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Política de Apaziguamento e Segunda Guerra

O documento aborda eventos e políticas que levaram à Segunda Guerra Mundial, incluindo a política de apaziguamento, a Conferência de Munique e a invasão da Polônia. Destaca a tática da Guerra Relâmpago utilizada pela Alemanha e a entrada dos EUA após o ataque a Pearl Harbor. Também menciona as conferências entre os aliados e as consequências da guerra, como a ascensão dos EUA e a criação da ONU.

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Política de Apaziguamento e Segunda Guerra

O documento aborda eventos e políticas que levaram à Segunda Guerra Mundial, incluindo a política de apaziguamento, a Conferência de Munique e a invasão da Polônia. Destaca a tática da Guerra Relâmpago utilizada pela Alemanha e a entrada dos EUA após o ataque a Pearl Harbor. Também menciona as conferências entre os aliados e as consequências da guerra, como a ascensão dos EUA e a criação da ONU.

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Resumos

1- Política de apaziguamento

O debate realizado na Conferência de Munique foi consequência do expansionismo


territorial defendido por Adolf Hitler. Esse expansionismo era um dos elementos
principais da ideologia nazista a partir de um princípio chamado “espaço vital”.

No entanto, a política de expansionismo territorial defendida por Hitler só seria


possível por meio do fortalecimento militar da Alemanha. Para que isso fosse
possível, o líder nazista precisou romper com as imposições do Tratado de Versalhes
e, assim, passou a investir na modernização e no crescimento do exército alemão.
A postura de França e Reino Unido mediante o crescimento das ambições territoriais
dos alemães ficou conhecida como política de apaziguamento. Com essa política,
ambos os países realizaram uma série de concessões territoriais para saciar as
ambições de Hitler. Além disso, eles aceitaram o não cumprimento do Tratado de
Versalhes. Tudo isso ocorreu porque franceses e britânicos estavam temerosos que um
novo conflito acontecesse e trouxesse grande destruição, como havia acontecido
durante a Primeira Guerra Mundial.

2- Conferência de Munique

Conferência de Munique é o nome pelo qual ficou conhecido um encontro que aconteceu
em setembro de 1938 e teve a participação dos líderes das seguintes nações:
Alemanha, Grã-Bretanha, França e Itália. Nesse encontro foram debatidas questões
relativas à crise que envolvia o interesse da Alemanha, governada por Adolf Hitler,
em uma região do território da Checoslováquia: os Sudetos.
Durante esse encontro, o líder britânico e o francês colocaram em prática algo que
ficou conhecido como “política de apaziguamento”, que correspondeu totalmente aos
interesses de Hitler. Essa política foi aplicada para evitar que uma nova guerra
fosse deflagrada no continente europeu.

3- Estopim

O início da Segunda Guerra aconteceu devido a passividade da Grã-Bretanha e da


França nos eventos de 1938 trazendo segurança para Hitler realizar mais um
movimento de expansão, dessa vez sobre a Polônia.
A Polônia, território alemão até o fim da Primeira Guerra Mundial, dividia duas
posses alemãs. A intenção alemã era interligar a Alemanha com a Prússia Oriental e
recuperar a cidade de Danzig.
Pouco antes da invasão da Polônia, Hitler realizou um acordo com a União
Soviética para garantir a paz entre as duas nações em caso de guerra. O acordo
também estipulava a divisão da Polônia entre Alemanha e União Soviética, pois, “aos
olhos de Berlim e Moscou, o Estado polonês devia sua existência apenas à força
maior dos Aliados em 1919 e não tinha legitimidade”.
Na madrugada de 1º de setembro de 1939, Hitler movimentou suas primeiras tropas no
ataque coordenado contra a Polônia. Esperava-se que a resistência polonesa
detivesse os exércitos alemães por alguns meses. Entretanto, não foi o que
aconteceu, pois as forças alemãs eram muito superiores às da Polônia.

*Alemães que moravam em Danzig saudando a chegada de Hitler em 19 de setembro de


1939*

4- Pacto anticomunista

O Pacto Anticomunista foi assinado em 25 de novembro de 1936 entre o Império do


Japão e a Alemanha, onde ambas as nações se comprometeram a tomar medidas para se
protegerem contra a ameaça da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

5- Guerra Relâmpago

A blitzkrieg ou Guerra Relâmpago foi uma tática de guerra utilizada pelo exército
alemão durante a Segunda Guerra Mundial. Foi considerada inovadora na fase inicial
da guerra e contribuiu largamente para as vitórias conquistadas pelos alemães. Na
fase inicial da guerra, a utilização da blitzkrieg foi essencial para que as
vitórias alemãs acontecessem em muitos locais da Europa.

