Métodos Quantitativos em Estatística UFRPE
Métodos Quantitativos em Estatística UFRPE
UFRPE 2012
Métodos Quantitativos
Matérias escolhidas e/ou resumidas da bibliografia
Programa
1. Introdução
2. Estatística descritiva (Distribuições de freqüências, medidas de tendência central e de
dispersão)
3. Inferência estatística (Teoria da probabilidade, esperança matemática, distribuições
teóricas (distribuição binomial, distribuição normal e distribuição t (STUDENT),
amostragem, teorema do limite central, intervalos de confiança, determinação do tamanho
da amostra, testes de hipóteses)
Bibliografia Estatística
ANDERSON, D. R., SWEENEY, D.J., WILLIAMS, T. A., Estatística aplicada à administração e
economia, São Paulo: Cengage Learning, 2009
BRUNI, ADRIANO LEAL, Estatística Aplicada à Gestão Empresarial, São Paulo: Atlas, 2008
FREUND, JOHN E., Estatística Aplicada, Porto Alegre: Bookman, 2006
HOEL, P.G., Introduction to mathematical statistics, New York-London, 1966.
HOFFMANN, R., Estatística para economistas, São Paulo, 1991.
LAPONI, J. C., Estatística usando Excel, Rio de Janeiro: Elsevier, 2005
LEE, PETER M., Bayesian Statistics – an introduction, London: Hodder Education, 2004
LEVINE, D.M., BERENSON, M.L., STEPHAN, D., Estatística: Teoria e Aplicações, Usando
Microsoft Excel em Aplicações, Rio de Janeiro: LTC, 2000
LINDGREN, B.W., Statistical theory, London: Macmillan, 1970.
MLODINOW, Leonard, O andar de bebado: como o acaso determina nossas vidas, Rio de Janeiro:
Zahar, 2011
MONTGOMERY, D. C., RUNGER, G. C., Estatística aplicada e probabilidade para engenheiros,
Rio de Janeiro: LTC, 2009
SAVAGE, LEONARD J., The foundations of statistics, New York: Dover Publications, 1972
SARTORIS, ALEXANDRE, Estatística e Introdução à econometria, São Paulo: Saraiva, 2003
WALPOLE, RONALD E., … [et al.], Probabilidade & Estatística para engenharia e ciências, São
Paulo; Pearson Prentice Hall, 2009
Outros
BÊRNI, DUILIO DE AVILA (Coord.): Técnicas de pesquisa em economia, São Paulo: Saraiva, 2002
HANSEN, GERD, Quantitative Wirtschaftsforschung, München: Vahlen, 1993
LOMBORG, BJØRN, The sceptical environmentalist – Measuring the real state of the world,
Cambridge/UK: Cambridge University Press, 2001
WINKER, PETER, Empirische Wirtschaftsforschung, Berlin et al.: Springer, 1997
Web-Sites
Banco Central do Brasil [Link]
IBGE [Link]
[Link]
IPEADATA [Link]
!!!!!! No texto são – as vezes - usadas citações sem referências explicitas !!!!!!
2
Introdução
Segundo a [Link] (Statistik) a estatística é o conjunto de métodos para tratar
informações quantitativas (dados). A estatística fornece a possibilidade de ligar
sistematicamente a experiência (empiria) e a teoria. A estatística é conseqüentemente, por um
lado, o conjunto de métodos para coletar, apresentar, analisar e interpretar dados empíricos,
noutro lado, a estatística é uma área da matemática, a estocástica, baseando-se na teoria da
probabilidade.
Estatística e econometria são ferramentas importantes para coletar, descrever e organizar os
dados em tabelas, gráficos, distribuições de freqüências e medidas da tendência central e de
dispersão [estatística descritiva] e para analisar dados de uma amostra para fazer inferências
sobre características da população desconhecida, intervalos de confiança, testes de hipóteses,
análise de variância [estatística inferencial]. A econometria especifica relações entre variáveis
econômicas para estimar, testar relações entre elas e prever os valores das variáveis
endógenas usando variáveis exógenas. Todas estas ferramentas mostram uma importância
crescente para a pesquisa empírica na economia, na administração e em outras ciências.
A estatística analisa fenômenos aleatórios de massa em diferentes áreas de conhecimento,
entre outros nos agronegócios. A estatística não analisa casos isolados. Importante para a
visão empírica e estatística, especialmente nas ciências sociais, é a complexidade dos
sistemas a serem analisados, além da possibilidade de que as relações causa-efeito são não-
lineares. Conceitos filosóficos e científicos como o acaso, a aleatoriedade, a situação
estocástica (ou contingência) da realidade social são conceitos importantes para compreender
a complexidade do mundo. Conceitos como determinismo e indeterminismo, necessidade
(causalidade) e acaso (contingência), estratégias dedutivas e indutivas são inseridos no
processo cientifico. Na física e na biologia o acaso entra na teoria da física quântica e na teoria
da evolução de Darwin (Mutação aleatória dos genes e seleção natural). Provavelmente a
maioria dos fatos sociais é intrinsecamente estocástica, mas existe também a possibilidade de
que os efeitos estocásticos – em alguns casos - são somente conseqüência da falta de
conhecimento humano até agora. Obviamente, por estas razões, as hipóteses da ciência e da
estatística não são verdades eternas, mas hipóteses provisórias, que podem ser refutadas a
qualquer momento por novas pesquisas.
A estatística trabalha com dados (observações) empíricos, fornecendo também métodos para
levantar os dados (amostragem/censo), para descrever os dados e para fazer inferências com
base nos dados de uma amostra. A estatística ajuda na tomada de decisões em situações de
incerteza1. A estatística, neste sentido, pode ajudar as ciências descrevendo um conjunto de
dados empíricos (por exemplo, a produção nos últimos anos, quantidades, custos, preços,
lucros etc.), na explicação e previsão de certas variáveis importantes para os agronegócios (por
exemplo, o consumo de feijão) e na tomada de decisões em situações de incerteza (por
exemplo, na decisão sobre a eficiência de uma nova semente geneticamente modificada).
A Estatística ajuda a pesquisa cientifica em compreender a natureza quantitativa da realidade
através da coleta e análise de unidades estatísticas (os elementos de uma população ou de
uma amostra, por exemplo, pessoas, empresas, etc.) com o objetivo de analisar certas
características (por exemplo, renda, lucro etc.). Variáveis são características de um fenômeno
que se pode medir, controlar ou manipular como, por exemplo, a renda de uma pessoa ou a
quantidade de adubo usado na plantação de cana-de-açúcar. A estatística sempre trabalha
com um conjunto de dados quantitativos, não com casos isolados. A estatística ajuda outras
ciências como, por exemplo, a economia com análises quantitativas:
Na descrição da realidade (por exemplo: descrição da distribuição da renda no Brasil em
1995; descrição da produtividade média da produção leiteira em uma amostra de empresas
rurais).
1
O conceito de incerteza é usado por KEYNES/KNIGHT para caracterizar uma situação em que o
tomador de decisão é isento de quaisquer informações (incerteza de KEYNES/KNIGHT, incerteza não -
probabilística), enquanto o conceito de risco é usado para descrever a incerteza probabilística (dados do
passado são, neste caso, usados para determinar uma distribuição de probabilidade e determinar o risco
como desvio padrão da distribuição). Aqui o conceito de incerteza é usado para caracterizar uma situação
em que existem certas conjecturas (subjetivas ou objetivas) sobre as probabilidades com que um evento
pode ocorrer (incerteza probabilística).
3
2
A previsão é difícil, especialmente sobre o futuro. Taleb, Nassem, A lógica do cisne negro, Rio de
Janeiro: BestSeller, 2008, p. 73 p. “Como podemos saber do futuro, dado o conhecimento que temos do
passado; ou de maneira mais geral, como podemos descobrir propriedades do desconhecido (infinito)
baseado no conhecido (finito).” Taleb usa o exemplo de galinha de Bertrand Russel, transformada em
peru. “Problema de Indução ou Problema de Conhecimento Indutivo .... – certamente o maior de todos os
problemas na vida. Como é logicamente possível irmos de instâncias específicas até alcançarmos
conclusões gerais? Como sabemos o que nos sabemos? Como sabemos que o que observamos a partir de
certos objetos e eventos é suficiente para que tenhamos a capacidade de descobrir suas outras
propriedades? Essas são as armadilhas embutidas em qualquer tipo de conhecimento adquirido por meio
da observação. Imagine um peru que é alimentado diariamente. Cada refeição servida reforçará a crença
do pássaro de que a regra geral da vida é ser alimentada diariamente por membros amigáveis da raça
humana que “zelam por seu melhor interesse”, como diria um político. Na tarde da quarta-feira que
antecede o Dia de Ação de Graças, algo inesperado acontecerá ao peru. Ele estará sujeito a uma revisão
de suas crenças.”
4
população com base somente dos resultados da amostra (por exemplo, PNAD, pesquisas de
opinião etc.).
A estatística exploratória (Data-mining3) é uma forma intermediária da estatística descritiva e
inferencial, usando métodos descritivos e testes de hipóteses para procurar sistematicamente
certas correlações (ou diferenças) entre variáveis de um conjunto de dados. Por exemplo, na
pesquisa sobre as causas do câncer pode se calcular correlações entre certas variáveis que
caracterizam os pacientes com câncer em certa população para descobrir as causas do câncer
(por exemplo, fumante/Não fumante). [Na econometria esse processo é também chamado
garimpagem dos dados]
3
Mas existem sérios problemas com o data mining, como descreve KENNEDY, Peter, Manual da
econometria, Rio de Janeiro: Elsevier, 2009, p. 82 pp. “Usar técnicas que adotam especificações com base
nas buscas por valores altos de R2 ou t, como os praticantes da técnica REM normalmente são acusados
de fazer, é uma das duas variantes do “data mining”. Essa metodologia é descrita eloqüentemente por
Coase: “se você torturar os dados por tempo suficiente, a Natureza confessará”. ...O problema com essa
variante do data mining é que é quase garantido que produzirá uma especificação moldada as
peculiaridades desse conjunto de dados em particular ...
5
Referencias bibliográficas
HOFFMANN, R., Estatística para economistas, p. 23-52
LEVINE, D.M., BERENSON, M.L., STEPHAN, D., Estatística: Teoria e Aplicações, p. 51 pp.
Existem também diferentes níveis de medida: Estes níveis de medida definem os métodos
estatísticos possíveis para trabalhar com os dados.
Existem diferentes tipos de dados estatísticos relativos ao seu relacionamento com o tempo.
De acordo com Pindyck/Rubinstein [2004, p. 3] “Dados que descrevem o movimento de uma
variável ao longo do tempo são chamados séries temporais, as quais podem ser diárias,
semanais, mensais, trimestrais ou anuais. Dados que descrevem as atividades de pessoas
individualmente, de firmas ou outras unidades em um dado ponto no tempo são chamados
dados em corte (dados cross-section). Dados em painel, que combinam séries temporais e em
corte, podem ser usados para estudar o comportamento de um grupo de empresas ao longo do
tempo.”
Para dados em séries temporais é importante diferenciar entre dados que descrevem os níveis
da série temporal, dados que descrevem as mudanças da série temporal (primeiras diferenças)
e dados que descrevem mudanças percentuais da série temporal (taxas de crescimento).
Enquanto estas diferenças são usadas de forma mais extensa na parte sobre
econometria/análise de séries temporais, aqui já será discutida a análise de séries temporais
com relação aos seus níveis e suas taxas de crescimento.
