Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Educação à Distância
Tema do Trabalho
A escola como uma organização Pedagógica
Nome e Código do Estudante
Izilda Horário Manhangue-708239558
Curso: Ensino de Educação Física e Desportos
Disciplina: Práticas Pedagógicas II
Ano de Frequência: 2º
A tutora:
Chimoio, Maio de 2024
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Folha para recomendações de melhoria:
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Índice
Introdução...................................................................................................................................1
Objectivos...................................................................................................................................2
Objectivo geral............................................................................................................................2
Objectivos específicos................................................................................................................2
Metodologias de trabalho............................................................................................................2
1. Conceito de Escola..................................................................................................................3
1.1 Organização da Escola..........................................................................................................3
1.2 Os elementos do espaço físico da escola..............................................................................4
2. Organização escolar e dimensão pedagógico-curricular.........................................................4
2.1 Descrição da área organizacional..........................................................................................4
2.2 Plano Geral e Programa de Actividades anual......................................................................5
2.3 Regulamento interno da escola.............................................................................................5
3. Descrição da área pedagógica.................................................................................................5
3.1 Plano de estudo de classes, ciclos e grupos de disciplinas...................................................5
3. Organização das salas de aulas...............................................................................................6
4. Factores que contribuem na organização dos espaços escolares e suas implicações
pedagógicas.................................................................................................................................6
5. Aspectos do ambiente escolar facilitadores da educação inclusiva......................................10
Conclusão..................................................................................................................................12
Referências bibliográficas.........................................................................................................13
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Introdução
O presente trabalho é Práticas Pedagógicas e o mesmo versa a cerca da escola como uma
organização pedagógica. O trabalho detalha de forma resumida detalhada os objectivos,
as metas, bem como as acções do processo educativo aser desenvolvido na e pela escola. O
PPP deve trazer também as exigências legais do sistema educacional, bem como as
necessidades, propósitos e expectativas da comunidade escolar. A escola é um lugar de
formação de competências para a participação na vida social, e, por meio dela, ela interage
com a sociedade, trazendo as opiniões dos pais, professores e alunos para sentirem -
se responsáveis pelas decisões tomadas, para o melhor funcionamento da escola.
O trabalho foi elaborado seguindo os critérios rigorosos de elaboração de trabalhos científicos
da Universidade Católica de Moçambique e contém introdução; desenvolvimento e no fim
contém uma conclusão e uma bibliografia que mostra as obras consultadas para a produção do
mesmo.
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Objectivos
Objectivo geral
Analisar a escola como uma organização Pedagógica .
Objectivos específicos
Identificar os elementos dos espaços físicos da escola;
Explicar a organização escolar e dimensão pedagógico-curricular;
Factores que contribuem na organização dos espaços escolares e suas implicações
pedagógicas;
Mencionar aspectos do ambiente escolar facilitadores da educação inclusiva.
Metodologias de trabalho
A realização do presente trabalho foi possivel através da técnica de observação directa e através de
consulta de obras, revisões bibliográficas e pesquisas.
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1. Conceito de Escola
Segundo Libânio (2001, p. 80), A escola é um lugar de formação de competências para
a participação na vida social, e, por meio dela, ela interage com a sociedade, trazendo as
opiniões dos pais, professores e alunos para sentirem-se responsáveis pelas decisões tomadas,
para o melhor funcionamento da escola.
Canário (2002), define escola como: dimensão pedagógica, a maneira como a
educaçãoescolar é concebida, seus métodos, e conteúdos define que o saber pode ser
transmitido, revelado e acumulado. Organização da escola compreende as relações professor
com a turma, pois aconstruçãodo saber e organizado no colectivo.
1.1 Organização da Escola
Para Alter (2002), o conceito de organização está ancorado na história, nos hábitos, nas leis,
nas formas e modos de vida das sociedades. A organização “é uma estrutura hierarquizada,
que dispõe de regras de trabalho precisas e que permite padronizar, coordenar e planejar
actividades” O autor complementa que a organização busca essencialmente o emprego
racional de meios para alcançar resultados (Alter, 2002, p.31).
Segundo Lima (2010), o propósito do termo organização ganha também uma dualidade
conceitual, cuja compreensão demanda o estudo dos modelos organizacionais analítico
interpretativos e dos modelos organizacionais normativos / pragmáticos, conforme ressalta o
autor.
