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Racionalismo e Filosofia de Descartes

O documento aborda a filosofia moderna, destacando o racionalismo de René Descartes, que enfatiza a razão como meio de conhecer a verdade e introduz a dúvida metódica. Também menciona Baruch Espinosa, que critica superstições e propõe um Deus imanente, e Blaise Pascal, que defende a importância da fé e das emoções em relação à razão. A obra analisa as contribuições e legados desses filósofos no desenvolvimento do pensamento ocidental.

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Racionalismo e Filosofia de Descartes

O documento aborda a filosofia moderna, destacando o racionalismo de René Descartes, que enfatiza a razão como meio de conhecer a verdade e introduz a dúvida metódica. Também menciona Baruch Espinosa, que critica superstições e propõe um Deus imanente, e Blaise Pascal, que defende a importância da fé e das emoções em relação à razão. A obra analisa as contribuições e legados desses filósofos no desenvolvimento do pensamento ocidental.

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Filosofia Moderna\

Grande Racionalismo
René Descartes
(1596 – 1650)
Contextualização: Século XVII – Processo de
conhecimento chega a seu auge.
Racionalismo – a razão detém o privilégio no
processo de conhecer a verdade.
Considerado um dos pais da filosofia moderna,
Descartes não se contentou com sua formação
jesuíta e buscou a ciência por conta própria. Como
temia perseguição e condenação religiosa, mantinha
(homenagem em papel moeda da
cuidado ao expressar suas ideias, chegou a se província de Monaco, 1996) –
autocensurar para evitar julgamentos de católicos e René Descartes – o pensamento
cartesiano coloca nossos
protestantes. pensamentos em dúvida. No
inverno nórdico, a pneumonia o
Algumas obras: Meditações sobre filosofia, Discurso levou à morte.
A dúvida metódica e o dualismo
Para se alcançar a certeza sobre a realidade de algo é necessário
questionar e analisar criteriosamente as variáveis envolvidas.
Para Descartes, a única verdade incontestável e livre de dúvida
era que ele pensava. Penso, logo existo se tornou o princípio
básico de toda sua filosofia – seu ponto fixo.
Destaca que pensamento é tudo que afirmamos e negamos,
sentimos e imaginamos, cremos e sonhamos – o ser humano,
para ele, era uma substância essencialmente pensante: que se
volta para si, na esfera da consciência.
Na concepção de mundo cartesiano também há a substância
extensa, correspondente ao mundo material. O ser humano
adquire essas duas substâncias.
Substância infinita: Deus transcendental, que teria criado todas
as coisas mas está separado de suas criações;
Idealismo e Racionalismo
Priorização do ser pensante em relação à matéria: para
Descartes, a consciência está além do corpo: se podemos
conhecer a matéria é graças à mente.
Pensamento racionalista: os erros do conhecimento
humano se devem à observação sensoriais dos fenômenos.
Matemática: instrumento de compreensão da realidade: “só
os matemáticos puderam encontrar algumas demonstrações,(.
..)razões certas e evidentes”
Portanto, o conhecimento das coisas externas depende do
trabalho lógico da mente.
Exímio matemático: a geometria analítica permite a
determinação de um ponto em um plano, mediante
perpendiculares – coordenadas cartesianas.
Método e Herança de Descartes
1. Regra da evidência: as ideias devem ser claras e
distintas – existências das ideias inatas ( nascemos
mentalmente com elas)
2. Regra da análise: dificuldades divididas em tantas
partes que forem necessárias para resolução
3. Regra da síntese: raciocínio ordenado dos
problemas: do simples ao complexo
4. Regra da enumeração: verificações gerais para ter
certeza de que nenhum aspecto do estudo foi
esquecido.
Influências no pensamento: mais do que resolver,
formulou problemas que foram herdados por filósofos
posteriores, principalmente relacionados a concepção
dualista do mundo e a visão reducionista da realidade.
Baruch Espinosa (1632 – 1677)
Racionalismo radical: crítica às superstições religiosas,
políticas e filosóficas. A fonte de toda superstição, de acordo
com Espinosa, é a imaginação, que sem conseguir
compreender racionalmente a realidade universal e a
verdadeira ordem do universo, credita a realidade a um Deus
(que ninguém percebe pelos sentidos) voluntarioso, que
escolhe como organizar os seres no universo. As superstições
políticas e filosóficas desenvolvem-se a partir da religião.
Deus imanente: natureza racional de Deus, que se manifesta
em todas as coisas. Deus não está fora nem dentro do
universo – Ele é o próprio universo. A filosofia seria o
conhecimento racional de Deus, e a liberdade humana estaria
na consciência da necessidade. Dessa forma, não haveria livre-
arbítrio, pois Deus = Natureza e tudo o que existe é necessário,
pois faz parte da natureza divina – “Tudo existe em Deus”
Baruch Espinosa
Para o filósofo holandês, a
ética é a ciência prática
daquilo que é.

A felicididade seria atingida


pelo amor intelectual do
verdadeiro Deus, que é
imanente ao real,
possibilitando a
compreensão lógica do
mundo e da vida.

Panteísmo: identificação de
Deus com a totalidade das
coisas, fez com que ele Gravura de Espinosa em nota
fosse bastante perseguido. holandesa comemorativa, 1972.
Blaise Pascal
(1623 – 1662)

O filósofo de origem francesa foi um dos


principais críticos de seus
contemporâneos do grande
racionalismo, dizia que eles confiavam
excessivamente na razão.
Inventor da calculadora, teve
importantes contribuições fisicas e
matemáticas. Mas foram suas reflexões
“O Silêncio eterno dos filosóficas que mais surpreenderam e o
espaços infinitos apavora “ tornaram objeto de estudo até hoje.
Pensando contra a
corrente, Pascal defendeu
“O coração tem razões que a razão
a ideia de que o ser desconhece” – reflexão sobre a condição
humano não pode humana, ao mesmo tempo trágica e
conhecer o princípio e o fim magnífica, capaz de alcançar verdades e
das realidades que busca. erros.
Questão religiosa
◼ “O que é o homem na natureza? É nada em relação
ao infinito, é tudo em relação ao nada,algo
intermediário entre o nada e o tudo”
◼ Cristão fervoroso, Pascal não concordava com a
ideia de Deus dos filósofos e sábios da época – para
ele, a crença no ser divino se assentaria apenas na fé.
◼ Legitimação da fé: “o supremo passo da razão esta
em reconhecer que há uma infinidade de coisas que
a ultrapassam”
◼ “ O coração, e não a razão, é que sente Deus. E isto
é a fé: Deus sensível ao coração e não a razão”

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