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Método DTTC na Apraxia de Fala Infantil

O DTTC (Dynamic Temporal and Tactile Cueing) é um método de tratamento motor para crianças com Apraxia de Fala na Infância (AFI), especialmente em casos severos, que se baseia em princípios de aprendizagem motora e evidências de eficácia. O tratamento se concentra na melhoria do planejamento sensório-motor e na programação de gestos articulatórios, utilizando uma hierarquia de implementação que varia de produção simultânea a produção espontânea. O DTTC é diferenciado por sua abordagem individualizada e dinâmica, focando em movimentos em vez de fonemas isolados.

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Sarah Bandeira
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Método DTTC na Apraxia de Fala Infantil

O DTTC (Dynamic Temporal and Tactile Cueing) é um método de tratamento motor para crianças com Apraxia de Fala na Infância (AFI), especialmente em casos severos, que se baseia em princípios de aprendizagem motora e evidências de eficácia. O tratamento se concentra na melhoria do planejamento sensório-motor e na programação de gestos articulatórios, utilizando uma hierarquia de implementação que varia de produção simultânea a produção espontânea. O DTTC é diferenciado por sua abordagem individualizada e dinâmica, focando em movimentos em vez de fonemas isolados.

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DTTC: Dynamic Temporal and Tactile

Cueing
Autora: Dra. Edythe A. Strand

Apresentação: Dra. Elisabete Giusti


Conteúdo Programático
 Apresentação do Método
Breve revisão de Apraxia de Fala na Infância
 Fundamentos que motivaram a criação do DTTC
 Para quais pacientes é recomendado?
 Apresentar a hierarquia de implementação
 Discutir as decisões importantes para aplicar o DTTC
 DTTC + princípios de aprendizagem motora: como implementar
[Link]
Autora: Edythe A. Strand, Ph.D

Emeritus Consultant, Department of Neurology,


Mayo Clinic Emeritus Professor,
[Link] Mayo College of Medicine
Evidências de eficácia do tratamento com DTTC
 Strand and Debertine (2000)
 Strand, Stoeckel, Baas, (2006)
 Baas, Strand and Stoeckel (2009)
 Maas, Butalla, and Farinella (2012)
 Maas, and Farinella (2012)
 Murray, McCabe and Ballard (2014): revisão sistemática de literature*
* DTTC: evidência suficiente para a prática clínica.
O que é o DTTC?
 DTTC: Dynamic Temporal Tactile Cueing (Pistas táteis e temporais
dinâmicas)
 É um método de tratamento com base motora indicado para crianças
com AFI, especialmente casos severos.
 É considerado o método com mais evidência de eficácia.
 Seu design e procedimentos, incluindo as decisões clínicas que devem
ser consideradas, são baseados nos princípios de aprendizagem motora.
O que é o DTTC?
 Inicialmente referido como "Terapia de Estimulação Integral“ (Strand & Debertine;
2000 Strand & Skinder, 1999). (“listen to me, watch me, do what I do”)

 Estimulação integral foi introduzido na década de 1950 por Milisen, que descreveu
um programa de tratamento articulatório.

 DTTC: se baseia em uma técnica descrita por John Rosenbek e outros em 1973 (o
continuum de oito etapas para o tratamento da apraxia adquirida da fala).
O que é o DTTC?
 Foi sendo testado e refinado: nome mais apropriado
 Ponto central: uso de uma hierarquia temporal
- Variando a quantidade de tempo entre o modelo do clínico e a
resposta da criança.
- Ajuda gradualmente a criança a assumir a responsabilidade pelo
processamento motor da fala.
Tratamento de AFI: como escolher o método?
1. DTTC: Dynamic Temporal and Tactile Cueing
2. ReST: Rapid syllable Transition [[Link]
3. Biofeedback [Jonathan L. Preston]
4. PROMPT [[Link]
5. Nuffield Dyspraxia Programme [[Link]]
6. Integrated Phonological Phonological Awareness Intervention (linguistic
approach)
Tratamento de AFI: como escolher o método?
 Evidências da eficácia do método
 Idade da criança
 Gravidade do quadro

