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Protocolo de Atendimento Emergencial Hakuna

O documento apresenta um protocolo para a equipe médica Hakuna, visando padronizar procedimentos de atendimento em emergências em áreas remotas. Inclui diretrizes gerais, equipamentos necessários, e protocolos específicos para diversas situações de emergência. O objetivo é garantir excelência e segurança no atendimento durante eventos de emergência.
Direitos autorais
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Protocolo de Atendimento Emergencial Hakuna

O documento apresenta um protocolo para a equipe médica Hakuna, visando padronizar procedimentos de atendimento em emergências em áreas remotas. Inclui diretrizes gerais, equipamentos necessários, e protocolos específicos para diversas situações de emergência. O objetivo é garantir excelência e segurança no atendimento durante eventos de emergência.
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1

Sumário

APLICAÇÕES DA NEUROCIÊNCIA PARA COMUNICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO


PESSOAL 5 1.
OBJETIVO 9
2. APLICAÇÃO 9
3. EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS 10
3.1. EQUIPAMENTOS PARA A EQUIPE DE HAKUNAS 10
3.2. EQUIPAMENTOS DAS EQUIPES E VEÍCULOS DE SAÚDE NO LOCAL 12
4. REVISÃO DE EQUIPAMENTOS 12
4.1. EQUIPAMENTOS DA EQUIPE HAKUNA 12
4.2. EQUIPAMENTOS DAS EQUIPES E VEÍCULOS DE SAÚDE E LOCAL 12
5. CONSTITUIÇÃO DA EQUIPE HAKUNA 12
6. DIRETRIZES GERAIS 12
6.1. FLUXOGRAMA DE ATENDIMENTO 12
6.2. AVALIAÇÃO INICIAL (XABCDE) 13
6.3. DOCUMENTAÇÃO E COMUNICAÇÃO 14
7. CLASSIFICAÇÃO PARA SENDERISTA 15
8. PROTOCOLOS ESPECÍFICOS 15
8.1. PROTOCOLO DE DOR TORÁCICA 15
8.2. PROTOCOLO DE ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC) 16
8.3. PROTOCOLO DE ANAFILAXIA 17
8.4. PROTOCOLO DE CRISE CONVULSIVA 18
8.5. PROTOCOLO DE HIPOGLICEMIA 18
8.6. PROTOCOLO DE DESIDRATAÇÃO 19
8.7. PROTOCOLO DE HIPOTERMIA 19
8.8. PICADA DE COBRA 19
8.9. PICADA DE ARANHA 20
8.10. PICADA DE ESCORPIÃO 21
8.11. CLINICA DA RABDOMIÓLISE INDUZIDA POR EXERCÍCIO 21
8.12. TRAUMA OCULAR 23
8.13. MAL SÚBITO 25
8.14. PROTOCOLO FRATURA 26
8.15. PROTOCOLO LUXAÇÃO 27
8.16. PROTOCOLO DE ENTORSE 28
8.17. SEQUÊNCIA DE INTUBAÇÃO RÁPIDA (SIR) 28

3
8.18. SITUAÇÕES QUE EVOLUEM PARA ÓBITO 31
9. PROTOCOLO DE EXTRAÇÃO 33

9.1. Extração por Terra 33


9.2. Extração por Água (Rios) 33
Cenário 33
Ações Imediatas 34
9.3. Extração Aérea 34
10. REVISÃO E TREINAMENTO 35
11. ABERTURA DE PISTA 35
12. REGRAS PARA A REVISTA DE MEDICAMENTOS 37
13. REGRAS PARA ALIMENTOS (MRE) 39
4

Este protocolo tem como referência as melhores evidências disponíveis


acerca da conduta de assistência a ser aplicada em ambientes de áreas
remotas. As consultas e referências bibliográficas de base serão: ATLS -
Advanced Trauma Life Support (Médicos); AWLS - Advanced Wilderness
Life Support (Médicos); ATCN - Advanced Trauma Care for Nurses
(Enfermeiros); PHTLS - Prehospital Trauma Life Support (Médicos,
Enfermeiros, Dentistas, Fisioterapeutas) e BLS - Basic Life Support
(Bombeiros e Socorristas). Será considerada a versão mais atual para fins
de referência e conduta.
5

1. Objetivo

Este protocolo tem como objetivo padronizar os procedimentos médicos para


Hakunas, garantindo excelência e segurança no atendimento às emergências durante o
TOPs a serviço do Legendários. Visa orientar a atuação dos profissionais em todas as
etapas do atendimento, desde a abordagem inicial até o seguimento pós-evento.

2. Aplicação

Este protocolo aplica-se a todos os membros da equipe médica Hakuna,


independentemente de sua especialidade, abrangendo situações emergenciais comuns
e complexas enfrentadas no servir Legendário.
10

3. Equipamentos Necessários

3.1. Equipamentos para a equipe de Hakunas

A equipe de Hakunas deve estar equipada

com:

MEDICAMENTOS
Fármacos Contexto Volume Quantidade

Protocolo de SCA
Isordil 5mg Sublingual Sindrome Coronariana Aguda 1 cx 20 comprimidos
Acido Acetilsalicilico Sindrome Coronariana Aguda 1 cx 30 comprimidos
Benzodiazepinicos
Diazepam 5mg/dl 2ml Crise convulsiva Ampola 5 unidades
Midazolam Transtorno de Ansiedade e crise 1cx 30 comprimidos
convulsiva
Midazolam 15 mg (5mg/ml) Transtorno de Ansiedade e crise Ampola 10 Unidades
convulsiva
Anti Psicótico
Haldol 5mg Anti-psicótico 1cx 20 comprimidos
Anti-Hipertensivos
Anlodipino 5mg Hipertensão Arterial Sistêmica 1cx 30 comprimidos
Captopril 25mg Hipertensão Arterial Sistêmica 1cx 30 comprimidos
Clonidina 0,100mg ou 0,150mg Hipertensão Arterial Sistêmica 1cx 30 drágeas
Anti Espasmódico
Buscopam Composto ou Tropinal Dor Abdominal ou Cólica 1cx 30 comprimidos
Anti Gases
Simeticona Gases 1cx 30 comprimidos
Analgésicos e Antitérmicos
Codeína 30mg Dor Inespecífica Moderada/Alta 1cx 30 comprimidos
Intensidade
Dipirona 1g Dor Inespecífica de Baixa 1cx 30 comprimidos
Intensidade / Ação Antitérmica
Paracetamol 750mg Dor Inespecífica de Baixa 1cx 20 comprimidos
Intensidade / Ação Antitérmica
Deocil Dor Inespecífica de Moderada/Alta 1cx 20 comprimidos
Intensidade
Analgésico Relexante
Muscular
Ciclobenzapina 5mg Dor Muscular 1cx 30 comprimidos
Anti-Inflamatórios
Arflex 200mg Dor Inespecífica Baixa/Moderada 1cx 20 comprimidos
Intensidade
Spray Inflamatório Ação Antiinflamatório Aerosol 2 Sprays
Anti Diarréico
Imosec Diarreia 1cx 24 comprimidos
Tiorfan Diarreia 1cx 9 cápsulas
Anti Alergico
Desloratadina 5mg Alergia 1cx 10 comprimidos
Prometazina 20mg Alergia Ampola 5 unidades
Fernergan 25mg Alergia 1cx 20 comprimidos
Corticóides
Prednisona 20mg Alergias 1cx 30 comprimidos
Exacerbadas/Anafilaxia/Asma
Betatrinta (Dipropionato de Betasona 5mg/ml + Dor Muscular/Articular de Ampola 10 unidades
Fosfato Dissódico de Betametasona 2mg/ml) Moderada/Alta Intensidade
Inibidores de Bomba de
Próton (Gastrite/Refluxo
Gastroesofágico)
11

