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Características do Rococó e Sofitos

O Rococó, que surgiu em Paris durante o reinado de Luís XV, é um estilo artístico que reflete os valores de uma sociedade aristocrática e burguesa em busca de prazer e escapismo. Caracterizado por ornamentação leve e elegante, o Rococó se destacou nas artes decorativas, arquitetura e pintura, utilizando temas alegres e sensuais. A arte rococó, com suas formas curvilíneas e cores suaves, buscava criar ambientes festivos e intimistas, afastando-se da seriedade do barroco.

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Características do Rococó e Sofitos

O Rococó, que surgiu em Paris durante o reinado de Luís XV, é um estilo artístico que reflete os valores de uma sociedade aristocrática e burguesa em busca de prazer e escapismo. Caracterizado por ornamentação leve e elegante, o Rococó se destacou nas artes decorativas, arquitetura e pintura, utilizando temas alegres e sensuais. A arte rococó, com suas formas curvilíneas e cores suaves, buscava criar ambientes festivos e intimistas, afastando-se da seriedade do barroco.

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Prof.

Marlon Uchôa 1º ano


Assunto: ROCOCÓ

O Rococó
Contexto histórico A arte do Rococó refletia, portanto, os valores
O Rococó nasceu em Paris, coincidindo com o de uma sociedade fútil que buscava nas obras de arte
reinado de Luís XV (1723-74). Por volta de 1760 já era algo que lhe desse prazer e a levasse a esquecer seus
considerado ultrapassado na França, mas continuou problemas reais.
em moda em outros países. Até o final do século Atinge o seu auge na decoração de interior
continuou a ornamentar os luxuosos castelos e igrejas das residências e nas artes ornamentais: espelhos,
da Alemanha, da Áustria e da Europa Central. O nome tapeçarias e sobretudo de objetos de porcelana, já não
rococó é derivado de rocaille, referente a conchas e importados da China, pois a forma de a fazer já tinha
seixos (pedras) que ornamentavam grotas e fontes, e sido descoberta na Europa e eram já executadas nas
surgiu com um estilo de decoração de interiores. manufaturas de Meissen e Nymphenburg (Alemanha),
Capodimonte (Itália) e Sévres (França); Corresponde
aos gostos frívolos, mas requintados da alta sociedade
aristocrática e burguesa.
O estilo foi criado para satisfazer o gosto de
uma elite aristocrática e intelectual, amante da alegria
e da fantasia, que gostava de discutir assuntos
filosóficos e políticos em conversas informais, ouvindo
música e assistindo a concertos e peças de teatro.
Caracteriza-se por ser um estilo alegre e
elegante; mais leve e elegante que o barroco; hora
aparente certa continuidade, hora faz notória
oposição.

Palácio de Sans Souci - interior


As artes decorativas foram um campo
privilegiado para essa ornamentação delicada,
curvilínea. Os pisos eram revestidos com elaborados
padrões em folha de madeira, a mobília era ricamente
marchetada, decorada com estofamento em gobelin e
incrustações em marfim e casco de tartaruga. Roupas,
talheres e porcelanas também eram sobrecarregados
com desenhos de flores, conchas e folhas. Até o
desenho das carruagens trocava as linhas retas por
floreios e arabescos, e os cavalos eram ajaezados com
plumas imensas e arreios cravejados de pedras
preciosas. A arte rococó era tão decorativa e não
funcional quanto a aristocracia que a adotou.

Fragonard, Jean-Honoré (1750) Fonte da imagem: [Link]


Características gerais
Novo tipo de ornamentação ondulada, própria
para a decoração de interiores residenciais. Estilo mais
leve e refinado, com cores mais suaves, linhas
delicadas e informais, dentro do espírito de liberdade
criativa da época. Alia a decoração às artes menores
Baú: Francês Louis XV rococó fonte da [Link] (mobiliário, cerâmica, ourivesaria) e à pintura,

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escultura e arquitetura. Estruturas arquitetônicas parte da arquitetura civil, tal como no barroco e
apresentam um traçado exterior simples em compõem-se de: grandes relvados com arvoredos,
comparação com a preocupação e dedicação que esculturas, rampas, lagos, pavilhões de caça pequenos
existe em relação ao interior. Utilizam-se elementos quiosques turcos, que servem de locais de reunião
decorativos barrocos (arabescos, linhas ondulantes, íntima com fogos de artifício, festas de máscaras e
irregulares e assimétricas), mas com mais liberdade e celebrações públicas.
sensualidade, com uma variação mais caprichosa de
formas e motivos, com novos elementos (conchas,
algas marinhas, rocalhos (rochas) e chinoiseries.
Utilizam-se materiais fingidos: falso mármore e
estuques pintados.

