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Uso de Lorazidona no Transtorno Bipolar

O transtorno afetivo bipolar é uma doença psiquiátrica caracterizada por oscilações de humor, com prevalência de 1% para o tipo I e 1,1% para o tipo II. O tratamento envolve estabilizadores de humor como lítio e ácido valproico, além de antipsicóticos, com atenção especial a possíveis efeitos colaterais e interações. A etiologia inclui fatores genéticos, neurobiológicos e ambientais, com a importância de um diagnóstico e tratamento precoces para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
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Uso de Lorazidona no Transtorno Bipolar

O transtorno afetivo bipolar é uma doença psiquiátrica caracterizada por oscilações de humor, com prevalência de 1% para o tipo I e 1,1% para o tipo II. O tratamento envolve estabilizadores de humor como lítio e ácido valproico, além de antipsicóticos, com atenção especial a possíveis efeitos colaterais e interações. A etiologia inclui fatores genéticos, neurobiológicos e ambientais, com a importância de um diagnóstico e tratamento precoces para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
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Renata Nascimento – T27 – 8° Período

transtorno afetivo bipolar


• Pânico: ansiedade do nada, taquicardia, psicóticco na hipomania precisa de 4 dias com
sudorese discurso mais exaltado
• TEPT: transtorno do estresse pós traumático • Tipo I: algumas depressoes, mas surto de
• TAG: ansiedade generalizada, dificuldade em mania com 18-21 anos; logorreico, fuga de
desligar esse sentimento ansioso. ideias
• Humor: depressão maior e TAB. • Tipo II: muita depressão até precocemente 9-
• Mania, eutimia e depressão 12 anos, observa-se depressão agitada,
irritação, brigas; 10-12 anos para receber
CONCEITO: diagnóstico.
O transtorno afetivo bipolar é uma doença psiquiátrica • Indivíduo com depressão e não melhora com
caracteriizada por oscilações importantes do humor, AD, tem antecedente de TAB na família, pode
apresentando curso recorrente e crônico, implicando testar estabilizador de humor porque
em elevado grau de morbidade. paciente tem resistência ao AD.
• Estudos populacionais demonstram que
HISTÓRIA: pacientes perder dias de trabalho, qualidade
A primeira descrição clínica mais aproximada da de vida.
doença data do século I e foi feita pelo médico Areteu ETIOLOGIA:
da Capadócia.
• As bases biológicas do TB incluem estudos
Entreetndo foi Kraepeliin, psiquatra alemão que no relacionadas à genética, as vias de transcrição
final do século XIX reconheceu a insanidade maníaco de sinal, à regulaçao da expressão gênica e ao
deressiva (IMD) como entidade nosológica distinta. estresse oxidativo.
Muitas pessoas com TAB tem dons para arte • Dilatação ventricular, neuroprogressão
importante
Existem perfis de humores diferentes: pacientes mais • Marcador importante TPM muito forte; a
em episódios maníacos e outros mais relacionados a maioria dos quadros se deflagram no
depressão. puerpério
EPIDEMIOLOGIA: GENÉTICA:
• O TB tipo I apresenta uma prevalência ao longo • Dados provenientes de estudos genéticos
da vida de 1% e o TB tipo II de, demosntram eu o risco de um indivíduo com
aproximadamente 1,1% em amostra familiar em primeiro grau desenvolve a doença
populacionais americanas. de aproximadamento 10x maior do que
• No estudo populacional brasileiro (Moreno et populacional.
al. 2005) encontrou também uma prevalência
de TB tipo I de 1% (tira roupa, perde contato EPIGENÉTICA
com realidade, sentimento de grandeza), tipo
• Pode ou não desenvolver depende do
II (faz mais depressão).
ambiente
• Evolução mais característica por começar com
depressão, mas o que marca o dx é a mania. NEUROBIOLOGIA:
Mania pelo menos 1 semana porque algumas
Sistema límbico durante a crise aumenta a dopamina,
drogas, medicamentos, privação de sono pode
como ocorre na esquizofrenia, mas ocorre em menor
causar mania.
intensidade e de forma cíclica (fase de
• Mania tem sintomas psicóticos; geralmente
mania/hipomania). Na mania tem sintomas psicóticos.
delírio de grandeza; hipomania não perde
contato com a realidade não tem sintomas A diferença do bipolar tipo I é que volta ao normal já o
esquizofrênico não volta ao normal.
Renata Nascimento – T27 – 8° Período
Amígdala produz noradrenalina aumento de energia e
psicomotricidade, insônia, fuga de
Córtex dorsolateral – cognição, indivíduo perde juízo,
ideias, gastos excessivos, aumento de
perda do controle de impulsos.
libido, desorganização e delírios
Córtex ventro-medial/pré-frontal: controle de (geralmente de grandeza)
impulsos → Manias e, principalmente, hipomanias
não costumam representar queixas
São alterações transitórias
para o paciente e sim para a família.
Ás vezes sobe glutamato (principal excitotóxico) queda → Mania (fire) e depressão (ash) não
de GABA, aumento de glutamato – freio não funciona. pode deixar de tratar hipomania
porque pode evoluir para depressão
Deve-se agir bloqueando DOPA e estabilizando humor. grave.
Sempre tem que usar antipsicótico junto para tirar da → Bipolar na hipomania tem conversa
mania clássica. interessante, adequada
NEUROQUÍMICA • Hipomania
→ Uma mania atenuada, não é
CITOCINAS acompanhada se sintomas psicóticos
Paciente inflamado; ocorre aumento dos niveis de → Não costuma causar prejuízo
citocinas pró-inflamatórias em portadores de TB acentuado no funcionamento social ou
independente da fase ocupacional
→ O paciente demonstra com excesso de
A mania te sido associada ao aumento do fator de energia e autoconfiança, o que pode
necroe tumoral e das IL-1, 2 e 6 enquanto a depressão levar a um aumento das atividades,
bipolar ao aumento de IL-2. hiersexualidade e impulsviidade.
Principal íon positivo da membrana neuronal; usa • Episódios depressivos
estabilizadores de membrana → Caracterizados por início precoce (<25
anos), maior número de episódios (>5
Enxaqueca e pânico – TAB II episódios), maior frequencia de
BNDF: sintomas atípicos e psicóticos,
incidência no puerpétio e maior risco
Neurotrofina responsável pela maturação, de suicídio.
diferenciação, neuroplasticidade, consolidação de → Os sintomas são perda de interesse,
memória. humor deprimido, anedonia,
Sua expressão é extremamente alta no córtex cerebral alterações de apetite
e no hipocampo • Estados mistos
→ Desespero
Evidências pré-clínica → O paciente precisa preencher ao
Hipomania: sistema límbico hiperfuncionante mesmo tempo critériores para
episódio depressivo e maníaco
Depressivo: consumo mais baixo de BNDF durante uma seaman
Redução da necessidade de dormir, paciente acorda → Maior risco de suicídio
bem mesmo com a redução da quantidade de sono CICLAGEM RÁPIDA:
Alteração de substância branca importante, quem faz • Várias crises de humor durante o ano,
sintomas psicóticos tem quadro mais grave ocorrência de quatro ou mais episódios
QUADRO CLÍNICO: maníacos ou depressivos em período de 12
meses
• Mania: • Avaliar tireoide; hashimoto, anticorpos,
→ Caracterizam por humor exaltado (eu alteração em T4-T3
sou o cara) ou disfórico (exaltado +
irritado), pensamento acelerado,
Renata Nascimento – T27 – 8° Período
• Fatores associados a ciclagem rápida são uso • Quetiapina: sono, insônia, pode causar ganho
de antidepressivos e uso abusivo de álcool e de peso
outras substâncias e disfunções tireoidianas. • Olanzapina
• Indivíduo que tem pânico junto • Alipiprazol
• Fase maníaca é raro sucídiss • Lorazidona – ajuda na questão da cognição
• Risperidona
TRATAMENTO
• Brezipriprazole
LÍTIO: • Asenapina

