0% acharam este documento útil (0 voto)
6 visualizações55 páginas

Elementos Mecânicos Flexíveis em Máquinas

O documento apresenta o conteúdo da disciplina Elementos de Máquinas 1 da Universidade Federal de Juiz de Fora, abordando elementos mecânicos flexíveis como correias, correntes e cabos. O curso inclui tópicos sobre características, aplicações e cálculos relacionados a esses elementos, além de avaliações e exemplos resolvidos. O professor responsável é o Dr. Yuri José Oliveira Moraes.

Enviado por

elder.junior
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
6 visualizações55 páginas

Elementos Mecânicos Flexíveis em Máquinas

O documento apresenta o conteúdo da disciplina Elementos de Máquinas 1 da Universidade Federal de Juiz de Fora, abordando elementos mecânicos flexíveis como correias, correntes e cabos. O curso inclui tópicos sobre características, aplicações e cálculos relacionados a esses elementos, além de avaliações e exemplos resolvidos. O professor responsável é o Dr. Yuri José Oliveira Moraes.

Enviado por

elder.junior
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Universidade Federal de Juiz de Fora

Departamento de Engenharia Mecânica


Faculdade de Engenharia Curso: Engenharia Mecânica
Disciplina: Elementos de Máquinas 1 Código: MEC004
Horário: Terças e Sextas: 16 às 18hs Período: 2024.3

Conteúdos: “7 e 10”/10
Elementos Mecânicos Flexíveis:
Correias, Correntes e Cabos

Prof. Dr. Yuri José Oliveira Moraes


(yurijmoraes@[Link])

Núcleo de conteúdos: Profissionalizante – Sistemas Mecânicos


Nível de ensino: Educação Superior Carga horária/Cr: 60hs/4
Juiz de Fora – Minas Gerais
2025
ROTEIRO DA APRESENTAÇÃO

1) Introdução
2) Correias
3) Correias Planas e Redondas
4) Correias em “V” e Sincronizadoras
5) Materiais e Características das Correias
6) Correntes
7) Correntes de Roletes (Rolos), Buchas e Dentes
8) Cordas de Fio e Cabos de aço
9) Exemplo Resolvido
10) Avaliação da Aprendizagem (Acréscimo no PF, até 5,0 pts. Máximo 20 pontos AV3)
11) Agradecimentos

2
INTRODUÇÃO

Correias, Correntes, Cordas e outros similares elásticos ou elementos de máquinas flexíveis são utilizadas em
sistemas de transporte e na transmissão de potência sobre grandes distâncias. Podem ser usadas como substitutos
de elementos mecânicos rígidos: Engrenagens, Eixos, Mancais, Rodas dentadas.

Tem a vantagem de: Tem a desvantagem de:

❑ Aplicados na transmissão de movimento e potência em ❑ Não possui vida infinita, logo o ciclo de vida (N)
grandes distâncias; e a resistência a fadiga devem ser considerados;
❑ Menor custo de implementação; ❑ Deve-se elaborar um cronograma de inspeção;
❑ Simplificam o projeto e o desenho técnico da máquina; ❑ Susceptível ao desgaste, envelhecimento, perda
❑ Absorvem cargas e choques; de elasticidade e deterioração;
❑ Amortecem os efeitos vibracionais; ❑ Maior custo de manutenção;
❑ Possibilitam algum grau de desalinhamento e desgaste. ❑ Alto índice de substituição dos elementos.

3
CORREIAS

o Polias abauladas ou planas são usadas em correias planas;


o Polias ranhuradas (roldanas) são usadas em correias redondas e “V”;
o Polias dentadas são usadas em correias sincronizadoras.

Ex: Características de alguns tipos comuns de correia.


4
CORREIAS

Algumas características de transmissões por correias:

➢ Possibilita grandes distâncias entre centros da polia motora e movida;

➢ Eixos de polias devem ser separados em uma distância mínima;

➢ Não tem relação de transmissão constante devido ao escorregamento e fluência (exceto nas sincronizadoras);

➢ Em alguns casos, polias intermediárias de tração ou tensionadoras são usadas para compensação e ajustes.

5
CORREIAS

Ex: Geometria de correia plana.

Cruzada!

Aberta!

𝜃 → Â𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜 𝑑𝑒 𝑎𝑏𝑟𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜

6
CORREIAS

Lado Bambo Lado Tensionado Correias cruzadas são Usadas no


montadas fora-de-plano escalonamento
H
H para evitar roçamento!! de velocidades!!

Correias planas
Não reversível! podem ser
H A.H alteradas de
posição. Elimina
embreagem!!

Reversível!
A.H

H A.H

A.H
Reversível!

