Análise de Formigas em Mata Atlântica
Análise de Formigas em Mata Atlântica
Gostaria muito de agradecer especialmente, aos meus pais pelo amor, força, educação e apoio
por todo esse tempo. E agradecer por compreender minha ausência em alguns momentos
familiares.
Aos meus irmãos que ajudaram muito quando precisei.
À professora Maria Santina de Castro Morini, pela orientação e confiança em meu trabalho,
que me fez crescer e por me mostrar um mundo novo que não conhecia que é o da pesquisa. E
em particular pela sua amizade, paciência e carinho.
À Faep (Fundação de Amparo ao Ensino e à Pesquisa), pela oportunidade de estudar.
À Universidade de Mogi das Cruzes e funcionários que colaboram e são importantes para o
andamento da instituição.
Ao Dr. Rogério Rosa da Silva (Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo) pela
identificação de algumas espécies de formigas.
Ao Dr. Paulo Groke e Guilherme Dias por darem condições para que o estudo fosse realizado
no Parque das Neblinas.
Ao grupo de trabalho e de amigos que conquistei durante esses anos, que faz os meus dias
mais divertidos e leves nessa dureza que a pesquisa nos impõem (em ordem alfabética para
não ser injusta): Anderson, Camila, Carmen, Carol, Catarina, Cíntia, Débora, Fabio, Elice,
Eliza, Marcus, Talita e Zilda.
Às pessoas que ajudaram nas coletas e na separação das formigas: Carmen, Carol, Cíntia,
Fabio (além de ser o nosso motorista particular).
À Débora por ter cedido parte de seus dados de Iniciação Científica e pela sua amizade em
todos os momentos.
À Cíntia que me ajudou a usar os programas para as análises estatísticas, e também pela sua
amizade que já faz um tempo.
Ao Buby, por sua amizade, conselhos e apoio para realizar este trabalho.
Não podia esquecer de agradecer as formigas e outros animais que vinham juntos na coleta,
que deram as suas vidas para a pesquisa.
E por fim, por todos que de um jeito ou outro ajudaram para que o trabalho fosse concluído.
Obrigada.
“À medida que o conhecimento aumenta,
o espanto se aprofunda”
Charles Morgan
RESUMO
O uso de organismos vivos para avaliar a qualidade ambiental de um determinado local é uma
prática relativamente nova nas ciências ambientais. Algumas espécies são sensíveis às
alterações do meio em que vivem, como por exemplo, as formigas. Elas podem indicar o grau
de perturbação do ambiente ou avaliar a recuperação de uma área. Diante dessas informações,
o trabalho foi realizado em três áreas com plantio de Eucalyptus e em uma área de Mata
Atlântica, com o objetivo de estudar as comunidades de formigas e analisar a riqueza e a sua
correlação com a espessura da camada de serapilheira, para as quatro áreas estudadas. Para a
coleta das formigas foi utilizado o Protocolo ALL por permitir a comparação com outros
trabalhos realizados. Assim, foram coletados 50 m2 de serapilheira para cada área e o material
foi colocado em extrator de Winkler por 48 horas. A camada de serapilheira foi medida com
uma régua comum, no centro do quadrante de onde seria raspada a serapilheira. Foram
verificadas 37.486 formigas, distribuídas em 136 morfoespécies/espécies, pertencentes a 48
gêneros, 24 tribos e 11 subfamílias, sendo a subfamília Myrmicinae a predominante nas
quatro áreas estudadas, seguida de Ponerinae e Formicinae. Os gêneros mais ricos em
espécies foram Pheidole, Hypoponera, Pyramica, Pachycondyla, Brachymyrmex e Solenopsis
e esse padrão se repete em todas as áreas. A área de mata nativa apresentou 89 espécies,
seguida pelo plantio de E. grandis de 31 anos com 80 espécies, E. saligna de 16 anos com 78
espécies e pelo plantio mais recente com 61 espécies. Esses resultados mostram que em
regiões tropicais, a riqueza de espécie diminui em ambientes homogêneos e com baixa
complexidade estrutural de vegetação local. Foi possível constatar uma diferença significativa
entre a riqueza/m2 nas quatro áreas analisadas, o que pode estar relacionada à qualidade da
serapilheira produzida. Analisando-se a similaridade entre as áreas verifica-se que a fauna de
formigas que habita a serapilheira é similar entre si, exceto quando se compara a mata nativa
com o plantio de eucalipto de 4 anos. E a dissimilaridade na mata nativa em relação à riqueza
de espécies pode ser resultante da disponibilidade e variedade de locais para nidificação e de
recursos alimentares. Não houve correlação entre a espessura da camada de serapilheira e a
riqueza de espécies.
The use of alive organisms to evaluate the environmental quality of a certain place is a
practice relatively new in the environmental sciences. Some species are sensitive to the
alterations of the middle in that they live, as for instance, the ants. They can indicate the
degree of disturbance of the environment or to evaluate the recovery of an area. Therefore, the
work was accomplished in three areas with Eucalyptus planting and in an area of Atlantic
forest, with the objective to study the communities of ants and to analyze the richness and the
correlation with the thickness of leaf litter layer for the four studied areas. For the collection
of the ants, the Protocolo ALL was used to allow the comparison with other accomplished
works. Where, 50 m2 leaf litter were collected for each area and the material was put in
Winkler extractor by 48 hours. The leaf litter layer was measured with a common ruler, in the
center quadrant from where would be scraped the leaf litter. In the results 37.486 ants were
verified, distributed in 136 species, belonging 48 genera, 24 tribes and 11 subfamilies, being
the subfamily Myrmicinae the predominant in the four studied areas, following by Ponerinae
and Formicinae. The richest genera in species were Pheidole, Hypoponera, Pyramica,
Pachycondyla, Brachymyrmex and Solenopsis and that pattern repeats in all the areas. The
area native forest presented 89 species, following for the E. grandis planting (31 years) with
80 species, E. saligna (16 years) with 78 species and for the most recent planting with 61
species. Those results show that in tropical areas, the species richness decreases in
homogeneous environment and with low structural complexity local vegetation. It was
possible to verify a significant difference among the richness/m2 in the four analyzed areas,
what can be related to the quality of the produced leaf litter. Analyzed the similarity among
the areas is verified that the ants fauna that inhabits leaf litter is similar themselves, except
when the native forest is compared with Eucalyptus 4 years. And the dissimilarity in the
native forest in relation to the species richness can be resulting from the readiness and
varieties to build nest places and alimentary resources. There was not correlation between the
thickness leaf litter layer and species richness.
