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Manejo e Classificação do TCE

O documento aborda o traumatismo cranioencefálico (TCE), incluindo tipos de hematomas, manejo clínico e critérios para morte encefálica. Destaca a importância da avaliação da gravidade do TCE através da Escala de Coma de Glasgow e indicações para tomografia e cirurgia. Também discute o controle da pressão intracraniana e medidas controversas no tratamento.

Enviado por

Tulio Sales
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Manejo e Classificação do TCE

O documento aborda o traumatismo cranioencefálico (TCE), incluindo tipos de hematomas, manejo clínico e critérios para morte encefálica. Destaca a importância da avaliação da gravidade do TCE através da Escala de Coma de Glasgow e indicações para tomografia e cirurgia. Também discute o controle da pressão intracraniana e medidas controversas no tratamento.

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Traumatismo

Cranioencefálico (TCE)
O que as provas costumam cobrar
• Neuroimagem • Manejo do TCE Grave • Morte Encefálica

Espaços e Meninges

Pele

Aponeurose
Periósteo
Osso

Meninges

Dura-máter

Aracnóide
Pia-máter

Camadas

Osso

Epidural (espaço acima da dura) Artéria

Dura

Subdural (espaço abaixo da dura) Veia

Aracnóide

Espaço subaracnóide (espaço abaixo da aracnóide) Líquor

Pia

25
Hematoma Epidural
• Imagem Biconvexa
• Sangramento Arterial
• Intervalo Lúcido
• Drenagem Precoce

Hematoma Subdural
• Imagem de Crescente
• Sangramento Venoso
• Pior Prognóstico

Contusão Cerebral
• Hemorragias
• Pólos frontal e temporal
• Vigilância e repetir TC em 24h

Lesão Axonal Difusa


• Clínica muito ruim • Dissociação clínico-radiológica • Maior sensibilidade
• Tomografia “inocente” • Solicitar RNM • Hipersinal do corpo caloso

26
Manejo do TCE
Escala de coma de Glasgow
Classificação
Pontos
do TCE

Espontânea 4 15

Ao estímulo verbal 3 14 Leve

Abertura 13
À pressão 2
ocular (O)

12
Sem resposta 1

11
Não testado NT
Moderado
10
Orientado 5
9
Confuso 4

8
Palavras 3
Melhor resposta
verbal (V) 7
Sons 2
6
Sem resposta 1 Grave
5

Não testado NT
4

Obediência a comandos 6
3

Localiza 5

Flexão normal (retirada) 4

Melhor resposta
Flexão anormal (decorticação) 3
motora (M)

Extensão (descerebração) 2

Sem resposta (flacidez) 1

Não testado NT

Presente bilateral 0

Reatividade
Ausente unilateral -1
pupilar:

Ausente bilateral -2

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Precisa de cirurgia?

Lesão Indicação Cirurgia

Lesões superficiais/
Lesões penetrantes, com lesão Desbridamento, hemostasia e
afundamento de
de dura máter sutura da lesão (e da dura máter)
crânio

Volume acima de 30ml OU GCS Craniectomia + evacuação


Hematoma Epidural
<9 + Anisocoria cirúrgica

Hematomas agudos >10mm de


Hematoma Subdural espessura com desvio >5mm da Drenagem do hematoma
LM

Sangramentos Efeito de massa, hidrocefalia,


Resolução da lesão específica
intracerebrais volume >50cm3

Quando pedir tomografia


Tomografia Computadorizada no TCE Leve

• Glasgow <15 por mais que 2h • Uso de Anticoagulante


• Suspeita de Fratura: exposta, com afundamento • Perda da consciência (mais do que 5min.)
ou de base de crânio (hemotímpano, olhos de • Amnésia retrógrada (mais do que 30min. ante-
guaxinim, otorreia, rinorreia ou sinal de Battle) riores ao trauma)
• Vômitos (mais de 2 episódios) • Mecanismo de alta energia (queda >1m, ejeção
• >65 anos do veículo, atropelamento, etc.)

TCE leve

Cefaléia e vômitos Alteração neurológica


Alteração na TC
persistentes nova ou sustentada

Sim Não

Avaliação da Neurocirurgia Alta e observação em casa

28
TCE moderado

Déficit neurológico Cuidado: respondem a


Glasgow 9 a 12
focal comandos simples

TC + Internação +
Avaliação da Neurocirurgia

Primeira TC alterada Piora clínica Antes da alta

Repetir TC

TCE grave

Lesão neurológica já Instabilidade


Glasgow ≤ 8
instalada hemodinâmica

IOT + Estabilização + TC + Internação +


Avaliação da neurocirurgia

Manejo clínico do TCE grave


• Normocapnia PacCO2 = 35 • Cabeceira elevada a 30 GRAUS
• SATO2 >95% • Monitorizar PIC (5-15mmHg)
• Glicemia 140-180 • PAS >100-110
• Correção de anticoagulação e antiagregação • PAM >80-90
• Combater a febre/hipertermia

Hipertensão intracraniana
• Alteração da respiração • Flexão/extensão anormais
• Hipertensão arterial • Glasgow ≤8
• Anisocoria • PIC >20mmHg por 5-10min.
• Pupilas fixas • Bradicardia

29
Controle agudo da PIC

• Salina 3% (melhor em pacientes hipotensos) • Bloqueador neuromuscular


• Manitol (diurético osmótico) • Após ajuste adequado da ventilação
• “Desidrata” o parênquima cerebral • Após sedoanalgesia adequada
• Não usar em pacientes hipotensos • Diante de assincronia na ventilação
• Sedação
• Reduz metabolismo cerebral
• Melhora a sincronia da ventilação

Medidas CONTROVERSAS no controle da PIC

• Hipotermia (não melhora desfecho) • Fenitoína


• Corticóide • Profilática: primeiros 7 dias após o trauma
• Piorou desfecho no trauma • Não previne epilepsia futura
• Útil nos tumores e infecções do SNC • Barbitúricos (não melhoram desfecho)

30
Protocolo de Morte Encefálica (ME)

Critérios para abertura de protocolo

• Glasgow 3
• Sem sedação e bloqueadores neuromusculares
• Sem hipotermia
• Sem distúrbios metabólicos graves
• Causa do coma conhecida
• Período mínimo de 6 horas de observação

Não atende os critérios Atende os critérios

Abertura do Protocolo de ME
com 1° exame clínico
+
Manutenção hemodinâmica
do potencial doador
+
Comunicar familiares

A ordem dessas
2° Exame Clínico
etapas pode
(1 hora após se >2 anos)
ser alterada

Teste de apneia
(pCO2 final > 55)

Exame complementar

• Registrar em prontuário
• Comunicar familiares
• Avaliar as condições para doação e
• Suspender sedação entrevista familiar
• Corrigir os distúrbios • Interromper suporte vital caso a
• Reavaliação doação de órgãos não seja viável

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