras instituições buscam driblar o uso do
ChatGPT pelos estudantes, adoptando mais avaliações escritas à mão. Também
existem ferramentas capazes de detectar se determinado texto foi escrito com auxílio de
Inteligência Artificial - uma delas foi desenvolvida pela própria OpenAI, criadora do ChatGPT.
O problema não fica restrito à sala de aula. A prestigiosa revista científica Nature anunciou que não
aceitará o ChatGPT como autor de um trabalho de pesquisa, mas permitirá o uso de ferramentas
de Inteligência Artificial desde que essa informação apareça na metodologia ou nos agradecimentos,
por exemplo. Além do ChatGPT, outra ferramenta criada pela OpenAI é o DALL-E, que funciona
como o ChatGPT mas, em vez de textos, é capaz de gerar imagens e ilustrações a partir de pedidos
feitos por escrito. No mesmo sentido, o Midjourney funciona dentro do Discord, plataforma já muito
utilizada por estudantes, e de forma colaborativa também gera imagens a partir de demandas por
texto. Todas as artes desta reportagem foram elaboradas por IA.
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2.5. ChatGPT: inimigo ou aliado
A discussão que se abre diz respeito às possibilidades trazidas pelo ChatGPT e ferramentas similares.
E sobre a postura que a escola deve adoptar diante delas. "Esse será mais um desafio a ser enfrentado.
Já ficou provado por meio de outras tecnologias que proibir não é o caminho. As tecnologias estão aí,
mudaram a maneira como realizamos várias actividades no nosso dia a dia, então com a educação não
seria diferente. O professor precisa compreender essa tecnologia e buscar estratégias, de modo que
ela possa ajudá-lo no processo de ensino e aprendizagem. Assim, ela poderá ser uma nova ferramenta
para ajudá-lo na busca de estudantes mais críticos, reflexivos e preparados para avaliar ideias e
construir seus próprios argumentos", diz a professora Michele Guizzo.
Em direcção semelhante, o professor Mario de Noronha Neto lembra que ainda temos pouca
experiência com o uso do ChatGPT na educação para identificar qual seria a postura mais adequada
das instituições de ensino. Se por um lado a ferramenta pode ajudar estudantes com ideias ou com a
melhora na escrita, também pode trazer informações erradas. "Neste sentido, se o aluno não tiver um
conhecimento prévio do assunto e não buscar outras fontes de informação, poderá entender de forma
equivocada assuntos importantes para sua formação. Neste ponto, é muito importante que a
instituição incentive o pensamento crítico e a pesquisa nos alunos", afirma Noronha. O professor do
Câmpus São José concorda que é infrutífero tentar evitar que os estudantes utilizem a ferramenta.
"Uma acção importante é trabalhar o uso ético dessas e de outras tecnologias. Este ano provavelmente
veremos bons e maus exemplos de uso do ChatGPT na educação. Caberá a nós avaliarmos,
entendermos e explorarmos o potencial dessa ferramenta para melhoria do processo de ensino",
propõe.
Se proibir não é o caminho e "driblar" o ChatGPT também é uma forma de tentar ignorar sua
existência, caberia ao professor ser criativo e estimular a autonomia dos estudantes diante dessas
ferramentas. O Pró-reitor de Desenvolvimento Institucional do IFSC, Jesué Graciliano da Silva,
produziu, com auxílio do próprio ChatGPT, um manual de 110 páginas com dicas para que
professores façam bom uso da ferramenta. A aposta do professor é usar o ChatGPT não como um
ponto de chegada, mas como um ponto de partida para desafiar os estudantes e estimular a
participação." Ao criar tarefas interactivas e desafiantes para os alunos, o ChatGPT ajuda a aumentar
a participação e o interesse dos estudantes, o que é fundamental para o sucesso do processo de
ensino-aprendizagem", escreve, ponderando quanto aos erros e limitações da plataforma. Jesué sugere
que os professores utilizem o ChatGPT como apoio para a preparação de aulas e para estimular e
enriquecer discussões em sala de aula, por exemplo. O grande pulo do gato, neste particular, é focar
menos no que o ChatGPT vai responder e mais na qualidade do que vamos perguntar. Em recente
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coluna publicada no jornal Folha de S. Paulo, o pesquisador e professor especializado em
tecnologia, Ronaldo Lemos deu exactamente esse exemplo . Ele não só não proíbe como exige que
seus alunos do Schwarzman College, da Universidade de Tsinghua, na China, utilizem o ChatGPT
para fazer seus trabalhos. Porém, em vez de avaliar a resposta que a ferramenta oferece, o professor
avalia a qualidade dos "prompts", como são chamadas as perguntas - ou os comandos - feitos para o
robô. O pró-reitor do IFSC sugere quatro passos para uma boa pergunta ao ChatGPT: ser claro e
objectivo na demanda, escrever correctamente e com precisão, usar linguagem respeitosa e
profissional e fornecer contexto para que o sistema compreenda o que você está procurando.