Polias intermediárias auxiliam na reversão do movimento e tensionam a correia aberta! 7


CORREIAS PLANAS E REDONDAS

Firbank descreve a “teoria do acionamento” para


transmissão de uma correia plana aberta, sendo possível
determinar a potência requerida para acionar o sistema. Lado Tensionado

Ex: Forças e torques em uma polia


Lado Bambo abaulada para correia plana.

Lado Bambo

𝑭𝟏 > 𝑭𝟐
Lado Tensionado

𝑓∅ → Â𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜 𝑑𝑒 𝑎𝑏𝑟𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑎 𝑔𝑒𝑜𝑚𝑒𝑡𝑟𝑖𝑎 𝑑𝑜 𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜

Ex: DCL do elemento 𝑭𝒊 = 𝟎


da correia. Ex: Correia plana aberta.
𝑻=𝟎 8
CORREIAS PLANAS E REDONDAS

Logo, para que haja torque transmitido, a tração inicial deve: Desta forma, a potência transmitida (H) é
calculada pela eq. a seguir:
1 – Ser Provida;
2 – Ser Sustentada; 𝑷𝒐𝒕𝒎𝒆𝒄 = 𝑭. 𝑽
3 – Quantidade apropriada;
4 – Mantida por inspeção.
Um fator de serviço (Ks) é utilizado como fator
de segurança aplicado a potência nominal (H),
𝑤 → 𝑃𝑒𝑠𝑜 𝑑𝑒 𝑢𝑚 𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑖𝑎 (𝑁/𝑚)
onde (nd) é um fator de projeto.
γ → 𝐷𝑒𝑛𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑎 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑖𝑎 (𝑁/𝑚³)
𝑏 → 𝐿𝑎𝑟𝑔𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑎 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑖𝑎 (𝑚)
𝑡 → 𝐸𝑠𝑝𝑒𝑠𝑠𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑎 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑖𝑎 (𝑚)

𝑉 → 𝑉𝑒𝑙𝑜𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑙𝑖𝑛𝑒𝑎𝑟 𝑑𝑎 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑖𝑎 (𝑚/𝑠)


𝑑 → 𝐷𝑖â𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑎 𝑝𝑜𝑙𝑖𝑎 (𝑚) Os fabricantes fornecem especificações das
𝑛 → 𝑓𝑟𝑒𝑞𝑢ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑜𝑠𝑐𝑖𝑙𝑎çã𝑜 (𝑟𝑒𝑣/𝑠) correias como a tração máxima permissível
por unidade de largura (𝑭𝒂 ) em (N/m).

9
CORREIAS PLANAS E REDONDAS

O desenvolvimento de atrito (𝒇′) pode ser calculado, devendo ser


menor que o atrito de uma correia padrão (f) que varia de (0,7 à 0,9).

Ex: Fatores de correção da velocidade (𝑪𝒗 ) para correias de couro de várias espessuras.

Ex: Gráfico da tração inicial (𝑭𝒊 ) contra tração na correia na parte bamba
(𝑭𝟐 ) e tensionada (𝑭𝟏 ), mostrando a intersecção da força centrífuga (𝑭𝒄 ).

Ex: Fatores de correção de polia (𝑪𝒑) para correias planas.


10
CORREIAS PLANAS E REDONDAS

Ex: Variações das trações em correias planas flexíveis


em alguns pontos durante uma passagem de correia.

11
CORREIAS PLANAS E REDONDAS

Ex: Diâmetros mínimos de polias em (mm) para correias planas e


redondas de uretano. Tab. Norton 17-3.

Ex: Propriedades de alguns materiais de correias planas e redondas para


Ex: Alturas de abaulamentos e diâmetros de polias ISO para correias planas.
(d = diâmetro, t = espessura, w = largura).

12
CORREIAS EM “V” E SINCRONIZADORAS

❖ Correias em “V”:

As dimensões das seções transversais de correias em “V” são padronizadas pelos fabricantes,
com as seções designadas por letras do alfabeto para tamanhos em polegadas.

Tamanhos métricos são designados por números.

Ex: Seções de correias em “V” padronizadas.

Ex: Circunferências internas das correias padronizadas em “V”.

13
CORREIAS EM “V” E SINCRONIZADORAS

Para especificar uma correia em “V”, deve-se fornecer a letra da seção, seguida pela circunferência interna em
polegadas, pela Tab. anterior. Ex: B75 é uma correia de seção B com circunferência interna de 1875 mm.

Cálculos envolvendo o comprimento da


correia se baseiam no primitivo:

Logo, o primitivo é convertido pela


Tab. ao lado. Ex: Dimensões de conversão de comprimento. Adicione a quantidade listada a
circunferência interna para obter o comprimento primitivo em mm.

Ex: B75 é uma correia de comprimento primitivo: 1875 + 45 = 1920mm.

O ângulo da ranhura da roldana é menor que o ângulo da seção da correia para que a correia se acunhe
na roldana, aumentando o atrito. Este valor depende da seção da correia, diâmetro da roldana e ângulo de contato.

