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Sondagem de Matemática: Avaliação Diagnóstica

O documento apresenta diretrizes para a Sondagem de Matemática, uma avaliação diagnóstica que visa mapear o conhecimento dos alunos sobre o Sistema de Numeração Decimal e operações aditivas e multiplicativas. A sondagem é aplicada em dois momentos do ano letivo, com foco na identificação das dificuldades dos alunos e planejamento de intervenções pedagógicas. O texto também inclui orientações para a aplicação das atividades e tipos de problemas a serem abordados em cada série.

Enviado por

Eldi Cardozo
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Sondagem de Matemática: Avaliação Diagnóstica

O documento apresenta diretrizes para a Sondagem de Matemática, uma avaliação diagnóstica que visa mapear o conhecimento dos alunos sobre o Sistema de Numeração Decimal e operações aditivas e multiplicativas. A sondagem é aplicada em dois momentos do ano letivo, com foco na identificação das dificuldades dos alunos e planejamento de intervenções pedagógicas. O texto também inclui orientações para a aplicação das atividades e tipos de problemas a serem abordados em cada série.

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Ë Ĺ Ë ĹÃ

SUMÁRIO
Introdução.................................................................................................................................1

Consignas..................................................................................................................................4

Ditado de Números..........................................................................................................4

Situações Problema.........................................................................................................6

Cálculos.................................................................................................................................9

Analisando os Resultados...........................................................................................10

O que fazer depois?........................................................................................................16

Referências bibliográ cas.................................................................................................17

2019
INTRODUÇÃO
Avaliar é promover a aprendizagem, o olhar sobre as instituições, o
(re)pensar de Políticas Públicas em um procedimento de quali cação das
ações desenvolvidas. Na Educação entendida como avaliação da
aprendizagem ela constitui-se formativa, re exiva e desa adora,
contribuindo para uma gestão de sala de aula mais participativa e
democrática, tendo em vista os objetivos de aprendizagem.

(Políticas Pedagógicas da Secretaria Municipal de Mogi das Cruzes, p.2)

PREZADO(A) PROFESSOR(A),
Aprender Matemática faz parte do processo de alfabetização e inserção social,
portanto não podemos dissociá-la da aquisição da leitura e da escrita e, por
conseguinte. Nesse sentido, a Sondagem de Matemática vem como um
instrumento de avaliação diagnóstica que auxiliará o professor na organização
de um panorama dos conhecimentos, habilidades e competências que os
alunos construíram, auxiliando na organização de situações didáticas de
acordo com o contexto identi cado.

De acordo com as Políticas Pedagógicas Municipais (2018):


1
Uma das mais importantes características da avaliação diagnóstica é o seu
aspecto preventivo, já que ao conhecer as di culdades dos alunos no início
do processo educativo, é possível prever suas reais necessidades e
trabalhar em prol de seu atendimento. Outra característica refere-se à
possibilidade que a avaliação diagnóstica tem de determinar as causas
das di culdades de aprendizagens persistentes em alguns alunos. (p. 2)

Tendo como objetivo contribuir para a avaliação do professor com relação aos
saberes dos alunos sobre o Sistema de Numeração Decimal, o domínio do
Campo Aditivo e Multiplicativo a partir da perspectiva da teoria dos campos
conceituais de Vergnaud1 e de cálculos, o Departamento Pedagógico propõe a
Sondagem de Matemática. Destaca-se que entendemos que há outros
instrumentos a serem utilizados para diagnosticar e avaliar os conhecimentos
dos alunos, podendo o professor utilizá-los bem como ampliar para os outros
eixos da matemática.