* Métodos que atendam às áreas ou habilidades deficitárias na condição clínica


apresentada.
O que diferencia o DTTC de outros métodos?
 Os alvos de palavras são individualizados para cada criança: não há listas
de palavras ou cartões com figuras.
 Avaliação cuidadosa, o fonoaudiólogo determina os padrões de
movimento da fala nos quais a criança precisa trabalhar e, em seguida,
seleciona palavras relevantes e funcionais.
 O terapeuta usa pistas que funcionam melhor para cada criança.
 Sugestões individualizadas para cada criança.
O que diferencia o DTTC de outros métodos?
 As pistas utilizadas são dinâmicas. Inseridas e removidas
 Foco do tratamento: movimentos e não fonemas individuais.
 As sessões de terapia são estruturadas para proporcionar à criança
muita prática.
 Os terapeutas usam métodos simples e rápidos de reforço, mantendo a
criança concentrada e envolvida durante a prática para maximizar o
aprendizado motor.
Breve revisão de conceitos importantes sobre AFI
 Apraxia de Fala na Infância (AFI): é um para “rótulo/nome” para um subtipo de
transtorno do som de fala.
 Foco da intervenção: MOVIMENTOS x sons isolados.
 Diferenças da terapia tradicional:
- Intensidade: terapia deve ser mais frequente (mais doses)
- Foco: aprimoramento das habilidades motoras de fala
- Devem ser incorporados os princípios de aprendizagem motora (PAM)
- Entre outras...
AFI: ineficiência no planejamento e programação da fala
 Planejamento: configuração articulatória do alvo de fala (espacial/temporal).
 Programação sensório-motora para fala refere-se à real especificação de
parâmetros de movimento.
Amplitude
Direção do movimento
Força
Velocidade
Variações na tensão muscular
Características Comuns
 Crianças com TSF: apresentarão inúmeros
erros de fala.
 Apresentarão repertório reduzido de sons.
 Crianças com transtorno fonológico:
apresentarão mais substituições.
 Crianças com quadros severos: a
inteligibilidade estará sempre comprometida.
AFI: características mais discriminativas
 Dificuldade em mudar de uma configuração articulatória para outra
 Presença de distorções de vogais
 Procura/ comportamento de tentativa e erro, especialmente em
produções eliciadas versus espontâneas.
 Erros prosódicos, incluindo erros de estresse lexical, estresse igual e
segmentação de sons / sílabas.
 Erros de voz inconsistentes dificultam a distinção entre fonemas
sonoros e sonoros.
AFI: importância da avaliação dinâmica
 Exame motor de fala: componente critico.
 Pistas/sugestões são fornecidas para facilitar o desempenho e, assim,
revelar habilidades emergentes.
 Contrasta com a avaliação estática, típica de testes mais padronizados, nos
quais as habilidades são medidas após uma resposta única sem a assistência
do examinador.
 Pode facilitar os julgamentos sobre gravidade e prognóstico, observando a
resposta da criança às sugestões.
 Pode ajudar no planejamento do tratamento, como o tipo e o número de
alvos de palavras a serem selecionados e os métodos de indicação que serão
mais úteis para a criança.
AFI: importância da avaliação dinâmica
 Dynamic Evaluation of Motor Speech Skills (DEMSS): evidência de validade e
confiabilidade.
 Verbal Motor Production Assessment for Children (VMPAC): evidência
parcial de validade.
 Kaufman Speech Praxis Test (KSPT) – evidência parcial de validade.

Tools for the Assessment of Childhood Apraxia of Speech. Gubiani, M. B.,


Pagliarin, K. C., et al. (2015). CoDAS, 27(6), 610-615
Objetivos do DTTC
 Melhorar a eficiência do processamento neural para o desenvolvimento e
aperfeiçoamento do planejamento sensório-motor e programação necessária para
fazer gestos articulatórios.
 Inclui estratégias para maximizar o processamento proprioceptivo e fornecer a
prática necessária para desenvolver e refinar programas motores, incluindo a
especificação de parâmetros de movimentos
Indicações do DTTC
 Crianças pequenas
 Mais apropriado para casos moderados e severos de AFI
 Requisitos:
- ser capaz de manter contato visual/ olhar para a face da terapeuta por
alguns segundos.
- ser capaz de imitar
Quem são os melhores candidatos para o DTTC?

