Semanário Litúrgico da Diocese de Oliveira- MG | Ano XV, n° 890 – Tríduo Pascal – Ano C – Vermelho – 18/04/2025 A E uc aristi a
Celebração da Paixão do Senhor
Amou-nos até o fim!
LITURGIA DA PALAVRA nossos crimes; a punição a ele impos-
Ritos Iniciais Liturgia da Palavra
ta era o preço da nossa paz, e suas fe-
Prezados irmãos, celebramos hoje a Refrão Meditativo (Fx. 47 – CD 2) ridas, o preço da nossa cura. 6Todos
grandeza do amor de Cristo. Ele nos Ele me amou e se entregou por mim! nós vagávamos como ovelhas des-
amou plenamente, oferecendo sua garradas, cada qual seguindo seu ca-
vida no lenho da cruz para que tenha- 1ª Leitura (Is 52,13–53,12) minho; e o Senhor fez recair sobre ele
mos vida e salvação. Prostrados e em Do Livro do Profeta Isaías o pecado de todos nós. 7Foi maltrata-
silêncio, adoramos esse sublime mis-
13
Ei-lo, o meu Servo será bem suce- do, e submeteu-se, não abriu a boca;
tério de amor, que abre para a huma- dido; sua ascensão será ao mais alto como cordeiro levado ao matadouro
nidade o horizonte de esperança e de grau. 14Assim como muitos ficaram ou como ovelha diante dos que a tos-
vida eterna a todos os que nele creem. pasmados ao vê-lo – tão desfigu- quiam, ele não abriu a boca. 8Foi ator-
Por esta solene celebração, aproxime- rado ele estava que não parecia ser mentado pela angústia e foi conde-
mo-nos, com fé, do trono da cruz do um homem ou ter aspecto humano nado. Quem se preocuparia com sua
Senhor, a fim de alcançarmos graça e –, 15do mesmo modo ele espalha- história de origem? Ele foi eliminado
rá sua fama entre os povos. Diante do mundo dos vivos; e por causa do
misericórdia, pois na consumação de
dele os reis se manterão em silêncio, pecado do meu povo, foi golpeado
sua vida, o Senhor tornou-se causa de
vendo algo que nunca lhes foi narra- até morrer. 9Deram-lhe sepultura en-
salvação para todos.
do e conhecendo coisas que jamais tre ímpios, um túmulo entre os ricos,
ouviram. 53,1Quem de nós deu crédito porque ele não praticou o mal, nem
(O sacerdote e o diácono aproximam-se
ao que ouvimos? E a quem foi dado se encontrou falsidade em suas pala-
em silêncio do altar, fazem-lhe reverência
reconhecer a força do Senhor? 2Dian- vras. 10O Senhor quis macerá-lo com
e prostram-se ou ajoelham-se por algum
te do Senhor ele cresceu como reno- sofrimentos. Oferecendo sua vida
tempo. Todos os outros se ajoelham e re-
vo de planta ou como raiz em terra em expiação, ele terá descendência
zam em silêncio.)
seca. Não tinha beleza nem atrativo duradoura, e fará cumprir com êxito a
para o olharmos, não tinha aparência vontade do Senhor. 11Por esta vida de
Oração que nos agradasse. 3Era desprezado sofrimento, alcançará luz e uma ciência
Ó Deus, pela paixão de nosso Senhor como o último dos mortais, homem perfeita. Meu Servo, o Justo, fará justos
Jesus Cristo, destruístes a morte que coberto de dores, cheio de sofrimen- inúmeros homens, carregando sobre si
o primeiro pecado transmitiu a todo tos; passando por ele, tapávamos o suas culpas. 12Por isso, compartilharei
o gênero humano. Concedei que nos rosto; tão desprezível era, não fazía- com ele multidões e ele repartirá suas
tornemos semelhantes ao vosso Fi- mos caso dele. 4A verdade é que ele riquezas com os valentes seguidores,
lho e, assim como trouxemos pela tomava sobre si nossas enfermidades pois entregou o corpo à morte, sendo
natureza a imagem do homem ter- e sofria, ele mesmo, nossas dores; e contado como um malfeitor; ele, na
restre, possamos manter pela graça a nós pensávamos fosse um chagado, verdade, resgatava o pecado de todos
imagem do homem celeste. Por Cris- golpeado por Deus e humilhado! e intercedia em favor dos pecadores.
to, nosso Senhor. 5
Mas ele foi ferido por causa de nos- Palavra do Senhor.
