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IRS: Guia de Categorias e Apuramento

O documento aborda a resolução de exercícios relacionados ao IRS em Portugal, detalhando as categorias de rendimentos, como Trabalho Dependente (Categoria A), Rendimentos Empresariais e Profissionais (Categoria B), Rendimentos de Capitais (Categoria E) e Rendimentos Prediais (Categoria F). Para cada categoria, são apresentados exemplos, apuramento do rendimento líquido e regras de englobamento, além de orientações sobre deduções e opções de regime fiscal. O texto enfatiza a importância de considerar as deduções específicas e as implicações do englobamento para a tributação dos rendimentos.

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Ana Moreira
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IRS: Guia de Categorias e Apuramento

O documento aborda a resolução de exercícios relacionados ao IRS em Portugal, detalhando as categorias de rendimentos, como Trabalho Dependente (Categoria A), Rendimentos Empresariais e Profissionais (Categoria B), Rendimentos de Capitais (Categoria E) e Rendimentos Prediais (Categoria F). Para cada categoria, são apresentados exemplos, apuramento do rendimento líquido e regras de englobamento, além de orientações sobre deduções e opções de regime fiscal. O texto enfatiza a importância de considerar as deduções específicas e as implicações do englobamento para a tributação dos rendimentos.

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IRS – Resolução de Exercícios

Sujeito Passivo:

De acordo com o Art 13º nº1, a/o _____ é uma pessoa singular, solteira/o e residente fiscal em
Portugal – Art 15º nº1 e Art 16º, logo, o IRS incidirá sobre a totalidade de rendimentos que auferir,
sejam estes obtidos dentro ou fora do território português. Desta forma, será aplicado o Código IRS.

Categoria A – Rendimentos do Trabalho Dependente:


Exemplos.: trabalhador por conta de outrem, indeminizações de cessão de contratos – em que estava a trabalhar por
conta de outra pessoa –, exercício de função, serviço ou cargos públicos, situações de reforma, ordenados, salários,
gratificações, comissões, participações, subsídios, prémios.

 1º Qualificação:
Estamos perante um rendimento da Categoria A inserido no Art 2º, nº _ do CIRS. Estes
rendimentos caracterizam-se por serem do trabalho dependente e por surgirem pela prestação do
trabalho ou em razão dessa prestação. RB = € _____

 2º Apuramento do RL:
No apuramento do Rendimento Líquido aplica-se a fórmula: RL = RB – DE. Pelo que deduzimos ao
rendimentos bruto as deduções específicas referentes à categoria A – Art 25º, nº1 e nº2.
Segundo o Artigo 25º, nº1, al. a) aplica-se a dedução específica de quantitativo fixo de €4104.
Porém, caso o montante das contribuições obrigatórias à SS (11% do RB) seja superior a €4104, então
a dedução será pelo montante total dessas contribuições. Caso o contribuinte aufira rendimentos da
Categoria A inferiores a €4104, então há isenção total do pagamento do IRS.

DE = €4104 ou
DE = Contribuição SS = 11% * ___ = €____
Onde escolhemos o valor que for superior, pelo que a DE será de ___.

 Fase Sintética:
Nesta categoria, o englobamento é obrigatório – Art 22º, pelo que segue a regra geral o CIRS e
após a soma de todos os rendimentos, das diferentes categorias, aplicam-se as taxas progressivas
que constam na tabela do Art 68º.

 Aconselhamento:
Quanto as Contribuições para a SS do titular são superiores a €4104, deste deve ter em atenção
que pode deduzir a totalidade das contribuições para a SS – Art 25º, nº2 – e não apenas os €4104.
Categoria B – Rendimentos Empresariais e Profissionais

Exemplos.: atividades comerciais, industriais, agrícolas, silvícolas ou pecuárias; por conta própria de caracter científico,
artístico ou técnico; provenientes de propriedade intelectual ou industrial – criar ou inventar algo –, rendimentos prediais
imputáveis a atividades geradoras de rendimentos empresarias e profissionais, rendimentos de capitais imputáveis a
atividades geradoras de rendimentos.

 1º Qualificação:
Os rendimentos resultantes do exercício da atividade ______ enquadram-se na categoria B,
segundo o Art 3º, nº1, al. __.