Para a análise de mercado de leite, são analisadas as séries temporais da produção de leite no
Brasil, no Nordeste e em Pernambuco, dentro de uma planilha de EXCEL. Na figura seguinte
encontra-se uma planilha estilizada de EXCEL com os dados para a produção de leite (em mil
7
É possível também calcular a taxa de crescimento entre 2003 e 1990 para o Brasil. A formula,
neste caso (ou mais geral para o caso de uma taxa de crescimento entre t e t´) é
Dados brutos
dados sobre seus fornecedores do leite cru, visando um programa de melhora da produtividade
e qualidade por parte dos fornecedores. Simplificando, a empresa tem n=20 fornecedores
(unidades estatísticas são os 20 produtores de leite cru), para cada produtor (i=1,2,.......n=20)
foram levantadas certas características importantes (variáveis) para a produtividade e
qualidade da produção. Estas características da produção de cada produtor rural podem ser
chamadas variáveis xi (i = 1,2, .....20). As variáveis levantadas são
1. x1i: Produtividade média da produção leiteira das vacas (litros de leite/vaca/ano)
2. x2i: Qualidade da leite fornecida (bom/regular/ruim)
3. x3i: Método da produção (ordenha manual, produção mecanizada)
4. x4i: Número de trabalhadores assalariados na produção leiteira da empresa rural
A maioria das pesquisas empíricas fornece dados brutos de quantidade tão extensa, que é
necessário organizar e concentrar os dados brutos para facilitar a descrição e analise dos
dados. Obviamente a concentração dos dados brutos leva a uma perda de informação, em
troca a pesquisa ganha foco da representação. Os instrumentos mais usados na estatística
descritiva para descrever e analisar os dados brutos são
Distribuições, técnicas e medidas para relacionar duas e mais variáveis, como distribuições
de freqüências de duas ou mais variáveis, técnicas de regressão e correlação na estatística
descritiva, coeficientes de correlação e de contingência, etc.
Aqui são somente descritos os primeiros três instrumentos plenamente, do quarto instrumento
são somente descritas distribuições de freqüências de duas ou mais variáveis, as técnicas de
regressão e correlação são descritas na parte sobre métodos econométricos e de análise de
séries temporais. Os instrumentos são descritos com referência do exemplo da produção
leiteira, bem como de funções de EXCEL4.
Instrumentos de EXCEL para filtrar e classificar dados brutos, bem para calcular distribuições
de freqüências:
Para concentrar as informações dos dados brutos de uma variável, os dados brutos são
organizados em categorias (ou grupos de classe) em forma de uma tabela resumida, chamada
distribuição de freqüências (absolutas, relativas e relativas acumuladas). Agrupar os dados
brutos em uma tabela de distribuição de freqüências torna a interpretação de dados mais clara
4
Usando EXCEL 2000, na maioria dos casos, as funções do EXCEL 97 e EXCEL 2007 são iguais ou
ligeiramente diferentes.
5
Como uma função usando matrizes, para ter resultados e apertar CTRL, SHIFT () e ENTER.
6
Se esta ferramenta não se encontra no menu ferramentas, é necessário adicionar a ferramenta no menu
suplementos (ferramentas)
10
Para uma variável discreta com poucos valores diferentes (como, por exemplo, a variável 3:
número de trabalhadores assalariados), estes valores podem ser diretamente usados para
construir uma tabela de distribuição de freqüências. O cálculo da distribuição de freqüências
absolutas é feito através da contagem das unidades estatísticas n j que entram em uma certa
classe. No EXCEL a função FREQÜÊNCIA e o recurso RELATÓRIO DA TABELA E GRÁFICO
DINÂMICOS retornam uma distribuição de freqüências para uma classificação dada. A
distribuição de freqüências relativas é calculada dividindo as freqüências absolutas das classes
pela soma das unidades estatísticas da população (n=20). A distribuição de freqüências
relativas acumuladas é calculada somando as freqüências relativas até o limite superior de uma
classe. A representação gráfica de uma distribuição de freqüências de uma variável discreta é
o gráfico de barras.
Para uma variável quantitativa contínua (como, por exemplo a produtividade litros de
leite/vaca/ano) a construção de uma tabela de distribuição de freqüências agrupa as
observações em categorias (grupos de classe), por exemplo, no caso limitado de n=20
observações em cinco categorias (>600 até <= 900; >900 até <=1200; >1200 até <=1500;
>1500 até <=1800; >1800 até <=2100), onde o estabelecimento dos limites de categorias (> até
<=) foi feito para evitar sobreposições (por exemplo a observação 1.200 cai na segunda
categoria). A construção da tabela de distribuição de freqüências da produtividade da produção
leiteira em tabela 5 mostra os limites de classe, a média de classe, as freqüências absolutas,
11
Para calcular uma distribuição de freqüências absolutas pode ser usado a função
FREQÜÊNCIA no EXCEL, ou o recurso RELATÓRIO DA TABELA E GRÁFICO DINÂMICOS, o
último recurso para uma variável contínua como a produtividade somente depois de classificar
a variável usando a função SE. Para a variável produtividade é explicado o uso da função
FREQÜÊNCIA, bem como do recurso RELATÓRIO DA TABELA E GRÁFICO DINÂMICOS.
1. Seleciona o intervalo I11:I16 (uma célula mais do que na matriz_bin, para absorver os
valores que são maiores do que o último limite superior de classe);
12
Para variáveis discretas o recurso pode ser usado diretamente, se o número dos diferentes
valores da variável não é muito grande. Para uma variável contínua, como a produtividade, é
necessário classificar os valores antes. No EXCEL é possível fazer uma classificação da
variável (produtividade) através da função (lógica) SE, por exemplo, no caso descrito na tabela
1 de 5 classes
=SE(C4>1800;"Cl. 5 >1800 até <=2100";SE(C4>1500;"Cl. 4 >1500 até
<=1800";SE(C4>1200;">Cl. 3 1200 até <= 1500";SE(C4>900;"Cl. 2 >900 até
<=1200";SE(C4>600;">Cl. 1 600 até <=900")))))
onde c4, neste caso, é a célula onde encontra-se o primeiro valor da variável contínua
produtividade, a formula é copiada também para os outros valores da variável produtividade e
possibilita a classificação dos dados em cinco categorias, como pode ser visto na última coluna
da tabela 3. Com esta variável classificada é possível calcular uma tabela de freqüências
absolutas no EXCEL com o recurso TABELA DINÂMINCA.
1. Clique em Relatório da tabela e gráfico dinâmicos no menu DADOS e seleciona a
matriz dos dados (incluindo a linha de rótulos);
2. Avançar até etapa 3 e seleciona LAYOUT;
3. Tira a variável produtividade/cl. para LINHA e empresa rural para DADOS (clique duas
vezes sobre ela e escolha CONTAR VALORES)e clique em OK, aparece numa nova
planilha a tabela com as freqüências absolutas, que podem ser usadas para construir
uma tabela com freqüências absolutas, relativas e relativas acumuladas. O resultado
do uso do recurso encontra-se na próxima figura:
13
Média aritmética
A média aritmética (ou somente média) é calculada somando todos os valores x i das
observações de uma população e dividindo a soma pelo número de unidades estatísticas n
(n=20 no exemplo da tabela 3).
1 n 1
Definição: x x i x1 x 2 ............ x n
n i 1 n
1
Exemplo: x1=1, x2=4, x3=4; x 1 4 4 3
3
Para o exemplo das empresas rurais na tabela 3, a média para a produtividade das empresas
rurais é calculada como 1.325 litros/vaca/ano, somando todos os valores da produtividade e
dividindo a soma por 20:
Usando a função média no EXCEL pode-se calcular a mesma média com a função
=MÉDIA(C4:C23), onde o vetor C4:C23 representa os n = 20 valores da produtividade na
população.
Quando os dados são classificados em uma distribuição de freqüências relativas, pode-se usar
no caso discreto
Dizendo, que as empresas rurais empregam uma média de 1,5 trabalhadores (a média pode
ser um número que na realidade não existe).
15
No caso de uma variável continua como a produtividade de produção leiteira pode-se usar a
média dos dados brutos
quer dizer a produtividade média da produção leiteira é 1.325 litros/vaca/ano. Quando existem
somente dados classificados numa distribuição de freqüências relativas como na tabela 5,
pode-se usar como aproximação desta média a ponderação das médias de classe x k* com as
freqüências relativas da classe:
Para o exemplo
um índice de preços podem-se ponderar os preços de diferentes mercadorias com seus pesos
relativos em uma cesta básica, refletindo a participação dos gastos com as mercadorias nos
gastos totais (índice de preços).
O cálculo da média como medida da tendência central de um conjunto de dados faz sentido
cientifico somente quando os dados não apresentam valores extremos discrepantes (outliers).
Por exemplo, em uma comunidade rural existem 9 pequenos produtores rurais, cada um com
uma renda de 1 salário mínimo, e um fazendeiro com uma renda de 1.000 salários mínimos. A
renda média para a comunidade rural é de 100,9 salários mínimos, o que representa de forma
inadequada a situação na comunidade. Problemático pode ser também o cálculo da média
quando a distribuição de freqüências da população é multi-modal. Por exemplo, em uma
empresa rural com 10 mulheres e 10 homens, onde os homens ganham 5 salários mínimos e
as mulheres 1 salário mínimo, o salário médio é de 3 salários mínimos, o que representa de
forma inadequada a situação. Estes exemplos mostram o fato de que concentrando os dados
em um número com a média, pode conduzir a uma perda de informação significativa.
Características da média:
2.
3.
A mediana D
A mediana pode também ser calculada quando os dados são classificados numa distribuição
de freqüências como no exemplo da produtividade da produção leiteira para as empresas
rurais. Neste caso pode-se obter a mediana ou o ponto de 50% como
0,50 F( L h )
D Lh L h1 L h
fh
onde se supõe que a classe mediana (a classe onde a freqüência relativa acumulada chega a
0,50) seja a classe h. D indica a mediana, L h é o limite inferior da classe mediana, L h+1 o limite
superior da classe mediana, F(Lh) a freqüência relativa acumulada até o limite inferior da classe
mediana, fh a freqüência relativa da classe mediana. Para o exemplo D é
O valor da mediana pode ser calculado no EXCEL através da função MED como
=MED(C4:C23) [1.200], onde o vetor coluna dos valores da produtividade é C4:C23.
A moda
A moda M de um conjunto de dados é o valor que ocorre com maior freqüência, isto é, é o valor
mais comun.
O conjunto de dados C = {1,1,2,3,4,4} tem duas modas, que são M1=1 e M2=4.
A moda pode também ser calculada para dados classificados em distribuições de freqüências
relativas. Para o exemplo de empresas rurais a moda da distribuição de produtividade de
produção leiteira é a média da classe com a maior freqüência relativa, a moda da produtividade
para os dados classificados é de 1.050 litros/vaca/ano (enquanto a moda para os dados brutos
é de 1.000 litros/vaca/anos).
x = D = M Simetria da distribuição
Média geométrica
O logaritmo da média geométrica é igual a média aritmética dos logaritmos dos valores
1
observados log G
n
log x i
Exemplo: diferentes taxas de crescimento de preços, é um modelo multiplicativo, porque os
preços de t+1 aumentam 1+i vezes sobre os preços de t e assim adiante, por exemplo: t=1: 1+i
= 1,1 (10%), t=2:1,8 (80%), t=2:1,9 (90%).
G = 3
1,11,81,9 1,56 a taxa média de aumento dos preços é 56%.
G = eln G = 1,56.
Média harmônica
1
1
H
n x
i
1
n
1
x
i
2s 2 2 200
v media 66,6km / h
s
s 1
1 1
1 3
v1 v2 v1 v2 50 100
FUNÇÕES ESTATÍSTICAS:
MED retorna a mediana
MÉDIA retorna a média
MÉDIA GEOMÉTRICA retorna a média geométrica
MÉDIA HARMÔNICA retorna a média harmônica
MODO retorna a moda
18
Medidas de dispersão
As medidas de tendência central são úteis para identificar um valor “típico” em um grupo de
valores. As medidas de dispersão descrevem a dispersão dos valores dentro de um conjunto
de dados. São a amplitude, o desvio médio (absoluto), a variância e o desvio padrão.
Desde (xi - x) = 0, esta medida não pode ser usada como uma medida de dispersão dos
dados.
1
O desvio médio (absoluto)
n
| x i x|
O desvio médio pode ser usado também como medida de dispersão, mas é matematicamente
mais difícil de manipular por causa do símbolo absoluto, por esta razão usam-se mais a
variância e o desvio padrão.
1
x i x
2
s2 ou para dados classificados
n
1
x i x
2
s ou para dados classificados
n
1 2
s2
n
xi x2 porque
x x x x 2 x x i nx 2
2 2
i i 2x i x x 2 2
i
x 2
i 2 nx 2 nx 2 x 2
i nx 2
Exemplo: x1 = 3; x2 = 4; x3 = 5; x4 = 6; x5 = 7; x = 5.
