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Anfíbios da Mata Atlântica: Biologia e Conservação

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Isabela Santos
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Mata

Atlântica
Boana albomarginata

Espécie de anfíbio pertencente à família Hylidae, nativa da Mata Atlântica no Brasil. A


seguir, estão descritos os principais aspectos de sua biologia, incluindo modo de vida,
microhabitat, estado de conservação, padrão reprodutivo e desenvolvimento.

Modo de vida Microhabitat


A Boana albomarginata é uma A espécie ocorre em florestas
espécie noturna e arborícola que úmidas da Mata Atlântica,
vive em árvores próximas a água, próximas a corpos d'água,
se alimentando de insetos e necessários para reprodução e
pequenos invertebrados. desenvolvimento larval.

Estado de conservação Padrão reprodutivo


A Boana albomarginata se reproduz
A perda de habitat na Mata
explosivamente na estação chuvosa.
Atlântica devido ao
Os machos vocalizam, escolhem
desmatamento, urbanização e
locais em vegetação ou margens de
expansão agrícola é uma
água e as fêmeas depositam ovos em
ameaça constante.
corpos d'água para desenvolvimento
das larvas.

A Boana albomarginata
desenvolve-se em água
doce, passando por
metamorfose para se
tornar rã terrestre.
Dependendo de corpos
d'água, sua
sobrevivência é
vulnerável à
degradação da Mata
Atlântica.
Brachycephalus ephippium

Espécie de anfíbio pertencente à família Hylidae, nativa da Mata Atlântica no Brasil. A


seguir, estão descritos os principais aspectos de sua biologia, incluindo modo de vida,
microhabitat, estado de conservação, padrão reprodutivo e desenvolvimento.

Modo de vida Microhabitat


O Brachycephalus ephippium é O Brachycephalus ephippium
um sapo pequeno (1-2 cm), diurno habita o chão da Mata Atlântica,
e terrestre, que habita florestas em locais úmidos e sombreados,
densas. Alimenta-se de pequenos especialmente entre a
invertebrados, como ácaros, serrapilheira. Sua distribuição é
formigas e outros artrópodes do restrita e isolada, tornando-a
solo. vulnerável à perda de habitat.

Estado de conservação Padrão reprodutivo


O Brachycephalus ephippium é
O acasalamento ocorre no solo
considerado vulnerável pela IUCN. A
durante a estação chuvosa. As
perda e fragmentação da Mata
fêmeas depositam poucos ovos
Atlântica, que restou apenas 12% de
grandes e ricos em vitelo diretamente
sua cobertura original, são as
no solo úmido, permitindo
principais ameaças, causadas por
desenvolvimento direto, sem
urbanização, desmatamento e
necessidade de corpos d'água.
atividades agrícolas.

O Brachycephalus
ephippium se
desenvolve
diretamente, sem
girinos, eclodindo em
miniaturas de adultos,
adaptados para
ambientes terrestres
com pouca água.
Scinax x-signatus

Scinax x-signatus, também conhecida como rãzinha-do-brejo. Ela é considerada


sinantrópica porque consegue viver em ambientes urbanos e alterados, adaptando-se
a áreas habitadas por humanos.

Modo de vida Microhabitat


Pde ser encontrada em habitats
É uma espécie noturna e arborícola
variados, desde florestas até áreas
que se alimenta de pequenos
urbanas. Prefere margens de água
invertebrados; adapta-se bem a
temporária, como poças e brejos,
áreas perturbadas pelo homem,
e se reproduz em reservatórios
como jardins, terrenos baldios e
artificiais e corpos d'água criados
áreas urbanizadas, além de poças
pelo homem.
d'água e ambientes artificiais.

Estado de conservação Padrão reprodutivo


É uma espésie classificada como A Scinax x-signatus se reproduz
"Pouco Preocupante" (LC) pela IUCN, principalmente na estação chuvosa.
devido à sua alta adaptabilidade a Os machos vocalizam à noite para
diferentes habitats. No entanto, perda atrair fêmeas, escolhendo pequenos
de corpos d'água e uso de pesticidas corpos d'água para depositar ovos. O
em áreas agrícolas podem ser acasalamento ocorre por amplexo e
ameaças locais. os ovos eclodem em girinos.

