Homem Universal
Ver artigo principal: Macrantropia
Quatorze Rajlok ou Triloka. Formato do Universo conforme a cosmologia jainista, na
forma de um homem cósmico. Miniatura do século XVII em Saṁgrahaṇīratna por
Śrīcandra, com comentários Śvetāmbara e ilustrações.
Paralelos no mitologema do Homem Cósmico ou Homem Universal são encontrados também
como Purusha na mitologia indiana, Pangu na mitologia chinesa, e posteriores em
Ymir como gigante primordial na mitologia nórdica[66] e do "Homem Primordial" como
Metatron[67] e Adam Kadmon da Cabala, sobre o que se afirma no Zohar (século XIII):
"A forma do homem é a imagem de tudo o que está acima [no céu] e abaixo [na terra];
portanto, o Santo Ancião [Deus] o escolheu para sua própria forma".[68]
No Bundahišn, o criador Ohrmazd é comparado a um pai e mãe, e seu processo cósmico
descrito com analogia reprodutiva, de concepção e crescimento do embrião:[69]
"A criação de Ohrmazd foi fomentada espiritualmente de tal maneira que permaneceu
sem pensamento, sem toque, sem movimento em um estado úmido como o sêmen. Após esse
estado úmido veio uma mistura como aquela de sêmen e sangue; após a mistura veio a
concepção, como um feto; após a concepção veio a difusão, como mãos e pés; após a
difusão veio a formação de cavidades—dos olhos, orelhas e boca; após a formação de
cavidades veio o movimento, quando ela veio à luz. Mesmo agora na terra os homens
desta forma crescem juntos no ventre de sua mãe, e nascem e são criados. Ohrmazd
pelo ato da criação é pai e mãe para a criação; pois ao nutrir a criação na forma
ideal, ele agiu como uma mãe; e ao criá-la materialmente, ele agiu como um pai".
Índia
A importância dos rituais humanos levou a elaborações no hinduísmo que passaram a
interpretá-los como atos simbólicos que reencenavam correspondências (bandhu) de
macrocosmo e microcosmo. Assim, a partir dos Vedas (depois do final do II milênio
a.C.), descrições como a de Purusha ressignificaram o sacrifício, pois seu corpo
teria sofrido um sacrifício primordial, por cujo autodesmembramento se explicaria a
criação do universo, sua subsistência e destruição. Essa ação do ser humano foi
transposta também a outros seres primordiais nas cosmologias, como um cavalo
primordial na Brihadaranyaka Upanishad (c. século VI a.C.):[70]
“Verdadeiramente, o amanhecer é a cabeça do cavalo sacrificial; o sol, seus olhos;
o vento, sua respiração; o fogo universal sua boca aberta. O ano é o corpo (ātman)
do cavalo sacrificial; o céu suas costas; a atmosfera seu estômago, ... as estrelas
seus ossos, as nuvens sua carne."
No jainismo, representações dos reinos (lokas) do universo correspondem às partes
do corpo de um Homem Cósmico, com o Monte Meru no meio.[71]
China
Paralelismo cósmico antropocêntrico é encontrado nos conceitos do homem
"cavalheiro" (junzi) no confucionismo[72] e do homem perfeito ou verdadeiro
(zhiren/zhenren) no taoísmo,[73][74] que integram os atributos do Céu (Tian) ou
Tao, e do Rito, Ordem ou Lei (Li).[72] O neoconfuciano Zhou Dunyi (1017–1073)
escreveu:[75]
"apenas a humanidade recebe [as cinco fases] em sua máxima excelência e, portanto,
é a mais inteligente. A forma humana aparece e seu espírito desenvolve a
consciência. As cinco virtudes da natureza humana (humanidade, justeza, propriedade
ritual, sabedoria, fidelidade) são estimuladas por e responsivas a fenômenos no
mundo e se envolvem em atividades, o bem e o mal são diferenciados, e os assuntos
humanos são conduzidos. O Sábio lida com esses assuntos por meio da máxima
propriedade, retidão, humanidade, justiça, considerando a quiescência como
fundamental…. Consequentemente, o caráter do Sábio coincide com o do Céu e da
Terra; sua perspicuidade combina com a do sol e da lua; sua ordem coincide com a
das quatro estações"
Desde as cosmologias han, há referência aos padrões "li" como encontrados na
fratura natural dos veios das rochas de jade, os quais, como linhas guias, já pré-
estabeleciam uma ordem de seu corte. Essa noção de "padrões invisíveis" inerentes
passou a ser utilizada para se referir aos caminhos de energia vital, segundo a
fisiologia de diversas escolas de filosofia chinesa, e Li foi empregado por Mêncio
e no taoismo para se referir também aos padrões do Céu, que são espelhados pelo
praticante em espontaneidade e fluxo de não-ação ao se mover com o Caminho natural.