Vale ressaltar a importância do olhar cuidadoso do docente para identi car os


saberes dos alunos e as hipóteses construídas por eles, para assim promover
situações didáticas de caráter investigativo e planejar intervenções com

1Gérard Vergnaud (1933) é um matemático, lósofo e psicólogo francês. Formado em Genebra, compôs o segundo conjunto
de pesquisadores doutorados por Jean Piaget. Professor emérito do Centro Nacional de Pesquisa Cientí ca (CNRS), em Paris.
Vergnaud é pesquisador em didática da matemática, tendo elaborado a "teoria dos campos conceituais"
diversi cação de estratégias que favoreçam avanços dos conhecimentos
apresentados e garantam a equidade e qualidade da educação.

É importante ainda destacar que as habilidades e competências que serão alvo


da avaliação não precisam ser trabalhadas anteriormente, nem a eles deve ser
atribuída uma nota, pois o que queremos saber são as hipóteses construídas
até o momento da avaliação.

Durante a aplicação, caso perceba que seu aluno está com di culdade para
responder qualquer item, incentive-o a fazer do jeito que sabe, explique que
gostaria de ver como ele resolve cada uma das propostas e como será
importante conhecer ainda mais sobre os saberes dele. Evite que a questão
que sem resposta.

PERIODICIDADE:
A sondagem matemática acontece em dois momentos ao longo do ano letivo:

Início do ano letivo - caracteriza-se como norteador do planejamento para o professor. Os


resultados precisam ser observados e os encaminhamentos devidamente registrados para
sustentar os caminhos escolhidos para intervenções;

No início do 2º semestre - tem o objetivo de mapear a evolução dos alunos e possibilitar


correção do percurso de aprendizagem, se houver necessidade. 2
COMPOSIÇÃO:
As propostas propostas na sondagem abordam o eixo de Números que
perpassa todos os outros eixos da Matemática. Fica a critério do professor,
como já dito, escolher os instrumentos que auxiliem na avaliação dos demais
eixos.

As propostas neste semestre estão assim organizadas:

O 1º ano fará produção de escrita numérica e resolução de problemas do campo aditivo.

O 2º ano fará produção de escrita numérica e resolução de problemas dos campos aditivo
e multiplicativo.

O 3º ano fará a produção de escrita numérica, resolução de problemas do campo aditivo,


resolução de problemas do campo multiplicativo e cálculos dos campos aditivos e
multiplicativos.

Os 4º ano e 5º ano farão a resolução de problemas do campo aditivo, resolução de


problemas do campo multiplicativo e cálculos dos campos aditivos e multiplicativos.
Os alunos de 4º e 5º ano que não atingiram o nível 5 na escrita numérica da
Sondagem Diagnóstica 2019 (1º semestre), deverão participar do ditado de
números proposto nesta edição.

Para melhor organização das equipes escolares sugerimos o seguinte


cronograma.

PERÍODO DESCRIÇÃO

de 07 a 09 de agosto de 2019 Estudo da Consigna para aplicação

de 12 a 13 de agosto de 2019 Organização dos materiais e tempos didáticos para a realização da avaliação

de 13 a 30 de agosto de 2019 Período de aplicação

de 31 de agosto a 06 de setembro de 2019 Período de digitação dos dados

Equipe Divisão de Orientação Pedagógica - DEPED


Comissão de Organização da Sondagem Matemática
3 Secretaria Municipal de Educação
SONDAGEM 2º SEMESTRE

DITADO DE NÚMEROS
Os números estão presentes por toda parte! A criança chega à escola com
hipóteses construídas a respeito da escrita e suas representações numéricas. A
Sondagem revela não apenas a quantidade de alunos por nível, mas sugere a
quali cação da ação pedagógica. Todo este movimento possibilitará, após a sua
análise, planejar boas intervenções nos processos de aprendizagem, auxiliando
no avanço de todos.

1. A sondagem de escrita numérica será realizada individualmente com os


alunos dos 1º e 2º anos. Com os alunos de 3º ao 5º anos pode ser feita
coletivamente e, quando houver dúvida chamar o aluno individualmente;

2. Os alunos registrarão os números ditados em uma folha pautada e devem


identi cá-la com seu nome e data; 4
3. Retome com os alunos que este é um ditado diferente, explicando que ao
invés de escreverem palavras escreverão números, da maneira que acharem
correto.

