TRABALHO DE F.A.
Índice
Agradecimento...............................................................................................................................................1
Dedicatória............................................................................................................................. ........................1
Epígrafe..........................................................................................................................................................1
Introdução......................................................................................................................................................2
Desenvolvimento...........................................................................................................................................4
Mortalidade Materna.................................................................................................................... .................7
Causas de mortalidade materna.....................................................................................................................7
ESTRATÉGIAS PARA REDUZIR A MORTALIDADE MATERNA Princípios fundamentais...............9
Qualidade dos cuidados e auditorias...........................................................................................................11
Questões de investigação.............................................................................................................................11
CONCLUSÃO.............................................................................................................................................13
Referência Biblografica...............................................................................................................14
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Introdução
A taxa de natalidade e mortalidade são dados estatísticos segundo o número de
nascidos e o número de mortes e, por isso, eles determinam o crescimento demográfico
da população.
Taxa de natalidade (TN): indica o número de nascimentos por mil habitantes no período
de um ano.
Taxa de mortalidade (TM): corresponde ao número de óbitos anuais por mil habitantes.
A diferença entre as taxas de natalidade e mortalidade é chamada de crescimento
vegetativo (CV).
O crescimento Vegetativo é um conceito que está associado ao crescimento
populacional, sendo determinado de acordo com as condições socioeconômicas e
culturais de um país.
Em resumo, o crescimento vegetativo corresponde à diferença entre a taxa de natalidade
e a taxa de mortalidade.
Esses valores estatísticos são classificados de três maneiras:
O crescimento vegetativo é positivo quando o número de nascimentos for superior ao
número de mortes.
O crescimento vegetativo é negativo quando o número de mortes for superior ao de
nascimentos.
O crescimento vegetativo pode ser nulo quando o número de nascimento registrados é
equivalente ao número de mortes num mesmo espaço de tempo.
Taxa de fecundidade: É associado ao conceito de natalidade, a taxa de fecundidade é
um dado estatístico que indica a média do número de filhos que uma mulher tem durante
sua idade fértil (de 15 a 50 anos aproximadamente).
Nas últimas décadas, as pesquisas sobre a taxa de fecundidade indicam uma
diminuição em diversas partes do mundo, sobretudo nos países desenvolvidos.
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De tal modo, esse dado é muito relativo, uma vez que varia muito de país para
país, segundo as condições socioeconômicas.
Segundo dados do IBGE, no Brasil a taxa de fecundidade tem diminuindo, de
forma que no ano 2000 era de 2,4 e em 2015 é de 1,7.
Mortalidade infantil: A mortalidade infantil corresponde a morte de crianças entre
os zero e doze meses de vida.
Embora a mortalidade infantil tenha diminuído, ainda é uma realidade em muitos
locais do mundo, sobretudo naqueles locais que apresentem as piores condições de vida,
desde falta de saneamento básico e acesso à educação e saúde, proliferação de doenças,
dentre outros.
A expectativa de vida, também chamada de “esperança de vida”, corresponde ao
número de anos atingidos por uma população num determinado espaço de tempo.
Com o passar dos anos esse dado felizmente tem aumentado em diversas partes do mundo.
Atualmente, no Brasil, a esperança de vida é de 75 anos.
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Desenvolvimento
A população africana não é apenas jovem, mas também cresce em ritmo acelerado.
Contudo o grande número de crianças nas famílias não é considerado positivo para o
continente, pois em muitos países o crescimento econômico não acompanha esse
movimento, e a pobreza aumenta.
Ter crianças para que elas sejam como uma espécie de seguro de vida na velhice
é uma crença tradicional disseminada, mas que agrava a situação demográfica. Até 2050,
a população na África deverá duplicar, passando de 1,3 bilhão a 2,5 bilhões.
"Tal aumento do número de pessoas gera problemas para cada Estado, e
sobrecarregaria totalmente até mesmo um país como a Alemanha", afirma Alisa Kaps, do
Instituto Berlim para População e Desenvolvimento. Como exemplo extremo, ela cita o
Níger, um país pobre da África Ocidental.