Ass.: Amém. sos pecados, esmagado por causa de Ass.: Graças a Deus.
– 1 –
Salmo Responsorial 30(31) ele sofreu. 9Mas, na consumação de L1: 8Jesus respondeu:
(Fx. 48 – CD 2) sua vida, tornou-se causa de salvação Pres.: “Já vos disse que sou eu. Se é a
Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o eterna para todos os que lhe obede- mim que procurais, então deixai que
meu espírito. cem. Palavra do Senhor. estes se retirem”.
1. Senhor, eu ponho em vós minha Ass.: Graças a Deus. L1: 9Assim se realizava a palavra que
esperança; * que eu não fique enver- Jesus tinha dito: ‘Não perdi nenhum
gonhado eternamente! Em vossas Aclamação ao Evangelho daqueles que me confiaste’. 10Simão
mãos, Senhor, entrego o meu espíri- (Fx. 49 – CD 2) Pedro, que trazia uma espada con-
to, * porque vós me salvareis, ó Deus Salve, ó Cristo obediente! Salve, sigo, puxou dela e feriu o servo do
fiel! Amor onipotente, que te entregou sumo sacerdote, cortando-lhe a ore-
2. Tornei-me o opróbrio do inimigo, * à cruz e te recebeu na luz! lha direita. O nome do servo era Mal-
o desprezo e zombaria dos vizinhos, 1. O Cristo obedeceu até a morte, co. 11Então Jesus disse a Pedro:
e objeto de pavor para os amigos; * humilhou-se e obedeceu o bom Je- Pres.: “Guarda a tua espada na bai-
fogem de mim os que me veem pela sus, humilhou-se e obedeceu sereno nha. Não vou beber o cálice que o Pai
rua. Os corações me esqueceram e forte, humilhou-se e obedeceu até me deu?”
como um morto, * e tornei-me como a cruz. L1: 12Então, os soldados, o coman-
um vaso espedaçado. 2. Por isso o Pai do céu o exaltou, dante e os guardas dos judeus pren-
3. A vós, porém, ó meu Senhor, eu me exaltou-o e lhe deu um grande nome, deram Jesus e o amarraram. 13Con-
confio, * e afirmo que só vós sois meu exaltou-o e lhe deu poder e glória, duziram-no primeiro a Anás, que era
o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote
Deus! Eu entrego em vossas mãos o diante dele céus e terra se ajoelham!
naquele ano. 14Foi Caifás que deu aos
meu destino; * libertai-me do inimi-
judeus o conselho: “É preferível que
go e do opressor! Paixão do Senhor (Jo 18,1-19,42)
um só morra pelo povo”. 15Simão Pe-
4. Mostrai serena a vossa face ao Pres.: Paixão de Nosso Senhor Jesus
dro e um outro discípulo seguiam Je-
vosso servo, * e salvai-me pela vossa Cristo segundo João.
sus. Esse discípulo era conhecido do
compaixão! Fortalecei os corações, L1: Naquele tempo, 1Jesus saiu com
Sumo Sacerdote e entrou com Jesus
tende coragem, * todos vós que ao os discípulos para o outro lado da
no pátio do Sumo Sacerdote. 16Pedro
Senhor vos confiais! torrente do Cedron. Havia aí um jar-
ficou fora, perto da porta. Então o
dim, onde ele entrou com os discípu-
outro discípulo, que era conhecido
2ª Leitura (Hb 4,14-16; 5,7-9) los. 2Também Judas, o traidor, conhe-
do Sumo Sacerdote, saiu, conversou
Da Carta aos Hebreus cia o lugar, porque Jesus costumava
com a encarregada da porta e levou
Irmãos: 14Temos um sumo-sacerdote reunir-se aí com os seus discípulos. Pedro para dentro. 17A criada que
eminente, que entrou no céu, Jesus, 3
Judas levou consigo um destaca- guardava a porta disse a Pedro:
o Filho de Deus. Por isso, permane- mento de soldados e alguns guardas Mulher: “Não pertences também tu
çamos firmes na fé que professamos. dos sumos sacerdotes e fariseus, e aos discípulos desse homem?”
