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ICMS para Produtores Rurais: Decreto 35.061/22

O documento aborda o tratamento tributário do ICMS para produtores rurais, incluindo conceitos, tributação, cadastro e obrigações acessórias. Destaca a necessidade de emissão de nota fiscal e recolhimento do ICMS em operações tributadas, além de isenções e diferimentos específicos. Também menciona procedimentos para inscrição no Cadastro Geral da Fazenda e as particularidades relacionadas ao produtor rural.
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ICMS para Produtores Rurais: Decreto 35.061/22

O documento aborda o tratamento tributário do ICMS para produtores rurais, incluindo conceitos, tributação, cadastro e obrigações acessórias. Destaca a necessidade de emissão de nota fiscal e recolhimento do ICMS em operações tributadas, além de isenções e diferimentos específicos. Também menciona procedimentos para inscrição no Cadastro Geral da Fazenda e as particularidades relacionadas ao produtor rural.
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ICMS CE | PRODUTOR RURAL

1. Introdução

2. Conceitos

3. Tributação do ICMS

4. Cadastro Geral da Fazenda (CGF)

5. Recolhimento do ICMS

6. Obrigações Acessórias

7. Procedimentos de entrada - CFOP

8. Procedimentos de saída – CFOP

9. Particularidades

10. Perguntas Frequentes

11. Fundamentação Legal

1. Introdução
Neste material, serão abordados os aspectos atinentes ao tratamento tributário do ICMS aplicável às
operações com Produtor Rural.

CONCEITOS:
Produtor agropecuário: a pessoa jurídica, de direito público ou privado, que se dedique à produção
agrícola, animal ou extrativa, em estado natural ou com beneficiamento primário, conforme nos teros do
Decreto n° 35.061/22, art. 6º, incisos II.
Produtor rural: a pessoa natural de direito privado que se dedique à produção agrícola, animal ou
extrativa, em estado natural ou com beneficiamento primário, nos teros do Decreto n° 35.061/22, art. 6º,
inciso III.

2. Conceitos

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1
Para os fins do Decreto 30.241/2010, não se considera como atividade de produtor rural:
a) a industrialização de produtos, tais como bebidas alcoólicas em geral, óleos essenciais e arroz
beneficiado em máquinas industriais;
b) a intermediação de negócios com animais e produtos agrícolas;
c) a compra e venda de sementes que seja caracterizada como intermediação e comercialização;
d) o arrendamento ou aluguel de bens empregados na atividade rural, tais como máquinas, equipamentos
agrícolas e pastagens;
e) a prestação de serviços de transporte, interestadual e intermunicipal, de produtos de terceiros e outros;
f) a compra e venda de rebanho com permanência, em poder do contribuinte, em prazo inferior a 52
(cinquenta e dois) dias, quando em regime de confinamento, ou inferior a 138 (cento e trinta e oito dias)
dias, nos demais casos.
Para tanto, o estabelecimento cadastrado no regime de recolhimento Produtor Rural é tratado como se
industrial fosse, além disso, alguns estabelecimentos do ramo “produtor rural” poderão ser cadastrados
efetivamente como contribuinte do ICMS, e assim serão tratados.
Produtores rurais, por ventura, cadastrados no Regime de Recolhimento Outros (com CGF e CNPJ), serão
tratados como não contribuinte do ICMS e suas operações interestaduais de compras ficam sujeitas ao
ICMS DIFAL(ICMS Diferencial de Alíquotas), conforme Convênio ICMS 236/21.
Vale destacar, que a inscrição de produtor rural no CGF, na condição de pessoa física, será realizada
mediante a observância das disposições constantes da Instrução Normativa n.º 47, de 25 de novembro de
2010, conforme veremos a seguir.

3. Tributação do ICMS
Sujeito às obrigações principal e acessórias.
Recolhe ICMS pelas entradas interestaduais, conforme o caso, ou seja, poderá ser exigido o ICMS
Antecipado, Diferencial de Alíquotas ou Substituição Tributária.

[Link]
Quando o produtor rural, pessoa física, realizar operação de circulação de mercadoria sujeita à incidência
do ICMS, deverá ser emitida a respectiva nota fiscal, fazendo-se acompanhar do Documento de
Arrecadação Estadual-DAE correspondente (art. 7º, Dec. 30.241/10). Neste caso, deverá emitir NF de
saída considerando o tipo de operação realizada.
Não tem apuração do ICMS, portanto poderá recolher por operação quando das saídas tributadas pela
alíquota correspondente (art. 7º, Dec. 30.241/10). Em geral, o produtor rural, realiza operações não
tributadas pelo ICMS, mas se realizar operação tributada deverá recolher o ICMS através de DAE específico
para tal.
Pelas entradas interestaduais:
a) aplica-se a cobrança do ICMS Antecipado para os produtos que terão saídas subsequentes;
b) poderá ser exigido o ICMS-ST, quando for o caso;
c) será exigido o ICMS Diferencial de Alíquota com os produtos para uso, consumo ou ativo imobilizado
quando da entrada no Estado, oriundos de outra Unidade Federada, na forma do art. 589, § 2º, do Dec.
24.569/97;
d) quando se tratar de bem do Ativo Imobilizado observar as condições do art. 594-A, do Dec. 24.569/97:
para CNAEs que indica, ser bem do ativo imobilizado e indispensável à atividade. Enquadrando-se nessas
condições, o ICMS Diferencial de alíquotas será dispensado.