19
s s2 2 1,414
Na estatística inferencial a variância corrigida (amostral) (no programa EXCEL VAR = variância
de amostra) é usada
1
s2c x i x2
n 1
1
s2 x i x2 porque sc2 é um estimador não tendencioso (não viesado) da variância da
n
população , como explicado na estatística inferencial. Igualmente usa-se para o desvio
padrão o desvio padrão da amostra s c (EXCEL DESVPAD) em vez do desvio padrão da
população s (EXCEL DESVPADP).
Coeficiente de variação
FUNÇÕES ESTATÍSTICAS:
DESVMÉDIO retorna o desvio médio
DESVPAD retorna o desvio padrão da amostra (n-1)
DESVPADP retorna o desvio padrão da população (n)
VAR retorna a variância da amostra (n-1)
VARP retorna a variância da população (n)
20
O cruzamento de duas (ou mais) variáveis, como, por exemplo, produtividade (variável
contínua) e método de produção (variável discreta), abre a possibilidade de pesquisar relações
entre as variáveis. Com o recurso RELATÓRIO DE TABELA E GRÁFICO DINÂMICOS (no
menu DADOS) no EXCEL é possível construir tabelas de contingência pelo cruzamento de
variáveis discretas. É necessário fazer uma classificação de variáveis contínuas para diminuir
as classes possíveis para a tabela de contingência. No EXCEL é possível fazer uma
classificação da variável (produtividade) através da função (lógica) SE, como já descrito acima.
Com esta variável contínua classificada é possível fazer uma tabela de contingência para as
variáveis: produtividade e método de produção com o recurso RELATÓRIO DE TABELA E
GRÁFICO DINÂMICOS no EXCEL (o resultado é uma tabela de contingência de freqüências
absolutas, que foi transformada em uma tabela 7 de contingência para freqüências relativas).
Estatística inferencial
A estatística inferencial usa os resultados de uma amostra aleatória para fazer inferências
sobre uma população desconhecida. Por exemplo, uma pesquisa sobre produtividade e
qualidade da produção leiteira no Brasil com o objetivo de fornecer estratégias para melhorar a
competitividade das empresas agro-industriais na cadeia produtiva de leite pode-se basear
numa amostra aleatória de empresas produtoras de leite cru no Brasil. Com base nos dados
desta amostra procura-se analisar características da produção leiteira no Brasil.
O objetivo da estatística inferencial não é apenas descrever características de um conjunto de
dados, como na estatística descritiva, mas usar os dados de uma amostra, um subconjunto da
população, para fazer inferências sobre as características desconhecidas da população
somente com base nos dados da amostra. Por exemplo, sobre a forma da distribuição teórica
da produtividade das empresas produtoras de leite, a média da produtividade na população, a
variância da produtividade na população, etc.
Uma ferramenta teórica importante para esta inferência sobre características da população com
base nos dados de uma amostra é a teoria da probabilidade, os conceitos da variável aleatória
e da função de probabilidade/função de densidade, bem como o conceito da esperança
matemática. Estes conceitos são descritos aqui somente de forma concentrada, conseguindo
com isto uma base para descrever os problemas mais importantes da estatística inferencial de
forma mais ampla, os problemas da estimação e de testes de hipóteses, importantes para a
aplicação prática nos problemas quantitativos nos agronegócios.
Probabilidade
A teoria da probabilidade é uma das ferramentas fundamentais da estatística inferencial. A
teoria da probabilidade nasceu com a análise de jogos de azar, como jogos de dados, cartas e
roleta. Neste sentido, a teoria de probabilidade considera os resultados de um experimento de
chance, por exemplo, o resultado (evento) de um lançamento de um dado. A probabilidade é a
chance ou a possibilidade que um certo evento vai ocorrer. Não é possível prever, que número
vai ocorrer no próximo lançamento do dado, mas é possível inferir, supondo que o dado é
regular, que ao longo prazo o resultado (ou evento) “1” vai ocorrer com a probabilidade 1/6, se
o dado é regular. Um experimento de chance é um experimento real ou suposto que pode ser
repetido sob condições iguais, quando o resultado do experimento (evento) não pode ser
previsto com segurança. Se um experimento sob certas condições resulta sempre no mesmo
resultado conhecido, existe uma causalidade determinista. Se um experimento sob certas
condições pode resultar em diferentes resultados (espaço amostral, no lançamento de um dado
os resultados "1", "2", "3", "4", "5", "6"), existe um experimento estocástico. Num experimento
estocástico não é possível prever o próximo evento (o número do próximo lançamento do
dado), mas é possível determinar uma medida para a possibilidade de um certo evento (por
exemplo "1") ocorre, a probabilidade de evento. Alguns conceitos básicos:
Experimento estocástico: fenômeno ou ação que geralmente pode ser repetido e cujo
resultado é casual ou aleatória (por exemplo, lançamento de um dado, controle de
qualidade para um produto de produção de massa).
Evento simples ou elementar: resultado elementar de um experimento, subconjunto de
espaço amostral (por exemplo, os resultados possíveis de um lançamento de um dado
1,2,3,4,5,6; um produto defeituoso ou não defeituoso)
Espaço amostral: O conjunto de todos os resultados elementares possíveis. Os resultados
devem ser definidos de maneira que sejam mutuamente exclusivos, e coletivamente
exaustivos, apenas um deles pode ser observado quando o experimento termina
(lançamento de um dado E={1,2,3,4,5,6,}).
23
sobre o grau de confiança numa proposição especifica (Vai chover amanha), não podem
ser interpretados como limites de freqüências relativas.
Definição subjetiva da probabilidade (a priori) (SAVAGE visão personalista da
probabilidade): O conceito subjetivo da probabilidade defina a probabilidade como
conjectura subjetiva de uma pessoa sobre a possibilidade de o evento A ocorrer (quanto
mais a pessoa aposta na ocorrência do evento A, tanto maior a probabilidade de evento)
ou, de forma mais ampla, a probabilidade mede a confiança de uma pessoa particular na
verdade de uma proposição particular, por exemplo, a proposição de que vai chover
amanha [SAVAGE, p. 3]. Existe a possibilidade de que duas pessoas racionais
considerando a mesma evidência podem ter diferentes graus de confiança na mesma
proposição. È importante considerar as dificuldades das posições objetivas [ver SAVAGE,
p. 4], na perspectiva das posições objetivas a probabilidade somente se aplica para
experimentos repetitivos,é (dependendo da visão), ou não pode falar com sentido sobre a
probabilidade de que certa proposição é verdadeira, ou a probabilidade de uma proposição
é 1 (proposição verdadeira) ou 0 (proposição falsa). Na posição objetiva não pode se
interpretar a probabilidade como medida de confiança de que uma proposição é verdadeira
ou falsa.
O conceito da probabilidade formaliza a idéia de que um evento tem certa chance ou
possibilidade de ocorrer. O conceito da probabilidade facilita a visão do homem agindo e
decidindo em um mundo de incerteza e risco. A construção de um modelo matemático para um
experimento deste tipo facilita para o estatístico estudar propriedades de experimento e fazer
previsões sobre futuros resultados do experimento. Inferências estatísticas são normalmente
inferências sobre funções de probabilidade de tipo estimação ou teste de hipóteses. A
descrição de modelos de probabilidade é muito mais fácil usando conceitos da teoria de
conjuntos.
Regras para calcular probabilidades de eventos múltiplos
Regra da soma: Se A e B são dois eventos do espaço amostral E, então a probabilidade de
que ocorra A ou B é P(A B) = P(A) + P(B) - P(A B)8. Por exemplo, lançamento de um
dado: A número par A={2,4,6}; B número menor ou igual a 3 B={1,2,3}, P(A B)=1/6. P(A ou
B)=P(AB) = 3/6 + 3/6 – 1/6 = 5/6. Para dois eventos A e B mutuamente exclusivos (por
exemplo, A número menor do que 3 A={1,2}, B número maior do que 4 B{5,6}), P(A B) = P(A)
+ P(B) (P(A B) =4/6).
Regra de multiplicação para eventos dependentes: Dois eventos A e B são dependentes, se
a ocorrência de um evento A é de alguma forma conectada com a ocorrência do evento B.
Exemplo: Lançamento de um dado, evento A resultado par, A={2,4,6}, P(A)=1/2, evento B
resultado menor do que 4, B={1,2,3}, P(B)=1/2, evento AB={2}, P(AB)=1/6. O dado foi
lançado fora do alcance das vistas e foi dada a informação de que sai um resultado par,
ocorreu A. Qual é a probabilidade, neste caso, de que tenha ocorrido o evento B. O novo
espaço amostral, neste caso, é o evento A (A={2,4,6}). A probabilidade P(B|A), a probabilidade
condicional de que ocorre o evento B sob a condição de que o evento A tinha ocorrido, é
1
6 1 P(A B)
P( B|A) .
3
6 3 P(A )
Igualmente a probabilidade P(A|B), a probabilidade condicional de que ocorre o evento A sob a
condição de que o evento B tinha ocorrido, é
8
simboliza a Interseção de dois eventos A e B, AB (conotação A “e” B) é um evento que contem
aqueles eventos elementares que pertencem a ambos os eventos A e B.
25
P(AB)= P(A)P(B.).
Cuidado! As probabilidades dos eventos elementares precisam ser iguais como no exemplo de
lançamento de um dado. Lançamento de duas moedas: você poderia pensar, que existem três
eventos elementares com probabilidade 1/3: duas caras, uma cara/uma coroa, duas coroas.
Mas este é errado: o evento uma cara/uma coroa pode ocorrer em duas eventos simples
Cara/coroa e coroa/cara, por essa razão a probabilidade de um evento simples é ¼ e a
probabilidade de evento A: pelo menos uma coroa é A={coroa/coroa, coroa/cara, cara/coroa} e
a probabilidade de A P(A) = 3/4.
Para problemas mais difíceis podem-se usar as formulas combinatórias, como permutações e
combinações.
n!
n Pr =
( n r )!
Por exemplo, na Sena são escolhidos de n = 50 números r=6 números, quantos combinações
tem, quer dizer, quantos possibilidades tem de escolher 6 números de 50 sem levar a ordem
em consideração
Quer dizer a probabilidade de ter 6 números certos na Sena é 1/15.890.700, é muito pequeno.
9
Dois eventos, A e B, são independentes se a ocorrência de A não é conectada de alguma forma a
ocorrência do evento B, P(B|A)=P(B); P(A|B)=P(A).
26
E 2. dado
1. dado 1 2 3 4 5 6
1 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 1,6
2 2,1 2,2 2,3 2,4 2,5 2,6
3 3,1 3,2 3,3 3,4 3,5 3,6
4 4,1 4,2 4,3 4,4 4,5 4,6
5 5,1 5,2 5,3 5,4 5,5 5,6
6 6,1 6,2 6,3 6,4 6,5 6,6
Seja E o espaço amostral e A um evento. A probabilidade de que A não ocorra (A ) é dada por
P(A ) = 1 - P(A)
A
A
P(A ) = 1 - P(A).
Teorema da soma
A AB B
Como P(A) + P(B) é a soma das probabilidades dos eventos em A mais a soma das
probabilidades dos eventos em B, P(A) + P(B) inclui as probabilidades dos pontos do conjunto
AB duas vezes. Logo, subtraindo P(AB), temos P(AB).
A B
P(ABC)=P(A)+P(B)+P(C)-P(AB)-P(AC)-P(BC) + P(ABC).
Exemplo: Lançamento de um dado, evento A sair resultado par, A={2,4,6}, P(A)=1/2, evento B
sair um resultado menor do que 4, B={1,2,3}, P(B)=1/2, evento AB={2}, P(AB)=1/6.
A seguinte situação: o dado foi lançado fora do alcance das vistas, e foi dada a informação de
que sai um resultado par, ocorreu A. Nestas condições, pergunta-se: Qual é a probabilidade de
que tenha ocorrido o evento B. É necessário introduzir a idéia de probabilidade condicional. A
informação foi de que A ocorreu; logo o espaço amostral passou a ser A. Para agora obter a
probabilidade de ocorrer B, sob a condição de que A tinha ocorrido ou obter a probabilidade
de B dado A (probabilidade condicional), que é indicada por P(A|B). O novo universo
(espaço amostral) A={2,4,6} é constituído por três eventos elementares igualmente prováveis e
interessa um desse três eventos, o evento AB={2}. Então
28
P(B|A) = 1/3.
1
6 1 P(A B)
P( B|A) a definição da probabilidade condicional.