Os rendimentos resultantes do exercício por conta própria da atividade de ________ enquadram-


se na categoria B, que são rendimentos empresariais ou profissionais, segundo o ART 3º nº1
(ESCOLHER NÚMERO).
ESCOLHER alínea: Quanto à sua qualificação, é um rendimento enquadrável no ART 3º nº1 al b),
rendimentos profissionais porque esta atividade de ________ é uma atividade de caráter científico,
artístico ou técnico, que consta da lista anexa ao ART 151º do CIRS.

 2º Apuramento do RL:

Quanto ao apuramento do RL este é igual ao Lucro, que se determina tendo em conta o Art 28º,
nº1, e existem duas opções: o regime simplificado ou o regime da contabilidade organizada.

O regime simplificado corresponde ao regime residual, pelo que este é aplicado aos sujeitos
passivos que não tenham ultrapassado rendimentos anuais de €200.000. Este regime, espelha a
estrutura de custos típica, tendo em conta coeficientes que presumem os custos para cada atividade
– Art 31º. Assim, é com base nesses coeficientes que se faz o apuramento do RL, com base em
presunções de custos. Lucro (RL) = RB * coeficiente = €____.
E a presunção de custos corresponde a 1 – coeficiente.

O regime da contabilidade, por sua vez, é o regime que melhor se adequa ao Art 104º CRP, uma
vez que são deduzidos aos rendimentos os custos efetivamente suportados pelo titular – lucro real –
Art 32º - apuramento do lucro segundo as regras previstas no CIRC. Este regime é opcional – o
contribuinte pode optar por este desde que o declare no início da sua atividade ou declare a sua
alteração até ao fim do mês de março do ano em que pretende alterar – Art 28º, nº4, al. a) e b). Ou é
obrigatório quando o titular dos rendimentos ultrapassar o montante de €200.000 em faturação em
dois períodos de tributação consecutivos, ou quando num único período de tributação auferirem
rendimentos superiores a €250.000.
RL = Proveitos – Custos = € _____

OPCIONAL: Como o ________ tinha um RL negativo deveria então optar por este
regime pois caso permaneça no regime simplificado vai ser tributado pelos _______€
(RL x coeficiente) quando no outro regime tem um RL negativo, ou seja, ia ser
tributado por um valor que não corresponde à realidade.
Uma vez apurado esse rendimento passamos para o próximo passo:
3º Passo: Resultado positivo ou negativo? Segue a Regra Geral de Englobamento?
Este RL vai obrigatoriamente ao englobamento (ART 22º), onde ficara sujeito à
aplicação de taxas progressivas (que consta da tabela do ART 68º) após esse
rendimento ser somado com os das diferentes categorias.

ESCOLHER (pode ser reporte de perdas ou não): Com a opção do Regime da


Contabilidade, o RL é negativo então o mesmo tem que ser tratado no âmbito de
reporte ou dedução de perdas tal como está previsto no ART 55º, neste caso específico
no ART 55º nº1 al a) (ESCOLHER A ALÍNEA) em que este RL negativo pode ser
reportado até aos próximos 12 anos seguintes. O reporte significa que também que o
RL negativo num determinado ano só é dedutível aos RL positivos da mesma categoria
ou seja, da categoria B, que venham assurgir nos exercícios fiscais subsequentes.

OPCIONAL: Quanto a este rendimento claramente que aconselharia o/a ______ a


optar pelo regime da contabilidade pois desta forma seria possível obter resultados
negativos (RB - DESPESAS = RL negativo. Este aconselhamento deve-se porque todos os
custos suportados, pagos pelo _____ e comprovados documentalmente conforme se
verifica são dedutíveis aquando o regime da contabilidade. Já no regime simplificado o
_________ teria um RL líquido positivo de _______€, o que se revelaria mais
desvantajoso.
Sendo que este, com o regime da contabilidade também seria possível este resultado
deduzir a outros rendimentos da mesma categoria ou então reportar a anos seguintes
desde que seja da mesma categoria.

