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Prisão Preventiva por Tráfico em Realeza

O documento relata a audiência de custódia do acusado Mateus Jorge Silva Monteiro, preso em flagrante por tráfico de drogas. O juiz Felipe Wollertt de França homologou a prisão em flagrante e converteu-a em prisão preventiva, considerando a gravidade do crime e a necessidade de garantir a ordem pública. A decisão também autoriza a incineração da substância apreendida e determina a juntada de certidões de antecedentes do custodiado.

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rafaelcnog156
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Prisão Preventiva por Tráfico em Realeza

O documento relata a audiência de custódia do acusado Mateus Jorge Silva Monteiro, preso em flagrante por tráfico de drogas. O juiz Felipe Wollertt de França homologou a prisão em flagrante e converteu-a em prisão preventiva, considerando a gravidade do crime e a necessidade de garantir a ordem pública. A decisão também autoriza a incineração da substância apreendida e determina a juntada de certidões de antecedentes do custodiado.

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PROJUDI - Processo: 0000337-59.2025.8.16.0141 - Ref. mov. 22.

1 - Assinado digitalmente por Felipe Wollertt de Franca


10/02/2025: EXPEDIÇÃO DE TERMO DE AUDIÊNCIA. Arq: Termo de Audiência de Custódia

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PARANÁ

Documento assinado digitalmente, conforme MP nº 2.200-2/2001, Lei nº 11.419/2006, resolução do Projudi, do TJPR/OE
COMARCA DE REALEZA - VARA CRIMINAL
Rua Belém, 2393 - Centro - Realeza/PR - CEP: 85.770-000
Fone: (46) 3543-1179 - E-mail: rea-ju-scr@[Link]

TERMO DE AUDIÊNCIA

Data: 10 de fevereiro de 2025, às 16h

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Autos n.º: 0000337-59.2025.8.16.0141

Juízo: Felipe Wollertt de França – Juiz de Direito


Ministério Público: Luiz Felipe Borges Silva – Promotor Substituto

Defensor(a) Emerson Marcon Batista – OAB/PR 95013 (dativo)


Acusados(as) MATEUS JORGE SILVA MONTEIRO
OCORRÊNCIAS
Aberta a solenidade, apregoadas as partes, verificou-se a presença das pessoas acima
nominadas.
Os depoimentos foram documentados em sistema audiovisual (CN/CGJ: art. 213). O material
será inserido diretamente no PROJUDI e estará disponível, a qualquer tempo, para análise pelas partes,
procuradores, Ministério Público e eventuais interessados (CN/CGJ: art. 227, caput e §§1º e 2º).
Dada a palavra às partes, na forma autorizada no CN/CGJ (art. 223) os requerimentos foram
registrados pelo sistema audiovisual OU lançados e registrados em ata:

Pelo Ministério Público: reitera a manifestação de mov. 20.1


Pela Defesa: conforme gravação.
DELIBERAÇÕES PELO MAGISTRADO
Decisão:
1. Trata-se de comunicação de prisão em flagrante de Mateus Jorge Silva Monteiro pelo
cometimento, em tese, do crime de tráfico.
Por meio da manifestação de mov. 20.1, o Ministério Público postulou a homologação do
flagrante e a sua conversão em prisão preventiva.
Já a defesa requereu a liberdade provisória.
2. Verifico que está presente a situação de flagrância, nos termos do art. 302 do Código de
Processo Penal, uma vez que o autuado foi preso durante a realização do delito que lhe é imputado.
Observo também que foram atendidas todas as formalidades legais para a lavratura do auto
(arts. 304 e 306 do CPP), bem como foram garantidos os direitos constitucionais da presa, conforme
art. 5º, LXI e LXVI, da Constituição Federal.
Assim sendo, homologo o auto de prisão em flagrante dos custodiado Mateus Jorge Silva
Monteiro.
3. De acordo com o que determina o art. 313 do Código de Processo Penal, a decretação
da prisão preventiva depende, para além do preenchimento das condições definidas no art. 312, da
verificação de alguma das seguintes hipóteses: (i) tratar-se de crime doloso punido com pena privativa
de liberdade máxima superior a 4 (quatro) anos; (ii) ter sido o autuado condenado por outro crime doloso,
em sentença transitada em julgado, ressalvado o disposto no art. 64, I, do Código Penal; (iii) tratar-se

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PROJUDI - Processo: 0000337-59.2025.8.16.0141 - Ref. mov. 22.1 - Assinado digitalmente por Felipe Wollertt de Franca
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de crime envolvendo violência doméstica e familiar contra a mulher, criança, adolescente, idoso,
enfermo ou pessoa com deficiência, para garantir a execução das medidas protetivas de urgência.