Paro (2016), a respeito dessa teoria, questiona que a natureza do trabalho pedagógico,
presente einerente à escola como organização, relaciona-se ao próprio conceito de trabalho
humano, uma vez que, segundo a perspectiva marxista, todo trabalho é considerado uma
“actividade adequada a um fim” (p. 37).
O olhar sobre a escola ganhou nas últimas décadas atenção especial sobre sua extensão
enquanto organização e as relações desenvolvidas no interior dela assumem contextos mais
amplos de crítica, passando de objecto social para objecto científico de análise. A respeito
desse julgamento, infere-se ainda que Compreender a escola como organização educativa
especializada exige aconsideração de sua historicidad e enquanto unidade social
artificialmente construída e das suas especificidade sem termos de políticas e objectivos
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educacionais, de tecnologias pedagógicas e de processos didácticos, de estruturas de controlo
e de coordenação do trabalho discente, etc (Lima,1998,p.15).
1.2 Os elementos do espaço físico da escola
Um ambiente é um sistema vivo, em transformação. Mais do que o espaço físico, inclui o
modo como o tempo é estruturado e os papéis que devemos exercer, condicionando o modo
como nos sentimos, pensamos e nos comportamos, e afetando dramaticamente a qualidade de
nossas vidas. O ambiente funciona contra ou a nosso favor, enquanto conduzimos nossas
vidas (Greenman apud Carolyn, 1999, pág. 156).
Compreende a alguns elementos do espaço físico da escola, os seguintes:
Serviços básicos (água, energia, esgoto e coleta de lixo);
Instalações do prédio (presença de espaços como banheiro, cozinha, refeitório e despensa);
Prevenção de danos (proteção contra incêndio, boa iluminação do lado de fora da escola,
muros e mecanismos de protecção);
Conservação;
Conforto (iluminação e salas arejadas);
Ambiente prazeroso (pátio, área verde e banheiro com chuveiro);
Espaços pedagógicos (laboratórios, biblioteca, quadra, auditório);
Equipamento para apoio administrativo (copiadoras, impressoras e internet);
Equipamento para apoio pedagógico (TVs, DVDs, máquinas fotográficas);
Acessibilidade;
Ambiente para atendimento especializado (ensino de braile, comunicação alternativa,
soroban).
2. Organização escolar e dimensão pedagógico-curricular
2.1 Descrição da área organizacional
Segundo Libaneo, (1994, p. 24) “A pedagogia é um campo de conhecimentos que investiga a
natureza da educação numa determinada sociedade. No que diz respeito a área organizacional,
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escola deve possuir um plano geral e sectorial, um regulamento interno da escola, Diploma
Ministerial e Regulamento de avaliação.
2.2 Plano Geral e Programa de Actividades anual
O Plano Geral e programa de actividades anuais da escola, é um documento elaborado pela
Direcção da escola onde são previstas todas as actividades que a instituição pretende levar a
cabo ao longo do ano lectivo, a sua implementação tem sido de um ano .Elas são planificadas
durante as reuniões que tem marcado entre os membros da escola e os pais/encarregados de
educação. O plano elaborado apresenta o prazo, os objectivos a atingir, executor e o
responsável.
2.3 Regulamento interno da escola
O regulamento interno é um documento que estabelece a ordem, disciplina e responsabilidade
dos alunos e professores, plagiam as normas fundamentais que devem ser cumpridas por toda
comunidade escolar a fim de garantir um bom funcionamento da mesma, os objectivos a
alcançar, depois da sua elaboração este submete-se ao Conselho de Escola para a sua
apreciação e aprovação.
3. Descrição da área pedagógica
3.1 Plano de estudo de classes, ciclos e grupos de disciplinas
Para um bom sucesso dos trabalhos, os grupos de classes, ciclos e disciplinas orientam-se com
os seguintes documentos:
Programas de ensino;
Regulamento de avaliação;
Plano curricular do ensino básico (PCEB);
Os encontros ou conselhos pedagógicos são realizados em três fases por ano, isto é, em
cadatrimestre realiza-se um, com agenda análise geral das dificuldades encontradas na área
de planificação de aulas, vida da Escola e verificação do cumprimento das actividades
pedagógicas.
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3. Organização das salas de aulas
Segundo Candida (1989), “ a organização de uma sala de aula deve possuir carteiras para
todosalunos organizadas em fila, distanciadas a meio metro”. As turmas devem estar de
acordo com as ideias compostas por 30 a 40 alunos para permitir a boa assimilação e
acompanhamento na leccionação. Já para o que nos reflecte a escola em descrição não é o
encontrado, quer dizer, as turmas estão acima do normal oscilando a um número de 60 a 80
alunos.