Nas práticas de autocultivo e alquimia interna taoistas, há homologia entre esse
microcosmo de circulação do qi no organismo e mente e os padrões do Tao ou Céu.[76]
Budismo
Mural do buda cosmológico (dharmadhātu[77]) Vairocana, Reino de Cotã (século VII-
VIII). Em seu corpo, imagens cósmicas estão difusas, como o Sol no ombro direito e
Lua crescente no ombro esquerdo.[78] Enquanto Vairocana carrega o universo em seu
corpo, como no Avatamsaka Sutra, o buda histórico Xáquiamuni o reflete e é um
receptáculo do cosmos, como no Sutra do Lótus: "Como em um espelho puro e brilhante
toda imagem é vista, da mesma forma o Bodisatva, em seu corpo puro, vê tudo no
mundo. (...) Embora ainda não possua o corpo espiritual, místico e perfeito, ainda
assim, em seu corpo puro e comum, tudo é revelado".[79]
Principalmente nas vertentes do budismo esotérico, a imagem do macrocosmo-
microcosmo é presente no conceito de Buda Primordial ou Cósmico.[80][81] Na
tradição Shingon, Kukai (774–835) considera os "três mistérios" de fala, corpo e
mente para fazer correspondências que espelhem a Mente, Fala e Corpo do Buda
(Dainichi, o nome em japonês de Vairocana), os quais constituem todo o universo;
[82][83] e assim também no tantrismo búdico em geral, cujas tradições compartilham
a ênfase nas práticas rituais de mudra, mantra e mandala com eficácia cósmica.[84]
A correspondência entre mente e mundo foi presente também em suas poesias, como:
"Em uma montanha no outono, encarando nuvens de chuva e comparando minha mente com
o mundo".[85]
No budismo esotérico japonês, com influência também sobre o Xintó, discursos
embriológicos faziam analogia de macrocosmo e microcosmo com o desenvolvimento da
gestação e nascimento, adquirindo expressão metafísica nos Mandalas do Útero e
Diamante. Isso também é visto em descrições do retiro do deus sol Amaterasu na
Caverna Celeste como descida da consciência (vijñāna) ou do ser intermediário
(antarabhāva) no seio materno, e em ritos e sistemas de deificação da placenta, que
era considerada uma deidade protetora do feto sob os nomes de Kōjin, Ugajin e
Myōken, os quais por sua vez eram associados à "Estrela Polar" do útero e "estrela
de nascimento", em que deidades subterrâneas ou astrais, como a do Grande Carro,
vigiavam e controlavam o destino. O simbolismo tântrico de "vermelho e branco"
referia-se também os fluidos menstruais e sêmen, que se fundem para formar o
embrião nessa tradição japonesa, e se associavam às cores de Sol e Lua.[86]
No Dzogchen, Longchenpa (1308–1363) também associou o corpo e mente com o universo.
[87] Na tradição Calachacra, encontra-se a correspondência entre ciclos do tempo
externos e internos,[88] e no tantra raiz é afirmado: "Como é com o mundo exterior,
assim é com o mundo interior do homem".[89]
Arquitetura
Cidade
Em Anaximandro vê-se o que já fora atribuído como o primeiro modelo mecânico do
cosmos, no qual a Terra possui um formato cilíndrico e se localiza ao centro,
cercada por 3 anéis toroides que contém, respectivamente, as estrelas no mais
próximo, a lua e o sol. Isso possivelmente reflete uma analogia política, inspirada
pela fundação da pólis na região do filósofo, a Jônia, em que a ágora seria dela o
elemento central e no meio da qual ocorria a dispersão dos poderes e a isonomia. As
circunferências dos astros possuem comprimento e diâmetros em razões múltiplas de 3
em relação aos da Terra, assim também na distância de seus centros em relação
proporcional ao raio da esfera da Terra. A estrutura social na pólis contava então
com as três classes de aristocracia, classe média e campesinato. Assim como na
ágora, a descrição do cosmos foi caracterizada como tendo justiça pela harmonia de
forças e "direitos", com a Terra possui centralidade e repouso devido à sua
semelhança aos poderes de seu círculo exterior e haver um equilíbrio dessas
proporções triplas, na ausência de dominação. Além do mais, no centro da ágora
haveria um elemento de Héstia em formato colunar, e, tal como a representação
cilíndrica da pedra do "ônfalo", isso pode ser sugestivo para o formato cilíndrico
e elevado da Terra.[90]
Para Karl Kerényi, a fundação de algumas cidades, em sua topologia e localização,
reflete desejo de encenação mítica de uma "segunda criação" do cosmos, inaugurando-
a como um centro do mundo. Ele vê como exemplo a lendária cerimônia da Roma
quadrata e seus sulcos primordiais delimitantes, a construção simbólica de certos
edifícios centrais ou então a fundação de cidades ao alto de montanhas.[91] Assim:
[92]
"Com a construção de um novo mundo em miniatura, imagem do macrocosmo, o
fundamentalismo mitológico se traduz em ação: torna-se uma fundação. Cidades
construídas em períodos que conheceram uma mitologia viva, e que se pretendem
imagens do cosmos, são fundadas tal como os mitologemas cosmogônicos dão fundamento
ao mundo, seus alicerces são lançados como se brotassem das duas archaí que
mencionamos (a arché absoluta onde alguém começa e a arché relativa onde se torna a
continuação de seus ancestrais). Assim, elas se baseiam no mesmo fundamento divino
que o próprio mundo. Tornam-se o que o mundo e a cidade eram igualmente na
antiguidade—a morada dos deuses."