A Scinax x-signatus
desenvolve-se
indiretamente,
passando por fase
larval aquática. Os
girinos se alimentam
em água temporária e,
após metamorfose,
tornam-se rãs
terrestres.
Siphonops annulatus

Siphonops annulatus é uma espécie de anfíbio gimnofiono da família Siphonopidae

Modo de vida Microhabitat


Habita solos úmidos da Mata
A Siphonops annulatus é uma
Atlântica, preferindo áreas com
cecília subterrânea que se alimenta
matéria orgânica em decomposição.
de invertebrados do solo. Seu corpo
Encontra-se em florestas de terra
é adaptado para escavar, com olhos
firme e áreas perturbadas, como
reduzidos e um tentáculo sensorial
jardins e plantações, desde que haja
para detectar o ambiente.
umidade suficiente.

Estado de conservação Padrão reprodutivo


A Siphonops annulatus tem um
comportamento reprodutivo singular,
É uma especie considerada "Pouco
com fêmeas cuidando dos filhotes e
Preocupante" pela IUCN, mas enfrenta
os alimentando através de uma pele
riscos locais devido ao desmatamento,
especial, que os filhotes raspam para
agricultura intensiva e urbanização.
se nutrir.

A Siphonops annulatus
desenvolve-se
diretamente, sem
girinos, e os filhotes
nascem como
miniaturas dos adultos.
O cuidado parental
garante sua
sobrevivência em
ambientes terrestres.
Phyllomedusa distincta

Phyllomedusa distincta, popularmente conhecida como perereca-de-folhagem. Esta


espécie pertence à família Phyllomedusidae e está adaptada a viver em árvores, sendo
uma das muitas espécies de anfíbios que habitam o dossel das florestas tropicais.

Modo de vida Microhabitat


Especie noturna e arborícola que se
Vive em árvores e arbustos próximos
camufla em folhas e galhos durante
a riachos ou lagoas, essenciais para
o dia. Caça insetos com seus dedos
reprodução. Também pode habitar
longos e adesivos. Além disso,
fragmentos florestais e áreas
secreta substâncias cerosas para
alteradas com vegetação adequada e
evitar perda de água.
água.

Estado de conservação Padrão reprodutivo


A Phyllomedusa distincta constrói
Classificada como "Pouco ninhos de folhas acima da água. Os
Preocupante" pela IUCN, mas enfrenta machos vocalizam à noite para atrair
ameaças devido à perda de habitat na fêmeas e, após a cópula, os ovos são
Mata Atlântica. Desmatamento, depositados no ninho. Os girinos
fragmentação florestal e poluição da eclodem e caem na água para
água afetam suas populações. completar seu desenvolvimento.

A P. distincta passa por


metamorfose, de girino
aquático a forma
terrestre,
desenvolvendo
membros e perdendo a
cauda. Após a
metamorfose, os juvenis
vivem em ambientes
arborícolas até a
maturidade.
Ischnocnema parva

Ischnocnema parva, um pequeno sapo da família Brachycephalidae, adaptado a viver


na camada de folhagem que cobre o solo da floresta. Esta espécie é uma típica
representante dos anfíbios que habitam o solo da Mata Atlântica, usando a
serrapilheira como abrigo, fonte de alimento e local de reprodução.

Modo de vida Microhabitat


É uma rã terrestre e noturna que se Vive na serrapilheira de florestas
esconde sob folhas, troncos e pedras úmidas da Mata Atlântica. A espécie
durante o dia. À noite, busca depende de áreas florestais
alimento, como formigas e ácaros. preservadas, mas também pode
Sua coloração marrom ou sobreviver em fragmentos florestais
acinzentada o camufla na folhagem, com boa cobertura vegetal.
protegendo-o de predadores.