Omeprazol Dispepsia 1cx 28 comprimidos


Anti Emético
Ondansetrona Sublingual Náusea / Vômitos 1cx 30 comprimidos
Bromoprida Oral Náuse / Vômitos 1cx 20 comprimidos
Broncodilatador
Salbutamol 100mcg Asma / DPOC Exacerbado Spray 5 Unidades
(Broncoespasmo)
Formoterol 6mcg Asma Spray 5 Unidades
Diuréticos
Furosemida 10mg/ml HAS / Edema Ampolas 10 unidades
Soros em Geral
Solução Fisiológica 0.9% (250ml) Hidratação / Hipotensão Frasco 10 Unidades
Solução Glicosada Hipertônica 50% (10ml) Hipoglicemia Flaconete 20 Unidades
Solução Glicosada Isotônica 5% (250ml) Hipoglicemia Frasco 5 Unidades
Soro Fisiológico 0.9% ABD 10ml Diluição de Drogas Flaconete 10 unidades
Ringer Lactato Hidratação Frasco 10 Unidades
Drogas Vasoativas
Adrenalina Anafilaxia / PCR Ampola 15 Unidades
Amiodarona PCR Ampola 6 Unidades
Noradrenalina 4ml PCR Ampola 15 Unidades
Eletrólitos
Gliconato de Cálcio 10% Hipocalcemia Flaconete 10 Unidades
Bicarbonato de Sódio 8,4% Acidose Flaconete 10 Unidades
Antidoto
Flumazenil 0,1% Intoxicação por Benzodiazepínicos Ampola 10 Unidades
Antiarritmicos
Atropina Arritmia cardíaca e bradicardia Ampola 10 Unidades

sinusal
Adenosina 3mg/ml Arritmia / Taquicardia Ampola 10 Unidades
Diltiazem Arritmia cardíaca e HAS Ampola 10 Unidades
Anestésicos
Lidocaína 2% 20ml Anestésico Ampola 3 Unidades
Lidocaína (gel) Anestésico Tubo 3 Unidades
Opióides
Fentanil 0.05mg/ml Intubação Ampola 3 Unidades
Morfina 10mg/ml Dor de alta intensidade Ampola 3 Unidades
Colírios
Anestésico Dor ou procedimento oftalmológico Frasco 1 Unidade
Lubrificante Limpeza e Lubrificação ocular Frasco 1 Unidade
Maxiflox D Infecção ocular (bacteriana) Frasco 1 Unidade
Patanol S Alergias oculares (conjuntivite Frasco 1 Unidade
alérgica)
Hipnótico
Etomidato 2mg/ml Hipnótico de curta duração Ampola 5 Unidades
Bloqueador Neuromuscular
Succinilcolina Intubação Ampola 5 Unidades
Anestésico
Propofol 10mg/ml Anestesia Ampola 10 Unidades
Composto Legendários
Dexametasona 1mg + Orfenadrina 35mg + Dor Crônica de Moderada/Alta Cápsula 100 Unidades
Miloxicam 10mg + Vitamina B12 500mg + intensidade
Cafeína 100mg (Via Oral)

 DEA (Desfibrilador Externo Automático)


 Oxímetro de pulso
 Esfigmomanômetro e estetoscópio
 Ventilador manual (ambu)
 Máscaras de oxigênio de diferentes tamanhos
 Laringoscópio (lâmina 3 ou 4) e tubos endotraqueais
 Seringas e agulhas de diferentes calibres
12

 Kit de acesso venoso (intravenoso e intraósseo)


 Aspirador portátil
 Dispositivo de compressão torácica (se disponível)
 Equipamentos de imobilização (colares cervicais, talas)
 Maca Sked
 Bomba de infusão
 Cilindro de oxigênio

3.2. Equipamentos das equipes e veículos de saúde no local

Em caso de ausência de ambulância tipo D (UTI) o veículo presente deverá ser equipado
com os seguintes itens:

 Cilindros de oxigênio
 Aspiradores de secreções
 DEA (Desfibrilador Externo Automático)
 Equipamentos de ventilação (dispositivo Bolsa-Válvula-Máscara)
 Kits de imobilização (colar cervical, prancha longa)
 Medicamentos de emergência (listados na seção de medicamentos)

4. Revisão de Equipamentos

4.1. Equipamentos da equipe Hakuna

 Verificação de todos os itens acima listados para a equipe Hakuna.


 Manutenção periódica de monitores, desfibriladores e ventiladores manuais.
 Conferência da validade de materiais descartáveis, como seringas e agulhas.

4.2. Equipamentos das equipes e veículos de saúde e local

 Verificação de cilindros de oxigênio (carga e funcionamento).


 Revisão dos dispositivos DEA, verificando bateria e funcionamento.
 Revisão das condições dos equipamentos de ventilação e imobilização.
 Realizar contato prévio e comunicação do evento.
 Verificar distâncias e método de evacuação..
 Calcular tempos de deslocamento.

5. Constituição da Equipe Hakuna

Cada equipe Hakuna deve ser composta por:

 1 Hakuna dimensionados a cada família de 12 pessoas.

6. Diretrizes Gerais

6.1. Fluxograma de Atendimento

O atendimento da equipe Hakuna deve seguir os seguintes passos:


13

1. Avaliação ABCDE: Identificar e tratar imediatamente as ameaças à vida.


2. Identificação do Diagnóstico Presuntivo: Baseado nos sintomas iniciais, aplicar o
protocolo específico.
3. Intervenção Inicial: Administrar medicações e realizar intervenções conforme o
protocolo específico.
4. Monitoramento Contínuo: Avaliar a resposta ao tratamento e monitorar
possíveiscomplicações.
5. Acionamento de Apoio Médico: Se necessário, acionar suporte avançado e
planejar remoção para hospital especializado.
6. Documentação Completa: Registrar todos os dados do atendimento e
intervenções realizadas.

6.2. Avaliação Inicial (XABCDE)

Todo paciente atendido pela equipe Hakuna deve ser avaliado conforme o protocolo
XABCDE. Esta abordagem sistemática permite identificar e tratar as ameaças à vida de
forma rápida e eficiente.

 X (Exsanguinação)
 Identificar e controlar hemorragias externas maciças de forma imediata.
 Utilizar técnicas de compressão direta, torniquetes, ou agentes hemostáticos,
se necessário.
 Priorizar o controle de grandes sangramentos antes de seguir para a avaliação
das vias aéreas (A)..
 A (Airway/Via Aérea):
 Avaliar a patência das vias aéreas. Verificar se o paciente está consciente
e se consegue falar.
 Em caso de obstrução, realizar manobras de desobstrução como chin lift
ou jaw thrust.
 Caso haja suspeita de trauma cervical, imobilizar a coluna cervical e
garantir vias aéreas por meio de cânula orofaríngea ou intubação, se
necessário.
 B (Breathing/Respiração):
 Avaliar a ventilação observando expansões torácicas, auscultando os
pulmões e medindo a saturação de oxigênio (SpO2).
 Se necessário, iniciar oxigenoterapia para manter SpO2 acima de 94%
(acima de 88% em pacientes com DPOC).
 Tratar causas como pneumotórax (realizar punção de alívio se
necessário), edema pulmonar agudo (administrar diuréticos e nitratos
conforme indicação), ou crises asmáticas (administrar
broncodilatadores e corticosteroides).
14

 C (Circulation/Circulação):
 Avaliar o pulso, pressão arterial, perfusão periférica e presença de
hemorragias.
 Tratar hemorragias externas com compressão direta e torniquetes, se
apropriado.
 Administrar fluidos intravenosos, considerando a necessidade de
reposição volêmica ou uso de drogas vasoativas para suporte
hemodinâmico.
 Considerar a possibilidade de choque, seja hipovolêmico, cardiogênico,
distributivo ou obstrutivo, e aplicar tratamento conforme o tipo
identificado.

 D (Disability/Estado Neurológico):
 Avaliar o nível de consciência usando a Escala de Coma de Glasgow (ECG).
 Verificar a resposta pupilar à luz e sinais focais neurológicos.
 Tratar alterações de glicemia, administrando glicose EV em casos de
hipoglicemia, e proteger as vias aéreas em pacientes com rebaixamento
do nível de consciência.
 E (Exposure/Exposição e Controle de Temperatura):
 Expor o paciente para uma avaliação completa, verificando lesões ocultas.
 Prevenir hipotermia utilizando mantas térmicas, e monitorar a
temperatura corporal para evitar complicações decorrentes do frio.

6.3. Documentação e Comunicação

 Registro de Dados: Todos os procedimentos e medicamentos administrados


devem ser registrados em tempo real em prontuário adequado. O horário de
cada intervenção deve ser claramente documentado para referência futura.
 Comunicação Efetiva: A comunicação entre os membros da equipe deve ser clara
e concisa, seguindo
 o modelo "SBAR" (Situação, Background, Avaliação, Recomendação) para
garantir que as informações essenciais sejam transmitidas rapidamente e sem
mal-entendidos.
15

7. Classificação para Senderista

8. Protocolos Específicos

8.1. Protocolo de Dor Torácica

Cenário: Paciente apresenta dor torácica com características anginosas, como dor
opressiva no peito, irradiada para membros superiores ou mandíbula, associada a
náusea, sudorese ou dispneia.

