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Causas e Soluções da Delinquência Juvenil

O trabalho escolar aborda a delinquência juvenil, destacando suas causas, consequências e possíveis soluções para reduzir a criminalidade entre jovens. Fatores como desestruturação familiar, desigualdade social e falta de oportunidades são identificados como principais motivadores do comportamento delinquente. A proposta inclui investimentos em educação, apoio psicológico e medidas de reintegração social para prevenir a delinquência juvenil.
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Causas e Soluções da Delinquência Juvenil

O trabalho escolar aborda a delinquência juvenil, destacando suas causas, consequências e possíveis soluções para reduzir a criminalidade entre jovens. Fatores como desestruturação familiar, desigualdade social e falta de oportunidades são identificados como principais motivadores do comportamento delinquente. A proposta inclui investimentos em educação, apoio psicológico e medidas de reintegração social para prevenir a delinquência juvenil.
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REPÚBLICA DE ANGOLA

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
GOVERNO DA PROVÍNCIA DE LUANDA
INSTITUTO POLITÉCNICO DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO
TRABALHO ESCOLAR

DELIQUÊNCIA JUVENIL

Classe: 11ª
Sala: 08
Turma: CT
Turno: tarde
Grupo: 01

Docente

______________________

Prof:
Data: 14.02.25
INSTITUTO POLITÉCNICO DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO
TRABALHO ESCOLAR

DELIQUÊNCIA JUVENIL

Docente

______________________

Prof:
Data: 14.02.25
INTEGRNTES DO GRUPO:
1. ALBERTO SANTOS
2. Adalberto Manuel
3. António Kenayani
4. Angelina José
5. Telma De Lurdes
6. Adão Artur
Índice:
1. Introdução - Página 3
2. Desenvolvimento
[Link] é Delinquência Juvenil? - Página
[Link] da Delinquência Juvenil - Página
2.3. Consequências da Delinquência Juvenil - Página
2.4. Medidas e Soluções para Reduzir a Delinquência Juvenil - Página 10
3. Conclusão - Página 12
INTRODUÇÃO
A delinquência juvenil refere-se aos atos criminosos cometidos por menores de
idade. Muitos países possuem procedimentos legais e punições diferentes (no geral
mais atenuados) aos delinquentes juvenis em relação a criminosos maiores de idade
Os jovens com baixos resultados escolares e que abandonam a escola
precocemente têm maior probabilidade de se envolverem em atividades criminosas.
Fatores socioeconômicos e comunitários como pobreza, desigualdade e falta de
oportunidades também estão associados à delinquência juvenil.
A delinquência juvenil é um fenômeno social que vem preocupando a sociedade,
autoridades e especialistas. Ela se refere à prática de atos infracionais ou criminosos
por parte de jovens, geralmente na faixa etária entre 12 e 18 anos. Este trabalho
busca analisar as causas desse comportamento, suas consequências, e as possíveis
soluções que podem ser adotadas para reduzir o envolvimento de adolescentes em
atividades criminosas. A sociedade precisa entender que as causas da delinquência
juvenil estão frequentemente ligadas a fatores familiares, sociais e econômicos, e que
é fundamental agir com políticas públicas eficazes e com ações de prevenção,
educação e apoio psicológico.
A delinquência juvenil é um fenômeno social que vem preocupando a sociedade,
autoridades e especialistas. Ela se refere à prática de atos infracionais ou criminosos
por parte de jovens, geralmente na faixa etária entre 12 e 18 anos. Este trabalho
busca analisar as causas desse comportamento, suas consequências, e as possíveis
soluções que podem ser adotadas para reduzir o envolvimento de adolescentes em
atividades criminosas. A sociedade precisa entender que as causas da delinquência
juvenil estão frequentemente ligadas a fatores familiares, sociais e econômicos, e que
é fundamental agir com políticas públicas eficazes e com ações de prevenção,
educação e apoio psicológico

A delinquência juvenil abrange todas as infrações cometidas por adolescentes que


violam as normas legais e sociais, podendo incluir crimes como furtos, roubos, tráfico
de drogas, vandalismo, entre outros. A principal característica é que o ato é praticado
por jovens, que ainda estão em processo de formação e desenvolvimento social. No
Brasil, a Lei 8.069/1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), trata da
responsabilização de menores infratores e determina medidas socioeducativas, em
vez de punições severas.

