CENTRO DE EDUCAÇÃO ESPECIALIZADA E
DESENVOLVIMENTO SOCIAL – CEEDS CURSOS
TÉCNICO EM ENFERMAGEM
EQUIPE: LUANA KELLY, KARLA PAIVA, CLARA BARBOSA E EDSON ANDRADE.
PROFESSORA: FRANCISCA ANTONIA
TEMA: GONORREIA
Pentecoste -Ceará
Agosto/2023
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
A gonorreia é uma IST (infecção sexualmente transmissível) que afeta pacientes de
ambos os sexos. É causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae.
1. SINAIS E SINTOMAS
NA MULHER:
• Dores abdominais e pélvicas;
• Corrimento amarelado;
• Dor e ardência ao urinar (disúria);
• Dor e sangramento durante a relação sexual.
NO HOMEM
• Dor ao urinar;
• Eliminação de pus e corrimento saindo do pênis;
• Inflamação na ponta do pênis (orifício da uretra);
• Dor ou inchaço nos testículos.
NO RECÉM-NASCIDO
• PODE CAUSAR CONJUNTIVITE NEONATAL, CAPAZ DE LEVAR A CEGUEIRA.
VIAS DE TRANSMISSÕES
• Neisseria gonorrehoeae: Bactéria responsável pela infecção sexualmente
transmissível, gonorreia.
• Via de transmissão: A principal via de transmissão da gonorreia é por meio
da relação sexual com o indivíduo infectado, seja essa relação oral, vaginal,
ou anal sem o uso de preservativo. Pode ocorrer também durante o parto,
transmissão da mãe contaminada para o bebê.
FATORES DE RISCO
Além da relação sexual sem preservativo, outros fatores de risco que podem
aumentar a incidência da infecção são:
• Pessoas mais jovens;
• Relacionamento com um parceiro sexual que tem múltiplas parceiras;
• Diagnóstico prévio de gonorreia;
• Ter outras infecções sexualmente transmissíveis.
DIAGNÓSTICO
Para diagnosticar gonorreia, os médicos coletam uma amostra da secreção e a
enviam para um laboratório. Podem ser feitos testes altamente sensíveis para
detectar o DNA de gonococos e de clamídia (que muitas vezes também estão
presentes)
FORMAS DE PREVENÇÃO
A principal recomendação para se prevenir dos riscos de infecção é usar camisinha
masculina ou feminina nas relações sexuais vaginais e orais. Além da camisinha
masculina ou feminina, usar lubrificantes à base de água nas relações sexuais anais.
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO
O tratamento da gonorreia envolve o uso de antibióticos como a Azitromicina em
comprimidos, Ciprofloxacino ou Ceftriaxona em injeção para eliminar a bactéria que
causa a doença do organismo, sendo importante que o tratamento seja feito de
acordo com a recomendação do médico para evitar resistência bacteriana. Além
disso, é indicado que o tratamento seja feito pelo casal, que sejam evitadas relações
sexuais durante o tratamento e que o tratamento seja feito até o fim, isso porque na
maioria dos casos a gonorreia é assintomática, e, por isso, mesmo com o
desaparecimento de algum sinal ou sintoma de infecção que possa estar presente,
não significa necessariamente que a bactéria foi eliminada.
O uso desses medicamentos citados acima deve ser feito em casa de acordo com
a orientação do médico. No entanto, nos casos mais graves, a bactéria pode atingir
a corrente sanguínea, gerando a sepse, sendo necessário que a pessoa fique
internada no hospital para receber antibióticos diretamente na veia. Durante o
tratamento para gonorreia, é importante que a pessoa evite ter relações sexuais
até estar completamente curado. Para ter a certeza da cura definitiva da gonorreia,
a pessoa deve voltar a fazer exames ginecológicos, urológicos ou de sangue no
final do tratamento para confirmar que já não há infecção. Além disso, é também
fundamental que o (s) parceiro (s) sexual (s) seja tratado com antibióticos, mesmo
que não haja sintomas, pois há risco de transmitir a bactéria responsável pela
doença para outras pessoas, além de haver o risco de contaminar novamente a
pessoa que já foi tratada.