Fique Ligado!
Tratando-se de operações com produtos tributados, observar art. 7° do Dec. 30.241/10:
"Art. 7º Quando o produtor rural, pessoa física, realizar operação de circulação de mercadoria sujeita à
incidência do ICMS, deverá ser emitida a respectiva nota fiscal, fazendo-se acompanhar do Documento de
Arrecadação Estadual-DAE correspondente."

3.1 Não incidência de ICMS


O ICMS não incide sobre as operações de fornecimento de energia elétrica para consumidor da classe de
produtor rural.
Fundamentação Legal: Decreto 33.327/2019, artigo 4°, inciso XVI.
3.2 Isenção do ICMS – Saída interna de queijo
Haverá isenção do ICMS nas operações de saídas internas de queijo, realizadas por produtor rural,
resultante de fabricação artesanal, conforme o Decreto 33.327/2019, Anexo I, item 156.0 a 156.2 c/c
Convênio ICMS 181/19.
Fique Ligado!
O Convênio ICMS 28/21 - Autoriza a concessão de isenção nas saídas internas de queijo, requeijão e
doce de leite, realizadas por produtor rural, resultantes de fabricação própria artesanal, até 31.03.2022.
Para se beneficiar da isenção do ICMS nas operações internas com queijo, o contribuinte deve
observar:
a) Considera-se de fabricação artesanal:
os produtos comestíveis elaborados com predominância de matéria-prima de origem animal, de
produção própria ou de origem determinada, resultantes de técnicas predominantemente manuais
adotadas por produtor rural que detenha o domínio integral do processo produtivo, submetido ao
controle do serviço de inspeção oficial, nos termos estabelecidos na legislação estadual, cujo produto
final de fabricação seja individualizado, genuíno e mantenha a singularidade e as características
tradicionais, culturais ou regionais do produto.

b) O benefício fiscal limita-se a faturamento anual de até R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais).

[Link]

3
3.3 Diferimento do ICMS
Ocorrerá o diferimento do ICMS nas operações internas, desde que seja com produtos primários de origem
agropecuária, em estado natural.
O recolhimento do ICMS ocorrerá para o momento da saída subsequente realizada por estabelecimento
industrial ou comercial, conforme o Decreto 33.327/2019, Anexo II, item 19.0.
Quando se tratar de produtos hortifrutícolas, o diferimento previsto no item 19.0 estende-se até as
operações com consumidor final, exceto em relação aos seguintes produtos:
abacaxi, alho, alpiste, ameixa, amendoim, amora e amêndoa de qualquer espécie;
batata-inglesa, blueberry e boldo; nectarina e noz;
caqui, castanha-do-pará, cebola, chia, cogumelo funghi, shitake e shimeji;
damasco; ervilha; framboesa; gergelim, girassol e grão-de-bico;
kiwi; laranja, lentilha, lichia e linhaça;
maçã,maracujá, milho de pipoca e morango;
painço, pera, pêssego, pimenta-do-reino e pitaya;
tangerina; uva e uvas passas.

Fique Ligado!
Não descaracteriza o estado natural dos produtos a sua submissão a processos de resfriamento,
congelamento, secagem, esterilização, prensagem, acondicionamento, embalagem ou outros processos de
natureza rudimentar.

Para saber mais sobre Hortifrutícolas, clique aqui.


3.4 Diferimento do ICMS - Gado bovino ou bufalino para recria
a) Haverá diferimento do pagamento do ICMS:
• nas operações de entrada, no território do Estado do Ceará, de gado bovino ou bufalino para
recria;
• promovida por produtor rural ou produtor agropecuário regularmente inscrito no Cadastro Geral da
Fazenda (CGF), até 31 de julho de 2032.
b) Por ocasião da entrada de gado bovino ou bufalino no estabelecimento do produtor rural ou produtor
agropecuário, este deverá emitir nota fiscal de entrada:
• sem destaque do ICMS;
• ou Nota Fiscal Avulsa; e
• Informar nos “Dados Adicionais" do documento fiscal, a seguinte expressão: "ICMS diferido nos
termos do Anexo II, item 36.0, do Decreto nº 24.569/1997."
c) Vale destacar que o imposto diferido deverá ser recolhido:
• por ocasião da saída subsequente destinada ao abate; ou
• quando da saída para outra unidade da Federação.
d) Por ocasião da saída subsequente, o produtor rural ou o produtor agropecuário deverá emitir nota
fiscal:
• com o destaque do ICMS, ou Nota Fiscal Avulsa, quando devido; e
• consignar como base de cálculo o valor da operação, nunca inferior ao valor estipulado pelo
Secretário da Fazenda em ato normativo específico, editado com fundamento no art. 33 deste
Decreto. (Ver Instrução Normativa 18/2019).
Fundamentação Legal: Decreto 24.569/97, artigo 515-A c/c Decreto 33.327/2019, Anexo II, item 36.0.
3.5 Diferimento do ICMS – Cooperativas