3
6 3 P(A )
Dados dois eventos A e B no espaço amostral E, se P(A)>0, P(B)>0
P(A B)
P( B| A )
P(A )
P(A B)
P(A| B)
P( B)
Teorema do produto
Eventos independentes
P(A ) P( B| A )
P(A| B)
P(A ) P( B| A ) P( A ) P( B| A )
Suponha que existem duas Urnas U1 e U2. As urnas são mutuamente exclusivas e
coletivamente exaustivas (representam a população).
Se uma urna é selecionada aleatoriamente (P(U1) = P(U2) = 0,5) e uma bola é retirada ao acaso
desta urna, a probabilidade condicional de uma bola é escolhida da primeira urna é P(P|U1)=0,2
e a probabilidade condicional de que uma bola preta é escolhida da segunda urna é P(P|
U2)=0,6. Agora pensando na seguinte situação: sabe-se de que uma bola preta foi escolhida, o
que é a probabilidade de que esta bola preta vem da primeira urna.
Sabendo de que uma bola preta foi escolhida, a probabilidade de que esta bola preta foi
escolhida da primeira urna é 0,25.
Esse resultado é conhecido como teorema de BAYES. Dado um experimento em dois estágios
e conhecidas as probabilidades a priori P(Ai) (onde os Ai são eventos mutuamente exclusivos
que coletivamente exaustam o espaço amostral) e as probabilidades condicionais P(Bj|Ai), o
teorema de BAYES permite calcular as probabilidades a posteriori P(Ai|Bj), isto é, as
probabilidades aos resultados do primeiro estagio, dado o resultado do segundo estagio.
P Ai Bj
PA i P B j | A i
P Ai |B j
PA
i
i Bj PA PB |A
i
i j i
O conceito da variável aleatória é usado para denotar uma variável que pode assumir
diferentes valores numéricas com certas probabilidades determinadas por um experimento de
chance. Variável aleatória ou variável estocástica quer dizer que o valor da variável não pode
ser previsto com base de conhecimento das condições de experimento, os resultados do
experimento são especificados em valores numéricos, não em denotação de eventos. Uma
variável aleatória é uma regra para transformar o resultado de um experimento estocástico em
um numero real (por exemplo: lançamento de uma moeda, o resultado cara recebe o numero 0
e o resultado coroa recebe o numero 1).
Uma variável aleatória discreta só pode assumir um numero finito de valores em um intervalo.
f(xi)
1/6
1 2 3 4 5 6 xi
F(xi)
1
1/6
1 2 3 4 5 6 xi
Uma variável aleatória que pode assumir cada valor dentro de um intervalo ou intervalos é
chamada variável aleatória contínua. Variáveis como peso, altitude, temperatura e velocidade
são consideradas contínuas (também aproximadamente variáveis medidas em moeda como
renda, preços etc.).
A função de densidade para uma variável aleatória contínua x é uma função com as seguintes
propriedades:
( i) f ( x) 0
(ii) f ( x)dx
1
b
(iii) f ( x)dx
a
P ( a x b)
A função de distribuição, F(x), para uma variável aleatória contínua é definida como
x
F( x) f ( t)dt
Muitas vezes é mais fácil encontrar a função de distribuição de uma variável aleatória contínua
do que a função de densidade. Encontrada a função de distribuição, a função de densidade
pode ser calculada como a primeira derivada da função de distribuição
dF( x)
f ( x).
dx
f(x)
0 b c a
A probabilidade de realizar certo ponto x 0 dentro de intervalo [0,a] é zero, mas o evento não é
impossível (Quer dizer a probabilidade de um evento impossível é zero, e a probabilidade do
evento seguro é um, mas um evento com probabilidade zero não é necessariamente um evento
impossível para uma variável aleatória contínua; intuitivamente a probabilidade de um certo
ponto é zero, porque existe um número infinito de números reais no intervalo, se todo ponto
tinha uma probabilidade positiva, a condição P(xi) = 1 não será satisfeita porque a soma será
maior do que um). Por esta razão f(x) chama se função da densidade no caso de uma variável
aleatória contínua e não função de probabilidade. A probabilidade de que a variável aleatória
contínua x assume um valor dentro de um intervalo fechado [b,c] (ou um intervalo aberto (b,c),
não existe diferença entre a probabilidade para um intervalo fechado ou aberto, porque a
probabilidade para um ponto é zero) é a área em baixo da função de densidade ou o integral da
função de densidade entre b e c
c c
1
P ( b x c) f ( x)dx adx
x c
a b por exemplo para a 2, b 1 / 2, c 3 / 4
b b
3/ 4
1
P(1 / 2 x 3 / 4) 2dx
x 3/ 4
2 1/ 2 3 / 8 1 / 4 1 / 8.
1/ 2
Esperança matemática
A esperança matemática de uma variável aleatória é usada para medir a tendência central da
função de probabilidade/função de densidade de uma variável aleatória (como a média na
estatística descritiva é usada para descrever a tendência central de uma distribuição de
freqüências relativas). Por exemplo, quando se quer saber o resultado médio de uma longa
série de lançamentos de um dado.
E( x i ) x f (x )
i
i i
Isto significa, para uma amostra grande de lançamentos de um dado espera-se uma média de
pontos de 3,5.
Para uma variável aleatória contínua x com função de densidade f(x), a esperança matemática
é definida como
= E(x) = xf(x)dx
a
1 x2 a2 0 a
E( x) x dx
a 2a 0 2a 2a 2
Pode-se calcular a esperança matemática de x, mas também de funções de x como x2, (x-
E(x))2, (x-)2, x3 etc. (conceito de momentos). As seguintes propriedades da esperança
matemática sem provas (provas Hoffmann p.59):
E(kx) = kE(x)
E(k+x) = k + E(x)
E(xy) = E(x)E(y)
Variância e covariância
V(x + k) = V(x)
V(kx) = k2V(x)
35
Exemplos
2=(xi-3,5)2f(xi)= (-2,5)21/6+(-1,5)21/6+(-0,5)21/6+0,521/6+1,521/6+2,521/6
=2,916
1 x3 a2 a2 a2
2 x E ( x) f ( x)dx x 2 f ( x)dx 2 x 2
2
dx 2 2
a 3a 3 4 12
A distribuição conjunta f(xi,yj) descreve as probabilidades com que o evento xi,yj vai ocorrer
f(xi,yj) = P(xiyj).
f (y j ) f (x , y )
i
i j
f (xi ) f (x , y )
j
i j
f (x i , y j )
f (xi | y j )
f (y j )
f (x i , y j )
f (y j | xi )
f (x i )
f ( x 0, y 0) 3 / 16
Por exemplo f ( y 0| x 0) 3 / 4.
f ( x 0) 1/ 4
f(xi,yj) = f(xi)f(yj)
f(xi|yj) = f(xi)
f(yj|xi) = f(yj).
d b
P ( a x b , c y d ) f ( x, y)dxdy
c a
g( x) f ( x, y)dy
h( y) f ( x, y)dx
f ( x, y)
f ( x| y)
f ( y)
f ( x, y)
f ( y| x)
f ( x)
f ( x, y) f ( x) f ( y) ou f ( y| x) f ( y) ou f ( x| y) f ( x).
Covariância
Dadas duas variáveis aleatórias x e y, a covariância entre essas duas variáveis mostra a
relação entre as duas variáveis. Se valores altos de x sempre ocorrem junto com valores altos
de y, existe uma covariância positiva. Se valores altos de x sempre ocorrem com valores baixos
de y, existe uma covariância negativa. Se não existe uma relação entre as duas variáveis, a
covariância é zero.
Prova:
37
Cov(x,y) = 0
Para o exemplo de uma distribuição de conjunta das duas variáveis aleatórias x e y as médias
são
E ( x) x f (x )
i i 0 * 1 / 4 2 * 1 / 4 4 * 1 / 4 6 * 1 / 4 3
E ( y) y f (y )
i i 0 * 1 / 4 2 * 1 / 4 4 * 1 / 4 6 * 1 / 4 3
y\x 0 2 4 6
0 9 3 -3 -9
2 3 1 -1 -3
4 -3 -1 1 3
6 -9 -3 3 9
Cov(x,y) = (xi-x)(yj-y)f(xi,yj)
= 9*3/16 + 3*1/16 +0 + 0
As variâncias são
V(y) = 2y = 5
O coeficiente de correlação
Cov( x, y) 68 / 16
0,85.
x y 5 5
38
Pode se calcular os momentos em vez de zero E(x), E(x 2), E(x3) etc. ou os momentos em vez
da média E(x-x)2, E(x-x)3 etc. para caracterizar uma distribuição de probabilidade ou
densidade.
FUNÇÕES ESTATÍSTICAS:
CORREL retorna o coeficiente de correlação
COVAR retorna a covariância
RQUAD retorna o coeficiente de determinação
39
4. Distribuições teóricas
Para calcular as probabilidades, muitas distribuições teóricas são tabeladas. Aqui são
discutidas extensamente somente a distribuição binomial (variável aleatória discreta) e a
distribuição normal (variável aleatória contínua). Depois nos capítulos estimação e teste de
hipóteses são introduzidas a distribuição t (STUDENT), a distribuição 2 e a distribuição F
(Fischer).
Distribuição binomial
É uma distribuição teórica para uma variável aleatória discreta, também chamada distribuição
de Bernouilli.
Experimentos de Bernoulli
O experimento seja o lançamento de uma moeda. Cada lançamento tem dois resultados
possíveis: cara ou coroa. Se a moeda é regular, a probabilidade de cara como de coroa é 1/2.
A probabilidade de cara e coroa fica igual para todos os repetições do experimento (modelo de
amostragem com reposição).
P(Sucesso) = p.
P(Insucesso) = 1-p = q.
P(S,S) = pp.
P(S,I) = pq.
(S,S), (S,I), (I,S), (I,I) com probabilidades P(S,S)=pp, P(S,I)=pq, P(I,S)=qp, P(I,I)=qq.
(Se nos fazemos n repetições nos temos 2n possíveis resultados), as probabilidades que
pertencem a estes resultados podem ser caracterizadas como p xqn-x x=0, 1,
2, ,n, onde x é o numero de sucessos.
40
A distribuição binomial
Quantas possibilidades existem num experimento de n=2 de ter x=1 sucesso e n-x=1
n
insucesso? Existem 2 possibilidades (S,I) e (I,S) ou geralmente possibilidades de dividir n
x
fatores em dois grupos , um com x fatores iguais e outro com n-x fatores iguais:
n n! 2 2!
em nosso caso n 2 e x 1 2.
x x!( n x)! 1 1!1!
A distribuição binomial é
n
P ( x) f ( x) p x q n x para x 0,1,2,...., n.
x
n x n x
= E(x) = x p q np
x
Os resultados:
4 4!
1. P( x 1) f (1) 0,2 10,8 3 0,20,8 3 40,20,8 3 0,4096
1 1! 3!
4 4!
2. P( x 0) f ( 0) 0,2 0 0,8 4 0,8 4 0,8 4 0,4096
0 0!4 !
4
3. P ( x 2) f ( 0) f (1) f ( 2) 0,4096 0,4096 0,2 2 0,8 2 0,9728
2
4. np 40,2 0,8 2 npq 40,20,8 0,64 2 0,8.
Pode-se usar também a distribuição para calcular probabilidades para a freqüência relativa de
ocorrer parafusos defeituosos:
x x n
) p x q n x .
) f (p
P( p
n n x
41
A distribuição multinomial
A distribuição multinomial é relacionada a experimentos onde tem mais do que dois resultados
possíveis. Por exemplo, o lançamento de um dado tem seis resultados possíveis. Supondo um
experimento com k diferentes resultados, as probabilidades desses resultados sejam p1,
p2, .........,pk e
pi = 1.
A distribuição multinomial é
n!
f ( x 1 , x 2 ,......, x k ) p 1x1 p 2x 2 ........... p xk k
x 1 ! x 2 !...... x k !
A distribuição hipergeométrica
Quando a amostragem se faz sem reposição em uma população finita, não se pode usar a
distribuição binomial, porque a probabilidade de um sucesso muda sistematicamente de
tentativa para tentativa. As tentativas não são mais independentes nesse processo de
amostragem sem reposição. A distribuição hipergeométrica é
A Distribuição de Poisson
A distribuição de Poisson pode ser usada uma vez como distribuição de limite para a
distribuição binomial, quando n é grande e p é muito pequeno. Neste caso o cálculo das
probabilidades com a distribuição binomial é trabalhoso e é mais fácil usar a distribuição
Poisson. Mas a distribuição também pode ser usada para descrever um processo de Poisson.