15
Com efeito, temos um sumo-sacer- chegou ali com lanternas, tochas e L1: Ele respondeu:
dote capaz de se compadecer de nos- armas. 4Então Jesus, consciente de L2: “Não”!
sas fraquezas, pois ele mesmo foi pro- tudo o que ia acontecer, saiu ao en- L1: 18Os empregados e os guardas
vado em tudo como nós, com exceção contro deles e disse: fizeram uma fogueira e estavam se
do pecado. 16Aproximemo-nos então, Pres.: “A quem procurais?” aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou
com toda a confiança, do trono da L1: 5Responderam: com eles, aquecendo-se. 19Entretanto,
graça, para conseguirmos misericór- Ass.: “A Jesus, o Nazareno”. o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a
dia e alcançarmos a graça de um au- L1: Ele disse: respeito de seus discípulos e de seu
xílio no momento oportuno. 5,7Cristo, Pres.: “Sou eu”. ensinamento. 20Jesus lhe respondeu:
nos dias de sua vida terrestre, dirigiu L1: Judas, o traidor, estava junto com Pres.: “Eu falei às claras ao mundo.
preces e súplicas, com forte clamor eles. 6Quando Jesus disse: “Sou eu”, Ensinei sempre na sinagoga e no
e lágrimas, àquele que era capaz de eles recuaram e caíram por terra. 7De Templo, onde todos os judeus se re-
salvá-lo da morte. E foi atendido, por novo lhes perguntou: únem. Nada falei às escondidas. 21Por
causa de sua entrega a Deus. 8Mesmo Pres.: “A quem procurais?” que me interrogas? Pergunta aos
sendo Filho, aprendeu o que significa L1: Eles responderam: que ouviram o que falei; eles sabem
a obediência a Deus, por aquilo que Ass.: “A Jesus, o Nazareno”. o que eu disse”.
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L1: 22Quando Jesus falou isso, um mo, ou outros te disseram isso de L1: 6Quando viram Jesus, os sumos
dos guardas que ali estava deu-lhe mim?” sacerdotes e os guardas começaram
uma bofetada, dizendo: L1: 35Pilatos falou: a gritar:
L3: “É assim que respondes ao Sumo L3: “Por acaso, sou judeu? O teu povo Ass.: “Crucifica-o! Crucifica-o!”
Sacerdote?” e os sumos sacerdotes te entregaram L1: Pilatos respondeu:
L1: 23Respondeu-lhe Jesus: a mim. Que fizeste?” L3: “Levai-o vós mesmos para o cru-
Pres.: “Se respondi mal, mostra em L1: 36Jesus respondeu: cificar, pois eu não encontro nele cri-
quê; mas, se falei bem, por que me Pres.: “O meu reino não é deste mun- me algum”.
bates?” do. Se o meu reino fosse deste mun- L1: 7Os judeus responderam:
L1: 24Então, Anás enviou Jesus amar- do, os meus guardas teriam lutado Ass.: “Nós temos uma Lei, e, segun-
rado para Caifás, o Sumo Sacerdote. para que eu não fosse entregue aos do esta Lei, ele deve morrer, por-
25
Simão Pedro continuava lá, em pé, judeus. Mas o meu reino não é da- que se fez Filho de Deus”.
aquecendo-se. Disseram-lhe: qui”. L1: 8Ao ouvir essas palavras, Pilatos
Ass.: “Não és tu, também, um dos L1: 37Pilatos disse a Jesus: ficou com mais medo ainda. 9Entrou
discípulos dele?” L3: “Então, tu és rei?” outra vez no palácio e perguntou a
L1: Pedro negou: L1: Jesus respondeu: Jesus:
L2: “Não!” Pres.: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci L3: “De onde és tu?”