 Ações Imediatas:
 Colocar o paciente em posição confortável (semi-Fowler).
 Administrar Aspirina 100-300 mg via oral (mastigável), se não houver
contraindicações.
 Monitorar sinais vitais, com ênfase em pressão arterial, frequência
cardíaca e SpO2.
 Se pressão arterial sistólica > 90 mmHg, administrar Isossorbida 5 mg
sublingual.
 Iniciar oxigenoterapia se SpO2 < 90%.
 Realizar eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações assim que possível.
 Acionar a equipe médica de emergência (code blue), considerando a
possibilidade de Síndrome Coronariana Aguda (SCA).
 Planejar remoção urgente para unidade de emergência ou hospital
especializado se indicado.
16

 Monitoramento Contínuo:
 Reavaliar a dor a cada 5 minutos e monitorar continuamente o ECG para
identificar arritmias ou sinais de infarto do miocárdio (STEMI/NSTEMI).
 Administrar morfina para controle da dor, conforme necessidade e
avaliação médica.

8.2. Protocolo de Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Cenário: Paciente apresenta déficit neurológico súbito, como hemiparesia, disartria,


desvio da comissura labial, ou rebaixamento do nível de consciência.

Ações Imediatas:

 Avaliar sinais e sintomas usando a Escala de Cincinnati:


 Desvio Facial: Peça ao paciente para sorrir e verifique se um lado do rosto
não se move como o outro.
 Fraqueza em um dos Braços: Peça ao paciente para levantar ambos os
braços e veja se há queda de um deles.
 Fala Arrastada: Peça ao paciente para repetir uma frase simples e
verifiquese há dificuldade na fala.

Escala de Cincinnati positiva (qualquer um dos itens acima) deve ser tratada
comouma emergência neurológica.

 Identificar a Hora Exata do Início dos Sintomas:


 Perguntar ao paciente ou testemunhas a hora exata em que os sintomas
começaram, ou a última vez que o paciente foi visto sem os sintomas.
 Registrar o horário com precisão, pois é essencial para determinar a
elegibilidade para trombólise.
 Acionar imediatamente a equipe médica para atendimento de emergência:
 Deslocamento imediato para hospital especializado, priorizando rapidez,
já que a janela de trombólise é de 4h30min desde o início dos sintomas.
 Oxigenoterapia:
 Iniciar oxigenoterapia se SpO2 < 94% para garantir uma oxigenação
adequada durante o transporte.
 Monitoramento dos Sinais Vitais:
 Monitorar a pressão arterial, frequência cardíaca, e realizar glicemia
capilar para descartar hipoglicemia como causa do déficit neurológico.
 Posicionamento do Paciente:
 Manter a cabeceira elevada a 30 graus para facilitar o retorno venoso e
diminuir a pressão intracraniana.
17

Monitoramento Contínuo:

Reavaliar a condição neurológica do paciente a cada 5 minutos:

 Monitorar possíveis complicações, como crise convulsiva ou deterioração


neurológica.

Atentar para a janela de trombólise:

 O paciente deve ser transportado imediatamente para um hospital com


capacidade para realizar tomografia computadorizada e iniciar tratamento
trombolítico, preferencialmente dentro de 4h30min desde o início dos sintomas.

Importância do Tempo: Cada minuto conta! Identificar e registrar com precisão a


hora do início dos sintomas é essencial para garantir que o paciente receba o
tratamento trombolítico adequado dentro da janela de 4h30min, aumentando
significativamente as chances de recuperação.

Evitar manipulações bruscas:

 Minimizar movimentos excessivos que possam aumentar a pressão intracraniana


ou agravar o quadro.

8.3. Protocolo de Anafilaxia

Cenário: Paciente apresenta sinais de reação alérgica grave, como edema de glote,
urticária, dificuldade respiratória, sibilos ou hipotensão.

 Ações Imediatas:
 Administrar imediatamente Adrenalina 1 mg intramuscular no vasto
lateral da coxa, repetindo a cada 5-10 minutos conforme necessário.
 Iniciar oxigenoterapia com máscara de alto fluxo.
 Administrar Prednisona 40 mg via oral e Prometazina 50 mg
intramuscularpara controle da reação alérgica.
 Monitorar sinais vitais, especialmente pressão arterial e frequência
cardíaca.
 Se houver colapso circulatório, iniciar manobras de ressuscitação
cardiopulmonar (RCP) e considerar uso de adrenalina intravenosa.
 Monitoramento Contínuo:
 Monitorar a resposta à adrenalina e ao tratamento sintomático,
observando a melhora ou progressão dos sintomas.
 Garantir acesso venoso calibroso para administração de fluidos em caso
de choque anafilático.
 Planejar remoção para unidade de emergência para monitoramento
prolongado e administração de doses adicionais de adrenalina ou
corticosteroides.
18

8.4. Protocolo de Crise Convulsiva

Cenário: Paciente apresenta crise convulsiva generalizada ou focal, com perda de


consciência, movimentos involuntários, e possível sialorreia.

 Ações Imediatas:
 Proteger o paciente contra lesões durante a convulsão, posicionando-o
em decúbito lateral (posição de recuperação) e evitando contenção física
excessiva.
 Não tentar abrir a boca do paciente ou inserir objetos durante a
convulsão.
 Monitorar a duração da convulsão; se a convulsão durar mais de 5
minutos (status epilepticus), administrar Diazepam EV ou Midazolam
intramuscular.
 Acionar a equipe médica e planejar remoção para avaliação neurológica,
especialmente se for a primeira convulsão do paciente ou se houver
lesões pós-ictais.
 Monitoramento Contínuo:
 Após a convulsão, monitorar o nível de consciência, sinais vitais, e
possíveis lesões.
 Estar atento a convulsões recorrentes ou sinais de complicações, como
aspiração de conteúdo gástrico.

8.5. Protocolo de Hipoglicemia

Cenário: Paciente apresenta sintomas de hipoglicemia, como fraqueza, sudorese,


tontura, palidez, confusão mental ou perda de consciência.

 Ações Imediatas:
 Se o paciente estiver consciente e cooperativo, oferecer carboidratos de
rápida absorção (15g de glicose ou suco de frutas).
 Se o paciente estiver inconsciente ou incapaz de ingerir líquidos,
administrar glicose intravenosa (50 ml de solução glicosada a 50%).
 Monitorar glicemia capilar a cada 5-10 minutos até estabilização.

 Monitoramento Contínuo:
 Após estabilização da glicemia, monitorar o paciente para recidivas da
hipoglicemia, especialmente em pacientes diabéticos ou em uso de
insulina.
 Planejar acompanhamento médico para ajuste de medicações ou dieta,
conforme necessário.
19

8.6. Protocolo de Desidratação

Cenário: Paciente apresenta sinais de desidratação moderada a grave, como pele seca,
cãibras musculares, tontura, hipotensão ortostática, e diminuição da diurese.

 Ações Imediatas:
 Avaliar a gravidade da desidratação com base em sinais clínicos e história
do paciente (tempo de exposição ao calor, ingestão de líquidos).
 Se o paciente estiver lúcido, incentivar a ingestão de líquidos contendo
eletrólitos (soluções de reidratação oral).
 Em casos de intolerância à via oral ou desidratação grave, iniciar
reposiçãovenosa com soro fisiológico 0,9% ou solução ringer lactato.
 Monitoramento Contínuo:
 Monitorar a diurese do paciente, pressão arterial, e equilíbrio hídrico,
ajustando a reposição de fluidos conforme a resposta clínica.
 Observar sinais de hiper-hidratação em pacientes com insuficiência renal
ou cardíaca, evitando sobrecarga hídrica.

8.7. Protocolo de Hipotermia

Cenário: Paciente apresenta sinais de hipotermia leve a grave, como tremores, confusão
mental, bradicardia, hipotensão, e pele fria ao toque.

 Ações Imediatas:
 Avaliar a gravidade da hipotermia (leve: 32-35°C; moderada: 28-32°C;
grave: <28°C).
 Remover o paciente da exposição ao frio e umidade.
 Aquecer o tronco/coração primeiro, usando cobertores aquecidos,
mantas térmicas e, se disponível, aquecedores de ar forçado.
 Iniciar reidratação intravenosa com fluidos aquecidos para evitar choque
por hipotermia.
 Monitoramento Contínuo:
 Monitorar continuamente a temperatura corporal, sinais vitais, e
possíveiscomplicações como arritmias cardíacas ou acidose metabólica.
 Evitar manobras bruscas para prevenir arritmias fatais, como fibrilação
ventricular, em pacientes com hipotermia grave.
 Planejar remoção imediata para unidade de emergência em casos de
hipotermia grave ou com risco de vida.