 Casos severos
 Capacidade de manter contato visual
 Imitação direta
 Pais envolvidos e participativos

 Não é apropriado: para crianças que não demonstram atenção


conjunta ou intenção comunicativa.
 Baixo nível cognitivo: não compreende tentativas de movimentos
voluntários
Início: facilitar a conscientização da criança sobre o movimento
intencional

 As atividades motoras orais sem fala podem ser apropriadas para iniciar a sessão
 Mover a mandíbula, os lábios e língua enquanto o terapeuta incentiva a criança a
sentir o movimento
 Descrever movimentos de fala
 Melhorar a atenção da criança e não para facilitar produção da fala.
 Exercícios miofuncionais não são recomendados para AFI
Crianças que ainda não estão prontas.
O que podemos fazer?
 Ajude a criança a desenvolver a capacidade de variar parâmetros de movimentos
(grande/pequeno/ rápido/lento) voluntariamente.
 Controlar graus de abertura mandibular.
 Mover a língua
 Melhorar contato visual
 Melhorar defensividade tátil
 Pais podem ajudar bastante!
Elementos do DTTC
 Enfatiza a modelagem/prática dos gestos de movimentos (foco no movimento e não
no fonema).
 Usa diferentes tipos de pistas
- Visual: especialmente atenção ao rosto do clínico
- Gestual
- Tátil: não especificada, pode ser escolhida pelo clínico

 Enfatiza o uso de transições de movimento contínuo para o enunciado-alvo e evita


qualquer segmentação de movimento dentro da sílaba.
Elementos do DTTC
 Da oportunidade para a criança assumir a responsabilidade a criação, recuperação e
execução de planos motores com progressivamente menos pistas

 Direcionado à natureza da AFI – planejar e programar voluntariamente movimentos


de fala – foca no gesto do movimento e transições de movimentos.

 Responsabilidade crescente de formular e executar planos motores por própria conta


Elementos do DTTC
 Incorpora PAM que facilita a aquisição de habilidade motora e retenção de
padrões de movimento para fala.

 Facilita um input proprioceptivo aprimorado:


- Movendo-se mais devagar no início para dar mais tempo ao cérebro para
processamento proprioceptivo.
- Permanecer nas configurações iniciais por um tempo.
HIERARQUIA DO DTTC
Hierarquia do DTTC
PRODUÇÃO SIMULTÂNEA

IMITAÇÃO DIRETA

IMITAÇÃO ATRASADA

PRODUÇÃO ESPONTÂNEA
Hierarquia do DTTC
PRODUÇÃO SIMULTÂNEA
 Máximo de suporte

 Enfatiza e promove informações


IMITAÇÃO DIRETA salientes de aferência proprioceptiva

 Permite movimentos mais precisos


IMITAÇÃO ATRASADA

 Retira pistas para maximizar a


aprendizagem motora
PRODUÇÃO ESPONTÂNEA
PRODUÇÃO SIMULTÂNEA
 Iniciar com velocidade lenta
as tentativas de produção e
gradativamente ir para uma
IMITAÇÃO DIRETA velocidade normal

 Se necessário fornecer pistas:


- Visuais
IMITAÇÃO ATRASADA
- Gestuais
- Táteis

PRODUÇÃO ESPONTÂNEA
PRODUÇÃO SIMULTÂNEA

 Fornecer feedback específico


(conhecimento de desempenho) e
IMITAÇÃO DIRETA gradualmente move para feedback
geral (conhecimento dos resultados
(certo ou errado).
 Retirar as pistas o mais rápido
IMITAÇÃO ATRASADA
possível.
 Praticar o maior número de
tentativas possível por sessão.

PRODUÇÃO ESPONTÂNEA
PRODUÇÃO SIMULTÂNEA

 Quando a criança conseguir


IMITAÇÃO DIRETA produzir o alvo com precisão e com
velocidade normal de fala – passe a
variar a prosódia: falar alto/baixo/,
com diferentes entonações.
IMITAÇÃO ATRASADA
*variabilidade de prática

PRODUÇÃO ESPONTÂNEA
PRODUÇÃO SIMULTÂNEA Quando a criança mostrar:
 Movimento preciso
 Velocidade normal
IMITAÇÃO DIRETA  Prosódia variada
 Não mostra esforço

IMITAÇÃO ATRASADA

Avance para o próximo


PRODUÇÃO ESPONTÂNEA nível da hierarquia
Quando a criança apresentar dificuldade para
mudar de nível?