No âmbito da Pró-Reitoria de Ensino do IFSC, o entendimento neste momento é que o tema deve
fazer parte das actividades de formação dos servidores tanto na Reitoria quanto nos câmpus da
instituição, a fim de que a comunidade académica possa entender melhor o fenómeno e as principais
consequências na educação. O tema é assunto de debates e alguns câmpus já preparam actividades de
formação para servidores e estudantes. "Em momentos como este, de incertezas e dúvidas, é preciso
valorizar os momentos de estudo e de avaliação colectivos e presenciais, que estimulem o
desenvolvimento cognitivo, a criticidade e a elaboração própria dos estudantes. E também nunca
esquecer do papel central que tem cada professor e professora como produtores e organizadores dos
conteúdos escolares e dos processos de construção do conhecimento e humanização dos nossos
estudantes", afirma o pró-Reitor de Ensino, Adriano Larentes da Silva, doutor em História e realizou
cursos de pós-doutorado nas áreas de Educação e Políticas Públicas e Formação Humana.
Adriano defende um debate mais amplo sobre os interesses por trás do ChatGPT, partindo da
discussão sobre a instrumentalização das tecnologias para a maximização dos lucros no actual
contexto do capitalismo. Na educação, diz o pró-Reitor, é fundamental que todos os envolvidos
estejam atentos a novidades como o ChatGPT, mas defende uma postura equilibrada. Nem optimista,
nem catastrófica, mas crítica.
"É importante sempre evitar análises e conclusões muito optimistas ou eufóricas, que mostram as
tecnologias como redentoras dos inúmeros dilemas educativos, e também perspectivas que, atentas
apenas às conjunturas muito recentes, acabam por vezes, de forma apressada e enviesada, tornando-se
catastróficas", conclui Adriano.
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2.6. Qual é o futuro da escola?
O pedagogo do IFSC Fabrício Spricigo sustenta que as mudanças são mais amplas que o uso de
assistentes virtuais ou outros recursos por alunos e professores. As transformações no mundo do
trabalho provocadas pela tecnologia exigem que a própria escola se transforme. Se a Inteligência
Artificial pode executar tarefas repetitivas, ocupando até mesmo o lugar do humano, e auxiliar
estudantes e professores na busca de informações e na solução de problemas, o papel da escola
deveria se ampliar, promovendo uma formação de cidadãos capazes de encarar o mundo em constante
transformação.
"O mundo do trabalho está exigindo cada vez mais o desenvolvimento de habilidades sócio
emocionais. A maioria das empresas contrata profissionais pela dimensão cognitiva, mas o número de
demissões é cada vez mais pela dimensão sócio-emocional. Esse mundo cada vez mais incerto e
imprevisível exige do sujeito cada vez mais o domínio dessa dimensão que é extra-cognitiva. Eu
acredito que, para além do cognitivo, a dimensão sócio emocional da instituição de ensino nunca vai
se perder", afirma.