4. Os números devem ser ditados na ordem em que aparecem (ordem


crescente), sem escandí-los e escritos um embaixo do outro;

5. Durante o ditado individual é possível validar o pensamento do aluno, sem


induzir seu raciocínio, ou seja caso ele pergunte: É assim que se escreve?
você poderá validar sua forma de pensar se estiver certa ou fazê-lo re etir
sobre sua tentativa;

6. É importante legitimar e estimular a criança a fazer do jeito que pensa


para não causar um futuro impedimento a esse tipo de proposta;

7. As ocorrências ou fatos que o professor considerar importantes devem ser


anotados para posterior re exão.
NÚMEROS A SEREM DITADOS
1º E 2º ANOS

5
3º ANOS
4º E 5º ANOS (SOMENTE PARA OS ALUNOS QUE NÃO ATINGIRAM O NÍVEL 5 NA SONDAGEM
DIAGNÓSTICA - 1º SEMESTRE)

SITUAÇÕES PROBLEMA 6
Para realizar a sondagem sobre o conhecimento dos alunos a respeito das
operações do campo aditivo e multiplicativo2 e identi car possíveis fatores que
interferem em seu desempenho na resolução de problemas, sugere-se que
cada professor(a):

1. Prepare com antecedência para cada aluno uma folha com os enunciados
dos dois problemas;

2. Apresente aos alunos a atividade de resolução de problemas, explicando


que é importante que resolvam do jeito que souberem;.

3. Explique, também, que é importante caprichar no registro das soluções


que encontrarem para cada uma das situações apresentadas. Qualquer tipo
de registro pode ser feito, inclusive o registro descritivo do raciocínio
utilizado;

2Para saber mais, consulte:


[Link]
e [Link]
4. Para os alunos de 1º e 2º anos e para aqueles que porventura não estejam
alfabetizados, leia o problema em voz alta, pausadamente, mas sem
entonações, pois o que queremos saber é se ele tem desenvolvido o
pensamento matemático;

5. Garanta que cada aluno resolva sozinho o problema, registrando a solução


na folha entregue;

6. Recolha as atividades e faça a análise dos registros de cada aluno, além


de tabular os resultados, anotando suas observações;

7. A aplicação pode ser coletiva, mas é importante que o professor circule na


sala fazendo a observação dos alunos e registros que considerar
interessante.

CAMPO ADITIVO E CAMPO MULTIPLICATIVO


1º ANO (LEITURA PELO PROFESSOR; RESOLUÇÃO ORAL E/OU POR MEIO DE DESENHOS)

1 A PROFESSORA CAMILA LEVOU PARA A SALA DO 1º ANO DUAS CAIXAS COM BRINQUEDOS. EM UMA CAIXA HAVIA 10 BRINQUEDOS E
7 NA OUTRA 12. QUANTOS BRINQUEDOS ELA LEVOU PARA A SALA?
(Campo aditivo - Composição/Juntar)

2 NA CARTOLA DO MÁGICO DO CIRCO HAVIA 18 LENÇOS. ELE RETIROU 13. QUANTOS LENÇOS FICARAM NA CARTOLA?
(Campo aditivo - Transformação/Tirar)

2º ANO (LEITURA PELO PROFESSOR)

1 NA APRESENTAÇÃO DA FESTA DE UMA ESCOLA PARTICIPARAM 14 ALUNOS DO 2º ANO A E 19 DO 2º ANO B. QUANTOS ALUNOS TINHA
NESSA APRESENTAÇÃO?
(Campo aditivo - Composição/Juntar)

2 A BIBLIOTECA DA ESCOLA TEM 27 LIVROS DE CONTOS DE FADAS. ESSA SEMANA, 14 LIVROS FORAM EMPRESTADOS. QUANTOS LIVROS
DE CONTOS DE FADA AINDA FICARAM NA BIBLIOTECA?
(Campo aditivo - Transformação)