[Link]
Ocorrerá o Diferimento do ICMS na operação de saída de produtor rural para estabelecimento de
cooperativa de que faça parte, situada no Estado do Ceará.
Aplica-se também o diferimento quando da saída de mercadoria de cooperativa de produtor rural para
estabelecimento da própria cooperativa, de cooperativa central ou de federação de cooperativas de que a
remetente faça parte.
O imposto devido pelas saídas mencionadas acima será recolhido pelo destinatário quando da saída
subsequente, seja está sujeita ou não ao pagamento do ICMS.

Fique Ligado!
Para que a mercadoria remetida pelo produtor e destinada à cooperativa circule, no território cearense,
com diferimento do imposto, é necessário que esteja acompanhada de Nota Fiscal Avulsa.

Para saber mais veja o item 6.2 (Nota Fiscal Avulsa) deste material.

4. Cadastro Geral da Fazenda (CGF)


4.1 Sobre a Pessoa Física cadastrada como Contribuinte do ICMS
Poderão inscrever-se no Cadastro Geral da Fazenda (CGF), da Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará,
na condição de produtores rurais, as pessoas físicas que se dediquem à atividade econômica de:
• agropecuária e que pretendam realizar operações relativas à circulação de mercadorias.
Além disso:

Produtor rural que exercer atividade econômica em propriedade alheia:


• terá prazo de validade da inscrição no CGF igual ao prazo de vigência do contrato celebrado entre
as partes, admitindo-se a prorrogação do contrato, desde que devidamente registrado no cartório
competente.
Será concedida uma única inscrição no CGF para o produtor rural, considerando-se a sede para efeito de
determinação do local do estabelecimento, conforme a seguir:

[Link]

5
Quadro Resumo:
Produtor Rural que possui apenas no CGF conforme Instrução Normativa 47/10, art. 2º,
(Inscrição Estadual), sem CNPJ: alterada pela IN 45/15;
Natureza Jurídica: Produtor Rural (pessoa natural);
Segmento: Produtor Agropecuário;
Regime de Recolhimento: Produtor Rural.
Para fins de inscrição no Cadastro Geral da Fazenda (CGF), o produtor rural, na condição de pessoa física,
fica dispensado das inscrições no CNPJ e na Junta Comercial do Estado do Ceará (JUCEC). Nesse sentido
estabelece IN 47/10, alterada pela IN 45/15 – DOE CE, de 30/12/2015 – data da entrada em vigência.
Para fins de inscrição no Cadastro Geral da Fazenda (CGF), o produtor rural, na condição de pessoa física,
fica dispensado das inscrições no CNPJ e na Junta Comercial do Estado do Ceará (JUCEC). Nesse sentido
estabelece IN 47/10, alterada pela IN 45/15 – DOE CE, de 30/12/2015 – data da entrada em vigência.

Obs.: Anterior a IN 45/15, a dispensa estava condicionada a que a receita bruta anual do produtor rural,
pessoa física, não ultrapassasse o limite máximo nacional estabelecido pela Lei Complementar nº
123/2006 (Simples Nacional) e que a área produtiva não ultrapassasse o limite de 500 ha, nos termos da
alínea “b”, § 3º do art. 10 da Lei federal nº 9.393/1996. Com a publicação da IN 45/15, alterando a IN
47/10, tais condições estão suprimidas.
Fique Ligado!
O produtor rural poderá ter sua situação cadastral considerada inapta quando comercializar insumos
adquiridos para o desenvolvimento de suas atividades (Art. 9º, IN 47/2010).
SOLICITAÇÃO DE INSCRIÇÃO CADASTRAL - PRODUTOR RURAL:
A solicitação da Inscrição Estadual deve ser realizada por meio eletrônico, através do site da SEFAZ-CE.
Para tanto, a solicitação deve ser realizada por um Procurador, já que, para solicitar o processo será
necessário a utilização do certificado digital.
A solicitação deve ser realizada por meio do site da SEFAZ – CE ao clicar na aba “SERVIÇOS” >
PROCESSOS CADASTRAIS > CADASTRO PRODUTOR RURAL.
4.2 Espaços Destinados a Coworking