Spricigo reforça que acesso à informação é diferente de conhecimento, e é papel da escola formar
cidadãos críticos e com capacidade de reflexão e acção diante dos problemas que se apresentam. Mais
do que o acesso à informação, será necessário que o profissional e cidadão do futuro seja capaz de
transformá-la em conhecimento, a partir da reflexão sobre a acção. "A escola, historicamente, sempre
privilegiou o conhecimento puramente teórico. Porém, essa realidade vem mudando. A mudança nas
políticas educacionais contemporâneas aponta para a necessidade de desenvolvimento de outros
conhecimentos que perpassem o saber-pensar e o saber-agir, diminuindo a distância entre teoria e
prática no intuito de promover mudanças e produzir novos conhecimentos que beneficiem o
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organismo social", diz o pedagogo do Câmpus Criciúma. "Nesse processo, o papel do professor não
será como o de outrora em que tal personagem era a única fonte de conhecimento. Hoje e no futuro se
desenham cenários em que a docência exercerá muito mais o papel de mediação pedagógica entre os
objectos de conhecimento e os estudantes. Por isso, o educar pela pesquisa e extensão se tornam tão
significativos", propõe.
2.7. O que pensa o ChatGPT?
Para encerrar essa reflexão sobre os impactos da Inteligência Artificial na educação, decidimos
perguntar ao próprio ChatGPT o que ele pensa sobre a questão. Confira a breve "entrevista" realizada
com a ferramenta.
2.7.1. Qual você acha que será o impacto do ChatGPT nas escolas?
Acredito que o impacto do ChatGPT nas escolas pode ser bastante positivo, uma vez que ele pode ser
utilizado como uma ferramenta educacional eficaz para ajudar os estudantes a aprender de forma
mais rápida e eficiente. Ele pode ser utilizado para responder rapidamente a perguntas de pesquisa,
fornecer informações e dicas para resolução de problemas, e até mesmo para simular diálogos em
sala de aula para treinar habilidades sociais e de comunicação. Além disso, o ChatGPT pode ser
acessível e conveniente para estudantes em todo o mundo, o que pode ajudar a ampliar o acesso à
educação de qualidade.
É possível que alguns estudantes possam ficar mais dependentes do ChatGPT e, como resultado,
possam perder o hábito de aprender por conta própria. No entanto, creio que o uso do ChatGPT
pode ser uma ferramenta complementar ao processo de aprendizagem, e não uma substituição. É
importante que os professores e os pais orientem os estudantes a usar o ChatGPT como uma
ferramenta para aprimorar suas habilidades de pesquisa e aprendizagem autónoma, e não como uma
fonte de respostas fáceis. Dessa forma, o ChatGPT pode ser uma ferramenta valiosa para ajudar os
estudantes a desenvolver habilidades críticas de pensamento e aprendizagem ao longo da vida.
Combater o plágio é uma responsabilidade compartilhada entre os professores, os pais e os
estudantes. Quando se trata do uso do ChatGPT como fonte de pesquisa, é importante ensinar aos
estudantes a prática adequada de citação e referência, independentemente da fonte utilizada. Aqui
estão algumas dicas para ajudar a evitar o plágio ao usar o ChatGPT como fonte de pesquisa:
Ensine aos estudantes a identificar informações que precisam ser citadas.
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Mostre a eles como citar informações correctamente, seguindo as normas estabelecidas
pela escola ou instituição.
Incentive-os a usar suas próprias palavras ao redigir trabalhos, e não simplesmente
copiar e colar informações de fontes externas, incluindo o ChatGPT.
Verifique o trabalho dos estudantes antes de entregá-los, e corrija qualquer uso
inadequado de citação ou referência.
Converse com os estudantes sobre a importância da integridade académica e a
consequência do plágio.
Lembre-se de que o objectivo é ajudar os estudantes a se tornarem aprendizes
independentes e responsáveis, e não simplesmente fornecer-lhes respostas. Ao ensiná-los a
citar e referenciar correctamente, eles estarão aprendendo a valorizar o trabalho dos
outros e a desenvolver suas próprias habilidades de pesquisa e escrita.
2.8. Tipos de Inteligência Artificial
Não necessariamente uma IA se comporta totalmente como seres inteligentes. Um corretor
ortográfico ou um processador de textos podem usar inteligência artificial, apesar de a tecnologia
permitir muito mais exploração. Técnicas como o aprendizado de máquina (machine learning), o
processamento de linguagem natural (natural language processing) e a visão computacional
(computer vision) são utilizadas para permitir a realização de tarefas específicas de forma eficiente.
