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Transtornos Globais do Desenvolvimento

O documento aborda os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD), incluindo o Transtorno do Espectro Autista (TEA), Síndrome de Asperger, Síndrome de Rett e Síndrome de Kanner, destacando suas características, causas, sintomas e diagnósticos. As aulas do curso de especialização em Neuropsicopedagogia incluem discussões, trabalhos em grupo e avaliações práticas. O diagnóstico é realizado por uma equipe multidisciplinar, e não há cura, mas intervenções podem melhorar a qualidade de vida dos indivíduos afetados.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Transtornos Globais do Desenvolvimento

O documento aborda os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD), incluindo o Transtorno do Espectro Autista (TEA), Síndrome de Asperger, Síndrome de Rett e Síndrome de Kanner, destacando suas características, causas, sintomas e diagnósticos. As aulas do curso de especialização em Neuropsicopedagogia incluem discussões, trabalhos em grupo e avaliações práticas. O diagnóstico é realizado por uma equipe multidisciplinar, e não há cura, mas intervenções podem melhorar a qualidade de vida dos indivíduos afetados.
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TRANSTORNOS GLOBAIS DO

DESENVOLVIMENTO

Curso de Especialização em
Neuropsicopedagogia

Professora especialista: Jane Bulsing


Contato: (53) 98136-4041
E-mail: janebulsing@[Link]
1
EMENTA
- CID 10 e DSMV
- Transtorno do Espectro Autista (TEA)
- Síndrome de Rett
- Síndrome de Asperger
- Síndrome de Kanner
- Psicoses infantis: condutas típicas e possíveis determinantes
- A Educação Especial e o TGD
- A medicalização na educação

2
REALIZAÇÃO DAS AULAS E AVALIAÇÕES
As aulas:
- Pelo professor: mostra de slides e explicação acerca do que foi apresentado
- Discussão sobre o assunto
- Formação de grupo para trabalho em sala de aula
As avaliações:
1 - Uma hora e meia antes de terminar o horário de aula, a sala deverá se dividir
em grupos para a elaboração de um trabalho, tendo como tema o que foi
estudado na noite. Valor: 2,50 pontos (X4=10) para cada trabalho realizado em
aula.
2 - No último dia de aula (31/03), será realizada a apresentação dos trabalhos
(slide, oralmente) para toda a turma. Todos deverão ter fala. Valor: 10 pontos
- Serão somados o total de pontos da avaliação 1 com a avaliação 2. O resultado
da soma será dividido por 2 gerando o valor final da nota de cada estudante.

3
Os Transtornos Globais do Desenvolvimento
(TGD) são distúrbios nas interações sociais
recíprocas que costumam manifestar-se nos
primeiros cinco anos de vida.
Os TGD envolvem o Transtorno do Espectro
Autista (TEA), as psicoses infantis, a Síndrome de
Asperger, a Síndrome de Kanner e a Síndrome de
Rett.
CID F84

4
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
(TEA)

“Hoje, sabe-se que o autismo não é uma doença única,


mas sim um distúrbio de desenvolvimento complexo,
que é definido de um ponto de vista comportamental,
que apresenta etiologias múltiplas e que se caracteriza
por graus variados na gravidade.”
(Gadia)

5
O QUE É?

O termo autismo origina-se do grego autós, que significa


de “si mesmo”.
Se trata de um grupo de desordem neurobiológico que
afeta o indivíduo fazendo com que seu desenvolvimento
vá por rotas não usuais e inesperadas, Afeta
principalmente a área da comunicação, interação social e
áreas restritas de interesse.
Os déficits são nas áreas da socialização e comunicação
verbal e não verbal e comportamento interesse restrito e
movimentos repetitivos.
6
CAUSA
Um estudo científico realizado em 2019, mostra que
fatores genéticos são os mais indicados na
determinação da causa. Os fatores ambientais ainda
são controversos, por exemplo, a idade paterna
avançada.
Atualmente, tem-se 913 genes já mapeados e que são
implicados como fatores de risco. Não existe cura.
Link do texto sobre o estudo científico:
[Link]
abstract/2737582
7
8
SINTOMAS
- Pouco ou nenhum contato visual;
- Alinhar objetos (classificando por cor, tamanho,
categoria);
- Não atender pelo nome quando são chamados
( existem casos de autistas que foram confundidos com
surdos);
-Isolar-se;
- Presos a rotinas (querem fazer sempre a mesma
coisa, no mesmo horário, da mesma forma);