8.8. Picada de Cobra

1. Clínica:

 Cobras Venenosas (Ex.: Jararaca, Cascavel, Surucucu, Coral):


 Sintomas Locais: Dor intensa, edema (inchaço), equimoses, sangramentos no
local da picada.
20

 Sintomas Sistêmicos: Náuseas, vômitos, tontura, queda de pressão arterial,


hemorragias, insuficiência renal aguda, paralisia muscular.

2. Conduta Imediata:

 Manter a Calma: Acalmar o paciente e evitar que ele se movimente


excessivamente, para minimizar a disseminação do veneno.
 Imobilização do Membro: Imobilizar o membro afetado em uma posição
funcional, evitando o uso de torniquetes ou incisões no local da picada.
 Limpeza do Local: Lavar o local da picada com água e sabão, sem esfregar. Não
aplicar substâncias como álcool, pomadas ou gelo diretamente sobre a ferida.

3. Tratamento:

 Soro Antiofídico: A administração de soro antiofídico deve ser feita em ambiente


hospitalar. A equipe Hakuna deve priorizar a estabilização inicial e o transporte
rápido para uma unidade de saúde equipada com o soro adequado.
 Monitoramento: Monitorar sinais vitais, especialmente a pressão arterial,
frequência cardíaca e sinais de choque. Manter o paciente hidratado e monitorar
para sinais de insuficiência renal.

4. Sinais de Alarme para Extração:

 Queda abrupta da pressão arterial, alteração do estado mental (confusão,


letargia), insuficiência respiratória, sinais de coagulação intravascular
disseminada (CIVD).

5. Cuidados Pós-Atendimento:

 Acompanhamento médico após a administração do soro antiofídico. O paciente


deve ser monitorado para possíveis reações ao soro e complicações tardias,
como necrose no local da picada.

8.9. Picada de Aranha

1. Clínica:
 Aranha Armadeira: Dor intensa no local da picada, edema, vermelhidão,
e, em casos graves, sintomas sistêmicos como taquicardia, sudorese,
agitação e dificuldade respiratória.
 Aranha Marrom: Sintomas locais como bolhas, necrose e ulceração na
área da picada. Sintomas sistêmicos incluem febre, calafrios, mialgia (dor
muscular) e, raramente, hemólise (destruição de glóbulos vermelhos).
2. Conduta Imediata:
 Limpeza do Local: Lavar o local da picada com água e sabão.
 Imobilização: Manter o membro afetado em repouso para minimizar a
disseminação do veneno.
21

 Aplicação de Gelo: Aplicar compressas frias (não gelo diretamente) para


reduzir a dor e o edema.
3. Tratamento:
 Soro Antiaracnídico: Para casos graves (especialmente picadas de Aranha
Armadeira), o soro antiaracnídico deve ser administrado em ambiente
hospitalar.
 Analgésicos e Antialérgicos: Administrar analgésicos e anti-histamínicos
para controle da dor e reações alérgicas leves. Para dor intensa,
considerar a administração de opioides em ambiente controlado.
4. Sinais de Alarme para Extração:
 Dificuldade respiratória, taquicardia persistente, dor intensa e
progressiva, necrose extensa no local da picada.
5. Cuidados Pós-Atendimento:
 Acompanhar a evolução da necrose em casos de picada de Aranha
Marrom, e garantir o acompanhamento médico até a cicatrização
completa.

8.10. Picada de Escorpião

1. Clínica:
 Sintomas Locais: Dor intensa no local da picada, vermelhidão, edema.
 Sintomas Sistêmicos (em casos graves): Náuseas, vômitos, sudorese,
taquicardia, hipertensão arterial, convulsões, choque anafilático.
2. Conduta Imediata:
 Manter a Calma: Acalmar o paciente e evitar que ele se movimente
desnecessariamente.
 Limpeza do Local: Lavar o local da picada com água e sabão.
 Aplicação de Gelo: Aplicar compressas frias (não gelo diretamente) para
aliviar a dor. Não aplicar compressas quentes.
3. Tratamento:
 Soro Antiescorpiônico: Para picadas graves, o soro antiescorpiônico deve
ser administrado em ambiente hospitalar.
 Analgésicos e Antihipertensivos: Administrar analgésicos para controle da
dor e antihipertensivos, se necessário, em casos de hipertensão arterial
significativa.
4. Sinais de Alarme para Extração:

 Sintomas sistêmicos graves, como taquicardia persistente, pressão


arterial muito alta, convulsões ou sinais de choque.

8.11. Clinica da Rabdomiólise Induzida por Exercício

1. Definição:
 A rabdomiólise é caracterizada pela destruição das células musculares,
que resulta na liberação de mioglobina, potássio, fosfato e outros
componentes celulares na corrente sanguínea. Isso pode causar dano
renal agudo, levando à insuficiência renal.
22

2. Sintomas Comuns:
 Mialgias (dores musculares intensas).
 Fraqueza Muscular.
 Urina Escura (devido à presença de mioglobina).
 Desidratação: Pode ser grave, levando à hipovolemia (redução do volume
sanguíneo) e choque.
3. Sinais de Insuficiência Renal:
 Oligúria (diminuição do volume urinário) ou anúria (ausência de urina).
 Hipercalemia (níveis elevados de potássio no sangue), que pode levar a
arritmias cardíacas.
 Acidose Metabólica: Acúmulo de ácidos no sangue devido à incapacidade
dos rins de excretar adequadamente os produtos do metabolismo.
 Confusão Mental e Letargia: Indicativos de acúmulo de toxinas no sangue.

Prevenção

1. Hidratação Adequada:
 Antes do Exercício: Garantir que os senderistas estejam bem hidratados
antes do início da atividade física, especialmente em condições de calor
extremo.
 Durante o Exercício: Fornecer hidratação contínua em intervalos
regulares, com pontos de hidratação a cada 3 a 5 km em situações de
calor intenso.
 Após o Exercício: Manter a hidratação durante o período de recuperação
para evitar o acúmulo de mioglobina nos rins.
2. Treinamento Progressivo:
 Promover um aumento gradual da intensidade dos exercícios para evitar
sobrecarga muscular. Os senderistas devem ser preparados com
treinamento prévio para desenvolver resistência física adequada.
 Evitar exercícios muito intensos em condições climáticas adversas (ex.:
calor extremo ou alta umidade), pois essas condições aumentam o risco
de rabdomiólise.
3. Monitoramento dos Participantes:
 A equipe Hakuna deve monitorar sinais precoces de fadiga excessiva,
cãibras persistentes ou dificuldades em continuar o exercício. Esses
podem ser indicativos de risco aumentado de rabdomiólise.

Tratamento na Montanha

1. Intervenção Imediata:
 Hidratação Agressiva: Administrar líquidos IV de forma agressiva, com
volumes de até 2.000 – 3.000 ml/h, até estabilização hemodinâmica. O
objetivo é diluir a mioglobina no sangue e evitar o acúmulo nos rins.
 Correção de Desequilíbrios Eletrolíticos: Monitorar e corrigir níveis
elevados de potássio e fosfato, além de tratar hipocalcemia conforme
necessário.
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 Alcalinização da Urina: Administrar bicarbonato de sódio para manter o


pH urinário acima de 6, prevenindo a nefrotoxicidade da mioglobina.
2. Forçar a Diurese:
 Diurese Osmótica com Manitol: Utilizar manitol para aumentar a
eliminação de mioglobina pelos rins. Caso o manitol não seja suficiente,
administrar furosemida para estimular a diurese.
3. Controle de Sintomas Secundários:
 Tratar complicações, como acidose metabólica e hipercalemia, com
medidas específicas, como a administração de bicarbonato de sódio e
resinas permutadoras de potássio.

Sinais de Alarme para Extração

1. Insuficiência Renal Aguda (IRA):


 Se o senderista apresentar sinais de insuficiência renal aguda, como
anúria persistente, hipercalemia severa ou sinais de toxicidade
sistêmica, deve- se considerar a extração imediata para um hospital
equipado com serviços de nefrologia e diálise.
2. Rabdomiólise Grave:
 Sinais de rabdomiólise grave incluem aumento desproporcional da
creatinina e CK (creatinofosfoquinase) séricas, associado a sintomas
clínicos como urina escura, cãibras intensas e dores musculares
generalizadas. Caso esses sinais estejam presentes, a evacuação urgente
é necessária para manejo avançado.
3. Complicações Sistêmicas:
 O aparecimento de complicações sistêmicas, como choque hipovolêmico,
síndrome compartimental ou acidose metabólica grave, indica a
necessidade de transporte rápido para uma unidade de terapia intensiva.