Aprendizado de máquina é uma técnica de IA que permite que os sistemas aprendam
automaticamente a partir de dados. Por exemplo, um sistema aprender a reconhecer imagens de
carros e motos através do fornecimento de um conjunto de imagens que contenham carros e motos,
para que ele distingua os dois tipos de veículos.
O processamento de linguagem natural permite que os sistemas compreendam e processem a
linguagem humana, interagindo com as pessoas de forma mais natural e inteligente. Por exemplo, um
programador pode criar um assistente virtual que responde a perguntas em linguagem natural, como
“Quantos dias faltam para o final do ano?”, e fornecer uma resposta adequada. Os sistemas podem
compreender e interpretar imagens e vídeos graças à visão computacional. Por exemplo, um sistema
de Inteligência Artificial que identifique objectos em uma imagem de forma automática.
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ChatBots: Inteligência Artificial no contacto com o cliente
1) Robô ED: criado em 2004 pelo CONPET (Petrobras), este robô é capaz de conversar com as
pessoas sobre diversos assuntos relacionados à energia, petróleo, meio ambiente e outros temas.
2) Setezoom: um modelo de chatbot virtual da empresa InBot para a Gessy Lever/Close UP e
conversou com milhares de usuários, tornando-se muito conhecido como a modelo virtual
brasileira mais famosa.
3) Mitsuku: A Pandorabots criou o chatbot Mitsuku, que venceu vários prémios internacionais em
competições de chatbot.
4) Replika: um aplicativo de conversação que utiliza aprendizado de máquina para se tornar cada vez
mais personalizado para o usuário ao longo do tempo, permitindo que as pessoas conversem com
uma “versão” digital de si mesmas.
5) Xiaoice: um chatbot da Microsoft que se tornou muito popular na China, com milhões de
usuários.
6) Bard: chatbot inteligente, do Google, para competir com o ChatGPT. Trata-se de um serviço de
bate-papo conversacional, que se destaca por sua habilidade em extrair informações da web. Além
disso, o Bard possui um gerador de imagens semelhante ao Dall-E, e um gerador de música
baseado em inteligência artificial. Essas ferramentas permitem que o Bard crie imagens e músicas
de forma autónoma, tornando-o uma opção interessante para quem busca uma experiência mais
completa de interacção com um chatbot.
Além do chatGPT: outras inteligências artificiais
Infinity Copy: utiliza a Inteligência Artificial para produzir conteúdo de marketing de forma
automática, gerando textos para posts em redes sociais, expansão de conteúdo e outras opções, como
é possível ver abaixo. Essa plataforma inteligente de geração de conteúdo foi criada no Brasil e é
capaz de gerar textos e imagens com o uso de Inteligência Artificial.
ChatSonic: criado pela empresa Writesonic, possui semelhanças com o ChatGPT, que veremos em
seguida. Porém, um dos seus diferenciais mais importantes é que ele utiliza o Knowledge Graph do
Google para atualizar constantemente seu conteúdo, tornando-se uma poderosa ferramenta para fazer
pesquisas em tempo real.
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Abaixo, podemos ver um exemplo onde o ChatSonic construísse um texto sobre a guerra na Ucrânia:
Algumas vantagens que destacam o ChatSonic são:
1. Reconhece comandos de voz e responde a questionamentos, assim como a Siri ou o Google
Assistant. Além disso, a IA também pode ler as respostas geradas.
2. Permite lembrar conversas anteriores.
3. Gera imagens de acordo com o que o usuário pedir, como no exemplo abaixo:
Ainda poderíamos criar também posts para redes sociais, entre outros recursos.
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Canva: na plataforma, também utilizamos a Inteligência Artificial. O Canva possui um recurso que,
além de permitir ao usuário utilizar as imagens que o Canva já tem, é capaz de gerar diversos tipos de
imagens solicitadas pelo usuário. No exemplo abaixo, pedimos para o software gerar uma imagem de
um leão andando de skate.
Invideo: é um editor de vídeo online que utiliza a inteligência artificial para converter textos em
vídeos. Com ele, é possível transformar um blog ou um artigo em um vídeo, além de redimensioná-lo
para postar em várias plataformas.