O Níger tem a maior taxa de natalidade, e deverá até triplicar sua população até
2050. "Para esse acréscimo populacional falta infraestrutura adequada, serviços de saúde,
acesso a hospitais, educação e emprego", e esse será o dilema futuro de muitos países
africanos.
O motivo é que, apesar da queda da mortalidade infantil, a taxa de natalidade de
4,7 crianças por mulher permanece elevada, na comparação mundial. A diminuição do
número de crianças vai acelerar o desenvolvimento no sentido de uma maior
prosperidade? Ou ele só vai cair quando o desenvolvimento econômico avançar?
"É um ciclo", frisa Kaps em entrevista à DW. "Ambos procedem: é preciso atingir um
certo grau de desenvolvimento, depois o número de nascimentos declina e isso, por sua
vez, cria incentivos para novos progressos."
Ela acompanhou essa questão num estudo realizado na Tunísia, Marrocos,
Botsuana, Gana, Quênia, Etiópia e Senegal, cujos resultados foram apresentados
recentemente pelo Instituto Berlim. A dinâmica que ela descreve pode ser observada nos
países asiáticos, entre eles Coreia do Sul e Taiwan, que se transformaram nos chamados
"Tigres Asiáticos" devido a sua força econômica.
Kaps cita um fator decisivo para o declínio dos nascimentos: "Uma melhor
educação funciona indiretamente: quanto mais tempo as meninas estudam, mais tarde vão
se casar e ter o primeiro filho. Além disso, mulheres de nível educacional mais alto têm
outras perspectivas para o futuro e contribuem mais para a renda familiar."
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A educação é precisamente o que desencadeia a mudança nos papéis sociais -
tradicionais, muitas vezes determinados pela religião. "Para uma família africana, ter
filhos ainda é, muitas vezes, uma necessidade para garantir o sustento na velhice. E as
crianças são necessárias como mão de obra nos campos", relata Kaps.
Mas a guinada demográfica é lenta na África, afirma Jakkie Cilliers, diretor do
Instituto de Estudos de Segurança sul-africano. Ele também culpa o baixo nível
educacional entre meninas e mulheres, assim como a falta de serviços de saúde. Falta
também esclarecimento e métodos contraceptivos modernos.
"É um tema sensível", admite Cilliers, mas é importante que se inicie na África
um debate sobre esse assunto que afeta toda a sociedade. Ele enfatiza o foco dessa
mudança de mentalidade: qualificar mais cidadãos em idade profissionalmente ativa, para
que a economia cresça.
"Muitos creem que o grande potencial da juventude na África leva ao crescimento
econômico, mas isso procede apenas em parte", argumenta Cilliers. "A África ainda tem
pelo menos três décadas pela frente, antes que a população se beneficie do bônus
demográfico, ou seja, até experimentar mais renda e crescimento."
Entretanto já se registram os primeiros sinais de sucesso no norte africano: Argélia,
Tunísia e Marrocos têm as taxas de natalidade mais baixas do continente, seguidos por
alguns países do sul do continente, aponta Cilliers. As tunisianas, por exemplo, têm
apenas dois filhos, em média.
Os países do Norte crescem mais do que os do resto no continente. Ao longo dos
anos, houve também uma série de reformas na Tunísia visando a população feminina:
elas ganharam mais direitos – por exemplo, ao voto –, não precisam mais usar o véu e
usufruem de níveis de ensino mais altos.
A África do Sul e o Egito estão mais avançados, e já se beneficiam do bônus
demográfico. Isso ocorre quando o número de crianças diminui: as últimas gerações do
"baby boom" entram no mercado de trabalho e contribuem para a economia, porém mais
tarde terão menos filhos para cuidar.
Isso requer, contudo, acesso a um número suficiente de empregos, "mas a África
do Sul está ficando para trás, devido ao desemprego elevado", ressalva Cilliers. Além da
África do Sul, o pequeno Botsuana, localizado no sul do continente, também apresenta
um bom nível de desenvolvimento e conseguiu conter a explosão demográfica.