9
- São muito inflexíveis;
- Não brincam com o objeto de forma convencional;
- Fazem movimentos repetitivos ( estereotipias, como o
flapping, balançar o tronco para frente e para trás);
- Caminham na ponta dos pés;
- Alguns não usam a fala para se comunicar (não
verbais, apesar de alguns saberem falar);
- Ecolalia;
- Não compartilha interesses;

10
- Girar objetos;
- Interesse restritivo e hiperfoco;
- Não imitar;
- Não conseguir abstrair;
- Usa o outro como instrumento para conseguir algo.
Existem três graus de autismo:
Leve (necessita de pouco suporte), moderado
(necessitam de suporte) e severo (necessitam de maior
suporte/apoio).

11
Prejuízos:
Cognição – atenção, organização, generalização, aprendizagem por
esquemas.
Sensorial – hiper ou hipo sensibilidade (texturas, iluminação, odores,
ruídos), hiper ou hipo foco.
Sociais – empatia, reciprocidade, atenção compartilhada, contato visual.
Comunicação – linguagem expressiva e receptiva, compreensão,
intenção, interpretação literal.
Condutas – previsibilidade, medos, ansiedade, resistência, negativismo

12
DIAGNÓSTICO

É realizado clinicamente, preferencialmente a


partir dos dois anos de idade, por equipe
multidisciplinar (neurologista, pediatra,
psicopedagogo, psicólogo). Não existem
exames de imagem ou laboratoriais que
apontem o TEA.

13
SÍNDROME DE ASPERGER

A Síndrome de Asperger (neurobiológico) é um


transtorno do espectro autista (leve), enquadrado dentro
dos Transtornos Globais do Desenvolvimento, causando
baixa interação social, fragilidade de comunicação. Não
é doença.
Hoje ela é considerada uma forma mais branda do
autismo.

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HISTÓRIA CLÍNICA

As crianças com Síndrome de Asperger não apresentam


atraso cognitivo grave, sendo possível que tenham um
cognitivo acima da média, e não tem perda da
comunicação oral. Um grande diferencial destas crianças é
a habilidade de memorização, conseguem memorizar
sequências, mapas, números. Escolhem sempre um tema
preferido e fazem dele seu assunto predileto. Se apegam a
rituais e se incomodam muito com a quebra de sua rotina.

15
SINTOMAS
Podem variar de uma pessoa para outra em sua
intensidade e gravidade.
Os mais comuns são:
- Dificuldade de interação social, desejam ter amigos,
mas não sabem como se relacionar;
- Movimentos repetitivos (estereotipias) e TOC;
- Rituais;

16
- Pouca ou falta de contato visual;
-Interesses restritos e ou intensos por certas áreas ou
assunto;
- Dificuldade motora (desajeitados);
-Muito talentosos em áreas que envolvam números,
música etc;
- Dificuldade em processar linguagens não verbais;
- Dificuldade com as regras sociais,

17
- Introspecção;
- Dificuldade em lidar com as emoções;
- Coeficiente intelectual pode ser acima da média;
- Gramática e vocabulário acima da média.

Diagnóstico:
Feito clinicamente, preferencialmente por uma equipe
multidisciplinar. Não há exames de imagem ou
laboratoriais que façam este diagnóstico. A partir de
observação, anamnese e testes o profissional (neurologista,
pediatra, psicopedagogo, psicólogo) chegam ao resultado.
Contudo deve-se ter muito cuidado e profissionalismo. 18
SÍNDROME DE RETT
Por definição, é apresentada como uma desordem do
desenvolvimento neurológico de natureza genética não
hereditária e é considera rara, tendo ocorrência de 1 para
cada 10.000 meninas.