IMITAÇÃO DIRETA Tentativa imprecisa

Adicionar mímica ou retorne para imitação direta


IMITAÇÃO ATRASADA Tente novamente
Se tiver sucesso – siga para IMITAÇÃO ATRASADA
Adapted from
Strand & Skinder, 1999
IMITAÇÃO DIRETA
INCORRETA CORRETA

Prática com velocidade


PRODUÇÃO normal e variação de
SIMULTÂNEA prósódia

Se incorreta, tentar
Velocidade mímica ou voltar para SIMULTÂNEA REPETIÇÃO
Lenta ATRASADA

Adicionar pistas PRODUÇÃO


Táteis + gestuais ESPONTÂNEA

Depois da imitação simultânea com velocidade e prosódia


normal teste a imitação direta
IMTAÇÃO DIRETA

IMPRECISA RESPOSTA DA CRIANÇA CORRETA

SIMULTÂNEA - Velocidade lenta Mantenha velocidade normal +


+ adicione pistas Variação de prosódia

incorreta correta
Velocidade normal Ad. mímica/ou
+ variação prosódia Continuar com imitação direta
Ir para simultânea
Velocidade normal + prosódia

Quando conseguir
Seguir para IMITAÇÃO DIRETA Continuar até produção com
precisão

impreciso Ad. atraso após correto


modelo
Pequeno atraso ou imitaçao direta Atraso de 3 seg.

Strand, E.A. and Skinder, A (1999) Treatment of Developmental Apraxia of Speech: Integral Stimulation Methods. In Caruso, A., and Strand, E.A. (Eds.)
Clinical Management Of Motor Speech Disorders of Children. New York: Thieme Publishing Co.
Procedimento Inicial
1. Iniciar pela IMITAÇÃO DIRETA: a terapeuta produz o alvo e pede para a
criança repetir (criança está olhando na face para ver o modelo).
2. Se a criança falhar – volte para IMITAÇÃO SIMULTÂNEA.
3. A terapeuta repete o modelo falando junto com a criança
4. Se falhar – tentar novamente + adicione as pistas
5. Se correto: siga para IMITAÇÃO DIRETA
Procedimento Inicial
 Se a velocidade lenta não ajudar em uma produção mais precisa: inserir as pistas.
 Pistas:
- Estratégias para posicionamento fonético
- Pistas táteis
- Pistas gestuais
 Para ajudar no processamento proprioceptivo peça para a criança manter a
posição/configuração espacial inicial por alguns segundos.
 Em seguida pode relaxar (manter uma posição mais natural) e novamente tentar
Outras estratégias possíveis
 Peça à criança que produza apenas o movimento para o alvo, sem voz
 Reduz os requisitos de planejamento do motor (retirando os sistemas
respiratório e laríngeo)
 Normalmente, as crianças poderão imitar simultaneamente somente após
várias tentativas.
 Em seguida, fale lentamente como um sussurro e depois com ativação da
voz.
Outras estratégias possíveis
 Quando a criança imitar simultaneamente com precisão e com velocidade
normal de fala por pelo menos 10 tentativas: comece a variar a prosódia
 A criança não saberá o que você fará, não espere que ela combine com o
seu modelo.
 Isso é apenas para mostrar como sua voz pode variar!
 Gradualmente, a criança começará a variar sua prosódia
Quando a criança conseguir:
 Produzir sem esforço ou ensaio/tateio
 Boa precisão
 Usando velocidade normal
 Conseguiu variar a prosódia pelo menos um pouco