4. Factores que contribuem na organização dos espaços escolares e suas implicações
pedagógicas
Assim como a racionalização do uso do tempo foi incorporada à organização pedagógica,
em atendimento ao ideário de modernidade, a estruturação do espaço escolar também foi
alvo de debates no transcurso do século XIX e no início do século XX.
A questão do espaço para abrigar a escola pública primária começou a aparecer especialmente
a partir da segunda década do século XIX, em algumas cidades da então Colônia, e,
posteriormente à independência, em várias províncias do Império, quando intelectuais e
políticos puseram em circulação o debate em torno da necessidade de se adotar um novo
método de ensino nas escolas brasileiras.
O método mútuo afirmavam que a maneira pela qual estava organizada a escola, com o
professor ensinando cada aluno individualmente, mesmo quando sua classe era formada
por vários alunos (método individual), impedia que a instrução pudesse ser generalizada
para um grande número de indivíduos, tornando a escola dispendiosa e pouco eficiente
(Vidal e Faria Filho, 2005, p.47).
Para além da precariedade, já mencionada, da maioria das escolas existentes no século XIX, o
discurso higienista ganhou corpo e, juntamente com as proposições dos novos métodos de
ensino, a exemplo do lancasteriano, com vistas à melhoria da saúde e bem-estar da população.
As questões de salubridade neste período envolviam desde as boas condições dos prédios
onde eram efetuadas as aulas de primeiras letras, tendo que ter salas limpas e arejadas,
até mesmo, a própria higiene pessoal, pois as epidemias e os tantos outros problemas de
saúde eram elementos que atingiam diretamente o bom andamento da instrução. (Miranda e
Cury, 2008, p. 7).
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Uma escola mais rápida, mais barata e com um professor mais bem formado era o que
clamavam nossos políticos e intelectuais. O método preconizado, utilizado largamente na
Europa, possibilitava, segundo seus defensores, que um único professor desse aula para até
1.000 alunos. Bastava, para isso, que ele contasse com espaço e materiais adequados e,
sobretudo, com a ajuda dos alunos-monitores.
Todos reconheciam que para abrigar dezenas ou, mesmo, centenas de aprendizes fazia-se
necessária a construção de novos espaços escolares. Mais que isso: tais espaços eram
considerados uma condição imprescindível para o bom êxito da empresa escolar que se
defendia. Esse espaço deveria levar em conta não apenas a quantidade de alunos mas também
a mobilidade dos monitores por entre as turmas, a mobilidade das turmas dentro da classe, a
necessidade de pendurar “cartazes” e outras peças na parede, dentre outras inovações
propostas. (Faria Filho e Vidal, 2000, p. 22).
Assim, a organização do espaço também gerou implicações na prática do professor, que
precisou incorporar a nova configuração da sala de aula simultaneamente ao surgimento da
cultura material escolar, que, com a criação dos grupos escolares consolidou-se como
elementos característicos e próprios do fazer pedagógico.
Com o mesmo rigor com que as rotinas de atividades diárias, o método lancasteriano propôs
uma série de exigências em relações ao espaço físico,a começar pela adequação entre a
quantidade de estudantes e as dimensões das salas de aulas.
Para uma escola com 240 alunos o tamanho da sala deveria ser de 17 metros e 30
centímetros de comprimento por 8 metros e 90 centímetros de largura. Com duzentos e
quarenta alunos essa escola funcionaria com 16 classes, sendo que cada classe possuiria
15 alunos. 137 Essas classes de 15 alunos sentariam em carteiras e bancos justapostos em
lugares determinados (Siqueira, 2006, p. 107).
Especificando as condições ideais do espaço físico escolar, Siqueira afirma que Uma escola
de ensino mútuo deveria ter a forma de um quadrilongo com duplo comprimento da sua
largura e estar preferivelmente situada em alguma altura do solo. Também deveria estar
situada em um quarteirão populoso de modo que os estudos não fossem perturbados pelo
barulho exterior, tendo-se o cuidado de dar ao teto da sala altura suficiente para que se
pudesse nela circular o ar necessário à respiração dos discípulos.