Também já foi conhecida como “Síndrome das meninas”.

A cada 5 horas nasce uma manina com Síndrome de Rett


no mundo.
19
CAUSA
Doença genética rara que ocorre devido a mutação do
gene MECP2 (methyl-CpG-binding protein 2), localizado
no cromossomo X. O MECP2 tem a função de controlar
outros genes. Este gene, codifica uma proteína de mesmo
nome, que tem a função de desligar determinados genes
durante certas fases do desenvolvimento neural.
Sendo a proteína defeituosa, ela é incapaz de exercer
sua função de forma eficaz. Portanto, o gene que deveria
estar silenciado, em certas fases de desenvolvimento,
permanece ativo, causando prejuízo ao desenvolvimento
do sistema nervoso central.
20
HISTÓRICO CLÍNICO
A SR costuma se manifestar por volta do 6° e o 18° mês
de vida. Na maioria dos casos, a gravidez e o parto
ocorrem de forma tranquila.
Ao nascer, os bebês aparentam ter um desenvolvimento
adequado, contudo são raros os casos em que bebês
engatinharam, pois muitos apresentam hipotonia.
Já, aos três meses de vida, pode-se observar um
desenvolvimento mais lento do perímetro cefálico e do
ganho de peso. Após o primeiro ano, observa-se também
uma lentidão no desenvolvimento linear.
21
SINTOMAS
- Choro excessivo;
- Freada na aquisição de habilidades motora e linguística;
- Perda de interesse pelo ambiente;
- Movimentos estereotipados (torcer as mãos, bater as
mãos, levar a roupa ou mão a boca);
- Na marcha, andam na ponta dos pés, dão um passo
para trás, alternam as pernas de apoio;
- Em geral seu desenvolvimento intelectual equivale ao de
uma criança de dois anos.

22
Outros sintomas que se apresentam ao longo do
tempo:
- Bruxismo;
- Distúrbio do sono;
- Problemas respiratórios;
- Problemas de postura;
- Refluxo;
- Disfunções intestinais;
- Hipotermia;
- Crises convulsivas.
23
DIAGNÓSTICO

Pode ser realizado de forma clínica ou molecular, sendo


a clínica mais fácil, devido aos custos e especificidade
do exame laboratorial.
Tipo de exame: Sequenciamento do gene MECP2
Material Necessário:
10 ml de sangue em EDTA.

24
INTERVENÇÃO
Até o dado momento, não há cura ou tratamento para a
SR. Contudo, existem intervenções que buscam dar
qualidade de vida para os pacientes. Uma equipe
multidisciplinar é a melhor opção. Médicos e terapeutas,
cada um em sua especialidade, deverá buscar formas de
minimizar as ocorrências que forem aparecendo ao longo
da vida do indivíduo.
A inclusão em ambiente escolar também é de grande
valia, principalmente na primeira infância, caso haja
condições de saúde. 25
PSICOSES INFANTIS
A psicose infantil e a adulta se distinguem uma da outra.
Os adultos costumam apresentar várias maneiras
clínicas (esquizofrenia, alterações mentais). A psicose
infantil se apresenta como o autismo, existem correntes
que veem elas como sinônimos.
Como a psicose se apresenta na infância?
A psicose infantil acontece antes dos seis anos de
idade: Autismo, síndrome de Asperger, síndrome de
Rett, transtorno desintegrativo da infância e transtornos
globais do desenvolvimento (TGD).
26
A psicose que se apresenta na infância mais tardia (dos 6 aos 12
anos), costuma se apresentar como: psicose tardia aos 5 a 6 anos,
psicose dos 10 a 11 anos, psicose com transtornos delirantes.