[Link]
Não será concedida a Inscrição no Cadastro Geral da Fazenda relativa a Espaços Destinados a Coworking
para produtor rural não optante pelo Simples Nacional, ou, quando optante, enquadrado como Empresa de
Pequeno Porte (EPP).
Fundamentação Legal: Instrução Normativa 77/2019, artigo 19-C, inciso II, alínea “c”.
4.3 Baixa de Ofício
Para fins de baixa de ofício, será expedido Edital de Convocação pelo órgão local da circunscrição fiscal do
contribuinte, constante do Anexo I da Instrução Normativa 77/2019, quando:
• o contribuinte enquadrado como Produtor Rural deixar de transmitir a EFD por 4 (quatro) meses
consecutivos.
O contribuinte relacionado em Edital de Convocação terá o prazo de até 10 (dez) dias contados a partir do
primeiro dia útil subsequente ao de sua publicação no Diário Oficial do Estado (DOE), ou em outro meio
legalmente admitido, para regularizar a sua situação cadastral.
Após a baixa de ofício, a unidade do domicílio fiscal do contribuinte deverá notificar a empresa e os sócios
dos débitos existentes no Sistema de Trânsito de Mercadorias (SITRAM).
Na hipótese do inciso IV do caput deste artigo, observar-se-á o seguinte:
I - o contribuinte somente será relacionado em edital após 10 (dez) dias contados da data da comunicação
da pendência fiscal; II - decorrido o prazo de que trata o inciso I deste parágrafo sem que tenha havido a
regularização do contribuinte, a sua situação cadastral no CGF será alterada para “Ativo em Edital”, de
forma eletrônica e automática, ficando dispensada a realização de diligência prévia.”
§ 4.º O Edital de Convocação de que trata este artigo poderá ser expedido pela Coordenadoria de
Atendimento e Execução (COATE) para a convocação simultânea de vários contribuintes, conforme modelo
constante no Anexo IV desta Instrução Normativa.
Fundamentação Legal: Instrução Normativa 77/2019, artigo 39 e Anexo I.

5. Recolhimento do ICMS
Documento de Arrecadação Estadual-DAE:
Deverá ser emitido quando o produtor rural, pessoa física, realizar operação de circulação de mercadoria
sujeita à incidência do ICMS, além disso, deverá ser emitida a respectiva nota fiscal, fazendo-se
acompanhar do DAE pago.

6. Obrigações Acessórias
Além do cumprimento das obrigações tributárias de natureza principal, relativa ao ICMS, quando for o
caso, ficam os produtores rurais obrigados, relativamente às obrigações acessórias:

a) emitir nota fiscal, quando exigida pela legislação pertinente;


b) entregar a Escrituração Fiscal Digital (EFD) para os contribuintes do ICMS inscritos
no Cadastro Geral Da Fazenda (CGF) – Instrução Normativa 54/2020;
c) quando exigido pelo Fisco, a entregar o livro Caixa (atividade rural).
Além disso, os Livros Fiscais correspondentes, representado pela EFD-Escrituração Fiscal Digital e o Livro
Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências - RUDFTO.

Fique Ligado!

[Link]

7
Aplicam-se aos produtores rurais as situações cadastrais relativas aos demais contribuintes do ICMS,
quanto à regularidade cadastral e apresentação de livros e documentos fiscais e contábeis. (Decreto
30.241/2010, artigo 9°).

6.1 Nota Fiscal Eletrônica


A Nota Fiscal de Produtor, além das demais exigências previstas na legislação tributária, deverá vir grafada
tipograficamente, no campo "Informações Complementares", o endereço de todos os seus imóveis rurais,
situados neste Estado, o número da matrícula no Cadastro Específico do INSS-CEI e o número de inscrição
do imóvel rural na Receita Federal-NIRF, devidamente cadastrado no Cadastro de Imóveis Rurais-CAFIR.
Fique Ligado!
Os dados cadastrais são de exclusiva responsabilidade do declarante, respondendo o mesmo, na forma da
lei, sobre eventuais informações fraudulentas.
A NF-e deverá conter um “código numérico”, gerado pelo emitente, que comporá a “chave de acesso” de
identificação da NF-e, juntamente com o CNPJ ou CPF do emitente, número e série da NF-e, assinada pelo
emitente, com assinatura digital, certificada por entidade credenciada pela Infraestrutura de Chaves
Públicas Brasileira – ICP-Brasil, contendo o nº do CPF ou CNPJ de qualquer dos estabelecimentos do
contribuinte, a fim de garantir a autoria do documento digital;”
Fundamentação Legal: Ajuste SINIEF 09/2017, alterando o Ajuste SINIEF 07/05, permitindo a NF-e.
Nota Técnica 2018.001 – v 1.00 (clique aqui) – sobre a NF-e para CPF.
6.1.1 Modelo 4
A partir da data da publicação do Decreto nº 35.061/2022, art. 191, inciso II, fica extinta a emissão da Nota Fiscal de Produtor, modelo 4.