No exemplo abaixo, foram digitadas duas frases, e o sistema criou um vídeo com base no texto,
utilizando inteligência artificial. Após a criação do vídeo, o usuário pode editá-lo, trocando textos,
imagens e o tempo de cada parte do vídeo:
D-ID: é uma inteligência artificial que permite criar animações a partir de uma série de imagens ou
fotos fornecidas ou importadas pelo usuário. A IA é capaz de fazer com que as imagens ou fotos
pareçam estar falando. Além disso, a D-ID oferece uma variedade de vozes para o usuário testar ou o
usuário pode importar uma voz de sua preferência.
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2.9. ChatGPT: a Inteligência Artificial do momento
O ChatGPT é uma linguagem baseada em inteligência artificial, da OpenAI, uma organização de
pesquisa em inteligência artificial fundada por Elon Musk, Sam Altman, Greg Brickman, entre
outros. Utilizando uma grande quantidade de dados textuais, a IA é capaz de compreender e produzir
linguagem natural em vários idiomas. O nome “ChatGPT” vem do fato de ser um modelo de
linguagem baseado no GPT (Generative Pre-trained Transformer), um tipo de modelo de rede neural
que é pré-treinado, em uma grande quantidade de dados textuais, antes de executar tarefas
específicas, como responder perguntas. O ChatGPT se baseia na técnica de aprendizado de máquina
chamada Transformadores (transformers), que permite compreender e produzir textos em vários
idiomas. Ele analisa uma grande quantidade de dados textuais disponíveis na internet, como livros,
artigos, sites e outras fontes confiáveis.
2.10. ChatGPT na Educação
Muitos questionamentos pairam sobre o real impacto dessa ferramenta na educação. A maior
preocupação dos educadores é com o uso do recurso em sala de aula e em casa, para a realização das
tarefas, e o quanto impactará no aprendizado, seja positiva ou negativamente. É possível, por
exemplo, utilizar o ChatGPT para corrigir uma redacção, e entender possíveis erros. No entanto, se o
aluno utilizar o ChatGPT para fazer a redacção inteira, ele não aprenderá nada.
Abaixo listamos, no nosso entender, as desvantagens do uso do ChatGPT na educação:
Informações não confiáveis ou tendenciosas; A plataforma é actualizada apenas até o ano de 2021.
Caso seja, por exemplo, perguntado o nome do actual presidente, ele fornecerá o nome do presidente
em 2021. Falta de fonte das informações, uma vez que os textos do ChatGPT não trazem nenhuma
referência ou citação. Possibilidade de impacto negativo na educação, como no caso de plágios. Na
imagem abaixo, por exemplo, o ChatGPT construiu uma redacção sobre o Comunismo. O aluno
poderia simplesmente copiar e entregar, sem construir seu próprio conhecimento.
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Mas, se utilizado de maneira adequada por professores e alunos, o ChatGPT na educação pode trazer
muitas vantagens, abaixo listadas:
1. Em vez de pedir para o ChatGPT criar uma redação, o aluno pode pedir para que ele corrija a
sua redação, com sugestões de alterações, se necessário;
2. Podemos utilizar o ChatGPT na metodologia da sala de aula invertida, em que os alunos
estudam em casa para tirar dúvidas em sala de aula. Por exemplo: podemos solicitar para que
os alunos realizem uma pesquisa sobre Dom Pedro I, como tarefa fora da sala de aula, e o
ChatGPT pode ajudar na construção deste conhecimento, para depois, em sala de aula, o aluno
tirar suas dúvidas com o professor e seus colegas;
3. É mais uma forma de pesquisa para o aluno, que pode buscar informações na literatura
tradicional no Google e agora também no ChatGPT;
4. Está disponível 24 horas por dia, ou seja, seus estudantes podem tirar dúvidas após o horário
de aula;
5. Pode gerar perguntas de revisão automatizadas para os alunos antes de testes;
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6. Resumos integrados de lições ou capítulos de livros podem ser gerados pelo ChatGPT;
7. Pode gerar soluções para problemas matemáticos ou científicos;
8. Os professores podem usar o ChatGPT para criar materiais educacionais, como planos de
aula, atividades e projetos, além de obter respostas rápidas para suas próprias perguntas e
dúvidas;
9. É capaz de traduzir textos do português para o inglês ou qualquer outro idioma, ou responder
a perguntas em português e fornecer respostas em inglês. Esse recurso certamente facilita
aprendizagem de outros idiomas.