Sintomas:
- Nos primeiros doze meses são bebês “bonzinhos” (não choram);
- Não mostram interesse pela figura adulta;
- demostram felicidade quando estão sozinhos;
- Ausência de sorriso;
- Ausência de ansiedade diante de estranhos (apresentando-se
como autismo);
- No segundo e o terceiro anos de vida não apresentam contato com o
meio;
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- Olhar “vazio”;
- O adulto pode sentir-se vigiado, como se seu filho o olhasse de
canto de olho;
- Utiliza os objetos com manipulações repetitivas e estereotipadas;
- As figuras humanas podem desencadear agressividade e ela as
rasga;
- Pode aparecer o sintoma do cubo que queima (toca um objeto e
retira a mão rapidamente);
- Não apresenta relações com outras crianças, bem como com os
adultos, apenas os manipula como se fossem objetos;
- Dificuldades de se afastar da mãe;
- Problemas na compreensão do que vê;
- Problema na compreensão dos gestos e da linguagem;
28
- Alterações marcantes na forma ou conteúdo do discurso, repetindo
imediatamente palavras e/ou frases ouvidas (fala ecolálica), ou utilizando-
se de estereotipias verbais e de frases ouvidas anteriormente e
empregadas de forma idiossincrática;
- É indiferente ao jogo;
- Potencializar a relação entre iguais pode ocasionar crises violentas;
- Não pede colo (característica do autismo).

Sintomas durante o desenvolvimento:


- Gestualidade pouco habitual para a idade;
- Comportamentos motores específicos como as estereotipias (movimentos
repetitivos), instabilidade com muita agitação no movimento (subir a mesas
ou cadeiras, por exemplo), gestos desajeitados. Não há ajuste postural;
-Transtornos intelectuais. Nem sempre precisa estar acompanhado de
atraso mental;
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-Transtornos da linguagem. Pode apresentar total
ausência de linguagem ou mesmo atraso da fala, ainda
que habitualmente seja pouco compreensível (autismo);
- Cantoria, distorção da linguagem, estereotipias verbais,
quando há uma linguagem satisfatória, podem
apresentar regressões na fala;
-Linguagem atrasada ou particular. Dá a sensação de
estar surdo. Em todas as situações, a linguagem não
costuma ser com uma função comunicativa, embora
algumas vezes a criança psicótica possa obedecer
ordens simples;

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- Angústia aguda;
- Ansiedade;
- Crise de riso;
- Intolerância à frustração;
- Crises agressivas;
- Resistência à mudança;
- Rituais, raramente delírios normalmente associados ao
corpo ou temas ambientais;
- Distúrbios do sono;
- Transtornos alimentares;
31
- Transtornos esfincterianos (enurese, por exemplo);
- A inversão pronominal é comum, a criança se refere a
ela mesma utilizando-se da terceira pessoa do singular
ou do seu nome próprio;
- Alterações marcantes na produção da fala, com
peculiaridades quanto à altura, ritmo e modulação,
habilidades especiais. Conduta socialmente
embaraçosa;
- Possíveis epilepsias.

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SÍNDROME DE KANNER?
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresenta vários
espectros. Existe uma variedade enorme de sintomas e
graus. A Síndrome de Kanner é considerada por muitos
pesquisadores como autismo clássico e também como a
forma mais severa do TEA.
Causa:
Da mesma forma que os demais tipos de autismo dentro
do espectro, a Síndrome de Kanner também está à busca
da causa e a hipótese de ser genética é a mais evidente.

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Sintomas:
- Não demonstrava habilidades sociais;
- Apresentam distúrbios intelectuais;
- Distúrbios alimentares;
- Distúrbios psicomotores e do comportamento;
- São autista de baixo funcionamento em razão da ausência ou
baixa condição de se relacionar e comunicar;
- Comportamentos estereotipado;
- distúrbio da linguagem, não sendo capaz de estabelecer qualquer
forma de comunicação e linguagem;
- Apego irredutível a rotinas;
- Preocupação exagerada e persistente por certos objetos.
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Diagnóstico:

Os critérios utilizados para o diagnóstico são, múltiplos


comportamentos não-verbais, falta de reciprocidade
social e emocional, incapacidade para desenvolver
relações com companheiros e pouca ou nenhuma
tendência em compartilhar objetos.

A avaliação é feita clinicamente.

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