3 TIA NAIR USOU 5 NOVELOS DE LÃ PARA FAZER UMA BLUSA. QUANTOS NOVELOS ELA USARÁ PARA FAZER 6 BLUSAS COMO ESSAS?
(Campo multiplicativo - Proporcionalidade)

4 A PROFESSORA RENATA TEM 28 ALUNOS EM SUA CLASSE E QUER DISTRIBUÍ-LOS EM 7 GRUPOS PARA O TRABALHO DE CIÊNCIAS.
QUANTOS ALUNOS TERÁ EM CADA GRUPO?
(Campo multiplicativo - Proporcionalidade)
3º ANO (SE NECESSÁRIO FOR, O PROFESSOR PODE AUXILIAR O ALUNO NA LEITURA DAS
SITUAÇÕES-PROBLEMA COMO LEDOR)

1 Na barraca de pipoca da Dona Luiza foram vendidos 168 pacotes de pipoca salgada e 51 pacotes de pipoca doce. Quantos
pacotes de pipoca salgada foram vendidos a mais do que de pipoca doce?
(Campo aditivo - Comparação)

2 A biblioteca da escola tinha 67 livros. Essa semana, recebeu uma doação de 38 livros. Quantos livros a biblioteca tem agora?
(Campo aditivo - Transformação)

3 Se em uma caixa há 15 sabonetes, quantos sabonetes há em 4 caixas?


(Campo multiplicativo - Proporcionalidade)

4 No gincana de Matemática, a Turma do 3º Ano A fez 36 pontos, o triplo dos pontos do 3º Ano B. Quantos pontos fez o 3º B?
(Campo multiplicativo - Comparação)

4º ANO (SE NECESSÁRIO FOR, O PROFESSOR PODE AUXILIAR O ALUNO NA LEITURA DAS
SITUAÇÕES-PROBLEMA COMO LEDOR)

1 Luiz tinha R$ 830,00. Ao pagar algumas contas da sua casa cou com apenas R$ 549,00. Quanto ele gastou para pagar as contas?
(Campo aditivo - Transformação)

2 Carol e Paula resolveram nadar por 30 minutos sem nenhuma parada. Carol nadou 560 metros e Paula nadou 165 metros a mais.
Quantos metros Paula nadou?
(Campo aditivo - Comparação)

3 Marcelo vendeu uma mochila por R$ 89,00. Se ele vender mais 8 mochilas iguais a esta quanto receberá?
(Campo multiplicativo - Proporcionalidade)

4 Luciano tem na poupança R$ 840,00. Seu irmão tem a quarta parte desse valor. Quanto dinheiro possui o irmão de Luciano?
8
(Campo multiplicativo - Comparação)

5º ANO (SE NECESSÁRIO FOR, O PROFESSOR PODE AUXILIAR O ALUNO NA LEITURA DAS
SITUAÇÕES-PROBLEMA COMO LEDOR)

1 Um mercado tem no estoque 648 garrafas do refrigerante Kgelo. Fizeram uma promoção no nal de semana e no estoque ainda
caram 259 garrafas desse refrigerante. Quantas garrafas foram vendidas durante a promoção?
(Campo aditivo - Transformação)

2 Lucas tem R$ 689,00 e Mariana, sua irmã, tem R$ 233,00 a mais do que [Link] dois querem juntar essa quantia para comprar um
videogame que custa R$ 1599,00. Eles conseguirão comprá-lo? Faltará ou sobrará dinheiro?
(Campo aditivo - Comparação)

3 A diretora de uma escola gastou R$ 1848,00 para comprar tinta para pintar todas as salas de aula. Sabendo que ela comprou 8
latas de tinta, quanto ela pagou em cada lata?
(Campo multiplicativo - Proporcionalidade)