Fique Ligado!
Excepcionalmente, a Nota Fiscal de Produtor, modelo 4, os quais estejam em poder de contribuinte do
ICMS na data da publicação do Decreto 35.061/2022, desde que tenham sido autorizados pela SEFAZ
e estejam válidos, poderão ser utilizados até que se esgotem ou se encerrem as suas validades.

A utilização da Nota Fiscal de Produtor, modelo 4, continuará sendo regida pela legislação vigente em
momento anterior à data do início da produção dos efeitos do Decreto 35.061/2023, permanecendo em
vigor exclusivamente para aquele fim específico, até que ocorra o encerramento da validade dos
documentos fiscais.
• Prazo de validade:
Estes documentos fiscais perderão sua validade se não forem utilizados no prazo de 3 (três) anos contados
a partir da data da respectiva Autorização para Impressão de Documentos Fiscais Eletrônica (AIDF-e).
Encerrado o prazo citado acima, o contribuinte deverá devolver à repartição fazendária de sua
circunscrição fiscal todos os blocos dos respectivos documentos fiscais, utilizados ou não, acompanhados
da Guia Informativa de Documentos Fiscais Emitidos ou Cancelados (GIDEC), devidamente preenchida, na
forma da legislação vigente, para que sejam incinerados.

Fique Ligado!
O não atendimento a devolução dos blocos dos respectivos documentos fiscais, sujeitará o contribuinte faltoso à aplicação das penalidades cabíveis.

Relativamente a Nota Fiscal de Produtor, a partir da publicação do Decreto 35.061/2023 estão


expressamente vedadas:
a) a emissão de Autorização Eletrônica para Impressão de Documentos Fiscais (AIDF-e) para a sua
impressão;

[Link]
b) a sua emissão por meio de formulário contínuo e de Formulário de Segurança Impressor Autônomo
(FS-IA).
6.1.2 Nota Fiscal de Produtor Eletrônica (NFP-e)
Para realizar a emissão da NFP-e:
• O CPF deve estar vinculado a uma Inscrição Estadual;
• O contribuinte deverá utilizar certificado digital (e-CPF);
• O contribuinte deve solicitar os credenciamento no ambiente na Sefaz.
>> Obrigatoriedade da NFP-e a partir de 1º de maio de 2024.
Atenção: com a obrigatoriedade da NFP-e será possível emitir o Manifesto de Carga eletrônico (MDF-e).
Ajuste SINIEF 07/05 pelo Ajuste SINIEF 09/2017, permitindo a emissão da NF-e para emitente
Pessoa Física, identificado pelo seu CPF.
Com esta mudança, o contribuinte Produtor Rural com CPF poderá prescindir da emissão da Nota Fiscal
Avulsa no site da SEFAZ para emitir a NF-e na operação interestadual, na exportação, na venda para
órgãos públicos e em outras situações em que é obrigatória a emissão da NF-e. Será possível também
gerar a NF-e na própria operação interna dentro da UF.
Nota Técnica 2018.001 que permite a emissão de NFe (modelo 55) por uma pessoa física, isto é, com
um CPF ao invés de um CNPJ. A

6.1.3 Nota Fiscal Avulsa


Atenção! Quando a saída da mercadoria do Estado do Ceará for acobertada por Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e) emitida por produtor
agropecuário não obrigado à utilização da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e); e
o retorno desta mercadoria ocorrer em razão da recusa de seu recebimento pelo destinatário ou outro motivo que tenha impossibilitado a entrega. Ou
seja, quando tratar de mercadorias não entregues ao destinatário em operações interestaduais, o seu retorno à origem deverá:
- Ser documentado por nova NFA-e emitida pelo Fisco do destino ou no primeiro posto fiscal da SEFAZ por onde a mercadoria entrar em retorno no Estado
do Ceará.
6.1.4 Dispensa da emissão de nota fiscal
O Produtor Rural poderá ser dispensado da emissão de nota fiscal, desde que fique comprovado que:
- o produtor rural ou agropecuário não possui organização administrativa; e
- quando houver circulação dos seguintes produtos:
a) de origem hortifrutícolas:
abacate; cajá; fava; maxixe;
abacaxi; caju; feijão; melancia;
abóbora; cajá umbu; goiaba; melão;
abobrinha; castanha; graviola; milho verde;
acelga; cenoura; inhame; murici;
acerola; cebola; jerimum; pimentão;
alface; cebolinha; laranja; piqui;
alho; chuchu; limão; quiabo;
coco seco ou
banana; macaxeira; repolho;
verde;
batata doce; coentro; mamão; tamarindo;
beterraba; couve flor ou manga; tangerina;
berinjela; couve manteiga; maracujá; tomate.
b) Demais gêneros:
farinha de mandioca e de
cajuína caseira; manteiga da terra; galinha caipira;
milho;