Tabela 7 Número total de gêneros em cada área estudada, de acordo com as guildas
propostas por Delabie et al. (2000)................................................................
60
Tabela 8 Número total de gêneros em cada área estudada, de acordo com as guildas
morfológicas propostas por Silva (2004).......................................................
61
1 Introdução................................................................................................................... 15
2 Objetivo....................................................................................................................... 18
3 Método......................................................................................................................... 19
3.1 Área de estudo..................................................................................................... 19
3.1.1 Descrição do Parque das Neblinas............................................................ 19
3.1.2 As áreas de coleta...................................................................................... 22
3.2 Coleta das formigas e medida da serapilheira..................................................... 23
3.2.1 Procedimento de coleta............................................................................. 24
3.3 Extração do material das amostras – o uso do Extrator de Winkler................... 25
3.4 Triagem do material............................................................................................ 27
3.5 Procedimento para montagem de exemplares..................................................... 27
3.6 Procedimento para a identificação...................................................................... 29
3.7 Caracterização das guildas.................................................................................. 30
3.8 Análise de dados.................................................................................................. 31
3.8.1 Riqueza de espécies................................................................................... 31
3.8.2 Freqüência relativa de ocorrência............................................................. 32
3.8.3 Associação entre a riqueza de espécie e a espessura da camada de
serapilheira....................................................................................................................... 33
3.8.4 Comparação da riqueza entre as unidades amostrais de cada área............ 33
3.8.5 Similaridade e dissimilaridade das comunidades de formigas entre as
áreas.................................................................................................................................. 34
3.8.6 Índice de Diversidade................................................................................ 36
4 Resultados e Discussão................................................................................................ 38
4.1 Caracterização biológica, taxonômica e de riqueza............................................ 38
4.1.1 Curvas de acumulação de espécies e estimador de riqueza Chao 2......... 56
4.2 Análise comparativa das comunidades de formigas........................................... 60
4.2.1 Comparação de guildas............................................................................ 60
4.2.2 Similaridade entre as áreas....................................................................... 62
4.2.3 Análise da diversidade entre as áreas....................................................... 65
4.3 Relação entre a espessura da camada de serapilheira e a riqueza de espécies
por ponto de amostragem................................................................................................. 66
5 Conclusões e sugestões .............................................................................................. 68
6 Referências .................................................................................................................. 69
15
1 Introdução
ecológica, alta diversidade local e mundial, dominância numérica, uma base razoável de
conhecimento taxonômico, facilidade de coleta e sensibilidade às mudanças ambientais
(ALONSO & AGOSTI, 2000), além de suas populações apresentarem baixa mobilidade
(FOWLER et al., 1991). Como são importantes nos processos que estruturam ecossistemas
terrestres, especialmente nos trópicos (WILSON, 1987), esses insetos têm sido usados em
estudos de conservação. Este seria um emprego bem amplo do conhecimento da diversidade
biológica das formigas, pois envolve a compreensão das perturbações ocasionadas pelas
constantes simplificações dos ecossistemas naturais, como é o caso da monocultura de
eucalipto (MAJER, 1996).
O Eucalyptus spp. é originário da Austrália e outras ilhas da Oceania e, sua
introdução no país ocorreu em 1868, no Rio Grande do Sul, com o objetivo de incrementar a
produção de dormentes para as linhas férreas. Hoje, o Brasil possui a maior área plantada de
eucaliptos do mundo (mais de 3 milhões de hectares), e é o maior produtor mundial de
celulose (cerca de 6,3 milhões de toneladas por ano). O eucalipto brasileiro se destina
basicamente à produção de celulose e papel e, também de carvão que abastece as siderúrgicas.
O seu cultivo é economicamente importante, porém ocasiona a simplificação das
comunidades de animais e de vegetais dos ecossistemas nativos (LIMA, 1993), inclusive em
áreas de Mata Atlântica.
O complexo florestal brasileiro conhecido como Mata Atlântica ou Floresta
Ombrófila Densa, ocupa atualmente uma parcela reduzida do território brasileiro.
Levantamentos realizados em 1990 indicavam que a cobertura vegetal desse Bioma abrangia
cerca de 7,16% da área do estado de São Paulo, sendo que as áreas remanescentes se
concentram principalmente na região sudeste do Estado, isto é, na província costeira
caracterizada pela Serra do Mar e de Paranapiacaba e, também, na porção oriental à Serra do
Mantiqueira. Devido à sua localização, principalmente em encostas de serra e com relevo
bastante acidentado, que tais áreas remanescentes de floresta ombrófila densa escaparam ao
desmatamento intensivo, característico das demais áreas, para a extração de madeira e
produção de lenha e carvão (TARGA et al., 2001).
Historicamente, por causa da sua localização, a floresta Atlântica foi a primeira a ser
colonizada por europeus. Portos e entrepostos comerciais foram estabelecidos ao longo da
costa, o que possibilitou a exploração do interior da mata para a busca de madeiras para as
construções. Depois as terras férteis das planícies costeiras foram convertidas em plantações
agrícolas de cana-de-açúcar. Com a descoberta do ouro e dos diamantes, no final do século
XVI, a derrubada da mata foi intensificada para suprir as necessidades de alimentação dos
17
2 Objetivo
3 Método
As coletas foram realizadas na Fazenda Sertão dos Freires, uma área de 6.500
hectares, pertencente a Cia Suzano Papel e Celulose, que atualmente integra o Parque das
Neblinas (S 23° 44’ 51”; O 46° 08’ 39”). O Parque das Neblinas faz divisa com a Serra do
Mar, entre os municípios de Mogi das Cruzes e Bertioga, sendo formado pela mata ombrófila
densa que cobre quase 3.000 hectares (Figuras 1 a 3). Desses, 518 hectares foram
reconhecidos pelo Ibama como Reserva Particular do Patrimônio Natural (JORNAL DO
MEIO AMBIENTE, 2006).