Estado de conservação Padrão reprodutivo


Apresenta desenvolvimento direto,
É classificada como "Pouco
sem fase larval aquática. Os ovos são
Preocupante" pela IUCN, mas enfrenta
depositados no solo sob a
ameaças de desmatamento,
serrapilheira úmida e eclodem em
fragmentação e degradação do solo
pequenos sapos, eliminando a
na Mata Atlântica. A proteção de áreas
necessidade de corpos d'água para
florestais e conservação do solo são
reprodução.
cruciais para manter suas populações.

A Ischnocnema parva
se desenvolve
diretamente nos ovos,
emergindo como
pequenos sapos. Os
ovos são protegidos em
locais úmidos e, após a
eclosão, os juvenis
crescem até a
maturidade.
Amazônia
Adelphobates
castaneoticus

É uma espécie de sapo venenoso da família Dendrobatidae, endêmica da


Amazônia brasileira. Como outras espécies do gênero, possui características
comportamentais, reprodutivas e ecológicas únicas que refletem sua adaptação
ao bioma amazônico.

Modo de vida: Microhabitat:


é um sapo diurno e terrestre, habitante de O Adelphobates castaneoticus habita
florestas úmidas, com pele tóxica e dieta florestas úmidas da Amazônia,
baseada em invertebrados. É territorial e principalmente no solo e áreas próximas a
demonstra comportamento parental, pequenos corpos d'água. Prefere áreas bem
cuidando de ovos e girinos. preservadas com cobertura densa de folhas
e troncos caídos para abrigo, alimentação e
reprodução.

Estado de conservação: Padrão reprodutivo:


O Adelphobates castaneoticus é O comportamento reprodutivo semelhante
considerada "Pouco Preocupante" (LC) pela a outras espécies de dendrobátidos. Machos
IUCN, mas enfrenta ameaças devido ao vocalizam para atrair fêmeas próximas a
desmatamento e degradação do habitat corpos d'água. Após acasalamento, a fêmea
pela expansão agrícola e madeireira. deposita ovos em locais protegidos. O
macho cuida dos ovos, umedecendo-os até
a eclosão, e luego carrega os girinos até
pequenos corpos d'água.

Desenvolvimento:
Os girinos da Adelphobates castaneoticus se desenvolvem em pequenos corpos d'água,
alimentando-se de detritos e matéria vegetal. Após metamorfose, transformam-se em sapos
juvenis e migram para o ambiente terrestre. O desenvolvimento depende de condições
ambientais, como água e alimento.
Atelopus spumarius

Atelopus spumarius popularmente conhecido como sapo-arlequim, do gênero


Atelopus inclui várias espécies de anfíbios, é uma espécie de sapo da família Bufonidae

Modo de vida Microhabitat


Habita florestas úmidas, em áreas
É uma espécie diurna que habita o
próximas a riachos de água clara.
solo da floresta, perto de corpos
Esses ambientes fornecem umidade
d'água. Alimenta-se de pequenos
e locais adequados para reprodução
invertebrados e possui coloração
e desenvolvimento larval. O
vibrante para alertar predadores
microhabitat é úmido, sombreado e
sobre sua toxicidade.
com vegetação abundante.

Estado de conservação Padrão reprodutivo


É "Criticamente Ameaçado" devido ao Se reproduz sazonalmente no início
desmatamento, mineração, mudanças da estação chuvosa, com machos
climáticas e quitridiomicose. Sua vocalizando para atrair fêmeas. Os
conservação depende da preservação ovos são depositados em riachos de
de habitats e combate à doença. água limpa, eclodindo em girinos.

A. spumarius
desenvolve-se em
riachos de água clara, se
fixando com ventosas
bucais e se alimentando
de detritos e algas. Após
a metamorfose, se
transformam em
pequenos sapos e
deixam o ambiente
aquático.
Bolitoglossa altamazonica

Bolitoglossa altamazonica, da família Plethodontidae, um grupo de salamandras que


não possui pulmões e respira através da pele e mucosas.