"Mas a Etiópia surpreendeu", sublinha Kaps: o país se desenvolveu enormemente
nos últimos 25 anos, a taxa de mortalidade infantil foi reduzida pela metade, as matrículas
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escolares duplicaram e a expectativa de vida aumentou consideravelmente, enumera
Kaps. "Em consequência, o número de filhos por família caiu para cerca de quatro." O
desenvolvimento de Gana foi semelhante, com o país se beneficiando, desde cedo, com
as reformas no setor da saúde, educação e agricultura.
De acordo com o estudo, as experiências mostram que o número de crianças
diminui se os Estados conseguem desenvolver uma concepção global e eficaz que
conduza a progressos nas áreas da educação, saúde e criação de emprego. Mas o objetivo
continua sendo a autonomia reprodutiva. "As pessoas devem ser capazes de decidir por
si mesmas quantas crianças querem ter", enfatiza Kap. "Famílias pequenas como norma,
é um processo que primeiro deve completar seu ciclo."
Dar à luz na África Subsariana constitui um elevado risco: a enorme mortalidade
e morbilidade nesta parte da Região são o resultado directo de graves deficiências no
tecido social, cultural e económico, bem como de insuficiências nos serviços de saúde
existentes. No entanto, a OMS acredita que é possível proceder a melhoramentos através
da aplicação eficaz dos conhecimentos existentes, de uma tecnologia apropriada e de uma
melhor gestão dos recursos. Uma forte vontade política constitui um pré-requisito para o
êxito da introdução de reformas nos sectores da Saúde e da Educação, para uma melhor
distribuição dos rendimentos gerados e para fazer face aos problemas do mal-estar e da
instabilidade social.
O presente documento começa por prestar alguma informação básica sobre a
mortalidade materna. Segue-se uma análise da situação centrada na Região Africana e,
por fim, são apresentadas algumas sugestões sobre estratégias para a redução da
mortalidade materna. INFORMAÇÃO BÁSICA SOBRE A MORTALIDADE
MATERNA
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Mortalidade Materna
A mortalidade materna é definida como o óbito de uma mulher durante a gravidez
ou nos 42 dias que se seguem ao final da gravidez.
Causas de mortalidade materna
As principais causas directas de óbito materno são o aborto clandestino, a anemia,
a eclâmpsia, a hemorragia, o trabalho de parto obstruído e as infecções puerperais. As
principais causas indirectas são o HIV/SIDA, o paludismo, a hepatite viral (em especial
a hepatite E), a tuberculose pulmonar, as doenças diarreicas infecciosas (a cólera, a febre
tifóide e a amebíase), o tétano, as doenças cardíacas e a anemia de células falciformes.
Além disso, as práticas tradicionais perigosas contribuem significativamente para os
óbitos maternos em determinados locais. Entre as afecções crónicas que resultam de
algumas destas complicações na gravidez contam-se a doença inflamatória pélvica
crónica, a infertilidade, a gravidez ectópica e a fístula obstétrica.
O HIV/SIDA constitui cada vez mais um importante factor de mortalidade
materna em alguns países da Região. As infecções oportunistas são comuns e os
resultados perinatais são igualmente maus, com uma frequência cada vez maior de
abortos, gravidezes ectópicas e outras complicações.
O paludismo é mais perigoso durante a gravidez do que fora dela e a sua crescente
resistência aos medicamentos dificulta o seu controlo. Em zonas onde o paludismo é
altamente endémico, os óbitos maternos associados a esta doença são, essencialmente,
resultado do efeito indirecto mais importante da doença, ou seja, a anemia grave. Nas
zonas de paludismo instável, a morte resulta dos seus efeitos directos, em especial, do
paludismo cerebral com coma. Em ambas as zonas, o risco fetal mais comum é o baixo
peso à nascença. Consequências da mortalidade materna
Os óbitos maternos resultam num número significativo de órfãos e na perda de
bens e de rendimentos, contribuindo assim para a pobreza da família e da sociedade. A
morte dos filhos ocorre muito cedo e com frequência, e a educação dos sobreviventes fica
seriamente comprometida. A morte prematura dos viúvos não é rara. O impacto sobre a
nação, de modo geral, ainda está por determinar. ANÁLISE DA SITUAÇÃO NA
ÁFRICA SUBSARIANA 1 Por definição, o rácio de mortalidade materna é o número de
óbitos maternos por 100.000 nados-vivos num determinado período, normalmente um
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ano. A taxa de mortalidade materna refere-se ao número de óbitos maternos por 100.000
mulheres em idade fértil (15 - 49 anos) por ano. Acontece que se generalizou o uso do
termo taxa de mortalidade materna, quando, na verdade, se pretende referir o rácio de
mortalidade materna.