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No caso em análise, está presente o requisito definido no inciso I, porquanto a pena máxima
prevista para o crime imputado ao custodiado ultrapassa o limite legal de 4 (quatro) anos.
Também estão presentes os pressupostos exigidos pelo art. 312 do CPP.
Há prova da existência do crime e indícios da autoria pelo preso, conforme depoimentos,
auto de prisão em flagrante, auto de exibição e apreensão e boletim de ocorrência presentes na seq. 1.
Além disso, o perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado e a necessidade de
garantia da ordem pública decorrem da gravidade concreta do fato ora praticado, envolvendo mais de
38 quilogramas de “maconha” e mais de cinco quilogramas de “capulho”, quantidade bastante
significativa.
Cumpre salientar que a garantia da ordem pública como embasamento legal para a
decretação da prisão preventiva reflete na paz e na tranquilidade que poderão ser abaladas de hipótese
de o autuado não permanecer segregado, apresentando o intuito de acautelar o meio social e a própria
credibilidade da justiça em face da gravidade do crime e de sua repercussão, elementos que estão
devidamente preenchidos no presente caso.
Destaque-se que a expressiva quantidade de droga encontrada com o conduzido, é motivo
reconhecido pela jurisprudência tanto do Superior Tribunal de Justiça quanto do Tribunal de Justiça do
Estado do Paraná como fundamento idôneo para a decretação da prisão preventiva do agente,
constituindo o indício relevante de que o flagranteado possui envolvimento mais profundo com o tráfico
de drogas:
PROCESSO PENAL. RECURSO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO EM
FLAGRANTE CONVERTIDA EM PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. GRAVIDADE
CONCRETA DA CONDUTA. QUANTIDADE DE SUBSTÂNCIAS ENTORPECENTES APREENDIDAS.
PERICULOSIDADE.
(...) 2. No caso, a decisão que impôs a prisão preventiva apontou a gravidade concreta da conduta em
tese perpetrada pelo recorrente, demonstrada pela apreensão de grande quantidade de drogas - 215kg
(duzentos e quinze quilogramas) de maconha. Tal circunstância sinaliza a necessidade da prisão cautelar
como forma de assegurar a ordem pública. (...) (RHC 134.760/MS, Rel. Ministro ANTONIO SALDANHA
PALHEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 15/12/2020, DJe 18/12/2020) (destacamos)
HABEAS CORPUS CRIME. TRÁFICO DE DROGAS. ARTIGO 33, CAPUT, DA LEI Nº 11.343/2006. PRISÃO EM
FLAGRANTE CONVERTIDA EM PREVENTIVA. INDÍCIOS SUFICIENTES DE AUTORIA E MATERIALIDADE.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. APREENSÃO DE CONSIDERÁVEL QUANTIDADE DE DROGA. MODUS
OPERANDI. RISCO CONCRETO DE REITERAÇÃO DELITIVA. CONDIÇÕES PESSOAIS DO PACIENTE QUE
NÃO SÃO SUFICIENTES PARA AFASTAR A PRISÃO CAUTELAR. PRESENÇA DOS REQUISITOS
ESTABELECIDOS PELO ARTIGO 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. APLICAÇÃO DE MEDIDAS
CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO. ARTIGO 319 DO CPP. NÃO CABIMENTO. ORDEM
DENEGADA. (TJPR - 4ª [Link] - 0067434-87.2020.8.16.0000 - Guaíra - Rel.: Juiz Subst. 2ºGrau Pedro Luis
Sanson Corat - J. 30.11.2020) (destacamos)
Assim, os elementos concretamente observados indicam que a concessão da liberdade
provisória não impedirá a reiteração de novos fatos criminosos, impondo-se a preservação da ordem
pública por meio da segregação do agente.

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PROJUDI - Processo: 0000337-59.2025.8.16.0141 - Ref. mov. 22.1 - Assinado digitalmente por Felipe Wollertt de Franca
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Destaque-se, ainda, que apesar da certidão de antecedentes do custodiado constar que ele
é primário, observa-se que iria levar a droga do estado de Santa Catarina, onde reside.

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Deste modo, serve a presente medida cautelar também como conveniência da instrução
criminal, dada a incerteza dos antecedentes criminais do custodiado.
Assim, os elementos concretamente observados indicam que a concessão da liberdade
provisória não impedirá a reiteração de novos fatos criminosos, impondo-se a preservação da ordem
pública por meio da segregação do agente.
4. Pelos mesmos fundamentos, observa-se que na hipótese em discussão a substituição da
restrição da liberdade do autuado por medidas cautelares diversas não se revela adequada e
proporcional, uma vez que parecem não serem capazes de impedir a reiteração delitiva.
5. Nesse passo, converto a prisão em flagrante de Mateus Jorge Silva Monteiro em
prisão preventiva, a fim de garantir a ordem pública e por conveniência da instrução criminal, o que
faço com amparo nos arts. 310, II, 312 e 313, I, do CPP.
Expeça-se mandado de prisão a ser cumprido imediatamente pela autoridade policial.
6. Ciência ao Ministério Público e à autoridade policial.
7. Juntem-se aos autos as certidões de antecedentes do custodiado nos estados de Santa
Catarina e Maranhão, com urgência.
7.1. Após a juntada das certidões, voltem conclusos.
8. Desde logo, com fundamento no artigo 50-A da Lei 11.343/2006, autorizo a incineração
da substância apreendida, que deverá ser realizada na forma determinada pelos §§ 4º e 5º do artigo 50
e artigo 72.
Comunicações e diligências necessárias.

Eu, Eloise Marina Bedin, ___, Técnico Judiciário, que digitei e subscrevi.

______________assinado digitalmente_______________
Felipe Wollertt de França
Juiz de Direito

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