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Deficiências no Abastecimento de Água Potável

O documento analisa as partes constituintes e deficiências do sistema público de abastecimento de água potável, destacando as perdas reais e aparentes que ocorrem em todas as etapas do processo. A pesquisa visa identificar as falhas no sistema de distribuição, especialmente em Mineiros-GO, e propõe uma compreensão das causas da crise hídrica atual. O trabalho utiliza uma metodologia de revisão bibliográfica e busca contribuir para o conhecimento acadêmico e para futuras pesquisas de campo.

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Deficiências no Abastecimento de Água Potável

O documento analisa as partes constituintes e deficiências do sistema público de abastecimento de água potável, destacando as perdas reais e aparentes que ocorrem em todas as etapas do processo. A pesquisa visa identificar as falhas no sistema de distribuição, especialmente em Mineiros-GO, e propõe uma compreensão das causas da crise hídrica atual. O trabalho utiliza uma metodologia de revisão bibliográfica e busca contribuir para o conhecimento acadêmico e para futuras pesquisas de campo.

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SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA POTÁVEL: PARTES

CONSTITUINTES E SUAS DEFICIÊNCIAS.


Luan Knupp Baen1
Wênia Moreira Resende2
Bruno Martins Araujo3
Luan Souza Silva4
Vitor Franco Rodrigues 5

Resumo: Para ser ter uma compressão aprimorada do funcionamento de um sistema público de abastecimento de
água potável foi apresentado as partes constituintes do sistema de distribuição de água. Dessa forma e possível
entender as deficiências que são expostas nos próximos tópicos. As perdas reais e as perdas aparentes acontecem
em todas as etapas do sistema público de distribuição de água potável, sendo responsáveis por prejuízos tanto na
sua qualidade quanto financeiramente, à visto disso, foi apresentado os conceitos de perdas reais e perdas
aparentes. O presente trabalho tem como objetivo apontar as prováveis deficiências de sistemas público de
abastecimento de água potável, utilizando como base teórica pesquisas bibliográficas para entender as
deficiências e evoluções existentes em sistemas públicos de abastecimento de água que abordem conceitos de
perdas reais e perdas aparentes. A metodologia constitui-se de pesquisas exploratórias no âmbito mundial,
conceitos e estudos nacionais, informações discutidos e aprovados por autores da área. Por meio de fontes
secundárias através de revisões bibliográficas. O Brasil possui água em abundância, no entanto, em algumas
regiões ela é escassa. Atualmente o Brasil vem sofrendo uma crise hídrica em seus principais centros urbanos.
Essa problemática é decorrência do aumento das cidades, da modernização dos centros urbanos e também do
aumento de qualidade de vida, o que fez surgir inúmeros problemas relacionadas a falta de água e ao meio
ambiente. A pesquisa visa beneficiar a população do município de Mineiros-GO e auxiliar em futuras pesquisas
de campo para apontar as deficiências em sistemas públicos de abastecimento de água potável e
consequentemente estará proporcionando conhecimento ao meio acadêmico.

Palavras-Chave: Rede de distribuição. Perdas. Deficiências

Introdução

A água é um recurso natural indispensável à sobrevivência dos seres vivos, além de


ser essencial para o desenvolvimento de praticamente todas as atividades realizadas na terra.
Um dos grandes problemas que vem afetando a sobrevivência do ser humano em algumas
regiões do planeta é a falta de água para o consumo humano. Sendo 97,5% da água de
superfície salgada. E da parcela de água doce 68,9% estão nas geleiras. Do total geral de água
doce apenas 0,3% são encontradas nos rios, lagos de nosso planeta (IDEC, 2005). Diante