Neste caso a distribuição de Poisson pode ser usada para determinar a probabilidade de um
dado numero de sucessos quando os eventos ocorrem em um continuo de tempo. Um exemplo
de tal processo é a chegada de chamadas em uma central telefônica. Supõe-se que os eventos
são independentes e o processo é estacionário. A distribuição de Poisson é
Distribuição normal
Podem-se usar tabelas da distribuição normal para calcular probabilidades (ou funções de
EXCEL), para usar estas tabelas é necessário, converter a variável X normalmente distribuída
com média e variância 2 em uma variável normal padronizada Z, por meio da seguinte
transformação
10
As distribuições de caudas pesadas são esguias no centro.
44
pessoas). O efeito total desses fatores - a soma (e com isto também a média) - é
distribuído normal, independente da distribuição original dos fatores.
f ( x)dx
1
xf ( x)dx
E ( x)
( x )
2
f ( x)dx 2 E( x ) 2
0.3
0.2
f(x,1,2)
0.1
0
-3 -1.5 0 1.5 3 4.5 x 6
Não é possível tabelar todas estas distribuições. Por esta razão é somente tabelada a
distribuição da variável aleatória reduzida ou padronizada Z.
A variável padronizada z é
45
x
z
1
E ( z) E ( x ) 0
1 2
E( z z ) 2 2 E( x x ) 2 2 1
A variável padronizada Z tem média 0 e variância 1 e pode ser usada para calcular
probabilidades da variável aleatória Z e também probabilidades da variável aleatória X. Os
valores de x somente precisam ser transformadas em valores de z = (x-)/. As áreas em baixo
da função de densidade de Z (as probabilidades) são tabeladas nas tabelas no apêndice
(tabelas para probabilidades a esquerda de um valor dado z, tabela para probabilidade de
percentiis (unilateral) e tabela para probabilidades bilaterais).
f(z,0,1)
0.4
f(z,0,1)
0.3
Área em baixo
da função de
densidade até
0.2 z0 igual a
probabilidade
P(z<z0)
0.1
0
-3 -1.5 z0 0 1.5 z 3
1 F(z,0,1)
0.8 F(z,0,1)
0.6
F(z0)
0.4 Probabilidade
P(z<z0)
F(z0)
0.2
0
-3 -1.5 z0 0 1.5 z 3
Z 00 . 01 . 02 . 03 . 04 . 05 . 06 . 07 . 08 . 09
0.0 .50000 .50399 .50798 .51197 .51595 .51994 .52392 .52790 .53188 .53586
............................................................................................................
1.8 .96407 .96485 .96562 .96638 .96712 .96784 .96856 .96926 .96995 .97062
1.9 .97128 .97193 .97257 .97320 .97381 .97441 .97500 .97558 .97615 .97670
2.0 .97725 .97778 .97831 .97882 .97932 .97982 .98030 .98077 .98124 .98169
...........................................................................................................
Por exemplo, seja o pressuposto de que o peso de sacos de açúcar de uma maquina de
ensacar açúcar é distribuído normal com média 60 kg e desvio padrão 0,2 kg. Qual é a
probabilidade de encontrar sacos de açúcar com menos de 59,6 kg?
P(X<59,6) = [=[Link](-2)]
distribuição (F(x)) (cumulativa) [escolhendo como último valor 0, encontra-se a valor da função
de densidade f(59,6) para a média e o desvio padrão dado].
Probabilidades para uma variável aleatória normal x com média = 20 e desvio padrão = 4
(variância 2 = 16):
x 24 20
1. P(x<24) = P( z ) P( z 1) 0,8413 [=[Link](24;20;4;1)]
4
2. P(x>25) = =
x 25 20
P( z ) P( z 1,25) 1 P( z 1,25) 1 0,8944 0,1056
4
x 12 20
3. P(x<12) = P( z ) P( z 2) 0,0228
4
4. P(22<x<25)
22 20 25 20
P( z ) P( 0,5 z 1,25) F(1,25) F( 0,5) 0,8944 0,6915 0,2029
4 4
5. Para construir um intervalo simétrico de probabilidade para a variável aleatória normal
x (intervalo de probabilidade) de uma probabilidade de, por exemplo, 0,95, é necessário
calcular os valores -z0 (z inferior) e z0 (z superior) para o intervalo de probabilidade de 0,95.
0.4 f(z,0,1)
f(z,0,1)
0.3
0.2
0
-3 -2 z=-1,96 -1 0 1 z=1,96 2 z 3
Pode-se também usar a função [Link] no EXCEL para calcular o limite inferior e superior
da forma seguinte =[Link](0,025;20;4)=12,16 e =[Link](0,975;20;4)=27,84.
49
Distribuição 2 (Qui-quadrado)
Sejam Z1, Z2 .......Zk variáveis normais padronizadas independentes. Então se diz, que a
quantidade
Distribuição t de Student
Função densidade de probabilidade t de Student
Se Z1 for uma variável normal padronizada e uma variável Z2 seguir a distribuição 2 com k
graus de liberdade e estiver distribuída independentemente de Z 1, então a variável definida
como
50
Pode-se usar no EXCEL a função DISTT para calcular probabilidades unilaterais a direita
(caudas = 1) para valores positivos de t e probabilidades bilaterais (caudas = 2) e valores para t
para probabilidades conhecidas com a função INVT [probabilidades bilaterais – níveis de
significância].
Distribuição F
Função densidade de probabilidade F
A distribuição de F é usada para testes sobre a igualdade de duas variâncias (por exemplo, na
análise de variância ANOVA), bem como em outros casos.
Pode se usar as funções no EXCEL DISTF e INVF para calcular probabilidades e valores F.
Observação
A distribuição exponencial
Para um processo de Poisson com parâmetro , L denota o tempo até o próximo evento (por
exemplo: quebra de uma maquina) desde um ponto de tempo t=0. Este é a vida futura da
maquina agora operando. A distribuição de L é dada pela função de distribuição de uma
variável continua distribuída exponencial [Também para problemas de filas de espera]
f(x;0,5)
0.5
0.4
0.3
f(x;0,5)
0.2
0.1
0
0 2 4 6 x 8
Amostragem
População (Tamanho N)
os pontos são
os elementos da população
Amostra
(Tamanho n)
Processo
de
amostragem
Uma amostra aleatória, onde todos os elementos da população têm a mesma chance de ser
escolhidos para a amostra, é a base para toda estatística inferencial e o pressuposto para usar
a teoria de probabilidade. Existem diferentes formas de fazer uma amostra aleatória:
1. Amostragem aleatória simples: Cada elemento da população tem a mesma chance de ser
escolhido para a amostra. Modelo com reposição ou população infinita: se um elemento é
escolhido ao acaso e a observação é feita, ele é reposto e o processo de escolha é
repetido. Modelo sem reposição, o elemento não é reposto. Enquanto praticamente o
processo de amostragem sem reposição é mais usado, na teoria é matematicamente mais
fácil de usar o modelo com reposição.
1 1 1
E ( x) E (
n
x i ) E ( x i )
n n
e a variância de x é
2
1 n 1
x
2
E ( x E ( x)) 2 E ( x ) 2 2x E x i 2 E i
n n n
1
n 2
2
E x i x i x j
i j
1 1
2 Ex i 2 Ex i x j
n
2
n i j
1 2 2
n
n2 n
A lei dos grandes números considera que a média da amostra com n converge com
probabilidade 1 contra o parâmetro . O teorema de limite central, descrito em baixo,
considera, que a média padronizada com n converge contra uma variável aleatória
distribuída normal com média 0 e variância 1.
Se x1, x2,....,xn são variáveis aleatórias independentes com média e variância 2, e se e 2
são valores finitos, a distribuição de y=xi tende a uma distribuição normal com média n e
variância n2, a medida que n cresce.
Quer dizer que a distribuição limite de
z
x i n x
n n
é uma distribuição normal reduzida, quando n tende a infinito (independente da distribuição das
variáveis x1, x2, ...xn.).
Na estatística inferencial certas estatísticas da amostra como, média, desvio padrão, variância,
etc. podem ser usadas como estimativas para os parâmetros da população, baseando-se nos
resultados da amostra num processo de amostragem aleatória. Muitas vezes sabe-se ou estar
disposto a admitir que uma variável aleatória X segue uma certa distribuição de probabilidade,
mas não são conhecidos os valores dos parâmetros da distribuição. O procedimento usual é
escolher uma amostra aleatória de tamanho n da distribuição de probabilidade conhecida e
usar os dados amostrais para estimar os parâmetros desconhecidos. O problema de estimação
pode ser dividido em duas categorias: estimativa de ponto e estimativa de intervalo (intervalo
de confiança)11.
Estimativa de ponto
Seja X uma variável aleatória contínua com função densidade de probabilidade f(x, ), em que
e o parâmetro da distribuição (a discussão pode ser facilmente generalizada para o caso de
mais de um parâmetro). Conhecida a forma da função densidade de probabilidade, mas não é
conhecido o valor de . É escolhida uma amostra aleatória de tamanho n dessa função
densidade de probabilidade conhecida e construída então uma função dos valores amostrais tal
que
Estimativa de intervalo
Em vez de obter uma única estimativa de , pode-se construir duas estimativas de por meio
da construção de dois estimadores 1(x1,x2,.....xn) e 2(x1,x2,.....xn), e diga-se com alguma
confiança (isto é probabilidade) que o intervalo entre 1 e 2 inclui o verdadeiro . Assim, em
uma estimativa de intervalo, em contraste com a estimativa de ponto, é fornecida uma classe
de possíveis valores dentro da qual pode se encontrar o verdadeiro .
4. Diz-se que um estimador é um estimador linear de se ele for uma função linear das
observações amostrais (por exemplo a média da amostra).
6. Estimador com erro quadrático médio mínimo (EQM) (inglês: mean square error/MSE) é
um estimador EQM( ) = E( - )2. Isto contrasta com a variância de , que é
definida como Var( ) = E( - E( ))2, porque o estimador pode ser viesado. Pode se
mostrar que EQM( ) = E( - )2= E( - E( ))2+ E(E( )- )2=Var( )+vies(
)2.
12
Somente pode ser dizer que em amostragens repetidas a probabilidade de encontrar o verdadeiro valor
de dentro de intervalo é 1-, para uma amostra especifica o verdadeiro está (probabilidade 1) ou não
(probabilidade 0) dentro de intervalo especifico.
13
Ver explicação na parte sobre testes de hipóteses a seguir.
14
Linearidade de um estimador existe, quando o estimador é uma função linear das observações
amostrais. Não tendenciosidade de um estimador existe, quando a esperança matemática do é igual
ao verdadeiro valor de . Eficiência para um estimador não tendencioso existe, quando o estimador não
tendencioso tem a variância mínima entre todos os estimadores não tendenciosos.
57
0,35
4
0,30
0,25
f ˆ
~
f
0,20
0,15
0,10
0,05
E ˆ E viés
~ ~
0,00
-2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16
Suponhamos que uma variável aleatória x tem distribuição normal com média e variância 2
conseqüentemente a variável aleatória x também tem distribuição normal com média e
variância 2/n. Se e 2/n são conhecidos, pode-se construir intervalos de probabilidade para a
média x de uma amostra de tamanho n
x
P( z 0 z z 0 ) 1
n
P( z 0 x z 0 ) 1
n n
Neste caso não há nenhum problema, porque x é uma variável aleatória e para uma variável
aleatória é possível construir um intervalo de probabilidade.
Exemplo: Uma usina de açúcar ensaca o açúcar com uma maquina de ensacar. O peso médio
de saco de açúcar deve ser de 60 kg. A variância dos pesos dos sacos de açúcar é conhecida
de ser 2 kg2 e a distribuição dos pesos dos sacos açúcar seja conhecida como normal. A usina
de açúcar escolha aleatoriamente da produção de um mês uma amostra de n = 25 sacos e
calcula (como estimativa de ponto) um peso médio de x = 60,5 kg. A usina quer saber, em que
intervalo ela pode esperar o verdadeiro valor médio ajustado da maquina de ensacar com uma
probabilidade de 0,95 (0,95 intervalo de confiança), se ela usa o conhecimento sobre a
variância da população dos pesos de sacos de 2 kg 2, bem como quando ela usa a variância
corrigida (amostral) (n-1) da amostra de 2 kg 2 (por acaso a variância da população é igual a
variância da amostra).