L1: 26Então um dos empregados do e vim ao mundo para isto: para dar L1: Jesus ficou calado. 10Então Pilatos
Sumo Sacerdote, parente daquele a testemunho da verdade. Todo aque- disse:
quem Pedro tinha cortado a orelha, le que é da verdade escuta a minha
L3: “Não me respondes? Não sabes
disse: voz.”
que tenho autoridade para te soltar e
L3: “Será que não te vi no jardim com L1: 38Pilatos disse a Jesus:
autoridade para te crucificar?”
ele?” L3: “O que é a verdade?”
L1: 11Jesus respondeu:
L1: 27Novamente Pedro negou. E na L1: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao en-
Pres.: “Tu não terias autoridade al-
mesma hora, o galo cantou. 28De Cai- contro dos judeus, e disse-lhes:
guma sobre mim, se ela não te fosse
fás, levaram Jesus ao palácio do go- L3: “Eu não encontro nenhuma culpa
dada do alto. Quem me entregou a ti,
vernador. Era de manhã cedo. Eles nele. 39Mas existe entre vós um costu-
portanto, tem culpa maior”.
mesmos não entraram no palácio, me, que pela Páscoa eu vos solte um
L1: 12Por causa disso, Pilatos procura-
para não ficarem impuros e poderem preso. Quereis que vos solte o rei dos
va soltar Jesus. Mas os judeus grita-
comer a páscoa. 29Então Pilatos saiu judeus?”
vam:
ao encontro deles e disse: L1: 40Então, começaram a gritar de
L3: “Que acusação apresentais con- novo: Ass.: “Se soltas este homem, não és
tra este homem?” Ass.: “Este não, mas Barrabás!” amigo de César. Todo aquele que
L1: 30Eles responderam: L1: Barrabás era um bandido. 19,1En- se faz rei, declara-se contra César.”
Ass.: “Se não fosse malfeitor, não o tão Pilatos mandou flagelar Jesus. L1: 13Ouvindo essas palavras, Pilatos
teríamos entregue a ti!” 2
Os soldados teceram uma coroa de levou Jesus para fora e sentou-se no
L1: 31Pilatos disse: espinhos e a colocaram na cabeça de tribunal, no lugar chamado “Pavi-
L3: “Tomai-o vós mesmos e julgai-o Jesus. Vestiram-no com um manto mento”, em hebraico “Gábata”. 14Era
de acordo com a vossa lei”. vermelho, 3aproximavam-se dele e o dia da preparação da Páscoa, por
L1: Os judeus lhe responderam: diziam: volta do meio-dia. Pilatos disse aos
Ass.: “Nós não podemos condenar Ass.: “Viva o rei dos judeus!” judeus:
ninguém à morte”. L1: E davam-lhe bofetadas. 4Pilatos L3: “Eis o vosso rei!”
L1: 32Assim se realizava o que Jesus saiu de novo e disse aos judeus: L1: 15Eles, porém, gritavam:
tinha dito, significando de que mor- L3: “Olhai, eu o trago aqui fora, dian- Ass.: “Fora! Fora! Crucifica-o!”
te havia de morrer. 33Então Pilatos te de vós, para que saibais que não L1: Pilatos disse:
entrou de novo no palácio, chamou encontro nele crime algum”. L3: “Hei de crucificar o vosso rei?”
Jesus e perguntou-lhe: L1: 5Então Jesus veio para fora, tra- L1: Os sumos sacerdotes responde-
L3: “Tu és o rei dos judeus?” zendo a coroa de espinhos e o manto ram:
L1: 34Jesus respondeu: vermelho. Pilatos disse-lhes: Ass.: “Não temos outro rei senão
Pres.: “Estás dizendo isso por ti mes- L3: “Eis o homem!” César”.