 Siga para IMITAÇÃO DIRETA


 Este é um ponto em que elas irão falhar
 Se assim for, adicione uma mímica enquanto eles tentam a expressão após seu
modelo
 Faça isso até que eles possam imitar facilmente
 Se isso não for bem-sucedido, volte à IMITAÇÃO SIMULTÂNEA
 Continuar a praticar na imitação direta - adicionando e retirando as pistas
conforme a necessidade da criança.
 Mova gradualmente para uma velocidade normal com prática repetida
 Retire as pistas assim que possível.
 Como antes, quando a criança é precisa, falando na velocidade normal e sem
esforço ou hesitação, comece a variar a prosódia.
 Desta vez, a criança deve tentar corresponder à sua prosódia
 Algumas crianças com AFI têm grandes dificuldades com a prosódia
 Considere fazer treinos extras apenas para prosódia (fora DTTC)
Procedimentos DTTC
 Iniciou pela IMITAÇÃO DIRETA – se falhou – IMITAÇÃO SIMULTÂNEA – DIRETA
 Quando a criança consegue produzir com precisão e variar prosódia em pelo
menos 10 ensaios - passar para IMITAÇÃO ATRASADA.
 Terapeuta diz a emissão-alvo.
 Insira um atraso (de um a três segundos) antes da resposta imitativa.
 Após a criança ter sucesso em repetir a expressão depois de 2 ou 3 segundos de
atraso, pode querer que a criança repita o alvo várias vezes sem estímulos
intervenientes.
Procedimentos DTTC
 Durante a IMITAÇÃO ATRASADA:
 Como antes, sempre adicione ou retire as pistas
 Quando eles mantiverem a precisão e velocidade normal em pelo menos 10
tentativas – comece a variar a prosódia.
 Quando a criança produz com precisão e tem prosódia variada para pelo menos
10 tentativas, passe para a PRODUÇÃO ESPONTÂNEA.
Adapted from
Strand & Skinder, 1999
IMITAÇÃO DIRETA
INCORRETA CORRETA

Prática com velocidade


PRODUÇÃO normal e variação de
SIMULTÂNEA prósódia

Se incorreta, tentar
Velocidade mímica ou voltar para SIMULTÂNEA REPETIÇÃO
Lenta ATRASADA

Adicionar pistas PRODUÇÃO


Táteis + gestuais ESPONTÂNEA

Depois da imitação simultânea com velocidade e prosódia


normal teste a imitação direta
Procedimentos DTTC
 Elicitar/criar a PRODUÇÃO ESPONTÂNEA:
 Elicie com uma pergunta ou imagem.
 Faça isso aleatoriamente esporadicamente durante a sessão enquanto estão
praticando outros alvos em prática bloqueada.
Procedimentos DTTC
 Lembre-se de que a hierarquia das pistas é não linear ou estático.
 Está mudando constantemente conforme a terapeuta adiciona ou retira as
pistas.

Alvos diferentes podem estar em diferentes


lugares na hierarquia das pistas
Medidas de Fidelidade
 A medição da fidelidade é extremamente importante para pesquisas sobre o
tratamento.
 Um aspecto do DTTC que pode causar problemas para medir a fidelidade:
- O Terapeuta precisa tomar várias decisões dentro e entre as sessões.

 Checklists de fidelidade podem ser úteis tanto na clínica como na pesquisa (em
que grau de implementação eles estão).
Exemplo de Checklist
Observações gerais por sessão:
__________ Utilizou 4-8 alvos
__________ Organização de prática bloqueada modificada
__________ Realizou manejo de feedback
__________ Permaneceu sentado em frente à criança; perto do nível dos olhos
__________ Nenhum item de distração perto de criança
Para cada alvo praticado
_____ Utilizou pistas táteis quando apropriado (pelo menos 80% das vezes)
_____ Começou com velocidade lenta de fala e gradualmente foi aumentando
_____ Adicionou pistas de forma adequada pelo menos 80% das vezes
_____ Retirou pistas adequadamente pelo menos 80% das vezes
_____ Mudou de imitação SIMULTÂNEA para DIRETA quando as condições
foram cumpridas
_____ Mudou de imitação DIRETA para ATRASADA quando as condições
foram cumpridas
_____ Mudou de imitação ATRASADA para produção ESPONTÂNEA no momento
apropriado
Decisões importantes quando implementar o DTTC

1. Seleção dos ESTÍMULOS


2. Qual tipo de PRÁTICA? Bloqueada ou aleatória?
3. Tipo, quantidade e quando mudar o tipo de FEEDBACK?
Decisões importantes quando implementar o DTTC