Estrutura de apoio de plantas em Sanssouci, Postdam, Alemanha.


Características regais dos interiores
Salão principal é o centro das dependências à
volta do qual há algumas salas secundárias e a
escadaria para o andar superior, onde ficam as
divisões privadas dos donos da casa.

Exemplo de chinesices, que chegam à Europa através do comércio


colonial; para os cristãos, o dragão está associado a uma forma
demoníaca, como aparece nas iconografias de São Miguel e de São Jorge.
No leste asiático, ele é considerado uma divindade benevolente e está
associado à fortuna, prosperidade e poder. É representado, geralmente,
sem asas, na cor amarela e com corpo de serpente, sendo o restante do
corpo constituído por partes provindas de outros oito animais.
Arquitetura
Construções características: igreja, abadia, château
(palácio campestre ou periférico), palácio urbano,
hotel particular.
Características gerais dos exteriores.
Menores proporções e normalmente edifícios Hôtel de Soubise, Paris, França, P1704-1709, 1736-1739, interior do Salon
com apenas dois andares baixos; fachadas mais de la Princesse: fonte da imagem: [Link]
alinhadas e alisadas, são abolidos os elementos As divisões são baixas, pequenas,
clássicos decorativos (colunas, frontões e esculturas), independentes, arredondadas e com pavimento
mantiveram-se as balaustradas, as cornijas e os parquet, iluminadas pelas portas-janelas, pelos vários
entablamentos, os ângulos retos foram suavizados por espelhos e pelos candeeiros e lustres. A decoração das
curvas; telhados de duas águas; portas e as janelas divisões é feita com diferentes tipos de móveis:
maiores e com arcos de volta perfeita. cómodas, contadores, escrivaninhas, grandes relógios,
poltronas, canapés, etc., em madeiras nobres,
envernizadas, com incrustações de madrepérola, lacas
e bronzes.

Palácio de queluz
Decoração exterior concentra-se nas portas e Em cima deles eram colocados bibelôs de
nas janelas, nas consolas (peça arquitetônica saliente prata e porcelana. As paredes também são cobertas
que serve para colocar estatuetas, vasos, etc., o de decoração com cores claras, misturando-se com o
mesmo que mísulas), nas arcadas, no aparelho de dourado e prateado das molduras das telas,
alvenaria (pedra ou tijolo ligados por argamassa tapeçarias, frescos e relevos. Os cantos e os limites
formando uma construção), nas ferragens e batentes; das paredes desaparecem totalmente sob esta
utilização do ferro forjado, em grades para jardins,
lagos, portas e varandas; os jardins continuam a ser
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decoração imensa e pela utilização dos sofitos – anatómico maneirista (corpo alargado e silhueta
superfícies curvas que ligam o teto às paredes. caprichosa) mas dão leveza e graciosidade aos gestos,
Igrejas atitudes e posições, tornando-os sempre de certa
As igrejas mantêm uma estrutura e uma forma galantes, “cortesãos” e muito elegantes.
decoração exterior barroca, mas com decoração Os grupos escultóricos em que as
rococó nas portas, janelas e interiores. composições têm movimento e ritmo, um sentido
cénico faz o enquadramento da escultura como
cenário a ela destinado.