Modo de vida Microhabitat


Habita florestas úmidas, utilizando
Arborícola e noturna que habita solo
folhas caídas, troncos em
e vegetação baixa da floresta. Sem
decomposição, cavidades e fendas
pulmões, respira pela pele úmida,
para se esconder. Dependendo de
exigindo ambientes muito úmidos.
ambientes úmidos para manter a
Se alimenta de pequenos
pele hidratada e respirar, encontra
invertebrados, capturados com sua
condições ideais nas florestas
língua projetável e pegajosa.
tropicais sombreadas.

Estado de conservação Padrão reprodutivo


Se reproduz diretamente, sem fase
É considerada "Pouco Preocupante", larval aquática. As fêmeas depositam
mas enfrenta riscos na Amazônia, ovos em locais úmidos e protegidos,
incluindo desmatamento, exploração como fendas de árvores ou sob
madeireira, conversão em pastagens e troncos. Os filhotes eclodem como
alterações climáticas que ameaçam versões miniaturizadas dos adultos,
sua sobrevivência. eliminando a necessidade de corpos
d'água.

A Bolitoglossa
altamazonica
desenvolve-se
diretamente, sem fase
de girino. Os embriões
eclodem como
salamandras juvenis,
miniaturas dos adultos,
em locais terrestres
úmidos.
Oreophrynella quelchii

Oreophrynella quelchii é uma espécie de anfíbio pertencente às família Bufonidae,


endêmica da região do Monte Roraima.

Modo de vida Microhabitat


É encontrado nos tepuis da
Especie de hábitos diurnos e
Amazônia, em altitudes até 3.000m,
noturnos,destaca suas adaptações
em áreas rochosas, campos de
únicas para sobreviver nos tepuis,
altitude e áreas com musgos e
ambientes desafiadores com
líquens, com vegetação esparsa e
condições extremas
umidade alta. Pequenas cavidades
nas rochas servem de refúgio.

Estado de conservação Padrão reprodutivo


Se reproduz sem fase larval aquática.
É classificada como "Vulnerável" pela
Os ovos são depositados em fendas
IUCN devido à sua distribuição
de rochas ou áreas protegidas sob
limitada nos tepuis. As principais
musgos, mantendo a umidade. Essa
ameaças são mudanças climáticas,
adaptação é essencial nos tepuis,
degradação do habitat, isolamento das
onde corpos d'água são raros nas
populações.
altitudes elevadas.
Ranitomeya ventrimaculata

Ranitomeya ventrimaculata, uma rã venenosa de pequeno porte pertencente à família


Dendrobatidae, popularmente conhecida como rã-dardo-venenosa.

Modo de vida Microhabitat


É uma rã arborícola que alimenta-se
Habita ambientes florestais úmidos,
de pequenos invertebrados, como
especialmente áreas com bromélias e
formigas e cupins, e obtém veneno
plantas epífitas que retêm água.
dessas presas. É diurna, ativa
Também é encontrada no solo da
durante o dia, e se desloca pelo sub-
floresta, perto de riachos e poças
bosque, tornando-se tóxica para
temporárias.
predadores.

Estado de conservação Padrão reprodutivo


Apresenta um padrão reprodutivo único,
É classificada como "Pouco
com cuidados parentais complexos. A fêmea
Preocupante" pela IUCN, mas enfrenta deposita ovos em poças de água nas folhas
ameaças devido ao desmatamento e de bromélias. O macho protege e mantém os
degradação florestal. A destruição das ovos úmidos, e após a eclosão, carrega os
florestas amazônicas para agricultura girinos nas costas, distribuindo-os em
diferentes micro-habitats aquáticos para
e extração de madeira pode afetar
minimizar competição e garantir
locais de reprodução, como bromélias. crescimento.

Os girinos se desenvolvem em
poças de água nas bromélias,
alimentando-se de detritos e
invertebrados. A fêmea também
deposita ovos não fertilizados
como fonte adicional de
alimento, um comportamento
chamado "ovodeposição
nutritiva". Após várias semanas,
os girinos metamorfoseiam em
pequenas rãs, que saem da
água para iniciar vida terrestre.
Pipa pipa

Pipa pipa, ´e um sapo da familia Pipidae,popularmente conhecido como sapo-pipa ou


sapo-sururu.