No caso da variância da população dos pesos de sacos de açúcar seja conhecida como 2 kg2
(variância da população 2), o cálculo do 0,95 intervalo de confiança pode ser feito usando a
distribuição normal.
59
Sob o pressuposto de que 2 seja conhecida, é possível usar a distribuição normal para
construir um intervalo de confiança. Este pressuposto pode ser discutido, porque numa
pesquisa empírica muitas vezes não se conhece o valor de 2, mas no próximo passo
(distribuição t de STUDENT) a situação quando 2 é desconhecida é estudada.
No caso 2 conhecida, a variável aleatória reduzida z tem uma distribuição normal reduzida,
para que
P(-z0 < z < +z0 ) = 1 - P(z < -z0) = P(z > z0) = /2, um intervalo de probabilidade para z.
.
60
f(z,0,1)
0.4
f(z,0,1)
0.3
0.2
0
-3 -2 z=-1,96 -1 0 1 z=1,96 2 z 3
( n 1)s2c
2
2
tem uma distribuição de 2 com n-1 graus de liberdade e a variável aleatória t
x x ( x ) n ( x ) n 1
t EXCEL (DISTT)
sx sc sc s
n
não tem mais uma distribuição normal reduzida, mas uma distribuição t (STUDENT) com n-1
graus de liberdade. Chama-se n-1 graus de liberdade porque existem n valores na amostra,
mas é necessário estimar a média x para calcular a variância corrigida (amostral) e com isto
perde-se um grau de liberdade, neste caso15.
15
Em geral, pode se dizer quantos parâmetros são necessários para serem estimados pelas observações de
amostra, tantos graus de liberdade são perdidos. Por exemplo, na economia numa regressão múltipla com
k coeficientes de regressão (incluindo o coeficiente da interseção) é necessário estimar os k coeficientes
da regressão e, com isto, perdem se k graus de liberdade, usando para intervalos de confiança ou testes
uma variável t (STUDENT) com n-k graus de liberdade.
61
Se no exemplo dos sacos de açúcar (pagina 58) a usina não conhece a variância da
população, ela pode usar a variância da amostra (corrigida: dividida por n-1) de 2 kg 2. Mas,
neste caso, a variância da amostra
é uma variável aleatória com uma distribuição própria (2), e é necessário usar a distribuição t
(STUDENT) com n-1=24 graus de liberdade
n
f ( x) p x q n x para x 0,1,......, n.
x
x np p p x
z p
npq pq n
n
tende a uma distribuição normal reduzida. A aproximação é possível, quando np>5 e nq>5.
A variável aleatória z é aproximadamente normal quando np>5 e nq>5, neste caso pode-se
construir um intervalo de confiança para a proporção da população
pq
s p
n
Exemplo: Para um candidato para a eleição para prefeito de Recife a proporção de votos para
um certo candidato entre n=100 pessoas escolhidas foi de 40%, calcula um 0,95 intervalo de
confiança para a proporção na população:
Hoffmann (p.95) e outros autores propõem uma correção de continuidade para o intervalo de
confiança, porque a distribuição binomial é uma distribuição discreta, enquanto a distribuição
normal é uma distribuição continua.
Pode-se também usar uma formula equivalente para calcular intervalos de confiança para x em
vez de para (ver Hoffmann, p. 95-97).
Para construir intervalos de confiança e fazer testes de hipóteses pode se usar a seguinte
tabela como ajuda:
63
Entretanto existem regras estatísticas, denominadas não paramétricas, que podem ser
aplicadas sem a necessidade de estabelecer um pressuposto a respeito da distribuição da
variável aleatória, mas elas são muitas vezes menos poderosos.
A desigualdade de Chebychev é uma regra não paramétrica que pode ser aplicada, quando x
não é normal e a amostra é pequena (n<30).
1
Desigualdade de Chebychev: P(| x | k x ) 1
k2
Exemplo: Para uma dada semana, uma amostra aleatória de n=25 empregados de um grande
grupo de empregados apresentou um salário médio de x=180 Reais com um desvio padrão de
=15 Reais. Queremos um 0,99 intervalo de confiança para o verdadeiro salário médio na
população .
64
65
O intervalo de confiança pode ser usado para determinar o tamanho da amostra n. O objetivo é
determinar o tamanho da amostra que garanta uma certa precisão para a estimação da média
da população a um certo nível de confiança. Precisão quer dizer que o tamanho do intervalo
de confiança para uma dada probabilidade é 2e, onde e, o erro absoluto da estimação, é igual
e=| x -|.
x
P z 0 z z 0 P z 0 x x z 0 x P z 0 x z0 1
x n n
O
P e | x | z 0 1
n
tamanho do intervalo de confiança é 2e. O erro absoluto (a precisão da estimação de ) é e.
Usando esta formula para determinar o tamanho da amostra n para uma dada precisão e uma
dada probabilidade (população infinita ou amostragem com reposição):
Por exemplo: Uma grande empresa rural quer medir o peso médio dos bois. Na primeira
aproximação suponha-se uma população infinita ou amostragem com reposição. O objetivo é
determinar o tamanho da amostra necessário para garantir uma precisão de 2 quilogramas (e=|
x -|=2) com uma probabilidade dada de 0,90 e um desvio padrão do peso de =20
quilogramas:
Quando a probabilidade é aumentada (por exemplo, para 0,95) ou/e a precisão é aumentada
(por exemplo, para 1 quilograma) o tamanho necessário da amostra aumenta:
Com uma população finita e amostragem sem reposição, é necessário mudar a formula para a
variância da média e considerar o fator de correção para populações finitas (N-n)/N. (Ver
COCHRAN, W.G.: Sampling techniques, New York 1963, p. 22 e 76).
formulas ligeiramente diferentes, mas pode se mostrar que o resultado é o mesmo como no
caso aqui descrito):
n z 20S 2
n 0 onde n0 2
n e
1 0 N
Se a empresa rural tem N=1000 bois, no caso de amostragem sem reposição o tamanho
necessário para uma precisão e=2 quilogramas e uma probabilidade de 0,90 é
Exemplo: Um candidato em uma eleição espera um resultado de 40% (p=0,40). Quer-se saber
o tamanho da amostra necessário para uma pesquisa de opinião com precisão de 0,02 e
probabilidade de 0,95
No caso de uma população finita (N=1.000) e amostragem sem reposição a formula com
consideração de fator de correção para populações finitas é
n z 20 pq 2.305
n 0 n0 2 n 698.
n e 1 2.305
1 0 N 1000
.
No caso da determinação de tamanho da amostra n em caso de uma proporção p a ser
estimada, pode se sempre supor a situação pior (com a maior variabilidade), que acontece com
um valor de p=q=0,5.
67
Testes de hipóteses
Formalmente: Seja X uma variável aleatória com uma função densidade de probabilidade
conhecida f(x;), em que é o parâmetro da distribuição. Depois de obter uma amostra
aleatória de tamanho n, o estimador de ponto para o parâmetro é construído. Como
raramente se conhece o verdadeiro , levanta-se a questão: o estimador é "compatível" com
algum valor hipotético de ? Em outras palavras, poderia a amostra ter vindo da função
densidade de probabilidade f(x;=*)? Na linguagem do teste de hipótese, =* chama-se a
hipótese nula (ou sustentada) e é geralmente indicada por H0. A hipótese nula é testada contra
uma hipótese alternativa, indicada por H1, que, por exemplo, pode afirmar que *.
A hipótese pode ser simples ou composta. A hipótese é chamada simples se ela especifica o(s)
valor(es) do(s) parâmetro(s) da distribuição, caso contrário é chamada hipótese composta.
Hipótese simples, por exemplo, H0: =15. Hipótese composta, por exemplo, H1 >15, [teste uni
caudal a direita]. Para testar a hipótese nula (isto é, testar sua validade), usa-se a informação
da amostra para obter o que é conhecido como a estatística de teste. Muitas vezes, esta
estatística de teste se revela um estimador de ponto do parâmetro desconhecido. Na maioria
dos casos, a hipótese nula é uma hipótese simples (por exemplo, = 0), enquanto a hipótese
alternativa é uma hipótese composta17 (por exemplo, 0 [teste bicaudal ou bilateral], > 0
[teste unicaudal ou unilateral a direita], < 0 [teste unicaudal ou unilateral a esquerda])18.
16
Existem na literatura posições (ver, por exemplo, LINDGREN p. 305, mas contrário HOEL] que
afirmam que um teste de hipóteses pode resultar em uma rejeição da hipótese nula, mas não na aceitação
da hipótese nula (neste caso fala-se de que a hipótese nula não pode ser rejeitada ao nível de
significância), porque cada modelo especifico é quase certamente errado (especialmente para modelos de
variáveis contínuas). Mas como aqui o teste de hipóteses é visto como uma regra de decisão para uma
ação, fala-se aqui de rejeitar a hipótese nula ou aceitar ela, porque as pessoas ajam como ela seja incorreta
ou correta [ver também LINDGREN p. 306]. Obviamente uma hipótese estatística é sempre rejeitada ou
aceitada somente provisoriamente, porque uma nova pesquisa pode alterar os resultados.
17
Alguns livros afirmam que a hipótese alternativa é necessariamente composta, mas em outros livros da
estatística matemática afirma-se, como se segue nesta apostila, que uma hipótese alternativa simples é
possível.
18
A introdução de certa área de rejeição (teste bilateral, teste unilateral a esquerda e a direita) é feito aqui
intuitivamente, mas o NEYMAN-PEARSON LEMMA (ver, por exemplo, HOEL, p. 214 pp. ) mostra
como uma área critica ótima pode ser obtido teoricamente. [Pode se ter também para funções de
densidade especificas áreas criticas ótimas que não são intuitivamente tão claras, ver por exemplo HOEL
p. 49 pp.]
68
Uma hipótese estatística é um pressuposto sobre uma distribuição de uma variável aleatória,
tipicamente sobre a média, a diferença de duas médias, a variância etc. O teste de uma
hipótese estatística é uma regra para decidir se a hipótese deve ser aceita ou rejeitada com
base no resultado de uma amostra aleatória.
Numa usina de açúcar uma maquina de ensacar sacos de açúcar é supostamente ajustado
para um peso médio 0 = 60 kg. É conhecida a variância da variável aleatória X peso dos sacos
de açúcar em kg, distribuída normal, de ser 2 kg2. Um comprador de açúcar dúvida que o peso
médio ajustado da maquina de ensacar é de 0 = 60 kg e suponha, que o peso médio ajustado
e 1 = 59 kg. Entre usina e comprador é feito um acordo de tirar uma amostra aleatória de n=25
sacos de açúcar para decidir, se a hipótese nula (H 0: 0 = 60 kg) ou a hipótese alternativa (H1:
1 = 59 kg) é certa. O acordo prevê, que a hipótese nula seja rejeitada, se o peso médio dos
n=25 sacos de açúcar é menor do que 59,6 kg, e aceitada, se o peso médio dos n=25 sacos de
açúcar é de 59,6 kg ou maior. O valor especificado de 59,6 kg chama-se o valor critico do teste
de hipóteses, definindo uma área de aceitação bem como uma área de rejeição para o teste. O
teste descrito é um teste unilateral a esquerda, por causa da hipótese alternativa H1).
Definitivamente, não é possível estabelecer uma regra que permite decidir sobre H 0, sem ser
sujeita ao erro de amostragem. O resultado da amostragem é uma variável aleatória, por esta
razão a decisão é sujeita a erro. Com base nos resultados obtidos numa amostra aleatória, não
é possível tomar decisões que estejam definitivamente corretas. Mas é possível calcular a
probabilidade de que a decisão tomada seja errada.
A regra de decisão é que H0 seja rejeitada se x da amostra assume um valor menor do que C,
mas este resultado também pode acontecer quando H0 esta correta. Esta decisão de rejeitar
uma hipótese correta é chamada erro de tipo I (tamanho ). A hipótese é rejeitada enquanto
ela deve ser aceita. A decisão de aceitar a hipótese H 0, quando ela é errada, chama-se o erro
de tipo II (tamanho ) como pode ser visto na tabela seguinte.