São diversas as causas que podem levar um adolescente a se envolver com


a criminalidade. Algumas das principais incluem:
 Fatores familiares: Falta de estrutura familiar, desorganização familiar, abuso ou
negligência.
 Fatores sociais: Desigualdade social, falta de acesso a oportunidades de
emprego e educação.
 Fatores psicológicos: Problemas emocionais e traumas não tratados.
 Influências do meio: A convivência com pessoas que praticam atividades
criminosas pode aumentar o risco de envolvimento com a criminalidade.

As consequências da delinquência juvenil são negativas tanto para o jovem


quanto para a sociedade. O envolvimento em atos infracionais pode
prejudicar o futuro do adolescente, como:
 Estigma social: A sociedade frequentemente rotula jovens infratores,
dificultando sua reintegração social.
 Prejuízo à educação: O comportamento delinquente pode levar o jovem a
abandonar os estudos, comprometendo seu desenvolvimento acadêmico e
profissional.
 Aumento da criminalidade: A delinquência juvenil pode resultar no agravamento
de comportamentos criminosos ao longo da vida adulta;
Existem diversas medidas que podem ser adotadas para prevenir e
combater a delinquência juvenil, tais como:
 Investimento em educação: A educação de qualidade é uma das formas mais
eficazes de afastar os jovens da criminalidade.
 Apoio psicológico e social: Oferecer suporte emocional, acompanhamento
psicológico e programas de reabilitação para jovens em risco.
 Fortalecimento da família: Programas que ajudem as famílias a lidar com
dificuldades emocionais, educacionais e sociais são cruciais para reduzir a
delinquência.

 Políticas públicas de inclusão: Criar oportunidades de trabalho e lazer para


adolescentes de comunidades vulneráveis.