Igreja de Wies (1745 e 1754) - Baviera


Baviera
Igrejas com plantas longitudinais e complexas
exteriores simples com uso abundante de janelas Privilegia-se a escultura ornamental e em vez
ornamentação com motivos naturalistas, recorrendo à da escultura independente; Novos géneros: a)
concha como principal motivo decorativo a decoração escultura decorativa como parte integrante da
insere-se na arquitetura, escultura e pintura, criando arquitetura, com motivos naturalistas; b) estatuária de
um cenário distrativo e fictício. pequeno porte, destinada aos interiores e com funções
decorativas ou de entretenimento (bibelôs, bustos,
estatuária religiosa, composições mitológicas e
alegóricas);
Novos materiais: recuperam-se materiais que
até aí tinham sido ignorados – madeira, argila, gesso,
porcelana, este último foi o verdadeiro material do
rococó, foi extremamente popular e o mais usado para
a produção de pequenas esculturas, ornamentais e
divertidas. A sua clientela era maioritariamente a
Aristocracia.
Novos temas: abandonam-se os temas sérios
e “nobres” e dá-se preferência aos temas “menores”,
irónicos, alegres, jocosos, sensuais e galantes, na
estatuária de pequenas dimensões, mas na estatuária
independente mantiveram-se os temas honoríficos e
Escultura comemorativos. Nos temas mitológicos preferem-se os
Características principais deuses “menores”, nos temas profanos dá-se mais
valor aos aspetos mais íntimos do quotidiano, em
gestos galantes, graciosos e requintados.
O tema religioso (usado sobretudo na
Alemanha) mantém-se, mas é tornado menos sério,
utilizando se roupagens mais luxuosas e poses
galantes.
Pintura
Símbolo de uma sociedade galante e festiva e
também muito contrastante, já que alguns artistas
defendiam o classicismo e outros o barroco, em
termos estéticos.
Esta “luta” foi modelando e transformando a
arte barroca, que era pesada e dramática, em algo
mais idealizado, aristocrático e festivo onde
abundaram as cenas pastoris e as “festas galantes”.
A nobreza tinha uma vida frívola, dedicada ao
As linhas curvas e contracurvas do barroco
prazer, refletida num tipo de pintura bem
continuam, tornam-se mais delicadas e fluidas,
característico, a “fête galante”, mostrando jovens
organizadas em S ou em C, ou contracurvas duplas.
elegantemente trajados em brincadeiras ao ar livre.
Em relação à figura humana utiliza-se o cânone
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Os quadros de Antoine Watteau (1684-17210), Os quadros de Fragonard eram igualmente
François Boucher (1703-70) e Jean-Honoré Fragonard leves e excessivamente ataviados. Em seu famoso “O
(1732-70) assinalam essa mudança da seriedade e da balanço”, num gesto provocante, uma jovem sentada
grandiosidade para o fútil e superficial na arte e na num balanço atira longe a sandália de cetim enquanto
sociedade francesa. um admirador espia as suas calçolas de renda.
A tradição do retrato continuou, mas tornou-se
mais histórico, sereno, burguês, sensível, psicológico,
delicado de tons suaves e gradações cromáticas que
fazem lembrar o “sfumato” renascentista.

Peregrinação à ilha de Citera: Autor: Jean-Antoine Watteau, óleo sobre


tela por Eugène Louis Boudin (1824-1898, France).
Na “Peregrinação a Ciera”, de Watteau, casais
românticos brincando numa ilha encantada onde
reinava a eterna juventude e amor. Boucher pintou
também pastores e pastoras belamente vestidos entre
árvores frondosas, nuvens espessas e ovelhas dóceis.
Neste quando se encontram os elementos
mais característicos deste artista: delicadeza do
desenho, finura e elegância da composição, sentido de
harmonia de ritmo que dão a todo o conjunto uma
nostalgia e uma grandiosidade muito próprias.

Jean-Honoré Fragonard: The Reader, ca.1770-72. Fonte: WebMuseum


Todos os temas foram tratados de forma mais
ligeira e superficial com referências mitológicas a
deuses. Outros temas utilizados são também as
naturezas-mortas e cenas de género.
Composição.
São próprias para decorar interiores e por isso
são exuberantes e rítmicas. Fazem parte da
composição elementos marinhos, como conchas e
ondas, as cores são baseadas nos brancos, azuis,
François Boucher, Louise O'Murphy c. 1752, óleo sobre tela, 59 x 73
cm., (23.23 × 28.74 in), Alte Pinakothek, Munique rosas, nacarados do mar e das conchas.
O estilo de Boucher era extremamente Características:
superficial. Ele se recusava a pintar a vida, dizendo
que a natureza era “verde demais e mal iluminada”.
Seus bonitos quadros de nus em poses sedutoras
faziam grande sucesso entre a aristocracia decadente.

Jean-Honoré Fragonard (1732–1806) Concurso Musical, 1754-1755 Óleo


sobre tela, 62×74 cm
Teatralidade, ilusão, movimento, pretendia
simular a realidade, cria jogos cromáticos e luminosos,
escuros primeiros e claros depois, que dão o efeito de
surpresa; figuras com movimentos sinuosos e
vigorosos e vestes muito acentuadas, reforçando o
movimento; uso da perspectiva organiza e unifica a
composição.
O Balanço (1768), de Fragonard. Dimensões: 82 cm x 65 cm. The Wallace
Collection ,Londres
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