Monitoramento Pós-Intervenção

1. Acompanhamento Contínuo:
 Mesmo após a estabilização inicial, o senderista deve ser monitorado de
perto. Qualquer piora dos sintomas, como diminuição da produção
urinária ou elevação dos níveis de CK, pode indicar a necessidade de
intervenção adicional ou evacuação.
2. Reavaliação Frequente:
 Reavaliar o senderista regularmente para detectar sinais de recuperação
ou agravamento, ajustando o tratamento conforme necessário.

8.12. Trauma Ocular

Cenário:Paciente apresenta lesão ocular após trauma, seja por contato com objetos
pontiagudos, pancadas, detritos ou substâncias químicas. Sintomas comuns incluem dor
ocular intensa, lacrimejamento, visão embaçada, sangramento ocular ou perda
temporária de visão.
24

1. Ações Imediatas:

Trauma Contuso (Pancada no Olho):

 Acalmar o paciente e orientá-lo a evitar esfregar ou pressionar o olho.


 Aplicar compressa fria na área ao redor do olho (nunca diretamente no
olho), para reduzir o inchaço e aliviar a dor.
 Manter o paciente sentado ou em semi-Fowler, para minimizar o
aumento da pressão ocular.
 Se houver hemorragia subconjuntival (manchas vermelhas no olho),
monitorar, pois geralmente é autolimitada.
 Ação: Monitorar a dor e a visão. Planejar remoção para avaliação
oftalmológica se a visão estiver comprometida ou houver sinais de
agravamento.

Perfuração Ocular:

 Não tentar remover o objeto perfurante, se ainda estiver presente.


 Cobrir o olho com um protetor rígido (como um copo descartável) para
evitar maior movimentação ocular.
 Imobilizar o paciente e planejar remoção imediata para um hospital com
oftalmologista.
 Ação: Não aplicar colírios ou qualquer substância no olho. Estabilizar o
paciente e garantir um transporte rápido e seguro.

Queimadura Química:

 Irrigar o olho imediatamente com soro fisiológico ou água limpa, durante


pelo menos 15 a 20 minutos.
 Manter o olho aberto e mover o globo ocular em todas as direções para
garantir que o líquido alcance todas as áreas.
 Ação: Monitorar sinais de agravamento e continuar irrigando o olho
durante o transporte para o hospital, se necessário.

2. Monitoramento Contínuo:

 Monitorar Dor e Visão:


 Reavaliar a cada 5 minutos para observar qualquer deterioração na visão
ou no nível de dor.
 Monitorar sintomas associados, como náuseas, dor de cabeça ou visão
dupla, que podem indicar aumento da pressão intraocular ou
comprometimento ocular mais grave.
 Prevenção de Infecções:
 Em perfurações oculares ou lacerações associadas ao trauma, iniciar
antibioticoterapia profilática assim que possível.
 Manter o olho protegido para evitar contaminações e infecções durante
o transporte para o hospital.
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 Monitoramento Pós-Intervenção:
 Acompanhar o paciente após a estabilização e garantir que a visão esteja
sendo monitorada adequadamente por um oftalmologista.
 Se o paciente apresentar qualquer agravamento dos sintomas (dor
intensa, perda de visão, lacrimejamento contínuo), a remoção para um
hospital especializado deve ser realizada imediatamente.

8.13. Mal Súbito

Cenário: Paciente apresenta mal súbito repentino, caracterizado por desmaio, perda de
consciência, tontura, palidez, sudorese, ou sensação de desmaio iminente. As causas
podem incluir síncope vasovagal, hipotensão, hipoglicemia, ou até eventos cardíacos
como arritmia ou infarto.

Ações Imediatas:

 Aproximar-se do Paciente com Segurança:


 Posicionar o paciente deitado em uma superfície plana e segura,
preferencialmente em decúbito dorsal (de costas).
 Elevar as pernas do paciente a 30º para facilitar o retorno venoso ao
coração (posição de Trendelenburg), exceto se houver suspeita de lesão
cervical ou trauma.
 Verificar a via aérea, respiração e circulação (protocolo ABC).

Avaliação Rápida:

Respiração: Verificar se o paciente está respirando normalmente. Se não houver


respiração, iniciar RCP (Reanimação Cardiopulmonar) [Link] e Sinais
Vitais: Checar pulsos carotídeos e sinais vitais como pressão arterial e frequência
cardíaca.

Hipoglicemia: Se o paciente for diabético ou apresentar sintomas de hipoglicemia


(confusão, fraqueza, sudorese intensa), medir a glicemia capilar. Se glicose < 70 mg/dL,
administrar glicose oral ou IV (50 ml de solução glicosada a 50%).

Ventilação e Oxigenação:

Se o paciente estiver consciente mas ainda apresentar tontura ou fraqueza, administrar


oxigênio suplementar com máscara (se SpO2 < 90%).

Se inconsciente e com respiração inadequada, iniciar ventilação com dispositivo Bolsa-


Válvula-Máscara (BVM) enquanto aguarda a remoção.

Posicionamento Adequado:
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Se o paciente recobrar a consciência, mantê-lo deitado até que se sinta completamente


recuperado e seus sinais vitais sejam estáveis. Em caso de vômito, lateralizá-lo para
evitar aspiração.

Monitoramento Contínuo:

Monitorar Sinais Vitais:

Verificar a pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória, e saturação de oxigênio a


cada 5 minutos até estabilização.

Monitorar o estado neurológico, avaliando a resposta verbal e o nível de consciência.

Prevenção de Quedas:

Se o paciente recobrar a consciência, não permitir que ele se levante de imediato.


Acompanhar e reassistir o paciente até que ele seja totalmente avaliado pela equipe
médica.

Extração:

Se o episódio de mal súbito for atribuído a uma condição grave (infarto, arritmia, crise
convulsiva, ou hipoglicemia não controlada), planejar remoção urgente para avaliação
hospitalar e tratamento adequado.

Caso a causa seja uma síncope simples (vasovagal) e o paciente se recupere


completamente, continuar a monitorá-lo, mas considerar liberação após estabilização.

8.14. Protocolo Fratura

Cenário: Paciente apresenta sinais de fratura, como dor intensa localizada, deformidade
visível, incapacidade de movimentar o membro afetado, inchaço, ou presença de fratura
exposta (ossos visíveis).

Ações Imediatas:

1. Imobilização do Membro:
o Imobilizar o membro imediatamente na posição encontrada, utilizando
talas rígidas. Certifique-se de que a imobilização cubra as articulações
acima e abaixo da fratura.
o Em fraturas expostas, cobrir o local com uma gaze estéril ou pano limpo,
sem tentar recolocar o osso no lugar.
2. Controle de Hemorragia:
o Se houver sangramento, aplicar pressão direta ao redor da ferida com
gazes estéreis.
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3. Alívio da Dor:
o Administrar analgésicos de acordo com o protocolo para controle da dor
4. Elevação do Membro (se possível):
o Elevar o membro para reduzir o inchaço, sem causar dor adicional ou
alterar a posição natural da fratura.
5. Avaliação da Circulação, Sensibilidade e Movimento (CSM):
o Verificar se há pulsação distal ao local da fratura, sensibilidade e
capacidade de movimento. Documentar alterações.
6. Redução de Fratura Exposta sem Pulso Distal:
o Caso não haja pulso distal, considerar redução urgente da fratura.
o Medicação para Redução: Administrar Cetamina (Ketamina) para
analgesia e sedação rápida, facilitando a redução segura da fratura.

Monitoramento Contínuo:

 Monitorar a circulação no membro afetado a cada 15 minutos para detectar


sinaisde comprometimento (palidez, ausência de pulso, frio).
 Reavaliar a dor e ajustar a administração de analgésicos conforme necessário.
 Planejar remoção para um hospital ou atendimento especializado para
radiografiae redução definitiva da fratura.

8.15. Protocolo Luxação

Cenário: Paciente apresenta deslocamento de uma articulação (ex.: ombro, cotovelo,


joelho), com dor intensa, deformidade visível e incapacidade de movimentar a
articulação.