Categoria E – Rendimentos de Capitais

1º Passo: Qualificação:
Este tipo de rendimentos enquadram-se na categoria E – rendimentos de capitais,
resultam do investimento a risco e estão previstos no ART 5º nº2 al h) (ESCOLHER
ALÍNEA DO ARTIGO) (lucros = dividendos). Nesta categoria o legislador teve como
principal objetivo seguir o Princípio da Tipicidade, logo para que o rendimento possa
ser considerado dentro da mesma categoria tem de estar no artigo 5º.
2º Passo: Apuramento do Resultado Líquido
O apuramento do resultado líquido e tendo em consideração o ART 40º, 40º A e 40ºB
conclui-se que é igual ao resultado bruto (RL = RB). O que significa que não há
deduções especificas, logo, para ao saber-se que os lucros distribuídos eram de
________€. Este acontecimento deve-se ao facto de o legislador considerar que quem
recebe rendimentos desta categoria não contrai despesas para tal.
Nesta categoria, os rendimentos estão sujeitos a taxas liberatórias (28%), previsto pelo
ART 71º nº1 al a). A ________ (ESCOLHER ENTIDADE pode ser sociedade, banco etc)
está obrigada a fazer a retenção na fonte da taxa de 28%. Estas taxas caracterizam-se
por serem proporcionais (constantes e fixas) e terem um efeito liberatório total, isto é,
vão funcionar por retenção na fonte a título definitivo. Deste modo, o _______ fica
dispensado/liberado (porque sofreu retenção na fonte) de declarar este rendimento e
de o englobar e pagar mais imposto sobre este, pois o imposto considera-se
definitivamente pago.
A aplicação das taxas liberatórias tem um efeito triplo na medida em que:
- Libera da obrigação de declarar;
- Libera da obrigação de englobar;
- Libera da obrigação de pagar imposto sobre esses rendimentos porque este ficou
definitivamente pago.
Assim sendo, a taxa liberatória é contrária às imposições de progressividade e
unicidade que estão presentes na constituição através do imperativo do ART 104º nº1
da CRP. Para que as taxas liberatórias não fossem consideradas inconstitucionais o
legislador no ART 71º nº8 atribui uma opção pelo englobamento, desde que sejam
cumpridos os critérios desse número.
Seguidamente, sabendo que a ______________ (ESCOLHA DA ENTIDADE QUE VAI
DISTRIBUIR OS LUCROS) ia distribuir _____€, temos conhecimento que o _______
recebeu:
Lucro * 28% = _________ € (valor de retenção efetuada pela entidade _______)
Lucro – Valor da retenção = ______€ (valor que o _______ recebeu efetivamente)
RL = _______€ (Valor que o ____ recebeu)
3º Passo: Resultado positivo ou negativo? Segue a Regra Geral de Englobamento?
Esta opção pelo englobamento só faz sentido e é vantajosa em duas situações:
- Por um lado, se após o englobamento de todos os rendimentos das diferentes
categorias a taxa aplicada for inferior a 28%;
- Por outro lado, se ao englobar todos os rendimentos, ficar sujeito à aplicação de
taxas progressivas (ART 68º), conseguir beneficiar ainda da multiplicidade de deduções
à coleta. O englobamento não é obrigatório pelo ART 22º nº3 al b).
Consequências provenientes da opção pelo englobamento:
- O englobamento é feito aquando do preenchimento/entrega da declaração
- É feito pelo valor total, ART 22º nº5, ou seja, total dos rendimentos da mesma
categoria
- Englobamento do RB = ______€ O que significa que vai ser englobado o valor total e
não é deduzido o valor anteriormente retido pela entidade.
- Segundo o ART 71º nº9, o que vai ocorrer é que a retenção na fonte muda de caráter,
tinha carater definitivo e passa a ter a natureza de pagamento por conta, este
pagamento pode ser posteriormente deduzido à coleta, este tipo de deduções são as
únicas que podem dar origem a reembolso – ART 78º nº2 e nº3.
- Mas como estamos perante dividendos existe uma outra consequência resultante do
ART 40ºA, e vem atenuar a dupla tributação económica dos lucros na medida em que
só leva a englobamento 50% do valor dos dividendos. Os lucros gerados numa
sociedade sofrem tributação em IRC, como uma parte foi atribuída aos sócios, os
mesmos rendimentos vão agora sofrer tributação em IRS, traduzindo-se na dupla
tributação económica. E é por essa razão que o legislador aplica este artigo de forma a
evitar que tal aconteça, considera assim apenas 50% dos rendimentos líquidos sujeitos
a tributação.
É ainda importante referir que o ______ ao optar pelo Regime da Contabilidade teria
de expor toda a sua posição financeira, o que pode ser considerada uma desvantagem
da aplicação deste regime.
OPCIONAL: Nesta situação o ____ deveria optar pelo englobamento no caso de todos
os rendimentos das diferentes categorias somados a taxa aplicada fosse inferiores a
28% ou se, ao englobar todos os rendimentos, e aí fica sujeito à aplicação de taxas
progressivas (ART 68º), conseguir beneficiar ainda da multiplicidade de deduções à
coleta. Caso contrário não deveria optar pelo englobamento.