[Link]

9
fécula de mandioca
cocada; mel de abelha; polpas de fruta;
(goma e carimã);
biscoitos caseiros; doce caseiro; nata; queijo coalho;
4 bolos caseiros; ovos de galinha caipira; rapadura;
carne caprina e
5 peixe de água doce (filé,
canjica; ovina; tapioca e beiju.
bolinha e carne moída);

7. Procedimentos de entrada - CFOP


a) Pelas entradas: compra de mercadorias a serem utilizadas na produção rural
• CFOP _101 – inseticidas, pesticidas, ração, adubos e demais produtos utilizados na atividade
rural;
• CFOP _556 - compra para uso e consumo;
• CFOP _551 - compra ativo imobilizado, entre outros.

Fique Ligado!
Considerar cada operação e a destinação efetiva dos produtos adquiridos para o registro correto das Notas
Fiscais.

8. Procedimentos de saída – CFOP


a) Pelas saídas:
• CFOP _101- venda de produtosproduzidos pelo próprio estabelecimento (produtos extraídos da
atividade rural) e outros tipos de saídas conforme a operação realizada.

9. Particularidades
a) A pessoa física, cuja atividade rural constitua sua principal profissão poderá, caso queira, requerer
inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, caso em que depois de
inscrito, observadas as formalidades do art. 968 da Lei federal nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Novo
Código Civil Brasileiro), ficará equiparado, para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro (Art. 4º
do Decreto 30.241/2010).
b) Deverá perder a condição de produtor rural, pessoa física, inclusive enquanto agropecuarista, na
hipótese de industrialização e comercialização de sêmen animal, o qual deverá atender ao disposto na
Lei federal nº 6.446, de 5 de outubro de 1997, que dispõe sobre a inspeção e a fiscalização obrigatórias do
sêmen destinado à inseminação artificial em animais domésticos.
Perdida a condição de produtor rural, o estabelecimento deverá ser enquadrado no Regime Normal de
Recolhimento.
c) Nas prestações de serviço de transporte de carga efetuado por autônomo ou por transportadora de
outra unidade federada, não inscrita no Estado, em regra, a responsabilidade pelo recolhimento do ICMS
ST é do remetente da mercadoria, quando contribuinte do ICMS e contratante do serviço.
No entanto, a o disposto acima não se aplica quando o remetente for produtor rural.
Poderá ainda fazer o recolhimento do ICMS ST, em regra, o destinatário da mercadoria quando for
contribuinte do ICMS e contratante do serviço, na operação interna. No entanto, não haverá aplicabilidade
quando o destinatário for produtor rural.
Fundamentação Legal: Decreto 24.569/97, artigo 432.

[Link]
10. Perguntas Frequentes
1) Produtor rural Pessoa Física poderá se cadastrar na Sefaz/CE?
Para fins de inscrição no Cadastro Geral da Fazenda (CGF), o produtor rural, na condição de pessoa física,
fica dispensado das inscrições no CNPJ, conforme art. 1º, do 30.241/10.

2) Qual o documento fiscal utilizado pelo produtor rural no estado do Ceará?


Será permitido a emissão da Nota Fiscal Avulsa Eletrônica para produtores sem CGF. Poderá também,
emitir NF-e modelo 55, ainda que seja Pessoa Física, desde que tenha certificado digital.

3) Qual a tributação de ICMS que incide sobre a comercialização da produção rural referente a
leite de gado no estado do Ceará?
Saída interna de leite in natura, resfriado ou pasteurizado, exceto o do tipo longa vida (Convênios ICM
07/77 e ICMS 121/89), está no campo da isenção conforme item 64.0, Anexo I, do Dec. 33.327/2019.

4) Venda interna de queijo por produtor rural será isenta de ICMS?


Existem dois tipos de isenção:
a) Saída interna de queijo de manteiga e queijo tipo coalho, promovida por produtor ou cooperativa de
produtores (Convênio ICMS 46/06);
b) Saídas internas de queijo, realizadas por produtor rural, resultante de fabricação artesanal. (Convênio
ICMS 181/19).

5) Um contribuinte localizado no Ceará que compra de um produtor rural do mesmo estado


cebola e cebola roxa. Para efeitos de recolhimento do ICMS-ST Interna, como proceder quanto
ao recolhimento do ICMS ST, já que na pauta fiscal não consta cebola roxa?
Ainda que a legislação não traga a expressão "Cebola roxa”, o ICMS Substituição tributária, conforme
Instrução Normativa 80/19, deverá ser recolhido para os dois tipos de cebola.

6) Um produtor rural do estado do Ceará venderá para um cliente domiciliado em outro estado,
sua produção de Pimentão, Pepino, Chuchu, Beringela, Alface e Tomate. Qual a situação do
ICMS para esta operação?
Dos produtos citados, apenas o chuchu e pimentão serão isentos. Os demais terão tributação de 12%
conforme item 17.0 Anexo I Dec.33.327/19.