Se o ângulo da ranhura da roldana for muito menor que o da seção da correia, a força requerida para puxar a
correia da ranhura é excessiva. Valores ótimos são dados na literatura comercial.

14
CORREIAS EM “V” E SINCRONIZADORAS

Para melhores resultados de transmissão, a correia deve operar com Grande (C) não são recomendados
velocidades entre 20 m/s e 25m/s, e não menos que 5m/s. para correias em “V”, porque a
vibração excessiva do lado “bambo”
O comprimento primitivo (𝑳𝒑 ) e a distância de centro a centro (C) é: diminuirá a vida útil da correia.

❖ 𝑪≤ 𝟑 𝑫+𝒅
❖ 𝑪≥𝑫

Correias em “V” segmentadas são


mais balanceadas, vibram menos,
assim podem ter maiores (C).

A base da estimativa de capacidade de potência de correias em “V” é dada pelo fabricante, tabelada em (Htab),
para condições de carga estável e roldanas de mesmo diâmetro (abraçamento de 180º). Desvios são corrigidos por:

15
CORREIAS EM “V” E SINCRONIZADORAS

Ex: Fator de correção (K1) do ângulo de contato


para transmissões por correias. (ref: 17-13).

Ex: Estimativas de potência (Htab) em (kW)


de correias em “V” padronizadas. (ref: 17-12).

Ex: Fator de correção (K2) para


comprimento da correia. (ref: 17-14).

16
CORREIAS EM “V” E SINCRONIZADORAS

A potência de projeto (Hd) é dada por:

ACIONADOR

≈𝟏

O número de correias (Nb) é dado por:

As trações nas correias em “V” são vistas Ex: Variações das trações em correias em “V” flexíveis em alguns pontos
na Fig. ao lado. A flexão existe nestas correias. durante uma passagem de correia.

17
CORREIAS EM “V” E SINCRONIZADORAS

Ex: Alguns parâmetros de correias em “V”. (ref: 17-16). O fator de segurança (nfs) é:

As trações
equivalentes
(T) são:

A potência transmitida por correias é baseado:


A regra de Miner soma danos causados pelos picos de
tensão. (Np) é o número de voltas da correia e (𝐛 ≈ 𝟏𝟏).
O tempo de vida (t) em horas é dado por:

18
CORREIAS EM “V” E SINCRONIZADORAS

Ex: Fatores de serviço (Ks) sugeridos para


transmissões por correias em “V”.

Ex: Parâmetros de durabilidade para algumas


seções de correias em “V”. (ref: 17-17).

A análise de transmissão de correia em “V” deve


seguir os seguintes passos:

A Gates Rubber Company declara seu coeficiente de


atrito efetivo de (f = 0,5123) para ranhuras.

19
CORREIAS EM “V” E SINCRONIZADORAS

20
CORREIAS EM “V” E SINCRONIZADORAS

❖ Correias Sincronizadoras:

Uma correia sincronizadora não se alonga, nem


desliza, e assim transmite potência a uma razão
de velocidade angular constante. Desta forma,
nenhuma pré-tração inicial é necessária.

Não requerem Não há variação de velocidade


lubrificação!! cordal como as correntes!!

Ex: Passos padronizados de Ex: Transmissão por correia sincronizadora evidenciando porções da polia e correia. O diâmetro
correias de sincronização. primitivo da polia é maior que a distância diametral de lado a lado dos círculos de topo dos dentes.

21
CORREIAS EM “V” E SINCRONIZADORAS

O fio de aço, ou seja, o membro que suporta a tração, está localizada na linha primitiva da
correia. Assim o comprimento primitivo é o mesmo independente da espessura do reforço.

Os 5 passos padronizados disponíveis da série de polegadas estão listados na Tabela


anterior, designados por letra, variando de 5 a 30 mm.

✓ Comprimentos primitivos padronizados variam de 150 a 4500 mm.

✓ Polias tem tamanhos de 15 a 900 mm de diâmetro primitivo.

✓ Os números de ranhuras (acoplam aos dentes da polia) variam de 10 a 120 unidades.

Fios de aço para suportar cargas de tração!!

O processo de dimensionamento e seleção para correias sincronizadoras é similar àquele


para correias em “V”. Os fabricantes fornecem um amplo suprimento de informações e
detalhes sobre tamanhos e resistências.

22
MATERIAIS E CARACTERÍSTICAS DAS CORREIAS

Correias planas são fabricadas com uretano e tecido impregnado de borracha, reforçado com fio de aço ou
cordas de náilon para absorver a carga de tração. As superfícies podem ter revestimento superficial de couro.

❑ São silenciosas, largas e absorvem vibrações;


❑ Operam em altas velocidades (não constantes);
❑ Transmitem grandes potências, e eficiência de até 98%;
❑ Possuem altas distâncias entre centros de polias;
❑ São requisitadas em rolos, cortadas e unidas com sortimento do fabricante;
❑ Aplicação em sistemas de esteira. Grampo de junção!!