– 3 –
L1: 16Então Pilatos entregou Jesus Pres.: “Tenho sede”. e, no jardim, um túmulo novo, onde
para ser crucificado, e eles o leva- L1: 29Havia ali uma jarra cheia de vi- ainda ninguém tinha sido sepultado.
ram. 17Jesus tomou a cruz sobre si e nagre. Amarraram numa vara uma 42
Por causa da preparação da Páscoa,
saiu para o lugar chamado “Calvário”, esponja embebida de vinagre e leva- e como o túmulo estava perto, foi ali
em hebraico “Gólgota”. 18Ali o cru- ram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o que colocaram Jesus.
cificaram, com outros dois: um de vinagre e disse: Pres.: Palavra da Salvação.
cada lado, e Jesus no meio. 19Pilatos Pres.: “Tudo está consumado”. Ass.: Glória a vós, Senhor.
mandou ainda escrever um letreiro e L1: E, inclinando a cabeça, entregou
colocá-lo na cruz; nele estava escrito: o espírito. Oração Universal
“Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”. (Todos se ajoelham em silêncio por um (O diácono ou, em sua ausência, um
20
Muitos judeus puderam ver o letrei- instante.) ministro leigo, junto ao ambão, faz o
ro, porque o lugar em que Jesus foi L1: 31Era o dia da preparação para a convite que exprime a intenção. Em
crucificado ficava perto da cidade. O Páscoa. Os judeus queriam evitar que seguida todos oram por algum tempo
letreiro estava escrito em hebraico, os corpos ficassem na cruz durante em silêncio; depois o sacerdote, de pé
latim e grego. 21Então os sumos sacer- o sábado, porque aquele sábado era junto à cadeira ou, se for oportuno, ao
dotes dos judeus disseram a Pilatos: dia de festa solene. Então pediram altar, de braços abertos, diz a oração.)
Ass.: “Não escrevas ‘o Rei dos Ju- a Pilatos que mandasse quebrar as
deus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu pernas aos crucificados e os tirasse I. Pela Santa Igreja
sou o Rei dos judeus’”. da cruz. 32Os soldados foram e que- Diác.: Oremos, irmãos e irmãs caríssi-
L1: 22Pilatos respondeu: braram as pernas de um e, depois, mos, pela santa Igreja de Deus: que o Se-
L3: “O que escrevi, está escrito”. do outro que foram crucificados com nhor e nosso Deus lhe dê a paz e a uni-
L1: 23Depois que crucificaram Jesus, Jesus. 33Ao se aproximarem de Jesus, dade, que ele a proteja por toda a terra e
os soldados repartiram a sua roupa e vendo que já estava morto, não lhe nos conceda uma vida calma e tranqui-
em quatro partes, uma parte para quebraram as pernas; 34mas um sol- la, para sua própria glória. (Silêncio)
cada soldado. Quanto à túnica, esta dado abriu-lhe o lado com uma lança, Pres.: Deus eterno e todo-poderoso,
era tecida sem costura, em peça úni- e logo saiu sangue e água. 35Aquele que em Cristo revelastes a vossa gló-
ca de alto a baixo. 24Disseram então que viu, dá testemunho e seu teste- ria a todos os povos, velai sobre a
entre si: munho é verdadeiro; e ele sabe que obra do vosso amor, para que vossa
Ass.: “Não vamos dividir a túnica. fala a verdade, para que vós também Igreja, presente no mundo inteiro,
Tiremos a sorte para ver de quem acrediteis. 36Isso aconteceu para que persevere inabalável na fé e procla-
será”. se cumprisse a Escritura, que diz: me sempre o vosso nome.
L1: Assim se cumpria a Escritura que “Não quebrarão nenhum dos seus Ass.: Amém.