7) Produtor agropecuário pode emitir documento fiscal próprio para acobertar aquisição de
mercadoria?
Depende.
O produtor agropecuário obrigado à utilização da NF-e: poderá emitir documento fiscal próprio. Já
o produtor agropecuário não obrigado à utilização da NF-e: não poderá emitir documento fiscal próprio,
este deverá emitir a NFA-e, conforme o disposto no art. 65, inciso I do Decreto 35.061/22.
Fonte: Decreto nº 35.061/2022, art. 62, § 8.º.

8) O produtor rural pessoa física, vai ser obrigado a emitir nota fiscal quando vender para
indústria de castanha?

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Quando da circulação da castanha-de-caju in natura, amêndoas de castanha-de-caju, pedúnculo, líquido
de castanha-de-caju (LCC) e óleo de castanha-de-caju, antes de iniciado o trânsito da mercadoria, o
produtor, desde que não possua nota fiscal própria, deverá obter, no sítio eletrônico da SEFAZ, Nota Fiscal
Avulsa, sem destaque do ICMS, para acompanhamento da mercadoria até o estabelecimento destinatário,
com indicação do fornecedor ou remetente, bem como município da origem do produto (item 40.2, Anexo
II, Dec. 33.327/19).

9) Como funciona a tributação do Maracujá?


O maracujá tem diferimento na operação interna destinadas a comercialização/industrialização, conforme prevê o Decreto nº 33.327/2019, artigo 10,
anexo II, item 19.0.
O maracujá tem isenção na operação interestadual, conforme prevê o Decreto nº 33.327/2019, artigo 6, anexo I, item 17.0

10) Um contribuinte do Ceará, regime normal, possui o termo de acordo do pescado e está
comprando pescado de outro estado, o fornecedor é Produtor Rural e emite a Nota Fiscal do
Produtor. Para fazer o seguro da mercadoria a seguradora não aceita nota fiscal manual e exige
um XML. O contribuinte do estado do Ceará poderá pedir para o fornecedor cancelar a NF
manual e fazer essa nota de entrada própria?
A Nota Fiscal do Produtor não deverá ser cancelada, haja visto que esta irá acompanhar a mercadoria, pois
de acordo com o § 6º, art. 62, do Dec. 34.061/2022, a nota fiscal de entrada própria só poderá ser
emitida em operações internas. A seguradora é que precisa se adequar às normas estabelecidas pelos
órgãos competentes.

11) Sou produtor rural de criação de animais, quando realizado compras de fora do estado, para
material uso na minha produção (peças de maquinas, reservatórios de água e peças de
caminhão), incide ICMS diferencial de alíquota?
O produtor rural recolhe ICMS pelas entradas interestaduais, conforme o caso, ou seja, poderá ser exigido
o ICMS Antecipado, Diferencial de Alíquotas ou Substituição Tributária. E neste caso, tratando-se de
produtos para uso e consumo, recolhe o diferencial de alíquota na forma do Art. 589 Dec. 24.569/97.

12) Um produtor rural com inscrição estadual e CPF no Ceara, vende camarão para dentro e
fora do estado. Gostaria de saber, qual a forma de tratamento do ICMS na venda pra dentro e
pra fora do estado, se incide imposto a pagar já que é produtor rural?
Pelas operações interestaduais terá tributação integral do ICMS com alíquota de 12%.
Nas operações internas, se a saída for para estabelecimento industrial detentor de regime especial, o ICMS
é diferido para saída subsequente (Anexo II do Decreto 33.327/19).
Existe ainda a possibilidade da empresa obter o regime especial de camarão.

13) Produtor rural pessoa física já pode emitir NF-e? Se sim, como fica o recolhimento do ICMS?
Produtor rural cadastrado na SEFAZ já pode realizar a emissão de nota fiscal eletrônica, basta se
credenciar no ambiente estadual da NF-e.
Em relação ao ICMS, quando devido, será pago através de DAE que pode ser gerado no site da
SEFAZ/CE, através da sua inscrição estadual.

14) Como funciona a tributação do pimentão?