23
MATERIAIS E CARACTERÍSTICAS DAS CORREIAS

Correias em “V” são de tecido impregnada de borracha, reforçado com corda de algodão, náilon, ou aramida.

❑ São geralmente menos eficientes que as planas, variando de 70% a 96%;


❑ Podem ser aplicadas várias correias em uma única roldana (acionamento múltiplo);
❑ Aplicadas em baixas distâncias entre centros de polias; Aramida!

❑ São requisitadas em comprimentos específicos e não contem juntas;


❑ Aplicação em máquinas e acionadores.

Exemplo: Correia em “V” do fabricante Multibelt.

1) Envelope: Tecido impregnado de borracha;


2) Borracha isolante: Mantém os cordoanéis ligados ao
corpo da correia e evita a fricção entre os componentes;
3) Borracha de compressão: Composto preparado para
resistir à falha causada pela compressão;
4) Cordoanel: Feito de poliésteres tratados, que garantem
excelente resistência ao alongamento e à flexibilidade.

24
MATERIAIS E CARACTERÍSTICAS DAS CORREIAS

Correias sincronizadoras são de tecido emborrachado revestido de náilon, reforçado com fio de aço para
suportar tração, possuindo dentes que se encaixam em ranhuras cortadas na periferia das polias dentadas.

❑ Não se alongam ou escorregam, e são mais silenciosas que as correntes;


❑ Transmite potência com razão de velocidade constante;
❑ Operam em velocidades altas ou baixas, com eficiência de 97 a 99%.
❑ Na maioria das vezes não necessita de pré-tensão e tensionadores;
❑ Os centros de eixos são fixos pois não precisam de ajustes, devido ao sincronismo;
❑ São requisitadas em comprimentos específicos e não contem juntas;
❑ Aplicação em máquinas e motores;
❑ Alto custo devido ao processo de fabricação dos dentes da correia e polia;
❑ Flutuações dinâmicas estão presentes na frequência de “engrenamento” dos dentes.

25
EXEMPLO RESOLVIDO

01) Um motor de fase dividida com 7,46 kW rodando a 1.750 rev/min é utilizado para acionar uma bomba rotativa
que opera 24 hs/dia. Roldanas de 188 mm e 280 mm e correias B2800 são especificadas. O fator de serviço Ks é 1,3.
Analise uma transmissão de correia “VV”, e estime a sua vida em número de passagens e horas de operação.
Solução ➢ O ângulo de abraçamento (𝜙) de contato da correia e polia:

➢ A velocidade periférica linear (V) da correia é:


𝜙→

➢ O comprimento primitivo (Lp) é calculado O coeficiente de atrito efetivo para ranhuras


pelo comprimento interno da correia mais uma do fabricante da correia é: (f = 0,5123).
quantidade adicionada pelo tipo de seção (B): ➢ Para (D – d )/C = (280 - 188)/1054 ≅ 0,1), e pela V = 17 m/s,
das Tabelas a seguir encontra-se os parâmetros:

➢ A distância entre centros (C) das roldanas é:

26
EXEMPLO RESOLVIDO

➢ Calculando a potência admissível e de projeto:

➢ O número de correias da transmissão é:

3,5

Interpolando para V = 17 m/s e d = 188 mm.

27
EXEMPLO RESOLVIDO

Encontrando os parâmetros de força (F) e tração na correia (T):

28
EXEMPLO RESOLVIDO

O fator de segurança (nfs) é:

O tempo de vida (t) em horas é dado por:

29
CORRENTES

Algumas características de transmissões por correntes:

➢ Razão constante entre velocidades da roda motora e movida pois não há escorregamento e fluência;
➢ Relação de transmissão da ordem de (6:1), razões maiores diminuem a vida da corrente;
➢ Vida longa, mas poderá falhar devido ao desgaste dos roletes nos pinos ou fadiga na superfície dos roletes;
➢ Capacidade de acionar vários eixos aplicando um único acionador;
➢ Existência de uma variação da velocidade cordal devido ao “engrazamento” dos roletes na roda dentada.

30
CORRENTES DE ROLETES (ROLOS), BUCHAS E DENTES

Correntes de roletes foram padronizados no seu tamanho por norma da ANSI. O passo (p) é a distância linear
entre os centros dos roletes. A largura é o espaço entre as placas internas do elo. Estas correntes podem ser
dispostas em até (n) fileiras, com um fator de multiplicidade corrigindo sua capacidade de transmissão.

Elo: Menor conjunto de roletes


acoplados por um par de placas!!