Modo de vida Microhabitat


Vive em água parada ou com
correnteza lenta. Ele passa a vida Habita corpos d'água permanentes,
submerso, saindo apenas para preferindo lagos, pântanos e rios de
respirar. Com corpo achatado e fluxo lento com vegetação densa.
membros adaptados para nadar, Precisa de ambientes aquáticos com
caça invertebrados aquáticos, esconderijos e locais de reprodução.
usando sua boca sem língua para
sugar presas.

Estado de conservação Padrão reprodutivo


Tem um padrão reprodutivo único.
É classificada como "Pouco
Durante o acasalamento, o macho e a
Preocupante" pela IUCN, mas enfrenta
fêmea realizam o "amplexo", onde o
ameaças locais como perda de habitat,
macho ajuda a fêmea a liberar ovos que
poluição da água e desmatamento. A são então embutidos em sua pele. A pele
poluição é especialmente da fêmea forma cavidades protetoras ao
preocupante, pois a espécie depende redor dos ovos, garantindo seu
de águas limpas. desenvolvimento seguro.

O Pipa pipa desenvolve ovos


nas costas da fêmea, em
cavidades de pele. Os ovos
eclodem ali mesmo e os girinos
se desenvolvem sob proteção
materna. Eventualmente,
emergem como jovens sapos
totalmente formados, evitando
a fase larval aquática. Esse
padrão reprodutivo único
protege os ovos de predadores
e perigos ambientais,
aumentando as chances de
sobrevivência.
Cerrado
Proceratophrys moratoi

Proceratophrys moratoi, pertencente à família Odontophrynidae. Este sapo tem uma


distribuição restrita ao bioma do Cerrado e está adaptado às condições de vida únicas
desse ecossistema de savana tropical.

Modo de vida Microhabitat


Anfíbio terrestre fossorial que se Habita campos sujos e transição
enterra durante a estação seca. É entre arbustos e gramíneas. Na
mais ativo durante a estação estação seca, permanece enterrado
chuvosa, emergindo para se no solo úmido. Na estação chuvosa, é
alimentar de insetos e aranhas. encontrado em áreas alagadas
Noturno, possui camuflagem para se temporárias, como poças e margens
misturar com o solo e vegetação. de cursos d'água, para reprodução.

Estado de conservação Padrão reprodutivo


É classificada como "Criticamente Se reproduz durante a estação chuvosa
no Cerrado. Os machos vocalizam à beira
Ameaçado" pela IUCN devido à
de poças temporárias para atrair fêmeas,
distribuição restrita e perda de habitat
que escolhem parceiros com base na
no Cerrado, a degradação e poluição
vocalização. Os ovos são depositados nas
das áreas de reprodução colocam a poças, onde permanecem até a eclosão
espécie em risco de extinção. dos girinos.

Os girinos eclodem em
poças temporárias,
desenvolvem-se
rapidamente e se alimentam
de detritos. Devido à
secagem rápida das poças,
eles se metamorfoseiam em
sapos juvenis em poucas
semanas e emergem para
uma vida terrestre, uma
adaptação crucial para
sobreviver no Cerrado.
Ameerega flavopicta

Ameerega flavopicta, da familia Dendrobatidae, também conhecido como sapo-de-


estrada, em algumas regiões de Goiás.

Modo de vida Microhabitat


Anfíbio terrestre, aboricola, noturno Habita regiões subtropicais ou
que passa a maior parte de sua vida tropicais de matagal seco, planícies
útil em árvores secas tropical ou subtropical, prados
e rios.

Estado de conservação Padrão reprodutivo


Vulnerável (VU) pela IUCN, devido à Reprodução durante a estação chuvosa,
com vocalização dos machos para atrair
perda de habitat, expansão da
fêmeas. Os ovos são depositados em
agricultura, urbanização e poluição.
folhas ou galhos.

Os girinos eclodem e
passam por uma fase de
desenvolvimento epífita,
se alimentando de
detritos e material
orgânico. Eles se
metamorfoseiam em
sapos juvenis em poucas
semanas.

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