1 Acadêmico do nono período noturno, do curso de Engenharia Civil da Unifimes; knupp32@[Link]


2Acadêmica do nono período noturno, do curso de Engenharia Civil da Unifimes;
wenia_mresende@[Link]
3Acadêmico do nono período noturno, do curso de Engenharia Civil da Unifimes;
brunomartins_95@[Link]
4 Acadêmico do nono período noturno, do curso de Engenharia Civil da Unifimes; luans.silva7@[Link]
5 Docente do Centro Universitário de Mineiros; Engenheiro Civil, Especialista em Gestão de Sala de Aula no
Ensino Superior; vitorfranco@[Link]
disso sabemos que nosso planeta em sua maioria é coberto pelas águas oceânicas, rios e lagos,
e que dessa água, a maior porcentagem é salgada. Sendo a parcela de água doce a menor, e
sua grande maioria se encontrando nas geleiras, estamos diante de um sério problema hídrico,
pois a água potável, em seu geral não é distribuída uniformemente pelo planeta.
Em decorrência da grande modernização, houve um rápido crescimento dos centros
urbanos. Como não se teve uma gestão de planejamento para esse crescimento, ou seja, o seu
ritmo não foi compatível com os investimentos nos sistemas de abastecimento de águas dos
municípios, surge então um outro problema com a falta de água: perdas de água durante o
percurso da rede de distribuição. Esse problema ligado às redes de distribuição mal
projetadas, se dá pela realização de constantes mudanças na rede de distribuição para serviços
de ampliação e de manutenção que não foram previstas nos projetos iniciais, e isso traz
consequências não apenas de perdas de água, como também prejudica a qualidade desta água.
Sabemos que várias medidas no sentido de proteger nossos mananciais já formam
tomadas, como a Lei nº 9.433/1997 das águas de janeiro de 1997, que tem em seus artigos
critérios que assegurem a disponibilidade de água de qualidade às gerações presentes e
futuras, promover uma utilização racional e integrada dos recursos hídricos (IDEC, 2005). Tal
fato nos leva a pensar que o problema não se encontra nas formas legais de coleta e
distribuição e sim na maneira que está organizado o sistema de distribuição de água potável.
Ao observar o munícipio de Mineiros-GO, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de geografia
e estatística), à população estimada tendo 2016 como referência é de 62.750 habitantes. Ao
comparar-se com o censo demográfico de 2010 apresenta uma população de 52.935, entende-
se o quanto o espaço urbano do munícipio de Mineiros-GO aumentou em seis anos. Este
aumento é decorrente ao desenvolvimento econômico da região que hoje conta com grandes
empresas como a BRF a Odebrecht Agroindustrial, que alavancou a economia do município.
Estas empresas permitiram o ramo imobiliário crescer drasticamente com abertura de vários
bairros, ampliando o sistema de distribuição de água do município. Mineiros conta hoje com
um sistema próprio de coleta e distribuição de água, o SAAE (Serviço autônomo de água e
esgoto).
Observando o sistema de distribuição desta empresa, nota-se algumas falhas em
diversos bairros do município, o que leva a acreditar que o crescimento da cidade não foi
acompanhado como deveria pelo órgão responsável. Neste sentido, será apresentado os
principais componentes de um sistema de abastecimento de água e suas perdas. Assim pode-
se entender os sistemas públicos de abastecimento e apontar os prováveis motivos por quais
os moradores de algumas cidades vivenciam o rodízio do fornecimento de água potável, ou
seja, as concessionárias se veem obrigadas a interromper o fornecimento de água em alguns
bairros, para conseguir atender os demais.

Objetivo Geral:

• Apontar as principais deficiências de sistemas público de abastecimento de


água potável.

Objetivos Específicos:

• Entender como funciona um sistema coletivo de abastecimento de água


Potável;
• Compreender as principais deficiências que podem ocorrer em um sistema
público de distribuição de água potável;
• Apresentar os tipos de perdas no sistema público de distribuição de água
potável.