Ações Imediatas:

1. Imobilização da Articulação:
o Imobilizar a articulação na posição em que foi encontrada, sem tentar
realinhar ou reposicionar a luxação.
o Usar talas ou faixas para imobilizar a área afetada..
2. Alívio da Dor:
o Administrar analgésicos para controle da dor
3. Elevação do Membro (se possível):
o Elevar o membro afetado para minimizar o inchaço.
4. Redução de Luxação sem Pulso Distal:
o Se não houver pulso distal, proceder à redução urgente da luxação.
o Medicação para Redução: Utilizar Cetamina (Ketamina) para analgesia e
sedação rápida durante o procedimento de redução.

Monitoramento Contínuo:

 Avaliar a circulação, sensibilidade e movimento distal à lesão (CSM).


 Reavaliar a dor a cada 15 minutos e ajustar o tratamento.
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8.16. Protocolo de Entorse

Cenário: Paciente apresenta entorse, caracterizada por dor, inchaço e dificuldade de


movimento na articulação, sem deformidade evidente. Normalmente ocorre em
tornozelos, joelhos e punhos.

Ações Imediatas:

1. Imobilização do Membro:
o Aplicar uma bandagem elástica ou crepe ao redor da articulação para
estabilizar a área e limitar o movimento.
2. Aplicação de Compressa Fria:
o Aplicar gelo (envolto em um pano) por 20 minutos a cada 1-2 horas para
reduzir o inchaço e aliviar a dor.
3. Elevação do Membro:
o Elevar o membro acima do nível do coração para reduzir o inchaço.
4. Alívio da Dor:
o Administrar analgésicos e anti-

inflamatóriosMonitoramento Contínuo:

 Monitorar o inchaço e a dor a cada 15-30 minutos.


 Avaliar a capacidade de movimentar a articulação de forma segura após algumas
horas, sem causar mais dor.
 Caso haja agravamento dos sintomas ou suspeita de fratura, planejar remoção
para um atendimento especializado.

8.17. Sequência de Intubação Rápida (SIR)

Cenário: Paciente apresenta insuficiência respiratória grave, rebaixamento do nível de


consciência, ou é incapaz de manter a via aérea pérvia, exigindo intervenção imediata
para garantir ventilação adequada. A intubação rápida é indicada em situações de
trauma, choque, insuficiência respiratória severa ou parada cardiorrespiratória.

Ações Imediatas:

Preparação

Equipe e Equipamentos:
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 Confirmar a presença de uma equipe de suporte (médico, técnico de


enfermagem) e garantir a prontidão dos seguintes equipamentos:
 Laringoscópio com lâminas adequadas.
 Tubos endotraqueais de tamanhos apropriados (incluindo um tamanho
maior e menor como reserva).
 Seringa para inflar o balonete do tubo.
 Bolsa-válvula-máscara (BVM) conectada a uma fonte de oxigênio.
 Dispositivos de sucção prontos para uso.
 Monitores para SpO2, ECG, pressão arterial.
 Medicamentos para indução e paralisia (veja abaixo).

Pré-Oxigenação

 Objetivo: Maximizar os níveis de oxigênio no corpo antes da intubação.


 Administrar oxigênio a 100% por máscara com reservatório durante 3-5
minutos.
 Se o paciente não puder cooperar ou houver ventilação inadequada,
utilizar a BVM para garantir ventilação eficaz antes do procedimento.

Pré-Tratamento

 Lidocaína (1,5 mg/kg IV) pode ser usada para pacientes com suspeita de
aumento da pressão intracraniana ou em risco de broncoespasmo.
 Fentanil (1-2 mcg/kg IV) pode ser administrado para atenuar a resposta à
intubação em pacientes hipertensos ou com aumento da pressão
intracraniana.

Indução e Paralisia

Sedativo de Indução:

 Etomidato (0,3 mg/kg IV): Opção preferida por seu início rápido e mínima
depressão cardiovascular. Usado principalmente em pacientes com
instabilidade hemodinâmica.
 Midazolam (0,1-0,3 mg/kg IV) ou Propofol (1-2 mg/kg IV) são alternativas,
com propofol sendo mais depressor cardiovascular.

Agente de Paralisia Muscular

 Succinilcolina (1-2 mg/kg IV): Relaxante muscular de escolha, com início


de ação rápido (30-60 segundos) e curta duração. Contraindicada em
pacientes com hiperpotassemia ou risco de síndrome de hipertermia
maligna.
 Rocurônio (1 mg/kg IV): Alternativa à succinilcolina, com início rápido (60-
90 segundos) e duração mais longa, ideal para pacientes em quem a
succinilcolina é contraindicada.
30

Intubação

Realizar a Intubação:

 Após a administração dos agentes de sedação e paralisia, visualizar as


cordas vocais utilizando o laringoscópio.
 Introduzir o tubo endotraqueal através das cordas vocais e inflar o
balonete.
 Conectar o tubo à BVM e ventilar o paciente com 100% de oxigênio.

Verificação da Colocação do Tubo

Confirmação:

 Auscultar ambos os campos pulmonares e epigástrio para garantir a


posição correta do tubo (ausência de sons no epigástrio e presença de
sons bilaterais nos pulmões).
 Monitorar a saturação de oxigênio (SpO2).
 Utilizar capnografia para confirmação da posição traqueal (visualização
de CO2 expirado).

Monitoramento Contínuo:

Avaliar Sinais Vitais:

 Monitorar continuamente os sinais vitais, incluindo SpO2, pressão arterial


e frequência cardíaca. Ajustar a ventilação conforme necessário para
manter SpO2 > 90%.
 Se a pressão arterial ou a frequência cardíaca caírem após a intubação,
avaliar rapidamente para sinais de complicações.

Complicações Potenciais:

 Intubação Esofágica: Se auscultar sons gástricos ou houver falha no


aumento da SpO2, considerar a reposição do tubo endotraqueal.
 Pneumotórax: Monitorar para sons respiratórios assimétricos ou
deterioração respiratória, o que pode indicar pneumotórax,
especialmente em pacientes com trauma.

Cuidados Pós-Intubação:

 Após a intubação bem-sucedida, fixar o tubo endotraqueal de maneira


segura.
 Monitorar ventilação e oxigenação adequadas, ajustando o ventilador
conforme as necessidades do paciente.
 Administrar sedação contínua com agentes como midazolam ou
propofol,para manter o paciente confortável e prevenindo extubação
acidental.
31

 Reavaliação e Ajustes:
 Realizar ajustes contínuos na ventilação e nos parâmetros do ventilador
para otimizar a oxigenação e a eliminação de CO2, conforme os gases
sanguíneos do paciente ou sinais clínicos.

8.18. Situações que evoluem para óbito

1. Parada Cardiorrespiratória (PCR) Prolongada:


o Quando a reanimação cardiopulmonar (RCP) é iniciada tardiamente ou
não há resposta após tentativas adequadas de ressuscitação.
o Critérios de Abandono da RCP: RCP contínua por 30 minutos ou mais sem
retorno da circulação espontânea, após aplicação de todos os protocolos
de suporte avançado.
2. Acidente Vascular Cerebral (AVC) Extenso ou Hemorrágico:
o Pacientes que não chegam dentro da janela de trombólise (4h30min) ou
apresentam AVC hemorrágico grave podem evoluir para óbito devido a
edema cerebral incontrolável, herniação cerebral ou parada
cardiorrespiratória secundária.
o Sinais de Piora Irreversível: Pupilas fixas e dilatadas, rebaixamento
profundo do nível de consciência, perda de reflexos neurológicos.

3. Choque Séptico ou Hemorrágico Não Revertido:


o Em casos de infecção generalizada ou trauma grave, o paciente pode
entrar em choque irreversível, resultando em falência de múltiplos
órgãos.
o Sinais de Gravidade: Pressão arterial não responsiva a fluidos e
vasopressores, acidose metabólica grave, falência renal aguda, anúria.
4. Trauma Grave com Lesão Cerebral ou Espinhal:
o Pacientes com lesões traumáticas severas, como traumatismo
cranioencefálico (TCE) ou trauma espinhal, podem evoluir para óbito
devido à falência respiratória, herniação cerebral ou paralisia total de
funções vitais.
o Sinais de Piora: Pupilas não reativas, ausência de resposta motora ou
reflexos profundos, parada respiratória.
5. Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) Extenso ou Não Tratado:
o Pacientes que sofrem de infartos do miocárdio extensos e não tratados
adequadamente podem evoluir para parada cardíaca por falência
ventricular, arritmias não revertidas ou choque cardiogênico.
o Sinais de Gravidade: Choque cardiogênico não responsivo, edema
pulmonar agudo, bradicardia extrema ou taquicardia ventricular
sustentada.
6. Anafilaxia Grave Não Revertida:
o Reações alérgicas graves que não respondem adequadamente à
administração de adrenalina e corticosteroides podem levar à obstrução
respiratória irreversível e choque anafilático.
32

o Sinais de Gravidade: Falha ventilatória, ausência de resposta a adrenalina,


broncoespasmo severo, cianose profunda.