O Parque das Neblinas é, atualmente, gerenciado pelo Instituto Ecofuturo que é uma
organização não-governamental (ONG) criada em 1999 pela Cia Suzano Papel e Celulose,
porém, hoje tem atuação independente das empresas, sua missão é promover a educação,
visando à integração do homem com a natureza. O Instituto Ecofuturo vem elaborando o
plano de manejo para o parque, objetivando a definição do zoneamento e a ampliação de
informações e conhecimento sobre a área. Como parte desse plano, estão sendo realizados
levantamentos de flora e fauna (SBS, 2004), neste último caso incluindo os dados obtidos
neste trabalho.
A área onde se encontra o Parque das Neblinas teve a sua degradação iniciada na
década de 40, com a implantação de uma siderúrgica que explorava a mata para a produção de
carvão. Mais tarde, na mesma área, foi plantado eucalipto para o mesmo fim. Na década de
60, esse local foi adquirido pela Cia Suzano Papel e Celulose para a produção de celulose,
continuando assim o plantio de eucalipto na região. Em 1977, grande parte dessa área
transformou-se no Parque Estadual da Serra do Mar, maior unidade de conservação do Estado
de São Paulo, com 300 mil hectares de Mata Atlântica. Em 1985, no restante do local foi
implementado o Parque das Neblinas, que foi tombado pelo Condephaat (PARQUE DAS
NEBLINAS, 2005).
20
Figura 1. Mapa A mostrando o Estado de São Paulo, destacando a localização do Parque das
Neblinas (detalhe em vermelho) no mapa B. Fonte: Catálogo Parque das Neblinas.
21
Figura 3. Mapa evidenciando os pontos das áreas estudadas no Parque das Neblinas. A:
Eucalyptus grandis com 4 anos; B: Eucalyptus saligna com 16 anos; C: Eucalyptus grandis
com 31 anos. Fonte: Dias, 2006.
22
Tabela 1. Caracterização das áreas de coleta localizadas no Parque das Neblinas, de acordo
com o tipo de vegetação, tamanho, idade, sub-bosque, entorno e altitude.
A B
Figura 4. Detalhe das áreas 1 e 2. A: Área 1, mostrando o plantio de Eucalyptus grandis com
4 anos; B: Área 2, mostrando o plantio de Eucalyptus saligna com 16 anos. Foto: Villani,
2004.
23
A B
Figura 5. Detalhe das áreas 3 e 4. A: Área 3, mostrando o plantio de Eucalyptus grandis com
31 anos; B: Área 4, com a visualização geral da mata ombrófila densa. Foto: Villani, 2004.
Para evitar o efeito de borda as coletas se iniciaram após 200 metros da margem da
área. Foram marcados 25 pontos ao longo de uma trilha e, a partir de cada ponto adentrou-se
20 metros para a direita e 20 metros para a esquerda, onde foi efetuada a coleta. Assim, foi
delimitada uma unidade amostral de um metro quadrado com uma armação de ferro (Figura 6
A) e a camada de serapilheira foi medida (Figura 6 B), antes do processo de raspagem, com
uma régua comum colocada na região central da base de ferro. Com uma pá de jardinagem ou
com a própria mão usando luvas (Figura 7 A), a serapilheira foi raspada da borda para o
centro e, colocada no saco peneirador (Figura 7 B) o mais rápido possível para impedir a fuga
das formigas.
1 m2
A B
A B C
Estudos realizados usando essa técnica de coleta de formigas têm demonstrado que o
número de amostras adotado é o mínimo adequado para uma estimativa da fauna local
(SILVA, 2004), além de ser uma técnica muito eficiente para a fauna de serapilheira
(LONGINO & COLWELL, 1997; AGOSTI & ALONSO, 2000). O tamanho das unidades
amostrais utilizadas para coletar a fauna de formigas que habita a serapilheira é convencional
26
Figura 9. Região inferior do Extrator de Winkler acoplada a um copo com álcool 70 % (Foto
da autora).
27
As formigas contidas nos copos plásticos do extrator foram separadas dos demais
animais (Figura 10 A) sob microscópio estereoscópico e, mantidas no álcool 70%. Todos os
espécimes de formigas foram separados inicialmente em morfoespécies, colocados em
microtubos de 1,5 mL (Figura 10 B) rotulados com o número da amostra, data, e local de
coleta.
A B
antenares; a cabeça sempre levantada; as pernas viradas para baixo para não esconder as
estruturas do corpo; e o gáster levantado no mesmo sentido da cabeça (Figura 12 A e B).
Usando cola branca tipo escolar, as formigas foram coladas entre o primeiro e o segundo par
de pernas, com a cabeça sempre voltada pela mesma posição obedecendo a uma
padronização, em pequenos triângulos de papel cartolina e espetados com alfinete
entomológico número 2.
Figura 11. Materiais utilizados para identificação e montagem dos espécimes (Foto da
autora).
A B C
Figura 12. Montagem das formigas. A: esquema de uma formiga colada na ponta de um
triângulo de cartolina transpassado por um alfinete entomológico nº 2 ; B: exemplar montado
da coleção; C: base de madeira (Foto e desenho da autora).
29
OE
FR = x 100
∑ OE
Foi usado o coeficiente de correlação de Pearson, que é uma prova paramétrica com
a finalidade de proporcionar um meio de se verificar o grau de associação entre duas ou mais
variáveis; neste caso entre a espessura da camada de serapilheira e a riqueza de espécies de
formigas em cada unidade amostral. O coeficiente de Pearson (“r”) pode variar de -1 a +1, e
quanto mais próximo desses valores, mais forte a associação das variáveis em exame. O
escore zero desse coeficiente indica ausência de correlação (AYRES et al., 2003). A sua
fórmula foi proposta por Karl Pearson em 1986 (CALLEGARI-JACQUES, 2004), conforme
abaixo, porém o seu cálculo foi efetuado usando o programa Bioestat 3.0 (AYRES et al.,
2003), com limite mínimo de significância igual a 5%.
