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Valterion: A Jornada do Errante

Skjaldra, um meio-dragão de 60 anos, é o filho indesejado de um líder orc e vive uma infância marcada pela brutalidade e rejeição. Após a morte de sua única amiga, Ylva, e a destruição de seu clã, ele se torna escudeiro de Valterion, um paladino, mas falha em salvar seu amigo de uma corrupção fatal. Agora, Skjaldra assume a identidade de Valterion, partindo em uma jornada para realizar os sonhos de seu amigo, em busca de um novo propósito.
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Valterion: A Jornada do Errante

Skjaldra, um meio-dragão de 60 anos, é o filho indesejado de um líder orc e vive uma infância marcada pela brutalidade e rejeição. Após a morte de sua única amiga, Ylva, e a destruição de seu clã, ele se torna escudeiro de Valterion, um paladino, mas falha em salvar seu amigo de uma corrupção fatal. Agora, Skjaldra assume a identidade de Valterion, partindo em uma jornada para realizar os sonhos de seu amigo, em busca de um novo propósito.
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### **Nome:** Skjaldra, o Filho Indesejado

### **Idade:** 60 anos (equivalente a 30 humanos)

### **Raça:** Kallyanach (Meio-dragão)

### **Classe:** Paladino de Kallyadranoch

### **Tendência:** Neutra e Leal

---

### **Infância – O Filho Indesejado**

Skjaldra nasceu nas terras selvagens do Norte, filho de Hrothkar, o implacável


líder do Clã Lobo Sangrento, uma horda de orcs bárbaros temidos pela brutalidade em
batalha. Mas Skjaldra não era como os outros orcs. Sua pele era coberta por escamas
azuladas, suas mãos terminavam em garras e seus olhos brilhavam como brasas
gélidas. Desde seu nascimento, os xamãs do clã sussurravam sobre o toque de um
dragão, um presente dos deuses… ou uma maldição.

Seu irmão mais velho, Grothar, verdadeiro herdeiro do clã, zombava dele sempre que
podia, chamando-o de "Filho da Serpente", um monstro nascido apenas para destruir.
Já seu pai via Skjaldra como uma ferramenta, uma arma de guerra ambulante. Ainda
criança, foi jogado em batalhas contra lobos, escravos e até mesmo outros jovens
guerreiros para provar seu valor. A cada luta vencida, Skjaldra sentia sua alma se
despedaçar um pouco mais.

Apesar disso, ele nunca se sentiu parte daquela cultura bárbara. Nas noites em que
o vento cortava as planícies geladas, Skjaldra escapava escondido para um vilarejo
humano próximo, onde conheceu Ylva, uma jovem curandeira. Ela era a única pessoa
que olhava para ele sem medo ou ódio, chamando-o de "Skjal", como se ele fosse
apenas um homem e não um monstro. Durante anos, se encontravam em segredo,
dividindo histórias, sonhos e promessas de um futuro longe das guerras.

Mas a paz nunca dura para aqueles marcados pela tragédia.

---

### **A Noite da Fúria**

Grothar descobriu os encontros de Skjaldra e contou ao pai. Hrothkar não viu aquilo
como traição, mas como fraqueza imperdoável. Naquela noite, os orcs invadiram o
vilarejo, queimando casas, matando mulheres e crianças, reduzindo tudo a cinzas.
Skjaldra chegou tarde demais. Entre os corpos carbonizados, encontrou Ylva caída,
sua pele marcada pelo fogo, seus olhos abertos em um silêncio eterno.

Algo dentro dele se quebrou.

Com um rugido que sacudiu a terra, Skjaldra atacou seu próprio clã. Seu sangue
fervia com a fúria do dragão, e suas garras cortavam carne e osso como lâminas. Ele
se tornou uma tempestade de destruição, uma sombra azulada dançando entre os
gritos. Quando a noite acabou, os Lobo Sangrento haviam sido exterminados. Seu
próprio pai, Hrothkar, caiu diante dele, cuspindo sangue enquanto sussurrava:\
— Você não é um guerreiro. Você é uma praga.

Com as mãos sujas do sangue de seu povo, Skjaldra caiu de joelhos. Ele não chorou.
Apenas vagou, sozinho, sem rumo, carregando o peso da destruição que causou.
---

### **O Templo e a Amizade Perdida**

Após anos errando sem destino, foi encontrado por monges do Templo de
Kallyadranoch. Eles viram nele um ser tocado pelos dragões e o acolheram,
oferecendo-lhe abrigo e um propósito. Mas não como um discípulo.

Skjaldra foi feito escudeiro de Valterion, filho do Grão-Mestre do templo, um jovem


predestinado à grandeza. Enquanto Valterion treinava para ser um paladino, Skjaldra
era apenas seu servo, seu escudo. Mas para Skjaldra, isso não importava. Pela
primeira vez, encontrou um lar, uma estrutura que não envolvia guerra e morte.
Valterion era diferente dos bárbaros de sua infância — nobre, justo, gentil.
Tornaram-se amigos, mesmo que o Grão-Mestre nunca o visse como mais do que um servo
indigno.

Lutaram lado a lado contra bandidos, caçadores de monstros e até cultistas de


Tenebra, espalhando a justiça do Dragão Celestial. Mas a fé de Skjaldra nunca foi a
mesma dos outros paladinos. Ele não rezava esperando recompensas ou iluminação. Sua
luta não era pela glória divina, mas para se redimir dos horrores que cometeu.

Então, veio a última batalha.

---

### **A Ruína de Valterion**

Em uma missão para purificar um templo tomado por cultistas, Valterion foi
capturado. Skjaldra invadiu sozinho a fortaleza inimiga, destruindo tudo em seu
caminho para salvá-lo. Mas quando finalmente o encontrou, Valterion já estava
mudado. Seu corpo queimava com uma luz negra, seus olhos brilhavam com a essência
de algo profano. Os cultistas o haviam corrompido.

— Skjal... Me mate... antes que eu perca o controle...

Mas Skjaldra hesitou. Ele não conseguia matar seu único amigo. E essa hesitação
custou tudo. Valterion sucumbiu ao mal dentro de si, tornando-se algo além da
redenção. Quando os outros paladinos chegaram, Skjaldra estava ferido, caído diante
do monstro que Valterion se tornara. Para os anciãos, a culpa era dele. Ele falhou
em sua missão. Ele não deveria ter hesitado.

O combate foi brutal. Valterion foi ferido gravemente, mas não morreu. Porém, as
sequelas foram irreversíveis: perdeu os movimentos dos braços e das pernas. Seu
pai, já idoso, culpou Skjaldra pelo destino do filho e o expulsou do templo,
dizendo que ele deveria ter protegido Valterion a qualquer custo.

Anos se passaram, e Skjaldra vagou sem propósito, carregando o peso daquela culpa.
Até que um dia, decidiu voltar ao templo. Encontrou Valterion já velho, deitado em
seu leito, com olhos cansados, mas ainda cheios de sonhos.

— Skjal... sempre quis ver o mundo com meus próprios olhos, mas agora isso nunca
será possível.

Skjaldra apertou sua mão e fez uma promessa. No dia seguinte, vestiu a armadura de
Valterion, tomou seu nome e partiu. Não para buscar redenção, mas para realizar o
sonho de seu amigo.

Agora, ele não é mais apenas Skjaldra. Ele é Valterion, o Errante. E sua jornada
está apenas começando.

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