As estimativas referentes ao rácio de mortalidade materna para os vários blocos
da Região Africana são: 1.060 para a África Oriental, 1.020 para a África Ocidental, 950
para a África Central, 340 para o Norte de África e 260 para a África Austral, em
comparação com rácios inferiores a 30 nos países desenvolvidos. Em alguns países da
Região, uma mulher em 12 morre de complicações associadas à gravidez, em comparação
com uma em 4.000 ou mesmo uma em 10.000 nos países desenvolvidos. Os esforços
internacionais para a redução da mortalidade materna remontam ao lançamento da
Iniciativa de Maternidade Segura, em 1987. Exceptuando um reforço da advocacia, não
se têm obtido grandes êxitos, em parte porque a qualidade de vida piorou durante este
período. O PNB em África é hoje ainda inferior ao PNB da Europa Ocidental há 200 anos,
o que se reflecte na diferença de rácios de mortalidade materna. Situação sanitária
A situação sanitária na Região é, de modo geral, má. Embora apenas 10 % da
população mundial viva em África, a Região tem em relação aos totais mundiais, 90 %
de todo o paludismo, 70 % do HIV/SIDA e 36 % dos óbitos maternos.
A maioria dos óbitos maternos resultam, não da falta de compreensão da natureza
das suas causas médicas e obstétricas, mas de um tratamento incorrecto, retardado ou
inexistente. Verifica-se atraso na decisão de procurar ajuda ou recorrer aos serviços de
saúde competentes ou à prestação de tratamento correcto nos estabelecimentos de saúde.
O ideal seria que o tratamento se iniciasse de imediato, quando a doença materna ainda é
ligeira, mas, em virtude das demoras, esse tratamento apenas se inicia quando a doença
da mãe já está em fase adiantada. Consequentemente, morrem mais mães e crianças, os
sobreviventes levam mais tempo a recuperar totalmente e o custo dos tratamentos
aumenta, contribuindo ainda mais para o círculo vicioso da pobreza e da doença. São
também demasiado frequentes os abortos fatais e a mortalidade perinatal. Factores
económicos e sociais, incluindo o analfabetismo
O progresso da África é entravado pelo inadequado desenvolvimento dos vastos
recursos naturais da Região. Uma economia débil, a pobreza e os elevados níveis de
analfabetismo prevalecentes, conjugados com a má qualidade da educação, contribuem
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de modo significativo para a baixa qualidade de vida. Esta mesma situação afecta o moral
dos profissionais de saúde, o que, por sua vez, afecta negativamente o desempenho das
suas funções, provocando a deterioração da qualidade dos cuidados aos doentes. Países
em situação difícil.
Actualmente, muitos dos 46 países da Região estão incluídos nesta categoria
devido a conflitos ou guerras civis ou outras situações de emergência, incluindo as
provocadas por catástrofes naturais. Nas áreas mais afectadas, a governação desapareceu,
as instituições económicas e sociais foram destruídas, os serviços públicos deixaram de
funcionar e o sistema de saúde desmoronou-se. Uma percentagem grande da força de
trabalho perdeu-se através da fuga de cérebros. Além disso, verificam-se deslocações
maciças das populações, tanto interna como externamente, criando a necessidade de
montar campos de refugiados para albergar os deslocados. A morte dentro e fora dos
campos de refugiados ocorre com frequência como resultado, principalmente, de lesões,
má nutrição e doenças transmissíveis. As grávidas e as crianças são as mais afectadas,
devido à ausência de cuidados obstétricos e à interrupção da vacinação.