1. Constituição de um sistema de abastecimento de Água

A água é um elemento indispensável para a saúde humana. Para que ela seja
consumida, é necessário um tratamento que a torne potável. Por isso é de grande importância
que o sistema de abastecimento de água seja eficaz. Além de garantir a qualidade da água,
esse sistema deve evitar desperdícios ao longo de seu deslocamento.
Sistema de abastecimento de água para consumo humano: instalação composta por
conjunto de obras civis, materiais e equipamentos, destinada à produção e à distribuição
canalizada de água potável para populações, sob a responsabilidade do poder público, mesmo
que administrada em regime de concessão ou permissão. (PORTARIA MS N° 518/2004).
As partes constituintes de um sistema de abastecimento de água, ou seja, todo o
processo que a água passa desde sua coleta até seu consumo, englobam o manancial, a
captação, a adução, o tratamento, o reservatório, as redes de distribuição e os ramais
domiciliares. Para uma melhor compreensão do sistema de abastecimento de água, é
imprescindível o conceito de seus elementos. Portanto, serão apresentados, em subtópicos, os
componentes de um sistema.

1.1. Captação
Segundo Pereira, F. (2009) as obras de captação devem ser dimensionadas e
construídas para funcionar em qualquer época do ano. Devem ainda permitir a retirada de
água para o sistema de abastecimento em quantidade suficiente e com a melhor qualidade
possível. Sendo assim as concessionárias responsáveis devem se atentar os pontos de captação
de modo a escolher os melhores lugares para a captação de água, procurando satisfazer as
necessidades da sociedade.
Sendo assim, o manancial deve ser escolhido levanto em conta sua topografia,
localização, vazão, entre outros aspectos, pois o manancial é a fonte de abastecimento da
população. A captação da água pode ser superficial, através de gravidade ou bombeamento,
ou ainda subterrânea, através de poços artesianos.

1.2. Estação de Tratamento de água (ETA)

Para água se tornar potável ela deve ser captada e direcionada para ETA, estrutura direcionada
para o tratamento da água, através de processos físicos químicos e biológicos, estes exigidos
por normas internacionais que estabelecem vazões máximas, além disso valores pré-
estabelecidos por legislação nacional (Neves, M., 2007).

1.3. Estações Elevatórias

Tem a função de deslocar a água para níveis mais baixos ou altos, onde são
necessários equipamentos hidráulicos com bombas, válvulas e equipamentos elétricos
automatizados para permitirem um fluxo contínuo. (Neves, M., 2007).

1.4. Reservatórios de Armazenamento

Os reservatórios de armazenamento têm a função de prevenir possíveis avarias nos


sistemas de alimentação garantindo o fornecimento de água sem interrupção, aliando
equilíbrio as pressões existentes na rede de distribuição de água, assegurando assim a
eficiência das estações elevatórias. (Neves, M., 2007).

1.5. Acessórios

Ao observamos os sistemas de abastecimento, vemos uma quantidade essencial de


acessórios para efetuar a ligação entres os condutos responsáveis pelo abastecimento,
proporcionando segurança, manuseamento em reparos e controle. Vale enfatizar as curvas, os
tês e cruzetas, os cones de redução, as juntas de transição, as juntas de ligação e as juntas
cegas, que estão dispostos a seguir conforme o Decreto Regulamentador nº23/95 de 23 de
agosto de 1995.
 Válvula de seccionamento – Interrompe o transporte de água na rede de
abastecimento e isola troços da rede.
 Válvula de retenção – Impede a inversão do sentido do fluxo de água.
 Descarga de fundo – Elimina detritos acumulados nos pontos mais baixos da rede
e possibilita o esvaziamento das condutas.
 Ventosa – É colocada nos pontos altos da rede de abastecimento para a libertação
do ar aprisionado no interior das condutas.
 Junta de ligação – Estabelece a ligação entre os vários elementos que fazem parte
da rede de distribuição.
 Junta cega – Fecha as extremidades das condutas.
 Câmara de perda de carga e VRP – Regulam a pressão ao longo da rede.
 Caudalímetro – Determina o volume de água escoado, podendo fazer a leitura do
caudal instantâneo e proceder ao registo dos valores medidos.
 Manómetro – Determina a pressão da água escoada ao longo da conduta.
 Bocas de rega e de lavagem – São função da organização urbanística dos
aglomerados populacionais, nomeadamente do arruamento e da existência de
espaços verdes.
 Hidrantes – Destes fazem parte os marcos de água e as bocas de incêndio. São de
uso exclusivo por parte das corporações dos bombeiros e serviços municipais.
 Câmara de manobra – Destina-se fundamentalmente à instalação de acessórios no
sistema e facilita o acesso para a observação e realização de operações de leitura e
de manobra.