6- Invasão a URSS

Desde a década de 1920, Hitler, em discursos e escritos, colocava o bolchevismo


soviético como o grande adversário da Alemanha Nazista. Assim que o líder nazista
assumiu o poder em 1933, as gerações mais novas de alemães foram fortemente
doutrinadas para que a guerra e a destruição da União Soviética e do “bolchevismo
judaico” (Hitler afirmava que o bolchevismo era parte de uma conspiração judaica de
dominação do mundo) fossem os objetivos da Alemanha.
A partir disso, em 1939, um confronto direto entre Alemanha e União Soviética era
esperado por causa da evidente tensão instalada na Europa. Dessa forma, a
assinatura do Pacto germano-soviético foi uma grande surpresa para todo o mundo.
Nesse acordo, Alemanha e União Soviética estipularam um pacto de não agressão que
deveria durar dez anos entre essas nações. Além disso, esse pacto firmava acordos
econômicos entre os dois países e cláusulas secretas estipulavam a invasão de
determinados territórios da Europa, como a Polônia.
O acordo que surpreendeu o mundo, para Hitler, permitia à Alemanha concentrar-se
primeiramente no front ocidental da guerra. Para Stálin, esse pacto poderia
permitir uma melhor preparação da União Soviética para a guerra. O líder soviético,
inclusive, esperava que o ataque alemão acontecesse somente em meados de 1942.

Poucos dias depois da assinatura do acordo, foram mobilizados cerca de 3,6 milhões
de soldados que encontraram as fronteiras soviéticas pouco protegidas e, em poucos
meses, a Alemanha havia conquistado inúmeros territórios a partir da tática da
guerra-relâmpago. Essa tática, que possibilitou as conquistas alemãs da Polônia,
Noruega, Bélgica, Holanda, França etc., consistia em ataques concentrados e
localizados com uso de blindados, aviação e artilharia, aliados a rápidas
movimentações territoriais da infantaria.

7-Brasil na Segunda Guerra

Até 1937, o Brasil mantinha relações cordiais com a Alemanha, condição que foi
rompida no ano seguinte.
Ainda assim, o país manteve a neutralidade. A situação mudaria em 1942, quando o
Brasil rompeu relações diplomáticas com o Eixo.
Assim, 19 navios brasileiros foram atacados na costa brasileira pelas forças
alemãs, causando a morte de 500 pessoas. Apesar de os americanos se oporem, o
governo brasileiro queria enviar soldados para o conflito.
Getúlio Vargas conseguiu que o presidente norte-americano, Franklin Roosevelt,
modernizasse as Forças Armadas e concedesse empréstimos para construir uma usina
siderúrgica no país. Em troca, o Brasil cedia um terreno no Rio Grande do Norte
para os americanos instalarem uma base militar. Esta tinha o objetivo de ser o
local de decolagem dos aviões que rumavam à Europa, e ficou conhecida como o
"Trampolim da Vitória".
A declaração de guerra contra a Alemanha e a Itália ocorreu no dia 31 de agosto de
1942. O Exército brasileiro, porém, contava com um parco contingente, e foi preciso
convocar recrutas e reservistas, como médicos, enfermeiras e advogados.
O decreto que formava a FEB (Força Expedicionária Brasileira) foi assinado em 9 de
agosto de 1943. A FEB se incorporou ao Exército americano e foi treinada por eles
na Itália.
O contingente da FEB era formado por 25.445 mil homens para atuar exclusivamente na
guerra. Destes, 450 soldados morreram e três mil soldados ficaram feridos no
decorrer da campanha do Brasil. Também a recém-criada Força Aérea Brasileira (FAB)
participou do conflito.
Era composta por 374 militares e 28 aviões, dos quais 16 foram abatidos, cinco
pilotos mortos em combate e cinco feitos prisioneiros.
Os soldados brasileiros chegaram no dia 16 de julho de 1944 à Itália. Lutando ao
lado do exército dos EUA, os brasileiros conseguiram expulsar o Exército alemão que
ainda resistia no norte da Itália.
Em setembro de 1944, os soldados brasileiros tomaram Massarosa, Camaiore e Monte
Prano. No início de 1945, ajudaram a conquistar pontos estratégicos como Monte
Castelo, Castelnuovo e Montese.

8- Entrada dos EUA na Guerra

O ataque japonês contra a base naval de Pearl Harbor, localizada no Havaí, em 7 de


dezembro de 1941, levou à entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.
Esse episódio iniciou o confronto entre americanos e japoneses que, ao longo de
quase quatro anos, quase destruiu completamente o Japão.

9- Conflitos no Pacífico

No final da década de 1910, o Japão determinou 21 exigências sobre o território


chinês, mas elas foram vetadas por influência americana, além disso, durante esse
período, os Estados Unidos negaram vistos para cidadãos japoneses que iam aos
Estados Unidos, com tudo isso ficou evidente para a inteligência americana que o
Japão planejava atacar os EUA. O ataque foi elaborado pelo general Isoroku Yamamoto
e atingiu a base naval americana de Pearl Harbor, localizada no Havaí. Esse fato
aconteceu em 7 de dezembro de 1941 e resultou na destruição parcial da frota
americana. Por causa desse ato, os Estados Unidos declararam guerra ao Japão.