(∑ x) (∑ y)
r = ∑ xy - n
(∑ x)2 (∑ y)2
∑ x2 - n ∑ y2 - n
A análise usada através do programa Bioestat 3.0 (AYRES et al., 2003) foi a de
Kruskal-Wallis, que é um teste não-paramétrico, conhecido também como Teste H. Esse teste
34
Foi utilizado o índice de Jaccard (ou índice de similaridade binário qualitativo) para
calcular a similaridade entre as áreas devido a sua simplicidade e ao seu amplo uso,
possibilitando a comparação com outros trabalhos. Os valores variam de 0 a 1, sendo 1
quando as áreas têm o mesmo conjunto de espécies e 0, no caso de nenhuma espécie em
comum. Para sua aplicação também foi usada a matriz de presença e ausência das espécies.
35
Cj = j
(a + b - j)
Di j = (X i k – X j k)2
Foi utilizado o programa Bio Dap (THOMAS, 2000) para calcular o índice de
Shannon-Wiener ou H’, ou seja, para mensurar o grau de incerteza de se prever a que espécie
irá pertencer um indivíduo escolhido aleatoriamente em uma comunidade de S espécies e N
indivíduos (MAGURRAN, 1988). Esse índice leva em consideração não só o número de
espécies, mas também o número de indivíduos de cada espécie. O cálculo baseia-se na
abundância proporcional das espécies, assumindo que as amostras são aleatórias em
comunidade em que todas as espécies são conhecidas.
H’ = - ∑ pi ln pi
i=1
E = H’ / ln S
O valor máximo desse cálculo é igual a 1, o que representaria que todas as espécies
da comunidade estão distribuídas com mesma abundância (BEGON et al., 1990;
MAGURRAN, 1988). Nesse trabalho a abundância significa o número total de ocorrência das
espécies nas 50 amostras.
38
4 Resultados e Discussão
E. grandis (4 anos) E. saligna (16 anos) E. grandis (31 anos) Mata nativa
SUBFAMÍLIAS gênero espécie espécime gênero espécie espécime gênero espécie espécime gênero espécie espécime
Amblyoponinae 2 2 5 - - - 2 2 15 2 2 14
Cerapachinae - - - 1 1 2 - - - - - -
Dolichoderinae 1 1 46 3 3 690 1 2 44 2 3 158
Ecitoninae 1 1 1 1 1 17 1 1 4 1 1 32
Ectatomminae 2 2 28 2 3 50 3 5 120 2 5 30
Formicinae 2 2 345 4 8 1.694 3 6 483 4 9 2.337
Myrmicinae 13 38 5.550 18 43 4.522 19 44 3.967 19 49 10.844
Heteroponerinae 1 1 4 1 2 33 1 3 80 1 2 102
Ponerinae 3 12 804 4 15 926 4 15 2.232 5 17 2.289
Proceratiinae 1 1 7 1 1 1 - - - 1 1 4
Pseudomyrmecinae 1 1 2 1 1 1 1 2 3 - - -
TOTAL 27 61 6.792 36 78 7.936 35 80 6.948 37 89 15.810
SM Juréia/ Itatins 73
Já nas áreas de eucalipto, cujo manejo para o corte foi abandonado há 16 e 31 anos,
observa-se um número de espécies comparável ao dos remanescentes de Mata Atlântica que
constituem o núcleo de Cunha/ Indaiá e da Reserva da Juréia/ Itatins, que são áreas destinadas
para conservação desde 1982 (Decreto Estadual: 19.448) e 1987 (Decreto Estadual: 5.649),
respectivamente. Esse resultado reforça a importância da manutenção de um sub-bosque nas
áreas de plantio de Eucalyptus.
41
SUBFAMÍLIA AMBLYOPONINAE
Tribo Amblyoponni
Amblyopone armigera Mayr, 1887 2 0,341 - - 6 0,862 - -
SUBFAMÍLIA CERAPACHINAE
Tribo Cylindromyrmecini
Cylindromyrmex brasiliensis Emery, 1901 - - 1 0,143 - - - -
SUBFAMÍLIA DOLICHODERINAE
Tribo Dolichoderini
Azteca sp.2 - - 1 0,143 - - - -
SUBFAMÍLIA ECITONINAE
Tribo Ecitonini
Eciton burchelli (Westwood, 1842) - - - - - - 7 0,747
SUBFAMÍLIA ECTATOMMINAE
Tribo Ectatommini
Ectatomma edentatum Roger, 1863 11 1,877 2 0,285 6 0,862 - -
SUBFAMÍLIA FORMICINAE
Tribo Camponotini
Camponotus (Tanaemyrmex) sp.5 - - 1 0,143 - - - -
Tribo Brachymyrmecini
Brachymyrmex heeri Forel, 1874 1 0,171 8 1,141 14 2,011 47 5,016
Tribo Myrmelachistini
42
Continuação Tabela 4
E. grandis E. saligna E. grandis
Morfoespécies 4 anos 16 anos 31 anos Mata nativa
O FR% O FR% O FR% O FR%
Myrmelachista sp.1 - - 1 0,143 - - - -
Tribo Lasiini
Paratrechina fulva (Mayr, 1862) 36 6,143 41 5,849 25 3,592 31 3,308
SUBFAMÍLIA HETEROPONERINAE
Tribo Heteroponerini
Heteroponera dentinodis (Mayr, 1887) 2 0,341 1 0,143 1 0,144 1 0,107
SUBFAMÍLIA MYRMICINAE
Tribo Attini
Acromyrmex niger (F. Smith, 1858) 10 1,706 3 0,428 4 0,575 8 0,854
Tribo Basicerotini
Basiceros discigera (from Brown and Kempf, 1960) - - - - - - 5 0,534
Tribo Blepharidattini
Wasmannia sp.3 42 7,167 38 5,421 6 0,862 19 2,028
Tribo Cephalotini
Procryptocerus schmalzi Emery, 1894 - - 1 0,143 - - - -
Tribo Crematogastrini
Crematogaster (gr. arthrocrema) sp.1 - - 3 0,428 - - 6 0,640
Tribo Dacetini
Acanthognathus ocellatus Mayr, 1887 - - - - - - 1 0,107
Continuação Tabela 4
E. grandis E. saligna E. grandis