diz: “Repartiram entre si as minhas ossos”. 37E outra Escritura ainda diz:
vestes e lançaram sorte sobre a mi- “Olharão para aquele que transpas- II. Pelo Papa
nha túnica”. Assim procederam os saram”. 38Depois disso, José de Arima- Diác.: Oremos pelo nosso santo Padre,
soldados. 25Perto da cruz de Jesus, es- téia, que era discípulo de Jesus – mas o Papa Francisco, para que Deus nosso
tavam de pé a sua mãe, a irmã da sua às escondidas, por medo dos judeus Senhor, que o escolheu para o episco-
mãe, Maria de Cléofas, e Maria Ma- – pediu a Pilatos para tirar o corpo de pado, o conserve são e salvo à frente da
dalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao Jesus. Pilatos consentiu. Então José sua Igreja, para governar o povo santo
lado dela, o discípulo que ele amava, veio tirar o corpo de Jesus. 39Chegou de Deus. (Silêncio)
disse à mãe: também Nicodemos, o mesmo que Pres.: Deus eterno e todo-podero-
Pres.: “Mulher, este é o teu filho”. antes tinha ido de noite encontrar- so, em cuja sabedoria tudo tem seu
L1: 27Depois disse ao discípulo: -se com Jesus. Levou uns trinta qui- fundamento, dignai-vos escutar nos-
Pres.: “Esta é a tua mãe”. los de perfume feito de mirra e aloés. sos pedidos e protegei com amor o
L1: Dessa hora em diante, o discípulo 40
Então tomaram o corpo de Jesus e Pontífice que escolhestes, para que o
a acolheu consigo. 28Depois disso, Je- envolveram-no, com os aromas, em povo cristão, que governais por meio
sus, sabendo que tudo estava consu- faixas de linho, como os judeus cos- dele, possa crescer em sua fé. Por
mado, e para que a Escritura se cum- tumam sepultar. 41No lugar onde Je- Cristo, nosso Senhor.
prisse até o fim, disse: sus foi crucificado, havia um jardim Ass.: Amém.
– 4 –
III. Por todos os membros da Igreja VI. Pelos judeus verdadeiro e Pai de todos os seres hu-
Diác.: Oremos pelo nosso Bispo Mi- Diác.: Oremos pelos Judeus, aos quais manos. Por Cristo, nosso Senhor.
guel, por todos os bispos, presbíteros o Senhor nosso Deus falou em primeiro Ass.: Amém.
e diáconos da Igreja e por todo o povo lugar, para que lhes conceda crescer na
fiel. (Silêncio) fidelidade de sua aliança e no amor do IX. Pelos governantes
Pres.: Deus eterno e todo-poderoso, seu nome. (Silêncio) Diác.: Oremos por todos os governan-
que santificais e governais pelo vosso Pres.: Deus eterno e todo-podero- tes: que Deus nosso Senhor, segundo
Espírito todo o corpo da Igreja, escutai so, que fizestes vossas promessas a sua vontade, lhes dirija o espírito e o
as súplicas que vos dirigimos pelos vos- Abraão e seus descendentes, escu- coração para a verdadeira paz e liber-
sos ministros, e fazei que todos, pelo tai benigno as preces da vossa Igre- dade de todos. (Silêncio)
dom da vossa graça, vos sirvam com ja. Que o povo da primeira aliança Pres.: Deus eterno e todo-poderoso,
fidelidade. Por Cristo, nosso Senhor. chegue à plenitude da redenção. Por que tendes na mão os corações dos
Ass.: Amém. Cristo, nosso Senhor. seres humanos e os direitos dos po-
Ass.: Amém. vos, olhai com bondade aqueles que
IV. Pelos catecúmenos nos governam. Que por vossa graça
Diác.: Oremos pelos (nossos) cate- VII. Pelos que não creem no Cristo se consolidem por toda a terra a pros-
cúmenos: que o Senhor e nosso Deus Diác.: Oremos pelos que não creem peridade das nações, a segurança da
abra os ouvidos dos seus corações e a em Cristo, para que, iluminados pelo paz, e a liberdade religiosa. Por Cristo,
porta da misericórdia, para que, tendo Espírito Santo, possam também eles nosso Senhor.
recebido nas águas do batismo o per- ingressar no caminho da salvação. (Si-
Ass.: Amém.