Podemos dizer que o ChatGPT tem o potencial de causar um impacto positivo na educação,
fornecendo acesso rápido a informações e conhecimentos de diversas áreas tanto para alunos quanto
para professores. É importante ressaltar que o uso deve ser feito de forma consciente e responsável, a
fim de maximizar seus benefícios e minimizar suas possíveis desvantagens.
2.11. O ChatGPT poderá gerar imagens para os alunos?
O ChatGPT é um modelo de linguagem de inteligência artificial treinado em grandes quantidades de
dados de texto, e não é projectado para gerar imagens ou vídeos.
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A empresa OpenAI trabalha em outras áreas de inteligência artificial, como visão computacional e
geração de imagens, e desenvolveu modelos como o DALL.E, capazes de gerar imagens a partir de
descrições de texto e classificar imagens de maneira semelhante a um ser humano. A ferramenta tem
esse nome por causa da junção dos nomes do artista Salvador Dalí e do personagem da Pixar WALL-
E. No exemplo abaixo foi digitada a descrição “elefante surfando”:
2.12. Impacto do ChatGPT no Ensino à Distância
O ChatGPT terá um impacto significativo no ensino a distância, tornando a educação mais acessível
e personalizada para alunos que estudam em EAD. Poderá também ser usado para gerar conteúdo
em plataformas remotas, fornecendo aos alunos mais uma fonte de pesquisa. Além disso, o ChatGPT,
na educação, fornecerá suporte para professores e tutores. Eles poderão usar a ferramenta para criar
materiais educacionais, como planos de aula, atividades e projetos. Além disso, obterão respostas
rápidas para suas próprias perguntas e dúvidas, o que pode ajudá-los a aprimorar sua prática de
ensino, e oferecer uma melhor experiência educacional aos alunos.
2.13. O professor será prejudicado pela Inteligência Artificial
Essa pergunta vem à cabeça de vários professores quando surge uma nova tecnologia, mas a resposta
é não: o ChatGPT é apenas uma ferramenta complementar na educação, para ajudar professores e
alunos a atingirem objectivos educacionais. O ensino e a orientação de um professor são
fundamentais para a construção do conhecimento dos alunos. O professor tem o papel de
fornecer feedback aos alunos sobre os assuntos abordados, motivá-los, desenvolver habilidades de
pensamento crítico e resolução de problemas. O professor é capaz de personalizar o ensino e a
aprendizagem de acordo com as necessidades e habilidades individuais de cada aluno. O professor
leva em consideração suas diferenças de aprendizado e os desafios que enfrentam. Embora a
tecnologia possa ser uma ferramenta valiosa, ela não pode substituir a importância da interacção
humana na educação.
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Adaptar-se às inteligências artificiais, assim como a todas as outras tecnologias, é fundamental aos
professores. Isso não quer dizer que não precisaremos mais de professores, mas que essas tecnologias
serão utilizadas em sala de aula, integradas aos métodos de ensino. No entanto, os professores que
não se adaptarem terão dificuldades com as novas gerações de alunos, que esperam que a tecnologia
esteja presente em seu ambiente de aprendizagem.
2.14. Os alunos ficarão preguiçosos?
Se a tecnologia for utilizada de forma correta em sala de aula e em casa, ela não tornará os alunos
preguiçosos. Pelo contrário: pode motivá-los a pesquisar e a se envolver mais na construção do
conhecimento. O ChatGPT trouxe, para a educação, a possibilidade de fazer pesquisas sobre diversos
materiais em todo o mundo, como vídeos educacionais, jogos educativos e plataformas interactivas de
ensino, o que pode tornar a aprendizagem mais envolvente e interessante para os alunos. No entanto,
é importante lembrar que a tecnologia não pode substituir completamente a experiência
educacional tradicional, que inclui a interacção com professores e colegas de classe. Professores são
fundamental na utilização equilibrada da tecnologia. Ele pode ajudar a orientar os alunos na busca
por informações, ajudá-los a analisar e interpretar dados, além de estimular a discussão e o debate
sobre os temas estudados. A interacção humana é fundamental para o desenvolvimento social e
emocional dos alunos, e o professor desempenha um papel fundamental nesse aspecto.