Gerar empregos para os jovens


Um dos motivos para os adolescentes ingressarem no mundo do crime é a falta de
perspectivas profissionais. Por isso, especialistas defendem a criação de incentivos
para que empresas, prefeituras, bancos e também o serviço público contratem, como
aprendizes ou estagiários, jovens dos 14 aos 21 anos que vivem em condições
socioeconômicas precárias. "Hoje são muitos os entraves para a contratação desses
jovens, e mesmo órgãos públicos não lhes oferecem oportunidades", afirma o
advogado Ariel de Castro Alves, assessor jurídico da ONG Aldeias Infantis SOS. Ele
sugere, por exemplo, a criação de incentivos fiscais para que as empresas contratem
esses adolescentes. "O poder público não pode concorrer com o tráfico de drogas e o
crime organizado apenas com conselhos e orientações. É importante oferecer
oportunidades de inserção profissional no mercado de trabalho", afirma.
Investir em educação
Esse é um ponto unânime entre especialistas: investir em educação é fundamental
para impedir que os jovens optem pela criminalidade. Um jovem mais bem qualificado
tem melhores condições de conseguir um emprego e é menos suscetível de se
envolver com o crime. Mas, além do acesso universal e da qualidade do ensino, há
outro ponto importante: que os estudantes sejam acompanhados por profissionais,
como psicólogos e assistentes sociais, com objetivo de detectar problemas de
indisciplina e evitar que o adolescente deixe a escola. "A evasão escolar é o primeiro
sinal de que o adolescente pode vir a se envolver com a criminalidade", afirma Alves.
Assim, a presença de uma equipe técnica nas escolas, formada por psicólogos e
assistentes sociais, é um passo importante para impedir a evasão escolar e, com ela,
a possibilidade de um jovem optar pelo crime.
Melhorar o tratamento de viciados em drogas
O roubo e o tráfico de drogas estão entre os principais crimes cometidos por
adolescentes, e frequentemente eles são motivados pelo vício. Assim, melhorar as
opções de tratamento para os adolescentes viciados é, também, uma maneira de tirá-
los da criminalidade. A solução seria expandir a rede de atendimento psicossocial, os
abrigos e clínicas para manter os adolescentes que precisam de atendimento
especializado para lidar com o vício. Os chamados centros de atenção psicossocial
para álcool e drogas já funcionam no Brasil, mas eles são poucos e não são
especializados no atendimento a adolescentes.
Bolsa Formação
Essa é uma proposta bem concreta, baseada na experiência do Bolsa Família. A ideia
é oferecer um incentivo financeiro para que os jovens busquem uma formação
profissional. Assim como o Bolsa Família, o Bolsa Formação seria voltado para os
setores social e economicamente mais carentes da sociedade e exigiria uma
contrapartida: a de que os jovens beneficiados participem de cursos
profissionalizantes e se preparem para o mercado de trabalho. O alvo do programa
seriam os adolescentes que vivem em regiões de altos índices de criminalidade ou em
comunidades onde as condições de moradia e saúde são precárias. A implementação
exigiria o trabalho conjunto do governo federal, dos estados e dos municípios para a
identificar os potenciais beneficiados e para o controle do programa. Alves, que
defende a ideia, sugere um auxílio no valor de meio a um salário mínimo.
Apoiar a família
É consenso entre psicólogos e educadores que o ambiente familiar influencia a
formação de crianças e adolescentes. O Estado brasileiro já tem políticas de apoio à
família, aplicadas pelos centros de referência de assistência social. Só que eles
atendem a uma vasta gama de situações, desde a violência contra a mulher até o
atendimento aos idosos. Uma ideia seria a criação de centros de atendimento às
famílias especializados em problemas relacionados a crianças e adolescentes.
Melhorar a reinserção social de menores infratores
Hoje, muitos adolescentes que cometem crimes não ficam em instituições preparadas
para a sua reeducação. As unidades de atendimento socioeducativo previstas no
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) frequentemente não oferecem as
condições adequadas para a ressocialização de menores infratores. Um relatório
recente do Conselho Nacional do Ministério Público, citado pelo jornal O Globo, afirma
que em 17 estados há superlotação, em 39% das unidades faltam higiene e
conservação e em 70% não se separa pelo porte físico, favorecendo a violência
sexual. Nem todo mundo sabe que a punição para adolescentes infratores já existe na
legislação atual, ainda que ela não receba o nome de pena, mas de medida
socioeducativa, para destacar seu caráter educacional. Críticos da mudança na
maioridade penal argumentam ainda que colocar adolescentes no sistema carcerário
brasileiro eleva as chances de reincidência, que são superiores a 60% nas
penitenciárias e abaixo de 20% no sistema socioeducativo.
Para a analista social, entre as causas mais frequentes e impulsionadoras do
cometimento de crimes consta o desemprego, a desestruturação familiar, o consumo
de substâncias entorpecentes, falta de controlo de familiares e de organizações
educacionais. Os impostos elevados, a inflação e a pobreza extrema constam
igualmente da lista de factores que concorrem para o surgimento de criminosos nas
ruas, o que impacta na sensação de insegurança pública aos cidadãos.
"Existe uma relação entre a criminalidade e os problemas sociais e económicos.
Quando o barril de petróleo sobe de preço e a cesta básica não é proporcional ao
poder de compra das famílias, uma vez que o salário base nacional ronda perto dos
33 mil kwanzas (equivalente em USD 39), o que não corresponde com o valor real da
cesta básica, que ronda a volta dos 70 a 100 mil kwanzas (USD 85), podemos
considerar este facto como um fenómeno político e económico que impacto no meio
social", disse.
O que está base do aumento dos crimes em Luanda tem a ver com a crise social
económica e financeira e de valores que de modo geral o país tem estado a
atravessar, de acordo com o sociólogo Carlos Conceição para quem "o país entrou
numa crise económica e financeira sem precedente em 2014"
Aqui estão nove políticas que fizeram uma redução tangível na violência – e que mais
países poderiam replicar
1) Fortalecer os sistemas de dados