2. Redes de Distribuição de água

Segundo Heller, Pádua (2010, p. 615), a Rede de Distribuição de água é um


componente do sistema de abastecimento de água, constituído por um conjunto de tubulações
e acessórios, a fim de fornecer água potável (captada dos reservatórios), continuamente, com
qualidade, quantidade e pressão adequadas.
É de extrema importância que se tenha uma rede de distribuição de boa qualidade, para
evitar perdas de água, que em proporções, acontece mais nessa fase do sistema de
abastecimento de água. Para isto, há elementos necessários para a elaboração de projeto,
definidos na ABNT NBR 12218/2017 que fixa as condições exigíveis na elaboração de
projeto de rede de distribuição de água para abastecimento público.
Esses elementos, são em geral um estudo de concepção do sistema de abastecimento,
definição das etapas de implantação, projetos de outras partes do sistema de abastecimento
que já foram elaborados, detalhamento planialtimétrico da área do projeto, plano de
urbanização, entre outros. Além desses elementos, é preciso seguir as atividades necessárias,
previstas pela norma, estabelecer vazões específicas, dimensionar condutos e seguir todos os
quesitos estabelecidos por essa norma, a fim de elaborar um projeto bem feito, para que as
redes de distribuições não venham sofrer com danos futuros.

3. Perdas de Água

As perdas acontecem em todas as etapas da distribuição da água, desde a retirada no


manancial até o usuário final, percorrendo pela sua captação e tratamento até a distribuição da
mesma. Porém, segundo Melato (2010, p. 29), a porcentagem de maior perda de água
acontece na fase de tratamento até a chegada para consumo, ou seja, nas redes de distribuição.
As perdas nas instalações que distribuem a água para o consumidor final, podem ocorrer em
diversas etapas do caminho, como por exemplo nas tubulações de emenda, na entrada e saída
de água, imprecisão de hidrômetro, entre outros.
As perdas de água ocorrem em todos os sistemas de abastecimento, apenas a
quantidade perdida é que varia, pois depende das características físicas do sistema de
abastecimento, de fatores e costumes locais, de práticas operacionais e do nível de tecnologia
aplicada para o seu controle. Mesmo em alguns países mais desenvolvidos, onde o controle é
bastante rigoroso, há ainda uma parcela de perdas, pois tecnicamente, é impossível um
sistema com perda nula. (MELATO, 2010, p. 30)
Para maior compreensão das perdas em sistemas de abastecimento de água, devemos
esquecer a noção básica que vem à mente, de que a “perda” é toda água que foi tratada pela
companhia de saneamento e consequentemente foi perdida, desta forma não sendo utilizada
pela população. Este conceito de perda vai mais adiante, (ALEGRE, 2005, p. 9) define perdas
de água, sendo o
Volume de água correspondente à alteração entre a água entrada no sistema e o
consumo autorizada. As perdas de água podem ser calculadas para todo o sistema ou para
subsistemas, como sejam a rede de água não tratada, o sistema de adução, o sistema de
distribuição ou zonas do sistema de distribuição. Em cada caso as componentes do cálculo
devem ser consideradas em conformidade com a situação. As perdas de água dividem-se em
perdas reais e perdas aparentes.
A diferenciação destas perdas pode ser dificultosa, mas existe o diagnóstico de perdas,
que pode ser realizado por diferentes metodologias, a fim de facilitar essa partição. Visto que
o conceito de perdas é mais complexo do que se pode imaginar, e buscando uma melhor
compreensão do assunto, será discutido a seguir os demais conceitos envolvidos em perdas de
água.