Uma hipótese estatística é um pressuposto sobre uma distribuição de uma variável aleatória,
tipicamente sobre a média, a diferença de duas médias, a variância etc. O teste de uma
hipótese estatística é uma regra para decidir se a hipótese deve ser aceita ou rejeitada com
base no resultado de uma amostra aleatória e um nível especificado de significância.
19
A inclusão do valor C na área da aceitação mostra uma certa prevalência para a aceitação da hipótese, o
valor C pode ser também incluído na área de rejeição (neste caso deve ser excluída da área de aceitação).
Na literatura existem as duas formas de definir a área de rejeição.
69
Com o valor crítico em 59,6 kg o tamanho de erro de tipo I (nível de significância) pode ser
calculado da seguinte forma
Se o valor x na amostra é 59,2 (rejeitar H 0), pode-se também usar diretamente a variável
aleatória normal padrão z para testar H0. O método mais fácil para fazer este teste de hipóteses
(unilateral a esquerda) refere-se diretamente à variável aleatória z em vez da variável aleatória
x:
1. Calcular ;
2. Calcular o valor critico z0 para o nível de significância = 0,05 como P(z<z0)=0,05, neste
caso z0=-1,645.
3. Se zempirico < z0 rejeita H0 no nível de significância =0,05.
Nos testes com EXCEL 97, bem como nos testes usando outros softwares de estatística, o
teste, muitas vezes não mostra o valor teórico da estatística de teste, mas apresenta a
probabilidade para um teste bicaudal (aqui para x =59,2 a probabilidade 0,004678) para o valor
empírico da estatística de teste. Se o valor da probabilidade para o resultado amostral é menor
do que o nível de significância do teste, rejeita-se a hipótese nula e vice versa. Se o nível de
significância é de 0,05, H0 é rejeitada, se o nível de significância é de 0,01, H 0 também é
rejeitada.
Se é desconhecido, não se pode usar a variável aleatória normal reduzida z para testar uma
hipótese sobre , mas é necessário usar a variável t distribuída STUDENT com n-1 graus de
liberdade, porque a variável s2, como estimador para 2, não é um valor fixo, mas também uma
variável aleatória com distribuição própria (ver intervalos de confiança)
x ( x ) n ( x ) n 1
1. Calcula-se t e ;
sx sc s
2. Obter o valor critico t0 da distribuição de Student: teste unilateral a esquerda =0,05,
t0,05;=24=- 1,71 [EXCEL 97 =INVT(0,1;25) retorna um teste bilateral, por esta razão o nível de
significância precisa ser o dobro do teste unilateral].
3. Comparar te e t0 e tomar a decisão de rejeitar ou não rejeitar a hipótese nula, dependendo
da estrutura do teste (bilateral/unilateral), correspondente o procedimento com a distribuição
normal. Neste caso, num teste unilateral a esquerda, a hipótese nula seja rejeitada, porque
te <t0.
Existem testes apropriados para muitos problemas diferentes na estatística usando diferentes
distribuições teóricas. Por exemplo, para fazer um teste sobre uma proporção p pode ser usada
a distribuição binomial (população infinita ou amostragem com reposição), ou, em caso o
tamanho da amostra seja suficientemente elevado, usando como aproximação a distribuição
normal. Se a distribuição da variável aleatória é desconhecida e o tamanho de amostra
relativamente pequeno, é necessário usar a estatística não-paramétrica.
Um teste de hipóteses muito usado é um teste da diferença de duas médias (ou, de duas
proporções), aqui explicado para o teste mais simples, sob o pressuposto que as médias são
distribuídas normal com variâncias conhecidas (caso, as variâncias são desconhecidas, pode
se usar as variâncias das amostras, usando a distribuição t).
Por exemplo, uma empresa rural, produtora de leite cru, quer testar uma nova ração para as
vacas, supondo que a produtividade da produção leiteira em litros de leite/vaca/dia vai
aumentar com a nova ração. Um grupo de n 1=25 vacas usando a nova ração mostra uma
produtividade média de 6 litros/vaca/dia, um grupo de controle de n 2=25 vacas usando a ração
velha mostra uma produtividade média de 4 litros/vaca/dia, supondo que a variância da
população da produtividade seja 2 (litros/vaca/dia)2 em cada grupo. O nível de significância seja
de =0,05 para testar a hipótese nula 1 - 2 = 0 contra a hipótese alternativa 1 - 2 > 0 (teste
unilateral a direita). Usando a variável distribuída normal padrão z
1. Calcula-se
Teste de hipótese sobre a diferença entre duas médias 1-2, quando as médias são
independentemente normal com variâncias conhecidas
72
Teorema
Se as variáveis x1, x2,......xk são independentemente normal distribuídas com médias E(x i)=i e
variâncias 2i, uma combinação linear (c1, c2, ......,ck são constantes quaisquer) Y=cixi também
tem distribuição normal com E(Y)=cii e variância V(Y)=c2i2i.
Supõe-se de que x1 e x2 sejam duas variáveis normais independentes com médias 1 e 2 e
variâncias 21 e 22 respectivamente. Hipótese nula: a diferença das médias das duas variáveis
seja o valor (muitas vezes o teste é da hipótese =0, de que a diferença é zero). Sejam x 1 e
x 2 as médias de duas amostras do tamanho n 1 e n2. A variável aleatória z tem uma distribuição
normal reduzida:
significância =0,05.
Neste caso é necessário usar a distribuição de STUDENT (t) em vez da distribuição normal,
porque a variância V( x 1- x 2) é estimada pela amostra.
21=22=2, a igualdade das variâncias. Existe também um teste t quando as variâncias são
diferentes (Excel, SPSS). A variância da diferença das médias está sob o pressuposto da
igualdade das variâncias:
2 2 1 1
V( x 1 x 2 ) 2 .
n1 n 2 n1 n 2
x x 1 x 2 i x 2
2 2
2 1i n 1s12 n 2 s 22 ( n 1 1)s 2c1 ( n 2 1)s2c 2
s c
n1 n 2 2 n1 n 2 2 n1 n 2 2
Se as variâncias (não corrigidas: divididas por n) são 2 nos dois grupos, um estimador não
tendencioso de 2 é (para o mesmo exemplo das rações das vacas)
73
tem uma distribuição de STUDENT (t) com n 1+n2-2 (=48) graus de liberdade. O teste é
conduzido da mesma maneira como conhecido:
1. Calcular te.
2. Obter t0 para um nível de significância (t0,95;=48=1,68 INVT(0,1;48)=1,68).
3. Comparar te e t0 e rejeita ou aceita H0 no nível de significância (Neste caso rejeita H0
ao nível de significância 0,05 (teste unilateral a direita), porque te>t0).
Existe também um teste para amostras dependentes (por exemplo, uma amostra de peso de n
homens que fazem uma dieta, com resultados antes e depois da dieta - matched samples) no
programa Excel (teste t -par) e no programa SPSS (teste t for dependent samples). Neste caso
usa-se a variável aleatória t a seguir para o teste
t
x1 x 2
scd
onde d i x1i x 2i e s2cd
1
n 1
x x x
1i 1 2i
x2
2
n
Teste de diferença de duas proporções
p 1 p 2
z
p 1q 1 p 2 q 2
n1 n2
Se p1 e p2 não são conhecidos pode se usar as estimativas das amostras. Se a hipótese nula é
=0 pode se usar um estimador de p e a variável aleatória z
n 1 p 1 n 2 p 2
p
n1 n 2
p 1 p 2
z .
1 1
pq
n1 n 2
74
FUNÇÃO ESTATÍSTICA
TESTEF retorna um teste com a distribuição F
TESTET retorna um teste com a distribuição t
TESTEZ retorna um teste com a distribuição normal
75
O teste de 2 (chi-quadrado)
Se x1, x2,.........,xn são variáveis aleatórias independentes com distribuições normais de médias
1, 2, .......n e variâncias 21, 22,......,2n, então a variável
2
x i
2 i z i
2
i
2
x x
2 i
tem uma distribuição de 2 com n-1 graus de liberdade se as médias e variâncias de população
são iguais.
A variável
( n 1)s2 x i x
2
2
2 2
( n 1)s2c
P 2i 2
2s 1
2
P 2i 2
2s 1
( n 1)sc
( n 1)s2c 2 ( n 1)s2c
P 1
2s 2i
Exemplo:
ns2 ns2
P 2 2 2 1
s i
330 330
19,02
2 2
17,35 122,22
2,70
é um 0,95 intervalo de confiança para 2.
Teste de 2=
Para uma variável aleatória existe a expectativa de que essa variável ajusta-se a uma
distribuição uniforme, binomial, Poisson ou normal. Pode-se testar a hipótese nula que a
variável aleatória ajusta-se a essa distribuição pressuposta contra a hipótese alternativa de que
ela não se ajusta. A variável 2 com k-1 graus de liberdade (k numero de classes) pode ser
usada para testar esta hipótese
2 O i E i 2
Ei
onde Oi são as freqüências observadas e Ei são as freqüências esperadas sob a hipótese nula.
Exemplo:
O pressuposto é de que um dado é regular (distribuição uniforme f(x i)=1/6 para i=1, 2, 3, 4, 5,
6). Numa serie de n=60 lançamentos foram observadas as seguintes freqüências
1. Calcular 2e
2 O i Ei
2
e
Ei
12 102 8 102 14 102 10 102 5 102 11 102
10 10 10 10 10 10
0,4 0,4 1,6 0 2,5 0,1 5,0
20=11,1.
3. Comparar o valor empírico e critico não rejeitar (aceitar) a hipótese nula de que o dado é
regular no nível de significância =0,05.
77
Exemplo:
Uma amostra de empregados administrativos e operários, mostrando sua posição para uma
certa política sindical em uma industria, apresenta as freqüências nij (freqüências conjuntas) e
as freqüências marginais:
Dada a hipótese nula de independência, a freqüência esperada relacionada com cada célula de
uma tabela de contingência é o tamanho da amostra vezes o produto das proporções marginais
da coluna e da linha relacionada, porque, em caso de independência, a probabilidade de dois
eventos independentes A e B e dada por P(AB)=P(A)P(B). Quer dizer, as proporções
esperadas e as freqüências absolutas esperadas de cada célula são dadas sob pressuposto de
independência respectivamente por
onde pi. e p.j são as proporções marginais ni./n e n.j/n respectivamente. Neste caso de r= 2
linhas e k=2 colunas as freqüências esperadas são dadas na tabela e para a primeira célula,
por exemplo, a freqüência esperada e 0,2*0,2*500=20.
n
2
E ij
1. Calcular 2e
ij
E ij np i. p . j .
E ij
82 82 82 82
2e 3,2 0,8 0,8 0,2 5,0
20 80 80 320
Pode-se usar também uma correção para continuidade (ver Hoffmann p.207).
2. Obter o valor critico para um nível de significância =0,05 e (r-1)(k-1)=1 grau de liberdade
20=3,84.
3. Comparar o valor empírico e o valor critico e rejeitar neste caso a hipótese da independência
no nível de significância =0,05.
Par um teste de hipótese sobre a diferença de duas médias com a distribuição t é necssário
fazer o pressuposto de que as variâncias das duas populações são iguais. A variável aleatória
F (tabela 4) possibilita um teste sobre a igualdade de duas variâncias.
78
u
1
F
v
2
tem uma distribuição de F com 1 e 2 graus de liberdade (tabela 4: P(F>F0)=0,05 e
P(F>F0)=0,01, a distribuição é assimétrica, mas os valores no lado esquerda da distribuição
podem ser calculados facilmente, ver Hoffmann, p. 266-267).
n s2 x i x y y
2 2
n y s2y i
u x 2x e v
x 2x 2y 2y
x x
2
u i s2cx
( n x 1) ( n x 1) 2x 2x 2 2 s2cx
F sob H 0 x y 2
v
y y
2
s2cy scy
( n y 1) i
( n y 1) 2y 2y
Pode-se usar esta variável, para testar a hipótese H0: 2x=2y contra a hipótese alternativa H1:
2x2y no nível de significância , um teste bilateral. Para este teste precisamos o valor da
distribuição F no lado esquerda. Pode-se em vez disto fazer um teste unilateral a direita usando
sempre a variável com a variância maior no numerador (por esta razão Fe sempre vai ser maior
do que um e pode-se fazer um teste unilateral a direita).
