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Classes e Flexões dos Nomes em Português

O documento aborda a classificação dos nomes na língua portuguesa, destacando as classes abertas e fechadas, além das subcategorias de nomes, como próprios e comuns. Também discute a flexão de gênero, número e grau dos nomes, bem como a função de determinantes e determinados na estrutura da comunicação. Por fim, esclarece que substantivos e adjetivos são subclasses do nome e do pronome, desempenhando funções específicas na linguagem.
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Classes e Flexões dos Nomes em Português

O documento aborda a classificação dos nomes na língua portuguesa, destacando as classes abertas e fechadas, além das subcategorias de nomes, como próprios e comuns. Também discute a flexão de gênero, número e grau dos nomes, bem como a função de determinantes e determinados na estrutura da comunicação. Por fim, esclarece que substantivos e adjetivos são subclasses do nome e do pronome, desempenhando funções específicas na linguagem.
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Nome

São chamados de nomes o conjunto de palavras que constitui as classes abertas da língua
portuguesa, mas que se opõe a verbo.

As classes abertas são aquelas em que são possíveis as alterações do falante ao longo da história da
língua (neologismos) e as variações morfológicas (flexão de gênero e número). Por oposição,
as classes fechadas são aquelas cuja forma se consagrou na língua e onde as mudanças são quase
inexistentes.

São as classes abertas da língua portuguesa:

substantivo adjetivo verbo

São as classes fechadas:

artigo pronome numeral

advérbio preposição conjunção

interjeição

O nome pertence a uma classe aberta de palavras, o que significa que a evolução da língua
acrescenta constantemente novos vocábulos a esta classe.

O nome tem diversas subclasses e pode variar em género, número e grau.

SUBCLASSES DO NOME
Nome próprio Designa um ser, pessoa, entidade ou região única e individual.

Ex.: Rui, Torre de Belém, Portugal, Polícia de Segurança Pública…

Nome comum Designa seres ou entidades não individualizados. Ex.: rapaz, torre, país, cidade…

Nome comum contável

Nome que admite ser contado ou pluralizado.

Ex.: castelo/castelos

rei/reis espada/espadas pessoa/pessoas

Nome comum coletivo contável


Nome que, no singular, designa um conjunto de seres ou objetos da mesma espécie e que admite
ser contado ou pluralizado.

Ex.: arquipélago (arquipélagos)

• cacho (cachos)

• constelação (constelações)

• pinhal (pinhais)

• rebanho (rebanhos)

Nome comum não contável

Nome que indica objetos ou entidades que não se podem decompor em partes individualizadas.
Esses objetos ou entidades não têm parte singular nem parte plural.

Ex.: a água

o milho o sal o arroz

o amor a satisfação a melancolia a alegria Nome comum coletivo não contável

Nome coletivo que não admite plural. Assim, não nos podemos referir a vários conjuntos destes
seres ou objetos.

Ex.: fauna

• flora

• gente

• rapaziada

• passarada B. FLEXÃO DO NOME

Flexão em género

Nem todos os nomes variam em género, como, por exemplo, os que se referem a seres
inanimados (a cadeira, o lápis) cujo género é atribuído pela própria língua (género gramatical).

o
os nomes terminados em -ão formam o feminino em -ã, a, -ona, -ana.

Ex.: irmão/irmã ladrão/ladra comilão/comilona sultão/sultana FLEXÃO DO NOME

Flexão em género

o os nomes terminados em -tor e -dor formam o feminino em triz e em -triz, -dora, -deira,
respetivamente. Ex.: ator/atriz embaixador/embaixatriz tecedor/tecedora ou tecedeira

o os nomes terminados em -eu formam o feminino em -eia. Ex.: europeu/europeia

o a certos nomes, adicionam-se os sufixos -esa, -essa, -ina, -inha, -isa. Ex.: marquês/marquesa
maestro/maestrina galo/galinha profeta/profetisa

Porto Editora – Há femininos formados por palavras de radicais diferentes.

• Ex.: bode/cabra

• perdiz/perdigão

• homem/mulher

• pai/mãe

• genro/nora

• zangão/abelha

• cavalo/égua Há, ainda, nomes que são uniformes quanto ao género, isto é, cujo feminino é
idêntico ao masculino.

Estes podem ser:

• a) Nomes epicenos Designam animais e apresentam a mesma forma para ambos os sexos;
(distinguem-se acrescentando as palavras macho e fêmea.)

• Ex.: um tigre (macho ou fêmea) uma cobra (macho ou fêmea)

c) Nomes comuns de dois • apresentam uma única forma para o masculino e para o feminino,
distinguindo-se pelos determinantes ou quantificadores.

• Ex.:
o artista/a artista o estudante/a estudante o jovem/a jovem o colega/a colega Os nomes
compostos formam o feminino de três modos:

os que são constituídos por nomes ou nomes e adjetivos, tendo cada elemento o mesmo valor
para o significado final, têm flexão em todos os elementos.

Ex.: autor-compositor/autora-compositora

os que são constituídos por nomes ou nomes e adjetivos em que o segundo elemento deter-
mina o primeiro têm flexão no primeiro elemento.

Ex.: aluno-modelo/aluna-modelo

os que são constituídos por uma forma verbal e um nome ou adjetivo têm a distinção de género
marcada pelos determinantes ou quantificadores.

Ex.: o porta-voz/a porta-voz

Porto Editora Casos particulares:

o a marca de género gramatical distingue palavras de significado completamente diferente.

Ex.: o selo ≠ a sela a marca de género

o gramatical estabelece uma diferença de forma ou de grandeza.