3.1. Perdas Reais ou Físicas

As perdas de água se dividem em dois tipos. Um deles são as perdas reais, que de
acordo com Alegre (2005, p. 10), são muito importantes para se obter resultados que possam
servir de estratégias alternativas para controle de perdas em geral, e estas dependem de vários
fatores locais. Fonseca (2006, p. 5), conclui que “As Perdas Reais correspondem ao volume
de água gerado que não chega ao usuário final. Pode acontecer devido a vazamentos nas
adutoras, reservatórios, redes de distribuição, bem como de extravasamentos em reservatórios
setoriais.”
De acordo com Melato (2010, p. 31), as perdas reais são divididas em visíveis e não
visíveis, onde as não visíveis se subdividem em detectáveis e não detectáveis. Basicamente,
essas perdas são oriundas de vazamentos. No caso de perdas visíveis, geralmente há uma
grande vazão, e por esse motivo os vazamentos são detectados com facilidade por técnicos.
As perdas não visíveis, são vazamentos que não afloram à superfície, podendo ser detectáveis
ou não.
Ocorrem geralmente nas juntas de conexões e os vazamentos não detectáveis são
chamados também de inerentes e mesmo através de equipamentos modernos para detecção,
não são encontrados. Diferentemente dos vazamentos visíveis, que podem ser reparados com
rapidez, os vazamentos não visíveis podem durar por dias ou meses, podendo causar impactos
econômicos e ambientais.
Segundo a Sabesp (2003) (Sistema de abastecimento básico do estado de São Paulo),
esses vazamentos podem ocorrer em várias partes do sistema de abastecimento de água, sendo
eles nos reservatórios, adutoras, redes e ramais, a partir de vários fatores como por exemplo,
falhas estruturais, pressões elevadas, intervenção de terceiros, dentre outros.
3.2. Perdas Aparentes ou Comerciais

As perdas acontecem em todas as etapas da distribuição da água, desde a retirada do


rio até o usuário final, percorrendo pela sua captação e tratamento até a distribuição da
mesma. Em cada etapa, as diferentes situações fazem predominar um ou outro tipo de perda.
Em geral as perdas podem ser analisadas medindo-se a vazão no começo e no final de uma
etapa, sendo assim a diferença medida entre eles é a perda. “Perdas aparentes correspondem
ao volume de água gerado que não é calculado pela companhia de saneamento. Decorrente de
erros na medição de hidrômetros, fraudes, ligações clandestinas e falhas no cadastro
comercial.” (FONSECA, 2006, p. 6). Observa-se que este tipo de perda se refere a problemas
de hidrômetros com mau funcionamento, sendo estes fraudulentos e/ou clandestinos.
Consequentemente estes implicam em erros na medição, que não são computados e que
causam prejuízos financeiros as concessionárias responsáveis.
Observa-se que tanto as perdas aparentes como as perdas reais constituem um
componente considerável nas tarifas do consumidor, visto que as entidades de saneamento em
geral incorporam essas perdas na sua estruturação de preços.
Segundo Melato (2010, p. 34) “Esse volume de água foi aparentemente perdido, pois
alguém consumiu essa água, com autorização ou não da prestadora, porém esta não teve a
eficiência de medir e cobrar esse volume.”
De acordo com a Sabesp (2003), as causas ou ocorrências das perdas aparentes, podem
ser por imprecisão na medida, ocasionadas por má qualidade dos medidores, detritos nas redes
de distribuição, entre outros, e por gestão comercial, ocasionadas por ligações clandestinas,
fraudes, falha do cadastro comercial, entre outros.