Morfoespécies 4 anos 16 anos 31 anos Mata nativa
O FR% O FR% O FR% O FR%
Grupo Adelomyrmex
Adelomyrmex sp.1 - - - - - - 2 0,213
Tribo Myrmicini
Hylomyrma balzani (Emery, 1894) - - - - - - 1 0107
Tribo Phalacromyrmicini
Phalacromyrmex fugax Kempf, 1960 - - - - 1 0,144 - -
Tribo Pheidolini
Pheidole sp.4 1 0,171 - - - - - -
Tribo Pheidologetonini
Carebara sp.1 - - - - - - 1 0,107
Tribo Solenopsidini
Megalomyrmex goeldii Forel, 1912 - - 1 0,143 - - - -
Continuação da Tabela 4
E. grandis E. saligna E. grandis
Morfoespécies 4 anos 16 anos 31 anos Mata nativa
O FR% O FR% O FR% O FR%
Tribo Stenammini
Lachynomyrmex plaumanni Borgmeier, 1957 4 0,683 17 2,425 9 1,293 14 1,494
SUBFAMÍLIA PONERINAE
Tribo Ponerini
Anochetus altisquamis Mayr, 1887 - - 1 0,143 2 0,287 6 0,640
Tribo Typhlomyrmecini
Typhlomyrmex sp.2 - - - - 1 0,144 4 0,427
SUBFAMÍLIA PROCERATIINAE
Tribo Proceratiini
Discothyrea neotropica Bruch, 1919 5 0,853 - - - - - -
SUBFAMÍLIA PSEUDOMYRMECINAE
Tribo Pseudomyrmecini
Pseudomyrmex gracilis (Fabricius, 1804) 1 0,171 1 0,143 1 0,144 - -
25
21
19
17
15
13
11
1
A (4 anos)
E. grandis B (16 anos)
E. saligna C (31 anos)
E. grandis mata Dnativa
Áreas
A(4 X 16) B(4 X 31) C(4 X mata) D(16 X 31) E(16 X mata) F(31 X mata)
Figura 15. Comparação entre as unidades amostrais de cada área através do teste a posteriori
de Dunn. A: E. grandis (4 anos) X E. saligna (16 anos); B: E. grandis (4 anos) X E. grandis
(31 anos); C: E. grandis (4 anos) X mata nativa; D: E. saligna (16 anos) X E. grandis (31
anos); E: E. saligna (16 anos) X mata nativa; F: E. grandis (31 anos) X mata nativa; ns: não
significativo.
48
Segundo Fonseca & Diehl (2004), a riqueza de formigas não está relacionada à espécie
de Eucalyptus e/ou à idade do plantio. Entretanto, ao se analisar o dendograma de
dissimilaridade (Figura 26) observa-se uma proximidade maior entre as assembléias de
formigas amostradas nos plantios de E. grandis de 4 anos e E. grandis de 31 anos do que em
relação ao plantio de E. saligna de 16 anos.
Myrmicinae foi a subfamília predominante nas quatro áreas estudadas, seguida por
Ponerinae e Formicinae (Figura 16), o que corrobora Ward (2000), pois segundo esse autor
essas três subfamílias comparadas com as demais da região Neotropical são as mais diversas
em áreas de mata. Tavares et al. (2001) e Marinho et al. (2002) trabalhando em áreas de
Cerrado e Silva (2004) em áreas de Mata Atlântica, usando o mesmo método de coleta,
também encontraram as mesmas subfamílias como sendo as mais freqüentes.
49
44
Myrmicinae
43
38
Subfamílias
17
15
Ponerinae
15
12
mata
9 E. grandis (31 anos)
6
Formicinae E. saligna (16 anos)
8
2 E. grandis (4 anos)
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
Número de espécies
Figura 16. Número de espécies de formigas de acordo com as subfamílias mais ricas e os
tipos de áreas estudados no Parque das Neblinas (SP).
Os Ponerinae foram amostrados como o segundo táxon mais rico em espécies nas
quatro áreas estudadas (Figura 16). Os Ponerinae pertencem aos atuais Poneromorfos
(BOLTON, 2003). Os Poneromorfos foram divididos em seis subfamílias por Bolton (2003),
51
Já a terceira subfamília mais rica em espécies foi Formicinae (Figura 16), um grupo
monofilético com as seguintes sinapomorfias: presença de acidóporo, produção de ácido
fórmico, glândula de veneno e proventrículo modificado (SHATTUCK, 1992). Os
formicíneos podem ser arborícolas como Camponotus e Myrmelachista, habitantes de solo
como Paratrechina, e de serapilheira como Brachymyrmex (Tabela 4) (FERNÁNDEZ, 2003).
Outras subfamílias que merecem destaque, apesar de não terem sido as mais ricas
(Tabela 2) são: Ambyoponinae, pois suas espécies são predadoras especialistas de Chilopoda;
Ectatomminae que são predadoras especializadas em artrópodes e anelídeos; Proceratiinae
predadoras especializadas em ovos de artrópodes (BROWN, 1958); Heteroponerinae também
predadora especializada e Dolichoderinae devido a sua abundância numérica, como, por
exemplo, Linepithema humile que recruta vários indivíduos durante o forrageamento.
18
15
Pheidole
14
15
11
9
Hypoponera 8
7
7
6
Pyramica
6
Gêneros
2
4
Pachycondyla 5
4
5
4
Brachymyrmex
3
1 Mata
E. grandis (31 anos)
3
E. saligna (16 anos)
3
Solenopsis 3 E. grandis (4 anos)
4
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20
Número de espécies
Figura 17. Gêneros mais ricos em espécies nas áreas amostradas, localizadas no Parque das
Neblinas (SP).