dão de todos os seus pecados, sejam lêncio)
incorporados no Cristo Jesus, nosso Se- Pres.: Deus eterno e todo-poderoso,
X. Por todos os que sofrem
nhor. (Silêncio) dai aos que não creem em Cristo,
Diác.: Oremos, amados irmãos e irmãs,
Pres.: Deus eterno e todo-poderoso, que, caminhando sob o vosso olhar
a Deus Pai todo-poderoso, que livre o
que por novos filhos e filhas tornais com sinceridade de coração, encon-
mundo de todo erro, expulse as doen-
fecunda a vossa Igreja, aumentai a fé trem a verdade. E nós, amando-nos
ças e afugente a fome, abra as prisões
e o entendimento dos (nossos) cate- melhor uns aos outros, participando
e liberte os cativos, vele pela segurança
cúmenos, para que, renascidos na com maior solicitude do mistério da
dos viajantes, repatrie os exilados, dê
fonte do batismo, sejam contados vossa vida, sejamos no mundo teste-
a saúde aos doentes e a salvação aos
entre os vossos filhos adotivos. Por munhas mais fiéis da vossa bondade.
que agonizam. (Silêncio)
Cristo, nosso Senhor. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass.: Amém. Pres.: Deus eterno e todo-poderoso,
Ass.: Amém.
sois a consolação dos aflitos e a força
V. Pela unidade dos cristãos VIII. Pelos que não creem em Deus dos que labutam. Cheguem até vós
Diác.: Oremos por todos os nossos ir- Diác.: Oremos pelos que não reconhe- as preces dos que clamam em sua
mãos e irmãs que creem no Cristo, para cem a Deus, para que, buscando de aflição, sejam quais forem os seus
que nosso Deus e Senhor se digne reu- coração sincero o que é reto, mereçam sofrimentos, para que em suas pro-
nir e conservar na unidade da sua Igre- chegar ao Deus verdadeiro. (Silêncio) vações se alegrem com o socorro da
ja todos os que vivem segundo a verda- Pres.: Deus eterno e todo-poderoso, vossa misericórdia. Por Cristo, nosso
de. (Silêncio) vós criastes todos os seres humanos Senhor.
Pres.: Deus eterno e todo-poderoso, e pusestes em seu coração o desejo Ass.: Amém.
que reunis o que está disperso e con- de procurar-vos para que, tendo-vos
servais o que está unido, velai sobre encontrado, só em vós achassem re- Adoração da
ADORAÇÃO DA C
CRUZ
ruz
o rebanho do vosso Filho. Que a inte- pouso. Concedei que, entre as dificul-
gridade da fé e os laços da caridade dades deste mundo, discernindo os Apresentação da Santa Cruz
unam os que foram consagrados por sinais da vossa bondade e vendo o (Fx. 50 – CD 2)
um só Batismo. Por Cristo, nosso Se- testemunho das boas obras daqueles Pres.: Eis o lenho da Cruz, do qual
nhor. que creem em vós, tenham a alegria pendeu a salvação do mundo.
Ass.: Amém. de proclamar que sois o único Deus Ass.: Vinde, adoremos.
– 5 –
Adoração da Cruz (Fx. 51 – CD 2) 3. Tal ordem foi exigida na obra da 1. Eu vos exalto, ó Senhor, pois me
1. Que te fiz, meu povo eleito? Dize salvação: cai o inimigo no laço de sua livrastes, e não deixastes rir de mim
em que te contristei! Que mais podia própria invenção. Do próprio lenho meus inimigos! Senhor, clamei por
ter feito, em que foi que eu te faltei? da morte, Deus fez nascer Redenção. vós pedindo ajuda, e vós, meu Deus,
Deus Santo, Deus forte, Deus imor- 4. Na plenitude dos tempos, a hora me devolvestes a saúde.
tal, tende piedade de nós. santa chegou e, pelo Pai enviado, 2. Vós tirastes minha alma dos abis-
2. Eu te fiz sair do Egito, com maná te nasceu do mundo o Autor; e duma mos e me salvastes quando estava
alimentei. Preparei-te bela terra. Tu, a Virgem, no seio, a nossa carne tomou. já morrendo! Por vós, ó meu Senhor,
cruz para o teu rei! 5. Seis lustros tendo passado, cumpriu agora eu clamo e imploro a piedade
3. Bela vinha eu te plantara, tu plan- a sua missão. Só para ela nascido, livre do meu Deus.
taste a lança em mim. Águas doces se entrega à Paixão. Na Cruz se eleva o 3. Escutai-me, Senhor Deus, tende
eu te dava. Foste amargo até o fim. Cordeiro, como perfeita oblação. piedade! Sede, Senhor, o meu abrigo
4. Flagelei por ti o Egito, primogêni- 6. Glória e poder à Trindade: ao Pai e ao protetor! Transformastes o meu pran-
tos matei. Tu, porém, me flagelaste, Filho, louvor, honra ao Espírito Santo. to em uma festa, meus farrapos em
entregaste o próprio rei! Eterna glória ao Senhor, que nos salvou adornos de alegria.