As janelas deveriam estar situadas nos dois maiores lados paralelos e aberta a dois metros do
solo. Desse modo os discípulos não podiam se distrair com o que acontecesse no exterior da
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escola. As janelas de balanço eram preferíveis pela razão de se poderem facilmente
manobrar por meio de uma corda.
O pavimento da escola deveria ser feito de uma camada de salitre, de tijolos ou de tábuas;
estas eram preferíveis por não acumular poeira e não exigirem freqüentes reparos.
A porta da sala deveria estar situada perto do estrado do professor a fim de que se pudesse
observar a ordem de entrada e saída dos discípulos sem ter que sair do lugar.
A ante-sala, local onde os discípulos eram reunidos antes da aula, consistia em uma sala
que precedia sempre a das classes. Aí ficavam nas paredes os cabides para guardar os chapéus
e um depósito para água, com um vaso por baixo e copos de folhas de flandres.
As latrinas deveriam estar situadas no pátio ou no quintal da casa de modo que o professor
pudesse observar os meninos por meio de uma janela que ficava próxima às classes dos
alunos ou discípulos.
O Estrado situado deveria está situado em uma extremidade da sala sobre o qual se punha
a mesa do professor e as mesas menores dos monitores gerais. A elevação desse estrado
e suas dimensões eram proporcionais ao tamanho da sala; todavia o máximo que se
podia conceber era 65 centímetros de altura, 5 metros de comprimento e 2 de largura. A ele
se subia por um degrau e era rodeado por um baluarte. (2006, p. 107-108)
Em Inácio (2003) ainda é possível encontrar a especificação sobre o teto e as paredes. O
teto deve ser elevado de 20 a 25 palmos do solo a fim de evitar-se a rápida corrupção do ar
interior. Pode ser de qualquer matéria, mas convém muito que seja sempre de cor branca.
As paredes devem também ser de cor branca, empregando-se, de preferência, para este
fim um reboque de cal, e areia, em razão de ficar muito mais durável, e fixo, do que a que
é dada a pincel. Na parte inferior serão guarnecidas de uma barra de cor escura e fixa de
seis palmos de altura (p. 80).
Inácio (2003) destaca, de forma crítica, a demanda pela organização espacial da escola. A
definição e o ordenamento do espaço escolar, assim como a disposição dos sujeitos e objetos
nele contidos, têm no segundo quartel do século XIX uma relação direta com o ideal de
racionalização e ordenação da sociedade.
Organizar o processo educativo, dotando-o de um espaço especificamente projetado para a
tarefa de ensinar, tem íntima relação com o desejo de disciplinar, controlar e normalizar as
condutas dos sujeitos envolvidos nesse processo, sobretudo professores e alunos.
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As descrições dos trabalhos encontradas no Compendio explicativo sobre o methodo de
ensino mútuo, na Memória de Peregrino e de forma menos detalhadas nas dissertações
dos alunos da Escola Normal nos permitem ver claramente como os ideais de
racionalização permearam todas as dimensões do processo educativo escolar (p. 97).
Faria Filho e Vidal (2000) constatam que apesar de posto desde a segunda metade do
século XVIII, o debate em torno da constituição de espaços dedicados ao ensino e da fixação
de tempos de permanência na escola teria que esperar até meados da última década do século
XIX, primeiro em São Paulo e, depois, em vários estados brasileiros, para assumir a
forma mais acabada da proposta dos grupos escolares. Neles, e por meio deles, os
republicanos buscaram dar a ver a própria República e seu projeto educativo exemplar e,
por vezes, espetacular (p. 24).
Da mesma forma que o método mútuo propunha uma estrutura física adequada, os grupos
escolares foram implantados com base num projeto arquitetônico imponente, com proporções
monumentais.
Monumentais, os grupos escolares, na sua maioria, eram construídos a partir de plantas-tipo
em função do número de alunos, em geral 4, 8 ou 10 classes, em um ou dois pavimentos,
com nichos previstos para biblioteca escolar, museu escolar, sala de professores e
administração.
Edificados simetricamente em torno de um pátio central ofereciam espaços distintos
para o ensino de meninos e de meninas. À divisão formal da planta, às vezes, era acrescido
um muro, afastando rigidamente e evitando a comunicação entre os dois lados da escola.
Esses prédios tinham entradas laterais diferentes para os sexos. Apesar de padronizados em
planta, os edifícios assumiam características diversas, sendo-lhes alteradas as fachadas.
