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ROSANY SILVA DUTRA – 10 SEMESTRE – PERIODO: MANHÃ
RA: 329509311515
1. INTRODUÇÃO
As atividades foram desenvolvidas com adolescentes, em ambiente amplo,
cercado pelo verde das plantas e árvores, e que se encontra a base de um sistema
de atendimento à saúde mental, o Hospital Psiquiátrico em Itupeva. A instituição
mantém um programa de atendimento com ênfase no respeito à individualidade do
paciente e na humanização da internação, incorporando uma equipe de profissionais
multidisciplinar. Os objetivos dessas atividades foram alcançados, o trabalho com os
pacientes pôde promover momentos de distração, aprendizado sobre suas próprias
emoções e sentimentos, bem como socialização do grupo.
A adolescência é um período de grandes alterações e que traz certa
vulnerabilidade, tornando eventos de sofrimento psíquico, como depressão,
transtornos alimentares, consumo de álcool e drogas, entre outros, uma maior
possibilidade. Isso se reflete em maior número de tentativas de suicídio e crescente
medicalização. A entrada em determinadas questões tem se retratado em tratamento
e sofrimento ao longa vida.
Pensando na realidade em que os pacientes adolescentes vivem, ficou nítido a
necessidade de se ter aplicado atividades que trabalharam a inteligência emocional
que é a capacidade de identificar os próprios sentimentos e os dos outros. É no
convívio diário que surgem alguns obstáculos que exigem desses adolescentes a
capacidade de lidarem com suas emoções, e não apenas com as suas, mas também
de todos os que estão a sua volta.
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2.1 O PAPEL DO PSICÓLOGO NA SAÚDE MENTAL
A atuação do psicólogo em saúde mental deve ser voltada à desenvolver
estratégias para adaptação, tendo como foco a reintegração e ressocialização do
paciente, o profissional deve estar embasado em um constante preparo, pois segundo
Barbosa (2004), esse modelo de atuação reacende novas discussões e o serviço do
profissional é literalmente lidar com impasses da prática buscando incansavelmente a
formação continuada. Por mais que pareça que não, os transtornos se manifestam de
formas diferentes em cada indivíduo, e por conta disso, o psicólogo além de precisar
compreender esse indivíduo, ele deve compreender também o lugar onde o mesmo
está inserido, estudando pontos como: o serviço, a rede, a gestão, a política pública
(BELISÁRIO, 1992).
Menegon & Coêlho (2005), afirmam que o psicólogo atuando em saúde mental,
deve tomar como objetivo a ressignificação, vista pelos autores como um completo
desafio, para isso o psicólogo deve atuar junto a equipes multiprofissionais pois o
paciente não terá questões apenas psicológicas. Cunha & Maciel (2008), afirmam que
o psicólogo deve cuidar dos pacientes de forma mais humanitária, tendo em vista que
todos com algum tipo de sofrimento tem direito à saúde e cidadania, essa atuação do
psicólogo também é vista em Centros de Atenção Psicossocial, Brasil, 2005:
... são serviços de saúde municipais, abertos, comunitários, que oferecem
atendimento diário às pessoas com transtornos mentais severos e
persistentes, realizando o acompanhamento clínico e a reinserção social
dessas pessoas através do acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos
civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários. (p. 27)
O serviço extra-hospitalar visa o convívio social, o contato com a família, o
direito ao trabalho, lazer, cultura, etc. (BRASIL, 2005). Goya & Rasera, 2007 relatam
que a atuação do psicólogo na saúde publica brasileira teve inicio após grande crise
na saúde geral, o que forçou esses profissionais a buscarem outro tipo de atuação.
Pietroluongo e Resende (2007), relatam que devido a sua formação diferenciada, o
psicólogo tem um lugar essencial na equipe multiprofissional, é através da escuta ativa
que ele consegue constatar o ambiente em que o paciente vive, bem como suas
maiores necessidades, ampliando a percepção da equipe e da família. Kudo e Botomé
apontam diversas contribuições do psicólogo na área da saúde mental, são elas:
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a preparação do doente mental para sua reinserção social e sua manutenção
na comunidade, a orientação da família dos pacientes, a preparação e
orientação profissional do doente mental, a realização de pesquisas e
avaliação de programas, a participação na formação dos demais
trabalhadores de saúde mental e a produção de informação à sociedade
sobre aspectos relacionados à saúde mental. (2001, p. 4)
Para se obter sucesso na atuação com pacientes que possuem transtornos
graves, se faz necessário que toda a equipe multiprofissional conheça cada um a
importância da atuação do outro, pois para Pietroluongo & Resende (2007), é dessa
forma que será possível obter uma visão complexa dos fenômenos, a abertura à novas
reflexões deve ser presente em uma equipe multiprofissional, o real objetivo por trás
da atuação de cada um, deve ser a valorização de todos os saberes pois tudo que
contribui para o paciente é valido, tendo em vista que ele é o centro.
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4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO CAMPO DE ESTÁGIO
O primeiro dia de estágio se resumiu na apresentação do hospital aos
estagiários, a psicóloga do local reuniu todos e de forma breve, falou um pouco sobre
cada paciente e o motivo pelo qual alguns estão ali. Ao final da conversa, todos os
estagiários foram levados para conhecer o espaço físico do hospital, na apresentação
do mesmo, foi possível conhecer alguns pacientes que estavam na sala de TV.
No segundo dia, foram desenvolvidas atividades como: Dinâmicas de
apresentação com o objetivo de conhecer melhor os pacientes, e que eles pudessem
conhecer melhor os estagiários.
No terceiro dia, aconteceu a dinâmica do tato, com o objetivo de despertar a
imaginação e criatividade, os pacientes vendados recebiam objetos em suas mãos e
apenas com o toque deveriam dizer do que se tratava o mesmo.
No quarto dia, as oficinas das emoções e dinâmicas foram aplicadas, os
objetivos eram de ensina-los sobre emoções e que cada um aprendesse a lidar com
suas emoções e com as ou próximo. Os estagiários falaram sobre cada emoção e a
importância de cada uma delas, logo após, dinâmicas para descontração foram
aplicadas.
No quinto dia, os pacientes tiveram que desenvolver a árvore da vida, com o
objetivo de que cada um aprendesse sobre a importância da união e do respeito ao
próximo. Nesta atividade, eles tiveram que desenhar em cartolinas as folhas e o tronco
da árvore, para que depois cada parte fosse colada.
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REFERÊNCIAS
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psiquiátrica. Ciências e Cognição 03, 63-65. Disponivel em: <[Link]
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