Sinais de Óbito Imediato

Em caso de não resposta a medidas de ressuscitação ou falência orgânica irreversível, os


seguintes sinais indicam o óbito:

1. Ausência de Pulsos Centrais: Verificar pulsos carotídeos e femorais.


2. Ausência de Respiração: Apneia persistente e ausência de movimentos
respiratórios, confirmados por ausculta pulmonar.
3. Pupilas Fixas e Dilatadas: Ausência de reflexo pupilar à luz.
4. Cianose Generalizada: Cor azulada ou acinzentada da pele e mucosas.
5. Ausência de Atividade Cardíaca no Monitor: Parada elétrica cardíaca verificada
em monitorização contínua por ECG.

Ações Imediatas Após a Constatação de Óbito

1. Interrupção das Tentativas de Ressuscitação:


o Cessar manobras de RCP e retirar a equipe de atendimento de
emergênciado local.
o Notificar imediatamente o responsável médico pela constatação
oficial doóbito.
2. Documentação e Registro:
o Registrar a hora exata do óbito, detalhes das manobras realizadas e as
causas presumidas da morte.
o Preencher toda a documentação necessária, incluindo o prontuário
médico e o atestado de óbito (se autorizado).
3. Respeito e Dignidade:
o Garantir que o corpo do paciente seja tratado com respeito e dignidade.
Cobrir o corpo adequadamente e evitar manipulação desnecessária.
o Comunicar de forma sensível e respeitosa a situação às famílias ou
acompanhantes do paciente, oferecendo apoio psicológico se disponível.

4. Comunicação e Planejamento Pós-Óbito

1. Notificação à Equipe de Suporte e Familiares:


o Informar a coordenação do evento e iniciar os protocolos de
comunicaçãocom as autoridades e a família.
2. Logística de Remoção:
o Organizar a remoção do corpo de acordo com os protocolos legais e de
saúde locais.
33

o Coordenar o transporte e o destino final do corpo, em conformidade com


as regulamentações vigentes.

9. Protocolo de Extração

Os dispositivos para extração de pacientes durante o TOP deverão estar disponíveis, de


fácil e rápido acesso. No mínimo deverão ter disponíveis em cada TOP: 01 conjunto
completo de prancha rígida longa, colar cervical; headblocks e tirantes; 01 maca
envelope tipo SKED; 01 maca cesto tipo MAMUTE; 01 maca tática para cada 5 famílias;

9.1. Extração por Terra

Cenário:

Indicado para situações em que o paciente necessita ser removido de uma área remota ou de
difícil acesso por veículos terrestres.

Ações Imediatas:

1. Avaliação da Situação:
o Avaliar o estado hemodinâmico do paciente e a gravidade da situação. Ex: Sinais
Vitais
o Verificar o ambiente ao redor para garantir segurança durante a extração.
2. Preparação para Transporte:
o Imobilizar o paciente utilizando dispositivos de restrição do movimento da
coluna disponível conforme avaliação HKN e indicação para transportes (trauma
ou clínico).
o Restrição completa: prancha longa, colar cervical, headblocks e tirantes (mínimo
3; ideal aranha); e talas, se necessário.
o Restrição minimalista: maca envelope ou cesto; ou maca tática.
3. Comunicação:
o Acionar a equipe de apoio terrestre e comunicar a situação ao centro de
atendimento, incluindo localização e estado do paciente.
4. Transporte:
o Utilizar veículos apropriados para o terreno, garantindo que o transporte seja
seguro e estável.
o Durante o transporte, monitorar sinais vitais e o estado do paciente.
5. Transferência no Local de Atendimento:
o Ao chegar ao local de atendimento, realizar uma transferência segura do
paciente para a equipe médica.

9.2. Extração por Água (Rios)

Cenário:

Utilizada em situações em que o acesso terrestre é impossível ou inseguro, sendo necessário


evacuar o paciente por meio de rios ou corpos d'água.
34

Ações Imediatas:

1. Avaliação da Situação:
o Avaliar o estado do paciente e determinar a viabilidade da extração por água.
o Verificar condições do rio (correnteza, profundidade, temperatura) e
equipamentos disponíveis (botes, coletes salva-vidas).
2. Preparação do Paciente:
o Imobilizar o paciente, se necessário, utilizando dispositivos de transporte
adequados.
o Colocar colete salva-vidas no paciente e na equipe de resgate.
3. Comunicação:
o Acionar a equipe de Hakuna Aquamans e comunicar a situação ao centro de
atendimento.
4. Transporte:
o Utilizar bote inflável ou canoa para a extração, garantindo que todos os
membrosda equipe estejam cientes das instruções de segurança.
o Monitorar o paciente durante a viagem, prestando atenção a qualquer alteração
em seu estado.
5. Transferência no Local de Atendimento:
o Ao chegar ao ponto de desembarque, realizar a transferência do paciente para a
equipe médica com segurança.

9.3. Extração Aérea

Cenário:

Utilizada quando a extração terrestre ou aquática é inviável ou demora muito,


especialmente em casos de emergência médica crítica.

Ações Imediatas:

1. Avaliação da Situação:
o Avaliar a gravidade do estado hemôdinamico do paciente e determinar a
necessidade de extração aérea.
o Identificar um local seguro para pouso e demarcar a ZPH - Zona de
Pouso de helicóptero
2. Preparação do Paciente:
o Imobilizar o paciente utilizando dispositivos adequados.
o Garantir que o paciente esteja estável para a transferência aérea.
3. Comunicação:
o Acionar a equipe de resgate aéreo e informar sobre a condição do paciente,
localização e necessidade de suporte médico.
4. Transporte Aéreo:
o Acompanhar o paciente durante o voo, assegurando que haja um membro da
equipe Hakuna a bordo para monitorar sinais vitais.
o Manter a comunicação constante com a equipe de solo e o centro de
atendimento.
5. Transferência no Local de Atendimento:
35

o Ao pousar, realizar a transferência do paciente para a equipe médica no local


designado, garantindo que todas as informações sobre o estado do paciente
sejam passadas.

10. Revisão e Treinamento

 Treinamentos Periódicos: A equipe Hakuna deve participar de treinamentos


regulares para revisão de protocolos, atualização em novas diretrizes e prática de
simulações realistas de atendimento.
 Simulações de Cenários: Realizar simulações de cenários de emergência comuns,
como paradas cardiorrespiratórias, traumas múltiplos, e crises asmáticas graves,
para garantir a eficácia e rapidez da equipe nas intervenções.

Considerações Éticas e Conduta Profissional

 Sigilo Médico: Todos os atendimentos devem respeitar o sigilo médico e a


privacidade do paciente. Informações pessoais e médicas só podem ser
compartilhadas com membros da equipe envolvidos no atendimento ou com
profissionais responsáveis pela continuidade do cuidado.
 Conduta Profissional: Manter uma postura ética e profissional em todas as
interações com pacientes e colegas de equipe, garantindo respeito, empatia, e
dignidade no atendimento.
 Consentimento Informado: Sempre que possível, obter o consentimento
informado do paciente para qualquer intervenção médica, explicando de forma
clara os procedimentos e riscos envolvidos.
 Qualidade do Atendimento: Priorizar a segurança e o bem-estar do paciente,
assegurando que todas as decisões clínicas sejam baseadas nas melhores
práticase evidências científicas disponíveis.