Categoria F -Rendimentos Prediais


1º Passo: Qualificação:
Se olharmos para este rendimento isoladamente enquadra-se na categoria F,
rendimentos prediais (ART 8º nº1)
Mas, estes ________€, de acordo com o que está previsto no ART 3º nº2 al a) - o
Princípio da atração/descaraterização de rendimentos – leva a que sejam considerados
como rendimentos da categoria B.
Assim sendo, estamos perante rendimentos prediais imputáveis a uma atividade que
gera rendimentos profissionais (ou empresariais) então estes rendimentos prediais
deixam de ser tratados na sua categoria própria e são atraídos na categoria B. Desta
forma, vão entrar como simples proveitos isto é, o _______ obtém honorários quando
presta serviços de __________ mas as rendas que ele obtém por ter arrendado uma
sala no seu próprio ________ (ESCOLHER: escritório, sala, etc). O que significa que, um
imóvel que está afeto ao exercício da sua atividade, as suas rendas também são
rendimentos da categoria B e consequentemente são proveitos que vão ser
considerados na categoria B, tal como acontece com os restantes proveitos resultantes
da atividade principal.
Este tipo de atração não é opcional, é uma obrigatoriedade, o que significa que como
mencionado no ART 3º nº2 o rendimento é logo descaraterizado (desqualificado)
imperativamente e considerado na categoria B.
2º Passo: Apuramento do Resultado Líquido
Este rendimento segue o regime da contabilidade ou o regime simplificado conforme a
opção que for feita para o regime dos restantes rendimentos obtidos pela prestação
de serviços.
Se o _______ estiver no regime da contabilidade estes rendimentos vão ser somados
aos restantes rendimentos da categoria B e aí vão apurar o lucro (RL) em termos reais.
Se ele optar pelo regime simplificado, o coeficiente aplicado a estes rendimentos
prediais é o ART 31º nº1 al d) (0,95) ESCOLHER ALÍNEA E COEFICIENTE
O RL (=lucro) = COEFICIENTE ____ * resultado positivo de rendimentos prediais, este
resultado positivo é tratado de acordo com o ART 31º nº4.
Então, o rendimento é descaraterizado, sai da categoria F e entra na categoria B, entra
como proveito na categoria B mas, existem alterações que devem ser referidas. Se
tivermos no regime simplificado essa descaracterização não é total porque o
rendimento só foi descaraterizado para ser um rendimento da categoria B contudo vai
entrar no regime simplificado num coeficiente que é próprio, especifico, e numa lógica
que é a da categoria F. Deste modo, é necessário recorrer à categoria F, verificar quais
são os custos típicos que poderiam aqui ser considerados e, posteriormente ao ao
apurar o RL próprio da categoria F, será aplicado o coeficiente de 0.95. Existem aqui
quase que 2 apuramentos de RL.
Logo, no regime simplificado esse resultado seria majorado 0,95 (0,95% desse
rendimento).
Se estivermos no regime da contabilidade (ART 32º com remissão para o CIRC), as
rendas constituem um proveito que será somado aos restantes proveitos logo: Lucro =
Proveitos – Custos Lucro = _____
3º Passo: Resultado positivo ou negativo? Segue a Regra Geral de Englobamento?
Este RL vai obrigatoriamente a englobamento e fica sujeito à aplicação de taxas
progressivas, constantes na tabela do ART 68º, após esse rendimento ser somada com
os das diferentes categorias.

OPCIONAL: Contudo, se este RL for negativo então o mesmo tem que ser tratado no
âmbito de reporte ou dedução de perdas tal como está previsto no ART55º, neste caso
específico no ART 55º nº1 al a) em que este RL negativo pode ser reportado até aos
próximos 12 anos seguintes o que pela informação que temos não o será. Contudo, se
na alínea anterior a opção for o regime da contabilidade e como estamos perante
rendimentos da mesma categoria, este rendimento iria ter a dedução do RL negativo
anteriormente calculado pois pertencem à mesma categoria.

