SUMÁRIO
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Agredecimentos 4
Prólogo 5
O Contato Inesperado. 7
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"O toque dela acalmava as crianças… e despertava nele um desejo
inesperado."
Sara Braga.
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Ao meu marido Bruno por me apoiar em todas as decisões.
E ao meu filho Nathan que me dá forças para seguir.
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Prólogo
Estava sentada em frente ao espelho, me olhando. Como pode? A Ana
de antes nunca imaginaria que sua vida mudaria tão radicalmente em
menos de um ano. Saio dos meus devaneios ao ouvir a porta se abrir.
Amélia entra primeiro, vestindo um lindo vestido turquesa que combina
perfeitamente com a cor dos seus olhos. Logo em seguida, minha amiga
Emilly aparece. Assim que me vê, ela paralisa.
Amélia sorri.
— Você está deslumbrante.
Olho para ela com ternura.
— Obrigada.
Amélia está prestes a continuar, mas Emilly solta um grito.
— Ai, meu Deus! AI, MEU DEUS! Eu não acredito! Eu ainda não
acredito que você vai se casar! Você... nesse vestido!
Ela começa a rir, e Amélia a observa como se fosse a pessoa mais
estranha do mundo. Ainda não estava acostumada com o jeito de Emilly,
mas acaba achando graça e ri junto com ela.
As risadas cessam quando uma voz grave se faz ouvir do lado de fora.
Meu Deus... era ele.
Amélia se adianta e diz, aflita:
— Pai, o senhor não pode vê-la! Se não, dará azar!
A resposta vem firme, mas calma:
— Gostaria de falar com Ana a sós.
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— Mas o senhor não pode vê-la!
— Amélia, eu não vou vê-la. Só quero falar com ela aqui. Depois,
esperarei no jardim.
Amélia e Emilly saem.
Vejo sua mão. Meu coração acelera. Toco nela com hesitação, e ele a
segura firme, levando-a até os lábios. Seu toque quente contra minha
pele me faz prender a respiração.
— Então... — sua voz soa baixa, rouca, carregada de algo que não sei
decifrar.
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O contato inesperado
Amanhece mais um dia. Assim que abro os olhos, pego o celular e corro
para a caixa de e-mail. Já que ontem passei horas entrando em sites de
babás e enviando currículos, mas está difícil conseguir algo decente. As
pessoas pagam pouco e as exigências são absurdas.
Bom comecei a trabalhar muito nova, cuidando do filho da minha vizinha.
Logo ela me indicou para uma amiga, e assim foi fui conquistando
clientes. E com o tempo, fiz especializações e me tornei a profissional
que sou hoje.
Até já trabalhei fora do país! Passei dois anos através de uma agência,
juntei um bom dinheiro e voltei ao Brasil quando o contrato acabou.
Tenho uma boa reserva de dinheiro mas ficar parada não é pra mim.
Enquanto olho para a tela, noto algumas notificações: algumas
respostas... talvez entrevistas.
A porta do quarto se abre de repente, e minha melhor amiga entra com
seu jeito de sempre:
— Acordou, Bela Adormecida?
— Não tô dormindo.
— Bruta!
— Chata.
— Tá vendo vagas de emprego?
Emy. Minha amiga de infância. Moramos juntas desde que voltei de
viagem — foi isso ou ela me sequestrava. Somos como Fátima e Sueli,
dessas amizades que só quem vive entende.
— Ana, tenho uma notícia pra você. — Ela faz suspense.
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— E então? — pergunto, curiosa.
— Conversando com a dona Rejane, minha chefe, descobri que ela
também trabalha pra um deputado muito importante. E ele está
precisando de babá.
Eu travo. Deputado? O que eu faria trabalhando para alguém assim?
— Emy... quem é esse deputado?
— Ela não falou o nome. Só comentei de você, e ela pediu seu contato.
Quer falar com ela?
Meu coração acelera.
— Claro que vou falar!
— Beleza! Te mando o número dela pelo zap.
Emy muda o assunto, como sempre.
— E então... que tal a gente sair hoje? Curtir um pouco?
— Ai, não sei…
— Qual é, garota! Bora aproveitar! Daqui a pouco você tá vai está
trancada de novo, cuidando de uma arrumar de pestinhas, e eu vou
perder você.
— Para de drama, sua louca.
— Bora! Abriu uma balada nova, parece top!
— Tá bom, tá bom… eu vou.
Emy grita tão alto que quase fico surda:
— Ain! Sabia! Onze da noite, te passo o endereço. E me avisa depois de
falar com a dona Rejane, hein?
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Ela sai correndo — certeza que está atrasada.
Pego o celular, vejo o contato: Dona Rejane. Fico em dúvida: ligo ou
mando mensagem? Opto por ligar.
— Alô?
— Oi? Quem é?
— Dona Rejane? Meu nome é Ana, sou amiga da Emily Santos. Ela
comentou com a senhora sobre mim…
— Ah, sim, a Emily! Olha, Ana, desculpe, estou muito ocupada agora.
Mas mais tarde estarei livre. Podemos nos encontrar pessoalmente?
Que tal?
— Claro! Com certeza!
— Vou te passar o endereço. Nos vemos mais tarde.
— Combinado. Foi um prazer falar com a senhora.
Desligo com o coração cheio de expectativa. Enquanto espero a hora do
encontro, participo de algumas entrevistas por vídeo. O tempo voa.
Decido me arrumar com um look simples, mas elegante. Pego meu
currículo — sempre gosto de estar preparada.
Chegando ao local, fico surpresa: uma cafeteria chique, charmosa, o tipo
de lugar que a gente até se sente mais importante. Ligo para a Dona
Rejane:
— Oi, cheguei! Estou perto do balcão. Estou usando roupa rosé.
— Rosé... adoro essa cor. Ficou linda em você.
Eu franzo a testa. Como ela sabe? Olho ao redor e, ao virar, vejo uma
senhora simpática, sorrindo para mim.
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— Ana? — Ela diz com gentileza.
Sorrio de volta.
— Sou eu.
Aperto a mão da Dona Rejane, e logo sinto a energia acolhedora dela.
— É um prazer conhecê-la, Ana. Vamos sentar? — Ela sugere,
apontando para uma mesa reservada.
Sento-me, e ela vai direto ao ponto:
— Emily falou muito bem de você. E, para ser sincera, o deputado... ele
precisa mais do que uma babá. Precisa de alguém com firmeza,
paciência e... — Ela faz uma pausa. — Com coração.
— Coração? — repito, intrigada.
— Sim. Ele tem cinco filhos, Ana. E... a situação deles não é fácil.
Cinco filhos. Minha mente já imagina a loucura, mas também... que
desafio.
— Estou disposta a conhecer a família. — Respondo, sincera.
Ela sorri, satisfeita.
— Vou marcar uma entrevista com ele. Mas... quero te avisar: Nicolau
Ferreira não é um homem fácil.
Meu coração dispara. Nicolau Ferreira. Esse é o nome...
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