Ex.: o barco ≠ a barca

o a marca de género gramatical

estabelece uma diferença de quantidade (algo individual por oposição a algo coletivo).

Porto Editora

Ex.: o fruto ≠ a fruta FLEXÃO EM NÚMERO

Nomes uniformes

São nomes que apresentam uma única forma para • o singular e para o plural, cuja distinção em
número é marcada pelos determinantes ou quantificadores que os precedem.

Ex.: o lápis/os lápis FLEXÃO EM NÚMERO

Nomes biformes
Nos nomes biformes, a flexão em número faz- -se de várias formas:

o os nomes terminados em vogal/ditongo ou em consoante formam o plural acrescentando-se -s


e -es, respetivamente.

Ex.: mesa/mesas

rei/reis capuz/capuzes FLEXÃO EM NÚMERO

o os nomes terminados em -el formam o plural em -éis ou -eis.

o os nomes terminados em -al, -ol, -ul formam o plural,

respetivamente, em -ais, -óis, -uis.

Ex.: papel/papéis cordel/cordéis FLEXÃO EM NÚMERO

o os nomes terminados em -il formam o plural em -is ou -eis.

Ex.: funil/funis réptil/répteis

o os nomes terminados em -zito ou -zinho formam o

plural flexionando-se o nome de base no plural, retirando-se o -s final e flexionando-se o sufixo (-


zito ou -zinho) no plural.

Ex.: móvel/moveizinhos cão/cãezinhos

FLEXÃO EM NÚMERO

. Nos nomes compostos a flexão em número faz-se de quatro modos:

o os nomes compostos por nomes ou nomes e

adjetivos, tendo cada elemento o mesmo valor para o significado final do composto, têm flexão
em todos os elementos.

Ex.: autor-compositor/autores-compositores

o os nomes compostos por nomes ou por nomes e

adjetivos em que o segundo elemento deter- mina o primeiro têm flexão no primeiro elemento.
Ex.: aluno-modelo/alunos-modelo

Porto Editora FLEXÃO EM NÚMERO

o os nomes compostos por uma forma verbal e um

nome ou adjetivo têm a distinção de número marcada ou pela flexão do segundo elemento ou
pelos determinantes ou quantificadores.

Ex.: porta-voz/porta-vozes o limpa-vidros/os limpa-vidros o os nomes constituídos por dois


nomes ligados por

preposição têm a distinção de número marcada

pela flexão do primeiro elemento.

Ex.: estrela-do-mar/estrelas-do-mar

FLEXÃO EM NÚMERO

Casos particulares:

o há nomes que têm significado diferente no singular e no plural.

Ex.: costa ≠ costas

o há nomes que só se utilizam no singular.

Ex.: o ouro o leite

o há nomes que só se utilizam no plural.

Ex.: os arredores as núpcias FLEXÃO EM GRAU

O grau diminutivo pode fazer-se por meio de sufixos diminutivos (-inho, -ito, -acho, -ebre, -eco, -
ela, -ete, -ito, -zito, -ote, -isco, -ola…).

Ex.: vozinha cãozito riacho casebre, casita soneca ruela florzita velhote chuvisco rapazola FLEXÃO
EM GRAU

O grau aumentativo pode fazer-se por meio de sufixos aumentativos (-ão, -alhão, (z)arrão, -aça, -
aço, -uça, -anzil, -arra, -orra…).

Ex.: caldeirão grandalhão homenzarrão barcaça ricaço dentuça corpanzil bocarra cabeçorra
Os elementos considerados nomes, na língua portuguesa, são apenas o substantivo e o adjetivo, pois
são responsáveis pelas denominações dos seres. Os verbos, por sua vez, são elementos responsáveis
pela expressão dos processos e dos estados. Dessa distinção derivam diversos termos da gramática
do português: sintagma nominal x sintagma verbal, complemento nominal x complemento
verbal, pronome(raiz: nome), advérbio (raiz: verbo).

O nome encabeça a realidade dinâmica e indica o

sujeito e o objeto de um verbo: "O menino

atravessou a rua".

Em torno dos nomes e dos verbos gira toda a

estrutura da comunicação linguística entre as pessoas.

Às vezes, usa-se uma palavra que não informa as

características do objeto referido:

"Ele a atravessou". Trata-se de palavras vazias de

sentido externo à frase. Elas são chamadas

de pronomes.

Determinante e determinado

Tanto nomes como pronomes podem ser:

a) determinante: termo que tem por função

especificar o sentido de um outro termo;


b) determinado: termo cujo sentido é especificado

pelo anterior, sendo a ele subordinado.

Como determinantes, nomes e pronomes

são adjetivos. Por exemplo: Marinheiro brasileiro.

Como determinados, eles são substantivos. Por

exemplo: Marinheiro brasileiro.

Nos dois exemplos, o adjetivo "brasileiro" qualifica,

especifica ou determina o substantivo "marinheiro".

As gramáticas tradicionais não falam em nome como

classe de palavra. Na verdade, substantivo e adjetivo

são subclasses do nome e do pronome.

Então, o substantivo será um nome ou pronome que

desempenhe a função de determinado. Mesmo que

não tenha a forma típica do substantivo, qualquer

palavra pode ser um substantivo se for um

determinado. Veja os exemplos:

 O entardecer chegou.
 Meu não é não.

 Ninguém sabe como será o amanhã.

A rigor, as palavras em negrito seriam,

respectivamente, um verbo, um advérbio de negação

e um advérbio de tempo. Porém, sendo determinados

(pelo artigo ou pelo pronome), tornam-se

substantivos.

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