1. Seleção dos ESTÍMULOS


2. Qual tipo de PRÁTICA? Bloqueada ou aleatória?
3. Tipo, quantidade e quando mudar o tipo de FEEDBACK?
1. Seleção dos Estímulos
 Emissões-alvo: “veículo” para praticar/moldar movimento e, portanto,
melhorar a eficiência do planejamento e programação motora.
 Determinar quais serão as metas.
 Não focar em fonemas individuais.
 Escolher formas de movimentos é o relevante para os casos de AFI.
1. Seleção dos Estímulos

 Existe distorção de vogais? Em quais?


 Pense na forma da sílaba (CV, VC, CVC, sílabas duplicadas, etc.)
 Pense na extensão e complexidade fonética
 Palavras reais x sem sentido
1. Seleção dos Estímulos: QUANTOS?
 PAM nos ajuda a decidir a quantidade
 AFI severa: dificuldade na aquisição precoce de padrões precisos de movimento
 Aquisição: prática massiva – poucos alvos
 DTTC: 5-6 alvos para crianças com AFI severa
 1 ou 2 alvos: não fornece variabilidade suficiente da prática
 Aumento gradual: somente após algumas semanas de tratamento frequente
 Comprimento (formato da sílaba) e conteúdo fonético
 Use o exame de fala motora para determinar sua fala desempenho entre
palavras que variam em tamanho e tamanho fonético complexidade
 Se a criança tiver sucesso apenas no CV ou VC, use as mais uma
 CVC ou sílaba reduplicada
 Considerar contextos coarticulatórios facilitadores
 Escolha padrões de movimento para os quais não foram bem-sucedidos!
(verificados durante a sua avaliação!)
Na avaliação motora de fala, em sua escolha de palavras iniciais, mas não
inclua mais de 1 ou 2 no início.

Exemplos de movimentos
 fechamento de lábios
 Língua de frente para trás
 Lábios arredondados para neutros ou largos
Vogais: escolha estímulos iniciais com base nos erros de vogal observadas na avaliação
em forma de sílaba
AFI GRAVE: tenha cuidado para restringir apenas duas novas vogais (vogais distorcidas)
através de um par de articulações contextos
Usando seus objetivos de vogal, adicione fonemas para criar funções alvos (palavras).
FONEMAS:
iniciar pelos que ela já tem – introduzir apenas 1 ou 2 novos para maximizar a
funcionalidade
 Lembre-se de usar a gravidade como um guia para o número de estímulos.
 Quanto mais grave a AFI: menor o tamanho definido – mas provavelmente nunca
menos que 5 para manter pelo menos alguns prática distribuída
 Quando cada meta atende aos critérios para sair do treinamento, então um novo
alvo é trazido para a lista.
 Como a criança melhora a habilidade motora, as metas começam a atingir
critérios mais rapidamente - nesse ponto, quando alguém sai para generalização

 2 novos podem ser trazidos, para gradualmente aumentar o tamanho definido


2. Qual o tipo de prática utilizar?
bloqueada ou aleatória?
 Bloqueada: os estímulos organizados em bloco que deve ser treinada
continuamente e de forma repetida.
 Usada na etapa de aquisição
 Aleatória: pratique cada estímulo 1 ou 2 vezes sem estímulos intervenientes.
Usada para retenção da habilidade.
 Crianças severas: sempre iniciar pela prática bloqueada.
2. Qual o tipo de prática utilizar?
bloqueada ou aleatória?
PRÁTICA BLOQUEADA PRÁTICA ALEATÓRIA
Papa Oi mamã
Papa Papa
Bloqueada aquisição
Papa Não
Aleatória: retenção
Papa Papa
Oi mamã Oi mamã
Oi mamã Papa
Oi mamã Papa
Oi mamã Oi mamã
2. Como a prática será organizada?