Templos
Nave da Basílica da Sagrada Família, com pilares arborescentes e teto com
paraboloides hiperbólicos
Nave da Basílica da Sagrada Família, com pilares arborescentes e teto com
paraboloides hiperbólicos
Ilustração do século XIX do pórtico do templo de Ísis em Filas.
Ilustração do século XIX do pórtico do templo de Ísis em Filas.
Borobudur (século IX), Indonésia
Borobudur (século IX), Indonésia
A arquitetura sacra de templos pode assumir dimensões de microcosmo e refletir
elementos simbólicos, como em geometria sagrada, vista por exemplo no planejamento
das proporções e formas na Catedral da Sagrada Família.[93] Uma possibilidade é a
orientação astronômica da estrutura, como em alinhamento solar ao longo do eixo
Leste-Oeste, encontrado entre diversas tradições, incluindo hindus, gregos e
romanos.[94]
Templos egípcios eram simbólicos: um cercado ondulante e lago sagrado representavam
as águas primordiais de Nun, e seu espaço delimitado o separava do caos exterior,
de onde o universo e o próprio templo emergia. Representações celestes eram feitas
no teto. Havia indicativos do motivo de nascimento e renascimento do mundo, como o
movimento do Sol e das enchentes e recuos do rio Nilo, formando um montículo
primordial. Na entrada dos salões hipostilo encontravam-se colunas em formatos de
lótus, papiro e palmeiras—um símile da flora local dos pântanos às margens dos rios
—e as salas avançavam com escuridão cada vez maior até a um santo dos santos de uma
divindade, reestabelecendo Maat.[95][96][97]
O templo de Borobudur assume um formato de lótus e é uma representação microcósmica
do mundo em seus níveis, permitindo ao peregrino traçar um caminho mandálico com
painéis, imagens de Budas e galerias que diminuem de tamanho conforme sobe um
percurso espiral ascendente, até uma estupa central.[98][99]
Topografia literária
Algumas estruturas literárias podem propositalmente ter sido compostas de maneira
que um livro servisse de análogo microcósmico, ou pelo menos há comentaristas que
alegam a suposta presença de organicismo universal visto nos padrões de algumas
obras. Uma teoria assim foi desenvolvida por exemplo entre os neoplatônicos, cuja
abordagem da forma do texto impactou a história da crítica literária subsequente.
Alguns indicativos disso são vistos em antecedentes, como em um comentário de
Olimpiodoro:[100]
"Como ele [Platão] diz no Fedro, 'Uma composição literária deve se parecer com uma
coisa viva.' Consequentemente, a composição mais bem construída deve se parecer com
os nobres das coisas viventes. E com a coisa vivente mais nobre. Consequentemente,
assim como o cosmos é um prado cheio de todos os tipos de coisas vivas, então,
também, uma composição literária deve ser completa de personagens de cada
descrição."
E nos Prolegômenos Anônimos:[100]
"Devemos agora mencionar as razões pelas quais Platão usou essa forma literária.
Ele a escolheu, dizemos, porque o diálogo é uma espécie de cosmos. Pois, da mesma
forma que um diálogo tem personagens diferentes, cada um falando em seu caráter, o
universo compreende existências de vária natureza que se expressam de várias
maneiras; pois a expressão de cada uma é de acordo com sua natureza. Foi por
imitação, então, que ele fez isso."