A presença de Pheidole como sendo um dos gêneros com maior número de espécies
também corrobora Ward (2000) e Delabie et al. (2000). Segundo Hölldobler & Wilson
53
Pyramica denticulata
8,19
Pheidole sp.7
7,68
Morfoespécies/espécies
Wasmannia sp.3
7,17
Solenopsis sp.4
6,66
Paratrechina fulva
6,14
Hypoponera sp.8
5,63
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Freqüência relativa de ocorrência (%)
0 1 2 3 4 5 6 7 8
6,47
Morfoespécies/espécies
Pheidole sp.7
Solenopsis sp.2
(Diplorhoptrum)
5,02
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
0 1 2 3 4 5 6
O gênero Hypoponera, o segundo mais rico em espécies, foi encontrado nas quatro
áreas estudadas. Espécies desse táxon estão presentes nas 4 áreas analisadas (Figura 17),
dentre as de maior freqüência de ocorrência. De acordo com Souza et al. (1998), Hypoponera
é característico de áreas de mata, daí provavelmente o encontro de 11 espécies. É sensível às
mudanças ambientais, e é considerado um dos táxons mais representativos dentro da
subfamília Ponerinae em relação ao número de espécies na região tropical (BRANDÃO,
1999).
O terceiro gênero amostrado com alto número de riqueza de espécies nas áreas foi
Pyramica (Figura 17) e, segundo Bolton (1999) é abundante em florestas tropicais, com cerca
de 325 espécies descritas no mundo. Esse gênero é constituído por formigas pequenas e
predadoras. A presença de Pyramica denticulata nas três áreas de monoculturas de eucalipto é
muito interessante, principalmente na área de eucalipto com 4 anos, pois, é uma espécie de
comportamento alimentar especializado já que preda Collembola (SILVA & SILVESTRE,
56
2004). A ocorrência dessa espécie nessas áreas pode estar relacionada às condições que foram
modificadas, favorecendo o aumento de território de forrageamento, nidificação e alimento e
diminuição de competidores com outras formigas que usavam os mesmos recursos (RAMOS
et al., 2004).
80
E. grandis (4 anos)
70
60
N ú m e r o de e s p é c i e s
50
40
30
Observado
20
Estimado
10
0
1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 31 33 35 37 39 41 43 45 47 49
Número de amostra
160
E. saligna (16 anos)
140
120
N ú m e r o de e s p é c i e s
100
80
60
Observado
40 Estimado
20
0
1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 31 33 35 37 39 41 43 45 47 49
Número de amostra
100
E. grandis (31 anos)
90
80
N ú m e r o de e s p é c i e s
70
60
50
40
Observado
30 Estimado
20
10
0
1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 31 33 35 37 39 41 43 45 47 49
Número de amostra
120
Mata
100
N ú m e r o de e s p é c i e s
80
60
40 Observado
Estimado
20
0
1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 31 33 35 37 39 41 43 45 47 49
Número de amostra
Tabela 7. Número total de gêneros em cada área estudada, de acordo com as guildas
propostas por Delabie et al. (2000).
Localidades
Guildas E. grandis E. saligna E. grandis
4 anos 16 anos 31 anos Mata nativa
1. Onívoro da serapilheira e necrófagos 4 5 5 5
2. Predadores especializados da 7 7 8 10
serapilheira
4. Formigas de correição 1 1 1 1
8.2 onívoros 4 5 5 5
Tabela 8. Número total de gêneros em cada área estudada, de acordo com as guildas
morfológicas propostas por Silva (2004).
Localidades
Guildas E. grandis E. saligna E. grandis
4 anos 16 anos 31 anos Mata nativa
1. Predadoras epigéicas grandes:
1. 1. Mandíbula triangular 2 4 4 2
1. 2. Mandíbula linear 1 2 2 3
5. Predadoras especializadas 2 1 5 6
6. Generalistas:
6.1. Mirmicíneas 3 4 4 4
6.2. Formicíneas 4 4 4 4
7. Predadoras Dacetini
7.1. Grandes - 1 1 1
8. Solenopsidini 2 2 1 2
9. Attini crípticas 3 4 4 4
(exceto Atta e Acromyrmex)
Total de gêneros 32 41 45 44
Tabela 9. Resultados do Índice de Jaccard entre a riqueza de espécies, das áreas estudadas no
Parque das Neblinas.
Áreas E. grandis (4 anos) E. saligna (16 anos) E. grandis (31 anos) mata nativa
E. grandis (4 anos) 1
Distância
Distance (Objective Function)
2,3E+01 3,8E+01 5,4E+01 6,9E+01 8,5E+01
Informationrestante
Informação Remaining
(%) (%)
100 75 50 25 0
A
E. grandis (4 anos)
B
E. saligna (16 anos)
Mata nativaD
Tabela 10. Morfoespécies/espécies exclusivas de cada área estudada no Parque das Neblinas.
Continuação da Tabela 10
E. grandis E. saligna E. grandis
Morfoespécies/Espécies 4 anos 16 anos 31 anos Mata nativa
Pheidole sp.4 X
Pheidole sp.5 X
Pheidole sp.6 X
Pheidole sp.8 X
Procryptocerus pr. Schmalzi X
Pseudomyrmex pallidus X
Pyramica sp.14 (Smithistruma) X
Pyramica elongata X
Solenopsis saevissima X
Total espécie exclusiva 9 14 8 24
Esse resultado não corrobora aqueles apresentados na Tabela 6 para E. saligna, pois a
riqueza observada e a riqueza estimada foram discrepantes, indicando uma maior
heterogeneidade na distribuição espacial das espécies.
Tabela 11. Análise faunística de comunidades de formigas nas quatro áreas estudadas através
do índice de Shannon-Wiener e equitabilidade.
Tabela 12. Resultados da análise de correlação de Pearson, de acordo com as áreas estudadas.