2.15. Nem só de Inteligência Artificial se faz a Tecnologia na Educação
As inteligências artificiais têm um enorme potencial para mudar a forma como aprendemos e
interagimos com o mundo. No entanto, é normal ter medo das consequências dessa tecnologia. E é
claro que as instituições de ensino precisam se preparar para a chegada dessa mudança e adoptar
as melhores práticas para aproveitar ao máximo o potencial da inteligência artificial. A primeira coisa
que as instituições de ensino precisam fazer é analisar suas dores atuais e corrigi-las, modernizando e
melhorando ao máximo a experiência de ensino actual. Para isso, é importante ter uma boa gestão,
com pessoas competentes e constantemente capacitadas, além de ferramentas confiáveis e simples
de usar. Nós, da Gennera, te aconselhamos a investir em processos melhores o quanto antes, para
assim conseguir suplantar as mudanças tecnológicas, legais de perfil do aluno.
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3. Conclusão
Diante do exposto nos resultados da pesquisa, há motivos para comemorar, mas também há razões
para preocupação, já que há cenários diversos evidenciados nos desfechos da pesquisa, considerando
o perfil de alunos da educação básica, integrada a uma formação técnico profissional:(1) há alunos
que ainda não interagiram com chatbots; (2) há discentes que interagem e não os consideram como
fonte absoluta de verdade e (3) há estudantes que interagem e os aceitam como palavra final sobre o
mérito da indagação. Isso, desconsiderando o fato concreto daqueles que desconhecem a ferramenta
por estarem fora da acessibilidade digital, o que representa o verdadeiro caos do mundo cibernético.
É urgente que a escola persista em sua missão sócio inclusiva de disseminar as tecnologias da
informação e comunicação, com atenção redobrada para as áreas mais vulneráveis, a fim de que a
inteligência artificial torne-se o suficientemente conhecida e praticada, a fim de que os estudantes
alternem o modo passivo para o status de protagonista e assim vivenciarem experiências exitosas a
partir das transformações que a IA pode proporcionar no processo de ensino-aprendizagem
BARBOSA (2023).
De acordo com SANT´ANA et al (2023), o interlocutor GPT pode ser utilizado em sala de aula de
uma forma colaborativa entre o professor e o aluno e neste sentido, vislumbramos um ganho
substancial que é a estratégia de o docente trocar ideias produtivas com seu alunado no tocante às
descobertas advindas da IA em chatbots e outras modalidades. Entendemos que, quanto mais esse
assunto adentrar as salas de aulas, principalmente pautado por gestores em geral e mestres, os alunos
compreenderão de modo mais assertivo as utilidades e cautelas dessas máquinas espertas de imitação
das potencialidades humanas. Docentes e discentes precisam estar imersos nesta seara computacional
e, juntos, promoverem estratégias de convivência com a IA que, como já é fácil de perceber, veio
para ficar e quem não acompanhá-la poderá perder espaços importantes no mundo sócio trabalhista.
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4. Referencias Bibliográficas
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domesticar”. Comunicación y Medios, v. 32, n. 47, 2023.
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Vilão da Educação? | Exame Acesso em 18/07/2023
ALMEIDA, Gilberto Martins de. Quando a IA e a Propriedade Intelectual se cruzam, como ficam
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ISSN: 2358-8829
9235. Disponível em: <[Link]
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USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA.
RECIMA21 - Revista Científica Multidisciplinar - ISSN 2675-6218, [S. l.], v. 4, n. 5, p. e453103,
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BUZATO, Marcelo El Khouri. Inteligência artificial, pós-humanismo e Educação: entre o simulacro e
a assemblagem. Dialogia, n. 44, p. 23906, 2023.
CARNIELLI, Walter Alexandre. Inteligência artificial é uma inteligência muito útil, mas não é
inteligente. [Entrevista concedida a] Patrícia Fachin. Instituto Humanitas Unisinos. Site. Inteligência
Artificial é uma ferramenta muito útil, mas não é inteligente. Entrevista especial com Walter Carnielli
- Instituto Humanitas Unisinos - IHU Acesso em 18/07/2023.