Idade Média
A filosofia medieval foi geralmente dominada por Aristóteles, que apesar de ter
sido um dos primeiros a cunhar o termo "microcosmo",[101] postulou uma diferença
fundamental e intransponível entre a região abaixo da lua (o mundo sublunar,
composta pelos quatro elementos) e a região acima da lua (o mundo superlunar,
consistindo em um quinto elemento). Não obstante, a analogia microcosmo-macrocosmo
foi adotada por uma ampla variedade de pensadores medievais que trabalhavam em
diferentes tradições linguísticas: o conceito de microcosmo era conhecido em árabe
como ʿālam ṣaghīr, em hebraico como olam katan e em latim como microcosmus ou minor
mundus.[102] A analogia foi elaborada por alquimistas como aqueles que escreveram
sob o nome de Jabir ibne Haiane (c. 850–950 EC),[103] pelos filósofos xiitas
anônimos conhecidos como Ikhwān al-Ṣafāʾ ("Os Irmãos da Pureza", c. 900-1000),[104]
por teólogos e filósofos judeus como Isaac Israeli (c. 832–932), Saadia Gaon
(882/892–942), Ibn Gabirol (século XI) e Judá Halevi (c. 1075–1141),[19] pelo
místico andaluz Ibn Arabi (1165–1240),[105] e pelo cardeal alemão Nicolau de Cusa
(1401–1464).[106]
Cristianismo
Cúpula do Mausoléu de Gala Placídia, onde a cruz, rodeada por um conjunto
concêntrico de estrelas, assume uma função centralizadora e sintetizadora do cosmos
Essas correntes eram apenas parcialmente aceitas no cristianismo, que descrevia o
homem à imagem e semelhança de Deus, isto é, do Criador, mas excluía por isso mesmo
uma mistura com os elementos da criação, como afirma, por exemplo, Gregório de
Nissa.[107] No entanto, isso não significa que as formas de analogia foram negadas
a fim de tentar explicar a realidade imanente conectando-a com o transcendente. É
considerado que o próprio Paulo de Tarso influenciou a consideração de macrocosmo-
microcosmo pelo trecho em Romanos 1:20:[108][109][110] “De fato, desde a criação do
mundo, as perfeições invisíveis de Deus, tais como o seu poder eterno e sua
divindade, podem ser entendidas e contempladas nas obras que esse realizou. Os
homens, portanto, não têm desculpas.”;[111] e que afirmou uma correlação entre
cosmogênese e ontogênese (isto é, entre a evolução do mundo e a evolução do homem)
com analogia de gestação materna em Romanos 8:18-27:[112][113][114]
O Homem Universal, por Hildegarda de Bingen em Liber Divinorum Operum (1165)
"Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus.
Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que
a sujeitou, na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão
da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que
toda a criação geme conjuntamente (systenazei) e está juntamente com dores de parto
(synōdinei) até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do
Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando por [nossa] adoção como filhos, a
saber, a redenção do nosso corpo."[115][116]
Caberá, pois, sobretudo a Agostinho de Hipona, recuperando muito da tradição
platônica e neoplatônica, sustentar a ideia de um gradualidade progressiva entre os
bens inferiores e o Bem Absoluto, uma "comensurabilidade" entre a perfeição divina
e a imperfeição.[117] É aparentemente com João Damasceno que surge a primeira
instância do termo "microcosmo" unido agora em uma única palavra, ao invés de duas:
[41]
"O homem, portanto, é um mikrokosmos. Pois ele tem uma alma e um corpo, e ele ocupa
uma posição intermediária entre a inteligência e a matéria. Portanto, ele é um elo
entre as criações visíveis e invisíveis, entre aquela criação que é dotada apenas
com sensopercepção e aquela criação que é dotada de inteligência"
No século XII, o neoplatônico Bernardo Silvestre, vinculado à Escola de Chartres,
compôs o poema Megacosmus et Microcosmus. Em seu interior são mencionadas figuras
da mitologia pagã, como a deusa Urânia e o criador Pantomorfo, substituindo o
Demiurgo do Timeu.[118]
Renascença
Correspondência entre as partes anatômicas do homem (microcosmo) e os signos do
zodíaco (macrocosmo)
O renascimento do hermetismo e do neoplatonismo na Renascença, ambos os quais
reservaram um lugar de destaque para a analogia microcosmo-macrocosmo, também levou
a um aumento acentuado na popularidade desta última. Alguns dos proponentes mais
notáveis do conceito neste período incluem Marsilio Ficino (1433–1499), Heinrich
Cornelius Agrippa (1486–1535), Francesco Patrizi (1529–1597), Giordano Bruno (1548–
1600) e Tommaso Campanella (1568–1639).[119] Também foi fundamental para as novas
teorias médicas propostas pelo médico suíço Paracelso (1494–1541) e seus muitos
seguidores, principalmente Robert Fludd (1574–1637).[120]
O ser humano, concebido como um microcosmo no qual o macrocosmo se reflete, foi
visto como um conjunto de partes que se combinam para formar um todo orgânico, cada
uma das quais associada, por exemplo, a um determinado planeta ou a um determinado
metal.[121] A correspondência qualitativa entre o grande e o pequeno, onde um era
levantado como símbolo do outro, foi a base da magia renascentista e em particular
da astrologia, que exigia a capacidade de perceber, reconhecer e interpretar a
analogia oculta nesses símbolos e, portanto, de se relacionar os planetas, signos e
casas com personagens, animais, metais, cores, identificados com base em seu valor
psicológico.