Ex: Fator de multiplicidade pelo número de fileiras para correção da capacidade de transmissão. 31
CORRENTES DE ROLETES (ROLOS), BUCHAS E DENTES

Ex: Roda dentada (coroa) acionando uma corrente de rolos e


rotacionando em sentido A.H.

d/2

d = D – 2e

𝑁 → 𝑁ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑑𝑒𝑛𝑡𝑒𝑠 𝑑𝑎 𝑟𝑜𝑑𝑎 𝑑𝑒𝑛𝑡𝑎𝑑𝑎.


𝛾 → Â𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜 𝑑𝑒 𝑝𝑎𝑠𝑠𝑜 𝑑𝑎 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑜𝑢 𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑢𝑙𝑎çã𝑜.
𝐷 → 𝐷𝑖â𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 𝑝𝑟𝑖𝑚𝑖𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑑𝑎 𝑟𝑜𝑑𝑎 𝑑𝑒𝑛𝑡𝑎𝑑𝑎.
Ex: Dimensões de correntes de roletes padronizados: fileira única.
32
CORRENTES DE ROLETES (ROLOS), BUCHAS E DENTES

A rotação do elo pelo ângulo (𝜸) causa impacto entre os roletes e dentes da roda dentada, e desgaste na junta.

A vida de uma transmissão é função do desgaste e da resistência à fadiga superficial dos rolos, deve-se reduzir (𝛾).

Ex: Montagem de um par de elos de uma corrente de rolos.

𝑉 → 𝑉𝑒𝑙𝑜𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑙𝑖𝑛𝑒𝑎𝑟 𝑑𝑎 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 (𝑚/𝑠).


𝑛 → 𝑉𝑒𝑙𝑜𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑟𝑜𝑡𝑎çã𝑜 𝑑𝑎 𝑟𝑜𝑑𝑎 𝑑𝑒𝑛𝑡𝑎𝑑𝑎 𝑟𝑒𝑣/𝑠 .
𝑣𝑚á𝑥 → 𝑉𝑒𝑙𝑜𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑚á𝑥𝑖𝑚𝑎 𝑑𝑒 𝑠𝑎í𝑑𝑎 𝑑𝑎 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑚/𝑠 .
𝑣𝑚í𝑛 → 𝑉𝑒𝑙𝑜𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑚í𝑛𝑖𝑚𝑎 𝑑𝑒 𝑠𝑎í𝑑𝑎 𝑑𝑎 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑚/𝑠 .

Usando um diâmetro mínimo (d) da geometria da


coroa, encontra-se a velocidade mínima (𝒗𝒎í𝒏 ).

∆𝑉
→ 𝑉𝑎𝑟𝑖𝑎çã𝑜 𝑑𝑎 𝑣𝑒𝑙𝑜𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑟𝑑𝑎𝑙 𝑑𝑎 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒(𝑎𝑑𝑚).
𝑉 33
CORRENTES DE ROLETES (ROLOS), BUCHAS E DENTES

o A capacidade da potência tabelada (𝑯𝒕𝒂𝒃 )


transmitida das correntes, baseiam-se: Coroa!

➢ h = 15.000 horas a carga completa;


➢ Fileira única;
➢ Proporções da norma ANSI;
➢ Fator de serviço unitário;
➢ 100 passos no comprimento;
➢ Lubrificação recomendada;
➢ 3% de alongamento máximo;
➢ Eixos horizontais;
➢ Duas rodas dentadas de 17 dentes.

Pinhão ou Catraca!

Rodas dentadas motoras com N = 19 ou 21 dentes


aumentam a expectativa de vida da corrente,
produzindo menos ruído e vibrações.
Ex: Capacidade designada de corrente de roletes de fileira 34
única em (kW), roda dentada de N = 17 dentes, ref: 17-20.
CORRENTES DE ROLETES (ROLOS), BUCHAS E DENTES

o A capacidade da potência tabelada (𝑯𝒕𝒂𝒃 )


transmitida das correntes, baseiam-se:

➢ h = 15.000 horas a carga completa;


➢ Fileira única;
➢ Proporções da norma ANSI;
➢ Fator de serviço unitário;
➢ 100 passos no comprimento;
➢ Lubrificação recomendada;
➢ 3% de alongamento máximo;
➢ Eixos horizontais;
➢ 2 rodas de 17 dentes.

A = folga na corrente.

Pinhão ou Catraca! Coroa!

Ex: Capacidade designada de corrente de roletes de fileira 35


única em (kW), roda dentada de N = 17 dentes, ref: 17-20.
CORRENTES DE ROLETES (ROLOS), BUCHAS E DENTES

Ex: Número de dentes de roda


dentada de fileira única, ref: 17-21.

Ex: Fatores de correção de dente (K1).