OPCIONAL: No que respeita este rendimento o que posso dizer ao ________ é que se
optar pelo regime simplificado irá ser tributado por (VALOR DA RENDA ______
*0,95=_______) (considera-se os _____ porque não sabemos o resultado positivo), se
optar pelo regime da contabilidade e como não temos qualquer informação sobre
possíveis custos (como por exemplo o IMI), que poderiam ser considerarados, o valor a
ser tributado é de _____ (valor da renda). Claramente que o regime da contabilidade
compensa aqui.

Categoria G – Incrementos Patrimoniais

Mais Valias Imobiliárias


1º Passo: Qualificação:
Venda por ________€ e custou ________€. Ou seja, a venda tem um valor superior ao
da compra.
Estamos então perante rendimentos da Categoria G, incrementos patrimoniais
conforme o ART 9º do CIRS. Os rendimentos daqui resultantes são classificados como
mais valias (MV), ART 9 nº1 al a) (ESCOLHER ALÍNEA).
Uma vez que ______ vendeu um imóvel, estas MV são imobiliárias e enquadram-se no
ART 10º nº1 al a) ((ESCOLHER ALÍNEA).
2º Passo: Apuramento do Resultado Líquido:
Para efeitos de apuramento do Rendimento Líquido (RL) = Ganho = MV aplica-se a
fórmula:
MV = VR – (VA * CM + despesas)
Sendo:
A MV -> mais ou menos valia cuja fórmula base consta no ART 10º nº4.
O VR -> valor de realização, valor que o imóvel foi vendido, calculado de acordo com o
ART 44º nº1 al f), neste caso são _________€.
O VA -> valor de aquisição, quanto custou o imóvel, apurado segundo o ART 45º ou
46º. O que faz a distinção entre se se aplica o ART 45 ou 46 é o facto do imóvel ser
adquirido a titulo gratuito ou a titulo oneroso. Neste caso como foi a título oneroso é
segundo o ART 46º nº1 e foi de _________€.
A CM -> correção monetária que tem como função atenuar o efeito da inflação e é
calculada de acordo com o ART 50º, estes _______€ (VALOR CUSTO) têm de que ser
corrigidos quando é necessário. Isto é, a correção monetária é aplicada quando
decorreram mais de 24 meses entre o momento da aquisição e da alienação. Neste
caso específico, como a compra é efetuada no ano anterior, logo, não é necessário
aplicar nenhuma correção monetária.
As despesas e encargos são previstas as que estão mencionadas no ART 51º nº1 al a),
neste caso não temos referência à existência dessas despesas.
Uma vez apurado o ganho que seria sensivelmente inferior a ________€ (VALOR DO
CUSTO) passamos para o seguinte passo.
3º Passo: Resultado positivo ou negativo? Segue a Regra Geral de Englobamento?
Depois de apurar a MV, deve referir-se o regime de tributação desta categoria. Neste
caso, perante uma MV imobiliária aplica-se o englobamento obrigatório (ART 22º) que
depois de somado aos restantes rendimentos líquidos das diferentes categorias é
aplicado às taxas progressivas que consta da tabela do ART 68º.
Adicionalmente, este englobamento acarreta condições especiais pois o mesmo só é
aplicado a metade (50%) do valor da MV segundo ART 43º nº2 al b).
Esta medida de levar a tributação apenas 50% da mais valia, acontece pois o legislador
quis mitigar o princípio da realização, na vertente da concentração e da imobilização.
Ou seja, as mais valias só são tributadas quando são efetivas/se realizam, e não
quando são mis valias latentes. Assim sendo, geram-se efeitos negativos, como o da
concentração (referido anteriormente), também denominado de brunching [Link]
que a mais valia é gerada ao longo de vários anos mas efetivamente apenas quando o
bem é alienado é que é tributado, o que consequentemente gera o atingir de escalões
mais elevados de taxas de IRS, dispostas no ART 68º. Por outro lado, temos o efeito da
imobilização, também denominado de lock in Effect, que se explica por ser uma
retração de mercado, porque o sujeito passivo pode agir de acordo com uma lógica de
mais valer ficar com o bem em sua posse do que ser tributado por um valor
consideravelmente alto. É então por estas duas razões/efeitos que o legislador
escolheu apenas tributar 50% da mais valia gerada.
Como nada é mencionado quanto ao facto de reinvestir o valor de realização noutro
imóvel para habitação própria permanente então o _______ não beneficia da
possibilidade de exclusão tributação conforme ART 10º nº5 (totalmente) ou ART 10º
nº9 (parcialmente).