ESTRATÉGIAS PARA REDUZIR A MORTALIDADE
MATERNA Princípios fundamentais
Para que seja mais seguro dar à luz, há que satisfazer as seguintes condições:
a) Colaboração intersectorial para melhorar as condições de vida e reforçar a
aceitação, por parte das populações, de cuidados à maternidade modernos.
b) Reforço do sistema de saúde para criar a capacidade de abranger toda a
população com cuidados pré-natais profissionais.
c) Prestação de intervenções mistas adequadas para dar resposta às urgências
imprevistas2 , que constituem o grupo mais vulnerável com a mais elevada percentagem
de óbitos maternos (Quadro 1).
d) Promoção de condições sócio-económicas, educacionais, culturais, de infra-
estruturas, políticas e sanitárias que eliminem as urgências imprevistas. Quadro 1
RESULTADOS DA GRAVIDEZ EM TRÊS GRUPOS DE MULHERES EM ZARIA,
NIGÉRIA, 1976-1979 RESULTADOS DA GRAVIDEZ GRUPOS DE MULHERES
Receberam cuidados prénatais, continuaram saudáveis Receberam cuidados pré-natais,
tiveram complicações na gravidez Urgências imprevistas Numero de óbitos maternos 5
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14 219 Óbitos maternos por 100.000 partos 44 372 2844 % de partos com recurso a
intervenção cirúrgica 6 25 30 Nascimentos únicos: óbitos perinatais por 1.000 partos 22
74 247 Nascimentos únicos: % de baixo peso à nascença 6 13 24 Fonte: Harrison K.A.
Childbearing, health and social priorities: A survey of 22 774 consecutive hospital births
in Zaria, Northern Nigeria. British Journal of Obstetrics and Gynaecology 1985, 92,
supplement 5, pages 92, 102. Cuidados à maternidade adequados
Os cuidados à maternidade modernos baseiam-se em princípios biomédicos
científicos. O nível básico dos cuidados, isto é, os cuidados primários de saúde, contempla
os cuidados pré-natais, os partos normais e o serviço de referência de casos. O local
escolhido para os partos normais - a casa ou os estabelecimentos de saúde - é uma decisão
que deve ser tomada localmente, de acordo com os costumes, as tradições e a localização
geográfica. O nível seguinte, o primeiro nível de referência dos cuidados, situa-se no
hospital, que deve estar devidamente equipado com serviços essenciais para salvar vidas,
a fim de responder aos casos referenciados, tratar de gravidezes e partos complicados e
das complicações puerperais. Uma minoria muito pequena que necessite de cuidados
altamente especializados e outros casos que exijam cuidados intensivos é tratada no nível
terciário, onde se concentram os serviços especializados. É necessária uma coordenação
entre estes três níveis. O grosso dos cuidados necessários para reduzir a mortalidade
materna situa-se ao nível primário e no primeiro nível de referência. O 2 Urgências
imprevistas são casos de mulheres que não tiveram cuidados pré-natais e chegam ao
hospital em estado crítico, depois de lhes surgirem complicações graves associadas à
gravidez. Muitas vezes, a doença está em fase adiantada, ao ponto de cada mulher
afectada apresentar quase sempre duas ou mais complicações em vez de uma única. Por
exemplo, o trabalho de parto obstruído é agravado pela ruptura do útero, hemorragia
grave, infecção generalizada e choque. Outras vezes, descura-se uma anemia muito grave
ou tuberculose adquirida durante a gravidez, até que uma complicação puerperal, como a
retenção da placenta, obriga a mulher a dirigir-se, pela primeira vez, a um serviço de
saúde. Se essas mulheres se tivessem apresentado atempadamente nos serviços de
cuidados pré-natais, tal teria permitido a detecção e o tratamento das duas afecções pré-
existentes, antes do início do trabalho de parto.