Algumas formas de violência costumam ser bem registradas: assassinatos, por


exemplo. Mas em muitos países, a prevalência de violência sexual, violência praticada
pelo parceiro íntimo e violência na infância é amplamente desconhecida.
Mesmo nos EUA, os dados sobre violência armada são totalmente inadequados
para entender o problema, e as forças policiais em todo o mundo ainda não
conseguem entender como usar os dados sem violar as liberdades civis dos
cidadãos.
Sem uma noção da escala do problema, os governos têm poucos motivos para agir –
e sem entender a violência completamente, qualquer esforço que eles façam está
fadado ao fracasso. O primeiro passo para acabar com a violência em todo o mundo?
Entendendo isso.
2) Proibir o castigo corporal
Punição corporal é um termo genérico para várias formas de disciplina severa e
violenta.
Um conjunto crescente de evidências sugere que tal abordagem, mesmo em formas
“menores”, torna as pessoas mais propensas a cometer violência mais tarde na vida.
54 países – entre eles Suécia, Quênia e Tunísia – proibiram totalmente o castigo
corporal. Seu país deve ser o próximo?
3) Parentalidade positiva
Ser pai não é fácil , mas nenhum relacionamento é mais importante para o
desenvolvimento na primeira infância.
Em todo o mundo, há cada vez mais evidências de que os cursos para pais podem
ajudar imensamente as famílias – reduzindo a violência contra crianças e até
mesmo reduzindo a violência entre os pais.
Envolver os homens como cuidadores é uma ferramenta vital para desfazer algumas
formas tóxicas de

masculinidade, e os programas parentais são uma maneira vital de iniciar o


processo.
4) Reescrever as leis de estupro
A Suécia recentemente se tornou o 10º país europeu – outros incluem o Reino Unido e
a Alemanha – a reescrever suas leis de estupro .

A definição de estupro do país não depende mais de uma noção ultrapassada de


coerção violenta, mas sim da ausência de consentimento.
Os ativistas esperam que isso melhore as taxas de condenação e mude a maneira
como as pessoas falam sobre sexo.
5) Curando traumas

A violência causa trauma, mas o trauma também pode causar violência.


O trauma vem de várias formas: de conflito parental a tiroteios em escolas e à dor
infligida pelo deslocamento forçado. O trauma, particularmente na infância , pode
causar uma série de problemas de saúde mental e resultados negativos na vida.
Abordar esse dano – por exemplo, por meio de terapia cognitivo-comportamental
focada no trauma – pode ajudar a quebrar o ciclo de violência.

6) Combate à violência sexual


Mesmo depois de décadas de pesquisa, muito poucas intervenções provaram reduzir
a taxa em que os homens cometem violência sexual contra as mulheres
Uma opção, embora controversa, é o treinamento de autodefesa feminista – e alguns
ensaios controlados aleatórios recentes demonstraram resultados dramáticos.
Os defensores argumentam que o treinamento de autodefesa deve ser incorporado
aos currículos escolares.
7) Reforma prisional
Muitas vezes, a prisão funciona como uma porta giratória, acolhendo ex-presidiários
de volta ao sistema carcerário quando sua reintegração falha.
No Reino Unido, as prisões femininas estão adotando abordagens informadas sobre
o trauma que buscam abordar a fonte subjacente de vulnerabilidade e criminalidade.
É um projeto ambicioso que em breve poderá ser escalado para prisões masculinas
também.
8) Policiamento com comunidades
O policiamento não precisa ser limitado a intervenções de ferro em primeiro lugar.
Construir a confiança entre as comunidades e suas polícias trouxe imensos benefícios
em todo o mundo: no Brasil, o policiamento comunitário contribuiu para uma
queda dramática da criminalidade.

9) Desenhar a violência
A violência nem sempre é um fenômeno imprevisível: diversos fatores ambientais
podem encorajar ou desencorajar comportamentos violentos.
Em todo o mundo, as cidades estão começando a entender o impacto que o design
urbano pode ter em uma variedade de comportamentos, incluindo crimes violentos.
Vegetação, melhor iluminação pública e fortificação de alvos vulneráveis são apenas
algumas das maneiras pelas quais as cidades estão construindo ambientes livres
de crime .
Conclusão
A delinquência juvenil é um problema complexo que envolve múltiplos fatores.
Embora seja impossível eliminar completamente o risco de envolvimento de jovens
com a criminalidade, é possível minimizar esse fenômeno por meio de políticas
públicas que priorizem a educação, o apoio psicológico e a inclusão social. A solução
para a delinquência juvenil passa pela transformação de estruturas sociais e pela
criação de alternativas para os jovens em situação de vulnerabilidade. Assim, a
sociedade precisa trabalhar em conjunto para oferecer aos adolescentes as
ferramentas necessárias para um futuro longe da criminalidade

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