OPCIONAL: O conselho que daria ao _____ quanto a esta questão era para ele
reinvestir parte ou totalidade do valor de realização noutro imóvel para habitação
própria permanente (com a mesma finalidade) pois se o reinvestimento fosse igual ao
valor de realização e fosse para reinvestir nos termos previsto do ART 10º nº5 então
esta mais valia estava excluída da tributação e caso fosso reinvestido o valor
parcialmente a isenção da tributação também seria parcial (ART 10º nº9). O facto de
existir esta isenção deve-se ao legislador ter como intenção proteger o direito à
habitação familiar.

Mais Valias Mobiliárias


1º Passo: Qualificação:
Estamos perante rendimentos da Categoria G - incrementos patrimoniais conforme o
ART 9º do CIRS. Os rendimentos daqui resultantes são classificados como mais valias
(MV), ART 9º nº1 al a)
Uma vez que _____ vendeu a sua quota, estas MV são mobiliárias e enquadram-se no
ART 10º nº1 al b) (ESCOLHER ALÍNEA DO ARTIGO).
2º Passo: Apuramento do Resultado Líquido
Para efeitos de apuramento do Rendimento Líquido (RL) = Ganho = MV aplica-se a
fórmula:
MV = VR – (VA X CM + despesas)
Sendo, MV -> mais ou menos valia cuja formula base consta no ART 10º nº4.
VR -> valor realização, valor pelo qual foi/foram vendido/os, valor calculado de acordo
com o ART 44º.
VA -> valor de aquisição é quanto custaram as ações (pode não ser ações) apurado
segundo o ART 47º.
CM -> correção monetária, cuja função é atenuar o efeito da inflação, calculada de
acordo com o ART 50º, estes _______€ (VALOR CUSTO) têm de que ser corrigidos
quando é necessário.
Isto é, a correção monetária é aplicada quando decorreram mais de 24 meses entre o
momento da aquisição e da alienação. Neste caso específico, como a compra é
efetuada no ano anterior, logo, não é necessário aplicar nenhuma correção monetária.
As despesas e os encargos estão previstas no ART 51º nº1 al b).

OPCIONAL: Segundo o enunciado, o VR foi de ________€ mas, o VA foi de ______€


mas, temos que ter em conta que as mesmas foram adquiridas em 1987 então, o
legislador para proteger os SP que adquiriram bens ou direitos antes da entrada em
vigor do CIRS criou uma norma, ART 5º do preambulo do CIRS que os protege na
medida em que estas mais valias não são tributadas. Caso a sua aquisição fosse depois
de 1989 já seguiam os seguintes princípios: O valor de aquisição foi inferior ao valor da
venda então temos um resultado positivo.

3º Passo: Resultado positivo ou negativo? Segue a Regra Geral de Englobamento?


No que respeita ao regime de tributação das MV mobiliárias estas não vão a
englobamento contudo, estão sujeitas a uma taxa especial de 28%, ART 72º nº1 c).
Esta taxa especial não é liberatória pois este rendimento vai ter de ser objeto de
declaração, fica dispensado do englobamento, mas vai ter de ser apurado em separado
e tributado à taxa proporcional de 28%. Contudo, se o Sujeito Passivo considerar que é
mais vantajoso optar pelo englobamento pode fazê-lo, de acordo com o ART 72º
nº13.
Contudo, deve ter-se em conta que se o fizer, posteriormente os rendimentos
englobados ficarão sujeitos às taxas progressivas constantes no ART 68º. Deste modo,
só será mais favorável para o Sujeito Passivo escolher o englobamento se a taxa
progressiva a que ficar sujeito for inferior a 28%.

OPCIONAL: Neste caso o _____ em nada é tributado! Porque os lucros foram


adquiridos antes de 1989.

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