Monitoramento e Avaliação de Desempenho

 Análise de Casos: Todos os atendimentos de emergência devem ser revisados


periodicamente, identificando áreas de melhoria e reforçando as boas práticas.
 Avaliação de Desempenho: A equipe Hakuna deve ser avaliada em suas
habilidades técnicas e comportamentais, promovendo feedback construtivo e
oportunidades de desenvolvimento profissional

11. Abertura de Pista

Critérios de Segurança Ambiental z

Antes de abrir uma nova pista ou trilha, é importante considerar os seguintes critérios
desegurança ambiental:
36

1. Avaliação do Terreno:
 Geografia: Analisar o relevo do terreno para identificar áreas de risco,
como declives acentuados, rochas soltas ou desfiladeiros. Evitar áreas
suscetíveis a deslizamentos ou erosão.
 Vegetação: Verificar se há presença de vegetação densa que possa
dificultar a passagem ou esconder obstáculos perigosos, como troncos ou
buracos.
 Corpos d'água: Identificar riachos, rios ou lagos no trajeto e verificar a
possibilidade de enchentes repentinas. Pontes ou passarelas devem ser
instaladas quando necessário.
 Fauna: Avaliar a presença de animais selvagens e insetos perigosos.
Implementar medidas de segurança, como cercas protetoras ou
repelentes nas áreas de maior risco.
2. Sinalização Adequada:
 Sinalização de Perigo: Colocar placas em áreas de risco, alertando sobre
obstáculos, desníveis ou zonas com risco de deslizamento.
 Pontos de Descanso: Identificar e sinalizar pontos de descanso seguros
ao longo do trajeto.
3. Condições Climáticas:
 Previsão do Tempo: Verificar as condições meteorológicas antes de abrir
a trilha. Em caso de previsões de condições adversas (chuvas fortes,
tempestades ou calor extremo), adiar a abertura da pista.
 Proteção Contra o Sol e Calor: Garantir áreas de sombra naturais ou
instaladas para descanso e evitar exposição prolongada ao sol.
 Proteção Contra o Frio: Em áreas de frio extremo, criar pontos de
aquecimento ou abrigos temporários onde os participantes possam se
proteger das baixas temperaturas.
4. Acesso à Emergência:
 Rota de Evacuação: Planejar e sinalizar rotas de evacuação em caso de
emergência, permitindo acesso rápido a veículos de socorro.
 Comunicação: Garantir que toda a área da trilha tenha cobertura de rádio
ou celular para facilitar a comunicação com as equipes de resgate e
apoio.

Pontos de Hidratação e Alimentação

Durante a trilha, é essencial manter os participantes adequadamente hidratados e


nutridos, especialmente em condições extremas de calor ou frio. Abaixo estão as
diretrizes para a localização e organização dos pontos de hidratação e alimentação:

Frequência dos Pontos de Hidratação: z

 Calor Intenso: Instalar pontos de hidratação a cada 3 a 5 km, dependendo


da dificuldade do terreno e da intensidade do calor. Em áreas de calor
extremo (acima de 30°C), os pontos devem estar a no máximo 3 km de
distância.
 Frio Intenso: Mesmo em condições de frio, os pontos de hidratação
devem ser instalados a cada 5 a 7 km, já que a desidratação também
pode
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ocorrer em ambientes frios devido à perda de fluidos pela respiração e


transpiração.

Monitoramento e Revisão dos Pontos

Revisão Frequente:

 A equipe deve realizar uma revisão diária dos pontos de hidratação e


alimentação, garantindo o abastecimento contínuo e o bom
funcionamento das estruturas.

Monitoramento Climático:

 Monitorar as condições climáticas em tempo real e ajustar a frequência e


a localização dos pontos de hidratação conforme necessário,
especialmente em casos de mudanças bruscas de temperatura.

Treinamento da Equipe

Capacitação da Equipe de Apoio:

 Treinar as equipes de apoio para identificar sinais de desidratação,


exaustão pelo calor, hipotermia e outras emergências médicas comuns
em trilhas.
 Ensinar técnicas de primeiros socorros e resgate rápido para garantir uma
resposta eficiente em caso de emergências (APH).

12. Regras para a Revista de Medicamentos

Objetivo

O objetivo da revista é identificar e regular o porte de medicamentos pelos senderistas,


garantindo que apenas os remédios essenciais para condições específicas sejam mantidos com
os participantes durante o evento. A equipe Hakuna deve assegurar que todos os medicamentos
transportados pelos senderistas sejam realmente necessários e usados de forma segura.

Procedimentos para a Revista de Medicamentos

Identificação e Classificação dos Medicamentos

1. Medicamentos de Uso Controlado:

 Critérios: Incluem benzodiazepínicos, opioides, hipnóticos e outros


medicamentos que exigem controle rigoroso.
 Ação: Esses medicamentos devem ser retidos pela equipe médica e
administrados sob supervisão, se necessário. Não devem ser carregados pelos
senderistas, a menos que seja absolutamente essencial para o controle de uma
condição médica diagnosticada.
2. Analgésicos e Anti-inflamatórios:
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 Critérios: Incluem medicamentos comuns como ibuprofeno, paracetamol e


diclofenaco.
 Ação: Somente permitir que senderistas com doenças crônicas ou condições
que justifiquem o uso contínuo carreguem esses medicamentos. Para os
demais, o uso desses medicamentos será supervisionado pela equipe Hakuna.
3. Medicamentos Cardiológicos:

 Critérios: Incluem betabloqueadores, antiarrítmicos, anticoagulantes, entre


outros.
 Ação: Senderistas com condições cardíacas diagnosticadas (ex.: hipertensão,
arritmia, insuficiência cardíaca) podem ter permissão para carregar esses
medicamentos, com base na avaliação da equipe médica Hakuna. A equipe deve
estar ciente das doses e horários de administração (podendo ser necessário
retirar ou reduzir doses).
4. Medicamentos para Diabetes:

 Critérios: Incluem insulina, hipoglicemiantes orais, e outros medicamentos para


controle glicêmico.
 Ação: Senderistas diabéticos devem manter seus medicamentos com eles, mas
a equipe Hakuna deve monitorar o uso e estar ciente de eventuais necessidades
de suporte (ex.: gestão de hipoglicemia).
5. Medicamentos para Alergias:

 Critérios: Incluem anti-histamínicos, corticosteroides e autoinjetores de


epinefrina (adrenalina).
 Ação: Senderistas com histórico de alergias graves devem carregar consigo esses
medicamentos. A equipe médica Hakuna deve estar informada sobre a condição
e saber onde os medicamentos estão guardados.
6. Outros Medicamentos de Uso Crônico:

 Critérios: Medicamentos para condições crônicas como doenças respiratórias


(ex.: asma, DPOC), doenças autoimunes, ou outras condições específicas.
 Ação: Permitir que os senderistas mantenham esses medicamentos com eles,
desde que informem a equipe Hakuna e apresentem receita médica. A equipe
deve garantir que o paciente saiba como administrar o medicamento e verificar
possíveis interações ou complicações.

Armazenamento e Controle de Medicamentos Retidos

1. Retenção Segura:

 Medicamentos que não podem ser mantidos pelos senderistas devem ser
armazenados de forma segura pela equipe Hakuna, em local de fácil acesso, mas
restrito.
 Medicamentos de uso controlado devem ser acondicionados em sacos plásticos
identificados e mantidos sob a guarda de um membro designado da equipe
médica.
2. Registro Detalhado:

 Todos os medicamentos retidos devem ser registrados, com informações sobre


o nome do senderista, o medicamento, a dosagem e as instruções de
administração.
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 Um registro detalhado deve ser mantido para controlar a distribuição dos


medicamentos durante o evento.
3. Acesso Rápido:

 Medicamentos de emergência, como epinefrina, nitroglicerina e insulina, devem


ser armazenados em local de fácil acesso para a equipe médica, permitindo
administração rápida em caso de necessidade.

Comunicação com Senderistas

1. Educação:

 Orientar os senderistas sobre a importância de seguir as orientações médicas e


evitar automedicação.
2. Contato Emergencial:

 Estabelecer um sistema de comunicação rápida entre os senderistas e a equipe


médica para que, em caso de necessidade, os medicamentos possam ser
administrados sem demora.

13. Regras para Alimentos (MRE)

Planejamento de Refeições:

 Criar opções de refeições que sejam seguras para participantes com condições
especiais como diabetes, doenças cardíacas, renais ou alergias.
 A identificação de necessidade e preparação de MREs para senderistas com
alguma restrição é de responsabilidade do realizador do TOP.
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ORAÇÃO DOS HAKUNAS

Amado Pai,

Em nossas mãos, colocaste o poder de curar. Como Hakunas, somos instrumentos de Tua
vontade, dedicados a restaurar a alma, o corpo e o espírito daqueles que cruzam nosso
caminho.

Que cada toque nosso traga alívio e esperança, e que nossas palavras ressoem com amor e
compaixão. Fortalece nossos corações para que possamos enxergar a dor do outro e agir com
coragem e sabedoria.

Que sejamos faróis de luz, iluminando a escuridão com a cura que oferecemos. Em cada vida
que tocamos, que Tua presença se faça sentir, e que a transformação comece através do nosso
servir, que a montanha nos coloque em um novo nível de AMOR, HONRA E UNIDADE.

AMÉM!

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