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Casos Práticos de Ação Executiva em Direito

O documento apresenta casos práticos relacionados à ação executiva, abordando temas como pressupostos, penhora de bens e modalidades de venda. O primeiro caso envolve uma dívida entre Maria, Carlos e Antônio, enquanto os outros casos discutem a fase de pagamento e a extinção da execução. Questões são levantadas sobre a tramitação, legitimidade, defesa e intervenções de terceiros no processo.

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Firmino Huambo
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Casos Práticos de Ação Executiva em Direito

O documento apresenta casos práticos relacionados à ação executiva, abordando temas como pressupostos, penhora de bens e modalidades de venda. O primeiro caso envolve uma dívida entre Maria, Carlos e Antônio, enquanto os outros casos discutem a fase de pagamento e a extinção da execução. Questões são levantadas sobre a tramitação, legitimidade, defesa e intervenções de terceiros no processo.

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INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO CATÓLICO DE BENGUELA

Criado sob o Decreto Presidencial nº 168/2012, de 24 de Julho, DRI Série


Nº 141
EXTENSÃO NAVEGANTES
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÓMICAS E JURÍDICAS

CASOS PRÁTICOS

Caso prático 1:

Tema: Pressupostos da acção executiva


 - Fases da acção executiva (fase introdutória, meios de oposição)
 - Fase da penhora
 Concurso de credores

MARIA, no âmbito de uma transação judicial, obrigou a pagar ao ANTÓNIO o valor


de AKZ. 300.000.000,00 (Trezentos Milhões de Kwanzas) nos vinte dias subsequentes
ao trânsito em julgado da decisão homologatória. Logo após ter sido proferida a decisão
homologatória, MARIA transmitiu a divida ao CARLOS, casado no regime de
comunhão de adquiridos com JÚLIA, por escrito assinado entre MARIA e CARLOS,
com a posterior ratificação expressa de ANTÓNIO nos termos do art. 595.º-1, al. a) do
CC. JÚLIA desconhecia os maus negócios do marido. Posteriormente ANTÓNIO,
apresentando a sentença homologatória, instaurou acção executiva contra CARLOS e
JÚLIA, pedindo o pagamento de 300.000.000,00 (Trezentos Milhões de Kwanzas) bem
como os correspondentes juros de mora vencidos e vincendos até efectivo e integral
pagamento.

Por indicação de ANTÓNIO, o Tribunal penhorou um apartamento sito em Benguela,


do qual, CARLOS e JÚLIA eram proprietários. Este apartamento encontrava-se
hipotecado a favor do Banco X, para a garantia de uma divida ainda não vencida,
contraída pelo casal, no montante de 70.000.000,00 (Setenta Milhões de Kwanzas).
Penhorou-se também um automóvel que os executados utilizavam no seu dia- dia, ao
abrigo de um contrato de locação financeira, celebrado entre estes e, a Laurinda S.A.
Este bem, foi indicado a penhora por ANTÓNIO, que pensava, serem os executados os
legítimos proprietários do automóvel.

QUESTÕES.
a) Explique qual a forma e a tramitação inicial desta acção executiva.
b) Verifique se estão preenchidos os pressupostos de exequibilidade extrínseca e
intrínseca na execução instaurada por António.
c) Júlia deduziu a oposição a execução com fundamento na sua ilegitimidade.
Aprecie a admissibilidade, efeitos e procedência desta oposição.
d) Realizada a penhora do automóvel, quais os meios, fundamentos de defesa da
Laurinda SA contra esta penhora.
e) Pode o Banco X intervir no processo. Em caso afirmativo, quem deve promover
a respectiva intervenção, qual é o momento, meio processual adequado,
respectivos pressupostos e possíveis fundamentos.
f) Imagine que os executados pretendam efectuar o pagamento na referida acção
executiva. Desenvolva o procedimento ou procedimentos seguintes para o
pagamento na perspectiva dos executados, juiz e demais intervenientes na acção
executiva.

Caso prático 2:

Tema: A fase de pagamento (vendas executivas)

Considere ainda que numa acção executiva proposta por António contra Maria, em que
a obrigação exequenda ascende à 100.000.000,00 Akz, procedeu-se a penhora dos
seguintes bens:

a) Um automóvel que já se encontrava a pedido de António, tendo a sentença


judicial do arresto determinado a venda antecipada do automóvel, por valor não
inferior aquele que justificou o arresto;

b) Um conjunto de valores mobiliários admitidos à negociação em mercado


regulamentado, empenhado a favor de António para garantia da dívida da
exequenda;

c) A casa que Maria habita, sobre o qual foi constituído convencionalmente direito
de preferência com eficácia real a favor de FAFA;

d) As maças de um pomar pertencente a Maria que deveriam ser colhidos nas duas
semanas seguintes.
1- Pronuncie-se sobre a modalidade de venda ou entrega de cada um dos bens
penhorados indicando o responsável pela determinação da modalidade de venda.

2- Quais são os efeitos da venda executiva?

3- Considere nova hipótese (a). Poderia ter sido estabelecido como valor base de venda
70% do valor do mercado do automóvel?

4- Considere nova hipótese (a). Imagine que a única proposta de aquisição do bem era
inferior ao valor base estabelecido. António pretende ainda assim , que a venda se
realize Maria opõe-se. Quid iuris

5- Considere a hipótese (b). Pode os valores mobiliários penhorados ser vendidos fora
do mercado regulamentado directamente à António.

6- Considere a hipótese (c). Fafa pretende exercer o seu direito de preferência; contudo,
o bem já fora vendido em venda executiva. Quid iuris? E se o cônjuge do executado
adquirir a casa de morada de família após a venda executiva em que termos?

7- Considere a hipótese (d). Pode o tribunal proceder imediata à venda das maças na
modalidade de venda por negociação particular, alegando risco de deterioração?

Caso prático 3:
Tema: Extinção e renovação da execução extinta

Bernabé propôs acção executiva contra Ana, da qual resultou a penhora da casa de
férias desta, já hipotecada a favor de Edna.

1. Bernabé decide desistir do seu pedido contra Ana. Edna entende que Bernabé
não pode desistir, sob pena de prejudicar a reclamação de crédito deduzida por
Edna na acção executiva em curso. Quid Juris?
2. É necessário uma sentença judicial para termos um processo executivo? E
forma-se caso julgado material?
3. Poderia CLAUDETE escolher entre o pagamento de uma indemnização e a
execução para a construção do muro?---3V
a) Imagine que a obrigação exequenda respeitava a rendas de vidas por Ana,
arrendatária de Bernabé. Teria Bernabé recebido coercivamente, na acção
executiva, as rendas em falta, e tendo decidido manter o contrato de
arrendamento com Ana até ao seu termo, Ana voltou a deixar de pagar as rendas.
O que aconselharias Bernabé a fazer? A sua resposta seria igual se a acção
executiva se extinguisse por procedência da oposição a execução?

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