5. Eu te fiz sair do Egito, afoguei o fa- pela graça e nos remiu pelo amor. 4. Cantai salmos ao Senhor, povo fiel,
raó. Aos teus sumos sacerdotes, en- dai-lhe graças e invocai seu santo nome.
tregaste-me sem dó. ritoDA
RITO coMunHão
dA COMUNHÃO Se à tarde vem o pranto visitar-nos; de
6. Eu te abri o mar Vermelho, tu me manhã, nos vem saudar a alegria.
abriste o coração. A Pilatos me levas- (Após ser preparado o altar, com toalha e
te, eu levei-te pela mão! velas, e trazidas as hóstias consagradas.) (Silêncio Sagrado)
7. Pus maná no teu deserto, teu ódio Pres.: Obedientes à palavra do Salva-
me flagelou. Fiz da pedra correr água, dor e formados por seu divino ensi- Oração depois da Comunhão
o teu fel me saturou! namento, ousamos dizer: Ó Deus eterno e todo-poderoso, que
8. Cananeus por ti batera, bateu-me Ass.: Pai nosso... nos renovastes pela santa morte e
uma cana à toa. Dei-te cetro e realeza, Pres.: Livrai-nos de todos os males, ó ressurreição do vosso Cristo, conser-
tu, de espinhos, a coroa! Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajuda- vai em nós a obra da vossa misericór-
9. Só na cruz tu me exaltaste, quando dos pela vossa misericórdia, sejamos dia, para que, pela participação neste
em tudo te exaltei; por que à morte me sempre livres do pecado e protegidos mistério, vos consagremos sempre a
entregaste? Em que foi que eu te faltei? de todos os perigos, enquanto, viven- nossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.
do a esperança, aguardamos a feliz Ass.: Amém.
Adoração da Cruz II (Fx. 55 – CD 2) esperança e a vinda do nosso Salva-
Fiel madeiro da Santa Cruz, ó Ár- dor, Jesus Cristo. ritos FINAIS
RITOS FinAis
vore sem rival. Que selva outro le- Ass.: Vosso é o reino, o poder e a
nho produz, que traga em si fruto glória para sempre. Oração sobre o Povo
igual? Quão doce peso conduz, ó Pres.: Felizes os convidados para Diác.: Inclinai-vos para receber a
Lenho celestial! Fiel madeiro da a ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de bênção.
Santa Cruz, ó Árvore sem rival! Deus, que tira o pecado do mundo. Pres.: Que a vossa bênção, Senhor,
1. Cantem meus lábios a luta que so- Pres./Ass.: Senhor, eu não sou digno(a) desça copiosa sobre o vosso povo,
bre a Cruz se travou; cantem o nobre de que entreis em minha morada, mas que acaba de celebrar a morte do
triunfo que, no madeiro, alcançou o dizei uma palavra e serei salvo(a). vosso Filho na esperança da sua res-
Redentor do universo, quando por surreição. Venha o vosso perdão, seja
nós se imolou. Procissão da Comunhão (Fx. 66 – CD 2) dado o vosso consolo, cresça a fé ver-
2. O Criador teve pena do primitivo Se o grão de trigo não morrer cain- dadeira e a redenção eterna se confir-
casal, que foi ferido de morte, comen- do em terra, fica só; mas se morrer me. Por Cristo, nosso Senhor.
do o fruto fatal, e marcou logo outra dentro da terra, dará frutos abun- Ass.: Amém.
árvore para curar-nos do mal. dantes! (Todos se retiram em silêncio.)
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