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Importância da Citopatologia Clínica

O documento aborda a citopatologia como uma ferramenta diagnóstica importante, destacando sua relevância clínica e as técnicas de coleta e coloração de amostras. Ele descreve diferentes padrões citopatológicos e processos inflamatórios, além de apresentar métodos de coleta e técnicas de coloração adequadas para análises citológicas. A citopatologia é essencial para a detecção de neoplasias e avaliação de processos inflamatórios em diversos órgãos.

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Importância da Citopatologia Clínica

O documento aborda a citopatologia como uma ferramenta diagnóstica importante, destacando sua relevância clínica e as técnicas de coleta e coloração de amostras. Ele descreve diferentes padrões citopatológicos e processos inflamatórios, além de apresentar métodos de coleta e técnicas de coloração adequadas para análises citológicas. A citopatologia é essencial para a detecção de neoplasias e avaliação de processos inflamatórios em diversos órgãos.

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CITOPATOLOGIA

NATÁLIA GINDRI FIORENZA


MARIA PAULA SAMPAIO

UNIDADE 01
Unidade 1 | Introdução

• O exame citopatológico é uma


ferramenta diagnóstica valiosa, por
ser minimamente invasiva, segura,
simples, rápida e de baixo custo;

• A demanda por profissionais


especializados tem aumentado nos
últimos anos
Figura 1: Freepik
OBJETIVOS
1. Compreender a relevância clínica da citopatologia no
diagnósticos de algumas patologias, e estudar o perfil
das células saudáveis em diferentes órgãos humanos.
2. Aprender sobre diferentes técnicas de coleta de
material biológico, associando cada técnica ao tipo de
material biológico a ser coletado.
3. Compreender as diferentes técnicas de coloração
utilizadas em citopatologia e identificar a técnica mais
apropriada para cada tipo celular.
4. Diferenciar o padrão citopatológicos dos processos
inflamatórios exsudativos, alterativos e produtivos e
identificar as principais alterações citológicas
presentes nos quadros inflamatórios.
COMPREENDENDO A CITOPATOLOGIA E SUA
IMPORTÂNCIA CLÍNICA

A citopatologia estuda as
alterações que ocorrem em
órgãos e tecidos durante o
desenvolvimento de uma
doença, do ponto de vista
celular.

Figura 2: Freepik
INTRODUÇÃO A CITOPATOLOGIA
•O desenvolvimento de técnicas de
coloração e a descoberta do
microscópio óptico possibilitaram
estudos morfofuncionais das células.
•Desde 1930 o exame citológico é
utilizado como método diagnóstico de
tumores de diversos órgãos.
•O teste de Papanicolaou –
mundialmente o mais utilizado para
rastreamento do câncer do colo do
útero
ESTUDO DA CITOPATOLOGIA
•Compreende a análise de
elementos celulares –
citoplasma e núcleo;
•Envolve diversas técnicas de
coleta, preparação e coloração
da amostra;
•Referência para detecção de
neoplasias e investigação de Figura 3: Freepik

processos inflamatórios
PADRÕES CITOPATOLÓGICOS EM DIVERSOS
ÓRGÃOS
Células ductais Folículo
mamárias tireoidiano

Figura 4 e 5: Biomedicina Total


PADRÕES CITOPATOLÓGICOS EM DIVERSOS ÓRGÃOS

Epitélio Endocérvice
pulmonar

Figura 6 e 7: Cabmn
TÉCNICAS DE COLETA DE MATERIAIS
BIOLÓGICOS
As técnicas de coleta variam nos
diferentes tecidos, de acordo com
sua anatomia e tipo de material
biológico a ser investigado.
A ESCOLHA DO MÉTODO ADEQUADO
Método da coleta Origem do material

Punção Líquidos pleural, peritoneal ou ascético,


pericárdico, estomacal, sinovial; lavados
brônquico, vesical; abscessos, massas necróticas,
sangue, líquor espinhal

Raspagem Colpocitologia, olhos, lavado brônquico

Imprints Lesões cutâneas, biópsias, peças cirúrgicas

Lavados Lavados broncoalveolar, brônquico, peritoneal,


gástrico, esofágico

Escovados Líquidos sinovial, peritoneal ou ascítico

Espontâneo Escarro, urina, secreção mamária

Tabela 1: Os métodos de coleta e sua aplicação para diferentes tipos de espécimes.


.
PUNÇÃO
PAAF
• Amostras de nódulos ou tumores;
• Órgãos superficiais ou profundos;
• Utiliza seringa, com agulha fina (em
geral) e porta-seringa.
Punção por capilaridade
• Sem uso de seringa acoplada (não-
aspirativa);
• Ideal para tecidos vascularizados.
Figura 8: Patologia Andradina
PUNÇÃO PAAF

Figura 9: Histopato
RASPAGEM

•Superfícies cutâneas ou mucosas;


•Fístulas ou canais;
•Swabs, lâminas de bisturi, espátulas ou
escovas apropriadas.
IMPRINTS

•Impressões teciduais em lâminas;


•Superfícies planas;
•Lesões ulcerativas e exsudativas.
LAVADOS

• Material líquido de cavidades;


• Utilização de cateter de instilação;
• Pouca celularidade.
ESCOVADOS

Coleta por esfoliação da superfície


de mucosas, utilizando-se uma
escova.
A amostra pode ser distendida sobre
uma lâmina de vidro
MATERIAIS ESPONTÂNEOS

• Urina – recipiente coletor;


• Escarro – paciente tosse, de forma
espontânea ou induzida, em
recipiente adequado;
• Secreção mamária – compressão
suave da região; material é
estendido em lâmina.
PROCESSOS PÓS-COLETA

Utilizados a depender do tipo de


amostra e da finalidade:

• Pré-fixação;
• Centrifugação;
• Cell Blocks;
• Fixação
TÉCNICAS DE COLORAÇÃO DAS AMOSTRAS
BIOLÓGICAS
• Após a coleta o material deverá ser
processado;
• A escolha da técnica de coloração
depende do objetivo da análise e das
características do espécime
COLORAÇÃO DE PAPANICOLAOU
• Utiliza um conjunto de corantes –
Hematoxilina de Harris, Orange G e EA-
65;
• Evidencia variáveis morfológicas, grau de
desenvolvimento e atividade metabólica
celular;
• Mais utilizado em rotinas
citopatológicas;
COLORAÇÃO DE HEMATOXILINA-EOSINA
(HE)

•Mais utilizada em cell


blocks e esfregaços obtidos
através de paaf;
•Núcleo é pouco definido;
•A he rápida oferece
diagnóstico imediato à
respeito da celularidade
MÉTODO DE MAY-GRÜNWALD-GIEMSA
(MMG)

• Utiliza dois corantes;


• Análise dos elementos figurados do
sangue, medula óssea, imprint de
tecidos e concentrado de líquidos
celulares;
• As amostras podem ser fixadas a seco
(protocolo alternativo).
COLORAÇÃO PELO AZUL DE TOLUIDINA

• Para diagnósticos imediatos e para


constatar a adequabilidade da
amostra - repetição do
procedimento;
• Depois de examinadas, as lâminas
devem ser fixadas em álcool a 95% e
coradas pelo Papanicolaou.
TÉCNICAS RÁPIDAS DE DIFF-QUICK (DQ) E
DE PANÓTICO
• Para diagnósticos imediatos e para
constatar a adequabilidade da
amostra - repetição do
procedimento;
• Depois de examinadas, as lâminas
devem ser fixadas em álcool a 95% e
coradas pelo Papanicolaou.
COLORAÇÃO DE SHORR

• Semelhante ao Papanicolaou;
• Menos utilizada por conta da perda
dos detalhes nucleares e da
transparência citoplasmática.
COLORAÇÕES ESPECIAIS

• Alcian Blue – carboidratos


• PAS – carboidratos e fungos
• Prata Metanamina - fungos e Pneumocystis carinii
• Azul da Prússia – depósitos de hemossiderina
• Gram – bactérias Gram positivas
• Ziehl-Neelsen – bacilos álcool-ácido-resistentes
MONTAGEM

• Protege contra o dessecamento, retração


celulares e o desbotamento dos corantes;
• Bálsamo do Canadá e o Entellan;
• Evitar artefatos de montagem
CONHECENDO A CITOPATOLOGIA DOS
PROCESSOS INFLAMATÓRIOS

Importante no reconhecimento de
lesões, avaliação da intensidade da
reação inflamatória e acompanhamento
da evolução do quadro.

Figura 10: Anpat - Unicamp


EM QUE CONSISTE O PROCESSO
INFLAMATÓRIO?
• Conjunto de reações
causadas por qualquer
agressão ao tecido, seja por
microorganismos patógenos,
trauma, agentes químicos ou
físicos;
• Presença de PMN pode
indicar grau de inflamação.

Figura 11: Freepik


INFLAMAÇÃO EXSUDATIVA
Tuberculose pulmonar exsudativa

• Saída de elementos do sangue para


interstício - acúmulo de líquido na
região da inflamação – exsudato;

Figura 12: Anpat - Unicamp


INFLAMAÇÃO EXSUDATIVA
Exsudatos Purulentos

Pústula Advinda da camada superficial da derme ou da espessura da


epiderme, com diâmetro ≤ 5 mm

Furúnculo Advinda da derme ou hipoderme, afetando folículo piloso

Antraz Conjunto de furúnculos com necrose na superfície externa e


em tecidos ao redor. É um processo grave

Abscesso Cavidade neoformada (às custas de necrose liquefativa) e


pus

Fleimão/Flegmão Inflamação difusa e infiltrativa do tecido conjuntivo. Não se


forma uma membrana piogênica e o exsudato é muito fluido,
devido à exagerada coliquação enzimática dos tecidos.

Coleção de pus Acúmulo de pus em cavidades naturais, em consequência de


inflamações purulentas nas serosas ou mucosas que as
revestem ou de fistulação para dentro da cavidade de algum
abscesso visceral.
INFLAMAÇÃO ALTERATIVA

• Ocorrência de degeneração e
necrose tecidual;
• Classificadas em:
Erosiva
Ulcerativa
INFLAMAÇÃO ALTERATIVA
Atrofiante

Necrosante

Gangrenosa
Figura 13: Freepik
INFLAMAÇÃO PRODUTIVA/PROLIFERATIVA
• Fase final da inflamação;
• Proliferação de vasos e células;
• Classificada em 3 tipos.

Hipertrofiante/Hiperplasiante
Figura 14: UFMG
INFLAMAÇÃO PRODUTIVA/PROLIFERATIVA

Esclerosante Granulomatosa

Figura 15 e 16: UNICAMP


PRINCIPAIS ACHADOS DE ALTERAÇÕES
INFLAMATÓRIAS

1. Halo perinuclear 2. Cariomegalia 3. Vacuolização


PRINCIPAIS ACHADOS DE ALTERAÇÕES
INFLAMATÓRIAS

4. Apagamento das 5. Fagocitose 6. Pseudoeosinofilia


bordas
citoplasmáticas
PRINCIPAIS ACHADOS DE ALTERAÇÕES
INFLAMATÓRIAS

7. Cariopicnose 8. Cariorrexe 9. Metaplasia


PRINCIPAIS ACHADOS DE ALTERAÇÕES
INFLAMATÓRIAS

10. Citólise 11. Binucleação e multinucleação


Obrigada!

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