Ex: Fatores de fileiras múltiplas (K2), ref: 17-23. 36


CORRENTES DE ROLETES (ROLOS), BUCHAS E DENTES

A resistência à fadiga das placas conectoras dos elos governa a capacidade de operação das correntes em
baixas velocidades. O Chains for Power Transmission and Materials Handling (1982) da American Chain
Association (ACA) fornece para correntes de fileira única, a potência limitada pelo elo.

o A potência limitada pela fadiga da placa do elo (H1):

Dados de registro de potência pré-extremos


(entradas verticais)!!

o A potência limitada pela fadiga de impacto no rolete (H2):

Dados de registro de potência pós-extremos


(entradas verticais)!!

Usar (Htab) da Tab. 17-20


caso seja um valor menor em
comparação com (H1) e (H2).
37
CORRENTES DE ROLETES (ROLOS), BUCHAS E DENTES

É preferível aplicar um número ímpar de dentes da roda dentada motora (Ex: 17; 19; ...) e um número par de
passos na corrente para evitar o uso de elo especial. O comprimento aproximado da corrente (L/p) em passos:

o A potência admissível (permissível) é dada por (Ha):


Para desvio das 2 condições padrões
abaixo, (H2) é recalculado:

❑ L/p = 100 passos;


o A potência de projeto (transmitida) é dada por (Hd): ❑ N1 = 17 dentes.
𝑯𝒏𝒐𝒎 = Potência do motor
𝑲𝟏 𝑲𝟐 𝑯𝒕𝒂𝒃 A velocidade (n1) em (rpm) da corrente está
𝒏𝒅 =
𝑯𝒏𝒐𝒎 𝑲𝑺 limitada pelo esfolamento do pino e bucha:

𝐿𝑝 → 𝑑𝑎𝑑𝑜 𝑒𝑚 𝑝𝑎𝑠𝑠𝑜𝑠 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑝𝑟𝑖𝑚𝑖𝑡𝑖𝑣𝑜 (𝑎𝑑𝑚). 38


EXEMPLO RESOLVIDO

02) Selecione componentes de transmissão por correntes para uma redução (2:1) e uma potência nominal Hnom de
67 kW, a uma velocidade n1 = 300 rev/min, choque moderado e um ciclo de trabalho anormal de 18 hs por dia. A
lubrificação do sistema é pobre, sujeito a baixas temperaturas e ambiente circundante sujo. O acionamento deve ser
de (C/p = 25). O fator de serviço é Ks = 1,3, com um fator de segurança requerido de nd = 1,5.

Solução

Para uma roda dentada padrão de N1 = 17 dentes e relação de redução de (2:1):


K1 = 1,0 e N2 = 34 dentes.

➢ O nº de fileiras da corrente é
calculado por (Hd = Ha):

39
EXEMPLO RESOLVIDO

o Dentre as 4 soluções de correntes possíveis, foi selecionado a


solução de 3 fileiras da corrente nº 140 (Htab = 54,4 kW).
o Lubrificação exigida: Tipo B (lubrificação por banho raso).
➢ O número de passos da corrente é:

OBS: Use o valor inteiro de (L/p = 76 passos).

➢ O distância entre centros pode ser calculada:

40
EXEMPLO RESOLVIDO

OBS: Esta operação está no ponto pré-extremo de


potência, assim dada as condições pobres de lubrificação;
ambiente contaminado e ciclo de trabalho anormal, a vida
útil será bem mais curta que as 15 mil horas tabeladas.

Óleo mineral de viscosidade leve, médio ou pesados em condições


especiais deve ser utilizado. Graxas não são recomendadas pois
não penetram nas pequenas folgas dos elementos da corrente.

41
CORDAS DE FIO E CABOS DE AÇO

A corda de fio é feita com dois tipos de rolamento como visto na Figura. O entrelaçado regular e o Lang.

O entrelaçado regular é o padrão aceito, ele tem o fio torcido em uma Diâmetro da corda
direção para formar cordões (pernas), e os cordões torcidos na direção
oposta para formar a corda. Nesta corda os fios (arames) visíveis são
paralelos ao eixo da corda. Estas cordas não enroscam nem distorcem e
são fáceis de manusear:

O entrelaçado lang (concordante) tem os fios no cordão e os cordões


na corda torcidos na mesma direção, assim os fios (arames) externos
correm na diagonal pelo eixo da corda. Estas cordas são mais resistentes
ao desgaste por abrasão e fadiga, porém podem enroscar e distorcer.

Cordas são fabricadas com núcleo (alma) de cânhamo ou sisal, que suporta e lubrifica os cordões.
Sisal
Cordas de fio são designadas pelo diâmetro, nº de cordões e nº de fios em
cada perna. Ex: Corda de reboque 28 mm (6 x 7).

A área de metal em cordas padrão de içamento é: 𝑨𝒎 = 𝟎, 𝟑𝟖𝒅𝟐


Fibra de cânhamo
42
CORDAS DE FIO E CABOS DE AÇO

Classificação quanto a composição: Simples; Seale; Filler; Warrington.