(Faria Filho e Vidal, 2000, p. 25).
Naquela época, a organização do espaço escolar caminhou pari passu com o projeto de
Estado nacional e os ideários de civilização e modernidade. No bojo das diferentes
propostas de racionalização dos espaços, as questões da formação de professores e das
mudanças na sua prática de ensino tangenciam todo processo de reconfirguração destes
espaços, apesar de não terem sido objeto de estudo deste trabalho, é importante que seja
mencionado.
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5. Aspectos do ambiente escolar facilitadores da educação inclusiva
Por Educação Inclusiva se entende o processo de inclusão dos portadores de necessidades
especiais ou de distúrbios de aprendizagem na rede comum de ensino em todos os seus graus.
Através dela se privilegiam os projetos de escola, que apresenta as seguintes características:
Um direcionamento para a Comunidade – Na escola inclusiva o processo educativo é
entendido como um processo social, onde todas as crianças portadoras de necessidades
especiais e de distúrbios de aprendizagem têm o direito à escolarização o mais próximo
possível do normal. O alvo a ser alcançado é a integração da criança portadora de
deficiência na comunidade.
Vanguarda – Uma escola inclusiva é uma escola líder em relação às demais. Ela se
apresenta como a vanguarda do processo educacional. O seu objetivo maior é fazer com
que a escola atue através de todos os seus escalões para possibilitar a integração das
crianças que dela fazem parte.
Altos Padrões - há em relação as escolas inclusivas altas expectativas de desempenho por
parte de todas as crianças envolvidas. O objetivo é fazer com que as crianças atinjam o
seu potencial máximo. O processo deverá ser dosado às necessidades de cada criança.
Colaboração e cooperação – há um privilegiamento das relações sociais entre todos os
participantes da escola, tendo em vista a criação de uma rede de auto-ajuda.
Mudando papéis e responsabilidades – A escola inclusiva muda os papéis tradicionais dos
professores e da equipe técnica da escola. Os professores tornam-se mais próximos dos
alunos, na captação das suas maiores dificuldades. O suporte aos professores da classe
comum é essencial, para um bom andamento do processo de ensino-aprendizagem.
Estabelecimento de uma infraestrutura de serviços – gradativamente a escola inclusiva
irá criando uma rede de suporte para a superação das suas maiores dificuldades. A escola
inclusiva é uma escola integrada à sua comunidade.
Parceria com os pais – os pais são os parceiros essenciais no processo de inclusão da
criança na escola.
Ambientes educacionais flexíveis – os ambientes tem que visar o processo de ensino-
aprendizagem dos alunos
Estratégias baseadas em pesquisas – as modificações na escola deverão ser introduzidas
a partir das discussões com a equipe técnica, os alunos, pais e professores.
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Estabelecimento de novas formas de avaliação – os critérios de avaliação antigos deverão
ser mudados para atender as necessidades dos portadores de deficiência.
Acesso – o acesso físico à escola deverá ser facilitado aos indivíduos portadores de
deficiência.
Continuidade no desenvolvimento profissional da equipe técnica – os participantes da
escola inclusiva deverão procurar das continuidade aos seus estudos, aprofundando-os.
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Conclusão
Após a realização do trabalho, concluímos que a escola é um espaço onde os educadores e
educandos trabalham sob uma coordenação e relação interpessoal de valores sociais. Assim ao
conjunto dessas organizações cria aquilo que se chama de administração escolar que é o
aproveitamento racional, isto é, aproveitamento consciente com vista o alcance dos
objectivos preconizados passando necessariamente, pela organização e planeamento dos
recursos humanos e matérias, visando ao aperfeiçoamento das pessoas que integram a escola.
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Referências bibliográficas
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Gil, A. C. (1994). Como elaborar um projecto de pesquisa. 3ª edição. São Paulo
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Lakatos, E. M.#& Marconi, M. A.. (2007).
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Libaneo, C. J. (1994). Didáctica. São Paulo: Editora Cortês.
MEC, (2008). Regulamento Geral do Ensino Básico.s/d. Maputo,
Nerici, I. G. (1989). Didáctica: Uma introdução. 2 ed.. São Paulo: Editora Atlas.
Novaski, A. J.C. (1993). Sala de aula: uma aprendizagem do humano. 6. Ed. Campinas:
Papirus.
Veiga, I. P. A. (1992). A prática pedagógica do professor de Didática. 2. [Link]:
Papirus.
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