respectivo pessoal é constituído por parteiras e enfermeiras, incluindo enfermeiras
comunitárias, de saúde pública e auxiliares de enfermagem, e por médicos de clínica geral
treinados para realizarem trabalho básico de obstetrícia, como partos com recurso a
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intervenção cirúrgica. As parteiras constituem o pessoal essencial. Papel dos Estados-
Membros Empenho político
A liderança política e profissional inicia o processo de redução da mortalidade
materna, aumentando a sensibilização, definindo as prioridades correctas e empenhando-
se fortemente na sua implementação. É também essencial incentivar o espírito do serviço
público. Visão e orientação das políticas
Uma política nacional de saúde materna deverá estabelecer metas para a redução
da mortalidade materna dentro de um determinado período de tempo - 5, 10 ou 25 anos -
e também formular uma política social destinada a alterar os comportamentos das
populações e a promover a saúde materna. Redução da pobreza
Os governos devem coordenar esta actividade usando recursos mobilizados tanto
localmente como externamente. Para reduzir as elevadas taxas de mortalidade materna,
os recursos adicionais gerados devem ser aplicados, sobretudo, na educação das pessoas
e nos cuidados de saúde para benefício de toda a população. Sistemas de cuidados de
saúde
Os sistemas de saúde usados na prestação de cuidados à maternidade partilham
características comuns com outras grandes disciplinas, embora tenham também
características próprias. Entre as primeiras contam-se a criação e a manutenção de infra-
estruturas médicas básicas, o fornecimento de equipamento e material, e a dotação e
gestão de pessoal. Outro factor importante é o desenvolvimento de capacidades. Pilares
dos cuidados à maternidade
Entre as características do sistema de saúde que são próprias dos cuidados à
maternidade contam-se:
a) cuidados pré-natais eficientes, prestados nos serviços de primeiro nível e a nível
comunitário, para garantir a cobertura total da população;
b) transferência atempada das mulheres que desenvolvem complicações
(incluindo complicações puerperais) para um estabelecimento de segundo nível (hospitais
de distrito ou equivalentes), para tratamento de afecções graves;
c) transporte eficaz, como elemento fundamental;
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d) orientações específicas para determinar a qualidade dos cuidados e tomada de
medidas para os melhorar.
Qualidade dos cuidados e auditorias
A qualidade dos cuidados é determinada por cinco processos diferentes:
1. avaliação prévia;
2. ii) identificação do problema;
3. iii) proposta de soluções;
4. iv) implementação de soluções;
5. v) avaliação final. Estes processos são seguidos na auditoria anual aos
serviços pré-natais que os profissionais dos serviços de
Questões de investigação
O desenvolvimento de capacidades na área da investigação é importante, pelo que
será preciso estabelecer um programa de investigação devidamente provido de recursos.
Deve encorajar-se a investigação básica e fundamental sobre o modo de melhorar a saúde
materna, incluindo, entre os tópicos de investigação, questões sociais e económicas
relevantes. A utilização dos resultados da investigação não deve limitar-se à sua
divulgação em publicações especializadas. Quando as circunstâncias o permitirem, é
imperioso incorporar os resultados da investigação considerados válidos nas políticas
destinadas a melhorar a saúde materna. Papel dos parceiros
Os parceiros são as agências de cooperação bilateral e multilateral, as ONG e
muitas outras. O seu papel é complementar a visão do governo na implementação dos
planos aprovados, na mobilização de recursos e no desenvolvimento de capacidades
locais. A coordenação dos doadores é importante e exige uma liderança forte por parte do
governo.
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CONCLUSÃO
Para reduzir a mortalidade , é imperioso evitar a desorganização dos serviços de saúde
por motivos de má planificação e de escassez de fundos. É importante criar, a nível
nacional, um sistema de cuidados de saúde materna que funcione. Afinal de contas, o que
mais importa é que as pessoas confiem nos serviços de saúde que têm à sua disposição e
que deles se sirvam de maneira adequada.
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Referência Biblografica
BERTRAND, F. As relações homem-natureza no quadro dos litorais atlânticos. Editora
da UFPR, RA’EGA, Curitiba, n. 4, p. 7- 21. 2000. GAUCHET, M. Le désenchantement
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OLIVEIRA, Cristina G. A relação homem-natureza. Disponível em
[Link] REIS, D.S.; LIMA, J.J.; SILVA, N.
IV ENEDS. A relação homemnatureza mediada pela técnica: implicações para a
sustentabilidade socioambiental. Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 03 e 04 de setembro de 2007
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