Metodologia

Para construção do projeto aqui disposto, constitui-se de pesquisas exploratórias no


âmbito mundial, conceitos e estudos nacionais, informações discutidos e aprovados por
autores da área. Por meio de fontes secundárias através de revisões bibliográficas. Diante
disso e possível compreender um sistema coletivo de abastecimento de agua potável e apontar
as suas possíveis deficiências. A análise do estudo se baseia em resultados qualitativos de
acordo com as pesquisas bibliográficas.

Considerações Finais
Ao apresentar os componentes de um sistema de distribuição de água potável foi
possível entender o seu funcionamento e suas deficiências. Estes componentes podem
apresentar deficiências ao longo do tempo devido a erros de projetos ou por falta de
manutenção, podendo influenciar na distribuição de água potável, seja na perda ou qualidade,
tais perdas geram problemas às concessionárias, acarretando no aumento das despesas das
concessionárias responsáveis e principalmente prejudicando a população que paga por um
serviço de qualidade.
Assim mostra-se a necessidade de um estudo em campo do município de Mineiros-GO
para diagnosticar às deficiências que o sistema apresenta, visto que a população sofre com o
racionamento em horário de pico em alguns setores.
Este trabalho teve como objetivo contribuir com o município de Mineiros-GO e
outros, apontando as prováveis perdas em sistemas públicos de abastecimento de água
potável, visto que esta pesquisa poderá servir de apoio para futuras melhorias em processos de
redução de perdas, onde serão promovidos impactos positivos na sociedade, no âmbito
nacional e no meio financeiro.

Referências

ALEGRE, Helena Alegre et al. Controlo de perdas de água em sistemas públicos de


adução e distribuição. [S.l.]: Instituto Regulador de Águas e Resíduos Laboratório Nacional
de Engenharia Civil, 2005. 300 p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12218: Projeto de Rede de


Distribuição de Água para Abastecimento Público. Rio de Janeiro, 1994.

BRASIL. CONSUMO SUSTENTÁVEL: Manual de educação. Brasília: Consumers


International/ MMA/ MEC/ IDEC, 2005. 160 p.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilânica em Saúde. Coordenação-Geral de


Vigilância em Saúde Ambiental. Portaria MS n.º 518/2004 / Ministério da Saúde, Secretaria
de Vigilância em Saúde, CoordenaçãoGeral de Vigilância em Saúde Ambiental – Brasília:
Editora do Ministério da Saúde, 2005. 28 p. – (Série E. Legislação em Saúde)

COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP.


Município de SãoPaulo: evolução do saneamento. São Paulo:SABESP,[Link]ível em
[Link].

Decreto Regulamentar nº23/95 de 23 de agosto. Regulamento Geral dos Sistemas Públicos


e de Drenagem de Águas Residuais e Prediais de Distribuição de Água. Suplemento de
legislação. Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. Lisboa.
FONSECA, Diogo Carbonari. Controle e Redução de Perdas Reais em Sistemas de
Abastecimento de Água. 2006. 17 p. Dissertação (Controle e Redução de Perdas Reais em
Sistemas de Abastecimento de Água Engenharia Hidráulica e Sanitária) - Escola Politécnica
da Universidade de São Paulo, [S.l.], 2006.

HELLER, Léo; PÁDUA, Valter Lúcio de. Abastecimento de Água para Consumo
Humano. 2. ed. Belo Horizonte: Ufmg, 2010.

IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Disponível em


<[Link] >. Acesso em 20 setembro
2017.

MELATO, Débora Soares. Discussão de uma metodologia para diagnóstico e ações para
redução de perdas de água: Aplicação no sistema de abastecimento de água da região
metropolitana de São Paulo. 2010. 133 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Engenharia
Civil, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010.

Neves, M. (2007). Apontamentos de Hidráulica Urbana e Ambiental. Departamento de


Engenharia Civil, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Porto.

Pereira, F. (2009). Aplicação de Válvulas Redutoras de Pressão na Redução de Perdas


Reais em Redes de Distribuição de Água na Unidade de Negócios Leste – SABESP.
Dissertação de Mestrado, Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo.

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