5 Conclusões e sugestões
Referências
AGOSTI, D.; ALONSO, L.E. The protocol: a standard protocol for the collection of ground-
dwelling ants. AneT Newsletter, v. 3, p. 8-11, 2001.
AGOSTI, D.; ALONSO, L.E. The ALL protocol: a standard protocol for the collection of
ground-dwelling ants, p 204-206. In: AGOSTI, D.; MAJER, J.D.; ALONSO, L.E. &
SCHULTZ, T.R. Ants: Standard Methods for Measuring and Monitoring Biodiversity.
Smithsonian Institution Press, Washington, DC, 2000, 280 p.
AGOSTI, D.; MAJER, J. D.; ALONSO, L.E.; SHULTZ, T. R. (eds.). Ants: Standard
Methods for Measuring and Monitoring Biodiversity. Smithsonian Institution Press,
Washington D.C., USA, 2000, 280 p.
ALONSO, L. E.; AGOSTI, D. Biodiversity Studies, Monitoring and Ants: Overview, p. 1-8.
In AGOSTI, D.; MAJER, J.D.; ALONSO, L.E.; SCHULTZ, T.R. (eds.). Ants: Standard
Methods for Measuring and Monitoring Biodiversity. Smithsonian Institution Press,
Washington D.C., 2000, 280 p.
AYRES, M.; AYRES, M.J; AYRES, D.L; SANTOS, A.S. BioEstat 3.0 - aplicações
estatísticas nas áreas das ciências biológicas e médicas. Sociedade Civil Mamirauá, MCT-
CNPq, Conservation Internacional, 2003, 291 p.
BEGON, M.; HARPER, J.L.; TOWNSEND, C.R. Ecology: individuals, populations and
communities. 2 ed. Massachusetts: Blackwell Science, 1990, 945 p.
70
BESTELMEYER, B.T.; AGOSTI, D.; LEEANNE, E.; ALONSO, T.; BRANDÃO, C.R.F.;
BROWN, W.L.; DELABIE, J.H.C.; BHATTACHARYA, T.; HALDER, G.; SAHA, R.K.
Soil microarthropods of a rubber plantation and a natural forest. Environment & Ecology, v.
3, n. 2, p. 143-147, 2000.
BLÜTHGEN, N.; VERHAAGH, M.; GOITÍA, W.; JAFFÉ, K.; MORAWETZ, W.;
BARTHLOTT, W. How plants shape the ant community in the Amazonian rainforest canopy:
the key role of extrafloral nectarines and homopteran honeydew. Oecologia, v.125, p. 229-
240, 2000.
BOLTON, B. Identification guide to the ant genera of the world. Cambridge. Havard
University Press, 1994, 222 p.
BRANDÃO, C.R.F. Reino Animalia: Formicidae. In: JOLY, C.A.; CANCELLO, E.M. (Ed).
Invertebrados terrestres. (Biodiversidade do Estado de São Paulo: síntese do conhecimento
ao final do século XX, 5). São Paulo: FAPESP, p. 58-63, 1999.
BROWER, J.E.; ZAR, J.H. Field & laboratory methods for general ecology. 2 ed.
Dubuque: Wm. C. Brown Publishers, 1977, 226 p.
BROWN JR, W.L. Contributions toward a reclassification of the Formicidae. II. Tribe
Ectatommini (Hymenoptera). Bulletin of the Museum Comparative Zoology, v. 118, p.
173-362, 1958.
BROWN JR, W.L. Diversity of ants. In: AGOSTI, D.; MAJER, J.D.; ALONSO, L.E.;
SCHULTZ, T.R. (eds.). Ants: Standard Methods for Measuring and Monitoring
Biodiversity. Smithsonian Institution Press, Washington D.C., 2000, 280 p.
BROWN, J.K.S.; FREITAS, A.V.L. Atlantic Forest butterflies: Indicators for landscape
conservation. Biotropica, v.32, n. 4b, p. 150-172, 2000.
71
COLLINS, M. As últimas Florestas Tropicais. Edição apoiada pela UICN - The World
Conservation Union. Círculo de Leitores. Lisboa, 1991.
COLWELL, R.K. EstimateS: Statistical estimation of species richness and shared species
from samples. Version 7.5, 2005. User’s guide and application. Disponível em:
[Link] Acesso em: 01 ago. de 2006.
DELABIE, J.H.C.; FOWLER, H.G. Soil and litter cryptic ant assemblages of Bahian cocoa
plantations. Pedobiologia, v. 39, p. 423-433, 1995.
DELABIE, J.H.C.; AGOSTI, D.; NASCIMENTO, J.C. Litter ant communities of the
Brazilian Atlantic rain forest region. In: AGOSTI, D.; MAJER, J.D.; ALONSO, L.;
SCHULTZ, T. (eds.). Sampling ground-dwelling 18. Curtin University School of
Environmental Biology, Perth, Australia, p. 1-17, 2000.
DIEHL, E.; SACCHETT, F.; ALBUQUERQUE, E.Z. Riqueza de formigas de solo na praia
da Pedreira, Parque Estadual de Itapuã, Viamão, RS, Brasil. Rev. Bras. Entomol, v. 49, n. 4,
p. 552-556, 2005.
DUROU, S.; DEJEAN, A.; OLMSTED I.; SNELLING, R.R. Ant diversity in coastal zones
of Quintana Roo, Mexico, with special reference to army ants. Sociobiology, v. 40, p. 385-
397, 2002.
FEENER, D.H.; SCHUPP, E.W. Effect of treefall gaps on the patchiness and species richness
of neotropical ant assemblages. Oecologia, v. 116, p. 191-201, 1998.
72
FISHER, B.L. Improving inventory efficiency: a case study of leaf-litter ant diversity in
Madagascar. Ecological Applications, v. 9, n. 714-731, 1999.
HÖLLDOBLER, B.; WILSON, E.O. The ants. The Belknap Press of Havard University
Press, Cambridge, Massachussetts, 1990, 732 p.