O pimentao tem isenção na operação interna, conforme prevê o Decreto nº 33.327/2019, artigo 6, anexo I, item 18.0
O pimentão tem isenção na operação interestadual, conforme prevê o Decreto nº 33.327/2019, artigo 6, anexo I, item 17.0

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11. Fundamentação Legal
Decreto 30.241/2010 – produtor rural pessoa física e suas particularidades.
Instrução Normativa 47/2010 – disciplina cadastro de produtor rural pessoa física.
Instrução Normativa 54/2016 – EFD ICMS/IPI - SPED ICMS produtor rural.
Decreto nº 33.327/19, Anexo I(isenção do ICMS) e Anexo II (Diferimento do ICMS).
DECRETO Nº35.061/2022 - Consolida e regulamenta as disposições relativas ao capítulo IX DA LEI
Nº12.670, de 27 de dezembro de 1996, que dispõe sobre o ICMS, e dá outras providências.
Instrução Normativa nº 77/19, trata do cadastro junto à Sefaz/Ce.
NOTA: os arts. 92 a 117 e 126 a 430-A do Decreto n.º 24.569/97, ficarão revogados a partir de 1.º de maio de 2023 por determinação do inciso I do
art. 199 do Decreto nº 35.061, de 2022 (DOE 22/12/2022), produzindo efeitos a partir de 1.º de maio de 2023.
Instrução Normativa 16/1998 - apropriação dos créditos do ICMS incidente sobre os insumos
empregados no processo de industrialização de produtos agropecuários.

Ajuste SINIEF 07/05, alterado pelo Ajuste SINIEF 9/2017, permitindo NF-e
Nota Técnica 2018.001 – v 1.00(click aqui) – sobre a NF-e para CPF.
(Dec. 27.865/05) Decreto Verde – trata do diferimento nas operações internas com produtos primários
de origem agropecuária, em estado natural (click aqui e veja mais), efeito até 31/01/2020.
Dec. 24.569/97,
Art.594-A. Fica dispensado o pagamento do ICMS referente à diferença entre a alíquota interna e a
interestadual, relativo à entrada de mercadoria ou bem destinados a integrar o ativo fixo do
estabelecimento de contribuinte, quando indispensáveis para o desenvolvimento de suas atividades
próprias, desde que pertencentes aos seguintes setores ou ramos de atividade, com seus respectivos
códigos da CNAE-Fiscal:
I – agricultura – CNAE’s-Fiscal:
– 01113-0/1 (Cultivo de arroz);
– 01113-0/2 (Cultivo de milho);
– 01113-0/3 (Cultivo de trigo);
– 01113-9/9 (Cultivo de outros cereais não especificados anteriormente);
– 01121-0/1 (Cultivo de algodão herbáceo);
(………) confira as demais atividades.
Instrução Normativa 54/16 – Estabelece a obrigatoriedade da Escrituração Fiscal Digital (EFD) para os
contribuintes do ICMS no Cadastro Geral da Fazenda (CGF) sob os Regimes de recolhimento Empresa de
Pequeno Porte ou Microempresa optantes pelo Simples Nacional de que trata, bem como sob os Regimes
Especial, Produtor Rural e Outros, e dá outras providências.
Art. 1.º Os contribuintes inscritos no Cadastro Geral da Fazenda (CGF) sob os Regimes de recolhimento
Empresa de Pequeno Porte ou Microempresa optantes pelo Simples Nacional de que trata a Lei
Complementar n.º 123, de 14 de dezembro de 2006, bem como sob os Regimes Especial, Produtor Rural e
Outros ficam obrigados a transmitir, a partir do período de referência de janeiro de 2017, a Escrituração
Fiscal Digital (EFD), com observância das disposições do Ato COTEPE/ICMS n.º 09/08, nos termos do art.
276-A do Decreto n.º 24.569, de 31 de julho de 1997.
Art. 2.º Ficam os contribuintes do ICMS de que trata o caput do art. 1.º obrigados a escriturar os
documentos fiscais na EFD da seguinte forma:
I – as operações de entrada de mercadorias ou as aquisições de serviços deverão ser informadas sob o
enfoque do declarante do arquivo com os respectivos itens de mercadoria, sem escriturar a base de cálculo
e ICMS para efeito de crédito;
II – o Inventário deverá ser informado com os itens de mercadorias, nas seguintes hipóteses:
a) no final do exercício;
b) na mudança de forma de tributação da mercadoria pelo ICMS;

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c) na solicitação da baixa cadastral;
d) na alteração de regime de recolhimento;
e) por determinação do Fisco
§ 1.º Em relação aos contribuintes enquadrados no Regime Especial de Recolhimento, Produtor Rural e
“Outros”, a escrituração das operações de saída de mercadorias ou das prestações de serviços de emissão
própria, na EFD, deverão ser informadas com os respectivos itens de mercadoria, sem escriturar as bases
de cálculo e ICMS como débito do imposto.
Instrução Normativa 21/2011 – até 12/2016.
Da prestação de informações na DIEF por Produtor Rural
Art. 7º Os contribuintes cadastrados no CGF como Produtor Rural deverão transmitir a DIEF com as
seguintes informações:
I – os valores das operações relativas às entradas de mercadorias ou produtos no estabelecimento;
II – os valores das operações relativas às saídas de mercadorias ou produtos do estabelecimento,
totalizadas por Código Fiscal de Operações e Prestações (CFOP);
III – relação dos documentos fiscais emitidos ou cancelados que tenham sido autorizados por AIDF
Autorização de Impressão de Documentos Fiscais;

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