4 Fábio tem gurinhas repetidas e vai dar para seus amigos Vitor e Gabriel. Vitor vai receber o dobro das gurinhas de Gabriel que
receberá 33 gurinhas. Quantas gurinhas repetidas Fábio tem para dar aos amigos?
(Campo multiplicativo - Comparação)
CÁLCULOS
Se analisarmos o cotidiano das pessoas, perceberemos que elas utilizam
diferentes tipos de cálculos, conforme a situação. Fazem no papel, muitas vezes
sem ele (cálculo mental) ou na calculadora. Algumas vezes precisam do
resultado exato ou aproximado. Por esse motivo os diferentes tipos de cálculo
devem estar presentes na escola. Aqui o importante será identi car as
estratégias pessoais que os alunos utilizam para resolver os cálculos e, através
da sua explicitação, analisar a compreensão das características do Sistema de
Numeração Decimal.

Para esta etapa da Sondagem espera-se que o(a) professor(a) :

1. Prepare com antecedência, para cada aluno, uma folha com o grupo de
operações;

2. Garanta que a resolução seja individual;

3. Proponha aos alunos que registrem, da melhor forma possível, as soluções


que encontrarem para cada uma das operações apresentadas, não sendo
necessária a resolução pela técnica operatória convencional;

4. Recolha as folhas com as operações, analise as escritas e registre suas


9 observações, se necessário pergunte ao aluno qual procedimento utilizou
para encontrar a solução.

3º ANO
Encontre o resultado de cada operação indicada a seguir:

1 405 + 398 =
2 248 - 74 =
3 64 x 4 =
4 96 ÷ 3 =

4º ANO
Ache o resultado de cada operação indicada a seguir:

1 1122 + 5988 =
2 9307 - 3428 =
3 274 x 25 =
4 678 ÷ 13 =
5º ANO
Ache o resultado de cada operação indicada a seguir:

1 24 609 + 18 754 =
2 10 000 - 4 728 =
3 2860 x 37 =
4 1845 ÷ 26 =

ANALISANDO OS RESULTADOS
ESCRITA DE NÚMEROS

10
11
12
13

RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS

Resolução não convencional

Para muitos a resolução de problemas signi ca fazer cálculos com os números


do enunciado ou aplicar conhecimentos adquiridos nas aulas de Matemática,
mas essa é uma atividade que exige do aluno a elaboração e execução de um
plano para chegar a solução.

Nesse sentido, ao resolver problemas o aluno precisa ser capaz de imaginar e


buscar caminhos para sua resolução. Segundo Smole (2000), o desenho é
importante não só para o aluno expressar a solução que encontrou para a
situação proposta, mas também funciona como um meio para que a criança
reconheça e interprete os dados do texto.
Nos exemplos acima, observamos que os alunos utilizam o desenho para
organizar os dados do problema e elaborando uma estratégia de solução.
Apesar do segundo aluno ter errado a resposta, pois esqueceu das rodas que
cam do lado que ele não está vendo, ele demonstra já ter estruturas do
campo multiplicativo desenvolvidas. 14
No exemplo seguinte, o aluno não usa desenho, mas se apoia na contagem
regressiva apoiado na quantidade de risquinhos desenhados, demonstrando
conhecimento.

É importante destacar que apesar do aluno ter marcado um sinal de adição na


tentativa de escrever uma conta, sua compreensão da situação o leva a fazer a
subtração, chegando ao resultado correto.

Nessa outra situação (abaixo) percebemos que o aluno identi ca ação para
resolver o problema, mas tenta usar uma estratégia que não conhece. Talvez se
tivesse sido estimulado a resolver de maneira não convencional teria chegado
a resposta certa.
Há outras formas não convencionais de resolver problemas, que demonstram
mais ou menos conhecimentos. É claro que a técnica operatória será
trabalhada com os alunos, mas ela não é a condição essencial, nem a que
revela mais conhecimento para resolver problemas.