Normal ou Simples: Todos os filamentos que o


compõem possuem a mesma espessura.
Seale: Possui filamentos de diferentes espessuras sendo
que as camadas mais externas possuem maior diâmetro
para aumentar sua resistência ao desgaste.

Filler: Possui vãos internos preenchidos por fios finos.

Warrington: Possui filamentos


de diâmetros diferentes e
alternados entre si, com boa
resistência ao desgaste e à fadiga.

43
CORDAS DE FIO E CABOS DE AÇO

O termo corda de fio é usado para cordas com núcleo de fibra (naturais – AF ou artificiais – AFA), e
aplicações de içamento de carga, guindastes e elevadores, que necessitam de maior flexibilidade. As fibras
naturais são geralmente de sisal ou cânhamo e as artificiais de polipropileno.

O termo cabo de aço é designado para cordas de núcleo metálico usado em aplicações gerais, como estaios,
tirantes, guarda-corpos, aplicações em altas temperaturas e com umidade. O núcleo pode ser formado por uma
perna (AA) ou uma corda independente (AACI). Os cabos de aço são mais resistentes a tração e compressão.

❑ Os cabos AACI tem mais flexibilidade que


os cabos AA, e menos que as cordas de fio;

❑ Os cabos AA são mais rígidos, denominados


cordoalhas, e por isso usados em estaios e
contraventamentos.

As cordas de fio e/ou cabos de aço podem ser:

❑ Galvanizados; Inox; Polidos; Revestidos.

44
CORDAS DE FIO E CABOS DE AÇO

Ex: Aplicações típicas de cabos de aço para uso geral.

Ex: Aplicações típicas de cordas de fio para içamento de carga. 45


CORDAS DE FIO E CABOS DE AÇO

Quando uma corda de fio passa por uma


roldana, uma certa tensão é gerada nos fios
correspondente ao momento fletor (M):

Igualando as eqs. encontra-se a tensão de


flexão (σ). Substituindo o raio de curvatura
pelo raio da roldana (ρ = D/2) e (c = 𝑑𝑤 /2)

𝐸𝑟 → 𝑚ó𝑑𝑢𝑙𝑜 𝑑𝑒 𝑒𝑙𝑎𝑠𝑡𝑖𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑎 𝑐𝑜𝑟𝑑𝑎 𝑛ã𝑜 𝑑𝑜 𝑓𝑖𝑜 .


𝑑𝑤 → 𝑑𝑖â𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑜 𝑓𝑖𝑜 𝑎𝑟𝑎𝑚𝑒 . 𝑫
≥ 𝟒𝟎𝟎
𝐷 → 𝑑𝑖â𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑎 𝑟𝑜𝑙𝑑𝑎𝑛𝑎. 𝒅𝒘
Ex: Tabela de dados de cordas de fio.
46
CORDAS DE FIO E CABOS DE AÇO

Uma tração na corda de fio com a mesma tensão de tração (σ) que a flexão da roldana é chamada “carga
equivalente de flexão” (𝐹𝑏 ):

Uma corda de fio pode falhar porque a carga estática excede a resistência última da corda. Falhas dessa
natureza geralmente são “culpa do operador” ao submeter a corda a cargas acima das de projeto.

A 1º consideração ao selecionar uma corda de fio é determinar a carga estática, sendo ela composta dos itens:

Somando essas cargas, o total pode ser


comparado com a resistência última da corda
para se ter o fator de segurança estático.

OBS: Uma perda de resistência deve ser


FS = 5 (operações médias); avaliada quando a corda passa por uma
FS = 8 ou 9 (risco a vida humana ou situações críticas). curva (roldana), ou pino, gráfico a seguir.

47
CORDAS DE FIO E CABOS DE AÇO

Ex: Perda de resistência devido a razões (D/d) obtidas


em testes padronizados de cordas de classe (6 x 17) e
(6 x 19). Fonte: Wire Rope Technical Board – WRTB.

OU Ex: Fatores de segurança mínimos para cordas de fio. Fonte: ANSI.

Eq. usada sem a aplicação do


gráfico de perda de resistência!! 48
CORDAS DE FIO E CABOS DE AÇO

A quantidade de desgaste que ocorre em uma


corda de fio depende da pressão da corda na
ranhura da roldana. Essa pressão é chamada
de “pressão de suporte” e gera fadiga.

Uma corda de fio não terá vida infinita, porém


sua vida em fadiga (N) poderá ser longa se
(p/𝑺𝒖 < 0,001), Fig. a seguir, isso nos dá:

Ex: Máximas pressões permissíveis de suporte de cordas em 49


roldanas (MPa). Fonte: Wire Rope Users Manual - AISI.
CORDAS DE FIO E CABOS DE AÇO

Dividindo ambos os lados da eq. de (p) por (𝑺𝒖 )


e resolvendo para (F) têm-se:

Aqui o fator de segurança em fadiga é:

A falha por fadiga não é repentina, como em sólidos, e sim


progressiva, mostrando o rompimento de fios externos,
sendo mais facilmente detectada na inspeção periódica!!