Exemplo:
Como resultado das duas amostras independentes com nx=11 e ny=15 são obtidas variâncias
corrigidas para as variáveis aleatórias normais x e y de s 2cx=7, e s2cy=2. Queremos testar a
hipótese de que as variâncias das duas variáveis na população são iguais (H0:2x=2y):
s2cx 7
1. Calcular Fe 3,5.
s2cy 2
2. Obter o valor critico para o nível de significância = 0,05 e 10 e 14 graus de liberdade como
F0=2,60.
3. Comparar Fe e F0 e decidimos rejeitar a hipótese nula (de que as variâncias são iguais) no
nível de significância =0,05.
Análise de variância
A análise da variância foi desenvolvida por R.A. Fischer e é usada muitas vezes na pesquisa
agronômica. A análise de variância é usada para testar a hipótese de que as médias de k
populações distintas são iguais (por exemplo, os rendimentos médios de diferentes tratamentos
com adubos para a produção de trigo). O pressuposto básico é que as variáveis aleatórias x 1,
x2, .........,xk são independentemente normais com variâncias iguais. O procedimento da análise
79
de variância e o seguinte: A variância total das observações em vez da média total x de todas
as amostras (correspondente aos diferentes tratamentos) é diferenciada em uma variância
interna para cada amostra (a variância em vez da média x i da população especifica) e uma
variância externa entre as diferentes médias x i em vez da média total x . Se a hipótese nula
esta certa (as médias dos diferentes tratamentos na população não são diferentes) a variância
externa entre as médias das amostras deve ser pequena em relação a variância interna, e vice
versa. Podemos usar a variável F para testar a igualdade das médias na população
H0:1=2=..........=k.
1
n i x i x
2
F k 1
1
2
n k
x ij x i
Mann-Whitney U teste
O teste é a alternativa mais poderosa não paramétrica para o teste de t para duas amostras
independentes. O pressuposto deste teste é de que o nível de medida seja pelo menos ordinal.
grupo E (experimento) 9 11 15
grupo C (controle) 6 8 10 13
O valor de U (a estatística usada neste teste) é o numero de vezes que uma observação de E
precede uma observação de C. Para calcular U é necessário ordenar as observações em
ordem ascendente:
6 8 9 10 11 13 15
C C E C E C E
Para o primeiro valor (6/C) nenhum valor de E precede. Para o segundo valor (8/C) também
não. Para o próximo valor de C (10/C), um valor de E precede. Para o ultimo valor de C (13/C)
dois valores de E precedem. Por esta razão U=0+0+1+2=3. A distribuição de U sob H0 é
conhecido e para valores de n1 e n2 menor do que 8 existem tabelas associados com a
ocorrência de U sob H0. (Siegel, S.: tabela J, p271-273). Para o caso n1=3; n2=4 e U=3 a tabela
mostra de que a probabilidade P(U3) = 0,200 (unilateral).
Para amostras maiores (n2 entre 9 e 20) a tabela K pode ser usada (Siegel, S.: tabela K, p. 274-
277) A tabela mostra os valores críticos para níveis de significância (unilateral) de 0,001, 0,01,
0,25 e 0,05.
6 8 9 10 11 13 15
1 2 3 4 5 6 7
C C E C E C E
Calcular U como
n 1 ( n 1 1)
U n1n 2 R1
2
n ( n 1)
U n1n 2 2 2 R2
2
onde R1=soma dos números de ordem para o amostra com n 1 e R2= soma dos números de
ordem da amostra com n2.
81
n 1 n 2 ( n 1 n 2 1)
desvio padrão U=
12
Pode se usar a distribuição normal para o teste. Quando existem números de ordens iguais
(ties), precisa-se uma correção (Siegel,S.: p.123-126) mas a influencia desta correção é
pequena.
O teste de Kolmogorov-Smirnov é um teste para testar a hipótese de que duas amostras são
da mesma população (existe também um teste de Kolmogorov-Smirnov para uma amostra). O
teste é sensitivo a qualquer diferença entre as distribuições, diferenças de tendência central,
diferenças de dispersão, etc.
Método de teste:
1. Arranjar os dois grupos de observações em duas distribuições de freqüências acumuladas
com a mesma classificação.
2. A subtração determina as diferenças entre as duas distribuições de freqüências acumuladas
para cada intervalo.
3. Determinar a diferença máxima D. Para um teste unilateral D é a diferença maior na direção
prognosticada.
4. O método de determinar a significância da diferença máxima D depende do tamanho das
amostras e da especificação de H1 (ver Siegel, S.: p. 127-136). Se o valor observado é igual
ou maior do que o valor critico dado na tabela apropriada para um certo nível de
significância, H0 (igualdade das distribuições) pode ser rejeitada no nível de significância.
Exemplo:
Para a analise com o teste de KOLMOGORV-SMIRNOV para estes dados eram calculadas
distribuições de freqüências acumuladas. (n1=n2=10).
Distribuições de freqüências acumuladas
24-27 28-31 32-35 36-39 40-43 44-47 48-51 52-55
F11(x) 0,1 0,2 0,5 0,7 1,0 1,0 1,0 1,0
F7(x) 0,0 0,0 0,0 0,0 0,3 0,5 0,8 1,0
diferença 0,1 0,2 0,5 0,7 0,7 0,5 0,2 0,0
Medidas de desigualdade
A curva de Lorenz (gráfico), o índice de GINI e o índice de THEIL são algumas medidas de
concentração ou desigualdade. Uma aplicação importante é a medição da desigualdade na
distribuição da renda num país.
Na tabela encontram-se os dados sobre a distribuição da renda para o Brasil 2008 para os
domicílios (Fonte IBGE PNAD).
A partir desta tabela pode se construir uma curva de Lorenz, a linha vermelha mostra uma
distribuição da renda com perfeita igualdade, a linha azul mostra a distribuição da renda no
Brasil em 2008 (proporção da renda total (Y) para uma proporção da população total (X)).
O coeficiente de GINI mostra a relação da área entre a linha vermelha (perfeita igualdade) e da
linha azul e da área total em baixo da linha vermelha. Como se pode verificar facilmente, em
caso da perfeita igualdade (linha vermelha) o coeficiente de GINI é igual a zero, enquanto AM
caso da desigualdade absoluta (uma pessoa possua toda renda), a linha azul será igual ao eixo
horizontal e vertical e a relação das áreas seja um. Quanto maior o coeficiente de GINI G
(0G1) quanto maior a desigualdade. Pode se mostrar que o coeficiente de GINI é igual a
[ver Hoffmann, p. 276, equação 16.6]
84
onde F(x0)=0
G= 0,50
Mas para calcular o coeficiente de GINI de forma certa é importante considerara também a
desigualdade da distribuição da renda dentro de cada estrato (ver Hoffmann, p. 283 pp.). Com
isto o coeficiente de GINI aumenta. Como aqui os dados para a distribuição da renda dentre
dos estratos não é disponível, somente é possível usar o coeficiente de GINI acima. Mas o
IBGE mostra que o coeficiente de GINI é (considerando a desigualdade da distribuição da
renda dentre dos estratos) 0,515 em 2008 [IBGE, PNAD 2008].
85
Z . 00 . 01 . 02 . 03 . 04 . 05 . 06 . 07 . 08 . 09
0.0 .50000 .50399 .50798 .51197 .51595 .51994 .52392 .52790 .53188 .53586
0.1 .53983 .54380 .54776 .55172 .55567 .55962 .56356 .56749 .57142 .57535
0.2 .57926 .58317 .58706 .59095 .59483 .59871 .60257 .60642 .61026 .61409
0.3 .61791 .62172 .62552 .62930 .63307 .63683 .64058 .64431 .64803 .65173
0.4 .65542 .65910 .66276 .66640 .67003 .67364 .67724 .68082 .68439 .68793
0.5 .69146 .69497 .69847 .70194 .70540 .70884 .71226 .71566 .71904 .72240
0.6 .72575 .72907 .73237 .73565 .73891 .74215 .74537 .74857 .75175 .75490
0.7 .75804 .76115 .76424 .76730 .77035 .77337 .77637 .77935 .78230 .78524
0.8 .78814 .79103 .79389 .79673 .79955 .80234 .80511 .80785 .81057 .81327
0.9 .81594 .81859 .82121 .82381 .82639 .82894 .83147 .83398 .83646 .83891
1.0 .84134 .84375 .84614 .84849 .85083 .85314 .85543 .85769 .85993 .86214
1.1 .86433 .86650 .86864 .87076 .87286 .87493 .87698 .87900 .88100 .88298
1.2 .88493 .88686 .88877 .89065 .89251 .89435 .89617 .89796 .89973 .90147
1.3 .90320 .90490 .90658 .90824 .90988 .91149 .91309 .91466 .91621 .91774
1.4 .91924 .92073 .92220 .92364 .92507 .92647 .92785 .92922 .93056 .93189
1.5 .93319 .93448 .93574 .93699 .93822 .93943 .94062 .94179 .94295 .94408
1.6 .94520 .94630 .94738 .94845 .94950 .95053 .95154 .95254 .95352 .95449
1.7 .95543 .95637 .95728 .95818 .95907 .95994 .96080 .96164 .96246 .96327
1.8 .96407 .96485 .96562 .96638 .96712 .96784 .96856 .96926 .96995 .97062
1.9 .97128 .97193 .97257 .97320 .97381 .97441 .97500 .97558 .97615 .97670
2.0 .97725 .97778 .97831 .97882 .97932 .97982 .98030 .98077 .98124 .98169
2.1 .98214 .98257 .98300 .98341 .98382 .98422 .98461 .98500 .98537 .98574
2.2 .98610 .98645 .98679 .98713 .98745 .98778 .98809 .98840 .98870 .98899
2.3 .98928 .98956 .98983 .99010 .99036 .99061 .99086 .99111 .99134 .99158
2.4 .99180 .99202 .99224 .99245 .99266 .99286 .99305 .99324 .99343 .99361
2.5 .99379 .99396 .99413 .99430 .99446 .99461 .99477 .99492 .99506 .99520
2.6 .99534 .99547 .99560 .99573 .99585 .99598 .99609 .99621 .99632 .99643
2.7 .99653 .99664 .99674 .99683 .99693 .99702 .99711 .99720 .99728 .99736
2.8 .99744 .99752 .99760 .99767 .99774 .99781 .99788 .99795 .99801 .99807
2.9 .99813 .99819 .99825 .99831 .99836 .99841 .99846 .99851 .99856 .99861
3.0 .99865 .99869 .99874 .99878 .99882 .99886 .99889 .99893 .99896 .99900
3.1 .99903 .99906 .99910 .99913 .99916 .99918 .99921 .99924 .99926 .99929
3.2 .99931 .99934 .99936 .99938 .99940 .99942 .99944 .99946 .99948 .99950
3.3 .99952 .99953 .99955 .99957 .99958 .99960 .99961 .99962 .99964 .99965
3.4 .99966 .99968 .99969 .99970 .99971 .99972 .99973 .99974 .99975 .99976
3.5 .99977 .99978 .99978 .99979 .99980 .99981 .99981 .99982 .99983 .99983
3.6 .99984 .99985 .99985 .99986 .99986 .99987 .99987 .99988 .99988 .99989
3.7 .99989 .99990 .99990 .99990 .99991 .99991 .99992 .99992 .99992 .99992
3.8 .99993 .99993 .99993 .99994 .99994 .99994 .99994 .99995 .99995 .99995
3.9 .99995 .99995 .99996 .99996 .99996 .99996 .99996 .99996 .99997 .99997
87
Percentil para a
distribuição normal
padronizada
UNILATERAL
P( Z<=) =
Probabilidades de duas
.001 -3.09 caudas para a
.005 -2.58 distribuição normal
.01 -2.33 padronizada
BILATERAL
.02 -2.05
K P (Z > K)
.03 -1.88
1.04 .30
.04 -1.75
1.15 .25
.05 -1.645
1.28 .20
.10 -1.28
1.44 .15
.15 -1.04
1.645 .10 0.90
.20 -.84
1.70 .09
.30 -.52
1.75 .08
.40 -.25
1.81 .07
.50 0
1.88 .06
.60 .25
1.96 .05 0.95
.70 .52
2.05 .04
.80 .84
2.17 .03
.85 1.04
2.33 .02
.90 1.28
2.58 .01 0.99
.95 1.645 2.81 .005
.96 1.75
3.09 .002
.97 1.88
3.29 .001
.98 2.05
.99 2.33
.995 2.58
.999 3.09
88