A primeira fase desse conflito foi caracterizada pela vitória dos japoneses, mas
com o decorrer do conflito houve se uma recuperação gradativa do Exército e da
Marinha americana. O conflito no Pacífico estendeu-se até setembro de 1945, quando
o Japão se rendeu. A partir do segundo semestre de 1942, os Estados Unidos passaram
a ganhar todas as grandes batalhas. A Batalha de Midway (junho de 1942), a Batalha
de Guadalcanal: (agosto de 1942 a fevereiro de 1943) e a Batalha de Tarawa:
(novembro de 1943)

10- Conferências da Guerra

Durante a Segunda Guerra, os três grandes EUA, URSS e Inglaterra reuniram-se em


algumas conferências para discutir ações comuns no combate ao nazismo e a
reorganização mundial após o conflito.

Conferência de Teerã: A primeira dessas conferências ocorreu em Teerã, em dezembro


de 1943, quando a guerra já se encontrava na sua 3ª fase. Dela participaram
Roosevelt (EUA), Churchill (Inglaterra) e Stalin (URSS), decidindo sobre o
desmembramento da Alemanha e a questão das fronteiras da Polônia.

Conferência de Ialta: Na Conferência de Ialta, o panorama da guerra era claro, a


França havia sido libertada, a derrota alemã era certa e tropas soviéticas
dominavam parte significativa na Europa Oriental e nos Bálcãs, além de estarem
presentes no próprio território alemão.
A Conferência serviu para fixar os pontos relativos à criação da ONU em
substituição à fracassada Liga das Nações, para ratificar a divisão da Alemanha
submetida ao Conselho de Controle Aliado, para fixar as fronteiras da Polônia com
amplas vantagens territoriais para a URSS que anexou territórios da Polônia
Oriental, para o reconhecimento de que os países libertos pela URSS, no Leste
Europeu teriam governos pró-soviéticos, para definir divisão da Coreia em duas (o
Norte, comunista e o Sul, capitalista) e para estabelecer que a Grécia e a Turquia
ficariam fora da influência soviética.


*Roosevelt, Churchill e Stalin na Conferência de Ialta*

Conferência de Potsdan: Na Conferência de Potsdan, a Alemanha já havia assinado a


rendição, restando apenas o Japão em guerra contra os aliados.
Nela, os Três Grandes (Attlee substituía Churchill e Truman substituía Roosevelt)
praticamente ratificaram Ialta: divisão da Alemanha e de Berlim em 4 zonas de
ocupação (EUA, Inglaterra, França e URSS), desnazificação da Alemanha, criação de
um tribunal internacional para julgar os crimes de guerra da Alemanha nazista
(Tribunal de Nuremberg), desmilitarização da Alemanha, cessão de Dantzig à Polônia,
divisão da Prússia Oriental entre URSS e Polônia e indenização aos vencedores.

Conferência de São Francisco: Em 1947, firmaram tratados de paz com a Itália,


Bulgária, Romênia, Hungria e Finlândia, sendo que a paz com os japoneses só foi
firmada em 1951, na Conferência de São Francisco, em condições extremamente
favoráveis ao Japão, que manteria sua integridade territorial e estava dispensado
de pagar indenizações causadas pela guerra.
O favorecimento ao Japão se deveu ao fato de que as potências capitalistas
ocidentais, notadamente os EUA, pretendiam torná-lo um país âncora do bloco
capitalista na Ásia, onde a China e a Coreia haviam se tornado países comunistas.

11- Fim da Guerra na Europa e Ásia

Os soviéticos iniciaram uma ofensiva no dia 12 de janeiro de 1945, libertando então


a Polônia e forçando a Hungria a se render. Em meados de fevereiro de 1945, os
Aliados bombardearam a cidade alemã de Dresden, com a morte de 35.000 civis. As
tropas norte-americanas cruzaram o rio Reno no dia 7 de março de 1945. A ofensiva
soviética final, iniciada no dia 16 de abril de 1945, permitiu que as tropas
soviéticas cercassem Berlim, a capital alemã.
No dia 30 de abril de 1945, enquanto as tropas soviéticas abriam seu caminho até a
Chancelaria do Reich, Hitler cometeu suicídio. No dia 7 de maio daquele mesmo ano,
a Alemanha rendeu-se incondicionalmente aos países Aliados do Ocidente na cidade de
Reims e, no dia 9 de maio, aos soviéticos, em Berlim. Em agosto, a Guerra, que
continuava em andamento no Oceano Pacífico, terminou imediatamente após os Estados
Unidos lançarem bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki
matando 120.000 civis. A destruição completa das duas cidades forçou o governo
japonês a assinar a rendição incondicional em setembro de 1945. A transição do
Japão após a rendição foi toda realizada pelos Estados Unidos conforme os termos
impostos ao Japão.

12- Consequências da Guerra e ONU

A Segunda Guerra Mundial, deixou milhares de mortos, incontáveis feridos e


redefiniu o equilíbrio de poder mundial.
As principais consequências deste conflito foram a ascensão dos Estados Unidos, a
divisão do mundo entre capitalismo e socialismo e o surgimento da ONU. A ONU tem
como seu principal objetivo atuar na defesa dos Direitos humanos, mediar conflitos
internacionais e promover a paz entre os países.

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