𝐹𝑡 → 𝑡𝑟𝑎çã𝑜 𝑛𝑜 𝑝𝑜𝑛𝑡𝑜 𝑜𝑛𝑑𝑒 𝑎 𝑐𝑜𝑟𝑑𝑎 é 𝑓𝑙𝑒𝑥𝑖𝑜𝑛𝑎𝑑𝑎. Ex: Relação experimental da vida em fadiga da corda de fio (N)
𝐹𝑏 → 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑒𝑞𝑢𝑖𝑣𝑎𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑓𝑙𝑒𝑥ã𝑜. versus a pressão de roldana e resistência última do fio, (p/𝑺𝒖 ).
𝐹𝑓 → 𝑡𝑟𝑎çã𝑜 𝑑𝑒 𝑓𝑎𝑑𝑖𝑔𝑎 𝑝𝑒𝑟𝑚𝑖𝑠𝑠í𝑣𝑒𝑙 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑢𝑚𝑎 𝑞𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑓𝑙𝑒𝑥ã𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑠𝑝𝑜𝑛𝑑𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑎 p/𝑺𝒖 .

50
CORDAS DE FIO E CABOS DE AÇO

Ex: Içador de Minas do tipo


Em içadores de minas, a tração na corda (𝐹𝑡 ) moitão/cadernal.
causada por carga (W) e aceleração/desaceleração (a):

Tambor ou
Sarrilho do
cabo de aço!!

Ex: Algumas propriedades


úteis de cordas de fio.

51
EXEMPLO RESOLVIDO

03) Dado um cabo de aço e fio monitor (6 x 19) com (Su = 1.655 MPa). Desenvolva as
expressões para tração no cabo (Ft), tração de fadiga (Ff), trações equivalentes de
flexão (Fb) e o fator de segurança em fadiga (nf) para um cabo de 162 m de um içador
de gaiola e carga de mina de 8.900 N, com aceleração inicial de 0,6 m/s², como a Fig.
O diâmetro da roldana é de 1.800 mm. Examine a variação do fator de segurança (nf)
para vários valores de (d) e números/quantidades de cabos (m).

Solução 𝐹𝑡 → 𝑡𝑟𝑎çã𝑜 𝑛𝑜 𝑝𝑜𝑛𝑡𝑜 𝑜𝑛𝑑𝑒 𝑎 𝑐𝑜𝑟𝑑𝑎 é 𝑓𝑙𝑒𝑥𝑖𝑜𝑛𝑎𝑑𝑎.

𝐹𝑓 → 𝑡𝑟𝑎çã𝑜 𝑑𝑒 𝑓𝑎𝑑𝑖𝑔𝑎 𝑝𝑒𝑟𝑚𝑖𝑠𝑠í𝑣𝑒𝑙 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑢𝑚𝑎 𝑞𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑓𝑙𝑒𝑥ã𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑠𝑝𝑜𝑛𝑑𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑎 p/𝑺𝒖 .

OBS: (p/Su) é determinado


pela Tab. a seguir para vida
infinita do cabo (106 ciclos).

Ex: Geometria do içador de minas. 52


EXEMPLO RESOLVIDO

𝐹𝑏 → 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑒𝑞𝑢𝑖𝑣𝑎𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑓𝑙𝑒𝑥ã𝑜.

OBS: Das tabelas de dados do cabo (6 x 19), têm-se:


(Er = 83 GPa), o (dw = 0,067 d), e (Am = 0,4 d²).

O fator de
segurança
em fadiga é: 1,4

Sarrilho!
Moitão!

Ex: Os parâmetros de resistência, como (Er) devem ser retirados de Tab. próprias de cabo e não de cordas.
53
Uma alma (núcleo) de material diferente altera a resistência, mas não altera a geometria do cabo.
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

Exercício Extra: Elabore um projeto preliminar (croqui) de um sistema de elevação de carga para solucionar um
problema hipotético de sua preferência. Deverá dimensionar o cabeamento para falha estática e dinâmica, de
acordo com o equacionamento apresentado. Figuras ilustrativas dos elementos podem ser apresentadas utilizando
referências comerciais ou catálogos. (Ex: Tipo de elevação, tipos de cordas, roldanas, carga erguida, etc).

Exemplos de problemas hipotéticos:

➢ Içador de minas com moitão e guincho;


➢ Ponte rolante com utilização de talha;
➢ Guindastes ou gruas utilizados na construção civil;
➢ Gruas para elevação de equipamentos industriais;
➢ Mastros e guinchos utilizados na indústria de petróleo;
➢ Outros.

Softwares comerciais como Excel; MatLab, SolidWorks


podem auxiliar na solução analítica das equações!!

54
AGRADECIMENTOS

55

Você também pode gostar