 BLOQUEADA: cada alvo praticado em blocos, uma vez em cada sessão


 BLOQUEADA MODIFICADA: blocos repetidos 1, 2 ou 3 vezes na sessão
 ALEATÓRIA: cada alvo praticado uma vez, aleatoriamente em todo a sessão.
PRÁTICA BLOQUEADA ALVOS Prática Prática Prática Prática Prática Prática
Bloco 1 Bloco 2 Bloco 3 Bloco 4 Bloco 5 Bloco 6
OO 20-40
Durante cada bloco você Tentativas
Passará EU 20-40
a hierarquia DTTC, Tentativas
adicionando e retirando pistas
como necessário. MAMÁ 20-40
Tentativas

NÃO 20-40
Apenas um EXEMPLO: alvos e quantidade Tentativas
de repetições dependerá de cada caso!
DÁ 20-40
Tentativas

PAPÁ 20-40
Tentativas
Apenas um EXEMPLO: alvos e quantidade
de repetições dependerá de cada caso!
PRÁTICA BLOQUEADA MODIFICADA

ALVOS PRÁTICA PRÁTICA PRATICA PRÁTICA PRÁTICA PRÁTICA PRÁTICA PRÁTICA PRÁTICA
BLOCO 1 BLCO 2 BLOCO 3 BLOCO 4 BLOCO 5 BLOCO 6 BLOCO 7 BLOCO 8 BLOCO 9
OI 25 a 40 25 a 40 25 a 40 25 a 40
tent. tent. tent. tent.
EU 15 a 20
tent
MAMÁ 15 a 20
tent.
NÃO 15 a 20
tent.
DÁ 15 a 20
tent
PAPÁ 15 a 20
tent.
3. Tipos de Feedback
ESPECÍFICO: GERAL:
conhecimento da performance conhecimento do resultado
• Dar informação específica sobre o que Certo ou errado!
está certo ou errado no movimento. “ficou ótimo”
“oh, feche um pouco mais sua boca” “vamos tentar de novo”
“você não esqueceu do biquinho” “não foi dessa vez”
“você falou muito forte!”
3. Variação dos Tipos e Frequência de Feedback

 ETAPA DA AQUISIÇÃO: imediato, frequente, específico


 ETAPA DE RETENÇÃO: menos frequente, atrasado, geral
Referências Bibliográficas
1. Baas BS, Strand EA, Elmer LM, Barbaresi WJ. (2008) Treatment of severe childhood apraxia of
speech in a 12- year-old male with CHARGE association. J Med Speech Lang Pathol. 16(4):181-
90.
2. Caruso, A. and Strand, E. (1999) Clinical Management of Motor Speech Disorders in Children.
New York: Thieme.
3. Maas, E., Butalla, C., & Farinella, K. (2012). Feedback frequency in treatment for childhood
apraxia of speech. American Journal of Speech-Language Pathology, 21(3),239–257.
4. Maas, E., & Farinella, K. A. (2012). Random versus blocked practice in treatment for childhood
apraxia of speech. Journal of Speech, Language, and Hearing Research, 55(2), 561–578..
5. Murray, E., McCabe, P., & Ballard, K. (2014). A systematic review of treatment outcomes for
children with Childhood Apraxia of Speech. American Journal of Speech-Language Pathology,
23, 486-504.
Referências Bibliográficas
6. Strand, E.A. and Skinder, A (1999) Treatment of Developmental Apraxia of Speech: Integral
Stimulation Methods. In Caruso, A., and Strand, E.A. (Eds.). Clinical Management Of Motor
Speech Disorders of Children.
7. Strand EA, McCauley RJ, Weigand SD, Stoeckel RE, Baas BS. (2013). A motor speech assessment
for children with severe speech disorders: reliability and validity evidence. J Speech Lang Hear
Res. 56(2):505-20.
8. Strand EA, Debertine P. The efficacy of integral stimulation intervention with developmental
apraxia of speech. J Med Speech Lang Pathol 2000; 8(4):295-300.
9. Strand EA, Stoeckel R, Baas B. Treatment of severe childhood apraxia of speech: a treatment
efficacy study. J Med Speech Lang Pathol 2006 Dec; 14(4):297-307.
10. Strand EA, Stoeckel R, Baas B. Treatment of severe childhood apraxia of speech: a treatment
efficacy study. J Med Speech Lang Pathol 2006 Dec; 14(4):297-307.
Obrigada pela atenção!

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