Independente da forma como os alunos resolvem, se é convencional ou não


convencional, o essencial é o olhar do professor e sua percepção dos saberes
que o aluno revela ao realizar essas propostas, a m de que planeje novas
situações didáticas e proponha intervenções no sentido de ampliar o
conhecimento dos alunos.

CÁLCULO
Ao fazer a técnica operatória a criança revela hipóteses valiosas para que o
15 professor, através da sua intervenção, amplie os saberes de seus alunos.

Vamos analisar alguns registros identi cando possíveis causas de erro. Com
isso não temos a pretensão de esgotar as possibilidades de análise, mas de
auxiliar o professor nesse processo para que possa fazer as melhores escolhas
no processo de ensino e aprendizagem nesse eixo da matemática.

O aluno não registra reserva nem recurso, ou usa-os de forma incorreta.

O aluno não alinha as ordens do número.

Na multiplicação, o aluno alinha incorretamente o segundo produto para realizar a soma.

O aluno erra o cálculo.

Na divisão, o aluno erra na subtração.


Boa parte dos erros apresentados pelos alunos ao realizar cálculos pode ser
atribuída ao fato de não compreenderem o algoritmo, mas para isso os alunos
devem, antes, dominar as propriedades do sistema de numeração decimal
(Kamii, 1996). Portanto, muitos erros se devem a um descompasso entre o
tempo que os algoritmos são ensinados na escola e o tempo da própria criança
para a compreensão dos mesmos.

Segundo Kamii e Declarck:

Aritmética não é um tipo de conhecimento que deve ser ensinado pela


transmissão social. Precisa ser construída por cada criança através de
abstração re exiva. Se a criança não consegue construir uma relação,
nenhuma explicação do mundo fará com que ela entenda as a rmações da
professora. (1996, p 50)

O QUE FAZER DEPOIS?


1. Re ita sobre as informações registradas, observando o conhecimento de
cada um dos alunos, pois isso ajudará a organizar as ações didáticas de
intervenção para que todos ampliem seus conhecimentos nesse campo;
16
2. Retome a atividade e faça com os alunos uma análise rápida das
operações resolvidas. Deixe que discutam livremente e encontrem formas de
veri car se as operações estão corretas.

3. Para os alunos que se apoiam na oralidade para escrever número, ofereça


as chas escalonadas para reescreverem os números propostos e outros que
você vai sugerir;

4. Faça uso do quadro numérico, para trabalhar as regras do sistema de


numeração decimal, importante tanto para a escrita de números, como para
a técnica operatória;

5. Permita que os alunos vivenciem muitas experiências com as operações,


fazendo uso de material concreto, jogos, construindo fatos básicos, usando a
decomposição, entre outras estratégias, antes de trabalhar a técnica
operatória;

6. A calculadora é um excelente recurso para trabalhar a veri cação das


operações e problematizar algumas situações;

7. Trabalhe em duplas produtivas para que um ajude o outro.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
KAMI, C. A Criança e o Número: Implicações educacionais da teoria de Piaget
para atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. 21ª Edição. Campinas,SP: Papirus.
1996

KAMI, C e DECLARK, G. Reinventando a Aritmética: Implicações da Teoria de


Piaget. 11. ed. Campinas,SP: Papirus. 1996.

PANIZZA, M., et al. Ensinar matemática na educação infantil e nas séries iniciais.
Análises e propostas. Reimpressão. Porto Alegre: Artmed, 2011.

PIRES, C. M. C. Educação Matemática: conversa com professores dos anos


iniciais. São Paulo: Zé-Zapt Editora, 2012.

SMOLE, K.S., DINIZ, M.I., CÂNDIDO, P. Coleção Matemática - Resolução de


problemas de 0 a 6. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

TOLEDO, M. Didática da Matemática: como dois e dois: a construção da


Matemática. São Paulo: FTD, 1997.

ZUNINO, D.L. A matemática na escola aqui e agora. Porto Alegre: Artmed, 1995.

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