• Como curar a gonorreia
A cura da gonorreia pode acontecer quando o casal realiza o tratamento completo
conforme a recomendação do ginecologista ou do urologista. É importante que o
antibiótico seja utilizado conforme a orientação médica e pelo tempo estabelecido,
mesmo que não existam mais sintomas, porque assim é possível garantir a
eliminação da bactéria e diminuir o risco de reinfecção. Apesar de ser possível
alcançar a cura, ela não é definitiva, ou seja, se uma pessoa for novamente exposta
à bactéria, pode desenvolver novamente a infecção. Por isso, é importante usar
preservativo em todas as relações sexuais para evitar não só a gonorreia, mas
também outras infecções sexualmente transmissíveis.
• Tratamento para supergonorreia
A cura da supergonorreia é mais difícil de ser alcançada justamente pela resistência
da bactéria aos antibióticos existentes e normalmente utilizados no tratamento. Por
isso, quando é indicado no antibiograma que a Neisseria gonorrhoeae associada à
infecção é resistente, o tratamento indicado pelo médico é na maioria das vezes mais
longo e é necessário que a pessoa realize exames periodicamente para verificar se o
tratamento está sendo eficaz ou se a bactéria desenvolveu novas resistências. Além
disso, devido ao fato de a bactéria ser resistente, a monitorização é importante para
evitar que a bactéria se espalhe pelo organismo e resulte em complicações, como
esterilidade, doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica, meningite, alterações
ósseas e cardíacas e sepse, o que pode colocar a vida da pessoa em risco.
• Tratamento caseiro
O tratamento caseiro para gonorreia deve apenas complementar o tratamento com
os antibióticos indicados pelo médico e pode ser feito com o chá de Equinácea,
por exemplo, pois esta planta medicinal tem propriedades antibióticas e
imunoestimulantes, ajudando a eliminar a bactéria e a fortalecer o sistema imune.
Para fazer este chá, basta adicionar 2 colheres de chá da raiz ou das folhas da
equinácea em 500 ml de água fervente, deixar repousar por 15 minutos, coar e
beber o chá cerca de 2 vezes por dia.
• Sinais de melhora e piora da gonorreia
Os sinais de melhora da gonorreia incluem a diminuição da dor ou ardor ao urinar,
o desaparecimento do corrimento branco-amarelado, semelhante ao pus e
redução da dor de garganta, em caso de relação íntima oral. No entanto, mesmo
que os sintomas comecem a diminuir e desaparecer, é importante que o tratamento
continue conforme a orientação médica.
Os sinais de piora da gonorreia surgem quando o tratamento não é iniciado logo
após o aparecimento dos sintomas ou quando o tratamento não é feito conforme a
orientação do médico e incluem o aumento da dor ou ardor ao urinar, assim como
aumento do corrimento branco-amarelado, semelhante ao pus, sangramento
vaginal na mulher, aparecimento de febre, dor e inchaço dos testículos no homem
e dor nas articulações.
• Possíveis complicações
As complicações da gonorreia ocorrem quando o tratamento não é feito corretamente
e incluem a infecção do útero, tubas uterinas e cavidade abdominal, assim como,
inflamação do epidídimo no homem, o que pode resultar em infertilidade. Além disso,
a bactéria que causa a gonorreia pode-se espalhar através da corrente sanguínea e
infectar outras partes do corpo, incluindo as articulações.
REFERÊNCIAS
• Rede D’Or São Luiz. GONORREIA: O QUE É, SINTOMAS, TRATAMENTO E
CAUSAS. Disponível
em:[Link]
m%2C%20podem%20apresentar%20sintomas%20de,sangramento%20durante
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• Dra. AMATO, Juliana. GONORREIA, [Link], 2023. Disponível
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• UFPB – UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA. SERVIÇO DE
ASSISTENTÊNCIA ESPECIALIZADA FAMILIAR MATERNO INFANTIL.
Disponível em:
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• R. MORRIS, Sheldon. GONORREIA, 2023. Disponível em:
[Link]
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transmiss%C3%ADveis-dsts/gonorreia
• UFPB – UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA. GONORREIA E
CLAMÍDIA: O QUE SÃO, SINTOMAS E PREVENÇÃO. Disponível em:
[Link]
clamidia-o-que-sao-sintomas-tratamento-e-prevencao
• DRA. SEDICIAS, Sheila. TRATAMENTO PARA GONORREIA:
MEDICAMENTOS E OPÇÕES CASEIRAS, 2022. Disponível em:
[Link]
• MEDICAL KNOWLEDGE TEAM. GONORREIA, 2022. Disponível em:
[Link]