• TSH,T4 (pode bloquear iodo e dar PRÁTICA: Combina porque se está em mania precisa de
hipotireoidismo) antipsicóticos, quando apenas hipomania pode usar
• Litemia – geralmente 0,6-1,2 se tiver mais alto apenas estabilizador de humor.
é mais baixo não funciona
Pode considerar benzodiazepínicos também
• Pedir 5 dias após a dose
• 1-3 comprimidos (300 mg) Anomalia de Ebstein: anomalia valvular, má formação
• Até 5 dias fazer litemia de vasos cardíacos; CI em gestantes – preferir
• Pedir glicemia – poliúria e polidipsia pode antipsicóticos atípicos.
mimetizar DM
Lamotrigina apenas depressão, não pega mania.
• Pacientes mais velhos – ECG porque pode
causar arritmia cardíaca Enfermaria acaba associando também
• Mania
Quetiapina: mania, depressão
ÁCIDO VALPROICO (Divalproato de sódio):
LÍTIO único que previne o sudicídio
• Estabilizador e mais tolerável ao estômgado
Depressão no bipolar não usar AD porque pode causar
• Forma revestida
estados mistos, só usar quando primeira linha de tto
• 350 mg 3x ao dia (20mg/kg tem que atingir falhar (uso se AP atípicos – quetiapina, olanzepina e
geralmente) lorazidona), quem manda na depressão do TAB é o
• Exames: função hepática (metabolizado no estabilizador de humor
fígado) e Beta-HCG porqu é teratogênico.
• Alcoolismo: divalproato melhor que litio INTOXICAÇÃO POR LÍTIO:
• Outras forma depakene, valproato de sódio
• Sinais: tremores grosseiros de extremidades,
• Mania diarreia profusa e falha arrastada até ter
CARBAMAZEPINA (Tegretol): rebaixamento do nível de consciência.
• Conduta: Fazer hemodiálise
• Um pouco menos eficaz que divalproato de • Geralmente 1-3 semanas – algo mais crônico.
sódio
• Boa tolerabilidade, tem na rede OBS: Benzodiazepínicos: clonazepam e lorazepam –
• 200 mg 3x/dia (20 mg/kg tem que atingir) tem ação na mania.
• Droga suja muita interação por isso usa mais TERAPIA:
divalproato
• Mania • Apenas em pacientes estabilizados
• Psicoeducação
LAMOTRIGINA (Lamitror):

• Estabilizador para depressão bipolar


• Atenção com Rash – síndrome de stevens
johnson
• 25 mg a cada 2 semanas por risco de SJ

ANTIPSICÓTICOS ATÍPICOS:

• Ação antidepressiva, ansiolítica, estabilizador


de humor

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