KASPARI, M.; MAJER, J.D. Using ants to monitor environmental change. In: AGOSTI, D.;
MAJER, J.D.; ALONSO, L.E.; SCHULTZ, T. (eds.). Ants: standard methods for
measuring and monitoring biodiversity. Smithsonian Institution Press, 2000, 280 p.
KASPARI, M.; WARD, P.S.; YUAN, M. Energy gradients and the geographic distribution of
local ant diversity. Oecologia, v . 140, n. 407-413, 2004.
73
KREBS, C.J. Ecological Methodology, 2º ed. New York: Benjamin/Cummings, 1992, 581 p.
LEPONCE, M.; THEUNIS, L.; DELABIE, J.H.C.; ROISIN, Y. Scale dependence of diversity
measures in a leaf-litter ant assemblage. Ecography, v. 27, p. 253-267, 2004.
LIMA, W.P. Impacto ambiental do eucalipto. São Paulo: EDUSP, 1993, 301 p.
LONGINO, J.T.; COLWELL, R.K. Biodiversity assessment using structured inventory:
capturing the ant fauna of a tropical rain forest. Ecological Applications, v. 7, p.1263-1277,
1997.
LONGINO, J.T.; CODDINGTON, J.; COLWELL, R.K. The ant fauna of a tropical rain
forest: estimating species richness in three different ways. Ecology, v. 83, p. 689-702, 2002.
MAGURRAN, A.E. Ecological diversity and its measurement. Princeton University Press,
New Jersey, 1988, 179 p.
MAJER, J.D. Ant recolonization of rehabilitated bauxite mines of Poços de Caldas, Brazil. J.
Appl. Ecol., v. 8, p. 97-108, 1992.
MAJER, J.D. Ant recolonization of rehabilitated bauxite mines at Trombetas, Pará, Brazil. J.
Appl. Ecol., v. 12, p .257-273, 1996.
MARINHO, C.S.; ZANETI, R.; DELABIE, J.H.C.; SCHLINDWEIN, M.N.; RAMOS, L.S.
Diversidade de formigas (Hymenoptera: Formicidae) da serapilheira em eucaliptais
(Myrtaceae) e área de cerrado de Minas Gerais. Neotropical Entomology, v. 31, n. 2, p. 187-
195, 2002.
74
McCUNE, B.; MEFFORD, M.J. PC-ORD, version 4.0, multivariate analysis of ecological
data, Users guide. MjM Software Design, Glaneden Beach, 1999.
MORINI, M.S.C.; BUENO, O.C.; BUENO, F.C.; LEITE, A.C.; HEBLING, M.J.A.;
PAGNOCCA, F.C.; FERNANDES, J.B.; VIEIRA, P.C.; SILVA, M.F.G.F. Toxicity of
Sesame seed to leaf-cutting ant Atta sexdens rubropilosa (Hymenoptera: Formicidae).
Sociobiology, v. 45, n. 1, p. 195-204, 2005.
NASCIMENTO, I.C.; LACAU, S.; JAHYNY, B. A diversidade das formigas. Agora Meio
Ambiente. Itabuna (BA), 2003 a, 5 p.
OLIVEIRA, C.R.F.; MATOS, C.H.C.; GONÇALVES, J.R. Por que os insetos podem ser
considerados bons bioindicadores ecológicos? Folha Florestal, n. 99, jan-fev de março de
2001, p. 12-13, 2001.
75
OLIVEIRA, P.S.; GALETTI, M.; PEDRONI, F.; MORELLATO, L.P.C. Seed clenaing by
Mycocepurus goeldii ants (Attini) facilitates germination in Hymenala courbaril
(Caesalpiniaceae). Biotropica, v. 27, p. 518-522, 1995.
PECK, S.L.; McQUAID, B.; CAMPBELL, C.L. Using ant species (Hymenoptera :
Formicidae) as a biological indicator of agroecosystem condition. Environ. Entomol., v. 27,
n. 5, p. 1101– 1110, 1998.
ROMERO, H.; JAFFÉ, K.A. A comparison of methods for sampling ants (Hymenoptera:
Formicidae) in savannas. Biotropica, v. 21, p. 348-352, 1989.
SANTOS, M.S.; LOUZADA, J.N.C.; DIAS, N.; ZANETTI, R.; DELABIE, J.H.C.;
NASCIMENTO, I.C. Riqueza de formigas (Hymenoptera: Formicidae) da serapilheira em
fragmentos de floresta semidecídua da Mata Atlântica na região do Alto do Rio Grande, MG,
Brasil. Ser. Zool, v. 96, n. 1, p. 95-101, 2006.
SOARES, S.M.; SCHOEREDER, J.H; SOUZA, O.G. Process involved in species saturation
of ground-dwelling ant communities (Hymenoptera: Formicidae). Austral Ecology, v. 26, p.
187-192, 2001.
THOMAS, G.M. Bio Dap. A biodiversity analysis package, 2000. Disponível em:
[Link] Acessado em 18 dez. de
2006.
VASCONCELOS, H.; DELABIE, J.H.C. Ground ant communities from cenral Amazonia
forest fragments. In: AGOSTI, D.; MAJER, J.D.; ALONSO, L.; SCHULTZ, T. (eds.).
Sampling ground-dwelling ants: case studies from World´s rain forests. Bulletin 18.
Curtin University School of Environmental Biology, Perth, Australia, p 59- 70, 2000.
WARD, P.S. Broad-scale patterns of diversity in leaf litter ant communities. In: Agosti, D.;
MAJER, J.D.; ALONSO, L.E.; SCHULTZ, T.R. (eds.). Ants: standard methods for
measuring monitoring biodiversity. Smithsonian Institution Press, London, 2000.
WILSON, E. O. The arboreal ant fauna of Peruvian Amazon forests: a first assessment.
Biotropica, v. 19, p. 245–251, 1971.
WILSON, E. O. Causes of ecological sucess: The cause of the ants. Journal of Animal
Ecology v. 56, p. 1-9, 1987.
WILSON, E.O. Pheidole in the New World: a dominant, hyperdiverse ant genus.
Cambridge, Massachusetts, Harvard University Press, 2003, 794 p.